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Afastamentos de Curso

d’Água e o Código
Estadual do Meio
Ambiente
Áreas de Preservação Permanente
Código Florestal – Lei 4.771/65
Art. 2° Consideram-se de preservação permanente, pelo só efeito desta Lei, as florestas e demais
formas de vegetação natural situadas:
a) ao longo dos rios ou de qualquer curso d'água desde o seu nível mais alto em faixa marginal cuja
largura mínima será:
1 - de 30 (trinta) metros para os cursos d'água de menos de 10 (dez) metros de largura;
2 - de 50 (cinquenta) metros para os cursos d'água que tenham de 10 (dez) a 50 (cinquenta)
metros de largura;
3 - de 100 (cem) metros para os cursos d'água que tenham de 50 (cinquenta) a 200 (duzentos)
metros de largura;
4 - de 200 (duzentos) metros para os cursos d'água que tenham de 200 (duzentos) a 600 (seiscentos)
metros de largura;
5 - de 500 (quinhentos) metros para os cursos d'água que tenham largura superior a 600 (seiscentos)
metros;
b) ao redor das lagoas, lagos ou reservatórios d'água naturais ou artificiais;
c) nas nascentes, ainda que intermitentes e nos chamados "olhos d'água", qualquer que seja a
sua situação topográfica, num raio mínimo de 50 (cinquenta) metros de largura;
d) no topo de morros, montes, montanhas e serras;
e) nas encostas ou partes destas, com declividade superior a 45 , equivalente a 100% na linha de
maior declive;
f) nas restingas, como fixadoras de dunas ou estabilizadoras de mangues;
g) nas bordas dos tabuleiros ou chapadas, a partir da linha de ruptura do relevo, em faixa nunca inferior
a 100 (cem) metros em projeções horizontais;
h) em altitude superior a 1.800 (mil e oitocentos) metros, qualquer que seja a vegetação.
Áreas de Preservação Permanente

Resolução CONAMA 369/2006

Dispõe sobre os casos excepcionais , de utilidade pública, interesse social ou


baixo impacto ambiental, que possibilitam a intervenção ou supressão de
vegetação em APP.

Seção IV
Da Regularização Fundiária Sustentável de Área Urbana

Art. 9º A intervenção ou supressão de vegetação em APP para a regularização fundiária


sustentável de área urbana poderá ser autorizada pelo órgão ambiental competente,
observado o disposto na Seção I desta Resolução, além dos seguintes requisitos e condições:

IV - localização exclusivamente nas seguintes faixas de APP:


a) nas margens de cursos de água, e entorno de lagos, lagoas e reservatórios artifi ciais,
conforme incisos I e III, alínea “a”, do art. 3º da Resolução CONAMA no 303, de 2002, e no
inciso I do art. 3º da Resolução CONAMA no 302, de 2002, devendo ser respeitada faixas
mínimas de 15 m para cursos de água de até 50 m de largura e faixas mínimas de 50 m para
os demais;
Áreas de Preservação Permanente – Meio
Urbano

Código Florestal – Lei 4.771/65 x Plano Diretor

Parágrafo único. No caso de áreas urbanas, assim


entendidas as compreendidas nos perímetros
urbanos definidos por lei municipal, e
nas regiões metropolitanas e aglomerações
urbanas, em todo o território abrangido, obervar-se-
á o disposto nos respectivos planos diretores e
leis de uso do solo, respeitados os princípios e
limites a que se refere este artigo.
Áreas de Preservação Permanente

Código Estadual do Meio Ambiente – Lei 14.675/09


• Art. 114: Considera APP, as florestas e demais formas de cobertura vegetal situadas ao
longo dos rios ou de qualquer curso de água, cuja largura mínima seja:

• PARA PROPRIEDADES COM ATÉ 50 HA:

• Cinco metros para rios inferiores a cinco metros de largura;

• Dez metros para rios de cinco até dez metros de largura;

• Dez metros acrescidos de 50% da medida excedente a dez metros, para rios com
largura superior a dez metros;

• Exemplo: Rio de 15 metros


• APP = 10 + 2,5 (5 / 2 = 2,5 mts)
• APP para rio de 15 mts = 12, 5 metros

• PARA PROPRIEDADES ACIMA DE 50 (CINQUENTA) HA:

