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Administração

Financeira e
Orçamentária I
1
Administração Financeira

Capital disponível

Em montantes adequados

No momento certo

E ao menor custo

2
Administração Financeira

Área de finanças

ampla e dinâmica

Finanças

a arte e a ciência de administrar dinheiro e preocupa-se


com a sua transferência entre pessoas, empresas e governo

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Administração Financeira
Globalização

Investimento em
outros países

Altos executivos da indústria e do governo provém da


administração financeira
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Administração Financeira
Principais áreas e oportunidades em finanças.
Serviços Financeiros => É a área de finanças voltada à concepção
e à prestação de assessoria, tanto quanto à entrega de produtos
financeiros a indivíduos, empresas e governo - carreiras em
bancos, instituições financeiras, e outras.
Administração Financeira => Diz respeito às responsabilidades
do administrador financeiro numa empresa na gestão de dos
assuntos financeiros, sendo estas empresas financeiras ou não,
públicas ou privadas, grandes ou pequenas, com ou sem fins
lucrativos.

5
Administração Financeira
Carreiras em serviços financeiros:
•Bancos e instituições afins => analistas de crédito que avaliam à concessão
de empréstimos à empresas
• Finanças pessoais => consultores financeiros na área de impostos,
aposentadorias, investimento, seguros, bens imóveis,
espólio, etc...
• Investimento => corretores de títulos que ajudam na escolha, compra e venda
de títulos e corretoras
• Bens imóveis => agentes e corretores que atuam na compra, venda ou
aluguel de imóveis
• Seguros => corretores que vendem apólices, cobram prêmios e executam
processos de liquidação de sinistros

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Administração Financeira
Carreiras em administração financeira:

• Analista financeiro - preparação e análise de planos financeiros.


• Analista/gerente de orçamentos e capital - avaliação e
recomendação de propostas de investimentos em ativos.
• Gerente de projetos financeiros - obtém financiamento para os
investimentos - (grandes empresas).
• Gerente de caixa - manter e controlar os saldos diários de caixa.
• Analista/gerente de crédito - administra a política de crédito da
empresa e monitora as contas a receber.
• Administrador de fundos de pensão - coordena os ativos e
passivos dos fundos de pensão dos empregados - (grandes
empresas). 7
Administração Financeira

Principais atividades do administrador financeiro:

• Orçamentos
• Previsões financeiros
• Administração de crédito
• Controle do fluxo de caixa
• Análise de investimento
• Captação de fundos

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Formas de Organização Empresarial

FORMAS LEGAIS

FIRMA SOCIEDADE
INDIVIDUAL ANÔNIMA

SOCIEDADE
LIMITADA

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Formas de Organização Empresarial

Firma individual

Empresa de propriedade de uma única pessoa que opera


visando o seu próprio lucro. Geralmente trata-se de pequena
empresa onde o capital provém de recursos pessoais ou de
empréstimos.
O proprietário é responsável por todas as decisões do
negócio e a responsabilidade é ilimitada, ou seja, todos os seus
bens podem ser utilizados para saldar dívidas com credores.

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Formas de Organização Empresarial

Sociedade limitada (por cotas)

Consiste de dois ou mais proprietários e geralmente são


maiores do que as firmas individuais. A maioria das sociedades
formam-se através de contrato de associação.
Neste tipo de empresa, os sócios têm responsabilidade
ilimitada, porém em alguns casos outros podem possuir
responsabilidade limitada, porém com menos parte ativa na
administração.

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Formas de Organização Empresarial

Sociedade anônima

É uma entidade empresarial intangível e geralmente é o


tipo organização de grandes empresas.
A propriedade da empresa depende do controle acionário e
em muitos casos, a administração da mesma está na
responsabilidade de pessoas terceirizadas.

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Formas de Organização Empresarial
Firma Individual Sociedade Limitada Sociedade Anônima

• O lucro não é • Maior capacidade • Responsabilidade


dividido de obter limitada – perda =
financiamentos investimento
• Baixo custo
organizacional • Maior • Estrutura que
disponibilidade permite grande
• IR apenas nos
gerencial crescimento
ganhos do
proprietário • Melhores salários • Contratação de
e condições de trabalhadores mais
• Facilidade na
trabalho qualificados
dissolução.
• Fácil transferência
do direito de
propriedade
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Formas de Organização Empresarial
Firma Individual Sociedade Limitada Sociedade Anônima

• Responsabilidade • Dificuldade para • Maiores gastos


ilimitada transferir a operacionais
sociedade
• Limitação de • Impessoalidade de
carreiras aos • Cobertura de trabalhadores e
trabalhadores dívidas de outros acionistas
sócios
• Perda de • Alta carga de
continuidade com • Dificuldade para impostos
algum sinistro no alcançar grande
proprietário escala de operações

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Estrutura de uma S.A.
A C I O N I S T A S

Proprietários Conselho de Administração eleito

Administradores
Presidente contratado

Vice Pres
Financeiro
Adm Finan Controller

investimento / capital / câmbio tributos / contab. custos


/ Caixa / planejamento /
crédito/ fundo de pensão informática / contab. financeira

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Administração Financeira

contabilidade desenvolvimento

Administrador Financeiro
pesquisa marketing

recursos humanos
produção

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Administração Financeira

Adm. Financeiro

Profissional responsável pelas atividades


financeira da empresa, tais como, planejamento
financeiro, obtenção de fundos, decisões de
investimento de capital, administração de
caixa, das atividades de crédito e do fundo de
pensão.

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Administração Financeira

Controller

Profissional responsável pelas atividades


contábeis da empresa, tais como contabilidade
gerencial, gestão de assuntos fiscais,
contabilidade financeira e de custos.

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Administração Financeira

CONTROLLER Adm. Financeiro

ENFOQUE

INTERNO EXTERNO

Gerente de câmbio ou “trader” => responsável por monitorar a exposição


da empresa às perdas decorrentes das flutuações de moedas estrangeiras
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RELAÇÃO COM A ECONOMIA
Princípio econômico básico – análise marginal
Princípio econômico segundo o qual devem ser tomadas as
decisões financeiras e realizadas ações, somente quando os
benefícios adicionais superarem os custos adicionais.
BENEFÍCIOS MARGINAIS X CUSTOS MARGINAIS
Benefícios com o novo equipamento $100.000
Benefícios com o equipamento antigo $35.000
(1) Benefícios marginais adicionados $65.000
Custo do novo equipamento $80.000
Receita com a venda do equipamento antigo $28.000
(2) Custos marginais adicionados $52.000
Benefício líquido (1) - (2) $13.000
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RELAÇÃO COM A CONTABILIDADE

Regime de competência - contador


•Reconhecimento e o registro das receitas no momento da venda
e das despesas, quando acontecerem.
Regime de caixa - administrador financeiro
•Reconhecimento das receitas e das despesas apenas quando
ocorrerem entradas e saídas efetivas.

Vendas.......................$100.000 Entrada de caixa..................................$0


Custos..........................$80.000 Saída de Caixa............................$80.000
Lucro líquido..............$20.000 Fluxo de caixa líquido..............($80.000)

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TOMADA DE DECISÃO

Além de realizar a análise e projetos


financeiros, o administrador financeiro avalia as
demonstrações contábeis, produzem dados adicionais
e tomam decisões com base em sua avaliação dos
retornos e dos riscos correspondentes.
Estas decisões são de dois tipos: decisões de
investimento e decisões de financiamento.

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O ADMINISTRADOR FINANCEIRO

Realizar análise e projetos financeiros

Atividades
Principais

Tomar decisões de investimento Tomar decisões de financiamento

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ATIVIDADES FINANCEIRAS

Análise e planejamento financeiro

Balanço Patrimonial

ativos passivos
Decisões de circulantes circulantes Decisões de
investimento financiamento
ativos passivos
permanentes permanentes

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ATIVIDADES FINANCEIRAS
Análise e planejamento financeiro:
• transformação dos dados financeiros em informações para o
monitoramento da situação financeira da empresa;
• avaliar a necessidade de variar (+/-) a capacidade de produção; e
• decisão nas variações dos financiamentos.

Avaliar o fluxo de caixa e garantir a disponibilidade de recursos


financeiros para os movimentos necessários.

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ATIVIDADES FINANCEIRAS

Decisões de investimento.
• Recursos aplicados em ativos circulantes e permanentes.
• Decidir sobre as melhores opções destes ativos para aplicar e
investir.

Decisões de financiamento.
• Melhor combinação entre financiamentos de curto e logo prazo.
• Avaliar as melhores fontes de financiamento com base nas
vantagens e desvantagens.

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O OBJETIVO DO ADMINISTRADOR
FINANCEIRO

As ações do administrador financeiro relativas à


análise e ao planejamento financeiro, às decisões de
investimento e de financiamento, devem ser tomadas
visando-se ao cumprimento dos objetivos dos
proprietários da empresa.
Se os administradores forem bem sucedidos nesse
esforço, também alcançarão seus próprios objetivos
profissionais e financeiros.

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O OBJETIVO DO ADMINISTRADOR
FINANCEIRO
Maximização do Lucro
As sociedades por ações geralmente medem seus lucros em
termos de lucro por ação => LPA
LPA => É o Lucro Por Ação, ou seja, montante auferido durante o
período de tempo para cada ação ordinária emitida, calculado pela
divisão do lucro total disponível para os acionistas e o total das
ações ordinárias

A maximização do lucro pode ser falha pois ignora: 1)


distribuição dos resultados no tempo; 2) o fluxo de caixa
disponível aos acionistas e 3) o risco
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O OBJETIVO DO ADMINISTRADOR
FINANCEIRO
1) Distribuição dos resultados no tempo
Lucro por ação
INVESTIMENTO
Ano 1 Ano 2 Ano 3 Total
X 1,40 1,00 0,40 2,80
Y 0,60 1,00 1,40 3,00

O total de lucros obtidos pelo investimento X é menor que


o investimento Y, porém X gera um LPA maior no primeiro
ano, que ao serem recebidos, poderão ser reinvestidos para
gerar maiores investimentos
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O OBJETIVO DO ADMINISTRADOR
FINANCEIRO
2) Fluxo de caixa

Somente quando um aumento dos lucros é


acompanhado por uma elevação do fluxo de caixa
atual/esperado, é provável que ocorra uma alta no
preço da ação.
O aumento das receitas de uma empresa, não
significa maior pagamento de dividendos para os seus
acionistas e nem a elevação do seu LPA.

30
O OBJETIVO DO ADMINISTRADOR
FINANCEIRO
3) Risco
Possibilidade de que os resultados realizados
possam diferir daqueles esperados.
Risco e retorno são determinantes chaves do
preço da ação, que representa a riqueza dos
proprietários da empresa.
Quando a empresa apresenta um risco mais
elevado em suas estratégias de negócio, certamente a
busca por suas ações reduzirá, reduzindo também o
seu preço.
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O OBJETIVO DO ADMINISTRADOR
FINANCEIRO
Os administradores financeiros devem implementar somente
aquelas medidas que se espera que elevem o preço da ação
Retorno ?

Ações ou decisões
Administrador financeiras Aumentam o
financeiro alternativas preço da ação ?

Risco ?

sim não

aceitar rejeitar

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O OBJETIVO DO ADMINISTRADOR
FINANCEIRO
Duas questões importantes, relacionadas à
maximização do preço da ação, são o valor
econômico agregado (EVA) e a preocupação com os
grupos de interesse (stakeholders).

EVA => Medida utilizada para determinar se um


investimento contribui positivamente para a riqueza
dos acionistas. Este valor é calculado subtraindo-se
dos lucros operacionais líquidos de um investimento o
custo do fundo utilizado para financiá-lo.

