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Gabarito da 3º Lista de Macroeconomia II

1)
a)
Produto:

Y = C + I + G − ε ⋅ IM + X

Y = 200 + 0,5 ⋅ (Y − T ) + 400 + 0,2 ⋅ Y − 2000 ⋅ i + 100 − ε ⋅ (0,1 ⋅ Y − 50 ⋅ ε ) + 200 + 0,01 ⋅ Y * + 100 ⋅ ε
1000
Y= = 2500
0,4

Saldo comercial:

NX = X − ε ⋅ IM

NX = 200 + 0,01 ⋅ Y * + 100 ⋅ ε − ε ⋅ (0,1 ⋅ Y − 50 ⋅ ε )


NX = 200

b)
Condição de Marshall-Lerner:

 ε ∂X   1 
 = 100  = 0.25
 X ∂ε   400 

 ε ∂IM   1 
  = − 50  = −0.25
 IM ∂ε   200 

Assim, soma em módulo das elasticidades = 0.5. Portanto, condição de Marshall-


Lerner não é atendida.

c)
Equilíbrio do Saldo Comercial: NX = 0

Portanto:
YTB = C + I + G − ε ⋅ IM + X = C + I + G
YTB = 200 + 0,5 ⋅ (YTB − T ) + 400 + 0,2 ⋅ YTB − 2000 ⋅ i + 100
550
YTB = = 1833
0,3

NX = 200 + 0,01 ⋅ 10000 + 100 ⋅ ε − ε ⋅ (0,1 ⋅ 1833 − 50 ⋅ ε ) = 0

1
50 ⋅ ε 2 − 83,3 ⋅ ε + 300 = 0

Esta equação tem raízes complexas. Assim, não existe taxa de câmbio real
consistente com o equilibrio do saldo comercial.

2)
a)
Y = 44 + 0,6Y *

Multiplicador de economia aberta = 2. Em economia fechada é 5. A diferença é o


vazamento no processo de criação da renda representado pelas importações.

b)
Na economia externa, temos: Y * = 44 + 0,6Y
Resolvendo as duas equações, temos Y = 110 . O multiplicador agora é 3,125. Ele é
maior por conta do feedback entre as duas economias.

c)
Na economia doméstica, temos: 0,5Y = 12 + G + 0,3Y *
Enquanto na economia externa, continuamos tendo Y * = 44 + 0,6Y .
Substituindo na primeira equação temos: G = 0,32Y − 25,2
Quando Y = 125 , obtemos: G = 14,8 , Y * = 119 , NX = −1,8 = − NX * , (G − T ) = 4,8 ,
(G * − T * ) = 0 .

d)
Na economia doméstica, continuamos tendo: 0,5Y = 12 + G + 0,3Y *
Na economia externa, agora temos: 0,5Y * = 12 + G + 0,3Y
Como Y = Y * = 125 , obtemos: G = G * = 13 , NX = − NX * = 0 , (G − T ) = (G * − T * ) = 3

e)
Sem coordenação, o país tem superávit comercial e orçamento equilibrado. Com
coordenação, o país passa a ter equilíbrio nos saldos comerciais e déficit
orçamentário.

2
3)
a)
regime de taxas de câmbio flutuantes:
variáveis endógenas: Y, i, E; C, I, NX
variáveis exógenas: G, (M/P); E e , i * , Y*

regime de taxas de câmbio fixo:


variáveis endógenas: Y; i, M; C, I, NX
variáveis exógenas: G, P; E, E e , i * , Y*

b)
Regime de câmbio flutuante: aumento em i*, aumenta E que desloca IS para
direita sem deslocar LM. Logo, produto aumenta.

Regime de câmbio fixo: aumento em i* começa a provocar saída de US$ da


economia; para evitar isso, banco central começa a vender US$ e comprar R$, o
que contrai a oferta de moeda. LM se desloca para esquerda sem alteração na IS.
Portanto, produto cai.

c)
O impacto sobre o produto doméstico é maior em câmbio fixo que em câmbio
flexível. Logo, quando Y* cai, câmbio flexível seria melhor enquanto quando Y*
aumenta, câmbio fixo seria melhor.

4)
taxa de câmbio flexível
produto está em seu nível natural
exportações líquidas = NX  Y , Y *, ε 
 (−) (+) (+) 

Como desejamos manter Y no seu nível natural e como Y* é exógeno, a única


maneira de melhorar as exportações líquidas é que, no novo equilíbrio, o câmbio
esteja mais depreciado.
Pela equação de paridade descoberta de juros, para que o câmbio no novo
equilíbrio esteja mais depreciado é necessário que, no novo equilíbrio, a taxa de
juros doméstica seja menor.
A combinação de política que gera uma menor taxa de juros e, ao mesmo tempo,
mantém o produto em seu nível natural é uma política monetária expansionista e
uma política fiscal contracionista.

