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SUMÁRIO

ADMINISTRAÇÃO ORÇAMENTÁRIA E FINANCEIRA


Cc

Capítulo 1 - Leis Orçamentárias e Tipos/Técnicas Orçamentarias.


Teoria .............................................................................................................................................................................. 02
Exercícios......................................................................................................................................................................... 11
Capítulo 2 - Ciclo Orçamentário
Teoria .............................................................................................................................................................................. 24
Exercícios......................................................................................................................................................................... 30
Capítulo 3 - Créditos Adicionais
Teoria .............................................................................................................................................................................. 38
Exercícios......................................................................................................................................................................... 41
Capítulo 4 - Princípios Orçamentários
Teoria .............................................................................................................................................................................. 49
Exercícios......................................................................................................................................................................... 53
Capítulo 5 - Receitas Públicas.
Teoria .............................................................................................................................................................................. 56
Exercícios......................................................................................................................................................................... 63
Capítulo 6 - Despesas: Estágios e Classificação
Teoria .............................................................................................................................................................................. 79
Exercícios......................................................................................................................................................................... 87
Capítulo 7 - Restos a Pagar - RP - e Despesas de Exercícios Anteriores – DEAs.
Teoria ............................................................................................................................................................................ 100
Exercícios....................................................................................................................................................................... 103
Capítulo 8 - Descentralização.
Teoria ............................................................................................................................................................................ 110
Exercícios....................................................................................................................................................................... 114
Capítulo 9 - Lei de Responsabilidade Fiscal - LRF
Teoria ............................................................................................................................................................................ 120
Exercícios....................................................................................................................................................................... 129
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MPU - Técnico Administrativo
AFO + LRF Teoria e Exercícios

Capítulo 1 - Leis Orçamentárias e Tipo/Técnicas Orçamentárias


1) Introdução

2) Conceitos
Instrumento de planejamento governamental em que constam as despesas da administração pública para um
ano, em equilíbrio com a arrecadação das receitas previstas.
É o documento onde o governo reúne todas as receitas arrecadadas e programa o que de fato vai ser feito com
esses recursos.
É onde se alocam os recursos destinados a hospitais, manutenção das estradas, construção de escolas,
pagamento de professores.
É no orçamento onde estão previstos todos os recursos arrecadados e para onde esses recursos serão destinados.
(MPDG/2018)
Para saber mais
O Direito Orçamentário e o Financeiro têm por objeto a disciplina jurídica de toda a atividade de
planejamento e finanças do Estado e abrange receitas, despesas e créditos públicos.

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A
As outras disciplinas que lhes orbitam se relacionam com aquelas, agindo como premissas norteadoras quanto

F
a melhor e mais eficiente forma de interpretação legal e doutrinária.
3) Tipos e Técnicas de Orçamento
3.1) Orçamentos Adotados no Brasil O

3.2) Quadro-Resumo dos Tipos e das Técnicas do Orçamento

Variáveis Adotado pelo


Sinônimo Busca (va)
Tipos Brasil

Programa Moderno Objetivos e Resultados

Tradicional Clássico Objetos e Meios


Sim
Participação aberta a todos os cidadãos, embora
Participativo¹ Gerencial
apenas na formulação e acompanhamento

Base Zero Estratégico Análise, Revisão e Avaliação de Despesas

Incremental Adicional Ajustes marginais na Receita e na Despesa


Não
Objetos e Programas de Trabalho, bem como
Desempenho Funcional
objetivos sem planejamento
¹Sua aplicação se restringe ao âmbito Municipal e ao do Distrito Federal.
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4) Instrumentos de Planejamento
4.1) Plano Plurianual - PPA
4.1.1) Conteúdo consta na Constituição Federal/88 - CF/88 (art. 165, § 1º)
A lei que instituir o plano plurianual estabelecerá, de forma regionalizada, as
diretrizes, objetivos e metas da administração pública federal para as despesas
de capital e outras delas decorrentes e para as relativas aos programas de
duração continuada.

Para saber mais

O "DOM" será estabelecido de forma __________________________________ para atender a despesas:


A)

B)

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A
Para saber mais
Os planos e programas nacionais, regionais e setoriais previstos na CF/88 serão elaborados em consonância F
com o plano plurianual e apreciados pelo Congresso Nacional.
Para saber mais O
A regionalização do "DOM" atenderá as desigualdades inter-regionais de nosso país.
4.2) Lei de Diretrizes Orçamentárias - LDO
4.2.1) Conteúdo consta na Constituição Federal - CF/88 (art. 165, § 2º)
A lei de diretrizes orçamentárias compreenderá as metas e prioridades da
administração pública federal, incluindo as despesas de capital para o exercício
financeiro subsequente, orientará a elaboração da lei orçamentária anual,
disporá sobre as alterações na legislação tributária e estabelecerá a política de
aplicação das agências financeiras oficiais de fomento.

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4.3) Lei Orçamentária Anual - LOA.


4.3.1) Conteúdo consta na Constituição Federal - CF/88 (art. 165, § 5º)
§ 5º A lei orçamentária anual compreenderá:
I - o orçamento fiscal referente aos Poderes da União, seus fundos, órgãos e
entidades da administração direta e indireta, inclusive fundações instituídas e
mantidas pelo Poder Público;
II - o orçamento de investimento das empresas em que a União, direta ou
indiretamente, detenha a maioria do capital social com direito a voto;
III - o orçamento da seguridade social, abrangendo todas as entidades e órgãos
a ela vinculados, da administração direta ou indireta, bem como os fundos e
fundações instituídos e mantidos pelo Poder Público.

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Para saber mais
EC 95/16 - Novo Regime Fiscal (Limite (ou teto) para a realização das Despesas Primárias) F
O

Para saber mais


DPC: (DPAA + IP) - RPP

Onde:
DPC: Despesas Primárias Correntes (X3)
DPAA: Despesas Primárias do Ano Anterior (X2)
IP: Inflação do Período (1º/07/X1 a 30/06/X2)
RP: Restos a Pagar Pagos em X3 (despesas não pagas e inscritas em RP em X2)
Para saber mais - Atenção: tal emenda é aplicada (com):

 Apenas à União, para todos os órgãos e Poderes da República;


 Apenas para o Orçamento Fiscal e da Seguridade Social;
 Vigência de 20 anos (até 2036), como possibilidade de revisão daqui a 10 anos (2026);
 Finalidade de controle econômico e fiscal;
 Exceções: fundos CF/88, créditos extraordinários, despesas eleitorais em ano de eleição, aumento de capital de
empresas estatais não dependentes;
 Algumas penalidades: não realização de concursos, criação de despesa obrigatória, etc..
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4.3.2) Alcance

4.3.3) Função de diminuir desigualdades inter-regionais:


Orçamentos (da LOA):
Critério:
Compatibilizada:
4.3.4) Renúncias de receitas:
O projeto de LOA será acompanhado de demonstrativo regionalizado do efeito, sobre as receitas e despesas,
decorrente de isenções, anistias, remissões, subsídios e benefícios de natureza financeira, tributária e creditícia
(Renúncias Fiscais). Ex.: Nota legal em Brasília.
Para saber mais - à matéria orçamentária, o art. 167 da Constituição veda, expressamente, o que consta em:

a) o início de programas ou projetos não incluídos na lei orçamentária anual;


b) a realização de despesas ou a assunção de obrigações diretas que excedam os créditos orçamentários
ou adicionais;
c) a realização de operações de créditos que excedam o montante das despesas de capital, ressalvadas as
autorizadas mediante créditos suplementares ou especiais com finalidade precisa, aprovados pelo Poder
Legislativo por maioria absoluta (Regra de Ouro);
d) a transposição, o remanejamento ou a transferência de recursos de uma categoria de programação
para outra ou de um órgão para outro, sem prévia autorização legislativa, salvo às áreas de ciência e
tecnologia;

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e) a concessão ou utilização de créditos ilimitados;
f) a utilização, sem autorização legislativa específica, de recursos dos orçamentos fiscal e da seguridade F
social para suprir necessidade ou cobrir déficit de empresas, fundações e fundos, inclusive dos mencionados
no art. 165, § 5º;
O
g) a instituição de fundos de qualquer natureza, sem prévia autorização legislativa.
h) a transferência voluntária de recursos e a concessão de empréstimos, inclusive por antecipação de
receita, pelos Governos Federal e Estaduais e suas instituições financeiras, para pagamento de despesas com
pessoal ativo, inativo e pensionista, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios.
i) a utilização dos recursos provenientes das contribuições sociais para a realização de despesas distintas
do pagamento de benefícios do regime geral de previdência social.
4.3.5) Processos Formais das leis orçamentárias
4.3.5.1) Parte Geral

Enviadas pelo* Até** Para o/Devolvidas pelo Até** Para o

PPA

LOA

LDO

Para saber mais


* se o projeto de LDO não for enviado no prazo previsto acima, o Congresso Nacional deverá considerar como
proposta a LDO vigente.
** Prazos aplicados apenas à esfera federal, porquanto cada ente da federação tem autonomia para
estabelecer seus próprios prazos de envio e de devolução de acordo com suas nuances políticas, geográficas,
gerenciais.
4.3.5.2) Parte Específica

Proposta Vigência

PPA

LOA

LDO

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Para saber mais - processo de alteração do PPA

* Nenhum investimento cuja execução ultrapasse um exercício financeiro poderá ser iniciado sem prévia inclusão no plano
plurianual, ou sem lei que autorize a inclusão, sob pena de crime de responsabilidade. (§ 1º, art. 167, da CF/88)

5) As peças orçamentárias são leis:


1) Ordinárias: necessitam de maioria simples para sua aprovação;
2) Temporárias: são autorrevogáveis;
3) Autorizativas: não são de execução obrigatória, salvo as emendas (impositivas) de execução obrigatórias;
4) Apenas em sentido Formal: nos seus processos e nas suas competências;
5) Especiais: de ciclo orçamentário distinto, exigindo celeridade e qualidade nas etapas orçamentárias;
6) Natureza Jurídica: elas não geram direito subjetivo, isto é, não dão ao cidadão o direito de requerer, em qualquer
instância, que algo seja executado, bem como, no Brasil, não interferem nas relações entre os sujeitos passivos e ativos
das diversas obrigações tributárias, econômicas e fiancneiras;
7) "Irrejetáveis": o envio e aprovação delas são atividades vinculadas, não comportando, portanto, rejeições, salvo no
tocante à LOA.
Para saber mais
Leis
Variáveis
PPA LDO LOA
PLANO Estratégico Tático Operacional
CONTEÚDO DOM MEDO FIS - ReDe
TEMPO MÉDIO – 4 anos Curto – mínimo 12 meses Curto – 1 ano
ABRANGÊNCIA Abstrata e Subjetiva Preparatória Concreta e Objetiva
INICIATIVA Poder Executivo
ENVIO Até 31/08 - quadrienal Até 15/04 - anualmente Até 31/08 - anualmente
RECEBIMENTO Poder Legislativo
APROVAÇÃO Até 22/12 Até 17/07 Até 22/12

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EXERCÍCIOS
JULGUE CERTA OU ERRADA F
1. (ANTAQ_Técnico Administrativo) O projeto de lei do plano plurianual da União deve ser encaminhado até quatro
meses antes do encerramento do primeiro exercício financeiro de cada mandato do chefe do executivo e devolvido, para O
sanção, até o encerramento da sessão legislativa. Esse prazo não é obrigatório para os demais entes da Federação.
2. (ANTAQ_Analista Administrativo) De acordo com as normas constitucionais vigentes, o plano plurianual (PPA)
deve ser elaborado em consonância com os planos e programas nacionais, regionais e setoriais.
3. (FUB_Auditor) No âmbito federal, o projeto de lei do plano plurianual será encaminhado anualmente pelo Poder
Executivo ao Congresso Nacional até quatro meses antes do encerramento do exercício.
4. (ANA_Contador) O orçamento de investimentos das empresas em que o Estado, indiretamente, detenha a minoria do
capital social com direito a voto não fará parte da lei orçamentária anual.
5. (TJ/ES_Analista Administrativo) O encaminhamento para discussão e aprovação do Congresso Nacional do projeto
de lei de diretrizes orçamentárias deve, impreterivelmente, ser feito até oito meses e meio antes do exercício financeiro.
6. (CADE/AGENTE ADMIN) O papel desempenhado pela lei de diretrizes orçamentárias é de fundamental importância
para a integração entre o plano plurianual e o orçamento anual.
7. (CADE/AGENTE ADMIN) De acordo com o modelo de integração entre planejamento e orçamento, o orçamento
anual constitui-se um instrumento de curto prazo que operacionaliza os programas setoriais e regionais de médio prazo.
8. (CADE/AGENTE ADMIN) A elaboração do plano plurianual, ao contrário de sua revisão, deve ser considerada
como etapa do processo de integração entre o planejamento e o orçamento público federal.
(CNJ - Analista Administrativo)
9. Considere que os Poderes Executivo e Judiciário tenham firmado convênio para expandir a presença da justiça no
interior do país, em resposta ao aumento da criminalidade, ficando o Poder Executivo responsável pela construção de
novas edificações para o funcionamento conjunto de órgãos do Poder Judiciário e da defensoria pública. Nessa situação,
apesar de o convênio ter sido firmado durante a vigência de um PPA que não previa essas despesas, cuja duração seria
superior a um exercício financeiro, não é necessária a alteração imediata do PPA, bastando a inclusão desse novo item
de gasto na LOA em vigência.
10. A elaboração do orçamento compreende o estabelecimento de plano de médio prazo (quatro anos) ou PPA; lei
orientadora ou lei de diretrizes orçamentárias (LDO); e orçamento propriamente dito ou LOA.
11. (INMETRO - Analista Administrativo) O PPA tem a mesma duração do mandato do chefe do Poder Executivo e
coincide integralmente com este.
12. (TCU_AUDITOR) A lei orçamentária anual é de iniciativa do presidente da República, mas admite análise
parlamentar.
13. (MDIC/Agente Administrativo_2014) De acordo com a lei orçamentária anual, os orçamentos das empresas estatais
dependentes e independentes constam do orçamento de investimento.
(STJ/Analista Administrativo - com adaptações) Tendo como referência os conceitos e as normas aplicáveis ao
orçamento público, julgue os itens a seguir.
14. Ao reconhecer-se, ao final de um bimestre, a frustração na realização da receita, pode ser necessário rever as metas
fiscais estabelecidas na lei de diretrizes orçamentárias (LDO), uma vez que, dependendo das dimensões do problema, o
descumprimento de tais metas poderia comprometer também o cumprimento dos objetivos do plano plurianual (PPA).
Isso evidencia que, mesmo durante a execução do orçamento anual, é possível e por vezes necessário promover
alterações na LDO e no PPA.

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15. Considerando que a lei orçamentária para 2018 incluiu, tanto na estimativa da receita como na fixação da despesa, a
importância aproximada de R$ 1,1 Trilhão a título de refinanciamento da dívida pública federal, é correto afirmar que a
União poderá emitir o referido montante em títulos públicos para rolar o mesmo montante em títulos vencíveis durante o
exercício ou utilizar parte do orçamento fiscal para quitar tal débito.
16. A medição dos resultados da ação governamental é um elemento-chave do orçamento-programa. Nos níveis
intermediários da administração, a mensuração é feita com base nos resultados dos programas, mediante o
estabelecimento de metas ou produtos, o que constitui uma medida da eficiência da organização.
(MPOG_Analista-Técnico Administrativo_2015)
17. Caso determinado produto alimentício, com características de uma commodity, esteja com preços elevados e o
governo adquira parte dos estoques para revendê-los internamente a preços subsidiados, a diferença entre os preços de
compra e revenda constituirá subvenção econômica e requererá autorização em lei especial.
18. No Brasil, o marco legal considerado como referência para a adoção do modelo orçamentário-padrão, para as três
esferas de governo, foi a Lei n.º 4.320/1964, inclusive no que diz respeito a um plano de contas para toda a
administração pública.
19. A função de reduzir desigualdades inter-regionais, atribuída aos orçamentos, orienta a elaboração do orçamento da
seguridade social no sentido de destinar proporcionalmente maiores números e valores de benefícios previdenciários
para as regiões mais pobres do país.
20. Conforme determinação da CF, o plano plurianual deve ser elaborado em consonância com os planos e programas
nacionais, regionais e setoriais. A explicação para essa vinculação reside no fato de que tais planos e programas
apresentam maior duração e são mais específicos.
21. (Secretaria de Educação /DF - Contador - 2017) A técnica do orçamento-programa é aquela cuja ênfase reside no
controle contábil do gasto em si, não se preocupando com os objetivos econômicos e sociais do gasto público.
(TCE/PA - ACE - Administração 2016)
22. O PPA estabelece não só as despesas de capital, mas também outras despesas delas decorrentes.
23. Alterações na legislação tributária deverão estar dispostas na LDO.
24. (IPEA - Técnico) A natureza jurídica da lei orçamentária anual no Brasil não interfere nas relações entre os sujeitos
passivos e ativos das diversas obrigações tributárias.
(TST - Analista Administrativo)
25. O orçamento-programa se diferencia do orçamento incremental pelo fato de que este último pressupõe uma revisão
contínua da estrutura básica dos programas, com aumento ou diminuição dos respectivos valores.
26. A principal característica do orçamento-programa, em contraposição com os orçamentos tradicionais, é a ênfase no
objetivo — e não no objeto — do gasto. Em organizações mais simples, que desempenham uma única função, a
indicação do objeto do gasto ou a natureza da despesa é suficiente para se identificar, ainda que indiretamente, o
objetivo dos dispêndios realizados pela unidade responsável.
27. As chamadas renúncias de receitas, apesar de não representarem dispêndios de recursos, devem ser objeto de
estimativa que acompanha o projeto de lei orçamentária, de forma a se evidenciarem os seus efeitos segundo critério de
distribuição regional dessas renúncias.
28. (TRE/PI - Analista Administrativo - 2016)A autorização para aumento de remuneração dos membros do Poder
Legislativo deve estar contida no PPA.
29. (INMETRO) O orçamento base zero (OBZ) visa especialmente instrumentalizar as ações gerenciais, que se
caracterizam por apresentar duas dimensões do orçamento: o objeto de gasto e um programa de trabalho.

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A
(IPS/ES-CONTADOR) O orçamento público, a par da evolução do tradicional para o moderno, é caracterizado por

F
diversos aspectos que têm pesos diferentes ao longo do tempo. Com relação aos tipos de orçamento e às suas
características, julgue os itens.
30. O orçamento tradicional, ao colocar em segundo plano os aspectos jurídicos, desconsiderava o critério da
neutralidade.
O
31. O orçamento moderno nasceu sob a égide do primado dos aspectos econômicos, deixando em segundo plano as
questões atinentes à programação.
32. No orçamento-programa, a alocação dos recursos está dissociada da consecução dos objetivos
33. (TCU - AOP) O orçamento-programa substitui vantajosamente o orçamento incremental visto que permite uma
revisão na estrutura dos programas de governo, inclusive quanto à importância relativa de cada um deles na composição
do orçamento público.
34. (SAD/PE - adaptada) O orçamento participativo é, atualmente, a técnica orçamentária adotada pela União.
(TCU-AOP) Acerca do orçamento-programa, julgue os itens seguintes.
35. Um dos desafios do orçamento-programa é a definição dos produtos finais de um programa de trabalho. Certas
atividades têm resultados intangíveis e que, particularmente na administração pública, não se prestam à medição, em
termos quantitativos.
36. O orçamento-programa substitui vantajosamente o orçamento tradicional visto que permite uma revisão na estrutura
dos programas de governo, inclusive quanto à importância relativa de cada um deles na composição do orçamento
público.
(TCE/RN - ICE - Administração_2015)
37. A atuação do governo nas modernas economias capitalistas deve restringir-se à promoção de ajustamentos na
alocação de recursos e na distribuição de renda.
38. O orçamento fiscal poderá destinar recursos para despesas operacionais e de manutenção de empresas públicas e
sociedades de economia mista com participação governamental no capital social.
39. (TCU - Técnico de Controle Externo) O princípio da legalidade dispõe que o orçamento deve ser objeto de uma lei
resultante de processo legislativo completo. Isso não impede que o orçamento seja às vezes entendido como uma lei
especial, ou lei apenas no sentido formal, já que o seu conteúdo guarda mais correlação com os atos administrativos que
propriamente com preceitos legais.
40. (TCE/PE - Analista de Controle Externo - Auditoria de Contas Públicas - 2017) Integram o orçamento fiscal,
previsto na lei orçamentária anual, os fundos de incentivos fiscais e o orçamento das empresas públicas independentes.
41. (SEE/DF - Professor de Educação Básica - Administração_2017) Criado no Brasil pelo Decreto-lei n.º 200/1967, o
orçamento-programa foi concebido como instrumento de planejamento, de gerenciamento e de controle dos recursos da
administração pública, de forma a aperfeiçoar o cumprimento dos objetivos previamente estabelecidos. Nesse sentido,
as necessidades financeiras das unidades organizacionais deverão ser priorizadas na elaboração do orçamento.
(TCE/PA - ACE - Administração 2016)
42. A LOA é composta integralmente por dois orçamentos: o fiscal e o da seguridade social.
43. As políticas das agências financeiras oficiais de fomento deverão ser estabelecidas na LDO.
44. Com duração de quatro anos, a vigência do PPA coincidirá com os quatro anos do mandato do presidente da
República eleito.
45. Considerando-se a definição dos termos crédito e recurso no contexto da técnica orçamentária, é correto afirmar que
a execução financeira trata da utilização dos créditos consignados na LOA.

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46. A lei de diretrizes orçamentárias (LDO) pode conter dispositivos que instituam, suprimam, reduzam ou ampliem
alíquotas de tributos.
(TCE/PA - ACE - Contabilidade 2016)
47. Considerando-se a definição dos termos crédito e recurso no contexto da técnica orçamentária, é correto afirmar que
a execução financeira trata da utilização dos créditos consignados na LOA.
48. Além de ser um dos instrumentos de gestão mais antigos da administração pública, o orçamento público é um
conceito estático cujas funções têm permanecido inalteradas desde a sua criação.
49. O foco primordial do orçamento tradicional é o detalhamento da despesa, e não o atendimento às necessidades da
sociedade ou aos objetivos que motivam a elaboração do orçamento.
50. (TRE/PI - Analista Administrativo - 2016) O PPA deve estabelecer como uma de suas despesas os recursos de
operação e manutenção de investimentos em bens de capital.
(MPU - Analista de Finanças e Controle - 2015)
51. Por meio do orçamento-programa é possível expressar, com maior veracidade, a responsabilidade do governo para
com a sociedade, visto que o orçamento deve indicar com clareza os objetivos da nação.
52 As políticas públicas correspondem à soma das atividades articuladas pelos governos para melhorar a vida dos
cidadãos. As decisões e análises sobre políticas públicas implicam responder às seguintes questões: Quem ganha o quê?
Por quê? e Que diferença isso faz?
53. De acordo com a Constituição Federal, os planos e os programas nacionais, regionais e setoriais devem ser
elaborados em consonância com o plano plurianual (PPA) e apreciados pelo Congresso Nacional. Devido à sua relação
com o PPA, os programas nacionais, regionais e setoriais não podem ter duração superior a quatro anos.
56. A programação financeira tem o objetivo de ajustar o ritmo de execução do PPA ao fluxo provável de recursos
financeiros, de modo a executar os programas de trabalho.
55. O PPA possui duração de quatro anos, com vigência até o final do mandato presidencial subsequente, devendo ser
encaminhado até quatro meses antes do encerramento do exercício financeiro e devolvido para a sanção até o
encerramento da sessão legislativa.
56. Em função da autonomia dos poderes, o Poder Executivo não poderá fixar limites de gastos com pessoal do Poder
Judiciário.
(IPHAN - Auxiliar Institucional - Cargo 3/Área 1 - 2018)
57. Orçamento é o plano contábil que expressa como as ações de governo serão executadas, por meio da aplicação de
recursos (despesas) e suas formas de financiamento (receitas).
58. O orçamento público tem, entre outras funções, a de reduzir as desigualdades entre as diversas regiões do país.
59. Isenções e anistias financeiras podem ser concedidas pela União, desde que seus efeitos sejam apresentados em
demonstrativos que acompanhem o projeto de lei orçamentária submetido à apreciação legislativa.
60. (IPHAN - Analista - Cargo 1/Área 5 - 2018) Caso o projeto da lei de diretrizes orçamentárias não seja apresentado
no prazo previsto pela Constituição Federal de 1988, o Congresso Nacional poderá considerar como proposta a lei de
diretrizes orçamentárias ainda em vigor.
1C 2E 3E 4C 5C 6C 7C 8E 9E 10C
11E 12C 13E 14C 15C 16E 17C 18C 19E 20E
21E 22C 23C 24C 25E 26C 27C 28E 29C 30E
31E 32E 33C 34E 35C 36C 37E 38C 39C 40E
41E 42E 43C 44E 45E 46E 47E 48E 49C 50C
51C 52C 53E 54E 55E 56C 57E 58C 59C 60E

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A
ASSINALE A OPÇÃO CORRETA
1. (TCESE) A lei que estabelece as diretrizes, os objetivos e metas da administração pública é a lei F
(A)Orçamentária Anual.
(B)de Diretrizes Orçamentárias.
O
(C)de Plano Plurianual.
(D)de Plano Diretor.
(E)de Planos Nacionais de Desenvolvimento.
2. (TCE/GO) A elaboração do Plano Plurianual, previsto pela Constituição Federal de 1988, é de competência do
Poder Executivo. É correto afirmar que a Lei que o instituir estabelecerá de forma
(A) regionalizada, as diretrizes, objetivos e metas da administração pública federal para as despesas de capital e
despesas correntes e para as relativas aos programas de duração continuada.
(B) regionalizada, as diretrizes, objetivos e metas da administração pública federal para as despesas de custeio e outras
dela decorrentes e para as relativas aos programas de duração continuada.
(C) regionalizada, as diretrizes, objetivos e metas da administração pública federal para as despesas de capital e outras
delas decorrentes e para as relativas aos programas de duração continuada.
(D) centralizada, as diretrizes, objetivos e metas da administração pública federal para as despesas de capital e despesas
correntes e para as relativas aos programas definidos como emergenciais pelo Poder Executivo.
(E) centralizada, as diretrizes, objetivos e metas da administração pública federal para as despesas com pessoal até o
limite fiscal previsto na Lei de Responsabilidade Fiscal e para as relativas aos programas definidos como emergenciais
pelo Poder Executivo.
3. AL/PE_Consultor Legislativo - Orçamento Público - Desenvolvimento Econômico) A respeito da Lei de
Diretrizes Orçamentárias é correto afirmar que
(A) antecede o Plano Plurianual – PPA, estabelecendo as diretrizes, objetivos e metas da Administração para o ciclo
correspondente.
(B) condiciona a Lei Orçamentária Anual, estimando as receitas e fixando as despesas para o exercício subsequente.
(C) obedece aos parâmetros fixados no Plano Plurianual e na Lei Orçamentária, constituindo instrumento de
monitoramento e gestão.
(D) orienta a elaboração da Lei Orçamentária Anual, estabelecendo metas e prioridades para o exercício subsequente.
(E) substitui a Lei Orçamentária Anual quando a mesma não tenha sido aprovada até a data limite fixada na
Constituição Federal.
4. (AL/PE_Consultor Legislativo - Orçamento Público - Desenvolvimento Econômico) A Lei Orçamentária Anual
deverá contemplar, obrigatoriamente, os orçamentos de
(A) custeio e investimento.
(B) pessoal ativo e inativos.
(C) investimento e custeio das estatais.
(D) seguridade social e investimento das estatais.
(E) admissão direta e indireta.

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5. (TRT/12°_Analista de Contabilidade) Nos termos da Constituição Federal de 1988, é instrumento de


planejamento que tem, entre suas funções, a de reduzir desigualdades inter-regionais, segundo o critério
populacional,
(A) o Fundo de Participação dos Municípios.
(B) o Orçamento da Seguridade Social.
(C) o Orçamento Fiscal dos Órgãos e Entidades da Administração Direta e Indireta.
(D) o Plano Diretor.
(E) a Lei de Diretrizes Orçamentárias.
6. (DPE/RS_ Analista Adminitração) Em relação à Lei Orçamentária Anual, a qual compreende o orçamento
fiscal, investimento das empresas e seguridade social, é correto afirmar que o orçamento
(A) da seguridade social, abrange todas as entidades e órgãos a ela vinculados, da administração direta ou indireta, bem
como os fundos e fundações instituídos e mantidos pelo Poder Público.
(B) de investimento das empresas abrange todas as despesas correntes e de capital das empresas estatais em que a União
participe do seu capital social com ou sem direito a voto.
(C) fiscal abrange somente as receitas tributárias e as despesas a elas vinculadas.
(D) da seguridade social abrange apenas as receitas de contribuições dos servidores ativos e inativos e as despesas com
pagamentos de aposentadorias e pensões.
(E) fiscal estabelece normas de gestão orçamentária, financeira e patrimonial da administração pública direta e indireta,
bem como as condições para a instituição e funcionamento de fundos.
7. (DPE/RS_Analista Administração) Considerando a Lei Orçamentária Anual, um instrumento de
planejamento é correto afirmar que
(A) não consignará dotação para investimento com duração superior a um exercício financeiro que não esteja previsto
no plano plurianual ou em lei que autorize a sua inclusão.
(B) consignará crédito com finalidade imprecisa destinado somente à realização de despesas imprevisíveis e/ou
urgentes.
(C) conterá Anexo de Riscos Fiscais, onde serão avaliados os passivos contingentes e outros riscos capazes de afetar as
contas públicas, informando as providências a serem tomadas, caso se concretizem.
(D) compreenderá as metas e prioridades da Administração pública, incluindo as despesas de capital para o exercício
financeiro subsequente.
(E) estabelecerá, de forma regionalizada, as diretrizes, objetivos e metas da Administração pública para as despesas de
capital e outras delas decorrentes e para as relativas aos programas de duração continuada.
8. (TCE/GO) “Os conceitos utilizados em avaliação foram desenvolvidos pela economia e estão associados à
função de produção que vincula recursos, insumos, processos e produtos.” (Cohen; Franco, 2004). Em relação à
avaliação de projetos, considere:
I. A cobertura de um projeto é o grau em que se alcançam os objetivos e metas de tal projeto em um determinado
período de tempo.
II. A eficiência, nos casos em que a quantidade de produto estiver predeterminada, refere-se à minimização do custo
total do projeto.
III. A eficácia e eficiência das metas e objetivos intermediários é uma condição necessária, mas não suficiente para a
consecução dos objetivos finais de um projeto.

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A
IV. A efetividade é expressa pela relação entre o custo real e o custo programado em um determinado período de tempo.
Está correto o que se afirma APENAS em F
(A) I e II. (B) I e III. (C) II e III. (D) II e IV. (E) III e IV.
9. (TCE/GO) O orçamento-programa se diferencia do orçamento tradicional
O
(A) pela alocação de recursos visar à consecução de objetivos e metas.
(B) pela ênfase na legalidade no cumprimento do orçamento.
(C) por estar dissociado dos processos de planejamento e programação das ações públicas.
(D) pela inexistência de sistemas de acompanhamento e medição do trabalho.
(E) por adotar como principais critérios de classificação: unidades administrativas e elementos de despesa.
10. (TCM/CE) Em relação ao orçamento público, é correto afirmar que a Constituição Federal de 1988
(A) estabelece que o PPA, a LDO e a LOA, todos instrumentos de planejamento orçamentário, são leis de iniciativa
conjunta dos Poderes Executivo e Legislativo.
(B) permite, de forma excepcional, a utilização de créditos orçamentários ilimitados para a reserva de contingência, que
é destinada a despesas imprevisíveis e urgentes decorrentes de guerra, comoção interna ou calamidade pública.
(C) prevê que a abertura de crédito extraordinário ou especial será admitida para atender a despesas imprevisíveis e
urgentes decorrentes de guerra, comoção interna ou calamidade pública.
(D) determina que a LOA não conterá dispositivo estranho à previsão de receita e à fixação de despesa, incluindo-se
nessa proibição a autorização para a abertura de créditos suplementares.
(E) dita que tanto o PPA como a LDO devem conter dispositivos que tratem do planejamento relacionado às despesas de
capital.
11. (IBGE - Analista de Orçamento) O orçamento-programa, na concepção original da Organização das Nações
Unidas (ONU), é tido como um sistema em que se presta particular atenção às coisas que um governo realiza
mais do que às coisas que adquire. Desta forma, caso um ente público elabore sua proposta orçamentária com
base na técnica do orçamento-programa, um elemento que NÃO está entre os essenciais é a identificação dos(as):
(A) custos dos programas, identificados por meio dos insumos necessários para a obtenção dos resultados;
(B) instrumentos de integração dos esforços governamentais para concretização dos objetivos (programas);
(C) medidas de desempenho para as realizações e os esforços despendidos na execução dos programas;
(D) necessidades das unidades organizacionais para subsidiar as decisões orçamentárias;
(E) objetivos e propósitos perseguidos pela instituição e para os quais serão utilizados os recursos orçamentários.
12. (IBGE - Analista de Orçamento) De acordo com o Decreto-Lei nº 200/1967, a Administração Direta se
constitui dos serviços integrados na estrutura administrativa dos poderes que compõem o ente. Considerando a
estrutura da Administração Pública Federal, o único órgão que NÃO integra essa estrutura é:
(A) Banco Central do Brasil;
(B) Controladoria Geral da União;
(C) Ministério da Defesa;
(D) Ministério Público Federal;
(E) Receita Federal do Brasil.

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13. (FAPEAL) Analise os três tipos de orçamento, relacionando a primeira coluna de acordo com a segunda:
1. Plano Plurianual;
2. Lei de Diretrizes Orçamentárias;
3. Lei Orçamentária Anual.
( ) Representa um pré-orçamento, cabendo-lhe, previamente, proceder às indicações das prioridades e dos critérios para
feitura do Orçamento anual.
( ) É o instrumento utilizado para estimar a receita e fixar a despesa, evidenciando a política econômico-financeira e o
programa de trabalho do governo.
( ) É um instrumento que estabelece de forma regionalizada, as diretrizes, objetivos e metas da Administração Pública
para as despesas de investimento e outras de natureza correlata, dispondo ainda sobre os programas de duração
continuada.
Marque a sequencia correta.
A) 2; 3; 1 B) 2; 1; 3 C) 1; 3; 2 D) 3; 1; 2 E) 1; 2; 3
14. (MPOG-APO) Aponte a opção incorreta no que diz respeito ao Orçamento Público no Brasil.
A) A Lei Orçamentária Anual compreenderá o orçamento fiscal, o orçamento de investimento das empresas em que o
Estado, direta ou indiretamente, detenha a maioria do capital social com direito a voto e o orçamento da seguridade
social.
B) A Lei de Diretrizes Orçamentárias tem a finalidade de nortear a elaboração dos orçamentos anuais de forma a
adequá-los às diretrizes, objetivos e metas da administração pública, estabelecidos na lei orçamentária anual.
C) O Plano Plurianual é um plano de médio prazo, através do qual procura-se ordenar as ações do governo que levem o
atingimento dos objetivos e metas fixadas para um período de quatro anos.
D) A lei dos orçamentos anuais é o instrumento utilizado para a conseqüente materialização do conjunto de ações e
objetivos que foram planejados visando ao atendimento e bem-estar da coletividade.
E) A Lei de Diretrizes Orçamentárias compreenderá as metas e prioridades da administração pública.
15. (MPOG-APO) De acordo com a Constituição Federal, o orçamento que engloba os recursos dos Poderes da
União, representados pelos Fundos, Órgãos e Entidades da Administração Direta e Indireta, inclusive Fundações
instituídas e mantidas pelo Poder Público, denomina-se
A) orçamento fiscal.
B) orçamento-programa.
C) orçamento de investimento.
D) orçamento da seguridade social.
E) orçamento funcional.
16. (PM/SANTOS) “ ...... é a lei que define as diretrizes do Governo pelo período de ....... . O projeto deve ser
enviado pelo Presidente da República ao Congresso Nacional até o dia ...... do primeiro ano do seu mandato”. A
alternativa cujos termos preenchem corretamente as lacunas do texto acima é:
(A) O Plano Plurianual − três últimos anos do mandato presidencial e no primeiro ano do mandato subsequente − 31
de agosto.
(B) A Lei Orçamentária Anual − dois anos do mandato presidencial e no último ano do mandato subsequente − 31 de
agosto.

