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Avaliação do

Paciente e SBV

ITO 23 – 2ª EDIÇÃO 2017


OBJETIVOS

Ao final da aula, os alunos deverão:

 Explicar a sequência da avaliação do paciente;


 Explicar os princípios da avaliação primária com base no ABCDE;
 Citar pelo menos 3 exemplos de Load and Go.
 Qual a sequência da Cadeia de Sobrevivência.
 Quais os ciclos para cada tipo de paciente em
PCR/PR/AFOGADO.
CONCEITOS

 “Hora de Ouro”: o primeiro pico de mortes (50%) ocorre entre o


momento do trauma até 1 hora do trauma;

 “Minutos de Platina”: o tempo máximo de permanência da equipe


de APH no local da ocorrência - deve ser de 10 minutos;

 Tempo Resposta: entre 4 a 6 minutos, compreendidos do momento


em que o chamado dá entrada no COBOM até o momento em
que a Guarnição BM chega à cena;
MÓDULO 100
AVALIAÇÃO DO PACIENTE
Estrutura Antiga Atualização

P 101
1. Avaliação da cena;
P 101 2. Avaliação Primária (ABCDE);
1. Dimensionamento da Cena; 3. Avaliação secundária (histórico e exame físico
2. Avaliação inicial (ABC); detalhado);
3. Histórico e Exame Físico; 4. Avaliação Continuada;
4. Exame físico detalhado; 5. Documentação e Comunicação.
5. Avaliação continuada;
6. Comunicações e documentações. P - 102:

- Instrumentos Avaliatórios:
1. Casos de Load and Go;
2. Casos de Mecanismos de Lesão Significativos;
3. Exame Físico Detalhado; SAMPUM; OPQRST.
1 - Dimensionamento da Cena

IFC – Isolamento dos fluidos


corporais;
Manter cena segura;
Descobrir a NDD (clínico) ou o
MDL (trauma).
2 – Avaliação Primária - ABCDE

 A – Abertura de vias aéreas (clínico: head-tilt chin-lift; trauma: jaw


thrust/ chin lift) com controle da cervical;
 B – Boa respiração?
Frequência / Esforço / Bilateralidade / Profundidade; Se trauma – O² (10-15 LPM)
 C – Circulação?
Controle de Hemorragias / Pulso / Perfusão / Pele – 1 H 3 P
 D – Disfunção neurológica?
Glasgow?
 E – Exposição com controle de hipotermia.
Em pacientes responsivos ou irresponsivos, se há alguma circunstância
que ameace a vida (instabilidade crítica no “ABCD”), trate-a
imediatamente. O deslocamento deve ser imediato; demais
procedimentos devem ser feitos no trajeto;
3 - Avaliação Secundária (Histórico E
Exame Físico Detalhado)
Pacientes de TRAUMA COM Mecanismo de Lesão Significativo,
responsivos e quando não temos informação sobre o ocorrido:
 Exame da cabeça aos pés (DCAP-QELS);
 Sinais vitais / oximetria / Anamnese SAMPUM;
 Realizado na cena;

NÃO SE EXIGE EXAME FÍSICO DETALHADO PARA:


Pacientes de TRAUMA SEM Mecanismo de Lesão Significativo, responsivos:
 Exame dirigido à lesão específica);
 Não se exige exame físico detalhado;
 Sinais vitais / oximetria / Anamnese SAMPUM;
Mecanismos de Lesão Significativos

 Ejeção do veículo;
 Morte de outro passageiro do mesmo veículo;
 Queda de altura em geral;
 Capotamento de veículo;
 Colisão a alta velocidade;
 Atropelamento;
 Acidente com motocicletas e bicicletas;
 Inconsciência ou alteração do estado mental após trauma;
 Trauma penetrante na cabeça, tórax ou abdome.
3 - Avaliação Secundária (Histórico E
Exame Físico Detalhado)

Paciente CLÍNICO responsivo:


 Avalie o histórico do paciente e a doença atual;
 Anamnese SAMPUM;
 Sinais vitais / oximetria;
 - Análise da dor - OPQRST
3 - Avaliação Secundária (Histórico e Exame
Físico Detalhado)

No caso de pacientes de trauma ou clínico que se encontram


irresponsivos, a avaliação secundária deve se dar no trajeto, pois este
configura um dos casos de Load and Go. Outros exemplos:
 Hemorragia descontrolada;
 Eviscerações;
 Respiração difícil;
 Trauma combinado com gravidez / queimadura / vítima acima de
55;
 Estado de choque;
 Fratura bilateral de fêmur, etc – P 102 da ITO.
4 – Avaliação Continuada

