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RECEITA PÚBLICA

1. RECEITA – INTRODUÇÃO
O orçamento é instrumento de planejamento de qualquer entidade, seja pública ou
privada, e representa o fluxo previsto dos ingressos e das aplicações de recursos em
determinado período. A matéria pertinente à receita é disciplinada, em linhas gerais, pelos
arts. 3º, 9º, 11, 35 e 57 da Lei n. 4.320, de 1964.

Obs.: atentar para os arts. 3º, 11, e 57.

Em sentido amplo, receitas públicas são ingressos de recursos financeiros nos cofres do
Estado, que se desdobram em receitas orçamentárias, quando representam
disponibilidades de recursos financeiros para o erário, e ingressos extraorçamentários,
quando representam apenas entradas compensatórias.

Obs.: a receita pública é aquela que entra, se incorpora ao patrimônio e pode ser utilizada
para financiar algum tipo de despesa.

Ingressos Extraorçamentários
Ingressos
de valores nos
Cofres públicos Receitas Orçamentárias
(Receitas Públicas)

Uma receita orçamentária é aquela que conta com o ingresso de recursos no caixa e
será utilizada para financiar um programa de governo; não tem caráter devolutivo;
incorpora-se ao patrimônio. Já as receitas extraorçamentárias são recursos que
transitam pelo caixa do tesouro; são temporárias e têm caráter devolutivo, gerando
passivos financeiros. Por exemplo, um depósito da empresa vencedora de um pregão,
que serve de garantia. Esse valor gera um passivo financeiro (obrigação de pagar) para a
Administração Pública, uma vez que não pode ser incorporado ao patrimônio.
Então, Receita (lato sensu) é o ingresso de Recursos (qualquer um) no Caixa do Tesouro
e Receita Pública (strictu sensu) entra, incorpora ao patrimônio e pode ser utilizada pra
financiar algum tipo de despesa.
1.1 INGRESSOS EXTRAORÇAMENTÁRIOS

Recursos financeiros que apresentam caráter temporário e não integram a LOA. O


Estado é mero depositário desses recursos, que constituem passivos exigíveis e cujas
restituições não se sujeitam à autorização legislativa. Exemplos: Depósitos em Caução,
Fianças, Operações de Crédito por ARO, emissão de moeda e outras entradas
compensatórias no ativo e passivo financeiros.
Obs.: uma antecipação de receita orçamentária (ARO) é considerada receita
extraorçamentária para evitar sua contagem em duplicidade. Por exemplo, um servidor
público recebe uma remuneração de R$ 15.000,00 por mês. No mês de julho, ele recebe
a primeira parcela do seu 13º salário: R$ 7.500,00. No mês de dezembro, ele receberá
seu décimo 13º salário: R$ 15.000,00, deduzidos os R$ 7.500,00, referentes à primeira
parcela.

Atenção!

• Operação de crédito por ARO: receita extraorçamentária; não se incorpora ao


patrimônio e tem caráter devolutivo.
• Operação de crédito normal: recita orçamentária; usada para financiar programa de
governo, mesmo tendo caráter devolutivo.
• Todo ingresso de recurso que se incorpora ao patrimônio é receita orçamentária.

1.2 RECEITAS ORÇAMENTÁRIAS

Disponibilidades de recursos financeiros que ingressam durante o exercício e constituem


elemento novo para o patrimônio público. Instrumento por meio do qual se viabiliza a
execução das políticas públicas, a receita orçamentária é fonte de recursos utilizada pelo
Estado em programas e ações cuja finalidade precípua é atender às necessidades
públicas e demandas da sociedade.
Obs.: as receitas públicas (orçamentárias) financiam as despesas públicas. Ressalta-se
ainda que é necessária a autorização legislativa para o financiamento de programas de
governo.
Essas receitas pertencem ao Estado, integram o patrimônio do Poder Público, aumentam-
lhe o saldo financeiro e, via de regra, por força do princípio da universalidade, estão
previstas na LOA.

Atenção!
Para que uma receita seja orçamentária, basta que ela se incorpore ao patrimônio, não
sendo necessário estar prevista na LOA.
Nesse contexto, embora haja obrigatoriedade de a LOA registrar a previsão de
arrecadação das receitas, a mera ausência formal desse registro não lhes retiram o
caráter orçamentário, haja vista o art. 57 da Lei n. 4.320, de 1964, classificar como receita
orçamentária toda receita arrecadada que represente ingresso financeiro-orçamentário,
inclusive a proveniente de operações de crédito.

Atenção!

• Receitas extraorçamentárias: caráter devolutivo.


• Receitas orçamentárias: incorporam-se ao patrimônio; não têm caráter devolutivo.