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O OBJETIVO DO ADMINISTRADOR
FINANCEIRO
Os stakeholders => Grupos que interagem com a
empresa, tais como empregados, clientes, fornecedores,
credores e outros, que possuem um vínculo econômico
direto com a empresa
Preservar a riqueza dos steakholders faz parte da
“responsabilidade social” da empresa, e espera-se que
proporcione benefícios máximos aos acionistas, ao
manter um relacionamento positivo, minimizando a
rotatividade, litígios e conflitos, por meio de cooperação.

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O PROBLEMA AGENCY
O controle das modernas empresas é geralmente
colocado nas mãos de administradores não proprietários, que
também estão preocupados com a sua riqueza pessoal, segurança
no emprego, estilo de vida e outras vantagens (filiação a clubes,
carros exclusivos com motoristas, escritórios particulares e
luxuosos, etc..).
Tais preocupações podem tornar os administradores
relutantes ou sem disposição para correr riscos elevados se
perceberem que isto poderá resultar na perda do emprego e em
prejuízo à riqueza pessoal.
Essa postura de “moderação” leva a retornos inferiores e
à perda potencial de riqueza para os proprietários.

35
O PROBLEMA AGENCY
Desse conflito entre objetivos da empresa e pessoais surge o
problema de agency

Dois fatores irão contribuir para a evitar


ou minimizar este problema

Forças de mercado Custo de agency

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FORÇAS DE MERCADO
Participação dos grandes investidores
institucionais mais ativa na administração (grandes
acionistas). Estes acionistas usam seus votos para demitir
administradores de baixo desempenho e substituí-los.
Aquisição hostil – Quando uma empresa é adquirida por
outra empresa ou um grupo. Ela ocorre quando o
adquirente sente que a empresa está sendo mal
administrada e desvalorizada no mercado. Sendo assim, o
adquirente procede com a reestruturação administrativa
com o objetivo de elevar o valor da empresa, ou seja, o
preço da sua ação.
37
CUSTO DE AGENCY
Custos de monitoramento do comportamento dos
administradores, proteção contra atos desonestos e concessão
de incentivos financeiros.

Despesas de
monitoramento

Despesas de Despesas de
estruturação cobertura de seguro

Custos de
oportunidade

38
CUSTO DE AGENCY
1) Despesas de monitoramento - São despesas realizadas em
aplicação de auditorias e medidas de controles, objetivando avaliar e
restringir o comportamento dos administradores.
2) Despesas com cobertura de seguro – São despesas destinadas a
proteção contra danos causados por administradores desonestos, que
possibilita o reembolso até uma determinado valor.
3) Custos de oportunidades – Tem como origem a dificuldade de
respostas de uma organização em relação a novas oportunidades.
Torna-se então necessário, investimento na estrutura organizacional,
sistema hierarquizado de decisões mais dinâmico para reduzir ou
evitar inabilidades administrativas.

39
CUSTO DE AGENCY

4) Despesas de estruturação – Tem como objetivo dar incentivos aos


administradores, para que atuem visando ao melhor interesse dos
proprietários. Os pacotes de compensação dão condições às
empresas de competir pela contratação dos melhores administradores
e podem ser divididos em dois grupos

Planos de incentivos Planos de desempenho

40
CUSTO DE AGENCY

Planos de incentivo – Tendem a vincular a remuneração dos


administradores ao preço da ação e o mais comum deles é a
concessão de opções de ações.
Essas “opções” permitem a compra de ações ao preço de
mercado, se o preço subir, eles serão beneficiados com esta
valorização.
O problema deste modelo se baseia no fato de que mesmo
com um desempenho positivo da empresa, o mercado acionário
pode estar fraco, em declínio devido a fatores econômicos e
comportamentais.

41
CUSTO DE AGENCY

Planos de desempenho – Tem recebido maior simpatia nos últimos


anos. Usa como base de medida o crescimento do LPA e de outros
indicadores de retorno. Comumente são concedidas aos
administradores participação acionária e pagamento em dinheiro,
vinculados ao alcance de determinados objetivos.
Normalmente, é estabelecido um plano de desempenho com
fórmulas que determinam a participação acionária e/ou pagamento
em dinheiro.

42
CUSTO DE AGENCY
Empresas fechadas a mudanças (avessas a inovação) são
aquelas mais expostas ao problema de agency. Para Paul
Stroebel, estas empresas apresentas as seguintes características:

1. Defendem as reservas de mercado


2. Tendem a repetir-se
3. Perdem participação no mercado
4. Falta de visão estratégica
5. Paternalismo
6. Pouca agressividade
7. Staff superdimensionado
8. Estruturas não orientadas para o mercado
9. A discussão é evitada
10. Não há disposição para correr riscos
43
VISÃO DO MERCADO

Pesquisas acadêmicas apóiam a idéia que a motivação da


administração por compensação de desempenho é positiva,
porém ressaltam a validade de pacotes multimilionários.
Os três diretores executivos mais bem pagos em 2001
nos EUA, receberam respectivamente U$ 706; U$ 150 e U$ 148
milhões.
A média das vinte maiores empresas ficou em U$ 112,5
e das 365 maiores em torno de U$ 11 milhões.

44
INSTITUIÇÕES E MERCADOS
FINANCEIROS
Necessidade de obter fundos de fontes externas a empresa

Instituições financeiras Mercados financeiros

Necessidade de fundos
pela empresa

Colocação privada Oferta Pública


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INSTITUIÇÕES E MERCADOS
FINANCEIROS
Instituições financeiras - conceito
As principais são os bancos comerciais, as associações de
crédito, cooperativas de crédito, fundos de pensão e companhias
de seguro. São intermediários que canalizam as poupanças de
indivíduos, empresas e governos (participantes chaves) para
empréstimos ou investimentos. Pagam aos poupadores juros
sobre os fundos depositados; ou prestam serviços que são
cobrados de seus depositantes. O governo regula as operações
dessas instituições.
Algumas aceitam depósitos de clientes e emprestam este
dinheiro para outros clientes, outras investem em ativos geradores
de rendimentos, como imóveis, ações e títulos de renda fixa.
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INSTITUIÇÕES E MERCADOS
FINANCEIROS
Instituições financeiras – principais clientes
Os fornecedores básicos de fundos e os seus demandantes são
indivíduos, empresas e órgãos governamentais. Geralmente os indivíduos são
fornecedores líquidos de fundos destas instituições, pois poupam mais do que
gastam.
As empresas também depositam parte de seus fundos nas instituições
financeiras, principalmente em contas correntes nos bancos comerciais.
Geralmente, elas atuam como tomadores líquidos de fundos, pois tomam
emprestado mais dinheiro do que poupam.
Os governos mantêm em bancos comerciais, depósitos de fundos
temporariamente ociosos (arrecadações de impostos, previdência social, etc...).
Eles também são tomadores líquidos de fundos: tomam mais emprestado do
que poupam; prova disto são os déficits orçamentários das esferas federal,
estadual e municipal.
Lei de Responsabilidade Fiscal 47
INSTITUIÇÕES E MERCADOS
FINANCEIROS
Mercados financeiros.
Fornecem um fórum no qual fornecedores de fundos,
tomadores de empréstimo e investidores podem negociar diretamente.
Os dois mercados financeiros básicos são: o mercado monetário e o
mercado de capitais.
Mercado monetário => Transações de curto prazo < 1 ano
Mercado de capitais => Transações de longo prazo > 1 ano
Para ambos, os títulos são emitidos inicialmente no mercado
primário, onde há envolvimento direto dos governos e das S.A. na
transação, obtendo assim benefícios diretos. Aqueles títulos que são
negociados entre indivíduos, empresas e governos após seu
lançamento no mercado primário, são negociados no mercado
secundário. 48
INSTITUIÇÕES E MERCADOS
FINANCEIROS
Mercado monetário <1 ano.
Origina-se da relação financeira entre fornecedores e
tomadores de fundos de curto prazo. A maioria das transações é
feita com valores mobiliários negociáveis - letras do governo,
fundos de alta liquidez e outros de curto prazo. Existe porque
certos participantes possuem (temporariamente) fundos ociosos
que desejam aplicar em algum ativo líquido de curto prazo que
renda juros.
Desse modo, o mercado monetário é o encontro entre
tomadores e fornecedores de fundos líquidos de curto prazo. Estes
contatos geralmente ocorrem através dos bancos.

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INSTITUIÇÕES E MERCADOS
FINANCEIROS
Mercado de capitais >1 ano.
É uma relação financeira criada por várias instituições e
condições que permitem aos fornecedores e tomadores de fundos
de longo prazo realizar transações.
A maioria dos títulos negociados no mercado de capitais
inclui títulos de dívida, ações ordinárias e preferenciais
(participação acionária ou propriedade). Os títulos de dívida são
instrumentos de longo prazo usados por governos e empresas para
levantar grandes montantes de fundos. Os títulos privados
geralmente pagam juros semestrais a uma dada taxa de juros pré-
fixada. Tem prazo de vencimento entre 10 e 30 anos e devem ser
resgatado no vencimento.
50
INSTITUIÇÕES E MERCADOS
FINANCEIROS
Mercado de capitais >1 ano.

Ações ordinárias - São unidades que se constituem a propriedade de


uma sociedade anônima. Os possuidores dessas ações esperam
retornos na forma de dividendos ou na sua valorização.

Ações preferenciais - Forma especial de propriedade, com direito a


dividendos periódicos, pagos antes que se realize qualquer
destinação de dividendos aos possuidores de ações ordinárias.

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INSTITUIÇÕES E MERCADOS
FINANCEIROS
Mercado de capitais >1 ano.

Bolsas de valores - Local onde as empresas podem levantar fundos


através da venda de títulos e os compradores de títulos podem obter
liquidez, pela facilidade de revenda. Além de ações, títulos de
dívidas e outros veículos de investimento podem ser negociados nas
bolsas de valores.
Esse foro de negociações ajuda a assegurar um mercado
eficiente no qual o preço reflete o verdadeiro valor do título. O
mercado competitivo criado pelas bolsas de valores estabelece um
foro no qual o preço da ação ou de um produto é continuamente
ajustado às mudanças de demanda e oferta.
52
TAXA DE JUROS E RETORNOS
EXIGIDOS
O nível do fluxo de fundos entre fornecedores e tomadores
pode afetar o crescimento de uma economia. Este crescimento
resulta da interação de uma variedade de fatores econômicos, tais
como a oferta monetária, balança comercial e políticas
econômicas, que afetam o custo do dinheiro - a taxa de juros e de
retorno requeridos.
Quanto mais baixas as taxas de juros, maior será o
fluxo de fundos e, consequentemente, maior será o
crescimento econômico. Por outro lado, altas taxas de juros,
menor o crescimento econômico.
As taxas de juros e os retornos requeridos são as variáveis
chaves que influenciam as ações do administrador financeiro.
53
TAXA DE JUROS E RETORNOS
EXIGIDOS
Taxa de juros real (k*)
É a taxa que cria um equilíbrio entre o fornecimento de
poupança e a demanda por fundos de investimento em um mundo
perfeito, sem inflação, onde fornecedores e tomadores de fundos
não têm preferência por liquidez e todos os resultados são
certos.
Taxa de juros nominal ou corrente (k1)
Difere da taxa de juros real devido a dois fatores: 1)
expectativas inflacionárias refletidas em um prêmio pela inflação
(PI); 2) características da emissão ou do emissor, tais como o risco
da inadimplência e condições contratuais (PR1).

