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ANÁLISE DA ESTRUTURA DE DISSERTAÇÕES DE

MESTRADO

Alex Kipper

RESUMO:

O seguinte trabalho apresenta uma análise de duas dissertações de mestrado,


verificando a apresentação dos objetivos e seu devido comprimento, a
classificação e quantificação das citações, bem como dos autores de cada
citação, o tipo de metodologia proposto, o modo como os resultados são
apresentados, e a compatibilidade entre as citações ao longo da dissertação com
as referências bibliográficas.

________________________
¹Engenheiro Civil, autor; aluno do Programa de Pós-Graduação em Engenharia Civil, nível
Mestrado, área de Recursos Hídricos e Saneamento Ambiental, Universidade Federal de Santa
Maria – Santa Maria – RS
alexkipper23@gmail.com
1

INTRODUÇÃO:

O desenvolvimento constante da pesquisa é de fundamental importância


para evolução da sociedade, seja do ponto de vista econômico, técnico ou social.
A metodologia científica pode ser definida, segundo Kauark, Manhães e Medeiros
(2010, p. 6), da seguinte maneira:

É uma coleção, reunida ao longo de séculos de aperfeiçoamento da


ciência, com a contribuição das academias, universidades e cientistas,
de pressupostos para realizar e apresentar um trabalho de pesquisa,
visando a eficácia deste, de seus resultados, por um lado, e, por outro,
proporcionar um padrão reconhecível por outros pesquisadores e pelo
público geral.

Para o sucesso e bom entendimento de uma dissertação, é necessário que


ela respeite esse padrão reconhecível.

O presente trabalho propõe pontos considerados chaves na estrutura de


dissertações, procedendo a análise de dois trabalhos, objetivando apontar a
importância de cada item de uma dissertação, e como isso pode refletir no seu
melhor entendimento pelos demais pesquisadores.
2

METODOLOGIA:

Inicialmente, foram escolhidas duas dissertações para análise:

Balanço Hídrico em Bacia Urbana (Dalla Corte, 2015), e Monitoramento e


Modelagem Hidrológica da Sub-bacia do Lago Paranoá – Brasília/DF – e
Avaliação de Bacia de Detenção (de Souza, 2014).

Para facilitar a análise, foram criados os seguintes subitens:

 Dados da Dissertação: Onde foi criada uma ficha contendo título,


autor, orientador, ano, número de páginas e programa;

 Apresentação dos Objetivos: Sendo feita uma análise do modo em


que os objetivos eram apresentados, verbos utilizados e adequação
com a proposta de objetivos;

 Classificação e Quantificação das Citações: Em que foi utilizada uma


tabela auxiliar para análise das obras citadas, e outra para análise
dos anos das obras;

 Metodologia Utilizada: Analisando os métodos utilizados para


obtenção dos resultados, bem como sua fundamentação;

 Modo de Apresentação dos Resultados: Neste item, foi levado em


conta o uso de gráficos, tabelas, mapas e outros recursos de
apresentação de resultados, bem como a comparação com outras
obras da área;

 Cumprimento dos Objetivos: Aqui foi buscada uma compatibilidade


entre os objetivos apresentados inicialmente, os resultados obtidos e
a conclusão;

 Referências Bibliográficas: Onde foi feita uma análise de


apresentação das obras mais citadas nas referências, de acordo com
a padronização proposta por UFSM (2015);
Para facilitar a análise, foram utilizados os recursos “realçar texto” e “tirar
um instantâneo” do programa Adobe Reader 11.0.0 (2012).
3

RESULTADOS:

1 Dissertação n° 1:

1.1 Dados da Dissertação:

Título: Balanço Hídrico em Bacia Urbana

Autor: Ariéli Corrêa Dalla Corte

Orientador: Prof. Dr. João Batista Dias de Paiva

Ano: 2015

Número de Páginas: 101

Programa: Programa de Pós-Graduação em Engenharia Civil – UFSM

1.2 Apresentação dos Objetivos:

Os objetivos foram primeiramente expostos superficialmente no resumo, no


seguinte trecho:

Figura 1 – Apresentação dos Objetivos no Resumo

Mais adiante, na introdução, foi feita a subdivisão em objetivo geral e


objetivos específicos, ambos formulados com verbos no infinitivo, porém o
segundo dividido em subitens.
4

Figura 2 – Objetivos Gerais

Os objetivos gerais foram bem apresentados, porém alguns itens dos


objetivos específicos se encaixariam melhor na metodologia, como os destacados
a seguir.