• Dez metros para rios que tenham até dez metros de largura;

• Dez metros acrescidos de 50% da medida excedente a dez metros, para rios que
tenham largura superior a dez metros;
Áreas de Preservação Permanente

Código Estadual do Meio Ambiente – Lei 14.675/09


• Art. 114: Considera APP, as florestas e demais formas de cobertura vegetal situadas ao
longo dos rios ou de qualquer curso de água, cuja largura mínima seja:

• PARA PROPRIEDADES COM ATÉ 50 HA:

• Cinco metros para rios inferiores a cinco metros de largura;

• Dez metros para rios de cinco até dez metros de largura;

• Dez metros acrescidos de 50% da medida excedente a dez metros, para rios com
largura superior a dez metros;

• Exemplo: Rio de 15 metros


• APP = 10 + 2,5 (5 / 2 = 2,5 mts)
• APP para rio de 15 mts = 12, 5 metros

• PARA PROPRIEDADES ACIMA DE 50 (CINQUENTA) HA:

• Dez metros para rios que tenham até dez metros de largura;

• Dez metros acrescidos de 50% da medida excedente a dez metros, para rios que
tenham largura superior a dez metros;
Decisões de 2010 sobre construção em
áreas de preservação permanente

• 4ª CÂMARA DE DIREITO PÚBLICO DO TRIBUNAL DE JUSTICA DO ESTADO DE


SANTA CATARINA
Apelação Cível em Mandado de Segurança n. 2009.002367-2, Joinville
Relator: Jaime Ramos
Órgão Julgador: Quarta Câmara de Direito Público
Data: 08/01/2010
Ementa:
MANDADO DE SEGURANÇA - NEGATIVA DE CONCESSÃO DO ALVARÁ PARA
CONSTRUÇÃO DE PRÉDIO À MARGEM DE CÓRREGO CANALIZADO E TAPADO
COM 2,20 M DE LARGURA A SER AMPLIADO PARA 4,20 M - DISTÂNCIA DE
RECUO EXIGIDA PELO CÓDIGO FLORESTAL (LEI N. 4.771/65) - ÁREA "NON
AEDIFICANDI" - APLICAÇÃO DOS PRINCÍPIOS DA RAZOABILIDADE E DA
PROPORCIONALIDADE - REGIÃO TODA POVOADA - RESPEITO À LEGISLAÇÃO
MUNICIPAL SOBRE FAIXAS DE DRENAGEM - CONFIRMAÇÃO DA SENTENÇA
CONCESSIVA DA ORDEM.
• (..)
• Convém notar, no entanto, como já o fez a digna Magistrada, Dra.
Anna Finke Suszek, que a legislação federal, ao estabelecer a
gradação das distâncias ou áreas das margens dos rios que não
podem ser desmatadas ou edificadas (preservação permanente), a
serem observadas em relação à largura do curso d'água, não o fez
com razoabilidade e proporcionalidade, vale dizer, não se mostra
razoável nem proporcional que o afastamento da margem, para um
curso d'água que está canalizado e tapado desde 1959, como é a
hipótese do córrego que passa nos fundos do imóvel do
impetrante, em área urbana densamente povoada, conforme
consignado na sentença, seja de 30 metros, e para o curso d'água
(rio, córrego ou ribeirão) que tenha até 10 metros de largura, se
exija os mesmos 30 metros para se estabelecer a largura da área
"non aedificandi".
• (...)
• Assim, atento às circunstâncias e peculiaridades que revestem o
caso, é recomendável que se apliquem os princípios da
razoabilidade e da proporcionalidade, como bem sustentou a MM.
Juíza, Dra. Anna Finke Suszek, até porque "não se pode perder de
vista que a legislação ambiental brasileira deve ser interpretada
como suporte jurídico para o desenvolvimento sustentável, não se
admitindo que se extraia do texto legal conclusões que
prejudiquem o bem-estar social e inviabilizem obras urbanas onde
a ocupação humana está completamente consolidada.
• (...)
• Portanto, nega-se provimento ao recurso de apelação e se
confirma a sentença em reexame para manter a concessão da
segurança no sentido de afastar a exigência da observância da
faixa não edificável de trinta (30) metros em cada lado do Arroio
Mathias, cumpridas, todavia, as demais exigências determinadas
na "Consulta Amarela n. 287/06", notadamente a área não
edificável de quatro metros e vinte centímetros (4,20m) sobre o
Arroio Mathias, além do que determina o art. 93, da Lei
Complementar Municipal n. 29/96.
Outras decisões pertinentes
MANDADO DE SEGURANÇA - NEGATIVA DE CONCESSÃO DO ALVARÁ
PARA CONSTRUÇÃO DE PRÉDIO À MARGEM DE RIO - DISTÂNCIA DE
RECUO EXIGIDA PELO CÓDIGO FLORESTAL (LEI N. 4.771/65 - ÁREA
NON AEDIFICANDI - CONSTRUÇÃO QUE RESPEITA O
DISTANCIAMENTO DE 70 METROS DA MARGEM DO RIO QUE TEM
POUCO MAIS DE 50 METROS DE LARGURA - APLICAÇÃO DO
PRINCÍPIO DA PROPORCIONALIDADE - REGIÃO TODA POVOADA -
REEXAME NECESSÁRIO - CONFIRMAÇÃO DA SENTENÇA CONCESSIVA
DA ORDEM. (Apelação Cível em Mandado de Segurança n. 2005.012751-4,
de Rio do Sul. Relator: Des. Jaime Ramos)