54
TAXA DE JUROS E RETORNOS
EXIGIDOS
k1 = k* + PI + PR1

Taxa Prêmio
livre de pelo
risco, RF risco

Portanto, RF é a taxa de juros sem risco, a qual é definida


como retorno requerido de um ativo sem risco. Por exemplo, as
Letras do Tesouro Americano - T-bills - de três meses, considerados
ativo sem risco.
As expectativas inflacionárias dizem respeito a taxa prevista
de inflação em relação ao período futuro e não em relação ao
passado. Se um T-bill rendeu 3,71% em três meses, sabendo que a a
taxa de juros real era de 2%, isto significa que PI (a previsão de
inflação) era de 1,71%.
55
TAXA DE JUROS E RETORNOS
EXIGIDOS
Curvas de rendimento.
É a relação entre o rendimento até o investimento, a taxa anual
de juros obtida sobre um título comprado e o tempo que falta para o
vencimento. Em outras palavras, mostra a configuração das taxas de
juros de títulos de igual qualidade e diferentes vencimentos.

18
16
14
12
10
8
6
4
2
0
1 2 3 4 5

22 de maio de 1981 29 de setembro de 1989 15 de março de 2002


56
TAXA DE JUROS E RETORNOS
EXIGIDOS
Curvas de rendimento.
A curva de 1981 indica que as taxas de juros de curto prazo
estavam muito altas e situavam-se acima das taxas de longo prazo. Essa
curva é descrita como inclinação descendente, indicando que o custo de
empréstimo de longo prazo é mais barato que o custo de empréstimo de
curto prazo.
Este tipo de curva, também chamada de curva invertida é
exceção. Mais comuns são as curvas semelhantes a de 2002. Tais curvas
de inclinações ascendentes, ou curvas de rendimento normal, indicam
que os os custos de empréstimos de curto prazo estão abaixo dos custos
dos de longo prazo.
Algumas vezes surge a curva de rendimento plana, a qual
reflete custos relativamente iguais tanto para os empréstimo de curto
quanto de longo prazo, como a de 1989.
57
TAXA DE JUROS E RETORNOS
EXIGIDOS

Curvas de rendimento.
Três teorias são normalmente citadas para melhor explicar
a forma geral da curva de rendimento.

1) A teoria das expectativas.


2) A teoria da preferência pela liquidez.
3) A teoria da segmentação de mercado.

58
TAXA DE JUROS E RETORNOS
EXIGIDOS
Curvas de rendimento.
1) A teoria das expectativas => Esta teoria sugere que a curva de
rendimento reflete as expectativas do investidor acerca das taxas de
juros futuras.
Expectativas de uma inflação crescente resultam em uma curva
de rendimento de inclinação ascendente, expectativas de inflação
decrescente resultam numa curva de rendimento descendente e
expectativas de inflação estável resultam em uma curva de rendimento
plana.
Não esquecer que a composição da taxa de juros nominal é dada
pela fórmula: k1 = k* + IP + RP1
E dependendo do título, ela pode ser reduzida para: k1 = k* + IP
59
TAXA DE JUROS E RETORNOS
EXIGIDOS

Curvas de rendimento.
2) A teoria da preferência pela liquidez => Esta teoria sugere
que as taxas de juros de longo prazo tendem a ser mais altas que
as taxas de juros de curto prazo, devido a sua menor liquidez e à
maior sensibilidade dos títulos de prazo mais longo aos
movimentos gerais da taxa de juros; isso faz com que a curva de
rendimentos possua tendência natural de inclinação ascendente.
Os investidores tendem a requerer prêmio para
comprometer fundos por períodos longos, ao mesmo tempo que os
tomadores de empréstimo geralmente estão dispostos a pagar um
prêmio para obter financiamentos de prazos maiores.
60
TAXA DE JUROS E RETORNOS
EXIGIDOS

Curvas de rendimento.
3) A teoria da segmentação do mercado => Esta teoria sugere
que o mercado de empréstimos é segmentado com base nos
vencimentos e que as fontes de oferta e demanda por empréstimos
dentro de cada segmento determinam sua taxa de juros
prevalecente.
A inclinação da curva de rendimento seria determinada
pela relação geral entre taxas prevalecentes em cada segmento de
mercado.

61
TAXA DE JUROS E RETORNOS
EXIGIDOS
Prêmio pelo risco (PR1).
Componentes de risco relacionados ao emissor e à emissão:
Risco de inadimplemento - A possibilidade de que o emissor da
dívida não pague os juros contratados ou o principal, conforme o
programado.
Risco de vencimento - A possibilidade de mudança na taxa de juros.
Quanto mais longo for o prazo de vencimento de um título da dívida,
mais representativo será o efeito do movimento nas taxas de juros
sobre o preço do título.
Risco de liquidez - A facilidade com que os títulos podem ser
convertidos em dinheiro, sem perda de valor. Títulos que são
negociados menos ativamente e possuem mercado fraco têm baixa
liquidez. 62
TAXA DE JUROS E RETORNOS
EXIGIDOS
Prêmio pelo risco (RP1).
Componentes de risco relacionados ao emissor e à emissão:
Condições contratuais - Condições que são freqüentemente
incluídas em um contrato de dívida. Algumas dessas condições
reduzem ou elevam o risco do título, como por exemplo títulos de
dívidas resgatáveis a qualquer momento.
Risco tributário - A possibilidade do governo realizar mudanças
desfavoráveis ou favoráveis nas leis tributárias. Geralmente, os
títulos de longo prazo estão sujeitos a um risco maior de tributação
do que aqueles com datas de vencimentos mais próximas.

63
VALOR DO DINHEIRO NO TEMPO

Este valor baseia-se no fato que uma unidade


monetária hoje vale mais que a mesma unidade monetária
em alguma data futura.
Ter uma visão de longo prazo requer que o
administrador financeiro, de uma maneira explícita,
reconheça o valor do tempo.
Para isto devem ser considerados dois pontos de
vista:
• o valor futuro e
• o valor presente.
64
VALOR DO DINHEIRO NO TEMPO

Os valores e as decisões financeiras podem ser


medidos por meios de técnicas, essas técnicas são
encaradas de maneira diferentes.
As técnicas de valor futuro medem os fluxos de
caixa no final da vida de um projeto. As técnicas de valor
presente medem os fluxos de caixa no início da vida de um
projeto.
Uma ferramenta muito utilizada para representar os
fluxos de caixa associados a um investimento é a linha de
tempo.

65
VALOR DO DINHEIRO NO TEMPO

Linha do tempo - Reta horizontal sobre a qual o tempo zero


está no ponto extremo à esquerda e os pontos futuros são
apresentados à medida que se desloca para a direita.
Os valores positivos indicam as entradas de caixa ao
final de um determinado período, enquanto os valores
negativos indicam as saídas de caixa.
-10.000 3.000 5.000 4.000 3.000 2.000 $

0 1 2 3 4 5 tempo

66
VALOR DO DINHEIRO NO TEMPO
Valor composto

Valor
Futuro

-10.000 3.000 5.000 4.000 3.000 2.000 $

0 1 2 3 4 5 Ao final de cada ano

Valor
Presente

Desconto
67
VALOR DO DINHEIRO NO TEMPO
Tabelas financeiras – São tabelas que contêm fatores de valores
futuros e presentes que simplificam os cálculos de valor de
dinheiro no tempo.
Estas tabelas são indexadas pela taxa de juros (coluna) e
pelo número de períodos (linhas). Estas tabelas apresentam como
desvantagem a limitação em relação a quantidade de períodos e a
valores fracionados nas taxas de juros.
P Taxas de Juros
e
r 1% 2% 3% ... 10% 20% ...
í 1
o
d 2
o 3
s
68
VALOR DO DINHEIRO NO TEMPO

Calculadoras financeiras – Diversas calculadoras


financeiras também são utilizadas no cálculo do valor
do dinheiro no tempo. Amplamente utilizadas por
instituições financeiras, a mais conhecida de todas é
HP-12C.
As calculadoras apresentam grande vantagem
em relação as tabelas financeiras, em função da
precisão dos valores e do não arredondamento dos
resultados.

69
VALOR DO DINHEIRO NO TEMPO

Planilhas eletrônicas – As planilhas (como o EXCEL


e o LOTUS) possuem rotinas pré-programadas que
determinam o valor do dinheiro no tempo.
A desvantagem na utilização desta ferramenta
está na complexidade de programação requerida.
Como vantagens, as planilhas oferecem funções e
recursos mais sofisticados que as calculadoras, como
por exemplo a elaboração de gráficos, o
armazenamento de dados que possibilita a montagem
de séries temporais e a interface com softwares de
gestão financeira.
70
VALOR DO DINHEIRO NO TEMPO
Tipos Básicos de Séries de Fluxos de Caixa

1) Quantia individual – Representa uma quantia isolada que se


tem agora ou que se espera possuir em data futura.
2) Anuidade – Uma série uniforme de fluxo de caixa ao final de
um determinado período (ano, mês, etc..).
3) Série mista – Uma série de fluxos periódicos desiguais, que
não refletem um padrão específico.

71
VALOR DO DINHEIRO NO TEMPO
1.1) Quantia Individual – valor futuro
O valor futuro de uma quantia corrente é calculado
aplicando-se juros compostos por um período especificado.
Instituições que oferecem instrumentos de investimento
anunciam rendimentos compostos a uma taxa de X%,
anualmente, trimestralmente, mensalmente, diariamente ou até
mesmo continuamente.
Exemplo: Se uma pessoa aplica $ 100 em um
investimento que tem juros anuais de 8%, ao final de 1 ano ele
terá um saldo de $108, o principal inicial de $100 + $8 de juros,
ou seja:
= 100 x (1 + 0,08) => 100 x 1,08 = $108
72
VALOR DO DINHEIRO NO TEMPO
1.1) Quantia Individual – valor futuro (cont.)
E ao final de 2 anos?
= 108 x (1 + 0,08) => 108 x 1,08 = $116,64 ou
= 100 x (1+0,08)2 => 100 x (1,08)2 => 100 x 1,1664 = $116,64

Podemos observar que se o valor continuar aplicado e não


houver variação na taxa de juros, podemos então escrever uma
fórmula geral, que simplificará as operações subseqüentes.

73
VALOR DO DINHEIRO NO TEMPO
1.1) Quantia Individual – valor futuro (cont.)
Fórmula geral:
VFn = VP x (1+ i)n (1)

VFn = valor futuro no final do período n


VP = principal inicial ou valor presente
i = taxa anual de juros pago
n = número de períodos em que os fundos permanecem
depositados

74
VALOR DO DINHEIRO NO TEMPO
1.1) Quantia Individual – valor futuro (cont.)
Exemplo: Ao colocar $800 em um investimento que paga 6% de juros anuais
compostos, uma pessoa pretende saber quanto de dinheiro haverá neste
investimento após 5 anos.
Como visto anteriormente, este cálculo pode ser obtido utilizando: a)
Equação geral (linha do tempo), b) Tabela (A1), c) Calculadora
financeira e d) Planilha eletrônica (EXCEL).

a) VF5 = 800 x (1+ 0,06)5 => $800 x (1,3382) = $ 1.070,58


aplicando uma linha do tempo, temos:
VF5 = $ 1.070,58

VP = $ 800

0 1 2 3 4 5 tempo
75
VALOR DO DINHEIRO NO TEMPO
1.1) Quantia Individual – valor futuro (cont.)
Exemplo (cont):
b) A tabela A1 fornece valores para (1+ i)n. Estes valores são
denominados fator de valor futuro (FVF). Desta forma devem
ser conhecidos a taxa de juros (i) e o período do investimento (n).
Fator de valor futuro = FVFi,n = (1+i)n, desta forma a fórmula (1)
será reescrita como VFn = VP x FVFi,n
Assim, substituindo FVFi,n na equação pelo valor encontrado na
tabela (1,338), temos:
$800 x (1,338) = $ 1.070,40, ou seja, o mesmo resultado.

