You are on page 1of 20

Ship Dynamics for Mariners

Revista do CONAPRA - Conselho Nacional de Praticagem - Ano VII - N0 17 - Out/2005 a Jan/2006 Brazilian Pilots’ Association Magazine - Year VII - N0 17 - Out/2005 to Jan/2006

Mais uma obra publicada pelo III Fórum


Latino-Americano
Nautical Institute de grande
de Práticos
valia para os profissionais da Encontro aproxima praticagens
área marítima. da América Latina
Meeting draws Latin American pilots closer

Aliando uma larga experi-


ência como oficial mer- Em busca da excelência
cante, que teve início Conheça o Sistema de Gestão da Qualidade
em 1969, a uma sólida da Praticagem Espírito Santo
Quality Control Management System of the Espírito Santo Pilots
formação acadêmica,
Ian Clark explica os princípios
da física aplicados à dinâmica do navio de
forma clara e objetiva sem perda do rigor científico necessário.

O livro é bastante atual e já disponibiliza conteúdo sobre equipamentos mais


recentes, tais como os azi pods, além de detalhes sobre os efeitos de águas rasas e
interação hidrodinâmica.

Dia Marítimo Mundial


Marítimos são homenageados
Mais uma publicação do Nautical Institute Tribute to Mariners
Nesta edição
In this issue

PRODUTOS
Eventos Nacionais
Saiba como foi o XXIX Encontro Nacional de Praticagem 4
National Meetings 9

Rua da Quitanda 191 – 6º andar – Centro


Qualidade
Diretor da Praticagem Espírito Santo fala sobre a conquista da certificação ISO 9001 10
BONÉS, CAMISAS PÓLO E MOCHILAS Quality 14
Rio de Janeiro – RJ – CEP: 20091-005
Tel.: (21) 2516-4479
conapra@conapra.org.br

MOCHILA PILOT - ACOMODAÇÃO DO MATERIAL


www.conapra.org.br
Presidente:
Decio Antonio Luiz
História da Navegação
Prumo de mão não sai de moda 16
Diretores:
Carlos Eloy Cardoso Filho

17
Luiz Marcelo Souza Salgado
Márcio Campello Cajaty Gonçalves História da Navegação
Paulo Figueiredo Ferraz Júnior Viaje pelos navios da época dos descobrimentos
Diretor / Vice-Presidente da IMPA:

Bonés em microfibra
Otavio Fragoso 1

18
peletizada nos mo-
delos "americano" e Dia Marítimo Mundial
Justa homenagem: marítimos são lembrados em todo o mundo
"seis gomos".
Cores: azul marinho e vermelho
World Maritime Day 20
Planejamento:

21
Otavio Fragoso, Flávia Pires
e Claudio Davanzo Encontros Internacionais
Edição e Redação: Fórum congrega práticos latino-americanos
Maria Amélia Martins
(jornalista responsável MTb/RJ 26.601) International Meetings 23
Versão:

24
Aglen McLauchlan
Direção de Arte: Liderança
Artigo analisa choque de gerações no processo de formação de novos líderes
ESPECIFICAÇÕES Katia Piranda
Fotolito / Impressão:
Capacidade: pequena = 20 litros / grande = 30 litros Davanzzo - Soluções Gráficas
Camisa pólo em pet Tecidos: cordura plus
dry azul marinho (o
sistema pet dry é
potencializado por
Acolchoado: espuma de poliuretano de alta densidade e forro de tecido em malha de ventilação
Configuração: 3 compartimentos com divisões específicas para equipamentos de práticos / alças e costas acolchoadas
Fotos da capa:
• Atalaia da Praticagem Espírito Santo:
Segurança
Manobras portuárias, rebocadores e a importância do prático 28
microfibras de última Mochila Pilot em cordura, resistente a Tadeu Bianconi Safety 29
• Fórum Latino-Americano: Ricardo Falcão
geração, que facilitam abrasão, rasgo e desgaste, altamente
Inclusão Social
32
Fotos: Luiz Carlos dos Santos Junior

o transporte do suor durável e leve.


Conheça o trabalho do Comitê para Democratização da Informática
para o exterior do As informações e opiniões veiculadas
Tamanhos P e G - este com compartimento nesta publicação são de exclusiva
tecido, mantendo o
para laptop, ideal para as praticagens de responsabilidade de seus autores.
Social Acceptance 34
corpo seco e a tem- longa duração. Não exprimem, necessariamente,
peratura estável). pontos de vista do CONAPRA. Renovação
Praticagens brasileiras têm novos quadros de diretores 38
w w w. c o n a p r a . o r g . b r
encontros nacionais encontros nacionais
national meetings national meetings

XXIX Encontro Nacional

Foto: Fábio Filgueiras


de Praticagem
Práticos brasileiros e convidados se reúnem no Ceará ELIANE FADDA E CARLOS ELOY NAVIO ENCALHADO EM FORTALEZA
SHIP AGROUND OFF FORTALEZA

Ele apontou três fatores fundamentais cou que o produto tem fundamentos A terceira AGE (Assembléia Geral
para a existência de um sistema desse científicos e segue normas e regula- Extraordinária) de 2005 e os debates do
tipo: o aprimoramento da previsão do mentos específicos. encontro foram transmitidos ao vivo
tempo, essencial para a segurança da para os práticos de Belém através de
navegação; a detecção e avaliação dos Ex-presidente do CADE (Conselho um sistema de videoconferência.
efeitos das mudanças climáticas nas Administrativo de Defesa Econômica), Durante a assembléia todos receberam
condições oceânicas (e vice-versa); e a Gesner Oliveira demonstrou como o artigo A liderança em gerações para
melhoria do sistema de resposta imedi- funciona a defesa da concorrência no um debate sobre a formação de novos
ata a catástrofes naturais decorrentes Brasil e por que ela passou a ser tão líderes (leia o texto na página 24 ).
de fenômenos oceânicos extremos. importante. Em relação à praticagem,
Fotos: Fábio Filgueiras

disse que o serviço tem característi- No final do jantar de encerramento houve


A exposição seguinte foi realizada pela cas de monopólio natural. Segundo o uma simpática homenagem a Decio
assessora técnica da diretoria da Agência economista, a regulação desse mer- Antonio Luiz, que fez aniversário em 22
Nacional de Transportes Aquaviários cado, conseqüência de sua estrutura de novembro. Os práticos prepararam
DECIO ANTONIO LUIZ
(ANTAQ) Eliane Áreas Fadda. A partir de peculiar, deixa pouco espaço para para o presidente do CONAPRA uma
um estudo detalhado sobre a situação a concorrência interna nas zonas comemoração surpresa na qual todos
Práticos de todo o Brasil se reuniram de recente da marinha mercante brasileira, de praticagem. cantaram o tradicional “parabéns para
9 a 11 de novembro no Marina Park em contexto nacional e internacional, ela você” com direito a bolo e velinhas.
Hotel, em Fortaleza, para a realização mostrou como é fundamental para o Na seqüência o prático Siegberto
do XXIX Encontro Nacional de Prati- Brasil possuir uma marinha mercante forte. Schenk falou sobre os desafios e as
cagem. No coquetel de boas-vindas do recompensas no processo de gestão da
primeiro dia os práticos e demais convi- As vantagens do uso do PCS NET na qualidade da Praticagem Espírito Santo
dados foram recepcionados com música monitoração do tráfego de navios foram (veja matéria da página 10 ). No dia
ao vivo no bosque do hotel. abordadas pelo engenheiro Paulo seguinte o vice-almirante Marcos
Renato Alves. O objetivo da ferramenta Martins Torres, titular da Diretoria de

Fotos: Flávia Pires


No dia 10 o evento foi aberto oficial- é dar apoio às tomadas de decisão dos Portos e Costas, fez um pronunciamen-
mente pelo vice-almirante Luiz Augusto usuários, aumentando a segurança e to no qual expôs o que a DPC, a
Correa, do 3º Distrito Naval, que rece- padronizando as operações de entrada MARINA DO HOTEL
Marinha brasileira e a sociedade em HOTEL MARINA
beu os agradecimentos do presidente e saída de navios em portos. Ele expli- geral esperam da praticagem do Brasil.
do CONAPRA, Decio Antonio Luiz. Em
seguida começaram as palestras,
sempre com um tempo reservado para
as perguntas dos participantes.

O contra-almirante José Eduardo


Borges de Souza, titular da Secretaria
da Comissão Interministerial para
os Recursos do Mar (leia entrevista
sobre a SECIRM na página 7 ), fez a

Fotos: Fábio Filgueiras


primeira apresentação do encontro. Ao
lado da conselheira Janice Trotté, o
contra-almirante discorreu sobre o PRÁTICO DA PROA OFERECE PUBLICAÇÕES
PARA A BIBLIOTECA DO CONAPRA
auxílio do Sistema Global de Observação PILOT FROM PROA PILOTS DONATES
PAULO RENATO E MÁRCIO CAJATY SIEGBERTO SCHENK DECIO RECEBE PLACA DA DPC DECIO, PAULO FERRAZ, JANICE TROTTÉ,
de Oceanos (GOOS/BR) na praticagem. PUBLICATIONS TO THE CONAPRA LIBRARY DECIO WITH DPC PLAQUE VICE-ALTE. LUIZ AUGUSTO E MASSAYOSHI

4 5
encontros nacionais encontros nacionais
national meetings national meetings

SECIRM busca apoio e recursos para dar prosseguimento


a programas de interesse nacional
O Sistema CONAPRA já está dando os seus primeiros frutos. No Neste depoimento o contra-almirante Eduardo José Borges de Souza, titular da Secretaria da Comissão
encontro de Fortaleza, o gerente do projeto Carlos Alexandre Interministerial para os Recursos do Mar, fala sobre os principais desafios da SECIRM em 2006. O ano será
(foto) apresentou alguns resultados e ressaltou a importância da difícil para a secretaria, que sofrerá cortes orçamentários significativos, e de muita luta para ele e sua
participação das praticagens para o sucesso do projeto, pois EDUARDO JOSÉ BORGES equipe, que continuarão buscando novas parcerias para que projetos importantes para a nação sigam em
DE SOUZA frente. Da Antártica, ele deu a seguinte entrevista à revista Rumos Práticos:
apenas através dos dados enviados o sistema poderá fornecer
uma visão unificada do setor.
Rumos Práticos – Quais são os principais objetivos da SECIRM e da CIRM?
Além de possibilitar essa visão diferenciada, o sistema também Borges de Souza – A CIRM é um colegiado coordenado pelo Comandante da Marinha, designado Autoridade Marítima, e constituído por re-
auxilia os processos internos do CONAPRA: os antigos, como a presentantes dos seguintes ministérios e instituições: Casa Civil da Presidência da República; Ministério da Defesa; Comando da Marinha, do
gestão de dados, ou os mais recentes, que comportam a Ministério da Defesa; Ministério das Relações Exteriores; Ministério dos Transportes; Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento;
identificação e o curso de atualização de práticos. Ministério da Educação; Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior; Ministério de Minas e Energia; Ministério do
Planejamento, Orçamento e Gestão; Ministério da Ciência e Tecnologia; Ministério do Meio Ambiente; Ministério do Esporte; Ministério do
O sistema está passando pelo seu período de introdução e Turismo; e Secretaria Especial de Aqüicultura e Pesca da Presidência da República. A SECIRM tem o propósito de assessorar o Comandante da
ajustes, mas ainda assim alguns resultados já são visíveis. As Marinha, como Coordenador Interministerial para os Recursos do Mar (CIRM), na tomada de decisões que permitam levar a efeito os planos e
próximas etapas do projeto são: a análise dos dados disponíveis programas voltados à exploração e explotação racional e sustentável dos recursos do mar, consoantes com os compromissos nacionais e inter-
e a implantação do controle dos cursos de ATPR via sistema. nacionais considerados relevantes para o país. Torna-se mister afirmar que tais planos e programas foram criados com o intuito de defender e
garantir os benefícios políticos, sociais e econômicos advindos deste imenso trabalho em prol dos interesses de todos os cidadãos brasileiros.

RP – Basicamente em que consiste a PNRM?


BS – Instituída em 1980, a Política Nacional para os Recursos do Mar fixou as medidas essenciais tanto à integração do Mar Territorial (MT),
da Plataforma Continental (PC) e da Zona Econômica Exclusiva (ZEE) ao espaço brasileiro, quanto ao uso sustentável dos recursos do mar, aí
compreendidos os recursos vivos, minerais e energéticos da coluna d'água e do solo e subsolo, que apresentem interesse para o desenvolvi-
jantar de encerramento e coquetel mento econômico e social do país e para a segurança nacional. A PNRM é consolidada por planos setoriais plurianuais elaborados pela CIRM,
que também é responsável pela aprovação das atividades e dos projetos decorrentes desses planos. Os recursos necessários são repassados
pelos diversos ministérios para as instituições executoras (normalmente universidades, institutos de pesquisa e organizações governamentais
ligadas ao mar), mediante convênios. São planos integrantes da PNRM: o Plano Setorial para os Recursos do Mar (atualmente está em vigor
o VI PSRM); o Plano Nacional de Gerenciamento Costeiro (PNGC); e o Plano de Levantamento da Plataforma Continental (LEPLAC).

RP – Quais são os principais desafios da SECIRM em 2006?


BS – Não permitir que os programas assumam uma vida vegetativa, a despeito dos cortes orçamentários que iremos sofrer este ano, em
cerca de 50%. Para 2006, excetuando-se o Programa Antártico Brasileiro, que ainda conseguirá manter suas atividades mínimas, todos os
programas previstos no Plano Setorial para os Recursos do Mar serão, praticamente, paralisados. Assim, nossa principal ação será a de
atuar, de modo tempestivo, junto ao poder público e à iniciativa privada, buscando apoio e recursos. Se não lograrmos sucesso, infelizmente,
os programas irão parar definitivamente e todo o trabalho desenvolvido ao longo de décadas estará comprometido.

RP – Qual é o papel da iniciativa privada no contexto da SECIRM e CIRM?


Fotos: Fábio Filgueiras

BS – Tendo em vista as dificuldades enfrentadas pela escassez de recursos, a busca por novos parceiros tem sido fundamental. O apoio da
iniciativa privada, além de permitir a sustentabilidade de alguns programas (e às vezes até sua existência), ratifica a importância da partici-
pação dos diferentes segmentos da sociedade brasileira nesse processo, uma vez que estamos falando de programas que são desenvolvidos
em prol de nossa nação. Nenhum dos programas coordenados pela SECIRM é exclusivo da Marinha. Muito pelo contrário, todos constituem
pequenas parcelas que compõem uma política nacional para os recursos marinhos, cuja responsabilidade pela coordenação/execução é
atribuída e dividida entre a MB e todos os demais ministérios que constituem o colegiado da CIRM. Assim sendo, como contrapartida (e não
poderia ser de outra forma), oferecemos a esses parceiros a completa e total exploração de sua imagem junto ao programa apoiado. À guisa
de exemplo, podemos citar alguns importantes parceiros: Petrobras, Telemar, CEPEL, Correios, Banco Real e as universidades FURG e UFES.

