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Universidade Federal de São Carlos

Centro de Ciências Exatas e de Tecnologia


Departamento de Estatística

I NTRODUÇÃO AO P LANEJAMENTO
E A NÁLISE E STATÍSTICA DE
E XPERIMENTOS (IPAEE)
2 º S EMESTRE DE 2017

P ROF. J OSEMIR R . DE ALMEIDA


(josemirufscar@gmail.com)

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INTRODUÇÃO AO PLANEJAMENTOS E ANÁLISE ESTATÍSTICA DE
EXPERIMENTOS

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INTRODUÇÃO AO PLANEJAMENTOS E ANÁLISE ESTATÍSTICA DE
EXPERIMENTOS

1. Apresentar ao aluno as idéias básicas dos métodos estatísticos


para o planejamento de experimentos bem como os
procedimentos para análise dos dados obtidos.

2. Capacitar o aluno para reconhecer diferentes situações de uso


de procedimentos estatísticos no planejamento de um
experimento e identificar os procedimentos estatísticos para
análise dos dados coletados.

3. Ao final do curso o aluno deverá estar apto de estabelecer de


forma adequada o planejamento de um experimento

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INTRODUÇÃO AO PLANEJAMENTOS E ANÁLISE ESTATÍSTICA DE
EXPERIMENTOS

1. A Estatística e a Experimentação Científica


2. Métodos Básicos para Análise Descritiva e Exploratória de
Dados
3. Introdução à Probabilidade
4. Introdução à Inferência Estatística e ao Planejamento de
Experimentos

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INTRODUÇÃO AO PLANEJAMENTOS E ANÁLISE ESTATÍSTICA DE
EXPERIMENTOS

5. Análise de experimentos com um fator


6. Experimentos Fatoriais
7. Idéias Básicas dos Modelos de Regressão e Superfície de
Resposta
8. Introdução aos Experimentos com Misturas

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INTRODUÇÃO AO PLANEJAMENTOS E ANÁLISE ESTATÍSTICA DE
EXPERIMENTOS

Básica
[1] MONTGOMERY, D. C., RUNGER, G. C. Estatística Aplicada e
Probabilidade para Engenheiros, 4a Edição, LTC Editora, Rio Janeiro, RJ.,
2009.
[2] BARROS NETO, B.; SCARMINIO, I. S.; BRUNS, R. E. Como Fazer
Experimentos: Pesquisa e desenvolvimento na ciência e na indústria.
Campinas: Editora da Unicamp, 2007.
[3] WALPOLE, R. E.; MYERS, R. H; MYERS, S. L.; YE, K. Probabilidade &
Estatística para engenharia e ciências. 8. ed. São Paulo: Pearson Prentice
Hall, 2009. 491 p.

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INTRODUÇÃO AO PLANEJAMENTOS E ANÁLISE ESTATÍSTICA DE
EXPERIMENTOS

Complementar
[1] BLACKWELL, D. Estatística básica. São Paulo: McGraw-Hill do Brasil,
1974.
[2] BOX, G. E. P. ; HUNTER, J. S. ; HUNTER, W. G. Statistics for experimenters:
design, innovation, and discovery. 2. ed. Hoboken: John Wiley & Sons, 2005.
639 p.
[3] CALLEGARI-JACQUES, S. M. Bioestatística: princípios e aplicações. Porto
Alegre: Artmed, 2003. 255 p.
[4] MONTGOMERY, D. C. Design and analysis of experiments. 6. ed. New
York: John Wiley, 2005. 643 p.
[5] MOORE, S. D. Estatística Básica e Sua Prática. 3ª ed. LTC - Livros Técnicos
e Científicos Editora S.A. 2005.
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INTRODUÇÃO AO PLANEJAMENTOS E ANÁLISE ESTATÍSTICA DE
EXPERIMENTOS

A avaliação semestral do aluno será realizada de duas diferentes


formas:

1. A primeira consistirá de três provas individuais nas quais o aluno


será avaliado quanto ao conhecimento adquirido seja do ponto de
vista teórico, aplicado e principalmente de compreensão de como e
quando os métodos apresentados podem e/ou devem ser
utilizados.