76
VALOR DO DINHEIRO NO TEMPO
1.1) Quantia Individual – valor futuro (cont.)
Exemplo (cont):
c) O uso de calculadora financeira pode apresentar variações entre modelos.
Neste caso estamos apresentando a seqüência de operações em uma calculadora
HP-12C. Dado Função
800 PV
5 n
6 i
FV
1.070,58
Repare que o valor encontrado apresenta $ 0,18 a mais de diferença em
relação aos valores encontrados nos métodos anteriores, isto ocorre em função
do grau de precisão elevado da calculadora, o que também ocorrerá no caso
seguinte. 77
VALOR DO DINHEIRO NO TEMPO
1.1) Quantia Individual – valor futuro (cont.)
Exemplo (cont):
d) Utilizando uma planilha eletrônica como o EXCEL, o valor é
calculado da seguinte forma:
Valor presente 800
Taxa de juros 6,00%
Período 5
Valor futuro R$ 1.070,58

O valor futuro é calculado através da fórmula


= VF (taxa; período; pagamento; valor presente; tipo), ou seja
= VF (0,06; 5; 0; 800; 0),
sendo que pagamento e tipo (= 0) são tópicos abordados mais adiante. 78
VALOR DO DINHEIRO NO TEMPO
1.2) Quantia Individual – valor presente
O cálculo do valor presente geralmente é chamado de
desconto de fluxos de caixa. Esse processo é o inverso da
composição de juros, pois ele encontra o valor presente de uma
quantia futura. A taxa anual de retorno é também conhecida como
taxa de desconto, retorno exigido, custo de capital e custo de
oportunidade.
Exemplo: Se uma pessoa deseja ter $ 300 daqui a um
ano, com uma taxa de retorno de 6%. Qual o valor necessário por
esta oportunidade de aplicação?
Pela equação (1) VFn = VP x (1+ i)n temos:
$300 = VF x (1 + 0,06) => VF = 300/(1,06) = $ 283,02
79
VALOR DO DINHEIRO NO TEMPO
1.2) Quantia Individual – valor presente (cont.)
Fórmula geral:
VP = VFn => VF x 1 (2)
(1+ i)n (1+ i)n

VFn = valor futuro no final do período n


VP = principal inicial ou valor presente
i = taxa anual de juros pago
n = número de períodos em que os fundos permanecem
depositados
80
VALOR DO DINHEIRO NO TEMPO
1.2) Quantia Individual – valor presente (cont.)
Exemplo: Para receber $ 1.700 depois de 8 anos, com um custo de
oportunidade de 8% ao ano, qual o valor presente necessário?

a) VP = $ 1.700 => $ 1.700 => $ 918,42


(1+ 0,08)8 1.851

0 1 2 3 4 5 6 7 8

VF8 = $ 1.700

VP = $ 918,42

81
VALOR DO DINHEIRO NO TEMPO
1.2) Quantia Individual – valor presente (cont.)
Exemplo (cont):
b) A tabela A2 fornece valores para 1/(1+ i)n. Estes valores são
denominados fator de valor presente (FVP). Desta forma devem
ser conhecidos a taxa de juros (i) e o período do investimento (n).
Fator de valor presente = FVPi,n = 1/(1+i)n, desta forma a fórmula
(2) será reescrita como VP = VFn x FVPi,n
Assim, substituindo FVPi,n na equação pelo valor encontrado na
tabela (0,540), temos:
$1.700 x (0,540) = $ 918,00

82
VALOR DO DINHEIRO NO TEMPO
1.2) Quantia Individual – valor presente (cont.)
Exemplo (cont):
c) O uso de calculadora financeira pode apresentar variações entre modelos.
Neste caso estamos apresentando a seqüência de operações em uma calculadora
HP-12C.
Dado Função
1.700 FV
8 n
8 i
PV
918,46

83
VALOR DO DINHEIRO NO TEMPO
1.2) Quantia Individual – valor presente (cont.)
Exemplo (cont):
d) Utilizando uma planilha eletrônica como o EXCEL, o valor é
calculado da seguinte forma:
Valor futuro 1.700
Taxa de juros 8,00%
Período 8
Valor presente R$ 918,46

O valor presente é calculado através da fórmula


= -Vp (taxa; período; pagamento; valor futuro; tipo), ou seja
= -VP (0,08; 8; 0; 1700; 0),
sendo que pagamento e tipo (= 0) são tópicos abordados mais adiante. 84
VALOR DO DINHEIRO NO TEMPO
2) Anuidades
Há dois tipos básicos de anuidade: 1) ordinária – o fluxo
de caixa ocorre no final de cada período e 2) vencida – o fluxo de
caixa ocorre no início do exercício.
Fim do Anuidade
ano ordinária vencida Apesar dos totais iguais, a
0 - 1.000 anuidade vencida terá valor
1 1.000 1.000 futuro e valor presente maiores
2 1.000 1.000 que a anuidade ordinária, em
3 1.000 1.000 função do rendimento por mais
4 1.000 1.000 um ano, como veremos adiante.
5 1.000 -
Total 5.000 5.000
85
VALOR DO DINHEIRO NO TEMPO
2.1) Anuidade ordinária – valor futuro
Este cálculo pode ser obtido utilizando: a) Equação
geral (linha do tempo), b) Tabela (A3), c) Calculadora
financeira e d) Planilha eletrônica (EXCEL).
Exemplo: Uma pessoa deseja determinar quanto dinheiro
terá no final de 5 anos optando por uma anuidade ordinária. Esta
anuidade apresenta depósitos anuais de $ 1.000 no final de cada
ano, com rendimento de 7% ao ano.

$ 1.000 $ 1.000 $ 1.000 $ 1.000 $ 1.000

0 1 2 3 4 5
Final de cada ano
86
VALOR DO DINHEIRO NO TEMPO
2.1) Anuidade ordinária – valor futuro (cont.)
a) Fórmula geral:
VFAn = PMT x (FVFAi,n) (3)
VFA = valor futuro de uma anuidade
n = número de períodos do investimento
i = taxa anual de juros pago
PMT = montante aplicado anualmente
FVFA = fator de valor futuro de uma anuidade ordinária, onde:
n
FVFAi,n =  (1+i)t-1
t=1
87
VALOR DO DINHEIRO NO TEMPO
2.1) Anuidade ordinária – valor futuro (cont.)
Fim do Anuidade
ano Ordinária
(1+i)t-1 (1+i)t-1
0 0 0 0
1 1.000 (1+0,07)5-1 1,311
2 1.000 (1+0,07)4-1 1,225
3 1.000 (1+0,07)3-1 1,145
4 1.000 (1+0,07)2-1 1,070
5 1.000 (1+0,07)1-1 1,000
Total 5.000 -
 = 5,751 (FVFAi,n)

Como VFAn = PMT x (FVFAi,n) então,

VFAn = 1.000 x 5,751 = $ 5.751,00


88
VALOR DO DINHEIRO NO TEMPO
2.1) Anuidade ordinária – valor futuro (cont.)
1.311
1.225
1.145
1.070
1.000

5.751

1.000 1.000 1.000 1.000 1.000 $

0 1 2 3 4 5 Ao final de cada ano

Linha de tempo para o valor futuro de uma


anuidade ordinária, com depósito de $ 1.000
ao final do ano, rendendo 7% ao ano.
89
VALOR DO DINHEIRO NO TEMPO
2.1) Anuidade ordinária – valor futuro (cont.)

b) A tabela A3 fornece valores para (FVFAi,n). Desta forma devem


ser conhecidos a taxa de juros (i) e o período do investimento (n).
Sendo assim, conhecendo o valor de PMT (montante
aplicado anualmente), basta aplicar a fórmula (3), que teremos:

VFAn = 1.000 x 5,751 = $ 5.751,00

90
VALOR DO DINHEIRO NO TEMPO
2.1) Anuidade ordinária – valor futuro (cont.)

c) Também neste caso estamos apresentando a seqüência de


operações em uma calculadora HP-12C. O resultado
encontrado é mais preciso do que o encontrado nos modelos
anteriores.
Dado Função
1.000 PMT
5 n
7 i
FV
5.750,74

91
VALOR DO DINHEIRO NO TEMPO
2.1) Anuidade ordinária – valor futuro (cont.)

d) Utilizando uma planilha eletrônica como o EXCEL, o valor é


calculado da seguinte forma:

Prestação anual 1.000


Taxa de juros 7,00%
Período 5
Valor futuro de uma
anuidade ordinária R$ 5.750,74

O valor futuro é calculado através da fórmula


= VF (taxa; período; -prestação anual), ou seja
= VF (0,07; 5; -1.000)
92
VALOR DO DINHEIRO NO TEMPO
2.2) Anuidade ordinária – valor presente
O valor presente de uma anuidade representa o valor
descontado, considerando a taxa de juros embutida na anuidade.
Exemplo: Uma empresa irá saldar uma dívida em 5
parcelas anuais de $ 700 ao final de cada ano. Sabendo-se que a
taxa de juros é de 8% ao ano, qual o valor presente desta dívida?

Final de cada ano


0 1 2 3 4 5

$ 700 $ 700 $ 700 $ 700 $ 700

93
VALOR DO DINHEIRO NO TEMPO
2.2) Anuidade ordinária – valor presente (cont.)
a) Fórmula geral:
VPAn = PMT x (FVPAi,n) (4)
VPA = valor presente de uma anuidade
n = número de períodos do investimento
i = taxa anual de juros pago
PMT = montante aplicado anualmente
FVPA = fator de valor presente de uma anuidade ordinária, onde:
n
FVPAi,n =  1/(1+i)t
t=1
94
VALOR DO DINHEIRO NO TEMPO
2.2) Anuidade ordinária – valor presente (cont.)
Fim do Anuidade
ano Ordinária
1/(1+i)t 1/(1+i)t
0 0 0 0
1 700 1/(1+0,08)1 0,926
2 700 1/(1+0,08)2 0,857
3 700 1/(1+0,08)3 0,794
4 700 1/(1+0,08)4 0,735
5 700 1/(1+0,08)5 0,681
Total 3.500 -
 = 3,993 (FVPAi,n)

Como VPAn = PMT x (FVPAi,n) então,

VPAn = 700 x 3,993 = $ 2.795,10


95
VALOR DO DINHEIRO NO TEMPO
2.2) Anuidade ordinária – valor presente (cont.)

0 1 2 3 4 5 Ao final de cada ano

700 700 700 700 700 $

648,20
599,90
555,80
514,50
476,70

2.795,10 Linha de tempo para o valor presente de uma anuidade


ordinária, com depósito de $ 700 ao final do ano, rendendo
8% ao ano.
96
VALOR DO DINHEIRO NO TEMPO
2.2) Anuidade ordinária – valor presente (cont.)

b) A tabela A4 fornece valores para (FVPAi,n). Desta forma devem


ser conhecidos a taxa de juros (i) e o período do investimento (n).
Sendo assim, conhecendo o valor de PMT (montante
aplicado anualmente), basta aplicar a fórmula (4), que teremos:

VPAn = 700 x 3,993= $ 2.795,10

97
VALOR DO DINHEIRO NO TEMPO
2.2) Anuidade ordinária – valor presente (cont.)

c) Apresentando a seqüência de operações em uma calculadora


HP-12C. O resultado encontrado é mais preciso do que o
encontrado nos modelos anteriores.