6 7
encontros nacionais
national meetings

XXIX Encontro Nacional de Praticagem


29th National Pilots’ Meeting
Brazilian pilots and their guests meet in Ceará
Pilots from all over Brazil congregated to natural disasters caused by extreme space for domestic competition in pilotage
at the 29th National Pilots’ meeting ocean phenomena. zones, due to its specific structure.
held from November 9 to 11, 2005, at
the Marina Park Hotel in Fortaleza, The next item on the agenda was a talk Next, pilot Siegberto Schenk took the
state of Ceará. On the first day, they and by Ms. Eliane Áreas Fadda, technical floor. He spoke of the challenge and
their guests were welcomed with live advisor to the directorate of the National gratification of quality management in
music at a cocktail reception held in the Waterway Transport Agency (Port. the pilotage of the state of Espírito
hotel grounds. acronym ANTAQ). Based on a detailed Santo (see pg. 14 ). The following day,
study of the recent situation of the Vice Admiral Marcos Martins Torres,
Vice Admiral Luiz Augusto Correa who Brazilian merchant navy in a national and head of DPC - the Ports & Coasts
is based at the 3rd Naval District, international context, she demonstrated Directorate, gave a presentation on what
opened the official meeting on why a strong merchant navy is of the Maritime Authority and society in
November 10, and was thanked by fundamental importance. general, expect from the pilotage
Decio Antonio Luiz, president of organization in Brazil.
CONAPRA. There followed speeches When Eng. Paulo Renato Alves took the
and question and answer periods. floor, he commented on the advantages By means of a video conference, the
of using PCS NET to monitor shipping. third Extraordinary General Assembly
Rear Admiral José Eduardo Borges de The objective of this tool is to assist was transmitted to the Barra do Pará
Souza, head of the Secretariat of the users in decision making, improve safety, pilots in Belém. During the Assembly,
Inter-Ministerial Commission for Ocean and standardize vessels entry and exit everybody was handed a copy of the
Resources, made the first presentation operations in ports. He explained that article on “Generation leadership”
of the meeting. Accompanied by PCS NET has a scientific base and is in published in the November issue of
Councilor Janice Trotté, he spoke of the line with specific norms and regulations. Seaways, as an incentive for a debate
assistance given to pilotage by the Global on the implications of developing and
Ocean Observation System (GOOS/BR). Gesner Oliveira, former president of the guiding future leaders.

Fotos: Fábio Filgueiras


Administrative Council of Economic
He mentioned three factors of funda- Defense (Port. acronym CADE), explained The Closing Dinner culminated with a
mental importance for this system: the anti-trust mechanics in Brazil and surprise tribute for Decio Antonio Luiz,
improving weather forecasts, essential why this has become so important. He CONAPRA's president. Participants
for safety at sea; detecting and assessing mentioned that the pilotage system has celebrated his November 22 birthday
the impacts of climatic changes on the characteristics of a natural monopoly. by presenting him with a cake and
38 26 ocean conditions (and vice-versa); and According to the economist, the need of singing Happy Birthday while he blew
36 35 33 31 29 24 23 18
41 21 improving the system to react immediately regulation in this market leaves little out the candles.
27 16 14
39

43 42 40 37 34 32 30 28 25 22 20 19 17 15 13

5
3 4 6 7 8 9 10 11 12
1
0

Foto: Flávia Pires


0 - DURVALINO 1 - IRUÁ 2 - SCHENK 3 - RICARDO 4 - MASSAYOSHI 5 - PAULO FERRAZ 6 - OTAVIO
7 - EUCLYDES COELHO 8 - MANOEL COELHO 9 - PAULO REIS 10 - JOSÉ DE OLIVEIRA 11 - LÚCIO FLÁVIO 12 - MARCELO SALGADO 13 - GRIMOUTH
O PÔR-D0-SOL NA CIDADE
14 - ÁUREO 15 - MOACYR 16 - HANSEN 17 - ROSAS 18 - WELLINGTON 19 - GUSTAVO 20 - SEBASTIÃO
SUNSET IN THE CITY
21 - SARANDY 22 - GONDIM 23 - BENEVIDES 24 - BOTTINO 25 - CARLOS ALVES 26 - JUAREZ 27 - CARLOS WEBER
28 - NILO 29 - MARCIO 30 - DECIO 31 - GERALDO 32 - CLAUDIO FRANÇA 33 - HEGGENDORN 34 - ELOY
35 - MARCELO MEDEIROS 36 - MONTENEGRO 37 - FONSECA NETO 38 - PAULO RIBEIRO 39 - LUIZ ANTÔNIO 40 - RUBSON 41 - JOSÉ RENATO
42 - (NÃO FOI POSSÍVEL IDENTIFICAR) 43 - ROBERTO ABREU 9
qualidade qualidade
quality quality

A experiência de gestão mentos. Em 2002,


contratamos uma con-
atendidos. A forma como buscamos a
qualidade está explícita na declaração

da qualidade na Praticagem sultoria para dar uma


solução definitiva e
na ocasião também
de política da qualidade em que
assumimos o compromisso de atender
aos requisitos de clientes e autori-

Espírito Santo: desafios foram propostas ou-


tras melhorias na
gestão, através de
dades, buscando a satisfação de suas
expectativas e a permanente melhoria
do serviço de praticagem. Isto é obtido
e recompensas planos de ação basea- através de nosso SGQ, que visa à melho-

Foto: Flávia Pires


dos na norma NBR ria contínua e assim busca melhores
Siegberto Schenk ISO9001. A experiên- resultados; da capacitação, valorização e
cia foi muito positiva e motivação de nossos quadros; e da inte-
nos motivou a iniciar ração com clientes, autoridades e par-
“O casamento da Educação com a Qualidade, embasada nos 'Princípios Absolutos' e um projeto, em abril ceiros. Esta política é desdobrada em
FIG.2 - ESTRUTURA DA NORMA NBR ISO 9001:2000
nos requisitos de Garantia da Qualidade da ISO 9000:2000, poderá criar circunstân- FIG.2 - STRUCTURE OF NORM NBR ISO 9001:2000 de 2003, previsto para objetivos da qualidade, ações mais
12 meses, mas que detalhadas de como esperamos alcançar
cias favoráveis para o desenvolvimento de organizações confiáveis ... que, de fato, ciclo PDCA (Deming ): plan - do - check - durou 18, culminando com a certifi- a qualidade em nossos serviços: segu-
melhoram seus produtos e serviços, têm requisitos claramente definidos e os act (planejar - executar - medir - agir), e cação pelo DNV _ Det Norske Veritas, rança da navegação, segurança e saúde
cumprem rotineiramente, reduzem seus custos melhorando seus processos e, nos oito princípios absolutos da gestão em novembro de 2004. Recentemente do trabalho, pontualidade, satisfação do
conseqüentemente, aumentam significativamente seus níveis de rentabilidade.” da qualidade: foco no cliente; liderança; foi realizada uma auditoria periódica cliente, diminuição de reclamações do
envolvimento das pessoas; abordagem (anual) e, em outubro de 2007, haverá cliente e notificações da Autoridade Marí-
Philip B. Crosby, The Usefulness of ISO 9001:2000
de processos; abordagem sistêmica para uma auditoria de recertificação, pois o tima, capacitação, motivação de colabo-
a gestão; melhoria contínua; abordagem certificado possui validade de três anos. radores e interação com clientes e par-
Por que qualidade? factual à tomada de decisões; e benefícios ceiros. Cada objetivo é medido através
mútuos nas relações com fornecedores. Nosso SGQ está descrito num manual de indicadores trimestrais que devem
Para qualquer organização, seja grande qualidade é a vontade de fazer bem na primeira vez; c) fazer sempre certo, da qualidade, documento controlado e atingir determinadas metas de maxi-
ou pequena, os benefícios da gestão da feito, da primeira vez, aquilo que deve não só de vez em quando; d) saber O processo de certificação do SGQ aprovado por assembléia, que mostra mização ou minimização preestabeleci-
qualidade são bem conhecidos: é a forma ser feito; controlar os processos da orga- claramente como fazer; e e) melhorar consiste na sua avaliação por terceiros, no como a organização atende aos requisi- das. Caso estas não sejam alcançadas,
mais segura de executar suas atividades, nização, sua eficácia e eficiência; criar continuamente a forma como se faz. caso um organismo certificador credencia- tos da norma, de clientes e regula- ações serão realizadas. Também foi
com menores custos globais e, portanto, um compromisso de todos com uma do, verificando a aderência dos proces- mentares. Foram registrados a missão definida a figura do representante da
mais econômica, gerando maior lucrativi- gestão eficaz e continuada e com a me- Como obter qualidade? sos definidos (escopo da certificação) e os valores que norteiam a nossa direção, responsável pelo gerenciamen-
dade (figura 1); é a forma mais confiável lhoria contínua; buscar melhor qualidade aos requisitos da norma, dos clientes e atuação, embora isto não seja um dos to do SGQ e com livre acesso à diretoria.
e estável, permitindo maior satisfação de vida para práticos e colaboradores; e Fácil falar, difícil fazer. Uma boa ajuda é regulamentares. É um importante passo requisitos da norma, e definidos quem
dos clientes e reguladores e, conseqüen- estar inserida em uma comunidade marí- apresentada pela ISO, que reuniu as me- na direção da gestão da qualidade total, são os nossos clientes e as partes Uma visão sistêmica da organização
temente, melhor qualidade de vida e tima comprometida com a qualidade, lhores práticas de organizações de classe mas é apenas uma fase do processo: interessadas e, principalmente, quais e a abordagem por processos foram
um futuro mais seguro e tranqüilo aos como é o complexo portuário do ES. mundial, incluindo forças armadas e muitas organizações certificadas ainda são os seus requisitos a serem montadas através de um funcionograma
colaboradores e dirigentes dessas orga- grandes corporações, em normas técni- não alcançaram qualidade total, bem
nizações. Mas o que realmente levou a Afinal, o que é qualidade? cas da série 9000. A norma ISO 9001: como existem empresas neste estágio
Praticagem Espírito Santo a buscar a 2000 especifica requisitos de um Sis- que dispensaram a certificação.
A definição formal dada tema de Gestão da Qualidade (SGQ) para
pela ISO (Interna- as organizações que pretendem demons- Nossa experiência
tional Standardization trar capacidade de fornecer de forma
Organization) é um tanto consistente produtos (ou serviços) que Apresentados os princípios básicos de
hermética: é o grau no atendam aos requisitos do cliente e regu- gestão da qualidade, podemos contar
qual um conjunto de lamentares, visando a aumentar a satis- um pouco da nossa própria experiência.
características ineren- fação do cliente. Ainda segundo a norma, A Praticagem ES há vários anos busca e
tes satisfaz a requisitos esse sistema deve incluir processos para presta um serviço de qualidade, mas
(necessidades ou expec- a melhoria contínua do sistema e garan- apenas recentemente buscou a certifi-
tativas expressas de tia da conformidade com requisitos do cação de seu SGQ. O processo de certi-
forma implícita ou cliente e regulamentares aplicáveis. ficação foi deflagrado de forma fortuita.
explícita). Poderíamos Em 2001, verificou-se a necessidade de
de forma bem simples Ela está estruturada em cinco tópicos maior controle de documentação admi-
definir qualidade como: principais (figura 2 ) que especificam nistrativa e operacional, pois esta crescia FIG. 3 - FUNCIONOGRAMA: VISÃO DA ORGANIZAÇÃO COMO UM SISTEMA, ENGLOBANDO OS VÁRIOS
exponencialmente, gerando dificuldade PROCESSOS E SEUS INTER-RELACIONAMENTOS
FIG.1 - A QUALIDADE COMO FORMA DE SE ATINGIR OS MENORES CUSTOS GLOBAIS a) fazer o que deve ser os requisitos a serem atendidos por FIG. 3 - FUNCTIONGRAM: OVERVIEW OF THE ORGANIZATION AS A SYSTEM EMBODYING
FIG.1 - QUALITY AS A MEANS FOR ARRIVING AT THE LOWEST GLOBAL COST feito; b) fazer certo, logo estas organizações, de acordo com o na recuperação e atualização de docu- THE VARIOUS PROCEDURES AND THEIR INTERACTION