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INTRODUÇÃO AO PLANEJAMENTOS E ANÁLISE ESTATÍSTICA DE
EXPERIMENTOS

2. A segunda forma de avaliação será a análise de um conjunto de


dados reais, realizada em grupo (# a definir), cujos resultados e
conclusões deverão ser apresentados na forma de um relatório e de
um seminário. Esta atividade tem por objetivo fazer uma avaliação
da compreensão geral das técnicas apresentadas ao longo do curso,
a partir do estudo de um problema concreto.

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INTRODUÇÃO AO PLANEJAMENTOS E ANÁLISE ESTATÍSTICA DE
EXPERIMENTOS

O seminário deverá ser resultado de uma análise de um conjunto


de dados real para o qual será definido um objetivo cuja verificação
utilize pelo menos uma das técnicas apresentadas ao longo do
curso.
Até (data a definir) os alunos deverão definir o seu grupo.
Até (data a definir) o grupo deverá submeter ao professor um
conjunto de dados real, relacionados a um experimento, para ser
analisado.

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INTRODUÇÃO AO PLANEJAMENTOS E ANÁLISE ESTATÍSTICA DE
EXPERIMENTOS

O professor irá analisar o material submetido para verificar se está


adequado para um trabalho desta disciplina. Caso não esteja, o
professor irá orientar a coletar um outro conjunto de dados.

A avaliação desta atividade irá considerar: a análise realizada, o


relatório escrito, a apresentação oral e a participação do aluno na
apresentação dos demais alunos.

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INTRODUÇÃO AO PLANEJAMENTOS E ANÁLISE ESTATÍSTICA DE
EXPERIMENTOS

Provas/Seminário Datas (a confirmar)


Prova 1 19 /10 / 2017
Prova 2 27 / 11 / 2017
Prova 3 18 / 12 / 2017
Seminário 21 / 12 / 2017

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INTRODUÇÃO AO PLANEJAMENTOS E ANÁLISE ESTATÍSTICA DE
EXPERIMENTOS

MF = 0.3*P1 + 0.3*P2 + 0.2*P3 + 0.2*SEM

sendo:
MF = Média Final
SEM = Seminário
P1 = Prova 1
P2 = Prova 2
P3 = Prova 3

Serão considerados APROVADOS, os alunos com média


igual ou superior a 6.0 (SEIS) e frequência superior a 75%.

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INTRODUÇÃO AO PLANEJAMENTOS E ANÁLISE ESTATÍSTICA DE
EXPERIMENTOS

Conforme determina a portaria 522/06 do CEPE, ao aluno


com média final igual ou superior a 5.0 (MF ≥ 5.0) e frequência
superior a 75% terá direito a uma avaliação complementar que
consistirá de uma única prova abrangendo toda o conteúdo dado
na disciplina.
A avaliação será desenvolvida de acordo com o
cronograma a ser acordado entre o professor e os alunos na
primeira semana de aula do 1º semestre de 2018.
Será considerado aprovado o aluno com avaliação
complementar (AC) igual ou superior a SEIS (6.0). O aluno
aprovado receberá Média Final igual a SEIS (6.0) na disciplina,
independente do valor da avaliação complementar.
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INTRODUÇÃO AO PLANEJAMENTOS E ANÁLISE ESTATÍSTICA DE
EXPERIMENTOS

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INTRODUÇÃO AO PLANEJAMENTOS E ANÁLISE ESTATÍSTICA DE
EXPERIMENTOS

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INTRODUÇÃO AO PLANEJAMENTOS E ANÁLISE ESTATÍSTICA DE
EXPERIMENTOS

• O termo estatística surge da expressão em latim statisticum


collegium (palestra sobre os assuntos do Estado), de onde surgiu a
palavra em italiano statista, que significa "homem de estado“ (político), e
a palavra alemã Statistik, designando a análise de dados sobre o Estado
(wikipedia).
• Aparece como vocabulário na Enciclopédia Britânica em 1797, e adquiriu
um significado de coleta e classificação de dados, no início do sec. XIX
(wikipedia).
• Ou seja, o termo Estatística teve sua origem relacionada com a coleta e
construção de tabelas de dados para o governo.
• A situação evoluiu: a coleta de dados representa somente um dos
aspectos da Estatística.