3
5)
a) e b)
No curto prazo, aumento em G desloca a curva AD para a direita mantendo AS
inalterada. Assim, no equilíbrio de curto prazo o produto é maior e os preços
também. O aumento nos preços causa uma apreciação real na taxa de câmbio.

No esquema IS-LM, o aumento em G desloca a curva IS para a direita, enquanto a


apreciação na taxa real de câmbio faz a IS voltar um pouquinho. O aumento nos
preços causa uma contração na oferta real de moeda. Contudo, para evitar que a
taxa de juros se eleve e, assim, manter a paridade cambial, a oferta nominal de
moeda deve aumentar de tal forma a mais que compensar o aumento nos preços
e, assim, provocar um aumento na oferta real de moeda. Ou seja, no curto prazo,
a LM se desloca para a direita. No equilíbrio de curto prazo, o produto é maior e a
taxa de juros não se altera.

Com relação aos componentes na demanda agregada, tanto consumo quanto


investimento são maiores por conta do aumento na renda. As exportações líquidas
caem tanto pelo aumento na renda quanto pela apreciação cambial.

No ajuste da economia para o equilíbrio de médio prazo, as expectativas de preços


começam a aumentar, deslocando a AS para cima. O equilíbrio de médio prazo
ocorre com preços ainda mais elevados e o produto voltando ao nível natural.

Na IS-LM, o aumento adicional de preços provoca apreciação real do câmbio


fazendo com que a IS se contraia até retornar à IS original. O aumento de preços
também contrai a oferta real de moeda, fazendo com que a LM também se
contraia até retornar à curva original. O equilíbrio de médio prazo é representado
pelo ponto inicial, com produto retornando ao seu nível natural e a taxa de juros
inalterada.

Com relação aos componentes dos gastos, consumo e investimento retornam ao


seu nível inicial, enquanto exportações líquidas estão menores que em seu nível
inicial (por conta da apreciação real do câmbio).

c)
No contexto do modelo, a afirmação é verdadeira, tanto no curto quanto no médio
prazos.

4
6) Blanchard, cap. 20, exercício 4
a) Aumento em Y* desloca a curva IS para direita, mantendo LM e PJD
inalterados. Como resultado, Y aumenta, i aumenta e E cai (apreciação).

b) Aumento em i* desloca a curva IS para direita (pois, ceteris paribus, provoca


depreciação do câmbio) e desloca curva PJD para direita, mantendo LM inalterada.
Como resultado Y aumenta, i aumenta e E fica ambíguo.

c) e d) Uma expansão fiscal estrangeira provavelmente aumentaria tanto Y*


quanto i*. Por (a) e (b) isto aumentaria Y.
Uma expansão monetária estrangeira provavelmente aumentaria Y* e diminuiria
i*. Por (a) e (b) o efeito sobre Y é ambíguo.

6) Blanchard, cap. 20, exercício 5


a) Aumento em Y* desloca a curva IS para direita, o que provoca deslocamento da
LM também para direita. Há um forte aumento de Y.

b) Aumento em i* não mexe na curva IS e provoca deslocamento da LM para


esquerda. Como resultado, Y cai.

c) Expansão monetária estrangeira aumenta Y* e diminui i*. Por (a) e (b), Y


aumenta. No caso de câmbio flexível, o efeito sobre o produto Y era ambíguo.

6) Blanchard, cap. 20, exercício 6


a) A queda na confiança do empresário provoca um deslocamento da IS para a
esquerda, sem alterar as curvas LM e PJD. Como resultado, o produto Y cai, a taxa
de juros i cai e o câmbio E aumenta (deprecia). A depreciação do câmbio atenua o
impacto sobre o produto. Nesse sentido, a depreciação do câmbio atua como
amortecedor do efeito da queda da confiança do empresário sobre o produto.

b) Sob câmbio fixo, a queda na confiança do empresário provoca um


deslocamento da IS para a esquerda. Para manter a paridade cambial, a oferta de
moeda tem que se contrair (banco central vende US$), deslocando a LM para
esquerda. Este movimento agrava a queda do produto. Ou seja, sob câmbio fixo, o
impacto contracionista sobre o produto é maior.

c) A queda na confiança do empresário provoca queda na taxa de juros. A saída de


capital resultante leva à depreciação do câmbio. Um câmbio mais depreciado
incentiva as exportações líquidas, o que tem impacto positivo sobre o produto.
Este é o efeito amortecedor do câmbio.

5
7) Blanchard, cap. 24, exercício 5

a) π te = 0.5(π D + π R )

1 0. 5
b) u t = u n + (π te − π t ) = u n + (π R − π D ) < u n
α α

1 0. 5
c) u t = u n + (π te − π t ) = u n + (π D − π R ) > u n
α α

d) Sim. A evidência é de que, em média, no primeiro ano, o crescimento do PIB é


maior sob democratas que sob republicanos.

e) Igual à taxa natural.