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A
(C) A Lei de Diretrizes Orçamentárias − um ano do mandato presidencial e no primeiro ano do mandato subsequente −

F
01 de janeiro.
(D) A Lei de Diretrizes Orçamentárias − quatro anos do mandato presidencial e no primeiro ano do mandato
subsequente − 15 de abril.
O
(E) O Plano Plurianual − dois anos do mandato presidencial e no último ano do mandato subsequente − 31 de agosto.
17. (TJ/PA-contábil) Os movimentos de transformação do Estado e, mais especificamente, da administração
pública, inevitavelmente, foram acompanhados por mudanças significativas na concepção do orçamento público,
cuja trajetória evolutiva evidencia que em cada momento histórico foi enfatizada uma de suas funções ou
instrumentalidades: controle, gerência ou planejamento. O orçamento-programa reflete a concepção moderna do
orçamento público e se caracteriza
(A) pela utilização sistemática de indicadores e padrões de medição do trabalho e dos resultados.
(B) por sua estrutura dar ênfase aos aspectos contábeis de gestão.
(C) por usar como principais critérios de classificação das despesas unidades administrativas e elementos.
(D) por estar dissociado dos processos de planejamento e programação das ações públicas.
(E) pela alocação de recursos visar à aquisição de meios e às necessidades das unidades organizacionais.
18. (TRT/2ª-CONTADOR) As Leis Orçamentárias – Lei Orçamentária Anual, LOA, Lei de Diretrizes
Orçamentárias, LDO, e Plano Plurianual, PPA –, seguem um planejamento que, por vezes, sofre críticas por
parte da doutrina especializada. Tais questionamentos têm fulcro no processo de proposição e aprovação delas.
Podemos afirmar, seguramente, que
(A) no segundo ano de mandato presidencial, as três leis orçamentárias são propostas, mas só a LOA está em vigência.
(B) no primeiro ano de mandato presidencial, as três leis orçamentárias são propostas, mas só a LOA e a LDO estão em
vigência.
(C) no último ano de mandato presidencial, a LDO terá sua última proposição do mandato, mas se perdurará até o
primeiro ano de mandato do sucessor.
(D) no terceiro ano de mandado, o PPA terá findo sua vigência.
(E) no primeiro e no último ano de mandato, temos apenas o PPA e a LDO em proposição.
19. (TRE/PB – CONTADOR) Nas entidades de direito público, o exercício financeiro vai de
(A) 1º de janeiro a 31 de dezembro, com período adicional de 30 dias para liquidação de empenhos.
(B) 2 de janeiro a 31 de dezembro.
(C) 1º de janeiro a 31 de dezembro.
(D) 1º de janeiro a 31 de dezembro, com período adicional de 60 dias para liquidação de empenhos.
(E) 1º de janeiro a 30 de novembro.
20. (TCE/GO) A elaboração do Plano Plurianual, previsto pela Constituição Federal de 1988, é de competência
do Poder Executivo. É correto afirmar que a Lei que o instituir estabelecerá de forma
(A) regionalizada, as diretrizes, objetivos e metas da administração pública federal para as despesas de capital e
despesas correntes e para as relativas aos programas de duração continuada.
(B) regionalizada, as diretrizes, objetivos e metas da administração pública federal para as despesas de custeio e outras
dela decorrentes e para as relativas aos programas de duração continuada.

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(C) regionalizada, as diretrizes, objetivos e metas da administração pública federal para as despesas de capital e outras
delas decorrentes e para as relativas aos programas de duração continuada.
(D) centralizada, as diretrizes, objetivos e metas da administração pública federal para as despesas de capital e despesas
correntes e para as relativas aos programas definidos como emergenciais pelo Poder Executivo.
(E) centralizada, as diretrizes, objetivos e metas da administração pública federal para as despesas com pessoal até o
limite fiscal previsto na Lei de Responsabilidade Fiscal e para as relativas aos programas definidos como emergenciais
pelo Poder Executivo.
21. (FUNARTE/2014 - Administração e Planejamento) Conforme o Art. 1º, da Lei nº 12.952, de 20 de janeiro de
2014 (LOA 2014): “Esta Lei estima a receita da União para o exercício financeiro de 2014 no montante de R$
2.488.853.320.708,00 (dois trilhões, quatrocentos e oitenta e oito bilhões, oitocentos e cinquenta e três milhões,
trezentos e vinte mil, setecentos e oito reais) e fixa a despesa em igual valor, compreendendo, nos termos do Art.
165, § 5o, da Constituição”:
I. o Orçamento Fiscal referente aos Poderes da União, seus fundos, órgãos e entidades da Administração Pública Federal
direta e indireta, inclusive fundações instituídas e mantidas pelo Poder Público;
II. o Orçamento da Seguridade Social, abrangendo todas as entidades e órgãos a ela vinculados, da Administração
Pública Federal direta e indireta, bem como os fundos e fundações, instituídos e mantidos pelo Poder Público; e
III. o Orçamento de Investimento das empresas em que a União, direta ou indiretamente, detém a maioria do capital
social com direito a voto.”
A alternativa que melhor define o orçamento fiscal é:
(A) tipo de orçamento, de caráter administrativo, que controla os dispêndios das empresas estatais (empresas públicas,
sociedades de economia mista e suas subsidiárias e todas as empresas controladas pela União, autarquias, fundações
públicas instituídas pelo poder público e órgãos autônomos da administração direta), de modo a ajustá-los aos
programas governamentais, tendo em vista os objetivos, as políticas e as diretrizes constantes dos planos de governo;
(B) reflete o conjunto de medidas pelas quais o Governo arrecada receitas e realiza despesas de modo a cumprir três
funções: a estabilização macroeconômica, a redistribuição da renda e a alocação de recursos. A função estabilizadora
consiste na promoção do crescimento econômico sustentado, com baixo desemprego e estabilidade de preços. A função
redistributiva visa assegurar a distribuição equitativa da renda. Por fim, a função alocativa consiste no fornecimento
eficiente de bens e serviços públicos, compensando as falhas de mercado;
(C) integra a Lei Orçamentária Anual (LOA) e prevê as quantias de moeda que, em um período determinado, devem
entrar e sair dos cofres públicos através da arrecadação de tributos das pessoas jurídicas e físicas residentes no País;
(D) integra a Lei Orçamentária Anual (LOA) e constitui o detalhamento, sob a forma de um orçamento bem
individualizado, dos montantes das receitas vinculadas aos gastos dos poderes Legislativo, Executivo e Judiciário.
Abrange todas as entidades, fundos e fundações de administração direta e administração indireta, instituídos e mantidos
pelo poder público.
(E) plano de atuação fiscal do setor público para um determinado exercício ou período, isto é, a sistematização das
intervenções pelas quais serão implementadas as políticas fiscais estabelecidas. Integra a Lei Orçamentária Anual
(LOA) e refere-se ao orçamento do Poder Legislativo, Poder Executivo e Poder Judiciário, seus fundos, órgãos e
entidades da administração direta e administração indireta, inclusive fundações instituídas e mantidas pelo poder
público.
Para responder as questões 22, 23 e 24, considere o texto abaixo: “Depois de meses de expectativas e incertezas dos
investidores em relação aos rumos da política fiscal, o governo anunciou nesta quinta-feira, 20 (20/02/2014), corte de
R$ 44 bilhões no Orçamento da União deste ano. O governo vai perseguir uma meta de superávit primário das contas do
setor público de R$ 99 bilhões, o equivalente a 1,9% do Produto Interno Bruto (PIB) - proporcionalmente, o mesmo
obtido no último ano.”

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A
http://economia.estadao.com.br/noticias/economia-geral,governo-anuncia-cortedo-orcamento-de-r-44-bilhoes-em-

F
2014,178225,0.htm)
22. (FUNARTE/2014 - Administração e Planejamento) O documento que definiu os valores do Orçamento da
União para 2014 foi:
O
(A) Lei de Responsabilidade Fiscal;
(B) Lei Orçamentária Anual;
(C) Lei de Diretrizes Orçamentárias;
(D) Plano Plurianual;
(E) Plano Orçamentário Anual.
23. (FUNARTE/2014 - Administração e Planejamento) O documento que contém as metas do orçamento anual,
em consonância com o Plano Plurianual, é:
(A) Lei de Responsabilidade Fiscal;
(B) Lei Orçamentária Anual;
(C) Lei de Diretrizes Orçamentárias;
(D) Legislação Tributária;
(E) Plano Orçamentário Anual.
24. (FUNARTE/2014 - Administração e Planejamento) A alternativa que melhor define “superávit primário” é:
(A) saldo positivo entre o ativo financeiro e o passivo financeiro, conjugando-se, ainda, os saldos dos créditos adicionais
transferidos e as operações de créditos a eles vinculadas;
(B) resultado da soma de todas as entradas de divisas decorrentes das várias operações com os demais países maior do
que as saídas de divisas;
(C) resultado positivo de todas as receitas e despesas do governo, excetuando gastos com pagamento de juros. Nas
contas do governo, o chamado déficit primário ocorre quando esse resultado é negativo;
(D) diferença entre receitas e despesas do governo, excluindo-se da conta os investimentos em saúde e educação;
(E) diferença positiva entre as receitas referentes à arrecadação de tributos das pessoas jurídicas e físicas e as despesas
previstas para os doze meses seguintes.
25. (TERRACAP - Técnico Administrativo) A partir das seguintes relações: a – gasto unitário previsto = dotação
prevista/meta programada; e b – gasto unitário real = despesa realizada/meta atingida, é correto afirmar que a
ação será considerada
(A) eficaz se "b/a" for maior que 1.
(B) eficaz se a dotação prevista ficar acima da despesa realizada.
(C) eficaz se a meta atingida ficar aquém da programada e a despesa realizada, abaixo da dotação prevista.
(D) eficiente se "a/b" for maior que 1.
(E) eficiente se a despesa realizada for menor que a dotação prevista.
26. (TERRACAP - Técnico Administrativo) Nos termos da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2017,
integram os orçamentos fiscal e da seguridade social e têm suas receitas e despesas registradas na modalidade
total no SIAFI
(A) sociedades de economia mista que recebam recursos apenas a título de participação acionária.
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(B) fundações instituídas e mantidas pelo Poder Público.


(C) empresas públicas que recebam recursos apenas pelo pagamento de empréstimos e financiamentos concedidos.
(D) fundos de incentivos fiscais.
(E) os conselhos de fiscalização de profissão regulamentada (autarquias).
27. (TERRACAP - Técnico Administrativo) Constituem peças de elaboração obrigatória e periódica os planos
(A) nacionais. (B) regionais. (C) setoriais. (D) plurianuais. (E) estratégicos.
28. (TRF/3ª - Analista Administrativo) Nos termos da Constituição Federal é conteúdo da Lei Orçamentária
Anual:
I. Orçamento fiscal referente aos fundos da União.
II. O orçamento de investimento das empresas em que a União, direta ou indiretamente, detenha a maioria do capital
social com direito a voto.
III. Autorização para abertura de créditos suplementares.
IV. Autorização para contratação de operação de crédito por antecipação de receita.
V. Critérios e formas para limitação de empenho. Está correto o que consta APENAS em
(A) I, II, III e IV.
(B) II, III, IV e V.
(C) I, III, IV e V.
(D) I, II, IV e V.
(E) I, II, III e V.
29. (TRF/3ª - Analista Administrativo) No que se refere à matéria orçamentária, considere:
I. Concessão ou utilização de créditos ilimitados.
II. Realização de despesas ou a assunção de obrigações diretas que excedam os créditos orçamentários ou adicionais.
III. Realização de operações de créditos que excedam o montante das despesas correntes.
IV. Transferência voluntária de recursos e a concessão de empréstimos, inclusive por antecipação de receita, pelos
Governos Federal e Estaduais e suas instituições financeiras, para pagamento de despesas com pessoal ativo, inativo e
pensionista, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios.
A Constituição Federal VEDA expressamente o que consta em
(A) I, II, III e IV.
(B) II e IV, apenas.
(C) I, III e IV, apenas.
(D) I, II e III, apenas.
(E) I, II e IV, apenas.
30. (DPE/RR - Analista Administrador) A Constituição Federal, no que se refere à elaboração dos orçamentos,
estabelece:
I. diretrizes, objetivos e metas da Administração pública federal para as despesas de capital e outras delas decorrentes.

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A
II. metas e prioridades da Administração pública federal, incluindo as despesas de capital para o exercício subsequente.

F
Essas determinações correspondem
(A) ao Plano Plurianual e à Lei de Diretrizes Orçamentárias, respectivamente. (B) à Lei Orçamentária Anual, em ambos
os casos.
O
(C) à Lei Orçamentária Anual e ao Plano Plurianual, respectivamente.
(D) ao Plano Plurianual, em ambos os casos.
(E) à Lei de Diretrizes Orçamentárias, em ambos os casos.
31. (TRT/7ª - Analista Administrativo - Adaptada) A EC n.º 95/2016, que limita por vinte anos os gastos públicos,
foi aprovada pelos senadores e promulgada pelo Congresso Nacional. De acordo com seu texto, o teto para 2017,
primeiro ano de vigência da Emenda, será definido com base na despesa primária paga em 2016 (incluídos os
restos a pagar), com a correção de 7,2%, correspondente à inflação prevista para 2016. A partir de 2018, os
gastos federais só poderão aumentar de acordo com a inflação acumulada conforme o Índice Nacional de Preços
ao Consumidor Amplo (IPCA). O regime valerá para os orçamentos fiscal e da seguridade social e para todos os
órgãos e Poderes da República. Internet: (com adaptações). Com relação às funções do orçamento público e a sua
evolução ao longo do tempo, a Emenda Constitucional n.º 95/2016 cumpre finalidade essencialmente de
A) planejamento.
B) controle político.
C) controle econômico.
D) desempenho.
E) transparência.

1C 2C 3D 4D 5C 6A 7A 8C 9A 10E
11D 12A 13A 14B 15A 16A 17A 18C 19C 20C
21E 22B 23C 24C 25E 26B 27D 28A 29E 30A
31C

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Capítulo 2 - Ciclo Orçamentário


1) Conceitos
Corresponde ao período de tempo em que se processam as atividades típicas do orçamento público, desde sua
concepção até a apreciação final.
O MTO/2018 define-o como um processo contínuo, dinâmico e flexível em que se avaliam os programas do
setor público.
Assim, ele pode ser definido como um rito legalmente estabelecido, com etapas que se repetem periodicamente
e que envolvem fases ou estágios que materializam o processo orçamentário.
2) Fases
a) Elaboração - Iniciativa;
b) Aprovação - Autorização;
c) Execução - Realização das Receitas (RR) e Realização das Despesas (RD);
d) Controle - Avaliação.
Para saber mais
A LOA tem dois (2) anos de ciclo orçamentário;
1º ano: ELABORAÇÃO E APROVAÇÃO;
2º ano: EXECUÇÃO E CONTROLE;
Para saber mais
Segundo o art. 34, da lei nº 4.320/1964, A LOA tem um (1) exercício financeiro de vigência, que coincide com o
ano civil.
3) Processo

Para saber mais

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A
SIOP: Sistema Integrado de Planejamento e Orçamento, sistema computacional que reúne e operacionaliza
as informações para a elaboração e a aprovação orçamentárias (atenção: SIPOF: Sistema de Planejamento e
Orçamento Federal, sistema gerencial que reúne unidades responsáveis pela elaboração e aprovação F
orçamentárias).
SIAFI: Sistema Integrado de Administração Financeira, sistema computacional que reúne e operacionaliza as O
informações para a execução e a controle orçamentários.
4) Elaboração
4.1) Personagens
a) Presidente da República - PR: Encaminha a proposta;
b) Ministério do Planejamento - MP: OCPO, que delega tal função às unidades específicas abaixo;
1) Secretaria de Orçamento Federal - SOF: elabora os orçamentos Fiscal e Seguridade Social;
2) Secretaria de Coordenação e Governança das Empresas Estatais - SEST: elabora o orçamento de
Investimento das empresas estatais independentes.
Para saber mais - a SOF e a SEST são Órgãos Específicos
d) Órgãos Setoriais - OSs:
1) Casa Civil:
2) Vice-Presidência;
3)AGU;
4)Ministérios.
e) Unidades Orçamentárias - UOs:
- Conceito: menores unidades contempladas nominalmente na LOA.
- São Estruturas:
4.2) Correlação

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Para saber mais

Organiza e disciplina os Sistemas de Planejamento e de Orçamento Federal (SIPOF), de Administração


Financeira Federal, de Contabilidade Federal e de Controle Interno do Poder Executivo Federal, e dá outras
providências.
5) Aprovação
5.1) Personagens
a) Congresso nacional

Composição

Função

b) Comissão Mista de Planos, Orçamentos Públicos e Fiscalização - CMO


Composição
Função

5.2) Processo

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A
5.2.1) CMO
5.2.1.1) Emendas Individuais - todas são (de execução) impositivas (obrigatórias) - EC nº 86/2015 F
ATO DE EMENDAR
- Número de Emendas/Parlamentar: ____________________________________;
O
- Base: ___________________________________________________________:
- Valor (%) Máximo: ___________________________________________;
- Valor (%) Parcial: ____________________________________________;
- Cálculo:
RCL:

- Distribuição:

ATO DE EXECUTAR A EMENDA


- Base: ________________________________________________:
- Valor Máximo: ___________________________________;
Assim:

Para saber mais - Impedimentos de ordem técnica:


1) Não indicação do beneficiário e respectivo valor da emenda no prazo estabelecido.
2) Não apresentação do plano de trabalho no prazo. 1 Essas emendas estão identificadas, na LOA 2014, com
Identificador de Resultado Primário nº 6 – “RP6”. 2 Ver Anexo I para extrato da LDO 2014 com a íntegra do art. 52.
3) Não atendimento dos ajustes solicitados pelos ministérios aos estados, municípios e entidades privadas no prazo.
4) Desistência do proponente.
5) Incompatibilidade do objeto indicado com a finalidade da ação orçamentária. Ex: Ação orçamentária para fomento ao
setor agropecuário e o objeto da proposta é custear festa de peão.

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6) Incompatibilidade do objeto indicado com o programa do órgão ou entidade executora.


Ex.1: O programa do Ministério possui itens padronizados e a proposta indica aquisição de um bem não existente na
lista.
Ex.2: Conflita com normativos técnicos do ministério. UPA/UBS em lugar que já há cobertura.
7) Falta de razoabilidade dos valores, incompatibilidade do valor proposto com o cronograma de execução do projeto ou
proposta de valor que impeça a conclusão de uma etapa útil do projeto.
Ex: A emenda é de R$ 300 mil e a proposta é de obra no valor de R$ 400 mil.
8) Não aprovação do Plano de Trabalho.

5.2.1.2) Tipos de emendas


a) Texto: altera a redação da lei, excluindo, majorando ou criando dispositivos, bem como dando clareza a
entroncamentos interpretativos;

b) Receitas

- Reestimativa:

c) Despesas (CAR)
- Cancelamento:
O que propõe:

- Apropriação:
O que propõe:

Fonte de custeio:

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A
- Remanejamento (Única Constitucional)
O que propõe: F
O
Fonte de custeio:

-
Para saber mais
Todas as emendas de despesas ao PLOA devem estar coadunadas ao PPA e à LDO
Todas as emendas de despesas ao PLDO devem estar coadunadas ao PPA

5.2.2) Congresso Nacional

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Para saber mais - Lembre-se:


Sessão: Conjunta
Apuração dos votos: Separada em cada Casa
Para saber mais
Não há mais proposituras de emendas, ainda que haja a possibilidade de destaques.

EXERCÍCIOS
JULGUE OS ITENS
(SENADO) No que concerne à tramitação do projeto de lei do orçamento, no âmbito do Poder Legislativo, julgue os
itens abaixo.
1. A discussão e a votação da proposta oriunda do Poder Executivo, assim como das emendas aprovadas no âmbito da
Comissão Mista de Planos, Orçamentos Públicos e Fiscalização, deverão ocorrer em cada uma das Casas do Congresso
Nacional.
2. A Comissão Mista de Planos, Orçamentos Públicos e Fiscalização somente pode aprovar emendas de apropriação que
indiquem os recursos necessários, em especial, os provenientes de excesso de arrecadação verificado no exercício
financeiro anterior.
3. O Congresso Nacional deverá devolver o projeto de lei orçamentária anual, para sanção presidencial, em até trinta
dias do encerramento do exercício financeiro.
4. Os recursos que, em decorrência de veto, emenda ou rejeição do projeto de lei orçamentária anual, ficarem sem
despesas correspondentes, poderão ser utilizados, conforme o caso, mediante créditos especiais e suplementares, com
prévia e específica autorização legislativa.
5. (DPU_Analista Contador) O ciclo orçamentário pode ser definido como um rito legalmente estabelecido, com etapas
que se repetem periodicamente e que envolvem elaboração, discussão, votação, controle e avaliação do orçamento
(CAMARA FEDERAL - Técnico em Patrimônio) A respeito do ciclo orçamentário, julgue os itens que se seguem.
6. Compete integralmente à Secretaria de Orçamento Federal (SOF) a elaboração dos orçamentos fiscal, da seguridade
social e dos investimentos das empresas estatais não dependentes.
7. Compete à SOF, no âmbito federal, a elaboração do projeto de lei que dispõe sobre os créditos suplementares
dependentes de autorização legislativa.
8. (TCE/RO_Agente Administrativo_2013) A reserva de contingência é uma fonte de recursos para apresentação de
emendas de remanejamento na comissão mista de planos, orçamentos públicos e fiscalização.
9. (TRT 17.ª_Analista Contábil) A LRF não permite que o produto da reestimativa da receita orçamentária, feita no
âmbito do Poder Legislativo, seja utilizado como fonte de recursos para a aprovação de emendas parlamentares.
(SAD/PE_Analista de Planejamento e Gestão) Com relação à elaboração, ao acompanhamento e à aprovação da lei
orçamentária anual (LOA) na administração pública federal, julgue os itens que se seguem.
10. Cabe ao chefe do Poder Legislativo a iniciativa de elaboração das leis que envolvam matéria orçamentária.
11. Na União, a apreciação de leis orçamentárias será feita conjuntamente pelo Senado Federal e Câmara dos
Deputados, com exceção dos projetos relativos aos créditos adicionais.
12. As emendas ao projeto de lei orçamentária anual têm de indicar os recursos necessários provenientes da anulação de
despesas correntes.
13. Cabe à comissão mista de planos, orçamentos públicos e fiscalização a incumbência da redação final do projeto de
lei orçamentária anual.

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A
14. (SESA/ES) Caso o Congresso Nacional não vote a proposta de lei orçamentária anual até o final do exercício

F
financeiro, a definição das providências a serem tomadas deve constar da LDO.
(SAD/PE_Analista de Controle Interno/Finanças) O projeto de Lei Orçamentária Anual (LOA)
15. poderá ser emendado durante a sua execução para transferir dotação orçamentária de anulação de despesa de O
pessoal.
16. poderá ser emendado com o fim de corrigir erros ou omissões.
17. (TCU-ACE) O poder Legislativo pode alterar a previsão de receita da LOA, se for comprovado erro ou omissão de
ordem técnica ou legal na proposta encaminhada pelo Poder Executivo. Nesse caso, a diferença apurada poderá ser
usada como fonte de receita para a aprovação de emendas de parlamentares.
18. (ABIN – Oficial Técnico de Administração) Quando o projeto da LOA é encaminhado ao plenário do Congresso
Nacional após ter recebido parecer da Comissão Mista Permanente de Orçamento, não podem mais ser admitidas
emendas com propostas de modificação ao projeto apresentadas por deputados e senadores ou pelo presidente da
República.
(SAD/PE_ Analista de Planejamento e Gestão) No que diz respeito ao plano plurianual da União (PPA), julgue.
19. Sua vigência coincide com a do mandato do chefe do Poder Executivo.
20. Nenhum investimento deve ser iniciado sem prévia inclusão no PPA.
21. O orçamento de investimentos de empresas em que o Estado não detenha, direta ou indiretamente, a maioria do
capital social com direito a voto integrará a Lei Orçamentária Anual.
22. (CPRM-Analista de Geociências_Contador) O responsável pela elaboração da proposta orçamentária da União é o
Poder Executivo, cabendo ao parlamento bicameral, no intervalo entre 31 de agosto e 15 de dezembro de cada ano,
discutir, votar e sancionar o projeto de lei orçamentária anual (LOA), assim como propor alterações (emendas) sobre
ele.
23. (SESA/ES) Um parlamentar somente poderá apresentar emenda ao projeto de lei orçamentária, destinando recursos
para a realização de determinado investimento, se este já estiver previsto no plano plurianual.
24. (TRE/PB-Analista Contador) as emendas ao projeto de lei orçamentária podem se amparar no corte de qualquer
despesa prevista.
(STJ/Analista Adminitrativo_cargo 01_2015) Acerca de técnicas e princípios relacionados com o orçamento público,
julgue os itens a seguir.
25. O chamado orçamento impositivo se caracteriza, entre outros aspectos, pela obrigatoriedade de execução das
emendas parlamentares individuais, até o limite de 1,2% da receita corrente líquida anual prevista no projeto de lei
orçamentária encaminhado pelo Poder Executivo ao Poder Legislativo.
26. O Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, como órgão central do Sistema de Planejamento e de
Orçamento Federal, é responsável pela orientação normativa aos órgãos setoriais e específicos, às unidades de
planejamento e orçamento das entidades vinculadas aos ministérios, e às unidades responsáveis pelos orçamentos de
outros poderes.
(STJ/Técnico Administrativo_cargo 15_2015) Acerca de técnicas e princípios relacionados com o orçamento público,
julgue os itens a seguir.
27. O ciclo orçamentário da despesa pública é concluído com a autorização de gasto dada pelo Poder Legislativo por
meio da lei orçamentária anual (LOA), ressalvadas as eventuais aberturas de créditos adicionais no decorrer da vigência
do orçamento.
28. No Brasil, a Constituição Federal de 1988 atribuiu ao Poder Executivo a prerrogativa de executar o orçamento, razão
pela qual se utiliza no país a denominação técnica orçamento executivo.

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29. Se determinado órgão integrante da estrutura administrativa de um ministério for responsável pela elaboração, pelo
acompanhamento e pela avaliação das propostas orçamentárias correspondentes ao seu ministério, então este órgão
integrará, na qualidade de órgão específico, o Sistema de Planejamento e Orçamento Federal.
30. As propostas orçamentárias para os Poderes Legislativo e Judiciário, para o Ministério Público da União e para a
Defensoria Pública da União devem ser apresentadas ao Congresso Nacional após a apresentação da proposta do Poder
Executivo.
(TELEBRAS - Analista Contador_2015) Com relação a orçamento público e orçamento-programa, julgue os itens a
seguir.
31. No que diz respeito ao orçamento-programa, o programa em si é o nível máximo de classificação do trabalho a ser
executado pelas unidades administrativas superiores, ao passo que as atividades são partes ou divisões do esforço total,
realizados com o propósito de contribuir para a realização do produto final.
32. O orçamento público tradicional é um instrumento disciplinador das finanças públicas, uma ferramenta de controle e
um documento com previsão de metas sociais a serem alcançadas.
(TCE/RO_Agente Administrativo)
33. A reserva de contingência é uma fonte de recursos para apresentação de emendas de remanejamento na comissão
mista de planos, orçamentos públicos e fiscalização.
34. No Brasil, adota-se o orçamento misto, visto que sua elaboração é competência do Poder Executivo, e sua votação e
controle são competências do Poder Legislativo.
(MPOG/ENAP_2015-Analista Técnico Administrativo) A respeito do ciclo orçamentário e todas as fases que o
compõem, julgue os itens que se seguem.
35. Será considerada compatível uma emenda que aumente as despesas com determinado investimento que já conste do
PPA, em projeto que modifique o orçamento anual, mediante a indicação dos respectivos recursos.
36. O documento encaminhado pelo relator do projeto de LOA à apreciação do Poder Legislativo resulta da fusão do
projeto de lei inicial, remetido pelo chefe do Poder Executivo, com as emendas aprovadas pelos parlamentares.
37. O exercício financeiro coincide com o ano civil, ao passo que o ciclo orçamentário tem duração variável em função
das várias fases de elaboração da proposta orçamentária, que incluem a apreciação, a aprovação, o controle e a avaliação
do orçamento.
38. (Senado/Consultor de Orçamento) As emendas ao projeto de lei do orçamento anual, ao indicarem os recursos
necessários mediante anulação de despesa, não podem oferecer para cancelamento, entre outras, as dotações para
pessoal e seus encargos, e os encargos previdenciários da União.
39. (Cespe_Auditor do TCU) Emendas ao projeto de Lei Orçamentária Anual (LOA) para aumento de despesa são
possíveis em virtude de erros ou omissões, em razão de ub estimativa das receitas quanto de superestimativa das demais
despesas.
40. (PF/Administrador_2014) A fixação de despesa na lei orçamentária anual deve incluir a respectiva fonte de recursos,
mesmo quando se tratar de despesas financiadas com recursos desvinculados.
(STJ/Técnico Administrativo_2015)
41. Após a análise e o ajuste das propostas orçamentárias setoriais, deve-se realizar a avaliação das necessidades de
financiamento do governo central a partir das estimativas de receitas.
42. Cabe à Comissão Mista de Orçamento no Congresso Nacional aprovar em definitivo a LOA da União.
43. Os órgãos do Poder Judiciário, as casas do Congresso Nacional e o Ministério Público, amparados na autonomia
administrativa e financeira que lhes garante a Constituição Federal, devem elaborar as respectivas propostas
orçamentárias dentro dos limites estipulados na lei de diretrizes orçamentárias e encaminhá-las ao Congresso Nacional

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A
no mesmo prazo previsto para o envio do projeto de lei orçamentária do Poder Executivo, ou seja, até quatro meses

F
antes do encerramento do exercício.
(SEE/DF - Professor de Educação Básica - Administração_2017)
44. O ciclo orçamentário é um processo contínuo, dinâmico e flexível, em que são avaliados os aspectos físicos e O
financeiros dos programas do setor público.
45. (TCU - Auditor Governamental - 2015) Considerando a evolução conceitual da terminologia usada em referência ao
orçamento, o Brasil utilizou o orçamento legislativo, o executivo e o misto ao longo de sua história.
46. (TST - Analista Administrativo) Os recursos correspondentes às dotações orçamentárias destinadas ao Poder
Judiciário ser-lhe-ão entregues até o dia 20 de cada mês, na proporção das liberações efetuadas pelo Poder Executivo às
suas próprias unidades orçamentárias.
47. (MPU - Analista de Finanças e Controle - 2015) Os órgãos setoriais integram o Sistema de Planejamento e
Orçamento Federal e atuam verticalmente no processo decisório, integrando os produtos gerados no nível subsetorial,
coordenado pelas unidades. Esses órgãos setoriais ficam sujeitos à orientação normativa e à supervisão técnica do
Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão

1E 2E 3E 4C 5C 6E 7C 8E 9E 10E
11E 12E 13C 14E 15E 16C 17E 18C 19E 20E
21E 22E 23E 24E 25E 26C 27E 28E 29E 30E
31C 32E 33E 34C 35C 36C 37E 38E 39C 40C
41E 42E 43E 44C 45C 46E 47C

ASSINALE A OPÇÃO CORRETA


1. (TRF/4ª) Em sua fase ascendente, a elaboração do orçamento deve iniciar-se
(A)na Secretaria de Orçamento Federal.
(B)nas Unidades que integram o Gabinete do Dirigente da Advocacia Geral da União.
(C)no ministério Planejamento, Orçamento e Gestão.
(D)nas suas Unidades dos Ministérios.
(E)nas suas Unidades Orçamentárias.
2. (DPE/SP) Em relação à elaboração, discussão, votação e aprovação da proposta orçamentária da União,
analise as afirmações abaixo.
I. O projeto de lei orçamentária será encaminhado até quatro meses antes do encerramento do exercício financeiro.
II. Ao Poder Judiciário é assegurada autonomia administrativa e financeira.
III. O projeto de lei orçamentária será examinado pelo Congresso Nacional, para apreciação, em separado, da Câmara de
Deputados e do Senado Federal.
IV. O Congresso Nacional pode apresentar emendas ao projeto de lei orçamentária que, caso aprovadas, deverão constar
da peça orçamentária, cabendo ao Poder Executivo indicar os recursos para o seu financiamento.
É correto o que se afirma APENAS em
(A) I e II.
(B) I e III.
(C) II e III.
(D) II e IV.
(E) III e IV.
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3. (TRT/3ª_Adaptada) Em relação ao processo de elaboração, discussão, votação e aprovação da proposta de Lei


Orçamentária Anual, considere:
I. A compatibilidade com o plano plurianual e com a lei de diretrizes orçamentárias é condição necessária para a
aprovação de emendas ao projeto de lei orçamentária anual.
II. Uma das condições para a aprovação das emendas propostas pelo Poder Legislativo ao projeto de lei orçamentária é
que elas sejam compatíveis com o Plano Plurianual e com a Lei de Diretrizes Orçamentárias.
III. A iniciativa de apresentação da proposta de lei orçamentária é privativa do chefe de cada um dos três poderes, a qual
será consolidada durante o processo de discussão no Poder Legislativo.
IV. Os recursos que, em decorrência de emenda, ficarem sem despesas correspondentes poderão ser utilizados,
conforme o caso, para a abertura de créditos extraordinários com prévia autorização legislativa.
Está correto o que se afirma APENAS em
(A) I e II.
(B) I e III.
(C) I, II e IV.
(D) II, III e IV.
(E) III e IV.
4. (TJ/PA-Contábil) De acordo com as disposições constitucionais e legais relativas à Lei Orçamentária Anual
(LOA), é INCORRETO afirmar que
(A) a iniciativa da elaboração da proposta orçamentária é sempre do Poder Executivo, a qual deve ser encaminhada ao
Poder Legislativo.
(B) o Poder Legislativo discute, vota e aprova a proposta orçamentária, sem a possibilidade de fazer qualquer tipo de
alteração.
(C) a LOA conterá o orçamento fiscal, da seguridade social e dos investimentos das empresas em que o Poder público,
direta ou indiretamente, detenha a maioria do capital votante.
(D) todas as receitas e despesas serão discriminadas na lei orçamentária pelos seus totais, vedadas quaisquer deduções.
(E) a lei não conterá dispositivo estranho à previsão da receita e à fixação da despesa, exceto a autorização para abertura
de créditos suplementares e para contratação de operações de crédito.
5. (TRT/6ª) Em relação à elaboração, votação e aprovação da proposta orçamentária anual no Brasil, é correto
afirmar:
(A)O Poder Judiciário e o Ministério Público têm autonomia para apresentar sua própria proposta orçamentária,
respeitados os parâmetros fixados na Lei das Diretrizes Orçamentárias.
(B)A fase de elaboração da proposta orçamentária anual é coordenada pelo Ministério da Fazenda, através da Secretaria
de Orçamento e Finanças (SOF).
(C)A iniciativa de encaminhar a proposta orçamentária anual ao Congresso Nacional cabe ao Ministro do Planejamento,
Orçamento e Gestão.
(D)A Constituição da República Federativa do Brasil permite a utilização de medidas provisórias para estabelecer
diretrizes sobre matéria orçamentária.
(E)O Presidente da República não tem poder de veto sobre a lei orçamentária anual aprovada pelo Congresso Nacional.
6. (TRT/16ª) Entendendo o ciclo orçamentário como a sequência das etapas desenvolvidas pelo processo
orçamentário, com relação ao projeto de lei orçamentária, nos termos da Constituição Federal, no âmbito da
União, é correto afirmar que

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A
(A) será elaborado pelo Poder Legislativo e apreciado até quatro meses antes do encerramento do exercício financeiro e

F
remetido ao Executivo para sanção até o encerramento da sessão legislativa.
(B) será encaminhado até quatro meses antes do encerramento do exercício financeiro e devolvido para sanção até o

O
encerramento da sessão legislativa.
(C) será encaminhado até oito meses e meio antes do encerramento do exercício financeiro e devolvido para sanção até
o encerramento do primeiro período da sessão legislativa.
(D) estabelecerá, de forma regionalizada, as diretrizes, objetivos e metas da Administração pública federal para as
despesas de capital e outras delas decorrentes e para as relativas aos programas de duração continuada.
(E) os recursos que, em decorrência de veto, emenda ou rejeição do projeto de lei orçamentária anual, ficarem sem
despesas correspondentes poderão ser utilizados, para atender somente as despesas imprevisíveis e urgentes.
7. (TCM/PA_Analista Administrativo) De acordo com a Constituição Federal de 1988, no processo de estudo e
aprovação da Lei Orçamentária pelo Poder Legislativo, existe a possibilidade de o parlamentar propor emendas
de despesa desde que, entre outras regras constitucionais, sejam indicados os recursos para viabilizá-las. Uma
das fontes de recursos é
(A) o superávit corrente do exercício de apresentação da proposta orçamentária.
(B) a anulação de despesas com material de consumo do projeto de lei orçamentária.
(C) o excesso de arrecadação do exercício da apresentação da proposta orçamentária.
(D) a anulação de despesa com pessoal e encargos sociais do projeto de lei orçamentária.
(E) o superávit financeiro do exercício anterior à proposta orçamentária.
8. (Políticas Públicas e Gestão Governamental/BA) As emendas aos projetos de lei do orçamento anual somente
podem ser aprovadas caso indiquem os recursos necessários, admitidos apenas os provenientes de anulação de
despesas, excluídas algumas especificadas na Constituição Federal. Dentre as excluídas NÃO estão contempladas
as despesas relativas a
(A)encargos da dívida.
(B) sentenças judiciais.
(C)transferências tributárias constitucionais.
(D)dotação de pessoal.
(E)encargos de pessoal.
9. (TRT/3ª-CONTADOR) Em relação ao processo de elaboração, discussão, votação e aprovação da proposta de
Lei Orçamentária Anual, considere:
I. O projeto de lei orçamentária será acompanhado de demonstrativo regionalizado do efeito, sobre as receitas e
despesas, decorrente de isenções, anistias, remissões, subsídios e benefícios de natureza financeira, tributária e
creditícia.
II. Uma das condições para a aprovação das emendas propostas pelo Poder Legislativo ao projeto de lei orçamentária é
que elas sejam compatíveis com o Plano Plurianual e com a Lei de Diretrizes Orçamentárias.
III. A iniciativa de apresentação da proposta de lei orçamentária é privativa do chefe de cada um dos três poderes, a qual
será consolidada durante o processo de discussão no Poder Legislativo.
IV. Os recursos que, em decorrência de veto ou emenda, ficarem sem despesas correspondentes poderão ser utilizados,
conforme o caso, para a abertura de créditos extraordinários com prévia autorização legislativa.
Está correto o que se afirma APENAS em

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(A) I e II.
(B) I e III.
(C) I, II e IV.
(D) II, III e IV.
(E) III e IV.
10. (TCECE - Analista de Controle Externo - Ciências Contábeis) Em março de 2015, as mesas da Câmara dos
Deputados e do Senado Federal promulgaram a Emenda Constitucional no 86/15, que trata do chamado
ORÇAMENTO IMPOSITIVO. Essa emenda, que acrescentou vários dispositivos ao texto constitucional, inseriu,
no art. 166 da Constituição Federal, nove parágrafos novos. O § 9o desse artigo estabelece que as emendas
individuais ao projeto de lei orçamentária serão aprovadas no limite de 1,2% da receita corrente líquida prevista no
projeto encaminhado pelo Poder Executivo, sendo que a metade deste percentual será destinada a ações e serviços
públicos de saúde. Afastada a possibilidade de não cumprimento da meta de resultado fiscal estabelecida na Lei
de Diretrizes Orçamentárias, a execução orçamentária e financeira das programações referidas no § 9º, acima
transcrito, é
(A) obrigatória, inclusive nos casos de impedimento de ordem técnica, em montante correspondente a 1,2% da receita
corrente líquida realizada no exercício anterior, conforme os critérios para a execução equitativa da programação
definidos em Resolução do Senado Federal, de iniciativa do Presidente da República.
(B) obrigatória, exceto nos casos de impedimento de ordem técnica, em montante correspondente a 0,6% da média da
receita corrente líquida realizada nos três exercícios imediatamente anteriores conforme os critérios para a execução
equitativa da programação definidos em lei ordinária federal.
(C) obrigatória, exceto nos casos de impedimento de ordem técnica, em montante correspondente a 1,2% da receita
corrente líquida realizada no exercício anterior conforme os critérios para a execução equitativa da programação, sendo
considerada equitativa a execução das programações de caráter obrigatório que atenda de forma igualitária e impessoal
às emendas apresentadas, independentemente da autoria.
(D) voluntária, em montante correspondente a 0,6% da receita corrente líquida realizada no exercício anterior conforme
os critérios para a execução equitativa da programação, sendo considerada equitativa a execução das programações de
caráter obrigatório que atenda de forma igualitária e impessoal a todas as unidades federadas, independentemente de
critérios quantitativos populacionais e da representação política parlamentar do proponente da emenda.
(E) obrigatória, inclusive nos casos de impedimento de ordem técnica, em montante correspondente a 0,6% da receita
corrente líquida realizada no exercício anterior conforme os critérios para a execução equitativa da programação
definidos na lei complementar prevista no § 9o do art. 165 da Constituição Federal, sendo considerada equitativa a
execução das programações de caráter obrigatório que atenda de forma proporcional a todas as unidades federadas,
tendo em conta critérios quantitativos populacionais e de representação política parlamentar do proponente da emenda.
11. (TRE/PI - Analista Administrativo_2016_) A respeito dos órgãos que compõem o sistema de planejamento e
orçamento federal no Brasil, bem como de suas atribuições, assinale a opção correta.
A) Os órgãos específicos do sistema em questão são as unidades de planejamento e de orçamento dos ministérios, da
Advocacia-Geral da União, da Vice-Presidência e da Casa Civil da Presidência da República.
B) O órgão setorial desse sistema na Casa Civil da Presidência da República atua em todos os órgãos integrantes da
presidência da República, ressalvados aqueles determinados em legislação específica.
C) Coordenar, consolidar e supervisionar a elaboração tanto da lei de diretrizes orçamentárias como da proposta
orçamentária da União, incluindo o orçamento fiscal e o da seguridade social, são competências dos órgãos setoriais do
referido sistema.
D) Compete a cada unidade orçamentária analisar e validar suas próprias propostas e alterações orçamentárias.
E) O órgão central do referido sistema é o Ministério da Fazenda.