As receitas extraordinárias ou sem regularidade são tratadas como orçamentárias,


incorporando-se ao patrimônio. Geralmente não estão previstas, o que não fere o princípio
da universalidade, que conta com excepcionalidades, a exemplo das doações.
Receitas intraorçamentárias: transação entre órgãos de uma mesma esfera de governo,
que pertencem aos mesmos orçamentos fiscal e da seguridade social. Por exemplo, a
Câmara dos Deputados compra armamento do Exército para equipar sua polícia
legislativa. Como ambos pertencem ao mesmo orçamento fiscal (mesma LOA), mesma
conta única, não há alteração em termos financeiros. A Conta Única do Tesouro é
formada por um emaranhado de contas, sendo o destino de todas as entradas de
recursos. Nela, cada órgão tem um limite de gastos. Na prática, quando a Câmara dos
Deputados efetuar o pagamento para o Exército, seu limite financeiro diminuirá. Para
quem recebe: receita intraorçamentária; para quem paga: despesa intraorçamentária.

Quando os órgãos públicos compram combustível da Petrobras, não se trata de receita


intraorçamentária para a Petrobras, porque ela não faz parte do orçamento da seguridade
nem do fiscal.

1.3 CLASSIFICAÇÕES DA RECEITA ORÇAMENTÁRIA

A classificação da receita orçamentária, a exemplo do que ocorre na despesa, é de


utilização obrigatória por todos os entes da Federação, sendo facultado o seu
desdobramento para atendimento das respectivas necessidades. Sobre o assunto, as
receitas orçamentárias são classificadas segundo os seguintes critérios:
1. natureza de receita;
2. indicador de resultado primário;
3. fonte/destinação de recursos; e
4. esfera orçamentária.
Classificações Doutrinárias

• Quanto à procedência
– Originárias
– Derivadas

• Quanto à afetação patrimonial


– Efetivas
– Não efetivas

• Quanto à ocorrência
– Ordinárias
– Extraordinárias

Quanto à Procedência (receitas originárias e receitas derivadas)

A doutrina classifica as receitas públicas, quanto à procedência, em originárias e


derivadas. Essa classificação possui uso acadêmico e não é normatizada; portanto, não é
utilizada como classificador oficial da receita pelo poder público.

Receitas públicas originárias são as arrecadadas por meio da exploração de atividades


econômicas pela Administração Pública. Resultam, principalmente, de rendas do
patrimônio mobiliário e imobiliário do Estado (receita de aluguel), de preços públicos
(tarifas, carteira como passaporte de motorista), de prestação de serviços comerciais e de
venda de produtos industriais ou agropecuários.

Obs.: Estado e indivíduo se encontram na mesma posição, não havendo supremacia


estatal em relação ao contribuinte; não há coercitividade.

Receitas públicas derivadas são as obtidas pelo poder público por meio da soberania
estatal. Decorrem de norma constitucional ou legal e, por isso, são auferidas de forma
impositiva, como, por exemplo, as receitas tributárias e as de contribuições especiais.

Obs.: as receitas públicas derivadas envolvem a coercitividade; encontram origem no


patrimônio privado. Por exemplo, taxas, receitas de impostos, contribuições, decorrentes
de multas, originadas no recebimento da dívida ativa. A última se trata de um crédito da
Fazenda Pública com os contribuintes. Por exemplo, um indivíduo pode ser incluído na
dívida ativa por não pagar o IPVA.
Quanto à afetação patrimonial (receitas efetivas e não efetivas)

• Receitas efetivas aumentam o patrimônio


• Receitas não efetivas não alteram (aumentam) o patrimônio. Por exemplo, alienação de
imóvel.

Obs.: a regra é que as receitas correntes sejam efetivas e as receitas de capital sejam
não efetivas ou permutativas.

Quanto à ocorrência (receitas ordinárias e extraordinárias)

• Receitas ordinárias: contam com certa regularidade


• Receitas extraordinárias: não há regularidade; p. ex.: repatriação de recursos enviados
ilegalmente para fora do país.

1.4 CLASSIFICAÇÃO POR NATUREZA DE RECEITA

A classificação orçamentária por natureza de receita é estabelecida pelo § 4º do art. 11


da Lei n. 4.320, de 1964. No âmbito da União, sua codificação é normatizada por meio de
Portaria da SOF, órgão do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão. A
normatização da codificação válida para Estados e Municípios é feita por meio de Portaria
Interministerial (SOF e STN).

Obs.: A codificação federal é feita pela SOF. Já para Estados e Municípios, é uma
portaria interministerial envolvendo a SOF (Secretaria do Orçamento Federal) e a STN
(Secretaria do Tesouro Nacional).

Importante destacar que a classificação da receita por natureza é utilizada por todos os
entes da Federação e visa identificar a origem do recurso segundo o fato gerador:
acontecimento real que ocasionou o ingresso da receita nos cofres públicos.
Exemplo:
No caso da dívida ativa, que é um crédito da Fazendo Pública, não foi pago o IPVA e a
Fazenda Pública está cobrando. O fato gerador do IPVA é o exercício no qual não foi
pago. Esse IPVA, entretanto, gerou juros e multas. O fato gerador dessa multa é
exatamente a dívida ativa. Então, existe um fato gerador, que é exatamente o que dá
origem à receita.
• A classificação por natureza: a natureza visa identificar a origem do recurso, sendo, no
caso, classificado segundo o fato gerador.
• O fato gerador é o acontecimento real que ocasionou o ingresso. Por exemplo, no caso
dos juros, é o acontecimento real.

