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Educação da Criança e do Jovem com Deficiência: informação

útil

Numa época em que a pessoa com deficiência é cada vez mais


vista como alguém que pode e deve ser integrada na sociedade
da qual faz parte, afigura-se importante aflorar algumas
questões pertinentes acerca de como a legislação encara os
direitos e deveres destes cidadãos.

A nível da Educação, durante a idade escolar, os direitos e os deveres são os


mesmos quer para alunos com necessidades educativas especiais (NEE) quer para
crianças sem deficiência.

Tendo, no entanto, em conta a fragilidade da população com deficiência existem


contigentes especiais, para determinadas áreas, como:

- a prioridade na frequência de jardins de infância da rede pública do Ministério da


Educação;

- a permissão para ingressar no Ensino Básico um ano mais tarde do que é


obrigatório (mediante um pedido do respectivo encarregado de educação e um
parecer dos docentes e dos técnicos de apoio educativo e serviços especializados);

- a possibilidade de efectuar a matrícula para o 1.º Ciclo numa escola da zona de


residência ou noutra que, longe da residência, ofereça melhores condições de
acesso bem como recursos de apoio pedagógico que facilitem a integração do aluno
com NEE;

- a matrícula nos 2.º e 3.º Ciclos do Ensino Básico e no Ensino Secundário poder
ser efectuada apenas por disciplinas (desde que seja assegurada a sequencialidade
do regime educativo comum);

- a possibilidade de encaminhamento para instituições de Educação Especial sempre


que a escola oficial se mostrar incapaz de dar resposta ou de satisfazer as
necessidades destes alunos (desde que se esgotem primeiro todos os demais
recursos e medidas especiais de educação que comprovadamente não resultariam
em benefício para o aluno com NEE e que o assentimento da família seja
previamente recolhido);

- o acesso a um regime educativo especial que consta de equipamentos especiais


de compensação, adaptações materiais e curriculares, condições especiais de
avaliação, adequação na organização de classes ou turmas, e ensino especial;

- o direito à isenção total de propinas, taxas e emolumentos relacionados com


matrícula, frequência escolar e certificado de aproveitamento durante a
escolaridade obrigatória bem como direito a seguro escolar e apoios
complementares que promovam a igualdade de oportunidades;

- o direito a contigentes especiais de vagas para os candidatos ao Ensino Superior


com deficiência física ou sensorial.

Para além de todos estes benefícios, destaca-se ainda que a obrigatoriedade quer
de matrícula quer de frequência no Ensino Básico termina com a obtenção do
respectivo diploma ou certificado ou pelo facto de o aluno perfazer 15 anos de
idade durante o ano lectivo em que está inscrito (exceptuando as situações em que
se permite adiar a matrícula). A composição das turmas em que o aluno com NEE
está integrado não pode exceder os 20 elementos e não deve ser feita com mais de
dois elementos com NEE (salvo casos excepcionais adequadamente
fundamentados).

A responsabilidade do programa educativo dos alunos com deficiência recai sobre o


professor de apoio educativo, sendo, no entanto, de extrema importância a
colaboração dos encarregados de educação na elaboração e na revisão do dito
programa e do plano educativo individual dos seus educandos. Quando o aluno com
deficiência não obtém o diploma de Ensino Básico mas necessita de frequentar
acções de formação profissional ou mesmo ingressar num emprego, a solução
passa por dirigir-se à escola frequentada e solicitar um certificado que especifique
as competências alcançadas. Para obter informações mais pormenorizadas é
possível consultar a legislação respectiva e recorrer aos Departamentos do
Ministério da Educação, nomeadamente a Direcções Regionais de Educação,
Centros de Área Educativa e escolas da área de residência do interessado.

Bibliografia: Guia do Jovem com Deficiência, da CML