“Convém notar, no entanto, como já o fez o digno Magistrado, Dr. Luiz


Cláudio Broering, que a legislação federal, ao estabelecer a gradação das
distâncias ou áreas das margens dos rios que não podem ser
desmatadas ou edificadas (preservação permanente), a serem
observadas em relação à largura do curso d'água, não o fez com
proporcionalidade, vale dizer, não se mostra razoável nem proporcional
que o afastamento da margem, para um rio que tenha entre 10 e 50m de
largura, seja de 50 metros, e para o rio que tenha, por exemplo entre 51
e 60m (cinqüenta e sessenta metros), a largura da área non aedificandi a
ser observada passe desde logo para 100m (cem metros)”.
• (..)
• Convém notar, no entanto, como já o fez a digna Magistrada, Dra.
Anna Finke Suszek, que a legislação federal, ao estabelecer a
gradação das distâncias ou áreas das margens dos rios que não
podem ser desmatadas ou edificadas (preservação permanente), a
serem observadas em relação à largura do curso d'água, não o fez
com razoabilidade e proporcionalidade, vale dizer, não se mostra
razoável nem proporcional que o afastamento da margem, para um
curso d'água que está canalizado e tapado desde 1959, como é a
hipótese do córrego que passa nos fundos do imóvel do
impetrante, em área urbana densamente povoada, conforme
consignado na sentença, seja de 30 metros, e para o curso d'água
(rio, córrego ou ribeirão) que tenha até 10 metros de largura, se
exija os mesmos 30 metros para se estabelecer a largura da área
"non aedificandi".
• (...)
• Assim, atento às circunstâncias e peculiaridades que revestem o
caso, é recomendável que se apliquem os princípios da
razoabilidade e da proporcionalidade, como bem sustentou a MM.
Juíza, Dra. Anna Finke Suszek, até porque "não se pode perder de
vista que a legislação ambiental brasileira deve ser interpretada
como suporte jurídico para o desenvolvimento sustentável, não se
admitindo que se extraia do texto legal conclusões que
prejudiquem o bem-estar social e inviabilizem obras urbanas onde
a ocupação humana está completamente consolidada.
• (...)
• Portanto, nega-se provimento ao recurso de apelação e se
confirma a sentença em reexame para manter a concessão da
segurança no sentido de afastar a exigência da observância da
faixa não edificável de trinta (30) metros em cada lado do Arroio
Mathias, cumpridas, todavia, as demais exigências determinadas
na "Consulta Amarela n. 287/06", notadamente a área não
edificável de quatro metros e vinte centímetros (4,20m) sobre o
Arroio Mathias, além do que determina o art. 93, da Lei
Complementar Municipal n. 29/96.
Outras decisões pertinentes
MANDADO DE SEGURANÇA - NEGATIVA DE CONCESSÃO DO ALVARÁ
PARA CONSTRUÇÃO DE PRÉDIO À MARGEM DE RIO - DISTÂNCIA DE
RECUO EXIGIDA PELO CÓDIGO FLORESTAL (LEI N. 4.771/65 - ÁREA
NON AEDIFICANDI - CONSTRUÇÃO QUE RESPEITA O
DISTANCIAMENTO DE 70 METROS DA MARGEM DO RIO QUE TEM
POUCO MAIS DE 50 METROS DE LARGURA - APLICAÇÃO DO
PRINCÍPIO DA PROPORCIONALIDADE - REGIÃO TODA POVOADA -
REEXAME NECESSÁRIO - CONFIRMAÇÃO DA SENTENÇA CONCESSIVA
DA ORDEM. (Apelação Cível em Mandado de Segurança n. 2005.012751-4,
de Rio do Sul. Relator: Des. Jaime Ramos)

