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ÍNDICE GERAL DAS LEIS IR DECRETOS

7.055 DA NOVA REDAÇÃO AO CÓDIGO DE POSTURA


30/12/77 DO MUNICÍPIO DE BELÉM.

7.862 DISPÕE SOBRE O COMÉRCIO AMBULANTE EM


30/12/97 BELÉM E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS.
DISPÕE SOBRE O PRAZO MÁXIMO DE ATENDIMENTO ÀS
8.020 PESSOAS QUE UTILIZAM SERVIÇOS BANCÁRIOS EM GERAL
30/06/00

7.709 PRESERVAÇÃO E PROTEÇÃO DO PATRIMÔNIO


18/05/94 HISTÓRICO, ARTÍSTICO, AMBIENTAL E CULTURAL.
DISPÕE SOBRE A EXPLORAÇÃO DE PUBLICIDADE E PROPAGANDA AO
8.106 AR LIVRE NO MUNICÍPIO DE BELÉM E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS.
28/12/01

8.495 ALTERA A LEI Nº 8.106/01


04/01/06

8.577 ALTERA A LEI N° 8.020/00


30/03/07

9.005 ALTERA A LEI N° 8.020/00


16/01/13

7.502 ESTATUTO DOS FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS


20/11/90 DO MUNICÍPIO DE BELÉM

7.705 FICA CRIADO O "PROGRAMA DE DOAÇÃO DE


13/05/94 SANGUE DE BELÉM"

Página 1 de SUMÁRIO GERAL


ÍNDICE GERAL DOS DECRETOS IR LEIS

26.578 REGULAMENTA O EXERCÍCIO DA ATIVIDADE


14/04/94 DE COMÉRCIO AMBULANTE

26.579 DISPÕE SOBRE O FUNCIONAMENTO DE


14/04/94 FEIRAS LIVRES

26.580 FUNCIONAMENTO DOS MERCADOS E


14/04/94 HORTOMERCADOS

39.326 COMPLEXO “VER-O-PESO”


10/10/01

49.478 REGULAMENTA A LEI Nº 8.020/00


08/09/05

PRAÇA DA REPÚBLICA, FORMADO PELAS PRAÇAS DA


67.961 REPÚBLICA, JOÃO COELHO E DA SEREIA
03/10/11

85.056 "FOOD TRUCKS"


24/02/16

Página 2 de SUMÁRIO GERAL


LEI 7.055, DE 30 DE DEZEMBRO DE 1977
TÍTULO I - DO LICENCIAMENTO EM GERAL
CAPÍTULO I - DO ALVARÁ DE LICENÇA
CAPÍTULO II - DA LICENÇA DE LOCALIZAÇÃO E
FUNCIONAMENTO DO COMÉRCIO E INDÚSTRIA
CAPÍTULO III - DA LICENÇA PARA EXPLORAÇÃO DE
ATIVIDADES EM LOGRADOURO PÚBLICO
CAPÍTULO IV - DA LICENÇA PARA EXECUÇÃO DE OBRAS E
URBANIZAÇÃO DE ÁREAS PARTICULARES
CAPÍTULO V - DA LICENÇA ESPECIAL
TÍTULO II – DA PROTEÇÃO ESTÉTICA, PAISAGÍSTICA E HISTÓRICA DA CIDADE

CAPÍTULO I – DA PROTEÇÃO ESTÉTICA


CAPÍTULO II – DO ASPECTO PAISAGÍSTICO E HISTÓRICO

TÍTULO III – DA HIGIENE PÚBLICA


CAPÍTULO I – DISPOSIÇÕES GERAIS
CAPÍTULO II – DA HIGIENE DOS LOGRADOUROS E VIAS
PÚBLICAS
CAPÍTULO III – DA HIGIENE DOS ESTABELECIMENTOS EM GERAL
GERAL
CAPÍTULO IV – DA HIGIENE DAS UNIDADES IMOBILIÁRIAS
CAPÍTULO V – DA HIGIENE DOS ALIMENTOS
TÍTULO IV – DA POLUIÇÃO DO MEIO AMBIENTE
CAPÍTULO I – DISPOSIÇÕES GERAIS
CAPÍTULO II – DA POLUIÇÃO DO AR
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CAPÍTULO III – DA POLUIÇÃO SONORA
CAPÍTULO IV – DA POLUIÇÃO DAS ÁGUAS
TÍTULO V – DOS COSTUMES, DA ORDEM E TRANQUILIDADE PÚBLICA
CAPÍTULO I – DOS DIVERTIMENTOS PÚBLICOS
CAPÍTULO II – DO TRÂNSITO PÚBLICO
CAPÍTULO III – DA TRANQUILIDADE PÚBLICA
TÍTULO VI – DA SEGURANÇA DA POPULAÇÃO
CAPÍTULO I – DISPOSIÇÕES GERAIS
CAPÍTULO II – DAS INSTALAÇÕES ELETROMECÂNICAS
CAPÍTULO III – DOS INFLAMÁVEIS E EXPLOSIVOS
CAPÍTULO IV – DA PREVENÇÃO DE INCÊNDIO E COMBATE AO FOGO
CAPÍTULO V – DAS PEDREIRAS E JAZIDAS MINERAIS (art.
CAPÍTULO VI – DOS ANIMAIS
TÍTULO VII – DAS ATIVIDADES EM LOGRADOUROS E VIAS PÚBLICAS

CAPÍTULO I – DISPOSIÇÕES GERAIS


CAPÍTULO II – DAS FEIRAS LIVRES
CAPÍTULO III – DO COMÉRCIO EVENTUAL E AMBULANTE
CAPÍTULO IV – DAS COMIDAS TÍPICAS, FLORES E FRUTAS
CAPÍTULO V – DAS BANCAS DE JORNAIS, REVISTAS E LIVROS

CAPÍTULO VI – DAS EXPLOSIÇÕES


CAPÍTULO VII – DOS MEIOS DE PUBLICIDADE
CAPÍTULO VIII – DAS ATIVIDADES DIVERSAS
TÍTULO VIII – DOS MERCADOS, MATADOUROS, CASAS DE
CARNE, AVES E PEIXARIAS

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CAPÍTULO I – DOS MERCADOS
CAPÍTULO II – DOS MATADOUROS
CAPÍTULO III – DAS CASAS DE CARNES, PEIXES, AVES E MARISCOS

TÍTULO IX – DOS CEMITÉRIOS


CAPÍTULO I – DISPOSIÇÕES GERAIS
CAPÍTULO II – DAS INUMAÇÕES
CAPÍTULO III – DAS CONSTRUÇÕES
CAPÍTULO IV – DA ADMINISTRAÇÃO DOS CEMITÉRIOS
TÍTULO X – DO TRANSPORTE COLETIVO
TÍTULO XI – DAS INFRAÇÕES E PENALIDADES
CAPÍTULO I – DAS INFRAÇÕES
CAPÍTULO II – DAS PENALIDADES
SEÇÃO I – DAS DISPOSIÇÕES GERAIS
SEÇÃO II – DA MULTA
SEÇÃO III – DA APREENSÃO E PERDA DE BENS E
MERCADORIAS
SEÇÃO IV – DA SUSPENSÃO DE LICENÇA
SEÇÃO V – DA CASSAÇÃO DA LICENÇA
SEÇÃO VI – DA CASSAÇÃO DA MATRÍCULA
SEÇÃO VII – DA DEMOLIÇÃO
TÍTULO XII – DO PROCESSO
CAPÍTULO I – DAS MEDIDAS PRELIMINARES
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CAPÍTULO I – DAS MEDIDAS PRELIMINARES
CAPÍTULO II – DAS MEDIDAS PREVENTIVAS
SEÇÃO I – DO EMBARGO
SEÇÃO II – DA INTERDIÇÃO
CAPÍTULO III – DO INÍCIO DO PROCESSO
CAPÍTULO IV – DO AUTO DE INFRAÇÃO
CAPÍTULO V – DO ATO ADMINISTRATIVO
CAPÍTULO VI – DO RECURSO VOLUNTÁRIO
CAPÍTULO VII – DO RECURSO DE OFÍCIO
CAPÍTULO VIII – DOS EFEITOS DA DECISÃO
CAPÍTULO IX – DAS AUTORIDADES PROCESSUAIS
TÍTULO XIII – DO FUNCIONAMENTO DAS FARMÁCIAS
TÍTULO XIV – DAS DISPOSIÇÕES GERAIS
TABELA BASE PARA APLICAÇÃO DE MULTAS
TABELA BASE PARA APLICAÇÃO DE MULTAS. 9.

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Art. 1º Este Código contém as medidas de políticas administrativas a
cargo do Município de Belém, estabelecendo as relações entre o poder
público municipal e a população.

§ 1º Considera-se poder de polícia a atividade da administração


que, limitando ou disciplinando direito, interesse ou liberdade, regula a
a prática de ato, em razão de interesse público, concernente à
segurança, à higiene, à ordem, aos costumes, à disciplina da produção
do mercado e ao respeito à propriedade, aos direitos individuais ou
coletivos, e ao exercício de atividades econômicas dependentes de
concessão ou autorização do poder público, no território do
Município.

§ 2º Estas normas serão aplicáveis sem prejuízo das exigências previstas


em leis especiais.

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TÍTULO I - DO LICENCIAMENTO EM GERAL
CAPÍTULO I - DO ALVARÁ DE LICENÇA
Art. 2º Dependem de concessão de alvará de licença:

I – a localização e o funcionamento de estabelecimento comercial,


industrial, de crédito, seguro, capitalização, agropecuário, de prestação
de serviço de qualquer natureza profissional ou não, as empresas em
geral;
II – a exploração de atividade comercial ou de prestação de serviço em
logradouros públicos;
III – a execução de obras e urbanização de áreas particulares;
IV – o exercício de atividades especiais.

§ 1º Para a concessão do alvará de licença a Prefeitura verificará a


oportunidade e conveniência da localização do estabelecimento e do
exercício da atividade a ele atinentes, bem como as implicações
relativas ao trânsito, estética e tráfego urbanos.

§ 2º A licença para funcionamento de qualquer prestadora de serviço


somente ocorrerá caso a pretensa empresa dispuser de postos de
atendimento ao consumidor no Município de Belém.

Art. 3º Para concessão de alvará de licença o interessado deverá


apresentar os elementos necessários ao preenchimento do formulário
oficial.

Art. 4º Do alvará de licença deverão constar os seguintes elementos:

I - nome do interessado;
II – natureza da atividade e restrições ao seu exercício;
III – local do exercício da atividade e identificação do imóvel com o
respectivo número de inscrição no Cadastro Imobiliário, quando se
tratar de estabelecimento fixo;
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tratar de estabelecimento fixo;
IV – número de inscrição do interessado no Cadastro Fiscal do
Município;
V – horário do funcionamento, quando houver.

Art. 5º O alvará de licença será expedido pela Secretaria de Serviços


Urbanos, nos casos dos itens, I, II e IV do art. 2.º e, no caso do item
pela Secretaria de Obras.

Art. 6º Somente será concedida a licença quando o interessado


comprovar o pagamento da taxa devida nos termos da legislação
tributária.

Art. 7º O alvará de licença deverá ser mantido em bom estado de


conservação, sendo renovável anualmente e afixado em local visível,
devendo ser exibido à autoridade fiscalizadora, sempre que esta o
exigir.

Art. 8º O alvará será obrigatoriamente substituído quando houver


qualquer alteração que modifique um ou mais elementos
característicos.

Parágrafo Único. A modificação da licença devido ao disposto no


presente artigo deverá ser requerida no prazo de trinta (30) dias, a
contar da data em que se verifique a alteração.

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CAPÍTULO II - DA LICENÇA DE LOCALIZAÇÃO E
FUNCIONAMENTO DO COMÉRCIO E INDÚSTRIA
Art. 9º A localização e o funcionamento de qualquer estabelecimento
de produção, industrial, comercial, de crédito, seguro, capitalização,
agropecuário, de prestação de serviço de qualquer natureza, profissional
profissional ou não, clube recreativo, estabelecimento de ensino e
empresa em geral, bem como o exercício de atividade decorrente de
profissão, arte, ofício ou função, dependem de alvará de licença.

Parágrafo Único. Para os efeitos deste artigo, considera-se


estabelecimento o local, ainda que residencial, de exercício de qualquer
natureza das atividades nele enumeradas.

Art. 10. O funcionamento de açougues, leiterias, cafés, bares,


restaurantes, hotéis, pensões e outros estabelecimentos congêneres será
sempre precedido de exame, no local, e de aprovação da autoridade
sanitária competente.

Art. 11. Quando se tratar de construção nova, reforma ou ampliação


de imóvel destinado a atividades industrial, comercial ou de prestação
de serviço, a licença de localização e funcionamento somente será
concedida após a expedição do “habite-se” ou aceitação da obra.

Art. 12. A licença de localização e funcionamento, quando se tratar de


estabelecimento em cujas instalações devem funcionar máquina, motor
ou equipamento eletromecânico em geral, e no caso de armazenamento
de inflamável, corrosivo ou explosivo, somente será
concedida após a expedição de alvará de licença especial prevista neste
Código.

Art. 13. Quando a atividade da empresa for exercida em vários


estabelecimentos, para cada um deles será expedido o correspondente
alvará de licença.
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alvará de licença.

Art. 14. É vedado o exercício de qualquer atividade industrial,


comercial ou de prestação de serviço em apartamento residencial, salvo
as hipóteses seguintes:

I – a de prestação de serviço, nos pavimentos de prédio residencial


mediante transformação de uso, desde que se não oponha a convenção
de condomínio ou, no silêncio desta, haja autorização dos condôminos;
II – a de natureza artesanal, exercida pelo morador do apartamento,
sem emprego de máquina de natureza industrial, utilização de mais de
um auxiliar e o uso de letreiros.

Art. 15. Na concessão da licença para localização de estabelecimentos


comerciais, industriais e de prestação de serviço, a Prefeitura tomará
em consideração, de modo espacial:

I – os setores de zoneamento estabelecidos em lei;


II – o sossego, a saúde e a segurança da população.

Parágrafo Único. As pequenas indústrias e oficinas que utilizam


inflamáveis ou explosivos, produzam emanações nocivas à saúde ou
ruídos excessivos, não poderão ser localizadas em setor comercial.

Art. 16. É vedada, no setor residencial, a localização de


estabelecimento que, pela natureza de suas atividades:

I - produza ruídos excessivos ou perturbe o sossego dos habitantes;


II – fabrique, deposite ou venda substâncias que desprendam pó,
vapores, emanações nocivas ou resíduos que contaminem o meio
ambiente;
III – venda, deposite ou utilize explosivos ou inflamáveis;
IV – produza alteração na rede de energia elétrica, prejudicando a
utilização de aparelhos eletrodomésticos;
V – utilize veículo de transporte de carga pesada ou transporte coletivo
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V – utilize veículo de transporte de carga pesada ou transporte coletivo
que impeça, por qualquer meio, a locomoção de pedestres ou o tráfego
de veículos.

§ 1º As empresas comerciais que exploram o transporte rodoviário de


cargas só obterão licença de localização após comprovarem dispor de
depósito e pátio de estacionamento de seus veículos, capazes de atender
aos seus serviços.

§ 2º O poder público, através de decreto, disciplinará as condições


exigidas para a expedição dessa licença.

Art. 17. A licença de localização e funcionamento para utilização de


terrenos destinados a pátio de estacionamento de veículos, além de
outras exigências, obriga o interessado a:

I – fechar o terreno por muro;


II – construir passeio fronteiriço ao terreno;
III - impermeabilizar, adequadamente, o piso do terreno;
IV – construir cabine para abrigar o vigia;
V – instalar, na entrada do estabelecimento, sinalização indicadora de
tráfego de veículos.

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CAPÍTULO III - DA LICENÇA PARA EXPLORAÇÃO DE
ATIVIDADES EM LOGRADOURO PÚBLICO
Art. 18. A exploração de atividade em logradouro público depende de
alvará de licença.

Parágrafo Único. Compreendem-se como atividades nos logradouros


públicos, entre outras, as seguintes:

a) de comércio e prestação de serviço, em local pré-determinado, tais


como: banca de revistas, jornais, livros, frutas, feiras livres, engraxates;
b) de comércio e prestação de serviços ambulantes;
c) de publicidade;
d) de recreação e esportiva;
e) de exposição de arte popular.

Art. 19. A licença para exploração de atividade em logradouro público


é intransferível e será sempre concedida a título precário.

Art. 20. Quando se tratar de licença para armação de circo, parque de


diversão e outras atividades semelhantes, com localização fixa, a
Prefeitura, ao concedê-la, exigirá se julgar conveniente, depósito de até
cem (100) Unidades Fiscais do Município, como garantia de despesas
extraordinárias com limpeza, conservação e recomposição do
logradouro.

Parágrafo Único. O depósito será restituído se ficar apurado, através de


vistoria, a desnecessidade de limpeza especial ou reparos; em caso
contrário, será deduzido da quantia depositada o valor das despesas pela
execução dos serviços.

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CAPÍTULO IV - DA LICENÇA PARA EXECUÇÃO DE
OBRAS E URBANIZAÇÃO DE ÁREAS PARTICULARES
Art. 21. As normas para a execução de obras e urbanização de áreas
particulares, bem como para expedição do alvará de licença, são as
estabelecidas pelo Código de Obras e Edificações do Município de
Belém.

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CAPÍTULO V - DA LICENÇA ESPECIAL
Art. 22. O alvará de licença especial será expedido para o
funcionamento, em caráter extraordinário e por prazo curto, de
estabelecimentos industriais, comerciais e de prestação de serviços,
sempre que, a critério da Prefeitura, a medida for considerada
necessária para evitar danos tais como:

I – instalação de máquinas, motor e equipamento eletromecânico em


geral;
II – armazenamento de inflamável, explosivo ou corrosivo;
III – funcionamento de atividade prejudicial às condições do meio
ambiente.

Parágrafo Único. Na concessão do alvará especial a Prefeitura


considerará a segurança, a saúde, o sossego e o interesse da
coletividade.

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TÍTULO II - DA PROTEÇÃO ESTÉTICA, PAISAGÍSTICA E HISTÓRICA DA CIDADE
CIDADE
CAPÍTULO I - DA PROTEÇÃO ESTÉTICA
Art. 23. Além das limitações à propriedade privada, estabelecidas nas
leis específicas visando a compor harmoniosamente o conjunto
urbanístico, incumbe à administração adotar através de normas
complementares, as medidas seguintes:

I – regulamentar o uso de anúncios e letreiros evitando que, pelo seu


tamanho, localização ou forma, possam prejudicar a paisagem ou o livre
trânsito;
II – disciplinar a exposição de mercadorias;
III – determinar a demolição de edificações em ruína, ou condenada por
autoridade pública;
IV – impedir que, em áreas residenciais, visíveis dos logradouros
públicos, sejam expostas peças de vestuário e objetos de uso doméstico,
salvo quando se tratar de áreas de serviço com estendedores internos;
V – disciplinar a ornamentação das fachadas dos estabelecimentos
comerciais e de prestação de serviço, nos períodos de carnaval, festejos
juninos, natalinos e outras festividades populares.

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CAPÍTULO II - DO ASPECTO PAISAGÍSTICO E HISTÓRICO
HISTÓRICO
Art. 24. Para proteger a paisagem, os monumentos e os locais dotados
de particular beleza e fins turísticos, bem como obras e prédios de valor
valor histórico ou artístico de interesse social, incumbe à
Prefeitura, através de regulamentação adotar medidas amplas, visando
a:

I – preservar os recantos naturais de beleza paisagística e finalidade


turística mantendo sempre que possível, a vegetação que caracteriza a
flora natural da região;
II – proteger as áreas verdes existentes no Município, com objetivos
urbanísticos, preservando, tanto quanto possível, a vegetação nativa e
incentivando o reflorestamento;
III – preservar os conjuntos arquitetônicos, áreas e logradouros públicos
da cidade que, pelo estilo ou caráter histórico, sejam tombados, bem
assim quaisquer outros que julgar conveniente ao embelezamento e
estética da cidade ou, ainda, relacionadas com sua tradição histórica ou
folclórica;
IV – fiscalizar o cumprimento de normas relativas à proteção de beleza
paisagística da cidade.

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TÍTULO III - DA HIGIÊNE PÚBLICA
CAPÍTULO I - DISPOSIÇÕES GERAIS
Art. 25. Compete à fiscalização municipal zelar pela higiene e saúde
públicas, tomando as providências necessárias para evitar e sanar
irregularidades que venham a comprometê-las.

Art. 26. As normas do poder de polícia relativas à higiene pública serão


fiscalizadas pelos órgãos do setor de saúde do Município, excetuando-se
as atinentes à higiene e limpeza dos logradouros públicos, de
competência do setor de serviços públicos.

Parágrafo Único. Enquanto inexistir setor de saúde do Município,


responsável pela fiscalização referida neste artigo, através de convênio
firmado com a Prefeitura, a Secretaria de Estado de Saúde Pública.

Art. 27. Quando for verificada infração às normas de higiene cuja


fiscalização seja atribuída ao governo estadual ou federal, a autoridade
administrativa que tiver conhecimento do fato fica obrigada a
comunicá-lo ao órgão ou entidade competente.

Art. 28. À autoridade de saúde pública municipal compete verificar a


insalubridade dos estabelecimentos comerciais, industriais, de prestação
de serviço, hortigranjeiros e das habitações que não reúnam condições
de higiene.

Parágrafo Único. Verificada a insalubridade, a administração promoverá


as medidas cabíveis para a interdição do estabelecimento ou da
habitação.

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CAPÍTULO II - DA HIGIENE DOS LOGRADOUROS E VIAS
VIAS PÚBLICAS
Art. 29. É dever de todo cidadão respeitar os princípios de higiene e de
conservação dos logradouros e vias públicas.

Art. 30. Nos logradouros e vias públicas é defeso:

I – impedir ou dificultar a passagem de águas, servidas ou não, pelos


canos, valas, sarjetas ou canais, danificando-os ou obstruindo-os;
II – impedir a passagem de pedestres nas calçadas, com construção de
tapumes ou depósito de materiais de construção ou demolição;
tabuleiros, veículos ou qualquer outro corpo que sirva de obstáculo
para o trânsito livre dos mesmos.
a) é defeso também transformar as calçadas em terrace de bar,
colocação de cadeiras e mesas.
III – depositar ou queimar lixo, resíduos ou detritos;
IV – lavar veículos ou animais;
V – instalar aparelhos de ar condicionados de maneira que o resíduo
aquoso se projete sobre o trânsito de pedestres:

b) os aparelhos já instalados sem a observância deste inciso tem três


meses, a contar da publicação desta lei, para a devida correção;
c) os aparelhos instalados em altura inferior a três metros, nas partes
externas das vias públicas, tem o prazo
de seis (06) meses para as necessárias correções;
d) a não obediência a estas prescrições implica multa de 01 a 10
Unidades Fiscais do Município.
VI – construir qualquer tipo de piso sobre o leito da rua permitindo-se
apenas o rebaixamento do meio fio, até o nível da rua, nas entradas de
veículos.
a) os proprietários que já tenham construído fora das especificações
deste artigo tem o prazo de 90 dias para as necessárias adaptações.

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Parágrafo Único. (VETADO)

Art. 31. A limpeza dos logradouros e vias públicas e a coleta do lixo


domiciliar são serviços públicos executados diretamente pela Prefeitura
ou por empresa privada (VETADO) devidamente especializada.

Art. 32. Os ocupantes de prédios devem conservar limpos os passeios


de suas residências e estabelecimentos.

§ 1º A lavagem ou varrição do passeio do prédio residencial deve ser


efetuada em hora conveniente e de reduzido movimento de tráfego.

§ 2º Quando se tratar de estabelecimento comercial ou de prestação de


serviço, a lavagem e varrição dos passeios somente serão efetuadas fora
do horário normal de atendimento ao público.

Art. 33. Os proprietários ou moradores de imóveis são obrigados a


providenciar a podação das suas árvores de modo a evitar que as
ramagens se estendam sobre os logradouros e vias públicas, quando isso
representar prejuízo para livre circulação de veículos e pedestres.

Art. 34. Caberá aos seus proprietários a constante limpeza dos terrenos
baldios, os quais deverão, obrigatoriamente possuir muros de testada.

Parágrafo Único. O muro de testada de que trata este artigo deverá ser
construído em alvenaria.

Art. 35. Quando se constatar erosão, desmoronamento ou carreamento


carreamento de terras para logradouros e vias públicas ou propriedades
particulares, o proprietário do terreno, onde ocorrem ou passam vir a
ocorrer estes fenômenos, deverá impedí-los através de obras de arrimo e
e drenagem.

Art. 36. Ficam os donos ou empreiteiros de obras obrigados à pronta


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Art. 36. Ficam os donos ou empreiteiros de obras obrigados à pronta
remoção dos restos de materiais ou quaisquer objetos deixados nas vias
públicas.

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CAPÍTULO III - DA HIGIENE DOS ESTABELECIMENTOS
EM GERAL
Art. 37. Estão sujeitos à fiscalização do setor de higiene do Município
os estabelecimentos:

I – industrias, que fabriquem ou preparem gêneros alimentícios, tais


como: panificadora, torrefadora, fábricas de bebidas e refrigerantes,
moinhos de trigo, fábricas de doces;
II – comerciais, que depositem ou vendam gênero alimentícios, tais
como: armazém, supermercado, açougue, peixaria, bar, quiosque, café;
III – de prestação de serviço, tais como: hotel, restaurante, matadouro,
hospital, casa de saúde, pronto-socorro, barbearia, salão de beleza,
sauna.

Art. 38. Os estabelecimentos devem possuir instalações sanitárias em


perfeitas condições de uso.

Art. 39. Nos hotéis, restaurante, cafés e estabelecimentos congêneres,


deverá ser observado o seguinte:

I – utensílios domésticos, roupas e móveis permanentemente


higienizados e mantidos em perfeito estado de conservação e
apresentação;
II – instalações hidráulicas, elétricas e de esgotos em perfeitas condições
de funcionamento;
III - aparelhos sanitários perfeitamente asseados e providos de acessórios
acessórios indispensáveis à utilização de seus usuários;
IV - utensílios domésticos guardados em móveis que permitam e seu
arejamento e não prejudiquem a sua higienização;
V – garçons e serviçais convenientemente trajados, de preferência
uniformizados.

§ 1º Além das exigências constantes deste artigo, os cômodos e móveis


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§ 1º Além das exigências constantes deste artigo, os cômodos e móveis
integrantes dos estabelecimentos, devem ser periodicamente
desinfetados, dentro de prazos estabelecidos em ato administrativo.

§ 2º Os estabelecimentos de prestação de serviço que possuam


instalações fechadas, devem manter em funcionamento aparelhos
exaustores, ar condicionadores, refrigeradores ou renovadores de ar.

Art. 40. Nos estabelecimentos de prestação de serviço relativos a


barbearia, salão de beleza, de massagem ou de sauna, é obrigatório o
uso da toalha individual.

Parágrafo Único. Os responsáveis pela execução dos serviços nesses


estabelecimentos, durante o trabalho, usarão uniformes devidamente
limpos.

Art. 41. Os hospitais, casas de saúde, maternidade e pronto-socorro,


além do atendimento às condições gerais de higiene, devem possuir as
seguintes instalações:

I - de copa e cozinha;
II – hidráulica, com água quente e fria e equipamento para desinfetação;
desinfetação;
III - de depósito apropriado para roupa servida;
IV - de depósito coletor de lixo;
V – de roupas e lavanderia;

Art. 42. Os edifícios de salas e de apartamentos destinados a fins


comerciais de prestação de serviço devem ser dotados, nas áreas comuns
comuns de circulação, de pequenas caixas coletoras de detritos.

Art. 43. Nenhum armazém frigorífico, entreposto ou câmara de


refrigeração poderá funcionar sem que esteja em condições de preservar
preservar a pureza e qualidade dos produtos neles depositados.

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CAPÍTULO IV - DA HIGIENE DAS UNIDADES
IMOBILIÁRIAS

Art. 44. As unidades imobiliárias devem ser mantidas em condições de


higiene e habitabilidade.

Art. 45. Os proprietários ou moradores são obrigados a manter em


estado de limpeza os quintais, pátios e terrenos das unidades
imobiliárias de sua propriedade ou residência.

Parágrafo Único. Entre as condições exigidas neste artigo se incluem as


providências de saneamento, para evitar a estagnação de águas e
poluição do meio ambiente.

Art. 46. Os proprietários de terrenos não edificados ou em que houver


construção em ruínas, condenada, incendiada ou paralisada, ficam
obrigados a adotar providências no sentido de impedir o acesso do
público, o acúmulo de lixo, a estagnação de água e o surgimento de
focos nocivos à saúde.

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CAPÍTULO V - DA HIGIENE DOS ALIMENTOS
Art. 47. A Prefeitura exercerá, em colaboração com as autoridades
sanitárias federais e estaduais, fiscalização sobre a produção, o comércio
e o consumo dos gêneros alimentícios em geral.

Parágrafo Único. Para efeitos deste Código e de acordo com o


regulamento de saúde pública, excetuados os medicamentos,
consideram-se gêneros alimentícios, todas as substâncias sólidas ou
líquidas destinadas ao consumo, devendo os produtos congelados
conter o período da respectiva validade.

Art. 48. Não será permitida a venda de quaisquer gêneros alimentícios


deteriorados, falsificados ou nocivos à saúde, os quais serão apreendidos
apreendidos pelo funcionário encarregado da fiscalização e removidos
para local destinado à inutilização dos mesmos.

§ 1º. Consideram-se alterados ou falsificados os gêneros alimentícios:

I – aos quais tenham sido adicionadas substâncias que lhes modifiquem


a qualidade, reduzam seu valor nutritivo ou provoquem sua
deteriorização;
II – dos quais tenham sido retirados ou substituídos, no todo ou e
parte, quaisquer dos elementos da sua constituição normal;
III – que tenham sido corados, revestidos, aromatizados, ou tratados
por substâncias, com o fim de ocultar fraude.

§ 2º. Consideram-se deteriorados os gêneros alimentícios que estiverem


estiverem decompostos, rancificados ou apresentarem a ação de
parasitas de qualquer espécie.

Art. 49. Os locais, utensílios e vasilhames das padarias, hotéis, motéis,


cafés, bares, restaurantes, lanchonetes, confeitarias, sorveterias,
quiosques e demais estabelecimentos onde se fabriquem ou vendam
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quiosques e demais estabelecimentos onde se fabriquem ou vendam
gêneros alimentícios serão conservados sempre com o máximo asseio e
higiene, de acordo com as exigências do regulamento sanitário.

Art. 50. Não será permitido o funcionamento de hotéis, restaurantes,


confeitarias, bares, cafés, sorveterias, lanchonetes, quiosques e
congêneres, sem que os mesmos sejam dotados de aparelhamento de
esterilização aprovado pela fiscalização.

Art. 51. Em estabelecimentos dedicados ao fabrico, manipulação,


acondicionamento, conservação, armazenagem, exposição e venda de
gêneros alimentícios, nenhum funcionário poderá ser admitido sem
apresentar a carteira de saúde atualizada e renovada anualmente.

Art. 52. Os veículos destinados a transporte de gêneros alimentícios


deverão estar constantemente limpos e conservados.

§ 1º. Quando para transporte de ossos, sebo e restos de animais, os


veículos deverão ser fechados e revestidos internamente com metal
inoxidável.

§ 2º. Não é permitido aos condutores de veículos ou aos seus ocupantes


o repouso sobre os gêneros alimentícios que transportem.

Art. 53. Aparelhos, vasilhames, utensílios e materiais destinados ao


preparo, manipulação e acondicionamento de gêneros alimentícios
deverão ser aprovados pelas autoridades sanitárias competentes antes de
de serem utilizados.

Parágrafo único. Recipientes de ferro galvanizado não poderão ser


utilizados para guardar gêneros alimentícios ácidos.

Art. 54. Em açougues e peixarias, todos os empregados, quando em


serviço, serão obrigados a usar aventais e gorros convenientemente
limpos.
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limpos.

Art. 55. A venda ambulante de gêneros alimentícios só poderá ser feita


em carrinhos fechados ou tabuleiros cobertos, a fim de resguardar as
mercadorias da ação do tempo, da poeira e de outros elementos nocivos
nocivos à saúde.

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TITULO IV - DA POLUIÇÃO DO MEIO AMBIENTE
CAPÍTULO I - DISPOSIÇÕES GERAIS
Art. 56. Para impedir ou reduzir a poluição do meio ambiente, a
administração promoverá os meios a fim de preservar o estado de
salubridade do ar respirável, evitar os ruídos, os sons excessivos e a
contaminação das águas.

Art. 57. Para verificar o cumprimento das normas relativas à


preservação do meio ambiente, a Prefeitura, a qualquer tempo, poderá
inspecionar os estabelecimentos, as máquinas, os motores e
equipamentos, determinando as modificações que forem julgadas
necessárias e estabelecendo instruções para o seu funcionamento.

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CAPÍTULO II - DA POLUIÇÃO DO AR
Art. 58. Para preservar a salubridade do ar respirável, incube à
administração adotar as medidas seguintes:

I – localizar em setor industrial as fábricas que produzam fumaça,


odores desagradáveis, nocivos e incômodos à população;
II – impedir que sejam depositados nos logradouros públicos, os
materiais que produzam aumento térmico e poluição do ar;
III – promover a arborização de áreas livres e proteção das arborizadas;
IV – promover a construção ou o alargamento de logradouros públicos
que permitam a renovação frequente do ar;
V – disciplinar o tráfego dos transportes coletivos, de modo a evitar a
sua concentração no centro urbano;
VI – irrigar os locais poeirentos;
VII – evitar a suspensão ou desprendimento de material pulverizado ou
que produza excesso de poeira;
VIII – executar e fiscalizar os serviços de asseio e limpeza dos
logradouros públicos, estabelecendo os locais de destinação do lixo;
IX – adotar qualquer medida contra a poluição do ar;
X – impedir a incineração de lixo de qualquer matéria, quando dela
resultar odor desagradável, emanação de gases tóxicos ou se processe
em local impróprio;
XI – impedir, no setor residencial ou comercial, depósito de
substâncias que produzam odores incômodos.

Art. 59. Os estabelecimentos industriais que produzam fumaça,


desprendam odores desagradáveis, incômodos ou prejudiciais à saúde
deverão instalar dispositivos para eliminar ou reduzir, ao mínimo, os
fatores de poluição;

Art. 60. A Prefeitura promoverá os meios a fim de transferir para local


adequado os estabelecimentos que produzam fumaça, desprendam
odores nocivos ou prejudiciais.
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odores nocivos ou prejudiciais.

Art. 61. Os veículos de transporte coletivo devem ser dotados de


dispositivos antipoluentes.

Art. 62. A fim e evitar a poluição do ar a Prefeitura poderá determinar


que os materiais de construção em geral sejam transportados
devidamente cobertos.

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CAPÍTULO III - DA POLUIÇÃO SONORA
Art. 63. Para impedir ou reduzir a poluição proveniente de sons e
ruídos excessivos, incumbe à administração adotar as seguintes
medidas:

I – impedir a localização, em setores residenciais ou comerciais, de


estabelecimento cujas atividades produzam ruídos, sons excessivos ou
incômodos;
II – proibir a prestação dos serviços de propaganda por meio de alto-
falantes ou megafones, fixos ou volantes, exceto a propaganda eleitoral,
nas épocas e forma previstas em lei;
III – disciplinar e controlar o uso de aparelhos de reprodução eletro-
acústica em geral;
IV – disciplinar o uso de maquinária, dispositivo ou motor de explosão
que produzam ruídos ou sons, além dos limites toleráveis, fixados em
ato administrativo;
V – disciplinar o transporte coletivo de modo a reduzir ou eliminar o
tráfego em áreas próximas a hospital, casa de saúde ou maternidade;
VI – disciplinar o horário de funcionamento noturno de construções;
VII – impedir a localização, em zona de silêncio ou setor residencial, de
casas de divertimentos públicos que, pela natureza de suas atividades,
produzam sons excessivos ou ruídos incômodos;
VIII – proibir propaganda sonora com projetores de som e alto-falantes
nas casas comerciais (VETADO), exceção feita às casas que possuem
sistema sonoro interno;
IX – vetado;
X – vetado.

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CAPÍTULO IV - DA POLUIÇÃO DAS ÁGUAS
Art. 64. Para evitar a poluição das águas, a Prefeitura adotará, dentre
outras, as seguintes medidas:

I – impedir que as indústrias, fábricas e oficinas depositem ou


encaminhem para as praias, rios, lagos ou reservatórios de águas,
resíduos ou detritos provenientes de suas atividades;
II – impedir a canalização de esgoto e águas servidas para as praias e
córregos;
III – proibir a localização de estábulos, cocheiras, pocilgas, currais e
congêneres nas proximidades dos cursos d’água;

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TÍTULO V - DOS COSTUMES, DA ORDEM E TRANQÜILIDADE PÚBLICA
CAPÍTULO I - DOS DIVERTIMENTOS PÚBLICOS
Art. 65. Divertimentos públicos, para os efeitos deste Código, são os
que se realizarem nas vias públicas ou recintos fechados, de livre acesso
ao público, mediante pagamento ou não de entrada.

Art. 66. Nenhum divertimento público será realizado sem licença da


Prefeitura.

Art. 67. Os estabelecimentos de diversões públicas deverão obedecer às


exigências que se seguem:

I – conservar as dependências em perfeitas condições de higiene;


II – possuir indicação legível e visível, à distância dos locais de entrada e
saída do recinto;
III – manter em perfeito funcionamento os aparelhos exaustores, ar
condicionadores, refrigeradores de ar;
IV – possuir instalações sanitárias com indicação que permita distinguir
o uso, em separado, para os sexos masculino e feminino;
V - dotar o estabelecimento de dispositivos de combate a incêndio, em
perfeitas condições de funcionamento, sendo obrigatória a instalação de
extintores, em locais visíveis e de fácil acesso, de acordo com as normas
legais de prevenção e combate ao incêndio;
VI – conservar em funcionamento as instalações hidráulicas;
VII – manter, durante os espetáculos, as portes abertas, podendo ser
utilizado reposteiros ou cortinas;
VIII – efetuar a desinfetação periódica do estabelecimento;
IX – manter o mobiliário em bom estado de conservação;
X – apresentar os empregados convenientemente trajados, de
preferência uniformizados.

Art. 68. Estão também sujeitas a licenciamento as atividades comerciais


exercidas no interior dos estabelecimentos de diversão e praças
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exercidas no interior dos estabelecimentos de diversão e praças
desportivas.

Art. 69. Constitui obrigação do responsável pelo estabelecimento


manter a boa ordem durante a realização dos espetáculos.

Art. 70. Os divertimentos públicos, com programação preestabelecida,


serão executados integralmente e deverão ser iniciados na hora
previamente fixada.

Parágrafo único. Em caso de modificação de programa ou de horário, a


empresa devolverá aos reclamantes o preço integral do ingresso.

Art. 71. Os ingressos serão vendidos em número não excedente ao da


lotação do estabelecimento e deles deverão constar o preço, a data e o
horário do espetáculo.

Art. 72. Além das normas constantes do art. 67, para o funcionamento
de cinema deverão ser observadas as exigências seguintes:

I – instalação dos aparelhos de projeção em local de fácil acesso e cuja


construção seja com material incombustível;
II – não manter, no interior da cabine de projeção, número de películas
superior às programadas para as sessões de cada dia;
III – as películas deverão ser acondicionadas em recipiente especial,
incombustível e hermeticamente fechado.

Art. 73. Os estabelecimentos de diversões são obrigados a afixar, nos


locais de entrada, de forma visível, o horário de funcionamento.

Art. 74. A critério da Prefeitura, serão indicados os locais para armação


de circo e parque de diversões.

§ 1º. A licença para o funcionamento desses estabelecimentos somente


poderá ser concedida por prazo não superior a seis meses e depois de
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poderá ser concedida por prazo não superior a seis meses e depois de
vistoriadas suas instalações.

§ 2°. Ao conceder a licença, poderá a Prefeitura estabelecer as


restrições que julgar conveniente, no sentido de assegurar a ordem e o
sossego da população, além das exigências do depósito prévio em
dinheiro de que trata o art. 20.

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CAPÍTULO II - DO TRÂNSITO PÚBLICO
Art. 75. O trânsito de pedestres, de veículos e de animais será
disciplinado de modo a manter a ordem, a segurança e o bem-estar dos
transeuntes e da população em geral.

Art. 76. O trânsito em logradouros públicos somente será impedido ou


suspenso em consequência da execução de obra pública ou por
exigência da administração, mediante prévia comunicação ao órgão de
trânsito.

Art. 77. O depósito de material de qualquer espécie, nos logradouros


públicos, terá o prazo de seis (06) horas para a sua remoção, quando
não for possível sua descarga no interior da unidade imobiliária.

Art. 78. Nos centros comerciais, a carga e descarga de materiais e


mercadorias, de qualquer natureza e para quaisquer fins, somente
poderá ser feita nos horários estabelecidos pelo Poder Executivo,
mediante decreto.

Parágrafo único. Para fixação dos horários de que trata este artigo, a
Prefeitura deverá considerar as características de cada logradouro e via
pública, notadamente quanto à natureza das atividades neles
desenvolvidas, ouvidas previamente as entidades representativas do
empresariado de Belém.

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CAPÍTULO III - DA TRANQUILIDADE PÚBLICA
Art. 79. Será considerado atentatório à tranquilidade pública
qualquer ato, individual ou de grupo, que perturbe o sossego da
população.

Art. 80. A administração municipal regulamentará o horário de


realização de ensaios de escolas de samba, conjuntos musicais,
de samba, batucadas, cordões carnavalescos e atividades
semelhantes, de modo a preservar a tranquilidade da população.

Art. 81. A administração impedirá, por contrário à tranquilidade


população, a instalação de diversões públicas em unidades
imobiliárias de edifícios de apartamentos residenciais ou em locais
distando menos de 200m (duzentos metros) de hospital, templo,
escola, asilo, presídio e capela mortuária.

Parágrafo único. Não se aplicam as disposições deste artigo à


instalação de cinemas e teatros, em pavimentos térreos de edifícios
de apartamentos residenciais.

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TÍTULO VI - DA SEGURANÇA DA POPULAÇÃO
CAPÍTULO I - DISPOSIÇÕES GERAIS

Art. 82. O poder de polícia será exercido sobre os estabelecimentos


industriais, comerciais, de prestação de serviço e outros que, pela
natureza de suas atividades, possam por em risco a segurança da
população, devendo a Prefeitura para tal fim adotar as medidas
seguintes:

I – determinar a instalação de aparelhos e dispositivos de segurança para


eliminar riscos à população;
II – negar ou cassar licença para instalação e funcionamento de
máquinas, motores e equipamentos eletromecânicos em geral ou para o
exercício de qualquer atividade que possa causar iminente ameaça à
segurança da população;
III – impedir o funcionamento de parelhos e equipamentos que ponham
risco a segurança de seus usuários;
IV – determinar a instalação de aparelhos de ar condicionado em
recipientes que impeçam a queda d’água para as vias e logradouros
públicos.

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CAPÍTULO II - DAS INSTALAÇÕES ELETROMECÂNICAS
ELETROMECÂNICAS
Art. 83. A instalação, reforma ou substituição de elevadores, escadas
rolantes e outros equipamentos equivalentes, quando destinados ao uso
público, dependem de licença especial da Prefeitura.

Parágrafo único. Para a concessão da licença de que trata este artigo, o


interessado deverá fornecer as plantas e documentos que forem exigidos
exigidos pela administração para exame do pedido.

Art. 84. Os estabelecimentos que tenham por finalidade a instalação,


reforma, substituição e assistência técnica de equipamentos
eletromecânico, são obrigados ao registro no órgão competente da
Prefeitura.

Art. 85. O funcionamento de qualquer equipamento eletromecânico,


destinado ao uso da população, somente será permitido mediante
comprovação da existência de contrato de manutenção com firma
técnica especializada.

§ 1º. O proprietário ou responsável pelo prédio onde funcionam


equipamentos eletromecânicos deverá comunicar à Prefeitura,
anualmente, o nome da firma encarregada da prestação da assistência
técnica, juntando cópia do contrato.

§ 2º. Quando ocorrer substituição da firma de prestação da assistência


técnica, o proprietário ou responsável do prédio comunicará o fato à
Prefeitura, dentro do prazo de quinze (15) dias, encaminhando cópia
do novo contrato de manutenção.

Art. 86. Nos elevadores e ascensores deverão ser afixados, em lugar


visível:

I – o certificado do último exame e vistoria da firma prestadora do


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I – o certificado do último exame e vistoria da firma prestadora do
serviço de assistência técnica;
II – a indicação da capacidade de peso e lotação;
III – o certificado do seguro contra acidente.

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CAPÍTULO III - DOS INFLAMÁVEIS E EXPLOSIVOS
Art. 87. São considerados inflamáveis:

I – o fósforo e os materiais fosforados;


II - a gasolina e os demais derivados de petróleo;
III – os éteres, álcoois e óleos combustíveis;
IV – os carburetos, o alcatrão e as matérias betuminosas líquidas;
V – qualquer substância cujo ponto de inflamabilidade seja acima de
130 (cento e trinta) graus centígrados.

Art. 88. Consideram-se explosivos:

I – os fogos de artifício;
II – a nitroglicerina, seus compostos e derivados;
III – a pólvora e o algodão de pólvora;
IV – as espoletas e os estopins;
V – os fulminantes e congêneres;
VI – os cartuchos de guerra, de caça e minas.

Art. 89. No interesse público, a Prefeitura fiscalizará a fabricação, o


comércio, o transporte, o depósito e o emprego de inflamáveis e
explosivos.

Art. 90. A Prefeitura somente concederá licença para o fabrico,


comércio e depósito de mercadorias inflamáveis e explosivas, mediante
cumprimento, pelos interessados, das exigências
estabelecidas pelos órgãos federais e estaduais competentes.

Art. 91. O transporte de explosivos e inflamáveis será efetuado


mediante a adoção das providências seguintes:

I – não serem conduzidas, ao mesmo tempo, num só veículo,


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I – não serem conduzidas, ao mesmo tempo, num só veículo,
explosivos e inflamáveis;
II – no veículo que transportar explosivos ou inflamáveis somente serão
permitidos o motorista e o pessoal encarregado da carga e descarga da
material;
III – observância de horário para carga e descarga, evitando-se, sempre
que possível, o percurso do veículo por logradouros de tráfego intenso.

Art. 92. Em dias de festividades religiosas, tradicionais e outras de


caráter público, poderão ser usados fogos de artifícios e outros
apropriados, observadas as normas fixadas pela Prefeitura e pelo órgão
estadual.

Art. 93. A Prefeitura, através de ato administrativo, regulamentará o


fabrico, comércio, armazenamento e uso dos explosivos e fogos de
artifício permitidos.

Art. 94. Fica sujeito a licença especial da Prefeitura a instalação de


bombas de gasolina e de depósito de outros inflamáveis, mesmo para
uso exclusivo de seus proprietários.

§ 1º. O requerimento de licença indicará local para a instalação, a


natureza dos inflamáveis e será instruído com planta de descrição
minuciosa das obras a executar.

§ 2º. O poder Público Municipal negará a licença se reconhecer que a


instalação do depósito ou da bomba de combustível prejudicará, de
algum modo, a segurança ou a tranquilidade pública.

§ 3º. A Prefeitura poderá estabelecer, para cada caso, as exigências que


julgar necessárias ao interesse da segurança pública.

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CAPÍTULO IV - DA PREVENÇÃO DE INCÊNDIO E
COMBATE AO FOGO
Art. 95. Para prevenção de incêndio e combate ao fogo caberá à
Prefeitura adotar, em conjunto com os órgãos estaduais e federais
competentes, as medidas administrativas de sua alçada.

Art. 96. A Prefeitura Municipal de Belém só concederá licença para


construção ou reforma em prédio de qualquer natureza após cumpridas
as exigências contidas na regulamentação da Lei de n.º 4.453, de 22 de
dezembro de 1972, que criou o Serviço de Proteção e Prevenção
Contra Incêndio do Corpo de Bombeiros da Polícia Militar do Estado
do Pará.

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CAPÍTULO V - DAS PEDREIRAS E JAZIDAS
MINERAIS
Art. 97. A exploração de jazidas de pedra e solos lateríticos, areias e
jazidas minerais de uma maneira geral, além de licença de localização e
funcionamento, dependerá de licença especial, nos casos de emprego de
de explosivos.

Art. 98. A Prefeitura poderá, em qualquer tempo, determinar a


execução de obras, inclusive de acessos próprios, nas áreas ou locais de
exploração de propriedades circunvizinhas, bem como de vias públicas,
evitando a obstrução de cursos e mananciais d’água, o carreamento do
material explorado para os leitos das estradas e o acúmulo de água em
depressões resultantes de exploração.

Parágrafo único. Em qualquer caso, os limites da área de exploração


serão disciplinados pela Prefeitura, devendo esses limites situarem-se
fora das faixas de domínio das rodovias municipais, a uma distância
capaz de não comprometer a estabilidade daquelas rodovias.

Art. 99. Os volumes de transporte de materiais de construção em geral,


geral, especialmente os materiais terrosos, solos lateríticos a areias, nos
limites da zona urbana do Município, não deverão exceder a
nominal dos veículos transportadores, a fim de evitar
evasão desses materiais para as vias públicas.

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CAPÍTULO VI - DOS ANIMAIS
Art. 100. Para segurança e tranquilidade da população, a Prefeitura
exercerá o poder de polícia no sentido de impedir a permanência de
animais nas vias e logradouros públicos.

§ 1º. Os animais soltos nas vias e logradouros públicos serão


apreendidos e recolhidos a depósito, podendo ser retirados pelo
interessado no prazo de dez (10) dias, mediante o pagamento de multa
e despesas com a manutenção.

§ 2º. Decorrido o prazo de que trata o parágrafo anterior, os animais


não retirados serão levados a leilão ou encaminhados a entidades de
pesquisa científica.

Art. 101. É obrigatória a vacinação dos animais por parte do seu


proprietário, que deverá manter o documento comprobatório desta
exigência, com observância do prazo de validade.

Art. 102. Para a condução dos cães e animais perigosos, pelas vias e
logradouros públicos, devem os proprietários ou condutores adotar
medidas de segurança da população.

Art. 103. Os espetáculos de feras e as exibições de animais perigosos


somente serão realizadas após a adoção comprovada das medidas que
permitam a segurança dos espectadores.

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TÍTULO VII - DAS ATIVIDADES EM LOGRADOUROS E VIAS PÚBLICAS
CAPÍTULO I - DISPOSIÇÕES GERAIS

Art. 104. O exercício de qualquer atividade comercial ou de prestação


de serviço, profissional ou não, em vias públicas e logradouros públicos,
públicos, depende de licença da Prefeitura.

§ 1º. A atividade em via e logradouro público só será exercida em área


previamente indicada pela Prefeitura.

§ 2º. Entende-se por logradouro público: as ruas, praças, bosques,


alamedas, travessas, passagens, galerias, pontes, praias, jardins, becos,
passeios, estradas e qualquer via aberta ao público no território do
Município.

Art. 105. No exercício do poder de polícia, a Prefeitura regulamentará


a prática das atividades em logradouros públicos, visando a segurança,
higiene, o conforto e outras condições indispensáveis ao bem-estar da
população.

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CAPÍTULO II - DAS FEIRAS LIVRES
Art. 106. As atividades comerciais nas feiras livres destinam-se ao
abastecimento supletivo de gêneros alimentícios essenciais à população
especialmente os de origem hortigranjeira.

Art. 107. A atividade de feirante somente será exercida pelos


interessados que obtiverem a devida licença, após estar matriculado na
Prefeitura.

§ 1º. O requerimento de matrícula será instruído com os seguintes


documentos:
a) carteira de identidade;
b) carteira de saúde.

§ 2º. A matrícula para o exercício da atividade será concedida a título


precário, podendo ser suspensa ou cassada nos termos da presente lei.

§ 3º. Na concessão de licença, a Prefeitura dará preferência aos


produtores rurais, desde que devidamente registrados nos órgãos
competentes.

Art. 108. As feiras serão localizadas em áreas ou logradouros públicos,


previamente estabelecidos pela Prefeitura, que disciplinará seu
funcionamento, de modo a não prejudicar o trânsito e acesso fácil para
aquisição de mercadorias.

Art. 109. As mercadorias serão expostas à venda em barracas


padronizadas desmontáveis ou tabuleiros, em perfeitas condições de
higiene e apresentação.

Art. 110. À hora fixada para o encerramento da feira, os feirantes


suspenderão as vendas, procedendo à desmontagem das barracas,
balcões, tabuleiros e respectivos pertences e a remoção rápida das
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balcões, tabuleiros e respectivos pertences e a remoção rápida das
mercadorias, de forma a ficar o recinto livre e pronto para o início
imediato da limpeza.

Art. 111. É expressamente proibida a venda de bebidas alcóolicas nas


feiras livres.

Art. 112. Os feirantes, por si ou por seus prepostos, são obrigados a:

a) acatar as determinações regulamentares feitas pelo fiscal e guardar


decoro para com o público;
b) manter em perfeito estado de higiene as suas barracas ou balcões e
aparelhos, bem como os utensílios empregados na venda dos seus
artigos;
c) não iniciar a venda de suas mercadorias antes do horário
regulamentar, nem prolongá-lo além da hora do encerramento;
d) não ocupar área maior que a que lhes for concedida na distribuição
de locais;
e) não deslocar as suas barracas ou tabuleiros para pontos diferentes que
lhes forem determinados;
f) colocar etiquetas com os preços das mercadorias.

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CAPÍTULO III - DO COMÉRCIO EVENTUAL E
AMBULANTE
Art. 113. O exercício do comércio eventual e ambulante dependerá de
licença, bem como de matrícula concedida a título precário, para o
vendedor ambulante.

§ 1º. Considera-se comércio eventual o que é exercido em determinadas


determinadas épocas do ano, por ocasião de festejos e comemorações
populares, em locais previamente autorizados pela Prefeitura.

§ 2º. Considera-se comércio ambulante a atividade comercial ou a


prestação de serviços em logradouro público, sem instalação ou
localização fixa.

Art. 114. O requerimento de licença deverá ser instruído com os


elementos seguintes:

I - carteira de identidade;
II – carteira de saúde para os que negociarem com gêneros alimentícios;
III – atestado de antecedentes;
IV - especificação dos meios que serão utilizados para o exercício da
atividade.

§ 1º. A Prefeitura estabelecerá, quando da concessão da licença, os


locais e horários de estacionamento dos veículos a serem utilizados para
o exercício da atividade do comércio eventual e ambulante, quando for
o caso.

§ 2º. Na concessão da licença para os centros comerciais, a Prefeitura


considerará, de modo especial, as características do logradouro público
em que será exercida a atividade comercial eventual, ou que será
percorrido pelo comerciante ambulante, quanto à estética urbana,
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percorrido pelo comerciante ambulante, quanto à estética urbana,
trânsito e outros elementos adequados.

§ 3º. Não será pela Prefeitura concedida licença sempre que, no


logradouro público do centro comercial em que será exercida a
atividade comercial eventual, ou que será percorrido pelo comerciante
ambulante, bem como nos logradouros públicos próximos, existir
estabelecimento comercial permanente, com atendimento no setor da
atividade do comércio a ser licenciada.

§ 4º. Com base nos elementos de que tratam os parágrafos 2º e 3º deste


artigo, poderá a Prefeitura, ao licenciar comerciantes ambulantes,
estabelecer impedimento ao exercício da respectiva atividade em
determinados logradouros públicos, os quais deverão expressamente
constar da correspondente licença.

Art. 115. O local indicado para o exercício do comércio eventual


deverá ser mantido em perfeitas condições de asseio e limpeza, ficando
o comerciante ou prestador de serviço obrigado à utilização de
recipientes adequados para a coleta do
lixo ou resíduos provenientes do exercício da atividade.

Art. 116. Os que exercerem o comércio eventual ou ambulante em


logradouro público devem apresentar-se decentemente trajados, em
perfeitas condições de higiene, sendo obrigatório aos vendedores de
gêneros alimentícios o uso de uniforme ou guarda-pó.

Art. 117. Os vendedores ambulantes deverão sempre portar a licença


para o exercício da atividade e sua carteira de saúde.

Art. 118. O vendedor ambulante que exercer irregularmente essa


atividade sem estar devidamente matriculado, será multado e terá
apreendida a sua mercadoria.

Parágrafo único. As mercadorias apreendidas serão removidas para o


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Parágrafo único. As mercadorias apreendidas serão removidas para o
depósito municipal e posteriormente vendidas em leilão para
indenização das despesas e cobranças da multa respectiva, caso as
mesmas não sejam pagas pelo infrator.

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CAPÍTULO IV - DAS COMIDAS TÍPICAS, FLORES E
FRUTAS
Art. 119. A Prefeitura poderá conceder permissão de uso de logradouro
logradouro público para o comércio de comidas típicas, flores e frutas,
desde que atendidas as exigências deste Código.

Art. 120. Para a outorga da permissão de uso e concessão do alvará de


licença, a Prefeitura verificará a oportunidade e conveniência da
localização do negócio relativamente ao trânsito, à estética da cidade e
ao interesse público.

Art. 121. Para o exercício das atividades definidas neste capítulo o


interessado deverá observar, além de outras, as condições seguintes:

I – apresentar-se asseado e convenientemente trajado;


II – manter o local de trabalho limpo e provido de recipiente para
coleta de lixo ou resíduos;
III – utilizar recipientes e utensílios adequados e higienizados.

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CAPÍTULO V - DAS BANCAS DE JORNAIS, REVISTAS
REVISTAS E LIVROS
Art. 122. A Prefeitura outorgará permissão de uso de logradouro
público para instalação de bancas de jornais, revistas e livros, desde que
atendidas as disposições deste Código.

Art. 123. Para concessão do alvará de licença, a Prefeitura verificará a


oportunidade e conveniências da localização da banca e suas
relativamente ao trânsito, à estética da cidade e ao interesse público.

§ 1º. Quando as condições previstas neste artigo, para concessão do


alvará de licença, forem modificadas com prejuízo do trânsito,
da estética urbana e do interesse público, a Prefeitura, de ofício,
determinará a transferência da banca para outro local.

Art. 124. As bancas de jornais, revistas e livros não poderão ser


localizadas:

I – a menos de 10,00m (dez metros) de ponto de parada de coletivos;


II – a menos de 50,00m (cinquenta metros) de outra já licenciada;
III – em áreas que possam perturbar a visão dos condutores de veículos;
IV – em áreas que possam ocupar mais de 1/3 (um terço) da largura da
calçada.

Art. 125. As condições para o funcionamento e os modelos das bancas


serão estabelecidos em ato administrativo.