 Repita a avaliação primária. Para paciente estável, no máximo a


cada 15 minutos. Para paciente instável, constantemente.
 Repita a avaliação secundária referente às queixas e lesões do
paciente.
 Cheque intervenções: fornecimento de oxigênio e ventilação estão
adequados? o controle de hemorragia está ok?
5 - Comunicações e Documentações

 Ao chegar à cena, repassar ao COBOM-CIAD a situação geral da


ocorrência, quantidade e condição clínica das vítimas, além de
necessidade de apoio adicional;
 Informe se há necessidade de acionamento prévio das UAI’s ou
UFU;
 Informar os dados das vítimas, incluindo os sinais vitais tanto para o
COBOM-CIAD quanto para o médico que receber o paciente;
 Se comunicar com respeito e de forma adequada com a vítima;
 Repassar o nº do BO para a vítima;
 Preencher o REDS de forma clara, completa e com atenção.
MÓDULO 200
SUPORTE BÁSICO DE VIDA
SBV NO 5º BBM
OCORRÊNCIAS DE OVACE, PARADA CARDIO RESPIRATÓRIA, E PARADA
RESPIRATÓRIA EM UBERLANDIA NO ANO 2016

2016

437

46 13

OVACE PCR PR
MÓDULO 200
SUPORTE BÁSICO DE VIDA
Estrutura Antiga Atualização
Módulo dividido em 7 protocolos (P 201 Criação de um novo protocolo, o P 208
ao P 207 – PR / PCR / OVACE / DEA). que inclui situações especiais de suporte
básico de vida, incluindo gestantes,
pacientes de trauma e afogados.
Condutas sem individualização. Individualização das condutas por
socorrista 1, 2 E 3.
Checagem de respiração e pulso em Checagem de respiração e pulso
momentos distintos. simultaneamente.

A frequência das compressões era de Frequência das compressões passa a ser


no mínimo 100 compressões por min. de 100 a 120 compressões por minuto.
MÓDULO 200
SUPORTE BÁSICO DE VIDA
Estrutura Antiga Atualização
A profundidade das compressões em Mudança na profundidade das
adultos era de no mínimo 5 cm. compressões do adulto para no
mínimo 5 cm e no máximo 6 cm.

O tempo de rodízio entre os O tempo de rodízio dos socorristas


socorristas era enfatizado por ciclos. recebe maior ênfase na
monitorização por aparelhos, como
relógios e DEA.
Ao realizar RCP em vítimas com via Para RCP em pacientes com via
aérea avançada usava-se a relação aérea avançada deve-se fazer
de compressões assíncronas com 1 compressões assíncronas e 1
ventilação a 5 a 6 segundos. ventilação a cada 6 segundos.
MÓDULO 200
SUPORTE BÁSICO DE VIDA
Estrutura Antiga Atualização
Faixa etária do neonato era definida RN/Neonato passa a ser do momento
de 0 até 28 dias. do parto até a alta da maternidade.

Usava-se o termo “respiração de Troca do termo “respiração de


resgate”. resgate” por “ventilação”.

O mesmo socorrista que abria as vias Um socorrista realiza abertura de vias


aéreas e vedava a máscara realizava aéreas e vedação da máscara e
as “respirações de resgate”. outro realiza as ventilações.
PCR
Paciente Compressões / Ciclos/tempo Profundidade Frequência
Ventilações (COM)
Sozinho/Equipe

Adulto 30x2 30x2 2 min ou 5 5 a 6 cm 100 a 120


Puberdade em diante ciclos

Criança 30x2 15x2 2 min ou 10 Cerca de 5 cm 100 a 120


1 ano à puberdade ciclos

Lactente 30x2 15x2 2 min ou 10 Cerca de 4 cm 100 a 120


Saída da maternidade à ciclos
1 ano

Neonato/RN Se não respira:


Nascimento à saída da 30 ventilações (aperta/solta/solta) e Avaliar:
maternidade - Respira e a FC maior que 100 c/ pele rosada – Monitorar
- Respira e a FC maior que 100 c/ pele cianótica – O²
- Respira e a FC entre 60 – 100 – Mais 30 ventilações
- FC menor que 60 ou pulso ausente – RCP: 3x1x30seg sem
DEA.
PR
Paciente Ventilações / Intervalo Ciclos / tempo
Adulto 1 x 5seg 20 ciclos ou 2 min
Criança e Lactente 1 x 3seg 30 ciclos ou 2 min
* Pacientes com via 1 x 6seg 10 ciclos por minuto
área avançada
Quando interrompemos o
procedimento em cena e
transportamos a vítima?
 A vítima apresenta sinais de retorno da circulação;

 Após a aplicação de 6 a 9 choques, consecutivos ou não;

 O DEA emite 3 mensagens consecutivas de choque não indicado.