Dado Função
700 PMT
5 n
8 i
PV
2.794,90

98
VALOR DO DINHEIRO NO TEMPO
2.2) Anuidade ordinária – valor presente (cont.)

d) Utilizando uma planilha eletrônica como o EXCEL, o valor é


calculado da seguinte forma:

Prestação anual 700


Taxa de juros 8,00%
Período 5
Valor presente de uma
anuidade ordinária R$ 2.794,90

O valor futuro é calculado através da fórmula


= VP (taxa; período; -prestação anual), ou seja
= VP (0,08; 5; -700)
99
VALOR DO DINHEIRO NO TEMPO
2.3) Anuidade vencida – valor futuro
Lembrando que neste caso o fluxo de caixa ocorre no início do
período.
Exemplo: Uma pessoa deseja determinar quanto dinheiro terá no
final de 5 anos optando por uma anuidade vencida. Esta anuidade apresenta
depósitos anuais de $ 1.000 no início de cada ano, com rendimento de 7% ao
ano.

$ 1.000 $ 1.000 $ 1.000 $ 1.000 $ 1.000

0 1 2 3 4 5
Início de cada ano
100
VALOR DO DINHEIRO NO TEMPO
2.3) Anuidade vencida – valor futuro (cont.)
a) Fórmula geral:
VFAn = PMT x (FVFAi,n)
VFA = valor futuro de uma anuidade
n = número de períodos do investimento
i = taxa anual de juros pago
PMT = montante aplicado anualmente
FVFA = fator de valor futuro de uma anuidade vencida, onde:
n n
FVFAi,n =  (1+i)t ou FVFAi,n =  (1+i)t-1 x (1+i)
t=1 t=1
tabela 101
VALOR DO DINHEIRO NO TEMPO
2.3) Anuidade vencida – valor futuro (cont.)
Início Anuidade
do ano Vencida
(1+i)t (1+i)t
0 1.000 (1+0,07)5 1,403
1 1.000 (1+0,07)4 1,311
2 1.000 (1+0,07)3 1,225
3 1.000 (1+0,07)2 1,145
4 1.000 (1+0,07)1 1,070
Total 5.000 -
 = 6,154 (FVFAi,n)

Como VFAn = PMT x (FVFAi,n) então,

VFAn = 1.000 x 6,154 = $ 6.154,00


102
VALOR DO DINHEIRO NO TEMPO
2.3) Anuidade vencida – valor futuro (cont.)
1.403
1.311
1.225
1.145
1.070

6.154

1.000 1.000 1.000 1.000 1.000 $

0 1 2 3 4 5 No início de cada ano

Linha de tempo para o valor futuro de uma


anuidade vencida, com depósito de $ 1.000
no início de cada ano, rendendo 7% ao ano.
103
VALOR DO DINHEIRO NO TEMPO
2.3) Anuidade vencida – valor futuro (cont.)

b) A tabela A3 fornece valores para (FVFAi,n), sendo:


FVFAni,n =  (1+i)t-1
t=1

Sendo assim, é necessário multiplicarmos o valor encontrado por


(1 + i), ou seja:
n
FVFAi,n =  (1+i)t-1 x (1+i)
t=1

Desta forma:

VFAn = 1.000 x 5,751 x 1,07 = $ 6.154,00


104
VALOR DO DINHEIRO NO TEMPO
2.3) Anuidade vencida – valor futuro (cont.)

c) Também neste caso estamos apresentando a seqüência de


operações em uma calculadora HP-12C. Desta vez, a
calculadora deve passar para o modo BEGIN antes da digitação
dos dados.
BEGIN
Dado Função
1.000 PMT
5 n
7 i
FV
6.153,29

105
VALOR DO DINHEIRO NO TEMPO
2.3) Anuidade vencida – valor futuro (cont.)

d) Utilizando uma planilha eletrônica como o EXCEL, o valor é


calculado da seguinte forma:

Prestação anual 1.000


Taxa de juros 7,00%
Período 5
Valor futuro de uma
anuidade vencida R$ 6.153,29

O valor futuro é calculado através da fórmula


= VF (taxa; período; -prestação anual, valor presente, tipo), ou seja
= VF (0,07; 5; -1.000; 0; 1)

Neste caso, o tipo deve ser 1 para identificar a anuidade vencida.


106
VALOR DO DINHEIRO NO TEMPO
2.4) Anuidade vencida – valor presente
Relembrando, o valor presente de uma anuidade
representa o valor descontado, considerando a taxa de juros
embutida na anuidade.
Exemplo: Uma empresa irá saldar uma dívida em 5
parcelas anuais de $ 700 no início de cada ano. Sabendo-se que a
taxa de juros é de 8% ao ano, qual o valor presente desta dívida?
Início de cada ano
0 1 2 3 4 5

$ 700 $ 700 $ 700 $ 700 $ 700

107
VALOR DO DINHEIRO NO TEMPO
2.4) Anuidade vencida – valor presente (cont.)
a) Fórmula geral:
VPAn = PMT x (FVPAi,n)
VPA = valor presente de uma anuidade
n = número de períodos do investimento
i = taxa anual de juros pago
PMT = montante aplicado anualmente
FVPA = fator de valor presente de uma anuidade ordinária, onde:
n

FVPAi,n = 
n
1/(1+i)t-1 FVPAi,n =  1 x (1+i)
t=1 ou t=1
tabela (1+i)t 108
VALOR DO DINHEIRO NO TEMPO
2.4) Anuidade vencida – valor presente (cont.)
Fim do Anuidade
ano Ordinária
1/(1+i)t-1 1/(1+i)t-1
0 700 1/(1+0,08)1-1 1,000
1 700 1/(1+0,08)2-1 0,926
2 700 1/(1+0,08)3-1 0,857
3 700 1/(1+0,08)4-1 0,794
4 700 1/(1+0,08)5-1 0,735
Total 3.500 -
 = 4,312 (FVPAi,n)

Como VPAn = PMT x (FVPAi,n) então,

VPAn = 700 x 4,312 = $ 3.018,40


109
VALOR DO DINHEIRO NO TEMPO
2.4) Anuidade vencida – valor presente (cont.)
No início de
0 1 2 3 4 5 cada ano

700 700 700 700 700 $

700,00
648,20
599,90
555,80
514,50

3.018,40 Linha de tempo para o valor presente de uma anuidade


vencida, com depósito de $ 700 no início do ano, rendendo
8% ao ano.
110
VALOR DO DINHEIRO NO TEMPO
2.4) Anuidade vencida – valor presente (cont.)

b) A tabela A4 fornece valores para (FVPAi,n), sendo:


n
FVPAi,n =  1/(1+i)t
t=1

Sendo assim, é necessário multiplicarmos o valor encontrado por


(1 + i), ou seja: n
FVPAi,n =  1 x (1+i)
t=1
(1+i)t
Desta forma:

VPAn = 700 x 3,993 x 1,08 = $ 3.018,40


111
VALOR DO DINHEIRO NO TEMPO
2.4) Anuidade vencida – valor presente (cont.)

c) Utilizando a HP-12C, também neste caso, a calculadora deve


passar para o modo BEGIN antes da digitação dos dados.

BEGIN
Dado Função
700 PMT
5 n
8 i
PV
3.018,49

112
VALOR DO DINHEIRO NO TEMPO
2.4) Anuidade vencida – valor presente (cont.)

d) Utilizando uma planilha eletrônica como o EXCEL, o valor é


calculado da seguinte forma:

Prestação anual 700


Taxa de juros 8,00%
Período 5
Valor presente de uma
anuidade vencida R$ 3.018,49

O valor futuro é calculado através da fórmula


= VP (taxa; período; -prestação anual, valor futuro, tipo), ou seja
= VP (0,08; 5; -700; 0; 1)

Neste caso, o tipo deve ser 1 para identificar a anuidade vencida.


113
VALOR DO DINHEIRO NO TEMPO

3) Séries Mistas
Enquanto uma anuidade apresenta série de
fluxos de caixa periódicos e iguais, uma série mista
é ma série de fluxos de caixa periódicos e desiguais.
Neste caso também devemos considerar o
valor futuro e o valor presente das séries mistas.

114
VALOR DO DINHEIRO NO TEMPO
3.1) Série Mista – valor futuro
a) Calcular o valor futuro de uma série mista é simples,
basta determinar o valor futuro de cada fluxo de caixa e depois
somar todos os valores futuros individuais, fórmula (1)-slide 74.
Exemplo: Uma empresa projeta os seguintes fluxos de
caixa para os próximos 5 anos, com rendimento de 8%.
Fim do Fluxo de VFn =
VFn
ano Caixa VP x (1+ i)n
1 11.500 11.500x(1+0,08)4 15.640,00
2 14.000 14.000x(1+0,08)3 17.640,00
3 12.900 12.900x(1+0,08)2 15.041,40  VFn = 83.601,40
4 16.000 16.000x(1+0,08)1 17.280,00
5 18.000 18.000x(1+0,08)0 18.000,00
115
VALOR DO DINHEIRO NO TEMPO
3.1) Série Mista – valor futuro (cont.)
15.640,00
17.640,00
15.041,40
17.280,00
18.000,00

83.601,40

11.500 14.000 12.900 16.000 18.000 $

0 1 2 3 4 5 Ao final de cada ano

Linha de tempo para o valor futuro de uma


série mista (fluxos de caixa no final de cada
ano, composta a 8% ao ano por 5 anos)
116
VALOR DO DINHEIRO NO TEMPO

3.1) Série Mista – valor futuro (cont.)


b) Como vimos anteriormente, a tabela A1 fornece valores para
(1+ i)n. Estes valores são denominados fator de valor futuro
(FVF), uma vez que são conhecidos a taxa de juros (i) e o período
do investimento (n).
Ano Fluxo de No. de anos de FVF8%,na Valor futuro
caixa (1) rendimentos (2) Tabela A1 (3) (1)x(3)=(4)
1 11.500 5-1=4 1,360 15.640,00
2 14.000 5-2=3 1,260 17.640,00
3 12.900 5-3=2 1,166 15.041,40
4 16.000 5-4=1 1,080 17.280,00
5 18.000 5-5=0 1,000* 18.000,00
Valor futuro da série mista $ 83.601,40
117
VALOR DO DINHEIRO NO TEMPO
3.1) Série Mista – valor futuro (cont.)

c) Usando a calculadora financeira HP-12C, o resultado de cada VFn deve


ser somado até ser encontrado o resultado final.