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CAPÍTULO VI - DAS EXPOSIÇÕES
Art. 126. A Prefeitura poderá autorizar, sem cobrança de qualquer
taxa, a pintores, escultores, livreiros, artesãos e entidades culturais ou
de assistência social a realizarem, em logradouros públicos, a prazo
certo, exposições de livros ou de trabalhos de natureza artística,
cultural e artesanal.

Art. 127. O pedido de autorização será dirigido ao chefe de Poder


Executivo Municipal e indicará o local, natureza, caráter e prazo da
exposição.

Art. 128. O local da exposição deverá ser mantido limpo, sendo o


interessado responsável por qualquer dano que porventura causar ao
logradouro ou a bem público.

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CAPÍTULO VII - DOS MEIOS DE PUBLICIDADE
Art. 129. A colocação de cartazes, placas, faixas, letreiros e anúncios
nos logradouros públicos, para fins de publicidade ou propaganda de
qualquer espécie, dependem de prévia autorização da Prefeitura.

Art. 130. Os pedidos de licença para a publicidade ou propaganda a


se refere o artigo precedente devem conter:

a) indicação dos locais em que serão colocados;


b) natureza do material de confecção;
c) dimensões;
d) inscrições e dizeres.

Art. 131. Tratando-se de anúncios luminosos, os pedidos deverão ainda


indicar:

a) sistema de iluminação a ser adotado;


b) tipo de iluminação, se fixa, intermitente ou movimentada;
c) discriminação das faixas luminosas e não luminosas do anúncio e das
cores empregadas.

Art. 132. A Prefeitura não concederá licença para locação de anúncios


ou cartazes, quando:

a) obstruam, interceptem ou reduzam o vão das portas, janelas e


respectivas bandeiras;
b) pelo seu número e má distribuição se apresentem anti-estética;
c) sejam ofensivos à moral ou contenham dizeres desfavoráveis a
pessoas, crenças ou instituições.

Art. 133. Em hipótese alguma será permitida a colocação de anúncios


de natureza permanente:

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a) nos terrenos baldios;
b) quando prejudiquem o aspecto paisagístico do local;
c) muros e gradis de parques e jardins.

Parágrafo único. É vedada em edifícios públicos a colocação de cartazes


de qualquer natureza.

Art. 134. Em hipótese alguma, será permitida a colocação de cartazes,


anúncios e faixas contendo ou não propaganda comercial, nem a fixação
de cabos ou fios nos postes ou nas árvores dos logradouros públicos.

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CAPÍTULO VIII - DAS ATIVIDADES DIVERSAS
Art. 135. A utilização do logradouro público para colocação, em
caráter transitório ou permanente, de alegoria ou símbolo, qualquer
que seja o seu significado, bem assim como outras criações
representativas dependerá de licença da Prefeitura.

Art. 136. A Prefeitura só aprovará a armação de palanques, em


logradouros públicos, em caráter provisório, para festividades religiosas,
religiosas, cívicas ou e caráter popular e desde que:

a) não prejudiquem o trânsito público;


b) não impeçam calçadas nem o escoamento das águas pluviais,
correndo por conta dos responsáveis pelas festividades a reparação dos
danos porventura causados.
c) sejam removidos no prazo máximo de 24 horas, a contar do
encerramento dos festejos.

Art. 137. A instalação de cobertura fixa ou removível sobre passeio,


área de recuo e a colocação de mesas e cadeiras nesses locais, dependem
dependem de verificação de sua oportunidade e conveniência tendo em
vistas as implicações relativamente à estética da cidade e ao trânsito.

§ 1º. Na concessão de licença serão levadas em conta a categoria do


estabelecimento e a dimensão da área para sua atividade.

§ 2º. O pedido de licença deverá ser acompanhado de planta ou


desenho cotado, indicando a testada do prédio, largura do passeio com
o número e a disposição das mesas e cadeiras.

§ 3º. Quando se tratar de prédio em condomínio, o alvará de licença


será concedido se o interessado apresentar permissão outorgada pelo
condomínio.

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Art. 138. A instalação de postes de linhas telegráficas, telefônicas e de
força e luz, bem assim a colocação de caixas postais, extintores de
incêndio etc., nas vias públicas, dependem de autorização da
Prefeitura.

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TÍTULO VIII - DOS MERCADOS, MATADOUROS, CASAS DE CARNE, AVES E PEIXARIAS
CAPÍTULO I - DOS MERCADOS

Art. 139. Mercado é o estabelecimento público, sob administração e


fiscalização do governo municipal, destinado à venda de carne,
peixe ou mariscos, gêneros alimentícios em geral e produtos de pequena
pequena indústria, agrícola, extrativa ou artesanal.

Art. 140. Nos mercados o comércio far-se-á em cômodos locados ou


espaços abertos, nos termos da regulamentação específica.

Art. 140. Nos mercados o comércio far-se-á em cômodos locados ou


espaços abertos, nos termos da regulamentação específica.

Art. 141. É livre a entrada e saída de pessoas no recinto dos mercados,


no horário normal de funcionamento, ficando, entretanto, sujeitas à
ordem e disciplina da administração interna.

Art. 142. Nenhum produto poderá ser colocado à venda sem estar
exposto em estrados, mesas, tabuleiros, balcões ou mostruários
adequados.

Art. 143. Nos mercados será proibido o fabrico de produtos


alimentícios e a existência de matadouros de animais.

Art. 144. Á administração dos mercados competirá a disciplina interna


dos mesmos, a proteção dos consumidores e o zelo pela garantia e
salubridade dos víveres e mantimentos expostos à venda.

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CAPÍTULO II - DOS MATADOUROS
Art. 145. Nenhum animal destinado ao consumo público poderá ser
abatido fora dos matadouros licenciados.

Art. 146. É indispensável o exame sanitário dos animais destinados ao


abate, sem o que este não poderá ser e efetuado.

Art. 147. Qualquer que seja o processo de matança adotado, é


indispensável a sangra imediata e o escoamento do sangue das rezes
abatidas.

Art. 148. O sangue, para uso alimentar ou fim industrial, será recolhido
recolhido em recipientes apropriados, separadamente.

Parágrafo único. Verificada a condenação do animal, cujo sangue tiver


sido recolhido e misturado ao de outros, será inutilizado todo o
conteúdo do respectivo recipiente.

Art. 149. As carnes consideradas boas para o consumo alimentar serão


recolhidas ao depósito de carne verde, até o momento de seu transporte
transporte para os açougues.

Art. 150. Depois da matança do gado e da inspeção necessária, serão as


vísceras, consideradas boas para fins alimentares, lavadas em lugar
próprio e colocadas em vasilhas apropriadas para o transporte aos
açougues.

Art. 151. Os couros serão imediatamente retirados para os curtumes


próximos ou salgados e depositados em lugar para tal fim destinado.

Art. 152. É proibida, sob pena de apreensão e inutilização, a insuflação


de ar ou qualquer gás nas carnes dos animais abatidos.

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Art. 153. Se qualquer doença epizoótica for verificada nos animais
recolhidos nos pastos ou currais do matadouro, o encarregado
providenciará o imediato isolamento dos doentes e suspeitos para locais
apropriados.

Art. 154. O serviço de transporte de carnes do matadouro para os


açougues será feito em veículos apropriados, fechados e com
dispositivos para ventilação, observando-se na sua construção interna
todas as prescrições de higiene, de acordo com modelo aprovado pela
Prefeitura.

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CAPÍTULO III - DAS CASAS DE CARNES, PEIXES,
AVES E MARISCOS
Art. 155. Os estabelecimentos destinados à venda de carnes, peixes,
mariscos, aves, deverão observar as normas de higiene ditadas por este
Código, pelo Código Sanitário do Estado e leis específicas.

Art. 156. Compete aos proprietários dessas casas:

I – manter o estabelecimento em completo estado de asseio;


II – não contratar como empregado pessoas não portadoras de carteira
sanitária expedida por Centro de Saúde;
III – obrigar o uso, pelos cortadores e vendedores, de aventais e gorros.

Art. 157. Os estabelecimentos deverão dispor, obrigatoriamente, de


instalações frigoríficas.

Art. 158. Para a limpeza de peixes e aves deverão existir


obrigatoriamente locais apropriados, bem como recipientes para
recolhimento de detritos, não podendo estes serem jogados no chão ou
depositados sobre as mesas.

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TÍTULO IX - DOS CEMITÉRIOS
CAPÍTULO I - DISPOSIÇÕES GERAIS
Art. 159. Os cemitérios terão caráter secular e serão fiscalizados pela
Prefeitura Municipal de Belém que os administrará diretamente, ou
através de companhia sua ou particular, mediante concessão.

§ 1º. É facultado às pessoas jurídicas de direito privado, que se


organizarem para esse fim, explorar cemitérios particulares, mediante
concessão da Prefeitura e pagamento dos tributos e emolumentos
devidos, observadas as disposições constantes deste título, além de
outros requisitos regulamentares que forem estabelecidos pelo Poder
Executivo.

§ 2º. É assegurado às associações religiosas, que já os possuam,


administrar seus cemitérios particulares.

Art. 160. No recinto dos cemitérios, além das áreas de enterramento,


de ruas e avenidas, serão reservados espaços para construção de capela e
e salão mortuário.

Art. 161. Os cemitérios poderão ser extintos e sua área transformada


em praça ou parque, quando tenha chegado a tal grau de saturação que
se torne difícil a decomposição dos corpos, ou quando hajam se
tornado muito centrais.

Parágrafo único. Quando, do cemitério antigo para o novo, se tiver de


proceder à trasladação de restos mortais, os interessados terão direito
de obter, neste, espaço igual em superfície, ao antigo cemitério.

Art. 162. É permitido a todas as religiões praticar nos cemitérios os


seus ritos.

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CAPÍTULO II - DAS INUMAÇÕES
Art. 163. Nenhum enterro será permitido nos cemitérios sem a
apresentação de atestado de óbito devidamente firmado por autoridade
médica.

Art. 164. As inumações serão feitas em sepulturas separadas,


temporárias e perpétuas.

Art. 165. Nas sepulturas gratuitas, os enterramentos serão feitos pelo


prazo de cinco (05) anos para adultos e de três (03) anos para menores,
não se admitindo com relação a elas prorrogação de prazo.

Art. 166. As concessões de perpetuidade serão feitas para sepultura do


tipo destinado a adultos e crianças, em mausoléus simples ou
geminados e sob as seguintes condições, que constarão do título:

a) possibilidade de uso do mausoléu para sepultamento de cônjuge e de


parentes consanguíneos ou afins; outras pessoas só poderão ser
sepultadas mediante autorização do concessionário por escrito e
pagamento das taxas devidas;
b) obrigação de construir, dentro de três (03) meses, os baldrames
convenientemente revestidos e efetuar a cobertura da sepultura em
alvenaria no prazo máximo de um (01) ano;
c) caducidade da concessão no caso de não cumprimento do disposto
alínea b.

Art. 167. Nenhum concessionário de sepultura ou mausoléu poderá


negociar sua concessão, seja a que título for.

Art. 168. Havendo sucessão “causa mortis” através de partilha


devidamente homologada pelo juiz, o herdeiro deverá registrar o seu
direito na administração do cemitério.

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§1º. A Secretaria Municipal de Administração, a requerimento dos
interessados, efetuará a transferência provisória da concessão, com
validade de 5 (cinco) anos, renovável a cada final de período por
solicitação de sucessores do concessionário falecido.

§ 2º. A transferência provisória far-se-á mediante apresentação de


Alvará Judicial para esse fim expedido. 7.

Art. 169. É de cinco (05) anos para adulto e de três (03) anos para
menores, o prazo máximo a vigorar entre duas inumações em um
mesmo local.

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CAPÍTULO III - DAS CONSTRUÇÕES
Art. 170. As construções funerárias só poderão ser executadas nos
cemitérios depois de expedido alvará de licença mediante requerimento
requerimento do interessado, dirigido à Secretaria de Serviços Urbanos,
Urbanos, o qual acompanhará o respectivo projeto, em duas vias.

Parágrafo único. Após aprovação, uma das vias do projeto de


construção será devolvida ao interessado, devidamente visada pela
autoridade competente.

Art. 171. A Prefeitura deixará as obras de embelezamento e


melhoramento das concessões tanto quanto possível ao gosto dos
proprietários; porém, reservar-se-á o direito de rejeitar os projetos que
julgar prejudiciais à boa aparência do cemitério, à higiene e à segurança.
segurança.

Art. 172. Será permitida a construção de baldrames até a altura de


0,40m, para suporte de lápide.

Art. 173. O serviço de conservação e limpeza de jazigos só poderá ser


executado por pessoas registradas na administração do cemitério.

Art. 174. A Prefeitura exigirá, sempre que julgar necessário, que as


construções sejam executadas por construtores legalmente habilitados.

Art. 175. É proibida dentro do cemitério a preparação de pedras ou de


outros materiais destinados à construção de jazigos e mausoléus.

Art. 176. Restos de materiais provenientes de obras conservação e


limpeza de túmulos devem ser removidos imediatamente pelos
responsáveis.

Art. 177. Do dia 25 de outubro a 1º de novembro não se permitem


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Art. 177. Do dia 25 de outubro a 1º de novembro não se permitem
trabalhos nos cemitérios, a fim de ser executada, pela administração, a
limpeza geral.

Art. 178. A Prefeitura fiscalizará a execução dos projetos aprovados das


construções funerárias.

Art. 179. O ladrilhamento do solo em torno dos jazigos é permitido,


desde que atinja a totalidade da largura das ruas de separação e sejam
pelos interessados obedecidas as instruções da administração do
cemitério.

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CAPÍTULO IV - DA ADMINISTRAÇÃO DOS
CEMITÉRIOS
Art. 180. Á administração dos cemitérios competirá os poderes de
polícia, fiscalização dos assentamentos e registros e controle da
organização interna das necrópoles.

Art. 181. O registro dos enterramentos far-se-á em livro próprio e em


ordem numérica, contendo o nome do falecido, idade, sexo, estado
civil, filiação, naturalidade, “causa mortis”, data e lugar do óbito e
outros esclarecimentos que forem necessários.

Art. 182. Os cemitérios serão convenientemente fechados e neles a


entrada e permanência só serão permitidas no horário previamente
fixado pela administração.

Art. 183. Excetuados os casos de investigação policial devidamente


autorizados por mandado judicial e de transferência dos despojos,
nenhuma sepultura poderá ser reaberta, mesmo a pedido dos
interessados, antes de decorrido os prazos para inumações previstos
neste Código.

Art. 184. Para qualquer inumação em sepulturas perpétuas deverá ser


apresentado à administração o respectivo título de concessão.

Art. 185. Decorridos os prazos para inumações, as sepulturas poderão


ser abertas para novos enterramentos, retirando-se as cruzes e os outros
emblemas colocados sobre as mesmas.

§ 1º. Para esse fim, a administração fará publicar editais de aviso aos
interessados de que, no prazo de trinta (30) dias, serão as cruzes e
emblemas retirados e a ossada depositada no ossuário geral.

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§ 2º. As grades, cruzes, emblemas, lápides e outros objetos retirados
das sepulturas serão postos, por espaço de sessenta (60) dias,
à disposição dos interessados, que poderão reclamá-los, findo o qual
passarão a pertencer à Prefeitura.

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TÍTULO X - DO TRANSPORTE COLETIVO
Art. 186. A Prefeitura pode explorar o serviço público de transporte
coletivo do Município, através de companhia a ser por si criada, ou
mediante o regime de concessão ou permissão nos termos da
Constituição Federal.

Art. 187. O serviço de transporte coletivo será prestado através de


veículos automotores, obedecendo ao Plano Diretor de Tráfego que for
estabelecido pela municipalidade.

Art. 188. Incumbe à Prefeitura quando ao serviço de transporte


urbano:

I – baixa decreto regulamentando o serviço público de transporte


coletivo do município;
II – promover os meios para a prestação adequada do serviço;
III – fiscalizar a execução do serviço, a aplicação das tarifas e o
pagamento do preço público;
IV – recomendar os processos mais econômicos e eficazes para a
prestação do serviço;
V – fiscalizar as condições de higiene e segurança dos veículos.

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TÍTULO XI - DAS INFRAÇÕES E PENALIDADES
CAPÍTULO I - DAS INFRAÇÕES
Art. 189. Constitui infração toda ação ou omissão contrária às
disposições deste Código, de outras leis, decretos e atos normativos,
baixados pela administração no exercício de seu poder de polícia.

Art. 190. Será considerado infrator todo aquele que cometer, iniciar,
constranger ou auxiliar alguém na prática de infração à legislação de
postura do município.

Art. 191. A responsabilidade por infração à norma de poder de polícia


independe da intenção do agente ou responsável e da natureza e
extensão dos efeitos do ato.

Art. 192. A responsabilidade será:

I – pessoal do infrator;
II – de empresa, quando a infração for praticada por pessoa na condição
de seu mandatário, preposto, ou empregado.
III – dos pais, tutores, curadores, quanto às pessoas de seus filhos
menores, tutelados e curatelados, respectivamente.

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CAPÍTULO II - DAS PENALIDADES
SEÇÃO I - DAS DISPOSIÇÕES GERAIS
Art. 193. São penalidades aplicáveis pelo Município, no exercício do
poder de polícia, isolada ou coletivamente, pela mesma infração:

I – multa;
II – apreensão;
III – perda de bens e mercadorias;
IV – suspensão de licença;
V – cassação de matrícula;
VI – demolição.

Parágrafo único. As penalidades previstas neste capítulo serão aplicadas


pela autoridade competente, através de processo fiscal.

Art. 194. A penalidade não onera o infrator da obrigação de fazer ou


desfazer, nem o isenta da obrigação de reparar o dano resultante da
infração, na forma prevista no Código Civil.

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SEÇÃO II - DA MULTA
Art. 195. A multa será aplicada em processo fiscal, iniciado pelo auto
de infração.

Art. 196. Aplicação da multa não excluirá a administração da


competência de impor outras penalidades a que o infrator estiver
sujeito.

Art. 197. Aplicada a multa, não fica o infrator exonerado do


cumprimento da obrigação que a administração lhe houver
determinado.

Art. 198. Na reincidência, a multa será aplicada em dobro.

Parágrafo único. Reincidência é a repetição da prática de ilícito


administrativo, pela qual o agente já tenha sido punido em decisão
definitiva.

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SEÇÃO III - DA APREENSÃO E PERDA DE BENS E
MERCADORIAS
Art. 199. A apreensão de bens e mercadorias ocorrerá quando apurado
o exercício ilícito do comércio, transgressão às normas de higiene
pública ou como medida assecuratória do cumprimento da penalidade
pecuniária.

Art. 200. A apreensão deverá ser cumulada com auto de infração e só


ocorrerá em caso de reincidência, na forma do artigo 199.

Art. 201. Os bens ou mercadorias apreendidas serão recolhidos a


depósito da Prefeitura, até que sejam cumpridas pelo infrator, no prazo
estabelecido, as exigências legais ou regulamentares.

Parágrafo único. Os bens ou mercadorias apreendidos serão levados a


leilão com observância da legislação pertinente, no caso de não
cumprimento das exigências a que estiver obrigado o infrator.

Art. 202. A devolução de bens e mercadorias, quando couber, somente


será feita após o pagamento da multa de despesas com a apreensão.

Art. 203. O leilão será anunciado por edital, com prazo mínimo de
oito (08) dias para sua realização, publicando-se resumo – notícia no
órgão oficial e em jornal de grande circulação.

Art. 204. Encerrado o leilão, no mesmo dia será recolhido o sinal de


vinte por cento (20%) pelo arrematante, sendo-lhe fornecida guia para
o recolhimento da diferença sobre o total do preço da arrematação.

Art. 205. Quando o arrematante, no prazo de quarenta e oito (48)


horas, a partir do encerramento do leilão, não completar o preço
da arrematação, perderá o sinal pago e os bens e as mercadorias serão
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da arrematação, perderá o sinal pago e os bens e as mercadorias serão
novamente levados a leilão.

Art. 206. Além dos casos previstos neste Código, a perda de


mercadorias ocorrerá quando a apreensão recair sobre substâncias
entorpecentes, nocivas à saúde ou outras de venda ilegal.

Parágrafo único. Na hipótese deste artigo a autoridade administrativa


determinará a remessa da mercadoria apreendida ao órgão federal ou
estadual competente, com as necessárias indicações.

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SEÇÃO IV - DA SUSPENSÃO DE LICENÇA
Art. 207. A suspensão de licença consiste na interrupção, por prazo
não superior a um ano, da atividade constante do alvará, em
consequência do não cumprimento de norma prevista para seu regular
exercício, funcionamento ou, no caso de estabelecimento, quando o
interessado se opuser ao exame, verificação ou vistoria por agente da
fiscalização municipal.

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SEÇÃO V - DA CASSAÇÃO DE LICENÇA
Art. 208. A cassação de licença consistirá na paralisação da atividade
constante do alvará, nos casos seguintes:

I – não cumprimento, nos prazos estabelecidos, de exigências que


motivarem a suspensão da licença, embargo ou indenização;
II – quando ocorrer invalidação de licença na forma prevista neste
Código.

Art. 209. Cessados os motivos que determinarem a cassação da licença,


o interessado poderá restabelecer o exercício da atividade,
subordinando-se às exigências estabelecidas para outorga de nova
licença.

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SEÇÃO VI - DA CASSAÇÃO DA MATRÍCULA
Art. 210. A cassação da matrícula poderá ocorrer nos casos seguintes:

I – pela não revalidação da carteira de saúde;


II – quando o vendedor for acometido de moléstia infecto-contagiosa;
III – venda de mercadoria deteriorada, de procedência clandestina, ou
nociva à saúde;
IV – quando o feirante se deslocar de uma feira para outra sem a devida
autorização;
V – quando o feirante deixar de comparecer, sem justa causa, quatro
vezes consecutivas à feira para a qual foi matriculado;
VI – sonegação de mercadorias ou majoração de preços além dos limites
estabelecidos pelo órgão competente;
VII – fraude nos pesos, medidas ou balanças;
VIII – agressão física ou moral a terceiros, durante o exercício da
atividade de feirante;
X – admissão de empregado sem matrícula a que estiver obrigado na
Prefeitura;
XI – não pagamento de taxas municipais nos prazos estabelecidos.

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SEÇÃO VII - DA DEMOLIÇÃO
Art. 211. Além dos casos previstos no Código de Obras e Edificações,
poderá ocorrer a demolição total ou parcial de construção que ponha
em risco a segurança da população, ou quando se tratar de ruínas que
comprometam a estética ou o aspecto paisagístico da cidade.

§ 1º. A aplicação da penalidade prevista neste artigo será precedida de


vistoria técnica e interdição.

§ 2º. Se, por motivo de segurança, for necessária a demolição imediata


de qualquer construção, o órgão competente da Prefeitura procederá à
vistoria prévia e intimará o proprietário ou responsável para executar a
demolição em prazo pré-fixado.

§ 3º. Findo o prazo sem que o proprietário ou responsável efetuem a


demolição, a Prefeitura a executará, ficando os infratores responsáveis
pela indenização das despesas dela decorrentes, acrescidos de 30%
(trinta por cento) como preço da prestação de serviço.

§ 4º. As despesas referidas no parágrafo anterior não pagas no prazo de


trinta (30) dias, contados do término da demolição, serão inscritas em
dívida ativa.

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TÍTULO XII - DO PROCESSO
CAPÍTULO I - DAS MEDIDAS PRELIMINARES
Art. 212. Constituem medidas preliminares do processo, quando
necessárias à configuração da infração, o exame, a vistoria e a
diligência.

§ 1º. Concluídas as providências de que trata este artigo, será lavrado o


termo correspondente e apresentado relatório circunstanciado.

§ 2º. Quando da medida preliminar ficar apurada a existência da


infração, será lavrado o competente auto.

Art. 213. Sempre que se verificar a existência de ato ou fato com


possibilidade de pôr em risco a segurança, a saúde ou o bem-estar da
população, proceder-se-á à necessária vistoria.

Art. 214. A vistoria será realizada em dia e hora previamente


marcados, na presença de autoridade municipal e do responsável pelo
ato ou fato que a motivar.

Parágrafo único. Na hipótese de não comparecer o responsável far-se-á


a vistoria à sua revelia.

Art. 215. Quando da vistoria ficar apurada a prática de infração da qual


resulte risco à população, além da aplicação da penalidade a que o
responsável estiver sujeito, será assinado prazo para cumprimento da
obrigação de fazer ou não fazer, no sentido de eliminar o risco.

Parágrafo único. Findo o prazo de que trata este artigo, sem o


cumprimento das medidas indicadas pela vistoria, será aplicada ao
infrator a penalidade que couber.

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CAPÍTULO II - DAS MEDIDAS PREVENTIVAS
SEÇÃO I - DO EMBARGO
Art. 216. O embargo administrativo consiste no impedimento da
prática de ato contrário ao interesse público, ou que seja proibido por
lei ou regimento, baixado no exercício do poder de polícia.

Parágrafo único. O embargo não impede a aplicação de penalidade


estabelecida neste Código.

Art. 217. O embargo poderá ser determinado, além de outros, nos


casos seguintes:

I – quando o estabelecimento estiver funcionando:

a) com atividade diferente ou além daquela para a qual foi concedida a


licença;
b) sem o alvará de licença;
c) em local não autorizado.

II – como medida de segurança da população ou do próprio pessoal


empregado nos serviços do estabelecimento;
III – para preservação da higiene pública;
IV – para evitar a poluição do meio ambiente;
V – quando a obra de construção não obedecer às especificações do
projeto ou estiver sendo executada sem o competente alvará de licença
ou, ainda, para assegurar a estabilidade e resistência das obras em
execução, dos edifícios, dos terrenos ou dos equipamentos;
VI – para suspender a execução de qualquer ato ou fato contrário ou
prejudicial ao bem-estar da coletividade;
VII – quando se verificar falta de obediência a limites, restrições ou
condições determinadas nas licenças, para exploração de jazidas
minerais ou funcionamento de equipamento mecânico e de aparelhos de
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minerais ou funcionamento de equipamento mecânico e de aparelhos de
divertimentos;
VIII – quando se tratar de máquinas, motores e equipamentos
eletromecânicos funcionando sem o necessário alvará de licença
especial.

Art. 218. Lacrado o auto de embargo, em duas vias, a segunda será


entregue ao infrator para cumprimento das exigências nele contidas,
procedendo-se à intimação na forma do artigo 228.

Art. 219. O auto de embargo será lavrado pela autoridade


administrativa responsável pelos serviços de fiscalização do poder de
polícia.

Art. 220. Quando ocorrer desrespeito à ordem de embargo, para seu


cumprimento, será requisitada força policial.

Art. 221. A suspensão do embargo somente poderá ser autorizada


depois de removida a causa que a motivou.

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SEÇÃO II - DA INTERDIÇÃO
Art. 222. A interdição consiste na proibição do funcionamento de
máquinas, motores e equipamentos eletromecânicos em geral, do uso
ou ocupação de prédio ou local, e, ainda, da execução de obra, desde
que ponham em risco a segurança, a higiene e o bem estar da população
ou a estabilidade de edificações.

§ 1º. Além dos casos previstos neste artigo, a interdição ocorrerá


quando não forem cumpridas as exigências do auto de embargo.

§ 2º. A interdição será sempre precedente de vistoria.

§ 3º. A interdição não impede a aplicação de penalidade prevista neste


Código.

§ 4º. Até que cessem os motivos da interdição, o bem interditado ficará


sob a vigilância da fiscalização municipal.

Art. 223. Lavrado o auto de interdição proceder-se-á à intimação do


interessado obedecidas as disposições do art. 228.

Art. 224. O cumprimento das medidas estabelecidas para a suspensão


da interdição deverá ocorrer em prazo fixado pela administração.

Parágrafo único. Expirado o prazo e persistindo os motivos da


interdição, será lavrado o competente auto de infração, aplicando-se ao
infrator a penalidade que couber, sem prejuízo do auto de interdição.

Art. 225. Quando a interdição recair em obra de construção civil ou


prédio e ficar comprovada, através de vistoria, a sua irrecuperabilidade,
a Prefeitura determinará prazo para sua demolição na forma do disposto
disposto na Seção II, Capítulo II do Título XI.

Página 88 de LEI 7.055-77


Art. 226. O auto de interdição será lavrado pela autoridade
administrativa responsável pelos serviços de fiscalização do poder de
polícia.

Página 89 de LEI 7.055-77


CAPÍTULO III - DO INÍCIO DO PROCESSO
Art. 227. Verificada a violação de qualquer dispositivo da lei ou
regulamento do poder de polícia municipal, o processo terá início por:

I – auto de infração;
II – ato administrativo do qual resulte aplicação de penalidade prevista
na legislação do poder de polícia;

Art. 228. Iniciado o processo, intimar-se-á o infrator:

I – pessoalmente, mediante assinatura no auto ou instrumento fiscal;


II – através de carta registrada, com aviso de recepção ou entrega por
protocolo, nos casos de:

a) recusa do recebimento de cópia do auto ou instrumento fiscal;


b) ausência do infrator;

III – por edital, quando:

a) impossível a intimação na forma dos itens anteriores;


b) desconhecido ou incerto o endereço do infrator.

Parágrafo único. A intimação considera-se feita:

a) no caso do inciso I, da data da assinatura do auto ou instrumento


fiscal;
b) no caso do inciso II, da data de entrega do aviso de recepção ou da
do recebimento do auto ou instrumento fiscal, através de protocolo;
c) no caso do inciso III, da data de publicação no órgão oficial.

Página 90 de LEI 7.055-77


CAPÍTULO IV - DO AUTO DE INFRAÇÃO
Art. 229. O auto de infração é um dos instrumentos por meio do qual
se inicia o processo para apurar infração às normas de poder de polícia.

Art. 230. O auto conterá todos os elementos indispensáveis à


identificação do autuado e autuante, discriminação clara e precisa do
fato, indicação da infração.

Art. 231. Da lavratura do auto intimar-se-á o infrator, mediante


entrega de cópia do instrumento fiscal, observado o disposto no
capítulo anterior.

Art. 232. O infrator terá o prazo de dez (10) dias para defesa, que
deverá ser interposta através de petição entregue contra recibo, no
protocolo do órgão por onde corre o auto de infração, contando-se o
prazo da data de intimação.

Art. 233. Decorrido o prazo fixado no artigo anterior, sem que o


autuado tenha apresentado defesa, será considerado revel, lavrando-se
no processo o termo de revelia.

Art. 234. Apresentada a defesa, o autuante terá o prazo de dez (10)


dias, para instrução do processo.

§ 1º. O prazo fixado neste artigo poderá ser prorrogado, por igual
período, a critério do diretor do órgão.

§ 2º. No caso de impedimento legal do autuante ou não, apresentação


da instrução no prazo estabelecido no parágrafo anterior, o processo
será distribuído a outro funcionário que a formulará, contando-se novo
prazo.

Art. 235. A autoridade julgadora terá o prazo de dez (10) dias, a


Página 91 de LEI 7.055-77
Art. 235. A autoridade julgadora terá o prazo de dez (10) dias, a
do recebimento do processo, para exarar despacho decisório.

§ 1º. Não se considerando habilitada para decidir, a autoridade poderá,


dentro do prazo de quarenta e oito (48) horas do recebimento do
processo, convertê-lo em diligência ou submetê-lo a parecer jurídico ou
ou técnico, passando a contar, da data do retorno do processo, o prazo
estabelecido para decisão.

§ 2º. Para cumprimento da diligência ou emissão do parecer será fixado


prazo não superior a dez (10) dias, total ou parcial, do auto de

Art. 236. A decisão será proferida por escrito, com simplicidade e


clareza, concluindo pela procedência ou improcedência , total ou
parcial, do auto de infração.

Art. 237. Da decisão será notificado o interessado ou infrator, por


instrumento de comunicação contra recibo ou registro em livro
protocolo, ou mediante publicação no órgão oficial.

Art. 238. O prazo de pagamento da penalidade pecuniária é de dez


dias, a contar da ciência da decisão.

Art. 239. Serão julgados em primeira instância, como instância única,


os processos de que resultem aplicação de multa de valor inferior a uma
Unidade Fiscal do Município.

Parágrafo único. Quando a aplicação da multa, no limite deste artigo,


for cumulada com outra penalidade, caberá recurso para julgamento da
outra penalidade.

Art. 240. O desacato a funcionário no exercício das funções de agente


fiscal sujeita o autor à multa correspondente a dez (10) vezes o valor da
prevista para a infração cometida, sem prejuízo da ação criminal e
cassação da licença, quando couber.
Página 92 de LEI 7.055-77
cassação da licença, quando couber.

Parágrafo único. Para fins de instauração de processo penal, será


lavrado auto de desacato para encaminhamento à autoridade
competente.

Página 93 de LEI 7.055-77


CAPÍTULO V - DO ATO ADMINISTRATIVO
Art. 241. Os secretários do Município, em suas respectivas áreas,
poderão iniciar o processo através de ato administrativo.

Art. 242. Iniciado o processo, é assegurado ao infrator o direito de


defesa, que deverá ser exercitado no prazo de dez (10) dias, a contar da
data da notificação ou publicação do ato administrativo.

Parágrafo único. O instrumento de defesa será entregue no protocolo


do órgão onde for iniciado o processo fiscal.

Art. 243. O processo originário de ato administrativo terá o mesmo


rito processual do iniciado por auto de infração.

Página 94 de LEI 7.055-77


CAPÍTULO VI - DO RECURSO VOLUNTÁRIO
Art. 244. Da decisão de primeira instância cabe recurso voluntário,
com efeito suspensivo, dentro do prazo de dez (10) dias, contado da
data da ciência da decisão, á autoridade imediatamente superior.

§ 1º. No caso de aplicação de penalidade pecuniária de valor inferior a


uma Unidade Fiscal do Município não será admitido recurso.

§ 2º. O recurso será interposto perante a autoridade prolatora da


decisão, que o encaminhará ao seu superior hierárquico, devidamente
instruído.

§ 3º. É vedado reunir em uma só petição recursos referentes a mais de


uma decisão, salvo quando proferias em um mesmo processo fiscal,

Art. 245. Julgado improcedente o recurso, será intimado o recorrente


para, no prazo de dez (10) dias, a contar do recebimento da intimação,
dar cumprimento à decisão.

Página 95 de LEI 7.055-77


CAPÍTULO VII - DO RECURSO DE OFÍCIO
Art. 246. A autoridade de primeira instância recorrerá, de ofício, com
efeito suspensivo, sempre que julgar improcedente o auto de infração,
cuja penalidade seja de valor superior a uma Unidade Fiscal do
Município.

§ 1º. O recurso de ofício será interposto mediante simples declaração


no próprio despacho decisório.

§ 2º. A decisão sujeita a recurso de ofício não se torna definitiva na


instância administrativa, enquanto não for julgado o recurso interposto.

Página 96 de LEI 7.055-77


CAPÍTULO VIII - DOS EFEITOS DA DECISÃO
Art. 247. Considerada definitiva, a decisão produz os efeitos seguintes:

I – em processo originário de auto de infração, obriga o infrator ao


pagamento da penalidade pecuniária, dentro do prazo de dez
(10) dias;
II – em processo do qual resulte a aplicação de outra penalidade, ainda
que cumulativa, esta será cumprida no prazo estabelecido pela
autoridade julgadora.

§ 1º. No caso do não pagamento da penalidade pecuniária, o processo


será encaminhado para inscrição do débito em dívida ativa.

§ 2º. No caso de não cumprimento de penalidade prevista no item II o


processo será encaminhado à Procuradoria do Município para adoção
das medidas cabíveis.

Art. 248. Quando o processo for encaminhado para inscrição de débito


em dívida ativa, aplicar-se-ão, no que couber, as formalidades previstas
no Código Tributário e de Rendas do Município.

Página 97 de LEI 7.055-77


CAPÍTULO IX - DAS AUTORIDADES PROCESSUAIS
Art. 249. Em primeira instância, é competente para decidir o processo
relativo à aplicação de penalidade pecuniária proveniente de auto de
infração o diretor do Departamento a que estiver subordinado o órgão
responsável pela expedição da providência fiscal.

Art. 250. Quando o processo se referir à aplicação de penalidade que


não seja pecuniária, a competência para decidir em primeira instância é
a seguinte:

I – secretário do Município, nos casos de suspensão e cassação de


licença ou de matrícula de demolição:
II – diretor do Departamento, nos casos de apreensão ou perda de bens
e mercadorias.

Art. 251. Em segunda instância, é competente para julgar o processo o


secretário do Município a que estiver subordinado o diretor de
Departamento que decidiu o processo em primeira instância, ou o
Prefeito, nos casos em que a decisão de primeira instância for proferida
pelo secretário do Município.

Página 98 de LEI 7.055-77


TÍTULO XIII - DO FUNCIONAMENTO DAS
FARMÁCIAS
Art. 252. Os alvarás para funcionamento de farmácias só serão
liberados, após o estabelecimento comprovar o cumprimento das
exigências da Secretaria de Estado de Saúde.

§ 1º. Nos dias úteis, as farmácias abrirão, obrigatoriamente, para


comercializar, das 07:30 às 20:00 horas, salvo algum dispositivo de lei
que contrarie essa obrigatoriedade.

§ 2º. Aos domingos, feriados nacionais ou locais e dias santos, ficarão


guarda, das 07:30 às 18:00 horas, os estabelecimentos farmacêuticos
que, voluntariamente, quiserem abrir suas portas, mediante o
pagamento de um taxa anual no valor de 02 UFM, desde que não
estejam de plantão.

§ 3º. O plantão das farmácias, cuja escala será organizada pela


Prefeitura, obedecerá invariavelmente ao horário das 07:30 às 07:30 do
dia seguinte (diurna e noturnamente), nos domingos, feriados
nacionais, locais e dias santos e das 21:00 às 07:30 do dia seguinte, nos
dias úteis.

§ 4º. O referido plantão será dado no menor grupo possível, no máximo


máximo dez (10), que se revezarão pela ordem, a critério da Prefeitura
e de acordo com o interesse público.

§ 5º. (VETADO).

§ 6º. Os proprietários de farmácias são obrigados a conservar nas portas


dos estabelecimentos uma placa em que se leia estar a mesma de
plantão, assim como, ter em lugar visível uma relação de todas as
farmácias do grupo de plantão, com os respectivos endereços, para
orientação dos interessados.
Página 99 de LEI 7.055-77
orientação dos interessados.

§ 7º. Fica expressamente proibido o estabelecimento farmacêutico que


não estiver de plantão abrir suas portas para comercializar depois das
21:00 horas, até 07:30 do dia seguinte.

§ 8º. A falta de cumprimento das determinações constantes dos


parágrafos deste artigo, importará multa ao proprietário do
estabelecimento, de 02 (duas) a 04 (quatro) Unidades Fiscais do
Município, em vigência, elevada ao dobro nas reincidências.

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TÍTULO XIV - DAS DISPOSIÇÕES GERAIS
Art. 253. As infrações às disposições deste Código serão punidas com
aplicação de multa, variável de acordo com a natureza, gravidade, risco
e intensidade do ato, sem prejuízo de outras penalidades a que o
infrator estiver sujeito.

Parágrafo único. Em caso de reincidência, a multa prevista para o ato


será sempre aplicada em dobro e em progressão geométrica.

Art. 254. Sendo necessário regulamentar alguma norma deste Código,


o Prefeito Municipal o fará através de decreto.

Art. 255. Fica aprovada a Tabela Base anexa, que passa a constituir
parte integrante deste Código.

Art. 256. A presente Lei entrará em vigor a partir de 1º de janeiro de


1978, revogadas as disposições em contrário.

Página 101 de LEI 7.055-77


TABELA BASE PARA APLICAÇÃO DE MULTAS

01. DA LICENÇA DE LOCALIZAÇÃO E FUNCIONAMENTO DO COMÉRCIO


E INDÚSTRIA - 25 U.F.M.
02. DA LICENÇA PARA EXPLORAÇÃO DE ATIVIDADE EM
PÚBLICO - 10 U.F.M.
03. DA LICENÇA ESPECIA - 50 U.F.M.
04. DA PROTEÇÃO ESTÉTICA, PAISAGÍSTICA E HISTÓRICA DA
CIDADE - 50 U.F.M.
05. DA HIGIENE DOS LOGRADOUROS E VIAS PÚBLICAS - 80 U.F.M.
06. DA HIGIENE DOS ESTABELECIMENTOS EM GERAL - 80 U.F.M.
07. DA HIGIENE DAS UNIDADES IMOBILIÁRIAS - 10 U.F.M.
08. DA HIGIENE DOS ALIMENTOS - 80 U.F.M.
09. DA POLUIÇÃO DO AR - 150 U.F.M.
10. DA POLUIÇÃO SONORA - 100 U.F.M.
11. DA POLUIÇÃO DAS ÁGUAS - 150 U.F.M.
12. DOS DIVERTIMENTOS PÚBLICOS – 20 U.F.M.

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TABELA BASE PARA APLICAÇÃO DE MULTAS. 9.
EVENTO
EXERCÍCIO
COEFICIENTE UFM UFIR JAN A
DEZ/2000
IPCA-E

JAN/2001
IPCA-E JAN/2002
6,8 1,0641 1,0503 1,0649
Licença de localização e funcionamento do comércio e indústria 25 170 180,9 190 202,33
Licença para exploração de atividade em logradouro público 10 68 72,36 76 80,93
Licença especial 50 340 361,79 379,99 404,65
Proteção estética, paisagística e histórica da cidade 50 340 361,79 379,99 404,65
Higiene dos logradouros e vias públicas 80 544 578,87 607,99 647,45
Higiene dos estabelecimentos em geral 80 544 578,87 607,99 647,45
Higiene das unidades imobiliárias 10 68 72,36 76 80,93
Higiene dos alimentos 80 544 578,87 607,99 647,45
Poluição do ar 150 1020 1.085,38 1.139,98 1.213,96
Poluição sonora 100 680 723,59 759,98 809,31
Poluição das águas 150 1020 1.085,38 1.139,98 1.213,96
Dos divertimentos públicos 20 136 144,72 152 161,86
* Os resultados das operações estão em Real.

Página 103 de LEI 7.055-77


CITAÇÕES
[1] Parágrafo único do art. 2º transformado em § 1º e § 2º acrescido
pela Lei nº 8.248, de 31/08/03, DOM nº 10.011, de 25/08/03.

[2] Vide Lei nº 7.737, de 16/11/1994 (DOM nº 7.905, de


05/12/1994).

[3] Lei nº 7.400, de 25/01/1988, DOM nº 6242, de 25/01/1988,


revogada, a parte territorial, pela Lei Complementar nº
02/99(LCCU).

[4] Regulamentado pelo Decreto nº 24.329, de 20/05/1992.

[5] Inciso II e letra “a”, do art. 30, com nova redação dada pela Lei nº
7.275, de 20/12/1984.

[6] Regulamentado pelo Decreto nº 14.371,09/01/78. Publicado no


DOM nº 3.741, de 12/01/78.

[7] Art. 168, com parágrafos 1º e 2º, acrescentados pela Lei nº 7.763,
de 13/07/95.

[8] Regulamentado pela Portaria 110/92, GABS/SECON,


19/05/1992, DOM nº 7278, de 21/05/1992.

[9] Novos valores estabelecidos pela Lei nº 7.561, de 30/12/1991,


publicada no DOM nº 7.184, de 31/12/1991.

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LEI 7.709, DE 18 DE MAIO DE 1994

CAPÍTULO I – DO PATRIMÔNIO HISTÓRICO,


ARTÍSTICO, AMBIENTAL E CULTURAL
CAPÍTULO II – DA COMPETÊNCIA
CAPÍTULO III – DO TOMBAMENTO
SEÇÃO ÚNICA – DOS EFEITOS DO
TOMBAMENTO
CAPÍTULO IV – DAS INTERVENÇÕES NO
CENTRO HISTÓRICO E NA ÁREA DE ENTORNO
CAPÍTULO V – INCENTIVOS A PRESERVAÇÃO
CAPÍTULO VI – PENALIDADES
CAPÍTULO VII – DAS DISPOSIÇÕES GERAIS

Página 105 de LEI 7.709-94


CAPÍTULO I - DO PATRIMÔNIO HISTÓRICO,
ARTÍSTICO, AMBIENTAL E CULTURAL DO
MUNICÍPIO DE BELÉM

Art. 1° Constituem o Patrimônio Histórico, Artístico, Ambiental e


Cultural do Município de Belém os bens de natureza material e
imaterial, tomados individualmente ou em conjunto, relacionados à
identidade, à memória, à ação dos grupos formadores da sociedade
belenense, dentre os quais se incluem:

I - as formas de expressão;
II - os modos de criar, fazer e viver;
III - as criações científicas, artísticas e tecnológicas;
IV - as obras, objetos, documentos, edificações e demais espaços
destinados às manifestações Artísticos-culturais;
V - os conjuntos urbanos e sítios de valor Histórico, arquitetônico,
paisagístico, Artístico, arqueológico, paleontológico, ecológico e
científico, inerentes às reminiscências da formação de nossa história
cultural, dotados pela natureza ou agenciados pela indústria humana.

Página 106 de LEI 7.709-94


CAPÍTULO II - DA COMPETÊNCIA

Art. 2° O Poder Público Municipal promoverá, garantirá e incentivará


a preservação, conservação, proteção, tombamento, fiscalização,
execução de obras ou serviços visando a valorização do Patrimônio
Cultural do Município de Belém.

§ 1°. Compete ao Poder Público Municipal promover a


conscientização pública para a conservação do Patrimônio Cultural.

§ 2°. Compete à Fundação Cultural do Município de Belém a


implementação da política de proteção e valorização do Patrimônio
Histórico Cultural e, no que couber, o disposto nesta Lei.

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CAPÍTULO III - DO TOMBAMENTO
Art. 3° O Município, na forma desta Lei, procederá o tombamento
total ou parcial de bens imóveis, móveis e integrados de propriedade
pública ou particular existentes em seu território, que pelo seu valor
histórico, artístico, ambiental ou cultural, ficam sob a especial
do poder Público municipal.
Parágrafo único. O tombamento deverá recair de ofício sobre bens já
tombados pelos poderes Públicos federal e estadual.
Art. 4° O processo de tombamento será iniciado a pedido de qualquer
interessado, proprietário ou não do bem respectivo, por membro do
Conselho de Patrimônio Cultural, por iniciativa do Legislativo
Municipal, por grupo de pessoas, incluindo-se associações e quaisquer
outras organizações interessadas na preservação e proteção da memória
cultural, ou ainda, por iniciativa do Executivo Municipal.

Art. 5° O tombamento de coisa pertencente à pessoa natural ou pessoa


jurídica, de direito Público ou privado, se fará voluntária ou
compulsoriamente.

Art. 6° O tombamento do bem será voluntário quando decorrer de


proposta do proprietário e o bem se revestir dos requisitos necessários
para constituir parte integrante do patrimônio histórico, artístico,
ambiental e cultural do Município de Belém.
Parágrafo único. Sendo o proponente o proprietário do bem, o pedido
será instruído com documento hábil de comprovação de domínio.

Art. 7° Proceder-se-á o tombamento compulsório sempre que a


iniciativa for do Poder Público Municipal, de qualquer interessado,
com exceção do disposto no art. 6° desta Lei.

Art. 8° A proposta de tombamento, quando apresenta pelo


proprietário ou outro qualquer interessado, pessoa física ou jurídica,
deverá ser encaminhada à Fundação Cultural do Município de Belém
Página 108 de LEI 7.709-94
deverá ser encaminhada à Fundação Cultural do Município de Belém
que instruirá o processo, encaminhando-o para o Conselho de
Patrimônio Cultural, no prazo de 30 (trinta) dias.

§ 1°. Caberá ao Conselho do Patrimônio Cultural Municipal emitir


parecer e deliberar sobre os pedido de tombamento de bens imóveis e
integrados, de reconhecido valor histórico, artístico, ambiental, e
cultural no prazo de 30 (trinta) dias, e encaminhar ao Chefe do Poder
Executivo Municipal para sua homologação.

§ 2°. A instrução a que se refere este artigo deverá conter dados de


localização e descrição do bem, justificativa do tombamento, podendo,
quando for o caso ser anexados documentos, fotos, desenhos e
referências, além dos valores do que se pretenda tombar.

§ 3°. O pedido de tombamento será notificado por escrito ao


proprietário do bem cultural objeto daquele instituto jurídico. No caso
de recusa em dar ciência a notificação, ou quando não se localizar o
proprietário, a notificação será publicada imediatamente no Diário
Oficial do Município.

Art. 9°. Em caso de urgência ou de interesse Público relevante, o


Chefe do Executivo Municipal poderá decretar o tombamento
definitivo.

Art. 10. Com a abertura do processo de tombamento o bem em exame


terá o mesmo regime de preservação de bem tombado, até a decisão
final do Conselho Municipal de Patrimônio.

Art. 11. O tombamento será notificado por escrito ao proprietário do


bem cultural objeto daquele instituto jurídico e sairá automaticamente
no Diário Oficial do Município, em um jornal de grande
circulação no Município, e será inscrito no respectivo Livro de Tombo.

Art. 12. O proprietário ou titular do domínio útil do bem poderá


Página 109 de LEI 7.709-94
Art. 12. O proprietário ou titular do domínio útil do bem poderá
solicitar a impugnação do tombamento dentro do prazo de 30 (trinta)
dias contados da data da notificação, ou de sua ciência.

Art. 13. Caberá ao Conselho de Patrimônio Cultural apreciar


solicitação de impugnação e emitir parecer final, no prazo de 30
(trinta) dias.

Art. 14. O tombamento de bens de domínio do Município independe


de notificação.

Art. 15. A Fundação Cultural do Município de Belém possuirá 04


(quatro) Livros de Tombo ou de Registros de Bens Culturais, nos quais
serão inscritos os bens a que se refere o disposto no art. 1° desta Lei, a
saber:

1 - Livro de Tombo de Bens Naturais - incluem-se paisagens, espaços


ecológicos, recursos hídricos, monumentos e sítios, reservas naturais,
parques e reservas municipais;
2 - Livro de Tombo de bens Arqueológicos e Antropológicos;
3 - Livro de Tombo de bens Imóveis de valor Histórico, arquitetônico e
e urbanístico, quer urbanos e rurais e paisagístico, como:
obras; edifícios, conjuntos e sítios urbanos ou rurais;
4 - Livro de Tombo de bens móveis e integrados de valor Histórico,
Artístico, folclórico, iconográfico, toponímico, etnográfico, incluindo-
se acervos de bibliotecas, arquivos, museus, coleções, objetos e
documentos de propriedade pública e privada.

Art. 16. A Fundação Cultural do Município de Belém providenciará


automática e obrigatoriamente, a quando do tombamento de bem
imóvel, o assentamento do mesmo no Registro de Imóveis, e, no caso
de bem móvel, o assentamento será realizado no Registro de Títulos e
Documentos.

Art. 17. Não são passíveis de tombamento os bens pertencentes às


Página 110 de LEI 7.709-94
Art. 17. Não são passíveis de tombamento os bens pertencentes às
representações diplomáticas ou consulares e as que integram
exposições, certames ou eventos.

Art. 18. O ato de tombamento deverá ser anulado ou revogado pelo


Chefe do Executivo Municipal nos casos em que manifestar ilegalidade
ou por exigência indeclinável do interesse Público, desde que ouvido o
Conselho do Patrimônio Cultural.

Parágrafo único. O destombamento será averbado no Livro de Tombo


respectivo, conforme artigo 15.

Art. 19. Tudo bem tombado a nível municipal será classificado em


cinco categorias denominadas em: Preservação Arquitetônica
Integral, Preservação Arquitetônica Parcial, Imóveis de Reconstituição
Arquitetônica, de Acompanhamento e de Renovação.

Parágrafo único. A classificação de categorias de que trata este artigo


será efetuada pela Fundação Cultural do Município de Belém

Parágrafo único. A classificação de categorias de que trata este artigo


será efetuada pela Fundação Cultural do Município de Belém e definirá
o tipo de intervenção e de incentivos a preservação, conforme o artigo
34 e 37 desta Lei.

Art. 20. Os projetos de lei que tratam do tombamento de bens


culturais elaborados e aprovados pelo Poder Legislativo Municipal,
deverão ser encaminhados ao Chefe do Executivo para sanção.
Parágrafo único. A sanção ou veto do Prefeito se dará após consulta ao
Conselho de Patrimônio Cultural.

Página 111 de LEI 7.709-94


SEÇÃO ÚNICA - DOS EFEITOS DO TOMBAMENTO

Art. 21. O Poder Público Municipal tomará as medidas administrativas


e judiciais cabíveis à proteção de bens sujeitos à sua tutela.

Art. 22. O bem tombado não poderá ser destruído, demolido,


mutilado, desmontado ou abandonado, ressalvado o disposto no artigo
18 desta Lei.

Parágrafo único. Caberá à Fundação Cultural do Município de Belém,


em conjunto com a Secretaria Municipal de Urbanismo, analisar e
aprovar projetos e serviços de reparação, pintura ou restauração ou
qualquer obra de intervenção nos bens imóveis tombados e de sua área
de entorno de que trata este artigo. No caso de bens móveis e
integrados, esse procedimento ficar a cargo da Fundação Cultural do
Município de Belém.

Art. 23. Periodicamente, a Fundação Cultural do Município de Belém,


em conjunto com a Secretaria Municipal de Urbanismo, fará vistoria
dos bens imóveis tombados, indicando e acompanhando os serviços ou
obras que deverão ser executados. Somente a Fundação Cultural do
Município de Belém se ocupar dos bens móveis e integrados tombados,
indicando e acompanhando os serviços ou obras que deverão ser
executados.

Parágrafo único. Os proprietários ou responsáveis dos bens tombados e


dos localizados nas respectivas áreas de entorno, não poderão criar
impedimentos, obstáculos à inspeção, sob pena de multa, elevada ao
dobro em caso de reincidência.

Art. 24. A fixação de painéis e letreiros sobre imóveis tombados e nas


respectivas áreas de entorno no Município de Belém, deverá ter prévia
aprovação conjunta da Secretaria Municipal de Urbanismo e da
Fundação Cultural do Município de Belém.
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Fundação Cultural do Município de Belém.

Art. 25. Em face da alienação onerosa de bens tombados pertencentes a


pessoas naturais ou jurídicas de direito privado, o Município terá direito
direito de preferência, devendo manifestá-lo no prazo de 30 (trinta) dias
dias a partir da comunicação por escrito do proprietário.

Parágrafo único. O proprietário deverá comunicar por escrito ao titular


da Fundação Cultural do Município de Belém a alienação do bem
tombado no prazo de 30 (trinta) dias.

Art. 26. Na transferência de propriedade dos bens imóveis, móveis e


integrados tombados deverão vendedor e comprador, comunicar à
Fundação Cultural do Município de Belém e fazer constar a
transferência, no respectivo cartório de registro, ainda que se trata de
transmissão judicial ou causa mortis.

Art. 27. No caso de deslocamento de bens móveis e integrados


tombados, deverá o proprietário obter prévia autorização do Conselho
de Patrimônio Cultural, comprovando condições de segurança, guarda
e seguro desses bens.

Parágrafo único. O pedido de autorização deverá ser encaminhado à


Fundação Cultural do Município de Belém que repassar ao Conselho de
Patrimônio Cultural Municipal para deliberação.

Art. 28. O bem móvel tombado não poderá sair do Município se não
por tempo determinado, sem transferência de domínio, para fins de
intercâmbio cultural ou restauração, a juízo do Conselho de Patrimônio
Cultural.

Art. 29. Diante da tentativa de exportação de bens culturais tombados


ou protegidos por lei, com exceção dos casos previstos pelo artigo 27
desta Lei, serão estes apreendidos, provisoriamente, pelo órgão estadual
estadual competente, por determinação do Conselho do Patrimônio
Página 113 de LEI 7.709-94
estadual competente, por determinação do Conselho do Patrimônio
Cultural que tomar as medidas necessárias para a guarda e conservação
dos mesmos.

Art. 30. No caso de extravio ou furto de qualquer objeto tombado, o


respectivo proprietário deverá dar conhecimento à Fundação Cultural
do Município de Belém, no prazo de 24 horas, após a ocorrência do
fato.

Art. 31. Os imóveis tombados terão área de entorno, ambiência ou


vizinhança, para proteção da unidade Arquitetônica e paisagística, na
qual não será permitida a execução de construção, obra de serviço que
interfira na estabilidade, ambiência e/ou visibilidade dos referidos bens.

Art. 32. O entorno do bem tombado será delimitado em processo


instruído pela Fundação Cultural do Município de Belém, no prazo de
60 (sessenta) dias, após a data da homologação do tombamento,
encaminhado ao Conselho do Patrimônio Cultural para deliberação. A
decisão do Conselho do Patrimônio Cultural será enviada ao Chefe do
Poder Executivo Municipal para deliberação. A decisão do Conselho do
Patrimônio Cultural será enviada ao Chefe do Poder Executivo
Municipal para homologação.

§ 1°. O prazo de que trata este artigo poderá , em casos excepcionais,


será prorrogado uma única vez por igual período, a critério do Conselho
Conselho de Patrimônio Cultural.

§ 2°. A instrução do processo de delimitação da área do entorno


deverá, após ouvida a Secretaria Municipal de Urbanismo, conter
propostas de critérios de intervenção que visem a preservação e índices
urbanísticos a serem adotados para novas edificações ali situadas.

§ 3°. Enquanto a Fundação Cultural do Município de Belém não


delimitado a área de entorno do bem tombado, esta será delimitada
pelas quadras circunvizinhas imediatas do bem em questão.
Página 114 de LEI 7.709-94
pelas quadras circunvizinhas imediatas do bem em questão.

§ 4°. O entorno do bem tombado pelo Município a homologação desta,


obedecerá ao disposto no artigo 32 desta Lei.

Art. 33. Na área de entorno do bem tombado, as formas especificas de


tutela dispostas nesta Lei prevalecerão sobre a Legislação Municipal

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CAPÍTULO IV - DAS INTERVENÇÕES NO CENTRO
HISTÓRICO E NA ÁREA DE ENTORNO
Art.. 34. As intervenções em imóveis situados no Centro Histórico de
Belém e na área de entorno serão classificados segundo as categorias
constantes no artigo 19, tais como:

I - Preservação Arquitetônica integral: intervenção destinada à


preservação das características Arquitetônicas, artísticas e decorativas
internas e externas do imóvel em questão;
II - Preservação Arquitetônica parcial: intervenção destinada à
conservação das características Arquitetônicas, artísticas e decorativas
externas do imóvel em questão;
III - Reconstituição Arquitetônica: intervenção destinada à recuperação
das características Arquitetônicas, artísticas e decorativas que
anteriormente compunham a fachada e cobertura na época da
construção do imóvel em questão.
IV - Acompanhamento: intervenção destinada à conservação da fachada
externa e da cobertura do imóvel que embora não tenha características
Arquitetônicas de interesse à preservação não interfere
substancialmente na paisagem devendo manter-se a harmonia
volumétrica.
V - Renovações: intervenção destinada à construção de nova edificação
e ou substituição de uma edificação que não tem interesse à
preservação.