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A
12. (TST/Analista Administrativo_2017) A Constituição Federal dita a tramitação de projetos de lei relativos ao

F
Plano Plurianual, Lei de Diretrizes Orçamentárias, Lei Orçamentária Anual e créditos adicionais e dispõe que
(A) as emendas aos projetos somente podem ser aprovadas com a indicação dos recursos necessários, requisito
dispensado no caso de despesa para educação e saúde.
O
(B) a anulação de despesa não é considerada fonte de recursos para fins de aprovação de emendas.
(C) cabe ao Senado examinar e emitir parecer sobre esses projetos.
(D) as emendas devem ser apresentadas no Plenário das duas casas do Congresso Nacional e serão apreciadas na
Comissão Mista permanente de Senadores e Deputados.
(E) o Presidente da República poderá enviar mensagem ao Congresso Nacional para propor modificação nos projetos
enquanto não iniciada a votação, na Comissão mista, da parte cuja alteração é proposta.

1E 2A 3A 4B 5A 6B 7B 8B 9A 10C
11B 12E

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Capítulo 3 - Créditos Adicionais


1) Conceito: São autorizações de despesa não computadas ou insuficientemente dotadas na Lei de Orçamento. Art. Da
lei 4.320/1964
2) Tipos:
Suplementar
Especial
Extraordinário
3) Exemplo: Elaboração de uma LOA de viagem de FÉRIAS com posterior execução.

LOA

RECEITAS (R$) DESPESAS (R$)

200,00 HOTEL
100,00 PASSEIOS
1.000,00 CERVEJA
300,00 MIÇANGAS

4) Processo
Parte 1

CRÉDITOS ADICIONAIS
Variáveis
CONCEITO APROVAÇÃO ABERTURA
Créditos

Suplementar

Especial

Extraordinário

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A
Parte 2

CRÉDITOS ADICIONAIS F
Variáveis
VIGÊNCIA PRORROGAÇÃO O
Créditos FONTES

1 -Excesso de arrecadação - EA
Suplementar
Confronto:

Sim,
Se o ato de autorização for Balanço:
_______________ nos
Apuração:
últimos ____ meses daquele
Especial exercício, caso em que, Uso:
__________ nos limites de
seus ___________, serão
_____________ ao 2 - Superávit financeiro - SF
orçamento/à _______ do
exercício financeiro Confronto:
subsequente.

Balanço:
Reabertura: sempre no ano Apuração:
seguinte ao da abertura;
Uso:

Data final para reabrir:


3 - Reserva de contingência.
Fiscal e Seg. Social:
Extraordinário Investimento:
4 - Recursos de anulação de despesa ou créditos
Ato: próprio da unidade adicionais, salvo extraordinário;
detentora do crédito;
Fonte:
5 - Recursos decorrentes de veto, emenda ou
rejeição de projeto orçamentário;

6 - Operações de créditos.

Para saber mais


Regime
Confronto Balanço Tempo Apuração Uso Valores
Contábil

Excesso de Arrecadação

Superávit Financeiro

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Para saber mais

Condições:
1) Crédito especial ou extraordinário
2) Promulgação nos últimos 4 meses do exercício
3) Sobrar saldo/sobra;
4) Ato expresso, da própria unidade, respeitando os prazos finais;
5) Fonte do custeio: superávit financeiro
Para saber mais
Crédito extraordinário aberto sem indicação de fonte

Reaberturas de créditos adicionais

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A
EXERCÍCIOS
JULGUE OS ITENS F
1. (TCDFT - Técnico Administrativo_2014) Caso o governo federal precise realizar gasto urgente e imprevisto,
decorrente, por exemplo, da necessidade de atendimento às vítimas do desabamento de uma ponte em rodovia federal, O
poderá ser aberto crédito extraordinário por meio de medida provisória.
2. (Câmara dos Deputados - Consultor Legislativo) Por meio da abertura de crédito extraordinário, em situação
emergencial, é permitida a transferência voluntária de recursos e a concessão de empréstimos pelo governo federal e
pelas suas instituições financeiras para o pagamento de despesas com pessoal ativo, inativo e pensionista, dos estados,
do Distrito Federal (DF) e dos municípios.
3. (CNJ_Analista Administrativo) Se, em determinado exercício financeiro, for constatada a necessidade de abertura de
créditos extraordinários, caberá ao Poder Executivo emitir decreto para a abertura dos créditos, o qual deverá ser
imediatamente submetido ao Poder Legislativo.
4. (PF/ Técnico Administrativo) Na execução do orçamento, as dotações inicialmente aprovadas na LOA podem
revelar-se insuficientes para a realização dos programas de trabalho, caso em que poderá haver a abertura de créditos
especiais destinados à conclusão dos programas, após autorização legislativa.
5. (PF/Técnico Administrativo) Considere que, na fronteira entre Brasil e Bolívia, incidentes envolvendo membros das
forças de segurança brasileira e traficantes tenham demandado operações extras da Polícia Federal na região e que,
apesar de o orçamento prever recursos para essas operações, eles não sejam suficientes para financiá-las. Nessa situação,
os recursos adicionais necessários devem ser providos por meio da abertura de créditos extraordinários.
6. (PF/Administrador) Suponha que o estado de calamidade pública tenha sido regularmente decretado em determinada
região do país por causa de inundações provocadas por fortes chuvas. Nessa situação, o governo não poderá utilizar
créditos suplementares para a realização de despesas de socorro às vítimas atingidas pela calamidade.
(SESA/ES) Tendo em vista que a lei orçamentária anual pode ser modificada durante sua execução por meio dos
chamados créditos adicionais, julgue os itens a seguir.
7. Se, em decorrência de variações cambiais, determinado grupo de obrigações do governo federal, contratadas em
moeda estrangeira, for majorado em um percentual superior a 10% do montante originalmente aprovado no orçamento,
somente a abertura de um crédito especial poderá suprir a dotação do saldo restante.
8. Se um crédito especial foi publicado no dia 10 de outubro de determinado exercício e, em decorrência de dificuldades
relacionadas com os processos de licitação, os recursos correspondentes não forem integralmente utilizados até o dia 31
de dezembro, então o crédito poderá ser reaberto no exercício seguinte, no limite do saldo remanescente.
9. (Câmara dos Deputados - Consultor Legislativo) De acordo com a norma legal pertinente, se uma grave calamidade
pública provocar ação executiva de abertura de créditos extraordinários, será facultado ao Poder Executivo dar imediato
conhecimento dessa ação ao Poder Legislativo ou fazê-lo após a solução da situação de calamidade.
(TSE_Analista Administrativo)
10. Os créditos especiais e extraordinários terão vigência no exercício financeiro em que forem abertos, salvo se o ato de
abertura for publicado nos últimos quatro meses daquele exercício, caso em que, reabertos nos limites de seus saldos,
serão incorporados ao orçamento do exercício financeiro subseqüente.
11. A abertura de crédito extraordinário somente será admitida para atender a despesas decorrentes de guerra, comoção
interna ou calamidade pública, por meio da edição de medida provisória.
(TCU-AUDITOR) Acerca dos tipos de créditos orçamentários, julgue os itens seguintes.
12. Suponha que, pouco antes do final do exercício, seja necessário abrir um crédito adicional em um ente que
apresentou os seguintes dados:
• a receita arrecadada ficou R$ 500.000,00 inferior à prevista, mas R$ 250.000,00 superior à despesa realizada;

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• foram abertos R$ 120.000,00 em créditos extraordinários mediante cancelamento de dotações;


• foram reabertos R$ 135.000,00 de créditos adicionais não utilizados no exercício anterior;
• o superávit financeiro do balanço patrimonial do exercício anterior foi de R$ 245.000,00.
Nessas condições, é correto concluir que seria possível abrir crédito suplementar ou especial de até R$ 110.000,00.
13. A única hipótese de autorização para abertura de créditos ilimitados decorre de delegação feita pelo Congresso
Nacional ao presidente da República, sob a forma de resolução, que fixará prazo para essa delegação.
(BASA - Administrador - Com Adaptações) Em relação aos créditos adicionais, julgue os próximos itens.
14. O superávit financeiro apurado no balanço patrimonial de X1 é fonte de abertura de crédito adicional no mesmo
exercício financeiro de X2, conjugando-se, ainda, os saldos dos créditos adicionais transferidos.
15. Os créditos adicionais suplementares e especiais, autorizados por ato a ser promulgado em setembro de X2, poderão
ser reabertos, no limite de seus saldos, sendo, então, incorporados ao orçamento do exercício financeiro subsequente.
16. (TRT/16ª - Analista Administrativo) Considere a seguinte situação hipotética. Em situação de urgência, utilizando-
se de dotações orçamentárias autorizadas por créditos extraordinários, um servidor público autorizou e pagou despesas
antes de empenhá-las, o que fez posteriormente, regularizando a situação. Nessa situação, tal procedimento é adequado e
usual na administração pública federal brasileira.
17. (IBRAM - Analista Administrativo) Independentemente da data de abertura do crédito adicional suplementar, os
saldos não empenhados até o final do exercício financeiro serão extintos.
(CEARÁPORTOS - Analista Administrativo) Julgue os itens a seguir, relativos a créditos adicionais, especiais,
extraordinários, ilimitados e suplementares.
18. A lei determina que a abertura de créditos adicionais só seja feita mediante a comprovação de disponibilidade de
recursos.
19. Os créditos adicionais terão vigência no exercício financeiro em que forem abertos. Os créditos especiais e os
extraordinários poderão ser reabertos, dependendo de seus saldos, no exercício seguinte, desde que autorizados pelo
Congresso Nacional.
20. A abertura de créditos suplementares e de créditos especiais depende de autorização legislativa. No entanto, de
acordo com a legislação brasileira, a lei orçamentária anual poderá autorizar o Poder Executivo, durante o exercício, a
abrir créditos suplementares até um determinado valor, que normalmente é um percentual sobre a despesa autorizada.
(TST - Analista Administrativo)
21. Considere-se que, diante da existência de excesso de arrecadação no exercício em vias de encerramento, um
parlamentar tenha encaminhado projeto de lei para abertura de créditos suplementares. Nesse caso, a Comissão de
Constituição e Justiça e de Redação agirá corretamente se considerar o projeto como inconstitucional por vício de
iniciativa.
Considere-se que um órgão da administração tenha apresentado, nos últimos dias do exercício financeiro, a situação
mostrada na tabela a seguir.

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A
22. Com base nesses dados, e sabendo-se que os valores de despesas não serão alterados, é correto concluir que os

F
recursos disponíveis para a abertura de um crédito especial correspondem a R$ 110.000,00.
23. Os créditos suplementares autorizados na lei orçamentária de 2008, no âmbito do TST, serão abertos por ato do
presidente do STF, dispensada a manifestação do Conselho Nacional de Justiça.
O
(TCE/ES - Analista - Admnistração/Economia_2013 - adaptada) Acerca das alterações na lei orçamentária, julgue os
itens subsequentes.
24. Créditos especiais podem ser abertos para despesas imprevistas desde que haja compensação posterior com recursos
supervenientes.
25 O crédito extraordinário somente poderá ser utilizado após aprovação da respectiva medida provisória.
26. Créditos suplementares podem ser abertos até o limite do excesso de arrecadação.
27. Antes do encerramento de determinado exercício financeiro, foi constatada a necessidade de reforço da dotação para
certa despesa que fora subestimada, e, na tentativa de identificar possíveis fontes, verificou-se que
• a receita arrecadada ficaria em R$ 150.000,00 abaixo do previsto;
• a despesa realizada geraria uma economia de despesa de R$ 180.000,00;
• o balanço patrimonial do exercício anterior apresentava superávit financeiro de R$ 55.000,00;
• haviam sido reabertos créditos adicionais de R$ 35.000,00;
• R$ 70.000,00 de determinada dotação não iriam ser utilizados.
Com base nessa situação e na Lei n.º 4.320/1964, concluiu-se, em relação ao pretendido reforço, que é possível abrir
crédito suplementar de R$ 90.000,00.
(TCE/ES - Analista Contábil_2013 - adaptada) Com relação à Lei n.º 4.320/1964 e suas alterações, julgue os itens
subsequentes.
28. A lei orçamentária prevê, obrigatoriamente, a autorização do Executivo para abertura de créditos suplementares até
o limite do superávit financeiro apurado no balanço financeiro do exercício imediatamente anterior e na programação
financeira de desembolso.
29. O excesso de arrecadação no orçamento é dado pelo saldo positivo das diferenças acumuladas entre a receita
prevista mês a mês do exercício corrente e do exercício imediatamente anterior.
30. (SAD/PE - Analista de Gestão Administrativa) Com a finalidade de apurar os recursos utilizáveis, provenientes de
excesso de arrecadação, deve-se deduzir a importância dos créditos especiais abertos no exercício.

1C 2E 3C 4E 5E 6E 7E 8E 9E 10E
11E 12C 13E 14C 15E 16E 17C 18E 19E 20C
21E* 22E 23E 24E 25E 26E 27C 28E 29E 30E
* Questão anulada por conta do Nome da Comissão já ter sido alterado.
ASSINALE A OPÇÃO CORRETA
1.(AL/PE - Analista Legislativo Consultor Legislativo -Orçam. Publ. Desenv. Econômico) A Lei Federal n°
4.320/64 define créditos adicionais como as autorizações de despesas não computadas ou insuficientemente
dotadas na Lei Orçamentária. Os referidos créditos podem ser
(A) extraordinários, destinados a reforço de dotação orçamentária.
(B) suplementares, destinados a despesas urgentes e imprevistas.
(C) especiais, destinados a despesas para as quais não haja dotação orçamentária específica.
(D) redutores, provenientes da anulação total ou parcial de dotações orçamentárias.
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(E) excedentes, provenientes de excesso de arrecadação ou superávit financeiro.


2. (TRT/3ª-Contador) Em agosto de X8, o Secretário de Educação da Prefeitura Y fez uma previsão das
matrículas do ensino fundamental para o exercício de X9 e constatou que a estrutura física existente era
insuficiente para atender à demanda prevista. Por outro lado, percebeu que a dotação para despesa com material
permanente não seria integralmente utilizada e o excedente poderia ser destinado para o início da realização de
obras para a construção de um prédio escolar. O Plano Plurianual e a Lei de Diretrizes Orçamentárias referentes
ao exercício de X8 previam a construção de novos prédios escolares, mas a Lei Orçamentária Anual de X8 não a
previa. Neste caso, para que a obra pudesse ser realizada seria necessária a
(A) abertura de créditos extraorçamentários.
(B) abertura de créditos suplementares.
(C) abertura de créditos extraordinários.
(D) abertura de créditos especiais.
(E) transposição de créditos de material permanente para obras.
3. (TRT/6ª) A Lei nº 4.320/64 estabeleceu que os créditos especiais e extraordinários têm vigência adstrita ao
exercício financeiro em que são abertos, salvo expressa disposição legal em contrário. A Constituição atual
permitiu que tais créditos fossem reabertos nos limites de seus saldos, incorporando-se ao orçamento do exercício
seguinte, quando o ato de autorização tenha sido promulgado nos quatro últimos meses do exercício, ou seja,
após o encaminhamento da proposta orçamentária pelo Poder Executivo ao Legislativo, passando, assim, a ter
vigência anual. Porém, nenhum desses diplomas legais cogitou dos recursos de cobertura dos créditos assim
transferidos, ou seja, reabertos. Considerando o princípio orçamentário do equilíbrio e que tais saldos reabertos
representaram economia orçamentária no exercício financeiro de sua autorização, no momento da reabertura
deve-se ter como pressuposto que tais créditos são cobertos com recursos
(A)de excesso de arrecadação.
(B)do saldo do orçamento.
(C)aflorados no exercício da reabertura.
(D)de anulação de despesa fixada.
(E)do superávit financeiro.
4. (Pref. De Laguna/SC) Assinale a alternativa que complete adequadamente a afirmativa: “A abertura de
créditos suplementares é permitida com a evidenciação de _____________________ encontrado no balanço
patrimonial do exercício anterior.”
A)Superávit financeiro.
B)Superávit de capital.
C)Déficit financeiro.
D)Déficit de capital.
E)Déficit orçamentário.
5. (TCE/AC - Analista Administrativo)O governador eleito de determinado estado, com o objetivo de
desconcentrar as atividades do Poder Executivo, decidiu implementar, no primeiro ano do seu mandato,
secretarias regionais, criando estruturas que transferiram da capital para o interior parte do poder de decisão do
Poder Executivo. Para funcionar, as secretarias regionais precisariam de uma estrutura mínima composta por
secretário, secretário-adjunto, assessores, consultores e gerentes. A criação de secretarias regionais não estava
prevista na época de elaboração do orçamento feito pelo seu antecessor e aprovado pela assembleia legislativa,

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A
para vigorar no primeiro ano do mandato do novo governador; portanto, não existia dotação orçamentária.

F
Considerando a situação hipotética descrita, assinale a opção correta.
A) Para cobrir as despesas das estruturas das secretarias regionais, o governador pode ordenar o seu pagamento pelas
secretarias já existentes na estrutura do governo.
O
B) O governador pode usar o superávit financeiro apresentado no balanço patrimonial do exercício anterior por meio da
abertura de crédito suplementar, desde que autorizado na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), para atender às
despesas das novas secretarias.
C) As despesas das secretarias regionais podem ser cobertas com a criação de créditos especiais, autorizados pelo Poder
Legislativo por meio de lei, desde que existam recursos disponíveis.
D) A lei orçamentária vigente pode ser alterada por meio de crédito suplementar destinado a suprir as despesas nas
secretarias criadas pelo governador.
E) De acordo com a Lei n.º 4.320/1964, o governador poderá abrir crédito extraordinário para atender às despesas das
secretarias regionais, desde que promulgado nos oito primeiros meses do exercício.
6. (TRT/9ª-Analista Administrativo) Os demonstrativos contábeis de determinada Entidade Pública apresentou
em 31/12/2009 os seguintes grupos de contas e valores, em R$:

Com base nos valores acima e considerando a existência de recursos não comprometidos, a Entidade, consoante a
Lei Federal nº 4.320/64, no exercício de 2010, poderia abrir créditos suplementares e especiais até o valor de R$
100, utilizando-se de recursos disponíveis provenientes
(A) de anulação parcial ou total de dotações orçamentárias ou de créditos adicionais autorizados em lei.
(B) do superávit orçamentário apurado em balanço do exercício anterior.
(C) do excesso de arrecadação.
(D) do saldo patrimonial apurado em balanço patrimonial do exercício anterior.
(E) do superávit financeiro apurado em balanço patrimonial do exercício anterior.
7. (CGU-AFC) Com base na Constituição Federal de 1988, identifique a opção correta com relação aos créditos
adicionais.
A) Os créditos adicionais são classificados em crédito complementar, crédito especial e crédito extraordinário.
B) Os créditos especiais e extraordinários terão vigência no exercício financeiro em que forem autorizados, salvo se o
ato de autorização for promulgado nos últimos quatro meses daquele exercício, caso em que, reabertos nos limites dos
seus saldos, serão incorporados ao orçamento do exercício financeiro subseqüente.
C) O crédito especial destina-se ao reforço de categoria de programação orçamentária já existente.
D) O crédito extraordinário destina-se às despesas para as quais não haja categoria de programação orçamentária
específica, visando atender objetivo não previsto no orçamento.
E) É vedada a abertura de crédito especial ou extraordinário sem prévia autorização legislativa e sem indicação dos
recursos correspondentes.
8. (CGU-AFC) Ao longo do exercício financeiro, pode ocorrer a necessidade de abertura de créditos adicionais
para cobrir despesas não computadas ou insuficientemente dotadas. Com base na legislação vigente, relativa a
esse assunto, identifique a opção incorreta.
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A) A abertura dos créditos suplementares e especiais depende da existência de recursos disponíveis para atender à
despesa e será precedida de exposição justificada.
B) Somente será admitida a abertura de crédito extraordinário para atender a despesas imprevisíveis e urgentes, como as
decorrentes de guerra, comoção interna ou calamidade pública, observado o disposto na Constituição Federal.
C) A vigência dos créditos especiais não pode ultrapassar o exercício financeiro em que foram autorizados, em respeito
ao princípio orçamentário da anualidade.
D) Terão vigência até o final do exercício financeiro os créditos extraordinários cujo ato de autorização tenha sido
promulgado nos primeiros 4 (quatro) meses do exercício financeiro.
E) Para fins de abertura de créditos suplementares e especiais, consideram-se recursos disponíveis os provenientes do
excesso de arrecadação, ou seja, do saldo positivo das diferenças, acumuladas mês a mês, entre a arrecadação prevista e
a realizada, considerando-se, ainda, a tendência do exercício.
9. (CGU-AFC) Assinale a opção correta, a respeito dos créditos adicionais.
A) Os créditos suplementares somente podem ser abertos em razão de excesso de arrecadação ou por cancelamento de
créditos consignados na Lei Orçamentária Anual.
B) Os créditos especiais podem ser reabertos no exercício seguinte pelos saldos remanescentes, caso o ato de
autorização tenha sido promulgado nos últimos quatro meses do exercício.
C) Na abertura de créditos extraordinários, a indicação da fonte dos recursos é dispensada, caso haja grave ameaça à
ordem pública.
D) Os créditos suplementares não necessitam de autorização legislativa para serem abertos, quando a abertura decorrer
de calamidade pública.
E) O cancelamento de restos a pagar é fonte para a abertura de créditos adicionais.
10. (ANA/Analista Administrativo) Considerando as normas que regem o processo orçamentário, podemos
afirmar que é permitida(o):
A) a concessão de créditos ilimitados.
B) a abertura de crédito extraordinário sem prévia autorização legislativa.
C) o início de programas não incluídos na lei orçamentária anual.
D) a realização de despesas que excedam os créditos orçamentários ou adicionais.
E) a vinculação de receita tributária, a qualquer título, mediante Decreto do Poder Executivo.
11. (CÂMARA DE RECIFE_ Consultor Legislativo - Administração Pública, Tributação, Orçamento, Finanças e
Desenv. Econômico_2014) Os créditos adicionais são autorizações de despesa não computadas ou
insuficientemente dotadas na Lei de Orçamento. A Lei nº 4.320/1964 classifica tais créditos de acordo com suas
finalidades e caraterísticas. Uma característica do crédito adicional especial é:
(A) autorização legislativa incluída na lei orçamentária;
(B) atendimento a despesas não contempladas no orçamento;
(C) impossibilidade de prorrogação da vigência;
(D) independência de indicação de fonte de recurso;
(E) reforço de dotação orçamentária.
12. (IBGE/Analista de Orçamento) Os créditos adicionais são as autorizações de despesas não computadas ou
insuficientemente dotadas na LOA. Salvo exceções previstas, sua abertura depende da indicação de fonte de
recursos. A fonte de recurso que, quando utilizada, NÃO causa aumento global da dotação inicial autorizada na
LOA é:

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A
(A) excesso de arrecadação;
(B) operações de crédito autorizadas; F
(C) recebimentos de convênios e recursos vinculados não previstos na LOA;
(D) reserva de contingência; O
(E) superávit financeiro apurado em balanço patrimonial do exercício anterior.
13. (IBGE/Analista de Orçamento) Os dados apresentados no Quadro V foram solicitados pela secretaria de
planejamento de um ente da Federação, com o objetivo de identificar a existência de recursos para abertura de
créditos adicionais suplementares e especiais.

Considerando os dados e as definições, o montante de recursos disponível para abertura de créditos adicionais é:
(A) 128.005,00; (B) 191.825,00; (C) 255.645,00; (D) 339.245,00; (E) 422.845,00.
14. (TCE/GO_Analista Administrativo) Em relação aos créditos adicionais, é correto afirmar que os créditos
(A) especiais e suplementares serão autorizados por lei e abertos por decreto executivo.
(B) especiais e suplementares serão abertos por decreto executivo que deles dará conhecimento imediato ao Poder
Legislativo.
(C) especiais e suplementares serão autorizados por lei independentemente da existência de recursos disponíveis para
incorrer a despesa.
(D) extraordinários serão abertos por decreto do Poder Executivo, que deverá dar conhecimento ao Poder Legislativo no
prazo máximo de 90 dias.
(E) suplementares terão vigência máxima de 24 meses a contar da data de sua abertura.
15. (TRE/PB – Contador) Nos termos da Lei nº 4.320, de 1964, os recursos que podem financiar créditos
suplementares e especiais são:
(A) superávit financeiro do ano anterior, excesso de arrecadação, anulação de dotação, operação de crédito.
(B) superávit orçamentário do ano anterior, ativo real líquido, anulação de dotação, operação de crédito.
(C) operação de crédito por antecipação da receita, superávit financeiro, excesso de arrecadação, anulação de dotação.
(D) superávit econômico, excesso de arrecadação, anulação parcial de dotação e operação de crédito.
(E) superveniências e insubsistências ativas.

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16. (MPE/SE - Administração) No mês de setembro, o secretário de planejamento do município “B” certificou-se
da necessidade de alterar o orçamento para a inclusão de despesas com reforma das escolas municipais que não
haviam sido previstas, mas que naquele momento seria possível realizá-las, haja vista a existência de excesso de
arrecadação devido ao crescimento econômico vivenciado pelo país durante o exercício financeiro. Neste caso, o
Poder Executivo deveria
(A) obter autorização legislativa e, em seguida, abrir créditos especiais, cuja vigência seria até o final do exercício
seguinte desde que reabertos pelo seu saldo.
(B) abrir créditos suplementares em conformidade com autorização na Lei Orçamentária Anual, os quais teriam vigência
até o final do exercício em que foram abertos.
(C) abrir créditos extraordinários e, em seguida, dar conhecimento ao Poder Legislativo, os quais teriam vigência até o
final do exercício em que foram abertos.
(D) abrir créditos especiais e, em seguida, obter autorização legislativa, tais créditos teriam vigência até o final do
exercício em que foram abertos.
(E) obter autorização legislativa e, em seguida, abrir créditos extraordinários, cuja vigência seria até o final do exercício
seguinte desde que reabertos pelo seu saldo.
17. (TRE/AM - Analista Administrativo) A Lei no 4.320/64 estabeleceu que os créditos especiais e extraordinários
têm vigência adstrita ao exercício financeiro em que são abertos, salvo expressa disposição legal em contrário. A
Constituição atual permitiu que tais créditos fossem reabertos nos limites de seus saldos, incorporando-se ao
orçamento do exercício seguinte, quando o ato de autorização tenha sido promulgado nos quatro últimos meses
do exercício, ou seja, após o encaminhamento da proposta orçamentária pelo Poder Executivo ao Legislativo,
passando, assim, a ter vigência anual. Porém, nenhum desses diplomas legais cogitou dos recursos de cobertura
dos créditos assim transferidos, ou seja, reabertos. Considerando o princípio orçamentário do equilíbrio e que
tais saldos reabertos representaram economia orçamentária no exercício financeiro de sua autorização, no
momento da reabertura deve-se ter como pressuposto que tais créditos são cobertos com recursos
(A)de excesso de arrecadação.
(B)do saldo do orçamento.
(C)aflorados no exercício da reabertura.
(D)de anulação de despesa fixada.
(E)do superávit financeiro.
18. (TRT/2ª-Contabilidade) Sobre créditos adicionais, é correto afirmar:
(A) É vedada a abertura de créditos extraordinários sem prévia autorização legislativa.
(B) A abertura de créditos especiais prescinde da existência de recursos disponíveis para ocorrer a despesa.
(C) O Poder Executivo não poderá realizar operações de crédito para financiar os créditos adicionais.
(D) A aprovação de abertura de créditos adicionais será feita exclusivamente no Senado da República, por maioria
simples.
(E) Em caso de abertura de créditos extraordinários, há necessidade de indicação da importância, espécie dos créditos e
classificação da despesa.

1C 2D 3E 4A 5C 6E 7B 8C 9B 10B
11B 12D 13C 14A 15A 16A 17E 18E

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A
Capítulo 4 - Princípios Orçamentários
1) Conceito: Os princípios orçamentários visam estabelecer regras básicas, a fim de conferir racionalidade, eficiência e F
transparência aos processos de elaboração, aprovação, execução e controle do orçamento público, configurando-se como
núcleos que irradiam um norte para um regular comportamento do gestor.
O
2) Espécies
2.1) Anualidade ou Periodicidade
Conceito -

Exceção -

Objetivo -

2.2) Unidade ou Totalidade


Conceito -

Exceção -
Objetivo -

Para saber mais: quando o examinador dissertar sobre:


1) Unidade:
2) Totalidade:

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2.3) Universalidade
Conceito -

Exceção -
1) Receitas
a)

b)

2) Despesas

Objetivo

2.4) Exclusividade ou Pureza


Conceito -

Exceção -

Autorização para -

Objetivo -

2.5) Não Afetação


Conceito -

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A
Exceção -
- F

-
O

-
Para saber mais - EC 93/2016 - Desvinculação das Receitas da União - DRU

Como Era Como Está


Percentual 20% 30%
Abrangência União Todos os entes (DREM)
Tempo 4 anos 7 anos (até 2023)
Receita de explorações, taxas e
contribuições (CIDE e Sociais), no
Fontes Apenas Receitas de Contribuições
caso da união, e impostos taxas e
multas, no caso dos outros entes
Princípio não Afetação Fortalecido e Ampliado.

Objetivo -

2.6) Orçamento Bruto


Conceito -

Exceção -
Objetivo -

2.7) Equilíbrio
Conceito -

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Exceção -
a) Visão Neoliberal:
b) Visão Keynesiana:

Objetivo -

2.8) Especialização, Especificação ou Discriminação


Conceito -

Exceção -

Objetivo -

Para saber mais

Anualidade Unidade Universalidade Exclusividade Não afetação Orçamento bruto Equilíbrio Especialização

1 Exercício 1 LOA p/ Receitas/Despesas Só Orçamento Impostos Números totais na Receitas = Pormenorizar a


Conceito
de execução cada ente na LOA na LOA livres LOA Despesas LOA

Exceção Sim Não Sim Não Sim

Base Lei nº 4.320/64 CF/88 Lei nº 4.320/64 Doutrina Lei nº 4.320/64

Pesquisar sobre: uniformidade, clareza, exatidão, programação, proibição do estorno, regra de ouro, evidenciação e
"LIMPE"
Para saber mais
Princípios
1) gerais
1.1 - Substanciais: Anualidade, unidade, universalidade, exclusividade e equilíbrio;
1.2 - formais ou de apresentação: especificação, publicidade, clareza e uniformidade;
2) específicos às receitas: não afetação e legalidade tributária
Para saber mais
Apenas para o prof.: Lino Martins, o principio do orçamento bruto é sinônimo de universalidade, interpretação
divergente da doutrina majoritária, embora aceita pelo cespe;

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A
EXERCÍCIOS
JULGUE OS ITENS F
1. (ANTAQ_Técnico Administrativo) Em razão do princípio da universalidade, o valor recebido referente à multa
aplicada pela ANTAQ somente será registrado como receita do exercício corrente se houver previsão dessa multa na lei O
orçamentária anual.
2. (ANTAQ_Analista Administrativo) O princípio da anualidade orçamentária determina que o orçamento de cada um
dos entes da Federação deve ser elaborado e encaminhado ao Poder Legislativo no ano anterior ao da sua execução.
3. (ANTAQ_Analista Administrativo) Não poderá ser autorizada a abertura de créditos suplementares de valor que,
quando somado às demais operações anteriormente realizadas, ultrapasse o total de despesas de capital fixadas na LOA.
4. (TCDFT/2014_Técnico Administrativo) Suponha que determinado município tenha instituído contribuição de
melhoria sobre imóveis localizados próximos de obra pública concluída. Nessa situação, em respeito ao princípio da não
vinculação, o município estará proibido de determinar a destinação do produto da arrecadação da referida contribuição
ao atendimento de despesa pública específica.
5. (TCDFT/2014_ Técnico Administrativo) O princípio da universalidade está expresso no dispositivo constitucional
que proíbe a concessão ou utilização de créditos ilimitados.
(CÂMARA DOS DEPUTADOS_Consultor de Orçamento)
6. O princípio da exclusividade tem o objetivo de impedir que a lei de orçamento seja utilizada como meio de aprovação
de matérias estranhas às questões orçamentárias.
7. No Brasil, a anualidade do orçamento sempre foi consagrada, inclusive nos dispositivos constitucionais, mas a
exigência de que os orçamentos anuais fossem complementados com projeções plurianuais se deu a partir da Lei de
Responsabilidade Fiscal (LRF).
8. As cotas de receita que uma entidade pública deva transferir a outra serão incluídas como receita no orçamento da
entidade obrigada à transferência.
9. O princípio do orçamento bruto, embora bastante representativo, não está integrado à legislação brasileira.
10. O princípio da especialização contribui para o trabalho fiscalizador dos parlamentos sobre as finanças executivas.
11. (MTE_Agente Administrativo) A Constituição Federal de 1988 (CF) permite a realização de operação de crédito
que exceda o montante das despesas de capital, se essa operação for aprovada pelo Poder Legislativo por maioria
absoluta.
(FUB_Assistente De Administração) Julgue os itens a seguir, a respeito dos princípios orçamentários.
12. Em conformidade com o princípio da anualidade, a programação relativa a projetos constantes na lei orçamentária
com duração superior ao exercício financeiro independente do plano plurianual.
13. O orçamento deve atender ao requisito de uniformidade no que se refere ao aspecto formal para permitir a
comparabilidade ao longo dos exercícios financeiros.
14. O princípio da universalidade, incorporado à legislação orçamentária, possibilita ao Poder Legislativo impedir que o
Poder Executivo realize despesas sem a prévia autorização parlamentar.
15. O princípio da unidade ou totalidade orienta que cada unidade governamental deve elaborar orçamentos múltiplos
integrados pelos orçamentos fiscais, monetários e das estatais.
16. A autorização para a abertura de créditos suplementares e a contratação de operações de crédito são
excepcionalidades ao princípio da exclusividade no que se refere à lei orçamentária.
17. O princípio do equilíbrio é uma importante ferramenta de controle dos gastos e da dívida pública por estabelecer que
o total da despesa orçamentária tenha como limite a receita orçamentária prevista para o exercício financeiro.

