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A SEMÂNTICA ARGUMENTATIVA E OUTRAS DESIGNAÇÕES

Ana Cláudia Fernandes FERREIRA (Universidade Estadual de Campinas)

0. Introdução

Esta comunicação visa apresentar algumas reflexões que vimos desenvolvendo em


nossa pesquisa sobre a Semântica Argumentativa no Brasil nas décadas de 70 e 801.
Nossa perspectiva teórica para a realização desta pesquisa dentro do projeto História
das Idéias Lingüísticas é a Semântica da Enunciação e a Análise de Discurso.
Num trabalho anterior, (Ferreira, 2003), mostramos que a designação semântica
argumentativa é de autoria brasileira. Ela aparece, pela primeira vez, na tese de
doutorado de Carlos Vogt, de 1974, O Intervalo Semântico. Contribuição para uma
Teoria Semântica Argumentativa. No referido trabalho, procuramos mostrar um pouco
das condições de possibilidade do aparecimento desta designação e do modo como ela
se inscreve na história, como nome de disciplina de instituições universitárias, e em
estudos de outros autores, incluindo aí, os de Oswald Ducrot2.
No atual trabalho, procuraremos o lugar dado à semântica argumentativa nos
estudos de Oswald Ducrot, Carlos Vogt e Eduardo Guimarães. Tomaremos a semântica
argumentativa como uma designação, relativamente a outras designações que delimitam
um certo domínio de estudos. Buscaremos observar como ela se define, de modo geral,
no interior de redes de designações estabelecidas nas produções de seus autores.
Para isso, levantamos, nas produções dos autores, as designações mais
significativas, usadas para a definição do domínio de estudos. Em seguida,
selecionamos um conjunto de textos, em que alguns destes modos de designação
comparecem e apresentam o domínio teórico em que os autores se colocam. Ao nosso
ver, a designação do domínio de estudos é parte constitutiva da apresentação.
Nosso objetivo é localizar indícios de como o próprio campo não se delimita da
mesma maneira, nas produções destes lingüistas. Estes indícios são uma fonte para
nossas questões e nos possibilitará, posteriormente, compreender melhor as relações de
diálogo e embate teórico na história, que fazem a Semântica Argumentativa dos autores
não ser a mesma. O que nos interessa, no momento, é observar, de modo geral, como se
estabelecem, nestes estudos, as relações entre semântica lingüística, semântica
argumentativa e pragmática, pois tais designações vão aparecer nos estudos dos três
autores. Entretanto, como veremos, isso não ocorrerá da mesma maneira e nem sempre
nos mesmos momentos.

1. Designações nos estudos de Oswald Ducrot

1
Processo FAPESP 02/12649-7; projeto de mestrado integrado ao projeto temático
História das Idéias Lingüísticas no Brasil: Ética e Política das Línguas, o qual tem o
apoio do acordo Capes/COFECUB.
2
Uma primeira versão deste trabalho foi apresentada no 51° Seminário do GEL.
Posteriormente, resultou num artigo que foi publicado no número 11 da revista Línguas
e Instrumentos Lingüísticos. Sobre isso, ver Ferreira (2003).
A partir de nosso levantamento, pudemos observar que semântica lingüística é a
primeira designação usada por O. Ducrot, para a definição de seu campo de estudos. Ela
já aparece, por exemplo, em Ducrot (1969). Na metade da década de 70, a pragmática
também entra como uma designação: pragmática integrada. E ainda nesta década, a
designação semântica argumentativa também aparecerá, de uma maneira muito
particular. Esta última terá um uso mais freqüente nos trabalhos mais recentes do autor,
como, por exemplo, Ducrot (1995), Ducrot & Carel (1999) e Ducrot (2000).
O primeiro texto do autor que se dedica à questão da argumentação, (Ducrot,
1973), inicia-se do seguinte modo:

“Desde que foram publicados os artigos de Benveniste sobre a subjetividade na


linguagem, toda uma tendência se desenvolveu no interior da semântica lingüística,
visando introduzir na própria linguagem, um determinado número de fenômenos ligados
à enunciação, que anteriormente eram relegados à fala. As teses aqui apresentadas
inscrevem-se nessa linha” (p. 225)3.