§ 1°. Sobre os imóveis do que trata o artigo 34, inciso I, II e III somente
somente serão admitidas intervenções de preservação Arquitetônica
integral e parcial e de Reconstituição Arquitetônica, ressalvando os
seguintes casos:

I - em que apresentarem riscos à segurança pública, devidamente


comprovados por laudo técnico realizado pela Fundação Cultural do
Município de Belém e pela Secretaria Municipal de Urbanismo. Dever
Página 116 de LEI 7.709-94
Município de Belém e pela Secretaria Municipal de Urbanismo. Dever
ser providenciada imediatamente solução técnica a fim de manter as
características originais do mesmo;
II - de desabamento ou demolição. O proprietário ser obrigado a uma
Reconstituição Arquitetônica de acordo com critérios definidos pela
Fundação Cultural do Município de Belém.

§ 2°. As intervenções de renovação obedecerão aos índices urbanísticos


constantes do Anexo III e IV.

Art. 35. Não serão admitidas modificações no Centro Histórico


ao parcelamento do solo urbano, inclusive remembramento e
desmembramento de lote.

Página 117 de LEI 7.709-94


CAPÍTULO V - INCENTIVOS A PRESERVAÇÃO
Art. 36. O Município incentivará as intervenções classificadas como de
preservação Arquitetônica integral, preservação Arquitetônica parcial,
imóveis de Reconstituição Arquitetônica e os de acompanhamento,
através da concessão de isenção de taxa para licenciamento da obra.

Art. 37. Os imóveis classificados no inciso I, II, III e IV do artigo 34


desta Lei, bem como os imóveis tombados pelo Município situados fora
dos limites do Centro Histórico de Belém e de suas áreas de entorno,
terão isenção do pagamento do Imposto sobre a Propriedade Predial e
Territorial Urbano (IPTU), desde que mantidos em bom estado de
conservação, obedecendo os índices abaixo discriminados:

- 100% para os bens tombados e íntegros Arquitetonicamente (bens


imóveis classificados na categoria de preservação Arquitetônica
integral);
- 75% para bens imóveis parcialmente modificados (bens imóveis
classificados na categoria de preservação Arquitetônica parcial e os de
Reconstituição Arquitetônica);
- 10% para os classificados como de acompanhamento.

Art. 38. A isenção do pagamento de IPTU de que trata o artigo 36


desta Lei, será concedida anualmente, mediante solicitação do
proprietário ou seu representante legal, podendo ser renovado ou não.
Parágrafo único. A renovação da isenção do pagamento de IPTU de que
trata este artigo, será concedida mediante vistoria técnica realizada pela
Fundação Cultural do Município de Belém, comprovando a boa
conservação do imóvel.

Página 118 de LEI 7.709-94


CAPÍTULO VI – PENALIDADES
Art. 39. Constitui infração, para efeito desta Lei, qualquer ação ou
omissão que importe na inobservância dos seus preceitos, bem como
aos do regulamento e demais normas dela decorrentes.

Art. 40. As penalidades pelas infrações previstas nesta Lei não excluem
a tomada de outras medidas e a aplicação de outras sanções pelas
autoridades municipais competentes, inclusive pela via judicial, com
respaldo na Legislação Federal.

Parágrafo único. O Conselho de Patrimônio Cultural comunicar ao


Ministério Público Estadual as infrações cometidas, para as
providências civis e penas cabíveis.

Art. 41. Sem prejuízo das demais cominações estabelecidas em normas


federais, estaduais e municipais, os infratores sujeitar-se-ão as seguintes
sanções (Regulamentado pelo Dec. 36.767, de 26/05/00 (DOM
9248, de 31/05/00):

I - multa;
II - embargo;
III - revogação da autorização;
IV - cassação da licença;
V - demolição de obra ou remoção de atividade incompatível com as
normas pertinentes;
VI - interdição e suspensão das atividades incompatíveis com as normas
pertinentes;
VII - obrigação de reparar e indenizar os danos que houver causado
independentemente da existência de culpa ou dolo.
VIII - perda ou restrição de incentivos e benefícios fiscais concedidos
pelo poder Público.

Parágrafo Único. A multa de que trata o inciso I deste artigo


Página 119 de LEI 7.709-94
Parágrafo Único. A multa de que trata o inciso I deste artigo
corresponder a, no mínimo, 30% (trinta por cento) e no máximo
100% (cem por cento) do valor venal do respectivo bem tombado.

Art. 42. As multas serão impostas mediante auto de infração pela


autoridade competente, devendo conter:

I - nome do infrator e seu domicílio;


II - local e dia da lavratura;
III - menção do fato que constitui a infração e do dispositivo legal
violado;
IV - notificação ao infrator para pagar a multa devida ou apresentar
defesa nos prazos previstos.

Parágrafo Único. A assinatura do autuado não constitui formalidade


essencial à validade do auto, não implica em confissão, nem a recusa
agravar a pena.

Art. 43. O prazo para apresentação de defesa contra imposição de


multa ‚ de 30 (trinta) dias, contados da intimação.

Art. 44. A intimação ser feita pelo órgão competente e comprovada


com a assinatura do intimado ou de preposto seu ou, no caso de
com declaração escrita de quem fizer a intimação.

§ 1°. A autoridade competente poderá optar pela intimação por via


postal ou telegráfica, com aviso de recepção.
§ 2°. A intimação será sempre feita por via postal ou telegráfica, toda
vez que houver recusa do intimado em receber a intimação.

Art. 45. A intimação deverá ser feita por edital quando a pessoa a ser
intimada ou seu preposto não for encontrada, considerando-se feita a
intimação 20 (vinte) dias após a data de publicação do edital, uma
vez, no órgão oficial e um dos jornais de maior circulação no
Município.
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Município.

Página 121 de LEI 7.709-94


CAPÍTULO VII - DAS DISPOSIÇÕES GERAIS
Art. 46. O Centro Histórico de Belém com seus limites definidos pela
Lei de Desenvolvimento Urbano (Lei 7.401, de 29.01.1988), constitui
conjunto arquitetônico e paisagístico tombado pela Lei Orgânica do
Município de Belém (Anexo I).

Art. 47. Fica criada a área de entorno do Centro Histórico de Belém


conforme constante no Anexo II e delimitado no Plano Diretor do
Município de Belém (Artigo 47 com NR dada pela Lei nº 8.655, de
31/07/2008 (DOM nº 11.189, 2º caderno, de 31/07/2008).
Art. 47. Fica criada a área de entorno do Centro Histórico de Belém
conforme constante no Anexo II e delimitado no Plano Diretor do
Município de Belém (Lei n° 7.603 de 13/01/1993). (REDAÇÃO
ORIGINAL).

Art. 48. O Conselho do Patrimônio Cultural apreciará os critérios e


procedimentos complementares necessários à regulamentação
do Centro Histórico de Belém e de seu entorno, formulados pela
FUMBEL - Fundação Cultural do Município de Belém.

Art. 49. Passam a vigorar para o Centro Histórico de Belém e para o


seu entorno a definição da delimitação de uso constantes do Anexo V.

Art. 50. Os gabaritos máximos admitidos para as edificações situadas


no Centro Histórico de Belém e na área de entorno do Centro
Histórico de Belém, estão definidos no Anexo VI e Via.

§ 1°. A altura máxima ser medida a partir do nível médio do meio-fio.


§ 2°. Serão admitidos volumes necessários como caixa d' água e casa de
máquinas, com alturas superiores às alturas definidas nesta Lei, desde
que estejam afastadas no mínimo 3,0m (três metros) em relação às
fachadas principais dos imóveis voltados para os logradouros Públicos.

Página 122 de LEI 7.709-94


Art. 51. Ficam tombados os imóveis constantes do Anexo VII, bens
imóveis de inestimável valor Histórico e ambiental.

Art. 52. As mangueiras e samaumeiras (Mangifera ¡ndice e Ceiba


Sumahuma respectivamente) existentes nos logradouros Públicos do
Município de Belém, integram o Patrimônio Histórico e ambiental da
cidade.

Parágrafo único. Caberá à Fundação Cultural do Município de Belém,


determinar os casos em que, no interesse do Patrimônio Histórico ou
ambiental, haver proteção especial a certos exemplares garantindo a sua
sua manutenção ou o replantio de mesma espécie.

Art. 53. As orlas marítimas e ribeirinhas existentes no Município e nos


Distritos de Belém e todos os elementos que neles se encontram ficam
sob a guarda e proteção do poder municipal, de acordo com o que
estabelece o artigo 180 (cento e oitenta) da Constituição Federal.

Parágrafo único. Todas as orlas marítimas e ribeirinhas sejam de


propriedade pública ou privada não podem ser demolidas, destruídas,
mutiladas, modificadas ou restauradas sem prévia autorização da
Fundação Cultural do Município de Belém.

Art. 54. Fica criado o Fundo Municipal de Preservação, destinado à


conservação do Patrimônio Cultural do Município de Belém.

Parágrafo único. O Fundo Municipal de Preservação será constituído


pelo produto de multas resultantes da aplicação desta Lei, bem como
por dotação orçamentaria, doações e contribuições de entes Públicos
ou particulares.

Art. 55. O Poder Executivo regulamentar esta Lei, bem como os


procedimentos necessários à implementação do Fundo Municipal de
Preservação no prazo de 120 (cento e vinte) dias, contados da
Página 123 de LEI 7.709-94
Preservação no prazo de 120 (cento e vinte) dias, contados da
publicação desta Lei.

Art. 56. Revogam-se as disposições em contrário, e em especial a Lei


7.498, de 18 de outubro de 1990.

Art. 57. Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

Página 124 de LEI 7.709-94


LEI 7.862, DE 30 DEZEMBRO DE 1997

TÍTULO I – DA CARACTERIZAÇÃO DO COMÉRCIO


INFORMAL EM LOGRADOURO PÚBLICO.
CAPÍTULO I – DA CONCEITUAÇÃO
TÍTULO II – DA LICENÇA PARA O COMÉRCIO INFORMAL
EM LOGRADOURO PÚBLICO
CAPÍTULO I – DO REQUERIMENTO
CAPÍTULO II – DA PERMISSÃO
CAPÍTULO III – DA TRANSFERÊNCIA DO TERMO DE
PERMISSÃO
TÍTULO IV – DOS MODELOS E RESPECTIVAS FINALIDADES
CAPÍTULO II – DO COMÉRCIO EXERCIDO EM CARROS
DE LANCHES FIXOS E ITINERANTES
CAPÍTULO III – DA DISTRIBUIÇÃO, LOCALIZAÇÃO E
FUNCIONAMENTO
TÍTULO V – DAS RESPONSABILIDADES DO PERMISSIONÁRIO
CAPÍTULO VI – DAS PROIBIÇÕES
TÍTULO VII – DAS PENALIDADES
CAPÍTULO I – DOS TIPOS DE PENALIDADES
CAPÍTULO II – DA MULTA
CAPÍTULO III – DA APREENSÃO DE EQUIPAMENTOS E
MERCADORIAS
CAPÍTULO IV – DA SUSPENSÃO DA ATIVIDADE
CAPÍTULO V – DA REVOGAÇÃO DA PERMISSÃO
Página 125 de LEI 7.862-97
CAPÍTULO V – DA REVOGAÇÃO DA PERMISSÃO
TÍTULO VIII – DA TRIBUTAÇÃO
TÍTULO IX – DAS DISPOSIÇÕES GERAIS E TRANSITÓRIAS

Página 126 de LEI 7.862-97


TÍTULO I - DA CARACTERIZAÇÃO DO COMÉRCIO
INFORMAL EM LOGRADOURO PÚBLICO
CAPÍTULO I - DA CONCEITUAÇÃO
Art. 1º Considera - se comércio informal em logradouro público toda
atividade comercial ou prestação de serviços realizados diretamente ao
consumidor, de caráter permanente ou eventual, exercida do maneira
fixa, itinerante ou estacionária, em vias ou logradouros públicos.
Parágrafo único. Fica a Secretaria de Economia autorizada a fazer
levantamento sócio-econômico junto aos permissionários.

Art. 2º Para efeito do disposto nesta Lei, são consideradas atividades de


comércio informal em logradouros públicos e prestação de serviços
ambulantes, as que se referem ao seguinte:
I - cigarros e guloseimas em geral;
II - confecções em geral;
III - bijuterias , miudezas, brinquedos;
IV - discos e fitas cassetes usados;
V – sucatas de aparelhos domésticos (VETADO)
VI - lanches rápidos ;
VII - jornais e revistas;
VIII - livros usados e material escolar;
IX - sorvetes, picolés, pipocas, sucos, água mineral, refrigerante e
raspa;
X - calçados, bolsas, cintos e similares;
XI- produtos regionais e sazonais;
XII - ervas medicinais e temperos secos;
XIII – batata frita e churrasco (VETADO);
XIV - frutas em geral;
XV - milho verde;
XVI - flores e velas;
XVII - fichas telefônicas;
XVIII- carnês de sorteio e loteria;
Página 127 de LEI 7.862-97
XVIII- carnês de sorteio e loteria;
XIX - lustrações e consertos de calçados;
XX - conserto de relógios e afins;
XXI - confecções de chaves;
XXII - artigos de correspondência
XXIII - serviços fotográficos;
XXIV - comidas típicas regionais;
XXV - demais atividades congêneres ou assemelhadas, devidamente
registradas na SECON.

Art. 3º Equiparam-se, para os efeitos desta Lei, os expositores e os


vendedores de trabalhos artísticos, educativos, e culturais, artesãos,
inclusive os das feiras do artesanato e feiras especiais.

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TÍTULO II - DA LICENÇA PARA O COMÉRCIO INFORMAL
INFORMAL EM LOGRADOURO PÚBLICO

Art. 4º A Secretaria Municipal de Economia - SECON será responsável


pelo planejamento, coordenação, controle e fiscalização das atividades
de comércio informal em logradouro público.

Página 129 de LEI 7.862-97


CAPÍTULO I - DO REQUERIMENTO
Art. 5º A pessoa interessada em exercer atividades do comércio
informal em logradouro público devo requerer correspondente Termo
de Permissão, junto à SECON, mediante preenchimento de formulário
próprio e fornecimento dos seguintes documentos.
I - fotocópia da Cédula de Identidade;
II - fotocópia do CIC/CPF;
III - fotocópia da Carteira do Manipulador de Alimentos ou Carteira de
Saúde;
IV - croqui do local a ser ocupado durante o exercício da atividade;
V - comprovante de pagamento da taxa de expediente;
VI - modelo e medidas do equipamento o ser utilizado;
VII - duas fotografias de tamanho 3x4;
VIII - comprovante de endereço residencial;
IX - prova de ter sido o equipamento ou unidade vistoriado pelo órgão
sanitário competente do Município, em nome do requerente, quando se
se tratar de comércio de gêneros alimentícios.
X - declaração, com firma reconhecida, de que não possui renda mensal
regular, decorrentes de vínculo empregatício com pessoa jurídica
pública ou privada, ou exerce atividades econômicas geradores do ronda
ronda regular.
§ 1º. Os atuais permissionários deverão, para efeito de regulamentação
da sua situação, obedecer as exigências contidas no caput deste artigo.
§ 2º. O permissionário tem direito a um auxiliar, que será o seu
substituto, em situações eventuais, cuja identificação deverá ser
informada à SECON, desde o momento em que for admitido.

Art. 6º Deferido o pedido, o interessado terá prazo de trinta dias para


recebimento do Termo de Permissão, junto à SECON, mediante
comprovação de pagamento do preço público correspondente às
características do equipamento, local de instalação e tipo de comércio
ou serviços, objeto da permissão.

Art. 7º Em caso de indeferimento do pedido referido no artigo anterior,


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Art. 7º Em caso de indeferimento do pedido referido no artigo anterior,
anterior, o interessado poderá encaminhar pedido de reconsideração da
SECON no prazo de 05 (cinco) dias úteis a contar da data em que
oficialmente tornar conhecimento da referida decisão.

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CAPÍTULO II - DA PERMISSÃO
Art. 8º O exercício da atividade de comércio informal em logradouro
público dependerá de Termo de Permissão a título precário unilateral,
oneroso e “intuito personae” a ser outorgado por ato do Secretário
Municipal de Economia.
Parágrafo único. A outorga do Termo de Permissão não gera privilégio
de qualquer natureza, nem assegura ao permissionário qualquer forma
de exclusividade ou direito de retenção sobre a área de instalação do
equipamento.

Art. 9º O Termo de Permissão terá validade de um ano a contar da data


data de sua expedição, podendo ser renovado por iguais e sucessivos
períodos, a critério da Administração Pública Municipal mediante
requerimento do interessado, que deverá ser entregue no protocolo da
SECON, no penúltimo mês de validade do Termo expirante.
§ 1º. A renovação prevista neste artigo poderá ser outorgada se o
permissionário estiver em débito, decorrente das disposições destra Lei.
Lei.
§ 2º A SECON terá o prazo máximo de sessenta dias para resolver sobre
sobre a renovação do Termo de Permissão, sob pena de se considerar
automaticamente renovado.
§ 3º O Município constituirá, no prazo máximo de sessenta dias da
promulgação desta Lei, uma Comissão Paritária entre o Poder Público
e a Sociedade Civil, representativa dos diversos segmentos, com direito
a acompanhar todos os processos pertinentes à atividade do comércio
informal em logradouro público.

Art. 10. Não haverá renovação quando o permissionário infringir


dispositivos específicos desta Lei, ou por interesse público
superveniente.
Parágrafo único. Em qualquer das hipóteses mencionadas no caput
deste artigo, o permissionário não tem direito a qualquer tipo de
indenização por parte da Administração Municipal.

Página 132 de LEI 7.862-97


Art. 11. A Secretaria Municipal de Economia - SECON outorgará
apenas um Termo de Permissão por interessado com requerimento
deferido.

Art. 12. Por ocasião da outorga da licença para exercer atividades de


comércio informal em logradouro público e desde que os equipamentos
equipamentos usados sejam fornecidos pelo Município, o
permissionário firmará um Termo de
Responsabilidade, comprometendo - se a mantê-los em perfeitas
condições de uso, desde seu recebimento até a sua devolução, sob pena
de indenização por dano a bem público.

Art. 13. A Secretaria Municipal de Economia - SECON outorgará, no


máximo, dois Termos de Permissão por unidade familiar, que resida
sob o mesmo teto, salvo, se for comprovado que o interessado passou a
integrar ou constituir novo grupo familiar (VETADO).

Parágrafo único. O disposto neste artigo não se aplica aos


permissionários em relação aos casos comprovadamente existentes até a
a data de publicação desta Lei, cuja validade se esgota na renovação do
Termo de Permissão (VETADO).

Página 133 de LEI 7.862-97


CAPÍTULO III - DA TRANSFERÊNCIA DO TERMO DE PERMISSÃO
PERMISSÃO
Art. 14. A transferência da titularidade do termo de permissão requer a
expressa solicitação do permissionário e somente terá eficácia mediante
autorização da Secretaria Municipal de Economia. (VETADO)

§ lº. O direito de transferência de que trata o “caput” deste artigo


poderá ser concedido excepcionalmente ao permissionário por
incapacitação física adquirida ou em razão de caso fortuito ou força
maior, antes de decorrido o período de 2 (dois) anos. (VETADO)

§ 2°. A transferência da permissão prevista neste artigo não poderá ser


outorgada se o permissionário estiver em débito decorrente das
disposições desta Lei. (VETADO)

§ 3°. Poderá ocorrer transferência do Termo de Permissão por sucessão


sucessão causa mortis, conforme legislação pertinente em vigor, desde
que solicitada à Secretaria Municipal de Economia no prazo de 90
(noventa) dias, pena de revogação automática do referido Termo
(VETADO)

Art. 15. O Preço público a ser pago pelos permissionários em


cumprimento às disposições contidas neste Título, será calculado
levando em conta o tipo de equipamento a ser utilizado e sua
localização, na forma especificada na legislação vigente.

Art. 16. O valor do preço público de que trata o artigo anterior terá
como referencia a UFIR e será pago anualmente à Secretaria Municipal
de Finanças ou através do Documento de Arrecadação Municipal -
DAM, emitido pela Secretaria Municipal de Economia.

Página 134 de LEI 7.862-97


TÍTULO IV - DOS MODELOS E RESPECTIVAS FINALIDADES
FINALIDADES
Art. 17. Nas atividades de comércio informal em logradouro público
serão utilizados apenas equipamentos de modelos padronizados pela
SECON, com especificações adequadas aos tipos de comércio ou
serviço, conforme discriminação a seguir:
I- banca de jornais e revistas;
a) mercadorias principais: jornais, revistas, pôsteres, folhetos, cartões -
postais, guias turísticos, figurinhas, adesivos, almanaques, opúsculos de
lei e decretos e outros periódicos;
b) mercadorias secundárias: cigarros, fichas te1efônicas, selos,
envelopes, canetas, lápis, filmes fotográficos, pilhas elétricas, isqueiros,
fósforos.
II - banca estacionária: doces e bombons, cigarros, ferragens, produtos
regionais, consertos de relógios, confecção de chaves e afins;
III- caixotes: serviços de conserto e lustração de calçados;
IV - carrinho: picolés, raspa - raspa, pipoca, água de coco verde, sorvete
sorvete e milho verde cozido;
V - carro-lanche: lanches rápidos (bolos, refrigerantes, sucos, salgados e
doces);
VI- carro de cachorro-quente: lanches rápidos (sanduíches);
VII- tabuleiros itinerantes: miudezas em geral, café, cigarro e água;
VIII - carro de comidas típicas: comidas típicas;
IX - trailler e similares: lanches rápidos;
X - barraca desmontável: confecções em geral, bijuterias, miudezas,
variedades, brinquedos, artesanatos, calçados, bolsas, cintos, e
similares, frutas em geral;
XI - bancada desmontável: flores e velas;
XII – carro para venda de batata frita e churros (VETADO)
XIII – carro de hot – dog;
XIV – bancada removível: para exposição e venda de calçados;
XV – equipamento de serviços fotográficos.

Parágrafo único. Os equipamentos especificados no caput deste artigo


terão suas especificações técnicas definidas pela SECON.
Página 135 de LEI 7.862-97
terão suas especificações técnicas definidas pela SECON.

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CAPÍTULO II - DO COMÉRCIO EXERCIDO EM CARROS DE
DE LANCHES FIXOS E ITINERANTES
Art. 18. O estabelecimento de carros fixos para comercialização de
lanches será permitida apenas em área particular e em conjuntos
habitacionais.

Art. 19. Nos carros de lanches poderá ser permitida a colocação de


toldo, sendo que o balanço do mesmo não poderá ser superior a dois
metros e meio, contados a partir do corpo do carro.
§ 1º. Nas laterais dos carros de lanches, em área limitada pelo
comprimento do carro e largura de dois metros e meio, contados de
suas laterais, poderá ser permitida a colocação de cadeiras, mediante
requerimento dos interessados (VETADO).
§ 2 °. Será permitida a veiculação de mensagens publicitárias nos carros
de lanches e módulos , independente da mesma anunciar marcas de
produtos, à venda ou não, no veículo mediante autorização da
§ 3°. Necessitando de reparos gerais, os trailers poderão ser retirados
do estacionamento, retornando em até noventa dias, sob pena de
cancelamento da autorização.

Art. 20. Considera-se comércio itinerante aquele que fica em constante


circulação, como:
I- carros de sorvetes e picolés;
II - carros de “hot-dog”,
III - carros de pipoca;
IV - outros assemelhados.

Parágrafo único. No caso de eventos públicos será permitido, por no


máximo duas horas, estacionamento destes equipamentos em vias o
logradouros públicos, desde que não seja prejudicada a circulação de
pedestres.

Página 137 de LEI 7.862-97


CAPÍTULO III - DA DISTRIBUIÇÃO, LOCALIZAÇÃO E
FUNCIONAMENTO
Art. 21. No processo de distribuição e localização de equipamentos
destinados ao exercício da atividade de comércio informal de
logradouro público, a SECON observará diretrizes os critérios que
segurem perfeitas condições de tráfego dos veículos automotores e da
circulação e segurança dos pedestres, assim como de conservação e
preservação paisagística dos logradouros públicos e das áreas que
compõem o patrimônio artístico-histórico-cultural da cidade.

Art. 22. Ressalvados os casos já existentes de permissionários


licenciados e levantados pela SECON até 30 de janeiro de 1997, ficam
vetadas atividades de comércio informal em logradouros públicos nos
seguintes locais: (VETADO)
I – Rua João Alfredo;
II – Rua Santo Antônio;
III – Avenida Presidente Vargas;
IV – Avenida Portugal;
V – Avenida Boulevard Castilho França;
VI – Avenida Brás de Aguiar;
VII – Avenida Nazaré;
VIII – em frente às portas de edifícios, repartições públicas, quartéis,
hospitais, templos e outros inconvenientes ao exercício das atividades
de comércio informal em logradouro público;
IX – em uma distância inferior a 5 (cinco) metros das esquinas e dos
abrigos de passageiros de transporte coletivo, em calçadas iguais ou
inferiores a 2 (dois) metros de largura.

Art. 23. Nas ruas e avenidas, o número de bancas destinadas à venda


jornais e revistas será determinado de forma a assegurar espaço à
circulação de pedestre, sendo que a distância mínima entre elas será:
I - de cinquenta metros, em áreas com elevada concentração comercial;
II - de cento e cinquenta metros em áreas com baixa concentração
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II - de cento e cinquenta metros em áreas com baixa concentração
comercial.

Parágrafo único. O disposto neste artigo não se aplica às bancas de


jornais e revistas já existentes na data de publicação desta Lei
(VETADO).

Art. 24. A mudança de localização das atividades de comércio informal


em logradouros público ou a substituição do modelo de equipamento
somente poderão ocorrer mediante prévia autorização da Secretaria
Municipal de Economia.

Art. 25. O equipamento utilizado na atividade de comércio exercido


de forma estacionária ou itinerante não poderá pernoitar no local de
sua instalação, sendo obrigatório seu recolhimento diário.

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TÍTULO V - DAS RESPONSABILIDADES DO PERMISSIONÁRIO
PERMISSIONÁRIO
Art. 26. Toda e qualquer serviço ou atividade inerente ao exercício do
comércio informal em logradouro público será praticado em nome do
permissionário e por sua conta e risco, sem prejuízo da observância da
legislação vigente.

Art. 27. São deveres do permissionário:


I - providenciar a aquisição ou fabricação do equipamento objeto da
atividade, nos modelos o especificações definidos de conformidade com
os tipos produtos ou serviços a serem comercializados;
II - manter o equipamento em funcionamento diário, permanecendo na
direção do mesmo por um período mínimo de seis horas, excetuando-se
se os casos de motivo de força maior devidamente justificado perante a
fiscalização da SECON;
III - manter o equipamento em perfeito estado de conservação e higiene,
higiene, providenciando, por sua conta e risco, os consertos que se
fizerem necessários;
IV - fixar seu equipamento ou usar em lugar visível ou correspondente
Termo de Permissão, crachá de identificação do permissionário e do
substituto eventual, e o comprovante de pagamento das taxas
de licença, todos fornecidos pelo órgão competente, devidamente
atualizados;
V - usar de urbanidade o respeito para com os companheiros de
trabalho e usuários;
VI - utilizar recipiente apropriado para lixo e detritos;
VII - conservar a padronização do equipamento e pintá-lo sempre que
necessário ou intimado para tal;
VIII - comparecer à SECON sempre que solicitado;
IX - solicitar prévia autorização à SECON, sempre que necessitar
suspender o exercício da atividade por período superior a trinta dias
úteis;
X - utilizar pinças de manuseio de alimentos para os que não possuam
invólucro próprio;
XI - manter os produtos alimentícios em perfeitas condições de higiene,
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XI - manter os produtos alimentícios em perfeitas condições de higiene,
higiene, devidamente protegidos de insetos e impurezas;
XII - empregar instrumentos de pesos o medidas adotados pela
legislação vigente, quando o seu comércio deles necessitar;
XIII - no comércio de produtos alimentícios, utilizar apenas copos o
talheres descartáveis;
XIV - portar carteira de manipulador de alimentos, quando
comercializar produtos alimentícios;
XV - indicar à SECON o seu substituto eventual;
XVI - usar sapatos, vestimenta e gorro limpos e bem asseados;
XVII - manter à disposição dos órgãos de fiscalização nas notas fiscais
comprobatórias da origem das mercadorias, quando couber, sob pena
do serem apreendidas as de origem obscura.

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CAPITULO VI - DAS PROIBIÇÕES
Art. 28. É vedado ao permissionário:
I - modificar a localização do equipamento, sem a prévia autorização da
SECON;
II - fazer uso de muros, passeios, árvores, postes, banco, caixotes,
tábuas, encerados ou toldos, com o propósito de ampliar os limites do
equipamento e que venham a alterar sua padronização;
III - apregoar suas atividades através de quaisquer meios de divulgação
sonora;
IV - efetuar escavações nas vias e logradouros públicos;
V - expor mercadorias ou volumes além do limite ou capacidade do
equipamento;
VI - utilizar equipamento sem a devida permissão ou modificar as
condições de uso determinado para tal;
VII - distribuir, trocar ou expor mercadorias que não se enquadrem no
objeto principal do seu comércio, na forma prevista nesta Lei;
VIII - perturbar a ordem pública;
IX - passar a direção do negócio a substituto não cadastrado junto à
SECON;
X - impedir ou dificultar o livre trânsito de veículos e pedestres nas vias
ou logradouros públicos;
XI - jogar lixo ou detritos, provenientes de seu comércio, ou de outra
origem nas vias o logradouros públicos;
XII - expor e vender produtos sem condições de consumo;
XIII - deixar a direção do seu negócio por tempo superior a duas horas
diárias, excetuando-se os casos de força maior, devidamente
comprovados pela fiscalização da SECON;
XIV - instalar seu equipamento fora do horário estabelecido pela
SECON;
XV - comercializar carnes, peixes, mariscos, bebidas alcóolicas, armas e
e munições de qualquer espécie, explosivos corrosivos ou produtos de
fácil combustão, pássaros e outros animais, vedada também e
exploração de seus instintos e habilidades sob qualquer forma;
XVI - instalar barracas fixas e similares em desacordo com essa Lei.

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TÍTULO VII - DAS PENALIDADES
CAPÍTULO I - DOS TIPOS DE PENALIDADES

Art. 29. Nos casos de autuação por infração a dispositivos desta Lei,
serão aplicadas penalidades pecuniárias ou administrativas, isoladas ou
cumulativas, de acordo com a natureza e gravidade das respectivas
ocorrência.

Art. 30. As penalidades previstas nesta Lei serão aplicadas de acordo


com as disposições dos artigos 193 e 194 da Lei Nº 7.055, de
30.12.1977, que aprovou o Código Posturas do Município de Belém,
compreendendo:

I - multa;

II – suspensão da atividade

III - apreensão de equipamentos e mercadorias;

IV - revogação do Termo de Permissão.

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CAPÍTULO II - DA MULTA
Art. 31. A multa será aplicada sempre que o permissionário infringir
qualquer dos dispositivos relacionados nos artigos 27 e 28 desta Lei.

Art. 32. Os valores correspondentes às multas que vierem a serem


aplicadas pela SECON serão calculados com base na UFIR e deverão
ser pagos à Secretaria Municipal de Finanças - SEFIN, após a decisão do
órgão competente.

§1º. O autuado terá prazo de dez dias, a contar da data do


recebimento, ou comunicação, do auto de infração, para apresentar a
defesa escrita junto a SECON.

§2º. Da decisão do Diretor da SECON caberá recurso ao Secretário


Municipal de Economia.

Art. 33. Decorrido o prazo definido no § 1º do artigo anterior, sem


que o autuado tenha apresentado sua defesa, poderá apresentar recurso
ao Secretário Municipal de Economia, nas condições previstas no
Código de Posturas do Município do Belém.

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CAPÍTULO III - DA APREENSÃO DE EQUIPAMENTOS E
DE MERCADORIAS
Art. 34. A apreensão de equipamentos e mercadorias pela SECON
deverá ser feita mediante o respectivo auto de apreensão e ocorrerá nos
seguintes casos:
I - comercialização de qualquer produto ou serviço nos locais vedados
nos artigos 22 e 23 desta Lei;
II - exercício ilícito do comércio e transgressão às normas de higiene
pública.
§ 1º. Os produtos perecíveis apreendidos na conformidade dos incisos I
e II serão imediatamente entregues a instituições filantrópicas mediante
Termo de Recebimento.
§ 2º. As mercadorias não perecíveis o os equipamentos serão recolhidos
ao depósito até que sejam compridas, pelo infrator, as exigências legais
regulamentares, tendo a SECON que proceder a sua devolução, no
prazo de três dias úteis.
§ 3º. Quando a apreensão recair sobro produtos tóxicos e nocivos à
saúde, ou cuja venda for ilegal, a perda da mercadoria será definitiva,
devendo ser remetida aos órgãos estaduais ou federais competentes,
com as indicações necessárias.
§ 4º. Quando não houver reclamação pelo permissionário dos bons
apreendidos, até o prazo de trinta dias, os mesmos serão levados a
leilão ou doados na forma da Lei.

Art. 35. Do auto de apreensão constarão, obrigatoriamente:


I - nome completo, endereço e identidade do infrator;
II - especificação do equipamento ou mercadoria e estado em que se
encontram
III - data e local da apreensão;
IV - prazo da retirada do equipamento ou mercadorias apreendidas;
V - indicação do artigo infringido;
VI - identificação do responsável pela lavratura do auto;
VII - a assinatura do infrator, e no caso da recusa, a de duas
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VII - a assinatura do infrator, e no caso da recusa, a de duas
testemunhas idôneas, nos termos da Lei Civil.
Parágrafo único. Obrigatoriamente e após identificação, no ato da
apreensão, o fiscal deverá fazer “in loco” a relação das mercadorias
apreendidas, que ao final deverá ser assinada pelo proprietário da
referida mercadoria e pelo fiscal responsável pela apreensão.

Art. 36. Após a execução do auto de apreensão de mercadorias não


perecíveis ou equipamentos, a devolução dos pertences do
permissionário somente poderá ocorrer mediante comprovação do
pagamento da multa correspondente e eventuais taxas.

Parágrafo único. Em caso de avarias ou perdas de equipamentos


ocorridos no depósito da SECON, ou enquanto estiver sob sua
responsabilidade, a Administração Pública responderá civilmente,
ficando o responsável pelo dano sujeito às penalidades previstas na
legislação pertinente.

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CAPÍTULO IV - DA SUSPENSÃO DA ATIVIDADE
Art. 37. A suspensão da atividade será aplicada pela SECON e
cumulativamente com outras penalidades, quando o permissionário
cometer uma das seguintes infrações:

I - reincidir, na mesma infração, no período de noventa dias;

II - mudar a localização original do equipamento, sem prévia


autorização da SECON;

III - usar equipamento em desacordo com o modelo o especificações


técnicas previstas pela SECON;

IV - descumprir as ordens emanadas das autoridades municipais


competentes;

V - apregoar suas atividades através de qualquer meio de divulgação


sonora;

VI - efetuar alterações físicas nas vias e logradouros públicos, sem a


devida autorização de órgão competente;

VII - expor ou vender produtos sem condição de consumo.

Art. 38. A suspensão prevista no artigo anterior será por prazo variável
entre um e cinco dias, a critério da SECON.

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CAPÍTULO V - DA REVOGAÇÃO DA PERMISSÃO
Art. 39. A revogação do Termo de Permissão ocorrerá por ato do
Secretário Municipal de Economia, nos seguintes casos:

I - reincidência em qualquer das infrações, previstas no art. 37 desta


Lei;

II - pela não renovação da Permissão;

III - quando houver transferência da Permissão sem autorização da


SECON;

IV - quando comprovada a situação do vínculo empregatício ou


funcional do permissionário com pessoa pública ou privada;

V - em virtude do interesse público.

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TÍTULO VIII - DA TRIBUTAÇÃO
Art. 40. As taxas devidas pelo uso de área pública, no exercício do
comércio ou atividades profissionais ambulantes, bem como as devidas
pelo uso de equipamento público, serão cobradas de acordo com a
Legislação Tributária Municipal

§ lº. No caso do início de atividades, a taxa anual deverá ser paga


antecipadamente, e quando se tratar de renovação o pagamento deverá
ser realizado no mesmo período destinado ao requerimento, conforme
artigo 10, caput, desta Lei.

§2º. Estão isentos da taxa:

I - os vendedores ambulantes que não possuam equipamentos de


exposição e/ou comercialização;

II - os deficientes físicos;

III - as pessoas com idade superior a sessenta anos que


comprovadamente não possuam condições físicas para exercício de
outra atividade econômica, desde que requerido;

IV - os egressos do Sistema Penitenciário, durante os dois primeiros


anos.

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TÍTULO IX - DAS DISPOSIÇÕES GERAIS E TRANSITÓRIAS
TRANSITÓRIAS
Art. 41. As bancas de jornais e revistas instaladas em áreas de domínio
privado, para serem classificadas como tal, ficarão sujeitas a todas as
determinações desta Lei.

Art. 42. A Secretaria Municipal de Economia - SECON não outorgará


Termo de Permissão para instalação de qualquer equipamento do
comércio ambulante em áreas integrantes de Parques Ecológicos o de
preservação paisagística.

Parágrafo único. Os permissionários cujos equipamentos encontram-se


instalados em desacordo com o disposto nesta Lei terão prazo de 90
(noventa) dias, a contar da data de publicação da mesma, para requerer
sua transferência sob pena de revogação do respectivo Termo de
Permissão.

Art. 43. No caso da Administração Pública adotar novo padrão de


equipamentos, deverá respeitar os já existentes, que não poderão ser
trocados até o limite de sua vida útil (VETADO).

Art. 44. A qualquer tempo, sempre que o interesse público exigir,


poderá a Prefeitura, mediante notificação prévia de 30 (trinta) dias,
transferir a localização do equipamento permitido para atividade de
comércio ambulante ou revogar a permissão outorgada.

Art. 45. A Secretaria Municipal de Economia manterá rigorosa


fiscalização com vistas ao atendimento das disposições da Lei nº 7.055,
de 30.12.77, que aprovou o Código de Posturas do Município do
Belém, bem como o estabelecido nesta Lei.

Art. 46. Aqueles permissionários que, na data da vigência da Lei


Orgânica, vinham ocupando, sem título hábil, áreas ou logradouros
públicos permitidos para comercialização de produtos pertinentes às
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públicos permitidos para comercialização de produtos pertinentes às
vias e logradouros públicos, deverão requerer sua regularização no
prazo máximo de sessenta dias, a contar da data de publicação desta
pena de remoção sumária.

Art. 47. Nos dias de festividades públicas e eventos, o exercício do


comércio informal em logradouro público, nas áreas circundantes ao
local de realização destes, poderá ser excepcionalmente autorizado pelo
Secretário Municipal de Economia.

Art. 48. A utilização das vias públicas no exercício do comércio


informal, para colocação de mesas e cadeiras, dependerá de prévia
autorização da Secretaria Municipal do Economia devendo o
interessado formular o seu pedido através de requerimento próprio, o
qual deve conter obrigatoriamente os seguintes dados:
I - quantidade de mesas e cadeiras a serem utilizados;
II - tipo e modelo das mesas e cadeiras a serem utilizadas;
III - metragem da calçada e definição da área a ser ocupada;
IV - horário pretendido para colocação e retirada das mesas e cadeiras.

Parágrafo único. A colocação de mesas e cadeiras deverá obedecer as


Leis ou Decretos que regulamentem esta questão.

Art. 49. Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação, revogadas
disposições em contrário.

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LEI 8.020, DE 30 DE JUNHO DE 2000 - SUMÁRIO
SUMÁRIO
Art. 1º Ficam as agências de todos os estabelecimentos de crédito
integrantes do Sistema Financeiro, no âmbito do Município de Belém,
obrigadas a atender os usuários que recorrem aos seus serviços no prazo
máximo de: (Artigo 1º com NR dada pela Lei nº 8.577, de
30/03/2007 (DOM nº 10.869, de 02/04/2007).
I – até 20 (vinte) minutos em dias normais;
II – até 30 (trinta) minutos em vésperas ou após feriados prolongados.

Art. 1º. Ficam as agências bancárias, no âmbito do Município de


Belém, obrigadas a atender os usuários que recorrerem aos seus serviços
serviços num prazo máximo de:
I - até vinte minutos em dias normais;
II - até trinta minutos em vésperas ou após feriados prolongados;
§ 1º. O tempo de atendimento referido nos incisos I e II, leva em
consideração o fornecimento habitual dos serviços essenciais à
manutenção do ritmo normal das atividades bancárias.
§ 2º. Excetuam-se dos incisos I e II deste artigo, os recebimentos de
salários em espécie, feitos por empresas, através dos estabelecimentos
alcançados pela presente Lei. (REDAÇÃO ORIGINAL).

Art. 1º-A Que seja acrescentado mais de um caixa no período de 25 a


10 do mês subsequente nas agências bancárias para atender os idosos,
grávidas e deficientes e outros segmentos contemplados na Lei. (Artigo
1º-A AC pela Lei nº 8.577, de 30/03/2007 (DOM nº 10.869, de
02/04/2007).

Art. 2º O não cumprimento das disposições desta Lei sujeitará o


infrator às seguintes punições:
I - advertência;
II - multa de duzentas UFIR' s (Unidades Fiscais de Referência);
III - multa de quatrocentas UFIR's (Unidades Fiscais de Referência) até
a quinta reincidência;
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a quinta reincidência;
IV - após a quinta reincidência a agência bancária terá o seu alvará de
funcionamento suspenso.

Parágrafo único. As denúncias dos munícipes devidamente


comprovadas deverão se encaminhadas ao órgão municipal competente
do Poder Executivo Municipal, encarregado de zelar pelo cumprimento
cumprimento desta Lei, concedendo direito de defesa do Banco
(Parágrafo único acrescentado pela Lei nº 8.195, de 16/12/2002,
DOM nº 9858, de 30/12/2002).

Art. 3º (VETADO).

Art. 4º Será obrigatória a afixação da presente lei, nas agências


bancárias, em local visível ao público.

Parágrafo único. Que seja obrigado às agências bancárias fixarem a


presente Lei, em local visível, com o número do telefone do disk-
denúncia para a fiscalização. (Parágrafo único AC pela Lei nº 8.577, de
30/03/2007 (DOM nº 10.869, de 02/04/2007).

Art. 5º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

Art. 6º Revogam-se as disposições em contrário.

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Página 155 de LEI 8.020-00
LEI 8.106, DE 28 DE DEZEMBRO DE 2001
CAPÍTULO I – DAS DISPOSIÇÕES GERAIS
SEÇÃO I – DOS OBJETIVOS
SEÇÃO II – DOS CONCEITOS
NORMATIVOS
SEÇÃO III – DAS NORMAS DE
PROCEDIMENTOS
CAPÍTULO II – DO CENTRO HISTÓRICO
CAPÍTULO III – DO LICENCIAMENTO
CAPÍTULO IV – DO VALOR DA LICENÇA
CAPÍTULO V – DAS PROIBIÇÕES
CAPÍTULO VI – DOS RESPONSÁVEIS E
PENALIDADES
CAPÍTULO VII – DAS DISPOSIÇÕES FINAIS E
TRANSITÓRIAS
 INFLÁVEL
 OUTDOOR A- MODELO PADRÃO  FAIXA/BANNER
B- ESPAÇAMENTO  TOTEM
 PLACA A- EM LOGRADOURO  EMPENA
SINALIZADORA B- TIPO: TOTEM  RELÓGIO e
TERMÔMETRO
 LETREIRO ou A- EM FACHADA
B- INTERIOR DE IMÓVEL  BACKLIGHT ou
PLACA FRONTLIGHT
C- PARARELO A FACHADA
 PINTURA ou
 LETREIRO A- PARALELO LETREIRO
(EM FACHADA) B- PERPENDICULAR

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CAPÍTULO I - DAS DISPOSIÇÕES GERAIS
SEÇÃO I - DOS OBJETIVOS
Art. 1º O ordenamento da veiculação de propaganda ao ar livre no
Município de Belém visa à melhoria da qualidade de vida da população,
com os seguintes objetivos:

I – organizar, controlar e orientar o uso de propaganda ao ar livre de


qualquer natureza, respeitando o interesse coletivo, as necessidades de
conforto ambiental, o interesse urbanístico e as prerrogativas
individuais;
II – garantir a segurança das edificações e a integridade física e mental
da população;
III – garantir as condições de segurança, fluidez e conforto no
deslocamento de veículos e pedestres;
IV – garantir a proteção dos elementos significativos do patrimônio
histórico, artístico, cultural e paisagístico do Município de Belém.

Parágrafo único. São considerados elementos significativos da paisagem


do Município de Belém, principalmente, a orla do Rio Guamá e da
do Guajará, os maciços vegetais expressivos, os parques e seus
entornos, as áreas funcionais de interesse cultural e paisagístico, os
monumentos públicos, as obras de arte, os prédios de interesse
sociocultural ou de adequação volumétrica, os prédios tombados, bem
como seus entornos e os espaços territoriais especialmente protegidos
pelo Plano Diretor do Município e demais leis que disponham sobre a
preservação e proteção do patrimônio histórico, artístico, ambiental e
cultural. (Parágrafo único com NR dada pela Lei nº 8.495, de
04/01/2006, DOM nº 10.573, 2º cad. de 04/01/2006.)

Parágrafo único. São considerados elementos significativos da paisagem


do Município de Belém do Pará a orla do Rio Guamá e da Baía do
Guajará, os maciços vegetais expressivos, os parques e seus entornos, as
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Guajará, os maciços vegetais expressivos, os parques e seus entornos, as
as áreas funcionais de interesse cultural e paisagístico, os monumentos
públicos, as obras de arte, os prédios de interesse sociocultural ou de
adequação volumétrica, os prédios tombados, bem como seus entornos
e os espaços territoriais especialmente protegidos pelas Leis n. 7.603,
de 13 de janeiro de 1993, e n. 7.709, de 18 de maio de 1994.
(REDAÇÃO ORIGINAL)

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SEÇÃO II - DOS CONCEITOS NORMATIVOS
Art. 2º Para os efeitos desta lei, classificam-se como equipamentos de
publicidade ao ar livre todos os elementos destinados aos anúncios
móveis ou afixados nos logradouros públicos ou visíveis deste. (Caput
do artigo 2º com NR dada pela Lei nº 8.495, de 04/01/2006, DOM
10.573, 2º cad de 04/01/2006.)

Art. 2º Para os efeitos desta lei, classificam-se como equipamentos de


publicidade ao ar livre todos os elementos destinados ao anúncio de
comércio, de indústria e de serviço afixados nos logradouros públicos
ou visíveis destes. (REDAÇÃO ORIGINAL)

§ 1º Qualquer inscrição de propaganda de comércio, de serviço ou de


indústria em toldos, marquises, muros e paredes em geral será
considerada, para os efeitos de licenciamento, como publicidade ao ar
livre.

§ 2º Os relógios e termômetros instalados na cidade, quando dotados


de anúncios de terceiros, classificar-se-ão como equipamentos
publicitários sujeitos também às regras para afixação de equipamentos
urbanos em calçadas.

§ 3º Excluem-se do disposto no caput as placas não luminosas com até


vinte decímetros quadrados, fixadas nas paredes externas dos imóveis,
desde que destinadas à identificação, limitadas a apenas uma unidade, e
as placas e letreiros de identificação de lojas paralelos à fachada da
edificação, que ocupem até trinta por cento da mesma.

Art. 3º Ficam estabelecidas as seguintes definições:

I – área do equipamento de divulgação: é a soma das áreas de todas as


superfícies de exposição de anúncios presentes no veículo de
divulgação, podendo estar distribuídas em uma ou mais faces;
II – altura da edificação: é a distância vertical medida da soleira até o
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II – altura da edificação: é a distância vertical medida da soleira até o
ponto mais alto da cobertura da edificação, exceto os volumes
necessários como caixa-d'água ou casa de máquinas, desde que
afastadas, no mínimo, três metros dos limites da edificação;
III – OUTDOOR: equipamento publicitário composto por painel
rígido para fixação de cartazes substituíveis, dotado ou não de
iluminação própria, localizado no interior do imóvel, destinado à
veiculação de anúncios e serviços, conforme demonstrado no ANEXO
1;
IV – PAINEL LUMINOSO (BACKLIGHT) OU ILUMINADO
(FRONTLIGHT), PAINEL MULTIFACETADO (TRIEDRO) E
SIMILARES: equipamentos publicitários compostos por painéis,
geralmente confeccionados em vinil impresso, montados em estruturas
metálicas, com iluminação embutida (backlight) ou direcional
(fronlight), podendo ter mensagens estáticas ou com movimento
(triedo), fixados em coluna própria, localizado no interior do imóvel,
destinado à veiculação de anúncios, conforme ANEXO 2;
V – PAINEL ELETRÔNICO: equipamento publicitário composto por
expositor eletrônico, montado em estrutura metálica, apresentando
mensagens em movimento, localizado no interior do imóvel, destinado
à veiculação de anúncios, conforme demonstrado no ANEXO 2;
VI – LETREIRO OU PLACA: equipamento publicitário
confeccionado em materiais diversos, dotado ou não de iluminação
própria, FIXADO EM FACHADAS ou colocado sobre estrutura
própria, NO INTERIOR DO IMÓVEL, identificando sua atividade,
conforme demonstrado nos ANEXO 3-A, ANEXO 3-B E ANEXO 3-
C;
VII – PLACA SINALIZADORA: equipamento publicitário
confeccionado em chapa metálica, fixado em logradouro público
através de suporte metálico, destinado à sinalização turística, educativa
ou indicação de localização de equipamentos especiais e de logradouros
públicos, admitindo a aposição de placa publicitária nos termos de
permissão da Prefeitura Municipal de Belém, conforme demonstrado no
ANEXO 4-A;
VIII – PLACA SINALIZADORA TIPO TOTEM: equipamento
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VIII – PLACA SINALIZADORA TIPO TOTEM: equipamento
publicitário confeccionado em chapa metálica, com base em concreto
armado, fixado no passeio público, destinado à indicação de
logradouros públicos, admitindo espaço publicitário, podendo ser
utilizado somente quando se tratar de projetos especiais, de uso
coletivo, nos termos de permissão da Prefeitura Municipal de Belém,
conforme demonstrado no ANEXO 4-B;
IX – PINTURA PUBLICITÁRIA: anúncio aplicado diretamente sobre
muros, paredes, fachadas, toldos de edificações e na superfície externa
das bancas de revista;
X – INFLÁVEL: equipamento publicitário confeccionado em material
sintético, inflável, localizado em imóvel particular, para a divulgação de
eventos, conforme demonstrado no ANEXO 5;
XI – FAIXA: equipamento publicitário confeccionado em tira
horizontal de tecido ou material flexível, fixado nas laterais,
no interior do imóvel ou em logradouro público, destinado à veiculação
de eventos, conforme demonstrado no ANEXO 6;
XII – BANNER: equipamento publicitário confeccionado em tira
vertical de tecido ou material flexível, fixado na extremidade superior,
no interior do imóvel ou em logradouro público, destinado à veiculação
de eventos, conforme demonstrado no ANEXO 6;
XIII – TOTEM: equipamento publicitário confeccionado em materiais
diversos, com ou sem iluminação, fixado diretamente ao solo ou sobre
base própria, no interior do imóvel, identificando sua atividade,
conforme demonstrado no ANEXO 7;
XIV – EMPENA: equipamento publicitário confeccionado em material
flexível, apoiado em estrutura metálica, com iluminação própria, fixado
na empena cega de edifícios e destinado à veiculação de anúncios,
conforme demonstrado no ANEXO 8;
XV – RELÓGIO E TERMÔMETRO: equipamento publicitário
composto de painel luminoso, com duas faces, em geral montado sobre
suporte metálico, no logradouro público, com função de informar o
horário e alternadamente a temperatura do local, além de anunciar
produtos e serviços, conforme demonstrado no ANEXO 9;
XVI – TOPO: equipamento publicitário confeccionado em material
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XVI – TOPO: equipamento publicitário confeccionado em material
flexível, apoiado em estrutura metálica, com ou sem iluminação e
fixado no topo das edificações;

§ 1º Para os efeitos desta lei, classifica-se como aterramento o


dispositivo técnico com propriedades de escoamento das descargas
elétricas de provável circulação em superfície de massa metálica.

§ 2º Manter observância das Normas Regulamentadoras (NR)


SSMT/MTB “NR-10 em 10.1.2: Nas instalações e serviços em
eletricidade, devem ser observadas no projeto, execução, operação,
manutenção, reforma e ampliação, as normas técnicas oficiais
estabelecidas pelos órgãos competentes e, na falta destas, as normas
internacionais vigentes.”

§ 3º Deverá ser preservada a observância da Lei n. 8.078/90 – Código


de Defesa do Consumidor (CDC) “Art. 39 – VIII: É vedado ao
fornecedor de produtos ou serviços, colocar no mercado de consumo
qualquer produto ou serviço em desacordo com as normas expedidas
pelos órgãos oficiais competentes ou, se normas específicas não
existirem, pela Associação Brasileira de Normas Técnicas ou outra
entidade.”

§ 4º Os equipamentos de publicidade que não tenham sido


regulamentados por esta lei ficarão sujeitos à análise específica dos
órgãos competentes para sua instalação.

§ 5° os equipamentos publicitários compostos de estrutura metálica,


com ou sem iluminação própria, afixados sobre as calçadas ou no
interior de residências, obrigatoriamente deverão dispor de
aterramento, com a finalidade de eliminar descargas elétricas,
obedecendo às normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas –
ABNT.

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SEÇÃO III - DAS NORMAS DE PROCEDIMENTOS
PROCEDIMENTOS
Art. 4º Os equipamentos de publicidade dos tipos outdoor, painel
eletrônico, totem ou similares não poderão ocupar vias e logradouros
públicos nem se projetar sobre os mesmos.
Parágrafo único. Os equipamentos a que se referem o caput deste
artigo, se não estiverem veiculando publicidade, com contrato em
vigor, deverão ser retirados ou mantidos com mensagens de cunho
educativo nos termos apresentados pela regulamentação desta Lei, no
prazo de 72 (setenta e duas) horas, da vigência do contrato de
veiculação ou da notificação pelo órgão municipal competente.
(Parágrafo único AC pela Lei nº 8.495, de 04/01/2006, DOM nº
10573, 2º cad de 04/01/2006.)

Art. 5º O equipamento do tipo outdoor deverá ter dimensões máximas


de 9 (nove) metros de largura por 3 (três) metros de altura, inclusa a
moldura, com altura mínima do solo à base do painel igual a 2,5 (dois
metros e meio), e altura máxima do solo à extremidade superior do
painel de 12 (doze) metros, conforme demonstrado no ANEXO 1.

§ 1º Quando o outdoor for instalado em fachadas de edificações, é


permitida a projeção máxima de 30 (trinta) centímetros sem afixação
no solo público.

§ 2º Deverá ser respeitado o distanciamento mínimo de 1 (um) metro


entre um e outro outdoor, admitindo-se conjuntos de até 5 (cinco)
unidades, respeitando o distanciamento mínimo de 120 (cento e vinte)
metros lineares entre os diversos conjuntos, conforme demonstrado no
no ANEXO 10.

§ 3º Nas ruas com largura inferior a 22 (vinte e dois) metros não é


permitida a afixação de outdoors confrontantes.

§ 4º O equipamento publicitário caracterizado como outdoor deverá


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§ 4º O equipamento publicitário caracterizado como outdoor deverá
ser instalado de forma que as superfícies se configurem num mesmo
plano, proibidas as superfícies curvas ou irregulares.

Art. 6º O equipamento de publicidade do tipo painel luminoso


(backlight) ou iluminado (frontlight), painel eletrônico, painel
multifacetado (triedro) e similares terão área máxima de 40 (metros)
quadrados, como demonstrado no ANEXO 2.

§ 1º É admitida a projeção dos equipamentos sobre o passeio,


observado o seguinte:

I – a projeção não poderá ultrapassar dois metros do alinhamento,


respeitado o limite da calçada;
II – altura mínima do solo à base inferior do equipamento igual a oito
metros;
III – altura máxima do solo ao topo do painel de vinte metros, salvo em
em áreas com legislação específica;
IV – a instalação do equipamento deve observar as normas da ABNT
para as redes primária e secundária de energia elétrica.

§ 2º O distanciamento entre os equipamentos será de no mínimo cem


metros de raio, não podendo ser localizados a menos de quinze metros
das esquinas.

§ 3º Será admitida a fixação de até dois painéis sobre a mesma base de


sustentação.

Art. 7º O equipamento de publicidade do tipo letreiro ou placa deverá


ter área máxima de exposição com dois metros quadrados, não
podendo ter qualquer apoio sobre o espaço público, conforme
demonstrado nos Anexos 3-A, 3-B e 3-C.

Parágrafo único. É admitida a projeção do equipamento sobre o


passeio, observado o seguinte, conforme ANEXOS 3-A E ANEXO 3-
Página 164 de LEI 8.106-01
passeio, observado o seguinte, conforme ANEXOS 3-A E ANEXO 3-
B.
I – a projeção não pode ultrapassar um metro e cinquenta centímetros
do alinhamento;
II – a projeção deve estar afastada do meio fio em no mínimo cinquenta
centímetros;
III – a altura mínima do solo à base inferior do equipamento é de dois
metros e meio;
IV – a instalação do equipamento deve observar as normas da ABNT
para as redes primária e secundária de energia elétrica.

Art. 8º O equipamento de publicidade do tipo placa sinalizadora


somente poderá ser instalado no passeio público obedecendo aos
seguintes critérios, ANEXO 4-A E ANEXO 4-B:

I – aprovação pelo órgão municipal competente;


II – não poderá gerar interferência no tráfego, seja ele de veículos ou
pedestres;
III – localizar-se nas esquinas dos passeios, quando utilizadas
especificamente para indicação de logradouros públicos, conforme
ANEXO 4-A;
IV – localizar-se na faixa do passeio mais próxima ao meio-fio,
guardando
afastamento da linha extrema deste de 50 (cinquenta) centímetros;
V – preservar a faixa destinada preferencialmente ao deslocamento do
pedestre e dos portadores de deficiência ou mobilidade reduzida.

Art. 9º O uso de faixas, banners e infláveis será autorizado para


anúncios institucionais sem fins lucrativos, incluindo as associações
civis, as associações comunitárias, sindicais, categorias profissionais e
estudantis, em locais previamente determinados pelo órgão
competente, e em caráter transitório, a fim de divulgar a realização de
eventos ou atividades peculiares, no âmbito de sua atuação.