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18. Apesar de o princípio da não afetação proibir as vinculações das receitas de impostos às despesas, a CF vincula
algumas dessas receitas a determinadas despesas.
(TRT/8ª_Analista Administrativo_2016)
19. Há desobediência ao princípio do equilíbrio quando são realizadas operações de crédito para assegurar a igualdade
nos casos em que as despesas do orçamento são superiores ao valor total de receitas.
20. Em razão do princípio da exclusividade, que determina que a LOA não pode apresentar conteúdo diferente da
previsão de receitas e da fixação das despesas, a autorização para abertura de créditos suplementares deve ser realizada
junto à lei de diretrizes orçamentárias.
(Previc_Analista Administrativo) Acerca dos princípios orçamentários, julgue o item subsequente.
21. A legislação brasileira, ao admitir a existência do orçamento da seguridade social e do orçamento fiscal, viola o
princípio da totalidade orçamentária.
22. Se determinado município criar uma taxa de fiscalização sanitária, poderá vincular o produto de sua arrecadação
para a constituição de um fundo especial com o objetivo de construir uma usina de reciclagem de lixo.
23. Caso a União destine recursos para atender aos gastos com manutenção de uma fundação estadual que tenha como
objetivo principal o controle de epidemias, essa dotação deverá ser classificada no orçamento federal como despesa de
custeio.
24. Todos os entes da Federação estão proibidos de compensar o direito líquido e certo de receber seus recursos com
obrigações perante terceiros, ressalvados os créditos de natureza tributária.
25. O princípio do orçamento bruto se aplica indistintamente à lei orçamentária anual e a todos os tipos de crédito
adicional.
26. O orçamento é popularmente chamado de lei de meios, porque seu objetivo principal é discriminar em suas tabelas e
anexos quais os meios que o governo deve utilizar para atingir os seus fins.
(SESA/ES) Acerca de orçamento público, julgue os itens seguintes.
27. O princípio da não afetação das receitas envolve apenas o produto da arrecadação de impostos e é impraticável no
caso de operações de crédito por antecipação de receita.
28. O orçamento público é o ato pelo qual o Poder Legislativo prevê receitas, autoriza o Poder Executivo a realizar
despesas por certo período e se responsabiliza pela definição das metas de resultados fiscais.
29. O princípio da anualidade estabelece que a vigência do orçamento deve ser de um ano, obrigando que o exercício
financeiro se inicie no dia 1º de janeiro de cada ano e termine em 31 de dezembro.
30. (UNIPAMPA_Analista Administrativo) A Desvinculação das Receitas da União (DRU), pelo fato de não estar
vinculada a qualquer fundo, ainda que somente contábil, impossibilita a distinção, na execução orçamentária, de qual
parcela de recursos é originária de impostos gerais e de qual é referente à desvinculação de recursos. Essa situação fere
os princípios orçamentários da discriminação e da clareza no orçamento público.
31. (SEGER/ES - Analista de Administração) Segundo os autores das escolas clássica e neoclássica do pensamento
econômico, o orçamento, instrumento de controle das contas governamentais, deve ser equilibrado, ou seja, elaborado
com o objetivo de conter seus gastos e de não prejudicar a eficiência do mercado.
32. (TCU-AOP) Em épocas de estagnação e recessão econômica, as concepções keynesianas têm dado suporte à
flexibilização na aplicação do princípio do equilíbrio orçamentário, defendendo, inclusive, um maior endividamento
público, possibilitando uma utilização intensiva de recursos ociosos e esterilizados por agentes econômicos privados.
33. (TCE/RN - ICE - Administração 2015) O princípio do equilíbrio orçamentário deixará de ser observado, caso um
crédito adicional seja aberto sem a indicação da fonte de recursos necessária à cobertura da despesa.

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A
34. (TCE/RN - Auditor de Controle Externo 2015) Se determinado órgão público realizar operação de crédito, sem

F
oferecer como garantia sua receita futura, e receber recursos não previstos no orçamento em decorrência dessa operação,
os ingressos serão classificados como receita orçamentária.
(ANTT - Técnico Administrativo_2013) A respeito dos princípios orçamentários, julgue os itens a seguir.
O
35. O princípio da unidade estabelece que o montante da despesa não deve ultrapassar a receita prevista para o período.
36. O impedimento à apropriação de receitas de impostos, com exceção das ressalvas previstas na Constituição Federal
de 1988 (CF), tipifica o princípio da não vinculação das receitas.
37. A proibição relativa à inserção, na lei orçamentária, de norma estranha à previsão da receita e à fixação da despesa
advém do princípio da universalidade.
(TCE/RO - Agente Administrativo_2013) Com relação ao ciclo e aos princípios orçamentários, julgue os itens que se
seguem.
38. A utilização de linguagem simples e inteligível, como forma de dar transparência ao orçamento público, atende ao
princípio orçamentário da clareza.
39. O atendimento ao princípio orçamentário da universalidade é condição necessária para que o ente governamental
possa realizar operações de crédito por antecipação da receita orçamentária.
40. (SEGER/ES - ECONOMIA_2013 - adaptada) O princípio da não afetação de receita é também denominado
vinculação da receita, devido à existência de mecanismos de desvinculação da receita da União (DRU) aprovados por
lei.
(PF - ADMINISTRADOR_2014 )
41. Na contabilização do total de receitas, deduzir o valor a ser inscrito na dívida ativa tributária da União descumpre o
princípio orçamentário da programação.
42. Uma operação de crédito por antecipação de receita orçamentária somente será realizada se a respectiva destinação
dos recursos estiver prevista na lei de diretrizes orçamentárias.
(PF - AGENTE ADMINISTRATIVO_2014 )
43. De acordo com o princípio da unidade, ou da totalidade orçamentária, todos os entes federados devem reunir seus
diferentes orçamentos em uma única lei orçamentária, que consolidará todas as receitas e despesas públicas do Estado.
(Secretaria de Educação /DF - contador - 2017) A respeito do orçamento público, julgue os itens a seguir.
44. Segundo o princípio da exclusividade, o orçamento deve ser uno, isto é, deve existir apenas um orçamento para
determinado exercício financeiro.
(IPHAN - Analista - Cargo 1/Área 5 - 2018)
45. Novas categorias de programação da lei orçamentária podem ser utilizadas sem se desrespeitar o princípio da
uniformidade.
46. O princípio do orçamento bruto constitui um pressuposto básico do princípio da universalidade.

1E 2E 3E 4E 5E 6C 7E 8E 9E 10C
11C 12E 13C 14C 15E 16C 17C 18C 19E 20E
21E 22C 23E 24C 25C 26E 27C 28E 29C 30C
31C 32C 33E 34C 35E 36C 37E 38C 39E 40E
41E 42E 43E 44E 45C 46C

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AFO + LRF Teoria e Exercícios

Capítulo 5 - Receita: Estágios e Classificação


1) Estágios
1.1) Etapas
Previsão
Lançamento
Arrecadação
Recolhimento

1.1.1) Previsão
Efetuar a previsão, segundo o MTO/2016, implica planejar e estimar a arrecadação das receitas que constará na
proposta orçamentária. Isso deverá ser realizado em conformidade com as normas técnicas e legais correlatas e, em
especial, com as disposições constantes na LRF.
Assim, podemos invocar o art. 12 da referida norma:
Art. 12. As previsões de receita observarão as normas técnicas e legais, considerarão os
efeitos das alterações na legislação, da variação do índice de preços, do crescimento
econômico ou de qualquer outro fator relevante e serão acompanhadas de demonstrativo de
sua evolução nos últimos três anos, da projeção para os dois seguintes àquele a que se
referirem, e da metodologia de cálculo e premissas utilizadas.

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A
Para saber mais

F
O

1.1.2) Lançamento
1.1.2.1) Conceito: Segundo o Código Tributário Nacional, art. 142, lançamento é o procedimento administrativo
tendente a verificar a ocorrência do fato gerador da obrigação correspondente, determinar a matéria tributável, calcular o
montante do tributo devido, identificar o sujeito passivo e, sendo o caso, propor a aplicação da penalidade cabível.
1.1.2.2) Receitas Lançáveis
Algumas receitas não percorrem o estágio do lançamento, conforme se depreende pelo art. 52 da Lei nº
4.320/64:
São objeto de lançamento os impostos diretos e quaisquer outras rendas com vencimento
determinado em lei, regulamento ou contrato.
Para fins de provas de concursos públicos, recomendamos memorizar que tributos, contribuições e multas
tributárias são passiveis de lançamento.
1.1.2.3) Características

Repartição Fisco União Receita Federal do Brasil - RFB;


competente Entes Secretaria de Fazenda - SEFAZ.

Atividade Vinculada e obrigatória

Objeto do lançamento Tributos e outras receitas com prazo de vencimento

Contábil:

Administrativo:
5 requisitos:_______________________________________________________________
Ato ______________________________________________________________________;e
4 atributos:________________________________________________________________
_____________________________________________________________.
Contábil:

Crédito Valor devido ao estado

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Agente Passivo Contribuinte devedor

Agente Ativo Estado

Aquilo que dá causa ao Estado ter o direto de cobrar, bem como o contribuinte ter o dever de
Fato Gerador
pagar.

Penalidades Multas

1.1.2.4) Tipos - DHD


Direto
Homologação
Declaração

Sinônimo Responsável Como se dá Exemplos

Direto De oficio Agente Ativo É quando a lei assim o determina. IPTU, IPVA

A legislação atribui a contribuinte ou


responsável o dever de realizar o pagamento do
tributo de forma antecipada, sem necessidade de ISS, ICMS,
Homologação Autolançamento Agente Passivo
prévio exame pela autoridade administrativa, IPI, IR
sendo que, quando ela toma conhecimento dele,
homologa-o.

O principal dever do sujeito consiste na entrega


da declaração, que é informativa, cujo conteúdo
Declaração Misto Agente Ativo ITCMD, ITBI
esclarece se o crédito tributário é por ele
reconhecido e em que quantia.

1.1.3) Arrecadação
1.1.3.1) Conceito
Corresponde à entrega dos recursos devidos ao Tesouro Nacional pelos contribuintes ou devedores, por meio
dos agentes arrecadadores ou instituições financeiras autorizadas pelo ente.
Vale destacar que, segundo o art. 35 da Lei no 4.320, de 1964, pertencem ao exercício financeiro as receitas nele
arrecadadas, o que representa a adoção do regime de caixa para o ingresso das receitas públicas.
Cuidado: a competência tributária é indelegável, salvo atribuição das funções de arrecadar ou fiscalizar tributos,
ou de executar leis, serviços, atos ou decisões administrativas em matéria tributária, conferida por uma pessoa jurídica
de direito público a outra, nos termos do § 3º do artigo 18 da Constituição.
1.1.3.2) Modelos
a) Direto:

b) Indireto:

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A
1.1.3.4) Recolhimento
a) Conceito: F
Consiste na transferência dos valores arrecadados à conta específica do Tesouro Nacional, responsável pela
administração e controle da arrecadação e pela programação financeira, observando-se o princípio da unidade de O
tesouraria ou de caixa, conforme determina o art. 56 da Lei no 4.320, de 1964:
Art. 56. O recolhimento de todas as receitas far-se-á em estrita observância ao princípio
de unidade de tesouraria, vedada qualquer fragmentação para criação de caixas especiais.

2) Classificação
2.1) Quanto à Previsão
a) Orçamentárias

Para saber mais:

SÃO ORÇAMENTÁRIAS AS RECEITAS


Constem na LOA Não tenham passivos Necessitam de autorização legislativa

Por quê? Há previsibilidade contínua São análogas às Aprovação legislativa é condição suficiente
na sua arrecadação. receitas no sentido para associá-las às orçamentárias,
estrito, ou seja, transformando-se em uma exceção ao fato
contábil e privado. de, para serem orçamentária, não ter
passivo.

Exemplo Imposto e Taxas Doações em Dinheiro Operações de Crédito de Longo Prazo

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AFO + LRF Teoria e Exercícios

a) Extraorçamentárias (Ingressos Extraorçamentários segundo o MCASP)

-
Para saber mais
Valores advindos de toda e qualquer arrecadação que não figure no orçamento e, ademais, toda arrecadação
que não constitui renda do Estado.
O seu caráter é de extemporaneidade ou de transitoriedade nos registros públicos configurando-se como meros
ingressos na Conta do Tesouro e como recursos do passivo (obrigações com terceiros) que transitam no ativo (bens e
direitos) estatal.
Exemplo: cauções recebidas, restos a pagar inscritos, serviços da dívida a pagar inscritos, depósitos de terceiros
auferidos, consignações em folha, fianças, operações de crédito por Antecipação de Receita Orçamentária - ARO.
Depreende-se que seja o fluxo de entradas e saídas de recursos do caixa da União, mas que não são de sua
propriedade, e que tenham caráter devolutivo.
Quadro comparativo entre receitas quanto à previsão

Orçamentária Extraorçamentária
Disponibilidade Estatal
Posse Propriedade Posse Propriedade
Sim Sim* Sim Não
Conta Única
Definitiva* Transitória
Autorização Legislativa
Necessitam Não necessitam, salvo as AROs
Objetivo
Fazer frente à despesa pública orçamentária Fazer frente à despesa pública extraorçamentária
São computadas como
Receitas Públicas Ingressos Extraorçamentários
*Salvo as operações de créditos, que, apesarem de serem orçamentárias, ficam apenas na posse do Estado, sendo, assim, transitórias.
2.2) Quanto à Natureza
a) Conceito

b) Divisão
Categorias Econômicas
Origens
Espécies
Desdobramento para Identificação de Peculiaridades
Tipo

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A
c) codificação
Cinco (5) níveis F
Oito (8) dígitos sequenciais, que estabelecem o "endereço" das receitas públicas quanto à natureza.
O

Fonte: MTO 2017

Exemplo 1 Exemplo 2
C . O . E . D . T 1.1.1.3011.1

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AFO + LRF Teoria e Exercícios

Para saber mais: Receitas de Operações Intraorçamentárias


1)realizadas entre órgãos e entidades públicos integrantes dos Orçamentos Fiscal e da Seguridade Social do
mesmo ente federativo.
2) Não representam novas entradas de recursos nos cofres públicos do ente, mas apenas remanejamento de
receitas entre seus órgãos.
3) Elas são contrapartida de despesas classificadas na modalidade de aplicação 91 - Aplicação Direta
Decorrente de Operação entre Órgãos, Fundos e Entidades Integrantes do Orçamento Fiscal e do Orçamento
da Seguridade Social, que, devidamente identificadas, evitam a dupla contagem na consolidação das contas
governamentais.
4) Assim, a Portaria Interministerial STN/SOF no 338, de 26 de abril de 2006, que alterou a Portaria
Interministerial STN/SOF nº 163, de 2001, incluiu as Receitas Correntes Intraorçamentárias e Receitas de
Capital Intraorçamentárias representadas, respectivamente, pelos códigos 7 e 8 em suas categorias
econômicas. Essas classificações não constituem novas categorias econômicas de receita, mas apenas
especificações das categorias econômicas Receitas Correntes e Receitas de Capital.

Para saber mais - SOC - Superávit do Orçamento Corrente


C = Correntes; K = Capital

Balanço Orçamentário
Receitas (R) Despesas (D)

C C

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A
Assim:
RC > DC = Superávit do Orçamento Corrente F
RK < DK = Déficit do Orçamento de Capital
O
EXERCÍCIOS
JULGUE OS ITENS
(AUDITOR/MG) A receita pública passa por um processo denominado estágios ou fases, até o seu recebimento. Acerca
dos estágios da receita pública, julgue os itens que se seguem.
1. A arrecadação caracteriza-se pela transferência dos recursos diretamente ao caixa do tesouro.
2. A fixação da receita tem a finalidade de determinar a matéria tributável, analisar seus elementos e calcular o montante
do tributo devido.
3. O lançamento por homologação é efetuado pela administração sem a participação do contribuinte.
4. A arrecadação indireta ocorre quando entidades depositárias — empregadores, bancos etc. — retêm valores do
contribuinte, providenciando, posteriormente, o recolhimento.
5. A previsão de todas as receitas deve observar o princípio da unidade de tesouraria, vedada a fragmentação dos
recursos em caixas especiais.
6. (MPU - Analista Administrativo) Somente a receita orçamentária reúne condições de percorrer os estágios de
previsão, lançamento, arrecadação e recolhimento.
7. (ANTT_Analista Administrativo - adaptada) Segundo o enfoque de competência, o lançamento, procedimento
próprio da etapa de planejamento orçamentário, está associado à previsão da receita.
8. (ICMBIO_Analista Administrativo) Algumas receitas orçamentárias podem não passar, antes do seu recolhimento,
pela etapa de lançamento.
9. (TCE/AC_Analista de Controle Externo) As receitas extraorçamentárias são valores provenientes de toda e qualquer
arrecadação que não figure no orçamento, mas que constitui renda do Estado.
(SEFAZ/ES-Contador) Acerca dos estágios da receita pública, julgue os seguintes itens.
10. O estágio da previsão refere-se à estimativa de arrecadação da receita constante na Lei das Diretrizes Orçamentárias,
resultante da metodologia de projeção de receitas orçamentárias.
11. São objeto de lançamento os impostos diretos e quaisquer outras rendas com vencimento determinado em lei,
regulamento ou contrato.
12. A arrecadação consiste no depósito em conta do Tesouro, aberta especificamente para esse fim, pelos caixas ou
bancos recolhedores.
13. (ANAC_Técnico Administrativo) A receita orçamentária efetiva, no momento do seu reconhecimento, constitui fato
contábil modificativo aumentativo, aumentando a situação líquida patrimonial da entidade.
(SESA/ES) Em relação às normas técnicas e legais de conceituação e classificação das receitas e despesas públicas,
julgue os itens.
14. Se a União utilizar parte de suas receitas correntes para transferir a determinado município recursos destinados a
construir um posto de saúde, essa operação deverá ser classificada, na contabilidade do município beneficiado, como
transferência de capital.
15. A receita pública somente pode ser considerada orçamentária se estiver incluída na lei orçamentária anual.

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AFO + LRF Teoria e Exercícios

16. (TELEBRAS_Analista - Contador) Entre os estágios da receita, está o lançamento de créditos a serem arrecadados
no ano em questão, que deve ser feito com base em previsão de receitas fundamentada em uma série histórica de
arrecadação combinada com eventuais mudanças na legislação, entre outros elementos.
17. (MDIC/Analista Administrativo - adaptada) Os códigos correspondentes às origens devem ser utilizados quando se
fizer necessário discriminar os tipos de receita agrupados em determinada espécie.
18. (TCDFT/2014_Técnico Administrativo - adaptada) Caso se pretenda identificar, dentro de cada espécie de receita,
uma qualificação mais específica ou agregar determinadas receitas com características próprias e semelhantes entre si,
deve-se utilizar o nível de codificação da receita denominado desdobramentos para identificação de peculiaridades.
(ANTAQ_Analista Administrativo)
19. As receitas provenientes de rendimentos sobre investimentos do ativo permanente, de aplicações de disponibilidades
em operações de mercado e de outros rendimentos oriundos de renda de ativos permanentes devem ser classificadas
como receitas correntes.
20. O 1.º nível da codificação da natureza da receita é utilizado para mensurar o impacto das decisões do governo na
economia nacional.
(ANAC_Técnico Administrativo) Julgue os itens subsequentes, referentes à receita pública e a suas características.
21. A receita orçamentária não efetiva, que constitui fato contábil permutativo, altera a situação líquida patrimonial no
momento do seu reconhecimento. Nesse caso, além da receita orçamentária, registra-se, concomitantemente, conta de
variação passiva para reforçar o efeito dessa receita sobre o patrimônio líquido da entidade.
22. Em algumas transações realizadas no âmbito da União, dada a necessidade de autorização legislativa para sua
efetivação, há o registro da receita orçamentária mesmo não havendo ingressos efetivos. Transações como aquisições
financiadas de bens e arrendamento mercantil-financeiro, por serem consideradas operação de crédito, são registradas
como receita orçamentária e despesa orçamentária.
23. A receita orçamentária privada, executada por entidades privadas, deve estar prevista no orçamento anual,
prescindindo, no entanto, de aprovação por ato de conselho superior ou outros procedimentos internos para sua
consecução.
(IPEA_ Analista Administrativo)
24. Consoante a Lei n.º 4.320/1964, os tributos seriam impostos, taxas e contribuições, sem a especificação de que, entre
as contribuições, somente as de melhoria é que se enquadrariam no conceito de tributos.
25. Se um cidadão deseja fazer uma doação em dinheiro para o governo e se essa espécie de receita não está prevista na
lei orçamentária, o governo deve arrecadá-la, todavia, será ela contabilizada como orçamentária.
26. Uma receita de contribuições sociais é prevista na lei orçamentária e contabilizada como integrante das receitas
tributárias.
(ABIN-Admisnistrador) A respeito das receitas públicas, julgue os seguintes itens.
27. São exemplos de receitas de contribuições os prêmios prescritos de loterias federais e a contribuição para o Serviço
Nacional de Aprendizagem Comercial (SENAC).
28. Ao contrário das receitas de capital, as receitas correntes aumentam as disponibilidades financeiras do Estado,
apresentam efeito positivo sobre o patrimônio líquido do ente federativo e destinam-se ao financiamento dos programas
e ações orçamentários.
29. Considerando-se que as receitas orçamentárias são representadas por recursos financeiros que ingressam no caixa do
governo durante o exercício orçamentário e que constituem elemento novo para o patrimônio público, aumentando-lhe o
saldo financeiro, é correto afirmar que, excetuando-se as operações por antecipação de receita orçamentária (ARO), as
operações de crédito autorizadas em lei classificam-se como receitas orçamentárias.

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A
30. Os ingressos extraorçamentários, tais como a emissão de moeda, cauções, depósitos judiciais, depósitos para

F
recursos e fianças, não são registrados no resultado patrimonial de um ente federativo.
(MPOG/ENAP_2015- ADMINISTRADOR CARGO 1) Acerca de noções básicas de administração financeira e
orçamentária, julgue os itens que se seguem.
O
31. Os recursos obtidos por meio de operações de crédito por antecipação da receita integram o cômputo geral das
receitas orçamentárias demonstradas no balanço financeiro.
32. Se determinada entidade da administração pública realizar venda de mercadorias inerentes à sua atividade principal,
então o produto da venda deverá ser classificado como receita de serviços.
(STJ/Técnico Administrativo_cargo 15_2015)
33. A classificação destinada a identificar as receitas de acordo com sua inclusão no resultado fiscal do governo divide-
se em receitas de resultado primário e secundário.
(FUB_AUDITOR_2015)
34. Sob a ótica econômica, as receitas estão divididas em receitas correntes e de capital, abrangendo estas ultimas as
operações de credito, a alienação de bens, a amortização de empréstimos, as transferências de capital e outras receitas de
capital.
35. As alterações em índices oficiais de preços interferem no calculo da previsão de receita orçamentária.
(TELEBRAS_ANALISTA_CONTADOR_2015)
36. Na classificação por categoria econômica das receitas, o superávit do orçamento corrente, compreendido como valor
excedente entre receitas e despesas correntes, deve ser classificado como receita corrente.
37. A alienação de bens em que o valor da venda é superior ao valor contabilmente registrado no patrimônio do ente
público alienante é uma exceção à regra de que receitas de capital nada acrescem ao patrimônio público.
38. Tanto as receitas classificadas na categoria econômica de receita corrente tributária quanto as receitas compulsórias
têm, após arrecadadas, destinação específica estabelecida em dispositivos constitucionais.

(TELEBRAS - Analista Administrativo_2015) O Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) 2016 prevê um déficit
orçamentário. Essa é a primeira vez na história que o governo entrega uma proposta orçamentária admitindo déficit nas
suas contas. A tabela apresentada mostra o resumo da receita e despesa dos orçamentos fiscal e da seguridade por
categoria econômica. A respeito dessa tabela e dos assuntos a ela relacionados, julgue os itens 39 e 40 a seguir.
39. As receitas intraorçamentárias são receitas correntes, pertencentes a terceiros, arrecadadas pelo ente público
exclusivamente para fazer face às exigências contratuais pactuadas para posterior devolução.

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40. Analisando-se a tabela, verifica-se a existência de déficit corrente, o qual está sendo custeado pelo superávit de
capital.
41. (TCU) A Conta Única do Tesouro Nacional, mantida pelo Banco do Brasil, tem por finalidade acolher as
disponibilidades financeiras da União movimentáveis pelas unidades gestoras da administração federal, excluindo-se a
contribuição previdenciária, que ingressa em conta específica administrada pelo INSS.
42. (CEARÁPORTOS) A conta única do tesouro nacional é mantida pelo Banco Central do Brasil e tem por finalidade
acolher as disponibilidades financeiras da União, movimentáveis pelas unidades gestoras da administração federal —
direta e indireta — participantes do SIAFI, na modalidade online. A movimentação de conta única é realizada com o
concurso do Banco do Brasil e, em casos especiais, com o apoio de outros agentes financeiros credenciados pelo
Ministério da Fazenda.
(TCERN _AUDITOR 2015)
43. A classificação orçamentária da receita influencia a destinação do recurso arrecadado, ou seja, a segregação entre a
receita de impostos e a receita de contribuição permite que a contabilidade separe a receita que é vinculada (impostos)
da que não é vinculada (contribuições).
44. Embora o lançamento, a arrecadação e o recolhimento sejam estágios da receita pública, é apenas nesse último que
ocorre o reconhecimento da receita pública, mediante o cumprimento do regime de caixa das receitas públicas.
45. (TCDFT-AUDITOR-2014) A conta de cancelamento de restos a pagar pode registrar insubsistência ativa ou passiva.
(SGA/AC-CONTADOR) A respeito de escrituração típica em entidades públicas e determinação do resultado do
exercício, julgue os itens a seguir (adaptada).
46. Ao registrar uma receita de alienação pelo valor contábil do bem ocorre, também, um fato modificativo aumentativo.
47. Uma insubsistência passiva gera um resultado aumentativo no exercício.
(ANA-CONTADOR) Acerca da contabilidade pública e suas especificidades, julgue os itens seguintes.
48. Os compromissos exigíveis, cujo pagamento depende de autorização legislativa ou orçamentária, são recolhidos na
forma de receitas extraorçamentárias.
49. Quando uma prefeitura retém o valor do imposto de renda sobre a folha de pagamentos de sua responsabilidade, o
montante será classificado como receita extraorçamentária.
50. Para que exista superávit no orçamento de capital, o valor das receitas de capital deve ser superior ao valor das
despesas de capital. Dessa maneira, enquanto o superávit corrente possibilita a cobertura de despesas de capital, o
superávit de capital provocará a diminuição do patrimônio público.

1E 2E 3E 4C 5E 6C 7E 8C 9E 10E
11C 12E 13C 14C 15E 16C 17E 18C 19C 20C
21E 22C 23E 24C 25C 26E 27C 28E 29C 30C
31E 32C 33E 34C 35C 36E 37C 38E 39E 40C
41E 42C 43E 44E 45E 46E 47C 48E 49C 50C

ASSINALE A OPÇÃO CORRETA


1. (TRT/16ª-Analista Administrativo) As receitas orçamentárias que ingressam nos cofres públicos são identificadas
por um código de 8 dígitos subdivididos em cinco níveis. Com relação aos níveis de detalhamento, os impostos e as
dívidas ativas são espécies de receitas
(A) patrimonial e de serviços.
(B) tributária e outras receitas correntes.
(C) patrimonial e outras receitas correntes.
(D) tributária e patrimonial.

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A
(E) tributária e receitas diversas.
2. (TRT/20ª) Quanto ao impacto na situação líquida patrimonial, é correto afirmar que as operações de crédito de longo F
prazo é uma Receita Orçamentária
(A) Não Efetiva, porém, constitui-se em fato contábil modificativo e por isso altera a situação líquida patrimonial. O
(B) Efetiva, porém não altera a situação líquida patrimonial e, por isso, constitui fato contábil permutativo.
(C) Corrente e por isso não altera a situação líquida patrimonial, logo, constitui fato contábil permutativo.
(D) Capital que altera a situação líquida patrimonial e, por isso, constitui fato contábil modificativo.
(E) Não Efetiva que não altera a situação líquida patrimonial e, por isso, constitui fato contábil permutativo.
3. (TRT/16ª- Analista Administrativo) O município de Açude Grande do Norte procedeu à venda de dois terrenos no
valor total de R$ 220.000,00, com um ganho na alienação de R$ 20.000,00. De acordo com Manual de Contabilidade
Aplicada ao Setor Público, houve
(A) receita patrimonial de R$ 220.000,00.
(B) variação patrimonial quantitativa de R$ 200.000,00.
(C) receita de capital de R$ 20.000,00.
(D) variação patrimonial qualitativa de R$ 200.000,00.
(E) receita efetiva de R$ 220.000,00.
4. (TRT/16ª- Analista Administrativo) Relativamente a etapa da execução orçamentária da receita, nos termos da Lei
Federal n° 4.320/64, e o procedimento licitatório para contratação de serviços, nos termos da Lei de Licitações n°
8.666/93, considere as informações a seguir. Determinado município recebeu do governo do Estado recursos
financeiros, no valor de R$ 72.000,00, destinados à contratação de serviços de conservação e manutenção das escolas
públicas municipais. A classificação da receita orçamentária e a modalidade de licitação para contratação dos serviços
são, respectivamente,
(A) subvenções correntes e tomada de preços.
(B) transferências correntes e convite.
(C) receita patrimonial e convite.
(D) outras receitas correntes e tomada de preços.
(E) transferências de capital e convite.
5. (TRT/20ª - Analista Administrativo) O Balanço Orçamentário de determinada entidade pública, em 31/12/2010,
apresentou as seguintes receitas arrecadadas:

Com base nos valores acima, pode-se afirmar que as receitas correntes e de capital somam, respectivamente,

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(A) 650 e 200.


(B) 600 e 250.
(C) 520 e 330.
(D) 450 e 400.
(E) 350 e 500.
6. (TCEAM-Auditor) Quanto à origem, as receitas públicas poderão ser classificadas como
(A)ordinárias e extraordinárias.
(B)originárias e derivadas.
(C)correntes e de capital.
(D)tributárias e patrimoniais.
(E)patrimoniais e de resultado.
7. (SEFAZ/SP) Constituem modalidade de receita derivada, exceto:
A) tributos.
B) contribuições.
C) impostos.
D) preços públicos.
E) taxas.
8. (TCE/GO-Anal.Con.Ext-Orçam.Finanças) O contador do município de Cruz Nova, atendendo uma solicitação do
prefeito, elaborou um relatório das receitas ocorridas no período. O relatório indicava a arrecadação das seguintes
receitas:
I. recebimento de aluguéis de prédios públicos.
II. alienação de bens móveis.
III. venda de produtos vegetais extraídos de propriedades do governo.
IV. superávit do orçamento corrente.
V. cobrança de dívida ativa.
São classificadas como receitas correntes APENAS
(A) I, II e III.
(B) I, II e IV.
(C) I, III e V.
(D) II, III e V.
(E) III, IV e V.
9. Na codificação da receita orçamentária os dígitos que correspondem à categoria econômica são os
(A)primeiros.
(B)primeiros e os segundos.

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A
(C)segundos.
(D)segundos e os terceiros. F
(E)terceiros.
10. (TJ/PA-Contador) Um funcionário da Secretaria de Fazenda de uma prefeitura determina a base de cálculo do
O
Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana (IPTU) e a alíquota a ser aplicada no ano corrente, bem como
identifica a pessoa devedora e inscreve o débito desta. Neste momento, a receita encontra-se em seu estágio de
(A) lançamento.
(B) arrecadação.
(C) previsão.
(D) adiantamento.
(E) liquidação.
11. (TRT/3ª-Contador) No final do mês de setembro, após a apuração do valor a recolher da Contribuição para o
Financiamento da Seguridade Social (COFINS) e geração do documento de Arrecadação de Receitas Federais (DARF),
a empresa WZ faz o pagamento na rede bancária credenciada. Neste momento, ocorre o estágio de
(A) lançamento de uma receita orçamentária.
(B) arrecadação de uma receita tributária.
(C) recolhimento de uma receita tributária.
(D) arrecadação de uma receita de contribuição.
(E) recolhimento de uma receita de contribuição.
12. (TCE/CE_2015) Em um determinado exercício financeiro, a União auferiu receitas provenientes de operações de
crédito, provenientes de amortização de empréstimos concedidos, oriundas de cobrança da dívida ativa e de natureza
imobiliária. Com fundamento nas normas da Lei Federal no 4.320/64, classificam-se como Receitas
I. DE CAPITAL, as provenientes de amortização de empréstimos concedidos.
II. CORRENTES, as provenientes de cobrança da Dívida Ativa.
III. Patrimoniais (RECEITA CORRENTE), aquelas de natureza imobiliária.
IV. Diversas (Transferências Correntes − RECEITA CORRENTE), as provenientes de operações de crédito.
Está correto o que se afirma APENAS em
(A) I, II e III.
(B) I, II e IV.
(C) I e III.
(D) II e IV.
(E) III e IV.
13. (TCM/PA) Em relação às receitas orçamentárias, considere:
I. O recolhimento de todas as receitas far-se-á em estrita observância ao princípio de unidade de tesouraria, vedada
qualquer fragmentação para criação de caixas especiais.
II. As previsões de receita serão acompanhadas de demonstrativo de sua evolução nos últimos cinco anos, da projeção
para os dois seguintes àquele a que se referirem, e da metodologia de cálculo e premissas utilizadas.
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III. O montante arrecadado de operações de crédito poderá ser superior ao das despesas de capital desde que haja
autorização em créditos especiais aprovados pelo Poder Legislativo por maioria simples.
IV. A aplicação da receita de capital derivada da alienação de bens e direitos que integram o patrimônio público para o
financiamento de despesa corrente é proibida, salvo se destinada por lei aos regimes de previdência social, geral e
próprio dos servidores públicos.
Está correto o que se afirma APENAS em
(A) II e III.
(B) IV.
(C) I.
(D) I e II.
(E) I e IV.
14. (MJ-Contador_Adaptada) A Contabilidade Pública no Brasil é regida pelo regime contábil misto, que mescla o
regime de caixa e o regime de competência para apuração dos resultados do exercício, sendo que, para as receitas
públicas, é adotado o regime de caixa e, para as despesas públicas, é adotado o regime de competência. O estágio
percorrido pelas receitas públicas, que confirma o regime de competência, é
A) Empenho.
B) Lançamento.
C) Licitação.
D) Pagamento.
E) Recolhimento.
15. (MJ-Contador_Adaptada) Pela classificação das receitas públicas quanto à afetação patrimonial e quanto à categoria,
é correto afirmar que são receitas efetivas e receitas correntes, respectivamente, as
A) Receitas de Operações de Crédito e Receitas de Impostos.
B) Receitas de Alienações de Bens e Receitas de Taxas.
C) Receitas Tributárias e Receitas de Doações.
D) Receitas de Amortização de Empréstimos e Receitas de Doações.
E) Receitas Patrimoniais e Receitas de Impostos.
16. (PREF. NITERÓI - Contador) Constituem receita pública de natureza extraorçamentária:
A) Créditos de dívida ativa não tributária.
B) Recursos provenientes de transferências voluntárias.
C) Valores recebidos acima dos previstos.
D) Receitas de contribuição.
E) As operações de crédito por antecipação de receita.
17. (PREF. NITERÓI - Contador) A conversão em espécie de bens e direitos representa uma receita:
A) Corrente.
B) Patrimonial.

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A
C) De serviços.
D) De operação de crédito. F
E) De alienação de bens.
18. (PREF. NITERÓI - Contador) Os valores recebidos como pagamento por empréstimos efetuados a outras entidades
O
de direito público ou privado constituem receita:
A) De Contribuição.
B) Corrente.
C) De Serviços.
D) De Alienação de Bens.
E) De Amortização de Empréstimos.
19. (PREF. NITERÓI - Contador) O processo de planejamento deve atender determinados princípios. Aquele que
estabelece a necessidade de antever as ações num certo lapso de tempo em função dos objetivos almejados, dos recursos
disponíveis e da possibilidade de controle, é:
A) Previsão.
B) Continuidade.
C) Materialidade.
D) Aderência.
E) Relevância.
20. (SUFRAMA_Adaptada) A Lei Federal n° 4.320 de 17 de março de 1964, em seus artigos 34 e 35, estabelece que o
exercício financeiro coincidirá com o ano civil e que ao exercício financeiro pertencem as receitas nele
A) lançadas.
B) previstas.
C) empenhadas.
D) arrecadadas.
E) recolhidas.
21. (SEFAZ/PI - Analista doTesouro Estadual) No mês de janeiro de 2015, determinado ente da federação contabilizou
receitas orçamentárias, no valor total de R$ 22.350.000,00. Quanto ao impacto na situação líquida patrimonial, as
receitas podem ser efetivas e não efetivas. São consideradas como efetivas e não efetivas, respectivamente, as receitas
referentes a
(A) juros ativos e transferências correntes.
(B) multas de trânsito e imobiliárias.
(C) serviços e patrimoniais.
(D) tributárias e operações de crédito.
(E) aluguéis e impostos.
22. (TRT/24_Analista Administrativo) Uma receita de capital arrecadada mas não prevista no orçamento, geralmente
constitui receita
(A)orçamentária de mutações.
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(B)orçamentária efetiva.
(C)extraordinária.
(D)extraorçamentária.
(E)derivada.
23. (TCM/GO - Auditor de Controle Externo - ACE - _2015) A constituição do crédito tributário é fundamental para
que se possa exigir o seu pagamento pelo sujeito passivo. De acordo com o Código Tributário Nacional, a constituição
do crédito tributário
(A) é procedimento administrativo que verifica a ocorrência do fato gerador da obrigação, identifica o contribuinte e o
responsável, calcula o montante do tributo devido e determina a matéria tributável.
(B) deve ser feita a partir do momento do surgimento da obrigação tributária, sob pena de ocorrer a prescrição do direito
de a Fazenda Pública promover seu lançamento.
(C) é de competência exclusiva das autoridades administrativa e judicial.
(D) é feita por meio do lançamento, em relação ao tributo, mas, em relação à penalidade pecuniária por inobservância de
obrigação acessória, não o é.
(E) é feita por meio de uma das quatro formas de lançamento previstas no CTN: lançamento de ofício, lançamento
contábil, lançamento por homologação e lançamento por declaração.
24. (TJ/PA-Contador) As receitas públicas classificam-se, de acordo com sua categoria econômica, em Receita Corrente
e Receita de Capital. Com relação à Receita Corrente é correto afirmar que deverá ser registrada
(A) somente em contas do sistema financeiro, quando integralmente percorrido o estágio de previsão.
(B) somente em contas do sistema orçamentário, quando realizado o respectivo recolhimento.
(C) somente em contas dos sistemas de compensação e patrimonial, quando integralmente percorrido o estágio da
previsão.
(D) em contas dos sistemas orçamentário e de compensação, quando realizado o respectivo recolhimento.
(E) em contas dos sistemas financeiro e orçamentário, quando realizados os estágios de arrecadação e recolhimento.
25. (TRF3ª_Analista Administrativa) No que se refere às receitas públicas, a Lei nº 4.320/1964 estabelece que
(A) receita tributária e receita não tributária são espécies de categorias econômicas.
(B) receitas tributária e patrimonial são espécies de receitas de capital.
(C) o superávit do orçamento corrente resultante do balanceamento dos totais das receitas e despesas correntes não
constitui item de receita orçamentária.
(D) a receita proveniente da realização de recursos financeiros oriundos de constituição de dívidas é classificada como
receita corrente.
(E) a receita advinda de tributo tem seu produto destinado a custear apenas atividades gerais.
26. (IBGE - Analista Orçamento e Finanças) Considere o detalhamento de receitas apresentado no Quadro a seguir:

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A
F
O

O montante das receitas que, no momento do reconhecimento do crédito, contribui para aumentar a situação líquida
patrimonial da entidade é:
(A) 100.900,00;
(B) 194.060,00;
(C) 203.510,00;
(D) 219.710,00;
(E) 223.680,00.
27. (IBGE - Analista Orçamento e Finanças) Considere o Quadro a seguir, originado da execução orçamentária de um
ente municipal referente ao último exercício financeiro.