10 11
9
qualidade qualidade
quality quality

(figura 3 ) em que são listados o processo corretivas, registrando-se e tratan- porque, na nossa visão, o nosso maior operacionais estabelecidos pela autori- mos investindo rotineiramente na parte Conclusão
principal de prestação do serviço de do-se não-conformidades constatadas; cliente é a sociedade e o Estado, repre- dade portuária e complementados even- mais importante de qualquer serviço de
praticagem, processos de gestão e apoio ações preventivas, visando a evitar a sentados principalmente pela Autori- tualmente por consenso da praticagem praticagem: as pessoas. Práticos estão De forma alguma a Praticagem ES
(como transporte marítimo) e os proces- ocorrência de não-conformidades dade Marítima, estabelecendo seus estão claramente definidos. Finalmente, realizando cursos de manobrabilidade pretende afirmar que esta é a forma
sos terceirizados. Cada processo foi potenciais; e sugestões de melho- requisitos através de leis e regulamen- não podemos esquecer que existe um em modelos tripulados, marítimos das correta de se prestar o serviço de pra-
retratado detalhadamente através de rias, que são analisadas e implemen- tos. Entretanto temos relações contratu- nível ótimo de investimento em qualidade lanchas estão participando de treina- ticagem, mas tão somente a maneira
mapas de processos, representando-se tadas quando julgadas pertinentes. ais com outros clientes, cujos requisitos a a partir do qual não se gera menores cus- mentos especializados de segurança como, dentro da nossa visão estratégica,
suas atividades principais, entradas, saídas, Trimestralmente, diretores, secretário- serem atendidos são estabelecidos pela tos pelo aumento do custo de prevenção das fainas de transbordo e os colabo- percebemos que devemos nos posicionar
recursos e capacitações necessárias. executivo e representante da direção se norma. Assim, sempre que não há con- de falhas. Esta ainda é uma das nossas radores, de maneira geral, estão para garantir melhor retorno e maior
encontram para uma reunião de análise flitos, nosso SGQ busca atender aos maiores dificuldades: chegar a este nível recebendo cerca de três a quatro vezes longevidade para nossa organização. É
Para documentação do SGQ, inicialmente e crítica do SGQ na qual os seguintes diferentes requisitos de todos os envolvi- ótimo de investimento. mais horas de treinamento relacionado um caminho árduo, que demanda edu-
foram definidos quais os documentos itens são obrigatoriamente abordados: dos. Em caso de conflito, prevalecem os às suas atividades específicas. cação, empenho e dedicação de todos
externos que estabeleciam requisitos pendências da ata da reunião de regulamentares, relativos à segurança da O desafio, de forma sintética, é gerar na organização e cujos resultados se
para a atividade de praticagem no ES, análise crítica anterior; adequação da navegação, e os do Estado. comprometimento de todos na organi- Nossos próximos passos, agora que a evidenciam a médio e longo prazo. É
por exemplo, LESTA, RLESTA e NOR- política e dos objetivos e resultados dos zação com a qualidade, pois, como gestão da qualidade está implantada e necessário criar e estimular uma cultura
MAM 12, chegando-se à incrível cifra de indicadores da qualidade; programa de Outras dificuldades encontradas foram as mostrado, os custos são evidentes e funcionando, serão melhorar a gestão organizacional que valorize a qualidade.
64 documentos controlados, divididos capacitação de colaboradores; resulta- relacionadas ao processo em si. Contratar pagos no curto prazo, ao passo que os da informação, a automatização dos Por outro lado, além de já começarmos
entre: legislação e regulamentação da dos de auditorias; realimentação de uma consultoria para implementação do benefícios são mais subjetivos e processos e a sua desburocratização, a colher os frutos em termos de econo-
atividade de praticagem (35), normas de clientes; situação das ações corretivas projeto de um SGQ nos parece impres- descontados no longo prazo. através da utilização intensiva de mias e diminuição de falhas, observamos
tráfego nos portos do ES (15) e dados e preventivas; desempenho de proces- cindível e fomos muito bem-sucedidos na Tecnologia da Informação (TI). Este ano que, a partir de certo momento, este
ambientais (14). Estes documentos sos e conformidade aos requisitos; parceria com a SOLE, que entendeu as Recompensas concluímos a instalação de um Sistema movimento cria uma energia própria,
devem ser verificados periodicamente recomendações para melhoria; mudan- peculiaridades do nosso serviço. Outro de Gestão Integrada e estamos com o envolvimento de todos, através
para garantir a sua atualização. São ças e outros assuntos que possam afe- importante ponto: ter um gerente de pro- Embora subjetivos, estes benefícios já investindo na migração dos sistemas da execução das atividades dentro da
controlados por procedimento específico tar o SGQ. As ações são então imple- jeto que acompanhe passo a passo todas começam a melhorar a percepção de que apóiam as operações de pratica- padronização estabelecida e da propos-
através de um sistema de gerenciamento mentadas e sua eficácia verificada na as etapas. Foi necessário definir também valor pelos clientes e partes interessadas, gem para um sistema baseado na ta de ações corretivas e preventivas e
eletrônico no qual os documentos são próxima reunião de análise e crítica. o representante da direção. Em ambos os verificada em pesquisas de satisfação tecnologia web, que irá permitir maior melhorias, em geral, que se revertem em
disponibilizados a todos os colabo- casos, utilizamos a “prata da casa”, mas realizadas semestralmente e na sensível interação com clientes e autoridades. uma atuação mais dedicada e envolvida
radores. A seguir foi estabelecida toda Dificuldades e desafios isto acarretou uma sobrecarga aos redução no número de reclamações Entre os planos a médio prazo, visando com a qualidade. Estamos confiantes, pois
a documentação da qualidade, que envolvidos. Seria melhor se tivéssemos procedentes (figura 4 ), o que esperamos à melhoria contínua, estão a implantação tem sido uma experiência muito positiva
especifica como a organização deve O grande desafio do processo de criação contratado uma pessoa especificamente possa se reverter, a longo prazo, em me- da contabilidade gerencial com custeio na qual continuamos a acreditar. Por fim,
executar suas atividades principais e de e implantação de um SGQ e sua certifi- para desempenhar estas duas funções lhor remuneração pelos nossos serviços. ABC, o estabelecimento de um plano colocamo-nos, mais uma vez, à dispo-
apoio ou gestão através de: documen- cação, comum a todas as organizações, concomitantemente. Além disto, é indis- Entretanto, algumas coisas não têm estratégico e metodologia BSC para seu sição de todos os interessados em conhe-
tos estratégicos (17) que são aprovados chama-se comprometimento. Não foi pensável haver um patrocinador da alta preço: o orgulho de fazer seu trabalho acompanhamento e a recertificação norma cer melhor o trabalho realizado.
em assembléia e norteiam toda a organi- diferente no nosso caso e representou gestão (sócio ou diretor). Os colabo- bem feito e ser reconhecido por isto. ISO9001 em conjunto com a auto-decla-
zação; procedimentos (25); instruções de obter o compromisso de todos: alta radores de uma maneira geral foram ração na norma ISO14001 _ Gestão de Siegberto Schenk é prático e
trabalho e tabelas, que descrevem deta- gestão (diretoria e demais práticos asso- sobrecarregados, pois, além de suas tare- Internamente, a existência do SGQ tem Meio Ambiente _ e OSHAS18001 _ Gestão diretor de Operações
lhadamente os processos e atividades; e ciados), práticos e colaboradores. De fas rotineiras, tinham que participar de facilitado a implementação das decisões de Segurança e Saúde do Trabalho. da Praticagem Espírito Santo
orientações técnicas aos práticos (que outra forma seria um mero exercício seminários e treinamentos, elaborar do- de assembléias e da diretoria e o con-
não são de caráter obrigatório). Na exe- burocrático... Isto foi conseguido através cumentos da qualidade detalhando como trole de seu andamento. Também já per-
cução dos diversos processos e ativi- de inúmeras reuniões de treinamento e desempenhavam suas várias atividades e mitiu perceber economias, seja através
dades, registros de dados são feitos e conscientização com práticos e colabo- registrar algumas atividades que até do sistema de cotações para aquisição,
estes geram informações de apoio às radores. O momento mais importante, e então não eram controladas. Seu tempo e seja através de mudanças no procedi-
decisões e ações gerenciais, como vere- que realmente demonstra a maturidade sua dedicação foram essenciais para o mento de faturamento que praticamente
mos adiante. Estes documentos também de um SGQ, é quando se percebe a sucesso, mas, principalmente, a supera- eliminaram erros nas faturas. Ou ainda
são controlados por procedimento espe- transformação das palavras em ação, a ção do medo da mudança, pois, a priori, o pela conscientização e reorganização de
cífico através de um sistema de gerenci- busca pela qualidade em cada atividade SGQ parece que vai burocratizar excessi- acordos com clientes e contratos com
amento eletrônico de documentos. da organização no seu dia-a-dia. vamente os processos e ameaçar o fornecedores, seguindo padrões estuda-
conhecimento que cada um tem da sua dos junto à assessoria jurídica, a fim de
A melhoria contínua do SGQ é con- Outro importante desafio foi definir atividade. A fim de evitar a burocratização nos adequar plenamente à legislação.
seguida através de várias ferramentas: claramente quem são os clientes e excessiva, os limites de padronização Também já se desenvolveu e está se
realimentação dos clientes (trata- partes interessadas e seus requisitos: foram claramente estabelecidos. Por arraigando uma cultura de medição de
mento de suas reclamações, principal- comandantes, armadores, agentes, exemplo: não se pretendeu em nenhum resultados, baseada em dados, evitando
mente da Autoridade Marítima, e autoridade marítima, autoridade/ admi- momento padronizar a execução das a necessidade de tomada de decisões FIG. 4 - A EFICÁCIA DO SGQ BASEIA-SE NA MEDIÇÃO DE INDICADORES PARA OS OBJETIVOS,
pesquisas de satisfação _ agentes, nistração portuária, fornecedores e par- manobras, dependentes das habilidades gerenciais meramente intuitivas. E, final- COMO A DIMINUIÇÃO DE RECLAMAÇÕES PROCEDENTES DE CLIENTES
FIG. 4 - SGQ EFFICACY IS MEASURED ACCORDING TO OBJECTIVE INDICATORS,
comandantes e armadores); ações ceiros _ rebocadores, amarração. Isto pessoais de cada prático, mas os limites mente, mas não menos importante, esta- E.G., A DROP IN VALID CLIENT COMPLAINTS

12 13
qualidade qualidade
quality quality

Quality management experience of the


Espírito Santo Pilots: challenges
and rewards Siegberto Schenk

Our experience established by means of a task tugs and mooring. This is necessary pride in a job well done and recognition
functiongram (fig. 3 ) which lists the because we consider society and the of achievement.
The state of Espírito Santo pilots have main process of pilotage service, State our major clients, mainly rep-
for many years been striving for and management and support processes resented by the Maritime Authority Within our organization, QMS has
providing quality service, but have (such as maritime transportation) and which establishes their requirements in facilitated the implementation of
only recently, in November 2004, outsourced processes. Each process is laws and regulations. But we also have decisions made by directors and at
approached Det Norske Veritas (DNV) described in detail in process contracts with other clients whose assemblies, as well as controlled their
with a request for certification of their maps that show its main activities, requirements are established by the efficacy. It has also resulted in notice-
Quality Management System (QMS). entries, exits, resources and required norm and must be met. Therefore, able savings. A culture of measuring
qualifications. whenever there is no conflict, our QMS results based on data is taking root,
Our way of seeking quality is described endeavors to meet the various needs of avoiding the need of basing management
in our quality policy declaration Constant improvement of the QMS is everyone involved. In case of conflict, decisions merely on intuition. And, lastly
wherein we commit ourselves to: meet achieved through a variety of tools: regulations affecting shipping safety, as but not less important, we are routinely
the needs of clients and authorities; feedback from clients (dealing with well as State regulations, prevail. investing in the most important aspect
attempt to conform with their their complaints, especially those of any pilotage service: people. Pilots
expectations; and to always strive to voiced by the Maritime Authority, and In conclusion, let us not forget that are taking a maneuverability course on
improve the efficacy of our pilotage satisfaction surveys - agents, captains there exists an optimum level of manned models, sailors of the pilot
service. Excellence is attempted and owners); corrective action, investment in quality, starting from boats are taking part in specialized
through our QMS which aims at by registering and dealing with which less costs are not generated by safety training for transshipping drills,
constant improvement and thus seeks noncompliance; preventive, by the higher cost of prevention of flaws. and collaborators in general are trained
to obtain better results, qualification, preventing potential non-compliance; Therein still lies one of our greatest in their specific fields for about three or
appreciation and motivation of our and suggestions for improvement difficulties in reaching this optimum four times more hours than before.
members and their interaction with that are analyzed and implemented level of investment.
clients, authorities and partners. This when considered pertinent. Directors Our next steps now that quality
policy is broken down into quality and directorate representatives meet Summarizing, our challenge is to generate management has been implemented
objectives and more detailed actions quarterly to analyze and criticize the commitment with quality of everyone in and is operational, are directed to
for achieving quality in our services: QMS. Actions are then taken, and the organization since, as shown, costs improving information management, the
safety in shipping, safety and health in their efficacy is checked at the next obviously exist and they are paid at automation of processes and their de-
our work, punctuality, client satisfaction, analysis and criticism meeting. short term whereas the benefits are more bureaucratization by means of intensive
client complaints, notifications from subjective and discounted at long term. use of Information Technology ((IT).
the Maritime Authority, qualification,
motivation of collaborators and interaction
with clients and partners. Every objective Issues and challenges Conclusion
is measured through quarterly Benefits
indicators that must attain certain The major challenge of the implementa- We are confident since it has been a
targets pre-established toward tion and certification of a QMS is common Although benefits are subjective, very positive experience in which we
maximizing or minimizing these to all organizations. It is called clients and other interested parties continue to believe. In conclusion, we
indicators. If they are not attained, commitment. Without it, it would be a already start to perceive their value. wish to again inform all interested
action is taken. Moreover, a management mere bureaucratic exercise. This has been verified in satisfaction parties that additional information on the
representative was appointed who is surveys undertaken twice a year and in work we carry out is available to them.

Foto: Fábio Filgueiras


responsible for managing the QMS and Another important challenge is to clearly the significant reduction in valid
has free access to the directorate. define our clients and interested parties complaints (fig 4 on page13 ). We hope
and their needs: captains, owners, that at long term this may result in a
Siegberto Schenk is a pilot and
A vision of the organizational system agents, maritime authority, port authority/ better remuneration for our services. Director of Operations ATALAIA
and tackling by process were administration, suppliers and partners - But there are things that have no price: of the Espírito Santo Pilots WATCH TOWER

14 15
história da navegação história da navegação

Prumo de mão Os navios da época dos descobrimentos


Um instrumento que Barca
não sai de moda Embarcação média, com velas latinas ou remos. Foi usada até a metade do século XV.

Mário Bernstorff
Barinel
Navio de maior tonelagem que a barca, empregado inicialmente na pesca, foi utilizado na exploração da
costa da África. Tinha dois mastros, com vela redonda, e eventualmente era impulsionado a remo.
Um dos primeiros
instrumentos usados Batel
na navegação maríti- Embarcação de pequeno porte, auxiliar de um navio. Transportava pessoas e cargas do navio/terra/navio.
ma foi certamente
aquele que permitiu Bergantin
medir a profundidade Pequena embarcação a remo com oito a 16 bancos de cada lado. Possuía velas latinas e era usado na explo-
das águas para garan- ração do litoral.
tir a passagem segura
das embarcações nas que, com o movimento do navio em Atualmente o prumo de mão foi substi- Caravela
barras e ao longo dos marcha lenta, toque o fundo no instante tuído por sondas eletrônicas de eco, Embarcação de origem moura, empregada na navegação de cabotagem pelos árabes, foi
rios, canais e portos. em que a linha estiver na vertical. conhecidas como ecobatímetros, nas modificada pelos portugueses e se tornou o navio dos descobrimentos. Com elas se
Talvez inicialmente quais uma tela de cristal líquido mostra arriscaram Bartolomeu Dias, Colombo e Vasco da Gama nas longas travessias rumo ao
tenha sido usado o a profundidade, o relevo do fundo, a desconhecido. Sua capacidade era de 50 a 150 tonéis (um tonel equivaleria ao volume de
próprio pau ou a vara Ecobatímetros temperatura da água e a velocidade da um tonel de seis palmos de comprimento e quatro palmos de diâmetro). Eram construídas com tábuas de carvalho
que deslocava o barco substituíram o prumo embarcação, além de detectar peixes e pinho. A maioria delas tinha dois mastros e eram equipadas com velas latinas (caravelas latinas), mas as caravelas de descobrir tinham
e, mais tarde, o artifício de um peso ou objetos que se interponham no traje- até quatro mastros, dos quais três armados com velas latinas e um, com vela redonda (caravelas oceânicas). Segundo o almirante Justo
atado em uma linha graduada. to do eco. O prumo de mão é um dos Guedes, “o casco era muito afilado (...) permitia-lhe navegar com bolina muito apertada”. Desenvolvia uma velocidade de quatro a oito nós.
Textos antigos instrumentos que, ainda hoje, devemos
O prumo, vulgarmente conhecido como revelam que em ter a bordo na eventualidade de avarias Fragata
prumo de mão, é composto por um 500 a.C. o histo- nos sofisticados ecobatímetros. Navio semelhante ao bergantin, mas de menor porte.
cone alongado de chumbo, redondo, riador Heródoto
quadrado, sextavado ou oitavado, de referiu-se a este A figura do prumo de mão com a son- Galé
dois a três quilos; possui uma alça no tipo de prumo dareza é o símbolo da profissão do prá- Navio a remo de grande porte, usado na guerra e no comércio. Tinha 24 bancos de cada lado com até quatro
vértice superior onde se fixa a linha de quando se apro- tico na marinha mercante brasileira. remadores em cada banco. Possuía dois ou três mastros. Tinha baixo bordo e era muito instável em mar alto.
sonda ou sondareza. A base da chumba- ximava da entrada do Rio Nilo, vindo do
da é côncava e cheia de sabão ou sebo mar. Outra referência histórica é o Galeão
para trazer amostras da natureza do desenho do prumo de mão que aparece Mário Bernstorff é prático da Barra Grande navio de guerra com cerca de 550 tonéis, parecido com a nau. Era freqüentemente empregado
fundo (areia, rocha, lodo, cascalho etc). na obra O Espelho do Marinheiro, de e do Porto de São Francisco do Sul, SC na escolta de navios mercantes.
Lucas Wagenaer, publicada em 1584.
A sondareza constitui-se de uma linha Vários tipos de prumo surgiram ao Galeota
flexível, não elástica, graduada em longo dos tempos, como o “prumo de Pequena galé com cerca de 40 remeiros.
braças ou metros, marcada com um barca”, o “prumo de Brook” e o “prumo
couro na quinta braça ou metro. Uma de Walker”.
Curiosidade: Nau
pinha de anel marca a décima, dois Grande navio com capacidade de 100 a 1.000 tonéis, de dois, três ou quatro conveses e até 800 tripulantes. Era empregado nas grandes
couros marcam a décima quinta e duas Até meados do século XX, o prumo de O conhecimento da profundi- viagens oceânicas para transportar mercadorias. Podia ser armada com cerca de quarenta peças de artilharia. A expedição que chegou
pinhas, a vigésima. As unidades inter- mão era primordial para a navegação. dade é tão importante no tra- à Índia em 1498, comandada por Vasco da Gama, era formada por duas naus (São Gabriel e São Rafael) e uma caravela (Bérrio). A São
mediárias são marcadas com nós. Além de permitir conhecer sucessiva- Gabriel tinha um porte de 120 tonéis. Media cerca de 20 metros de quilha e 32 metros fora a fora, tinha formas rotundas, castelos de
balho de um prático que a proa e popa, dois mastros com velas redondas e um mastro com vela latina. A maioria das naus tinha quatro mastros e um porte de
mente a profundidade das águas, evi-
A boa técnica de prumagem recomenda tando-se encalhes, ainda era utilizado palavra alemã lotse significa cerca de 1.000 tonéis. A nau portuguesa tinha geralmente duas cobertas. A primeira abrigava o porão de carga, os tonéis de aguada e
que o prumador imprima um vigoroso para se conhecer a tença, isto é, a qua- ao mesmo tempo “prumo de paióis de mantimento e pólvora. Na segunda, à proa, estavam o alojamento do comandante, o abrigo dos bombeiros e os camarotes do
movimento de translação, de ré para lidade do fundo do mar, a fim de garan- mestre e do piloto. Os demais membros da tripulação dormiam pela tolda e convés sem qualquer abrigo, expostos à chuva e ao vento.
mão” e “prático”.
vante, de maneira que a chumbada caia tir uma boa agarrante para a âncora nos
na água suficientemente a vante, para fundeadouros. Fontes:
BRITO, Adalberto da S. Textos de História Naval. Florianópolis: Editora Saint-Germain, 2003.
GUEDES, Max Justo. O descobrimento do Brasil. Rio de Janeiro: Diretoria do Patrimônio Histórico e Cultural da Marinha, 1998.
16 17
dia marítimo mundial dia marítimo mundial
world maritime day world maritime day

