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Afogamento

INTRODUÇÃO

 DEFINIÇÃO DO QUE É AFOGAMENTO;


 EPIDEMIOLOGIA;
 TIPOS DE AFOGAMENTO;
 CAUSAS;
 GRAU DE AFOGAMENTO;
 TIPO DE ÁGUA E LOCAL;
 COMO O SOCORRISTA DEVE ATUAR;
 FAIXA ETÁRIA DAS VÍTIMAS;
 TRATAMENTO;
 APH;
 PREVENÇÃO.
INTRODUÇÃO
DEFINIÇÃO
AFOGAMENTO
 De acordo com a nova definição adotada pela OMS
em 2002, “afogamento é a dificuldade respiratória
(aspiração de líquido) durante o processo de
imersão ou submersão em líquido”.
 A dificuldade respiratória inicia quando o líquido
entra em contato com as vias aéreas da pessoa em
imersão (salpicos de água na face) ou por
submersão (abaixo da superfície do líquido).
EPIDEMIOLOGIA
A cada ano mais de 500.000 pessoas falecem em
decorrência de afogamento em todo mundo. No Brasil
o afogamento representa a 2ª causa de morte na faixa
etária de 5 a 14 anos. Anualmente 7.500 brasileiros
morrem, aproximadamente 600 vítimas não são
encontradas, um milhão e trezentos mil são salvos em
nossas águas, e 260.000 são hospitalizados, vitimas de
afogamento.
Tipos de Afogamentos
 Quase afogamento: Sobrevivência, pelo menos
temporária, de uma condição de quase – asfixia por
submersão.
 Afogamento: Morte decorrente de asfixia provocada
por submersão.
 Afogamento “molhado”: Ocorre quando uma vitima
inspira líquidos para dentro dos pulmões.
 Afogamento “seco”: Ocorre quando um espasmo
muscular grave da laringe interrompe a respiração,
impedindo a inspiração de uma quantidade
significativa de líquido para dentro dos pulmões.
 Afogamento Secundário: Morte causada por
pneumonia por inspiração, posterior à ressuscitação
após acidente aquático.
ESTADO DE UM PULMÃO DE UM
AFOGAMENTO FATAL.
AFOGAMENTO
CLASSIFICAÇÃO - CAUSA
 PRIMÁRIO
QUANDO NÃO EXISTEM INDÍCIOS DE UMA CAUSA DE
AFOGAMENTO

 SECUNDÁRIO
PATOLOGIA PRECIPITA O AFOGAMENTO

• Drogas (álcool) - 36,2%


• Crise convulsiva - 18,1%
• Trauma - 16,3%
• Cardio/pneumopatias - 14,1%
• Mergulho - 3,7%
• Outros (câimbras, lipotímias) - 1
GRAU SINAS E SINTOMAS PRIMEIROS PROCEDIMENTOS
Resgate Sem tosse, espuma na boca/nariz, 1. Avalie e libere do próprio local do afogamento
dificuldade na respiração ou
parada respiratória ou PCR.

Tosse sem espuma na boca ou 1. repouso, aquecimento e medidas que visem o


1 nariz.
conforto e tranquilidade do banhista.
2. Não há necessidade de oxigênio ou
hospitalização.

Pouca espuma na boca 1. oxigênio nasal a 5 litros/minutos


2 e/ou nariz. 2. aquecimento corporal, repouso, tranquilizar.
3. observação hospitalar por 6 a 24 h
3 Muita espuma na boca 1. oxigênio por máscara facial a 15 litros/min no
e/ou nariz com pulso local do acidente.
radial palpável. 2. Posição Lateral de Segurança sob o lado direito.
3 - Internação hospitalar para tratamento em
CTI.

Muita espuma na boca 1. oxigênio por máscara a 15 litros/min no local do


4 e/ou nariz e sem pulso acidente;
radial palpável. 2. Observe a respiração com atenção - pode haver
parada da respiração;
3. Posição Lateral de Segurança sobre o lado
GRAU SINAIS E SINTOMAS PRIMEIROS PROCEDIMENTOS

Parada respiratória, com 1. ventilação boca-a-Boca. Não faça compressão


5 pulso carotídeo ou sinais cardíaca.
de circulação presente. 2. Após retornar a respiração espontânea - trate
como grau 4

Parada CárdioRespiratória 1. Reanimação Cárdio-Pulmonar (RCP) (2 boca-a-


6 (PCR). boca + 15 compressões cardíaca);
2. Após sucesso da RCP - trate como grau 4.

Já PCR com tempo de


cadáver submersão > 1 h, ou
Rigidez cadavérica, ou Não inicie RCP, acione o Instituto Médico Legal.
decomposição corporal
e/ou livores.
TIPO DE ÁGUA OU LOCAL AFOGAMENTOS (%)

Água salgada 1-2

Água doce 98-99


Piscinas públicas 50

Piscinas particulares 3
Lagos, rios, córregos, valas de 20
chuvas
Banheiras 15
Baldes de água 4

Viveiros de peixes ou tanques 4

Vasos sanitários 4

Máquina de lavar 1
O Socorro na Água
Se você for a vítima:

 1. Mantenha a calma
A maioria morre por cansaço na luta contra a
correnteza.
 2. Flutue e acene por socorro.
Só grite se alguém puder lhe ouvir.