Figura 3 – Objetivos Específicos

1.3 Classificação e Quantificação das Citações:

Foi identificada apenas a presença de uma citação direta, a qual ainda


poderia ter sido atribuída a expressão “apud”, por vir citada por outro autor:
5

Figura 4 – Citações Indiretas de Citações Diretas

Em outras situações, longos trechos são descritos apenas pela referência de


uma obra no final da frase, faltando expressões como “segundo....”, ou “de acordo
com...”, para caracterizarem uma citação indireta, visto que por não usar
reticências nem estar em destaque no texto, não foi considerada como citação
direta:

Figura 5 – Citações Indiretas Longas

Ainda sobre citações indiretas, foram mencionadas várias obras diferentes


para uma mesma citação, neste caso, segundo UFSM (2015):
“As citações indiretas de diversos documentos de vários autores,
mencionados simultaneamente, devem ser separadas por ponto e vírgula, em
ordem alfabética.”
O que podemos ver que foi seguido corretamente no trecho:

Figura 6 – Citações de Várias Obras


6

Além do primeiro caso, foram identificados outros trechos que a expressão


“apud” poderia ser empregada, como o da imagem a seguir:

Figura 7 – Citações Indiretas de Citações Diretas

Porém, como a expressão não apareceu, ambas as citações foram tomadas


como indiretas. A tabela abaixo auxilia na análise das citações utilizadas:

Tabela 1 – Análise de Citações por Obra

CITAÇÕES POR OBRA:


AUTOR: ANO: DIRETA: INDIRETA: TOTAL:
1 ALLEN 1998 - 1,00 1,00
2 ALLEN, et al 1998 - 5,00 5,00
3 ARCOVA, et al 2003 - 1,00 1,00
4 ÁVILA, et al 2011 - 1,00 1,00
5 BATEIRA, et al 2007 - 1,00 1,00
6 BERLATO, et al 2005 - 1,00 1,00
7 BERNARDO 1995 - 1,00 1,00
8 BERNARDO, et al 2006 - 1,00 1,00
9 BRITO 2007 - 1,00 1,00
10 BURIOL, et al 2009 - 1,00 1,00
11 BURIOL, et al 2012 - 1,00 1,00
12 BURIOL, et al 2014 - 2,00 2,00
13 CAI, et al 2007 - 1,00 1,00
14 CARDOSO 2005 - 1,00 1,00
15 CHOW, et al 1988 - 2,00 2,00
16 CICHOTTA 2004 - 1,00 1,00
17 COELHO 2006 - 1,00 1,00
18 COELHO, et al 2005 - 1,00 1,00
19 COLLARES, et al 2002 - 1,00 1,00
20 COUTINHO 2008 - 1,00 1,00
21 D'ANGIOLELLA, et al 2003 - 1,00 1,00
22 D'ANGIOLELLA e VASCONCELLOS 2003 - 1,00 1,00
23 da COSTA 2012 - 1,00 1,00
24 DA MOTA 1970 - 1,00 1,00
25 DA SILVA 2007 - 1,00 1,00
26 DA SILVA e FERREIRA 2011 - 1,00 1,00
7