IMPA convida jornalistas Dartford, com seu intenso tráfego da


rodovia M25, estão terminais que, em
Data ganha registro
em periódicos nacionais
estabelecem sempre com o meio em
que atuam um comportamento de

para acompanhar
apenas um dia, movimentam mais cumplicidade, para não se deixar abater
carga do que todo o rio fazia em No Brasil, publicações de Belém, Natal, pela solidão em que vivem. Na cabo-
uma semana. Paranaguá e Rio de Janeiro, entre ou- tagem e longo curso agem como se fos-

de perto o trabalho Há os gigantescos cargueiros Ro-Ro


Cobelfret e Dart que levam toda uma
tras, fizeram menção à data. O jornal
paraense O Liberal publicou em sua
edição de 29 de setembro um artigo
sem cúmplices do mar, com sua imen-
sidão e seus humores – muitas vezes
inquietos e até tenebrosos. Talvez

dos marítimos
maré para manobrar, navios que – (leia a síntese abaixo) enviado pela porque se compensem com a beleza da
brincam os práticos – deveriam ser Praticagem da Barra do Pará home- visão quando, lá no horizonte, surgem e
classificados em quilômetros, ao nageando os “homens das águas”: desaparecem o sol e a lua, sortilégio da
O jornalista Michael Grey, da publicação para descrever e invés de metros ou pés – alguns natureza que só a eles é dado o privilé-
Lloyd’s List, foi um dos convidados a par- recomendar uma até graciosos como o Ro-Ro SCA “O Dia Marítimo Mundial não é apenas gio de desfrutar.
ticipar do “passeio” organizado pela IMPA. visão mais íntima transflorestal ou as embarcações de uma homenagem àqueles que exercem
Depois Grey escreveu uma crônica na da navegação.” produção florestal finlandesas que atividades ligadas ao transporte aqua- Nas águas interiores esta cumplicidade
qual revela toda a complexidade e refletem a precisão de seus comércios viário. A data representa também uma se manifesta com o que sonham e
beleza do tráfego marítimo no Rio e a sofisticação das suas operações revista ao plano existencial que homens imaginam existir nas margens dos rios,
Tâmisa. Ele começa citando uma pas- “A praticagem no Rio Tâmisa é de manuseio de carga.” e mulheres escolheram para dedicar os sejam florestas ou núcleos urbanos, nos
sagem do livro O coração das trevas, de assustadoramente complexa, melhores anos de suas vidas. quais nem sempre aportam, o que não é
Joseph Conrad, no qual o escritor cria com aproximadamente 30 mil “Isto, sim, é comércio lá muito de suas vontades!
belas imagens do Tâmisa e de Londres.
manobras ao ano e 70 mundial flutuante, apesar de Quer como membro de uma equipe de
Abaixo alguns trechos do seu relato, pu- permanecer invisível tripulantes ou mesmo como navegador Tanto no mar quanto nos rios, parecem
terminais espalhados sobre solitário, todos acabam por fazer da estar sempre entregues ao sabor de
blicado em 3 de outubro na Lloyd’s List : em sua maior parte. ”
150 quilômetros de margens embarcação em que navegam uma parte uma magia que os faz únicos e espe-
“Foi uma cena que, curiosamente, me e estuários.” daquele outro ambiente onde convivem ciais sejam quais forem as escalas
Engajado na campanha da International veio à mente na quinta-feira passada, “Para mim foi como mágica estar longe com seus familiares, que amam tanto hierárquicas em que se situem a bordo,
Maritime Organization (IMO) de pro- enquanto estava no estuário (do Tâmisa ) do dia-a-dia de escritório e observar o quanto seu ofício. A água parece exercer inclusive naquela da qual fazem parte
mover a importância e eficiência dos no final de uma maré de vazante a bordo “Não há atrasos na saída do West trabalho de outras pessoas numa via sobre eles um estranho fascínio. Cada os práticos, profissionais que exercem
serviços prestados pelos marítimos à do diminuto navio-tanque West Master. Master e a tripulação está de prontidão marítima que eu tomei pela primeira nova jornada de navegação é como se uma atividade sempre necessária, ‘aju-
sociedade, o presidente da International Uma pequena e graciosa embarcação, poucos minutos após a chegada do vez aos 17 anos de idade. fosse uma parte de sua própria vida, com dantes dos comandantes’.
Maritime Pilots’ Association (IMPA), apesar da idade, de 1.900 dwt e construí- prático. O velho motor Deultz reclama início e fim. E isso é presente tanto no
Geoff Taylor, idealizou uma forma dife- da em Bilbao em 1973 – em um tempo ao voltar à vida, mantendo o peso sobre Não importa, porém, se você tem 17 ou oceano como nas águas das vias inte- Os homens das águas (do mar ou dos
rente de comemorar o Dia Marítimo quando ainda era possível imprimir per- as molas enquanto os últimos cabos de 66 anos, se você não reconhece a sem- riores de navegação fluvial. rios) sempre tiveram traços pessoais e
Mundial, celebrado em 29 de setembro. sonalidade a uma embarcação. O West amarração são largados e a pequena piterna presença do shipping e qual é a funcionais em comum. A eles juntaram-
Jornalistas do mundo inteiro foram con- Master carregava uma grande carga de embarcação sai do seu berço com a importância disso para você e para a O filósofo Anacarsis, seis séculos antes se muitos indivíduos de terra firme que,
vidados a embarcar junto aos práticos óleo vegetal para Stavanger, próximo à maré de vazante.” sociedade na qual você vive, há uma de Cristo, disse que havia três classes agrupados em organismos interna-
para acompanhar de perto o trabalho da planta industrial de processamento de importante mensagem a ser comunicada. de homens: os vivos, os mortos e os que cionais (IMO, IMPA) e nacionais (DPC,
tripulação de um navio. óleos vegetais ADM Erith. “Conrad teria observado um rio estavam no mar (podemos incluir aí, CONAPRA e ANTAQ, entre outros),
repleto de embarcações e portos Para todos aqueles que acreditam que a naturalmente, as águas fluviais e transformaram as rotinas empíricas da
A intenção foi mostrar a esses profis- Eu havia embarcado de carona, um partici- cheios de navios aguardando semanas logística começa e termina em um ca- regionais e os homens ribeirinhos). navegação, atracação e desatracação
sionais como o transporte marítimo tra- pante talvez um tanto fraudulento em uma para o embarque e desembarque de minhão de supermercado, o excelente Todos são homens das águas, que se em procedimentos técnicos que
balha todos os dias de forma segura e criativa iniciativa idealizada pela IMPA suas cargas. Até mesmo 40 anos artigo do Sr. Mitropoulos (publicado no caracterizam, em essência, por suas envolvem diferentes tecnologias, como
silenciosa, embora, na maioria das para auxiliar o secretário-geral da IMO atrás, um transatlântico britânico número 16 da Rumos Práticos ) é de tarefas e responsabilidades e por serem a dos satélites artificiais.
vezes, a imprensa só faça referência à com seu tema para o Dia Marítimo Mun- atracado aqui, no seu país de ban- enorme importância. Para alguns, 1,9 fortes, competentes, solidários e apai-
atividade quando ocorre algum aci- dial: promover o transporte marítimo como deira, levaria tanto tempo para o mil toneladas de óleo vegetal prove- xonados pelo que fazem. Continua existindo, porém, o prazer das
dente. Segundo o secretário-geral da ‘o transportador do comércio mundial’. carregamento ou a descarga, o niente de Kent para auxiliar na alimen- decisões de comando não sedimentadas
IMO, Efthimios Mitropoulos, é preciso suficiente para que toda sua tripu- tação de rebanhos noruegueses Só eles experimentam, por exemplo, a em normas e procedimentos, todas ben-
divulgar muito mais a contribuição dos Os práticos sabem, afinal de contas, lação permanecesse em casa por durante o lúgubre inverno podem não alegria e o conforto espiritual da fazejas, eficientes e oportunas. Assim, na
marítimos para o bem-estar de todos os que a navegação seria muito mais per- vários dias entre suas viagens. possuir o romance dos carregamentos saudação através do toque das sirenes prática da navegação os pilotos fluviais
povos. No que concerne aos práticos, ceptível se a mídia lembrasse que ela é dos navios de Kipling (escritor inglês ), de suas embarcações ao passarem uma e regionais da Amazônia não perderam
Taylor lembra que, a cada ano, mais de sempre importante, e não somente Hoje, em comparação, o rio está vazio, mas para mim um West Master, saindo pela outra em rios muitas vezes aca- a magia (ou quem sabe a feitiçaria) dos
1,8 milhão de manobras de praticagem quando serve de fonte para notícias mas a produtividade da navegação do Tâmisa ao final de uma tarde de nhados ou em lagos de sua rota. pajés. E nem poderiam, já que a Bacia
ocorrem silenciosa e eficientemente. quando, por exemplo, um navio afunda. moderna é absolutamente evidente. setembro, tem tanto ou ainda mais Amazônica está sujeita a mudanças de
“O som da segurança é o silêncio”, diz. Neste sentido, os práticos se reuniram Rio acima ou abaixo do cruzamento de significado.” (tradução: Tiane Muniz ) Solitários por definição profissional, toda ordem na rota dos caminhos.

18 19
dia marítimo mundial encontros internacionais
world maritime day international meetings

O transporte de bens e pessoas por água para conhecer o trabalho da tripulação


Brazil
III Fórum Latino-Americano de Práticos
é uma atividade de grande importância de um navio.
social. É a modalidade mais econômica –
responsável pela movimentação de mais A matéria Evasão na marinha, publica- loses nautical
de 95% dos bens comercializados entre da na edição de novembro da revista,
as nações – e a menos poluente. Apre- destacou “a falta de visibilidade do tra- professionals to Evento vem se firmando como importante espaço de discussão
senta excelentes níveis de segurança – balho dos marítimos, desde os mais
a respeito de questões comuns às praticagens da América Latina
quando a ganância por lucros não leva a
erros em conseqüência de fadiga ou de
altos cargos de comando aos serviços
mais simples”. Segundo o veículo, isso
foreign markets
ordens diretas inadequadas. tem gerado um déficit de profissionais Eles têm a mesma profissão e os mes-
em várias partes do mundo. A matéria mos objetivos, mas a costa de seus
A praticagem é uma atividade muito traz o depoimento de José Mariano In Rio de Janeiro, a journalist of the países é tão distinta que quando se
antiga, apesar de usar técnicas e Fonseca Melo, comandante do OWN Portos e Navios magazine joined pilot encontram há muito que trocar em ter-
equipamentos moderníssimos. Mas ela Trader (navio da frota da Flumar Cláudio Ricardo Alagão of the Rio Pilots mos de informações e idéias. Imagine,
não dispensa, mesmo em pleno terceiro Transporte de Químicos e Gases Ltda.). to become familiar with the work por exemplo, quão diferente é o dia-a-dia
milênio, a intuição primitiva, uma facul- performed by a ship's crew. de um prático da Venezuela, país que se
dade que jamais será substituída por Para ele, um país como o Brasil vive um localiza ao norte da linha do Equador,
nenhum instrumento da parafernália momento ainda mais preocupante em The article “Evasão na marinha” (“Drain em relação ao de um prático das águas

Foto: Ricardo Falcão


eletrônica de bordo. relação a esse mercado, já que os bons of nautical professionals”) published in geladas do Estreito de Magalhães,
profissionais acabam sendo “exporta- the magazine's November issue highlights extremo sul do Chile.
O livro Amazonas, rio de muitos nomes dos” para suprir a falta de gente no “the lack of visibility of the work seamen
demonstra a total dependência da exterior, atraídos por melhores salários. perform in vessels, whether they are in É essa diversidade de experiências e
região em relação ao rio. Nele podem “Não que os salários aqui no Brasil high command posts, or carry out percepções que vem fazendo do Fórum Tabaré Daners, chefe da Armada devido à experiência continuada em
trafegar, simultaneamente, o navio de sejam baixos. Se formos comparar com humbler tasks”. According to it, this Latino-Americano de Práticos um rico uruguaia, abriu oficialmente o evento. manobras em tais condições. E mere-
longo curso dos grandes armadores, os carreiras semelhantes, até que os nos- provokes a deficit of professionals in painel de debates entre os práticos da Depois temas variados estiveram em cem o reconhecimento devido por ope-
comboios de empurradores, as balsas sos salários iniciais são bem atrativos”, several parts of the world. The article América Latina. A terceira edição do pauta: a concorrência na praticagem, a rarem, com sucesso quase absoluto, em
de navegação fluvial ou a única embar- disse o comandante à Portos e Navios. includes the testimony of José Mariano encontro aconteceu de 25 a 28 de responsabilidade do prático, catástro- condições ainda não completamente
cação de um humilde proprietário. Eis aí Fonseca Melo, master of the OWN outubro, em Montevidéu, concomitan- fes marítimas, aspectos técnicos da compreendidas cientificamente. Por
traduzida de forma tão verdadeira a Alagão também deu seu depoimento: Trader (a ship of the Flumar Transporte temente ao I Congresso de Acidentes profissão, tecnologia de ponta, os esta razão é que devem incentivar e li-
relação unívoca entre a água e o “Gosto do meu trabalho e sei que a dis- de Químicos e Gases Ltda. fleet). Marítimos e seus Impactos no Meio efeitos das condições meteorológicas derar a busca por mais conhecimento
homem em toda a sua transcendência. ciplina é um fator importante, mas pre- Ambiente. Criado para o intercâmbio de na atividade, a importância da prevenção sobre o assunto, como parte de uma
firo usar tudo o que aprendi fora das According to him, countries such as informações entre as diferentes pratica- de acidentes, leis marítimas, normas atitude proativa e transdisciplinar capaz
Nossos mais efusivos cumprimentos Forças Armadas. Aqui fora eu sinto que Brazil are passing through an even gens latino-americanas, o evento contou internacionais e muito mais. Uma exce- de assegurar o devido respeito ao seu
pela passagem do Dia Marítimo Mundial o meu trabalho faz toda a diferença, por more uneasy time in regard to the com um número de participantes consi- lente oportunidade para se atualizar, ofício _ concluiu Alexandre.
a todos os homens das águas e aos mais que grande parte da população shipping market since good professionals deravelmente maior em comparação às adquirir novos conhecimentos, trocar
organismos nacionais e internacionais nem saiba da existência da minha end up being “exported” to take the edições anteriores _ prova que a iniciati- idéias e se organizar em torno de Geraldo Almeida, da Praticagem da
pela regulação competente e por terem profissão”, explicou o prático da Rio place of seamen abroad, being attracted va vem se solidificando. questões de interesse comum, de acor- Lagoa dos Patos, defendeu a idéia de
reagido com denodo às tentativas em Pilots, formado pela marinha de guerra. by better remuneration. “Not that do com comentários dos participantes. que a responsabilidade ambiental do
contrário, prestando um inestimável A reportagem informa ainda que ele salaries in Brazil are low. If we compare Participaram práticos da Argentina, prático pode se tornar um excelente
serviço a toda a humanidade. está há dez anos na praticagem e se similar careers, our initial salaries Brasil, Chile, Cuba, Uruguai e Venezuela, Brasil marca presença instrumento para o reconhecimento e
orgulha de nunca ter ocorrido qualquer are actually quite attractive”, the além de representantes da IMPA (Interna- a valorização da classe. Ele acredita
De certo modo, conforta-nos saber que incidente durante suas manobras. captain told the reporter. tional Maritime Pilots' Association ), APA O primeiro brasileiro a se apresentar foi que o conceito de responsabilidade
um acidente como o do Titanic dificil- (American Pilots' Association ) e CMPA o prático Alexandre Gonçalves da que norteia a atividade do prático
mente tornará a ocorrer, que o sinistro Otimismo – No final o texto aponta um Optimism _ At the end of the text he (Canadian Marine Pilots' Association ). Rocha, da Itajaí Práticos. Sua palestra deve ser muito mais difundido junto
do Exxon Valdez certamente não se futuro promissor: “Com o aumento no points to a promising future: “Due to Do CONAPRA compareceram o presi- analisou o impacto do fenômeno do aos órgãos julgadores, à sociedade
repetirá e que, apesar do Tsunami e do volume de carga transportado na cabo- the increase in cargo shipped in dente Decio Antonio Luiz, os conselheiros squat no gerenciamento dos riscos civil e aos meios acadêmicos. O práti-
Katrina terem se iniciado no mar, foram tagem e a conseqüente encomenda de coastwise traffic and the resulting técnicos Marcelo Cajaty e Luiz Otavio associados à manobra. A platéia co mostrou-se bastante orgulhoso da
poucas as vítimas ali recolhidas. novas embarcações por parte das orders for new vessels on the part of Christo de Santos e os diretores Márcio mostrou-se bastante interessada em praticagem brasileira:
empresas que atuam no segmento, companies operating in the segment, Cajaty e Otavio Fragoso (um dos vice- sua exposição, que teve ótima recepção.
Brasil perde profissionais para o profissionais deverão ser contratados. A professional seamen will have to be presidentes da IMPA). Além de Otavio, os _ Para mim ficou claro que embora o nosso
mercado externo tendência, acreditam alguns marítimos, contracted. Some seamen believe there práticos brasileiros Alexandre Gonçalves _ O squat oferece e seguirá sendo um modelo de praticagem ainda não seja o
é de um aumento do poder de compra is a trend toward greater purchase da Rocha e Geraldo Almeida se apresen- desafio importante para a segurança e ideal, estamos alguns passos à frente nos
No Rio de Janeiro, um jornalista da dos salários pagos no setor, para evitar power of the salaries paid in the sector taram durante as conferências, assim a eficiência do deslocamento de navios conceitos de modernização e estudos
revista Portos e Navios embarcou ao que os estrangeiros continuem levando to prevent foreigners from continuing to como o juiz do Tribunal Marítimo bra- em águas restritas. Os práticos são técnicos de nossa profissão em relação
lado do prático Cláudio Ricardo Alagão os profissionais brasileiros”. carry off Brazilian seamen”. sileiro Marcelo David Gonçalves. profissionais à altura do desafio posto, aos países latinos de nosso continente.

