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MÉTODOS PARA O ESTUDO DO INTERIOR DA TERRA

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MÉTODOS PARA O ESTUDO DO INTERIOR DA TERRA

As explorações efetuadas no nosso planeta, apenas estudam uma pequena


parte da sua superfície, mantendo-se o seu interior como um “grande
desconhecido”.

Com efeito, apesar de toda a tecnologia de que o Homem dispõe na


atualidade, o conhecimento direto da Terra está limitado apenas a alguns escassos
quilómetros da zona superficial.

Assim, são sem dúvida os dados da Sismologia, da Gravimetria e da


Vulcanologia que mais informações têm fornecido ao Homem para saber um
pouco mais sobre as zonas profundas do nosso planeta.
Métodos para o
estudo do interior
da geosfera

Métodos Diretos Métodos indiretos

Baseados na Baseados em
observação direta cálculos e teorias

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MÉTODOS DIRETOS
MÉTODOS INDIRETOS
MÉTODOS DIRETOS
1. Observação e estudo direto dos afloramentos e
da superfície visível;
Estudo da estrutura, composição química e
contexto tectónico dos afloramentos de
rochas.

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2. Exploração de jazigos minerais em minas e
escavações;

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Mina de gesso em Óbidos Andaluzia – Espanha
3. Sondagens e perfurações;
https://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=buraco-mais-fundo-
da-terra&id=010125120710#.W8INjWhKjIU

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São furos efetuados a níveis mais profundos na crosta terrestre e que
permitem a extração de colunas de rochas (carotes ou tarolos) que
fornecem informações aos geólogos sobre o passado da Terra.

Carote extraído do Anticlinal


(dobra)
Borba-Vila Viçosa-Estremoz
A perfuração mais profunda ao nível continental foi realizada pelos soviéticos (na Rússia)
em 1970, na Península de Kola, e atingiu cerca de 12 000 m de profundidade.

Ao nível oceânico, a perfuração mais profunda foi realizada por americanos em 1991,
no Pacífico Central e atingiu cerca de 2 000 m de profundidade sob o fundo
oceânico situado a 3 500 m.
A análise dos carotes permite conhecer:
- as características das rochas,
- os gases que a elas estão associadas,
- a temperatura a que os materiais rochosos se
encontram,
- a pressão a que os materiais rochosos se encontram.
4. Materiais emitidos nas erupções vulcânicas -
magmas e xenólitos (ou encraves).

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“vulcões - janelas abertas para o interior da Terra”

▪ Os vulcões lançam para o exterior materiais oriundos de profundidades entre os


100 e 200 Km – o estudo do magma permite deduzir dados sobre as condições de
pressão, temperatura e composição química do manto.

▪ Os xenólitos ou encraves são fragmentos de rochas encaixantes que foram


arrancados pelo magma durante a sua ascensão (oriundos de profundidades de
200 km ou mais - manto).

Amostra de basalto contendo nódulos


Vulcanóloga a recolher amostras de lava
(verdes) de peridotito, rocha do manto
do vulcão Kilauea, Havai.
MÉTODOS INDIRETOS
MÉTODOS INDIRETOS
1. Planetologia e Astrogeologia

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Os dados obtidos do estudo de
outros corpos celestes são
utilizados para fazer
comparações e inferências sobre a
Terra, como por exemplo, o
estudo dos meteoritos.
- O estudo dos meteoritos tem
permitido reconstituir os
primeiros estádios de formação da
Terra e confrontar a natureza e a
composição desses meteoritos
com as diferentes zonas que se
admite constituírem o interior do
globo terrestre.

- Equipamentos
tecnológicos/técnicas que
servem para estudar astros
do Sistema Solar também
são usados para estudar a
própria Terra, como os
satélites artificiais
(determinação do volume
e diâmetro).
16/11/2018
2. MÉTODOS GEOFÍSICOS

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A) Gravimetria
Qualquer corpo situado à superfície da Terra experimenta uma
força (F) de atração para o centro do planeta, que, segundo a lei da
atração universal de Newton, é dada pela expressão:

Esta força, chamada força de atração gravítica, Assim podemos afirmar


varia na razão direta das massas que o valor de F é
e é inversamente proporcional ao quadrado da máximo nos Pólos e
distância ao centro da Terra. mínimo no Equador.
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Gravímetros são aparelhos que medem
a força da gravidade

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Nem todos os lugares estão à mesma distância do
centro da Terra! Logo, a força gravítica varia de
zona para zona (latitude, altitude, …).
Ex. O raio terrestre equatorial é maior 21 km do que o raio polar.