Considerando a classificação das receitas públicas, quanto à procedência, em originárias e derivadas, as receitas
auferidas de forma impositiva, em relação à receita total, representam:
(A) 34,8%;
(B) 57,4%;
(C) 89,4%;
(D) 92,3%;
(E) 98,3%.
28. (IBGE - Analista Orçamento e Finanças) O conceito de Receita Corrente Líquida (RCL) foi estabelecido pela Lei de
Responsabilidade Fiscal e é utilizado como parâmetro para acompanhamento de metas fiscais e despesas públicas em
áreas específicas. No cálculo da RCL da União, os itens a seguir devem ser deduzidos do somatório das receitas,
EXCETO:
(A) compensações financeiras entre regimes previdenciários;

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(B) contribuições para custeio da seguridade social;


(C) contribuições para custeio de pensões militares;
(D) transferências constitucionais e legais;
(E) transferências voluntárias.
29. (IBGE - Analista Orçamento e Finanças) Considere os dados de detalhamento de receitas contidos no Quadro a
seguir:

Conforme as disposições do Decreto nº 93.872/1986, os recursos que devem ser recolhidos à Conta Única do Tesouro
Nacional totalizam:
(A) 247.810,00;
(B) 340.515,00;
(C) 482.330,00;
(D) 637.435,00;
(E) 730.140,00.
30. (TRT/14ª - Técnico Administrativo) Com relação à classificação da receita orçamentária, a Origem é o detalhamento
das Categorias Econômicas “Receitas Correntes” e “Receitas de Capital”, com vistas a identificar a natureza da
procedência das receitas no momento em que ingressam no Orçamento Público. São Origens de receitas orçamentárias,
EXCETO
(A) receita de impostos e de contribuições de melhoria.
(B) receita de operações de crédito e patrimonial.
(C) alienação de bens e amortização de empréstimos.
(D) receita industrial e de serviços.
(E) transferências correntes e transferências de capital.
31. As receitas de concessões e permissões são classificadas como:
(A) de serviços;
(B) patrimoniais;
(C) de contribuições;
(D) tributárias;
(E) mobiliárias.
32. (PREFEITURA DE MESQUITA/RJ) Não são classificadas como receitas extraorçamentárias:
(A) inscrições de despesas empenhadas e não pagas em restos a pagar;
(B) operações de crédito por antecipação de receita orçamentária;

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A
(C) consignações retidas na folha de pagamento para a previdência geral;
(D) cauções em dinheiro recebidas para garantia de execução contratual; F
(E) rendimentos de aplicações financeiras em instituições bancárias.
33. (TCM/SP - Analista Administrativo - adaptada) Identifique a alternativa que corresponde ao regime contábil para a
O
apuração dos resultados na contabilidade pública brasileira, no que tange às receitas e despesas, sob o enfoque
orçamentário.
A) misto, ou seja, receitas arrecadadas (regime de caixa) e despesas empenhadas (regime de competência).
B) competência, ou seja, receitas e despesas orçadas.
C) caixa, ou seja, receitas recebidas e despesas pagas.
D) misto, ou seja, receitas arrecadadas (regime de caixa) e despesas orçadas (regime orçamentário).
E) orçamentário, ou seja, receitas e despesas orçadas e legalmente empenhadas.
34. (TCM/SP - Analista Administrativo) No âmbito da Administração Pública, os estágios da receita pública são,
respectivamente,
A) a previsão (estimativa), o empenho (inclusão no orçamento) e a arrecadação (pelo pagamento do contribuinte).
B) o empenho (inclusão no orçamento), a arrecadação (pelo pagamento do contribuinte) e a realização (pelo
recebimento da receita).
C) a previsão (estimativa), a arrecadação (pelo pagamento do contribuinte) e o recolhimento (pelo crédito na conta de
receita proveniente da entrega do produto da arrecadação).
D) a dotação (estimativa), a arrecadação (pelo pagamento do contribuinte) e o empenho (baixa na dotação orçamentária
pelo recebimento efetivo da receita arrecadada).
E) a previsão (estimativa), o recolhimento dos pagamentos dos contribuintes (pelas repartições fiscais ou rede bancária)
e a realização (pelo recebimento da receita).
35. (FNDE - Analista Administrativo - adaptada) As receitas são classificadas quanto à afetação patrimonial em efetivas
e não efetivas (mutação). Assinale a alternativa que apresente, respectivamente, uma receita efetiva e uma por mutação.
(A) aluguel ativo e empréstimo contraído.
(B) pessoal ativo e aquisição de bens.
(C) alienação de bens e ISS arrecadado
(D) IPTU arrecadado e multa arrecadada.
(E) amortização de empréstimos contraídos e empréstimos concedidos
36. (FNDE - Analista Administrativo) O valor das Receitas de Capital com base no quadro a seguir é:

Receitas Previsão Arrecadação Recolhimento

Alienação de bens 2.000 1.500 0

Dividendos recebidos 5.000 4.500 4.000

Empréstimos contraídos 3.000 2.500 2.500

Multas 4.000 3.500 3.500


Total 14.000 12.000 10.000

A) 2.500.
B) 8.500.

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C) 4.000.
D) 10.000.
E) 8.000.
37. (FNDE - Analista Administrativo) O valor da Dívida Ativa a ser inscrita conforme as informações abaixo é:

Receitas Previsão Lançamento Arrecadação Recolhimento

Total 20.000 18.000 15.000 10.000

A) 3.000.
B) 2.000.
C) 5.000.
D) 8.000.
E) 10.000.
38. (FNDE - Analista Administrativo) As receitas que afetam o resultado econômico do governo são:
A) todas as de mutação.
B) todas as efetivas.
C) todas as correntes.
D) todas as de capital.
E) todas as receitas, sejam correntes ou de capital.
39. (Prefeitura Municipal de Gravatá – Analista Administrativo) Abaixo estão dispostas algumas definições
correspondentes aos estágios da receita orçamentária. Analise-as e assinale a alternativa correta.
1. É o momento em que o contribuinte recolhe ao agente arrecadador o valor de seu débito.
2. É o momento em que se faz a estimativa da receita que se espera arrecadar no exercício seguinte.
3. É o momento em que a repartição competente verifica a procedência do crédito fiscal e da pessoa devedora e
inscreve o débito desta.
4. É o momento em que o agente arrecadador repassa ao Tesouro Nacional, Estadual ou Municipal os recursos
arrecadados.
A) 1- Recolhimento; 2- Empenho; 3- Pagamento; 4- Fixação.
B) 1- Arrecadação; 2- Previsão; 3- Lançamento; 4- Recolhimento.
C) 1- Recolhimento; 2- Fixação; 3- Empenho; 4- Pagamento.
D) 1- Arrecadação; 2- Empenho; 3- Pagamento; 4- Previsão.
E) 1- Pagamento; 2- Previsão; 3- Lançamento; 4- Recolhimento.
40. (MPU - Analista Administrativo) As operações de crédito por antecipação da receita devem ser:
A) autorizadas por Decreto.
B) autorizadas somente por Lei específica.
C) realizadas somente através de contratos.
D) autorizadas por Lei, podendo a autorização estar contida na própria lei orçamentária.

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A
E) autorizadas somente na lei orçamentária.
41. (TRE/PI - Analista Administrativo_2016_) Em relação a receitas públicas, assinale a opção correta. F
A) A arrecadação é o estágio no qual os contribuintes liquidam suas obrigações junto ao Tesouro Nacional.
B) A baixa de dívida ativa pode ocorrer por recebimento, por abatimento e anistia, nos casos legalmente previstos, ou
O
mesmo por cancelamento administrativo ou judicial da inscrição.
C) A inscrição em dívida ativa de natureza tributária da União compete à SOF.
D) Aos municípios não se admite ampliar os desdobramentos dos códigos das receitas com a adoção de códigos locais.
E) Depois de votado o orçamento, o primeiro estágio da execução da receita é a fixação, que se restringe à organização
das estimativas.
42. (TRE/PI - Analista Administrativo_2016) Assinale a opção que apresenta corretamente a receita econômica cuja
origem a classifica como receita de capital.
A) juros.
B) amortização de empréstimos.
C) imposto de renda.
D) royalties.
E) dívida ativa.
43. (TRT/18ª - Analista Contábil) Compete aos Estados e ao Distrito Federal instituir impostos sobre
(A) exportação, para o exterior, de produtos nacionais ou nacionalizados.
(B) operações de crédito, câmbio e seguro, ou relativas a títulos ou valores mobiliários.
(C) transmissão inter vivos, a qualquer título, por ato oneroso, de bens imóveis.
(D) transmissão causa mortis e doação, de quaisquer bens ou direitos.
(E) renda e proventos de qualquer natureza.
44. (TRT/18ª - Analista Contábil) A execução da receita oriunda do Imposto sobre a Propriedade de Veículos
Automotores se dá em
(A) três estágios: arrecadação, liquidação e recolhimento.
(B) dois estágios: arrecadação e recolhimento.
(C) quatro estágios: previsão, lançamento, arrecadação e recolhimento.
(D) três estágios: previsão, arrecadação e recolhimento.
(E) três estágios: lançamento, arrecadação e recolhimento.
45. (Prefeitura de Teresina - Analista de Orçamento e Finanças Públicas) Um Técnico de Nível Superior − Analista de
Orçamento e Finanças Públicas foi incumbido de fazer uma análise da dívida da Prefeitura de Teresina registrada nos
seus balanços. Foi verificada a existência de
I. restos apagar, excluídos os serviços da dívida.
II. serviços da dívida a pagar.
III. depósitos.
IV. débitos de tesouraria.

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AFO + LRF Teoria e Exercícios

Nos termos da Lei no 4.320/1964, os itens I, II, III e IV integram, correta e respectivamente, a
(A) dívida flutuante, dívida flutuante, dívida flutuante e dívida flutuante.
(B) dívida fundada, dívida flutuante, dívida flutuante e dívida flutuante.
(C) dívida flutuante, dívida fundada, dívida flutuante e dívida flutuante.
(D) dívida flutuante, dívida flutuante, dívida fundada e dívida flutuante.
(E) dívida flutuante, dívida flutuante, dívida flutuante e dívida fundada.

1B 2E 3D 4B 5B 6B 7D 8C 9A 10A
11D 12A 13E 14B 15E 16E 17E 18E 19A 20D
21D 22A 23A 24E 25C 26B 27D 28E 29E 30A
31B 32E 33A 34C 35A 36C 37A 38B 39B 40D
41B 42B 43D 44E 44A

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A
Capítulo 6 - Despesas: Estágios e Classificação
1) Estágios F
1.1) Etapas
Fixação
O
Empenho
Liquidação
Pagamento

1.1.1) Fixação
a) Conceito
Montante das despesas autorizadas, dotadas (limite superior em valores) em créditos (autorizações específicas ou
genéricas) orçamentários.
1.1.2) Empenho
a) Conceito Art. 58. Da lei nº 4.320/1964: "O empenho de despesa é o ato emanado de autoridade competente que cria
para o Estado obrigação de pagamento pendente ou não de implemento de condição."
b) Espécie/Tipo
Modalidades de Empenho

Alcance Condicionado Pode ser Documentos


O Primário Não
R Nota de Empenho
EGO
A Secundário Sim, ao originário - NE

c) Modalidades de Empenho
Tipos de Empenho
Valor a pagar é
Aceita pagamento
previamente Base Homogênea Exemplos
parcelado
conhecido?
Luz, telefone, água,
E Não Sim Não pessoal
Convênios, contratos,
G Sim Sim Sim aluguel, obras vultosas
Merenda, material de
O Sim Não Sim expediente

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AFO + LRF Teoria e Exercícios

Para saber mais - composição das espécies e modalidades de empenho

d) Nota de Empenho - NE: documento inserido no SIAFI que representa o Empenho.

Unidade Gestora Responsável pela aplicação do crédito ou realização da despesa

Beneficiário Credor ou contratado

O valor a pagar Importância bruta

Classificação da despesa Esfera, institucional, funcional, programática, IDOC, IDUSO e natureza

Tipo de empenho EGO

Modalidade de empenho ORA

Codificação Níveis e dígitos

e) Dispensa do empenho e da NE

Despesas Públicas

Orçamentárias Extraorçamentárias

Empenho

Nota de Empenho

Constam na LOA Sim Não

Para saber mais


Somente as receitas orçamentárias são públicas, enquanto todas as despesas orçamentárias e Extraorçamentárias são
públicas;
Para saber mais
Lei nº 8.666/1993 - Lei de Licitações
Art. 65.
(...)
§ 8o A variação do valor contratual para fazer face ao reajuste de preços previsto no próprio contrato, as atualizações,
compensações ou penalizações financeiras decorrentes das condições de pagamento nele previstas, bem como o
empenho de dotações orçamentárias suplementares até o limite do seu valor corrigido, não caracterizam alteração do
mesmo, podendo ser registrados por simples apostila, dispensando a celebração de aditamento.

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A
Para saber mais - substituição do Contrato administrativo pela NE
Lei nº 8.666/1993 - Lei de Licitações F
(...)
Art. 62. O instrumento de contrato é obrigatório nos casos de concorrência e de tomada de preços, bem como nas
O
dispensas e inexigibilidades cujos preços estejam compreendidos nos limites destas duas modalidades de licitação, e
facultativo nos demais em que a Administração puder substituí-lo por outros instrumentos hábeis, tais como carta-
contrato, nota de empenho de despesa, autorização de compra ou ordem de execução de serviço.
1.1.3) liquidação
a) Conceito
Art. 63. Da Lei nº 4.320/1964: "A liquidação da despesa consiste na verificação do direito adquirido pelo credor tendo
por base os títulos e documentos comprobatórios do respectivo crédito."
Para saber mais
Nessa faze, há o recebimento físico ou subjetivo dos objetos fixados (na LOA ou em Créditos Adicionais), empenhados e
contratados pelo Estado para posteriores testes e ensaios, bem como comprovação dos aspectos técnicos e gerais
quanto à alocação da finalidade institucional.
b) liquidantes
1º) Credor -

2º) Adm. Pública -

d) Nota de Lançamento - NL: documento inserido no SIAFI que representa a Liquidação.


Para saber mais
Lei nº 8.666/1993 - Lei de Licitações
Art. 55.
(...)
§ 3o No ato da liquidação da despesa, os serviços de contabilidade comunicarão, aos órgãos incumbidos da
arrecadação e fiscalização de tributos da União, Estado ou Município, as características e os valores pagos, segundo o
disposto no art. 63 da Lei no 4.320, de 17 de março de 1964.
Para saber mais
Lei nº 8.666/1993 - Lei de Licitações
(...)
Art. 73. Executado o contrato, o seu objeto será recebido:
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AFO + LRF Teoria e Exercícios

I - em se tratando de obras e serviços:


a) provisoriamente, pelo responsável por seu acompanhamento e fiscalização, mediante termo circunstanciado,
assinado pelas partes em até 15 (quinze) dias da comunicação escrita do contratado;
b) definitivamente, por servidor ou comissão designada pela autoridade competente, mediante termo circunstanciado,
assinado pelas partes, após o decurso do prazo de observação, ou vistoria que comprove a adequação do objeto aos
termos contratuais, observado o disposto no art. 69 desta Lei;
II - em se tratando de compras ou de locação de equipamentos:
a) provisoriamente, para efeito de posterior verificação da conformidade do material com a especificação;
b) definitivamente, após a verificação da qualidade e quantidade do material e conseqüente aceitação.
(...)
Lei nº 8.666/1993 - Lei de Licitações
(...)
Art. 75. Salvo disposições em contrário constantes do edital, do convite ou de ato normativo, os ensaios, testes e
demais provas exigidos por normas técnicas oficiais para a boa execução do objeto do contrato correm por conta do
contratado.
Art. 76. A Administração rejeitará, no todo ou em parte, obra, serviço ou fornecimento executado em desacordo com o
contrato.
1.1.4) Pagamento
a) Conceito: Entrega de numerário ao credor do Estado, extinguindo dessa forma o débito ou obrigação.

b) Ordem de Pagamento: Despacho exarado por autoridade competente, determinando que a despesa liquidada
seja paga.
c) Ordem Bancária - OB: documento inserido no SIAFI que representa o Pagamento
Para saber mais
É condição "sine qua non" (indispensável) para o empenho a regular fixação.
É condição "sine qua non" (indispensável) para a liquidação o regular empenho.
É condição "sine qua non" (indispensável) para o pagamento a regular liquidação.

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A
2) Classificação
2.1) Quanto ao Programa ou Estrutura programática adotada no setor público brasileiro F
a) Conceito: Identifica para qual FIM de atuação governamental será aplicado o crédito
b) Divisão
O
- Programas
- Ações
- Subtítulo
b.1) Programas
b.1.1) Conceito: Orientados para a realização dos objetivos estratégicos definidos para o período do PPA, sanando
lacunas e necessidades (GAP) do Estado e da Sociedade, no campo econômico e social;
b.1.2) Tipos:
Temáticos: aquele que expressa e orienta a ação governamental para a entrega de bens e serviços à sociedade. Ex.: bolsa
família; PAC; PROUNI; Minha Casa, Minha Vida.
Gestão, Manutenção e serviços ao Estrado - GSM: aquele que expressa e orienta as ações destinadas ao apoio, à gestão e
à manutenção da atuação governamental. Ex.: treinamento de pessoal; informática.
b.2) Ações
b.2.1) Conceito: Operações ou Mecanismos que contribuem para atender ao objetivo de um programa.
b.2.2)Tipos:
Ações Operações
Projetos Atividades
Variáveis Especiais*
Tempo
Objetos
Geram
Produtos e serviços
Alcançam objetivo de programa
Constam no PPA
Primeiro Dígito
Exemplo

* na sua essência, são programas, mas não estão inseridas no PPA; à LOA, são recepcionadas como ações.

Para saber mais - dimensões da Estrutura programática do PPA

Fonte: Seplan/MP

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AFO + LRF Teoria e Exercícios

b.3) Subtítulo
b.3.1) Conceito: utilizado especialmente para identificar a localização física da ação orçamentária, não podendo
haver, por conseguinte, alteração de sua finalidade, do produto e das metas estabelecidas.
b.3.2) Tipos
1ª) (Macro) Regiões Geográficas: exterior, nacional, regiões, estados, DF, municípios;
2ª) Recortes geográficos específicos: Amazônia Legal, Amazônia Ocidental, Biomas, Bacias hidrográficas,
Semiárido, Territórios da Cidadania. Atenção: preferencialmente aqueles definidos em atos legais).
c) Codificação
Níveis: 3 Dígitos: 12
Ex. 1: PPPP.AAAA.SSSS

Ex. 2: 2075.7M64.0043

Para saber mais

Fonte: Seplan/MP

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A
Para saber mais
A integração das ações orçamentárias com o PPA F
O

Fonte: MTO/2018

Para saber mais


Plano Orçamentário – PO
É uma identificação orçamentária, de caráter gerencial (não constante da LOA), vinculada à ação
orçamentária, que tem por finalidade permitir que, tanto a elaboração do orçamento quanto o
acompanhamento físico e financeiro da execução, ocorram num nível mais detalhado do que o do
subtítulo/localizador de gasto.
Os POs são vinculados a uma ação orçamentária, entendida esta ação como uma combinação de esfera-
unidade orçamentária-função-subfunção-programa-ação. Por conseguinte, variando qualquer um destes
classificadores, o conjunto de POs varia também.
Em termos quantitativos, no entanto, os POs de uma ação são válidos quando associados aos seus
subtítulos/localizadores de gasto. Ou seja, se uma ação possui POs vinculados, a captação da proposta
orçamentária – física e financeira – se dará no nível da associação subtítulo+PO. A proposta de dotação
para o subtítulo será, pois, a soma das propostas dos POs associados àquele subtítulo. Já a meta física do
subtítulo será captada à parte, pois o produto do PO em geral é diferente do produto da ação, impedindo o
somatório.
2.2) Quanto à Natureza
a) Conceito: Identifica qual efeito econômico da aplicação do crédito, isto é, se haverá uma efetiva distribuição de renda
ou um incremento do Produto Interno Bruto - PIB.

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AFO + LRF Teoria e Exercícios

b) Divisão
- Categorias Econômicas (CE)
- Grupo de Natureza de Despesa (GND
- Modalidade de Aplicação - (Complemento Obrigatório) (MA)
- Elemento da Despesa (ED)
- Desdobramento do elemento - (Complemento Facultativo) (DE)
b.1) Categorias Econômicas

3 - Despesas Correntes: as que não contribuem, diretamente, para a formação ou aquisição de um bem de capital.
4 - Despesas de Capital: as que contribuem, diretamente, para a formação ou aquisição de um bem de capital.
b.2) GND
1 - Pessoal e Encargos Sociais
2 - Juros e Encargos da Dívida
3 - Outras Receitas Correntes

4 - Investimentos

5 - Inversões Financeiras

6 - Amortizações da Dívida
b.3) Modalidade de Aplicação
Direta

Indireta

b.4) Elemento: objeto do gasto; parte mais discriminada


c) Codificação
Níveis: 4; Dígitos: 6
Ex. 1: C.G.MM.EE

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A
Ex. 2: 4.4.90.51 Ex. 3: 3.1.90.11

F
O

EXERCÍCIOS (ESTÁGIOS)
(ABIN - Analista Administrativo) A despesa pública no Brasil tem uma sistemática de execução composta de diversos
estágios. Acerca desse tema, julgue os itens que se seguem, considerando as normas vigentes.
1. A emissão do empenho abate o seu valor da dotação orçamentária total do programa de trabalho, o que torna a
quantia empenhada indisponível para nova aplicação. Trata-se de uma garantia para o fornecedor ou prestador de
serviço, a qual gera direito financeiro líquido e certo contra a administração pública.
2. A liquidação da despesa far-se-á mediante exame do próprio processo ou expediente que verse sobre a solvência do
direito creditório, em que sejam demonstrados os valores bruto e líquido a pagar, pois a legislação atual não prevê
formulário específico para formalizar essa fase da despesa.
(SENADO - Consultor de Orçamento) A propósito dos estágios da despesa pública, julgue os seguintes itens.
3. Os estágios da despesa, segundo a realidade, são empenho, liquidação e pagamento, conforme dita o mestre João
Angélico, em sua obra Contabilidade Pública.
4. As despesas relativas ao consumo de energia elétrica devem ser integralmente empenhadas no início do exercício
financeiro, por meio da emissão de uma nota de empenho global.
5. Em verdade, a despesa pública é realizada juntamente com a sua correspondente liquidação, porquanto terminam,
neste estágio, os registros no sistema orçamentário.
6. O pagamento da despesa poderá ser ordenado, em casos excepcionais, antes de sua regular liquidação.
7. Na execução orçamentária, um dos passos fundamentais entre os estágios da despesa é o empenho, ato emanado de
autoridade competente que cria para o Estado a obrigação de pagar, pendente ou não de implemento de condição.
8. Os únicos estágios da despesa são o empenho e o pagamento.
9. A realização da despesa encerra-se com o pagamento propriamente dito. Hoje os serviços bancários são utilizados
tanto na arrecadação quanto no pagamento das despesas, tornando os serviços próprios de tesouraria e pagadoria
desnecessários.
10. O empenho de uma despesa, materializado por um documento chamado nota de empenho, é emitido pela autoridade
máxima do órgão que está realizando a despesa e requer o de acordo da unidade que será beneficiada com os bens
adquiridos ou os serviços prestados.
(Secretaria de Educação /DF - contador - 2017) No exercício de 2016, uma escola pública do DF recebeu dotação
orçamentária para a execução do programa de merenda escolar. A dotação previa dispêndio com despesas correntes para
a aquisição de gêneros alimentícios necessários à elaboração das refeições a serem servidas aos alunos daquela escola. A
SEE/DF providenciou licitação para a escolha da empresa que irá fornecer os gêneros. Com referência a essa situação
hipotética, julgue os itens subsequentes.
11. No caso de o valor empenhado ser insuficiente para atender as despesas com a merenda escolar, o executor de
despesas deverá providenciar a anulação total do empenho e elaborar outro empenho no valor adequado.
12. A primeira providência que o executor de despesas terá de tomar será solicitar ao setor financeiro o empenho
estimativo considerando o total da despesa com gêneros necessária a abastecer a escola com merenda durante o ano
letivo.
1E 2C 3C 4E 5C 6E 7C 8E 9C 10E
11E 12C

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AFO + LRF Teoria e Exercícios

1. (INFRAERO) O empenho da despesa representa:


(A) compromisso assumido;
(B) pagamento realizado;
(C) despesa realizada;
(D) obrigação cancelada;
(E) passivo a pagar.
2. (TRT/2ª - Contador) No que diz respeito aos estágios da despesa pública, considere:
I. O empenho por estimativa destina-se a atender despesa determinada, mas cujo pagamento será feito parceladamente
durante o exercício.
II. A liquidação da despesa sempre antecede o seu pagamento.
III. O empenho global consiste no procedimento de verificação do direito do credor da Fazenda Pública, tendo por base
os títulos e documentos comprobatórios do respectivo crédito.
IV. A autoridade administrativa competente somente pode autorizar o empenho de despesa para a qual haja prévia
dotação orçamentária com recursos disponíveis.
Está correto o que consta APENAS em
(A) I e II.
(B) I e III.
(C) II e III.
(D) II e IV.
(E) III e IV.
3. (TCM/PA - Analista Administrativo) Segundo a Lei 4.320/1964, considera-se como pertencente ao exercício
financeiro a despesa nele legalmente
(A) lançada.
(B) empenhada e liquidada.
(C) empenhada, liquidada e paga.
(D) empenhada.
(E) fixada.
4. (TRT/11ª - Analista Administrativo) Reverte à dotação a importância correspondente a
(A)anulação de empenho do exercício anterior.
(B)pagamento de despesas de exercício anterior.
(C)anulação de empenho do exercício.
(D)cancelamento do saldo de suprimento de Fundos concedido no exercício anterior.
(E)saldo da dotação.
5. (TCM/PA - Analista Administrativo) Para o pagamento da despesa relativa à conclusão de um serviço contratado
pelo Poder Público municipal deve-se observar:
(A) primeiro, a ordem de pagamento, que é o despacho exarado por autoridade competente, determinando que a despesa
seja paga e, por fim, o empenho seguido da liquidação, que é o pagamento propriamente dito.
(B) a inclusão da despesa no orçamento até primeiro de julho do exercício em que ocorreu e, após inclusão na lei
orçamentária, deverá ser reservada a dotação orçamentária específica por empenho.
(C) o imediato pagamento, por se tratar de serviço contratado de forma direta pelo Município.
(D) primeiro, o empenho e, em seguida, a liquidação, que deverá ter por base o contrato, ajuste ou acordo respectivo, a
nota de empenho e os comprovantes da prestação efetiva do serviço.

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A
(E) primeiro a liquidação, que é o ato emanado de autoridade competente que cria para o Estado a obrigação de

F
pagamento pendente e, por conseguinte, o empenho, com a origem e o objeto do que se deve pagar, a importância exata
a pagar e a quem se deve pagar.
6. (PGE/PI - Analista Administrativo) Conforme publicações emitidas pela Secretaria do Tesouro Nacional, o Plano de
Contas Único contém várias definições a respeito da sistemática de registro e evidenciação dos atos e fatos da O
administração púbica direta e indireta. Quanto aos fenômenos de natureza orçamentária, a movimentação de crédito
externa é denominada de:
A) Provisão.
B) Liquidação.
C) Destaque.
D) Empenho.
E) Execução da despesa.
7. (GOV/BA - Analista Administrativo) A liquidação, como estágio da despesa, segundo a Lei no 4.320/64, objetiva
constatar em relação ao seu credor
(A)o direito adquirido.
(B)a entrega da mercadoria.
(C)a prestação do serviço ou encargo.
(D)a entrega da mercadoria ou prestação do serviço ou encargo.
(E)a importância exata a pagar.
8. (TRF/4ª-Contador) A despesa orçamentária passa por várias fases de execução (estágios) cuja ordem cronológica
deve ser seguida rigorosamente. O estágio da liquidação da despesa é aquele em que
(A)o credor comparece perante o agente pagador, identifica-se, recebe seu crédito e dá a competente quitação.
(B) é estabelecida a programação financeira e sua execução mensal, por meio de ato do Poder Executivo.
(C) é verificado o direito adquirido pelo credor, tendo por base os títulos e os documentos comprobatórios do respectivo
crédito.
(D) é criada para o Poder Público uma obrigação de pagamento, por meio de ato emanado de autoridade competente.
(E) é procedida a licitação da despesa com o objetivo de verificar, entre os vários fornecedores habilitados, quem
oferece condições mais vantajosas.
9. (GOV/BA - Analista Administrativo) A despesa, após sua regular liquidação, já pode ter seu pagamento efetuado
(A)por cheque cruzado em preto.
(B)por cheque ao portador.
(C)por cheque nominativo.
(D)por cheque cruzado.
(E)se ordenado.
10. (TRT/6ª - Analista Administrativo)O servidor responsável quando empenha despesa pelo seu valor total e efetua o
pagamento de forma parcelada utiliza a modalidade de empenho
(A) por estimativa.
(B) global.
(C) ordinário.
(D) específico.
(E) total.

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AFO + LRF Teoria e Exercícios

11. (TRT/6ª - Analista Administrativo)O servidor responsável quando empenha despesa pelo seu valor total e efetua o
pagamento de forma parcelada utiliza a modalidade de empenho
(A) por estimativa.
(B) global.
(C) ordinário.
(D) específico.
(E) total.
12. (SENADO - Consultor de Orçamento) A despesa deve passar pelo processo de verificação do direito adquirido do
credor, antes de ser paga. Esse procedimento tem como objetivo verificar a importância exata a pagar e a quem se deve
pagar, para extinguir a obrigação. É certo que antes deve ser criada a obrigação de pagamento que constitui ato
praticado por autoridade competente para tal fim. Os dois estágios da despesa citados são, respectivamente:
(A) licitação e liquidação.
(B) liquidação e fixação.
(C) liquidação e pagamento.
(D) liquidação e empenho.
(E) licitação e empenho.
13. (TCE/GO - Analista Administrativo)O empenho utilizado para os casos de despesas contratuais e outras sujeitas a
parcelamentos é uma modalidade denominada
(A) subempenho.
(B) empenho ordinário.
(C) empenho por estimativa.
(D) empenho normal.
(E) empenho global.
14. (MPE/SC - Analista Administrativo) De acordo com a Lei no 4.320/64, a fase de execução da despesa que consiste
na verificação do direito adquirido pelo credor, tendo por base os títulos e documentos comprobatórios do respectivo
crédito, é denominada
(A) liquidação.
(B) empenho.
(C) licitação.
(D) pagamento.
(E) recolhimento.
15. A verificação do direito adquirido pelo credor de uma despesa pública constitui a fase da despesa denominada
(A)conciliação de contas.
(B)fixação.
(C)liquidação.
(D)pagamento.
(E)suprimento de fundos.

1A 2D 3D 4C 5D 6C 7A 8C 9E 10B
11B 12D 13E 14A 15C

EXERCÍCIOS (CLASSIFICAÇÃO)

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A
JULGUE OS ITENS
(TCE/PE_AUDITOR DE CONTAS PÚBLICAS) Relativamente às limitações impostas sobre o orçamento público, F
julgue os itens que se seguem.
1. Para que o governo federal conceda transferência voluntária de recursos, destinando-a a fazer face à necessidade de O
pagamento de pessoal, em caso de um município que esteja com déficit fiscal de tal montante que não tenha condições
de pagar a remuneração dos servidores, é necessária autorização por meio de lei complementar.
2. De acordo com a classificação econômica de despesa, o pagamento de pensionista é considerado uma transferência.
(TERRACAP-CONTADOR) No exercício de 2003, uma entidade da administração pública recebeu dotação
orçamentária para a execução de um programa de combate a uma doença que ataca a agricultura cafeeira. A dotação
previa dispêndio com despesas correntes para diversas ações e de capital para a aquisição de um prédio. Com referência
à situação hipotética acima descrita, julgue os itens a seguir.
3. A aquisição de um prédio, já em utilização, para o funcionamento de um centro de qualificação de técnicos para o
combate à referida doença é classificada como investimento.
4. Considere que, no programa, esteja prevista fiscalização às agriculturas cafeeiras, que envolverá despesas de pequeno
vulto que exigem pronto pagamento em espécie, não se subordinando ao processo normal de aplicação. Nessa situação,
será realizado suprimento de fundos ao servidor responsável pela fiscalização, e este prestará contas relativas às
despesas realizadas, quando, então, será emitida a nota de empenho.
5. No referido caso, se a última parcela referente ao empenho do prédio adquirido foi paga no exercício seguinte, a
despesa será tratada, em 2004, como despesas de exercícios anteriores.
No que se refere às classificações da despesa e da receita atualmente utilizadas na Lei Orçamentária Federal, julgue os
itens que se seguem.
6. Consoante a classificação funcional, se a União promover o saneamento básico em determinado município, tal
dotação será classificada como da função saúde.
7. Na classificação institucional há órgãos setoriais e unidades orçamentárias que não correspondem aos órgãos e
entidades que compõem a administração pública. Essas unidades orçamentárias, todavia, são um conjunto de dotações
que são administradas por órgãos do governo que também têm suas próprias dotações.
Acerca do conceito e das classificações de receita e despesa utilizadas nos orçamentos públicos , julgue os itens
subsequentes.
8. A classificação da despesa segundo a natureza, que passou a ser observada na execução orçamentária de todos os
entes da Federação a partir do exercício financeiro de 2002, compreende: categorias econômicas, subcategorias
econômicas e elementos.
9. As classificações econômicas da receita e da despesa compreendem as mesmas categorias: correntes e capital. O
superavit do orçamento corrente, que resulta do balanceamento dos totais das receitas e despesas correntes, constitui
item da receita orçamentária de capital.
10. Nas leis orçamentárias da União, as receitas e as despesas são apresentadas segundo as instituições que arrecadam e
que aplicam os recursos do orçamento, por meio da classificação institucional que compreende os órgãos e as unidades
orçamentárias.
11. A classificação funcional da despesa engloba funções e subfunções e têm por finalidade agregar conjuntos de
despesas do setor público. Uma das funções refere-se às despesas às quais não se possa associar um bem ou serviço a
ser gerado no processo produtivo corrente, tai s como dívidas, ressarcimentos, indenizações e outras, o que implica,
portanto, uma agregação neutra.
12. O grupo de despesa é a mais analítica das classificações e sua finalidade básica é o controle contábil dos gastos.
13. As categorias econômicas, em número de três, vinculam-se aos grupos de natureza da despesa.