20 21
encontros internacionais encontros internacionais
international meetings international meetings

3rd Latin American Forum of Pilots


Forums are taking root as a major stage
MARISA ROCHA, HELCIO KERR, MICHELINE AND
MICHEL POULIOT AND RICARDO FALCÃO
for discussing questions Latin American
They share a profession and objectives,
but the coasts of their countries differ pilots have in common
the official opening, different topics
widely from each other so that, when were broached: competition among
they meet, they have much information pilot associations, the responsibility of partner of the master, but represents standing of the pilot's profession: 1) to
ALEXANDRE E TATIANA, ANDREA, RICARDO FALCÃO, DECIO, OTAVIO, LIA, YVONE, MÁRCIO E GERALDO; interests that differ from his. The be politically active; 2) to stay in the
(SENTADOS): CHRISTO, MARCELO DAVID GONÇALVES, MARCELO COM ENZO, CLÁUDIA E MARIA LUIZA and many ideas to exchange. Take, for pilots, maritime catastrophes, technical
instance, a pilot from Venezuela, a country aspects of the profession, cutting-edge master represents the owner and the forefront of technology; 3) to keep up a
north of the Equator: his day-to-day technology, impacts of meteorological Public Administration throughout the constructive dialogue with other
“Serviço de praticagem _ quem é o cli- União é fundamental activities are completely different from conditions on pilot activities, the import- journey and the maneuvers of the ship segments of the maritime industry; 4) to
ente?”. Com esta indagação, Otavio Fra- those of a pilot working in the icy ance of preventing accidents, shipping in waters or regions the State is promote the need of independence for
goso começou sua apresentação. Atra- Presidente da APA, Michael Watson waters of the Strait of Magellan in the laws, international norms, and many interested in protecting. pilots; 5) and to remain united.
vés de um resumo da evolução histórica apontou as cinco atitudes que consi- extreme south of Chile. other subjects. An excellent opportunity to
da atividade, o prático discorreu sobre a dera mais importantes para a profissão update, acquire new knowledge, exchange Thanks to the talk given by Judge The Forum's final conclusions contained
função social do serviço de praticagem do prático continuar forte e garantida: It is this diversity in experience and ideas and get organized in regard to Marcelo David Gonçalves, the audience the decision that the Brazilian Pilots
nos tempos atuais e seu vínculo _ hoje 1) ser politicamente ativo; 2) permanecer perceptions that cause the Latin questions of common interest, according understood the workings of the Association would submit a draft of an
inseparável _ com o interesse público. na dianteira da tecnologia; 3) manter um American Forum of Pilots to be a major to comments made by participants. Brazilian Maritime Court which are internet website for the forum. This
diálogo construtivo com outros segmen- panel for debates among Latin different from all others in Latin homepage would in future be included
_ Numa visão atual, o prático atua como tos da indústria marítima; 4) promover a American pilots. The third meeting took Brazil makes its mark America. The speaker underlined that in the CONAPRA website.
parceiro do comandante. Mas represen- necessidade de independência para os place over the period October 25 to 28, autonomy is one of the basic factors for
ta diferentemente deste, que funciona práticos; e 5) permanecer unidos. in Montevideo, in parallel with the First The first Brazilian to make a presentation its efficacity. Participants were most The next meeting will be held in
como preposto do armador, a presença Congress of Accidents at Sea and their was pilot Alexandre Gonçalves da interested in what they had heard and Venezuela in 2007, and Chile already
do poder público ao longo da passagem Nas considerações finais ficou acertado Impact on the Environment. Founded for Rocha, of the Itajaí Pilots. He analyzed some decided to pass on the information voiced its wish to host the following
e manobra do navio nas águas ou que o Conselho Nacional de Praticagem an exchange of information among the impact of the squat phenomenon on to the competent authorities in their forum in 2009. There are great
regiões que interessam ao Estado pro- apresentará um modelo para uma Latin American pilots, this event risk management of maneuvers. His countries in the belief that a similar expectations for future achievements
teger. A quem interessa efetivamente o página do fórum na internet. A home had a considerably larger number of audience was extremely receptive. system could be implemented there. due to the success of this forum which
embarque do prático e a redução dos page será incorporada futuramente ao participants than prior meetings - proof fully attained its main objective: to
riscos? Não se trata somente da pro- website do CONAPRA. that the initiative is taking root. Geraldo Almeida of the Lagoa dos discuss ways of disseminating the
teção do navio. Da mesma forma não se Patos pilots advocated the concept that Joining forces is essential profession among the various segments
pretende apenas garantir a livre circu- O próximo encontro será na Venezuela, Pilots from Argentina, Brazil, Chile, Cuba, the pilot's responsibility for the of society, making them aware of the
lação de mercadorias ou as instalações em 2007, e o Chile já se candidatou Uruguay and Venezuela, as well as environment can be an excellent tool for Michael Watson, president of the APA, importance of the work performed by
portuárias, seus acessos e equipamen- para sediar o fórum subseqüente, em representatives of IMPA (International recognition and appreciation of the pointed out five items he considers the pilots in their difficult task to reconcile
tos. A preocupação central é com a 2009. A expectativa é grande devido ao Maritime Pilots' Association), APA class. He was evidently very proud of most important for maintaining the safety with development.
preservação do patrimônio ambiental e sucesso desta edição, que alcançou (American Pilots' Association) and CMPA Brazilian pilotage and highlighted the
com a vida humana _ afirmou. plenamente seu principal objetivo: dis- (Canadian Marine Pilots' Association) importance of interaction with other
cutir formas de divulgar a profissão nos were present. CONAPRA was represented Latin American pilots.
Através do trabalho apresentado pelo juiz vários segmentos da sociedade, tornan- by its president Decio Antonio Luiz,
Marcelo David Gonçalves, os ouvintes do-os conscientes da importância da technical advisers Marcelo Cajaty and “Pilotage services - who is the client”?
puderam entender como funciona o figura do prático na difícil tarefa de con- Luiz Otavio Christo de Santos, directors Otavio Fragoso started his presentation
Tribunal Marítimo brasileiro, cujo modelo ciliar segurança e desenvolvimento. Marcio Cajaty and Otavio Fragoso (one of with this question. After initiating his
é único na América Latina. A autonomia IMPA's vice presidents). Otavio Fragoso, talk with a summary of the profession's
do órgão foi apontada pelo palestrante "O fórum foi extremamente válido. Eu as well as Brazilians Alexandre Gon- historical evolution, he referred to the
como um dos fatores fundamentais para diria que ele 'decolou'. Daqui para frente, çalves da Rocha, Geraldo Almeida social function of pilotage services in
a eficiência de sua atuação. Houve tanto espero que se aprimore e fortifique essa and Marcelo David Gonçalves made the present and to its - today inseparable
interesse pelo assunto que muitos decidi- ligação entre os latino-americanos.” presentations during the conference. - association with public interests.
ram transmitir os temas levantados às
autoridades de seus países para estudo e Helcio Kerr, prático aposentado do Rio de Janeiro, Tabaré Daners, Chief of the Uruguayan He stated that, according to current TATIANA, ALEXANDRE, MICHELINE POULIOT, OTAVIO, MICHEL POULIOT, RICARDO AND LIA
uma possível implantação. ex-presidente da Associação Sul-Americana de Armada, opened the event. Following understanding, the pilot acts as a
Práticos e ex-vice_presidente da IMPA

22 23
liderança liderança

• valorizam a estabilidade no empre- rosos que os de gerações anteriores, mações através de celulares e computa-

A liderança em gerações go, são leais e contam com a experiência


e vantagens dos contatos a longo prazo;
• não se importam tanto com suas
suas carreiras são aceleradas.

• é a primeira geração com completo


dores e cresceram junto com a internet;
• preocupam-se com segurança pessoal,
apesar de sentirem-se capazes de tomar
necessidades pessoais e individuais, domínio da tecnologia _ uma ferramen- atitudes quando as coisas dão errado;
The International Command Seminars 2005, do Nautical Institute, apresenta satisfazendo-se por ser parte contri- ta usada tanto em casa e no lazer, como • compreendem e aproveitam a diversidade;
artigo que fala das conseqüências no processo de formação de novos líderes buinte de um todo;
• não buscam constantemente opi-
no trabalho;
• céticos em relação a tradições e insti-
• antagonizam ordens e obediência,
preferindo situações nas quais há
Mark Stone, professor sênior, Universidade de Plymouth niões e comentários a respeito de suas tuições, confiam mais nas próprias chance de colaboração;
Richard Soffe, diretor da Rural Business School, Duchy College ações individuais, mas ouvem e obede- capacidades; • são difíceis para aceitar ordens, espe-
Anne-Soffe Kristensen, assistente de pesquisa, Universidade de Plymouth cem àqueles em posição de autoridade; • têm menos heróis e desconfiam do cialmente quando ameaçados, buscando
• preocupam-se com a política da formal e do político _ optam e exigem contribuir desde o primeiro momento;
empresa, desejam contribuir e construir absoluta honestidade; • começaram a trabalhar mais cedo,
Um líder deve não somente cumprir sua missão, mas construir a organização _ pensar no um legado para a posteridade; • muitos vêm de famílias com ambos ainda na escola ou universidade;
agora e no amanhã. Seja da geração Baby Boomers ou Filhos do Milênio, cada geração tem • temem estar perdendo os conheci- os pais empregados _ resultando em • estão preparados para mudar de
mentos necessários às características uma quase equivalência entre os sexos posição dentro da empresa em qualquer
responsabilidades específicas e desafios distintos em termos de liderança que incluem o atuais de uma sociedade por demais nesta geração; direção, mas muitos não desejam qual-
desafio a seus competidores, lidar com seus colegas ou _ principalmente _ preparar o dinâmica e inconstante, cada vez mais • dão duro e são ambiciosos, mas não quer cargo relativo à gerência de qual-
terreno para as novas gerações. Este artigo mostra como a diferença entre gerações orientada para os jovens. a qualquer preço ou em detrimento de quer espécie;
sua vida pessoal; • estão acostumados a se manter
distintas influencia a capacidade de liderança, seu desenvolvimento e sua prática. Baby Boomers • usam grupos de amigos e parceiros ocupados e a receber constante
para compensar a falta de suporte treinamento, suporte, comentários,
Cada geração traz para o ambiente de para uma liderança organizacional mais vas conflitantes não devem ser Eles cresceram em um mundo familiar; opiniões e feedback;
trabalho os seus próprios valores, eficaz, focando na compreensão das enquadradas nas políticas e diretrizes da pós-guerra, rico em oportunidades, • querem trabalhar em ambientes não • têm a expectativa de terem diversas
crenças, experiências e atitudes. Esse implicações decorrentes das diferentes organização como se fossem uma coisa e foram educados por pais tradiciona- tão formais e buscam achar também no e radicais mudanças ao longo de suas
processo não está livre de stress e pro- gerações como uma forma de aprimorar só. Atitudes e abordagens distintas listas que tudo fizeram para lhes garan- trabalho algum divertimento; carreiras e por toda sua vida;
blemas, e, muitas vezes, leva gerentes a as atitudes gerenciais, seja em situações somente acrescentam e trazem benefí- tir o que eles próprios não puderam ter. • anseiam por opiniões e comentários a • buscam trabalho que faça sentido para
adotarem estratégias com tendência a de recrutamento, orientação, treinamen- cios. Investir o tempo para aprender respeito de suas ações individuais, e _ eles e seus clientes _ e que seja prazeroso;
contratar e promover aqueles que pen- to, motivação ou ainda na avaliação das acerca dessas diferenças pode trazer um • idealistas e otimistas, têm um maior com prazer _ disponibilizam o mesmo • exigem flexibilidade em tudo;
sam e agem da mesma forma que eles. responsabilidades e tarefas a cumprir. diferencial competitivo não somente no grau de instrução e procuram solução para seus superiores; • são atraídos por recompensas
recrutamento, na gerência e na para os seus problemas e os do mundo; • preocupam-se mais com a carreira do tangíveis que sustentem intensos
Atitudes comuns a uma geração, criadas As pessoas podem ter características manutenção de pessoal, mas também na • competem por empregos e pro- que com um emprego, construindo um padrões de vida, mas também valorizam
a partir de tenra idade e reforçadas nas de duas gerações sucessivas. A exata maior motivação de todas as gerações. moções entre um número maior de portfólio flexível e de alta liquidez para a chance de trabalhar em grupo, ter
relações cotidianas, podem ser reunidas, adequação a um ou mais grupos ou per- iguais, por serem membros da geração qualquer novo emprego _ desejado ou chefes de fácil relacionamento e parti-
analisadas e categorizadas. Este artigo fis específicos e sua relevância, contu- Tradicionalistas mais populosa; necessário; cipar das decisões no trabalho;
baseia-se no trabalho de Lynne Lancaster do, tem menor importância quando • levam a cultura da organização em • desejam autonomia e camaradagem, • não buscam realizar grandes feitos.
e David Stillman _ experientes consul- comparada à utilidade de tais abstra- Eles passaram por longos períodos de consideração e entendem sua política; sem hierarquia;
tores nesta área _ e em seu livro When ções _ que servem para facilitar o depressão econômica e desemprego, • procuram desenvolver carreiras que • buscam treinamento e aconse-
Generations Collide: How to solve the reconhecimento de padrões envolvendo valorizando um emprego estável. Como apresentem não somente satisfação, lhamento dentro e fora da empresa, não Momentos de choques
generational puzzle at work. semelhanças e diferenças nas gerações características principais, observa-se: mas desafios, status e compensação dependendo dela para tal; entre gerações
em questão. A compreensão destas financeira; • interessam-se mais sobre o futuro da
Lancaster e Stillman identificaram quatro diferenças pode, então, ser utilizada no • acreditam no trabalho pesado e no • trocam de empregos em busca de organização do que sobre o seu passa- Lancaster e Stillman ilustram alguns
gerações distintas no mercado de trabalho: processo de desenvolvimento de lide- respeito por superiores e instituições; melhores oportunidades; do, preferindo líderes dinâmicos, agili- pontos principais onde os choques
rança. Cada geração e seus conflitos • respeitam a hierarquia e valorizam a • querem trabalhar muito e jogar dentro dade, flexibilidade e mudanças; entre as gerações ocorrem com mais
Tradicionalistas: nascidos entre precisam de respostas planejadas e tradição e consolidação da cultura das das regras _ em suas vidas pessoais, po- • não gostam de demonstrar respeito freqüência no ambiente de trabalho:
1900 e 1945 bem direcionadas. Gerações distintas organizações; rém, desejam ser mais liberais e informais; pelos mais velhos.
Baby Boomers: nascidos entre preferem recompensas diferentes e • importam-se com status e reconheci- • têm medo de perder espaço para 1 - objetivos em relação à carreira
1946 e 1964 precisam de diferentes motivações no mento; aqueles com maiores habilidades tec- Filhos do Milênio Tradicionalistas desejam deixar um
Geração X: nascidos entre seu recrutamento, por exemplo. • têm preferência por organizações nológicas e salários mais baixos. legado; Baby Boomers querem subir
1965 e 1980 com ambientes de trabalho formal- Tendo cautela com a caracterização de como um foguete; os da Geração X pre-
Filhos do Milênio: nascidos entre Cada geração tem suas razões para mente estruturados; Geração X uma geração que está entrando agora no ferem uma carreira portátil; e os Filhos
1981 e 1999 acreditar que suas perspectivas e seus • vivem mais que as gerações anteri- mercado de trabalho, observa-se que: do Milênio querem carreiras paralelas.
pontos de vista estão certos. Eles não ores e devido a problemas financeiros Aqueles da Geração X estão se tornan-
Estas descrições generalizadas _ incluin- estão necessariamente certos ou errados muitos serão forçados a trabalhar do os líderes atuais _ levando-se em • são a primeira geração pós-guerra fria; 2 - recompensas
do suas inter-relações _ mostram insights _ apenas são diferentes. Estas perspecti- mesmo após a aposentadoria; consideração que são menos nume- • têm acesso instantâneo a infor- Tradicionalistas querem a satisfação de