Assim, para comparar valores da força gravítica em diferentes


pontos da Terra é necessário introduzir correções relativas a
diferentes parâmetros, tais como, a latitude, a altitude e a
topografia do local.

Após a introdução das correções seria de esperar que a força


gravítica (medida com o gravímetro) fosse igual em toda a
superfície da Terra, mas tal não acontece!

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O valor normal da aceleração da gravidade, ao nível médio das águas do mar, é 9,81 m /s2
e, por convenção, considera-se ser zero.
Quando ocorrem diferenças entre o valor da aceleração da gravidade medida pelo
gravímetro e o valor da aceleração da gravidade calculado matematicamente (após a
introdução de vários fatores de correção) estamos perante anomalias gravimétricas.

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Anomalia positiva Anomalia negativa

• Acima do valor normal • Abaixo do valor normal


da força da gravidade. da força da gravidade
• Devido à presença de • Devido à presença de
materiais mais densos materiais menos densos
Através das técnicas de gravimetria é possível identificar a presença de materiais
mais ou menos densos no interior da Terra, pois são eles os responsáveis pelas
anomalias gravimétricas.
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Nas cadeias montanhosas

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A inexistência de anomalias gravimétricas ou anomalias negativas mostra que as
montanhas possuem raízes profundas que compensam o aumento em altitude. 34
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B. Densidade terrestre
A densidade é numericamente igual à massa volúmica.

m – massa
d = m/v
v – volume

• Densidade global da Terra = 5,5


• Densidades das rochas da superfície terrestre = 2,8

No interior da Terra devem existir materiais de


densidade muito superior.
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Variação da densidade (valor da massa volúmica sem unidades)
com a profundidade.
A Terra é heterogénea, verificando-se o aumento da
densidade com a profundidade, porque...

- As rochas do interior da geosfera são comprimidas


pelas rochas suprajacentes
a diminuição de volume gera o aumento
de densidade das rochas mais internas.
- Existência de materiais mais densos no
interior da Terra, nomeadamente a presença
de metais (no núcleo).
Modelo da estrutura interna da terra em função da
densidade e da composição

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C. Geomagnetismo • Medição da orientação
dos minerais provocada
pela orientação do campo
• A Terra possui um campo magnético magnético terrestre.
invisível denominado de
magnetosfera, que se comporta como
se o centro do planeta fosse ocupado
por uma poderosa “barra”
magnetizada.

• Por ação deste campo magnético,


qualquer corpo magnético livre
orienta-se segundo a direção dos
pólos magnéticos Norte-Sul (desvio de
11,5º dos pólos geográficos).
- A bússola tem uma agulha magnética
com 2 polos magnéticos, um aponta para
sul e o outro para norte.
- Convencionou-se chamar ao polo que
aponta para o norte (geográfico) polo norte
(da bússola).

Esta orientação resulta da Terra apresentar


geomagnetismo, isto é, um campo magnético invisível.
• Linhas de força do campo magnético passam
através do planeta e estendem-se de um pólo
magnético para o outro.
Como é gerado o campo magnético?
Hipótese mais aceite (modelo do Dínamo)
• O material do núcleo externo encontra-se no
estado líquido e possui um movimento de
rotação, criando uma corrente elétrica;

• Esta corrente elétrica origina o campo


magnético;

• O núcleo deverá ser composto por um


material condutor de eletricidade -
composição metálica.
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O material constituinte do núcleo
externo (níquel e ferro), no estado Este movimento cria uma
líquido, encontra-se em corrente elétrica e como
permanente movimento de consequência um campo
rotação devido, julga-se, às magnético. O movimento
correntes de convecção. de rotação do planeta é
que coloca o fluido em
movimento.