“Convém notar, no entanto, como já o fez o digno Magistrado, Dr. Luiz


Cláudio Broering, que a legislação federal, ao estabelecer a gradação das
distâncias ou áreas das margens dos rios que não podem ser
desmatadas ou edificadas (preservação permanente), a serem
observadas em relação à largura do curso d'água, não o fez com
proporcionalidade, vale dizer, não se mostra razoável nem proporcional
que o afastamento da margem, para um rio que tenha entre 10 e 50m de
largura, seja de 50 metros, e para o rio que tenha, por exemplo entre 51
e 60m (cinqüenta e sessenta metros), a largura da área non aedificandi a
ser observada passe desde logo para 100m (cem metros)”.
EMENTA ADITIVA (VOTO VENCIDO)
ADMINISTRATIVO – CONSTRUÇÃO EM ÁREA URBANA –
DISTÂNCIA DA MARGEM DO RIO – APLICAÇÃO DA LEI DO
PARCELAMENTO DO SOLO URBANO – DISTANCIAMENTO
MÍNIMO DE 15 METROS – PRINCÍPIO DA RAZOABILIDADE
O art. 2° da Lei n. 4.771/65 - Código Florestal e art. 4°, inc. III, da
Lei n. 6.766, de 19/12/79 - Parcelamento do Solo, não se
contradizendo, mas convivendo, ocupam-se de situações de fato
diferentes: o Código Florestal é aplicável à área rural, sendo
estranho, por isso, quando se trata de parcelamento de área do
solo urbano, assim definidas pelo plano diretor ou aprovadas por
lei municipal (art. 3°, da Lei n. 6.766/79). (Agr. In. 2007.025735-
6, Brusque. Rel: Des. Sônia Maria Schimidt. 3ª Câmara de
Direito Público. Voto vencido: Des. Luiz César Medeiros)
MANDADO DE SEGURANÇA – NEGATIVA DE
CONCESSÃO DO ALVARÁ PARA CONSTRUÇÃO DE
PRÉDIO À MARGEM DE RIO – DISTÂNCIA DE RECUO
EXIGIDA PELO CÓDIGO FLORESTAL (LEI N. 4.771/65
– ÁREA NON AEDIFICANDI – CONSTRUÇÃO QUE
RESPEITA O DISTANCIAMENTO DE 72,50 METROS
DA MARGEM DO RIO QUE TEM POUCO MAIS DE 50
METROS DE LARGURA – EXISTÊNCIA DE AVENIDA
ENTRE O RIO E O IMÓVEL – APLICAÇÃO DO
PRINCÍPIO DA PROPORCIONALIDADE – REGIÃO
TODA POVOADA – RECURSO PROVIDO PARA
CONCEDER A ORDEM" (ACMS n. 2006.023411-1, Des.
Jaime Ramos, julgado em 13 de fevereiro de 2007)
APELAÇÃO CIVIL – AÇÃO CIVIL PÚBLICA –
MUNICÍPIO – DIREITO AMBIENTAL –
PREPONDERÂNCIA DE NORMA FEDERAL SOBRE
NORMA MUNICIPAL – COMPETÊNCIA LEGISLATIVA
SUPLEMENTAR – RECUO MARGINAL EM FACE DA
EXISTÊNCIA DE RIO – LEGISLAÇÃO MUNICIPAL
QUE FIXOU A FAIXA NON AEDIFICANDI EM 5
METROS, QUANDO A LEI FEDERAL A ESTABELECE
EM 15 – IMPOSSIBILIDADE – DIREITO À
PROPRIEDADE SOPESADO EM FACE DO DIREITO A
UM AMBIENTE ECOLOGICAMENTE EQUILIBRADO –
PREVALÊNCIA DESTE EM FACE DAQUELE –
DESPROVIMENTO DO APELO – PARCIAL
ACOLHIMENTO DO REEXAME NECESSÁRIO. (ACMS n.
2004.019089-1, de Timbó) e (AC n. 2004.018657-6, Des.
Francisco Oliveira Filho)
MANDADO DE SEGURANÇA. ALVARÁ DE
CONSTRUÇÃO. NEGATIVA DA PREFEITURA
MUNICIPAL. ÁREA CONSIDERADA DE
PRESERVAÇÃO PERMANENTE. ORDEM
DENEGADA.INVIABILIDADE.INAPLICABILIDADE DO
CÓDIGO FLORESTAL. INCIDÊNCIA DA LEI
FEDERAL N. 6.766/79 (PARCELAMENTO URBANO),
QUE EXIGE DISTÂNCIA MÍNIMA DE MAIS DE 15
METROS. PRINCÍPIO DA RAZOABILIDADE.
SEGURANÇA NEGADA. RECURSO PROVIDO.
(ACMS n. 2006.043967-0, de Rio do Sul. Rel.: Des.
César Abreu. Data: 08.05.2008)
Justiça impede construções a menos de 30 metros de córregos em
Treze Tílias