Podemos notar que as teses apresentadas sobre a questão da argumentação se


inscrevem, então, no interior da semântica lingüística. Já em Anscombre & Ducrot
(1976), num trecho que reflete sobre o lugar da pragmática na descrição semântica:

“De fato, ela (a pragmática) deve trabalhar diretamente sobre a estrutura sintática do
enunciado. Retomando uma expressão de A. Culioli, diremos que ela deve estar
“integrada” e não justaposta à descrição semântica.
Introduzir nesta pragmática integrada uma espécie de retórica integrada, este é o
objeto da teoria das escalas argumentativas e o tema do presente artigo” (p. 8)

A teoria das escalas argumentativas que, como vimos anteriormente, se inscreve


no interior da semântica lingüística, e o presente artigo do autor, sobre a argumentação
na língua, o qual diríamos que também aí se inscreve, são, então, uma espécie de
pragmática integrada. Uma pragmática integrada à semântica.
Em Carel & Ducrot (1999), “O Problema do Paradoxo em uma Semântica
Argumentativa”, tem-se, como primeiro item, “1. Paradoxo e semântica lingüística”. No
interior deste item, é discutido o problema da “expressão socialmente paradoxal” (ESP),
e outras formas de tratar o problema do paradoxo. Refletindo sobre os “enunciados
semanticamente paradoxais”, uma sub-classe dos ESP, os autores comentam:

“longe de ser contra-exemplos à semântica argumentativa, eles são previsíveis a partir


dela, e que têm propriedades lingüísticas específicas”4.

Para explicar o funcionamento desta sub-classe e de outras expressões, os autores


lançam mão da semântica dos blocos argumentativos, que, conforme escrevem,
“constitui um tipo de nova versão da ANL que evita a noção de topos” (idem).
Assim, no item I, a semântica lingüística recobre os vários tratamentos para o
paradoxo, ao passo que a semântica argumentativa recobre alguns, como, por exemplo,
a semântica dos blocos argumentativos, que é uma nova versão da ANL.

3
Estes grifos e os posteriores são nossos; e algumas traduções das citações também.
4
(www.ehess.fr/centres/celith/CarelDucrotParadox.html)
2. Designações nos estudos de Carlos Vogt

Em Vogt (1974), podemos destacar, como designações mais significativas, o


intervalo semântico, semântica argumentativa e pragmática integrada. A designação
semântica lingüística não aparece nesta obra. Em Vogt (1980), acrescentam-se às
designações mencionadas, macrossintaxe, sintaxe do discurso e pragmática das
representações. Trataremos destas últimas designações num trabalho maior que estamos
desenvolvendo. Na introdução da tese do autor (Vogt, 1974), há uma reflexão que
envolve a questão dos pronomes pessoais, dos verbos performativos e sobretudo, da
pressuposição, como marcas de subjetividade, em que se coloca a questão da relação
língua/fala. A partir desta reflexão, o autor escreve:

“É no intervalo entre a língua e a fala, entre a competência e a performance, entre o


enunciado e a enunciação que estes marcadores de subjetividade habitam, colocando em
xeque a rigidez destas dicotomias e criando sob a barra (/) do silêncio lógico os túneis
de passagem dos murmúrios da história.
É neste intervalo que a linguagem é atividade e é nela que o homem a possui e é
possuído.
É dentro deste quadro geral de preocupação teórica que a pesquisa sobre a
argumentatividade lingüística deverá organizar-se”. (p. 15)

Mais adiante:

“São as marcas desta intersubjetividade que o intervalo semântico contém e é em sua


busca que esta expedição partiu, quando tropeçou na estrutura comparativa.
De uma certa forma, ele poderá também contribuir no sentido da constituição de um
componente pragmático na descrição lingüística, mas concebendo-o, não isoladamente
do resto da análise, de modo a deixar intactos os outros componentes tradicionalmente
reconhecidos, isto é, o componente sintático e o componente semântico, mas como um
componente integrado.
Neste sentido é que se poderia falar de uma pragmática integrada e talvez que neste
momento, o seu lugar na descrição das línguas possa ser visualisado como o intervalo
semântico que a lingüística durante muito tempo silenciou”. (p. 17 e 18)