A existência do campo magnético,


explicado por esta teoria, mostra
indiretamente a constituição e o
estado físico do núcleo.
• Um corpo magnetizado (ex. agulha magnética)
fica alinhado paralelamente às linhas de força do
campo magnético e orienta-se de acordo com a
direção dos pólos magnéticos.

• O campo magnético sofreu inversões ao longo


da história da Terra.

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• Periodicamente ocorrem inversões
dos pólos, isto é, o Norte “troca”
com o Sul.

• As causas de tais fenómenos são


ainda desconhecidas.

• A inversão do campo magnético


causa grandes perturbações na
fronteira do núcleo-manto, que se
exprimem em violentos episódios
vulcânicos.

• Estas situações, julga-se, podem


estar na origem de grandes
extinções em massa.
Limalha de Ferro
• Orientação da limalha de Ferro quando lhe é aplicado um
campo magnético. O mesmo acontece com os minerais
ferromagnéticos das rochas basálticas.
- Determinadas rochas, como o basalto, são ricas em
minerais ferromagnéticos (ex. Magnetite).
Durante o arrefecimento do magma que as
originou, formam-se cristais que crescem nesse magma e
que podem ficar magnetizados instantaneamente quando
a temperatura desce abaixo de um determinado valor –
PONTO DE CURIE
- Os cristais apresentam polaridade igual à do campo
magnético terrestre na altura em que se formaram e
conservam essa polaridade desde que não sejam
aquecidos acima do ponto de Curie.
Exemplos:
Ferro: Temperatura de Curie: 770 °C
Cobalto: Temperatura de Curie: 1075 °C
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Níquel: Temperatura de Curie: 365 °C
Orientação da polaridade dos minerais ferromagnéticos de acordo
com o campo magnético vigente no momento da sua génese.
Só as rochas magmáticas é que são
magnetizadas?

Nas rochas sedimentares, no


momento da sedimentação, os
grãos de minerais caem
vagarosamente para o fundo e os
componentes magnéticos
orientam-se de acordo com o
campo magnético terrestre.
Os cristais de magnetite funcionam como ímanes,
com uma polaridade paralela à do campo
magnético terrestre na altura da sua formação,
conferindo à rocha uma polaridade idêntica.

Campo Paleomagnético
Campo magnético na altura da formação dos
minerais ferromagnéticos que fica registado nas
rochas.

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O estudo das propriedades magnéticas de amostras
de basalto retiradas de fundos oceânicos mostram
que o campo magnético da Terra experimentou
várias inversões, isto é, o pólo magnético norte
converte-se em pólo sul magnético e vice-versa!

Atualmente, o pólo norte magnético está próximo do


Pólo Norte geográfico – POLARIDADE NORMAL

No passado o pólo norte magnético já esteve próximo


do Polo Sul geográfico – POLARIDADE INVERSA
https://www.dn.pt/ciencia/interior/campo-magnetico-da-terra-pode-inverter-se-em-apenas-cem-anos-4182790.html

http://visao.sapo.pt/actualidade/sociedade/2018-05-01-Campo-magnetico-da-terra-provavelmente-nao-esta-a-inverter-se

Polaridade Normal Polaridade Inversa


Curiosidade:
O campo magnético terrestre
protege a Terra dos ventos solares
que transportam partículas
carregadas eletricamente.
MAGNETÓMETRO

Em 1952 foi inventado


um aparelho que
permite não só medir a
intensidade de campos
magnéticos
(extremamente fracos)
como também
determinar a direção e
o sentido do campo
magnético “fossilizado”
nas rochas.
Análise dos fundos oceânicos
Foram registadas as anomalias
magnéticas nos fundos
oceânicos.

 Verifica-se a existência
A análise do fundo dos oceanos de um padrão simétrico
por navios especializados relativamente às cristas
permite a obtenção de dados
que apoiam a expansão dos oceânicas
fundos oceânicos
Percorrendo os fundos oceânicos com um magnetómetro
verifica-se que a intensidade do campo magnético em
determinadas zonas é:

Superior à intensidade média atual – anomalia positiva;

E noutras zonas é inferior – anomalia negativa.

Estes dados permitem traçar o perfil magnético desses


fundos.
Como pode o magnetismo das rochas evidenciar
que ocorreu expansão dos fundos oceânicos?