Para o exercício de 2018, incluindo a elaboração do Orçamento, entrou em vigor nova


estrutura de codificação das Naturezas de Receita, de forma a prover melhorias na
estrutura de formação dos códigos da classificação, aplicando lógica integralmente
voltada para a gestão das receitas orçamentárias. A nova proposta estrutura os códigos
de forma a proporcionar extração de informações imediatas, a fim de prover celeridade,
simplicidade e transparência, sem a necessidade de qualquer procedimento paralelo para
concatenar dados. Essa é a premissa que pauta a nova estrutura de codificação da
classificação orçamentária.

Atenção!
Foi a partir de 2016 que se começou esse experimento. Em 2017, teve-se então a
aplicação prática e hoje já está materializado. Assim, saiu-se de uma classificação, que
antes era conhecida como COERAS, e implementou-se uma nova classificação para
ajustar a execução orçamentária da Receita. Antigamente, não se separava juros do valor
do imposto de renda atrasado, era tudo receita. Agora, separa-se até para fins contábeis,
posto que a classificação tem por objetivo identificar a origem do fato gerador.

A estrutura da nova codificação cria possibilidade de associar, de forma imediata, a


receita principal com aquelas dela originadas: multas e juros, dívida ativa, multas e
juros da dívida ativa. A associação é efetuada por meio de um código numérico de 8
dígitos, cujas posições ordinais passam a ter o seguinte significado:

C O E DDDD T
CATEGORIA ORIGEM ESPÉCIE DESDOBRAMENTO TIPO

ECONÔMICA

• Antes, o objetivo era pegar, por exemplo, a receita por categoria econômica. Por
categoria econômica, a receita ou é corrente ou de capital.

• Quanto à origem:
– Dentro das receitas correntes, tinham-se as origens. As origens eram detalhadas pelas
espécies, que eram detalhadas pela rubrica, que eram detalhadas pela alínea, que eram
detalhadas pela subalínea.
– Hoje se tem uma classificação muito mais fácil de ser operacionalizada, que é o:
Categoria; Origem; Espécie; Desdobramento (que são 4 dígitos); Tipo.
Então, houve de fato uma mudança. Retomando o que foi apresentado no início da aula: a
classificação quanto à natureza é de uso obrigatório por todos os entes. A
Classificação por natureza indica a origem da receita segundo o fato gerador.
________________________________________________________________________
DÍGITO: 1º 2º 3º 4º a 7º 8º

SIGNIFICADO: Categoria Origem Espécie Desdobramentos para Tipo

Econômica identificação de

peculiaridades da receita

Quando, por exemplo, o imposto de renda pessoa física é recolhido, aloca-se a receita
pública correspondente na natureza de receita código “1.1.1.3.01.1.1, segundo o esquema
a seguir:
Categoria Econômica

Origem

Espécie

Desdobramento para

Identificação de peculiaridadaes

Tipo

1 1 1 3.01.1 1

Principal

Imposto sobre a Renda de Pessoa Física – IRPF

Impostos

Impostos, Taxas e Contribuições de Melhoria

Receita Corrente

Como se depreende do nível de detalhamento apresentado, a classificação por natureza é


a de nível mais analítico da receita; por isso, auxilia na elaboração de análises econômico-
financeiras sobre a atuação estatal.
1.4.1 CATEGORIA ECONÔMICA

Quanto à categoria econômica, os §§ 1º e 2º do art. 11 da Lei n. 4.320, de 1964,


classificam as receitas orçamentárias em Receitas Correntes (código 1) e Receitas de
Capital (código 2):
Atenção!
Então para representar uma receita corrente, usa-se o dígito 1:
1. O. E. DDDD. T
Se fosse uma receita de capital:
2. O. E. DDDD. T

Receitas Correntes: são arrecadadas dentro do exercício, aumentam as


disponibilidades financeiras do Estado, em geral com efeito positivo sobre o
Patrimônio Líquido, e constituem instrumento para financiar os objetivos definidos
nos programas e ações correspondentes às políticas públicas.
• As receitas correntes são receitas arrecadadas dentro do exercício e têm como grande
característica o fato de que aumentam as disponibilidades financeiras do Estado.
• As receitas de capital também aumentam o caixa, mas elas não afetam o patrimônio. Já
as receitas correntes aumentam o patrimônio, ingressam no caixa do Tesouro e
aumentam o valor da disponibilidade financeira.