Dado Função Dado Função Dado Função Dado Função Dado Função
11.500 PV 14.000 PV 12.900 PV 16.000 PV 18.000 PV
4 n 3 n 2 n 1 n 0 n
8 i 8 i 8 i 8 i 8 i
FV FV FV FV FV
15.645,62 17.635,97 15.046,56 17.280,00 18.000,00

 VFn = $ 83.608,15

118
VALOR DO DINHEIRO NO TEMPO
3.1) Série Mista – valor futuro (cont.)
d) Utilizando uma planilha eletrônica como o EXCEL, o valor é
calculado da seguinte forma:
Valor Futuro de uma Série Mista
Taxa de jurios, % ao ano 8%
Fluxo de
Ano Anos de Rendimento caixa ao final
de cada ano
1 4 11.500,00
2 3 14.000,00
3 2 12.900,00
4 1 16.000,00
5 0 18.000,00
Valor Futuro de uma Série Mista R$ 83.608,15

O valor futuro é calculado através da fórmula


= -VF (taxa; período; pagamento; VPL(taxa; valor presente1;.....; valor presente 5)),
ou seja = -VF (0,08; 5; 0; VPL(0,08; 11.500; 14.000; 12.900; 16.000; 18.000))
119
VALOR DO DINHEIRO NO TEMPO
3.2) Série Mista – valor presente
a) Calcular o valor presente de uma série mista tem
procedimento semelhante que o cálculo do valor futuro, basta
determinar cada valor futuro e depois somar todos os valores presentes
individuais, fórmula (2)-slide 80.
Exemplo: Uma empresa possui os seguintes valores futuros
para os próximos 5 anos, com taxa de 9%.
Fim do Fluxo de VPn =
VPn
ano Caixa VF x 1/(1+ i)n
1 400 400x1/(1+0,09)1 366,80
2 800 800x1/(1+0,09)2 673,60
3 500 500x1/(1+0,09)3 386,00  VPn = 1.904,60
4 400 400x1/(1+0,09)4 283,20
5 300 300x1/(1+0,09)5 195,00
120
VALOR DO DINHEIRO NO TEMPO
3.2) Série Mista – valor presente (cont.)

0 1 2 3 4 5 Ao final de cada ano

400 800 500 400 300 $

366,80
673,60
386,00
283,20
195,00

1.904,60 Linha de tempo para o valor presente de uma série mista


(valores futuros ao final de cada ano, por 5 anos e taxa de
9% ao ano)
121
VALOR DO DINHEIRO NO TEMPO

3.2) Série Mista – valor presente (cont.)


b) Como vimos anteriormente, a tabela A2 fornece valores para
1/(1+ i)n. Estes valores são denominados fator de valor presente
(FVP), uma vez que são conhecidos a taxa de juros (i) e o período
do investimento (n).
Fluxo de No. de anos de FVP9%,n Valor presente
Ano caixa (1) rendimentos (2) Tabela A2 (3) (1)x(3)=(4)
1 400 5-4=1 0,917 366,80
2 800 5-3=2 0,842 673,60
3 500 5-2=3 0,772 386,00
4 400 5-1=4 0,708 283,20
5 300 5-0=5 0,650 195,00

Valor presente da série mista $ 1.904,60


122
VALOR DO DINHEIRO NO TEMPO
3.2) Série Mista – valor presente (cont.)

c) Usando a calculadora financeira HP-12C, o resultado de cada


VPn deve ser somado até ser encontrado o resultado final.

Dado Função Dado Função Dado Função Dado Função Dado Função
400 FV 800 FV 500 FV 400 FV 300 FV
1 n 2 n 3 n 4 n 5 n
9 i 9 i 9 i 9 i 9 i
PV PV PV PV PV
366,97 673,34 386,09 283,37 194,98

 VPn = $ 1.904,76
123
VALOR DO DINHEIRO NO TEMPO
3.2) Série Mista – valor presente (cont.)
d) Utilizando uma planilha eletrônica como o EXCEL, o valor é
calculado da seguinte forma:
Valor Presente de uma Série Mista
Taxa de jurios, % ao ano 9%
Fluxo de
Ano Anos de Rendimento caixa ao final
de cada ano
1 1 400,00
2 2 800,00
3 3 500,00
4 4 400,00
5 5 300,00
Valor Presente de uma Série Mista R$ 1.904,76

O valor presente é calculado através da fórmula


= VPL (taxa; valor presente1;.....; valor presente 5),
ou seja = VPL (0,09; 400; 800; 500; 400; 300)
124
VALOR DO DINHEIRO NO TEMPO

4) Composição mais freqüente que uma vez por ano


Neste caso, a série de fluxos de caixa ocorre
mais de uma vez por ano (semestralmente,
quadrimestralmente, trimestralmente, mensalmente,
semanalmente ou até mesmo diariamente).
Exemplo: Uma pessoa decide deixar $100,00 em um
investimento que rende 8% de juros ao ano, durante
dois anos. Quanto esta pessoa terá ao final do período,
caso a composição ocorra: I) semestralmente e II)
trimestralmente?
125
VALOR DO DINHEIRO NO TEMPO

4) Composição mais freqüente que uma vez por ano (cont.)

I)Valor futuro da aplicação com rendimentos semestrais

Principal inicial Fator de valor futuro Valor futuro no final do


Ano (1) (2) período (1)x(2)=(3)
6 meses 100,00 1,04 104,00
12 meses 104,00 1,04 108,16
18 meses 108,16 1,04 112,49
24 meses 112,49 1,04 116,99

Valor ao final de 2 anos

126
VALOR DO DINHEIRO NO TEMPO
4) Composição mais freqüente que uma vez por ano (cont.)

II)Valor futuro da aplicação com rendimentos trimestrais


Principal inicial Fator de valor futuro Valor futuro no final
Ano (1) (2) do período (1)x(2)=(3)
3 meses 100,00 1,02 102,00
6 meses 102,00 1,02 104,04
9 meses 104,04 1,02 106,12
12 meses 106,12 1,02 108,24
15 meses 108,24 1,02 110,40
18 meses 110,40 1,02 112,61
21 meses 112,61 1,02 114,86
24 meses 114,86 1,02 117,16

Valor ao final de 2 anos


127
VALOR DO DINHEIRO NO TEMPO

4) Composição mais freqüente que uma vez por ano (cont.)

Comparação entre os valores futuros

Final do ano Anual Semestral Trimestral

1 108,00 108,16 108,24


2 116,64 116,99 117,16

Conforme a tabela acima, podemos observar que quanto


maior a freqüência de composição dos juros, maior o
montante acumulado. Isto é válido para qualquer taxa de juros,
por qualquer prazo.
128
VALOR DO DINHEIRO NO TEMPO
4) Composição mais freqüente que uma vez por ano (cont.)

A fórmula de composição anual (1), do slide 74, pode ser


adaptada, sendo “m”o número de vezes por ano nas quais há
composição de juros.

VFn = VP x (1+ i/m)nxm

a) Substituindo no exemplo anterior, temos:

semestral => VFn = $100 x (1+ 0,08/2)2x2 => 100 x (1+0,04)4 = 116,99
trimestral => VFn = $100 x (1+ 0,08/4)2x4 => 100 x (1+0,02)8 = 117,16

129
VALOR DO DINHEIRO NO TEMPO
4) Composição mais freqüente que uma vez por ano (cont.)

b) Utilizando a tabela A1, devemos considerar as taxas de


juros correspondentes.

Período de m Taxas de juros Períodos Fator de valor


composição (i/m) (mxn) futuro (Tabela A1)

1 2 8% / 2 = 4% 2x2=4 1,170

2 4 8% / 4 = 2% 4x2=8 1,172

semestral => VFn = $100 x 1,170 => 117,00

trimestral => VFn = $100 x 1,172 => 117,20

130
VALOR DO DINHEIRO NO TEMPO
4) Composição mais freqüente que uma vez por ano (cont.)

c) Usando a calculadora financeira HP-12C.

Dado Função Dado Função


100 PV 100 PV
4 n 8 n
4 i 2 i
FV FV
116,99 117,17

Semestral Trimestral

131
VALOR DO DINHEIRO NO TEMPO
4) Composição mais freqüente que uma vez por ano (cont.)
d) Utilizando uma planilha eletrônica como o EXCEL.
Valor futuro de uma quantia individual com composição
semestral e trimestral
Valor presente 100,00
Tx de juros, % a.a. semestral 8%
Número de anos 2
Valor futuro com composição semestral R$ 116,99
Valor presente 100,00
Tx de juros, % a.a. trimestral 8%
Número de anos 2
Valor futuro com composição trimestral R$ 117,17
O valor futuro é calculado para:
semestral => VF = (taxa/2; período; pagamento, valor presente; tipo),
ou seja = VF (0,08/2; 2*2; 0; 100; 0) = 116,99
trimestral => VF = (taxa/4; período; pagamento, valor presente; tipo),
ou seja = VF (0,08/4; 2*4; 0; 100; 0) = 117,17
132
VALOR DO DINHEIRO NO TEMPO

5) Composição contínua
Neste caso extremo, os juros podem ser compostos
continuamente, ou seja, no menor período possível, com
“m” se aproximando de infinito.
a) Sendo assim, a equação do slide 129 passa para:
VFn = VP x (eixn)
Exemplo: Uma pessoa decide deixar $100,00 em um
investimento que rende 8% de juros ao ano, durante dois
anos. Quanto esta pessoa terá ao final do período, caso a
composição ocorra continuamente?
133
VALOR DO DINHEIRO NO TEMPO

5) Composição contínua (cont.)


VFn = VP x (e i x n) =>
VFn = $ 100,00 x e 0,08 x 2
VFn = $ 100,00 x 2,7183 0,16
VFn = $ 100,00 x 1,1735
VFn = $ 117,35

b) Neste caso não se aplica o uso das tabelas


tradicionais, pois como m tende a infinito, não é possível
encontrar o fator de valor futuro nas mesmas.
134
VALOR DO DINHEIRO NO TEMPO
5) Composição contínua (cont.)

c) Usando a calculadora Usando a HP 12-C


Dado Função Dado Função
0,16 2nd 0,16 g
ex ex
1,1735 X 1,1735 enter
100 = 100 X
117,35 117,35

135
VALOR DO DINHEIRO NO TEMPO
5) Composição contínua (cont.)
d) Utilizando uma planilha eletrônica como o EXCEL.
Valor futuro de uma quantia individual com composição
contínua
Valor presente 100,00
Tx de juros, % a.a. semestral 8%
Número de anos 2
Valor futuro com composição semestral R$ 117,35

O valor futuro é calculado para:


= valor presente x e (taxa x período), ou seja,
= 100 * exp ( 0,08 * 2 )

136
RISCO E RETORNO

As principais decisões financeiras devem ser


vistas em termos de expectativas de risco e expectativa
de retorno.
O risco pode ser visto como relativo a um único
ativo mantido isoladamente ou relativo a uma carteira
– conjunto de ativos.
Deve-se também entender qual a posição do
administrador financeiro em relação as preferências de
risco.

137
RISCO E RETORNO

Risco – É a possibilidade de prejuízo financeiro.


Os ativos que possuem grandes possibilidades
de prejuízos são vistos como mais arriscados que
aqueles com menos possibilidade de prejuízo.

Exemplo:
aplicação em caderneta de poupança
X
compra de ações de uma empresa
138
RISCO E RETORNO
Retorno – É o total de ganhos ou prejuízo dos proprietários,
decorrentes de um investimento durante um determinado período
de tempo.
A taxa de retorno pode ser calcula por:

kt = Pt – Pt-1 + Ct onde,
Pt-1
kt = taxa de retorno (exigida/esperada/atual) no período t
Pt = valor do ativo no tempo t
Pt-1 = valor do ativo no tempo t-1
Ct = caixa (fluxo) recebido do investimento no ativo entre t e t-1
139
RISCO E RETORNO
Exemplo – Dois equipamentos A e B foram adquiridos há um
ano. O equipamento A que custou $20.000, hoje tem valor de
mercado estimado em $21.500 e gerou $ 800 de receita no
período. Já B custou $12.000 e hoje vale $ 11.800, porém gerou
receita de $1.700. Qual dos ativos possui maior taxa de retorno?
A => 21.500 – 20.000 +800 = 2.300 = 11,5%
20.000 20.000

B => 11.800 – 12.000 + 1.700 = 1.500 = 12,5%


12.000 12.000

140
RISCO E RETORNO
Preferências com relação ao risco – Os administradores
financeiros podem ter 3 tipos de comportamento em relação
ao riscos:
-Indiferença ao risco – Esta atitude ocorre quando nenhuma
mudança no retorno é exigida em vista do aumento de risco.
-Aversão ao risco – Esta atitude ocorre quando um
incremento de retorno é exigido em vista de um aumento do
risco.
-Tendência ao risco – Esta atitude ocorre quando uma
diminuição no retorno pode ser aceita em vista de um
aumento do risco.