O Juiz de Direito Edemar Gruber, da 2ª Vara Cível de Joaçaba, julgou


procedente ação civil pública movida pelo Ministério Público de Santa
Catarina contra o Município de Treze Tílias, declarando
inconstitucionais os limites de área de preservação permanente (APP)
aprovadas no novo Plano Diretor.

Na sentença, o juiz declarou inconstitucional o art. 30 da Lei


Complementar Municipal nº 023/2007, impedindo o Município de
expedir novos alvarás para construção de edificações nas áreas
protegidas pelo Código Florestal. Na ação, o Promotor de Justiça
Márcio Conti Junior explica que o art. 30 do novo Plano Diretor do
Município autoriza edificação de imóveis na distância mínima de três a
cinco metros do leito dos córregos, destruindo a mata ciliar e
prejudicando a fauna e flora.
Data: 29/08/2008
Fonte: Coordenadoria de Comunicação Social do MPSC
PL 3.057/2000 – Dispõe sobre o parcelamento do Solo Urbano

Código Florestal. Lei Federal nº 4.771/65


Art. 2° Consideram-se de preservação permanente, pelo só
efeito desta Lei, as florestas e demais formas de vegetação
natural situadas:
(...)
Parágrafo único. No caso de áreas urbanas, assim entendidas
as compreendidas nos perímetros urbanos definidos por lei
municipal, e nas regiões metropolitanas e aglomerações
urbanas, em todo o território abrangido, obervar-se-á o
disposto nos respectivos Planos Diretores e leis de uso do
solo, devendo o município possuir Gestão Plena,
conforme definição dada pela lei de parcelamento e uso
do solo urbano (PL 3.057, art. 2º, XXIV).
PL 3.057/2002 – Dispõe sobre o parcelamento do Solo Urbano

XXIV – gestão plena: condição do Município que reúna


simultaneamente os seguintes requisitos:
a) Plano Diretor, independentemente do número de habitantes, aprovado e
atualizado nos termos da Lei nº 10.257, de 10 de julho de 2001;

b) órgãos colegiados de controle social nas áreas de política urbana e


ambiental, ou, na inexistência destes, integração com entes colegiados
intermunicipais constituídos com essa mesma finalidade, assegurados o
caráter deliberativo das decisões tomadas, o princípio democrático de
escolha dos representantes e a participação da sociedade civil na sua
composição;

c) órgãos executivos específicos nas áreas de política urbana e ambiental,


ou integração com associações ou consórcios intermunicipais para o
planejamento, a gestão e a fiscalização nas referidas áreas, nos termos
da Lei nº 11.107, de 6 de abril de 2005;