§ 1º Os responsáveis pelas faixas, banners e infláveis poderão colocá-los


Página 165 de LEI 8.106-01
§ 1º Os responsáveis pelas faixas, banners e infláveis poderão colocá-los
los no período máximo de cinco dias antes e retirá-los até no máximo
quarenta e oito horas depois do evento ao qual se destina.

§ 2º Durante o período de exposição, as faixas, banners e infláveis


deverão ser mantidos em perfeitas condições de fixação e conservação,
sendo expressamente vedada a fixação em árvores e postes de
distribuição de energia elétrica e sinalização urbana, bem como nos
elementos significativos da paisagem de Belém, definidos no parágrafo
único do art. 1º desta lei.

§ 3º O equipamento publicitário do tipo inflável, quando em forma de


balão ou similares, deverá ser fixado através de tirantes à edificação ou
ao solo, observadas as normas da ABNT para as redes primária e
secundária de energia elétrica.

§ 4º O equipamento publicitário do tipo inflável poderá ser liberado


para outros fins diferentes dos descritos no caput deste artigo,
dependendo de parecer técnico dos órgãos competentes e observados
os critérios desta lei.

§ 5º Será permitido o uso de banners para outros fins, diferentes dos


descritos no caput deste artigo, nas seguintes condições:

I – para anúncio de venda ou aluguel de imóveis afixados na fachada ou


no interior do imóvel;
II – para divulgação de promoções de lojas, quando localizados no
interior do imóvel.

Art. 10. O equipamento publicitário do tipo totem deverá ter área


máxima de oito metros quadrados, somadas todas as faces de
exposição.

Art. 11. O equipamento publicitário do tipo empena deverá respeitar o


o distanciamento mínimo de quinhentos metros de raio de outro
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o distanciamento mínimo de quinhentos metros de raio de outro
equipamento do mesmo tipo já existente.

Art. 12. O equipamento publicitário do tipo relógio e termômetro


deverá ter a área total do painel não excedente, em cada face, a
duzentos e quarenta centímetros quadrados, dos quais cento e noventa
centímetros quadrados destinados à propaganda.

§ 1º A superfície das caixas dos relógios não poderá ser inferior a um


metro quadrado em cada face.

§ 2º O equipamento publicitário do tipo relógio e termômetro deverá


respeitar os seguintes critérios para sua instalação, conforme ANEXO
9:

I – a largura máxima do equipamento não poderá exceder a um metro


e vinte centímetros e altura máxima de dois metros;
II – o bordo inferior do painel deverá ficar entre dois metros e
cinquenta centímetros e dois metros e oitenta centímetros de altura em
relação ao piso. O bordo superior deverá ficar na altura máxima de
cinco metros;
III – a ligação à rede elétrica deverá, obrigatoriamente, ser subterrânea;
IV – só poderá ser fixado em praças e em vias com canteiro central de
largura igual ou superior a três metros;
V – quando localizado em praças, sua fixação deverá estar fora do
passeio, no canteiro lateral a este, mantendo uma distância de 20
(vinte) centímetros em relação ao mesmo;
VI – deverão ser respeitados os seguintes distanciamentos, tendo como
referência o eixo da coluna de sustentação:
a) cem metros de raio entre este elemento e outro equipamento
publicitário, salvo os indicadores de logradouros públicos;
b) seiscentos metros de raio entre dois equipamentos do mesmo tipo;
c) cinco metros de raio entre este equipamento e os equipamentos
urbanos de orientação e sinalização;
d) quinze metros de outro elemento de grande porte (quiosques e
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d) quinze metros de outro elemento de grande porte (quiosques e
cabinas);
e) cinco metros do eixo de gola de árvores.

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CAPÍTULO II - DO CENTRO HISTÓRICO
Art. 13. No Centro Histórico de Belém só será permitida a afixação de
equipamentos publicitários dos tipos letreiro ou placa, pintura
publicitária e relógio e termômetro.

Art. 14. O equipamento publicitário fixado no Centro Histórico de


Belém não poderá encobrir total ou parcialmente os elementos
decorativos das fachadas dos imóveis e deverá obedecer aos seguintes
parâmetros:

I – letreiro paralelo à fachada, conforme demonstrado no ANEXO 11:


a) fixação no pavimento térreo;
b) encaixe nos vãos das portas, faceando a parte inferior das vergas,
sem projetar além do alinhamento da fachada;
c) altura livre mínima de dois metros e vinte centímetros do piso à face
inferior do letreiro;
d) dimensão máxima de cinquenta centímetros no sentido da altura;
e) iluminação embutida quando se tratar de letreiro confeccionado em
acrílico ou similar;
f) iluminação externa quando se tratar de letreiro confeccionado em
outro material, permitida a colocação de um único spot de no máximo
cem watts para cada metro de comprimento ou fração de metro
superior a cinquenta centímetros;

II – letreiro perpendicular à fachada, conforme demonstrado no


ANEXO 12:
a) fixação no pavimento térreo, afastado da fachada;
b) altura livre de dois metros e oitenta centímetros, respeitada a
espessura máxima de vinte centímetros;
c) dimensão máxima de quarenta centímetros quadrados, não podendo
nenhuma dimensão ultrapassar oitenta centímetros, respeitada a
espessura máxima de vinte centímetros;
d) afastamento de no mínimo cinquenta centímetros do meio fio;
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d) afastamento de no mínimo cinquenta centímetros do meio fio;
e) ausência de perfuração e encobrimento de fachada revestida em
azulejo, pedras de lioz ou mármore, bandeiras em ferro trabalhado e
esquadrias originais em madeira, podendo ser utilizada a borda frontal
de marquise, toldo ou outro lugar que não danifique esses elementos;
f) iluminação embutida quando se tratar de letreiro confeccionado em
acrílico ou similar;
g) iluminação externa quando se tratar de letreiro confeccionado em
outro material, permitida a colocação de um único spot de no máximo
cem watts para cada face;
h) permissão do uso de neon nas letras e no emolduramento, sendo que
que neste, apenas em duas linhas.

III – pintura publicitária ou letreiro em relevo, conforme demonstrado


no ANEXO 13, DESENHO 1:
a) fim exclusivo de veiculação do nome do estabelecimento, vedada a
aplicação sobre a cantaria e azulejos e a interceptação de elementos
decorativos da fachada;
b) execução no térreo ou nos pavimentos superiores, desde que cada
pavimento comporte atividade comercial única e distinta;
c) letras em relevo não superior a dois centímetros;
d) letras pintadas diretamente sobre a parede, em cor única, permitida
a pintura
de frisos de no máximo 4 (quatro) centímetros de largura e inadmitidas
inadmitidas pintura de fundo diferenciada da cor da fachada e
de tintas fosforescentes;
e) iluminação através de um spot de no máximo cem watts para cada
metro de comprimento ou fração de metro superior a cinquenta
centímetros.

IV – pintura em toldos e marquises, conforme demonstrado no


ANEXO 13, DESENHO 2, admitida para publicidade exclusiva do
estabelecimento e execução na barra inferior, paralela ao imóvel.

Art. 15. O licenciamento para instalações de equipamentos


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Art. 15. O licenciamento para instalações de equipamentos
publicitários dentro do Centro Histórico de Belém e seu entorno
dependerá de parecer da Fundação Cultural do Município de Belém –
FUMBEL, fundamentada nesta lei e nas complementares em vigor.

§ 1º O parecer a ser expedido pela FUMBEL deverá respeitar o prazo


de trinta dias, contados da data em que o interessado protocolar o
pedido.

§ 2° A FUMBEL terá até no máximo cinco dias úteis após a data de


protocolo para pronunciar-se sobre o interesse das demais instâncias,
estadual e federal, no processo.

§ 3º De posse de autorização do órgão competente do Patrimônio


Histórico, do Estado e da União, quando for o caso, deixando a
FUMBEL de pronunciar-se no prazo de trinta dias, fica o interessado
previamente autorizado a instalar o equipamento.

Página 171 de LEI 8.106-01


CAPÍTULO III - DO LICENCIAMENTO
Art. 16. Nenhum equipamento publicitário poderá ser instalado,
exposto ao público ou mudado de local sem prévia autorização da
Secretaria Municipal de Economia.
Parágrafo único. Estão excluídos do disposto no caput deste artigo os
equipamentos do tipo banner e faixa, quando utilizados apenas para
divulgação de venda e aluguel de imóveis.

Art. 17. Os pedidos de licença para publicidade ao ar livre serão


previamente submetidos à aprovação da Secretaria Municipal de
Economia e instruídos com os seguintes documentos:

I – requerimento do interessado, com comprovante de pagamento da


taxa de expediente;
II – cópia do contrato social e suas alterações, da empresa exploradora
do equipamento (Inciso II com NR dada pela Lei nº 8.495, de
04/01/2006, DOM nº 10.573, 2º cad. de 04/01/2006);
II – cópia do contrato social da empresa exploradora do equipamento;
(REDAÇÃO ORIGINAL).
III – no caso de publicidade em imóvel de terceiros, autorização
constando, de forma expressa, a permissão para o acesso da fiscalização
e o cumprimento das disposições legais pertinentes pelo órgão
competente, expedida (Inciso III com NR dada pela Lei nº 8.495, de
04/01/2006, DOM nº 10.573, 2º cad. de 04/01/2006);
a) pelo proprietário do imóvel;
b) pelo condomínio ou associação, quando em área comum;
c) pelo representante legal, em caso de imóvel público ou institucional.
III – autorização do proprietário, no caso de publicidade em imóvel de
terceiros, bem como autorização do condomínio ou associação, caso
seja instalado em área comum, onde fique expressa a permissão para o
acesso da fiscalização do órgão público, prevista em contrato;
(REDAÇÃO ORIGINAL).
IV – projeto do equipamento a ser instalado, com indicação do tipo de
Página 172 de LEI 8.106-01
IV – projeto do equipamento a ser instalado, com indicação do tipo de
suporte e especificação dos tipos de materiais e cores a serem utilizados;
V – croquis de localização, com indicação exata do local e informações
que possibilitem a análise do pedido;
VI – informações sobre o sistema de iluminação, quando houver;
VII – cópia da Taxa de Licença para Localização – TLPL, em nome da
empresa proprietária do equipamento;
VIII – comprovante de regularidade fiscal no exercício e Certidão
Negativa de
Débito – CND inscrito na dívida ativa do Município.
§ 1º. Os incisos IV e VI não se aplicam aos equipamentos tipo outdoor.
4§ 2º. No caso de licenciamento de equipamentos a Secretaria
Municipal de Economia, terá o prazo de trinta dias úteis para analisar o
requerimento (§ 2º com NR dada pela Lei nº 8.495, de 04/01/2006,
DOM nº 10.573, 2º cad. de 04/01/2006).
§ 2º. No caso de licenciamento de novos equipamentos do tipo outdoor
por empresas já cadastradas na Secretaria Municipal de Economia, terá
esta o prazo de 15 (quinze) dias úteis para analisar o requerimento.
(REDAÇÃO ORIGINAL).

§ 3º. A autorização de uso do imóvel para implantação de equipamento


de publicidade implicará, obrigatoriamente, em fornecimento ao Poder
Público de autorização para o acesso ao interior do imóvel pelos
agentes públicos, o quanto seja suficiente para realizar-se a diligência,
durante o dia, no horário compreendido entre as 8 (oito) e as 18
(dezoito) horas, sempre que for necessário ao cumprimento das
disposições legais pertinentes, respeitadas a inviolabilidade de domicílio
e a privacidade dos moradores.

§ 4º. O licenciamento do equipamento publicitário não apenas se


constitui em uma obrigatoriedade, como torna a empresa proprietária
do equipamento ou o proprietário do imóvel responsável por quaisquer
danos materiais e pessoais que porventura venha a causar em
decorrência de sua instalação e manutenção nos termos da lei.

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§ 5º. Todas as licenças vigorarão pelo prazo de 12 (doze) meses a contar
contar da data expressa no termo de permissão, salvo quando, ainda
que licenciado o local, seja este requerido pelo Poder Público em
benefício da comunidade, ficando facultado ao proprietário do imóvel
ou à empresa detentora do equipamento a indicação de outro local para
transferência, satisfeitas as exigências legais, de acordo com a legislação
que rege a matéria.

§ 6º. A renovação de licença dar-se-á sempre no quinto dia útil do mês


de março de cada exercício, independente da data expressa no termo de
de permissão, devendo ser requerida trinta dias antes da data do
vencimento, com a apresentação dos documentos observados no art.
17, incisos I, VII e VIII.

§ 7º. As empresas exploradoras de publicidade ao ar livre deverão


manter anexa ao equipamento plaqueta padronizada contendo nome de
fantasia, telefone e número do processo de licenciamento junto à
Secretaria Municipal de Economia, devendo assegurar que a referida
identificação esteja sempre visível e legível, nas seguintes condições:

I – para equipamentos do tipo outdoor, a placa deverá ter dimensões de


30 (trinta) centímetros de altura por 40 (quarenta) centímetros de
largura, devendo estar afixada no canto superior direito do mesmo,
ANEXO 1;
II – para equipamentos do tipo painel luminoso, painel multifacetado,
painel eletrônico e empena, a placa deverá ter dimensões de cinquenta
centímetros de altura por um metro de largura, devendo ser afixada ao
centro na parte inferior do painel, ANEXO 2 E ANEXO 8.
4§ 8º. Obrigatoriamente todas as placas de OUTDOOR instaladas no
Município conterão mensagem de cunho educacional, devidamente
orientadas pelo Poder Executivo, na moldura, com letras de altura
mínima de 10 (dez) centímetros e nos termos apresentados pelo
regulamento desta Lei (§ 3º com NR dada pela Lei nº 8.495, de
04/01/2006, DOM nº 10.573, 2º cad. de 04/01/2006).
Página 174 de LEI 8.106-01
04/01/2006, DOM nº 10.573, 2º cad. de 04/01/2006).

§ 8º. Todas as placas de outdoor instaladas no Município conterão a


seguinte mensagem, na moldura: "Limpar Belém é dever seu também",
com letras de altura mínima de dez centímetros. (REDAÇÃO
ORIGINAL).

§ 9º. Fica obrigatória a manutenção de todos os equipamentos


caracterizados como publicitários em perfeitas condições de uso e
exposição, sob pena de cassação das respectivas licenças e da retirada da
publicidade pelo órgão às expensas do responsável.

§ 10. A licença para exploração de atividade publicitária é intransferível


e sempre será concedida a título precário, nos termos da legislação em
vigor.

Art. 18. O órgão responsável pelo licenciamento, em função da


complexidade do equipamento ou do local em que o mesmo será
instalado, poderá exigir outros documentos para instrução do pedido
de licenciamento, além dos previstos nos incisos do art. 17 desta lei, a
saber:

I – Anotação de Responsabilidade Técnica – ART emitida pelo órgão


competente;
II – pareceres técnicos de órgãos públicos e de empresas concessionárias
de serviço público, sempre que necessários à análise do projeto;
III – expressa autorização dos órgãos competentes da Administração
Pública municipal, estadual e federal, responsáveis pela proteção do
patrimônio histórico, artístico e cultural, se o local de instalação de
publicidade for bem tombado ou em processo de tombamento,
cabendo aos citados órgãos analisarem possíveis interferências no
ambiente e visibilidade do bem preservado;
IV – parecer técnico do órgão ambiental competente, quando da
instalação do equipamento. (Inciso IV com NR dada pela Lei nº 8.495,
de 04/01/2006, DOM nº 10.573, 2º cad. de 04/01/2006)
Página 175 de LEI 8.106-01
de 04/01/2006, DOM nº 10.573, 2º cad. de 04/01/2006)
IV – parecer técnico do órgão ambiental competente, quando da
instalação em praças públicas. (REDAÇÃO ORIGINAL).

Art. 19. Para cada estabelecimento poderá ser autorizada uma área
pintura publicitária nunca superior a dez por cento da fachada do
próprio estabelecimento, respeitada a área máxima de quinze metros
quadrados.

Parágrafo único. Existindo mais de um estabelecimento em uma mesma


edificação, a área destinada à publicidade deverá ser subdividida de
forma proporcional.

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CAPÍTULO IV - DO VALOR DA LICENÇA
Art. 20. A taxa de licença para autorização de publicidade será
anualmente, sendo obrigatório o recolhimento da referida taxa quando
do seu deferimento, observado o valor de R$ 15,00 (quinze reais),
corrigido através do IPCA-E, a cada metro quadrado por equipamento.
(NR)

Parágrafo único. Os equipamentos do tipo OUTDOOR serão taxados


por placa em R$ 140,00 (cento e quarenta reais), para novo
licenciamento e, em R$ 70,00 (setenta reais), para a renovação da
licença. Corrigidos pelo IPCA-E, com base na data de publicação desta
Lei. (NR).

Art. 20. A taxa de licença para autorização de publicidade será


anualmente, sendo obrigatório o recolhimento da referida taxa quando
do seu deferimento, observados os seguintes valores:

I – cinco reais a cada metro quadrado para equipamentos com área de


até cento e cinquenta metros quadrados;
II – um real e oitenta centavos a cada metro quadrado, sobre a área
excedente, para equipamentos com área superior a cento e cinquenta
metros quadrados.

Parágrafo único. O recolhimento da taxa poderá ser realizado


mensalmente, conforme o disposto na Lei n. 7.863/97. (REDAÇÃO
ORIGINAL).

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CAPÍTULO V - DAS PROIBIÇÕES
Art. 21. Não será permitida a exploração de publicidade ao ar livre
quando:

I – (REVOGADO - Inciso I revogado pela Lei nº 8.495, de


04/01/2006, DOM nº 10.573, 2º cad. de 04/01/2006).
I - por sua natureza, provoque aglomeração prejudicial ao livre trânsito
de pessoas e veículos; (REDAÇÃO ORIGINAL).
II – (REVOGADO - Inciso II revogado pela Lei nº 8.495, de
04/01/2006, DOM nº 10.573, 2º cad. de 04/01/2006).
II - prejudique ou comprometa, de alguma forma, o aspecto paisagístico
paisagístico da cidade, seus panoramas naturais, monumentos típicos e
tradicionais; (REDAÇÃO ORIGINAL).
III – comprometa a segurança da área onde serão instalados;
IV – obstrua as portas, janelas ou quaisquer aberturas destinadas à
iluminação, ventilação ou acesso, comprometendo a salubridade e
segurança do local;
V – contrarie as disposições contidas nos artigos 81 a 94, da Lei n.
9.503, de 21 de setembro de 1997 – Código de Trânsito Brasileiro;
VI – prejudique, impeça ou dificulte a visibilidade da sinalização e a
segurança do trânsito, saídas e entradas de hospitais e similares, órgãos
policiais, instituições públicas, de ensino, filantrópicas e cruzamentos
de vias;
VII – obstrua ou prejudique a visibilidade de placa de numeração,
nomenclatura das ruas e outras de informações oficiais de utilidade
pública;
VIII – produza ofuscamento, cause insegurança ao trânsito de veículos e
pedestres ou prejudique o bem estar da população do entorno;
IX – veiculada em cavaletes nos logradouros públicos;
X – exposta no interior de cemitérios, salvo os anúncios orientadores;
XI – esteja fora das dimensões e especificações desta lei, bem como
diferente do projeto original aprovado;
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diferente do projeto original aprovado;
XII – quando se apresente conteúdo de caráter pornográfico e
exploração sexual.

Art. 22. As passarelas de pedestres não poderão ser utilizadas para


exposição de veículos publicitários.

Parágrafo único. A exposição de veículos publicitários deverá obedecer


à distância mínima de dez metros das passarelas previstas no caput.

Art. 23. É vedada a colocação de equipamentos publicitários sobre a


cobertura de edificações.

§ 1º Excetuam-se do disposto no caput os equipamentos destinados à


identificação dos prédios, previamente analisados pelo órgão
competente, observado o seguinte:

I - apresentação em estrutura adequada, vedada a utilização de


II - existência de sinalizador de segurança noturno, vedado o uso de
holofotes e assemelhados quando não projetados diretamente sobre o
equipamento, na forma da legislação em vigor; (REDAÇÃO
ORIGINAL).
III – utilização restrita aos limites da cobertura;
IV – ausência de prejuízo aos imóveis vizinhos;
V – não interferência em raios de ação de para-raios e heliportos.

§ 2° Os equipamentos do tipo topo não poderão ser utilizados na


cidade de Belém a partir da publicação desta lei, observado o seguinte:

I – (REVOGADO - Incisos I e II revogados pela Lei nº 8.495, de


04/01/2006, DOM nº 10.573, 2º cad. de 04/01/2006).
I – os equipamentos existentes poderão permanecer em regime de
tolerância, sendo permitida sua exploração pelas empresas
proprietárias; (REDAÇÃO ORIGINAL).
II – (REVOGADO - Incisos I e II revogados pela Lei nº 8.495, de
Página 179 de LEI 8.106-01
II – (REVOGADO - Incisos I e II revogados pela Lei nº 8.495, de
04/01/2006, DOM nº 10.573, 2º cad. de 04/01/2006).
II – será admitido o acréscimo de somente mais um painel por empresa,
observados os contratos assinados anteriormente à data de publicação
desta lei. (REDAÇÃO ORIGINAL).

Art. 24. É vedada a superposição de equipamentos do mesmo tipo ou


de tipos diferentes.

Art. 25. É vedada na área urbana do Município a colocação de


equipamentos publicitários que emitam odores ou causem poluição
sonora.

Art. 26. É vedada a transferência de licença e/ou equipamentos.


(Artigo 26 com NR dada pela Lei nº 8.495, de 04/01/2006, DOM nº
10.573, 2º cad. de 04/01/2006).

Art. 26. Os casos considerados especiais serão analisados pelo órgão


competente, observadas as exigências de
licenciamento previstas nesta lei. (REDAÇÃO ORIGINAL).

Art. 27. É vedada na área urbana do Município manter em


funcionamento publicidade com iluminação intermitente ou equipada
com luzes ofuscantes, quando não projetados diretamente sobre o
equipamento, a partir das vinte e duas horas de um dia até as seis horas
do dia seguinte.

Página 180 de LEI 8.106-01


CAPÍTULO VI - DOS RESPONSÁVEIS E PENALIDADES
PENALIDADES
Art. 28. As pessoas físicas e jurídicas que, por ação ou omissão,
infringirem qualquer dispositivo desta lei ficam sujeitas às seguintes
penalidades, nos termos da Lei n. 7.055, de 30 de Dezembro de 1977:

I – advertência (NR);
II – multa (NR);
III – apreensão do equipamento publicitário (NR);
IV – suspensão ou cassação da licença (NR).
*Incisos do artigo 28 com NR dada pela Lei nº 8.495, de
DOM nº 10.573, 2º cad. de 04/01/2006).
I – multa;
II – apreensão do equipamento publicitário;
III – suspensão da licença;
IV – cassação da licença;
V – demolição. (REDAÇÃO ORIGINAL)

§ 1º As penalidades serão aplicadas sem prejuízo de outras que


igualmente por força de lei possam ser impostas por autoridades
estaduais ou federais.

§ 2º As penalidades previstas nesse artigo podem ser aplicadas ao


mesmo infrator isoladas ou cumulativamente.

§ 3º Responderá cumulativamente pela infração quem de qualquer


modo concorrer para sua prática ou dela se beneficiar.

§ 4º. Constatada irregularidade será inserida no equipamento tarja na


cor verde, com letras na cor branca, contendo descrição da infringência
do preceito legal e, não havendo regularização, no prazo de sete dias, o
equipamento será apreendido ou demolido e a licença será suspensa ou
cassada (§ 4º AC pela Lei nº 8.495, de 04/01/2006, DOM nº 10.573,
2º cad. de 04/01/2006.).
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2º cad. de 04/01/2006.).

§ 5º. A suspensão ocorrerá da seguinte forma (§ 5º AC pela Lei nº


8.495, de 04/01/2006, DOM nº 10.573, 2º cad. de 04/01/2006):

a) por 06 (seis) meses, no caso de reincidência;


b) por 01 (um) ano, no caso de segunda reincidência;
c) por 02 (dois) anos, quando a reincidência for igual ou superior a 03
(três) vezes.

§ 6º. A cassação ocorrerá quando na análise da suspensão, verificar-se a


existência de fraude, dolo ou má-fé. (AC)

Art. 29. Para os efeitos desta Lei, as multas e taxas a serem aplicadas
aos infratores observarão os seguintes limites (Art. 29 com NR dada
pela Lei nº 8.495, de 04/01/2006, DOM nº 10.573, 2º cad. de
04/01/2006.):

I – multa no caso de irregularidade: R$ 300,00 (trezentos reais)


corrigidos pelo IPCA-E, diárias com base na data de publicação desta
Lei, observando-se o disposto no § 4º do artigo 28 desta Lei;
II – taxe referente à depósito: R$ 750,00 (setecentos e cinquenta
reais), corrigidos pelo IPCA-E, com base na data de publicação desta
Lei;
III – taxa referente ao serviço de apreensão: R$ 1.000,00 (hum mil
reais) corrigidos pelo IPCA-E, com base na data de publicação desta
Lei.

§ 1º. Para proceder a retirada do equipamento apreendido a empresa


efetuará os pagamento de multa, depósito e do serviço de apreensão.

§ 2º. Só haverá novo licenciamento para empresa infratora mediante a


quitação
das multas e taxas estipuladas no parágrafo anterior.

Página 183 de LEI 8.106-01


Página 184 de LEI 8.106-01
§ 3º. No caso do inciso I deste artigo, sendo o infrator primário, terá
desconto de 50% (cinquenta por cento) do valor da multa que lhe
couber. (NR).

Art. 29. Para os efeitos desta lei, as multas a serem aplicadas aos
infratores variam de 50 (cinquenta) reais a 1 (um) mil reais.
(REDAÇÃO ORIGINAL).

Art. 30. (REVOGADO - Art. 30 revogado pela Lei nº 8.495, de


04/01/2006, DOM nº 10.573, 2º cad. de 04/01/2006).

Art. 30. São situações atenuantes:

I – ser primário;
II – ter procurado, de algum modo, evitar ou atenuar as consequências
do ato ou dano. (REDAÇÃO ORIGINAL).

Art. 31. São situações agravantes:

I – ser reincidente;
II – prestar falsas informações ou omitir dados técnicos;
III – dificultar, embaraçar ou impedir a ação fiscalizatória;
IV – deixar de comunicar imediatamente a ocorrência de incidentes que
ponham em risco a população.

Parágrafo único. Nas situações de reincidência, a multa será aplicada


em dobro, bem como o enquadramento nas suspensões referidas no §
5º, do artigo 28 desta Lei.

(Parágrafo único do Art. 31 com NR dada pela Lei nº 8.495, de


04/01/2006, DOM nº 10.573, 2º cad. de 04/01/2006.).
Parágrafo único. Nas situações de reincidência, a multa será aplicada
em dobro. (REDAÇÃO ORIGINAL).

Página 185 de LEI 8.106-01


Página 186 de LEI 8.106-01
Art. 32. O pagamento da multa não exime o infrator de regularizar a
situação que deu origem à sanção, dentro dos prazos estabelecidos para
cada caso.

Art. 33. As sanções previstas neste capítulo, os procedimentos relativos


à defesa e recursos obedecerão ao disposto na Lei nº 7.055, de 29 de
dezembro de 1977, e suas alterações caso ocorra. (Art. 33 com NR
dada pela Lei nº 8.495, de 04/01/2006, DOM nº 10.573, 2º cad. de
04/01/2006).

Art. 33. As sanções previstas neste capítulo, os procedimentos relativos


à defesa e recursos obedecerão ao disposto na Lei n. 7.055, de 30 de
Dezembro de 1977. (REDAÇÃO ORIGINAL).

Página 187 de LEI 8.106-01


Página 188 de LEI 8.106-01
CAPÍTULO VII - DAS DISPOSIÇÕES FINAIS E TRANSITÓRIAS
TRANSITÓRIAS
Art. 34. A competência para o licenciamento e a fiscalização da
publicidade ao ar livre é da Secretaria Municipal de Economia,
ressalvada a competência específica da Fundação Cultural do Município
de Belém.

Art. 35. Qualquer nova tipologia de anúncios ou equipamentos


publicitários surgidos e não regulados na referente Lei, deverá no
mínimo respeitar as normas impostas para o tipo de equipamento
publicitário similar, com a utilização por analogia de normas que tratem
da matéria. (Art. 35 com NR dada pela Lei nº 8.495, de 04/01/2006,
DOM nº 10.573, 2º cad. de 04/01/2006).

Art. 35. Qualquer nova tipologia de anúncios ou equipamentos


publicitários surgidos e não regulados deverá, no mínimo, respeitar as
normas impostas para o tipo de equipamento publicitário similar.
(REDAÇÃO ORIGINAL).

Art. 36. Por ocasião de eventos populares ou institucionais, e nos casos


previstos no artigo 35, a critério do Poder Executivo Municipal,
poderão ser expedidos competentes atos especiais dispondo sobre a
publicidade, observados os princípios estabelecidos nesta Lei (Art. 36
com NR dada pela Lei nº 8.495, de 04/01/2006, DOM nº 10.573, 2º
cad. de 04/01/2006)

Art. 36. Por ocasião de eventos populares ou institucionais, a critério


do Poder Executivo municipal, poderão ser expedidos atos
administrativos especiais dispondo sobre a publicidade, observados os
princípios estabelecidos nesta lei. (REDAÇÃO ORIGNAL).

Art. 37. As pessoas físicas e jurídicas que, na data da publicação desta


lei, explorem ou realizarem qualquer tipo de publicidade sujeita a
licenciamento e fiscalização por parte do Poder Público têm o prazo de
120 (cento e vinte) dias para a adequação de seus equipamentos às
Página 189 de LEI 8.106-01
120 (cento e vinte) dias para a adequação de seus equipamentos às
disposições regulamentares e requerimentos de nova licença, a contar da
da publicação desta Lei. (Art. 37 com NR dada pela Lei nº 8.495, de
04/01/2006, DOM nº 10.573, 2º cad. de 04/01/2006).

Art. 37. As pessoas físicas e jurídicas que, na data da publicação desta


lei, explorem ou realizem qualquer tipo de publicidade sujeita a
licenciamento e fiscalização por parte do Poder Público tem o prazo de
cento e oitenta dias para a adequação de seus equipamentos às
disposições regulamentares e requerimento de novas licenças, a contar
da publicação desta lei, na seguinte proporção (REDAÇÃO
ORIGINAL):

I – (REVOGADO)
II - (REVOGADO)
III - (REVOGADO)
IV - (REVOGADO)
§ 1º. (REVOGADO)
§ 2º. (REVOGADO)
§ 3º. (REVOGADO)
* (Incisos I, II, III e IV e § § 1º, 2º, 3º e 4º, do art. 37, revogados pela
Lei nº 8.495, de 04/01/2006, DOM nº 10.573, 2º cad. de
04/01/2006).

I – no primeiro bimestre, adequar vinte e cinco por cento do total de


equipamentos;
II – no segundo bimestre, adequar mais cinquenta por cento do total de
equipamentos;
III – no terceiro bimestre, adequar os últimos vinte e cinco por cento do
do total de equipamentos;
IV – para o caso de painéis luminosos (frontlight) e painéis
multifacetados (triedro) que se encontrem no interior do imóvel a
menos de quinze metros das esquinas e com contratos anteriores à
promulgação desta lei, terão o prazo de doze meses para adaptação ou
retirada.
Página 190 de LEI 8.106-01
retirada.

§ 1º Os percentuais definidos tomarão como base a quantidade


declarada de equipamentos junto à SECON, adequação esta que deverá
priorizar as áreas centrais da cidade.

§ 2º As empresas que exploram a publicidade ao ar livre deverão


informar à SECON ao final de cada bimestre o local e quantidade de
equipamentos adequados.

§ 3º As empresas deverão apresentar até quinze dias após a vigência


desta lei a relação da quantidade de equipamentos publicitários
instalados no Município de Belém.

§ 4º Cada empresa deverá, até a data de promulgação desta lei,


apresentar um contrato fechado de empena, no qual a localização do
referido equipamento deverá estar a pelo menos cem metros de raio
afastado de outro equipamento, do mesmo tipo, já existente.
(REDAÇÃO ORIGINAL).

Art. 38. Trinta dias após a vigência desta lei, as empresas proprietárias
dos equipamentos publicitários deverão recolher aos cofres públicos
valor referente a cinquenta por cento da quantidade declarada de
equipamentos junto à SECON, até o próximo licenciamento, em que se
dará o ajustamento das quantidades.

Parágrafo único. O valor recolhido será proporcional aos meses


restantes do exercício.

Art. 39. Esta lei entrará em vigor na data de sua publicação.

Art. 40. Revogam-se as disposições em contrário.

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ANEXO 1 - OUTDOOR

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ANEXO 2 - PAINEL LUMINOSO OU ILUMINADO, PAINEL ELETRÔNICO E SIMILARES

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ANEXO 3-A - LETREIRO OU PLACA (FIXADO EM FACHADAS)

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ANEXO 3-B - LETREIRO OU PLACA (NO INTERIOR DO IMÓVEL)

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ANEXO 3-C - LETREIRO OU PLACA (PARALELO INCORPORADO A FACHADA)

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ANEXO 4-A - PLACA SINALIZADORA (EM LOGRADOURO PÚBLICO

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ANEXO 4-B - PLACA SINALIZADORA (TIPO: TOTEM)

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ANEXO 5 - INFLÁVEL (NO INTERIOR DO IMÓVEL)

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ANEXO 6 - FAIXA e BANNER

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ANEXO 7 - TOTEM

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ANEXO 8 - EMPENA

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ANEXO 9 - RELÓGIO E TERMÔMETRO

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ANEXO 10 - OUTDOOR (ESPAÇAMENTO)

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ANEXO 11 - LETREIRO (PARALELO A FACHADA) - CENTRO HISTÓRICO

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ANEXO 12 - LETREIRO (PERPENDICULAR A FACHADA) - CENTRO HISTÓRICO

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ANEXO 13 - PINTURA PUBLICITÁRIA OU LETREIRO
(EM RELEVO E PINTURA EM TOLDOS E MARQUISES) - CENTRO HISTÓRICO

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LEI 8.495, 04 DE JANEIRO DE 2006 - SUMÁRIO
Art. 1º O parágrafo único do artigo 1º, da Lei nº 8.106, de 28 de
dezembro de 2001, passa a vigorar com a seguinte redação:
“Art. 1º..........
Parágrafo único. São considerados elementos significativos da paisagem
do Município de Belém, principalmente, a orla do Rio Guamá e da
do Guajará, os maciços vegetais expressivos, os parques e seus
entornos, as áreas funcionais de interesse cultural e paisagístico, os
monumentos públicos, as obras de arte, os prédios de interesse sócio-
cultural ou de adequação volumétrica, os prédios tombados, bem como
seus entornos e os espaços territoriais especialmente protegidos pelo
Plano Diretor do Município e demais leis que disponham sobre a
preservação e proteção do patrimônio histórico, artístico, ambiental e
cultural.” (NR)
Art. 2º O caput do artigo 2º da Lei nº 8.106, de 28 de dezembro de
2001, passa a vigorar com a seguinte redação:
“Art. 2º Para os efeitos desta lei, classificam-se como equipamentos de
publicidade ao ar livre todos os elementos destinados aos anúncios
móveis ou afixados nos logradouros públicos ou visíveis destes. ”(NR)
Art. 3º Acrescente-se o parágrafo único ao artigo 4º da Lei nº 8.106, de
28 de dezembro de 2001, com a seguinte redação:
“Art. 4º..........
Parágrafo único. Os equipamentos a que se referem o caput deste
artigo, se não estiverem veiculando publicidade, com contrato em
vigor, deverão ser retirados ou mantidos com mensagens de cunho
educativo nos termos apresentados pela regulamentação desta Lei, no
prazo de setenta e duas horas, da vigência do contrato de veiculação ou
da notificação pelo órgão municipal competente”. (AC)
Art. 4º Os incisos II e III e §§ 2º e 8º do artigo 17 da Lei nº 8.106, de
28 de dezembro de 2001, passa a vigorar com a seguinte redação:
Página 208 de LEI 8.495-06
28 de dezembro de 2001, passa a vigorar com a seguinte redação:
“Art. 17..........
II – cópia do contrato social e sua alterações, da empresa exploradora
do equipamento;
III – no caso de publicidade em imóvel de terceiros, autorização
constando, de forma expressa, a permissão para o acesso da fiscalização
e o cumprimento das disposições legais pertinentes pelo órgão
competente, expedida:
a) pelo proprietário do imóvel;
b) pelo condomínio ou associação, quando em área comum;
c) pelo representante legal, em caso de imóvel público ou institucional.
§ 2º. No caso de licenciamento de equipamentos a Secretaria Municipal
de Economia, terá o prazo de trinta dias úteis para analisar o
requerimento.
§ 8º. Obrigatoriamente todas as placas de outdoor instaladas no
Município conterão mensagem de cunho educacional, devidamente
orientadas pelo Poder Executivo, na moldura, com letras de altura
mínima de 10 (dez) centímetros e nos termos apresentados pela
regulamenta desta Lei.” (NR)
Art. 5º O inciso IV do artigo 18 da Lei nº 8.106, de 28 de dezembro de
2001, passa a vigorar com a seguinte redação:
“Art. 18..........
IV – parecer técnico do órgão ambiental competente, quando da
instalação do equipamento. ”(NR)
Art. 6º O artigo 20 da Lei nº 8.106, de 28 de dezembro de 2001, passa
a vigorar com a seguinte redação:
“Art. 20. A taxa de licença para autorização de publicidade será
anualmente, sendo obrigatório o recolhimento da referida taxa quando
do seu deferimento, observado o valor de R$ 15,00 (quinze reais),
Página 209 de LEI 8.495-06
do seu deferimento, observado o valor de R$ 15,00 (quinze reais),
corrigido através do IPCA-E, a cada metro quadrado por equipamento.
(NR)
Parágrafo único. Os equipamentos do tipo outdoor serão taxados por
placa em R$ 140,00 (cento e quarenta reais), para novo licenciamento
e, em R$ 70,00 (setenta reais), para a renovação da licença.
Corrigidos pelo IPCA-E, com base na data de publicação desta Lei. ”
(NR)
Art. 7º O artigo 26 da Lei nº 8.106, de 28 de dezembro de 2001, passa
a vigorar com a seguinte redação:
“Art. 26. É vedada a transferência de licença e/ou equipamentos.”
(NR)
Art. 8º O artigo 28 da Lei nº 8.106, de 28 de dezembro de 2001, passa
a vigorar com nova redação nos incisos I, II, III e IV e acrescido dos §§
4º, 5º e 6º com a seguinte redação:
“Art. 28..........
I – advertência;
II – multa;
III – apreensão do equipamento publicitário;
IV – suspensão ou cassação da licença.
§ 4º. Constatada irregularidade será inserida no equipamento tarja na
cor verde, com letras na cor branca, contendo descrição da infringência
do preceito legal e, não havendo regularização, no prazo de sete dias, o
equipamento será apreendido ou demolido e a licença será suspensa ou
cassada.
§ 5º. A suspensão ocorrerá da seguinte forma:
a) por 06 (seis) meses, no caso de reincidência;
b) por 01 (um) ano, no caso de segunda reincidência;

Página 210 de LEI 8.495-06


c) por 02 (dois) anos, quando a reincidência for igual ou superior a 03
(três) vezes.
§ 6º. A cassação ocorrerá quando na análise da suspensão, verificar-se a
existência de fraude, dolo ou má-fé.”(NR)
Art. 9º O artigo 29 da Lei nº 8.106, de 28 de dezembro de 2001, passa
a vigorar com a seguinte redação:
“Art. 29. Para os efeitos desta Lei, as multas e taxas a serem aplicadas
aos infratores observarão os seguintes limites:
I – multa no caso de irregularidade: R$ 300,00 (trezentos reais)
corrigidos pelo IPCA-E, diárias com base na data de publicação desta
Lei, observando-se o disposto no § 4º do artigo 28 desta Lei;
II – taxe referente à depósito: R$ 750,00 (setecentos e cinquenta
reais), corrigidos pelo IPCA-E, com base na data de publicação desta
Lei;
III – taxa referente ao serviço de apreensão: R$ 1.000,00 (hum mil
reias) corrigidos pelo IPCA-E, com base na data de publicação desta
Lei.
§ 1º. Para proceder a retirada do equipamento apreendido a empresa
efetuará os pagamento de multa, depósito e do serviço de apreensão.
§ 2º. Só haverá novo licenciamento para empresa infratora mediante a
quitação das multas e taxas estipuladas no parágrafo anterior.
§ 3º. No caso do inciso I deste artigo, sendo o infrator primário, terá
desconto de 50%(cinquenta por cento) do valor da multa que lhe
couber.”(NR)
Art. 10. O parágrafo único do artigo 31 da Lei nº 8.106, passa a
com a seguinte redação:
“Art. 31..........
Parágrafo único. Nas situações de reincidência, a multa será aplicada
em dobro, bem como o enquadramento nas suspensões referidas no §
Página 211 de LEI 8.495-06
em dobro, bem como o enquadramento nas suspensões referidas no §
5º, do artigo 28 desta Lei.”(NR)

Art. 11. Os artigos 33, 35, 36 e 37 da Lei nº 8.106, passam a vigorar


com a seguinte redação:
“Art. 33. As sanções previstas neste capítulo, os procedimentos
relativos à defesa e recursos obedecerão ao disposto na Lei nº 7.055, de
29 de dezembro de 1977, e suas alterações caso ocorra.
(NR)
Art. 35. Qualquer nova tipologia de anúncios ou equipamentos
publicitários surgidos e não regulados na referente Lei, deverá no
mínimo respeitar as normas impostas para o tipo de equipamento
publicitário similar, com a utilização por analogia de normas que
tratem da matéria. (NR)
Art. 36. Por ocasião de eventos populares ou institucionais, e nos casos
previstos no artigo 35, a critério do Poder Executivo Municipal,
poderão ser expedidos competentes atos especiais dispondo sobre a
publicidade, observados os princípios estabelecidos nesta Lei.
Art. 37. As pessoas físicas e jurídicas que, na data da publicação desta
lei, explorem ou realizarem qualquer tipo de publicidade sujeita a
licenciamento e fiscalização por parte do Poder Público tem o prazo de
120 (cento e vinte) dias para a adequação de seus equipamentos às
disposições regulamentares e requerimentos de nova licença, a contar
da publicação desta Lei.”(NR)
Art. 12. O Poder Executivo regulamentará, no que couber, as matérias
de que tratam esta Lei.
Art. 13. Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.
Art. 14. Ficam revogados os incisos I e II do artigo 20; os incisos I e II
do § 2º do artigo 23; o artigo 30; e, os incisos I, II, III e IV e §§ 1º, 2º,
3º e 4º do artigo 37 da Lei nº 8.106, de 28 de dezembro de 2001, e
demais disposições em contrário.
Página 212 de LEI 8.495-06
demais disposições em contrário.

Página 213 de LEI 8.495-06


LEI 8.577, DE 30 DE MARÇO DE 2007
Art. 1º O art. 1º da Lei nº 8.020/2000, que “Dispõe sobre o prazo
máximo de atendimento as pessoas que utilizam serviços bancários em
geral”, passa a ter a seguinte redação:
“Art. 1º Ficam as agências de todos os estabelecimentos de crédito
integrantes do Sistema Financeiro, no âmbito do Município de Belém,
obrigadas a atender os usuários que recorrem aos seus serviços no prazo
prazo máximo de: (NR).
I – até vinte minutos em dias normais;
II – até trinta minutos em vésperas ou após feriados prolongados”.
Art. 2º Adita artigo 1º-A, na Lei nº 8.020/2000, que “Dispõe sobre o
prazo máximo de atendimento as pessoas que utilizam serviços
bancários em geral”, com a seguinte redação:
“Art. 1º - A Que seja acrescentado mais de um caixa no período de 25
10 do mês subsequente nas agências bancárias para atender os idosos,
grávidas e deficientes e outros segmentos contemplados na Lei.” (AC).
Art. 3º (VETADO).
Art. 4º Adita parágrafo único ao artigo 4º da Lei nº 8.020/2000, que
“Dispõe sobre o prazo máximo de atendimento as pessoas que utilizam
serviços bancários em geral”, com a seguinte redação:
“Art. 4º [...].
Parágrafo único. Que seja obrigado às agências bancárias fixarem a
presente Lei, em local visível, com o número do telefone do disk-
denúncia para a fiscalização”. (AC)
Art. 5º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

Página 214 de LEI 8.577-07


LEI 9.005, DE 16 DE JANEIRO DE 2013
Art. 1º. O caput do Art. 1º, da Lei nº 8.020, de 30 de junho de 2000,
que “Dispõe sobre o prazo máximo de atendimento às pessoas que
utilizam serviços bancários no Município de Belém” passa a vigorar com
a seguinte redação:
“Art. 1º Os Bancos com agências situadas no Município de Belém são
obrigadas a fornecer aos usuários senhas numéricas de atendimento que
identifiquem a instituição bancária e a agência, registrem o horário de
entrada e de efetivo atendimento, bem como, disponibilizar, em local
visível, a informação da escala de trabalho dos caixas e demais
funcionários da agência, estabelecendo em prazo máximo para o
referido atendimento de:
I - Até vinte minutos em dia normais;
II - Até trinta minutos em vésperas ou após feriados prolongados”. (NR)
(NR)
Art. 2º. Adita o Art. 1º - A na Lei nº 8.020, de 30 de junho de 2000,
que “Dispõe sobre o prazo máximo de atendimento às pessoas que
utilizam serviços bancários no Município de Belém”, com a seguinte
redação:
“Art. 1º - A O atendimento preferencial aos idosos, gestantes, pessoas
portadoras de deficiência física e pessoas com crianças de colo será
realizado através de senhas numéricas preferenciais e a oferta de, no
mínimo, cinco assentos de correta ergometria por cada caixa de
atendimento ao público existente na agência. (AC).
Parágrafo único. Os Bancos deverão exibir, em local visível nas suas
agências, as seguintes informações: o número desta Lei; o direito à
senha numérica onde conste horário de entrada e de atendimento; o
direito a, no mínimo, quinze assentos para uso preferencial de idosos,
portadores de deficiência, gestante e pessoas com crianças de colo; e
o(s) local (is) do(s) bebedouro(s) para uso dos clientes.” (AC).
Art. 3º. O Art. 2º, da Lei nº 8.020, de 30 de junho de 2000, que
“Dispõe sobre o prazo máximo de atendimento às pessoas que utilizam
serviços bancários no Município de Belém” passa a ter a seguinte
redação:
Página 215 de LEI 9.005-13
redação:
“Art. 2º O não cumprimento desta Lei sujeitará o infrator às seguintes
penalidades aferidas relativamente a cada agência onde se verificar a
infração: (NR).
I - Advertência com prazo de trinta dias para regulamentação;
II - Multa de R$ 10.000,00 (dez mil reais) na primeira atuação;
III - Multa de R$ 20.000,00 (vinte mil reais) na segunda atuação;
IV - Multa de R$ 40.000,00 (quarenta mil reais) na terceira atuação e
V - Suspensão da licença de funcionamento da agência, por prazo
indeterminado.
§ 1º. A suspensão da licença de funcionamento somente cessará,
mediante a regulamentação do atendimento nos moldes previstos nesta
Lei. (NR).
§ 2º. O auto de infração será publicado no Diário Oficial do Município.
(NR)
§ 3º. O Município disponibilizará meios eficazes para o recebimento das
das denúncias e respectiva averiguação, bem como para a fiscalização do
cumprimento desta Lei.” (NR).
Art. 4º Adita o Art. 2º - A na Lei nº 8.020, de 30 de junho de 2000,
que “Dispõe sobre o prazo máximo de atendimento às pessoas que
utilizam serviços bancários no Município de Belém”, com a seguinte
redação:
“Art. 2º - A Os Bancos deverão disponibilizar em todas as suas
pelo menos, um bebedouro de água e copos descartáveis para uso dos
clientes a ser disponibilizado no salão de atendimento para o público
em geral.” (AC).
Art. 5º Os Bancos terão o prazo máximo de cento e oitenta dias, a
contar da data da publicação desta Lei, para adequarem atendimento
público nas agências ao disposto nesta Lei.
Art. 6º Esta Lei entra em vigor, cento e oitenta dias após sua
publicação.

Página 216 de LEI 9.005-13


LEI 7.502, DE 20 DE NOVEMBRO DE 1990

TÍTULO I – DAS DISPOSIÇÕES PRELIMINARES


TÍTULO II – DO PROVIMENTO, VACÂNCIA, REDISTRIBUIÇÃO E
SUBSTITUIÇÃO
CAPÍTULO I – DO PROVIMENTO
SEÇÃO I – DAS DISPOSIÇÕES GERAIS
SEÇÃO II – DA NOMEAÇÃO
SEÇÃO III – DO DESENVOLVIMENTO NA CARREIRA
CARREIRA
SEÇÃO IV – DA TRANSFERÊNCIA
SEÇÃO V – DA READAPTAÇÃO
SEÇÃO VI – DA REVERSÃO
SEÇÃO VII – DO APROVEITAMENTO
SEÇÃO VIII – DA REINTEGRAÇÃO
SEÇÃO IX – DA RECONDUÇÃO
CAPÍTULO II – DA VACÂNCIA
CAPÍTULO III – DA REDISTRIBUIÇÃO
CAPÍTULO IV – DA SUBSTITUIÇÃO
TÍTULO III – DOS DIREITOS, VANTAGENS E OBRIGAÇÕES
CAPÍTULO I – DA JORNADA DE TRABALHO
CAPÍTULO II – DO VENCIMENTO E DA REMUNERAÇÃO
CAPÍTULO III – DAS VANTAGENS DE ORDEM PECUNIÁRIA
SEÇÃO I – DAS DISPOSIÇÕES GERAIS
SEÇÃO II – DAS GRATIFICAÇÕES
Página 217 de LEI 7.502-90
SEÇÃO II – DAS GRATIFICAÇÕES
SUBSEÇÃO I – DA GRATIFICAÇÃO POR REGIME
ESPECIAL DE TRABALHO
SUBSEÇÃO II – DA GRATIFICAÇÃO POR ATIVIDADES
ESPECIAIS
SUBSEÇÃO III – DA GRATIFICAÇÃO POR
PRODUTIVIDADE
SUBSEÇÃO IV – DA GRATIFICAÇÃO POR SERVIÇO
EXTRAORDINÁRIO
SUBSEÇÃO V – DA GRATIFICAÇÃO NATALINA
SEÇÃO III – DOS ADICIONAIS
SUBSEÇÃO I – DO ADICIONAL POR TEMPO DE
SERVIÇO
SUBSEÇÃO II – DO ADICIONAL DE FÉRIAS
SUBSEÇÃO III – DO ADICIONAL DE ESCOLARIDADE
SUBSEÇÃO IV – DO ADICIONAL DE TURNO
SUBSEÇÃO V – DO ADICIONAL DE CARGO EM
COMISSÃO
SEÇÃO IV – DAS INDENIZAÇÕES
CAPÍTULO IV – DAS LICENÇAS
SEÇÃO I – DAS DISPOSIÇÕES GERAIS
SEÇÃO II – DA LICENÇA PARA TRATAMENTO DE SAÚDE
SEÇÃO III – DA LICENÇA POR ACIDENTE EM SERVIÇO
SEÇÃO IV – DA LICENÇA POR MOTIVO DE DOENÇA EM
PESSOA DA FAMÍLIA
SEÇÃO V – DA LICENÇA À GESTANTE, ADOTANTE E
PATERNIDADE
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PATERNIDADE
SEÇÃO VI – DA LICENÇA POR MOTIVO DE
AFASTAMENTO DO CÔNJUGE
SEÇÃO VII – DA LICENÇA PARA PRESTAÇÃO DO
SERVIÇO MILITAR
SEÇÃO VIII – DA LICENÇA PARA ATIVIDADE POLÍTICA
SEÇÃO IX – DA LICENÇA PARA ATIVIDADE SINDICAL
SEÇÃO X – DA LICENÇA PRÊMIO
SEÇÃO XI – DA LICENÇA PARA TRATAR DE INTERESSES
PARTICULARES
CAPÍTULO V – DAS FÉRIAS
CAPÍTULO VI – DAS CONCESSÕES
CAPÍTULO VII – DO TEMPO DE SERVIÇO
CAPÍTULO VIII – DO DIREITO DE PETIÇÃO
CAPÍTULO IX – DO AFASTAMENTO PARA SERVIR A OUTRO
ORGÃO OU ENTIDADE
CAPÍTULO X – DO REGIME DISCIPLINAR
SEÇÃO I – DOS DIREITOS E DEVERES
SEÇÃO II – DAS PROIBIÇÕES
SEÇÃO III – DAS RESPONSABILIDADES
CAPÍTULO XI – DA ACUMULAÇÃO
TÍTULO IV – DA PREVIDÊNCIA E ASSISTÊNCIA
CAPÍTULO I – DAS DISPOSIÇÕES GERAIS
CAPÍTULO II – DOS BENEFÍCIOS
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SEÇÃO I – DA APOSENTADORIA
SEÇÃO II – DO SALÁRIO-FAMÍLIA
SEÇÃO III – DO AUXÍLIO À NATALIDADE
SEÇÃO IV – DO AUXÍLIO-FUNERAL
SEÇÃO V – DO AUXÍLIO-RECLUSÃO
SEÇÃO VI – DA PENSÃO POR MORTE
SEÇÃO VII – DO PECÚLIO FACULTATIVO
CAPÍTULO III – DA ASSISTÊNCIA À SAÚDE
CAPÍTULO IV – DO CUSTEIO
TÍTULO V – DAS PENALIDADES E DA SUA APLICAÇÃO
CAPÍTULO I – DO AFASTAMENTO PREVENTIVO
TÍTULO VI – DO PROCESSO ADMINISTRATIVO
CAPÍTULO I – DA APURAÇÃO SUMÁRIA DE
IRREGULARIDADES
CAPÍTULO II – DO INQUÉRITO ADMINISTRATIVO
TÍTULO VII – DOS FUNCIONÁRIOS EM SITUAÇÃO ESPECIAL
CAPÍTULO ÚNICO – DO SERVIÇO RELATIVO À EDUCAÇÃO
TÍTULO VIII – DAS DISPOSIÇÕES FINAIS E TRANSITÓRIAS
CAPÍTULO ÚNICO

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TÍTULO I - DAS DISPOSIÇÕES PRELIMINARES
Art. 1º - Esta Lei institui o Estatuto dos Funcionários Públicos do
Município de Belém.

Art. 2º - As disposições desta Lei constituem o regime jurídico único


aplicável aos funcionários de qualquer categoria do Município de
Belém, suas autarquias e fundações.

Art. 3º - Para efeito desta Lei, funcionário é a pessoa legalmente


investida em cargo público.

Parágrafo Único - Equipara-se também a funcionário o pessoal


contratado por tempo determinado para exercer função decorrente de
necessidade temporária de excepcional interesse público, sujeitando-se
ao regime estatutário previsto nesta Lei.

Art. 4º - Cargo público, como unidade básica da estrutura


organizacional, é o conjunto de atribuições e responsabilidades
cometidas a um funcionário, mediante retribuição padronizada e paga
pelos cofres públicos.

§ 1º - Os cargos públicos, acessíveis a todos os brasileiros, são criados


por Lei, com denominação própria e em número certo, para
provimento em caráter efetivo ou em comissão.

§ 2º - As funções temporárias são criadas por ato administrativo de


gestão, nas situações especificas dos casos previstos em lei, e terão
existência por tempo determinado, extinguindo-se automaticamente ao
termo do prazo estabelecido ou com a cessação do estado de
necessidade de que resultarem.

Art. 5º - Os cargos de provimento efetivo da administração pública


municipal direta, das autarquias e fundações públicas serão organizados
Página 221 de LEI 7.502-90
municipal direta, das autarquias e fundações públicas serão organizados
e providos em carreiras.

Art. 6º - Quadro é o conjunto de cargos efetivos e em comissão e de


funções gratificadas, integrantes das estruturas dos órgãos do
Município, das autarquias e das fundações públicas municipais.

Art. 7º - O sistema de carreira dos funcionários municipais deverá


observar as diretrizes estabelecidas nesta Lei.

Art. 8º - É proibida a prestação de serviços gratuitos, ressalvada a


participação em órgãos de deliberação coletiva para os quais lei exija
gratuidade.

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TÍTULO II - DO PROVIMENTO, VACÂNCIA, REDISTRIBUIÇÃO E SUBSTITUIÇÃO
CAPÍTULO I - DO PROVIMENTO
SEÇÃO I - DAS DISPOSIÇÕES GERAIS

Art. 9º - São requisitos básicos para o ingresso no serviço público do


Município de Belém:

I - a nacionalidade brasileira ou equiparada;


II - o gozo dos direitos políticos;
III. - a quitação com as obrigações militares e eleitorais;
IV - o nível de escolaridade exigido para o exercício do cargo;
V - a idade mínima de dezoito anos; e
VI - ser julgado apto em inspeção de saúde por serviço médico
competente.

Parágrafo Único - Às pessoas portadoras de deficiência é assegurado o


direito de se inscrever em concurso público para provimento de cargo
cujas atribuições sejam compatíveis com a deficiência de que são
portadoras, para as quais serão reservadas até vinte por cento das vagas
oferecidas no concurso.

Art. 10 - O provimento dos cargos públicos municipais far-se-á por ato


administrativo de gestão.

Art. 11 - A investidura em cargo público ocorrerá com a posse.

Parágrafo Único - A investidura em função temporária ocorrerá nos


termos e condições da respectiva contratação.

Art. 12 - São formas de provimento em cargo público:

I - nomeação;
II - ascensão;
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II - ascensão;
III - transferência;
IV - readaptação;
V - reversão;
VI - aproveitamento;
VII - reintegração; e
VIII – recondução

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SEÇÃO II - DA NOMEAÇÃO
Art. 13 - A nomeação far-se-á:

I - em caráter efetivo, quando se tratar de cargo de provimento efetivo;


ou

II - em comissão, para cargos de confiança, de livre exoneração.

Art. 14 - A nomeação para cargo de provimento efetivo depende de


prévia habilitação em concurso público de provas ou de provas e
títulos, obedecida a ordem de classificação e o prazo de sua validade.

Parágrafo Único - Os demais requisitos para o ingresso e o


desenvolvimento do funcionário na carreira, mediante progressão e
ascensão funcional, serão estabelecidos em lei específica.

Art. 15 - O concurso será de provas ou de provas e títulos, conforme


dispuser o regulamento.

§ 1º - Será de provas ocupacionais o concurso público de provimento


dos cargos para cujo desempenho a lei não exija qualquer nível de
escolaridade.