De acordo com o § 1º do art. 11 da Lei n. 4.320, de 1964, classificam-se como correntes


as receitas provenientes de tributos; de contribuições; da exploração do patrimônio
estatal (Patrimonial); da exploração de atividades econômicas (Agropecuária, Industrial
e de Serviços); de recursos financeiros recebidos de outras pessoas de direito público ou
privado, quando destinadas a atender despesas classificáveis em Despesas Correntes
(Transferências Correntes); e demais receitas que não se enquadram nos itens anteriores
(Outras Receitas Correntes).
O Pulo do Gato
Como fica organizada a nossa classificação das receitas correntes:
C O E
Impostos
Correntes Tributárias Taxas
1 Contribuições Contribuições de melhoria
Patrimoniais
Agropecuárias
Industriais
Serviços
Transferências correntes
Outras
Para memorizar: TRIBUTA CONPAISTO
• O que é Tributo Conpaisto?
– É um acróstico para decorar todas as receitas correntes: Tributárias; Contribuições;
Patrimoniais; Agropecuárias; Industriais; Serviços; Transferências Correntes e Outras
receitas correntes.

• O que a banca vai cobrar?


– O art. 11 da Lei n. 4.320, fazendo conexão com o Manual Técnico do Orçamento.

Receitas de Capital: aumentam as disponibilidades financeiras do Estado. Porém, de


forma diversa das Receitas Correntes, as Receitas de Capital não provocam efeito sobre
o Patrimônio Líquido.
• Enquanto uma receita corrente provoca aumento patrimonial, como regra, as receitas de
capital não provocam aumento patrimonial.

– Por exemplo, como regra: se um carro da Administração Pública é vendido, esse carro
tem um valor contábil. Qual é o valor contábil? 50 mil reais. Por quanto foi vendido? 50
mil. Então não vai aumentar patrimônio.
– Exemplo 2: a União está recebendo um empréstimo que concedeu a um Estado. Esse
Estado, ao pagar o empréstimo, não tem que pagar os juros? A amortização que se está
fazendo do empréstimo é só do principal. Então, quando o Estado está pagando o
principal que ele deve para a União, não há aumento patrimonial. Os juros são
classificados como receita corrente, que aumenta o patrimônio; mas, no momento em que
o ente está pagando o valor que ele deve para a União, não há aumento patrimonial.
Aumenta, no entanto, a disponibilidade financeira.
• Então as receitas de capital são receitas que aumentam as disponibilidades
financeiras, mas não afetam patrimônio.

De acordo com o § 2º do art. 11 da Lei n. 4.320, de 1964, com redação dada pelo
Decreto-Lei n. 1.939, de 20 de maio de 1982, Receitas de Capital são as provenientes de:
realização de recursos financeiros oriundos da constituição de dívidas; conversão, em
espécie, de bens e direitos; recebimento de recursos de outras pessoas de direito público
ou privado, quando destinados a atender Despesas de Capital; e superávit do Orçamento
Corrente.
- Operações de Crédito
- Alienação de Bens e Direitos
RECEITAS DE CAPITAL - Amortização de Empréstimos
- Transferências de Capital
- Outras Receitas de Capital
É preciso atenção para não confundir amortização de empréstimo com amortização de
dívidas.
• Amortização de empréstimo é sempre receita; e
• Amortização de dívida é sempre despesa.

Atenção!

Obrigatoriamente, é preciso decorar:


• Quais são as receitas correntes;
• Quais são a receitas de capital, de acordo com o art. 11.

O pulo do gato
O CESPE exige que se saiba exatamente quais são as receitas correntes e as de capital.
Por outro lado, bancas como FCC, FGV e ESAF exige que se façam cálculos.
Atenção!
As receitas correntes, como regra, aumentam a disponibilidade financeira, assim como as
de capital. As receitas correntes afetam o patrimônio, enquanto as receitas de capital,
como regra, não afetam.
C O E DDDD T
Impostos

Tributárias Taxas custas de cartório

Contribuições Contribuições de melhoria

Patrimoniais aluguéis, laudêmios, foros, royalties, concessões,

Agropecuárias compensações financeiras, dividendos,

Industriais juros sobre aplicações financeiras

Serviços remuneradas por tarifas / preço público

Transf. Corr. juros sobre empréstimos concedidos

Pedágio (que é tarifa)