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13. As dotações para manutenção de serviços anteriormente criados, inclusive as destinadas a obras de conservação e
adaptação de bens imóveis, são classificadas como despesas de capital.
15. Os últimos dígitos da classificação da despesa segundo a sua natureza representam o item da despesa.
16. A modalidade de aplicação objetiva possibilita a eliminação da dupla contagem dos recursos transferidos ou
descentralizados.
(ABIN-ADMISNISTRADOR) O orçamento público é organizado por meio de um sistema de classificação estruturado
para oferecer, de maneira detalhada, informações relevantes a respeito do uso dos recursos públicos. A estrutura
completa de programação orçamentária, constante dos manuais técnicos de orçamento 2010 e 2011, da Secretaria de
Orçamento Federal, é composta de trinta e sete dígitos, que indicam, pela ordem, a esfera orçamentária, composta por
dois dígitos; a classificação institucional; a classificação funcional; o programa, a ação; o subtítulo, composto por 4
dígitos; os identificadores de operação de crédito e de uso, ambos totalizando cinco dígitos; a fonte de recursos; a
categoria econômica, o grupo e a modalidade de aplicação da despesa; e o identificador de resultado primário. Com base
nessas informações, julgue os itens a seguir, tendo como referência a seguinte estrutura completa de programação
orçamentária: 10.13.101.04.123.0750.2272.0001.9999.0.100.3390.1.
17. Pela estrutura de programação apresentada, é correto inferir que serão aplicados recursos do Tesouro Nacional na
modalidade direta.
18. A dotação orçamentária pode referir-se à aquisição de material de consumo ou ao pagamento de diárias.
19. A despesa pode ser tanto objeto de limitação de empenho quanto de movimentação financeira.
20. A dotação orçamentária refere-se a órgão do Poder Executivo na esfera fiscal.
21. O instrumento de programação, que envolve uma ou mais operações que se realizam de modo contínuo e
permanente, resulta em um produto ou um serviço necessário à manutenção da atuação governamental.
(TRE/ES-ADMI-2011)Acerca dos aspectos conceituais e teóricos da gestão orçamentária, julgue os itens a seguir.
22. Na classificação orçamentária, a natureza da despesa é complementada por informação gerencial denominada
modalidade de aplicação, cuja finalidade é indicar se os recursos aplicados promovem alterações qualitativas ou
quantitativas no patrimônio público.
(TCU-AUDITOR) No programa do orçamento, é articulado um conjunto de ações que concorrem para um objetivo
comum preestabelecido, mensurado por indicadores fixados no PPA, visando à solução de um problema ou ao
atendimento de uma necessidade ou demanda da sociedade. De acordo com a sua finalidade, os programas
compreendem quatro modalidades: programas finalísticos, programas de gestão de políticas públicas, programas de
serviços ao Estado e programas de apoio administrativo. Quanto às características que cercam os programas finalísticos,
julgue o item a seguir.
23 Os programas finalísticos abrangem as ações de governo relacionadas à formulação, coordenação, supervisão e
avaliação de políticas públicas.
Como parte do orçamento, a despesa compreende as autorizações para gastos com as várias atribuições e funções
governamentais, tendo a sua classificação complementada pela informação gerencial denominada de modalidade de
aplicação. Com relação a modalidade de aplicação, julgue o item a seguir.
24 A modalidade de aplicação tem por finalidade identificar os objetos de gasto de que a administração pública se serve
para a consecução dos seus fins.
A classificação funcional da despesa é composta de um rol de funções e subfunções prefixadas. A subfunção representa
uma partição da função, com o objetivo de agregar determinado subconjunto de despesa no setor público. Acerca da
relação entre as funções e subfunções, julgue o item seguinte.
25 As subfunções não poderão ser combinadas com funções diferentes daquelas às quais estejam vinculadas.

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A
(CENSIPAM) O processo de elaboração e execução orçamentária do setor público no Brasil é demarcado por um grupo

F
de normas, princípios, técnicas e institutos que estabelecem a amplitude e a forma dos procedimentos a serem adotados.
Acerca desse assunto, julgue os itens a segui.
26 No âmbito da classificação da despesa por elementos, inexiste item específico para classificar os pagamentos das
despesas com sentenças judiciais.
O
(INMETRO) julgue
27 Cada ação orçamentária do INMETRO, entendida como a atividade, o projeto ou a operação especial, deve
identificar a função e a subfunção às quais se vincula. Nesse sentido, a operação especial refere-se às despesas do órgão
diretamente relacionadas ao aperfeiçoamento das ações do governo federal.
28 A despesa orçamentária é classificada pelas categorias econômicas, função e subfunção.
Sobre os critérios para classificação da despesa e alocação dos créditos orçamentários, julgue os itens a seguir.
29 Na lei orçamentária, a discriminação da despesa quanto à sua natureza deverá, segundo a lei n.º 4.320/1964, ser feita,
no mínimo, por categoria econômica, grupo de natureza de despesa e modalidade de aplicação.
30 Entende-se por grupo de categoria econômica a agregação de elementos de despesa que apresentam as mesmas
características quanto ao objeto de gasto.
(TCDFT) Acerca da organização e da classificação da despesa nas leis orçamentárias, julgue os seguintes itens.
31 Corrigindo deficiências quanto à classificação funcional-programática, a nova estrutura programática estabelecida
pela Portaria n.o 42/99 passa a ser um instrumento para a adoção do orçamento-programa no Brasil.
32 Enquanto a Lei n.º 4.320/1964 estabelece que na lei de orçamento a discriminação da despesa far-se-á, no mínimo,
por elementos, a Portaria Interministerial n.o 163/01 dispensa a obrigatoriedade de os elementos constarem da lei
orçamentária.
33 Nas leis orçamentárias, a classificação institucional é constituída por órgão, unidade orçamentária e unidade gestora.
A Lei n.o 4.320/1964 define esta última como o agrupamento de serviços a que serão consignadas dotações próprias.
34 Na estrutura programática da despesa, classificam-se como operações especiais as operações limitadas no tempo que
concorrem para a expansão da ação governamental, enquanto as operações de manutenção e conservação são
classificadas como atividades.
35 As leis orçamentárias da União e do DF apresentam na estrutura programática o subtítulo. A utilização desse
instrumento de programação orçamentária não é obrigatória para todos os entes da Federação.
(SEFAZ/ES-CONTADOR) Segundo a sua natureza, a classificação da despesa compõe-se de categoria econômica,
grupo de natureza da despesa e elemento de despesa. Julgue os itens subsequentes, acerca dessa classificação.
36 A natureza da despesa será complementada pela modalidade de aplicação, que indicará se os recursos são aplicados
diretamente por órgãos ou entidades da mesma esfera de governo ou por outro ente da Federação.
37 Não é permitido o desdobramento suplementar dos elementos de despesa para atendimento das necessidades de
escrituração contábil e controle da execução orçamentária.
(STM-TÉC CONTABILIDADE) A administração pública, na execução do orçamento, capta receitas e realiza despesas.
Acerca de receita e despesa, julgue os itens subseqüentes.
38 Despesa extra-orçamentária constitui uma saída financeira decorrente de recursos recebidos anteriormente, como, por
exemplo, cauções em dinheiro, depósitos de terceiros e salários não reclamados.
(TST) Com relação às despesas, julgue os seguintes itens.

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39 As despesas de pessoal permanente de um órgão ou entidade podem ser classificadas como correntes ou de capital,
dependendo de o pessoal ser empregado nas atividades normais, de manutenção do órgão ou entidade, ou alocado a um
projeto de que resultará um investimento.
40 Em termos agregados, a distribuição por categoria de gasto depende da distribuição funcional da despesa. Em
princípio, quanto maior for a parcela das despesas públicas destinada à produção de bens públicos e semipúblicos, mais
elevada será a participação dos investimentos, e, quanto mais aplicações houver em melhoria e expansão da infra-
estrutura econômica, maior será a participação das despesas de pessoal.
(SENADO - Consultor de Orçamento) No que concerne ao conceito de despesas públicas, é correto afirmar que
41podem ser classificadas, em um primeiro momento, em dois grandes grupos, a saber: despesas orçamentárias e
despesas extraorçamentárias.
No que diz respeito às classificações da despesa pública, julgue os itens a seguir.
42 As dotações orçamentárias fixadas em lei serão atribuídas exclusivamente a órgãos públicos, conforme pode ser
observado na classificação institucional.
43 Na classificação funcional-programática, as funções correspondem aos meios e aos instrumentos de ações
organicamente articuladas para o cumprimento das metas governamentais.
44 Os projetos, na classificação funcional-programática, representam os atos relativos à implantação, à expansão, à
modernização ou ao aperfeiçoamento da ação governamental.
45 Um programa de trabalho pode ser identificado como típico, quando caracterizado por ações que somente podem ser
classificadas em uma única função.
46 Subprogramas representam detalhamentos dos programas, aos quais se vinculam os projetos e as atividades, podendo
corresponder a um produto final parcial.
(STF - Analista Administrativo)
47 A forma de execução de determinado programa condiciona a classificação da despesa por categoria econômica. Por
exemplo, se o ente público oferece diretamente programas de alfabetização, haverá predominância de despesas
correntes, com pessoal e encargos; se esses serviços forem terceirizados, haverá também predominância de despesas
correntes, só que com serviços de terceiros.
48 Na instalação de um órgão público recentemente criado, para que haja contribuição do setor público para a formação
do Produto Interno Bruto, deve-se optar pela construção de um prédio, em vez de, simplesmente, adquirir um imóvel já
construído.
(TCU-Técnico de Controle Externo) No que se refere à natureza da diferenciação das despesas segundo a categoria
econômica, julgue o item a seguir.
49 Entre as razões que evidenciam a superioridade das despesas de capital em relação às correntes, destaca-se o fato de
que são os investimentos, e não o custeio, que contribuem para o crescimento econômico e para a distribuição de renda.
(TCU-TÉCNICO) No que se refere à natureza da diferenciação das despesas segundo a categoria econômica, julgue o
item a seguir.
50 Entre as razões que evidenciam a superioridade das despesas de capital em relação às correntes, destaca-se o fato de
que são os investimentos, e não o custeio, que contribuem para o crescimento econômico e para a distribuição de renda.
(STJ - Analista Administrativo) A partir da tabela acima, que apresenta a execução orçamentária de 2008 do STJ, julgue
os itens seguintes, acerca de administração financeira e orçamentária.
51 A função representa o maior nível de agregação das diversas áreas de despesa que competem ao setor público. A
subfunção identifica a natureza básica dos projetos que se aglutinam em torno da unidade orçamentária e não pode ser
combinada com funções diferentes daquelas a que estejam vinculadas.

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A
52 A função previdência social executada na unidade orçamentária STJ não pertence ao orçamento da seguridade social,

F
pois o tribunal não integra a esfera institucional da saúde, da previdência social ou da assistência social, ou seja, não está
vinculado aos ministérios correspondentes a essas áreas.
(TCU - ACE)
O
53 Nas leis orçamentárias da União, as receitas e as despesas são apresentadas segundo as instituições que arrecadam e
que aplicam os recursos do orçamento, por meio da classificação institucional que compreende os órgãos e as unidades
orçamentárias.
54 A classificação funcional da despesa engloba funções e subfunções e têm por finalidade agregar conjuntos de
despesas do setor público. Uma das funções refere-se às despesas às quais não se possa associar um bem ou serviço a
ser gerado no processo produtivo corrente, tai s como dívidas, ressarcimentos, indenizações e outras, o que implica,
portanto, uma agregação neutra.
55 (STM - Analista Administrativo) Na classificação institucional da despesa, cada unidade orçamentária é subdividida
em diversos órgãos.
56 (ANTT - Analista Administrativo) Caso problemas graves tenham sido relatados no atendimento aos usuários de
certa rodovia concedida à iniciativa privada e, para fiscalizar melhor a situação, a ANTT tenha locado e reformado um
imóvel em uma cidade situada em um ponto crítico da rodovia, a despesa orçamentária para a reforma do imóvel locado,
nessa situação hipotética, será considerada despesa de capital.
57 (ANTT - Técnico Administrativo) Para o governo, a compra de uma máquina agrícola à vista, a execução de despesa
com serviços de terceiros e a devolução de caução são classificadas, respectivamente, como investimento público,
despesa efetiva e despesa extraorçamentária.
(CNJ -Técnico Administrativo)
58 Uma despesa pública é considerada não efetiva quando não reduz a situação líquida patrimonial da entidade no
momento de sua realização.
59 Se um ente governamental realizar despesa que tenha como objetivo o custeio de servidores públicos com atividade
ligada à manutenção predial, então esses recursos serão classificados como despesas de capital.
60 (MTE - Contador) Para fins contábeis, a receita orçamentária efetiva aumenta a situação líquida patrimonial da
entidade.
1E 2C 3E 4E 5E 6E 7C 8E 9E 10C
11C 12E 13E 14E 15E 16C 17C 18C 19E 20E
21C 22E 23E 24E 25E 26E 27E 28E 29E C30
31C 32C 33E 34E 35C 36C 37E 38C 39E 40E
41C 42E 43E 44C 45E 46C 47C 48C 49E 50C
51E 52E 53C 54C 5E 56E 57E 58C 59E 60C

ASSINALE A OPÇÃO CORRETA


1. Da análise da classificação da estrutura programática da despesa pública, é correto afirmar que:
(A) As ações governamentais são realizadas sob a forma de programas, estes se classificam em atividade, projeto e
operação especial.
(B) A ação é o instrumento da atuação governamental que agrega um conjunto de programas voltados à solução ou
minimização de problemas ou o atendimento de uma demanda social específica.
(C) A atividade é um conjunto de programas e ações que agregam, em especial, as despesas de investimento da
administração.
(D) Operação Especial é uma das classificações da ação, são despesas que não resultam em produto ou não geram
contraprestação de bens ou serviços.

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(E) O instrumento de programação que envolve um conjunto de operações limitadas no tempo e que resulta em produto
que expande ou aperfeiçoa o serviço público denomina-se “programa”.
2. (MRE)São classificadas como despesas correntes
(A) as aquisições de materiais permanentes.
(B) as concessões de empréstimos.
(C) as subvenções econômicas para obras públicas.
(D) as participações em constituição de aumento de capital de empresas industriais ou agrícolas.
(E) os juros da dívida pública.
3. (TRT/2ª-CONTADOR) É classificado como despesa corrente do Poder Público o gasto empenhado com
(A) aquisição de imóveis.
(B) amortização da dívida pública interna.
(C) juros e encargos da dívida pública.
(D) pagamento de empréstimos obtidos por antecipação de receita.
(E) aumento de capital de empresas nas quais o ente público seja acionista.
4. (TRT/2ª-CONTADOR) É exemplo de despesa extraorçamentária:
(A) aquisição de bens imóveis.
(B) compra de ações de empresas privadas.
(C) restos a pagar de exercícios anteriores pagos no exercício.
(D) transferências para empresas estatais dependentes.
(E) transferências voluntárias para outro ente público.
5. (TRE/PB – CONTADOR) Despesa de mutação patrimonial:
(A) pessoal e encargos sociais.
(B) equipamentos e material permanente.
(C) serviços de consultoria.
(D) subvenção social.
(E) juros sobre a dívida por contrato.
6. (TRE/PB – CONTADOR) De acordo com sua natureza econômica, a classificação da despesa compõe-se de
(A) categoria, função e subfunção.
(B) órgão de orçamento, programa e elemento de despesa.
(C) categoria, grupo de natureza e elemento de despesa.
(D) função, subfunção e programa.
(E) órgão de orçamento, unidade de orçamento e unidade de despesa.
7. (TRE/PB – CONTADOR) Para seu próprio uso, o Tribunal Regional Eleitoral adquiriu prédio usado. O grupo de
despesa que o contador classifica tal gasto é

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A
(A) Inversões Financeiras.
(B) Investimentos. F
(C) Equipamentos e Material Permanente.
(D) Serviços de Terceiros.
O
(E) Despesa de Pessoal.
8. (TCM/PA) Considere os dados a seguir, extraídos do sistema contábil de um governo estadual referentes a despesas
correntes do exercício financeiro de X1:

Com base nessas informações, o valor das despesas liquidadas com o grupo Pessoal e Encargos Sociais no período foi,
em milhões de reais,
(A) 43.000,00.
(B) 44.300,00.
(C) 44.373,00.
(D) 61.000,00.
(E) 62.373,00.
9. (ANTT) Quarto nível da classificação econômica da despesa orçamentária é:
(A) grupo de despesa;
(B) modalidade de aplicação;
(C) categoria econômica;
(D) elemento de despesa;
(E) função.
10. (MPE/SE-administração) A classificação da despesa por categorias econômicas tem por finalidade indicar os efeitos
que o gasto público tem sobre a economia. Como exemplo de despesa de capital, tem-se
(A) os salários dos professores da rede pública.
(B) o pagamento de juros e encargos da dívida pública.
(C) os dispêndios relacionados com a conservação de praças.
(D) a aquisição de ações de empresas em funcionamento.
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(E) a aquisição de material de consumo.


11. (MPE/SE-administração) No processo de reforma da administração pública brasileira, têm sido apresentadas
mudanças de impacto no processo de planejamento e orçamento, baseando-se na busca de uma administração menos
burocrática e mais gerencial, com efetiva orientação para resultados. Neste sentido, há um esforço para integrar planos e
orçamentos por meio de um instrumento de organização das ações governamentais, visando à concretização dos
objetivos pretendidos pela gestão pública, denominado de
(A) projeto.
(B) atividade.
(C) programa.
(D) operações especiais.
(E) plano de governo.
12. (TJ/PA-CONTADOR) Os itens “Vencimentos e Vantagens fixas − Pessoal Civil” e “Aquisição de Imóveis” faz
parte da classificação da despesa por
(A) grupos.
(B) elementos.
(C) modalidade de aplicação.
(D) fonte de recursos.
(E) categorias econômicas.
13. (TRF/3ª) As dotações para despesas as quais não corresponda contraprestação direta em bens ou serviços
classificam-se como
(A)despesas de custeio.
(B)extraorçamentárias.
(C)investimentos.
(D)inversões financeiras.
(E)transferências correntes.
14. (TRF/3ª) O instrumento de programação para alcançar o objetivo de um programa envolvendo um conjunto de
operações limitadas no tempo das quais resulta um produto que concorre para a expansão ou o aperfeiçoamento da ação
de governo denomina-se
(A)atividade. (B)subprograma. (C)função. (D)projeto. (E)operação especial.
15. (TRF/3ª) Entende-se como o maior nível de agregação das diversas áreas de despesa que competem ao setor público:
(A)projeto.
(B)categoria Econômica da despesa.
(C)natureza da despesa.
(D)programa.
(E)função.
16. (TRT/23ª-Contabilidade) São classificadas como despesas de capital:
(A)depósitos e cauções efetuados pelo ente público.

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A
(B)débitos de tesouraria.
(C)valores gastos no aumento de capital de empresas estatais. F
(D)transferências de arrecadação para outro ente público.
(E)subvenções econômicas a empresas estatais.
O
17. (TCE/GO) No orçamento público, vários critérios são considerados na classificação das despesas. As categorias
“Projeto” e “Operações Especiais” fazem parte da classificação
(A) funcional.
(B) por programas.
(C) por categorias econômicas.
(D) por modalidade de aplicação de recursos.
(E) por elementos.
18. (TCE/PI/2014 - ACE) Nos termos da Portaria no 163/2001, a transferência voluntária de recursos do governo
estadual para um governo municipal vinculada à construção de uma ponte é, no governo estadual, uma despesa
classificada na modalidade de aplicação
(A) Transferências Correntes.
(B) Transferências de Capital.
(C) Transferências a Municípios.
(D) Aplicações Diretas.
(E) Transferências de Convênio.
19. (Prefeitura de São Luiz - ACI) A classificação funcional busca informar basicamente em que área de despesa a ação
governamental será realizada. Considerando que a classificação funcional é representada por cinco dígitos, é correto
afirmar que os
(A) dois primeiros relativos às funções e os três últimos às subfunções.
(B) três primeiros relativos ao projeto e os dois últimos ao elemento de despesa.
(C) dois primeiros relativos ao órgão orçamentário e os três últimos à unidade orçamentária.
(D) três primeiros relativos às funções e os dois últimos às subfunções.
(E) dois primeiros relativos ao programa e os três últimos à ação de governo.
20. (TJ/SE-CONATBILIDADE) São classificadas como Operações Especiais as despesas que
(A) geram contraprestação direta sob a forma de bens ou serviços.
(B) resultam em um produto.
(C) contribuem para manutenção das ações de governo.
(D) não geram contraprestação direta sob a forma de bens ou serviços.
(E) concorrem para expansão da ação de governo.
1D 2E 3C 4C 5B 6C 7A 8D 9D 10D
11C 12B 13E 14D 15E 16C 17B 18C 19A 20D

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Capítulo 7 - Restos a Pagar - RP - e Despesa de Exercícios Anteriores - DEAs


Restos a Pagar - RP
1) Conceito
Despesas empenhadas mas não pagas até o dia 31 de dezembro do ano do empenho.
2) Tipos
a) RP Processados (RPP):

b) RP Não Processados (RPNP):

Para saber mais - no RPP, em geral, não podem ser cancelados, tendo em vista que o fornecedor de
bens/obras/serviços cumpriu com a sua obrigação de fazer, impedindo que a Administração não cumprir com a sua
obrigação de pagar.
Para saber mais - só haverá inscrição em restos a pagar não processados se:
a) vigente o prazo para cumprimento da obrigação assumida pelo credor, nele estabelecida;
b) vencido o prazo de que trata o item anterior, mas esteja em curso a liquidação da despesa, ou seja de interesse da
Administração exigir o cumprimento da obrigação assumida pelo credor;

c) se destinar a atender transferências a instituições públicas ou privadas; e


d) corresponder a compromisso assumido no exterior.

Para saber mais

3) Ano da Inscrição (condições)


a) Empenho: emitido e válido no dia 31/12 do respectivo exercício financeiro

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A
b) Liquidação: faz-se necessária sua realização:
Sim: RP Processados (o objeto, por parte do credor, já foi entregue e devidamente, por parte do Estado, testado F
e aceito);
Não: RP Não Processados: O
1) a Liquidar:

2) em Liquidação:

Para saber mais


Quando ocorrer a liquidação efetiva dos Restos a Pagar Não Processados em liquidação ou a liquidar, estes passarão
a ser restos a pagar não processados liquidados, com tratamento similar aos processados.
Para saber mais
Não poderão ser indicados para inscrição em restos a pagar não processados empenhos referentes a despesas com
diárias, ajuda de custo e suprimento de fundos, haja vista tais gastos serão consideradas liquidadas no momento da
autorização formal (empenho) do instrumento de concessão.
c) Pagamento: não poderá ocorrer no todo ou em parte.
d) Inscrição: no sistema SIAFI;
e) Data: 31/12 do ano do empenho;
f) Regime: de competência (fato gerador);
g) Prazo de prescrição: 5 anos para o credor requerer seu direito a contar do fato gerador deste;
h) Balanços
1) Financeiro
2) Patrimonial
3) Orçamentário

Balanços
Nome Lado será registrado Motivo

Financeiro

Patrimonial

Orçamentário

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4) Ano da vigência
a) vigência da inscrição dos RRP - um exercício financeiro com uma prorrogação;
b) vigência da inscrição dos RPNP - Os restos a pagar inscritos no final do exercício anterior quando não efetivamente
liquidados ou colocados em processo de liquidação, terão validade até o dia 30 de junho do segundo ano subsequente ao
de sua inscrição, salvo despesas.

 Executadas diretamente pelos órgãos e entidades da União ou mediante transferência ou descentralização aos
Estados, Distrito Federal e Municípios, com execução iniciada, nos termos do Decreto n. 93.872/86, até a data
prevista no conceito;
Para saber mais
O Decreto n. 93.872/86, no 4 do art. 68, define o que é considerado como execução iniciada:
a) nos casos de aquisição de bens, a despesa verificada pela quantidade parcial entregue, atestada e aferida; e
b) nos casos de realização de serviços e obras, a despesa verificada pela realização parcial com a medição
correspondente atestada e aferida.

 do Programa de Aceleração do Crescimento; e


 do Ministério da Saúde;
 do Ministério da Educação financiadas com recursos da Manutenção e Desenvolvimento do Ensino.

5) Pagamento
Configura-se como despesas extraorçamentárias, pois não fazem do exercício (corrente) do desembolso, mas
sim do exercício (anterior) do empenho.
6) Cancelamento
O cancelamento de despesas inscritas em restos a pagar consiste na baixa da obrigação constituída em
exercícios anteriores, portanto, trata-se de restabelecimento de saldo de disponibilidade comprometida, originária de
receitas arrecadadas em exercícios anteriores e não de uma nova receita a ser registrada.
O cancelamento de restos a pagar não se confunde com o recebimento de recursos provenientes do
ressarcimento ou da restituição de despesas pagas em exercícios anteriores que devem ser reconhecidos como receita
orçamentária do exercício.

e) Síntese

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A
Para saber mais
Cancelamento causa uma perda de passivo, ou seja, fato permutativo aumentativo, mas não provoca efeito F
orçamentário (pois não há registro na Loa) e financeiro (pois não há entrada efetiva de recursos).
Despesa de Exercícios Anteriores - DEAs O
1) Conceito
As despesas de exercícios encerrados, mas que se configuram como despesas do ano corrente
2) Casos
a) Despesas de exercícios encerrados, para as quais o orçamento respectivo consignava crédito próprio, com saldo
suficiente para atendê-las, que não se tenham processado na época própria;
b) Restos a pagar com prescrição interrompida;
c) Compromissos reconhecidos após o encerramento do exercício correspondente.
3) Características
Estão na LOA corrente
Despesas Orçamentárias
Precisam de um novo empenho
Necessita de verificação da regular liquidação
Pagamento causa efeito "ex nunc"
Para saber mais

Restos a Pagar DEAs

Constam na LOA

Despesas Orçamentárias

Necessitam de Prévia Autorização


Legislativa

Quando pagas, necessita de prévio


Empenho

Tem Efeito Retroativo

RESTOS A PAGAR/DEAS
JULGUE OS ITENS
(PREVIC - Analista Administrativo) O valor dos restos a pagar de anos anteriores tem contribuído para
restrição crescente à execução da lei orçamentária do ano em curso. Acerca dos restos a pagar e das despesas de
exercícios anteriores, julgue os próximos itens.
1. Considere que o filho de um servidor público tenha nascido no mês de dezembro de 2010, mas que somente em
janeiro de 2011 esse servidor tenha solicitado o pagamento do benefício do salário-família. Nesse caso, o pagamento do
benefício do salário-família do mês de dezembro de 2010 pode ser reconhecido como despesa de exercício anterior.

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2. Em conformidade com as diretrizes orçamentárias em vigor no país, o Poder Executivo pode abrir créditos especiais
ao orçamento de investimento para atender despesas relativas a ações em execução no exercício de 2010, mediante a
utilização, em favor da correspondente empresa estatal, de saldo de recursos do Tesouro Nacional repassados em
exercícios anteriores ou inscritos em restos a pagar no âmbito dos orçamentos fiscal ou da seguridade social.
3. Os restos a pagar são as despesas empenhadas, pendentes de pagamento na data de encerramento do exercício
financeiro, inscritas contabilmente como obrigações a pagar no exercício subsequente.
4. (STJ - Analista Administrativo) São passíveis de inscrição em restos a pagar as despesas empenhadas e liquidadas,
mas não pagas. Logo, o empenho da despesa não liquidada será considerado anulado, salvo em situações específicas,
como, por exemplo, se for do interesse do gestor efetuar a inscrição sem que o serviço tenha sido executado, por estarem
as partes em fase de negociação para assinatura de um contrato.
(MI - Analista Administrativo)
5. No caso de restos a pagar referentes a despesas empenhadas por estimativa, se o valor real a ser pago for superior ao
valor inscrito, a diferença deverá ser empenhada à conta de despesas de exercícios anteriores.
6. Se o empenho de uma despesa for considerado insubsistente e anulado no encerramento do exercício, mas, em
momento posterior, o credor cumprir com sua obrigação, o pagamento será obrigatório e deverá correr à conta de
despesas de exercícios anteriores.
7. Tendo em vista o agrupamento de diversos itens registrados como despesas de exercícios anteriores, não é possível
manter, nesse caso, os registros de cada despesa segundo a categoria econômica original.
(TCE/ES - Analista Administrativo) A respeito das despesas de exercícios anteriores e dos restos a pagar, assinale
a opção correta.
8. As despesas empenhadas, liquidadas e pagas até o final do exercício financeiro deverão ser registradas na conta
contábil inscrição dos restos a pagar processados.
9. O conhecimento e o entendimento dos estágios da despesa pública é essencial à compreensão e à distinção dos restos
a pagar processados dos não processados.
10. Na hipótese de uma despesa empenhada e liquidada até maio de 20XX não ter sido paga até o final do exercício,
deve-se, em 31 de dezembro, registrar contabilmente o passivo e, em seguida, a inscrição do valor não pago na conta
restos a pagar processados no subsistema de informações orçamentárias.
11. As despesas de restos a pagar com prescrição interrompida, desde que o crédito respectivo não tenha sido convertido
em renda, poderá ser paga por dotações de despesas de exercícios anteriores.
12. Caso uma despesa não tenha sido inscrita em restos a pagar até o final do exercício, a dívida correspondente não
poderá ser paga à conta de dotação consignada no orçamento do exercício seguinte.
(TCU-Analista) Ao final do exercício X1, verificou-se que, em determinado ente,
• foram empenhadas e liquidadas despesas no total de R$ 150 mil, do qual R$ 20 mil foram despesas inscritas em restos
a pagar;
• foram pagos, no mesmo exercício X1, R$ 15 mil de despesas inscritas em restos a pagar no exercício anterior — X0;
• foram pagas, no exercício subsequente — X2 —, as despesas inscritas em restos a pagar em X1.
Com base nessa situação hipotética e considerando a apuração dos resultados e a composição das receitas e despesas
no balanço financeiro, julgue os itens a seguir.
13. Desconsiderando-se outras transações, no exercício X0, houve despesas extraorçamentárias de R$ 15 mil e, no
exercício X1, de R$ 20 mil.
14. As despesas efetivamente pagas no exercício X1 totalizaram R$ 145 mil.
(ANTAQ - Analista Administrativo - adpatada) Determinada unidade gestora da administração direta do
governo federal, ao final do exercício financeiro de 2016, havia recebido a provisão anual no valor total de R$
100.000,00. Do total provisionado, empenhou R$ 90.000,00 e liquidou o valor de R$ 70.000,00 do total
empenhado. Realizou, ao longo do exercício financeiro de 2016, pagamentos no valor total de R$ 60.000,00, dos

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A
quais R$ 30.000,00 foram relativos a restos a pagar processados do exercício financeiro de 2015. Não houve

F
anulação de empenhos no exercício de 2016. Com base nos dados hipotéticos apresentados no texto acima, julgue
os seguintes itens.
15. Para o exercício financeiro de 2009, o valor de despesas de exercícios anteriores será de R$ 30.000,00.
O
16. O valor de restos a pagar processados/2008 será de R$ 40.000,00.
17. O valor de restos a pagar não processados/2008 será de R$ 10.000,00.
18. (TRT/10ª - Analista Administrativo) No balanço orçamentário, os restos a pagar são computados como despesa
orçamentária, mas, no balanço financeiro, são incluídos como receita extraorçamentária.
19. (DPU - Analista Administrativo) Conforme disposto na Lei Federal n.º 4.320/1964, consideram-se restos a pagar
as despesas empenhadas mas não pagas até o dia 31 de dezembro, distinguindo-se as processadas das não processadas.
Despesa não processada é aquela A que, em termos orçamentários, foi considerada despesa realizada, faltando apenas o
processamento do pagamento.
20. (ANATEL-Contador) A inscrição em restos a pagar é feita a qualquer momento do exercício e terá validade até 31
de dezembro do ano subsequente. Na hipótese de cancelamento, o pagamento ao credor dependerá de reinscrição de
restos a pagar.
(Secretaria de Educação /DF - contador - 2017) No exercício de 2016, uma escola pública do DF recebeu dotação
orçamentária para a execução do programa de merenda escolar. A dotação previa dispêndio com despesas
correntes para a aquisição de gêneros alimentícios necessários à elaboração das refeições a serem servidas aos
alunos daquela escola. A SEE/DF providenciou licitação para a escolha da empresa que irá fornecer os gêneros.
Com referência a essa situação hipotética, julgue os itens subsequentes.
21. Considere que, em 31/12/2016, o executor de despesas tenha verificado que uma fatura da empresa, no valor de R$
10 mil, relativa ao fornecimento de gêneros alimentícios consumidos na escola, foi liquidada, mas não foi paga. Nesse
caso, como o exercício financeiro se encerrou, o procedimento correto consistirá em solicitar a inscrição dessa fatura em
despesas de exercícios anteriores no orçamento de 2017.
22. (TCDFT-AUDITOR-2014) A conta de cancelamento de restos a pagar pode registrar insubsistência ativa ou
passiva.
1C 2C 3C 4E 5C 6C 7E 8E 9C 10E
11E 12E 13E 14C 15E 16C 17E 18C 19E 20E
21E 22E

ASSINALE A OPÇÃO CORRETA


1. (DPE/SP) Restos a pagar
(A) decorrem da adoção do princípio da competência para as despesas públicas.
(B) liquidados são aqueles cujo empenho obedeceu todas as normas legais pertinentes, faltando apenas verificar o
direito líquido e certo do credor.
(C) significam a mesma coisa que resíduos ativos da execução orçamentária.
(D) podem ser reinscritos no exercício subsequente ao de sua constituição.
(E) são despesas previstas no orçamento, mas que não foram empenhadas no exercício.
2. (TCE/SE - Analista Administrativo) Constituem Restos a Pagar Processados as despesas que foram
(A)empenhadas, realizadas e pagas no exercício.
(B)empenhadas e não pagas no exercício.
(C)empenhadas e liquidadas no exercício.
(D)empenhadas em despesas de exercícios anteriores.
(E)empenhadas, liquidadas e não pagas no exercício.

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3(TCM/PA - Analista Administrativo) Ao término de um exercício financeiro, uma despesa referente à conta de
energia elétrica da Prefeitura no mês de dezembro, que tenha dotação orçamentária específica com saldo
suficiente para atendê-la, já empenhada mas ainda não processada, deverá
(A) integrar os serviços de dívida a pagar e ser paga com crédito adicional extraordinário.
(B) ser anulada no exercício e realizado estorno do empenho, passando a integrar as despesas do novo exercício
integrando a dotação específica de "outras despesas correntes".
(C) ser suspensa e só poderá ser paga se, no novo exercício financeiro, tiver dotação orçamentária específica.
(D) ser considerada dívida pública fundada e, por conseguinte, ser paga por crédito adicional suplementar.
(E) ser considerada nos Restos a Pagar não processados e ser paga à conta de dotação específica consignada no
orçamento como "despesas anteriores", atendidos os requisitos da legislação pertinente.
4. Segundo a Lei no 4.320/64, compromissos decorrentes de obrigação de pagamento criada por lei, e
reconhecidos após o encerramento do exercício na entidade pública, compreendem
(A)os créditos suplementares.
(B)os ajustes de exercícios anteriores.
(C)as novas dotações.
(D)as despesas de exercícios anteriores.
(E)os créditos especiais.
5. (TCE/GO - Analista Administrativo) Em 31 de dezembro de 20x0, último ano do mandato, o prefeito do
município de Barra Brava autorizou o cancelamento de empenhos de material de consumo não-processados no
valor de R$ 100.000,00, visando a adequar o fechamento contábil às disponibilidades de caixa. Permaneceram os
saldos de R$ 150.000,00 em Restos a pagar processados e R$ 50.000,00 em Restos a pagar não-processados.
Durante o ano de 20x1, um dos fornecedores, inscrito em Restos a Pagar não-processados, deixou de efetuar a
entrega dos produtos licitados no valor de R$ 30.000,00 e um fornecedor cujo empenho fora cancelado no ano
anterior, efetuou a entrega das mercadorias licitadas em 20x0, no valor de R$ 50.000,00. Nesse caso, no ano de
20x1 deve-se efetuar o cancelamento de restos a pagar
(A) processados no valor de R$ 30.000,00 e efetuar um novo empenho no valor de R$ 50.000,00 com saldo da rubrica
de Material de consumo de 20x1.
(B) não-processados no valor de R$ 30.000,00 e efetuar um novo empenho no valor de R$ 50.000,00 com saldo da
rubrica de Material de Consumo de 20x1.
(C) processados no valor de R$ 30.000,00 e efetuar um novo empenho no valor de R$ 50.000,00 na rubrica de Despesas
de Exercícios anteriores, no orçamento de 20x1.
(D) não-processados no valor de R$ 30.000,00 e efetuar um novo empenho no valor de R$ 50.000,00 na rubrica de
Despesas de Exercícios anteriores, no orçamento de 20x1.
(E) não-processados no valor de R$ 30.000,00 e efetuar um novo empenho no valor de R$ 50.000,00 com saldo de R$
30.000,00 da rubrica de Material de Consumo e R$ 20.000,00 da rubrica de Despesas de exercícios anteriores em 20x1.
6. (TRT/3ª - Analista Administrativo)Em 20/11/X8, a Prefeitura Z empenhou despesa com material de consumo
no valor de R$ 2.000,00, com prazo de entrega de 30 dias. Como, até o final do exercício, não havia recebido a
mercadoria, decidiu anular o empenho e não inscrevê-lo em Restos a Pagar. Todavia, no início do exercício
seguinte, o gestor aceitou a entrega da mercadoria. Neste caso, o ordenador de despesa deveria
(A) solicitar a reversão do registro da anulação da despesa ao setor de contabilidade.
(B) solicitar a inscrição de restos a pagar de exercícios anteriores e, posterior, pagamento ao credor.
(C) empenhar despesa com material de consumo e, posteriormente, solicitar o pagamento ao credor.
(D) empenhar despesa de exercícios anteriores no orçamento corrente e, posteriormente, solicitar o pagamento ao
credor.
(E) solicitar o pagamento ao credor e, posteriormente, empenhar despesa de exercícios anteriores no orçamento de
capital.