Olhando apenas para as relações entre as designações de nosso interesse, podemos


dizer que a pesquisa sobre a argumentatividade lingüística, deverá organizar-se no
intervalo semântico. E o lugar da pragmática integrada é o intervalo semântico.
Acrescentamos a isso que a comparação representa, segundo as palavras do autor, “uma
estrutura privilegiada do intervalo” (p. 16). No capítulo 5, “Sempre a Comparação”:

“Uma teoria semântica argumentativa é uma concepção da linguagem em que as


distinções tradicionais e estanques entre sintaxe, semântica e pragmática revelam, no
reverso de sua objetividade, o artificialismo de sua construção. É, ainda neste sentido,
que se pode dizer (...) que o estudo da argumentatividade linguística aparece como
um caminho possível para a concepção e constituição de uma pragmática integrada”
(p. 234)
Podemos dizer que a semântica argumentativa, que está no intervalo semântico, é
o caminho para uma pragmática integrada, que tem como lugar, o intervalo semântico.
Assim, a semântica argumentativa está na pragmática. Na pragmática integrada. Nesta
pragmática em concepção e constituição.
Na nota introdutória de Linguagem, Pragmática e Ideologia, (Vogt 1980), que
comenta seus estudos de semântica argumentativa aí reunidos, observamos o seguinte:

“Deste modo, ao lado do reconhecimento e expressão da complexidade que caracteriza


a linguagem humana, cada trabalho é, ao seu modo e timidez (ou será ousadia?), a
proposta de traços para um perfil: o da semântica lingüística” (p. VIII)

Assim, podemos observar que a semântica argumentativa, que é o caminho para a


pragmática integrada, será concebida, posteriormente, como a proposta de traços para o
perfil da semântica lingüística.

3. Designações nos estudos de Eduardo Guimarães

Nos primeiros estudos semânticos do autor, (Guimarães, 1976a e 1976b),


podemos citar as seguintes designações: estudos da enunciação, lingüística do discurso,
semântica do discurso, teoria da enunciação, teoria do discurso e pragmática
lingüística. Em Guimarães (1977) há uma outra designação relevante: teoria
pragmática do discurso. As designações semântica lingüística e semântica da
enunciação aparecerão no primeiro estudo do autor sobre a argumentação, a sua tese de
doutorado (Guimarães, 1979). Já a designação semântica argumentativa, pode ser vista,
primeiramente, em Guimarães (1983), texto apresentado em 1981, num congresso de
Lingüística. Nas considerações iniciais do capítulo I da tese do autor, temos:

“Interessa-nos (...) refletir sobre aspectos genéricos da definição do objeto da


semântica em geral, e da semântica lingüística em particular. Um dos aspectos mais
importantes a considerar é a grande fluidez nos limites do objeto das diversas
semânticas” (Guimarães: 1979, p. 1)

E um pouco mais à frente:

“A fluidez nos limites do objeto a que nos referimos pode ser interna: como se
estabelecem os limites entre as diversas disciplinas lingüísticas; ou externa: referente às
diferenças entre as diversas semânticas lingüísticas, ou semânticas lingüísticas e
outras semânticas” (idem, p. 1 e 2)

Podemos notar, nestes trechos, um modo de definição em que o mais geral


abrange o mais específico, na seguinte ordem: lingüística, semântica, semânticas
lingüísticas. Mais específico que semântica lingüística será semântica da enunciação:

“Dessa forma, damos caráter explicativo ao que se poderia chamar o pragmático. No


entanto, não pensamos em distinguir pragmático e semântico. Aqui estamos de acordo
com Ducrot, que já mostrou em várias de suas análises, que é proveitoso considerar,
tanto o que se chama pragmático, como o que se chama semântico, como semântico.
E chamaríamos a isso (como faz Ducrot (1977)), uma semântica da enunciação” (p. 5)
É interessante notar, que a designação semântica da enunciação não é formulada
no texto de Ducrot, mas sim, no trecho da tese de Guimarães, que aí citamos. Diríamos
que semântica da enunciação funciona como uma paráfrase que sintetiza formulações
deste artigo, o qual relaciona estruturalismo e enunciação. Como, por exemplo:

“De um lado, a semântica lingüística deve ser estrutural. E, de outro, o que fundamenta
o estruturalismo em matéria de significação deve levar em conta a enunciação”
(Ducrot: 1977, p. 294)

