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Biofísica para Biologia

Aula 6 – Estresse Oxidativo


Prof. Mauro Rebelo
Microcystis aeruginosa
LIPOFUSCINAS
Grânulos formados por restos de digestão de lisossomos e lipídeos degradados
“Mais eficiência e desempenho
para o seu motor”
•  A quebra de 100g de glicose em CO2
e H2O pela oxidação por O2 produz

O2
381 mil cal (38 ATPs por quebra)
•  A quebra em álcool e CO2 pela
fermentação sem O2 produz apenas
31 mil (2 ATPs por quebra)
•  Sem o oxigênio teríamos de ingerir
12x mais nutrientes para fazer o
mesmo trabalho
•  O que significaria passar a vida
comendo
A energia da combustão da glicose libera
2803 kJ/mol, e 1 mol (180 g) de glicose
pode gerar energia suficiente para
(Combustão com eficiência perfeita)
para aumentar a temperatura de 70kg
(peso aproximado do corpo humano) de
água em 9.57 o K. Normalmente, um
aumento (desvio) de mais de 3 graus
pode levar a efeitos desastrosos para o
metabolismo do organismo. A razão pela
qual não entramos em ebulição todos os
dias pela combustão de carboidratos é
que durante a oxidação biológica a
energia é liberada gradualmente, com
uma eficiência muito menor do que
100% (produção de 16KJ de calor)
Uma coisa de cada vez
Oxidação da glicose Espécies reativas de Oxigênio
•  C6H12O6 + 6 H2O → •  O2 + 4 e- + 4 H+ → 2 H2O (IV)
6 CO2 + 12 H2O (I) •  O2 + e- → O2- (V) Íon superóxido

•  C6H12O6 + 6 H2O → •  O2- + e- + 2 H+ → H2O2 (VI)


6 CO2 + 24 H+ + 24 e- (III) Peróxido de hidrogênio
•  H2O2 + e- → OH- + OH• (VII)
•  6 O2 + 24 H+ + 24 e- → Radical hidroxila
•  OH• + e- + H+ → H2O (VIII)
12 H2O (IV)
Elétrons transferidos para o O2 pela Citocromo
Oxidase (com 95% de eficiência)

↑ ↑ ↑↓ ↑↓ ↑ ↑↓ ↑↓
O2 no estado fundamental O2 no (singlet) O2- superóxido H2O2 peróxido de
(tripleto) hidrogênio
Radicais livres
•  A citocromo oxidase força a
redução do O2 em apenas 1 etapa
(recebendo 4 e-)
•  Mas 5% do oxigênio que respiramos
passar por reações intermediárias
•  Um adulto em repouso utiliza 3,5
mL O2.Kg-1.min (ou 358 L.dia-1)
•  Se 1% virar O2-… então são 0,147
mol.dia-1 ou… 1,72 kg O2-.ano-1
Trajeto dos elétrons através do complexo IV

A redução do O2 do citocromo C. As três proteínas críticas ao


fluxo do elétron são as subunidades I, II, e III. A
Transferência do elétron através do complexo
IV começa quando duas moléculas do
citocromo C reduzido (alto) doam um elétron
cada uma ao centro binuclear CuA . Daqui os
elétrons passam através do heme A para o
centro do Fe-Cu (citocrome A3 e CuB). O
oxigênio então se liga ao heme A3 e é reduzido
a sua forma derivada peróxido (O2 2) por dois
elétrons do centro do Fe-Cu. A entrega de
mais dois elétrons do citocrome C (somando
quatro elétrons no total) converte as
moléculas de peróxido (O2 2) em duas
moléculas de água, com o consumo de quatro
protons do “substrato” da matriz, por um
mecanismo até agora desconhecido.
A redução do O2 •  A reação total catalisada pelo complexo
IV é:
•  A transferência do elétron através do •  4 cit C (reduzido) + 8H+N + O2 On → 4
complexo IV vai do citocromo C para o cit C (oxidado) + 4H+P + 2H2O
centro CuA, e para o heme A, o centro
•  Esta redução do O2 por 4 elétrons
heme A3-CuB, e finalmente para o O2.
envolve centros redox que carregam
Para cada quatro elétrons que passam
apenas um elétron de cada vez, e deve
através deste complexo, a enzima consome
ocorrer sem a liberação de intermediários
quatro ‘substratos’ de H+ da matriz (lado
parcialmente reduzidos (como peróxido
N) para converter o O2 a 2H2O.
de hidrogênio ou radicais hidroxila) que
•  A energia desta reação redox também é são espécies muito reativas de oxigênio
usada para bombear um próton no espaço capazes de danificar componentes
intermembrana (lado P) para cada elétron celulares. Os intermediários permanecem
que passa pelo complexo, contribuindo para firmemente ligados ao complexo até que
o potencial eletroquímico produzido pelo sejam completamente convertidos em
transporte redox de prótons através dos água.
complexos I e III.
A toxicidade do oxigênio
Dano aoOxidação
DNAdas Bases
Abstração de H na pentose nitrogenadas
Produtos de
oxidação da Guanina
Aduto de Benzo Pireno Diol
Epoxi no DNA
Depois da biotransformação do
composto ele se liga covalentemente ao
DNA causando adutos, quebras e outras
mutações.
A toxicidade do oxigênio
A reação de Fenton Envelhecimento
•  Catalizador da formação de OH• •  Aumenta a dieta,
–  Fe2+ + H2O2 → Fe3+ + OH• + OH- (XI) •  Elevada carga de exercícios
•  Devido a baixa [Fe2+] no núcleo •  Aumento a pressão de O2
–  O2- + Fe3+ → O2 + Fe2+ (XII)

•  Portanto: •  Favorecimento da produção de EROs e


–  O2- + H2O2 → (Fe3+) OH• + OH- + O2 acelerando o envelhecimento
A toxicidade
do oxigênio
LIPOPEROXIDAÇÃO
Reação em cadeia
RH (Lipídeo) + OH- ! R•
R• + O2 ! ROO• (Radical
peroxi)
ROO• + RH ! ROOH
(lipoperóxido) + R•
Desestabilização da
membrana plasmática
Ruptura dos lisossomos
Destruição da célula
Defesas Antioxidantes
Geração de radicais livres
•  Enzimas antioxidantes GS-electrófilo
•  2H2O2 → 2 H2O + O2
SOD GST
•  Catalase
•  2 H+ + 2O2- → O2 + H2O2 O2- + H+ H2O2
GPx GSH NADP+
•  Superóxido dismutase
GSSG NADPH
•  Glutationa, CAT
•  Vitamina C e E H2O + O2
H2O + O2

As espécies reativas de oxigênio são a principal arma dos macrófagos contra os invasores do
corpo. Antes de serem digeridos pelos lisossomos, as bactérias fagocitadas são atacadas e
mortas com uma alta concentração de O2- produzido pela enzima Oxidase