24 25
liderança liderança

um trabalho bem feito; Baby Boomers Boomers consideram o momento de velhos (neutros), Baby Boomers mais Em termos de desenvolvimento, os Figura 1 - atitudes relacionadas aos Figura 2 - preferências de aprendizagem
preferem dinheiro, títulos, reconheci- recarregar as energias e preparam-se novos e os mais velhos da Geração X processos de planejamento de maior tópicos de desenvolvimento
mento e uma sala com vista para o mar; para uma nova etapa; os da Geração X (neutros a prováveis) e os mais novos sucesso envolvem o diálogo entre o
os da Geração X querem liberdade consideram um momento de renovação; da Geração X (prováveis). Assim, pode- professor/treinador/mentor e o estu- provável preferências de aprendizado
acima de qualquer coisa; e os Filhos do e os Filhos do Milênio, como um se dizer que os mais jovens estão mais dante/trainee/discípulo. Este diálogo
Milênio querem “um trabalho que tenha momento de reciclagem. interessados no conhecimento acerca exige a mesma compreensão mútua liderança habilidades gerais
significado para mim”. de “comércio exterior”, “diplomacia inter- que a exigida para um líder receber o visão
nacional” e “idiomas estrangeiros”. Isto mandato para liderar. avaliação de performance coaching pessoal
3 - treinamento Desenvolvendo e aprendendo nos leva a crer que os mais jovens têm construção de equipes interações no ambiente de trabalho
Tradicionalistas dizem que “se eu con- um foco maior na natureza global do A turbulência entre gerações é comum capacidade de resolver problemas e interações entre colegas de trabalho e
segui aprender da maneira mais difícil, Os resultados de um outro importante seu trabalho do que os mais velhos. Da e faz parte do processo de diálogo e tomar decisões feedback
você também pode”. Baby Boomers estudo, a “Pesquisa sobre Novos mesma forma, os mais jovens são os desenvolvimento da liderança. Pode-se falar em público e apresentação pessoal avaliação e feedback
afirmam que “se você der treinamento Líderes”, do Centro para Liderança mais interessados em desenvolvimento obter insights a respeito do quadro melhoria de qualidade e processos instruções em sala de aula
demais, os empregados vão aproveitá- Criativa _ 2003, ajudam a compreender empresarial, o que pode indicar uma maior mental das diferentes gerações _ prin- gerenciamento de mudanças grupos de discussão
lo em outra empresa”. Os da Geração X as diferenças e semelhanças entre as necessidade, por parte destes, de partici- cipalmente em termos de liderança _ planejamento estratégico
afirmam que “quanto mais aprendem, gerações no ambiente de trabalho. A par ativamente e serem incentivados a através do contato e da forma como se autopercepção habilidades técnicas
mais querem ficar”. E os Filhos do pesquisa mostra especificamente inovações junto ao ambiente de trabalho. desenvolvem as descrições e priori- gerenciamento de conflitos
Milênio dizem que “um aprendizado insights quanto às abordagens na dades dos participantes, a respeito de habilidades gerenciais e comerciais interação no ambiente de trabalho
contínuo é a melhor forma de viver”. aprendizagem e no desenvolvimento. A figura 2 mostra a forma pela qual os liderança e da forma como ela deve ser comunicabilidade instruções em sala de aula
entrevistados afirmaram que preferem construída. Assim, podemos aper- treinamento em informática manuais e apostilas
4 - mudança de emprego Os entrevistados foram requisitados a aprender. Enquanto 88% do total feiçoar o ensino e a aprendizagem de treinamento de habilidades dentro do literatura técnica
Tradicionalistas acreditam que aqueles medir a probabilidade de _ ainda no respondeu que ter um mentor ou forma a garantir uma maneira que sirva meu campo de atuação coaching pessoal
que o fazem, carregam um estigma; próximo ano _ buscarem aprimorar-se treinador seria útil no desenvolvimento tanto aos líderes em potencial como
Baby Boomers acreditam que é só em diversas áreas. O resultado geral se de sua carreira, os de maior idade da aos que já estão lá.
deixar o antigo de lado; os da Geração encontra na figura 1, junto às dife- Geração X deram a mais forte preferên- neutro não-preferências de aprendizado
X acreditam que mudar de emprego é renças relativas às gerações. cia a esta opção. A maioria teria Para desenvolver esta compreensão, o
necessário; e os Filhos do Milênio, que preferido escolher seu próprio mentor autor sugere uma maior ênfase na dis- diplomacia no trabalho habilidades gerais
isso é parte da rotina diária. Os tópicos “liderança” e “treinamento (80%) e 88% prefere ter reuniões como cussão envolvendo as influências das processo de seleção
de habilidades dentro do meu campo de o principal meio de contato com ele _ gerações nas atitudes individuais rela- gerenciamento do tempo treinamento via web
5 - avaliações, conselhos e feedback atuação” foram responsáveis pela sempre focados em assuntos relativos cionadas com o desenvolvimento e o diversidade manuais e apostilas
Tradicionalistas dizem que “nenhum maioria das respostas. Aqueles mais ao desenvolvimento de liderança e car- exercício prático da liderança. Isto coaching de carreiras ensino a distância / TV
comentário é o melhor comentário”; novos da Geração X e Baby Boomers reira. Os da Geração X optaram por pode ser promovido pelo entendi- planejamento de carreiras programas de aprendizagem
Baby Boomers preferem uma grande mais velhos _ juntamente com Tradicio- reuniões ainda mais freqüentes. mento do papel de cada geração/ equilíbrio nos diversos aspectos da vida treinamento por computador
reunião anual com muitos relatórios; os nalistas _ escolheram “treinamento em nível hierárquico no processo de desen- criatividade simulações por computador
da Geração X dizem: “Desculpe inter- informática” mais freqüentemente do volvimento. Esta clareza de idéias ética simulações e jogos
romper, mas como estou indo?”; e os que os mais velhos da Geração X e Baby faz-se vital para definir o espaço pos- literatura técnica
Filhos do Milênio exigem: “Feedback sem- Boomers de menor idade. Conclusões sível de liderança entre níveis e atividades experimentais ao ar livre
pre que eu quiser, a um clique do mouse”. gerações diferentes. improvável
Os mais novos da Geração X e os O controle do processo de desenvolvi-
6 - equilíbrio entre o trabalho e os Tradicionalistas tiveram forte preferên- mento _ incluindo a liderança estratégi- A pesquisa na qual esse trabalho foi comércio exterior habilidades técnicas
outros aspectos da vida cia por treinamento sobre “diversi- ca _ parece estar nas mãos de uma gera- baseado foi realizada pelo Centro de diplomacia internacional / adaptabili-
Tradicionalistas dizem: “Ajudem-me a dade“. Os mais jovens _ do mesmo per- ção mais idosa, especialmente daque- Liderança do Ministério da Defesa do dade cultural treinamento via web
encontrar o equilíbrio”; Baby Boomers fil estatístico _ estavam mais interessa- les que atingiram sua posição durante Reino Unido, observando a forma pela empreendedorismo treinamento por computador
afirmam: “Encontrarei eu mesmo o dos no desenvolvimento orientado para suas carreiras. Eles têm o benefício da qual o estudo e a prática da liderança vendas avaliação e feedback
equilíbrio _ só me ajude com o que não o campo internacional/exterior, o que experiência e a percepção juntamente se desenvolvem. idiomas estrangeiros ensino a distância / TV
é trabalho”; os da Geração X buscam pode indicar que estes estão alertas com o conhecimento dos desafios programas de aprendizagem
o equilíbrio hoje, não quando tiverem para o conceito de “cidadão global“. estratégicos do presente. (tradução: Tiane Muniz ) simulações por computador
65; e os Filhos do Milênio dizem: Para os Tradicionalistas, isto pode simulações e jogos
“Trabalho não é tudo _ preciso de indicar o reconhecimento da natureza Contudo, a liderança é um mandato con- grupos de discussão
flexibilidade para equilibrar todas as global do ambiente empresarial. seguido por aqueles eleitos ou por aque- estudos de casos
minhas atividades”. les apontados para uma posição de atividades experimentais ao ar livre
Encontramos três grupos distintos em autoridade ou responsabilidade. Para
7 - aposentadoria relação ao nível de interesse no desen- alcançá-lo, líderes e seus seguidores pre-
Tradicionalistas consideram-na o início volvimento de um plano de carreira: cisam atingir uma compreensão mútua (fonte: revista Seaways/novembro 2005)
do período de sua recompensa; Baby Tradicionalistas e Baby Boomers mais das motivações e expectativas do outro.

26 27
segurança segurança
safety safety

CONAPRA participa de seminário sobre


segurança nas manobras portuárias Nautical Institute busca
O seminário aconteceu no Rio de Janeiro, nos dias 6 e 7 de dezembro, sob os auspícios da Petrobras. O objetivo foi promover a troca de experiência e o
desenvolvimento de sistemas de gestão de SMS (Segurança, Meio Ambiente e Saúde) nas manobras portuárias que envolvam o uso de rebocadores. informações de usuários para
Inaugurado pelo titular da Diretoria de Portos e Costas, vice-almirante Marcos Martins Torres, que proferiu a palestra de abertura, o encontro contou
com a participação de várias entidades da comunidade marítima e portuária. reduzir acidentes em manobras
Do CONAPRA participaram o presidente Decio Antonio Luiz, os diretores Marcelo Salgado e Carlos Eloy Cardoso Filho e o conselheiro técnico Marcelo Cajaty,
que apresentou a palestra “Segurança das operações de manobras portuárias e o que pode ser melhorado _ a visão do prático”. com rebocadores
Na área de atuação do CONAPRA destacou-se a palestra apresentada pelo professor Edson Mesquita, do CIAGA, a respeito de considerações
técnicas e científicas na interação rebocador/navio. A exposição foi brilhante por ser extremamente técnica mas ao mesmo tempo muito clara, o que
permitiu que todos os ouvintes a acompanhassem.

Na seqüência, o foco dos debates passou a ser o uso obrigatório de retinida e a velocidade do navio nas manobras com rebocadores. Havia pedidos É cada vez maior o número de acidentes Hoje, sabe-se que há uma enorme dife- cabeços e às resistências necessárias?
à Marinha ora pela regulamentação, ora pela desregulamentação. nos quais cabeços de amarração, buzi- rença entre a resistência necessária para
nas e equipamentos de conexão se manter um navio atracado por meio do • Pode ser considerada como melhor
Em sua exposição, o conselheiro do CONAPRA definiu como a melhor velocidade para a passagem de cabos a “velocidade segura”, acrescentando
rompem durante operações de amar- esquema de amarração e a resistência prática que todos os cabeços e seus
que esta só pode ser definida pelo conjunto prático/comandante/mestre do rebocador, levando em consideração as condições reinantes no
momento da manobra.
ração e principalmente de reboque, dos cabeços que recebem cabos dos elementos de fixação sejam assinala-
geralmente com conseqüências catas- rebocadores portuários ou de escolta. dos claramente com o SWL (Safe
Segundo ele, seria impossível definir esta velocidade por uma portaria e mesmo identificá-la, uma vez que poucos navios têm informações confiáveis tróficas para operadores e embar- Working Load ), tanto no convés quanto
sobre a velocidade na água e a velocidade do GPS é de pouca valia para a questão. Cajaty enfatizou que se a velocidade for baixa demais a ponto de cações envolvidos. O Nautical Institute preocupa-se no pilot information card?
colocar em risco o navio ou alta demais para a segurança do rebocador, provavelmente existe algo incompatível na manobra, que deveria ser abortada. bastante com a sobrecarga dos
Os cabeços são proporcionais ao porte equipamentos de amarração, desde • Quais os procedimentos necessários
Finalmente, o conselheiro apresentou fundamentações sobre o aumento de segurança nos rebocadores modernos, azimutais e cicloidais, nos aspectos da embarcação e à carga que será exer- que o assunto foi levantado pela para permitir que o prático restrinja a
concernentes à estabilidade. “Embora todos tenham consciência dos custos envolvidos, é notório que a renovação da frota de rebocadores para esse tipo de cida neles. Há dois parâmetros princi- primeira vez no manual Tug Use in tração dos rebocadores de acordo com
equipamento traria uma indiscutível e acentuada melhoria na segurança nas manobras de navios”, pontuou. pais que garantem que não haverá Port, escrito pelo comandante Henk o SWL de todos os cabeços, buzinas de
deformação ou torção dos cabeços, se a Hensen. O Nautical Institute está em espia e outros equipamentos associados?
CONAPRA takes part The seminar was held in Rio de Janeiro on December 6 and 7, under the aegis of Petrobras.
Its goal was to promote an exchange of experiences and the development of SMS (Portuguese
carga for inferior à máxima permitida: a
resistência dos parafusos de conexão,
busca de feedback operacional técnico
sobre os seguintes temas: • Qual o melhor método para garantir
in a seminar on safe- acronym for Safety, Environment and Health) in port maneuvers that involve tugs. do convés e da buzina. No passado, o
processo de determinação da resistên- • Há necessidade de criação de regras
que os tripulantes estejam cientes das
potências e dos usos corretos desses
ty in port maneuvers Opened by the Director of Ports and Coasts, Vice Admiral Marcos Martins Torres who gave the
kickoff talk, the meeting was attended by several entities of the shipping and port communities.
cia de tais partes era baseado na expe-
riência prática ou por meio da observân-
comuns para determinar as exigências
mínimas para o esquema de atracação
equipamentos, quando a maneira de
utilização deles em manobras de
cia das melhores práticas em design e e para os equipamentos, de forma a reboque é diferente da utilizada em
CONAPRA was represented by its president, Decio Antonio Luiz, directors Marcelo Salgado and Carlos Eloy Cardoso Filho, and Technical Adviser
Marcelo Cajaty. Mr. Cajaty gave a presentation on “Safety in port maneuvers and what could be improved - seen through the eyes of a pilot”. construção. Isso vinha funcionando garantir uma situação suficientemente manobras de amarração?
muito bem para manobras normais de segura em todas as manobras de fun-
In regard to CONAPRA activities, a talk given by Prof. Edson Mesquita of CIAGA on technical and scientific considerations in the tug/ship atracação e reboque. deio, reboque e amarração? O Nautical Institute busca informações
interaction was of special interest. His presentation was brilliant; although extremely technical, it was so clear that his audience had no que possam municiá-lo na discussão
problem understanding it. O que mudou foi a potência e o bollard • Uma vez que manobras de reboque e junto aos fabricantes e indústrias, na
pull dos rebocadores modernos. O emergenciais exigem uma potência tentativa de definir as exigências e
The focus of debates was the obligatory use of a heaving-rope and the speed of vessels in maneuvers involving tugs. The Navy was bollard pull máximo de 20 toneladas, ainda maior do que as de amarração, o resistências dos equipamentos utiliza-
approached with requests regarding both regulation and de-regulation. que há 10 anos era considerado normal, número mínimo desse equipamento e dos em manobras de reboque e de
alcança hoje em dia 70 ou mais suas posições precisam ser avaliados e amarração, tanto em operações normais
The CONAPRA adviser defined “safe speed” as the optimum speed for running cables, adding that only the pilot, the captain and the master toneladas. Uma das conseqüências sua capacidade determinada através de quanto emergenciais. Os comentários
of the tug in unison could pinpoint it, always taking the reigning conditions at the time of the maneuver into consideration.
da existência de rebocadores mais situações reais, levando-se em considera- devem ser enviados para David Patraiko,
According to the speaker, it is impossible to define speed by edict or even to identify it since only few ships have reliable information on speed potentes é a redução do número de ção rompimentos e suas conseqüências do Papers and Technical Committee, no
in water and the GPS (Global Positioning System) speed is of little help in this case. Cajaty pointed out that if the speed is so low that it puts rebocadores necessários. Esta redução, em condições adversas de tempo, além e-mail djp@nautinst.org.
the ship as risk, or too high for the safety of the tug, an incompatibility in the maneuver is likely and it should be aborted. por sua vez, provoca a concentração da da demanda causada pelos rebocadores
força de tração em um número menor durante o tempo de vida útil do navio.
In closing, the Adviser listed the bases for increased safety in modern azimuthal and cycloidal tugs with regard to aspects of stability. He de “pontos de contato”, aumentando o Sob o ponto de vista do usuário, o que (fonte: revista Seaways,
underlined that “although we are all aware of the costs involved, there is no doubt that renewing the fleet to have tugs carry this type of esforço exigido nestes pontos. você sugeriria em relação à posição dos tradução: Tiane Muniz)
equipment would greatly improve the safety of ship maneuvers”.