27 DA SILVA e GERVÁSIO 1999 - 1,00 1,00


28 da SILVA, et al 2007 - 1,00 1,00
29 de LACERDA, et al 2005 - 1,00 1,00
30 de SOUZA 2011 - 1,00 1,00
31 DIAS 2012 - 1,00 1,00
32 DOORENBOS e PRUITT 1977 - 1,00 1,00
33 dos SANTOS 2014 - 1,00 1,00
34 dos SANTOS, et al 2012 - 1,00 1,00
35 dos SANTOS, et al 2011 - 1,00 1,00
36 EMBRAPA 1997 - 3,00 3,00
37 EMBRAPA 2006 - 2,00 2,00
38 FACCO 2004 - 1,00 1,00
39 FACCO 2008 - 1,00 1,00
40 GALVÍNCIO, et al 2006 - 1,00 1,00
41 GLANTZ 2001 - 1,00 1,00
42 GONÇALVES 1994 - 1,00 1,00
43 GUIZELINI 2011 - 1,00 1,00
44 GRAYSON, et al 1997 - 1,00 1,00
45 HERRMAN JUNIOR 1993 - 1,00 1,00
46 HARTMANN 1994 - 2,00 2,00
47 HELDWEIN, et al 2009 - 1,00 1,00
48 HÉRBRARD, et al 2006 - 1,00 1,00
49 HILLEL 1998 - 5,00 5,00
50 HORIKOSHI 2007 - 2,00 2,00
51 IBGE 2010 - 1,00 1,00
52 JENSEN 1970 - 1,00 1,00
53 KONDO, et al 1990 - 1,00 1,00
54 KÖPPEN - - 1,00 1,00
55 LEMOS FILHO 2007 - 1,00 1,00
56 LI e ZANG 2011 - 1,00 1,00
57 LIBARDI 1995 - 1,00 1,00
58 LIBARDI 2000 - 1,00 1,00
59 LONGHI, et al 2000 - 1,00 1,00
60 MANTOVANI, et al 2013 - 1,00 1,00
61 Mc GARRY 2006 - 1,00 1,00
62 MEDEIROS 2002 - 2,00 2,00
63 MEDEIROS E CLARKE 2007 - 1,00 1,00
64 MEDEIROS, et al 2007 - 1,00 1,00
65 MILANI, et al 1998 - 1,00 1,00
66 MORAES 2007 - 1,00 1,00
67 MOSLEY e MCKERCHAR 1993 - 1,00 1,00
68 MOTA 1966 - 1,00 1,00
69 OMETTO 1981 - 3,00 3,00
70 OR e WHRAITH 1997 - 1,00 1,00
8

71 OTTONI 2005 - 1,00 1,00


72 PASTUSKA 2014 - 1,00 1,00
73 PATTERSON e SMITH 1981 - 1,00 1,00
74 PEDRON, et al 2008 - 1,00 1,00
75 PEREIRA, et al 1997 - 7,00 7,00
76 PENMANN 1948 - 1,00 1,00
77 PENMANN-MONTEITH-FAO 1998 - 3,00 3,00
78 PHILANDER 1990 - 1,00 1,00
79 PONIVSKY, et al 1999 - 2,00 2,00
80 REICHART 1990 - 3,00 3,00
81 REICHART e TIM 2004 - 1,00 1,00
82 RICHARDS 1965 - 1,00 1,00
83 RIGHETTO 1998 - 4,00 4,00
84 ROSSATO 2001 - 1,00 1,00
85 ROSSATO 2002 - 4,00 4,00
86 SANTOS 2010 - 1,00 1,00
87 SANTOS, et al 2001 - 1,00 1,00
88 SHAO, et al 2011 - 1,00 1,00
89 SHUTTLEWORTH 1993 - 1,00 1,00
90 SILVEIRA 1993 - 1,00 1,00
91 SILVEIRA 2000 - 2,00 2,00
92 SIPERREK 2006 - 1,00 1,00
93 SPANK, et al 2013 - 1,00 1,00
94 STRECK, et al 2008 - 2,00 2,00
95 THORNTWAITE 1944 - 1,00 1,00
96 THORNTWAITE, et al 1998 - 1,00 1,00
97 THORNTWAITE E MATHER 1955 - 5,00 5,00
98 TOMMASELLI E BACCHI 1995 - 1,00 1,00
99 TOMMASELLI E BACCHI 1997 - 1,00 1,00
100 TOMMASELLI E BACCHI 2001 - 3,00 3,00
101 TOPP, et al 1980 - 8,00 8,00
102 TODORODOFF e LANGELLIER 1998 - 1,00 1,00
103 TUCCI 1993 - 9,00 9,00
104 TUCCI e BELTRAME 1993 - 1,00 1,00
105 TUCCI e MENDES 2006 - 2,00 2,00
106 UNESCO 1992 - 1,00 1,00
107 VETTORI 1969 - 1,00 1,00
108 VEIHMEYER e HENDRIKSON 1927 - 1,00 1,00
109 VEIHMEYER e HENDRIKSON 1948 - 1,00 1,00
110 VEIHMEYER e HENDRIKSON 1931/1949 1,00 - 1,00
111 VESTENA E LANGE FILHO 2008 - 1,00 1,00
112 VILELLA 1975 - 2,00 2,00
113 VILELLA 1977 - 1,00 1,00
114 WALKER, et al 2004 - 1,00 1,00
9