1 Correntes receitas que serão aplicadas em despesas corr.

2 Capital Outras Rec. Corr. restituições, multas, juros, recebimento de dívida ativa*

*Decorre de créditos da fazenda pública em relação aos


Operações de crédito contribuintes

Alienação de bens

Amortização de empréstimos resultado positivo do Bacen

Transf. De capital remuneração de recursos da CUT

Outras receitas de capital superávit do orçamento corrente


LISTA DE EXERCÍCIOS!!!
OBSERVAÇÃO:
Receitas de Operações Intraorçamentárias
Operações intraorçamentárias são aquelas realizadas entre órgãos e demais entidades da
Administração Pública integrantes dos Orçamentos Fiscal e da Seguridade Social do
mesmo ente federativo. Não representam novas entradas de recursos nos cofres
públicos do ente, mas apenas remanejamento de receitas entre seus órgãos. As receitas
intraorçamentárias são contrapartida de despesas classificadas na modalidade de
aplicação 91 - Aplicação Direta Decorrente de Operação entre Órgãos, Fundos e
Entidades Integrantes do Orçamento Fiscal e do Orçamento da Seguridade Social, que,
devidamente identificadas, evitam a dupla contagem na consolidação das contas
governamentais.
Assim, a Portaria Interministerial STN/SOF no 338, de 26 de abril de 2006, que alterou a
Portaria Interministerial STN/SOF nº 163, de 2001, incluiu as Receitas Correntes
Intraorçamentárias e Receitas de Capital Intraorçamentárias representadas,
respectivamente, pelos códigos 7 e 8 em suas categorias econômicas. Essas
classificações não constituem novas categorias econômicas de receita, mas apenas
especificações das categorias econômicas Receitas Correntes e Receitas de Capital.

ORIGEM
A origem é o detalhamento das categorias econômicas Receitas Correntes e Receitas de
capital, com vistas a identificar a procedência das receitas no momento em que ingressam
nos cofres públicos.
A atual codificação amplia o escopo de abrangência do conceito de origem e passa a
explorá-lo na sequência lógico-temporal na qual ocorrem naturalmente atos e fatos
orçamentários co-dependentes. Nesse contexto, considera que a arrecadação das
receitas ocorre de forma concatenada e sequencial no tempo, sendo que, por regra,
existem arrecadações inter-relacionadas que dependem da existência de um fato gerador
inicial a partir do qual, por decurso de prazo sem pagamento, originam-se outros, na
ordem lógica dos acontecimentos jurídicos:
A) primeiro, o fato gerador da Receita Orçamentária Propriamente Dita, que ocorre
quando da subsunção do fato, no mundo real, à norma jurídica;
B) segundo, a obrigação de recolher multas e juros incidentes sobre a Receita
Orçamentária Propriamente Dita, cujo fato gerador é o decurso do prazo estipulado por lei
para pagamento, sem que isso tenha ocorrido. (Esse fato gerador depende, nos
primórdios – na origem –, da existência da Receita Orçamentária Propriamente Dita);
C) terceiro, a obrigação de pagar a dívida ativa referente à Receita Orçamentária
Propriamente Dita e às multas e aos juros dessa receita, cujo fato gerador é a inscrição
em dívida ativa, que decorre do transcurso de novo prazo e da permanência do não
pagamento da receita e das multas e juros que lhe são afetos. (Novamente, ao
remetermos para o início do processo – a origem – há dependência da existência do fato
gerador primeiro, inicial: a existência da Receita Orçamentária Propriamente Dita); e
D) quarto, a obrigação de recolher multas e juros incidentes sobre a dívida ativa da
Receita Orçamentária Propriamente Dita, cujo fato gerador é o decurso do prazo
estipulado por lei para pagamento da dívida ativa, sem que o pagamento tenha ocorrido.
(Ao buscar-se o marco inicial dessa obrigação, conclui-se, novamente, que, na origem, há
dependência da existência da Receita Orçamentária Propriamente Dita).
Nesse diapasão, ressalte-se que o ponto de partida – a origem – de todo o processo
relatado no parágrafo anterior foi a existência da Receita Orçamentária Propriamente Dita,
e as demais arrecadações que se originaram a partir do não pagamento dessa receita
foram, na sequência temporal dos acontecimentos: multas e juros da receita, dívida ativa
da receita e multas e juros da dívida ativa da receita. O raciocínio estruturado acima
explora o fato de que se a existência de multas, juros, dívida ativa e multas e juros da
dívida ativa decorrem do não pagamento da Receita Orçamentária Propriamente Dita
dentro dos prazos estabelecidos em lei, então dependem da existência dessa receita e
nela tiveram origem.
Os códigos da origem para as Receitas Correntes e de Capital são:

Categoria Econômica Origem

(1º Dígito) (2º Dígito)

1. Impostos, Taxas e Contribuições de melhoria


2. Contribuições
3. Receita Patrimonial
1. Receitas Correntes 4. Receita Agropecuária
7. Receitas Correntes Intraorçamentárias 5. Receita Industrial
6. Receita de Serviços
7. Transferências Correntes
9. Outras Receitas Correntes

1. Operações de Crédito
2. Alienação de Bens
2. Receitas de Capital 3. Amortização de Empréstimos
8. Receitas de Capital Intraorçamentárias 4. Transferências de Capital
9. Outras receitas de capital

3 ESPÉCIE

A espécie, nível de classificação vinculado à origem, permite qualificar com maior detalhe
o fato gerador das receitas. Por exemplo, dentro da origem “Contribuições”, identificam-se
as espécies “Contribuições Sociais”, “Contribuições Econômicas” e “Contribuições para
Entidades Privadas de Serviço Social e de Formação Profissional”.