28 29
segurança segurança
safety safety

Estudo dinamarquês Danish study


avalia custo-benefício calculates cost:
Prático faz a diferença na contratação de benefit ratio in
Os tripulantes do APL Panama provavel- um prático contracting pilots
mente teriam tido um Natal bem mais
feliz se houvesse um prático a bordo no
momento de sua chegada ao Porto de Os estreitos The Great Belt e Sound, loca-
Ensenada, México. Em 25 de dezembro, lizados no Mar Báltico, fazem parte do The straits 'Great Belt' and 'Sound' in
o navio porta-contêineres de 4.038 arquipélago da Dinamarca e foram classi- the Baltic Sea are part of the Danish
TEUs cumpria sua primeira escala ficados pela International Maritime archipelago and were classified as
depois de deixar Oakland, EUA, quando Organization (IMO) como “áreas marítimas 'particularly sensitive sea areas' by the
encalhou ao se aproximar da zona por- particularmente sensíveis”. Com o objeti- International Maritime Organization
tuária de Ensenada. De acordo com vo de evitar acidentes nessa região, o (IMO). In order to avoid accidents in
algumas versões, o comandante teria organismo elaborou a resolução MSC 138 that region, the Organization issued
tentado entrar no canal de acesso ao (76) que estabeleceu uma série de Resolution MSC 138.(76) which
porto sem esperar o embarque do prático. recomendações para uma navegação entered into force in December
segura na entrada do Mar Báltico. O do- 2003. The Resolution contains
Os armadores, entretanto, negaram cumento entrou em vigor em dezembro de recommendations for safe entry
esta hipótese afirmando que ele co- 2003 e entre os procedimentos recomen- into the Baltic Sea. Among the
nhecia perfeitamente os regulamentos dados para a área está, por exemplo, a recommended procedures for the
locais e não os descumpriu. Segundo contratação de práticos em navios cujo area is contracting pilots for ships
eles, o navio chegou antes da hora pre- calado é igual ou superior a 11 metros. with a draft of 11 m or more.
vista à posição de embarque do prático
e, enquanto esperava a lancha de prati- De janeiro de 2002 a junho de 2005, 22 Between January 2002 and June 2005,
cagem, derivou para um ponto de profun- navios encalharam no estreito The Great 22 ships ran aground in the Great Belt.
didade insuficiente. Apesar das inúmeras Belt. Nenhum deles tinha prático a bordo. None of them had a pilot on board. In
tentativas de desencalhe com a utilização Empenhada em provar que o trabalho order to prove that pilots are essential
de rebocadores, até o dia 3 de fevereiro a dos práticos é fundamental nessas águas de in these waters of difficult navigation,
embarcação continuava no local. O caso difícil navegação, a Autoridade Marítima the Danish Maritime Authority made a
APL PANAMA ENCALHADO EM ENSENADA
está sendo investigado e felizmente a APL PANAMA AGROUND IN THE PORT OF ENSENADA dinamarquesa elaborou um estudo no qual study that estimated the costs of a
tripulação nada sofreu no acidente. estimou o montante do prejuízo de um shipping accident to the ship's owner.
armador devido a um acidente marítimo com Based on these costs, the Maritime
uma embarcação de sua propriedade. Com Authority calculated the cost: benefit
base nesse valor, avaliou o custo-benefício ratio in contracting a pilot. This
The crew of the APL Panama would probably na contratação de um prático. O documento document was sent to the governments
Pilots make a difference have had a much happier Christmas if there had
been a pilot on board when they were entering
foi enviado aos governos de vários países
costeiros e apresentado na 24ª assembléia
of several countries and submitted to
the 24th Assembly of IMO held in
the Port of Ensenada, Mexico. On December 25, da IMO, realizada em dezembro de 2005. December 2005.
the containership of 4,038 TEUs was nearing her
first port of call after leaving Oakland, U.S.A, O navio usado como referência para a esti- The estimate was based on a new
when she went aground. According to some, the mativa foi um navio-tanque, novo, com double-hulled oil tanker with a gross
captain had endeavored to enter the access casco duplo, de arqueação bruta igual a 40 tonnage of approximately 40,000 tons
channel without waiting for the pilot to board. mil toneladas e um porte bruto de aproxi- and a dead weight of about 72,000 tons.
madamente 72 mil toneladas, que encalhou The tanker was recently grounded in
But the owners deny this version, stating that the há alguns meses naquele estreito. Segundo the Great Belt. According to the
captain was perfectly aware of the local regula- a análise, a importância gasta pelo armador study, the accident's cost to the
tions and did not disobey them. They maintain devido ao acidente foi 375 vezes superior ao owner was 375 times higher than
that the ship arrived early and, while waiting for preço do serviço de praticagem para o traje- it would have been had he taken on
the pilot's launch, drifted to a sandbank. Despite to em questão. O estudo termina afirmando a pilot. The study closes by stating that
innumerable attempts to float her by means of que se os navios puderem contar com a if ships had the advantage of the expert-
tugs, the vessel was still stranded by February 3. expertise e o conhecimento local dos ise and the know-how of pilots, the risk
O NAVIO PORTA-CONTÊINERES APL PANAMA The case is being investigated and, luckily, none práticos, os riscos de acidentes dimi- of accidents would lessen considerably
THE CONTAINERSHIP APL PANAMA of the crew was injured in the accident. nuirão consideravelmente na região. in that region.

30 31
inclusão social inclusão social
social acceptance social acceptance

Made in Brazil
se engajar em ações capazes de trans- Sul, além de uma filial de apoio no monitores, periféricos, impressoras,
formar suas vidas. Japão, que recebe doações de com- softwares, cabos, estabilizadores e
putadores usados, e outra a ser inaugu- outros equipamentos. (saiba como
Em relação aos alunos, a proposta do rada nos EUA, em Nova York, também participar em www.cdi.org.br )
Através do ensino de informática, a organização CDI se realiza através de cursos e gru- para receber computadores.
pos de trabalho fora do horário das No livro CDI, dez anos de conquistas
não-governamental CDI vem dando um show aulas. O ponto de partida para a A proposta político-pedagógica do CDI sociais, editado com o apoio cultural da
de solidariedade e profissionalismo reflexão é sempre o cotidiano dos – que tem como referência conceitos do Microsoft, Rodrigo Baggio fala dos

Foto: Ricardo Teles


envolvidos – educando, educador e educador brasileiro Paulo Freyre – foi desafios do futuro:
comunidade. Aos poucos, espera-se adaptada para outros públicos, com
Qualidade, resultados e ternura. Esse é da favela não tinham acesso a um com- que os alunos desenvolvam uma leitura necessidades especiais. Hoje há EICs – Hoje nos deparamos com desafios
o lema do CDI (Comitê para Democrati- putador. Estava lançado o desafio: levar crítica do mundo tendo como pano de em institutos psiquiátricos, instituições comuns a várias instituições do terceiro
zação da Informática), uma das ONGs essa tecnologia às comunidades de fundo a situação econômica, política e para portadores de deficiência, aldeias setor: compatibilizar o crescimento com
brasileiras de maior projeção interna- baixa renda. Baggio organizou, então, a cultural do seu segmento social. indígenas e presídios. uma estrutura e um conteúdo de quali-
cional, que já transformou a realidade campanha Informática para Todos, a pri- riu tanta dinâmica que sua reper- dade, garra com eficiência, criatividade
de mais de 600 mil jovens carentes. meira campanha de doação e reciclagem cussão surpreendeu o grupo. Criou-se, Com esse trabalho o comitê gera com método, e paixão com resultados.
Referência no terceiro setor, a organização de computadores realizada no país. então, um comitê para atender de uma conscientização em relação à Projeto chamou Ou seja, buscar a profissionalização,
está presente hoje em 19 estados forma organizada às demandas de sociedade em que vivemos e mostra a atenção da Microsoft mas com simplicidade; adotar crité-
brasileiros e em oito países, além do Bra- A iniciativa obteve grande êxito, entre- implantação de outras escolas. Assim que se essa realidade foi historica- rios, preservando a flexibilidade das
sil. No seu portfólio o comitê exibe, desde tanto, a ausência de uma cultura de uso nascia o CDI. mente construída, pode ser, também, decisões; e agregar novas competên-
1999, uma parceria com a Microsoft. do computador limitava seu potencial. modificada. Os conhecimentos de O tratamento profissional dado à organi- cias, sem perder o foco e o brilho
Este foi um momento-chave na história – Tudo começou com uma nova forma Windows, Word, Excell e Access que os zação, que é auditada anualmente pela nos olhos.
O projeto de usar a informática como do CDI – quando nasceu o conceito de olhar, afastando modismos, clichês e alunos adquirem podem ser usados Ernst & Young, aliado aos resultados
instrumento para o exercício da cidada- das EICs (Escolas de Informática e preconceitos. Percebemos que as tec- para tudo o que a necessidade e cria- práticos vêm chamando a atenção de No mesmo bloco, ele finaliza:
nia nasceu de um sonho. Um sonho Cidadania). A idéia não era criar sim- nologias da informação e comunicação tividade do grupo apontar: jornais grandes empresas. A Microsoft, por
mesmo, no sentido literal. Numa noite ples escolas de informática, mas meios poderiam ter um papel estratégico e comunitários, projetos de autogestão e exemplo, faz doações sistemáticas à – Talvez as projeções pareçam demasi-
dos anos 90, o carioca Rodrigo Baggio para que as tecnologias da informação abrir passagem para transformar vidas, sustentação de áreas de lazer, planilhas ONG. A empresa colabora em diversas adamente ambiciosas, mas sonhos são
sonhou com pessoas pobres usando e comunicação fossem usadas por um se utilizadas como ferramentas promo- de cálculo para empreendimentos frentes do projeto. Além de doar seus assim: matéria-prima a ser moldada. E
computadores. Voluntário em projetos determinado grupo social para refletir toras da cidadania. E passamos a brigar locais, cartas às autoridades, páginas softwares para as escolas, apóia a insta- o CDI continuará a erguê-los, agora
sociais desde os 12 anos – idade que sobre sua realidade e buscar formas de por oportunidades de levar esse instru- ou blogs na internet etc. lação de novas EICs, investe na capaci- sobre duas metas. Ampliar o leque de
tinha quando ganhou seu primeiro com- ultrapassar suas dificuldades. mental a comunidades de baixa renda, tação da área gerencial e em treinamen- parcerias da rede e criar uma comu-
putador e se apaixonou pela informática marginalizadas de conquistas essen- A rede CDI é formada por CDIs regio- to de educadores e cobre custos opera- nidade digital a partir da conexão das
–, ele percebeu que suas duas vocações O modelo EIC ciais – diz Baggio. nais e internacionais. Suas atividades cionais das equipes de coordenação. EICs à internet. Nela, a construção de
poderiam coexistir: o computador pode- são acompanhadas e coordenadas pelo nossa e-topia mostrará que sonhar
ria ser uma ferramenta para a inclusão A primeira Escola de Informática e As EICs funcionam, em grande parte, maior dos comitês regionais: O CDI Rio, Sob diversas formas o apoio do setor vale a pena.
social. Algum tempo depois seu sonho Cidadania surgiu em 1995 na favela em comunidades de baixa renda ou no que reúne mais de 100 Escolas de empresarial tem sido fundamental para
começava a virar realidade. Santa Marta, no Rio de Janeiro. A seu entorno. Elas são auto-susten- Informática e Cidadania. Há escolas em o crescimento da rede. Pessoas jurídi- Palavra de quem sonha e luta para que
equipe pensava em implantar mais táveis (através de pequenas mensali- vários países: Argentina, Chile, cas de todos os portes e pessoas físicas os menos favorecidos também tenham
O projeto do CDI é resultado de um umas cinco EICs, mas o projeto adqui- dades) ou mantidas por instituições Colômbia, México, Uruguai e África do apóiam o CDI doando computadores, o direito de sonhar.
vasto processo de amadurecimento. Em parceiras. São centros difusores de
1993, Baggio – na época um jovem uma cultura digital e de transformação

Foto: Ricardo Teles


empresário e professor de informática social e é fundamental que sejam
em escolas cariocas – teve a idéia de gerenciadas pela própria comunidade
usar as tecnologias da informação e na qual estão inseridas.
comunicação para fomentar o diálogo
entre moradores da favela e do asfalto. Através de debates, leituras, capaci-
Foi criado um BBS (Bulletin Board tações e oficinas em geral, a equipe “Enquanto vão descobrindo o mundo que os cerca, os alunos descobrem também as possibilidades de usar a tecnologia.
System ) chamado JovemLink. do CDI trabalha em conjunto com os
educadores e coordenadores dos
Descobrem-se, sobretudo, sujeitos da História. E a própria tecnologia, então, se desmistifica, deixando de ser percebida como
Foto: arquivo CDI

O serviço alcançou centenas de espaços comunitários que abrigam as


usuários, mas logo se constatou que a EICs. Fortalecendo esses agentes eles
proposta inicial não fora atingida, pois a se tornam mais conscientes da reali- uma fórmula mágica que irá solucionar tudo; a menos que o indivíduo esteja à frente do processo de mudança.”
maioria dos conectados eram das clas- Rodrigo Baggio dade que os cerca e podem, paulatina-
ses média e média alta. Os moradores mente, motivar suas comunidades a
texto: arquivo CDI

