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GIL VICENTE

Auto da Feira
1. Que mudança estrutural na sociedade
da época evidencia o Auto da Feira?

Este auto de Gil Vicente evidencia o início do


desenvolvimento mercantil e a mudança de
valores sociais. A sociedade até aí
eminentemente agrícola começa, então, a
submeter-se aos valores materiais.
GIL VICENTE
Auto da Feira
Caracterização das personagens
1. Quem é a personagem Roma?

A personagem Roma é uma compradora que


vem à feira, mas pretende mudar de vida.
Roma já foi, no passado, cliente do Diabo, mas
está arrependida e quer voltar a ser virtuosa e
justa.
2. Que característica marca os dois casais
que vêm à feira?

Os dois casais que vêm à feira estão marcados


pela insatisfação. Os maridos estão
insatisfeitos com as respetivas mulheres: um
queixa-se por ela ser mansa outro não gosta
de ela ser brava.
GIL VICENTE
Auto da Feira
Relações entre personagens
1. Qual é a relação que se estabelece na
peça entre Roma e o Diabo?

O Diabo é vendedor e Roma é compradora.


Roma recusa o que o Diabo oferece por lhe ter
comprado no passado e ter sofrido
consequências nefastas.
2. Qual é a relação que os dois homens
que vêm à feira com as mulheres
estabelecem entre si?
Os dois homens mantêm entre si uma relação
de cumplicidade, queixando-se ambos das
respetivas mulheres.
GIL VICENTE
Auto da Feira
A representação do quotidiano
1. O que simboliza a conversa entre os
dois homens que querem trocar as
mulheres na feira?
Numa sociedade onde tudo se troca e se
vende, a insatisfação é constante. Esta
conversa simboliza ainda a crise do casamento
e dos valores morais, numa sociedade que
valoriza tudo o que é material.
GIL VICENTE
Auto da Feira
A dimensão religiosa
1. O Auto da Feira apresenta uma
dimensão religiosa?

Com este auto, Gil Vicente intervém no debate


religioso do século XVI. A crise de valores que
afetou toda a cristandade e a própria Igreja é
reinterpretada pelo dramaturgo nesta peça.
GIL VICENTE
Auto da Feira
A representação alegórica
1. A alegoria está presente no Auto da
Feira?

Este auto faz uma crítica religiosa e social, por


meio de alegorias. Em quadros sucessivos,
desfilam visitantes da feira e feirantes que
espelham a decadência moral da sociedade
quinhentista. Neste auto, o mundo é
representado alegoricamente sob a forma de
feira e estão presentes várias personagens
alegóricas como o Diabo e Roma.
GIL VICENTE
Linguagem, estilo e estrutura:
características do texto dramático
1. Quais são as marcas específicas do
texto dramático?

O texto dramático é constituído por um texto


principal e um texto secundário. Integram o
texto principal os diálogos, os monólogos e os
apartes das diferentes personagens. O texto
secundário é formado pelas didascálias ou
indicações cénicas. Estes dois textos surgem
perfeitamente interligados na representação
em palco.
GIL VICENTE
Linguagem, estilo e estrutura:
o auto ou a farsa: natureza e
estrutura da obra
1. Quais são as diferenças entre um auto
e uma farsa?

Estas duas designações estão muito ligadas ao teatro


medieval e revestem-se de alguma ambiguidade, pois a
palavra auto confundiu-se com peça de teatro em geral.
Originariamente associado à encenação de quadros
bíblicos, o auto, em Gil Vicente, é um local de debate
religioso, com recurso à alegoria, à sátira e à crítica de
costumes. Por outro lado, a farsa, para Gil Vicente, era
um género aberto a uma grande diversidade de temas
de índole profana, privilegiando o cómico e a sátira.
GIL VICENTE
Linguagem, estilo e estrutura

Recursos expressivos:
a alegoria, a comparação, a interrogação
retórica, a ironia, a metáfora e a
metonímia
1. Por que razão o Diabo do Auto da Feira
é uma personagem alegórica?

O Diabo é uma personagem alegórica porque


representa o Mal (o Diabo consubstancia a
representação de uma abstração).
2. Por que razão Inês da Farsa de Inês
Pereira compara a sua vida a uma prisão?

Inês compara a sua vida a uma prisão porque


gostaria mais de sair do que de estar em casa
a trabalhar.
3. No monólogo inicial, Inês coloca uma
série de perguntas. Qual é o recurso
expressivo presente?
Inês, no monólogo inicial coloca uma série de
interrogações retóricas.
4. Qual é o recurso expressivo que Inês
utiliza constantemente quando fala com
Pero Marques?
Inês quando se dirige a Pero é muitas vezes
irónica.
5. Por que razão o bordado de Inês pode
ser considerado uma metáfora do
cativeiro da jovem?
O entrelaçado dos fios do bordado podem ser
associados às grades de uma prisão. Por esta
razão o bordado é metáfora da vida de cativa
de Inês.
6. Quando o Escudeiro se refere a Perpinhão
(uma praça muito disputada no século XV) para
referir algo valioso, que recurso expressivo
utiliza?
Utiliza-se uma metonímia, uma vez que se
recorre a uma palavra para referir outra que
estabelece com a primeira uma relação de
contiguidade.

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