LISTA DE EXERCÍCIOS!!!
1.4.4 DESDOBRAMENTOS PARA IDENTIFICAÇÃO DE PECULIARIDADES DA
RECEITA

Foram reservados 4 dígitos para desdobramentos com a finalidade de identificar


peculiaridades de cada receita, caso seja necessário. Desse modo, esses dígitos
podem ou não ser utilizados conforme a necessidade de especificação do recurso.
No caso de receitas exclusivas de Estados e Municípios, o quarto dígito utilizará o número
“8” (Ex.: 1.9.0.8.xx.x.x – Outras Receitas Correntes exclusivas de Estados e Municípios).

1.4.5 TIPO

O tipo, correspondente ao último dígito na natureza de receita, tem a finalidade de


identificar o tipo de arrecadação a que se refere aquela natureza, sendo:
- “0”, quando se tratar de natureza de receita não valorizável ou agregadora;
- “1”, quando se tratar da arrecadação Principal da receita;
- “2”, quando se tratar de Multas e Juros de Mora da respectiva receita;
- “3”, quando se tratar de Dívida Ativa da respectiva receita; e
- “4”, quando se tratar de Multas e Juros de Mora da Dívida Ativa da respectiva receita.
Assim, todo código de natureza de receita será finalizado com um dos dígitos
mencionados, e as arrecadações de cada recurso – sejam elas da receita propriamente
dita ou de seus acréscimos legais – ficarão agrupadas sob um mesmo código, sendo
diferenciadas apenas no último dígito, conforme detalhamento a seguir:

Dígito: 1º 2º 3º 4º a 7º 8º

Significado: Categoria Origem Espécie Desdobramentos Tipo Descrição-Padrão

Econômica dos Códigos de Tipo:

Código: 0 Natureza Agregadora

1 Receita Principal

X x x x . xx . x 2 Multa e Juros da Receita Principal

3 Dívida Ativa da Receita Principal

4 Multa e Juros da Dívida Ativa da


Receita Principal

Importante destacar que a Portaria SOF no 45, de 26 de agosto de 2015, que dispôs
sobre o desdobramento da classificação por natureza de receita para aplicação no âmbito
da União, publicou apenas as naturezas agregadoras, ficando criadas automaticamente,
para todos os fins, as naturezas valorizáveis, terminadas em “1”, “2”, “3” e “4”.

1.5 CLASSIFICAÇÃO POR IDENTIFICADOR DE RESULTADO PRIMÁRIO

Conforme esta classificação, as receitas do Governo Federal podem ser divididas em: a)
primárias (P), quando seus valores são incluídos no cálculo do resultado primário; e b)
financeiras (F), quando não são incluídas no citado cálculo.
As receitas primárias referem-se, predominantemente, às receitas correntes que advêm
dos tributos, das contribuições sociais, das concessões, dos dividendos recebidos pela
União, da cota-parte das compensações financeiras, das decorrentes do próprio esforço
de arrecadação das UOs, das provenientes de doações e convênios e outras também
consideradas primárias.
As receitas financeiras são aquelas que não alteram o endividamento líquido do Governo
(setor público não financeiro) no exercício financeiro correspondente, uma vez que criam
uma obrigação ou extinguem um direito, ambos de natureza financeira, junto ao setor
privado interno e/ou externo. São adquiridas junto ao mercado financeiro, decorrentes da
emissão de títulos, da contratação de operações de crédito por organismos oficiais, das
receitas de aplicações financeiras da União (juros recebidos, por exemplo), das
privatizações e outras.

1.6 CLASSIFICAÇÃO POR FONTE/DESTINAÇÃO DE RECURSOS

Instrumento criado para assegurar que receitas vinculadas por lei a finalidade específica
sejam exclusivamente aplicadas em programas e ações que visem a consecução desse
objetivo. As fontes/destinações de recursos agrupam determinadas naturezas de receita,
conforme haja necessidade de mapeamento dessas aplicações de recursos no orçamento
público, segundo diretrizes estabelecidas pela SOF .
Como mecanismo integrador entre a receita e a despesa, o código de fonte/destinação
de recursos exerce duplo papel no processo orçamentário: na receita, indica o destino
de recursos para o financiamento de determinadas despesas; na despesa, identifica a
origem dos recursos que estão sendo utilizados. CESPE
Assim, o mesmo código utilizado para controle das destinações da receita também é
utilizado na despesa, para controle das fontes financiadoras. Dessa forma, esse
mecanismo contribui para o atendimento do parágrafo único do art. 8o, e do art. 50, inciso
I, da LRF:
Art. 8o [...]Parágrafo único. Os recursos legalmente vinculados a finalidade específica
serão utilizados exclusivamente para atender ao objeto de sua vinculação, ainda que em
exercício diverso daquele em que ocorrer o ingresso. [...] CAI !
Art. 50. Além de obedecer às demais normas de contabilidade pública, a escrituração das
contas públicas observará as seguintes:
I - a disponibilidade de caixa constará de registro próprio, de modo que os recursos
vinculados a órgão, fundo ou despesa obrigatória fiquem identificados e escriturados de
forma individualizada.
Enquanto a natureza de receita orçamentária busca identificar a origem do recurso
segundo seu fato gerador, a fonte/destinação de recursos possui a finalidade precípua de
identificar o destino dos recursos arrecadados. Em linhas gerais, pode-se dizer que há
destinações vinculadas e não vinculadas: CAI !
destinação vinculada: processo de vinculação entre a origem e a aplicação de recursos,
em atendimento às finalidades específicas estabelecidas pela norma.
destinação não vinculada (ou ordinária): é o processo de alocação livre entre a origem
e a aplicação de recursos, para atender a quaisquer finalidades, desde que dentro do
âmbito das competências de atuação do órgão ou entidade.
A vinculação de receitas deve ser pautada em mandamentos legais que regulamentam a
aplicação de recursos e os direcionam para despesas, entes, órgãos, entidades ou
fundos.
A classificação de fonte/destinação consiste em um código de três dígitos. O 1º dígito
representa o grupo de fonte, enquanto o 2o e o 3o representam a especificação da fonte