Um outro exemplo pode ser extraído de um comentário sobre o tema do artigo de


Ducrot, em que uma reivindicação é feita: “que a semântica lingüística seja um estudo
estrutural da enunciação” (idem, p. 317).
Na conclusão do capítulo “Semântica dos Enunciados Modalizados”, temos:

“Concluindo este capítulo, pode-se dizer que a estrutura argumentativa de enunciados


modalizados integra-se numa estrutura mais ampla, que chamaríamos semântica
(entendendo que uma estrutura semântica inclui o que se tem chamado de pragmático)”
(p. 153)

O argumentativo está, então, no interior do semântico, o qual inclui o pragmático.


Durante um certo período dos estudos deste autor, o pragmático estará bastante
presente. Em Guimarães (1983), por exemplo, podemos observar:

“Vindo de Austin e Benveniste, como fontes imediatas, gostaríamos de considerar aqui


o tipo de Pragmática desenvolvida por Ducrot, Anscombre e Vogt, entre outros. Esta é
uma via que poderíamos chamar de Semântica da Enunciação” (p. 22)

Pelas observações anteriores, não há como não notar que os trabalhos do autor se
inscrevem neste “entre outros”. Também notamos anteriormente, que o semântico inclui
o pragmático. No caso deste último trecho, o pragmático inclui o semântico. Neste
domínio em que o autor procura não distinguir o que é pragmático e o que é semântico,
tem-se, uma pragmática nomeada de semântica. A esta pragmática específica,
poderíamos chamá-la pragmática lingüística, para usar uma designação formulada pelo
autor, (Guimarães, 1976a) ou, então, de pragmática integrada, para usar as designações
que encontramos nos textos de Vogt (1974) e de Anscombre & Ducrot (1976).
A relação entre semântica da enunciação e semântica argumentativa pode ser
observada em Guimarães (1995):

“Na linha dos trabalhos de uma semântica da enunciação, encontramos o que no


Brasil temos chamado de semântica argumentativa” (p. 49)

A semântica argumentativa está, então, no interior da semântica da enunciação, a


qual, por sua vez, situa-se dentro da semântica lingüística. A presença da designação
semântica da enunciação é muito significativa no conjunto dos estudos de Guimarães.
Nesta obra e em textos anteriores do autor, a semântica da enunciação não é mais
considerada parte da pragmática. Mas isso será melhor apresentado em outro estudo.
4. Considerações finais

Nos perguntando sobre que questões estavam se colocando durante as décadas de


70 e 80, particularmente, nos trabalhos destes autores, pensamos que a pragmática, por
exemplo, é uma dessas questões. Para nossos estudos sobre a semântica argumentativa,
essa questão parece ser de grande importância. Embora a pragmática já estivesse, de
certo modo, presente nos primeiros textos de O. Ducrot, através de suas reflexões sobre
a enunciação, é apenas a partir da segunda metade da década de 70 que ela será
formulada pelo autor como uma designação do domínio de estudos. Ela aparecerá, neste
mesmo momento, como designação na dissertação mestrado de Guimarães (1976). Um
pouco antes disso, nos estudos de C. Vogt (1974), a semântica argumentativa será um
caminho para ela, para uma pragmática integrada.
Há algo que faz com que pragmática integrada de C. Vogt e de O. Ducrot não
seja a mesma. Assim, também, há algo que faz com que a semântica argumentativa de
Ducrot, Vogt e Guimarães não seja a mesma. Enquanto a pragmática entra, quase ao
mesmo tempo, como designação nos textos dos autores, isso não ocorre com a
semântica argumentativa e com a semântica lingüística.
Pensando nisso, diríamos que os sentidos das palavras inscritas nos textos não
funcionam logicamente, nem cronologicamente, mas historicamente. Os sentidos têm
uma historicidade. Eles não só se resignificam na história, mas também a resignificam,
resignificando as palavras ditas anteriormente, como se já tivessem sido ditas5.
Os trabalhos dos autores têm certas preocupações em comum, ao mesmo tempo
em que fazem percursos que não são os mesmos, necessariamente. Ao nosso ver, isto
está relacionado com os diálogos e embates teóricos dos textos dos autores. Há um
diálogo teórico entre os autores, que faz com que possamos designar seus estudos por
nomes como semântica lingüística, pragmática, semântica da enunciação e semântica
argumentativa, por exemplo. Por outro lado, cada autor estabelece relações de diálogos
específicas que são significantes. Isso faz com que as designações do domínio de
estudos signifiquem diferentemente.
No caso da produção de C. Vogt, tem-se, num primeiro momento, a semântica
argumentativa como caminho para uma pragmática integrada. Em seu trabalho, há um
sentido mais específico para a designação semântica argumentativa. Ela está no
intervalo semântico, sendo que este intervalo é o lugar de constituição da pragmática
integrada. Há também um sentido geral para a semântica argumentativa que inclui o
trabalho de Ducrot. Esse sentido geral se tornará mais forte após a semântica
argumentativa ter se tornado uma disciplina6. Como disciplina, ela passará a funcionar
de modo mais geral e não só pela tese de C. Vogt.
No caso dos trabalhos de O. Ducrot, pudemos notar uma preocupação em fazer da
pragmática uma pragmática integrada à semântica. A semântica argumentativa se
inscreve nesta configuração, e não num espaço de intervalo, como nos estudos de Vogt.
Nos seus trabalhos, a semântica argumentativa é usada de modo geral, para designar,
por exemplo, sua teoria da argumentação na língua.