7) Blanchard, cap. 24, exercício 6

a) Não cortar gastos sociais. R = -2.

b) Não cortar gastos sociais. R = -1.

c) Por (a) e (b), os democratas não vão cortar gastos sociais. Fazendo raciocínio
análogo, os republicanos vão escolher não cortar gastos militares. E, portanto,
nenhum tipo de gasto será cortado e o déficit não será reduzido.
O melhor resultado seria que houvesse cortes tanto sociais quanto na defesa. Este
resultado poderia ser alcançado com coordenação ou cooperação entre
democratas e republicanos.

8)
πt −πte
π t = π t e − α .(u t − u n ) ⇒ u t = u n −
α

1
(
Lt = . u t − u t
2

)
2
+
1
2
(
a. π t − π t

)
2

2
1  πt −πte ∗
Lt = . u n −
2  α 
1
− u t  + a. π t − π t
2

( )2

Condição de 1ª ordem:

6
∂Lt  π −πt
e
∗  1
= 0 ⇒ un −

t

(
− u t  ⋅  −  + a. π t − π t = 0 ⇒

)
∂π t  α   α
 α   1 
⇒ πt =  (
u − u t* + 
2  n
) 2 
(
aα 2π t* − π t
e
)
 1 + aα   1 + aα 

e
Assim, quando π t* = π t , temos:
 α 
π t = π t* +  2  n
(
u − u t* )
 1 + aα 
Ou seja, se u t* < u n , isto é, se a meta de desemprego do BC for menor que a taxa natural
de desemprego, então existe viés inflacionário, isto é, π t > π t* .

9) ANPEC 2004:
Ⓞ F. ① F. ② V. ③ F. ④ V.

10) ANPEC 2005:


Ⓞ V. ① F. ② V. ③ V. ④ F.

11) ANPEC 2005:


Ⓞ V. ① V. ② F. ③ V. ④ V.

OBS: No modelo de Mundell-Fleming, perfeita mobilidade de capital equivale à


situação em que a taxa doméstica de juros é sempre igual à taxa de juros externa.
A curva BP mostra as combinações de produto Y e taxa de juros i que equilibra o
balanço de pagamentos, ou seja, que atende NX(Y,Y*,E) + K(i-i*-Ê) = 0 onde K(.)
representa a conta de capital, sendo uma função crescente de (i-i*-Ê) onde Ê é a
taxa esperada de desvalorização cambial.

12) ANPEC 2006:


Ⓞ V. ① F. ② F. ③ V. ④ V.

13) ANPEC 2006:


Ⓞ F. ① V. ② F (anulado, pelo gabarito oficial)
③ V (F pelo gabarito oficial). ④ V.

7
14) ANPEC 2007:
Ⓞ F (V pelo gabarito oficial). ① V. ② F. ③ F.
④ V.

OBS: Sem mobilidade de capital, K(i-i*-Ê) = 0 e, portanto, a curva BP é vertical


sob câmbio fixo.

15) ANPEC 2007:


Ⓞ V. ① F. ② F. ③ F (V pelo gabarito oficial).
④ V.

16) ANPEC 2008:


Ⓞ V. ① F. ② V. ③ F. ④ F.

17) ANPEC 2008:


Pela equação quantitativa da moeda, a taxa de expansão nominal da
moeda mais a taxa de crescimento da velocidade renda é igual à taxa de
variação dos preços mais a taxa de crescimento da renda real.
Pelas informações, obtêm-se que a taxa de variação dos preços é de 5%
no país A e de 2% no país B.
Pela paridade do poder de compra, na sua versão relativa, a taxa de
desvalorização cambial entre dois países é igual à diferença entre as
taxas de inflação dos mesmos. Logo, a taxa de depreciação nominal da
moeda do país A relativamente a do país B será de 3%.

18) ANPEC 2009:


Ⓞ V. ① F. ② V (anulado pelo gabarito oficial). ③ V
④ F.

19) ANPEC 2009:


Ⓞ F. ① V. ② F. ③ V. ④ V.

20) ANPEC 2009:


A oferta de moeda no país A é A$ 15.000 e no país B é B$ 400. Pela teoria
quantitativa da moeda, o nível de preços em A é 30 e em B é 0.4. Portanto a taxa
nominal de câmbio entre A e B será A$ 75/B$.

8
21) ANPEC 2010:

A taxa de juros em pesos é 6% por período. A taxa esperada de desvalorização do


peso é de 2%. Assim, o preço do título do país B em patacas deve ser igual a
50(1.06/1.02), ou seja, $51.96 patacas.

19) ANPEC 2009:

Sob câmbio fixo e perfeita mobilidade de capitais, o impacto da política fiscal é


igual ao multiplicador de gastos. Pelos dados do problema, o multiplicado é igual a
2. Portanto, a variação de 100 nos gastos do governo provoca uma variação na
renda de 200. Pela função de importação, isto causa uma variação nas
exportações líquidas de 20.