O DEA e o transporte...

 Se a vítima entra em PCR dentro da VTR, o que fazemos??

 Se estivermos deslocando com uma vítima, com RCP em


andamento, e o DAE indica choque, o que fazemos??

 A bateria do DEA acabou e estamos em pleno atendimento na


cena, o que fazemos??
Situações especiais em SBV:

 PCR Traumática:
Se após a primeira análise do desfibrilador ele não indicar choque
e o tempo de chegada do SAV for maior que o tempo de chegada
no hospital, iniciar o deslocamento;

 PCR em Gestantes:
Acima de 20 semanas, realizamos o deslocamento manual do
útero para a esquerda antes de iniciar as compressões;
 O Afogado:
- Se a vítima já se encontra fora da água quando a GU chegar ao
local, atuar conforme protocolo de PCR;

- Se a vítima estiver na água, fornecer até 10 ventilações dentro


da água; retirada a vítima, realizar a técnica VOS e fornecer 5
ventilações; checar o pulso; se não há pulso iniciar a RCP com o uso
de DEA; RCP: 15 x 2 x 5 ciclos ou 2 minutos;
OVACE
ADULTO E CRIANÇA
 Se consciente e a vítima respira:  Hospital na posição sentada;

 Se consciente mas não respira:  Manobras em J até desalojar o


corpo estranho ou a vítima ficar
inconsciente;
 Se tornar-se inconsciente:  Checar a boca sem varredura e
iniciar RPC a caminho do hospital.
Checar a boca antes das
ventilações;
 Se o paciente já se encontrar  Iniciar a RCP pelas compressões
inconsciente: conforme protocolo.
OVACE
LACTENTE E NEONATO
 Se consciente e a vítima respira:  Hospital no colo de um adulto;

 Pedir para o responsável aspirar; o


 Se consciente e não respira:
socorrista ventila 2 vezes; se preciso:
* Líquido: 5 pancadas / 5 compressões;

* Sólido:  Tentar retirar o corpo estranho; se


preciso: 5 pancadas / 5
compressões;

 Se tornar-se inconsciente:  Checar a boca sem varredura e


iniciar RPC a caminho do hospital.
Checar a boca antes das
ventilações;
 Se o paciente já se encontrar
inconsciente:  Iniciar a RCP pelas compressões
conforme protocolo.
REVISÃO AVALIATÓRIA PREMIADA -
RAP

 1 - Explicar a sequência da avaliação do paciente


Resposta: 1 Dimensionamento da Cena;
2 Avaliação Primária;
3 Avaliação Secundária;
4 Avaliação Continuada;
5 Comunicações / documentações.
 2 - Explicar os princípios da avaliação primária com base no ABCDE.
Resposta:
A – Abertura de vias aéreas (clínico: head-tilt chin-lift; trauma: jaw
thrust/ chin lift) com controle da cervical;
B – Boa respiração? Frequência / Esforço / Bilateralidade / Profundidade; Se
trauma – O²
C – Circulação? Controle de Hemorragias / Pulso / Perfusão / Pele
D – Disfunção neurológica? Glasgow?
E – Exposição com controle de hipotermia.
 3 - Citar pelo menos 3 exemplos de situações - Load and Go.
Resposta:
Hemorragia descontrolada;
Eviscerações;
Respiração difícil;
Trauma combinado com gravidez / queimadura / vítima acima de
55 anos;
Estado de choque;
Fratura bilateral de fêmur; etc – P 102 da ITO.
 4 – Quais são os ciclos para tratamento da PCR (2 socorristas)?

Resposta: ;
Adulto: 30 x 2 x 5 ou 2 min
Criança: 15 x 2 x 10 ou 2 min
Lactente: 15 x 2 x 10 ou 2 min
Neonato / RN: 3 x 1 x 30s.
Afogado: 15 x 2 x 10 ou 2 min
 5 – No caso de PCR, quando deixamos de fazer os procedimentos
na cena?
Resposta:
1 - A vítima apresenta sinais de retorno da circulação;
2 - Após a aplicação de 6 a 9 choques, consecutivos ou não;
3 - O DEA emite 3 mensagens consecutivas de choque não
indicado.
OBRIGADA !!!

Tenente BM Shirley
99215-5938
1478379@bombeiros.mg.gov.br