§ 2º - Qualquer que seja o tempo de serviço, o funcionário que tiver


ingressado no serviço público mediante concurso de provas
ocupacionais terá ascensão funcional através de processo seletivo
interno.

Art. 16 - O concurso público terá validade de dois anos, podendo ser


prorrogado uma única vez, por igual período.

Parágrafo Único - O prazo de validade do concurso e as condições de


sua realização serão fixados em edital, que será publicado no Diário
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sua realização serão fixados em edital, que será publicado no Diário
Oficial do Município.

Art. 17 - Posse é a aceitação expressa das atribuições, deveres, direitos


e responsabilidades inerentes ao cargo público, com o compromisso de
bem servir, formalizada com a assinatura do termo pela autoridade
competente e pelo empossado.

§ 1º - O prazo inicial para a posse deverá ser prorrogado em até cento e


vinte dias, a requerimento do interessado.

§ 2º - Se a posse não se concretizar dentro do prazo, o ato de


provimento será tornado sem efeito.

§ 3º - A posse poderá se realizar mediante procuração.

§ 4º - Em se tratando de funcionário em licença ou em qualquer outro


afastamento legal, o prazo será contado do término do impedimento.

§ 5º - Só haverá posse nos casos de provimento de cargo público por


nomeação e ascensão funcional

§ 6º - No ato da posse o funcionário apresentará, obrigatoriamente,


declaração de bens e valores que constituem seu patrimônio e
declaração sobre o exercício de outro cargo, emprego ou função
pública, além de outros documentos comprobatórios da satisfação das
condições exigidas para investidura no cargo, salvo se já fornecidas
anteriormente.

Art. 18 - Exercício é o efetivo desempenho das atribuições do cargo.

§ 1º - É de trinta dias o prazo para o servidor entrar em exercício,


contados:

I - da data da posse, no caso de nomeação; e


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I - da data da posse, no caso de nomeação; e
II - da data da publicação oficial do ato, nos demais casos.

§ 2º - Os prazos deverão ser prorrogados, a requerimento do


interessado, por trinta dias.

§ 3º - Na transferência, o prazo para o exercício do servidor em férias


ou em licença será contado a partir do termo final desses eventos.

§ 4º - A não entrada em exercício, ou a sua interrupção por mais de


trinta dias, é tipificada como abandono de cargo.

Art. 19 - O funcionário não poderá ausentar-se do Estado sem


autorização superior, nos casos de estudos ou missão especial com ou
sem vencimentos.

§ 1º - A ausência do País dependerá de autorização do Prefeito, para os


funcionários vinculados ao Poder Executivo, e de autorização da
Comissão Executiva da Câmara Municipal, para os funcionários
vinculados ao Poder Legislativo.

§ 2º - O afastamento para estudo ou cumprimento de missão especial


poderá ser autorizado até o limite de quatro anos e, finda a missão ou
estudo, somente decorrido igual período será permitida nova ausência.

§ 3º - Ao funcionário beneficiado pelo disposto neste artigo não será


concedida exoneração ou licença para tratar de interesse particular
antes de decorrido período igual ao da ausência, ressalvada a hipótese
do ressarcimento das despesas havidas com o seu afastamento.

§ 4º - O servidor autorizado a afastar-se para estudo em área do


interesse do serviço público, fora do Município, com ônus para os
cofres municipais, deverá sequentemente prestar serviço, por igual
período, ao Município.

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§ 5º - O servidor efetivo, mediante a sua concordância, poderá ser
colocado à disposição de qualquer órgão da administração direta ou
indireta da União, Estados, Distrito Federal e outros Municípios, com
ou sem ônus para o Município de Belém, desde que observada a
reciprocidade.

§ 6º - Na condenação criminal transitada em julgado, se esta não for


determinante da demissão, continuará ele afastado até o cumprimento
total da pena, com direito a dois terços do vencimento ou
remuneração.

§ 7º - O exercício do mandato eletivo federal, estadual ou distrital


determina o afastamento do cargo, emprego ou função, com prejuízo
do vencimento ou remuneração.

Art. 20 - Ao entrar em exercício, o funcionário nomeado para o cargo


de provimento efetivo ficará sujeito a estágio probatório por período de
até dois anos, durante o qual sua aptidão e capacidade serão objeto de
avaliação para desempenho do cargo, observados os seguintes
requisitos:

I - idoneidade moral;
II - assiduidade;
III - disciplina; e
IV - produtividade.

§ 1º - Até o fim do período de dezoito meses, o chefe direto do


funcionário, ouvido o corpo funcional do setor, deverá manifestar-se
sobre o atendimento, pelo mesmo, dos requisitos fixados pelo estágio.

§ 2º - Da avaliação desfavorável cabe recurso com efeito suspensivo, no


prazo de oito dias contados da ciência do funcionário.

§ 3º - Decorrido o prazo previsto no parágrafo anterior sem a


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§ 3º - Decorrido o prazo previsto no parágrafo anterior sem a
interposição de recurso, não sendo o funcionário considerado
habilitado no estágio, o mesmo será exonerado.

§ 4º - O funcionário não poderá ser promovido, transferido, removido,


redistribuído, reclassificado ou posto à disposição de outros órgãos ou
entidades, e nem obter as licenças constantes nos incisos VI, X e XI do
artigo 93, durante o período do estágio.

Art. 21 - O funcionário adquirirá estabilidade após dois anos de efetivo


exercício, quando habilitado em concurso público.

Art. 22 - O funcionário estável somente poderá ser demitido em virtude


virtude de sentença judicial transitada em julgado ou mediante processo
administrativo em que lhe seja assegurada ampla defesa.

Parágrafo Único - O pessoal admitido para funções temporárias poderá


ser dispensado antes do prazo estabelecido:

I - mediante comunicação de três dias, se tiver cessado o estado de


necessidade que determinou sua contratação;
II - sem comunicação prévia, se houver justa causa por falta apurada em
sindicância sumária.

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SEÇÃO III - DO DESENVOLVIMENTO NA CARREIRA

Art. 23 - O desenvolvimento na carreira dar-se-á por:

I - progressão funcional; e
II - ascensão funcional.

Art. 24 - Progressão funcional far-se-á pela elevação automática do


funcionário à referência imediatamente superior na escala de
vencimento do cargo.

Art. 25 - Ascensão funcional far-se-á pela elevação do funcionário de


cargo da categoria funcional a que pertencer para cargo da referência
inicial de categoria mais elevada, sem prejuízo dos vencimentos.

Art. 26 - A ascensão funcional dependerá de aprovação em concurso


seletivo interno de provas ou de provas e títulos.

Art. 27 - Através de ato, o Poder Executivo e o Poder Legislativo


a conhecer o numero de vagas destinadas à ascensão funcional.

Art. 28 - A ascensão não interrompe o tempo de serviço, que contado


no novo posicionamento na carreira, a partir da data da publicação do
ato que ascender o funcionário.

Parágrafo Único - O servidor que não estiver no exercício do cargo,


ressalvadas as hipóteses consideradas como de efetivo exercício, não
concorrerá à ascensão funcional.

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SEÇÃO IV - DA TRANSFERÊNCIA

Art. 29 - Transferência é a passagem do funcionário estável de cargo


efetivo para outro de igual denominação e vencimento, pertencente a
quadro de pessoal diverso, no âmbito do Município.

Art. 30 - A transferência dar-se-á:

I - a pedido, atendida a conveniência do serviço; e


II - de ofício, no interesse da administração, ouvido o servidor.

Parágrafo Único - Havendo interessados em maior número que o de


vagas, a seleção será feita através do critério antiguidade.

Art. 31 - Será admitida a transferência de funcionário ocupante de


cargo de quadro em extinção para igual situação em quadro de outro
órgão ou entidade.

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SEÇÃO V - DA READAPTAÇÃO

Art. 32 - Readaptação é a forma de provimento do funcionário em


cargo de atribuição e responsabilidades compatíveis com a limitação
que tenha sofrido em sua capacidade física ou mental, verificada em
inspeção médica.

§ 1º - Em qualquer hipótese, a readaptação não poderá ser deferida se


acarretar aumento da remuneração do readaptando.

§ 2º - Se a readaptação for deferida em cargo cuja remuneração seja


menor que a remuneração antes percebida pelo readaptando, a parcela
será paga como diferença pessoal permanente.

§ 3º - O funcionário readaptado perde definitivamente sua vinculação


com o cargo anteriormente exercido.

§ 4º - Se não houver possibilidade de readaptação, o funcionário será


aposentado.

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SEÇÃO VI - DA REVERSÃO

Art. 33 - Reversão é o retorno ao serviço ativo de funcionário


aposentado por invalidez, quando comprovadamente forem declaradas
insubsistentes as razões determinantes da aposentadoria.

Art. 34 - A reversão far-se-á no mesmo cargo ou no cargo resultante de


sua transformação.

Art. 35 - Não poderá reverter o aposentado que alcançar o limite da


idade para aposentadoria compulsória.

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SEÇÃO VII - DO APROVEITAMENTO

Art. 36 - Aproveitamento é o reingresso à atividade de funcionário em


disponibilidade, em cargo de atribuições e vencimentos compatíveis
com o anteriormente ocupado.

§ 1º - O aproveitamento será obrigatório quando restabelecido o cargo


de cuja extinção decorreu a disponibilidade.

§ 2º - Se o aproveitamento se der em cargo de padrão inferior ao


provento da disponibilidade, terá o funcionário direito à diferença.

Art. 37 - Extinto o cargo ou declarada a sua desnecessidade, o


funcionário estável ficará em disponibilidade, com proventos
proporcionais ao tempo de serviço.

Art. 38 - O aproveitamento dependerá de prévia comprovação da


capacidade física e mental do funcionário, por junta médica pericial do
Município.

§ 1º - Se julgado apto, o funcionário assumirá o exercício do cargo no


prazo de trinta dias, contados da publicação do ato de aproveitamento.

§ 2º - Verificada a incapacidade definitiva, o funcionário em


disponibilidade será aposentado no cargo que anteriormente ocupava.

Art. 39 - Será tornado sem efeito o aproveitamento e cassada a


disponibilidade se o funcionário não entrar em exercício no prazo legal,
salvo por doença comprovada por junta médica pericial do Município.

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SEÇÃO VIII - DA REINTEGRAÇÃO

Art. 40 - Reintegração é a reinvestidura do funcionário estável no cargo


cargo anteriormente ocupado, quando invalidada a sua demissão por
decisão administrativa ou judicial, com ressarcimento de todas as
vantagens.

Art. 41 - A reintegração será feita no cargo anteriormente ocupado e,


se este houver sido transformado, no cargo resultante.

Parágrafo Único - Encontrando-se provido o cargo, o seu eventual


ocupante será reconduzido ao cargo de origem, sem direito à
indenização ou aproveitado em outro cargo, ou, ainda, posto em
disponibilidade remunerada.

Página 235 de LEI 7.502-90


SEÇÃO IX - DA RECONDUÇÃO

Art. 42 - Recondução é o retorno do funcionário estável ao cargo


anteriormente ocupado.

Parágrafo Único - Encontrando-se provido o cargo de origem, o


funcionário será aproveitado em outro, observado o disposto no artigo
36.

Página 236 de LEI 7.502-90


CAPÍTULO II - DA VACÂNCIA
Art. 43 - A vacância do cargo ocorrerá de:

I - exoneração;
II - demissão;
III - ascensão;
IV - transferência;
V - readaptação;
VI - aposentadoria; e
VII - falecimento.

Art. 44 - A exoneração dar-se-á a pedido do funcionário ou de ofício.

Parágrafo Único - A exoneração de ofício ocorrerá:

I - quando se tratar de cargo em comissão;


II - quando não satisfeitas as condições do estágio probatório;
III - quando o funcionário não assumir o exercício do cargo no prazo
legal;
IV - quando da investidura do funcionário em outro cargo de
provimento efetivo.

Art. 45 - A vacância de função gratificada dar-se-á por dispensa, a


pedido ou de ofício, ou por destituição.

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CAPÍTULO III - DA REDISTRIBUIÇÃO

Art. 46 - Redistribuição é a movimentação do funcionário, com o


respectivo cargo, para quadro de pessoal de outro órgão ou entidade
cujos planos de cargos e vencimentos sejam idênticos, observando
sempre o interesse da administração.

§ 1º - A redistribuição ocorrerá para o ajustamento de quadros de


pessoal às necessidades dos serviços, inclusive nos casos de
reorganização, extinção ou criação de órgão ou entidade.

§ 2º - Nos casos de extinção de órgão ou entidade, os funcionários que


não puderem ser redistribuídos, na forma, deste artigo, serão colocados
colocados em disponibilidade ate o seu aproveitamento, na forma do
artigo 36.

Página 238 de LEI 7.502-90


CAPÍTULO IV - DA SUBSTITUIÇÃO
Art. 47 - Haverá substituição, no caso de impedimento legal ou
afastamento do titular de cargo em comissão ou função gratificada,
quando se tornar indispensável tal providencia em face das necessidades
de serviço.

Art. 48 - Nas hipóteses consideradas necessárias, os ocupantes de cargo


em comissão terão substitutos indicados no regimento interno ou em
ato regulamentar e, em caso de omissão, serão previamente designados.
designados.

§ 1º - O substituto indicado assumirá automaticamente o exercício do


cargo nos afastamentos e impedimentos do titular.

§ 2º - O substituto fará jus à diferença da remuneração do cargo ou à


gratificação de função respectiva, pagas na proporção dos dias de efetiva
substituição.

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TÍTULO III - DOS DIREITOS, VANTAGENS E OBRIGAÇÕES
CAPÍTULO I - DA JORNADA DE TRABALHO

Art. 49 - A jornada de trabalho não poderá ser superior a 40 nem


inferior a 20 horas semanais, na forma que dispuser a lei ou norma
regulamentar.

Art. 50 - A jornada de trabalho será cumprida no expediente que a


administração municipal estabelecer para o funcionamento das
repartições.

§ 1º - Em casos especiais, atendida a natureza do serviço, poderá ser


estabelecido horário para a prestação do trabalho.

§ 2º - Nos serviços que exijam trabalho aos sábados, domingos e


feriados será estabelecida escala de revezamento.

Art. 51 - A duração do trabalho poderá ser prorrogada a critério da


administração, mediante retribuição pecuniária suplementar.

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CAPÍTULO II - DO VENCIMENTO E DA REMUNERAÇÃO

Art. 52 - Vencimento é a retribuição pecuniária pelo desempenho


efetivo do trabalho no exercício de cargo público e corresponde ao
valor fixado em lei.

§ 1º - A retribuição do pessoal admitido para funções temporárias será


fixada no ato que determinar a admissão, não podendo ser superior ao
vencimento dos cargos análogos.

§ 2º - Não haverá vencimento nem retribuição inferior ao salário


mínimo fixado em lei, nacionalmente unificado.

§ 3º - O vencimento é irredutível e a remuneração obedecerá ao limite e


e princípios previstos no artigo37, inciso XV, da Constituição Federal e
no artigo 18, inciso XXII da Lei Orgânica do Município de Belém.

Art. 53 - Remuneração é o vencimento acrescido das gratificações e


demais vantagens de caráter permanente atribuídas ao funcionário pelo
exercício de cargo público.

Parágrafo Único - As indenizações, auxílios e demais vantagens ou


gratificações de caráter eventual não integram a remuneração.

Art. 54 - Proventos são os rendimentos atribuídos ao funcionário em


razão da aposentadoria ou disponibilidade.

Art. 55 - Quando investido em cargo em comissão, o funcionário


deixará de perceber o vencimento de seu cargo efetivo.

Art. 56 - O funcionário perderá:

I - a remuneração dos dias que faltar ao serviço, salvo nas hipóteses


Página 241 de LEI 7.502-90
I - a remuneração dos dias que faltar ao serviço, salvo nas hipóteses
previstas no artigo 123; e
II - metade da remuneração, no caso de suspensão convertida em multa,
multa, na forma prevista no § 2º do artigo 197.

Parágrafo Único - As faltas ao serviço, até o máximo de oito dias por


ano, não excedendo a uma por mês, em razão de causa relevante,
poderão ser abonadas pelo titular do órgão, quando requeridas no dia
útil subsequente.

Art. 57 - Salvo por imposição legal ou mandato judicial, nenhum


desconto incidirá sobre a remuneração ou provento.

Parágrafo Único - Mediante autorização do funcionário, poderá haver


consignação em folha de pagamento a favor de terceiros, a critério da
administração, na forma estabelecida em regulamento.

Art. 58 - As reposições e indenizações ao Município serão descontadas


em parcelas mensais e não excedentes à décima parte da remuneração
ou provento.

Art. 59 - O funcionário em débito com a Fazenda Municipal que for


demitido, exonerado, ou que tiver sua aposentadoria ou
cassada, terá o prazo de sessenta dias para quitá-lo.

Parágrafo Único - A não quitação do débito no prazo previsto neste


artigo implicará em sua inscrição na dívida ativa do Município.

Art. 60 - O vencimento, a remuneração e o provento não serão objeto


de arresto, sequestro ou penhora exceto nos casos de prestação de
alimentos de homologação ou decisão judicial.

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CAPÍTULO III - DAS VANTAGENS DE ORDEM PECUNIÁRIA
SEÇÃO I - DAS DISPOSIÇÕES GERAIS

Art. 61 - Além do vencimento, poderão ser atribuídas ao funcionário,


na forma que dispuser o regulamento, as seguintes vantagens:

I - gratificações;
II - adicionais; e
III - indenizações.

Página 243 de LEI 7.502-90


SEÇÃO II - DAS GRATIFICAÇÕES

Art. 62 - Aos funcionários poderão ser concedidas as seguintes


gratificações:

I - por regime especial de trabalho:

a) em tempo integral; e
b) em dedicação exclusiva;

II - por atividades especiais:

a) de função;
b) de localização especial de trabalho, na forma prevista em
regulamento;
c) pelo exercício de atividades em condições insalubres ou perigosas;
d) de elaboração de trabalho técnico especializado, na forma prevista
em regulamento; e
e) de fiscalização ou coordenação de processos seletivos, na forma
prevista em regulamento;

III - por produtividade;


IV - por serviço extraordinário;
V - gratificação natalina; e
VI - gratificação de permanência.

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SUBSEÇÃO I - DA GRATIFICAÇÃO POR REGIME
ESPECIAL DE TRABALHO

Art. 63 - A gratificação de tempo integral ou de dedicação exclusiva


será devida ao funcionário ocupante de cargo efetivo, comissionado ou
em função gratificada, quando convocado para prestação de serviços em
em regime especial de trabalho.

Art. 64 - A gratificação devida ao funcionário convocado a prestar


serviço em regime de tempo integral ou de dedicação exclusiva
obedecerá às seguintes bases percentuais:

I - tempo integral: cinquenta por cento do vencimento-base do cargo,


com carga horária mínima de duas horas, além da jornada normal de
trabalho diária; e
II - dedicação exclusiva: cem por cento do vencimento-base do cargo.

§ 1º - A concessão da gratificação por regime especial de trabalho


dependerá de prévia e expressa autorização do Prefeito ou da Comissão
Executiva da Câmara Municipal, sendo vedada a percepção cumulativa.

§ 2º - VETADO.

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SUBSEÇÃO II - DA GRATIFICAÇÃO POR ATIVIDADES
ATIVIDADES ESPECIAIS
Art. 65 - A gratificação de função será fixada em lei e atribuída às
atividades que indicar.

Art. 66 - Ao funcionário que exercer atividades, com habitualidade,


em locais insalubres ou em contato permanente com substâncias
tóxicas ou com risco de vida, será concedida uma gratificação sobre o
vencimento do cargo efetivo, na forma da lei.

Art. 67 - O funcionário que fizer jus às gratificações de insalubridade e


de periculosidade deverá optar por uma delas, não sendo permitida a
acumulação.

Parágrafo Único - O direito à gratificação de insalubridade ou


periculosidade cessa com a eliminação das condições ou dos riscos que
deram causa a sua concessão.

Art. 68 - É vedado à funcionária gestante ou lactante o trabalho em


atividades ou operações consideradas insalubres ou perigosas.

Art. 69 - A gratificação de insalubridade por trabalho com raios-X ou


substâncias radioativas corresponde a quarenta por cento sobre o
vencimento básico do funcionário.

§ 1º - Os locais de trabalho e os funcionários que operem com raio-X


ou substâncias radioativas devem ser mantidos sob controle
permanente, de modo que as doses de radiação ionizante não
ultrapassem o nível máximo previsto na legislação específica.

§ 2º - Os funcionários a que refere o parágrafo anterior devem ser


submetidos a exames médicos periódicos.

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SUBSEÇÃO III - DA GRATIFICAÇÃO POR
PRODUTIVIDADE

Art. 70 - A gratificação por produtividade será concedida ao


funcionário que, no desempenho de suas atribuições, contribuir para o
aprimoramento e incremento do serviço público, e em especial das
atividades de arrecadação e fiscalização de tributos e outras rendas.

Parágrafo Único - As condições para aferição, critérios, prazos ou


formas de pagamento serão definidas em regulamento, observando os
limites legais.

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SUBSEÇÃO IV - DA GRATIFICAÇÃO POR SERVIÇO
EXTRAORDINÁRIO

Art. 71 - O serviço extraordinário será remunerado com o acréscimo de


de cinquenta por cento em relação à hora normal de trabalho.

Parágrafo Único - Em se tratando de serviço noturno, o valor da hora


será acrescido de mais vinte por cento.

Art. 72 - Somente será permitido serviço extraordinário para atender a


situações excepcionais e temporárias, respeitado o limite máximo de
horas diárias, conforme se dispuser em regulamento.

Parágrafo Único - Em situação de emergência, previamente definida


pelo Chefe do Poder Executivo, o limite para o desempenho de serviço
extraordinário poderá ser elevado para o máximo de quatro horas nos
dias úteis e de oito horas em dias de descanso obrigatório.

Art. 73 - A concessão da gratificação por serviço extraordinário


dependerá, em cada caso, de ato expresso dos titulares dos órgãos
municipais, no qual serão obrigatoriamente fixados o período e o
serviço a ser prestado.

Art. 74 - O exercício de cargo em comissão e de função gratificada


impede o recebimento da gratificação por serviço extraordinário.

Parágrafo Único - O recebimento da gratificação de tempo integral ou


dedicação exclusiva excluirá a percepção cumulativa da gratificação por
serviço extraordinário.

Página 248 de LEI 7.502-90


SUBSEÇÃO V - DA GRATIFICAÇÃO NATALINA

Art. 75 - A gratificação natalina corresponderá a um doze avos da


remuneração devida em dezembro, por mês de exercício no respectivo
ano civil.

Parágrafo Único - A fração igual ou superior a quinze dias será


considerada como mês integral.

Art. 76 - A gratificação natalina será paga até o dia vinte de dezembro


de cada ano.

Art. 77 - A gratificação natalina não poderá ser considerada como


calculo de qualquer vantagem pecuniária.

Art. 78 - O funcionário exonerado perceberá uma gratificação natalina


proporcionalmente aos meses de efetivo exercício, calculada sobre a
remuneração do mês de exoneração.

Página 249 de LEI 7.502-90


SEÇÃO III - DOS ADICIONAIS

Art. 79 - Ao funcionário serão concedidos os adicionais:

I - adicional por tempo de serviço;


II - adicional de férias;
III - adicional de escolaridade;
IV - adicional de turno; e
V - adicional de cargo em comissão.

Página 250 de LEI 7.502-90


SUBSEÇÃO I - DO ADICIONAL POR TEMPO DE
SERVIÇO

Art. 80. O adicional por tempo de serviço será devido por triênio de
efetivo exercício, até o máximo de doze.

§ 1º - Os adicionais serão calculados sobre a remuneração do cargo, nas


seguintes proporções:

I - aos três anos, 5%;


II - aos seis anos, 5% - 10%;
III - aos nove anos, 5% - 15%;
IV - aos doze anos, 5% - 20%;
V - aos quinze anos, 5% - 25%;
VI - aos dezoito anos, 5% - 30%;
VII - aos vinte e um anos, 5% - 35%;
VIII - aos vinte e quatro anos, 5% - 40%;
IX - aos vinte e sete anos, 5% - 45%;
X - aos trinta anos, 5% - 50%;
XI - aos trinta e três anos, 5% - 55%;
XII - após trinta e quatro anos, 5% - 60%.

Art. 81 - O funcionário fará jus ao adicional a partir do mês em que


completar o triênio, independente de solicitação.

Página 251 de LEI 7.502-90


SUBSEÇÃO II - DO ADICIONAL DE FÉRIAS

Art. 82 - Independentemente de solicitação, será pago ao funcionário,


por ocasião das férias, um adicional de um terço da remuneração
correspondente ao período de férias.

Parágrafo Único - No caso do funcionário ocupar cargo em comissão


ou estar no exercício de função gratificada, as respectivas vantagens
devem ser consideradas no calculo do adicional de que trata este artigo.

Página 252 de LEI 7.502-90


SUBSEÇÃO III - DO ADICIONAL DE ESCOLARIDADE

Art. 83 - O adicional de escolaridade, calculado sobre o vencimento-


base, será devido nas seguintes proporções:

I - na quantia correspondente a vinte por cento, ao titular de cargo para


para cujo exercício a lei exija habilitação correspondente conclusão do
primeiro grau do ensino oficial;

II - na quantia correspondente a sessenta por cento, ao titular de cargo


para cujo exercício a lei exija habilitação correspondente à conclusão
do segundo grau do ensino oficial;

III - na quantia correspondente a cem por cento, ao titular do cargo


para cujo exercício a lei exija habilitação correspondente à conclusão
do grau universitário.

Parágrafo Único - A gratificação pela docência em atividade de


treinamento será atribuída ao servidor no regime hora-aula, desde que
esta atividade não seja inerente ao exercício do cargo, desde que fora
do horário de expediente normal.

Página 253 de LEI 7.502-90


SUBSEÇÃO IV - DO ADICIONAL DE TURNO

Art. 84 - O adicional de turno é a vantagem pessoal e eventual devida


ao funcionário durante o tempo em que for submetido a:

I - jornada de trabalho que deva ser desempenhada entre as vinte e duas


horas de um dia e as cinco horas do dia seguinte, correspondendo a
quarenta por cento do vencimento-base;

II - trabalho aos sábados, domingos e feriados, em escala de


revezamento, correspondente a vinte por cento do vencimento-base.

Art. 85 - O adicional de turno, apesar de eventual, é devido nas férias e


nas licenças remuneradas, se o funcionário houver desempenhado
trabalho nas condições do artigo anterior, durante os últimos doze por
cento meses.

§ 1º - Somente após três anos de percepção do adicional de turno a


vantagem será incluída nos proventos da aposentadoria ou
disponibilidade.

§ 2º - Se a aposentadoria resultar de acidente em serviço, o adicional de


turno será incluído nos proventos, qualquer que seja o tempo de sua
percepção.

§ 3º - VETADO.

Página 254 de LEI 7.502-90


SUBSEÇÃO V - DO ADICIONAL DE CARGO EM
COMISSÃO
Art. 86 - O funcionário efetivo nomeado para cargo em comissão,
cessado esse exercício, fará jus a perceber, como vantagem pessoal, o
adicional de que trata o inciso V, do art. 79, desta Lei, que
corresponderá à quinta parte da diferença entre o vencimento do cargo
efetivo e o vencimento do cargo em comissão, por ano de efetivo
exercício, até o máximo de cinco quintos.

Parágrafo Único - Quando mais de um cargo em comissão for exercido


sem interrupção, no período anual aquisitivo, o adicional será
em relação ao vencimento do cargo mais elevado.

Art. 87 - O adicional de que trata o artigo anterior aplica-se também


exercente de função gratificada, tomando-se como base de cálculo a
quinta parte do valor da respectiva gratificação, até o máximo de cinco
quintos.

Art. 88 - O funcionário que tiver adquirido direito ao máximo de cinco


quintos fará jus à atualização progressiva de cada parcela do adicional,
mediante a substituição de cada quinta parte mais antiga pela nova
quinta parte, calculada em relação ao último vencimento ou
gratificação, se aquele ou esta for superior.

Art. 89 - A pena de destituição do cargo em comissão ou da função


gratificada implicará, automaticamente, na perda da vantagem pessoal
respectiva.

Página 255 de LEI 7.502-90


SEÇÃO IV - DAS INDENIZAÇÕES

Art. 90 - O funcionário que, em missão oficial ou de estudo, se afastar


da sede, em caráter eventual ou transitório, para outro ponto do
território nacional ou do exterior, fará jus a passagens e diárias, para
cobrir as despesas de pousada e alimentação.

Parágrafo Único - A diária será concedida por dia de afastamento,


sendo devida pela metade quando o deslocamento não exigir pernoite
fora da sede.

Art. 91 - O funcionário que receber indevidamente diárias será


obrigado a restituí-las integralmente, no prazo de cinco dias, ficando
ainda, se for o caso, sujeito a punição disciplinar.

Art. 92 - No arbitramento das diárias será considerado o local para o


qual foi deslocado o funcionário.

Página 256 de LEI 7.502-90


CAPÍTULO IV - DAS LICENÇAS
SEÇÃO I - DAS DISPOSIÇÕES GERAIS

Art. 93 - Conceder-se-á ao funcionário licença:

I - para tratamento de saúde;


II - por motivo de acidente em serviço;
III - por motivo de doença em pessoa da família;
IV - à gestante;
V - paternidade;
VI - por motivo de afastamento do cônjuge;
VII - para prestação de serviço militar;
VIII - para atividade política;
IX - para atividade sindical;
X - a título de prêmio por assiduidade e comportamento;
XI - para tratar de interesse particular.

§ 1º - As licenças previstas nos incisos I a IV serão precedidas de


inspeção médica realizada pelo órgão competente do Município.

§ 2º - O funcionário não poderá permanecer em licença por período


superior a vinte e quatro meses, salvo nos casos dos incisos VI, VII, VIII
e IX.

§ 3º - É vedado o exercício de atividade remunerada durante o período


das licenças previstas nos incisos I a IV deste artigo.

§ 4º - A licença concedida dentro de sessenta dias do término da


anterior, da mesma espécie, será considerada como prorrogação.

Art. 94 - O pessoal contratado para função temporária terá direito as


licenças previstas nos incisos I, II, III, IV e V do artigo 93.

Página 257 de LEI 7.502-90


§ 1º - Na data do termo final do tempo previsto para admissão termina
a vinculação do pessoal temporário com a administração municipal,
cessando as licenças concedidas.

§ 2º - O disposto no parágrafo anterior não se aplica à licença por


motivo de acidente em serviço, que somente cessará com o
restabelecimento da capacidade física ou com a aposentadoria do
licenciado.

§ 3º - Se do acidente resultar invalidez permanente, a licença será


transformada em aposentadoria.

§ 4º - Os demais motivos de licença, previstos no artigo 93, constituem


justa causa para cessação do desempenho de funções temporárias.

Página 258 de LEI 7.502-90


SEÇÃO II - DA LICENÇA PARA TRATAMENTO DE
SAÚDE

Art. 95 - A licença para tratamento de saúde poderá ser concedida a


pedido ou de ofício, com base em inspeção médica realizada pelo órgão
competente do Município, sem prejuízo da remuneração.

Parágrafo Único - Sempre que necessário, a inspeção médica será


realizada na residência do funcionário ou no estabelecimento hospitalar
onde se encontrar internado.

Art. 96 - A licença superior a sessenta dias só poderá ser concedida


mediante inspeção realizada por junta médica oficial.

§ 1º - Em casos excepcionais, a prova da doença poderá ser feita por


atestado médico particular se, a juízo da administração, for
ou impossível a ida da junta médica à localidade de residência do
funcionário.

§ 2º - Nos casos referidos no parágrafo anterior, o atestado só produzirá


produzirá efeitos depois de homologado pelo serviço médico oficial do
Município.

§ 3º - Verificando-se, a qualquer tempo, ter ocorrido má-fé na


expedição do atestado ou do laudo, a administração promoverá a
punição dos responsáveis.

Art. 97 - Findo o prazo da licença, o funcionário será submetido à nova


inspeção médica, que concluirá pela volta ao serviço, pela prorrogação
da licença ou pela aposentadoria.

Art. 98 - O atestado e o laudo da junta médica não se referirão ao


nome ou natureza da doença, salvo quando se tratar de lesões
produzidas por acidente em serviço e doença profissional.

Página 259 de LEI 7.502-90


SEÇÃO III - DA LICENÇA POR ACIDENTE EM
SERVIÇO
Art. 99 - Será licenciado com remuneração integral o funcionário
acidentado em serviço.

Art. 100 - Para conceituação do acidente e da doença profissional,


serão adotados os critérios da legislação social do trabalho.

§ 1º - Equipara-se ao acidente em serviço o dano decorrente de agressão


agressão sofrida e não provocada pelo funcionário no exercício do
cargo.

§ 2º - A prova do acidente será feita no prazo de dez dias, prorrogável


quando as circunstâncias o exigirem.

Art. 101 - As normas desta Seção aplicam-se também ao pessoal


contratado para funções temporárias.

Página 260 de LEI 7.502-90


SEÇÃO IV - DA LICENÇA POR MOTIVO DE DOENÇA
DOENÇA EM PESSOA DA FAMÍLIA

Art. 102 - Poderá ser concedida licença ao funcionário por motivo de


doença do cônjuge, companheiro ou companheira, padrasto ou
madrasta, ascendente, descendente, enteado e colateral consanguíneo
ou afim até o segundo grau civil, mediante comprovação médica.

§ 1º - A licença somente será deferida se a assistência direta do


funcionário for indispensável e não puder ser prestada simultaneamente
com o exercício do cargo.

§ 2º - A comprovação das condições previstas neste artigo, como


preliminar para a concessão da licença, far-se-á mediante inspeção de
saúde procedida pelo órgão médico competente, que emitirá o
correspondente laudo, para consequente apresentação ao órgão de
lotação do funcionário.

§ 3º - A licença de que trata este artigo será concedida com vencimento


ou remuneração:

I - integrais, até noventa dias;


II - dois terços, quando excedente de noventa dias;
III - um terço, quando superior a cento e vinte dias e não exceder a
trezentos e sessenta e cinco dias;
IV - sem vencimento, quando exceder de trezentos e sessenta e cinco
dias.

Página 261 de LEI 7.502-90


SEÇÃO V - DA LICENÇA À GESTANTE, ADOTANTE E
E PATERNIDADE

Art. 103 - Será concedida licença a funcionária gestante ou à mãe


adotiva de criança de até um ano de idade por cento e vinte dias
consecutivos, sem prejuízo da remuneração.

§ 1º - A licença poderá ter início no primeiro dia do nono mês de


gestação, salvo antecipação por prescrição médica.

§ 2º - No caso de nascimento prematuro, a licença terá início a partir


do parto.

§ 3º - No caso de natimorto, decorridos trinta dias do evento, a


funcionária terá direito a mais trinta dias de repouso remunerado.

Art. 104 - Para amamentar o próprio filho até a idade de seis meses, a
funcionária lactante terá direito, durante a jornada de trabalho, a uma
hora de descanso, que poderá ser parcelada em dois períodos de meia
hora.

Art. 105 - À funcionária que adotar criança de até doze meses de idade
serão concedidos cento e vinte dias de licença remunerada, para
ajustamento do adotado ao novo lar.

Parágrafo Único - No caso de adoção de criança com mais de um ano


idade, o prazo de que trata este artigo será de trinta dias.

Art. 106 - Até que a lei venha disciplinar o disposto no artigo 7º, XIX,
da Constituição Federal, serão concedidos cinco dias de licença
paternidade para o cônjuge ou companheiro, por ocasião do nascimento
do filho.

Página 262 de LEI 7.502-90


SEÇÃO VI - DA LICENÇA POR MOTIVO DE
AFASTAMENTO DO CÔNJUGE

Art. 107 - Poderá ser concedida licença ao funcionário para


acompanhar cônjuge, companheiro ou companheira, funcionário
público civil ou militar, para outro ponto do território nacional, para o
exterior ou para exercício de mandato eletivo dos Poderes Executivo e
Legislativo.

§ 1º - A licença será por prazo indeterminado e sem remuneração.

§ 2º - Na hipótese do deslocamento de que trata este artigo, o


funcionário poderá ser colocado à disposição de outro órgão público,
sem ônus para o Município.

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SEÇÃO VII - DA LICENÇA PARA PRESTAÇÃO DO
SERVIÇO MILITAR

Art. 108 - Ao funcionário convocado para o serviço militar será


concedida licença, na forma e condições previstas na legislação
específica.

Parágrafo Único - Concluído o serviço militar, o funcionário terá até


trinta dias, sem remuneração, para reassumir o exercício do cargo.

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SEÇÃO VIII - DA LICENÇA PARA ATIVIDADE
POLÍTICA
Art. 109 - A partir do registro da candidatura perante a Justiça Eleitoral
e até o dia seguinte ao da eleição, o funcionário candidato a cargo
eletivo fará jus à licença com remuneração integral, salvo se a legislação
eleitoral dispuser em contrário.

Parágrafo Único - Ao funcionário público em exercício de mandato


eletivo aplicam-se as disposições do artigo 38 da Constituição Federal
vigente.

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SEÇÃO IX - DA LICENÇA PARA ATIVIDADE SINDICAL
SINDICAL
Art. 110 - É assegurado o direito à licença com remuneração ao
funcionarão eleito para desempenho de mandato de diretoria em
confederação, federação ou sindicato representativo da sua categoria
profissional.

Parágrafo Único - A licença terá duração igual a do mandato, podendo


ser prorrogada no caso de reeleição.

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SEÇÃO X - DA LICENÇA PRÊMIO

Art. 111 - O funcionário terá direito, como prêmio de assiduidade e


comportamento, à licença de sessenta dias em cada período de três anos
de exercício ininterrupto, em que não haja sofrido qualquer penalidade
disciplinar ou criminal.

Art. 112 - Não se concederá licença prêmio ao funcionário que, no


período aquisitivo:

I - sofrer penalidade disciplinar ou criminal;


II - afastar-se do cargo em virtude de:

a) licença para tratamento em pessoa da família que ultrapasse a trinta


dias consecutivos ou não durante o triênio;
b) licença para tratar de interesses particulares;
c) licença por motivo de afastamento do cônjuge, companheiro ou
companheira;

III - faltar ao serviço injustificadamente mais de seis dias durante o


período aquisitivo.

Art. 113 - Para efeito de aposentadoria adicional por tempo de serviço,


será contado em dobro o tempo de licença prêmio que o funcionário
não houver gozado.

Art. 114 - A requerimento do funcionário, a licença poderá ser gozada


em períodos não inferiores a trinta dias, observada a conveniência do
serviço.

Parágrafo Único - Deferida a licença, a administração terá o prazo de


sessenta dias para liberar o funcionário.

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SEÇÃO XI - DA LICENÇA PARA TRATAR DE
INTERESSES PARTICULARES

Art. 115 - A critério da administração, poderá ser concedida ao


funcionário estável licença para trato de assuntos particulares, pelo
prazo de até dois anos consecutivos, sem remuneração.

§ 1º - Não poderá ser negada licença quando o afastamento for


comunicado com antecedência mínima de trinta dias.

§ 2º - A licença poderá ser interrompida a qualquer tempo, a pedido do


funcionário.

Art. 116. Só poderá ser concedida nova licença depois de decorridos


dois anos do término da anterior.

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CAPÍTULO V - DAS FÉRIAS

Art. 117 - Após doze meses de exercício o funcionário fará jus,


anualmente, a trinta dias consecutivos de férias, não podendo ser levada
à conta de férias qualquer falta ao serviço.

Parágrafo Único - Em casos excepcionais, as férias poderão ser


fracionadas em dois períodos de quinze dias corridos, observado sempre
sempre o interesse do serviço.

Art. 118 - O funcionário que opere direta e permanentemente com


raio-X e substâncias radioativas gozará, obrigatoriamente, vinte dias
consecutivos de férias por semestre de atividade profissional, proibida
em qualquer hipótese a acumulação..

Art. 119 - As férias do pessoal integrante do grupo Magistério são de


quarenta e cinco dias e coincidirão com os períodos das férias escolares,
obedecendo às restrições regulamentares.

Art. 120 - Cabe ao órgão competente organizar, no mês de novembro,


as escalas de férias para o ano seguinte, atendendo sempre que possível
a conveniência dos funcionários.

Parágrafo Único - Depois de programada, a escala só poderá ser


modificada com a anuência do funcionário interessado e da chefia de
serviço.

Art. 121 - É proibida a acumulação de férias, salvo por absoluta


necessidade de serviço e pelo máximo de dois anos consecutivos.

Parágrafo Único - Para os efeitos de aposentadoria e adicional de tempo


de serviço, contar-se-á em dobro o período de férias não gozadas,
mediante solicitação do funcionário e após deferimento pela autoridade
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mediante solicitação do funcionário e após deferimento pela autoridade
competente.

Art. 122 - Não serão interrompidas as ferias em gozo, salvo por motivo
de calamidade pública, comoção interna, convocação para júri, serviço
militar ou eleitoral ou por motivo relevante de superior interesse
público.

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CAPÍTULO VI - DAS CONCESSÕES

Art. 123 - Sem qualquer prejuízo, poderá o funcionário ausentar-se do


serviço:

I - por um dia, para doação de sangue;


II - até oito dias, por motivo de:

a) casamento;
b) falecimento do cônjuge, companheiro ou companheira, pais,
madrasta, padrasto, filhos ou enteados e irmãos.

Art. 124 - Poderá ser concedido horário especial ao funcionário


estudante de nível superior quando comprovada a incompatibilidade
entre o horário escolar e o da repartição, sem prejuízo do exercício do
cargo.

Parágrafo Único - Para efeito do disposto neste artigo, será exigida a


compensação de horários na repartição, respeitada a duração semanal
do trabalho.

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CAPÍTULO VII - DO TEMPO DE SERVIÇO

Art. 125 - É contado, para todos os efeitos legais, o tempo de serviço


público prestado ao Município de Belém, qualquer que tenha sido a
forma de admissão ou de pagamento.

Art. 126 - Considera-se como tempo de serviço prestado a órgãos dos


Poderes da União, Estados e Municípios inclusive suas autarquias,
fundações públicas e às empresas de economia mista.

Art. 127 - A apuração do tempo de serviço será feita em dias, que serão
convertidos em anos, considerando o ano como de trezentos e sessenta
e cinco dias.

Parágrafo Único - Feita a conversão, os dias restantes, até cento e


oitenta e dois, não serão computados, arredondando-se para um ano
quando excederem este número, para efeito de aposentadoria.

Art. 128 - Além das ausências ao serviço previstas no artigo 123, são
consideradas como efetivo exercício os afastamentos em virtude de:

I - férias;
II - exercício de cargo em comissão ou equivalente a sua função em
órgão ou entidade dos Poderes da União, dos Estados, dos Municípios
se do Distrito Federal, quando colocado regularmente à disposição;
III - desempenho do mandato eletivo federal, estadual ou municipal:
IV - convocação para o serviço militar;
V - requisição para o Tribunal do Júri e outros serviços obrigatórios por
lei;
VI - missão ou estudo no exterior, quando autorizado o afastamento; e
VII - licenças:

a) à gestante;
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a) à gestante;
b) para tratamento da própria saúde, até dois anos;
c) por motivo de acidente em serviço ou doença profissional;
d) prêmio;
e) paternidade, pelo prazo mínimo de cinco dias, nos termos da lei; e
f) licença para atividade sindical.

Parágrafo Único - V E T A D O

Art. 129 - Contar-se-á para efeito de aposentadoria e disponibilidade:

I - o tempo de serviço público prestado em cargo ou função federal,


estadual ou municipal;
II - a licença para tratamento de saúde de pessoa da família do
funcionário, até noventa dias;
III - a licença para atividade política ou sindical;
IV - tempo correspondente ao desempenho de mandato eletivo federal,
estadual ou municipal, antes do ingresso do funcionário no serviço
público municipal;
V - tempo de serviço em atividade privada vinculada à previdência
social;
VI - o tempo de serviço ativo nas Forças Armadas e auxiliares, prestado
durante a paz, computando-se pelo dobro o tempo de operação real de
guerra.

§ 1º - O tempo em que o funcionário esteve aposentado por invalidez


ou em disponibilidade será apenas contado para nova aposentadoria ou
disponibilidade.

§ 2º - É vedada a contagem cumulativa de tempo de serviço prestado


concomitantemente em mais de um cargo, função ou emprego.

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CAPÍTULO VIII - DO DIREITO DE PETIÇÃO

Art. 130 - É assegurado ao funcionário o direito de requerer, pedir


reconsideração e recorrer, bem como o de representar.

Parágrafo Único - O requerimento, a representação e o pedido de


reconsideração serão apresentados no órgão de lotação do servidor e
decidido pela autoridade que tenha expedido o ato ou proferido a
decisão, no prazo improrrogável de trinta dias.

Art. 131 - Caberá recurso:

I - do indeferimento do pedido de reconsideração; e


II - das decisões sobre recursos sucessivamente interpostos.

§ 1º - O recurso será dirigido à autoridade imediatamente superior à


que tiver expedido o ato ou proferido a decisão, e sucessivamente, em
escala ascendente, às demais autoridades.

§ 2º - Terá caráter de recurso o pedido de reconsideração quando o


autor do despacho, decisão ou ato houver sido o Prefeito ou a
Comissão Executiva da Câmara.

Art. 132 - O prazo para interposição do pedido de reconsideração ou


de recurso é de trinta dias, a contar da publicação ou da ciência, pelo
interessado, da decisão recorrida.

Art. 133 - A representação será dirigida ao chefe imediato do


funcionário, ao qual cabe, se a solução não for de sua alçada
la a quem for de direito.

Parágrafo Único - Se não for dado andamento à representação, dentro


do prazo de cinco dias, poderá o funcionário dirigi-la direta e
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do prazo de cinco dias, poderá o funcionário dirigi-la direta e
sucessivamente à autoridade superior.

Art. 134 - Para o exercício do direito de petição, é assegurada vista do


processo ou documento, na repartição, ao funcionário ou seu
representante legal.

Art. 135 - O direito de petição prescreve a partir da data da


publicação, no órgão oficial, do ato impugnado, ou quando este for de
natureza reservada, da data em que dele tiver conhecimento o
funcionário:

I - em cinco anos, quanto aos atos de que decorrem a demissão,


cassação de disponibilidade, ou que afetem interesse patrimonial e
créditos resultantes das relações de trabalho; e
II - em cento e vinte dias, nos demais casos, salvo quando outro prazo
for fixado em lei.

Parágrafo Único - Os recursos ou pedidos de reconsideração, quando


cabíveis e apresentados dentro do prazo de que trata o artigo 132,
interrompem a prescrição, determinando a contagem de novos prazos,
a partir da data da publicação, no Diário Oficial do Município, do
despacho denegatório ou restritivo do pedido.

Art. 136 - A prescrição é de ordem pública, não podendo ser relevada


pela administração.

Art. 137 - O pedido de reconsideração e o recurso não tem efeito


suspensivo; o que for provido retroagirá, nos efeitos, à data do ato
impugnado.

Art. 138 - A administração deverá rever seus atos, a qualquer tempo,


quando eivados de ilegalidade.

Art. 139 - São fatais e improrrogáveis os prazos estabelecidos neste


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Art. 139 - São fatais e improrrogáveis os prazos estabelecidos neste
capítulo, salvo por motivo de força maior.

Parágrafo Único - Os prazos que se vencerem em sábado, domingo,


feriado, santificado ou considerado de frequência facultativa, ficam
dilatados até o primeiro dia útil subsequente.

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CAPÍTULO IX - DO AFASTAMENTO PARA SERVIR A
OUTRO ÓRGÃO OU ENTIDADE
Art. 140 - O funcionário, mediante sua concordância, poderá ser
cedido para ter exercício em outro órgão ou entidade dos Poderes da
União, dos Estados, do Distrito Federal ou de outros Municípios, nas
seguintes hipóteses:

a) para exercício de cargo em comissão ou função de confiança; e


b) para exercício de cargo técnico ou em casos previstos em leis
específicas.

Art. 141 - Nenhum funcionário poderá ser posto disposição, ou de


qualquer forma ter exercício em repartição diferente daquela em que
estiver lotado, sem prévia autorização do Prefeito ou da Comissão
Executiva, formalizada através de ato competente.

Art. 142 - O afastamento para estudo ou missão oficial no exterior


obedecerá ao disposto em legislação pertinente.

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CAPÍTULO X - DO REGIME DISCIPLINAR
SEÇÃO I - DOS DIREITOS E DEVERES

Art. 143 - São direitos do funcionário, além daqueles especificamente


conferidos neste Estatuto:

I - ter condição adequada ao trabalho;


II - receber da administração os equipamentos e vestuários exigidos pela
pela natureza do serviço;
III - participar de treinamento de prevenção de acidente de trabalho;
IV - ter acesso ao acervo bibliográfico de sua repartição;
V - sugerir providências que visem o aperfeiçoamento do serviço;
VI - representar contra ato manifestamente ilegal ou abuso de poder de
seus superiores;
VII - custeio do tratamento de saúde, quando a licença for concedida
nos termos do artigo 93, inciso II.

Art. 144 - São deveres do funcionário:

I - manter assiduidade;
II - ser pontual;
III - usar de discrição;
IV - tratar com urbanidade as partes, atendendo-as sem preferências
pessoais;
V - desempenhar pessoalmente, com zelo e presteza, os encargos que
lhe competirem e os trabalhos de que for incumbido dentro de suas
atribuições;
VI - ser leal às instituições constitucionais e administrativas a que
servir;
VII - observar as normas legais e regulamentares.

§ 1º - Considera-se substituto processual os Sindicatos dos Servidores


Públicos Municipais em toda e qualquer demanda em que seja parte
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Públicos Municipais em toda e qualquer demanda em que seja parte
interessada o servidor e o Poder Público.

§ 2º - E assegurada a participação permanente e paritária do servidor


nos colegiados dos órgãos do Município de Belém que seus interesses,
profissionais ou previdenciários, sejam objeto de discussão e
deliberação.

VIII - respeitar e acatar seus superiores hierárquicos, obedecendo às


suas ordens, exceto quando manifestamente ilegais;
IX - quando indicado pela administração, frequentar cursos legalmente
instituídos, para seu aperfeiçoamento e especialização;
X - providenciar para que esteja sempre em dia, no assentamento
individual, a sua declaração de família;
XI - manter espírito de cooperação e solidariedade para com os
companheiros de trabalho;
XII - zelar pela economia e conservação do material que lhe for
confiado;
XIII - apresentar-se ao serviço convenientemente trajado ou
uniformizado, quando for o caso;
XIV - submeter-se à inspeção de saúde periódica, perante junta médica
oficial do Município, quando for determinada pela administração;
XV - usar os equipamentos e vestuários fornecidos pela administração,
de acordo com a natureza do trabalho;
XVI - atender preferencialmente a:

a) requisições destinadas à defesa da Fazenda Pública Municipal;


b) pedidos de certidões para fins de direito;
c) pedidos de informações do Poder Legislativo;
d) diligências solicitadas por comissão de inquérito; e
e) deprecados judiciais.

Parágrafo Único - Será considerado como coautor o superior


hierárquico que, recebendo denúncia ou representação a respeito de
irregularidades no serviço ou falta cometida por funcionário seu
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irregularidades no serviço ou falta cometida por funcionário seu
subordinado, deixar de tomar as providências necessárias a sua
apuração.

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SEÇÃO II - DAS PROIBIÇÕES

Art. 145 - Ao funcionário é proibido:

I - retirar, sem prévia permissão da autoridade competente, qualquer


documento ou objeto existente na repartição;
II - ausentar-se do serviço durante o expediente sem prévia autorização
do chefe imediato;
III - entreter-se, durante as horas de trabalho, em palestras, leituras e
outras atividades estranhas ao serviço;
IV - deixar de comparecer ao serviço sem causa justificada;
V - tratar de interesses particulares na repartição;
VI - exercer comércio entre os companheiros de serviço, mover ou
subscrever listas de donativos dentro da repartição;
VII - recusar fé a documentos públicos;
VIII - opor resistência injustificada ao andamento de documento e
processo ou execução de serviço;
IX - empregar material do serviço público em serviço particular;
X - receber propina, comissão, presente ou vantagem de qualquer
espécie, em razão de suas atribuições;
XI - cometer a outro funcionário atribuições estranhas às do cargo que
ocupa, exceto em situações de emergência e transitória;
XII - exercer quaisquer atividades que sejam incompatíveis com o
exercício do cargo ou função e com o horário de trabalho;
XIII - proceder de forma desidiosa;
XIV - participar da gerência ou administração de empresas que
mantenham relações comerciais ou administrativas com o governo
sejam por este subvencionadas ou estejam diretamente relacionados
com a finalidade da repartição ou serviço em que esteja lotado;
XV - requerer ou promover a concessão de privilégios, garantias e juros
juros ou outros favores semelhantes, federais, estaduais ou municipais,
exceto o de intervenção própria;
XVI - praticar usuras sob qualquer de suas formas;
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XVI - praticar usuras sob qualquer de suas formas;
XVII - aceitar representação de Estado estrangeiro, sem autorização do
Presidente da república;
XVIII - constituir-se procurador de partes ou servir de intermediário
perante qualquer repartição pública, salvo quando se tratar de
benefícios previdenciários ou assistenciais a parentes até o segundo
grau;
XIX - receber estipêndios de firmas fornecedoras ou de entidades
fiscalizadas no país ou no estrangeiro, principalmente quando estiver
em missão referente à compra de material ou fiscalização de qualquer
natureza;
XX - valer-se de sua qualidade de funcionário para desempenhar
atividades estranhas às funções ou para lograr, direta ou indiretamente,
qualquer proveito; e
XXI - praticar atos de sabotagem contra o serviço público.

Parágrafo Único - Não está compreendida nas proibições deste artigo a


participação do funcionário em sociedade em que o Município seja
acionista, bem assim na direção ou composição de cooperativas ou
associações de classe.

Art. 146 - É vedado ao funcionário trabalhar sob as ordens imediatas


parentes até o segundo grau, salvo quando se tratar de função de
confiança e livre escolha, não podendo exceder de dois o números de
auxiliares nestas condições.

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SEÇÃO III - DAS RESPONSABILIDADES

Art. 147 - Pelo exercício irregular de as atribuições, o funcionário


responde civil, penal e administrativamente.

§ 1º - A responsabilidade administrativa não exime o funcionário da


responsabilidade civil ou criminal que no caso couber, e o pagamento
de qualquer indenização não o exime de pena disciplinar em que
incorrer.

§ 2º - As cominações civis, penais e disciplinares poderão acumular-se,


sendo independentes entre si, bem como as instâncias civis, penal e
administrativa.

Art. 148 - O funcionário é responsável por todos os prejuízos que nessa


qualidade causar à Fazenda Pública por dolo ou culpa, devidamente
apurados.

Parágrafo Único - Caracteriza-se especialmente a responsabilidade:

I - pela sonegação de valores e objetos confiados à sua guarda ou


responsabilidade, por não prestar contas ou por não as tomar, na forma
e no prazos estabelecidos pelas leis, regulamentos, instruções e ordens
de serviço;
II - pela falta ou inexatidão das necessárias averbações nas notas de
despacho, guias e outros documentos da receita ou que tenham com
eles relação;
III - pelas faltas, danos, avarias e quaisquer outros prejuízos que
sofrerem os bens e os materiais sob sua guarda ou sujeitos a seu exame
ou fiscalização; e
IV - por qualquer erro de cálculo ou redução contra a Fazenda Pública.

Art. 149 - A responsabilidade civil decorre de procedimento doloso ou


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Art. 149 - A responsabilidade civil decorre de procedimento doloso ou
culposo que importe prejuízo da Fazenda Pública ou de terceiros.

§ 1º - O ressarcimento de prejuízo causado à Fazenda Pública, no que


exceder os limites de caução e na falta de outros bens que respondam
pela indenização, será liquidado mediante desconto em prestações
mensais não excedentes da décima parte da remuneração.

§ 2º - Tratando-se de dano causado a terceiro, responderá o funcionário


perante a Fazenda Pública, através de composição amigável ou ação
regressiva.

§ 3º - Não sendo possível a composição amigável, a ação regressiva


deverá ser iniciada no prazo de noventa dias da data em que transitar
em julgado a condenação imposta.

§ 4º - A não observância do disposto no parágrafo anterior, por ação ou


omissão do responsável pelo ajuizamento da ação, constitui falta de
exação no cumprimento do dever.

Art. 150 - O funcionário que adquirir materiais em desacordo com as


disposições legais e regulamentares será responsabilizado pelo respectivo
respectivo custo, sem prejuízo das penalidades disciplinares cabíveis,
podendo, se houver prejuízo para o erário, ser descontado da
remuneração.

Art. 151 - Nos casos de indenização à Fazenda Pública, resultante de


ato doloso, o funcionário será obrigado a repor, de uma só vez, a
importância do prejuízo causado em virtude de alcance, desfalque ou
omissão em efetuar recolhimento ou entrada nos prazos legais.

Art. 152 - Fora dos casos previstos no artigo anterior, a importância da


indenização poderá ser descontada do vencimento ou remuneração, não
não excedendo o desconto a décima parte do valor destes.

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Art. 153 - Será igualmente responsabilizado o funcionário que, fora dos
casos expressamente previstos nas leis, regulamentos ou regimentos,
cometer a pessoas estranhas à repartição o desempenho de encargos que
que lhe competirem ou aos seus subordinados.

Art. 154 - A responsabilidade administrativa resulta de atos ou


omissões praticadas no desempenho de cargo ou função.

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CAPÍTULO XI - DA ACUMULAÇÃO

Art. 155 - É vedada a acumulação remunerada de cargos públicos,


exceto quando houver compatibilidade de horários:

a) a de dois cargos de professor;


b) a de um cargo de professor com outro técnico ou científico; e
c) a de dois cargos privativos de médico.

Art. 156 - A proibição de acumular estende-se a empregos e funções e


abrange autarquias, empresas públicas, sociedades de economia mista e
fundações mantidas pelo Poder Público.

Parágrafo Único - A proibição de acumular não se aplica ao


quando investido em cargo comissionado.

Art. 157 - A acumulação de cargos, ainda que lícita, fica condicionada


comprovação de compatibilidade de horária.

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TÍTULO IV - DA PREVIDÉNCIA E ASSISTÊNCIA
CAPÍTULO I - DAS DISPOSIÇÕES GERAIS
Art. 158 - O Município prestará assistência ao funcionário e a seus
dependentes, através da manutenção do Plano de Seguridade Social.
Parágrafo Único - Na seguridade social, são prevalentes os seguintes
objetivos:

I - universalidade da cobertura do atendimento;


II - uniformidade dos benefícios;
III - irredutibilidade do valor dos benefícios;
IV - caráter democrático da gestão administrativa, com a participação
do servidor estável e do aposentado no colegiado da autarquia de
previdência e assistência do Município de Belém.