115 WARD e STANLEY 2004 - 1,00 1,00


116 WISLER 1959 - 5,00 5,00
TOTAL XXXXXXXXXX 1,00 179,00 180,00

Pela tabela percebemos o bom número de 180 citações, passando por 116
obras diferentes, sendo apenas 6 delas citadas cinco ou mais vezes, as quais
estão em destaque, por proporem equações e métodos utilizados, como Allen,
Thorntwaite e Matter e Topp, ou apenas por serem obras de grande referência e
com bom conteúdo na área, como as de Tucci, Pereira, Hillel e Wisler.

Fazendo uma análise quanto à época das obras, temos obras de 1927 a
2014 (ano anterior a defesa da dissertação), com maior concentração de citações
próximas às últimas duas décadas, como podemos ver na tabela:

Tabela 2 – Análise de Citações por Ano da Obra

CITAÇÕES POR ANO:


ANO: QUANTIDADE:
Não Indicado 1,00
1927 1,00
1931/1949 1,00
1944 1,00
1948 2,00
1955 5,00
1959 5,00
1965 1,00
1966 1,00
1969 1,00
1970 2,00
1975 2,00
1977 2,00
1980 8,00
1981 4,00
1988 2,00
1990 5,00
1992 1,00
1993 14,00
1994 3,00
1995 3,00
1997 13,00
1998 21,00
1999 3,00
2000 4,00
10

2001 6,00
2002 7,00
2003 3,00
2004 5,00
2005 5,00
2006 10,00
2007 11,00
2008 6,00
2009 2,00
2010 2,00
2011 7,00
2012 4,00
2013 2,00
2014 4,00
TOTAL 180,00

1.4 Metodologia Utilizada:

A dissertação em questão se tratou de um estudo analítico, os dados


necessários ao estudo foram obtidos de diferentes maneiras, contando com
ensaios (sonda TDR), monitoramento por pluviômetros e linígrafos, e obtenção de
dados junto a órgãos como o Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), como
podemos ver previamente no resumo abaixo, ou ainda de softwares como o
Google Earth Pro (2014), em conjunto com ArcGis 10.1

Figura 8 – Metodologia Apresentada no Resumo


11

Mais adiante, em Materiais e Métodos, é feita a caracterização da área, e o


procedimento de obtenção dos dados é mais especificado, dando a
fundamentação para cada dado obtido, bem como as devidas referências, e todos
os equipamentos utilizados são caracterizados, como mostram as imagens a
seguir:

Figura 9 – Fundamentação da Metodologia


12

Figura 10 – Descrição dos Softwares Utilizados

Figura 11 – Descrição dos Equipamentos Utilizados


13

1.5 Modo de Apresentação dos Resultados:

Para apresentação e análise dos resultados, foram utilizados gráficos e


tabelas, sendo feita a constante comparação com resultados de trabalhos da
mesma área presentes na literatura, como podemos ver nas figuras 13 e 14, uma
comparando um trabalho de resultados semelhantes, e a outra indicando outro
estudo não aplicado ao caso, respectivamente.