As inversões magnéticas apresentam-se como faixas simétricas de um e do outro


lado do rifte devido à expansão dos fundos oceânicos a partir desta zona. 59
Relembrando...

O paleomagnetismo das rochas ao nível dos limites divergentes de placas...

- O valor medido com o magnetómetro resulta da sobreposição:


 do valor do campo magnético terrestre atual,
 com o campo produzido pela rocha magnética (nesta os minerais
magnéticos estão alinhados de acordo com o sentido do campo magnético
terrestre da época da sua formação).

- Se ambos os campos tiverem a mesma polaridade (o mesmo sentido)


o valor total medido é maior do que o campo magnético
terrestre, e portanto mais positivo (anomalia positiva).

- Se os campos tiverem polaridades com sentidos opostos subtraem-se e o


valor total será inferior (anomalia negativa) podendo ser
negativo se o campo produzido pelas rochas for maior que o
campo magnético terrestre atual.
Factos que apoiam a Teoria da Expansão dos fundos
oceânicos

• perto da crista da dorsal, as rochas são muito novas e tornam-


se progressivamente mais velhas, à medida que se encontram
mais afastadas dessa zona;
• as rochas mais recentes, junto à crista, apresentam polaridade
normal, isto é, de acordo com o campo magnético atual;
• os blocos rochosos dispostos paralelamente e de forma
simétrica em relação à crista da dorsal alternam na polaridade
magnética (normal-inversa-normal...), sugerindo que o campo
magnético da Terra inverte periodicamente a polaridade ao
longo do tempo geológico.
O GEOMAGNETISMO É IMPORTANTE PORQUE:

 A existência do campo magnético terrestre apoia


o modelo sobre a composição e as caraterísticas
físicas do núcleo terrestre (existência de uma
camada no interior da Terra com constituição
metálica e no estado líquido (núcleo externo)).
 O paleomagnetismo formece informações sobre o
passado da Terra pois:
- regista as inversões da polaridade do campo
magnético terrestre,
- apoia a hipótese da deriva continental e da
expansão dos fundos oceânicos (e teoria da
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Tectónica de Placas).
D. Métodos geofísicos de Sismologia
Análise do
comportamento das
ondas sísmicas.

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As diferenças na trajetória e
velocidade de propagação
indicam materiais de
constituição muito diferente.

As ondas sísmicas sofrem reflexão e refração


consoante os materiais que atravessam
Ao estudar a propagação das ondas
sísmicas, tanto em sismos naturais como
nos que são provocados artificialmente,
com fins científicos, os geofísicos analisam
as trajetórias das ondas que vão sendo
refletidas (vermelho) e refratadas (verde),
à medida que mudam as propriedades dos
materiais por elas atravessados.

Por poderem ser aplicados a grandes


profundidade, estão na base dos modelos
relativos à estrutura interna da Terra.
Resumindo...

O estudo do comportamento das ondas sísmicas em profundidade


permitiu verificar que a velocidade de propagação e a trajetória dos
raios sísmicos não é uniforme:
- as ondas sísmicas aumentam e diminuem de velocidade;
- os raios sísmicos sofrem desvios na sua trajetória (refrações
e/ou reflexões).

- A geosfera não é um corpo homogéneo.


- A geosfera está diferenciada em camadas de diferente
densidade, rigidez, pressão, temperatura e composição.
E. Métodos geofísicos de Geotermismo

Origem do calor interno da Terra

• Calor remanescente da formação da Terra


(impacto de planetesimais e contração
gravitacional dos materiais);

• Desintegração dos elementos radioativos que


existem nas rochas (os mais importantes:
urânio, tório, potássio).
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GEOTERMISMO
- Determinações feitas em minas e sondagens mostram que a
temperatura da Terra aumenta com a profundidade.

- Nas determinações diretas verificou-se que a temperatura


aumenta 30ºC/Km, isto é 1ºC em cada 33 metros de
profundidade.

- O aumento da temperatura com a profundidade não é constante.


Gradiente geotérmico e grau
geotérmico
Geotermia diz respeito ao estudo da formação e
desenvolvimento da energia interna do planeta.