Art. 159 - Entre as normas de assistência incluem-se:

I - assistência à saúde; e
II - previdência e seguro.

Art. 160 - Os benefícios serão concedidos nos termos e condições


definidos em regulamento, observadas as disposições desta Lei:

Art. 161 - Os benefícios concedidos ao funcionário e a seus


dependentes compreendem:

I - quanto ao funcionário:

a) aposentadoria;
b) salário família; e
c) auxílio natalidade;

II - quanto aos dependentes:

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a) auxílio-funeral;
b) auxílio-reclusão;
c) pensão por morte; e
d) pecúlio facultativo.

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CAPÍTULO II - DOS BENEFÍCIOS
SEÇÃO I - DA APOSENTADORIA
Art. 162 - O funcionário será aposentado:

I - por invalidez permanente, sendo os proventos integrais, quando


decorrentes de acidentes em serviço, moléstia profissional ou doença
grave contagiosa e incurável ou doença incurável, especificada em lei e
proporcionais nos demais casos;
II - compulsoriamente, os do sexo masculino, aos setenta anos de
idade, e as do sexo feminino, aos sessenta e cinco anos de idade, com
proventos proporcionais ao tempo de serviço; e
III - voluntariamente:

a) aos trinta e cinco anos de serviço, se homem, e aos trinta, se mulher,


com proventos integrais;
b) aos trinta anos de efetivo exercício em funções de magistério, se
professor, e vinte e cinco anos, se professor com proventos integrais;
c) aos trinta anos de serviço, se homem, e aos vinte e cinco se mulher,
com proventos proporcionais ao tempo de serviço;
d) aos sessenta e cinco anos de idade, se homem, e aos sessenta, se
mulher, com proventos proporcionais ao tempo de serviço.

§ 1º - Consideram-se doenças graves, contagiosas ou incuráveis as que a


Lei indicar com base na medicina especializada.

§ 2º - O funcionário ocupante de cargo em comissão terá direito à


aposentadoria se preencher todos os requisitos deste artigo, mesmo não
não sendo titular de cargo efetivo, desde que tenha prestado, pelo
menos, cinco anos de serviço ao Município de Belém, suas autarquias e
fundações.

§ 3º - Nos casos de exercícios de atividades consideradas insalubres ou


perigosas, a aposentadoria de que trata o inciso III, alíneas a e c,
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perigosas, a aposentadoria de que trata o inciso III, alíneas a e c,
observará o disposto em regulamento.

§ 4º - A aposentadoria em cargos ou empregos temporários observará o


disposto na lei federal.

Art. 163 - Será aposentado com proventos correspondentes ao


vencimento ou remuneração de cargo em comissão ou função
gratificada o funcionário efetivo que o venha exercendo por mais de
cinco anos consecutivos ou dez anos alternados, no Município de
Belém.

§ 1º - As vantagens definidas neste artigo são extensivas ao funcionário


que, à época da aposentadoria, contar ou perfizer dez anos,
consecutivos ou não, em cargo em comissão ou função gratificada.

§ 2º - Quando mais de um cargo ou função tenha sido exercido, serão


atribuídos os proventos de maior padrão, desde que lhe corresponda o
exercício mínimo de dois anos consecutivos, ou padrão imediatamente
inferior, desde que superior a um ano, se menor o lapso de tempo desse
desse exercício.

Art. 164 - A aposentadoria compulsória será automática e declarada


por decreto, com vigência a partir do dia imediato aquele em que o
funcionário atingir a idade limite de permanência no serviço ativo.

Parágrafo Único - O funcionário se afastará do serviço do cargo no dia


imediato àquele em que atingir a idade limite.

Art. 165 - A aposentadoria voluntária ou por invalidez vigorará a partir


da data da publicação do respectivo ato.

§ 1º - A aposentadoria por invalidez será precedida de licença para


tratamento de saúde, por período não excedente a vinte e quatro
meses.
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meses.

§ 2º - Expirado o período de licença e não estando em condições de


reassumir o cargo, ou de ser readaptado, o funcionário será
aposentado.

§ 3º - O lapso de tempo compreendido entre o término da licença e a


publicação do ato de aposentadoria será considerado como de
prorrogação da licença.

Art. 166 - O provento da aposentadoria será revisto na mesma data e


proporção sempre que se modificar a remuneração do funcionário da
atividade.

§ 1º - São estendidos aos inativos quaisquer benefícios ou vantagens


posteriormente concedidos ao funcionário em atividade, inclusive
quando decorrentes de transformação ou reclassificação do cargo ou
função em que se deu a aposentadoria.

§ 2º - Quando proporcional ao tempo de serviço, o provento não será


inferior ao menor vencimento básico pago pelo Município.

Art. 167 - Os proventos de aposentadoria do funcionário afastado para


servir em outro órgão ou entidade serão calculados pelo nível de
vencimento e remuneração de seu cargo no Município de Belém.

Art. 168 - Ao funcionário aposentado será paga a gratificação natalina,


no mês de dezembro, em valor equivalente ao respectivo provento.

Art. 169 - Ao funcionário fica assegurado o direito de não comparecer


ao trabalho a partir do nonagésimo primeiro dia subsequente ao do
protocolo do requerimento da aposentadoria, sem prejuízo da
percepção de sua remuneração, caso não seja antes cientificado do
indeferimento, na forma da lei.

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SEÇÃO II - DO SALÁRIO-FAMÍLIA

Art. 170 - O salário família é devido ao funcionário ativo ou inativo do


Município, por dependente econômico.

Parágrafo Único - O salário família corresponderá a cinco por cento do


salário mínimo.

Art. 171 - Consideram-se dependentes econômicos, para efeitos de


salário família:

I - o filho menor de dezoito anos de qualquer natureza;


II - o filho inválido de qualquer idade ou sexo, desde que total e
permanentemente incapaz para o trabalho;
III - o filho estudante até vinte e quatro anos, que frequentar cursos de
primeiro e segundo graus ou superior em estabelecimentos de ensino
oficial ou oficializado, e que não exerça atividade remunerada, nem
possua renda própria.
IV - a mãe, que não exerça atividade remunerada não perceba pensão
ou qualquer outro rendimento superior ao salário mínimo; e
V - o cônjuge, companheiro ou companheira, que não exerça atividade
remunerada, nem possua renda própria.

§ 1º - Equiparam-se ao filho o enteado, o tutelado ou o curatelado,


meios próprios de subsistência.

§ 2º - Para os efeitos deste artigo, considera-se renda própria a


importância igual ou superior ao salário mínimo.

§ 3º - Sendo invalido o dependente, o salário-família será pago em


dobro.

Art. 172 - Quando o pai e a mãe forem funcionários municipais e


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Art. 172 - Quando o pai e a mãe forem funcionários municipais e
viverem em comum, o salário-família será pago a um deles, quando
separados, será pago a um e outro, de acordo com a distribuição dos
dependentes.

Parágrafo Único - Ao pai e a mãe equiparam-se o padrasto e a madrasta


e, na falta destes, os representantes legais dos incapazes.

Art. 173 - O salário-família será pago mesmo nos casos em que,


continuando titular do cargo, o funcionário deixe de receber
vencimentos, por qualquer motivo.

Art. 174 - Quando ocorrer óbito de funcionário que perceba salário-


família, este benefício continuará a ser pago a seus dependentes, sem
prejuízo da pensão a que fizerem jus.

Art. 175 - Sobre o salário-família não incidirá qualquer contribuição,


mesmo previdenciária ou fiscal, nem quaisquer deduções ou descontos.

Art. 176 - A concessão e supressão de salário-família serão processadas


na forma estabelecida em regulamento.

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SEÇÃO III - *DO AUXÍLIO NATALIDADE*
(Extinto pela Resolução 005/CP-IPMB, de
18/03/99, publicada no DOM nº 8988, de
29/04/99)

Art. 177 - O auxílio-natalidade será devido à funcionária por motivo de


de nascimento de filho, em quantia equivalente a duas vezes o menor
vencimento básico pago pelo Município, inclusive no caso de
natimorto.

Art. 178 - Não sendo a parturiente funcionária municipal, o auxílio


será pago ao cônjuge ou companheiro funcionário municipal.

Art. 179 - Se o funcionário falecer antes de verificado o parto, a viúva


ou companheira terá direito ao recebimento do auxílio-natalidade.

Art. 180 - Na hipótese de parto múltiplo, o valor pago será


correspondente a tantos auxílios natalidade quantos forem os filhos.

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SEÇÃO IV - *DO AUXÍLIO-FUNERAL*
(Extinto pela Resolução nº 005-CP/IPMB, de
18/03/99, publicada no DOM nº 8988, de
29/04/99)

Art. 181 - O auxílio-funeral é devido à família do funcionário falecido


na atividade ou do aposentado, em valor equivalente a duas vezes o
menor vencimento básico pago pelo Município.

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SEÇÃO V - DO AUXÍLIO-RECLUSÃO

Art. 182 - A família do funcionário afastado do cargo por motivo de


prisão ou condenado judicialmente à pena que implique em perda do
cargo será devido o auxílio-reclusão, no valor correspondente a setenta
e cinco por cento da remuneração.* · Redação dada pela Lei nº 7.508,
de 24/01/91, publicada no DOM nº 6957, de 24/01/91.

Parágrafo Único - O pagamento do auxílio-reclusão cessará a partir do


dia imediato àquele em que o funcionário for posto em liberdade, ainda
que condicional.

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SEÇÃO VI - DA PENSÃO POR MORTE

Art. 183 - Por morte do funcionário, seus dependentes farão jus a uma
pensão global calculada em proporção à totalidade de remuneração ou
dos proventos.* · Redação dada pela Lei nº 7.508, de 24/01/91,
publicada no DOM nº 6957, de 24/01/91.

Parágrafo Único - Também terão direito à pensão por morte os


dependentes de quem tenha sido contratado para função temporária, se
o falecimento tiver ocorrido em consequência direta de acidente em
serviço.

Art. 184 - São beneficiários das pensões:

I - o cônjuge;
II - a pessoa desquitada, separada judicialmente, ou divorciada com
percepção de pensão alimentícia;
III - a companheira ou companheiro que tenha sido designado pelo
funcionário e comprove que vivia em comum há cinco anos ou que
tenha um filho em comum;
IV - os filhos de qualquer condição, até vinte e um anos de idade ou, se
inválidos, enquanto durar a invalidez;
V - o pai e a mãe que comprovem dependência econômica do
funcionário; e
VI - o irmão, órfão de pai e sem padrasto, até vinte e um anos, e o
inválido, enquanto durar a invalidez, que comprove dependência do
funcionário.

Art. 185 - Concedida a pensão, qualquer prova posterior ou


tardia, que implique exclusão beneficiaria, só produzirá efeitos a partir
da data em que for oferecida.

Art. 186 - Não faz jus a pensão o beneficiário que for condenado pela
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Art. 186 - Não faz jus a pensão o beneficiário que for condenado pela
pratica de crime doloso de que resultou a morte do funcionário.

Art. 187 - Acarreta perda da qualidade de beneficiário:

I - o seu falecimento;
II - o seu casamento, em se tratando de cônjuge, companheira ou
companheiro;
III - a anulação do casamento, quando a decisão ocorrer após a
concessão da pensão ao cônjuge;
IV - a cessação da invalidez, em se tratando de beneficiário inválido;
V - a maioridade de filho, irmão órfão ou pessoa designada, aos vinte e
um anos de idade; e
VI - a renúncia expressa.

Art. 188 - A pensão poderá ser requerida a qualquer tempo,


prescrevendo tão somente as prestações exigíveis a mais de cinco anos.

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SEÇÃO VII - DO PECÚLIO FACULTATIVO

Art. 189 - O pecúlio facultativo objetiva proporcionar ao contribuinte,


por sua própria iniciativa, possibilidade de garantir, após sua morte, a
uma ou mais pessoas expressamente designadas, ajuda financeira, sob a
forma de pagamento único.

Parágrafo Único - A declaração de beneficiários será feita ou alterada a


qualquer tempo, nela se mencionando o critério da divisão do pecúlio,
no caso de mais de um beneficiário.

Art. 190 - O pecúlio facultativo se constituirá de valor a ser fixado por


regulamentação própria.

Art. 191 - O direito ao pecúlio facultativo caducará decorridos cinco


anos, contados do óbito do funcionário.

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CAPÍTULO III - DA ASSISTÈNCIA À SAÚDE

Art. 192 - A assistência à saúde do funcionário e de sua família


compreende assistência médica, hospitalar, odontológica e
farmacêutica, prestada pelo órgão de previdência do Município, na
forma estabelecida em regulamento.

Parágrafo Único - O direito conferido neste artigo será assegurado,


também, aos filhos menores de dezoito anos e de dezoito até vinte e
quatro anos de idade, desde que matriculados em curso regular de
estabelecimento de ensino oficial ou oficializado e eu não tenham renda
própria.

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CAPÍTULO IV - DO CUSTEIO

Art. 193 - O plano de seguridade social do funcionário do Município


de Belém será custeado com o produto da arrecadação de contribuições
obrigatórias do funcionário e do Município.

§ 1º - A contribuição devida pelo funcionário, para custeio do plano,


terá caráter obrigatório, em valor equivalente a oito por cento da
remuneração.

§ 2º - A contribuição do Município corresponderá ao valor do custeio


da aposentadoria e do salário-família, além do montante igual do valor
das contribuições efetivamente arrecadadas dos funcionários no mês
anterior, nos termos do § 1º deste artigo.

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TÍTULO V - DAS PENALIDADES E DA SUA APLICAÇÃO

Art. 194 - São penas disciplinares:

I - repreensão;
II - suspensão;
III - destituição de função;
IV - demissão;
V - demissão a bem do serviço público; e
VI - cassação de aposentadoria e disponibilidade.

Art. 195 - Na aplicação das penas disciplinares serão consideradas a


natureza e a gravidade da infração e os danos que dela provierem para o
serviço público.

Art. 196 - A pena de repreensão será aplicada por escrito, no caso de


falta de cumprimento dos deveres, a que não seja cominada penalidade
mais severa.

Art. 197 - A pena de suspensão, que não excederá a trinta dias, será
aplicada em caso de falta grave ou de reincidência.

Parágrafo Único - O funcionário suspenso perderá todas as vantagens e


direitos decorrentes do exercício do cargo.

Art. 198 - A destituição de função gratificada dar-se-á:

I - quando se verificar falta de exação no seu desempenho;


II - quando for constatado que, por negligência ou benevolência, o
funcionário contribuiu para que se não apuras o devido tempo, a falta
de outrem,
III - quando ocorrer a aplicação de pena prevista no artigo 197 deste
Estatuto.

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Parágrafo Único - Ao detentor de cargo em comissão enquadrado nas
disposições deste artigo caberá a pena de destituição, sem perda do
cargo efetivo de que seja titular.

Art. 199 - Será aplicada a pena de demissão nos casos de:

I - abandono de cargo;
II - procedimento irregular de natureza grave;
III - ineficiência no serviço;
IV - aplicação indevida de dinheiro público;
V - incontinência pública escandalosa e prática de jogos proibidos;
VI - embriaguez habitual em serviço;
VII - ofensa física em serviço contra funcionário ou particular, salvo em
legítima defesa;
VIII - insubordinação grave em serviço;
IX - ausência ao serviço, sem causa justificável, por mais de quarenta e
cinco dias interpoladamente, durante um ano;
X - praticar a usura em qualquer de suas formas;
XI - pedir, por empréstimo, dinheiro ou quaisquer valores a pessoas
que tratem de interesses ou os tenham na repartição ou estejam sujeitos
à sua fiscalização; e
XII - coagir ou aliciar subordinados ou qualquer outra pessoa, usando
das prerrogativas funcionais com objetivos de natureza político
partidária.

§ 1º - Considerar-se-á abandono de cargo o não comparecimento


injustificado do funcionário por mais de trinta dias consecutivos.

§ 2º - A pena de demissão por ineficiência no serviço só será aplicada


quando verificada a impossibilidade de readaptação.

Art. 200 - Será aplicada a pena de demissão a bem do serviço público


ao funcionário que:

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I - praticar crime contra a administração pública, nos termos da lei
penal;
II - revelar segredos de que tenha conhecimento em razão do cargo,
desde que o faça dolosamente e com prejuízo para o Município ou
particulares;
III - lesar o patrimônio ou os cofres públicos;
IV - receber ou solicitar propinas, comissões ou vantagens de qualquer
espécie, diretamente ou por intermédio de outrem, ainda que fora de
suas funções, mas em razão delas;
V - exercer advocacia administrativa; e
VI - apresentar com dolo declaração falsa em matéria de salário-família,
sem prejuízo da responsabilidade civil e de procedimento criminal que
no caso couber.

Art. 201 - O ato que demitir o funcionário mencionará sempre a


disposição legal em que se fundamenta.

Art. 202 - Será aplicada a pena de cassação de aposentadoria ou


disponibilidade, se ficar provado que o inativo:

I - praticou, quando em atividade, falta grave para a qual é cominada


nesta Lei a pena de demissão ou de demissão a bem do serviço público;
II - aceitou ilegalmente cargo ou função pública;
III - aceitou representação de Estado estrangeiro, sem prévia
autorização do Presidente da República; e
IV - praticou a usura em qualquer de suas formas.

Art. 203 - As penas de suspensão superior a quinze dias, destituição de


função, demissão e de cassação da aposentadoria ou disponibilidade
serão aplicadas pelo Prefeito ou, nos casos de funcionários do Poder
Legislativo, pela Comissão Executiva da Câmara Municipal.

Art. 204 - A aplicação de penalidade prescreverá em:

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I - um ano, a de repreensão;
II - dois anos, a de suspensão;
III - três anos, a de destituição de função e demissão por abandono de
cargo ou faltas excessivas ao serviço;
IV - quatro anos, a de cassação de aposentadoria ou disponibilidade e
demissão, nos casos não previstos no item anterior; e
V - cinco anos, nos casos de demissão a bem do serviço público.

§ 1º - O prazo da prescrição contar-se-á da data do conhecimento do


ato ou fato por quem proceder a sua apuração.

§ 2º - No caso de inquérito administrativo, a prescrição interrompe-se


na data da instauração.

§ 3º - O prazo da prescrição será suspenso quando ocorrer qualquer


hipótese do artigo 93.

§ 4º - Se a infração disciplinar for também prevista como crime na lei


penal, por esta regular-se-á a prescrição sempre que os prazos forem
superiores aos estabelecidos neste artigo.

Art. 205 - O funcionário que, sem justa causa deixar de atender à


exigência legal de autoridade competente para cujo cumprimento seja
marcado prazo certo, terá suspenso o pagamento de sua remuneração
até que satisfaça essa exigência.

Parágrafo Único - Uma vez cumprida a exigência, o funcionário


receberá a remuneração cujo pagamento tiver sido suspenso.

Art. 206 - O funcionário terá direito à diferença de retribuição do:

I - tempo de serviço relativo ao período em que tenha estado preso ou


suspenso, quando do processo não houver resultado pena disciplinar ou
esta se limitar à de repreensão; e
Página 305 de LEI 7.502-90
esta se limitar à de repreensão; e
II - período do afastamento que exceder do prazo da suspensão
disciplinar aplicada em caráter preventivo.

Art. 207 - Deverão constar do assentamento individual do funcionário


todas as penas que lhe forem impostas.

Página 306 de LEI 7.502-90


CAPÍTULO I - DO AFASTAMENTO PREVENTIVO

Art. 208 - O afastamento preventivo do cargo até trinta dias será


ordenado pela autoridade competente que determinar a instauração de
processo administrativo, desde que o afastamento do funcionário seja
necessário para a apuração de falta cometida no exercício de suas
atribuições.

Parágrafo Único - Poderá ser prorrogado até noventa dias o prazo de


afastamento, findo o qual cessarão automaticamente os respectivos
efeitos, ainda que o processo administrativo não esteja concluído.

Art. 209 - O funcionário terá direito à contagem do tempo de serviço:

I - relativo ao período em que esteja afastado preventivamente, quando


do processo administrativo não houver resultado pena disciplinar ou
esta se limitar a repreensão;
II - relativo ao período do afastamento preventivo que exceder do prazo
prazo previsto neste regulamento;
III - relativo ao período de prisão preventiva e ao pagamento de
diferença corrigida da remuneração, desde que reconhecida sua
inocência em sentença judicial transitada em julgado.

Art. 210 - O afastamento preventivo é medida acautelatória e não


constitui pena.

Página 307 de LEI 7.502-90


TÍTULO VI - DO PROCESSO ADMINISTRATIVO
CAPÍTULO I - DA APURAÇÃO SUMÁRIA DE IRREGULARIDADES
IRREGULARIDADES
Art. 211 - A autoridade que tiver ciência de qualquer irregularidade no
serviço público é obrigada a promover-lhe a apuração imediata por
meios sumários ou mediante Inquérito Administrativo.

Art. 212 - A apuração sumária por meio de sindicância não ficará


adstrita ao rito para o Inquérito Administrativo, constituindo simples
averiguação, e será procedida por dois servidores de condição
hierárquica nunca inferior a do indiciado.

Parágrafo Único - A sindicância deverá ser concluída no prazo de


quinze dias, prorrogável uma única vez por igual período.

Art. 213 - Se no curso da apuração ficar evidenciada falta punível com


pena superior à repreensão e suspensão correspondente, o responsável
pela apuração comunicará o fato ao superior imediato, que solicitara,
pelos canais competentes, a instauração do inquérito administrativo.

Página 308 de LEI 7.502-90


CAPÍTULO II - DO INQUÉRITO ADMINISTRATIVO
Art. 214 - O Inquérito Administrativo precederá à aplicação das penas
de suspensão, de destituição de função, demissão, demissão a bem do
serviço público e cassação de aposentadoria.

Art. 215 - São competentes para determinar a instauração do processo


administrativo o Prefeito, os secretários municipais e os diretores das
autarquias ou das fundações, assim como a Comissão Executiva da
Câmara, em relação aos funcionários do Poder Legislativo.

Art. 216 - O inquérito será realizado por uma comissão designada pela
autoridade que houver determinado sua abertura, composta de trás
funcionários, os quais poderão ser, inclusive, aposentados.

§ 1º - No ato de designação será indicado um dos membros para dirigir,


como presidente, os trabalhos da comissão, competindo a este indicar o
secretário.

§ 2º - A comissão, sempre que necessário, dedicará todo o tempo aos


trabalhos do inquérito, ficando seus membros, em tais casos,
dispensados do serviço na repartição.

§ 3º - A comissão procederá a todas as diligências convenientes,


recorrendo, quando necessário, a vistorias ou perícias.

§ 4º - Quando houver indícios de alcance a administração municipal


poderá designar funcionário que tenha habilitação para acompanhar as
investigações e diligências em defesa do erário.

§ 5º - O defensor do erário poderá requerer no processo o que for de


direito, inclusive a reinquirição do indiciado ou de testemunhas.

Art. 217 - Se de imediato ou no curso do Inquérito Administrativo ficar


Página 309 de LEI 7.502-90
Art. 217 - Se de imediato ou no curso do Inquérito Administrativo ficar
evidenciado que a irregularidade envolve crime, o presidente da
comissão, por intermédio da autoridade instauradora, a comunicará ao
Ministério Público.

Art. 218 - O inquérito deverá estar concluído no prazo de noventa dias


contados da data da instalação da comissão, prorrogáveis
sucessivamente por períodos de trinta dias, em caso de força maior, e a
juízo da autoridade administrativa determinadora da instauração do
inquérito, até o máximo de noventa dias.

§ 1º - A não observância desses prazos não acarretará nulidade do


inquérito, importando, porém, quando não se tratar de sobrestamento,
na responsabilidade administrativa dos membros da comissão.

§ 2º - O sobrestamento do Inquérito Administrativo só ocorrerá em


caso de absoluta impossibilidade de prosseguimento, a juízo da
autoridade administrativa competente para a sua instauração.

Art. 219 - Os órgãos públicos, sob pena de responsabilidade de seus


titulares, atenderão com a máxima presteza às solicitações da comissão,
inclusive requisição de técnicos e peritos, devendo comunicará
prontamente a impossibilidade de atendimento em caso de força maior.

Parágrafo Único - Em caso de necessidade, o Poder Municipal poderá


contratar elementos técnicos externos necessários a investigação, desde
que não haja similar no serviço público municipal.

Art. 220 - Ultimada a instrução, será feita, no prazo de trás dias, a


citação do indiciado para apresentação de defesa no prazo de dez dias,
sendo-lhe facultada vista no processo, durante todo esse período, na
sede da comissão.

§ 1º - Havendo dois ou mais indiciados, o prazo será comum e de vinte


dias.
Página 310 de LEI 7.502-90
dias.

§ 2º - Estando o indicado em lugar incerto, será citado por edital,


publicado duas vezes no órgão oficial e uma vez em jornal de grande
circulação.

§ 3º - O prazo de defesa poderá ser prorrogado pelo dobro, para


diligências consideradas imprescindíveis.

Art. 221 - Nenhum acusado será julgado sem ampla defesa, que poderá
ser produzida em causa própria, permitindo-se acompanhamento do
inquérito, em todas as suas fases, pelo funcionário acusado ou por seu
defensor.

Art. 222 - Em casos de revelia, o presidente da comissão designará, de


ofício, um funcionário para defender o indiciado.

Art. 223 - Concluída a defesa, a comissão remeterá o processo à


autoridade competente, com relatório onde será exposta a matéria de
fato e de direito, concluído pela inocência ou responsabilidade do
indiciado, indicando, no último caso, as disposições legais que entender
transgredidas e as respectivas penas.

Art. 224 - Recebido o processo, a autoridade competente proferirá a


decisão no prazo de quarenta e cinco dias.

§ 1º - A autoridade julgadora decidirá à vista dos fatos apurados pela


comissão, não ficando, todavia, vinculada à conclusões do relatório.

§ 2º - Se a autoridade julgadora entender que os fatos não foram


apurados devidamente, determinará o reexame do inquérito pela
própria comissão ou através de outra a ser designada da mesma forma
que a anterior.

Art. 225 - O funcionário só poderá ser exonerado, a pedido, após a


Página 311 de LEI 7.502-90
Art. 225 - O funcionário só poderá ser exonerado, a pedido, após a
conclusão do Inquérito Administrativo a que responder e do qual não
resultar pena de demissão ou demissão a bem do serviço público.

Página 312 de LEI 7.502-90


TÍTULO VII - DOS FUNCIONÁRIOS EM SITUAÇÃO ESPECIAL
ESPECIAL
CAPÍTULO ÚNICO - DO SERVIÇO RELATIVO À EDUCAÇÃO
EDUCAÇÃO
Art. 226 - Aos funcionários que desempenham trabalho de magistério
são mantidos os direitos previstos em estatuto próprio, sem prejuízo
dos deveres e direitos estabelecidos nesta Lei, os quais não serão
cumulativos.

Página 313 de LEI 7.502-90


TÍTULO VIII - DAS DISPOSIÇÕES FINAIS E TRANSITÓRIAS
TRANSITÓRIAS
CAPÍTULO ÚNICO
Art. 227 - O dia 28 de outubro é consagrado ao funcionário público.

Art. 228 - Os prazos previstos neste Estatuto contar-se-ão por dias


corridos, não se computando o dia de início e prorrogando-se o
vencimento que incidirá em sábado, domingo ou feriado para o
primeiro dia útil seguinte.

Art. 229 - Lei especial instituirá o Plano de Carreira a dos Funcionários


do Município.

Art. 230 - Para atender aos casos de necessidade temporária de


excepcional interesse público, poderão ser efetuadas contratações de
pessoal por tempo determinado, na forma estabelecida na Lei nº 7.453,
de 5 de julho de 1989, que fica mantida no que não colidir com as
normas deste Estatuto.

Art. 231 - A vantagem pessoal de que trata o artigo 32 da Lei n°


27.444, de 17 de maio de 1989, fica extinta e substituída pelo
do cargo em comissão, artigo 79 desta Lei, ressalvados, sem caráter
cumulativo, o direito adquirido e os casos pendentes da hipótese do
artigo 42 da supracitada lei, até o término do recesso posterior a este
período legislativo.

§ 1º - Ao funcionário, ativo ou inativo, que venha percebendo a


vantagem pessoal do sistema anterior, fica assegurado o direito de optar
optar pelo adicional do cargo em comissão, devendo manifestar sua
opção até o nonagésimo dia da vigência desta Lei.

§ 2º - A falta de manifestação escrita, no prazo aqui estipulado, será


considerada opção definitiva e irrevogável pelo sistema anterior.
Página 314 de LEI 7.502-90
considerada opção definitiva e irrevogável pelo sistema anterior.

Art. 232 - O adicional previsto no artigo 79, inciso I, desta Lei, em


sistema de triênios, substitui qualquer outro adicional por tempo de
serviço.

Art. 233 - A licença especial de que trata o artigo 123 da Lei n°


27.000, de 27 de julho de 1976, fica substituída pela licença prêmio,
na forma estabelecida no artigo 93, inciso X, deste Estatuto.

Art. 234 - Esta Lei entra em vigor no dia 28 de outubro deste ano, mas
as obrigações financeiras dela resultantes somente terão vigência a partir
partir de 1º de janeiro do próximo exercício orçamentário.

Art. 235 - Serão subsidiários do presente Estatuto, nos casos omissos,


os Estatutos dos Funcionários Públicos Civis da União e do Estado.

Art. 236 - Ressalvados o direito adquirido, o ato jurídico perfeito e a


coisa julgada, são revogadas as disposições em contrário.

Página 315 de LEI 7.502-90


LEI 7.705, DE 13 DE MAIO DE 1994
Art. 1º Fica criado o programa de doação de sangue no Município de Belém, que se
fundamenta no estímulo à doação de sangue por parte dos funcionários municipais e da
população em geral. (NR dada pela Lei 7944, de 19/01/99)

Parágrafo Único. Este programa terá como órgão de referência o Centro de Hemoterapia
e Hematologia do Pará (HEMOPA), com o qual o Município está autorizado a
convênio para Recadastramento dos doadores de sangue. (NR Lei 7944/99)

Art. 2º O Município estabelecerá campanhas de estímulo à doação de sangue no âmbito


de suas Secretarias, Autarquias e Fundações e da Sociedade em Geral. (NR Lei
7944/99)

Parágrafo Único. A doação de sangue por parte de funcionários será seguida de voto de
louvor no Diário Oficial do Município, o qual será transcrito na ficha funcional do
doador.

Art. 3º O Servidor Municipal poderá deixar de comparecer ao seu trabalho, sem


prejuízo de vencimentos, por um dia, em cada doze (12) meses, após a doação de
acordo com a Lei nº 1.075, de 27 de março de 1950. (NR Lei 7944/99)
Art. 3º A doação sempre contará ponto para a ascensão funcional do funcionário, no
aspecto de merecimento. REDAÇÃO ORIGINAL

Art. 3º-A O servidor municipal exigirá da Fundação HEMOPA um comprovante a cada


doação de sangue, em que constará o nome completo do doador, número da carteira de
identidade e o dia da doação. (Introduzida pela Lei 7993,de 20/01/00)

Parágrafo Único. A apresentação desse documento de comprovação será suficiente para


garantir os dias de dispensa ao serviço e será feito ao seu chefe imediato, a quem caberá as
demais providências.

Art. 4º Em função de cada doação efetivada, o servidor municipal poderá deixar de


comparecer ao trabalho, sem prejuízo dos seus vencimentos, por dois dias. (NR dada pela
pela Lei 7993, de 20/01/00, e acréscimo de dois parágrafos)

§ 1º. Fica preservado ainda o direito da dispensa ao trabalho no dia da doação.


§ 2º. Os estímulos auferidos conforme este artigo deverão ser utilizados logo após os dias
das doações, sob pena de prescrição.

Art. 5º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em
contrário.

Página 316 de LEI 7.705-94


contrário.

Página 317 de LEI 7.705-94


DECRETO 26.578, DE 14 ABRIL DE 1994
TÍTULO I – DA CARACTERIZAÇÃO DO COMÉRCIO
AMBULANTE
CAPÍTULO I – DA CONCEITUAÇÃO
CAPÍTULO II – DA COMPETÊNCIA ADMINISTRATIVA
TÍTULO II – DA LICENÇA PARA O COMÉRCIO
AMBULANTE
CAPÍTULO I – DO REQUERIMENTO
CAPÍTULO II – DA PERMISSÃO
CAPÍTULO III – DA TRANSFERÊNCIA DO TERMO DE
PERMISSÃO
TÍTULO III – DO PREÇO PÚBLICO
TÍTULO IV – DOS EQUIPAMENTOS DE TRABALHO
CAPÍTULO I – DOS MODELOS E RESPECTIVAS
FINALIDADES
CAPÍTULO II – DA DISTRIBUIÇÃO, LOCALIZAÇÃO E
FUNCIONAMENTO
TÍTULO V – DAS RESPONSABILIDADES DO
PERMISSIONÁRIO
TÍTULO VI – DAS PROIBIÇÕES
TÍTULO VII – DAS PENALIDADES
CAPÍTULO I – DOS TIPOS DE PENALIDADES
CAPÍTULO II – DA MULTA
Página 318 de DECRETO 26.578-94
CAPÍTULO II – DA MULTA
CAPÍTULO III – DA APREENSÃO DE EQUIPAMENTOS
E DE MERCADORIAS
CAPÍTULO IV – DA SUSPENSÃO DA ATIVADADE
CAPÍTULO V – DA REVOGAÇÃO DA PERMISSÃO
TÍTULO VIII – DAS DISPOSIÇÕES GERAIS E
TRANSITÓRIAS

Página 319 de DECRETO 26.578-94


TÍTULO I - DA CARACTERIZAÇÃO DO COMÉRCIO AMBULANTE
CAPÍTULO I - DA CONCEITUAÇÃO

Art. 1º É considerado comércio ambulante toda atividade comercial ou


de prestação de serviços, de caráter permanente ou eventual, exercida
de maneira estacionária ou itinerante, em vias ou logradouros públicos,
por pessoas que não possuam qualquer espécie de vínculo empregatício
ou funcional com pessoa pública ou privada.
Parágrafo Único. A restrição contida no “caput” deste artigo não se
aplica aos permissionários que estejam exercendo suas atividades na
data da publicação deste Decreto.

Art. 2º Para efeito do disposto neste Decreto, são consideradas


atividades de comércio ambulante a comercialização ou exposição de:
I – cigarros ou guloseimas em geral;
II – confecção em geral;
III – bijouterias, miudezas, brinquedos, utilidades do lar e variedades;
IV – discos e fitas cassetes usados;
V – ferragens e sucata de aparelhos domésticos;
VI – lanches rápidos;
VII – jornais e revistas;
VIII – livros usados e material escolar;
IX – sorvetes, picolés, pipocas, sucos, água mineral e raspa-raspa;
X – calçados, bolsas, cintos e similares;
XI – produtos regionais e sazonais;
XII – ervas medicinais e tempero seco;
XIII – batata frita e churros;
XIV – frutas do sul;
XV – côco verde e milho verde;
XVI – flores e velas;
XVII – fichas telefônicas;
XVIII – carnês de sorteio e loterias;
XIX - lustração e consertos de calçados;
Página 320 de DECRETO 26.578-94
XIX - lustração e consertos de calçados;
XX – conserto de relógio e afins;
XXI – confecção de chaves;
XXII – artigos de correspondência;
XXIII – serviços fotográficos;

Art. 3º Equiparam-se, para efeito desse Decreto, os expositores e


vendedores de trabalhos artísticos, educativos e culturais, artesãos,
inclusive os das feiras de artesanato e feiras livres.

Página 321 de DECRETO 26.578-94


CAPÍTULO II - DA COMPETÊNCIA ADMINISTRATIVA

Art. 4º O planejamento, a coordenação, o disciplinamento, o controle


e a fiscalização da atividade do comércio ambulante constituem
competência exclusiva da Secretaria Municipal de Economia através do
seu Departamento de Comércio e Publicidade em Vias Públicas –
DCPV.

Página 322 de DECRETO 26.578-94


TÍTULO II - DA LICENÇA PARA O COMÉRCIO AMBULANTE
CAPÍTULO I - DO REQUERIMENTO

Art. 5º A pessoa interessada em exercer atividade de comércio


ambulante deve requerer o correspondente Termo de Permissão junto
ao Departamento de Comércio e Publicidade em Vias Públicas,
mediante preenchimento de formulário próprio e fornecimento dos
seguintes documentos:

I – fotocópia da Cédula de Identidade;


II – fotocópia do CIC;
III – fotocópia da Carteira de Manipulador de Alimentos ou Carteira de
Saúde;
IV – croqui do local a ser ocupado durante o exercício da atividade;
V – comprovante de pagamento da taxa de expediente;
VI – modelo e medidas do equipamento a ser utilizado;
VII – duas fotografias recentes de tamanho 3 x 4;
VIII – comprovante de endereço residencial;
IX – prova de quitação da contribuição sindical;
X – declaração, com firma reconhecida, de que não possui renda
mensal regular, decorrente de vínculo empregatício ou funcional, com
pessoa pública ou privada.

Parágrafo Único. O atendimento ao disposto no caput deste artigo é


obrigatório, também, para os atuais permissionários, que devem
regularizar a sua situação, de acordo com as disposições contidas neste
Decreto, excetuando-se a exigência prevista no inciso X deste artigo.

Art. 6º No âmbito da Secretaria Municipal de Economia – SECON, o


processo de requerimento à outorga do Termo de Permissão observará
o seguinte trâmite:

I – entrada do requerimento no protocolo da Secretaria Municipal de


Página 323 de DECRETO 26.578-94
I – entrada do requerimento no protocolo da Secretaria Municipal de
Economia;
II – exame do requerimento e documentos anexos pelo DCPV;
III – vistoria do local do equipamento, quando julgada conveniente;
IV – parecer técnico do setor competente do DCPV;
V – despacho do diretor do DCPV;
VI – parecer da Assessoria Jurídica da SECON;
VII – despacho do titular da SECON;
VIII – comunicação do resultado ao interessado;
IX – expedição e entrega do Termo de Permissão;
X – arquivamento do processo.

Parágrafo Único. Em caso de deferimento do pedido, o interessado tem


prazo de 30 (trinta) dias para recebimento do Termo de
Permissão, junto ao DCPV, mediante comprovação de pagamento
referente ao preço público correspondente às características do
equipamento, local de instalação e tipo de comércio ou serviços, objeto
da permissão.

Art. 7º Em caso de indeferimento do pedido referido no artigo anterior,


anterior, o interessado poderá encaminhar pedido de reconsideração ao
Departamento de Comércio e Publicidade em Vias Públicas – DCPV,
no prazo de 05 (cinco) dias úteis, a contar da data em que oficialmente
tomar conhecimento da referida decisão.
Parágrafo Único. O pedido de reconsideração deverá ser devidamente
fundamentado, sob pena de definitivo arquivamento do processo.

Página 324 de DECRETO 26.578-94


CAPÍTULO II - DA PERMISSÃO
Art. 8º O exercício da atividade de comércio ambulante dependerá do
Termo de Permissão a título precário, unilateral, oneroso e “intuitiu
personae”, a ser outorgado por ato do Secretário Municipal de
Economia.

Art. 9º A outorga do Termo de Permissão não gera privilégio de


qualquer natureza, nem assegura ao permissionário qualquer forma de
exclusividade ou direito de retenção sobre a área de instalação do
equipamento.

Art. 10. O Termo de Permissão tem validade de 01 (um) ano a contar


da data de sua expedição, podendo ser prorrogado por iguais e
sucessivos períodos, a critério da Administração Pública Municipal.
Parágrafo Único. A renovação prevista neste artigo não poderá ser
outorgada, se o permissionário estiver em débito, decorrente das
disposições deste Decreto.

Art. 11. A renovação do Termo de Permissão poderá ocorrer a


qualquer tempo, a critério da Secretaria Municipal de Economia –
SECON. Não haverá renovação, quando o permissionário infringir
dispositivos específicos deste Decreto, ou por interesse público
superveniente, que inviabilize sua continuidade no mesmo ou em outro
local.

Parágrafo Único. Em qualquer das hipóteses mencionadas no caput


deste artigo, o permissionário não tem direito a qualquer tipo de
indenização por parte da Administração Pública Municipal.

Art. 12. A Secretaria Municipal de Economia – SECON outorgará


apenas um Termo de Permissão por interessado com requerimento
deferido.

Página 325 de DECRETO 26.578-94


Art. 13. Por ocasião da outorga da licença para comércio ambulante e
desde que os equipamentos usados pelo ambulante sejam fornecidos
pelo Município, o vendedor firmará um termo de responsabilidade,
comprometendo-se a mantê-los em prefeitas condições de uso, desde
seu recebimento até a sua devolução, sob pena de indenização por dano
em bem público.

Art. 14. A Secretaria Municipal de Economia – SECON não outorgará


Termo de Permissão ao cônjuge, ascendente, descendente ou parente
até segundo grau do permissionário, que resida sob o mesmo teto, salvo
se for comprovado que o interessado passou a integrar ou constituir
novo grupo familiar.

Parágrafo Único. O disposto neste artigo não se aplica aos


permissionários em relação aos casos comprovadamente existentes, até
a data da publicação deste Decreto.

Art. 15. A Secretaria Municipal de Economia – SECON não outorgará


Termo de Permissão para o exercício da atividade de comércio
ambulante nas seguintes situações:

I – instalação de barracas fixas e similares;


II – venda de carnes, peixe, mariscos, bebidas alcóolicas, armas e
munições de qualquer espécie, explosivos, corrosivos ou produtos de
fácil combustão;
III – pássaros e outros animais.

Art. 16. A concessão de licença para o comércio ambulante de


“Trailler” está condicionada ao preenchimento dos seguintes requisitos:
a) em área particular ou em conjuntos habitacionais fora do perímetro
urbano;
b) seja requerida em nome do proprietário do Trailler;
c) que o Trailler esteja em perfeito estado de conservação e limpeza;
d) permanente possibilidade de remoção.
Página 326 de DECRETO 26.578-94
d) permanente possibilidade de remoção.

Art. 17. A existência de propaganda comercial de terceiros no Trailler


somente será permitido mediante pagamento da respectiva taxa de
publicidade.

Art. 18. O uso de toldo nos Traillers somente será permitido com
autorização e padronização pela Secretaria Municipal de Economia.

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CAPÍTULO III - DA TRANSFERÊNCIA DO TERMO DE
PERMISSÃO
Art. 19. A transferência de titularidade do Termo de Permissão requer
a expressa solicitação do permissionário e somente terá eficácia
mediante autorização da Secretaria Municipal de Economia.

§ 1º. O direito de transferência de que trata o caput deste artigo poderá


ser concedido ao permissionário que comprovadamente contar com
pelo menos 02 (dois) anos de efetivo exercício na atividade do
comércio ambulante, no local permitido, ou antes de decorrido aquele
período, excepcionalmente, por incapacitação física adquirida ou por
outra razão fortuita e involuntária que lhe impossibilite a continuidade
de suas atividades.

§ 2º. A transferência da permissão prevista neste artigo não poderá ser


outorgada, se o permissionário estiver em débito decorrente das
disposições deste Decreto.

Art. 20. Poderá ocorrer transferência do Termo de Permissão por


sucessão causa mortis, mediante manifestação escrita do cônjuge
sobrevivente ou de qualquer descendente, nesta ordem, dirigida ao
Departamento de Comércio e Publicidade em Vias Públicas, no prazo
de 30 (trinta) dias, a contar da data do falecimento do permissionário.

§ 1º. A habilitação de descendentes, por sucessão causa mortis, na


forma e prazo referidos no caput deste artigo, requer a expressa
desistência do cônjuge sobrevivente ou de ascendente, se for o caso,
assim como, a anuência formal dos demais descendentes, quando
houver.

§ 2º. Se ao fim do prazo referido no caput deste artigo, não houver


manifestação de interesse do cônjuge ou de descendente do
Página 328 de DECRETO 26.578-94
manifestação de interesse do cônjuge ou de descendente do
permissionário e, dar continuidade à atividade, o Termo de Permissão
ficará automaticamente revogado.

Página 329 de DECRETO 26.578-94


TÍTULO III - DO PREÇO PÚBLICO
Art. 21. O preço público a ser pago pelos permissionários, em
cumprimento das disposições contidas neste título, será calculado
levando em conta o tipo de equipamento a ser utilizado e sua
localização, na forma especificada na Lei nº 7.645, de 12 de julho de
1993.

Art. 22. O valor do preço público do que trata o artigo anterior será
anual, terá como referência a Unidade Fiscal do Município de Belém –
UFM e será anual pago à Secretaria Municipal de Finanças ou através
do Documento de Arrecadação Municipal – DAM, emitido pela
Secretaria Municipal de Economia.

Página 330 de DECRETO 26.578-94


TÍTULO IV - DOS EQUIPAMENTOS DE TRABALHO
CAPÍTULO I - DOS MODELOS E RESPECTIVAS FINALIDADES

Art. 23. Na atividade de comércio ambulante, serão utilizados apenas


equipamentos de modelos padronizados pelo Departamento de
Comércio e Publicidade em Vias Públicas – DCPV, com especificações
adequadas aos tipos de comércio ou serviços, conforme discriminação a
seguir:

I – bancas de jornais e revistas:


a) mercadorias principais – jornais, revistas, pôsteres, folhetos, cartões-
postais, guias turísticos, figurinhas, adesivos, almanaques, opúsculos de
leis e decretos e outros periódicos;
b) mercadorias secundárias – cigarros, fichas telefônicas, selos,
envelopes, canetas, lápis, filmes fotográficos, pilhas elétricas, isqueiros,
fósforos;
II – banca estacionária: doces e bombons, cigarros, ferragens, produtos
regionais, consertos de relógios e afins.
III – caixotes: serviços de consertos e lustração de calçados;
IV – carrinho: picolés, raspa-raspa, pipoca, água, côco verde, sorvetes
e milho verde cozido;
V – carro-lanche: lanches rápidos (bolos, refrigerantes, salgados e
doces);
VI – carro de cachorro-quente: lanches rápidos (sanduíches);
VII – tabuleiro itinerante: miudezas em geral, café, cigarro e água;
VIII – carro de comidas típicas: comidas típicas;
IX – trailler: lanches rápidos;
X – barraca desmontável: confecções em geral, bijouterias, miudezas,
variedades, brinquedos, artesanatos, calçados, bolsas, cintos e
similares;
XI – bancada desmontável: flores e velas;
XII – carro para venda de batata frita e churros;
XIII – carro de hot-dog;
Página 331 de DECRETO 26.578-94
XIII – carro de hot-dog;
XIV – bancada removível: para exposição e venda de calçados.

Parágrafo Único. Os equipamentos mencionados no caput deste artigo


terão as suas especificações técnicas na forma indicada no Anexo
II, integrante deste Decreto.

Página 332 de DECRETO 26.578-94


CAPÍTULO II - DA DISTRIBUIÇÃO, LOCALIZAÇÃO E
FUNCIONAMENTO
Art. 24. No processo de distribuição e localização de equipamentos
destinados ao exercício da atividade do comércio ambulante, o
Departamento de Comércio e Publicidade em Vias Públicas – DCPV
observará diretrizes e critérios que assegurem perfeitas condições de
tráfego dos veículos automotores e de circulação e segurança dos
pedestres, assim como de conservação e preservação paisagística dos
logradouros públicos e das áreas que compõem o patrimônio artístico-
histórico-cultural da cidade.

Art. 25. Ressalvados os casos já existentes de permissionários


licenciados, fica vedada atividade do comércio ambulante nos seguintes
locais:

I – Av. João Alfredo;


II – Trav. Santo Antônio;
III – Boulevard Castilho França, da Trav. Frutuoso Guimarães à Av.
Portugal;
IV – Av. Presidente Vargas;
V – Av. Bráz de Aguiar;
VI – Av. Nazaré;
VII – em frente às portas de edifícios, estabelecimentos comerciais,
bancos repartições públicas, quartéis, templos e outros locais
inconvenientes ao exercício do comércio ambulante;
VIII – em uma distância inferior a 05 (cinco) metros das esquinas, em
abrigos de passageiros de transportes coletivos e em calçadas iguais ou
inferiores a 02 (dois) metros de largura.
a) nos locais a que alude o inciso anterior, poderá ser autorizada
excepcionalmente a atividade em forma de feiras e a exposição e venda
de trabalhos artísticos, culturais e educativos, ou ainda em outras
condições especiais com a aprovação do titular da Secretaria Municipal
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condições especiais com a aprovação do titular da Secretaria Municipal
de Economia.

Art. 26. Nas ruas e avenidas, o número de bancas destinadas à venda


jornais e revistas será determinado de forma a assegurar espaço à de
circulação de pedestres:

I – distância mínima entre bancas:


a) área com elevada concentração comercial, 50 metros;
b) área com baixa concentração comercial, 150 metros.

Parágrafo Único. O disposto neste artigo não se aplica às bancas de


jornais e revistas já existentes na data de publicação deste Decreto.

Art. 27. A mudança de localização da atividade do comércio


ou a substituição do modelo de equipamento somente poderão ocorrer
mediante prévia autorização do Departamento de Comércio e
Publicidade em Vias Públicas – DCPV.

Art. 28. O equipamento utilizado na atividade do comércio ambulante


não poderá pernoitar no local de sua instalação, sendo obrigatório o
recolhimento diário, após o encerramento das atividades, ou nos
horários estabelecidos pelo Anexo I deste Decreto, exceto as bancas de
jornais e revistas.

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TÍTULO V - DAS RESPONSABILIDADES DO
PERMISSIONÁRIO
Art. 29. Todo e qualquer serviço ou atividade inerente ao exercício do
comércio ambulante será praticado em nome do permissionário e
por sua conta e risco, sem prejuízo da observância da legislação
vigente.

Art. 30. São deveres do permissionário:

I – providenciar a aquisição ou fabricação do equipamento objeto da


sua atividade, nos modelos e especificações definidos no Anexo II deste
Decreto, de conformidade com os tipos de produtos ou serviços a
serem comercializados;
II - manter o equipamento em funcionamento diário permanecendo na
direção do mesmo por um período mínimo de 06 (seis) horas,
excetuando-se os casos de motivo de força maior devidamente
justificados perante a fiscalização do Departamento de Comércio e
Publicidade em Vias Públicas – DCPV;
III – manter o equipamento em perfeito estado de conservação e
higiene, providenciando, por sua conta e risco, os consertos que se
fizerem necessários;
IV – fixar em seu equipamento ou usar em lugar visível o
correspondente Termo de Permissão, crachá de identificação de
permissionário e do substituto eventual, e o comprovante de
pagamento das taxas de licença, todos fornecidos pelo órgão municipal
competente, devidamente atualizados;
V – usar de urbanidade e respeito para com os companheiros de
trabalho e o público em geral;
VI – zelar pela higiene pessoal e usar uniforme padronizado,
excetuando-se, quanto ao uso do uniforme, os permissionários que não
exerçam atividades que envolvem a comercialização de gêneros
alimentícios;
Página 335 de DECRETO 26.578-94
alimentícios;
VII – zelar pela higiene do equipamento e acessórios;
VIII – utilizar depósito apropriado para lixo e detritos, quando
comercializados produtos alimentícios;
IX – conservar a padronização do equipamento e pintá-lo sempre que
necessário
X – comparecer ao DCPV sempre que solicitado;
XI – solicitar prévia autorização do DCPV, sempre que necessitar
suspender o exercício de atividade por período superior a 05 (cinco)
dias úteis e inferior a 30 (trinta) dias úteis;
XII – utilizar pinças de manuseio de alimentos que não possuam
invólucro próprio;
XIII – manter os produtos alimentícios em perfeitas condições de
higiene, devidamente protegidos de insetos e impurezas;
XIV – empregar instrumentos de pesos e medidas adotados pela
legislação vigente, quando o seu comércio deles necessitar;
XV – no comércio de produtos alimentícios, utilizar apenas copos,
pratos e talheres descartáveis;
XVI – portar carteira de manipulador de alimentos, quando
comercializar produtos alimentícios;
XVII – indicar ao DCPV o seu substituto eventual;
XVIII – cumprir as ordens emanadas das autoridades municipais
competentes;
XIX – usar sapatos, bota, calça e gorro limpos e bem passados.

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TÍTULO VI - DAS PROIBIÇÕES
Art. 31. É vedado ao permissionário:

I – modificar a localização do equipamento, sem a prévia autorização


do Departamento de Comércio e Publicidade em Vias Públicas-
DCPV;
II – fazer uso de muros, paredes, passeios, árvores, postes, bancos,
caixotes, tábuas, encerados ou toldos com o propósito de ampliar os
limites do equipamento e que venham a alterar sua padronização;
III – colocar ou afixar cartazes, anúncios ou outros quaisquer impressos
na parte externa do equipamento, salvo anúncios de campanha
educativa ou elucidativa empreendida por órgão público;
IV – apregoar suas atividades através de qualquer maio de divulgação
sonora;
V – utilizar dizeres ofensivos ao decoro público;
VI – efetuar escavações nas vias e logradouros públicos;
VII – expor mercadorias ou volume além do limite ou capacidade do
equipamento;
VIII – utilizar equipamento sem a devida permissão ou modificar as
condições de uso determinado para tal;
IX – distribuir, trocar ou expor mercadorias que não se enquadrem no
objeto principal do seu comércio, na forma prevista neste Decreto;
X – transferir a outorga do termo de permissão à revelia do DCPV;
XI – perturbar a ordem pública;
XII – passar a direção do negócio a substituto não cadastrado junto ao
DCPV;
XIII – impedir ou dificultar o livre trânsito de veículos e pedestres nas
vias ou logradouros públicos;
XIV – jogar lixo ou detritos, provenientes de seu comércio, ou de
outra origem, nas vias e logradouros públicos;
XV – instalar o equipamento em expressa autorização do DCPV;
XVI – expor e vender produtos sem condições de consumo;
XVII – deixar a direção de seu negócio por tempo superior a 02 (duas)
Página 337 de DECRETO 26.578-94
XVII – deixar a direção de seu negócio por tempo superior a 02 (duas)
horas diárias, excetuando-se os casos de força maior, devidamente
comprovados pela fiscalização do DCPV;
XVIII – instalar seu equipamento fora do horário estabelecido neste
Decreto.

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TÍTULO VII - DAS PENALIDADES
CAPÍTULO I - DOS TIPOS DE PENALIDADES
Art. 32. Nos casos de autuação por infração a dispositivos deste
Decreto, serão aplicadas penalidades pecuniárias ou administrativas,
isoladas ou cumulativas, de conformidade com a natureza e gravidade
das respectivas ocorrências.

Art. 33. As penalidades previstas neste Decreto serão aplicadas de


acordo com as disposições dos artigos 193 e 194 da Lei nº 7.055, de
30/12/1977, que aprovou o Código de Posturas do Município de
Belém, compreendendo:

I – multa;
II – apreensão de equipamento e de mercadorias;
III – perda de equipamento e de mercadorias;
IV – suspensão da atividade;
V – revogação do termo de permissão.

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CAPÍTULO II - DA MULTA
Art. 34. A multa será aplicada sempre que o permissionário infringir
qualquer dos dispositivos relacionados nos artigos 30 e 31 deste
Decreto.

Art. 35. Os valores correspondentes às multas, que vieram a ser


aplicadas pelo Departamento de Comércio e Publicidade em Vias
Públicas – DCPV, serão calculados com base na Unidade Fiscal do
Município – UFM e deverão se pagos à Secretaria Municipal de
Finanças – SEFIN, após a lavratura dos respectivos autos de infração.

§ 1º O autuado terá o prazo de 10 (dez) dias, a contar da data do


recebimento do auto de infração, para apresentar defesa escrita ao
titular do Departamento de Comércio em Vias Públicas.

§ 2º Das decisões do diretor do DCPV caberá recurso ao Secretário


Municipal de Economia.

Art. 36. Decorrido o prazo definido no § 1º do artigo anterior, sem


que o autuado tenha apresentado sua defesa, poderá apresentar recurso
ao Secretário Municipal de Economia, nas condições previstas no
Código de Posturas do Município de Belém.

Art. 37. Não tendo havido a interposição do recurso ou em caso de


improvimento deste, o valor da multa não paga será inscrito no livro da
dívida ativa do Município e cobrado pela via judicial.

Art. 38. Para efeito dos cálculos correspondentes às multas a que se


refere este Decreto, observar-se-ão as disposições contidas na legislação
legislação vigente sobre a matéria.

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CAPÍTULO III - DA APREENSÃO DE EQUIPAMENTOS E
E DE MERCADORIAS
Art. 39. A apreensão de equipamentos e de mercadorias pelo
Departamento de Comércio e Publicidade em Vias Públicas – DCPV
deverá ser feita mediante o respectivo auto de apreensão, e ocorrerá nos
seguintes casos:

I – comercialização de qualquer produto ou serviço nos locais vedados


nos arts. 25 e 26 deste Decreto;
II – exercício ilícito do comércio e transgressão às normas de higiene
pública;
III – uso de equipamento com especificações em desacordo com que
estabelece o Anexo II deste Decreto.

§ 1º Os produtos perecíveis apreendidos na conformidade dos incisos I,


II, III serão, imediatamente entregues a instituições filantrópicas
mediante termo de recebimento.

§ 2º As mercadorias não perecíveis e os equipamentos serão recolhidos


ao depósito da Secretaria Municipal de Economia, até que sejam
cumpridas pelo infrator, no prazo de 48 (quarenta e oito) horas, as
exigências legais e regulamentares.

§ 3º Quanto a apreensão recair sobre produtos tóxicos e nocivos à


saúde, ou cuja venda for ilegal, a perda da mercadoria será definitiva,
devendo ser remetida aos órgãos estaduais ou federais competentes,
com as indicações necessárias.

§ 4º Os bens ou mercadorias apreendidas serão levados a leilão, com


observância da legislação pertinente, no caso do não cumprimento das
exigências a que estiver obrigado o infrator.

Página 341 de DECRETO 26.578-94


Art. 40. Do auto de apreensão constarão:

I – nome completo;
II – especificação do equipamento ou mercadoria;
III – data e local da apreensão;
IV – prazo da retirada do equipamento ou mercadorias apreendidos;
V – indicação do artigo anterior.

Art. 41. Após a execução do auto de apreensão de mercadorias não


perecíveis ou equipamentos, a devolução dos pertences do
permissionário somente poderá ocorrer, mediante comprovação do
pagamento da multa correspondente.