1º DÍGITO 2º e 3º DÍGITOS
Grupo da Fonte de Recurso Especificação da Fonte de Recurso

O Anexo IV da Portaria SOF no 1, de 19 de fevereiro de 2001 lista os grupos de fontes e


as respectivas especificações das fontes de recursos vigentes:
Decorar
Cód. GRUPO da Fonte de Recurso (1º Dígito)
1 Recurso do Tesouro – Exercício Corrente
2 Recurso de outras Fontes – Exercício Corrente

3 Recursos do Tesouro – Exercícios Anteriores


6 Recursos de outras Fontes – Exercícios Anteriores
9 Recursos Condicionados
Exemplos de Fontes/Destinação de Recursos:

1º DÍGITO (Grupo da Fonte) 2º e 3º DÍGITOS (Especificação da Fonte) FONTE


1-Recursos do Tesouro- Exercício Corrente 12-Recursos Destinados à Manutenção e 112
Desenvolvimento do Ensino
2-Recursos de Outras Fontes-Exercício 93-Produto da Aplicação dos Recursos à Conta 293
Corrente do Salário-Educação
3-Recursos do Tesouro-Exercícios 12-Recursos destinados à Manutenção e 312
Anteriores Desenvolvimento do Ensino
6- Recursos de Outras Fontes-Exercícios 93-Produto da Aplicação dos Recursos à Conta 693
Anteriores do Salário-Educação
9-Recursos Condicionados 00-Recursos Ordinários 900
1.7 CLASSIFICAÇÃO POR ESFERA ORÇAMENTÁRIA
A classificação por esfera orçamentária tem por finalidade identificar se a receita pertence
ao Orçamento Fiscal, da Seguridade Social ou de Investimento das Empresas Estatais,
conforme distingue o § 5o do art. 165 da CF.
Além das características comuns à classificação da despesa por esfera orçamentária, vale
destacar os seguintes pontos:
- Receitas do Orçamento Fiscal: Referem-se às receitas arrecadadas pelos Poderes da
União, seus órgãos, entidades fundos e fundações, inclusive pelas empresas estatais
dependentes [vide art. 2o, inciso III, da LRF], excluídas as receitas vinculadas à
Seguridade Social e as receitas das Empresas Estatais não dependentes que compõe o
Orçamento de Investimento.
- Receitas do Orçamento da Seguridade Social: abrangem as receitas de todos os
órgãos, entidades, fundos e fundações vinculados à Seguridade Social, ou seja, às áreas
de Saúde, Previdência Social e Assistência Social.
No caso do Orçamento da Seguridade Social, a complementação dos recursos para
financiar a totalidade das despesas de seguridade provém de transferências do
Orçamento Fiscal.
- Receitas do Orçamento de Investimento das Empresas Estatais: referem-se aos
recursos das empresas estatais não dependentes [não enquadradas no art. 2o, inciso III,
da LRF] em que a União, direta ou indiretamente, detenha a maioria do capital social com
direito a voto.

XX . YY . YYY . ZZ . ZZZ . PPPP . AAAA . LLLL . IDOC . C . FTE . A . B . CD . EF . GH


10. 13. 101. 02. 124. PPPP AAAA. 0001. 9999. 0. 100
Esfera
10 - fiscal
20 – seguridade aquisição de material de escritório STM
30 - investimentos
Derivadas Tributárias impostos, taxas, contr. melhoria
Contribuições sociais
Rec. Corr. patrimoniais juros sobre aplicação financeira
Empresariais agropecuárias
industriais
serviços juros sobre empréstimos
transf corr recurso recebido d outras pess dir pub ou privad.
Outras rec corr juros, multas, restituições, recebimento rec
dívida ativa
Imposto de Renda: derivada, efetiva, ordinária, corrente, tesouro, orçamento fiscal
Receita corrente líquida (RCL): somatório de todas as receitas correntes arrecadadas
MENOS as deduções legais(transferências constitucionais)
Considera 12 meses (mês de referência e os 11 meses anteriores)
Somatório rec. Cor. Arrecadadas Tributárias, contribuições, patrimoniais, agropecuárias
Industriais, serviços, transf. Correntes e outros.