Gradiente geotérmico – corresponde à taxa de variação


(aumento) de temperatura por cada Km percorrido em
profundidade (ºC/Km). Diminui com a profundidade!
Grau geotérmico – número de metros que é necessário
aprofundar para que a temperatura suba 1ºC. O valor
médio (à superfície - crosta) é cerca de 33 m/ºC. O grau
geotérmico varia em função da localização dos limites
tectónicos (em zonas acessíveis). Aumenta com a
profundidade! 72
Gradiente geotérmico
Diminui com a profundidade!
À medida que a profundidade aumenta, o aumento da
temperatura diminui ----- Se a temperatura aumenta cada vez
mais devagar, isso significa que temos de aprofundar mais para
conseguir fazer com que a temperatura aumente.

• Verifica-se que para as profundidades em que tem sido possível


fazer determinações diretas, a temperatura aumenta 30 ºC por Km.

• Esta variação do gradiente não se mantém para grandes


profundidades, pois se tal acontecesse a Terra atingiria no seu
interior temperaturas de muitos milhares de graus, o que
provocaria a fusão de todos os materiais.
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Gradiente geotérmico
A temperatura aumenta mais lentamente, em profundidade.

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A temperatura aumenta mais lentamente, em profundidade.
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Grau geotérmico
Grau geotérmico – número de metros que é necessário
aprofundar para que a temperatura suba 1ºC. O valor
médio (à superfície) é cerca de 33 m/ºC (para zonas
acessíveis).

• Para zonas inacessíveis, a determinação da


temperatura é realizada com base em cálculos
indiretos;
Verifica-se que existe uma determinada faixa de
profundidade em que a temperatura se mantém
constante, a qual se designa de Zona de Temperatura
Constante. 76
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Fluxo geotérmico

Quantificação do calor que se liberta à superfície.


Relacionado com os limites das placas litosféricas 78
Fluxo geotérmico
• O calor interno da Terra está na base da
geodinâmica interna, libertando-se
continuamente através da superfície;
• A dissipação do calor interno é constante e
designa-se por fluxo térmico;
• O fluxo térmico é avaliado pela quantidade de
calor que é libertada por unidade de tempo e
superfície;

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Fluxo geotérmico
• Nalguns casos o fluxo térmico é percetível, por
exemplo nas fontes termais; quando há erupções
vulcânicas.

• Na generalidade das situações não nos


apercebemos da libertação do calor interno da
Terra, devido à baixa condutibilidade térmica das
rochas da crosta terrestre, que determina uma
dissipação extremamente lenta. 80
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O gradiente geotérmico (variação da temperatura com a
profundidade) diminui com o afastamento ao rifte.

O grau geotérmico (n.º de metros que é necessário aprofundar


para que a temperatura aumente em 1ºC) aumenta com o
afastamento ao rifte.
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Nas zonas vulcânicas, nomeadamente nas dorsais oceânicas, a
proximidade de magmas revela:
- fluxo térmico mais elevado (liberta-se maior quantidade de calor);
- gradiente geotérmico mais elevado (a temperatura aumenta mais
por Km de profundidade);
- grau geotérmico mais baixo (é necessário aprofundar muito
menos para que a temperatura aumente 1ºC).
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Astenosfera
As temperaturas aproximam-
se das temperaturas de fusão
dos materiais existentes.

Os materiais estarão, por


isso, parcialmente fundidos
(só uma pequena porção
atinge a fusão);
consequentemente a sua
rigidez será menor do que a
dos materiais da litosfera.
Núcleo externo
Estima-se que as temperaturas
serão superiores às temperaturas
de fusão dos materiais que se
encontram nessa zona.
Os materiais estarão no estado
líquido.
Núcleo interno
As elevadas pressões a que os
materiais estão sujeitos fazem
aumentar a temperatura de fusão
dos mesmos.
As temperaturas existentes não
serão suficientes para fundir os
materiais.
Os materiais estarão no estado
sólido.
O aluno deve ficar capaz de:

• Discutir potencialidades e limitações dos métodos diretos e


indiretos, geomagnetismo e geotermia (grau e gradiente
geotérmicos e fluxo térmico) no estudo da estrutura interna da
Terra.
Nota importante:
A utilização deste documento não substitui a consulta do
manual adotado ou outras fontes de informação.
É considerado uma orientação para o estudo.