Página 342 de DECRETO 26.578-94


CAPÍTULO IV - DA SUSPENSÃO DA ATIVIDADE
Art. 42. A suspensão da atividade será aplicada pelo Departamento de
Comércio e Publicidade em Vias Públicas – DCPV e cumulativamente
com outras penalidades, quando o permissionário cometer uma das
seguintes infrações:

I – reincidir, na mesma infração, no período de 90 (noventa) dias;


II – mudar a localização original do equipamento, sem a prévia
autorização do DCPV;
III – usar equipamento em desacordo com o modelo e especificações
técnicas previstas neste Decreto;
IV – descumprir as ordens emanadas das autoridades municipais
competentes;
V – apregoar suas atividades através de qualquer meio de divulgação
sonora;
VI – efetuar escavações nas vias e logradouros públicos;

Art. 43. A suspensão prevista no artigo anterior será aplicada por prazo
variável entre 01 (um) e 05 (cinco) dias a critério do Departamento de
Comércio e Publicidade em Vias Públicas – DCPV.

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CAPÍTULO V - DA REVOGAÇÃO DA PERMISSÃO
Art. 44. A revogação do Termo de Permissão ocorrerá por ato do
Secretário Municipal de Economia, nos seguinte casos:

I – reincidência em qualquer das infrações referidas nos incisos II a VI


do art. 42;
II – pela não renovação da permissão;
III – quando houver transferência da permissão sem autorização do
DCPV;
IV – exposição ou venda de produtos sem condições de consumo;
V – quando comprovada a situação de vínculo empregatício ou
funcional do permissionário com pessoa pública ou privada,
excetuando-se os casos a que se refere o disposto no parágrafo único do
art. 1º deste Decreto;
VI – não pagamento de taxas municipais nos prazos estabelecidos.

Art. 45. Quando revogado o Termo de Permissão por motivo de


infração, o permissionário não poderá mais requerer nenhuma
permissão para comercializar ou expor suas mercadorias nas condições
previstas neste Decreto.

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TÍTULO VIII - DAS DISPOSIÇÕES GERAIS E
TRANSITÓRIAS
Art. 46. As bancas de jornais e revistas instaladas em área de domínio
privado, para serem classificadas como tal, ficarão sujeitas a todas as
determinações contidas neste Decreto.

Art. 47. A Secretaria Municipal de Economia – SECON não outorgará


Termo de Permissão para instalação de qualquer equipamento de
comércio ambulante em áreas integrantes de parques ecológicos e de
preservação paisagísticas.

Parágrafo Único. Os permissionários cujos equipamentos encontram-se


instalados em desacordo com o disposto neste Decreto terão prazo de
90 (noventa) dias, a contar da data de publicação do mesmo, para
requerer sua transferência, sob pena de revogação do respectivo Termo
de Permissão.

Art. 48. Sempre que o interesse público exigir e em qualquer tempo,


poderá a Prefeitura, mediante notificação prévia de 30 (trinta) dias,
transferir a localização do equipamento permitido para a atividade do
comércio ambulante ou revogar a permissão outorgada.

Art. 49. A Secretaria Municipal de Economia, através do


de Comércio e Publicidade em Vias Públicas – DCPV, manterá
rigorosa fiscalização com vistas ao atendimento das disposições da Lei
nº 7.055, de 30/12/77, que aprovou o Código de Posturas do
Município de Belém, bem como do estabelecido neste Decreto.

Art. 50. Aqueles que, na data da vigência da Lei Orgânica, vinham


ocupando, sem título hábil, áreas ou logradouros públicos permitidos
para comercialização de produtos pertinentes às vias e logradouros
públicos, deverão requerer sua regularização no prazo máximo de 60
Página 345 de DECRETO 26.578-94
públicos, deverão requerer sua regularização no prazo máximo de 60
(sessenta) dias, a contar da data da publicação deste decreto, sob pena
de remoção sumária.

Art. 51. Nos dias de festividades públicas e eventos, o exercício do


comércio ambulante e pontos estabelecidos poderão ser autorizados
pelo Secretário Municipal de Economia.

Art. 52. A utilização das vias públicas, para colocação de mesas e


cadeiras, dependerá de prévia autorização da Secretaria Municipal de
Economia, devendo o interessado formular o seu pedido através de
requerimento próprio contendo os seguinte dados:

I – fotocópia de CGC;
II – fotocópia do Alvará de Localização da PMB;
III – fotocópia do comprovante de pagamento da taxa de horário
especial;
IV – fotocópia do pagamento de identificação ou publicidade;
V – quantidade de mesas e cadeiras;
VI – registro da JUCEPA;
VII – metragem da calçada;
VIII – comprovante do pagamento da taxa de expediente.

Art. 53. O funcionamento dos terraces será permitido de Segunda a


Domingo, no horário de 18:00 às 05:00 horas do dia seguinte.

Art. 54. As mesas e cadeiras devem ser removíveis, ficando proibido a


utilização de qualquer outro tipo de equipamento.

Art. 55. Os proprietários de estabelecimentos comerciais, que


utilizarem as vias públicas para uso de terraces, devidamente licenciados
pela SECON, deverão colocar as mesas e cadeiras dentro dos limites de
2/3 (dois terços) da largura da calçada, dependendo da localização,
sendo o restante obrigatoriamente destinado ao passeio público.

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Art. 56. Os casos omissos serão dirimidos pelo Secretário Municipal de
Economia.

Art. 57. Este Decreto entrará em vigor na data de sua publicação,


revogadas as disposições em contrário.

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ANEXO I
EQUIPAMENTOS/ATIVIDADES/HORÁRIO DE FUNCIONAMENTO
FUNCIONAMENTO
Tabuleiro de café e cigarro ................................. 07:00 às 20:00
Tabuleiro de bombons, fixa telefônica, etc .............. 07:00 às 22:00
Confecção em geral, bijouterias, miudezas, brinquedos, utilidades do
lar e variedades .............................................. 08:00 às 18:00
Discos e fitas cassetes usados .............................. 08:00 às 18:00
Ferragens e sucatas de aparelhos domésticos ............. 08:00 às 18:00
Lanches rápidos ............................................. 08:00 às 19:00
Jornais e revistas ............................................. 08:00 às 22:00
Livros usados e material escolar ........................... 08:00 às 18:00
Sorvetes, picolés, pipocas, sucos, água mineral e raspa-raspa ...........
08:00 às 18:00
Calçados, bolsas, cintos e similares ....................... 08:00 às 18:00
Produtos regionais e sazonais .............................. 08:00 às 18:00
Ervas medicinais e tempero seco .......................... 08:00 às 18:00
Batata frita ................................................... 08:00 às 22:00
Frutas do sul ................................................. 08:00 às 19:00
Coco verde ................................................... 08:00 às 22:00
Flores e velas ................................................. 08:00 às 18:00
Carnês de sorteio e loterias ................................ 08:00 às 18:00
Lustrações e consertos de calçados........................ 08:00 às 18:00
Conserto de relógio e afins ................................. 08:00 às 18:00
Confecção de chaves ........................................ 08:00 às 18:00
Artigos de correspondência ................................ 08:00 às 18:00
Serviços fotográficos ........................................ 08:00 às 18:00
Comidas típicas ............................................. 09:00 às 22:00
Carro de hot-dog ............................................ 09:00 às 20:00
Trailler: lanches rápidos .................................... 08:00 às 06:00
Carro de cachorro quente .................................. 17:00 às 06:00

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DECRETO 26.579, DE 14 DE ABRIL DE 1994

CAPÍTULO I – CONCEITO E FINALIDADE


CAPÍTULO II – DA COMPETÊNCIA
CAPÍTULO III – DAS FEIRAS LIVRES
CAPÍTULO IV – DA ORGANIZAÇÃO E
FUNCIONAMENTO
CAPÍTULO V – DA PERMISSÃO DE USO E DO FEIRANTE
CAPÍTULO VI – DA COMERCIALIZAÇÃO
CAPÍTULO VII – DOS EQUIPAMENTOS
CAPÍTULO VIII – DAS OBRIGAÇÕES
CAPÍTULO IX – DAS PENALIDADES
CAPÍTULO X – DOS DIREITOS DOS PERMISSIONÁRIOS
CAPÍTULO XI – DISPOSIÇÕES FINAIS

Página 349 de DECRETO 26.579-94


CAPÍTULO I - CONCEITO E FINALIDADE
Art. 1º Considera-se “Feira Livre” o local previamente designado pela
Administração Pública Municipal, dotado de equipamentos
padronizados, removíveis ou não, destinados às atividades comerciais a
nível de varejo, voltada para o abastecimento de gêneros alimentícios à
população, especialmente os de origem hortigranjeira.

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CAPÍTULO II - DA COMPETÊNCIA
Art. 2º Compete à Secretaria Municipal de Economia da Prefeitura
Municipal de Belém, por força da Lei Municipal nº 7.341, de 18 de
março de 1986, desenvolver as atividades de planejamento e
administração do sistema de feiras do Município de Belém.

Art. 3º Fica delegada ao Secretário Municipal de Economia


competência para criar feiras livres, localiza-las, suspender-lhes o
funcionamento, remaneja-las e extingui-las, total ou parcialmente, em
atendimento ao interesse público e respeitadas as exigências higiênicas,
viárias e urbanísticas em geral.

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CAPÍTULO III - DAS FEIRAS LIVRES
Art. 4º As feiras livres têm caráter supletivo de abastecimento, e o seu
dimensionamento, remanejamento, suspensão, funcionamento,
reclassificação ou extinção poderão ocorrer, a juízo da Secretaria
Municipal de Economia – SECON, quando os equipamentos
abastecedores fixos, existentes na sua área de influência, forem
suficientes para atender ao abastecimento da população.

Art. 5º As feiras livres funcionarão em vias e logradouros públicos ou


em terrenos de propriedade municipal ou particular, especialmente
abertos à população para tal finalidade, desde que instalados e
fiscalizados pela Secretaria Municipal de Economia – SECON.

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CAPÍTULO IV - DA ORGANIZAÇÃO E
FUNCIONAMENTO
Art. 6º Na elaboração dos projetos para padronização de feiras livres
serão observadas, além das normas do processo de comercialização e
urbanismo, as relativas à saúde pública, saneamento e limpeza.

Art. 7º As feiras livres não poderão situar-se em raio inferior a 1.000


(mil) metros uma das outras, resguardando-se os casos já existentes.

Art. 8º Os equipamentos padronizados, utilizados na comercialização


das feiras livres serão determinados pela Secretaria Municipal de
Economia, considerando-se os grupos de produtos a serem
comercializados.

§ 1º Para vendas de produtos de origem animal, os modelos de


equipamentos deverão ser submetidos à aprovação da autoridade
sanitária competente.

§ 2º Será obrigatória a existência de recipiente adequado para o


acondicionamento de resíduos sólidos (lixo) decorrentes da
comercialização.

Art. 9º Na montagem das feiras livres, os equipamentos serão


agrupados por setores, segundo os ramos de comércio.

Art. 10. Os dias e horários de abastecimento e funcionamento das feiras


feiras livres serão fixados pela SECON. Em casos especiais, fica
facultado à SECON dilatar ou reduzir o horário de funcionamento.

Art. 11. Só será permitida descarga de mercadorias em seus respectivos


equipamentos, no período de 02 (duas)
horas antecedentes ao início do funcionamento da feira, visando não
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horas antecedentes ao início do funcionamento da feira, visando não
prejudicar o atendimento e a segurança dos consumidores.

Art. 12. A comercialização de carnes, peixes, mariscos e aves deverá


observar às normas de higiene sanitária, previstas na legislação vigente.

Art. 13. Encerrado o horário de funcionamento da feira, deverá o


feirante iniciar os trabalhos de limpeza, arrumação, fechamento e/ou
remoção dos equipamentos, no prazo máximo de 01 (uma) hora.

Art. 14. A SECON realizará diariamente o controle de frequência dos


feirantes.

Art. 15. O funcionamento dos sistemas sonoros nas feiras livres e sua
respectiva programação dependerá da prévia permissão da SECON e da
SESMA.

Art. 16. As feiras livres são classificadas nas categorias “A” e “B”,
conforme os termos da Lei Municipal nº 7.645/93, de 12/07/93.

Art. 17. Nas feiras livres, somente poderão ser comercializados os


produtos classificados nos grupos a seguir relacionados, respeitando-se
os percentuais mínimos das quantidades de equipamentos por feira;

Grupo I – Hortigranjeiros: hortaliças, frutas e granjeiros (aves abatidas


e ovos), 60%;
Grupo II – Farinha: farinha seca, d’água e de tapioca, 12,5%;
Grupo III – Frutos do Mar: pescado, mariscos e crustáceos, 10%;
Grupo IV – Mercearias: latarias, cereais, laticínios, condimentos e
óleos, 5%;
Grupo V – Industrializados: armarinhos, confecções, calçados;
utensílios de cozinha e ferragens, 5%;
Grupo VI – Comidas: refeições prontas, lanches, mingau e pratos
regionais, 2,5%;
Grupo VII – Serviços: sapateiros, relojoeiros e comércio de sacos
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Grupo VII – Serviços: sapateiros, relojoeiros e comércio de sacos
plásticos e de pano 2,5%;
Grupo VIII – Outros: produtos de umbanda, ervas medicinais, plantas
e flores ornamentais e artesanato regional, 2,5%.

§ 1º Nas feiras em que, atualmente, o percentual do grupo


hortigranjeiro esteja abaixo do definido, caso haja abertura de vagas,
estas deverão ser destinadas a este grupo, até atingir o percentual
mínimo estipulado.

§ 2º Se considerada inviável, a feira será desativada, podendo os


feirantes ser remanejados para outras, caso existam vagas.

Art. 18. A Secretaria Municipal de economia – SECON poderá,


comprovada a conveniência da medida e através de portaria específica,
alterar o número, a metragem e as especificações técnicas da estrutura
dos equipamentos de comercialização nas feiras livres.

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CAPÍTULO V - DA PERMISSÃO DE USO E DO
FEIRANTE
Art. 19. Respeitadas as restrições deste Decreto, podem comercializar
nas feiras as pessoas físicas maiores e capazes, nos temos da legislação
vigente, bem como as pessoas jurídicas legalmente constituídas.

Art. 20. Para habilitar-se ao exercício de feirante é necessário o


preenchimento de formulário com os seguintes dados: Nome,
endereço, número da Carteira de Identidade, número do CIC, Sexo,
Idade, Ocupação Principal, Produtos que deseja comercializar, Carteira
de Saúde, Carteira de Manipulador de Alimentos, 02 (duas) fotos 3 x
4, instruindo requerimento ao Secretário Municipal de Economia.
Parágrafo único. As pessoas jurídicas deverão apresentar certidão de
Registro na Junta Comercial, Contrato Social, CGC/MF, Certidões
Negativas das Fazendas Federal, Estadual e Municipal, Inscrição
Municipal, o Produto que pretende comercializar, instruindo
requerimento dirigido ao Secretário Municipal de Economia.

Art. 21. Pessoas Jurídicas deverão indicar um único preposto para cada
matrícula adquirida, o qual deverá permanecer a frente do
equipamento, sob pena de revogação da permissão de uso.

Art. 22. Não será deferida permissão de uso a sócio ou cônjuge de sócio
sócio de pessoa jurídica já feirante.

Art. 23. A permissão de uso concedida para o exercício das atividades


previstas neste Decreto sê-lo-á a título precário, podendo, a qualquer
tempo, ser cancelada unilateralmente e a critério exclusivo da
Administração Municipal, por oportunidade ou conveniência
supervenientes, consoante as normas disciplinadoras que regem a
matéria, inerentes a utilização dos bens Públicos de uso especial.

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Art. 24. O feirante poderá ocupar até no máximo 03 (três)
equipamentos de comercialização, obedecendo aos critérios técnicos
definidos no artigo 27, ressalvando-se os casos já existentes.

Parágrafo único. Serão contados como número de equipamentos


aqueles destinados à esposa, filhos e parentes até o 2º grau.

Art. 25. Anualmente, no prazo estabelecido pela Secretaria Municipal


de Economia – SECON, e enquanto vigente a permissão de uso, o
feirante deverá providenciar a revalidação e atualização de sua
matrícula, exibindo o comprovante de contribuição sindical, Carteira
de Saúde atualizada e outros documentos que, na oportunidade, lhe
forem exigidos.

Parágrafo único. A revalidação da matrícula poderá ser indeferida,


quando o feirante apresentar antecedentes que não o recomendem para
o exercício da atividade ora regulamentada.

Art. 26. O feirante poderá, a qualquer tempo, solicitar baixa total da


permissão de uso, ressalvados os débitos porventura existentes.

Art. 27. Verificadas vagas de feirantes, a Secretaria Municipal de


Economia – SECON publicará edital, com o prazo de 15 (quinze) dias,
para convocação de interessados. As vagas serão preenchidas com
observância dos seguintes critérios técnicos sucessivamente:

I – por feirante, que já estejam operando na mesma feira e desejem


obter outra permissão;
II – por feirantes que desejam alterar o seu ramo de comércio;
III – por feirantes que estejam operando em outras feiras e delas desejem
desejem ser transferidos, respeitado o início de atividade, onde o
feirante mais antigo terá a preferência do ramo de comércio;
IV – por aqueles que, pela primeira vez, requererem a permissão de
uso, observada a ordem cronológica de entrada dos requerimentos.
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uso, observada a ordem cronológica de entrada dos requerimentos.

Parágrafo único. Se, após a observância dos critérios técnicos


estabelecidos neste artigo, ainda sobrarem vagas, serão expedidos novos
novos editais.

Art. 28. Aos feirantes pertencentes às feiras das categorias “A” e “B”,
que vierem a sofrer processo de extinção, redução de equipamentos ou
supressão do ramo de comércio, a Secretaria Municipal de Economia –
SECON, antes de executar as referidas medidas, publicará edital
específico oferecendo vagas em feiras para os atingidos, respeitando,
para efeito de classificação, o início de atividade, a preferência
ao feirante mais antigo e o grupo de comércio.

Art. 29. O feirante deverá estar à frente de seu equipamento e exercer


pessoalmente o seu comércio, sob pena de revogação da permissão de
uso.

§ 1º O disposto neste artigo não se aplica ao feirante que indicar


preposto, que deverá ser matriculado e cadastrado pela Secretaria
Municipal de economia – SECON e permanecer à frente do
equipamento durante o período de comercialização, sob pena de
cassação sumária da matrícula e revogação da permissão de uso.
§ 2º O preposto indicado não poderá vincular-se a mais de uma
matrícula.

Art. 30. O feirante poderá contar com o concurso de empregados, e


será de sua inteira responsabilidade a observância das leis trabalhistas e
previdenciária.

Parágrafo único. Os empregados de feirantes deverão, durante suas


atividades, apresentar-se munidos de ficha de saúde fornecida pelo
órgão municipal competente, da qual conste não sofrerem de moléstia
contagiosa ou infectocontagiosa.

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Art. 31. Os feirantes, pessoas físicas ou jurídicas, respondem, perante a
Administração, pelos atos de seus empregados e prepostos, quanto à
observância dos regulamentos municipais.

Parágrafo único. Os empregados e prepostos serão considerados


procuradores, para efeito de receber autuações, intimações e demais
ordens administrativas.

Art. 32. Falecendo o feirante ou resultando inválido, poderá o


Secretário Municipal de Economia, ressalvados os interesses da
Administração, deferir a permissão de uso ao seu cônjuge.

Parágrafo único. Na desistência do cônjuge, poderá, da mesma forma,


ser atribuída a permissão, obedecida a seguinte ordem de preferência, e
desde que comprovado, pelo interessado, estar capacitado para o
exercício do comércio:

I – aos filhos maiores, ascendentes, a outros descendentes maiores ou


colaterais do permissionário, comprovada expressamente a desistência
dos que também concorram na mesma classe;
II – à sua companheira, nos termos da legislação em vigor;
III – diretamente a terceiros interessados, com desistência expressa de
todos os herdeiros.

Art. 33. O disposto no artigo anterior aplica-se ao feirante que contar,


no mínimo 65 (sessenta e cinco) anos de idade, desde que tenha
exercido pelo menos 20 (vinte) anos consecutivos a atividade de
feirante permissionário, bem como àquele que, com qualquer idade,
completar 30 (trinta) anos consecutivos de exercício como
permissionário, ou se aposentar de acordo com as leis previdenciárias.

Parágrafo único. No caso de aposentadoria, o pedido de transferência


da permissão somente será considerado definitivo após comprovação da
mesma. Não apresentado o comprovante respectivo, no prazo de 120
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mesma. Não apresentado o comprovante respectivo, no prazo de 120
(cento e vinte) dias, contados do despacho que deferir a transferência,
prorrogáveis a juízo da Administração, se a demora for justificada, será
a transferência tornada insubsistente, retornando a permissão ao
primeiro titular.

Art. 34. Nos casos previstos no artigo 32, com exceção do item III, e
no artigo 35, o beneficiário será matriculado independentemente do
pagamento do preço de início de comércio previsto no art. 87,
parágrafo único, da Lei nº 7.056/77.

Art. 35. O feirante que, por mais de 02 (dois) anos, exercer, em seu
nome, o comércio nas feiras livres, poderá a juízo da Administração,
transferir sua matrícula a terceiros, que passarão a ser permissionários.

§ 1º O feirante que obtiver sua matrícula nos termos deste artigo,


ocupará, nas feiras, o mesmo lugar de seu antecessor, após cumprir as
formalidades previstas no artigo 20 e recolher aos cofres municipais, a
título de taxa de transferência, a importância correspondente a 01
(uma) vez o preço anual da permissão de uso da área.

§ 2º O preço a que se refere o parágrafo anterior, poderá ser recolhido


em até 10 (dez) parcelas iguais e mensais.

Art. 36. Formalizada a permissão, proceder-se-á à matrícula do


feirante, anotando-se no departamento competente o número de seu
registro,
seu nome, seu domicílio, número do processo pelo qual obteve a
permissão, data de início de sua atividade, grupo de produto em que
lhe será permitido operar e outras observações pertinentes.

§ 1º O feirante recolherá aos cofres municipais, a título de preço de


início de comércio, a importância correspondente à classe e à metragem
metragem do equipamento, de conformidade com os termos do art. 87,
87, parágrafo único, da Lei 7.056/77 e da Lei Municipal nº 7.645/93,
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87, parágrafo único, da Lei 7.056/77 e da Lei Municipal nº 7.645/93,
de 12/07/93.

§ 2º Ao feirante será entregue um cartão de identificação, contendo:

a) nome;
b) número de matrícula;
c) data do início de atividade;
d) grupo e subgrupo de comércio;
e) registro da feira designada;
f) metragem permitida;
g) antiguidade da permissão de uso.

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CAPÍTULO VI - DA COMERCIALIZAÇÃO
Art. 37. Só será permitida a venda de carne “in natura” nas feiras livres,
quando os equipamentos destinados à sua comercialização obedecerem
às especificações emanadas da Vigilância Sanitária do Município.

Art. 38. O documento fiscal, que comprove a procedência de todos os


produtos a serem comercializados nas feiras livres, deverá ser exibido
quando solicitado pela fiscalização competente.

Art. 39. A comercialização de gênero alimentício de origem animal e


derivados deverá obedecer à legislação vigente.

Art. 40. As atividades relativas ao grupo de comidas deverão obedecer


às exigências emanadas dos órgãos estadual e municipal de saúde.

Art. 41. É expressamente proibido o comércio de produtos


hortigranjeiros e farinhas sobre transportes num raio de 1.000 (mil)
metros em torno da feira livre, sob pena de apreensão do veículo e da
respectiva carga.

Art. 42. O óleo a granel deverá ser acondicionado em recipiente


próprio, do qual constará indicação bem visível de sua procedência e
qualidade. Em se tratando de produto composto, será obrigatória a
indicação da respectiva porcentagem.

Art. 43. A manteiga, o queijo e outros derivados do leite, bem como


todos os produtos preparados e aqueles que possam ou devam ser
consumidos sem cozer, deverão estar devidamente protegidos de
qualquer contaminação por impurezas do ambiente.

Parágrafo único. Os produtos que necessitarem de temperatura


adequada deverão, durante a comercialização, ser conservados em
equipamentos apropriados.
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equipamentos apropriados.

Art. 44. A venda de queijo ralado, de presunto fatiado e mussarela


fatiada será permitida, quando o produto for inspecionado e embalado
nos estabelecimentos de origem, ou quando solicitado pelo comprador
e na sua presença.

Art. 45. A venda de camarões frescos sem casca só será permitida


quando embalados e inspecionados no estabelecimento de origem.

Art. 46. É obrigatório o uso de recipiente de material resistente e de


fácil limpeza, para recebe os detritos provenientes da comercialização,
os quais deverão ser acondicionados em sacos plásticos para posterior
recolhimento.

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CAPÍTULO VII - DOS EQUIPAMENTOS
Art. 47 Para exposição e venda dos produtos comercializados nas feiras
livres, serão empregadas bancas e barracas, obrigatoriamente dotadas de
de toldos que não permitam a passagem da luz e que abriguem toda a
mercadoria exposta.

Parágrafo único. A Secretaria Municipal de Economia – SECON,


determinará o tipo dos demais equipamentos tendo em vista os grupos
de produtos a cuja comercialização se destinem.

Art. 48. A localização dos equipamentos nas feiras livres será feita de
modo a não impedir o acesso de pedestres aos prédios situados no local,
local, mantida, obrigatoriamente, entre eles e os equipamentos, uma
passagem de 60 cm (sessenta centímetros), no mínimo, que deverá estar
estar sempre desimpedida.

Art. 49. Na montagem das feiras, os equipamentos serão agrupados em


setores, segundo os seus ramos de comércio.

§ 1º Em todas as feiras livres, a metragem máxima dos equipamentos


deverá ser padronizada de acordo com o grupo de produtos
comercializados, conforme abaixo especificado:

a) Hortifrutigranjeiros 1.50 x 1.00


b) Farinha 2.00 x 1.00
c) Frutos do Mar 2.00 x 1.00
d) Mercearia 2.00 x 1.00
e) Industrializado 1.20 x 1.00
f) Comidas 2.00 x 1.00
g) Serviços 1.50 x 1.00
h) Outros 1.50 x 1.00

§ 2º Será permitida a comercialização conjunta, no mesmo


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§ 2º Será permitida a comercialização conjunta, no mesmo
equipamento, dos produtos pertencentes ao mesmo grupo de comércio.
comércio.

§ 3º Por ocasião da formalização do ato de permissão de uso para feiras


livres e desde que os equipamentos usados pelos feirantes sejam
fornecidos pelo Município, o feirante firmará um termo de
responsabilidade, comprometendo-se a mantê-los em perfeitas
condições de uso, desde seu recebimento até a sua devolução sob pena
de indenização por dano em bem público.

Art. 50. Deverá o feirante manter equipamentos e instalações


rigorosamente dentro das especificações técnicas e do espaço físico
determinado pela SECON, constante do Ato Administrativo de
Permissão.

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CAPÍTULO VIII - DAS OBRIGAÇÕES

Art. 51. Durante o horário de funcionamento das feiras livres, o


feirante deverá portar os seguintes documentos:

I – Cartão de identificação do feirante, conjuntamente com o


documento que comprove sua identidade;
II – Carteira de Saúde atualizada, expedida pelo órgão competente da
Administração Municipal.

Art. 52. Ocorrendo extravio de qualquer dos documentos da sua


atividade, deverá o feirante notificar a fiscalização e requerer, por
escrito, a 2ª via ai órgão competente.

Art. 53. Os feirantes deverão, ainda, atender às seguintes obrigações:

I – não fornecer mercadorias para revenda no recinto das feiras livres


em que estiverem operando, bem como no local do exercício de sua
atividade;
II – não participar de feira clandestina ou de feira que não tenha sido
designada em sua matrícula;
III – colocar sua mercadorias rigorosamente dentro dos limites de seus
equipamentos;
IV – afixar sobre as mercadorias, de modo bem visível, indicação de
seus preços, observados os tabelamentos estabelecidos pelos órgãos
competentes;
V – instalar a balança empregada para a comercialização de seus
produtos em local que permita ao comprador verificar a exatidão do
peso da mercadoria, conservando, devidamente aferidos, os seus pesos
e medidas;
VI – usar, no exercício de sua atividade, o uniforme que for
estabelecido pela Secretaria Municipal de Economia – SECON;
VII – observar irrepreensível compostura, discrição e polidez no trato
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VII – observar irrepreensível compostura, discrição e polidez no trato
com o público;
VIII – apregoar sua mercadoria sem algazarra;
IX – não se utilizar de postes ou árvores existentes no local onde estiver
instalada
a feira para colocação de mostruário ou para qualquer outra finalidade;
X – observar rigorosamente o horário de funcionamento das feiras;
XI – usar papel adequado para embrulhar os gêneros alimentícios,
vedado o emprego de jornais, impressos, papéis usados ou quaisquer
outros que contenham substâncias químicas prejudiciais à saúde;
XII – manter rigorosa higiene pessoal, do vestuário, dos equipamentos
e do local de trabalho;
XIII – observar rigorosamente as exigências de ordem higiênico-
sanitária previstas na legislação em vigor, quanto à exposição e venda
de gêneros alimentícios;
XIV – exibir, quando solicitado pela fiscalização, documento fiscal de
compra dos produtos a serem comercializados;
XV – efetuar, nos prazos estabelecidos, o pagamento dos tributos
devidos à Prefeitura em decorrência de sua condição de feirante, sua
matrícula nos prazos estabelecidos, bem como exibir o carnê de
pagamento sempre que solicitado pela gerência da feira;
XVI – acatar as ordens e instruções da Administração Municipal,
especificamente aquelas emanadas da Secretaria Municipal de
Economia – SECON;
XVII – obedecer a setorização dos grupos de produtos determinada
pela SECON, de acordo com a sua atividade;
XVIII – realizar manutenção dos equipamentos públicos usados no
exercício de suas atividades comerciais, mantendo-os em perfeito
estado de conservação e utilização;
XIX – indenizar todo e qualquer dano que voluntária ou
involuntariamente venha ocorrer ao Patrimônio Municipal;
XX – fornecer periodicamente as informações técnicas solicitadas pela
gerência da feira;
XXI – pesar as mercadorias com exatidão;
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XXI – pesar as mercadorias com exatidão;
XXII – trocar, sempre que solicitado, qualquer mercadoria vendida ou
fazer restituições do valor correspondente, desde que fique apurada a
procedência da reclamação efetuada;
XXIII – conservar rigorosamente dentro dos padrões da higiene os
equipamentos públicos, aparelhos e utensílios empregados na venda de
seus artigos, de conformidade com as exigências emanadas dos órgãos
competentes;
XXIV – observar os preços, bem como manter os instrumentos de
pesos e medidas dentro dos padrões técnicos determinados pelos
Órgãos Federais de Abastecimento e de Metrologia;
XXV – descarregar mercadorias somente dentro do horário permitido;
XXVI – acatar as orientações dos servidores da administração
municipal no exercício de suas funções em razão delas;
XXVII acatar a execução de ato legal sem violência ou ameaça a
servidores competentes para executa-lo;
XXVIII – não se apresentar no local de trabalho em estado de
embriaguez ou entorpecência;
XXIX – não usar ou portar armas no recinto da feira;
XXX – não exercer qualquer atividade paralela às especificadas no
artigo 17;
XXXI – não manter material inflamável ou explosivo nos equipamentos
de comercialização;
XXXII – comercializar mercadorias em perfeito estado de consumo;
XXXIII – exibir, sempre que solicitado, a documentação exigida para
exercício de sua atividade;
XXXIV – em caso de ausência, justificar, por escrito, à gerência da
feira.

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CAPÍTULO IX - DAS PENALIDADES
Art. 54. Os feirantes e os seus prepostos estão sujeitos às seguintes
penalidades, que poderão ser aplicadas isoladas ou conjuntamente:

I – multa;
II – suspensão de atividade;
III – revogação da permissão de uso e cancelamento da matrícula.

Art. 55. Verificada qualquer infração a dispositivos deste Decreto, o


infrator será multado pela autoridade incumbida da fiscalização, nos
termos da legislação em vigor.

Parágrafo único. Ao feirante multado por 03 (três) vezes consecutivas


na mesma infração em feira livre, será aplicada pena de suspensão.

Art. 56 A penalidade de suspensão da atividade poderá ser aplicada ao


feirante que infringir qualquer dos dispositivos deste Decreto, pelo
prazo de 05 (cinco) a 60 (sessenta) dias.

Art. 57. A penalidade de revogação da permissão de uso e


cancelamento da matrícula, verificada a gravidade do caso e os
antecedentes do infrator, poderá ser aplicada ao feirante que:

a) expuser à venda, ou mantiver em depósito ou sob guarda, para fins


de comércio, durante a realização da feira, carne “in natura”, cuja
comercialização não esteja dentro dos padrões exigidos pelos órgãos
competentes;
b) permitir que terceiros, não autorizados pela Administração, usem,
parcial ou totalmente, ainda que temporariamente, os seus
equipamentos, durante a realização da feira livre;
c) faltar à feira por 10 (dez) vezes consecutivas, ou 20 (vinte) vezes
alternadas, durante o ano civil, sem apresentação de justificativa
relevante;
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relevante;
d) adulterar ou rasurar, fraudulentamente, qualquer documento
necessário ao exercício de suas atividades na feira;
e) praticar atos simulados ou prestar falsas declarações perante a
Administração, para burla das leis e regulamentos;
f) proceder com indisciplina ou turbulência, ou exercer suas atividades
em estado de embriaguez ou de entorpecência;
g) resistir à execução de ato legal, mediante violência ou ameaça
servidor competente para executa-la;
h) não exercer pessoalmente seu comércio nas feiras livres, salvo as
exceções previstas neste decreto;
i) deixar de regularizar a situação dos empregados e prepostos, quer
quanto à Administração Municipal, quer quanto aos órgãos
competentes dos Ministérios do Trabalho e Previdência Social;
j) descumprir as obrigações previstas nos artigos 51 e 53, bem como
quaisquer outras especificadas neste decreto;
k) em caso de reincidência ao disposto no parágrafo único do artigo 55;
l) atrasar o pagamento de tributos municipais por um período de 90
(noventa) dias.

Art. 58. O disposto no artigo anterior aplica-se também a


permissionários de feiras móveis.

Art. 59. Os dirigentes sindicais ou de associações de classe que estejam


na condição de permissionários públicos estão isentos do controle de
frequência, desde que haja indicação de preposto.

Art. 60. É vedado ao feirante transferir sua permissão de uso a


terceiros, sem autorização da Secretaria Municipal de Economia –
SECON, sob pena de revogação da permissão e cancelamento da
matrícula.

Art. 61. As penalidades de exclusão da feira, cancelamento da


matrícula, suspensão de atividade e revogação de permissão de uso
serão aplicadas pelo Secretário Municipal de Economia – SECON,
Página 376 de DECRETO 26.579-94
serão aplicadas pelo Secretário Municipal de Economia – SECON,
mediante processo.

Art. 62. A aplicação de qualquer penalidade será anotada no


do infrator, para verificação de seus antecedentes administrativos.

Art. 63. Para aplicação das penalidades aos infratores, deverá a


notificação demonstrar com clareza a infração cometida, a disposição
legal infringida, hora e data da ocorrência, bem como
levar as assinaturas de suas testemunhas.

Parágrafo único. Para aplicação da pena de advertência por escrito, a


notificação não requererá testemunhas.

Art. 64. Na apreensão de equipamentos dos feirantes, será lavrado o


auto de apreensão com duas testemunhas, fazendo-se posteriormente a
remessa do material ao depósito da SECON.

Parágrafo único. A devolução dos equipamentos e mercadorias somente


será feita mediante a regularização da atividade exercida e o pagamento
de multa aplicada ao caso concreto, prevista na legislação vigente.

Art. 65. A aplicação de qualquer sanção prevista neste Decreto, não


exime o infrator de sanar, quando for o caso, a irregularidade
constatada.

Art. 66. O feirante que tiver seu cadastro cancelado em uma feira livre
fica proibido de se cadastrar para comercializar em outra feira no
Município de Belém.

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CAPÍTULO X - DOS DIREITOS DO PERMISSIONÁRIO

Art. 67. Por falecimento do cônjuge, filho, pai, mãe, irmãos,


cunhados, sobrinhos ou pessoa que, nos casos legalmente previstos,
viva sob sua dependência econômica, poderá o feirante deixar de
comparecer à feira durante 03 (três) dias.

Art. 68. O feirante, quando autuado, suspenso, ou tido o seu cadastro


cancelado, por infração a dispositivos deste Decreto, poderá apresentar
defesa por escrito, no prazo máximo de 10 (dez) dias, à SECON, a
contar do dia em que foi cientificado, acompanhada das provas que
julgar necessárias.

Art. 69. Será permitido ao feirante indicar à SECON um preposto para


responder e desenvolver atividades de trabalho no local permitido,
através de formulário próprio, nos seguintes casos:

I – por 120 (cento e vinte) dias, em casos de gravidez e/ou pós-


natalidade, mediante a apresentação do atestado médico até 10 (dez)
dias após o afastamento;
II – por 08 (oito) dias, em caso de casamento e nascimento de filhos,
comprovado o fato, mediante apresentação de certidão respectiva, em
até 30 (trinta) dias.

Art. 70. No caso de falta por motivo de doença, deverá ser apresentado
o atestado médico após ausência de 15 (quinze) dias, podendo o
feirante ficar ausente da feira no período estipulado pelo atestado.

§ 1º No terceiro dia de ausência, o feirante, pelo motivo acima


descrito, deverá fazer o comunicado em formulário próprio da SECON.
SECON. Nos casos em que o feirante estiver impossibilitado de
preencher pessoalmente o formulário, este poderá ser preenchido por
um parente, devendo indicar o preposto que irá substituí-lo.

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§ 2º Em todos os casos de afastamento justificado, a permissão ficará
vigorando, desde que o feirante continue recolhendo os tributos
públicos municipais.

Art. 71. O feirante ou preposto por ele indicado poderá contratar


empregados, ficando sob sua inteira responsabilidade a observância das
leis trabalhistas e previdenciária.

Art. 72. O feirante portador de moléstia contagiosa deverá notificar o


fato à gerência da feira, que autorizará o seu afastamento do local onde
desenvolve suas atividades de trabalho.
Parágrafo único. No caso de afastamento definitivo, o equipamento de
uso do feirante afastado ficará à disposição da SECON e deverá ser
ocupado de conformidade com os critérios definidos no artigo 32 deste
Decreto.

Art. 73. Após cada 12 (doze) meses no efetivo exercício das atividades
de trabalho, poderá o feirante afastar-se pelo prazo de 30 (trinta) dias,
desde que comunique o fato e indique seu substituto à gerência da feira.

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CAPÍTULO XI - DISPOSIÇÕES FINAIS
Art. 74. À Secretaria Municipal de Economia, além de outras
atribuições previstas neste Decreto, compete ainda:

I – elaborar normas pertinentes às feiras livres, orientando e


supervisionando o cumprimento da legislação;
II – manter atualizado o cadastro dos equipamentos de abastecimento
de cada feira livre, bem como de seus agentes manipuladores;
III – executar as atividades administrativas de licenciamento de
feirantes;
IV – arrecadar os tributos municipais devidos pelos feirantes, bem como
decidir sobre qualquer alteração ou modificação de suas permissões de
uso;
V – fiscalizar o cumprimento das normas legais e posturas relativas às
feiras livres;
VI – promover a realização de feiras livres extraordinárias, com a
participação somente de permissionários cadastrados na Secretaria
Municipal de Economia – SECON.

Art. 75. Ao Departamento de Feiras, Mercados e Portos compete:

I – fiscalizar o cumprimento de todas as normas legais referentes ao


funcionamento das feiras livres e às atividades ligadas às mesmas, bem
como às relativas aos seus equipamentos e aos seus agentes
manipuladores;
II – intimar e autuar os feirantes que estiverem em desacordo com as
normas preconizadas neste Decreto;
III – dimensionar as feiras livres e estabelecer o número e localização de
seus equipamentos;
IV – apreender mercadorias, veículos e equipamentos encontrados na
área de localização das feiras livres em desacordo com as prescrições
legais;
Página 380 de DECRETO 26.579-94
legais;
V – dar conhecimento imediato ao Secretário Municipal de Economia
de qualquer irregularidade verificada nas feiras, ou que envolva
feirantes;
VI – dar atendimento aos interessados na atividade em feira livre;
VII – afastar os ambulantes que se encontrem na área de localização das
feiras, bem como fazer cessar qualquer tipo de comércio clandestino
que ali se realize;
VIII – identificar a necessidade de planificação de feiras, bem como sua
execução.

Art. 76. O servidor designado para exercer fiscalização nas feiras deverá
deverá usar, durante o seu trabalho, identificação externa, conforme
modelo a ser estabelecido pela Secretaria Municipal de Economia –
SECON.

Art. 77. Fica proibido ao servidor exercente de atividades nas feiras


livres efetuar compras durante o seu horário de trabalho, bem como aos
aos servidores da SECON tratar de interesses de feirantes junto às
repartições públicas.

Art. 78. Fica proibido o comércio exercido por ambulantes no local


onde esteja instalada a feira livre, bem como qualquer tipo de campanha
para venda de gêneros alimentícios, quer sejam em bancas, barracas ou
veículos.

Parágrafo único. Serão apreendidos e encaminhados aos depósitos


municipais as mercadorias, veículos, equipamentos, folhetos,
formulários e todo e qualquer material utilizado na comercialização
irregular, exceto mercadorias perecíveis. Estas, quando apreendidas,
deverão ser analisadas por fiscais da vigilância sanitária e, se em
condições de consumo, doadas a entidades filantrópicas. Se
apresentarem sinais de deteriorização, deverão ser inutilizadas.

Art. 79. A taxa de transferência de matrícula entre pessoas jurídicas


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Art. 79. A taxa de transferência de matrícula entre pessoas jurídicas
será cobrada em dobro e recolhida de uma só vez aos cofres municipais.

Art. 80. Os atos praticados por terceiros, em nome dos permissionários


de feiras livres, somente serão admitidos mediante a apresentação de
procuração por instrumento público.

Art. 81. Será denominado “Dia do Feirante” o dia 28 de agosto de cada


ano.

Art. 82. Ficam os gerentes de feiras livres do Município de Belém,


responsáveis pela fiel observância de comercialização nas feiras livres.

Art. 83. É expressamente proibido aos funcionários da SECON possuir


qualquer equipamento de comercialização nas feiras livres.

Art. 84. A transferência e/ou permissão para novos feirantes somente


poderão ser autorizados pelo Secretário Municipal de Economia.

Art. 85. Os casos omissos serão apreciados e decididos pela SECON.

Art. 86. Este Decreto entrará em vigor na data de sua publicação,


revogadas as disposições em contrário.

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DECRETO 26.580, DE 14 DE ABRIL DE 1994

CAPÍTULO I – CONCEITO E FINALIDADE


CAPÍTULO II – DA COMPETÊNCIA
CAPÍTULO III – DA ORGÂNIZAÇÃO E DO
FUNCIONAMENTO
CAPÍTULO IV – DA PERMISSÃO DE USO E DO
PERMISSIONÁRIO
CAPÍTULO V – DA COMERCIALIZAÇÃO
CAPÍTULO VI – DOS EQUIPAMENTOS
CAPÍTULO VII – DAS OBRIGAÇÕES
CAPÍTULO VIII – DAS PENALIDADES
CAPÍTULO IX – DOS DIREITOS DO
PERMISSIONÁRIO
CAPÍTULO X – DO RATEIO DAS DESPESAS
CAPÍTULO XI – DISPOSIÇÕES FINAIS

Página 383 de DECRETO 26.580-94


CAPÍTULO I - CONCEITO E FINALIDADE
Art. 1º Os mercados e hortomercados municipais são unidades da
Secretaria Municipal de Economia e têm por finalidade propiciar à
população o abastecimento de gêneros alimentícios e de outros artigos
da vida doméstica.

Página 384 de DECRETO 26.580-94


CAPÍTULO II - DA COMPETÊNCIA
Art. 2º Compete à Secretaria Municipal de Economia da Prefeitura
Municipal de Belém, por força da Lei Municipal nº 7.341, de 18 de
março de 1986, as atividades do planejamento e administração dos
mercados e hortomercados municipais de Belém.

Art. 3º Compete exclusivamente à Secretaria Municipal de Economia –


SECON a criação de mercados e hortomercados municipais, bem como
localiza-los, dimensiona-los, suspender-lhes o funcionamento, extingui-
los total ou parcialmente, em atendimento ao interesse público e
respeitadas as exigências de ordem higiênico-sanitárias e urbanísticas em
geral.

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CAPÍTULO III - DA ORGANIZAÇÃO E DO
FUNCIONAMENTO
Art. 4º Os dias e horários de funcionamento dos mercados e
hortomercados municipais serão fixados pela Secretaria Municipal de
Economia – SECON. Em casos especiais, fica facultado à SECON
dilatar ou reduzir o horário de funcionamento.

Art. 5º As áreas dos mercados e hortomercados destinados à venda de


gêneros alimentícios e artigos de utilidade na vida doméstica, terão, no
mínimo, as seguintes seções:

a) QUITANDA – para venda de frutas, verduras, legumes, bulbos,


tubérculos, ovos e demais mercadorias características do ramo;
b) AÇOUGUE – para venda de carne em geral, vísceras e miudezas de
animais de corte;
c) AVÍCOLA – para venda de aves abatidas, pequenos animais e ovos;
d) FRUTOS DO MAR – para venda de pescados frescos, congelados,
mariscos e crustáceos;
e) EMPÓRIO – para venda de cereais e grãos alimentícios, produtos do
grupo “batata, cebola e alho”, alimentos básicos, latarias, massas,
doces, conservas, artigos de uso pessoal e doméstico do ramo e demais
produtos característicos desse comércio;
f) MERCEARIA – para venda de frios, salgados e laticínios em geral;
g) UTILIDADES DOMÉSTICAS – para venda de artefatos de uso no
lar, confeccionados em madeira, cerâmica, plástico, couro, fibras,
alumínio, metais e similares;
h) COMIDAS – refeições prontas, lanches, mingau e pratos regionais.

Art. 6º São proibidas vendas ambulantes dentro do recinto dos


mercados e hortomercados e serão apreendidas as mercadorias
oferecidas à venda fora dos equipamentos.

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Art. 7º Salvo autorização expressa da Secretaria Municipal de
Economia – SECON, o uso dos equipamentos dos mercados e
hortomercados será exclusivamente para a sus comercialização.

Art. 8º Só serão permitidas modificações nas especificações técnicas da


estrutura dos equipamentos de comercialização, desde que haja
autorização da Secretaria Municipal de Economia.

Art. 9º Encerrado o horário de funcionamento dos mercados e


hortomercados, deverão os usuários proceder à limpeza e arrumação da
área interna de seus equipamentos de trabalho.

Art. 10. Os mercados e hortomercados são classificados nas categorias


“A”, “B” e “C”, conforme o Decreto Municipal nº 25.261/93, de
20/01/93.

Art. 11. Cada mercado e hortomercado municipal terá, pelo menos,


um Administrador de Mercado, responsável pela boa ordem, asseio e
conservação dos mesmos e o exato cumprimento das disposições
contidas neste Decreto.

Art. 12. Os mercados e hortomercado serão mentidos limpos,


obedecidos os preceitos de higiene indispensáveis.

Art. 13. A Secretaria Municipal de economia poderá executar,


contratar ou autorizar os permissionários, através de suas associações ou
ou sindicatos, a realizarem os serviços de limpeza e higienização dos
locais.

Art. 14. Na hipótese dos serviços serem realizados às expensas dos


permissionários, cabe à Administração supervisionar e orientar a
execução dos trabalhos.

Art. 15. Nos mercados e hortomercados que não disponham de


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Art. 15. Nos mercados e hortomercados que não disponham de
frigoríficos, a Secretaria Municipal de Economia poderá autorizar os
permissionários a instalarem câmaras frigoríficas para armazenagem de
seus produtos, e, nos equipados, pequenas câmaras, indispensáveis à
comercialização.

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CAPÍTULO IV - DA PERMISSÃO DE USO E DO
PERMISSIONÁRIO
Art. 16. Respeitadas as restrições deste Decreto, podem comercializar
nos mercados e hortomercados as pessoas físicas maiores e capazes, nos
termos da legislação vigente, bem como as pessoas jurídicas legalmente
constituídas.

Art. 17. As vagas existentes nos mercados e hortomercados municipais


serão preenchidas de conformidade com o previsto no art. 19 e sob a
forma de Permissão de Uso.

Parágrafo único. A Secretaria Municipal de Economia, publicará edital


com prazo de 15 dias para convocação dos interessados.

Art. 18. Para habilitar-se à vaga, deverá o interessado encaminhar


requerimento ao Secretário Municipal de economia e preencher
formulário próprio, constando os seguintes dados: nome, endereço,
número da carteira de identidade, número do CIC, sexo, idade,
ocupação principal e ramo de comércio que pretende explorar.

Parágrafo único. As pessoas jurídicas deverão apresentar Certidão de


Registro na Junta Comercial, Contrato Social, CGC/MF, Certidões
Negativas das Fazendas Federal, Estadual e Municipal, Inscrição
Municipal e o grupo de produto que pretende comercializar.

Art. 19. As vagas serão preenchidas com observância dos seguintes


critérios sucessivamente:

I – por permissionários que já estejam operando no mesmo mercado e


desejam obter outra permissão de uso;
II – por permissionários que desejam alterar seu ramo de comércio;
III – por permissionários que estejam operando em outro mercado ou
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III – por permissionários que estejam operando em outro mercado ou
hortomercado e dele desejem ser transferido, respeitando o início de
atividade a favor do permissionário mais antigo que terá a preferência;
IV – por aqueles que pela primeira vez, requereram a Permissão de
Uso, observada a ordem cronológica de entrada dos requerimentos.

Parágrafo único. Se, após a observância dos critérios estabelecidos neste


artigo, ainda sobrarem vagas, serão expedidos novos editais de
convocação.

Art. 20. O permissionário deverá contar com o concurso de preposto e


empregados, sendo de sua inteira responsabilidade a observância
integral da legislação trabalhista e previdenciária e os encargos dela
decorrentes.

Parágrafo único. Os empregados e/ou prepostos de permissionários


deverão, durante suas atividades, apresentar-se munidos de ficha de
saúde fornecida pelo órgão competente, da qual não conste sofrerem de
moléstia contagiosa ou infectocontagiosa.

Art. 21. Compete ao permissionário organizar e manter atualizado o


cadastro de seus empregados ou gerentes.

Art. 22. Será permitido ao permissionário ocupar no máximo 03 (três)


equipamentos de comercialização, obedecendo aos critérios definidos
no artigo 19, respeitando-se as situações já existentes.

Art. 23. Não será concedida permissão de uso a cônjuge de integrante


de pessoa jurídica permissionária.

Art. 24. Será admitida, a juízo da Administração, a unificação de


compartimento, até o máximo de 03 (três) unidades, desde que
pertençam a idêntico ramo de comércio.

Art. 25. Os permissionários respondem civilmente pelos seus auxiliares,


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Art. 25. Os permissionários respondem civilmente pelos seus auxiliares,
auxiliares, empregados ou gerentes quanto à observância das leis e
regulamentos municipais.

Parágrafo único. Os empregados e prepostos serão considerados


procuradores, para efeito de recebimento de intimações, notificações,
autuações e demais ordens administrativas, dirigidas ao permissionário.

Art. 26. A permissão de uso concedida para exercício das atividades


previstas neste Decreto sê-lo-á a título precário, podendo, a qualquer
tempo, ser cancelada unilateralmente e a critério exclusivo da
Administração Municipal, por oportunidade ou conveniência
supervenientes, consoante as normas disciplinadoras que regem a
matéria inerentes à utilização dos bens públicos de uso especial.

Art. 27. O permissionário recolherá aos cofres municipais, a título de


preço de início de comércio, a importância correspondente à classe e
metragem do equipamento, de conformidade com os termos do art. 87,
87, parágrafo único, da Lei nº 7.056/77, e do Decreto Municipal nº
25.261/93, de 20/01/03.

Parágrafo único. A matrícula para inicialmente, na forma do disposto


no “caput” deste artigo, deverá ser renovada anualmente.

Art. 28. Anualmente, no prazo estabelecido pela Secretaria Municipal


de Economia – SECON, e enquanto vigente a Permissão de Uso, o
permissionário deverá providencias a revalidação de sua credencial,
exibindo o comprovante de contribuição sindical, carteira de saúde
atualizada e outros documentos que lhe forem exigidos, devendo,
ainda, recolher na oportunidade, o preço público respectivo fixado pela
administração.

Parágrafo único. A revalidação dever;a ser negada ao permissionário


cujos antecedentes não recomendem para o exercício da atividade a que
se refere a permissão.
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se refere a permissão.

Art. 29. Ocorrendo o falecimento ou a invalidez do permissionário,


poderá o Secretário Municipal de Economia, ressalvados os interesses da
da administração, deferir a permissão de uso ao seu cônjuge.

Parágrafo único. Na desistência do cônjuge, poderá, da mesma forma,


ser atribuída a permissão, obedecida a seguinte ordem de preferência, e
desde que comprovado, pelo interessado estar capacitado para o
exercício do comércio:

I - aos filhos maiores, ascendentes, a outros descendentes maiores ou


colaterais do permissionário, comprovada expressamente a desistência
dos que também concorram na mesma classe;
II – à sua companheira, nos termos da legislação em vigor;
III – diretamente a terceiros interessados, com desistência expressa de
todos os herdeiros.

Art. 30. O disposto no artigo anterior aplica-se também ao


permissionário que contar, no mínimo, 65 (sessenta e cinco) anos de
idade, desde que tenha exercido pelo menos 20 (vinte) anos
consecutivos à atividade de permissionário, bem como àquele que, com
qualquer idade, completar 30 (trinta) anos consecutivos de exercício
como permissionário, ou se aposentar de acordo com as leis
previdenciárias.

Parágrafo único. No caso de aposentadoria, o pedido de transferência


deverá ser instruído com o protocolo do requerimento apresentado ao
INSS, a transferência da permissão comente será considerada definitiva
após comprovação da mesma. Não apresentado o comprovante
respectivo, no prazo de 120 (cento e vinte) dias, contado do despacho
que deferir a transferência, prorrogáveis a juízo da Administração, se a
demora for justificada, será a transferência tornada insubsistente,
retornando a permissão ao primeiro titular.

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Art. 31. Ressalvado o disposto no artigo 26 o permissionário que, por
mais de 02 (dois) anos, exercer, em seu nome, o comércio nos
mercados ou hortomercados, poderá, a juízo da Administração, se a
demora for justificada, será a transferência tornada insubsistente,
retornando a permissão ao primeiro titular.

§ 1º O permissionário que obtiver sua matrícula nos termos deste artigo


ocupará nos Mercados ou Hortomercados o mesmo lugar que seu
antecessor, após cumprir as formalidades previstas no artigo 18 e
recolher aos cofres municipais, a título de taxa de transferência, a
importância correspondente a 01 (uma) vez o preço anual da permissão
de uso da área.

§ 2º O preço a que se refere o parágrafo anterior poderá ser recolhido


em até 10 (dez) parcelas iguais e mensais.

Art. 32. O permissionário poderá, a qualquer tempo e recolhidos os


preços públicos municipais devidos, pedir baixa da permissão de uso.
Parágrafo único. Quando não mais lhe interessar permanecer operando
no mercado ou hortomercado, o permissionário estará obrigado, com
antecedência mínima de 30 (trinta) dias, a comunicar, por escrito, tal
decisão.

Art. 33. A Permissão de Uso deverá ser formalizada por instrumento


próprio até 60 (sessenta) dias após a publicação do despacho
homologatório da decisão, sob pena de revogação, e terá caráter pessoal
e intransferível, ressalvando-se os casos previstos neste Decreto.

Art. 34. Formalizada a permissão, proceder-se-á ao credenciamento do


permissionário, anotando-se o número de registro, nome, domicílio,
número do processo pelo qual obteve a permissão, data do início da
atividade, grupo de produto em que está autorizado a comercializar,
metragem da área ocupada e o mercado ou hortomercado em que será
permitido operar.
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permitido operar.

Parágrafo único. Ao permissionário será entregue uma credencial de


identificação, contendo: a) nome; b) número de registro; c) grupo de
comércio; d) data de início de atividade.

Art. 35. Para a formalização da Permissão de Uso, o permissionário


deverá recolher o valor devido correspondente à lavratura do Ato,
conforme os termos do art. 27 deste Decreto.

Art. 36. A Taxa de Ocupação de Uso de Bens Públicos será paga


anualmente e calculada de acordo com o estabelecido no Decreto
Municipal nº 25.261/93, de 20/12/1993.

Art. 37. Nenhum permissionário poderá apregoar as suas mercadorias


ou chamar atenção para o seu equipamento por meio de campainhas ou
outro meio perturbador do silêncio, que deve ser mantido.

Art. 38. A Permissão de Uso poderá ser revogada conforme o disposto


no art. 26 ou ainda, quando:

a) O permissionário sublocar ou arrendar no todo ou em parte o seu


equipamento;
b) Houver falta de pagamento dos Tributos Municipais por mais de 90
(noventa) dias;
c) O permissionário se tornar elemento de indisciplina, turbulento,
ébrio habitual, ou pratique ato atentatório à boa ordem e ao decoto no
Mercado ou Hortomercado;
d) Venha o permissionário sofrer de moléstia contagiosa ou repugnante,
constatada pelo órgão competente da Administração Pública;
e) O equipamento ficar ocioso por mais de 30 (trinta) dias;
f) Infrinja o permissionário qualquer disposição deste Decreto.

Parágrafo único, Fica assegurado, na hipótese da letra “d”, o direito de


transferência para terceiros, obedecendo aos critérios estabelecidos no
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transferência para terceiros, obedecendo aos critérios estabelecidos no
artigo 29 deste Decreto.

Art. 39. É vedado ao permissionário transferir sua permissão de uso a


terceiros, sem autorização da Secretaria Municipal de Economia –
SECON, sob pena de revogação da permissão e cancelamento da
matrícula.

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CAPÍTULO V - DA COMERCIALIZAÇÃO
Art. 40. A comercialização de carne e vísceras “in natura” ou
congeladas, que de suínos ou bovinos, deverá observar os preceitos
contidos nas normas técnicas sanitárias vigentes, bem como a
comercialização de pescado.

Art. 41. A venda de aves abatidas, inteiras ou fracionadas, será


permitida desde que procedentes de estabelecimentos devidamente
inspecionados pelas autoridades sanitárias competentes.

Art. 42. Os derivados do leite, os frios e embutidos, bem como os


produtos preparados e aqueles que possam ou devam ser consumidos
sem cozimentos, deverão estar devidamente protegidos de qualquer
contaminação por impurezas do ambiente, observando-se, durante seu
transporte e exposição, as condições de conservação específicas de cada
um, em consonância com as normas técnicas vigentes.

Parágrafo único. A venda de queijo ralado, presunto ou mussarela


fatiados será permitida quando solicitado pelo comprador e na sua
presença.