32
inclusão social
social acceptance
“Na maioria das vezes, a motivação inicial de grande parte dos educandos – aprender informática

para obter emprego – se desdobra em outras, que envolvem sua mobilização e organização while looking for ways to overcome life of those involved – educating, company collaborates in various
its problems. educator and community. It is hoped aspects of the project. Aside from
that the students will slowly develop a donating software to schools, it
Foto: Ricardo Teles

em torno da reivindicação de políticas públicas para a garantia de seus direitos,


critical image of the world, with the provides support for the installation of
The EIC model economic, political and cultural situation new EICs, and invests in qualifying
geração de trabalho e investimento em projetos sociais.” texto: arquivo CDI of their social segment as a backdrop. administrators and training educators.
The first Information Science and It also covers the operational costs of
Citizenship School was inaugurated in The Committee works to make young the coordinating teams.
1995, in Rio de Janeiro’s Santa Marta people aware of the society in which
CDI: dez anos de conquistas shantytown. The team thought of they live and to show that, In several ways, support from the business
installing another five EICs, but the since this situation was historically sector has been of fundamental import-
Inicialmente, em 95, havia seis escolas e trinta computadores. project was such a tremendous success formed, it can also be altered. The ance for the growth of the network.
that its repercussions took the group by students can use their knowledge of Companies of all sizes as well as individuals

fonte: revista Veja Rio, 7/12/2005


Atualmente a ONG tem 965 escolas (104 no Rio) e 5.851 computadores.
surprise. As a result, a committee was Windows, Word, Excel and Access can lend their support to the CDI by
600 mil jovens já tiveram aulas na organização, 140 mil só em 2004. formed to meet demands for the for everything that they need and donating computers, monitors, peripherals,
O CDI conta com 200 funcionários, 1.768 instrutores methodical implementation of more creativity of the group may point to: printers, software, cables, stabilizers or
(das próprias comunidades onde funcionam as escolas) e 1.154 voluntários. schools. That was the start of the CDI. community newspapers, self-managed other equipment. For information on how
65% dos alunos estão na faixa etária entre 10 e 18 anos; 56% são mulheres; 65%, negros; projects and implementation of to contribute, access www.cdi.org.br.
_ It all started by looking at things leisure areas, spreadsheets for local
e 63% não têm receita financeira alguma.
differently, without fads, clichés or undertakings, letters to the authorities, Rodrigo Baggio comments on future
Em 2004 recebeu R$ 5,3 milhões em doações em espécie e o equivalente
prejudices. We realized that informa- internet pages and blogs, etc. challenges in the book CDI, dez anos de
a R$ 4,5 milhões em serviços, computadores e softwares. tion and communication technologies conquistas sociais (CDI, ten years of
could play a strategic role and open The CDI network consists of regional social conquests) edited with the
paths for changing lives if used as tools and international CDIs. Their activities cultural support of Microsoft:
to promote citizenship. We thus started are followed up and coordinated by the
Made in Brazil to fight for opportunities to take this
tool to low-income communities barred
largest regional committee: the Rio CDI
which congregates over 100 Schools of
_ We now face challenges that are
common to various institutions of the
CDI, a non-governmental organization, displays solidarity from achieving essential conquests –
explains Baggio.
Information Science and Citizenship.
There are schools in several countries:
third sector: to make growth compatible
with a structure and a content of
Argentina, Chile, Colombia, Mexico, quality, to have grit, but be efficient, to
and professionalism by teaching computer science EICs function mostly in low-income South Africa and Uruguay, aside from a be creative but methodical, and to have
communities and their neighborhoods. support branch in Japan which receives an enthusiasm that brings results. In
They are self-sustained (by means of donations of used computers, and other words: to be professional, but
Quality, results and sympathy. That is two vocations could coexist: the challenge to be met: to take computer small monthly fees) or funded by another to be inaugurated in New York keep it simple; to adopt criteria while
the CDI’s (Comitê para Democratização computer could be a tool for social technology to low-income communities. partner institutions. They are dissemi- with the same objective. preserving decision flexibility; and to
da Informática ) motto. The Committee acceptance. Some time later his dream That is when Baggio organized the nation centers of a digital culture and add new skills without losing our focus
for Democratizing Computer Science, one of started to become reality. Informática para Todos (Computer social transformation and it is essential The political-pedagogic target of the CDI and the glint in our eyes.
Brazil’s internationally best known NGOs, Science for Everyone) campaign, the that they be managed by the very – whose reference is based on concepts
has already changed the life of more The CDI project took a long time to first campaign of donations and community where they are inserted. of the Brazilian educator Paulo Freyre – And in the same part, he finalizes:
than 600,000 underprivileged young mature. In 1993, Baggio – at the time a recycling computers in Brazil. was adapted for other publics with special
people. The organization, a reference in young entrepreneur and teacher of By means of debates, lectures, qualifi- needs. Currently, there are EICs in _ Our projections may seem too ambitious,
the third sector, is currently active in computer science in carioca (Rio de The initiative was highly successful, but cations and workshops in general, the psychiatric institutes, institutions for the but that is what dreams are: raw-material
nineteen Brazilian states and eight other Janeiro) schools – had the idea of using the lack of a computer _ use culture CDI works together with educators and handicapped, Indian villages and jails. to be molded. And that is what the CDI
countries. Since 1999, the Committee information and communication technologies limited its potential. That was the key coordinators of community areas where will continue to do, now with two targets
has been in partnership with Microsoft. to foment a dialogue between shantytown moment in CDI history when the EICs are installed. As these agents in mind: expand the grid of partnerships
dwellers and the more affluent. A Schools of Information Science and acquire more power, they become more The project came to and create a digital community based
The project to employ computer science Bulletin Board System called jovemlink Citizenship (Port. Acronym EIC) concept conscious of the reality that surrounds the attention of Microsoft on the connection of EICs with
as a tool for citizenship started with a (youthlink ) was created. was born. The project of information them. They slowly start to motivate internet. There, the construction of
dream. Literally, a dream. One night in science and citizenship schools was not their communities and carry out actions our e-topia will prove that dreaming
the nineties, “carioca” Rodrigo Baggio The service reached hundreds of users restricted to creating mere computer that are able to transform their lives. The professionalism of the Organization is worthwhile.
dreamt of the poor using computers. A but it soon became clear that the initial science schools. Its goals were which is annually audited by Ernst &
volunteer social worker since he was target was not attained since most of providing means that would make infor- The CDI reaches its goals by meeting Young, as well as the practical results These are the words of someone
twelve – the age when he was given his those connected were members of the mation and communication technologies with students after school, ministering obtained, came to the attention of large who dreams and fights so that the
first computer and got hung up on middle and upper class. Shantytown available to a certain social group, and courses and forming work groups. The concerns. For instance, Microsoft gives less fortunate also have the right
computer science – he realized that his dwellers had no access to computers. A to make it ponder on its advantages starting point is always the day-to-day regular donations to the NGO. The to dream.

34 35
Confraternização XXI Encontro Nacional de Entidades Portuárias e Hidroviárias
A equipe do CONAPRA se reuniu no dia 8 de dezembro para um animado almoço de confraternização. O lugar escolhido foi a Importante fórum de discussões portuárias do país, o evento acontecerá no Porto de Santos, nos dias 29, 30 e 31 de março. Promovido
churrascaria Porcão Rio's, no Flamengo, que oferece uma linda vista da Baía de Guanabara e do Pão de Açúcar. pela Companhia Docas do Estado de São Paulo (CODESP), os organizadores esperam receber o dobro dos 625 participantes registrados
na vigésima edição. Mais informações sobre o encontro podem ser obtidas pelos telefones: (0xx13) 3222-8844 ou (0xx13) 3233-8878.

Foto: Flávia Pires

Fotos: Flávia Pires


Navegar é preciso...
E divulgar a profissão também! Por isso está quase pron-
to o novo filme sobre praticagem produzido pelo CONAPRA.
O objetivo é exibir o material em eventos, explicando em que
consiste o trabalho do prático e quais são as atribuições do
MANGARATIBA, RJ EQUIPE FILMA DECIO
Conselho Nacional de Praticagem.

Aconteceu em 16 e 17 de janeiro, em Rio Grande (RS), o primeiro


Agenda Ambiental Portuária workshop para implantação da Agenda Ambiental Portuária. Apoiado
pelo Ministério do Meio Ambiente, a ação será estendida a outros
COMANDANTE TIAGO E PAULO FERRAZ portos brasileiros. A medida é fruto de uma iniciativa da
Superintendência do Porto, do IBAMA-RS, da Fundação Estadual de
Proteção Ambiental (FEPAM) e do Programa de Manejo Integrado do
Porto de Niterói Estuário da Lagoa dos Patos, da Universidade Federal de Rio Grande.
CONAPRA se apresenta
EM PÉ (DA ESQ. PARA A DIR.): LUIZ CARLOS, FÁBIO, FLÁVIA E ALEXANDRE; JANDIRA (DE AZUL) E MARIA, AO
LADO; SENTADOS (DA ESQ. PARA A DIR.): O CONSELHEIRO TÉCNICO PORTHOS E O DIRETOR PAULO FERRAZ
no CIAGA Depois de passar por reformas estruturais, reparos elétricos e
hidráulicos e obras de saneamento, o Porto de Niterói voltou a
Em âmbito federal, a Agenda Ambiental Portuária determina as dire-
trizes de proteção e controle da qualidade do meio ambiente, adaptan-
operar em 2005. A expectativa é de que no primeiro trimestre de do os portos nacionais aos novos padrões que vigoram no país. Na
A última apresentação do CONAPRA
2006 sejam gerados mais de 1,9 mil empregos no setor de petró- esfera local, o desenvolvimento da Agenda aumenta a conexão entre o
aos futuros capitães dos portos
leo, que deverá receber investimentos superiores a R$ 50 milhões. setor portuário, os órgãos de controle e a sociedade civil, além de rati-
aconteceu em 29 de novembro, no Centro
(fonte: site Gui@ offshore) ficar práticas permanentes de gestão ambiental.
de Instrução Almirante Graça Aranha (CIAGA), Rio
ATPR de vento em popa
?
de Janeiro. O responsável pelo painel foi o con- (fonte: site do Ministério do Meio Ambiente)
selheiro técnico Marcelo Cajaty, que mudou um
Até a primeira quinzena de janeiro foram formados 51 práticos no curso de atu- pouco o enfoque da exposição. Concentrando-se
alização de práticos elaborado pelo Conselho Nacional de Praticagem. O progra- menos na legislação (NORMAM 12), Cajaty explo- Prático fashion

?
ma foi preparado de acordo com a resolução da IMO A 960, que estabelece rou mais os fatos cotidianos que envolvem pra-

?
recomendações sobre treinamento, certificação e procedimentos operacionais para ticagem e as capitanias dos portos para realizar Mostrando que praticagem também combina com estilo, um prático exibiu este belo par de sapatos
práticos. A previsão é de que mais 64 práticos sejam formados até o final de 2006. uma apresentação mais prática e direta. durante o último encontro de Fortaleza. Quem será este prático tão elegante?

PRÁTICO CARLOS PRÁTICO MAURO, PRÁTICO WELLINGTON,


WEBER, DA DA PRATICAGEM DA PARANAGUÁ PILOTS,

Fotos: Flávia Pires


SERVPRAT, É ESPÍRITO SANTO, EM FORTALEZA

Identificação de práticos IDENTIFICADO EM VITÓRIA

Funcionários do CONAPRA continuam coletando as impressões digitais de práticos de


todo o Brasil para a elaboração dos novos documentos de identificação. O trabalho foi
realizado em Fortaleza, pouco antes do último encontro de praticagem, e numa visita à Servprat, em
São Luís, na mesma época. Em Vitória a identificação aconteceu nos dias 15 e 16 de dezembro. Até
agora 58% dos 296 práticos associados ao Conselho Nacional de Praticagem já foram identificados.
renovação • Membro Associado:
Associe-se ao £81(subscrição anual)
+ £20 (inscrição)
Práticos da Barra do Rio Grande
NAUTICAL
Para ser aceito como
membro associado, o
candidato deve atender às
Diretor-Presidente: Renato José Chuirki seguintes qualificações:
Diretor-Comercial: Marcelo de Bessa Antunes • Idade mínima de 21 anos

INSTITUTE
Diretor-Operacional: Reginaldo Gomes Pantoja • Possuir um certificado
Diretor-Financeiro: Alcione Fonseca de Barros STCW 78/95 de capitão de
cabotagem, com limitação
de tonelagem e/ou área,
Rio Pilots ou • um certificado
1 2 3 VANTAGENS STCW 78/95 de oficial de
Diretor-Presidente: Matusalém Gonçalves Pimenta (1) náutica, sem limitação de
Diretor-Comercial: Otavio Augusto Fragoso (2) • Reconhecimento profissional área, ou • um certificado
Diretor-Administrativo-Financeiro: Cláudio Ricardo M. Alagão (3) equivalente, anterior ao
Diretor-Operações: Marco Antônio Deo Evangelista (4)
• Um exemplar gratuito da revista SEAWAYS, mensalmente STCW 78/95.
Diretor-Técnico: Kivan Aguiar de Moraes Filho (5) • 30% de desconto em todas as publicações do Nautical Institute
• Constante atualização profissional e contribuição para o • Associado:
4 5 £76 (subscrição anual)
desenvolvimento dos padrões da profissão + £20 (inscrição)
• Programas de auto-desenvolvimento Para ser aceito como
Salvador Pilots • Rede internacional de oferta de seminários,
associado, o candidato
deve atender às
Diretor-Presidente: Iramir Nazareno de Morais Mamede encontros e eventos sociais seguintes qualificações:
Diretor-Vice-Presidente: Franklin Rogério B. Fernandes Maia • Idade mínima de 18 anos
Diretor-Administrativo: Luiz Carlos Rosas • Possuir um certificado
Diretor-Financeiro: Nelson Duarte dos Santos Gomes STCW 78/95 de oficial de
náutica, com limitação de
6 7 8 CATEGORIAS área, ou • um certificado
DE ASSOCIADOS equivalente, anterior
ao STCW 78/95.
• Membro:
Servprat £98 (subscrição anual) • Empresa:
+ £20 (inscrição) £98 (subscrição anual)
Diretor-Presidente: Carlos Alves Figuerêdo (6)
Para ser aceito como + £20 (inscrição)
Diretor-Técnico: Paulo Augusto da Trindade (7) 9 10 11 membro, o candidato
Diretor-Administrativo: Augusto Ângelo F. Martinho Bottino (8) • Estudante:
deve atender às
Diretor-Financeiro: Almir Ribeiro de Alencar (9) £17 (subscrição anual)
seguintes qualificações:
Diretor-Operacional: Sergio Paciello Paruolo (10)
• Ter idade mínima
Diretor-Recursos Humanos: José Roberto Taranto (11) Planejamento de carreira
de 24 anos • Possuir um
certificado STCW 78/95 de e recurso de informação:
capitão de longo curso, sem www.nauticalcampus.org
12 13 limitação de área ou
Para informações adicionais:
Unipilot limitação de porte de
navios, ou • um certificado www.nautinst.org
equivalente, anterior ao
Diretor-Presidente: Marcelo Medeiros de Oliveira (12)
STCW 78/95, aprovado pelo
Diretor-Vice-Presidente: João Augusto Ferreira Raiol (13)
órgão certificador local, ou THE NAUTICAL
• o título de comandante da
Marinha de Guerra, ou
INSTITUTE
• uma habilitação de 202, Lambeth Road London,
15 14 SE1 7LQ – United Kingdom
PROA primeira classe, emitida por
autoridade de praticagem Tel: +44 (0)20 7928 1351
reconhecida, e três anos de Fax: +44 (0)20 7401 2817
Presidente: Laércio Augusto Nascimento Negrão (14)
experiência como prático. E-mail: sec@nautinst.org
Vice-Presidente: José Francisco Vasconcelos Gomes (15)
Diretor Financeiro: Luiz Antonio Oliveira de Jesus
Diretor Administrativo: Paulo de Tarso Rocha Bernardes Contato no Brasil: Otavio Fragoso – Conselho Nacional de Praticagem
Rua da Quitanda 191/6º andar • Rio de Janeiro/RJ • Centro • CEP 20091-005 • Tel. (21) 2516-4479
38 conapra@conapra.org.br