 3. No mar, deixe-se levar para o alto mar, a


favor da correnteza, acene por socorro e
aguarde.
Se você for o socorrista, cuidado
para não se tornar a vítima!

Atire um objeto flutuante Deixe que a vítima agarre


(se possível com uma corda) o objeto, e então puxe-a.
SALVAMENTO
 Lembrar sempre:
 A segurança de quem faz o salvamento é o principal cuidado
inicial.

 Não tentar a ressuscitação dentro d'água, atrasando a retirada da


vítima.

 Quando possível, as vítimas vestindo coletes salva-vidas e com as


vias aéreas livres devem ser retiradas da água em posição
horizontal.

 Suspeitar de lesão da coluna cervical em vítimas inconscientes


por afogamento em águas rasas; proceder a imobilização
adequada para a sua retirada.
Tomar quatro tipos de providências
nos episódios de submersão:
 Jogar, algum objeto para a vítima se apoiar: bóia,
colete salva-vidas, tábuas,cadeiras, portas, mesas,
trouxa de roupas, bola de futebol, prancha de surf,
Pneu ou estepe, mesmo com aro, podem suportar até 3
pessoas.
 Rebocar: providenciar um cabo para rebocá-Ia no
objeto flutuante. O cabo deve dispor de um laço para
que a vítima se "vista", pois, às vezes, a correnteza a
impede de segurar-se ao cabo. Se ela está sendo levada
por corrente marítima, é necessário um barco.
 Remar use um barco a motor ou remo, certificando-se de
sua segurança.Para abordar a vítima com o barco, você deve
ultrapassá-Ia por alguns metros, girar o barco 180 graus,
apontar-lhe a proa. Aproxime-se lentamente, tentando
interceptá-Ia sem provocar impacto que resulte em
traumatismos. O içamento deve ser feito pela popa, por ser
o local mais rebaixado da embarcação, tomando o cuidado
de desligar o motor.
 Nadar somente quando não forem possíveis os passos
anteriores. É preciso ser bom nadador e preparado
para salvamento de vítimas em pânico. Lembre-se da
segurança em primeiro lugar. Se não for apto, marque
o lugar do afogamento e procure socorro.
O SOCORRO na ÁGUA
 Identifique consciência da vítima

Vítima com consciência Vítima sem consciência

FALA E/OU MOVIMENTA-SE NÃO HÁ MOVIMENTOS


FAIXA ETÁRIA DAS VÍTIMAS
 No Brasil, é a primeira causa de morte acidental em
crianças de 1 a 4 anos (31,7%) e segunda da faixa etária
de 0 a 14 anos.

 Ironicamente, 90% de todos os casos de afogamento


ocorrem a 10m de uma medida de segurança.

 No Brasil, a idade de maior ocorrência de óbitos por


afogamento é de 20 a 29 anos, sem distinção entre os
estados, banhados ou não pelo mar.
- Faixa etária dos pacientes vítimas de afogamento
internados no Instituto Dr. José Frota,Fortaleza/CE.

FAIXA ETÁRIA NÚMERO DE %


PACIENTES

0 a 9 anos 16 33,4

10 a 19 anos 17 35,4

20 a 29 10 20,8

> 29 anos 05 10,4

Fonte - A partir de pesquisa de campo, 2008.


- Repercussões clínicas mais comuns entre as vítimas de
afogamento internadas no Instituto Dr. José Frota,
Fortaleza/CE.
REPERCUSSÕES NÚMERO DE %
CLÍNICAS PACIENTES
Dispneia 08 16,7
Insuficiência Respiratória 05 10,4
Edema Agudo do Pulmão 01 2,1
Pneumonia 03 6,3

Convulsão 02 4,2

Parada 04 8,4
Cardiorrespiratória (PCR)

Cianose 01 2,1
Vômitos 02 4,2
Fonte: A partir de pesquisa de campo, 2008.
PREVENÇÃO
 Seja razoável e valha-se do seu bom senso, mesmo que
saiba nadar bem. Não entre na água se tiver exagerado um
pouco nas bebidas alcoólicas, não mergulhe em águas cuja
profundidade desconhece, nem se aventure em mergulhos
solitários e à noite;

 * Lembre-se de que crianças exigem cuidados redobrados,


mesmo quando estiverem com boias, próximas de pessoas
conhecidas e num ambiente que lhes é familiar. É
imperativo também que, tão logo atinjam a idade
conveniente, sejam ensinadas a nadar;
CONT. PREVENÇÃO
 * Não tente segurar uma pessoa que está se afogando. No
desespero, ela pode arrastar você e colocar sua vida em
risco. Ofereça-lhe um objeto que possa ajudá-la a flutuar e
sair da água. Chame os bombeiros, tão logo seja possível,
que têm treinamento especializado nesse tipo de
salvamento.

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