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INTRODUÇÃO AO PLANEJAMENTOS E ANÁLISE ESTATÍSTICA DE
EXPERIMENTOS

• No século XIX, o desenvolvimento do cálculo de probabilidade e outras


metodologias matemáticas, tais como a técnica de Mínimos Quadrados,
foram fundamentais para o desenvolvimento da Estatística.
• No século XX a Estatística desenvolve-se como uma área específica do
conhecimento a partir do desenvolvimento da Inferência Estatística,
metodologia que faz uso da Teoria das Probabilidades e com ampla
aplicação em ciências experimentais.
• A Estatística hoje consiste em uma metodologia científica para obtenção,
organização e análise de dados oriundos das mais variadas áreas das
ciências experimentais, cujo objetivo principal é auxiliar a tomada de
decisões em situações de incerteza.

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INTRODUÇÃO AO PLANEJAMENTOS E ANÁLISE ESTATÍSTICA DE
EXPERIMENTOS

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INTRODUÇÃO AO PLANEJAMENTOS E ANÁLISE ESTATÍSTICA DE
EXPERIMENTOS

MÉTODO CIENTÍFICO
Os métodos que veremos independem da natureza do
problema ao qual são aplicados. Servem para estudar reações
químicas, sistemas biológicos e processos mecânicos, entre muitos
outros, e também podem varrer todas as possíveis escalas de
interesse, desde uma única reação em bancada até um processo
industrial operando em larga escala.
O denominador comum são os princípios estatísticos
envolvidos, que são sempre os mesmos. Isso não significa
menosprezar o conhecimento técnico que o especialista já detém
sobre o sistema em estudo.
As ferramentas estatísticas, embora valiosas, são um
complemento a esse conhecimento. O ideal é que as duas coisas -
conhecimento básico do problema e a estatística - andem juntas.
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INTRODUÇÃO AO PLANEJAMENTOS E ANÁLISE ESTATÍSTICA DE
EXPERIMENTOS

MÉTODO CIENTÍFICO

Conhecimento Métodos
Técnico
Estatísticos

BOM
SENSO

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INTRODUÇÃO AO PLANEJAMENTOS E ANÁLISE ESTATÍSTICA DE
EXPERIMENTOS

UM PROBLEMA BÁSICO: COLETA DE DADOS

O processo de coleta de dados tem início com a definição


clara do problema de interesse e consequentemente da população
(ou região experimental) para a qual deve ser tomada a decisão.

Procedimentos básicos de coleta de dados podem ser


utilizados em qualquer área de conhecimento.

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INTRODUÇÃO AO PLANEJAMENTOS E ANÁLISE ESTATÍSTICA DE
EXPERIMENTOS
UM PROBLEMA BÁSICO: COLETA DE DADOS
Estudo retrospectivo: os dados são obtidos a
partir de informações históricas relacionadas ao
1. ESTUDOS RETROSPECTIVOS; problema investigado.
Experimentos planejados: variações
2. ESTUDOS OBSERVACIONAIS; deliberadas ou propositais são
introduzidas de forma a ser possível
avaliar as variáveis controláveis do
3. EXPERIMENTOS PLANEJADOS; sistema ou processo a fim de se
Estudo observacional: os dados são obtidos a identificar aquelas responsáveis por
partir da observação de elementos da população mudanças nas medidas de interesse
ou registros do processo em estudo, sem, no de acordo com a hipótese em
entanto, realizar qualquer intervenção ou estudo.
perturbação das condições existentes.

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INTRODUÇÃO AO PLANEJAMENTOS E ANÁLISE ESTATÍSTICA DE
EXPERIMENTOS

OBSERVAÇÕES FINAIS:
• Essência de um bom planejamento: projetar um
experimento que forneça exatamente o tipo de informação
que procuramos.
• Para isso, precisamos saber, em primeiro lugar, o que
estamos procurando. Parece óbvio, mas não é bem assim.
• Bom experimentador: uma pessoa que sabe o que quer.
• Dependendo do que se deseja, algumas técnicas serão mais
vantajosas, enquanto outras serão simplesmente inócuas.

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INTRODUÇÃO AO PLANEJAMENTOS E ANÁLISE ESTATÍSTICA DE
EXPERIMENTOS

OBSERVAÇÕES FINAIS:
AO SE DEPARAR COM A NECESSIDADE DE REALIZAR UM
EXPERIMENTO, REFLITA!

O que eu gostaria de ficar sabendo quando o


experimento tiver terminado?

Se você não sabe para onde está indo, vai terminar


chegando a outro lugar!

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Pense....

Não deixe que as pessoas te façam


desistir daquilo que você quer.
Acredite. Lute. Conquiste. E acima de
tudo, seja feliz e faça as coisas por
amor.

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