5
Sobre a questão da resignificação, nos inspiramos nas aulas ministradas pelo professor
Eduardo Guimarães, durante a disciplina Seminário Avançado em Semântica (disciplina
de pós-graduação do IEL, na Unicamp). Sobre esta questão, ver Guimarães (2002).
6
Sobre a disciplinarização da Semântica Argumentativa, ver Ferreira (2003).
No caso dos estudos de E. Guimarães, também pudemos observar uma
preocupação em integrar a pragmática à semântica. As indagações sobre o discurso, a
pragmática e a enunciação estão presentes em seus primeiros trabalhos, sendo que neles
já há designações relacionadas com tais questões. A semântica argumentativa aparecerá
em seu sentido mais geral, abrangendo os trabalhos de autores brasileiros e franceses. O
interesse na questão do discurso para seus estudos semânticos levará a semântica
argumentativa a uma configuração específica, que leva em conta a historicidade.
No presente estudo, procuramos relacionar a semântica argumentativa e outras
designações de um modo bem geral. Será necessário, posteriormente, estudarmos estas
relações com mais detalhes. Para nós, o estudo dos diferentes modos de designar é uma
pista, um indício, para um trabalho teórico e metodológico mais aprofundado. Ele é a
nossa entrada para a realização deste trabalho. E através da realização deste trabalho
mais aprofundado, pensamos poder fazer um retorno mais produtivo para a questão
destas designações.

5. Referências bibliográficas

ANSCOMBRE, J-C. & DUCROT, O. “L’Argumentation dans la Langue”. Langages,


42, 1976.
CAREL, M. & DUCROT, O. “Le Problème du Paradoxe dans une Sémantique
Argumentative”. Langue Française, 1999.
DUCROT, O. “Pressupposés et Sous-Entendus”. Langue Française, 4, 1969.
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_____. “Les Echelles Argumentatives”. La Preuve et le Dire. Mame, Paris, 1973.
_____. “Les Modificateurs Déréalisants”. Journal of Pragmatics, 24, 1995.
_____. “La Elección de las Descripciones en Semántica Argumentativa Léxica”.
Discurso y Sociedad, v.2 (4), 2000.
FERREIRA, A. C. F. “Semântica Argumentativa: Questão da Autoria para uma
Designação Brasileira”. Línguas e Instrumentos Lingüísticos, n.11. Campinas,
Pontes, 2003.
GUIMARÃES, E. Da Modalidade e Auxiliarização Verbal em Língua Portuguesa.
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_____. “Pressuposição e Isotopia no Discurso”. Estudos 2. Estudos Lingüísticos.
Uberaba, FISTA, 1976b.
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Uberaba, FISTA, 1977.
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em Língua Portuguesa. Tese de Doutorado. São Paulo, FFLCH – USP, 1979.
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_____. Os Limites do Sentido. Campinas, Pontes, 1995.
_____. Semântica do Acontecimento. Campinas, Pontes, 2002.
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