Art. 43. Quando forem comercializados produtos congelados, os


equipamentos deverão atingir a temperatura preconizada para a devida
conservação, ou seja, no mínimo –10ºc (dez graus centígrado
negativos).

Art. 44. A venda de pescados em filé será permitida, quando forem


previamente preparados e inspecionados em estabelecimento de origem
origem e vendido em embalagens apropriadas, ou quando o pescado for
filetado por solicitação do comprador e na sua presença.

§ 1º Não será permitida, na área destinada à limpeza dos peixes, a


colocação de proteção que impeça a sua perfeita visualização pelo
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colocação de proteção que impeça a sua perfeita visualização pelo
comprador.

§ 2º A venda de camarões sem casca só será permitida, quando


embalados e inspecionados no estabelecimento de origem.

Art. 45. Haverá nos mercados e hortomercados uma balança para


verificação de pesos franqueada ao público.

Art. 46. Não será permitido o emprego de jornais, papéis velhos ou


quaisquer impressos que contenham substâncias químicas prejudiciais à
saúde para embrulhar gêneros alimentícios, desde que fiquem ou
possam ficar em contato direto com aqueles.

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CAPÍTULO VI - DOS EQUIPAMENTOS
Art. 47. Os equipamentos existentes nos mercados e hortomercados
não poderão ser modificados ou alterados em suas disposições pelos
permissionários. A administração, todavia, poderá faze-lo, a
requerimento do permissionário e à custa deste, desde que a obra não
seja prejudicial à estética do prédio.

Art. 48. Os permissionários serão obrigados a manter os equipamentos


em perfeito estado de higiene, limpeza e conservação.

Art. 49. Os equipamentos para a venda de produtos de origem animal


deverão obedecer às exigências higiênico-sanitárias previstas na
legislação vigente.

Art. 50. Será proibida a colocação de qualquer mercadoria ou volume


fora do limite de cada equipamento, bem como a empilhação dentro do
equipamento maior que a altura das divisórias, assim como qualquer
depósito de vasilhames vazios.

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CAPÍTULO VII - DAS OBRIGAÇÕES
Art. 51. Os permissionários deverão fornecer, controlar seu uso, e
manter atualizados os CartÕes de Identificação de seus empregados ou
gerentes, conforme modelo padronizado estabelecido pela Secretaria
Municipal de Economia – SECON.

Art. 52. Ocorrendo extravio de qualquer documento de sua atividade,


deverá o permissionário cientificar imediatamente a Administração,
providenciando, ato contínuo, solicitação da expedição de segunda via.

Art. 53. Os permissionários e seus empregados são obrigados a usar


aventais e gorros, de modelo, cor e tecido aprovados pela
Administração, e deverão estar sempre em perfeita condição de asseio
pessoal.

Art. 54. Durante o horário de comercialização dos Mercados e


Hortomercados, os permissionários, seus prepostos e empregados
deverão portar os seguintes documentos:

a) Credencial de Identificação;
b) Carteira de saúde atualizada e expedida por órgão oficial.

Art. 55. O documento oficial que comprove a procedência de todos os


produtos a serem comercializados nos mercados e hortomercados
deverá ser apresentado sempre que solicitado pela fiscalização
competente.

Art. 56. Os permissionários deverão, ainda, atender às seguintes


determinações:

I – vender somente produtos integrantes do grupo previsto em sua


credencial;
II – não fornecer mercadorias para venda ou revenda a terceiros, no
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II – não fornecer mercadorias para venda ou revenda a terceiros, no
horário de funcionamento do Mercado e Hortomercado;
III – não ceder a terceiros sua credencial ou equipamento;
IV – descarregar e carregar veículos de transporte de mercadorias no
horário determinado, estacionando-os de acordo com as instruções da
Administração;
V – colocar suas mercadorias e caixarias rigorosamente dentro dos
limites de seus equipamentos;
VI – afixar sobre as mercadorias, antes do início do funcionamento e de
modo bem visível, indicação dos preços;
VII – instalar a balança empregada para a comercialização de seus
produtos em local que permita ao comprador verificar a exatidão do
peso das mercadorias, conservando devidamente aferidos os pesos e
medidas;
VIII – usar, no exercício de suas atividades, o uniforme que for
estabelecido pela Administração;
IX – adotar irrepreensível compostura, discrição e polidez no trato com
o público;
X – manter rigorosa higiene pessoal, do vestuário, dos equipamentos e
do local de trabalho;
XI – observar rigorosamente as exigências de ordem higiênico-sanitárias
previstas para o comércio exercido quanto à exposição de gêneros
alimentícios;
XII – acatar ordens e instruções da Administração Municipal;
XIII – efetuar, na data estipulada, o pagamento dos tributos e preços
devidos à Municipalidade em decorrência da permissão exercida;
XIV – não faltar 10 (dez) dias de comercialização consecutivos ou 30
(trinta) intercalados num período de 06 (seis) meses, sem prévia
comunicação e justificativa, que será apresentada à Secretaria Municipal
de Economia, por escrito, para análise e manifestação;
XV – responder civilmente pelos atos de seus prepostos e empregados
nas dependências do equipamento, quanto à observância das leis e
regulamentos de Mercados e Hortomercados do Município, bem como
por danos ou prejuízos causados à Administração Municipal ou a
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por danos ou prejuízos causados à Administração Municipal ou a
terceiros e ainda por todo e qualquer ônus trabalhista e previdenciário
decorrente do vínculo jurídico estabelecido entre o permissionário e
seus prepostos e empregados;
XVI – não suspender suas atividades durante o horário de
funcionamento sem prévia e expressa autorização da Administração;
XVII – recolher de imediato e em recipientes próprios todo e qualquer
detrito e varredura a que der causa;
XVIII – não se apresentar no local de trabalho em estado de embriaguez
ou entorpecência;
XIX – não usar ou portar armas no recinto do mercado;
XX – não manter material inflamável ou explosivo nos equipamentos
de comercialização;
XXI – comercializar mercadorias em perfeito estado de consumo;
XII – exibir, sempre que solicitado, a documentação exigida para o
exercício de sua atividade;
XXIII – em caso de ausência, justificar-se por escrito, à Administração
do Mercado ou Hortomercado;
XXIV – usar papel adequado para embrulhar os gêneros alimentícios,
vedado o emprego de jornais, impressos, papéis usados ou quaisquer
outros que contenham substâncias químicas prejudiciais à saúde;
XXV – apregoar seu mercadoria em algazarra;
XXVI- realizar manutenção dos equipamentos públicos usados no
exercício de suas atividades comerciais, mantendo-os em prefeito
estado de conservação e utilização;
XXVII- indenizar todo e qualquer dano que voluntária ou
involuntariamente venha dar ao patrimônio municipal;
XXVIII – pesar as mercadorias com exatidão;
XXIX – trocar, sempre que solicitado, qualquer mercadoria vendida ou
fazer restituições do valor correspondente, desde que fique apurada a
procedência da reclamação efetuada;
XXX – observar os preços, bem como manter os instrumentos de pesos
e medidas, dentro dos padrões técnicos determinados pelos órgãos
federais de abastecimento e de metrologia.
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Art. 57. Será de responsabilidade dos permissionários o rateio do valor
correspondente aos encargos provenientes do consumo de água, esgoto
e energia elétrica, bem como aqueles decorrentes dos serviços de
limpeza, higienização, desratização, manutenção e conservação,
vigilância, seguro contra incêndio, instalação de sistema de sonorização
e de telefonia, e outros encargos que vierem a ser instituídos pela
Administração que se referirem ao funcionamento e operacionalização
dos Mercados e Hortomercados Municipais.

Art. 58. O rateio a que se refere o artigo anterior será realizado pela
Administração, levando em conta a metragem da área ocupada, o ramo
de atividade e os equipamentos existentes na área permissionada.

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CAPÍTULO VIII - DAS PENALIDADES
Art. 59. As penalidades aplicadas por infração às normas do presente
Decreto são as seguintes:

a) suspensão temporária da permissão;


b) revogação da permissão de uso e conseqüente cancelamento
definitivo da credencial.

Art. 60. A suspensão temporária da permissão será aplicada a critério


da Secretaria Municipal de Economia – SECON, de acordo com a
gravidade da falta cometida, pelo prazo de 05 (cinco) a 30 (trinta) dias
de comercialização, quando verificada qualquer infração a dispositivos
deste Decreto.

Parágrafo único. A suspensão não desobriga o permissionário do


pagamento dos valores devidos à Municipalidade, decorrentes da
permissão de uso.

Art. 61. A reincidência em qualquer infração prevista no presente


Decreto, resultará na revogação da permissão de uso e o consequente
cancelamento da matrícula.

Parágrafo único. A revogação da permissão de uso e o cancelamento da


matrícula serão propostos pelo Departamento de Feiras,
Mercados e Portos e efetivado pelo Secretário Municipal de Economia.

Art. 62. As infrações de ordem higiênico-sanitária, além das


penalidades contidas neste Decreto, estarão sujeitas, também, às
previstas na legislação que regula a matéria.

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CAPÍTULO IX - DOS DIREITOS DO
PERMISSIONÁRIO
Art. 63. O permissionário quando autuado, suspenso, ou tendo o seu
cadastro cancelado pro infração a dispositivos deste Decreto, poderá
apresentar defesa por escrito no prazo máximo de 10 (dez) dias à
SECON, a contar do dia em que foi cientificado, acompanhada das
provas que julgar necessárias.

Art. 64. Será permitido ao permissionário, através de formulário


próprio, indicar à SECON um preposto para responder e desenvolver
suas atividades no local de trabalho, nos seguintes casos:

I – por 120 (cento e vinte) dias, em casos de gravidez e/ou pós-


natalidade, mediante a apresentação de atestado médico, até 10 (dez)
dias após o afastamento;
II – por 08 (oito) dias, em caso de casamento e nascimento de filhos,
devendo comprovar o fato, mediante apresentação de Certidão
respectiva em até 30 (trinta) dias.

Art. 65. No caso de falta por motivo de doença, deverá ser apresentado
o atestado médico no prazo de 15 (quinze) dias, podendo o
permissionário ficar ausente do Mercado ou Hortomercado no período
estipulado pelo atestado.

§ 1º No terceiro dia de ausência, o permissionário deverá fazer o


comunicado em formulário próprio da SECON. Nos casos em que o
permissionário tiver impossibilitado de preencher o formulário, este
poderá ser preenchido por um parente, devendo indicar o preposto que
irá substituí-lo.

§ 2º Em todos os casos de afastamento justificado, a permissão ficará


vigorando desde que o permissionário continue recolhendo os tributos
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vigorando desde que o permissionário continue recolhendo os tributos
municipais.

Art. 66. O permissionário ou preposto por ele indicado poderá


contratar empregados, ficando sob sua inteira responsabilidade a
observância das leis trabalhistas e previdenciária.

Art. 67. Os dirigentes sindicais ou de associações de classe que forem


permissionários públicos estão isentos do controle de frequência, desde
que haja indicação de preposto.

Art. 68. O permissionário portador de moléstia contagiosa deverá


comunicar o fato à Administração do Mercado ou Hortomercado, que
autorizará o seu afastamento do local onde desenvolve suas atividades
de trabalho.

Parágrafo único. No caso de afastamento definitivo, o equipamento de


uso do permissionário afastado ficará à disposição da SECON e deverá
ser ocupado de conformidade com os critérios definidos no art. 29
deste Decreto.

Art. 69. Após cada 12 (doze) meses no efetivo exercício das atividades
de trabalho, poderá o permissionário afastar-se pelo prazo de 30
(trinta) dias, desde que comunique o fato e indique o seu substituto à
Administração do Mercado e Hortomercado.

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CAPÍTULO X - DO RATEIO DAS DESPESAS
Art. 70. Os permissionários dos Mercados Municipais passarão a
responder pelo valor correspondente aos encargos provenientes do
consumo de energia elétrica, água, esgoto, assim como dos serviços de
limpeza e vigilância, no prazo de 180 (cento e oitenta) dias a contar da
publicação deste Decreto.

Art. 71. A cobrança far-se-á mediante rateio, de acordo com tabela


previamente aprovada pela Secretaria Municipal de Economia –
SECON, levando-se em conta a metragem da área ocupada, o ramo de
atividade, os eletrodomésticos e eletro-eletrônicos existentes na área
permissionária.

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CAPÍTULO XI - DISPOSIÇÕES FINAIS
Art. 72. À Secretaria Municipal de Economia, além de outras
atribuições previstas neste Decreto, compete ainda:

I – elaborar normas pertinentes aos mercados e hortomercados,


orientando e supervisionando o cumprimento da legislação;
II – manter atualizado o cadastro dos equipamentos de abastecimento
de cada mercado e hortomercado, bem como dos seus agentes
manipuladores;
III – executar as atividades administrativas no licenciamento dos
permissionários;
IV – por via bancária, arrecadas os tributos municipais devidos pelos
permissionários, bem como decidir sobre qualquer alteração ou
modificação de suas Permissões de Uso;
V – fiscalizar o cumprimento das normas legais e posturas relativas aos
Mercados e Hortomercados.

Art. 73. Ao Departamento de Feiras, Mercados e Portos comete:

I – fiscalizar o cumprimento de todas as normas legais referentes ao


funcionamento dos mercados e hortomercados e às atividades ligadas
aos mesmos, bem como às relativas aos seus equipamentos e aos seus
agentes manipuladores;
II – intimar e autuar os permissionários que estiverem em desacordo
com as normas contidas neste Decreto;
III – dar conhecimento imediato ao Secretário Municipal de Economia
de qualquer irregularidade verificada nos mercados e hortomercados ou
que envolva permissionários;
IV – dar atendimento aos interessados nas atividades de mercados e
hortomercados;
V – afastar os ambulantes que se encontrem na área de localização dos
mercados e hortomercados, bem como fazer cessar qualquer tipo de
comércio irregular ou clandestino que ali se realizar;
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comércio irregular ou clandestino que ali se realizar;
VI – identificar a necessidade de planificação dos mercados e
hortomercados, bem como sua execução.

Art. 74. O servidor designado para exercer fiscalização nos mercados ou


ou hortomercados deverá usar, durante seu trabalho, identificação
externa, conforme modelo a ser estabelecido pela Secretaria Municipal
de Economia – SECON.

Art. 75. Fica proibido ao servidor exercente de atividades nos mercados


mercados e hortomercados efetuar compras durante o seu horário de
trabalho, bem como aos servidores da SECON tratarem de interesses
dos permissionários junto às repartições públicas.

Art. 76. As mercadorias e todo e qualquer material utilizado na


comercialização irregular serão encaminhadas aos depósitos municipais,
exceto as perecíveis. Esta, quando apreendidas, deverão ser analisadas
por fiscais da vigilância sanitária e, se em condições de consumo, doadas
a entidades filantrópicas. Se apresentarem sinais de deteriorização,
deverão ser inutilizadas.

Art. 77. A taxa de transferência de matrícula entre pessoas jurídicas,


será cobrada em dobro e recolhi de uma só vez aos cofres municipais.

Art. 78. Os atos praticados por terceiros em nome dos permissionários


somente serão admitidos mediante a apresentação de procuração por
instrumento público.

Art. 79. Ficam os administradores de mercados e hortomercados do


Município de Belém responsáveis pela fiel observância do que dispõe
este Decreto.

Art. 80. É expressamente proibido aos funcionários da SECON possuir


qualquer equipamento de comercialização nos mercados e
hortomercados municipais.
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hortomercados municipais.

Art. 81. A transferência e/ou permissão para novos permissionários


somente poderão ser autorizadas pelo Secretário Municipal de
Economia.

Art. 82. Os casos omissos serão apreciados e decididos pela SECON.

Art. 83. Este Decreto entrará em vigor na data de sua publicação,


revogadas as disposições em contrário.

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DECRETO 85.056, DE 24 DE FEVEREIRO DE 2016
CAPÍTULO I - DISPOSIÇÕES GERAIS
CAPÍTULO II - DA COMISSÃO DE ACOMPANHAMENTO –
COMAC
CAPÍTULO III - DOS EQUIPAMENTOS, GENÊROS ALIMENTÍCIOS
E PONTOS PASSÍVEIS DE PERMISSÃO DE USO
SEÇÃO I - DOS EQUIPAMENTOS
SEÇÃO II - DOS ALIMENTOS
SEÇÃO III - DA FIXAÇÃO DOS PONTOS PARA O EXERCÍCIO
DO COMÉRCIO DO CHAMAMENTO PÚBLICO DOS
INTERESSADOS
SEÇÃO IV - DOS LIMITES E CONDIÇÕES PARA A DEFINIÇÃO
DOS PONTOS PASSÍVEIS DE OUTORGA DE PERMISSÃO DE
USO QUE DEVERÃO SER OBSERVADOS PELA COMAC
CAPÍTULO IV - DO PROCEDIMENTO PARA QUE OS
INTERESSADOS FORMALIZEM PEDIDOS PARA ATUAR NOS
PONTOS PASSÍVEIS DE PERMISSÃO DE USO
SEÇÃO I - DO TERMO DE PERMISSÃO DE USO – TPU
SEÇÃO II - DO PEDIDO FORMULADO PELOS INTERESSADOS
SEÇÃO III - DA ANÁLISE DA VIABILIDADE DO PEDIDO E SEU
RESPECTIVO TRÂMITE
CAPÍTULO V - DO PREÇO PÚBLICO
CAPÍTULO VI - DA DISTRIBUIÇÃO, LOCALIZAÇÃO E
FUNCIONAMENTO DOS PERMISSIONÁRIOS
CAPÍTULO VII - DO COMÉRCIO DE ALIMENTOS DURANTE A
REALIZAÇÃO DE EVENTOS
CAPÍTULO VIII - DAS RESPONSABILIDADES DO
Página 411 de DECRETO 85.056-16
CAPÍTULO VIII - DAS RESPONSABILIDADES DO
PERMISSIONÁRIO
SEÇÃO I - DAS CONDIÇÕES GERAIS
SEÇÃO II - DOS DEVERES DOS PERMISSIONÁRIOS
SEÇÃO III - DAS PROIBIÇÕES
CAPÍTULO IX - DAS INFRAÇÕES ADMINISTRATIVAS
CAPÍTULO X - DISPOSIÇÕES FINAIS E TRANSITÓRIAS

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CAPÍTULO I - DISPOSIÇÕES GERAIS
Art. 1º Este Decreto disciplina o licenciamento, os locais e horários de
estacionamento dos veículos automotores adaptados - "Food Trucks" -
a serem utilizados para o exercício da atividade do comércio de venda
alimentos em vias e áreas públicas, previsto no art. 114, §1º, da Lei
Municipal nº 7.055, de 30 de dezembro de 1977 - Código de Posturas
do Município de Belém.

Parágrafo único. As disposições desse decreto não se aplicam ao


comércio de alimentos em feiras livres nem a quaisquer outras
atividades previstas em legislação específica.

Art. 2º O comércio de alimentos em veículos estacionados em vias e


áreas públicas será exercido mediante permissão de uso, a título
precário, oneroso, pessoal e intransferível, podendo ser revogada a
qualquer tempo, sem que assista ao permissionário qualquer direito à
indenização.

Art. 3º Para fins deste decreto considera-se:

I - Produto ou alimento perecível: produto alimentício, “in natura”,


semipreparado, industrializado ou preparado pronto para o consumo
que, pela sua natureza ou composição, necessita de condições especiais
de temperatura para sua conservação (refrigeração, congelamento ou
aquecimento), tais como bebidas e alimentos à base de leite, produtos
lácteos, ovos, carne, aves, pescados, mariscos ou outros ingredientes.
II - Produto ou alimento não perecível: produto alimentício que, pela
sua natureza e composição, pode ser mantido em temperatura
ambiente até seu consumo e não necessita de condições especiais de
conservação (refrigeração, congelamento ou aquecimento), desde que
observadas às condições de conservação e armazenamento adequadas,
as características intrínsecas dos alimentos e bebidas, o tempo de vida
útil e o prazo de validade.

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CAPÍTULO II - DA COMISSÃO DE COMPANHAMENTO - COMAC
COMAC
Art. 4º Fica constituída a Comissão de Acompanhamento – COMAC,
com o fim de garantir o cumprimento da finalidade prevista no art. 1º
deste decreto, a ser constituída por representantes dos seguintes órgãos
e entidade da Administração Municipal:

I - Secretaria Municipal de Economia – SECON;


II - Secretaria Municipal de Saúde – SESMA, por meio do seu
Departamento de Vigilância Sanitária – DEVISA;
III - Secretaria Municipal de Meio Ambiente – SEMMA.
IV - Secretaria Municipal de Saneamento – SESAN;
V - Secretaria Municipal de Urbanismo – SEURB; e,
VI - Superintendência Executiva de Mobilidade Urbana de Belém –
SEMOB.

§1º O Diretor do Departamento de Comércio e Publicidade em Vias


Públicas da SECON e outro servidor público da mesma Secretaria serão
serão os representantes titular e suplente, respectivamente, da SECON
na COMAC.

§2º Cada órgão/entidade constante dos incisos II a VI, por meio de seu
dirigente, deverá indicar servidor público suplente e titular para
compor a COMAC, impreterivelmente, no prazo de 5 (cinco) dias a
contar da data de publicação deste decreto.

§3º O Diretor do Departamento de Comércio e Publicidade em Vias


Públicas da SECON coordenará a COMAC, podendo o Secretário
Municipal de Economia, toda-via, nomear um dos servidores
componentes da comissão para o exercício da coordenação.

§4º Poderão ser convocados para reuniões da COMAC outros órgãos e


entes públicos, de acordo com a necessidade e a tipificação das ações
desenvolvidas.
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desenvolvidas.

§5º Os membros, titulares e suplentes, da COMAC serão designados


por meio de Portaria do Secretário Municipal de Economia.

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CAPÍTULO III -DOS EQUIPAMENTOS, GENÊROS ALIMENTÍCIOS
ALIMENTÍCIOS E PONTOS PASSÍVEIS DE PERMISSÃO DE USO
SEÇÃO I - DOS EQUIPAMENTOS
Art. 5º O comércio de alimentos em vias e áreas públicas compreende a
a venda direta, em caráter permanente ou eventual, sempre de modo
estacionário, em veículos automotores, assim considerados os
equipamentos montados sobre veículos a motor ou rebocados por
estes, desde que recolhidos ao final do expediente, com o comprimento
comprimento máximo de 7m (sete metros), largura máxima de 2,20m
(dois metros e vinte centímetros) e altura máxima de 3m (três metros).
metros).

Parágrafo Único. Os veículos automotores devem estar licenciados


junto ao Departamento de Trânsito do Pará - DETRAN/PA e
devidamente cadastrados na SEMOB.

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SEÇÃO II - DOS ALIMENTOS
Art. 6º Poderão ser comercializados nas vagas de estacionamento
mencionadas neste decreto alimentos preparados e produtos
alimentícios industrializados prontos para o consumo, sejam estes
produtos perecíveis ou não perecíveis.

§1º A COMAC poderá sugerir aos titulares dos órgãos indicados no art.
4º deste decreto minuta de Portaria conjunta contendo a lista de
produtos que não poderão ser comercializados nos pontos mencionados
nas Seções III e IV, Capítulo III, deste decreto.

§2º Somente será permitida a comercialização de produtos ou alimentos


alimentos perecíveis mediante a disponibilização de equipamentos
específicos, em número suficiente, que garantam as condições especiais
de conservação dos alimentos resfriados, congelados ou aquecidos.

§3º Fica vedada a comercialização de bebidas alcoólicas nos


equipamentos previstos neste decreto, exceto na hipótese prevista no
Capítulo VII.

Art. 7º O armazenamento, o transporte, a manipulação e a venda de


alimentos deverão observar a legislação sanitária vigente no âmbito
federal, estadual e municipal.
Parágrafo único. Todos os equipamentos deverão ter depósito de
captação dos resíduos líquidos gerados para posterior descarte de
acordo com a legislação em vigor, vedado o descarte na rede pluvial.

Art. 8º O Secretário Municipal de Saúde, através do Departamento de


Vigilância Sanitária – DEVISA poderá aplicar, além do disposto neste
decreto, outras normas vigentes que assegurem condições higiênico-
sanitárias e o cumprimento das boas práticas nas atividades relacionadas
com alimentos, equipamentos e utensílios mínimos para a
comercialização de alimentos com segurança sanitária.
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comercialização de alimentos com segurança sanitária.

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SEÇÃO III - DA FIXAÇÃO DOS PONTOS PARA O EXERCÍCIO DO
DO COMÉRCIO DO CHAMAMENTO PÚBLICO DOS
INTERESSADOS
Art. 9º Poderão ser instalados pontos passíveis de outorga de permissão
permissão de uso em vagas de estacionamento localizadas nas vias e
logradouros públicos, largos, praças e parques municipais previamente
definidos pela Administração Municipal, nos termos deste decreto.

Art. 10. Após prévio estudo realizado pela COMAC, referida comissão
comissão elaborará minuta de Portaria Conjunta a ser assinada pelos
titulares dos órgãos indicados no art. 4º deste decreto, a qual deverá
ser publicada no prazo máximo de 60 (sessenta) dias a contar da data
da publicação deste Decreto, estabelecendo:

I - Os pontos passíveis de outorga de permissão de uso nas vias e áreas


mencionadas no artigo anterior (ou “pontos de Food Truck”),
especificando a localização de cada um deles;
II – O número de identificação e o nome próprio de cada ponto para
efeito de registro e controle pelos órgãos da Administração Municipal;
III - O número de vagas de estacionamento cujo uso será permitido em
cada um desses pontos;
IV - Horários de estacionamento dos veículos a serem utilizados para o
exercício da atividade do comércio nos pontos tratados neste artigo;
V – Croqui anexo à Portaria Conjunta, do local do ponto com o
layout e o dimensionamento da área a ser ocupada, indicação do
posicionamento do equipamento e das mesas, bancos, cadeiras e toldos
retráteis ou fixos, se for o caso.

Parágrafo único. A COMAC quando da elaboração da minuta da


Portaria conjunta indicada no caput, poderá optar pela criação de
“pontos de Food Truck” distribuindo-os por Distritos.

Art. 11. A Portaria Conjunta mencionada no art. 10 deste decreto será


acompanhada de chamamento público para apresentação, por
Página 419 de DECRETO 85.056-16
acompanhada de chamamento público para apresentação, por
interessados, de pedidos de permissão de uso de vagas de
estacionamento.

Parágrafo único. Os pedidos de permissão de uso de vagas de


estacionamento deverão ser protocolados na SECON e seguirão o
trâmite tratado no Capítulo IV deste decreto.

Art. 12. Sempre que houver disponibilidade de novos pontos ou


disponibilidade de vagas de estacionamento que estejam ociosas nos
pontos existentes, a COMAC sugerirá ao titulares dos órgãos indicados
no art. 4º deste decreto minuta de Portaria Conjunta a fim de divulgar
a disponibilização de tais espaços públicos.

Parágrafo único. A Portaria Conjunta mencionada no caput deste


artigo deverá, sempre, vir acompanhada de novo chamamento público
para apresentação dos pedidos por eventuais interessados, seguindo-se,
da mesma forma, o procedimento estatuído no Capítulo IV deste
decreto.

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SEÇÃO IV - DOS LIMITES E CONDIÇÕES PARA A DEFINIÇÃO
DEFINIÇÃO DOS PONTOS PASSÍVEIS DE OUTORGA DE
PERMISSÃO DE USO QUE DEVERÃO SER OBSERVADOS
PELA COMAC
Art. 13. A COMAC quando dos estudos para a definição dos pontos
passíveis de outorga de permissão de uso, observará diretrizes e critérios
critérios que assegurem perfeitas condições de tráfego dos veículos
automotores e da circulação e segurança dos pedestres, assim como de
conservação e preservação paisagística dos logradouros públicos e das
áreas que compõem o patrimônio artístico-histórico-cultural da
Cidade.

Art. 14. A instalação de equipamentos em passeios públicos deverá


respeitar a faixa livre de pelo menos 1,20m (um metro e vinte
centímetros) para trânsito de pedestres.

Parágrafo único. Poder-se-á estabelecer uma faixa livre maior do que a


prevista no caput deste artigo, Considerando-se as normas e diretrizes
fixadas pela SEMOB.

Art. 15. Na hipótese de qualquer solicitação de intervenção por parte


da Administração Municipal, obras na via ou implantação de desvios de
tráfego, restrição total ou parcial ao estacionamento no lado da via,
implantação de faixa exclusiva de ônibus, bem como em qualquer outra
hipótese de interesse público, os pontos passíveis de outorga de
permissão de uso nas vias e áreas mencionados neste decreto poderão
ser modificados, suspensos por tempo determinado e/ou
indeterminado e até mesmo cancelados definitivamente mediante
Portaria elaborada pela COMAC e assinada pelos titulares dos órgãos
indicados no art. 4º deste decreto.

Parágrafo único. No caso de serviços ou obras emergenciais, o ponto


passível de outorga de permissão de uso será suspenso sem prévio aviso.
aviso.

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CAPÍTULO IV - DO PROCEDIMENTO PARA QUE OS INTERESSADOS
INTERESSADOS FORMALIZEM PEDIDOS PARA ATUAR NOS
PONTOS PASSÍVEIS DE PERMISSÃO DE USO
SEÇÃO I - DO TERMO DE PERMISSÃO DE USO - TPU
Art. 16. O Termo de Permissão de Uso - TPU para comércio de
alimentos em vagas de estacionamento constitui documento
indispensável para a instalação dos equipamentos nas vagas de
estacionamento de vias e áreas públicas, bem como para o início da
atividade, devendo conter todos os dados necessários à:
I - Qualificação do permissionário;
II - Identificação da permissão;
III - Características do equipamento;
IV - Local de instalação;
V - Tipo de comércio ou serviços, objeto da permissão.

§1º Para todos os efeitos legais, entende-se que o Termo de Permissão


de Uso - TPU vem a ser um título precário, unilateral, oneroso, pessoal
pessoal e intransferível, a ser outorgado por ato do Secretário Municipal
Municipal de Economia.

§2º Não será concedido mais de um Termo de Permissão de Uso - TPU


para qualquer outra vaga de estacionamento em pontos de “Food
Truck” nas seguintes situações:

I – Quando a pessoa jurídica requerente já for detentora de Termo de


Permissão de Uso - TPU referente a outra vaga de estacionamento em
pontos de “Food Truck”;
II – Quando os sócios da pessoa jurídica requerente, bem como seus
respectivos ascendentes, descendentes e cônjuges e/ou parceiros, forem
partícipes de outra pessoa jurídica que já seja detentora de Termo de
Permissão de Uso - TPU referente a qualquer outra vaga de
estacionamento em pontos de “Food Truck”;
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§3º A outorga do Termo de Permissão de Uso - TPU não gera privilégio
privilégio de qualquer natureza, nem assegura ao permissionário
qualquer forma de exclusividade ou direito de retenção sobre a área de
instalação do equipamento.

§4º O Termo de Permissão de Uso – TPU tem validade de 01 (um) ano


ano a contar da data de sua expedição, podendo ser prorrogado por
iguais e sucessivos períodos, a critério da Administração Municipal.

§5º A prorrogação prevista no parágrafo anterior não poderá ser


outorgada se o permissionário estiver em débito, perante o Município
de Belém, em função das disposições deste decreto.

§6º Não haverá prorrogação, quando o permissionário infringir


dispositivos específicos deste decreto, ou por interesse público
superveniente, que inviabilize sua continuidade no mesmo ou em outro
local.

§7º Em qualquer das hipóteses mencionadas nos §§ 5º e 6º, o


permissionário não tem direito a qualquer tipo de indenização por parte
parte da Administração Municipal.

§8º O procedimento para a obtenção do Termo de Permissão de Uso -


TPU obedecerá ao disposto nas demais Seções deste Capítulo.

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SEÇÃO II - DO PEDIDO FORMULADO PELOS INTERESSADOS
INTERESSADOS
Art. 17. No prazo de 60 (sessenta) dias contados a partir da publicação
no Diário Oficial do Município da Portaria conjunta referida nos arts.
10, 11 e 12 deste decreto, a pessoa jurídica interessada deverá
formalizar o pedido dirigido ao Diretor do Departamento de Comércio
e Publicidade em Vias Públicas da SECON, mediante preenchimento
de formulário próprio, a ser protocolado na SECON, indicando:

I - Qualificação completa do requerente, de seus sócios e respectivos


cônjuges;
II - Os equipamentos a serem utilizados;
III - Os alimentos e bebidas a serem comercializados;
IV - Endereço eletrônico do sócio administrador para contato e envio
de notificações, juntamente com a declaração de que aceita receber
notificações da SECON por endereço eletrônico;

§1º O pedido deverá, ainda, ser instruído com os seguintes


documentos:

I - Cópia do contrato social da pessoa jurídica solicitante, devidamente


arquivado, ou Certificado da Condição de Microempreendedor
Individual -CCMEI, emitido pela Receita Federal do Brasil;
II - Cópia do Registro Civil e do Cadastro de Pessoa Física - CPF dos
sócios da pessoa jurídica;
III - Cópia de comprovante de residência atualizado em nome do
representante legal da pessoa jurídica requerente;
IV - Comprovante de inscrição no Cadastro Nacional de Pessoas
Jurídicas –CNPJ/MF;
V - Comprovante de inscrição no CMC – Cadastro Mobiliário
Municipal;
VI - Comprovante do Cadastro Informativo Municipal – CADIN em
nome da pessoa jurídica requerente;
VII - Descrição dos equipamentos que serão utilizados de modo a
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VII - Descrição dos equipamentos que serão utilizados de modo a
atender às condições técnicas necessárias em conformidade com a
legislação sanitária, de higiene e segurança do alimento, controle de
geração de odores e fumaça;
VIII - Indicação dos auxiliares, com o respectivo registro civil e do
Cadastro de Pessoa Física - CPF;
IX- Cópia do Controle de Saúde (Carteira de Saúde e/ou Atestado de
Saúde Ocupacional) e comprovante de Treinamento dos Manipuladores
Manipuladores de Alimentos em nome dos sócios da pessoa jurídica e
dos auxiliares indicados anteriormente;
X - Certificado de Registro e Licenciamento de Veículos – CRLV em
nome do requerente;
XI - Declaração de que a pessoa jurídica requerente não é detentora de
qualquer outro Termo de Permissão de Uso – TPU referente a
qualquer outra vaga de estacionamento em pontos de “Food Truck”;
XII – Declaração de que os sócios da pessoa jurídica requerente, bem
como seus respectivos ascendentes, descendentes e cônjuges e/ou
parceiros não são partícipes de qualquer outra pessoa jurídica que já
seja detentora de Termo de Permissão de Uso - TPU referente a
qualquer outra vaga de estacionamento em pontos de “Food Truck”;
XIII - Cópia da Licença de Funcionamento do Órgão Sanitário
competente do Município de Belém em nome do requerente quando se
tratar de gêneros alimentícios;
XIV – Cópia do DAM - Documento de Arrecadação Municipal
devidamente pago na rede bancária autorizada comprovando o
pagamento da Taxa de Expediente.

§2º A pessoa jurídica de que trata o caput do presente artigo deve estar
devidamente constituída com estabelecimento regularmente licenciado
no Município de Belém.

§3º O alvará de funcionamento do estabelecimento deverá contemplar


pelo menos uma das seguintes atividades:

I - Fabricação de massas alimentícias;


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I - Fabricação de massas alimentícias;
II - Fabricação de produtos de panificação;
III - Restaurantes e similares;
IV - Pizzaria;
V - Lanchonetes, casas de chá, de sucos e similares;
VI - Fornecimento de alimentos preparados preponderantemente para
consumo domiciliar;
VII - Fabricação de chocolates e derivados;
VIII - Fabricação de sorvetes e outros gelados comestíveis.

§4º O modelo do pedido administrativo e a lista de documentos


necessários para a sua respectiva instrução serão disponibilizados aos
interessados pela Divisão de Eixos do Departamento de Comércio e
Publicidade em Vias Públicas da SECON.

§5º A pessoa jurídica requerente poderá, em relação ao inciso X, do §


1º, deste artigo, indicar em seu requerimento um veículo reserva caso o
o veículo principal apresente falhas ou qualquer outro problema que
inviabilize a sua utilização temporária ou definitivamente.

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SEÇÃO III - DA ANÁLISE DA VIABILIDADE DO PEDIDO E SEU
SEU RESPECTIVO TRÂMITE
Art. 18. A análise de todos os pedidos apresentados em função do
chamamento público enunciado nos arts. 10, 11 e 12 deste decreto
deverá ser encerrada pela SECON no máximo em até 60 (sessenta) dias
após o encerramento do prazo aludido no art. 17 e obedecerá ao
seguinte rito:

§1º O pedido mencionado no caput do art. 17 deverá ser formalizado


perante o Protocolo Geral da SECON, no horário de atendimento ao
público;

§2º O Protocolo Geral da SECON, ao receber o pedido indicado neste


artigo, deverá:

I - Capear o pedido;
II - Anotar o dia e hora exata em que o recebeu, a fim de ter arquivada
a ordem cronológica com a qual os mesmos foram apresentados;
III - Numerar todos os pedidos, a partir do número 1 (um) em diante,
com o objetivo de melhor controlar o fluxo processual que se seguirá;
IV - Enviar os autos, imediatamente, para o Diretor do Departamento
de Comércio e Publicidade em Vias Públicas que, incontinenti,
encaminhará o caso para o Chefe da Divisão de Eixos do Departamento
de Comércio e Publicidade em Vias Públicas;

§3º O Chefe da Divisão de Eixos emitirá Parecer Técnico, por meio de


análise de Agente de Postura e Ordem Econômica, respondendo,
objetivamente, às seguintes questões:

I - Se a documentação apresentada anexa ao pedido atendeu ao


no art. 17, deste decreto.
a) Caso não tenha sido atendido este primeiro requisito, o Chefe da
Divisão de Eixos notificará o interessado para que, no prazo de 5
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Divisão de Eixos notificará o interessado para que, no prazo de 5
(cinco) dias a contar do recebimento da notificação, apresente,
retifique ou até mesmo reapresente o documento indicado;
b) A análise do Parecer Técnico ficará sobrestada até que haja o
cumprimento, ou não, no prazo indicado, das diligências indicadas na
alínea “a” deste parágrafo;
c) Caso haja o cumprimento exitoso das diligências apontadas na alínea
“a” deste parágrafo, o Chefe da Divisão de Eixos retomará a confecção
do Parecer a partir do disposto no inciso II deste parágrafo;
d) Caso não haja o cumprimento exitoso das diligências apontadas na
alínea “a” deste parágrafo, o Chefe da Divisão de Eixos encerrará,
imediatamente, a análise do Parecer concluindo pelo indeferimento do
pedido, submetendo-o, na forma do §4º do presente artigo, ao Diretor
do Departamento de Comércio e Publicidade em Vias Públicas.
II - Se há compatibilidade entre o equipamento e os pontos
mencionados nas Seções III e IV do Capítulo III deste decreto;
III - Se a qualidade técnica da proposta se coaduna com os termos deste
decreto;
IV - Se ainda há vagas de estacionamento nos pontos passíveis de
outorga mencionados nas Seções III e IV, do Capítulo III, deste decreto
e em qual posição de apresentação encontra-se o pedido, na forma do
disposto nos incisos II e III do §2º do art. 18.
V - Se o pedido atende às demais imposições deste decreto e à
legislação em vigor;

§4º Os autos, em seguida, serão devolvidos, com o Parecer Técnico,


pelo Chefe da Divisão de Eixos ao Diretor do Departamento de
Comércio e Publicidade em Vias Públicas;

§5º Após, o Diretor do Departamento de Comércio e Publicidade em


Vias Públicas encaminhará os autos para o Núcleo Setorial de Assuntos
Jurídicos da SECON (NSAJ/SECON) para elaboração de Parecer
Jurídico;

§6º O NSAJ/SECON, após elaborar o devido “Parecer Jurídico”,


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§6º O NSAJ/SECON, após elaborar o devido “Parecer Jurídico”,
encaminhará os autos ao Diretor Geral da SECON, que procederá à
análise final da documentação apresentada e, tendo como base os
Pareceres Técnico e Jurídico, proferirá despacho de deferimento ou
indeferimento da outorga do Termo de Permissão de Uso - TPU.

I - O despacho de deferimento da permissão de uso conterá o nome do


permissionário, o equipamento, os alimentos a serem comercializados e
e os dias e períodos de atividade.
II - O despacho de indeferimento, devidamente fundamentado, será
exarado quando constatada alguma violação aos termos deste decreto.

§7º Após, o Diretor Geral da Secretaria Municipal de Economia


encaminhará ao Diretor do Departamento de Comércio e Publicidade
em Vias Públicas os autos com a decisão devidamente prolatada;

§8º O Diretor do Departamento de Comércio e Publicidade em Vias


Públicas, em sequência, enviará os autos ao Chefe da Divisão de Eixos
fim de que o mesmo:

I - Na hipótese de deferimento do pedido, notifique o interessado


determinando-lhe que compareça à Seção de Arrecadação do
Departamento de Administração da SECON para obter o carnê
correspondente ao pagamento mensal do Termo de Permissão de Uso -
TPU, mediante DAM - Documento de Arrecadação Municipal, na
forma e conforme os preços estatuídos no Capítulo V deste decreto;
II – Na hipótese de indeferimento do pedido, notifique o interessado
para dar-lhe ciência acerca da negativa ao seu pedido;
III – Ainda no caso de indeferimento do pedido, o interessado poderá
encaminhar pedido de reconsideração da decisão do Diretor Geral ao
Secretário Municipal de Economia, no prazo de 10 (dez) dias a contar
da data em que for cientificado.
IV - O pedido de reconsideração deverá ser devidamente
fundamentado, sob pena de arquivamento definitivo do processo.

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§9º Após o pagamento aludido no inciso I, do §8º supra, o interessado
deverá, no Protocolo Geral da SECON, apresentar petição dirigida ao
Diretor do Departamento de Comércio e Publicidade em Vias
Públicas, mediante modelo fornecido pela Chefia da Divisão de Eixos
do Departamento de Comércio e Publicidade em Vias Públicas,
solicitando o recebimento do Termo de Permissão de Uso - TPU,
juntando, para tanto, cópia do DAM devidamente pago na rede
bancária autorizada;

§10º No caso de pagamento parcelado, o interessado deverá, pelo


menos, pagar, de imediato, a primeira parcela, juntando cópia do
comprovante de pagamento da mesma na petição aludida no parágrafo
anterior;

§11º Recebida a petição com cópia do DAM anexo, na forma do §9º


presente artigo, o Diretor do Departamento de Comércio e
Publicidade em Vias Públicas encaminhará a mesma ao Chefe da
Divisão de Eixos para que seja juntada nos respectivos autos
administrativos. Em sequência, o Chefe da Divisão de Eixos
confeccionará:

I - O Termo de Permissão de Uso - TPU, cabendo-lhe colher a


assinatura do Secretário Municipal de Economia a fim de formalizá-la;
II - Convocar o interessado para que compareça à sala da Diretoria do
Departamento de Comércio e Publicidade em Vias Públicas a fim de
assinar a TPU e receber a sua respectiva via;

§12º Após, o Chefe da Divisão de Eixos enviará os autos


administrativos ao Diretor do Departamento de Comércio e
Publicidade em Vias Públicas solicitando o arquivamento provisório
dos mesmos até ulterior deliberação;

§13º O Diretor do Departamento de Comércio e Publicidade em Vias


Públicas, ao receber os autos do Chefe de Divisão de Eixos com pedido
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Públicas, ao receber os autos do Chefe de Divisão de Eixos com pedido
de arquivamento provisório, os encaminhará para o arquivo de TPU’s
em vigor outorgadas pelo Departamento de Comércio e Publicidade em
em Vias Públicas da SECON.

Art. 19. O Secretário Municipal de Economia poderá delegar,


mediante Portaria, à Diretoria Geral da Secretaria Municipal de
Economia a competência para assinar a TPU, na forma prevista no
inciso I do §11º, art. 18, deste decreto.

Art. 20. Ao permissionário é facultado solicitar, a qualquer tempo, o


cancelamento de sua permissão, respondendo pelos débitos relativos ao
preço público.

Página 431 de DECRETO 85.056-16


CAPÍTULO V - DO PREÇO PÚBLICO
Art. 21. O preço público pela permissão de uso enunciada neste
decreto corresponderá:

I - Na hipótese de pagamento em uma única parcela anual a R$


2.500,00 (dois mil e quinhentos reais);
II - Na hipótese de pagamento mensal, a R$ 300,00 (trezentos reais)
em 12 parcelas iguais e consecutivas, totalizando R$ 3.600,00 (três mil
e seiscentos reais);

Parágrafo primeiro. Todos os valores previstos neste decreto serão


reajustados anualmente com a utilização do Índice de Preços ao
Consumidor Amplo Especial – IPCA-E, ou outro que venha a ser
adotado pelo Município, sempre no dia 1º de Janeiro de cada ano.

Parágrafo segundo. A COMAC poderá sugerir aos titulares dos órgãos


indicados no art. 4º deste decreto minuta de Portaria conjunta
prevendo e regulamentando, em caráter excepcional, pontos fixos de
“Food Truck”, sendo que na hipótese de pagamento anual, o valor a ser
cobrado será de R$ 5.000,00 (cinco mil reais), e, na hipótese de
pagamento mensal, o valor a ser cobrado será de R$ 600,00 (seiscentos
reais) em 12 parcelas iguais e consecutivas, totalizando R$ 7.200,00
(sete mil e duzentos reais). No mais, aplicar-se-ão a esses pontos, no
que couber, o presente decreto.

Art. 22. O não recolhimento do preço público, dentro do prazo


estipulado no Termo de Permissão de Uso - TPU, implicará na
cobrança da multa moratória de 0,33% (trinta e três centésimos por
cento), por dia de atraso, sobre o valor da parcela devida e não paga,
até o limite de 20% (vinte por cento), e a atualização monetária pelo
Índice de Preços ao Consumidor Amplo Especial – IPCA-E e juros de
mora de 1% (um por cento) ao mês, contados a partir do mês seguinte
ao do vencimento.
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ao do vencimento.

Art. 23. O pagamento dos valores descritos no art. 21 não afastará a


cobrança de outras taxas e preços públicos incidentes sobre a atividade
exercida pelo permissionário.

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CAPÍTULO VI - DA DISTRIBUIÇÃO, LOCALIZAÇÃO E
FUNCIONAMENTO DOS PERMISSIONÁRIOS

Art. 24. O Diretor do Departamento de Comércio e Publicidade em


Vias Públicas deverá elaborar, após o encerramento da análise do
último pedido resultante do chamamento público enunciado nos arts.
10, 11 e 12 deste decreto, minuta de Portaria a ser assinada pelo
Secretário Municipal de Economia convocando todos os interessados
para que iniciem as suas atividades nos pontos indicados nas Seções III e
IV do Capítulo III deste decreto.

Art. 25. O fluxo de distribuição, localização e funcionamento dos


permissionários deverá ser pormenorizado na Portaria indicada no
artigo anterior, obedecendo aos seguintes critérios mínimos:

I - O primeiro ponto (conforme número de identificação em ordem


crescente estabelecido por força do inciso II, do art. 10, deste decreto)
será o primeiro a receber permissionários, selecionados de acordo com
a ordem cronológica de apresentação de seus pedidos (inciso II e III, do
§2º, do art. 18, deste decreto), sempre limitado ao número de vagas de
de estacionamento previstas para o mesmo ponto;
II - No segundo dia de funcionamento, os permissionários que antes
ocupavam o primeiro ponto passarão para o segundo ponto, sempre de
acordo com numeração atribuída aos mesmos pontos na ordem
crescente (inciso II, do art. 10, deste decreto);
III – Ainda no segundo dia, novos permissionários (sempre selecionados
de acordo com a ordem cronológica de apresentação de seus pedidos
(incisos II e III, do §2º, do art. 18, deste decreto) iniciarão suas
atividades no primeiro ponto;
IV - Assim se sucederá até que todos os permissionários ocupem todos
os pontos;
V - Todos os pontos indicados nas Seções III e IV deste decreto terão
rotatividade diária;
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rotatividade diária;
VI - O primeiro grupo de permissionários que encerrar suas atividades
diárias no último ponto voltará para o primeiro ponto e reiniciará o
rodízio, seguindo-se, assim, sucessivamente em relação aos demais
grupos de permissionários;

Parágrafo primeiro. Todo e qualquer equipamento utilizado pelos


permissionários não poderá pernoitar em quaisquer das vagas de
estacionamento dos pontos indicados nas Seções III e IV deste decreto,
sendo obrigatório o recolhimento diário.

Parágrafo segundo. A disposição dos grupos de permissionários dos


pontos de “Food Truck” poderá, mediante pedido dos interessados, ser
alterada a critério de juízo de conveniência e oportunidade da
Secretaria Municipal de Economia - SECON.

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CAPÍTULO VII - DO COMÉRCIO DE ALIMENTOS
DURANTE A REALIZAÇÃO DE EVENTOS

Art. 26. A comercialização de alimentos e bebidas alcoólicas em evento


que ocorra em vias e áreas públicas, independentemente da lotação ou
área ocupada, depende da obtenção de autorização prévia perante o
Departamento de Comércio e Publicidade em Vias Públicas da
SECON, conforme previsto no art. 18 deste decreto.

§1º O responsável pela organização do evento deverá solicitar uma


única autorização contemplando a relação de todas as pessoas jurídicas
participantes, bem como a indicação de responsável pelo controle de
qualidade, segurança e higiene dos alimentos a serem comercializados.

§2º O requerimento deverá ser instruído com a documentação prevista


nos incisos I a VI, do § 1º, do art. 17 deste decreto, bem como:

I - Identificação do local da realização do evento, contendo a completa


identificação da via ou área pública;
II - Indicação do dia e horário do evento ou calendário de eventos;
III - Croqui do local com o layout e o dimensionamento da área a ser
ocupada, indicação do posicionamento do equipamento e das mesas,
bancos, cadeiras e toldos retráteis ou fixos, se for o caso;
IV - Descrição dos equipamentos que serão utilizados de modo a
atender às condições técnicas necessárias em conformidade com a
legislação sanitária, de higiene e segurança do alimento, controle de
geração de odores e fumaça;
V - Indicação dos alimentos a serem comercializados.

Art. 27. A autorização de que trata o artigo anterior, que diz respeito
unicamente ao uso do equipamento objeto deste decreto, não dispensa
o interessado da obtenção das demais licenças e respectivos pagamentos
de taxas e preços públicos para a realização do evento.
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de taxas e preços públicos para a realização do evento.

Art. 28. O comércio de alimentos e bebidas alcoólicas em eventos


organizados pela Administração Municipal dependerá de autorização
prévia e específica das entidades ou dos órgãos públicos promotores do
evento.

Art. 29. Aplica-se o disposto neste Capítulo à realização de feiras


gastronômicas.

Parágrafo único. O pagamento do preço público e eventuais taxas para


a realização do evento obedecerá aos ditames da legislação municipal
em vigor.

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CAPÍTULO VIII - DAS RESPONSABILIDADES DO PERMISSIONÁRIO
PERMISSIONÁRIO
SEÇÃO I - DAS CONDIÇÕES GERAIS
Art. 30. Todo e qualquer serviço ou atividade inerente ao exercício do
comércio informal em logradouro público será praticado em nome do
permissionário e por sua conta e risco, sem prejuízo da observância da
legislação vigente.

Art. 31. O estacionamento do veículo nas vias públicas deverá obedecer


obedecer às regras previstas no Código de Trânsito Brasileiro - CTB e
nas resoluções do Conselho Nacional de Trânsito - CONTRAN, bem
como à regulamentação estabelecida pela SEMOB.

Art. 32. Os veículos deverão possuir as seguintes características:

I - Abastecimento próprio de água potável compatível com o volume de


comercialização realizada;
II - Reservatório para acumulação de águas servidas compatível com o
volume de água utilizada em bom estado de higiene e conservação;
III - Fonte própria de geração de energia.

§1º Não será permitido o uso da energia elétrica pública às expensas do


Município de Belém.

§2º A destinação final e adequada da água utilizada é de


responsabilidade do permissionário, sendo vedado o descarte nas
galerias de águas pluviais.

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SEÇÃO II - DOS DEVERES DOS PERMISSIONÁRIOS
Art. 33. São deveres do permissionário:

I - Apresentar-se, pessoalmente ou através de seu representante legal,


durante o período de comercialização, munido dos documentos
necessários à sua identificação, exigência que se aplica também aos
auxiliares;
II - Responder, perante a Administração Municipal, por atos
decorrentes de sua permissão e dos termos da legislação em vigor;
III - Comunicar previamente à SECON as mudanças de auxiliar,
acompanhadas da documentação indicada nos incisos VIII e IX, do §1º,
do artigo 17 deste decreto;
IV - Pagar o preço público e os demais encargos devidos em razão do
exercício da atividade;
V - Afixar, em lugar visível e durante todo o período de
comercialização, o Termo de Permissão de Uso - TPU;
VI - Armazenar, transportar, manipular e comercializar apenas os
alimentos aos quais está autorizado;
VII - Manter permanentemente limpa a área ocupada pelo
equipamento, bem como o seu entorno, instalando recipientes
apropriados para receber o lixo produzido, que deverá ser
acondicionado em saco plástico resistente e colocado na calçada,
observando-se os horários de coleta;
VIII - Coletar e armazenar todos os resíduos sólidos e líquidos para
posterior descarte de acordo com a legislação em vigor, vedado o
descarte na rede pluvial;
IX - Manter higiene pessoal e do vestuário de sócios e auxiliares;
X - Manter o equipamento em estado adequado de conservação e
higiene providenciando, quando necessários, os consertos;
XI - Solicitar prévia autorização à SECON sempre que necessitar
suspender o exercício da atividade por período superior a 10 (dez) dias
úteis;

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Parágrafo único. Necessitando de reparos gerais, os equipamentos
mencionados no art. 5º deste decreto, poderão ser retirados
temporariamente de circulação, retornando em até 90 (noventa) dias,
sob pena de cancelamento do Termo de Permissão de Uso - TPU.

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SEÇÃO III - DAS PROIBIÇÕES
Art. 34. Fica proibido ao permissionário:

I - Alterar o equipamento, sem prévia autorização da autoridade que


expediu o Termo de Permissão de Uso - TPU;
II - Manter ou ceder equipamentos ou mercadorias para terceiros;
III - Manter ou comercializar mercadorias não autorizadas;
IV - Depositar caixas ou qualquer outro objeto em vias e áreas públicas
e em desconformidade com o Termo de Permissão de Uso - TPU;
V - Causar dano ao bem público ou particular no exercício de sua
atividade;
VI - Permitir a permanência de animais na área abrangida pelo
respectivo equipamento;
VII - Montar seu equipamento em vaga de estacionamento diversa do
ponto que lhe fora estabelecido, ou ainda fora dos limites, dias e
horários estabelecidos para o uso da vaga, salvo a exceção contida no
parágrafo segundo, do art. 25, deste decreto;
VIII - Estacionar o equipamento em desacordo com a regulamentação
expedida pelo órgão executivo municipal de trânsito;
IX - Utilizar postes, árvores, gradis, bancos, canteiros e edificações para
para a montagem do equipamento e exposição das mercadorias;
X - Perfurar ou de qualquer forma danificar calçadas, áreas e bens
públicos com a finalidade de fixar seu equipamento;
XI - Comercializar ou manter em seu equipamento produtos em
desacordo com a legislação sanitária aplicável;
XII - Fazer uso de muros, passeios, árvores, postes, banco, caixotes,
tábuas, encerados ou toldos, ou qualquer outro material ou objeto,
com o propósito de ampliar os limites do equipamento ou de alterar os
termos de sua permissão;
XIII - Apregoar suas atividades através de quaisquer meios de divulgação
divulgação sonora ou utilizar qualquer tipo de equipamento sonoro;
XIV - Utilizar banners, cavaletes, balões flutuantes ("blimps"),
infláveis, letreiros luminosos, faixas, bandeirolas ou quaisquer outros
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infláveis, letreiros luminosos, faixas, bandeirolas ou quaisquer outros
elementos publicitários além dos que componham o veículo;
XV – Realizar atividades de panfletagem, ativação de marcas ou
promotores de degustação fora da área de estacionamento do
permissionário.
XVI - Jogar lixo ou detritos, provenientes de seu comércio ou de outra
origem, nas vias ou áreas públicas;
XVII - Utilizar a via ou área pública para colocação de quaisquer
elementos do tipo cerca, parede, divisória, grade, tapume, barreira,
caixas, vasos, vegetação ou outros que caracterizem o isolamento do
local de manipulação e comercialização;
XVIII - Manipular e comercializar os produtos de forma que o
vendedor, o manipulador, o consumidor e as demais pessoas envolvidas
na atividade permaneçam na pista de rolamento;
XIX – Transferir, a qualquer título, o Termo de Permissão de Uso -
TPU.

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CAPÍTULO IX - DAS INFRAÇÕES ADMINISTRATIVAS
ADMINISTRATIVAS
Art. 35. É de competência do Poder Público, por meio de seus órgãos
e entidades, no âmbito de suas atribuições, a fiscalização de todos os
aspectos decorrentes da comercialização de alimentos sobre rodas, nos
pontos e respectivas vagas de estacionamentos, em veículos
automotores adaptados - "Food Trucks".

Art. 36. Detectadas quaisquer irregularidades será instaurado processo


administrativo nos órgãos/entidades competentes para apuração e
eventual aplicação de penalidades.

§1º Serão garantidos o contraditório e a ampla defesa ao eventual


infrator, mediante procedimento administrativo próprio, observadas as
normas aplicáveis relativas ao objeto da fiscalização.

§2º As penalidades poderão ser aplicadas concomitantemente por mais


de um órgão/entidade na esfera de cada competência.

Art. 37. O descumprimento das condições da permissão de uso


ensejará a aplicação das penalidades previstas na Lei Municipal nº
7.055, de 30 de dezembro de 1977 - Código de Posturas do Município
de Belém.

Art. 38. A COMAC deverá no prazo de 180 (cento e oitenta) dias após
a publicação deste decreto propor aos titulares dos órgãos indicados no
art. 4º deste decreto minuta de Instrução Normativa conjunta
indicando as medidas administrativas que cada órgão poderá vir a
adotar em face de eventuais infrações administrativas cometidas pelos
permissionários.

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CAPÍTULO X - DISPOSIÇÕES FINAIS E TRANSITÓRIAS
TRANSITÓRIAS
Art. 39. As despesas decorrentes da execução deste decreto correrão
por conta das dotações orçamentárias próprias, suplementadas se
necessário.

Art. 40. Aplica-se subsidiariamente a legislação municipal referente ao


uso do espaço público, no que couber.

Art. 41. Este decreto entra em vigor na data de sua publicação.

Art. 42. Revogam-se as disposições em contrário.

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