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A
7. (Pref. São Paulo/SP - Analista Administrativo) Em razão de contrato celebrado com empresa prestadora de

F
serviços de assessoria contábil, a Prefeitura Municipal de Flamingo assumiu obrigações mensais de R$ 5.000,00.
Os pagamentos foram realizados de forma regular de janeiro a outubro de 2009. Em novembro e dezembro do
mesmo ano houve forte queda na arrecadação de receitas por parte da Prefeitura, o que motivou, entre outras
medidas, a suspensão do pagamento desse serviço com vista a garantir o 13º salário dos servidores, fato que
perdurou até 31/01/10, muito embora a despesa tenha sido empenhada e o serviço prestado, com fornecimento de
O
nota fiscal, nos termos contratados. Em 31/12/09 a Prefeitura teria agido em consonância com o disposto na Lei
nº 4.320/64 se tivesse
(A) cancelado os empenhos de novembro e dezembro, uma vez no Brasil vigora o regime de competência para a despesa
pública.
(B) inscrito os valores dessas despesas como restos a pagar processados.
(C) contabilizado as despesas de novembro e dezembro como dívida fundada.
(D) anulado a despesa, uma vez que não houve regular liquidação.
(E) registrado os empenhos como dívida sujeita à compensação em razão da obrigatoriedade do pagamento do 13º
salário aos servidores.
8. Os Restos a pagar
(A) não processados referem-se a valores devidos em decorrência de empenhamentos sem a devida cobertura do crédito
orçamentário e financeiro.
(B) processados referem-se a empenhamentos não liquidados, porém com a devida cobertura financeira.
(C) não processados referem-se a empenhamentos liquidados e não pagos até 31/12 sem a devida cobertura financeira.
(D) processados referem-se a empenhamentos liquidados e não pagos até 31/12 independentemente da sua cobertura
financeira.
(E) processados referem-se a empenhamentos não liquidados, porém com cobertura orçamentária e financeira.
9. (TRT-11ª - Analista Administrativo) Os restos a pagar não processados devem ser classificados como despesa
(A) liquidada e não paga.
(B) empenhada em execução e não paga.
(C) executada, com comprovação dos serviços realizados e não paga.
(D) realizada com despacho de “pague-se”.
(E) cujo direito do credor já foi verificado e não paga.
10. (SEPLAG/MG - Analista Administrativo) Objetivam a utilização da dotação específica e no exercício em que
a despesa foi fixada, quando não possa, de pronto, ser atendida por dotação específica do exercício seguinte, uma
vez nela não contemplada:
A) os créditos especiais reabertos.
B) os restos a pagar processados.
C) os restos a pagar não processados.
D) os créditos transferidos do exercício anterior.
E) os recursos transferidos ao exercício seguinte.
11. (TRF/5ª - Analista Administrativo) Os restos a pagar não processados, caracterizam-se por não terem sido
objeto de
A) protocolização.
B) licitação.
C)) liquidação.
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D) anulação de empenho.
E) ordenação de pagamento quando empenhadas.
12. (FNDE) De acordo com as informações abaixo, o valor a ser inscrito em Restos a Pagar Não Processados é:

Despesas Fixação Empenho Liquidação Pagamento

Valor 105.000 100.000 85.000 75.000

(A) 5.000. (B) 25.000. (C) 10.000. (D) 15.000. (E) 30.000.

13. (JUCERJA-CONTADOR) Considerando os dados abaixo, relativos à Contabilidade Orçamentária:

Orçamento Inicial da Despesa 1500

Crédito Especial Aberto Por Excesso de Arrecadação 100

Despesa Empenhada 1400

Despesa Liquidada 1100

Despesa Paga 1050

É correto afirmar que o valor da Economia Orçamentária e o valor dos Restos a Pagar Não Processados, são de, respectivamente:

A) 100 e 50 B) 200 e 50 C) 200 e 300 D) 100 e 300 E) 200 e 350

14. (PREF. NITERÓI - CONTADOR) De acordo com a Lei Federal n° 4.320, de 17 de março de 1964, os restos a pagar do
exercício serão computados, no Balanço Financeiro, como receita extra orçamentária, com a finalidade de:

A) Indicar o montante cancelado no exercício.

B) Representar o superávit financeiro.

C) Indicar o total pago durante o ano.

D) Indicar economia orçamentária.

E) Compensar sua inclusão na despesa orçamentária.

INSTRUÇÃO: As questões de 15 a 16 devem ser respondidas com base nos dados abaixo
Despesa Fixada 100.000 Receita Prevista 100.000

Despesa Empenhada 95.000 Receita Arrecadada 98.000

Despesa Liquidada 92.000 Bens Imóveis 54.000

Despesa Paga 91.000 Dívida Ativa 15.000

15. (PREF. NITERÓI - Contador) Considerando-se os dados apresentados, o valor dos Restos a Pagar Não Processados é de:

A) 5.000 B) 4.000 C) 3.000 D) 2.000 E) 1.000

16. (PREF. NITERÓI - Contador) Ainda considerando-se os dados apresentados, o valor dos Restos a Pagar Processados é
de:

A) 1.000 B) 2.000 C) 3.000 D) 4.000 E) 5.000

17. (IDENE/MG) Na Contabilidade Pública, o demonstrativo contábil que permite o registro da conta “Restos a Pagar” no
grupo das “Receitas Extraorçamentárias” é o Balanço

A) econômico.

B) orçamentário.

C) financeiro.

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A
D) de resultados.

E) patrimonial. F
18. (BACEN - Analista2009) Ao verificar a necessidade do registro contábil do pagamento de restos a pagar processados, no
encerramento de determinado exercício financeiro, um analista do BACEN concluiu, de acordo com a Lei no 4.320/64, estar
diante de uma
O
(A) receita extraorçamentária.

(B) receita corrente.

(C) despesa de exercícios anteriores.

(D) despesa não liquidada.

(E) despesa extraorçamentária.

19. (TRF2ª contador) Restos a Pagar

(A) provêm do regime de caixa da despesa, integrando a dívida flutuante.

(B) advêm do regime de competência da despesa, compondo a dívida fundada.

(C) subdividem-se em liquidados e processados.

(D) decorrem do regime de competência da despesa, compondo a dívida flutuante.

(E) são despesas liquidadas e pagas no mesmo exercício de competência.

20. (Políticas Públicas e Gestão Governamental/BA) A Lei no 4.320/64 conceitua o empenho como sendo o ato emanado de
autoridade competente que cria para o Estado obrigação de pagamento pendente ou não de implemento de condição. A Lei
no 8.666/93 por sua vez, estabelece que a nota de empenho pode substituir o contrato, desde que contenha os requisitos
exigidos por essa lei como cláusulas necessárias daquele. Nessas condições a simples anulação de qualquer nota de empenho
emitida, mesmo que com característica de contrato, e relativa a uma despesa adequadamente processada para a qual já
tenha sido satisfeito o estágio da sua liquidação

(A) deixa de ser uma obrigação de pagamento, nesse sentido.

(B) deve ser inscrita como restos a pagar não processados.

(C) rescinde sumariamente o contrato a ela relativo, caso existente.

(D) deve ser restabelecida no próprio exercício de sua emissão, quando possível.

(E) deixa de constituir restos a pagar do exercício.

21. (TRT/18ª - Analista Contábil) Considere os dados relativos à despesa de uma determinada entidade pública referente ao
exercício financeiro de X1:

Dotação Inicial ............................................ R$ 500.000,00 Dotação Atualizada ..................................... R$ 520.000,00 Despesas


Empenhadas .................................. R$ 480.000,00 Despesas Liquidadas....................................... R$ 470.000,00 Despesas Pagas
............................................. R$ 400.000,00 Com base nessas informações, o valor dos Restos a Pagar NÃO Processados referentes
a X1 foi, em reais,

(A) 10.000,00.

(B) 80.000,00.

(C) 40.000,00.

(D) 70.000,00.

(E) 20.000,00.
1A 2E 3E 4D 5D 6D 7B 8D 9B 10C
11C 12D 13C 14E 15C 16A 17C 18E 19D 20D
21A

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Capítulo 8 - Descentralização
1) Conceito: Mecanismo estatal para prover, de créditos e de recursos, as unidades gestoras do orçamento.
2) Fases
Fixação (PPA, LDO, LOA)
Programação Planejamento
Descentralização de Créditos
Licitação Créditos
Empenho
Contratação
Liquidação
Retenção de tributos* Execução
Descentralização de Recursos Recursos
Pagamento

Para saber mais


OCPO: Órgão Central de Programação Orçamentária - OCPO - Ministério do Planejamento
OCPF: Órgão Central de Programação Financeira - OCPF - Ministério da Fazenda
OSPO: Órgão Setorial de Programação Orçamentária - OSPO - Ministérios
OSPF: Órgão Setorial de Programação Financeira - OSPF - Ministérios
UG: Unidades Gestoras, responsáveis pela execução orçamentária, divididas em:
- UO: Unidades Orçamentárias
- UA: Unidades Administrativas
3) Tipos.
Créditos - Constam na LOA ou em Créditos Adicionais;
Recursos - Constam na CUTN.
3.1 Créditos
Dotação: descentralização "externa" de créditos entre o OCPO e os OSPOs.
Destaque: descentralização externa de créditos
Provisão: descentralização interna de créditos
3.1 Recursos
Cota: descentralização "externa" de recursos entre o OCPF e os OSPFs
Repasse: descentralização externa de recursos
Sub-repasse: descentralização interna de recursos

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A
4) Operacionalização
4.1) Descentralização Creditícia F
O

Movimentação Créditos

OC ---> OS Dotação

OS --> OS Destaque

OS --> UO (dentro) Provisão

OS --> UO (fora) Destaque

UO --> UO (dentro) Provisão

UO --> UO (fora) Destaque

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AFO + LRF Teoria e Exercícios

Para saber mais - exemplo prático

4.2) Descentralização de Recursos

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A
Movimentação Recursos
F
OC ---> OS Cota

OS --> OS Repasse
O
OS --> UO (dentro) Sub-repasse

OS --> UO (fora) Repasse

UO --> UO (dentro) Sub-repasse

UO --> UO (fora) Repasse

Para saber mais - exemplo prático

Para saber mais

Movimentação Créditos Recursos

OC ---> OS Dotação Cota

OS --> OS Destaque Repasse

OS --> UO (dentro) Provisão Sub-repasse

OS --> UO (fora) Destaque Repasse

UO --> UO (dentro) Provisão Sub-repasse

UO --> UO (fora) Destaque Repasse

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Para sabe mais - Termo de Execução Descentralizada - TED


Instrumento por meio do qual é ajustada a descentralização de crédito, sem prévia autorização Legislativa,
entre órgãos e/ou entidades integrantes dos Orçamentos Fiscal e da Seguridade Social da União, para execução de
ações de interesse da unidade orçamentária descentralizadora e consecução do objeto previsto no programa de
trabalho, respeitada fielmente a classificação Funcional e Programática.
Para sabe mais
As empresas públicas federais que não integrarem os orçamentos fiscal e da seguridade social, mas que
executarem as atividades de agente financeiro governamental, poderão receber créditos em descentralização, para
viabilizar a consecução de objetivos previstos na lei orçamentária.
Para sabe mais
Transferidora de recursos:
1) dá baixa na obrigação; e
2) registro de um direto.
Recebedora de recursos:
1) dá baixa no direto; e
2) registro de um bem (dinheiro).

EXERCÍCIOS
JULGUE OS ITENS
1 (ANATEL-CONTADOR) O Ministério das Comunicações pode efetuar a descentralização de créditos orçamentários
à ANATEL, independentemente de prévia autorização legislativa, para execução de ações de responsabilidade do
ministério.
2 (TCDFT_AUDITOR_2014) Constitui operação de descentralização interna a transferência de crédito referente a
dotação global, não consignada especificamente a nenhum ministério ou órgão, quando efetuada de uma unidade
orçamentária a unidade administrativa do mesmo ministério ou órgão.
(MINISTÉRIO DA SAÚDE ADMINISTRADOR - 2013)
3 Denomina-se sub-repasse a disponibilização, pelo Ministério do Esporte, de recursos financeiros para o Ministério da
Educação, após a descentralização do crédito orçamentário.
4 A cessão de crédito orçamentário pelo Ministério do Esporte ao Ministério da Educação é denominada destaque.
5 (MPU - CONTABILIDADE_2013) A descentralização interna ou provisão corresponde à liberação financeira do
Órgão Setorial da Programação Financeira (OSPF) para as unidades gestoras de suas jurisdições e entre unidades
gestoras de um mesmo ministério, órgão ou entidade.
6 (IBAMA_Analista administrativo_2013) Considere que o IBAMA necessite transferir recursos para a sua
superintendência localizada no estado de Pernambuco. Nessa situação, esse órgão público poderá realizar a transferência
de recursos por meio do mecanismo de descentralização denominado provisão.
7 (TRT/ES/17ª_ana_CONTADOR/2013) O órgão setorial de programação financeira do Tribunal Regional do Trabalho,
ao efetuar transferência de recursos para uma de suas unidades gestoras, realiza um sub-repasse, que constitui
descentralização interna, mediante transferência entre as respectivas contas.

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A
(STF - ANALISTA ADMINISTRATIVO_2013) Sabendo que alterações orçamentárias possibilitam modificar a lei

F
orçamentária originalmente aprovada, a fim de adequá-la à real necessidade de execução, julgue os itens a seguir, com
referência à descentralização de créditos orçamentários e financeiros.
8 Para as trocas de fontes de recursos por força de remanejamento ou por excesso de arrecadação de outra fonte, é
necessária autorização expressa em portaria emitida pela Secretaria de Orçamento Federal (SOF).
O
9 A anulação de uma descentralização interna de créditos inquinada terá de ser efetuada pela unidade concedente,
mediante a utilização de nota de movimentação de crédito com o evento de anulação 30.0.XXX, ou por devolução pela
unidade beneficiadora, utilizando-se o evento de devolução 30.0.XXX.
10 (ICMBIO_ANA ADM_2014) A descentralização orçamentária que ocorre entre ministérios denomina-se
descentralização executiva.
11 (ANTAQ - ANALISTA ADMINISTRATIVO) O destaque, que é a descentralização das disponibilidades financeiras
vinculadas ao orçamento, compete aos órgãos setoriais de programação financeira, que transferem tais disponibilidades
para outro órgão ou ministério.
12 (TRE/GO_ANALISTA ADMNISTRATIVO_2015) O destaque consiste na descentralização externa de recursos
financeiros realizada no nível de órgão setorial entre unidades gestoras de órgãos ou entidades de estruturas
administrativas diferentes.
13 (MPOG - ATA_2015) O planejamento é a etapa que precede a execução orçamentária. A descentralização de
créditos, que compõe o planejamento, distingue-se da transposição, do remanejamento e da transferência, pois estes
dependem de prévia autorização legislativa e se efetuam com mudanças nas categorias de programação ou entre
diferentes órgãos.
14 (STJ/Analista Adminitrativo_2015) A transferência por parte do STJ de um crédito e de seu respectivo recurso para o
CNJ, com vistas à realização de treinamento de seus servidores, representa uma descentralização caracterizada,
respectivamente, por um destaque e por um repasse.
Considerando que a execução orçamentária pode ser processada mediante a descentralização, julgue os itens
subsequentes, relativos as formas de descentralização financeira e de creditos orçamentários.
(FUB - Auditor_2015)
15 Caso o Ministério da Educação promova a descentralização por meio de destaque orçamentário ao transferir para o
Ministério da Saúde creditos orçamentários destinados a liquidação de despesas do Hospital Universitário de Brasília
(HUB), essa operação estará correta sob o ponto de vista da auditoria.
16 Nos casos em que a descentralização dos recursos financeiros aconteça entre órgãos de mesma estrutura
administrativa ― por exemplo, ambos no âmbito do Ministério da Educação ―,essa movimentação interna configura
um repasse de recursos.
17 (TCE/RN_ACE - Administração, Contabilidade, Direito ou Economia_2015) A descentralização de créditos
orçamentários ocorre durante o estágio de fixação da despesa pública.
(TCE/PA - ACE - ECONOMIA - 2016) A respeito da descentralização orçamentária e financeira, julgue os itens a
seguir.
18 A descentralização de créditos interna é denominada provisão e a externa, cota. Ambas caracterizam-se pela cessão
de crédito orçamentário entre unidades orçamentárias ou unidades gestoras.
19 A movimentação de recursos financeiros entre as diversas unidades orçamentárias e administrativas compreende
cota, repasse e despesa.
20 (UNIPAMA - CONTADOR) A disponibilização de recursos financeiros para as unidades gestoras é realizada por
intermédio de três mecanismos: cota, repasse e sub-repasse. O sub-repasse corresponde à liberação de recursos dos
órgãos setoriais de programação financeira para as unidades gestoras de sua jurisdição e entre unidades gestoras de um
mesmo ministério, órgão ou entidade.
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AFO + LRF Teoria e Exercícios

1C 2E 3E 4C 5E 6E* 7E 8C 9E 10E
11E 12E 13C 14C 15C 16E 17E 18E 19E 20C

ASSINALE A OPÇÃO CORRETA


1. (AFC-STN) Assinale a opção correta em relação às operações de descentralização de créditos e descentralização
financeira, no âmbito federal.
A) A movimentação financeira entre órgãos, em razão de prévia movimentação orçamentária, denomina-se cota de
movimentação de limites recebidos.
B) A transferência financeira entre a Secretaria do Tesouro Nacional e os órgãos da administração pública federal
obedece a programação definida na Lei Orçamentária Anual.
C) As transferências financeiras não modificam a situação patrimonial na unidade recebedora dos recursos, por
constituir movimentação dentro da mesma entidade contábil.
D) Os recursos destinados ao pagamento de Restos a Pagar não Processados são previamente transferidos à unidade
gestora e devem ser recebidos nesta antes da inscrição.
E) A movimentação de créditos entre as Unidades Gestoras do mesmo órgão é denominada provisão ou descentralização
interna de crédito.
2. (TRT/3ª-CONTADOR) No SIAFI, a movimentação de créditos que consiste na transferência, de uma unidade gestora
para outra, do poder de utilizar créditos orçamentários que lhe tenham sido consignados na Lei Orçamentária Anual é
um instrumento de
(A) unificação das dotações orçamentárias.
(B) descentralização da previsão de despesas orçamentárias.
(C) centralização da arrecadação de receitas orçamentárias.
(D) descentralização da execução de receitas orçamentárias.
(E) descentralização da execução de despesas orçamentárias.
3. (TRF/4ª) A descentralização de créditos denominada destaque é a
(A) liberação de recursos dos órgãos setoriais de programação financeira para entidades da administração indireta.
(B) movimentação de créditos entre unidades gestoras de órgãos ou entidades de estruturas diferentes, respeitada a
classificação funcional.
(C) liberação de recursos do órgão central para o órgão setorial de programação financeira.
(D) liberação de recursos dos órgãos setoriais de programação financeira para as unidades gestoras de sua jurisdição.
(E) movimentação de créditos entre unidades gestoras de um mesmo órgão ou entidades integrantes do orçamento fiscal
e da seguridade social.
4. (TRF/4ª) Sub-repasse é a
(A) liberação de recursos do órgão central para o órgão setorial de programação financeira.
(B) liberação de recursos dos órgãos setoriais de programação financeira para entidades da administração indireta e
entre estas e ainda de um ministério para o outro.
(C) movimentação de créditos entre unidades gestoras de órgãos ou entidades de estrutura diferente.
(D) movimentação de créditos entre unidades gestoras de um mesmo órgão ou entidades integrantes do orçamento fiscal
e da seguridade social.

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A
(E) liberação de recursos dos órgãos setoriais de programação financeira para as unidades gestoras de sua jurisdição e

F
entre as unidades gestoras de um mesmo ministério, órgão ou entidade.
5. (TRT/24ª Região - Analista de Contabilidade) Analise:
I. Cota é a primeira figura de descentralização de disponibilidades financeiras caracterizadas pela transferência do O
órgão central de programação financeira para os órgãos setoriais do sistema.
II. Repasse é a descentralização de disponibilidades financeiras vinculadas ao orçamento, realizada pelos órgãos
setoriais de programação financeira, para as unidades executoras a eles vinculadas.
III. Sub-repasse é a descentralização das disponibilidades financeiras vinculadas ao orçamento, recebidos
anteriormente sob a forma de cota, transferidos pelo órgão setorial de programação financeira para outro órgão ou
ministério.
Em relação aos instrumentos de descentralização financeira, está correto o que consta APENAS em
(A) III.
(B) II.
(C) I.
(D) I e II.
(E) I e III.
6. (TRT/24ª Região - Analista de Contabilidade) A descentralização orçamentária entre unidades gestoras de um mesmo
órgão será efetuada por meio do instrumento denominado
(A) Repasse Orçamentário.
(B) Destaque.
(C) Dotação.
(D) Cota Orçamentária.
(E) Provisão.
7. (PGE/PI) Conforme publicações emitidas pela Secretaria do Tesouro Nacional, o Plano de Contas Único contém
várias definições a respeito da sistemática de registro e evidenciação dos atos e fatos da administração púbica direta e
indireta. Quanto aos fenômenos de natureza orçamentária, a movimentação de crédito externa é denominada de:
(A) Provisão.
(B) Liquidação.
(C) Destaque.
(D) Empenho.
(E) Execução da despesa.
8. (PGE/PI) No processo de execução orçamentária, nem sempre as despesas autorizadas são executadas exatamente
pela Unidade Orçamentária à qual foi consignada a dotação. Na situação em que o Ministério da Educação descentraliza
um crédito orçamentário para uma Instituição Federal de Ensino Superior tem-se um (a):
(A) destaque;
(B) provisão;
(C) repasse;

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AFO + LRF Teoria e Exercícios

(D) transferência;
(E) transposição.
9. (AFC/STN) Assinale a opção correta em relação às operações de descentralização de créditos e descentralização
financeira, no âmbito federal.
A) A movimentação financeira entre órgãos, em razão de prévia movimentação orçamentária, denomina-se cota de
movimentação de limites recebidos.
B) A transferência financeira entre a Secretaria do Tesouro Nacional e os órgãos da administração pública federal
obedece a programação definida na Lei Orçamentária Anual.
C) As transferências financeiras não modificam a situação patrimonial na unidade recebedora dos recursos, por
constituir movimentação dentro da mesma entidade contábil.
D) Os recursos destinados ao pagamento de Restos a Pagar não Processados são previamente transferidos à unidade
gestora e devem ser recebidos nesta antes da inscrição.
E) A movimentação de créditos entre as Unidades Gestoras do mesmo órgão é denominada provisão ou descentralização
interna de crédito.
10. (CVM - Planejamento e Execução Financeira_2010) Sobre o tema “execução orçamentária do Governo Federal por
meio do SIAFI”, temos que as seguintes afirmações são corretas, exceto:
a) as despesas só podem ser empenhadas de acordo com o cronograma de desembolso da Unidade Orçamentária,
devidamente aprovado.
B) a descentralização de créditos, externa ou interna, deve ser realizada por meio de Nota de Movimentação de Crédito -
NC.
C) a abertura de créditos adicionais apresenta consequências em duas programações: financeira e orçamentária.
D) a movimentação de créditos independe da existência de saldos bancários ou recursos financeiros.
E) a formalização do empenho será precedida da criação de uma Lista de Itens, por meio de transação específica.
11. (CVM - Planejamento e Execução Financeira_2010) Assinale a opção verdadeira a respeito do registro contábil das
operações de descentralização de créditos resultantes da execução orçamentária.
A) os créditos são inicialmente contabilizados na setorial Orçamentária, que após os detalhamentos necessários, os
movimenta entre as unidades gestoras da entidade.
B) Os créditos recebidos por meio de descentralização são registrados no passivo como obrigação da unidade
recebedora para com a descentralizadora.
C) As descentralizações internas são registradas contabilmente na unidade recebedora no momento que esta confirma o
recebimento.
D) As contas contábeis de controle da descentralização de crédito na unidade descentralizadora pertencem ao ativo
compensado.
E) Os montantes dos recursos descentralizados são registrados como despesa realizada na unidade descentralizadora,
para efeitos de consolidação dos balanços.
12. (CVM - Planejamento e Execução Financeira_2010) Sobre o registro contábil da movimentação financeira entre as
unidades em razão da execução orçamentária e financeira, é correto afirmar:
A) o registro contábil de transferências mediante repasses e sub-repasses é feito somente em contas do sistema de
compensação.

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A
B) as transferências para pagamento de restos a pagar não processados provocam ajustes na execução financeira do

F
exercício anterior.
C) o recebimento de cotas financeiras por entidades que não integram o orçamento fiscal e da seguridade social está
condicionado ao registro contábil desse direito junto ao tesouro nacional.
O
D) a transferência das cotas financeiras da unidade central para as unidades setoriais de programação financeira é
registrada contabilmente como baixa de obrigação na transferidora e baixa de direitos na recebedora.
E) as cotas financeiras não recebidas no exercício em razão da inexecução orçamentária constituem direitos registrados
no patrimônio da entidade e podem ser recebidos nos exercícios seguintes.
13. (IPS/ES-CONTADOR) A despesa orçamentária se processa em três etapas: planejamento, execução, e controle e
avaliação. Assinale a opção correta quanto à descentralização/movimentação de créditos, que se insere na etapa do
planejamento e da contratação.
A) Os recursos financeiros, nas descentralizações, são transferidos às unidades administrativas incumbidas de executar a
despesa.
B) A unidade beneficiária da descentralização passa a ser a detentora do crédito orçamentário ou adicional.
C) A movimentação de crédito efetuada entre unidades gestoras de diferentes órgãos da administração constitui
destaque.
D) Na descentralização externa, haverá necessidade de convênio ou instrumento similar quando o objetivo do programa
for alterado.
E) As descentralizações, a exemplo das transferências e transposições, modificam o valor da programação ou de suas
dotações orçamentárias.

1E 2E 3B 4E 5C 6E 7C 8A 9E 10A
11A 12D 13C

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AFO + LRF Teoria e Exercícios

Capítulo 9 - Lei de Responsabilidade Fiscal - LRF


1) Conceito
- Impede atos amadores e mal intencionados;
- Cria uma norma de conduta e premissas norteadoras no tocante ao bom regular uso do erário;
- Lei Complementar nº 101/200, Nacional, Neoliberal, Fiscal.
2) Receitas
2.1) Receita Corrente Líquida - RCL:
a) Somatório das receitas tributárias, de contribuições, patrimoniais, industriais, agropecuárias, de serviços,
transferências correntes e outras receitas também correntes, deduzidos:
 Na União, os valores transferidos aos Estados e Municípios por determinação constitucional ou legal, e
as contribuições mencionadas na alínea a do inciso I e no inciso II do art. 195, e no art. 239 da
Constituição;
 Nos Estados, as parcelas entregues aos Municípios por determinação constitucional;
 Na União, nos Estados e nos Municípios, a contribuição dos servidores para o custeio do seu sistema
de previdência e assistência social e as receitas provenientes da compensação financeira citada no § 9º
do art. 201 da Constituição.

a) Cálculo da RCL

b) Período de apuração

Para saber mais - Empresas Estatais


Empresas Estatais
Controladas
Dependentes Independentes

Pessoas Jurídicas de Direto Privado

Estão sob a égide do orçamento

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A
3) Programação
Até trinta dias após a publicação dos orçamentos, nos termos em que dispuser a lei de diretrizes orçamentárias, o
Poder Executivo estabelecerá a programação financeira e o cronograma de execução mensal de desembolso. (Art. 8º da
F
LRF)
O

4) Contingenciamento
Se verificado, ao final de um bimestre, que a realização da receita poderá não comportar o cumprimento das
metas de resultado primário ou nominal estabelecidas no Anexo de Metas Fiscais, os Poderes e o Ministério Público
promoverão, por ato próprio e nos montantes necessários, nos trinta dias subsequentes, limitação de empenho e
movimentação financeira, segundo os critérios fixados pela lei de diretrizes orçamentárias. (Art. 9 o LRF)

Para saber mais


No caso de restabelecimento da receita prevista, ainda que parcial, a recomposição das dotações
cujos empenhos foram limitados dar-se-á de forma proporcional às reduções efetivadas.
Não serão objeto de limitação as despesas que constituam
1) obrigações constitucionais;
2) obrigações legais do ente, inclusive aquelas destinadas ao pagamento do serviço da dívida;e
3) as ressalvadas pela lei de diretrizes orçamentárias.
Atenção:
No caso de os Poderes Legislativo e Judiciário e o Ministério Público não promoverem a limitação
no prazo estabelecido, é vedado ao Poder Executivo limitar os valores financeiros, ainda que haja critérios
fixados pela lei de diretrizes orçamentárias. (ADIN 2.238/2005)
5) Planejamento
LDO LOA
Equilíbrio entre receitas e despesas; Conterá, em anexo, demonstrativo da compatibilidade da
programação dos orçamentos com os objetivos e metas
constantes do documento de que trata o § 1 o do art. 4o;

Critérios e forma de limitação de empenho, a ser efetivada Será acompanhado do documento a que se refere o § 6o do
nas hipóteses previstas na alínea b do inciso II deste artigo, art. 165 da Constituição, bem como das medidas de

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AFO + LRF Teoria e Exercícios

no art. 9o e no inciso II do § 1o do art. 31; compensação a renúncias de receita e ao aumento de


despesas obrigatórias de caráter continuado;

Normas relativas ao controle de custos e à avaliação dos Conterá reserva de contingência, cuja forma de utilização e
resultados dos programas financiados com recursos dos montante, definido com base na receita corrente líquida,
orçamentos; serão estabelecidos na lei de diretrizes orçamentárias,
destinada ao:

a) atendimento de passivos contingentes e outros riscos e


eventos fiscais imprevistos.

Demais condições e exigências para transferências de Todas as despesas relativas à dívida pública, mobiliária ou
recursos a entidades públicas e privadas; contratual, e as receitas que as atenderão, constarão da lei
orçamentária anual.

Anexo de Metas Fiscais - AMF: O refinanciamento da dívida pública constará separadamente


na lei orçamentária e nas de crédito adicional.
1) Serão estabelecidas metas anuais, em valores correntes e
constantes, relativas a receitas, despesas, resultados nominal A atualização monetária do principal da dívida mobiliária
e primário e montante da dívida pública, para o exercício a refinanciada não poderá superar a variação do índice de
que se referirem e para os dois seguintes; preços previsto na lei de diretrizes orçamentárias, ou em
legislação específica.
2) Avaliação do cumprimento das metas relativas ao ano
anterior; É vedado consignar na lei orçamentária crédito com
finalidade imprecisa ou com dotação ilimitada.
3) Demonstrativo das metas anuais, instruído com memória e
metodologia de cálculo que justifiquem os resultados A lei orçamentária não consignará dotação para investimento
pretendidos, comparando-as com as fixadas nos três com duração superior a um exercício financeiro que não
exercícios anteriores, e evidenciando a consistência delas esteja previsto no plano plurianual ou em lei que autorize a
com as premissas e os objetivos da política econômica sua inclusão, conforme disposto no § 1o do art. 167 da
nacional; Constituição.

4) Evolução do patrimônio líquido, também nos últimos três Integrarão as despesas da União, e serão incluídas na lei
exercícios, destacando a origem e a aplicação dos recursos orçamentária, as do Banco Central do Brasil relativas a
obtidos com a alienação de ativos; pessoal e encargos sociais, custeio administrativo, inclusive
os destinados a benefícios e assistência aos servidores, e a
5) Avaliação da situação financeira e atuarial: investimentos.
a) dos regimes geral de previdência social e próprio dos
Informações adicionais:
servidores públicos e do Fundo de Amparo ao Trabalhador;

b) dos demais fundos públicos e programas estatais de O resultado do Banco Central do Brasil, apurado após a
natureza atuarial; constituição ou reversão de reservas, constitui receita do
Tesouro Nacional, e será transferido até o décimo dia útil
6) Demonstrativo da estimativa e compensação da renúncia subsequente à aprovação dos balanços semestrais.
de receita e da margem de expansão das despesas
obrigatórias de caráter continuado. O resultado negativo constituirá obrigação do Tesouro para
com o Banco Central do Brasil e será consignado em dotação
Anexo de Riscos Fiscais - ARF: específica no orçamento.
1) Avaliados os passivos contingentes;
O impacto e o custo fiscal das operações realizadas pelo
2) Outros riscos capazes de afetar as contas públicas; Banco Central do Brasil serão demonstrados trimestralmente,
nos termos em que dispuser a lei de diretrizes orçamentárias
3) Informando as providências a serem tomadas, caso se da União.
concretizem.
Os balanços trimestrais do Banco Central do Brasil conterão
notas explicativas sobre os custos da remuneração das
disponibilidades do Tesouro Nacional e da manutenção das
reservas cambiais e a rentabilidade de sua carteira de títulos,
destacando os de emissão da União.

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A
6) Renúncia
6.1) Conceito F
Mecanismo intervencionista estatal para fomentar a economia, reduzindo ou até zerando a cobraça de um tributo
para um ou outro segmento que, por vezes, esteja enfrenta situação delicada perante nuances ambientais que impactem
negativamente no pleno emprego e renda.
O
6.2) Características

A concessão ou ampliação de incentivo ou benefício de natureza tributária da qual decorra renúncia de


receita deverá estar acompanhada de dispositivos
Obrigatórios Discricionários (ou um ou outro)
Impacto Orçamentário- Demonstração de que a Medidas de compensação, no
Financeiro renúncia foi considerada na período mencionado, por meio
estimativa de receita da do aumento de receita,
LOA; proveniente da:
Atender a LDO Ano da 2 anos de
e 1) elevação de alíquotas,
renúncia seguintes
ampliação da base de cálculo;
Não afetar as metas de
Trienal resultados fiscais previstas 2) majoração ou criação de
no anexo próprio da LDO. tributo ou contribuição.
Importante: acompanha, de forma obrigatória, o ato de renúncia três dispositivos, dois obrigatórios e um dos
discricionários.

7) Despesas com Pessoal


7.1) Conjunto de despesas

7.2) Apuração

7.3) Limites (% da RCL)


ENTE
ESTADOS COM
UNIÃO ESTADOS DF*** MUNICÍPIOS
TCMs**
PODER/ÓRGÃO
JUDICIÁRIO
LEGISLATIVO
MP
EXECUTIVO*
TOTAL
BASE (%) Receita Corrente Líquida - RCL
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AFO + LRF Teoria e Exercícios

*Inclui a Administração Indireta;


** BA, GO e PA;
*** para fins fiscais, tem características de Estado-membro, não acumulando, assim, as competências de Estado e
Municípios;
**** 3% deverá ser direcionado para o Fundo Constitucional do DF e Territórios -> DF, Amapá e Roraima.
Exemplo: um estado apurou R$ 1.200.000,00 de RCL. Qual o valor máximo para o:
1) estado: 2) judiciário 3) legislativo 4) MPE 5) executivo

0% a 90% 90,01% a 95% 95,01% ao LIMITE - impedimento de:


1) concessão de vantagem, aumento, reajuste ou adequação de remuneração
a qualquer título, salvo os derivados de sentença judicial ou de determinação
legal ou contratual, ressalvada a revisão prevista no inciso X do art. 37 da
CF/88
2) alteração de estrutura de carreira que implique aumento de despesa;
O Tribunal de Contas 3) provimento de cargo público, admissão ou contratação de pessoal a
Ente, Poder ou Órgão

respectivo alertará o qualquer título, ressalvada a reposição decorrente de aposentadoria ou


poder ou órgão. falecimento de servidores das áreas de educação, saúde e segurança;
Sistema cautelar e 4) contratação de hora extra, salvo situações previstas na LDO;
Regular preventivo de
5) criação de cargo, emprego ou função;
impedimento de infringir
o limite geral, Lembre-se:
resguardando-o.
a) os impedimentos são obrigatórios;
b) são aplicados de forma cumulativa;
c) não impede que se tomem outras medidas em paralelo para a despesa
diminuir. Assim, os impedimentos são cumulativos, mas não exclusivos e
taxativos;
d) apenas no caso "5" não há exceção à regra.

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A
Para saber mais - Gráfico:

F
O

7.3) Controle - Quadrimestral


ULTRAPASSAR O LIMITE CASO NÃO SE ENQUADRE
Prazo para enquadramento Medidas de enquadramento Penas - Proibição de Salvo

Iniciais: Receber transferências Saúde, educação e


Completo Parcial
1) Redução de, no mínimo, voluntárias; assistência social
ENTE, PODER OU ÓRGÃO

20% dos Cargos em Comissão


e das Funções de Confiança;
Todo o excesso 1/3 do excesso 2) Exoneração dos não Contratar operações de
estáveis. Refinanciamento da
crédito;
dívida mobiliária e as
Secundária:
1) Exoneração (a lei expressa que visem à redução
a palavra "demissão", o que é das despesas com
um equivoco, embora, se cair pessoal.
1º na sua prova, assinale como
2 quadrimestres
quadrimestre correta) dos estáveis;
Obter garantia, direta Não há
Indenização: uma
ou indireta, de outro
remuneração/ano trabalhado;
ente.
Cargo: extinto, só podendo ser
(re) criado após 4 anos.
Para saber mais - Gráfico:

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AFO + LRF Teoria e Exercícios

7.5) Na verificação do atendimento dos limites , não serão computadas as despesas:


I - de indenização por demissão de servidores ou empregados;
II - relativas a incentivos à demissão voluntária;
III - decorrentes de decisão judicial e da competência de período anterior ao da apuração;
IV - com pessoal, do Distrito Federal e dos Estados do Amapá e Roraima, custeadas com recursos
transferidos à conta do FCDFT;
V - com inativos, ainda que por intermédio de fundo específico, custeadas por recursos provenientes:
a) da arrecadação de contribuições dos segurados;
b) da compensação financeira de que trata o § 9o do art. 201 da Constituição;
c) das demais receitas diretamente arrecadadas por fundo vinculado a tal finalidade, inclusive o produto
da alienação de bens, direitos e ativos, bem como seu superávit financeiro.
Para saber mais - é nulo de pleno direito o ato que:
1) resulte aumento da despesa com pessoal expedido nos cento e oitenta dias anteriores ao final do mandato do titular
do respectivo Poder ou órgão;
2) não atenda os dispositivos da A criação, expansão ou aperfeiçoamento de ação governamental (art. 16 da LRF);
3) não atenda os dispositivos da despesa obrigatória de caráter continuado.