141
Retorno exigido (ou esperado)
RISCO E RETORNO

Aversão
ao risco
Averso

Indiferença
Indiferente
ao risco

Tendente
Tendência
ao risco

x1 x2
Risco

142
RISCO E RETORNO
Risco de um ativo individual – É avaliado do ponto de vista
comportamental e quantitativo.
Análise de sensibilidade – Abordagem comportamental para
avaliar o risco, a qual usa inúmeras estimativas de retorno
para se obter uma percepção da variabilidade entre os
resultados.
A análise de sensibilidade é obtida a partir da
observação das estimativas dos retornos mais pessimistas
(piores), dos mais prováveis (esperados) e dos mais otimistas
(melhores).
Quanto maior a faixa de um ativo maior é o risco que
ele apresenta.
143
RISCO E RETORNO
Exemplo – Uma empresa está em dúvida sobre qual dos dois
ativos deve investir. Ambos demanda um investimento inicial de
$10.000 e possuem taxa de retorno mais provável 15%. O quadro
mostra as estimativas para cada ativo.
ATIVO A ATIVO B
Investimento inicial 10.000 10.000
Taxa de retorno anual
Pessimista 13% 7%
Mais provável 15% 15%
Otimista 17% 23%
Faixa Menor risco 4% 16%
144
RISCO E RETORNO
Probabilidades – É a possibilidade de ocorrência de um dado
resultado. Pode ser utilizada para uma avaliação mais exata
de do risco de um ativo. No exemplo anterior as
probabilidades de ocorrência de resultados pessimistas, mais
prováveis e otimistas são respectivamente de 25%, 50% e
25%.
Distribuição de probabilidades – É o modelo que relaciona as
probabilidades a seus respectivos resultados.
Um gráfico de barras representa a forma mais simples
de ilustração de uma distribuição de probabilidades.

145
RISCO E RETORNO

Ativo A Ativo B
Probabilidade de ocorrência

0,6 0,6

0,5 0,5

0,4 0,4

0,3 0,3

0,2 0,2

0,1 0,1

0 0
7 9 11 13 15 17 19 21 23 7 9 11 13 15 17 19 21 23

Retorno % Retorno %

146
RISCO E RETORNO
Distribuição de probabilidades contínua – É aquela que apresenta
todos os possíveis resultados e as probabilidades associadas para
um dado evento.
Densidade de probabilidade

Ativo A

Ativo B

7 9 11 13 15 17 19 21 23

Retorno % 147
RISCO E RETORNO
Desvio Padrão – Mede a dispersão em torno do valor
esperado. É o indicador estatístico mais comum na
determinação do risco de um ativo.

 i = i 1 i
n
( k  k ) 2
x Pri onde,

ki = retorno associado ao i-ésimo resultado


Pri = probabilidade de ocorrência do i-ésimo resultado
n = número de resultados considerados
_
k = valor esperado de um retorno (média)
148
RISCO E RETORNO
Ativo A
i ki k ki-k (ki-k)2 Pr (ki-k)2 x Pri

1 13 15 -2 4 0,25 1

2 15 15 0 0 0,50 0

3 17 15 2 4 0,25 1
_

i1 i
3
( k  k ) 2
x Pri  2

i
_
= i 1 i
3
( k  k ) 2
x Pri  2  1,41%

149
RISCO E RETORNO
Ativo B
i ki k ki-k (ki-k)2 Pr (ki-k)2 x Pri

1 7 15 -8 64 0,25 16

2 15 15 0 0 0,50 0

3 23 15 8 64 0,25 16
_

i1 i
3
( k  k ) 2
x Pri  32

i
_
= i 1 i
3
( k  k ) 2
x Pri  32  5,66%

150
RISCO E RETORNO
Distribuição normal de probabilidade – É a distribuição simétrica
das probabilidades de um evento.
Densidade de probabilidade

Curva em forma de sino

68%

95%

99%

 3 i  2 i  1 i  1 i  2 i 3 i
Retorno %
151
RISCO E RETORNO

Coeficiente de variação – É a medida de dispersão que permite


comparar os riscos de ativos que diferem nos retornos esperados.

CV = i
k
No exemplo:
A => 1,41% / 15% = 0,093 Menor risco

B => 5,66% / 15% = 0,377

152
RISCO E RETORNO

Risco e tempo – A variabilidade dos retornos e, portanto, o


risco relativo do ativo, aumentam com o passar do tempo.
Em outras palavras, quanto mais duradoura for a
vida do investimento em um ativo, maior será o seu risco,
devido à variabilidade crescente dos retornos, resultante de
erros de previsão cada vez maiores, para um futuro
distante.

153
RISCO E RETORNO
Risco e Tempo


Tempo (anos)

k

1 10 15 20 probabilidade

Retorno %

154
RISCO E RETORNO
Risco de uma carteira – O objetivo do administrador financeiro é
criar uma carteira eficiente, ou seja, uma carteira que maximiza
retornos para um determinado nível de risco ou minimiza o risco
para um determinado nível de retorno.
A unidade estatística correlação é a base do processo de
diversificação para desenvolver uma carteira eficiente de ativos.
O retorno de uma carteira é calculado por:


n
j 1
w j k j
wj = proporção dos valores totais de cada carteira pelo ativo j
kj = o retorno esperado do ativo j
155
RISCO E RETORNO

a) Retorno esperado da carteira


Ano Ativo Ativo Cálculo da carteira Retorno
X Y 50% do montante aplicado esperado da
% % para cada ativo (a) carteira kp
2005 8 16 (0,50 x 8) + (0,50 x 16) = 12%
2006 10 14 (0,50 x 10) + (0,50 x 14) = 12%
2007 12 12 (0,50 x 12) + (0,50 x 12) = 12%
2008 14 10 (0,50 x 14) + (0,50 x 10) = 12%
2009 16 8 (0,50 x 16) + (0,50 x 8) = 12%

156
RISCO E RETORNO

b) Valor esperado dos retornos da carteira entre 2005 e 2009

Kp = 12% + 12% + 12% +12% +12% = 60% = 12%


5 5

c) Desvio-padrão dos retornos esperados de uma carteira.

(12  12) 2  (12  12) 2  (12  12) 2  (12  12) 2  (12  12) 2 /(5  1)

0  0  0  0  0 /( 4)  0%

157
RISCO E RETORNO
Neste exemplo foram considerados dois ativos e o valor
esperado de retorno para cada um deles durante cinco anos de
investimento. A distribuição dos valores monetários para ambos
ativos foi de 50%.
Neste caso, observamos que o retorno esperado para cada
ano (coluna a) é dado a partir da substituição dos valores na
fórmula do slide 155. A média de retorno esperada para os cinco
anos de investimento nos ativos é dada pelo somatório dos valores
esperados para cada ano, dividido pelo total de anos de
investimento (parte b).
Finalmente, o desvio padrão (parte c) é calculado a partir
da fórmula do slide 148, substituindo a probabilidade (Pr) pela
divisão por (n-1), por se tratar de um desvio padrão populacional.
158
RISCO E RETORNO
Correlação
É a unidade estatística que mede a relação entre séries de
números representando qualquer tipo de dados.
Correlação negativa => Ocorre quando duas séries
movimentam-se em direção oposta.
Correlação positiva => Ocorre quando duas séries movimentam-
se na mesma direção.
Coeficiente de correlação => É a unidade que mede o grau de
correlação entre duas séries, varia de +1 (correlação positiva
perfeita) até –1 (correlação negativa perfeita). Quando o
coeficiente de correlação tender a zero, as duas séries tendem a
não possuir qualquer interação ou correlação.
159
RISCO E RETORNO

Correlação positiva perfeita Correlação negativa perfeita

N N

Retorno
Retorno

M M
tempo tempo

160
RISCO E RETORNO
Diversificação
Visa reduzir o risco total a partir da combinação ou adição
à carteira de ativos com correlação negativa. Quanto mais baixa
for a correlação positiva entre ativos, menor é o risco resultante da
carteira.

retorno retorno retorno

k k

Ativo A Ativo B Carteira A e B


tempo tempo tempo
161
RISCO E RETORNO
Retorno, valores esperados e desvios-padrões para os ativos X,
Y e Z e carteiras XY e XZ
Ano Ativo Ativo Ativo Carteira XY Carteira XZ
X Y Z
% % % (50%X + 50%Y) (50%X + 50%Z)
2005 8 16 8 12% 8%
2006 10 14 10 12% 10%
2007 12 12 12 12% 12%
2008 14 10 14 12% 14%
2009 16 8 16 12% 16%
Valor 12% 12% 12% 12% 12%
esperado
Desvio- 3,16% 3,16% 3,16% 0% 3,16%
padrão
162
RISCO E RETORNO
Exemplo
Neste caso consideramos como 50% de investimento para
cada ativo e a opção de investimento em dois dos três ativos.
Notamos que o valor médio esperado para os cinco anos
de investimento em cada ativo é de 12% e que também possuem
desvio padrão de 3,16%.
X e Y possuem correlação negativa perfeita, pois movem-
se em direções opostas.
X e Z possuem correlação positiva perfeita, pois
movimentam-se na mesma direção.
Desta forma X e Y apresentam a melhor composição de
ativos nesta carteira.
163
RISCO E RETORNO
Correlação, diversificação, risco e retorno
Quanto mais baixa for a correlação (menos + e mais -)
entre os retornos dos ativos, maior será o potencial de
diversificação do risco.

Coeficiente de correlação

+1 (positiva perfeita)

0 (ausência de correlação)

-1 (negativa perfeita)

164
RISCO E RETORNO
Modelo de formação de preços de ativos de capital (CAPM)
É a teoria básica que associa o risco e o retorno para todos
os ativos da empresa.
Tipos de risco
Risco total => A soma do risco não-diversificável com o risco
diversificável.
Risco não-diversificável => Aquele que possui parcela de risco
de um ativo associada a fatores de mercado e não pode ser
eliminado pelo processo de diversificação.
Risco diversificável => Aquele que possui parcela de risco de um
ativo associada a causas randômicas e pode ser eliminado pelo
processo de diversificação.
165
RISCO E RETORNO

k p
Risco da Carteira

Risco diversificável

{}
}
Risco
total Risco não-diversificável

5 10 15 20 25
Número de ativos na carteira
166
RISCO E RETORNO
Modelo de formação de preços de ativos de capital (CAPM)

Coeficiente beta => É utilizado para medir o risco não-


diversificado. É um índice do grau de movimento do retorno de
um ativo em resposta à mudança no retorno de mercado.
O retorno de mercado é o retorno da carteira de todos os
títulos negociados.
Beta é determinado através a partir da análise de regressão
de mínimos quadrados, determinando-se o coeficiente de
regressão na equação da linha característica, utilizando-se a
covariância do retorno do ativo e da carteira de mercado.

167
RISCO E RETORNO
Retorno
do ativo
Ativo S
30

20
Ativo R

10
Retorno do
mercado
-40 -30 -20 -10 10 20 30 40
-10

-20
bS = inclinação = 1,30
-30
bR = inclinação = 0,80
Pares de retorno do mercado e
dos ativos ao longo dos anos
168
RISCO E RETORNO

Obtenção e interpretação dos betas


Os coeficientes beta são obtidos através de fontes de
publicação, que já determinaram seu valor (como a Value Line
Investment Survey – pela internet) , considerando a dificuldade
dos cálculos associados.
O valor de beta considerado para o mercado é = 1. Os
demais betas serão analisados entorno deste valor. Geralmente os
valores de beta estão concentrados na faixa entre 0,5 e 2,0, porém
podem ocorrer inclusive valores negativos para beta.