LISTA DE EXERCÍCIOS!!!

Obs.:
A receber é ATIVO (coisa boa)
A pagar é PASSIVO (coisa ruim)

As receitas públicas são desdobradas em metas bimestrais de arrecadação!

DECORAR art. 4 e 9 da LRF


DÍVIDA ATIVA é um crédito da fazenda pública, tributária ou não (Art. 39 Lei 4320)
IMPOSTO é um tributo

“Pertencem ao exercício as receitas nele arrecadadas“

1.4 ETAPAS DA RECEITA ORÇAMENTÁRIA


• As etapas da receita seguem a ordem de ocorrência dos fenômenos econômicos,
levando-se em consideração o modelo de orçamento existente no País. Dessa forma, a
ordem sistemática inicia-se com a etapa de previsão e termina com a de recolhimento.
Obs.: Exceção às etapas da receita: nem todas as etapas citadas ocorrem para todos os
tipos de receitas orçamentárias. Pode ocorrer arrecadação de receitas não previstas e
também das que não foram lançadas, como é o caso de uma doação em espécie recebida
pelos entes públicos. (Nem todas as receitas passam pelo estágio do lançamento).

Etapas da Receita Orçamentária

Previsão Lançamento Arrecadação Recolhimento


(PLANEJAMENTO) (EXECUÇÃO)
1.4.4. PREVISÃO
• Efetuar a previsão implica planejar e estimar a arrecadação das receitas que constará
na proposta orçamentária. Isso deverá ser realizado em conformidade com as normas
técnicas e legais correlatas e, em especial, com as disposições constantes na LRF. Sobre
o assunto, vale citar o art. 12 da referida norma:
(Art. 12. As previsões de receita observarão as normas técnicas e legais, considerarão os
efeitos das alterações na legislação, da variação do índice de preços, do crescimento
econômico ou de qualquer outro fator relevante (copa do mundo, jogos olímpicos, etc.) e
serão acompanhadas de demonstrativo de sua evolução nos últimos três anos, da
projeção para os dois seguintes àquele a que se referirem, e da metodologia de cálculo e
premissas utilizadas.) CAI!
• No âmbito federal, a metodologia de projeção de receitas busca assimilar o
comportamento da arrecadação de determinada receita em exercícios anteriores, a fim de
projetá-la para o período seguinte, com o auxílio de modelos estatísticos e matemáticos.
O modelo dependerá do comportamento da série histórica de arrecadação e de
informações fornecidas pelos órgãos orçamentários ou unidades arrecadadoras
envolvidas no processo.
• A previsão de receitas é a etapa que antecede a fixação do montante de despesas que
irá constar nas leis de orçamento, além de ser base para se estimar as necessidades de
financiamento do governo.

1.4.5. LANÇAMENTO
• O art. 53 da Lei n. 4.320, de 1964, define o lançamento como ato da repartição
competente, que verifica a procedência do crédito fiscal e a pessoa que lhe é devedora
e inscreve o débito desta. Por sua vez, conforme o art. 142 do CTN, lançamento é o
procedimento administrativo que verifica a ocorrência do fato gerador da obrigação
correspondente, determina a matéria tributável, calcula o montante do tributo devido e
identifica o sujeito passivo e, sendo o caso, propõe a aplicação da penalidade cabível.
• Observa-se que, segundo o disposto nos arts. 142 a 150 do CTN, a etapa de
lançamento situa-se no contexto de constituição do crédito tributário, ou seja, aplica-se a
impostos, taxas e contribuições de melhoria (o lançamento é típico de impostos diretos).

1.4.6. ARRECADAÇÃO
• Corresponde à entrega dos recursos devidos ao Tesouro Nacional pelos contribuintes ou
devedores, por meio dos agentes arrecadadores ou instituições financeiras autorizadas
pelo ente.
• Vale destacar que, segundo o art. 35 da Lei n. 4.320, de 1964, pertencem ao exercício
financeiro as receitas nele arrecadadas, o que representa a adoção do regime de caixa
para o ingresso das receitas públicas.
Atenção!

Na ótica orçamentária, trabalha-se com o regime de caixa. Já na ótica contábil, as receitas


e despesas são tratadas pelo regime de competência.

1.4.7. RECOLHIMENTO
• Consiste na transferência dos valores arrecadados à conta específica do Tesouro
Nacional, responsável pela administração e controle da arrecadação e pela programação
financeira, observando-se o princípio da unidade de tesouraria ou de caixa, conforme
determina o art. 56 da Lei n. 4.320, de 1964, a seguir transcrito:
Art. 56. O recolhimento de todas as receitas far-se-á em estrita observância ao princípio
de unidade de tesouraria, vedada qualquer fragmentação para criação de caixas
especiais.