8) Dívida
8.1) Tipos
Dívidas
Tipos
Consolidadas Flutuantes
Variáveis
Prazo de Pagamento

Prévia Autorização Legislativa

Contabilizada no

Exemplos

8.2) Limites para a Dívida Consolidada


ENTE
UNIÃO ESTADOS/DF MUNICÍPIOS
BASE
RCL Não há Até 2 x (100%) Até 1,2 x (20%)

8.3) Controle - Quadrimestral


0% a 90% 90,1% ao limite Ultrapassou o limite Caso não se enquadre
Prazo para enquadramento Medidas de enquadramento
Proibição de contratar toda
e qualquer operação de Ficará também
crédito, salvo impedido de receber
Todo o excesso 1/4 do excesso
refinanciamento do transferências
O Tribunal de Contas principal atualizado da
ENTE

Bom ou voluntárias da União e


respectivo alertará o dívida mobiliária
regular dos Estados, salvo no
ente Obterá resultado primário tocante às áreas de
necessário à recondução da saúde, educação e
dívida ao limite, assistência social
3 quadrimestres 1º quadrimestre
promovendo, entre outras
medidas, limitação de
empenho

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A
Para saber mais - Gráfico:

F
O

Para saber mais - Tipos de Operações de Crédito


OPERAÇÃO DE CRÉDITO OPERAÇÃO DE CRÉDITO POR ARO
LOA
Autorizada Lei Específica
Créditos Adicionais Não
Quem tem iniciativa Poder Executivo
Quem aprova Poder Legislativo
Receita Orçamentária Extraorçamentária (ingresso)
Pagar despesas orçamentárias
Atender insuficiência de caixa durante o
Finalidade Sanar o déficit orçamentário
exercício financeiro
Fonte à abertura de créditos adicionais
Prazo de pagamento Superior a 12 meses Inferior a 12 meses
Data de contratação A qualquer momento De 10/01 a 10/12
Executada com outra vigente Sim Não
Dívida Consolidada Flutuante
Limitação temporal Nos últimos 180 dias do mandato No último ano de mandato
Regra de ouro: o valor das
operações de crédito não poderá ser
superior ao valor das despesas de
capital autorizado na LOA, salvo
Sim Não
previa autorização legislativa por
maioria absoluta, com finalidade e
à conta de créditos adicionais
suplementares ou especiais
Limites anuais pela RCL - até 16% da RCL 7% da RCL

9) Transferências Voluntárias
9.1) Conceito
Entrega de recursos correntes ou de capital a outro ente da Federação, a título de cooperação, auxílio ou
assistência financeira, que não decorra de determinação constitucional, legal ou os destinados ao Sistema Único de
Saúde.
9.2) Condições para sua operacionalização

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Transferências Voluntárias
Concedente Beneficiário
Sim
Constar na LOA
Despesa Receita

Atender à LDO Sim

Em dia com pgto Tributos

Em dia com pgto Dívidas


Não Sim
Em dia com Prestação de Contas

Em dia com Limites CF e Legais

9.3) Objetos
Qualquer um, salvo destinada ao pagamento de despesas com pessoal ativo, inativo e pensionista;
É vedada a utilização de recursos transferidos em finalidade diversa da pactuada.
Para fins da aplicação das sanções de suspensão de transferências voluntárias constantes nos ajustes fiscais preconizados
pela Lei nº 101/2000 (LRF), excetuam-se aquelas relativas a ações de educação, saúde e assistência social.
10) Transparência - Relatórios

RREO RGF
Indicar
Comparativo com os
Conteúdo Intrínseco Conteúdo extrínseco Limites da LRF
medidas Demonstrativos
corretivas

Acompanh
Acompanhament amento
Despesa com
Balanço Demonstrativo o ordinário extraordiná Montante de
pessoal, ativos e Adotadas
Orçamentário s da execução rio caixa em 31/12
inativos
D Demonstrativos STRATIVOS

Receitas por Receitas, por Apuração da Atendiment Inscrição em


fonte, categoria receita corrente o da "Regra restos a pagar:
informando econômica e líquida; de Ouro";
fonte, 1) liquidados;
as realizadas
especificando a Previsão do Projeções Dividas consolidada
e a realizar, A adotar 2) empenhados e
previsão desempenho da atuariais e mobiliária
bem como a não liquidados
inicial, a receita até o final dos
previsão dentro dos
previsão do exercício; regimes de
atualizada; limites caixa;
atualizada para previdência
o exercício, a Receitas e social, 3) empenhos
receita despesas geral e cancelados por

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A
realizada no previdenciárias; próprio dos falta de caixa
bimestre,
realizada
a
no Resultados
servidores
públicos; F
exercício e a nominal e

O
previsão a primário; Variação
realizar; patrimonial
Despesas com ,
juros; evidencian
. do a
alienação
de ativos e
a aplicação
dos
recursos
dela
decorrentes
.

Despesas, por
categoria
econômica e
grupo de
natureza da
Despesas por despesa,
grupo de discriminando
dotação inicial, Restos a Pagar, Referente
natureza, detalhando, por ao último
discriminand dotação para o Concessão de
exercício, Poder e órgão, os bimestre do
o a dotação garantias
despesas valores inscritos, exercício
para o pagamentos será
exercício, a empenhada e
liquidada, no realizados e o acompanha
despesa montante a pagar do
liquidada e o bimestre e no
saldo; exercício;
Se
ultrapassados
quaisquer
limites
Despesas, por
função e
subfunção. QUANDO FOR O CASO,
SERÃO APRESENTADAS
JUSTIFICATIVAS
Os valores referentes ao
1) Da limitação de empenho; Cumprimentos
refinanciamento da dívida Operações de
mobiliária constarão das regras da
créditos
destacadamente nas receitas de ARO
operações de crédito e nas 2) Da frustração de receitas,
despesas com amortização da especificando as medidas de
dívida. combate à sonegação e à evasão
fiscal, adotadas e a adotar, e as
ações de fiscalização e
cobrança.

PUBLICADOS

Até 30 dias após o encerramento de cada bimestre Até 30 dias após o encerramento de cada

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quadrimestre

Até 30 dias após o encerramento de cada


semestre, se for municípios abaixo de 50 mil
habitantes

ABRANGÊNCIA

Um (1) por cada Ente, elaborado pelo Poder executivo Um (1) para cada Poder, MP e TC de cada Ente

NÃO CUMPRIMENTO

O ente não receberá transferências voluntárias, salvo aquelas que versem sobre saúde, assistência social e educação

O ente Não contratará operações de crédito, salvo destinadas ao refinanciamento do principal atualizado da dívida mobiliária

PRINCÍPIO DA TRANSPARÊNCIA

Para saber mais

VARIÁVEIS

CF/88 ALCANCE TEMPO PUBLICADO

RELATÓRIOS

RREO SIM SINTÉTICO BIMESTRAL EXECUTIVO

RGF NÃO ANALITICO QUADRIMESTRAL* CADA PODER/ÓRGÃOS

EXERCÍCIOS
JULGUE OS ITENS
(ICMBIO_Analista Administrativo_2014)

1. De acordo com a LRF, a LDO deve estabelecer as metas do resultado primário do setor público para o exercício, além de indicar
a meta para os dois anos seguintes.

(CEEE/RS) Julgue os itens seguintes acerca da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).

2. A LRF enfatiza a ação planejada e transparente na administração pública, revigorando instrumentos de planejamento previstos na
Constituição Federal, como a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e a Lei Orçamentária Anual (LOA).

3. Para efeito da LRF, consideram-se instrumentos de transparências da gestão fiscal: os orçamentos, a LDO, as prestações de
contas, o relatório resumido da execução orçamentária e o relatório de gestão fiscal.

4. Para a despesa total com pessoal, em cada período de apuração,os limites estabelecidos pela LRF são os seguintes: 50% para a
União e 70% para estados e municípios.

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A
(TJE/ES) Considerando a tabela acima, que apresenta dados contidos no relatório de gestão fiscal do Tribunal de Justiça do Estado

F
do Espírito Santo (TJ/ES), de janeiro a dezembro de 2010, julgue os itens que se seguem com base na Lei de Responsabilidade
Fiscal (LRF).

O
5. O montante da receita corrente líquida informada no relatório de gestão do TJ/ES corresponde ao somatório das receitas
tributárias, de contribuições, patrimoniais, industriais, agropecuárias, de serviços, transferências correntes e outras receitas correntes,
incluindo as transferências realizadas pelo estado do Espírito Santo para os municípios por determinação constitucional.

6. As despesas com pessoal do TJ/ES estão abaixo do limite prudencial estabelecido na LRF, não impedindo, portanto, o tribunal de
conceder reajuste ou fazer adequação de remuneração dos seus servidores.

(TCU - Analista de Controle Externo) Acerca das disposições da Lei Complementar n.º 101/2000 — Lei de Responsabilidade Fiscal
(LRF) —, julgue os itens a seguir.

7. Os atos que criam ou aumentam despesa corrente obrigatória de caráter continuado devem ser instruídos com a estimativa do
impacto orçamentário e financeiro no exercício em que esta deva entrar em vigor e nos dois subsequentes.

8. Considere a seguinte situação hipotética. No decorrer do segundo semestre do último exercício do mandato, determinado titular
de poder realizou despesas que, por não terem sido pagas até o dia 31 de dezembro, foram inscritas em restos a pagar. Nessa
situação, considerando que não houvesse suficiente disponibilidade de caixa para essa finalidade, a inscrição em restos a pagar foi
irregular.

(INPI - APGI EM PROPRIEDADE INDUSTRIAL – ÁREA: Gestão Financeira) Acerca da receita corrente líquida (RCL),
conforme previsão da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), julgue os itens a seguir.

9. Na União, os valores transferidos aos estados e municípios por determinação constitucional ou legal devem ser deduzidos do
cálculo da RCL.

10. As receitas industriais e de serviços estão englobadas na soma das receitas correntes.

11. As receitas intraorçamentárias arrecadadas devem ser computadas no cálculo anual da RCL.

12. (PF_ADMINISTRADOR_2014) O montante de receita corrente líquida calculado em determinado período pode não incluir
todas as receitas correntes previstas para o exercício financeiro que estiver em curso.

(TELEBRAS_ANALISTA_ADMINISTRATIVO_2015) De acordo com a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), julgue os


seguintes itens relativos às despesas públicas.

13. As despesas com pessoal das empresas estatais federais dependentes estão sujeitas a limites específicos, compreendidos nos
limites atribuídos ao Poder Executivo federal.

14. Para os efeitos de aplicação da LRF, a TELEBRAS está incluída na categoria de empresa estatal dependente.

15. O saldo da dívida consolidada líquida (DCL) é obtido deduzindo-se da dívida consolidada as disponibilidades de caixa, as
aplicações financeiras e os demais haveres financeiros.

16. Caso um dado ente federado, ao final do segundo quadrimestre de 2015, tenha ultrapassado o limite de gasto com pessoal em R$
600 milhões, isso significará que, até o final de dezembro de 2015, ele deverá reduzir em no mínimo R$ 300 milhões a despesa com
pessoal, sob pena de ficar impedido de receber transferências voluntárias a partir de janeiro de 2016.

17. Caso seja ultrapassado o limite de gasto com pessoal e se esgotem tanto as providências elencadas na LRF quanto o prazo legal
para sanear a situação, o ente federado poderá demitir servidores estáveis.

(TRT/ES/17ª - Analista - Contador/2013) Com base na Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), julgue os itens a seguir.

18. Uma operação de crédito realizada no mês de dezembro, com vencimento em seis meses, para pagar compromissos vencíveis
antes do final do exercício será incluída, em 31 de dezembro do corrente ano, na dívida flutuante.

19. A aprovação, pelo Poder Legislativo, de projeto de lei encaminhado pelo Poder Executivo, com vistas a ampliar o alcance de
uma atividade, o que implicará novas despesas correntes a serem orçadas para os dois próximos exercícios, não fere dispositivos
constitucionais nem a LRF.

20. (CNJ_2013_Analista Administrativo) Considere que uma prefeitura tenha iniciado programa de demissão voluntária para não
ultrapassar os limites com gastos com pessoal definidos na Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). Nessa situação, os gastos com o

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programa deverão compor a base de cálculo da despesa total com pessoal, o que diminui a eficácia da iniciativa para resolver o
problema, uma vez que serão afetados os limites de gastos impostos pela LRF.

O projeto de lei orçamentária de um ente contemplava a autorização das seguintes despesas: pessoal: R$ 200.000,00; juros: R$
300.000,00; investimentos: R$ 150.000,00; inversões financeiras: R$ 80.000,00. Considerando os dados acima e as limitações
constitucionais, julgue o próximo item.

21. (TRT/16ª - Analista Administrativo) O teto para novas operações de crédito, a ser utilizado como fonte de recursos por este ente,
é de R$ 150.000,00.

22. (MPU - Analista Administrativo _2010) Em auditoria realizada no MPU, um auditor observou que a despesa com pessoal
atingiu 0,58% da receita corrente líquida. Nessa situação, o auditor deve atestar, com base na Lei de Responsabilidade Fiscal, a
regularidade da despesa.

23. (MPU - Técnico Administrativo_2010) Conforme dispõe a LRF, o estado ou município que não promover a instituição, previsão
e efetiva arrecadação de todos os impostos de sua competência constitucional ficará impossibilitado de receber transferências
voluntárias da União.

24. (MPU - Técnico Administrativo _2010) Qualquer nova ação governamental que implique aumento de despesa deve ser
considerada irregular e lesiva ao patrimônio público, se não houver a estimativa do impacto orçamentário-financeiro no exercício
em que deva entrar em vigor.

25. (CÂMARA DOS DEPUTADOS - Consultor de Orçamento_2012) Considere a seguinte situação hipotética. Determinado
município apresentou despesa total com pessoal do Poder Executivo, em dezembro de 2010, no valor de cento e quatorze milhões, o
equivalente a 57% de sua RCL. O prefeito desse município determinou a redução da despesa de pessoal do Poder Executivo em dez
milhões, nos dois quadrimestres seguintes, e em um milhão, no primeiro quadrimestre, com a expectativa de que a RCL cresça 0,5%
quadrimestralmente. Nessa situação hipotética, tão logo sejam cumpridas as determinações do prefeito, o município estará em
conformidade com os limites de gasto definidos pela LRF já no primeiro quadrimestre.

26. (SEE/DF_Professor - Administração_2017) Relatório de Gestão Fiscal – janeiro a agosto de 20XX

Nesse caso, nos termos da Lei de Responsabilidade Fiscal, como o estado em questão não ultrapassou o limite máximo da despesa
com pessoal, o governador poderá criar novos cargos públicos, ainda que isso implique aumento da despesa com pessoal.

(TRT/8ª Analista Administrativo_2016) relativamente ao controle das finanças públicas e às determinações da Lei de
Responsabilidade Fiscal (LRF), julgue os itens subsequentes.

27. O ordenador de despesa deve apresentar a estimativa de impacto orçamentário-financeiro para o exercício seguinte sempre que
uma ação governamental representar o aumento de despesa pública e, sendo possível, o impacto para o exercício posterior.

28. No estabelecimento dos percentuais máximos da receita corrente líquida a serem gastos na despesa com pessoal, a LRF retira do
cômputo da classificação os valores destinados ao pagamento de contribuição previdenciária.

29. Para viabilizar a transparência da gestão fiscal, a LRF estabelece que os entes da Federação disponibilizem o acesso a
informações referentes a todos os pagamentos realizados às pessoas jurídicas fornecedoras de bens e serviços, excluídos os valores
destinados à remuneração de pessoas físicas, para que a privacidade delas não seja violada.

30. As despesas públicas, correntes ou de capital, que ultrapassem o exercício financeiro subsequente, serão consideradas como
obrigatórias de caráter continuado.

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1C 2C 3C 4E 5E 6C 7C 8C 9C 10C
A
11E 12C 13C 14E 15C 16E 17C 18E 19C 20E
21E 22C 23C 24C 25E 26E 27E 28E 29E 30E
F
ASSINALE A OPÇÃO CORRETA O
1. (TRF2ª contador) Dispensada do relatório de gestão fiscal, está a movimentação financeira de
(A) empresas públicas que dependem de recursos do Caixa Central.
(B) fundações instituídas e mantidas pelo Poder Público.
(C) empresas estatais que do erário nunca recebem recursos para custeio.
(D) fundos especiais.
(E) toda e qualquer empresa pública e sociedade de economia mista.
2. (FAPEAL) A Lei Complementar 101/2000 estabelece critérios para a elaboração da Lei Orçamentária Anual,
ressaltando o atendimento de passivos contingentes e outros riscos e eventos fiscais imprevistos. Nesses termos, julgue
os itens a seguir e assinale a opção que ofereça a sequencia correta.
1. ( ) Todas as despesas relativas à dívida pública, mobiliária ou contratual, e as receitas que as atenderão, constarão da
lei orçamentária anual.
2. ( ) O refinanciamento da dívida pública constará separadamente na lei orçamentária e nas de crédito adicional.
3. ( ) É vedado consignar na lei orçamentária crédito com finalidade imprecisa ou com dotação limitada.
4. ( ) A lei orçamentária deverá consignar dotação para investimento com duração superior a um exercício financeiro.
A) V, V, V, V
B) V, F, V, F
C) F, V, F, F
D) V, V, F, V
E) V, V, F, F
3. (TCM/CE) A Prefeitura Municipal de Vermelho concedeu isenção de IPTU aos proprietários cujos imóveis fossem
pintados de cinza. Nos termos previstos na Lei de Responsabilidade Fiscal, essa medida
(A) não é renúncia de receita, uma vez que o critério adotado não pode ser considerado como ferramenta de justiça
social. É necessário, entretanto, o atendimento ao disposto na Lei de Diretrizes Orçamentárias.
(B) é renúncia de receita, pois se trata de isenção em caráter geral. É necessário o atendimento ao disposto na Lei de
Diretrizes Orçamentárias.
(C) é renúncia de receita, mas não será necessário o atendimento ao disposto na Lei de Diretrizes Orçamentárias em
razão da autonomia legislativa municipal.
(D) é renúncia de receita, uma vez que corresponde a tratamento diferenciado. É necessário o atendimento ao disposto
na Lei de Diretrizes Orçamentárias.
(E) não é renúncia de receita, uma vez que o IPTU se trata de imposto progressivo, conforme previsão constitucional. É
necessário o atendimento ao disposto na Lei de Diretrizes Orçamentárias.
4. (TCEAM-Auditor) Considera-se obrigatória de caráter continuado a despesa corrente derivada de lei, medida
provisória ou ato administrativo normativo que fixem para o ente a obrigação legal de sua execução por um período
superior a

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(A)dois exercícios.
(B)dois semestres.
(C)dois trimestres.
(D)três exercícios.
(E)quatro exercícios.
5. (TCEAM-Auditor) Se a dívida consolidada de um ente da Federação ultrapassar o respectivo limite ao final de um
quadrimestre deverá ser a ele reconduzida até o término dos três subsequentes, reduzindo o excedente em pelo menos
(A)15% (quinze por cento) no primeiro.
(B)25% (vinte e cinco por cento) no segundo.
(C)25% (vinte e cinco por cento) no primeiro.
(D)35% (trinta e cinco por cento) no segundo.
(E)35% (trinta e cinco por cento) no primeiro.
6. (TCM/PA) Os Tribunais de Contas alertarão os Poderes ou órgãos citados na Lei de Responsabilidade Fiscal quando
constatarem que o montante da despesa total com pessoal ultrapassou
(A) 75% do limite.
(B) 80% do limite.
(C) 90% do limite.
(D) 95% do limite.
(E) 190% do limite.
7. (CASA DA MOEDA) A Receita Corrente Líquida de um determinado estado da federação atingiu, no exercício de
2009, o montante de R$ 1.200.000,00. Sendo assim, os limites máximos de gastos com pessoal dos Poderes Executivo,
Judiciário, Legislativo, incluindo o Tribunal de Contas, e do Ministério Público Estadual, em reais, respectivamente, são
(A)600.000,00; 15.000,00; 25.000,00; 20.000,00.
(B)588.000,00; 72.000,00; 36.000,00; 24.000,00.
(C)548.000,00; 36.000,00; 72.000,00; 64.000,00.
(D)490.800,00; 30.000,00; 72.000,00; 7.200,00.
(E)490.000,00; 72.000,00; 30.000,00; 8.000,00.
8. (TRF2ª) Para a Lei de Responsabilidade Fiscal, a despesa de pessoal
(A) baseia-se somente no percentual do mês anterior, o qual figura no balanço orçamentário.
(B) envolve somatório de doze meses, comparecendo seu percentual no relatório resumido da execução orçamentária.
(C) envolve somatório de doze meses, comparecendo seu percentual no relatório de gestão fiscal.
(D) tem um limite prudencial, correspondente a 90% do teto.
(E) é apurada e controlada somente pelo Poder Executivo, uma vez que só a este compete arrecadar a receita
governamental.
9. (TJ/PA-CONTADOR) Sobre as disposições contidas na Lei Complementar no 101/2000, considere:

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A
I. O ente público que ultrapassar o limite permitido de dívida fundada, cujo prazo para retornar ao limite estiver vencido,

F
e enquanto perdurar o excesso, ficará também impedido de receber transferências constitucionais da União ou do
Estado.
II. Operações de crédito de prazo inferior a doze meses, cujas receitas tenham constado do orçamento, também integram
a dívida pública consolidada.
O
III. Dívida pública mobiliária é aquela representada por títulos emitidos pela União, inclusive os do Banco Central do
Brasil, Estados e Municípios.
IV. Refinanciamento da dívida mobiliária é a emissão de títulos para pagamento do principal acrescido da atualização
monetária.
V. Um funcionário da Secretaria de Fazenda de uma prefeitura determina a base de cálculo do Imposto sobre a
Propriedade Predial e Territorial Urbana (IPTU) e a alíquota a ser aplicada no ano corrente, bem como identifica a
pessoa devedora e inscreve o débito desta. Neste momento, a receita encontra-se em seu estágio da previsão.
É correto o que se afirma APENAS em
(A) I e II.
(B) II, III e V.
(C) III e IV.
(D) II, III e IV.
(E) I, III, IV e V.
10. (TCM) Sobre despesas com pessoal é INCORRETO afirmar que
(A) não são computadas nos limites as despesas relativas a incentivos à demissão voluntária.
(B) haverá no Poder ou órgão a vedação de criação de cargo, emprego ou função, no caso de exceder a 95% do limite.
(C) tem como limites para a União 60% da receita corrente líquida e para Estados, Distrito Federal e Municípios 50% da
receita corrente líquida.
(D) a despesa total com pessoal será apurada somando-se a realizada no mês de referência com as dos onze meses
imediatamente anteriores.
(E) os valores dos contratos de terceirização de mão de obra que se referem à substituição de servidores e empregados
públicos são contabilizados como "outras despesas de pessoal".
11. (FAPEAL) Restos a Pagar: O titular do Poder está vedado a contrair obrigações de despesas nos últimos dois
quadrimestres de seu mandato. Mas
A) será permitido a este contrair empréstimos para executar obras, independentemente de autorização orçamentária.
B) poderá contrair despesas se deixar em caixa valor correspondente a 10% da obrigação contraída.
C) tem a faculdade de alterar rubricas e reduzir valores na Lei Orçamentária Anual, de maneira a permitir executar obras
públicas.
D) poderá contrair obrigações se houver disponibilidade de caixa suficiente para este efeito, considerando os encargos e
despesas compromissadas a pagar até o final do exercício.
E) poderá excluir despesas previamente orçadas e executar outras no lugar dessas, utilizando do poder discricionário.
12. (ANTT) Considere as seguintes assertivas:
I - Todas as despesas relativas à dívida pública, mobiliária ou contratual, e as receitas que as atenderão, constarão da lei
orçamentária anual.
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II - O refinanciamento da dívida pública constará separadamente na lei orçamentária e nas de crédito adicional.
III - A atualização monetária do principal da dívida mobiliária refinanciada não poderá superar a variação do índice de
preços previsto na lei de diretrizes orçamentárias ou em legislação específica.
IV- É vedado consignar na lei orçamentária crédito com finalidade imprecisa ou com dotação limitada.
V - A lei orçamentária não consignará dotação para investimento com duração superior a um exercício financeiro que
não esteja previsto no plano plurianual ou em lei que autorize a sua inclusão.
São verdadeiras:
(A) apenas uma assertiva;
(B) apenas duas assertivas;
(C) apenas três assertivas;
(D) apenas quatro assertivas;
(E) todas as assertivas.
13. (TRE/PB – CONTADOR) Conforme a Lei Complementar 101, de 2000,
(A) a lei de diretrizes orçamentárias (LDO) desdobra-se nos orçamento fiscal, de investimento das estatais e de
seguridade social.
(B) caso a receita bimensal evolua abaixo do esperado, haverá acionamento do limite prudencial.
(C) obrigatória de caráter continuado é a despesa de capital instituída por lei, que se estende por período superior a dois
exercícios.
(D) superado o limite da despesa de pessoal, o poder dispõe de dois quadrimestres para retomar-lhe.
(E) para a despesa de pessoal, os limites são verificados a cada doze meses.
14. (TRF2ª contador) Nos termos da Lei de Responsabilidade Fiscal,
(A) o plano plurianual apresentará critérios para contingenciamento da despesa.
(B) o plano plurianual conterá critérios de repasse a entidades públicas e privadas.
(C) a despesa obrigatória continuada alcança somente a categoria econômica de capital.
(D) a criação de nova despesa demanda estimativa trienal de impacto orçamentário-financeiro.
(E) a receita corrente líquida abrange somente os dois últimos meses.
15. (TCEAM-Auditor) A Lei de Responsabilidade Fiscal traz em seu bojo algumas definições básicas, dentre elas o
conceito de receita corrente líquida. Pode-se afirmar que receita corrente líquida:
I. é considerada o somatório das receitas tributárias, de contribuições, patrimoniais, industriais, agropecuárias, de
serviços, transferências correntes e outras receitas, também correntes, com algumas deduções previstas na própria lei
complementar;
II. sofre dedução, nos Estados, das parcelas entregues aos Municípios por determinação constitucional;
III. é base de cálculo para despesa total com pessoal dos entes da Federação;
IV. será apurada somando-se as despesas arrecadadas no mês de referência e nos meses anteriores até o início do
exercício financeiro, incluídas as duplicidades.
SOMENTE estão corretos
(A) I e II.

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A
(B) II e III.
(C) I, II e III. F
(D) I, II e IV.
(E) I, III e IV.
O
16. (TRT/2ª-CONTADOR) Integram a dívida fundada do ente público
(A) os depósitos recebidos do setor privado a título de cauções e garantias.
(B) empréstimos externos com prazo de vencimento superior a 12 meses.
(C) as exigibilidades do setor público com prazo de vencimento inferior a 12 meses.
(D) os débitos de tesouraria.
(E) os serviços da dívida a pagar com prazo inferior a 12 meses.
17. (TCE/GO) Em relação aos Restos a Pagar e de acordo com a Lei no 101/2000, é vedado ao titular do Poder
Executivo, contrair obrigação de despesas que não possa ser cumprida integralmente ou que tenha parcelas a serem
pagas no exercício seguinte sem que haja suficiente disponibilidade de caixa para este efeito
(A) nos últimos dois meses de cada exercício.
(B) nos últimos dois trimestres do seu mandato.
(C) nos últimos dois bimestres do seu mandato.
(D) nos últimos dois quadrimestres do seu mandato.
(E) no último quadrimestre do seu mandato.
18. (TRT/2ª-CONTADOR) As despesas de pessoal
(A) não incluirão os valores dos contratos de terceirização de mão-de-obra.
(B) poderão exceder 50% da receita líquida da União.
(C) do Poder Judiciário estão sujeitas a limites fixados pelo Ministério Público da União.
(D) dos inativos não podem ser maiores que os dos funcionários ativos.
(E) serão apuradas, para fins de obediência aos limites, num período de doze meses.
19. (TRT/2ª-CONTADOR) É medida que pode ser utilizada por um ente público para recondução de sua dívida aos
seus limites:
(A) transferência voluntária de outro ente público.
(B) operação de crédito por antecipação da receita.
(C) diminuição da meta de resultado primário.
(D) limitação do empenho.
(E) operação de crédito externo.
20. (AUDITOR/MG) A responsabilidade na gestão fiscal pressupõe a ação planejada e transparente, em que se
previnem riscos e corrigem desvios capazes de afetar o equilíbrio das contas públicas, mediante o cumprimento de
metas de resultados entre receitas e despesas e a obediência a limites e condições no que tange a renúncia de receita,
geração de despesas com pessoal, da seguridade social e outras, dívidas consolidada e mobiliária, operações de crédito,
inclusive por antecipação de receita, concessão de garantia e inscrição em restos a pagar. Lei de Responsabilidade

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AFO + LRF Teoria e Exercícios

Fiscal, §1.º do artigo 1.º da Lei Complementar n.º 101, de 4/52000. Assinale a opção correta, acerca dos dispositivos da
Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) que tratam da transparência, controle e fiscalização da gestão fiscal.
A) Os tribunais de contas alertarão os poderes ou órgãos relacionados na LRF quando constatarem que o montante da
despesa com pessoal ultrapassou 90% do limite autorizado.
B) Segundo a LRF, será dada ênfase na fiscalização dos limites e condições para a realização de despesas de exercícios
anteriores.
C) O relatório resumido da execução orçamentária será publicado até trinta dias após o encerramento de cada
quadrimestre.
D) A transparência será assegurada a partir do início da execução da LOA.
E) A demonstração das variações patrimoniais consolidadas dará destaque à origem e ao destino dos recursos das
operações de crédito, na qual serão incluídas as operações intragovernamentais.
21. (CÂMARA DE RECIFE_ Consultor Legislativo - Administração Pública, Tributação, Orçamento, Finanças e
Desenv. Econômico_2014) Um município, ao final de um determinado exercício, apurou o montante de 48 milhões de
receita corrente líquida. Os valores máximos da despesa com pessoal dos Poderes Executivo e Legislativo NÃO poderão
ultrapassar, respectivamente:
(A) 12.960.000,00 e 1.440.000,00;
(B) 15.552.000,00 e 1.728.000,00;
(C) 21.600.000,00 e 2.400.000,00;
(D) 25.920.000,00 e 2.880.000,00;
(E) 43.200.000,00 e 2.880.000,00.
22. (PREF. NITERÓI - CONTADOR) De acordo com a Lei de Responsabilidade Fiscal, os valores dos contratos de
terceirização de mão-de-obra que se referem à substituição de servidores e empregados públicos, serão contabilizados
como:
A) Outros Serviços de Terceiros.
B) Outras Despesas de Pessoal.
C) Benefícios de Natureza Social.
D) Outras Despesas Variáveis.
E) Auxílio Financeiro.
23. (PREF. NITERÓI - CONTADOR) De acordo com a Lei de Responsabilidade Fiscal, a avaliação dos passivos
contingentes e de outros riscos capazes de afetar as contas públicas, constará do:
A) Resultado Nominal.
B) Anexo de Riscos Fiscais.
C) Resultado Primário.
D) Anexo de Metas Fiscais.
E) Cronograma de Desembolso.
24. (IDENE/MG) De acordo com a Lei de Responsabilidade Fiscal, a receita corrente líquida será apurada somando-se
a) as receitas arrecadadas no mês em referência e nos seis anteriores, excluídas as duplicidades.
b) as receitas arrecadadas no mês em referência e nos onze anteriores, excluídas as duplicidades.

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A
c) as receitas arrecadadas nos últimos três exercícios financeiros.
d) o superávit econômico apurado nos dois últimos balanços patrimoniais. F
e) os saldos das contas de aplicação financeira com o montante arrecadado no exercício.
25. (TCE/RO - Agente Controle Externo) A Lei de Responsabilidade Fiscal estabelece normas de finanças públicas para
O
responsabilidade na gestão fiscal do setor público. Esta lei atua sobre diversas dimensões da gestão fiscal, à EXCEÇÃO
de:
(A) Receitas Públicas.
(B) Receitas de taxas e tributos.
(C) Despesas com salários do funcionalismo público.
(D) Despesas dos Estados.
(E) Regras da Consolidação das Leis Trabalhistas.
26. (SAD/PE) Cumprindo determinação da LRF, ao final do segundo quadrimestre de 2009, o governo de Pernambuco
publicou o demonstrativo consolidado da despesa com pessoal. Com base nesse relatório, foram extraídas as
informações da tabela a seguir, referentes à despesa com pessoal, em R$ milhares, de setembro/2008 a agosto/2009.

A partir dos dados apresentados na tabela e considerando os limites estabelecidos na LRF para despesas com pessoal,
assinale a opção correta.
A) Em atendimento ao que dispõe a LRF, os valores dos contratos de terceirização de mão de obra referentes à
substituição de servidores e empregados públicos são contabilizados como outras despesas de pessoal.
B) Pernambuco ultrapassou o limite prudencial de despesas com pessoal, estando, portanto, impedido de criar cargo,
emprego ou função e de conceder reajuste aos seus servidores.
C) Entre os gastos contabilizados no montante da despesa bruta com pessoal, deve estar o destinado ao pagamento de
incentivos à demissão voluntária.
D) Os gastos com inativos e pensionistas estão excluídos da despesa total com pessoal, mas são computados na
apuração do limite prudencial da despesa líquida com pessoal.
E) Devido ao excesso de despesa com pessoal em relação à RCL, Pernambuco ficou impedido de alterar a estrutura de
carreira dos servidores públicos da administração direta, no último ano.
27. (SAD/PE) A respeito da receita pública, assinale a opção correta.
A) A Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) prevê a responsabilidade na gestão fiscal em relação à própria instituição do
tributo da competência constitucional do ente da federação.
B) O Poder Executivo, conforme prevê a LRF, deve estabelecer metas de arrecadação sem levar em consideração a
necessidade de implementar medidas de combate à sonegação fiscal.

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C) A concessão das renúncias de receita não devem ser levadas em consideração na estimativa da lei orçamentária
quando se trata da concessão de crédito presumido, de acordo com a LRF.
D) A receita pública é objeto de estudo do Direito Tributário, pois caracteriza ingresso de numerário nos cofres
públicos.
E) A arrecadação de tributos não é elemento essencial da responsabilidade na gestão fiscal da receita pública, como
prevê a LRF.
28. (TCM/GO - ACE_2015) O prefeito, ao apurar os gastos de pessoal no 2o quadrimestre do exercício, observou a
extrapolação do limite do poder executivo em 12%. Levando-se em conta que o Município possui mais de 50.000
habitantes e diante das regras de recondução imposta pela Lei de Responsabilidade Fiscal, a providência a ser adotada
deverá ser a redução de
(A) 50% do excesso até o final do exercício em questão e 50% até o final do 1o semestre do exercício subsequente.
(B) 50% do excesso em cada bimestre subsequente, zerando o excesso até o final do exercício.
(C) 50% do excesso até o final do exercício em questão e 50% até o final do exercício subsequente.
(D) 1/3 do excesso até o final do 3o quadrimestre do exercício e 2/3 do excesso até o final do 1o quadrimestre do
exercício subsequente.
(E) 1/3 do excesso no quadrimestre subsequente e 2/3 do excesso até o final do exercício subsequente.
29. (TCE/AC) Determinado Estado-Membro apresentou, ao final do 1º quadrimestre, as despesas de pessoal conforme
na tabela a seguir, já somadas às despesas dos 11 meses imediatamente anteriores, no regime de competência. No
mesmo período, a receita corrente líquida registrou R$ 100.000,00.

A partir da situação hipotética apresentada, assinale a opção correta, considerando os limites da Lei de Responsabilidade
Fiscal (LRF) — Lei Complementar n.º 101/2000 — para as despesas com pessoal.

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A
A) O percentual de gastos com pessoal do Poder Executivo ficou em 47,20% da receita corrente líquida, cumprindo o

F
limite prudencial imposto pela LRF e deixando uma ampla margem.
B) O Poder Legislativo, nos termos da LRF, atingiu o limite global de despesa com pessoal, devendo realizar corte de
despesas nos dois quadrimestres seguintes.
O
C) O Poder Legislativo alcançou o limite prudencial para gastos com pessoal previsto na LRF, devendo reduzir em um
terço essas despesas no primeiro quadrimestre seguinte.
D) Os gastos com pessoal do Poder Judiciário alcançaram 9% da receita corrente líquida, ultrapassando o limite global
previsto na LRF.
E) Os gastos com indenização paga a servidores demitidos e os incentivos à demissão voluntária não são computados no
atendimento aos limites fixados pelo art. 19 da LRF.
As questões 27 e 28 referem-se aos dados a seguir: O Demonstrativo da Receita Corrente Líquida do Governo Federal
apresenta os seguintes valores, relativos a um período de 12 meses. Observe.

30. (DMAE/PA_CONSULPLAN) Considerando o disposto nos artigos 19º e 22º da Lei Complementar 101/2000 – Lei
de Responsabilidade Fiscal, o limite prudencial da despesa total com pessoal da União, englobando o valor conjunto do
Poder Executivo, Poder Legislativo (incluindo o Tribunal de Contas da União), Poder Judiciário e Ministério Público da
União corresponde a
A) R$263.520.400,25
B) R$277.389.895,00
C) R$332.867.874,00
D) R$316.224.480,30
E) R$369.853.193,30
31. (Prefeitura de Teresina - Analista de Orçamento e Finanças Públicas) No que se refere aos gastos com pessoal e à
receita corrente líquida apuradas pela Prefeitura de Teresina, considere a hipotética tabela abaixo.

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Nos termos da Lei de Responsabilidade Fiscal, os valores constantes da tabela revelam que o percentual de gastos com
pessoal sobre a receita corrente líquida, tomando-se como referência o mês de dezembro de 2015 foi
(A) 50%, abaixo, portanto, do limite do Executivo municipal, que é de 60%.
(B) 100%, acima, portanto, do limite do Executivo municipal, que é de 60%.
(C) 56%, acima, portanto, do limite do Executivo municipal, que é de 54%.
(D) 100%, acima, portanto, do limite do Executivo municipal, que é de 54%.
(E) 50%, abaixo, portanto, do limite do Executivo municipal, que é de 54%.

1C 2E 3D 4A 5C 6C 7B 9C 9D 10C
11D 12D 13D 14D 15B 16B 17D 18E 19D 20A
21D 22B 23B 24B 25E 26A 27A 28E 29E 30A
31E

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