169
RISCO E RETORNO
Beta Comentário Interpretação

2,0 Movimentam- Duas vezes com maior risco que o mercado


se na mesma
1,0 Mesmo risco que o mercado
direção do
mercado Apenas a metade do risco que o mercado
0,5

0 Não afetado pelos movimentos do mercado

-0,5 Movimentam- Apenas a metade do risco que o mercado


se em direção
-1,0 Mesmo risco que o mercado
oposta ao
mercado
-2,0 Duas vezes com maior risco que o mercado

170
RISCO E RETORNO
Beta de carteiras
É facilmente obtido a partir dos valores de beta
para cada ativo individual que compõe a carteira.


n
j 1
w j b j

Onde:
wj = percentual de unidades monetárias aplicadas np
ativo.
bj = o beta do ativo.
171
RISCO E RETORNO
Exemplo:

Carteira X Carteira Y
Ativo Proporção Beta Proporção Beta
1 0,10 1,65 0,10 0,80
2 0,30 1,00 0,10 1,00
3 0,20 1,30 0,20 0,65
4 0,20 1,10 0,10 0,75
5 0,20 1,25 0,50 1,05
Total 1,00 1,00

172
RISCO E RETORNO
Exemplo
bx = (0,10 x 1,65) + (0,30 x 1,00) + (0,20 x 1,30) + (0,20 x 1,10) + (0,20 x 1,25) =
= 0,165 + 0,300 + 0,260 + 0,220 + 0,250 = 1,195 => 1,20

by = (0,10 x 0,80) + (0,10 x 1,00) + (0,20 x 0,65) + (0,10 x 0,75) + (0,50 x 1,05) =
= 0,080 + 0,100 + 0,130 + 0,075 + 0,525 = 0,91

Concluímos então que bx > by, ou seja, os retornos da


carteira X são mais sensíveis ao mercado e portanto são
mais arriscados que os da carteira Y.

173
RISCO E RETORNO

Beta (bj) também pode ser utilizado para


determinar o risco não-diversificável a partir de um
retorno exigido de um ativo (kj), considerando a taxa de
retorno livre de risco (RF) e o retorno de mercado (km),
através da equação:

kj = RF + [ bj x ( km – RF ) ]

Prêmio pelo risco de mercado


Prêmio pelo risco
174
RISCO E RETORNO
Exemplo: Uma empresa quer determinar o retorno exigido sobre
um ativo Z, que possui beta = 1,5. A taxa de retorno livre de risco
para este ativo é de 7%, enquanto que o retorno sobre a carteira de
ativos no mercado é de 11%.

kj = RF + [ bj x ( km - RF ) ]
kj = 7% + [ 1,5 x ( 11% - 7% ) ] = 13%

O prêmio pelo risco de mercado é de 4%


O que leva ao prêmio pelo risco é de 6%
Gerando um retorno exigido de 13%
175
RISCO E RETORNO
Linha de mercado de títulos (SML)
É a representação gráfica da equação do slide 136, que
será uma reta contínua.
Ela reflete para cada nível não diversificado (beta) o
retorno exigido no mercado.
No exemplo anterior, vimos que a taxa de retorno livre de
risco era de 7%. Porém com o prêmio pelo risco de mercado o
ativo passa ter uma taxa de retorno de 11%.
Considerando que o valor do beta é de 1,5, então o prêmio
pelo risco do ativo eleva-se para 6%, totalizando um retorno
exigido correspondente a 13%.

176
RISCO E RETORNO

177
RISCO E RETORNO

Alterações na linha de mercado de títulos (SML)


Duas alterações importantes podem alterar a
SML.
1- Mudanças nas expectativas inflacionárias.
Como RF = k* + PI, onde k* é a taxa de juros
real e PI é a perspectiva de inflação, qualquer alteração
em PI irá alterar RF, ou seja, a SML irá se mover para
cima ou para baixo, de maneira paralela.

178
RISCO E RETORNO

179
RISCO E RETORNO
Alterações na linha de mercado de títulos (SML)

2- Mudanças na aversão ao risco.


A inclinação da SML indica o grau de aversão ao
risco, ou seja, as preferências dos investidores por risco
de mercado.
Quanto mais íngreme a sua inclinação maior será
a aversão risco dos investidores, em outras palavras o
prêmio pelo risco aumenta com a elevação da aversão ao
risco.
180
RISCO E RETORNO

181
TÉCNICAS DE ANÁLISE DE
ORÇAMENTOS DE CAPITAL
Período de payback
São geralmente utilizados como critério para
avaliar investimentos propostos.
O período de payback é o período de tempo exato
entre o investimento inicial e a sua recuperação, a partir
de entradas de caixa.
Um projeto é aceito se o período de payback for
inferior ao período de payback máximo aceitável e
recusado se o período for superior.

182
TÉCNICAS DE ANÁLISE DE
ORÇAMENTOS DE CAPITAL
Exemplo: Dados de dispêndio de capital para a empresa X.

Projeto A Projeto B
Investimento inicial $ 42.000 $ 45.000
Ano Entradas de caixas operacionais
1 $ 14.000 $ 28.000
2 $ 14.000 $ 12.000
3 $ 14.000 $ 10.000
4 $ 14.000 $ 10.000
5 $ 14.000 $ 10.000
Média $ 14.000 $ 14.000

183
TÉCNICAS DE ANÁLISE DE
ORÇAMENTOS DE CAPITAL
Exemplo:
No quadro anterior observamos dois projetos A e B
com investimentos iniciais distintos. O projeto A possui
entrada de caixa constante, ou seja, é uma anuidade,
enquanto que o Projeto B é uma série mista.
Para o projeto A o período de payback é de 3 anos e
para o projeto B o período de payback é de 2,5 anos.
Se o período máximo de payback aceitável fosse de
2,75 anos, o projeto A seria rejeitado e o projeto B aceito.

184
TÉCNICAS DE ANÁLISE DE
ORÇAMENTOS DE CAPITAL
Pós e contras do período de payback
Devido a sua facilidade de aplicação, a análise de
período de payback é utilizado largamente por pequenas
empresas. Muitas empresas o utilizam como critério básico
de decisão, pois quanto mais tempo a empresa precisar
esperar para recuperar seus investimentos, maior é o risco
que ela corre.
Por outro lado o período de payback deixa de
considerar os fluxos de caixa que ocorrem após o período de
payback.

185
TÉCNICAS DE ANÁLISE DE
ORÇAMENTOS DE CAPITAL
Exemplo: Dados de dispêndio de capital para a empresa Y.
Projeto A Projeto B
Investimento inicial $ 10.000 $ 10.000

Ano Entradas de caixas operacionais


1 $ 5.000 $ 3.000
2 $ 5.000 $ 4.000
3 $ 1.000 $ 3.000
4 $ 1.000 $ 4.000
5 $ 1.000 $ 3.000
Período de payback 2 anos 3 anos
186
TÉCNICAS DE ANÁLISE DE
ORÇAMENTOS DE CAPITAL
Exemplo:
Neste exemplo observamos que o período de payback
do projeto A é de 2 anos, enquanto que o período de
payback do projeto B é de 3 anos.
Caso o período máximo aceitável de payback fosse de
2,5 anos, o projeto A seria aceito e o projeto B rejeitado.
Porém, como mostra claramente o quadro, o projeto A
tem menor retorno adicional ($3.000) do que o projeto B
($7.000).

187
TÉCNICAS DE ANÁLISE DE
ORÇAMENTOS DE CAPITAL
Valor Presente Líquido - VPL
É uma técnica sofisticada de análise de orçamento de
capital, obtida a partir da seguinte fórmula:

 
n n
VPL =
t 1
FCt  FC0 VPL = t 1
( FCt xFVPk ,t )  FC0
( 1 + k )t

FCt – valor presente das entradas de caixa


FC0 – investimento inicial
k – taxa igual ao custo de capital da empresa
188
TÉCNICAS DE ANÁLISE DE
ORÇAMENTOS DE CAPITAL
Exemplo: Ao consideramos os dados da tabela do slide
183, podemos calcular o VPL do Projeto A com taxa de
desconto de 10%. Será necessário utilizarmos a tabela A4
para 5 anos.

Projeto A
Entrada de caixa anual (x) $ 14.000
Fator de anuidade FJVPA 3,791
Valor presente do fluxo de caixa (-) $ 53.074
Investimento inicial 42.000
Valor presente líquido $ 11.074
189
TÉCNICAS DE ANÁLISE DE
ORÇAMENTOS DE CAPITAL
Exemplo: E para o Projeto B também com taxa de desconto de
10%, será necessário utilizarmos a tabela A2 para cada anuidade.
. Ano Entrada de caixa FJVP – A2 Valor presente
1 $ 28.000 0,909 $ 25.452
2 $ 12.000 0,826 $ 9.912
3 $ 10.000 0,751 $ 7.510
4 $ 10.000 0,683 $ 6.830
5 $ 10.000 0,621 $ 6.210
Valor presente das entradas de caixa $ 55.914
Investimento inicial $ 45.000
Valor presente líquido $ 10.914
190
TÉCNICAS DE ANÁLISE DE
ORÇAMENTOS DE CAPITAL
Exemplo:
Comparando os dois valores:
Projeto A = 11.074
Projeto B = 10.914; Logo A > B – opta-se pelo Projeto A.

Toda vez que a decisão for do tipo aceitar/rejeitar,


aceita-se aquele investimento cujo VPL seja > 0. Se o VPL
for < 0 então o investimento deve ser rejeitado.

191
TÉCNICAS DE ANÁLISE DE
ORÇAMENTOS DE CAPITAL
Taxa Interna de Retorno - TIR
É a taxa de desconto que iguala o valor presente das
entradas de caixa ao investimento inicial de um projeto,
resultando em uma VPL=0, ou seja:

0 = t 1 FCt  FC0 
n n
=> FC0 = t 1
FCt
( 1 + TIR )t
( 1 + TIR )t

192
TÉCNICAS DE ANÁLISE DE
ORÇAMENTOS DE CAPITAL
Taxa Interna de Retorno - TIR
O cálculo manual da TIR através da equação não é um
trabalho fácil, principalmente tratando-se de uma série mista
e não de uma anuidade.
No caso de uma anuidade são realizados dois passos
que são: o cálculo do período de payback para o projeto e a
utilização da tabela do fator de valor presente de uma
anuidade, FJVPA.
Devido a esta dificuldade, a TIR assume uma função
direta nas calculadoras financeiras, ou seja, a tecla IRR.
193
TÉCNICAS DE ANÁLISE DE
ORÇAMENTOS DE CAPITAL
Taxa Interna de Retorno - TIR
No caso de uma série mista são realizados sete passos
que são: o cálculo da entrada média anual; o cálculo do
payback médio; a utilização da tabela do fator de valor
presente de uma anuidade, FJVPA; o ajuste do valor da TIR
considerando o volume das entradas anuais; o cálculo do
valor do VPL; a análise deste valor do VPL e recálculo do
VPL, com base no ajuste de arredondamento.
A decisão de aceitar/rejeitar um projeto com base na
TIR está relacionada à comparação entre esta e o custo de
capital. Se for maior, aceita-se o projeto, se for menor,
rejeita-se o projeto.
194