Figura 12 – Comparação de Resultados Semelhantes


14

Figura 13 – Teoria de Outro Estudo não Aplicada em Questão

Figura 14 - Demais Gráficos e Tabelas


15

Em algumas situações onde não foi possível a obtenção dos dados


necessários, foi feita uma aproximação de dados próximos, como vemos no
trecho abaixo:

Figura 15 – Trecho Relatando Obtenção de Dados Aproximados

1.6 Cumprimento dos Objetivos:

Nos objetivos iniciais, foi buscada a ideia de promover um estudo, a partir


da obtenção e informações relevantes a análises para um planejamento mais
sustentável na bacia, podemos dizer que esses objetivos foram cumpridos, pois
as informações obtidas são importantes para a gestão da bacia, apenas poderia
ter sido dado mais ênfase a questão na conclusão, a qual apenas mencionou os
resultados, faltando destacar sua importância.
16

Figura 16 – Conclusão

1.7 Referências Bibliográficas:

Para a análise das referências bibliográficas, foram separadas as seis obras


que apareceram mais vezes, totalizando juntas 39 citações, e foi analisada sua
apresentação nas referências de acordo com o tipo da obra.

Figura 17 – ALLEN, et al (1998)


17

Figura 18 – HILLEL (1998)

Figura 19 – PEREIRA, et al (1997)

Figura 20 – TOPP, et al (1980)

Figura 21 – TUCCI (1993)

Figura 22 – WISLER (1959)

Analisando as recomendações de UFSM (2015) parar referenciar cada tipo


de obra, de acordo com a NBR 10520, podemos concluir que as figuras 18,19 e
22 tratam-se de livros, a figura 21 da publicação de um livro considerada em
partes, a figura 20 de um artigo publicado em um periódico, já a figura 17 trata-se
de um manual estabelecendo diretrizes propostas por um órgão internacional.
Todas as referências obedeceram as ordens alfabéticas, e os cuidados com as
devidas palavras grifadas em negrito em sua utilização.

Além disso, foi feita uma busca de obras citadas nas referências, e as
seguintes obras não foram verificadas: CAI, et al (2007), DOORENBUS E PRUIT
(1977), HERRMAN JUNIOR (1973), HARTMANN (1994), JENSEN (1970),
KONDO, et al (1990), KÖPPEN, OR e WRAITH (1997), PONIVSKY, et al (1999),
THORNTWAITE e MATTER (1955). Alguns eram casos aptos ao uso de apud.
18

2 Dissertação n° 2:

2.1 Dados da Dissertação:

Título: Monitoramento e Modelagem Hidrológica da Sub-bacia do Lago Paranoá –


Brasília/DF – e Avaliação de Bacia de Detenção

Autor: Fernanda Pereira de Souza

Orientador: Sergio Koide

Ano: 2014

Número de Páginas: 139

Programa: Departamento de Engenharia Civil e Ambiental, Universidade de


Brasília

2.2 Apresentação dos Objetivos:

Foi criado o item “Objetivos”, separado da introdução, e subdividido em


objetivos gerais e específicos, este último dividido em subitens. Foram
empregados em maioria verbos no infinitivo, apenas o último subitem dos
objetivos foi uma exceção, no qual “análise da influência” poderia ser substituído
por “analisar a influência”. Alguns subitens ainda se encaixariam melhor na
metodologia, como os destacados na figura 24:

Figura 23 – Objetivos Gerais


19

Figura 24 – Objetivos Específicos

2.3 Classificação e Quantificação das Citações:

Não foi encontrada nenhuma citação direta, apenas algumas citações


indiretas com o autor indicado no fim da frase, ou citações atribuídas a mais
autores, porém neste caso, o que MDT (2015) indica quanto a ordem alfabética
não foi seguido:

Figura 25 – Citação Fora de Ordem Alfabética


20

Um caso que chamou a atenção foi o de uma citação direcionada


diretamente a obra, e que não apareceu nas referências:

Figura 26 – Citação Nome do Livro

Quanto a citações utilizando a expressão “apud” (figura 27), neste trabalho


apareceram duas vezes, como mostra melhor a tabela abaixo:

Figura 27 – Citação com Apud

Tabela 3 – Análise de Citações por Obra

CITAÇÕES POR OBRA:


AUTOR: ANO: DIR.: IND.: APUD/OBRA CONSULTADA: TOTAL:
1 ADASA 2013 - 1,00 - - 1,00
2 ALLEY e SMITH 1982 - 1,00 - - 1,00
3 ALPHA 2008 - 1,00 - - 1,00
4 AKAN 2010 - 2,00 - - 2,00
5 APRÍGIO 2012 - 1,00 - - 1,00
6 ARRUDA 2010 - 1,00 - - 1,00
ASCE NATIONAL STORMWATER BMP
7 - - 1,00 - - 1,00
DATA BASE
8 BACH 2010 - 1,00 - - 1,00
9 BAPTISTA 2005 - 5,00 - - 5,00
10 BAPTISTA, et al 2005 - 1,00 - - 1,00
11 BETTES, et al 1978 - 1,00 - - 1,00
12 BICKNELL, et al 1983 - 1,00 - - 1,00
13 BRAGA 2005 - 1,00 - - 1,00
14 BRASIL 2005 - 1,00 - - 1,00
15 BRASIL 2007 - 2,00 - - 2,00
16 BROWN e BARNWELL 1987 - 1,00 - - 1,00
17 BRUTSAERT 2010 - 1,00 - - 1,00
18 CAMPANA 2010 - 2,00 - - 2,00
19 CAMPBELL 2002 - 1,00 - - 1,00
20 CARVALHO 2008 - 1,00 - - 1,00
21 CETESB 2009 - 1,00 - - 1,00
22 CLEVERLAND 2009 - 1,00 - - 1,00
CHIWATER, COMPUTIONAL
23 1978 - 1,00 - - 1,00
HYDRAULICS INTERNATIONAL
24 CHOI 2002 - 1,00 - - 1,00
21

25 COLLODEL 2009 - 1,00 - - 1,00


26 COLONAND MCMAHON 1987 - 1,00 - - 1,00
27 COSTA 2001 - 1,00 - - 1,00
28 COSTA 2013 - 11,00 - - 11,00
29 DECHESNE, et al 2004 - 1,00 - - 1,00
30 EMBRAPA 1978 - 1,00 - - 1,00
31 FCTH 1999 - 3,00 - - 3,00
32 FERRANTE, et al 2001 - 1,00 - - 1,00
33 GARCIA 2005 - 1,00 - - 1,00
34 GASTALDINI 2012 - 1,00 - - 1,00
35 GDF 2008 - 1,00 - - 1,00
36 GDF 2009 - 2,00 - - 2,00
37 GRIZZARD, et al 1986 - - 1,00 WANIELISTA e YOUSEF (1993) 1,00
38 GREEN e GRIESVEN 2008 - 1,00 - - 1,00
39 GREEN-AMPT 1911 - 1,00 - - 1,00
40 HETEM 2014 - 1,00 - - 1,00
41 HIDROLOGYC ENGINEERING CENTER 1977 - 1,00 - - 1,00
42 HIDROLOGYC ENGINEERING CENTER 1978 - 1,00 - - 1,00
43 HIDROLOGYC ENGINEERING CENTER 1986 - 1,00 - - 1,00
44 HORTON 1933 - 1,00 - - 1,00
45 HUBER e DICKINSON 1988 - 1,00 - - 1,00
46 HUBER, et al 1984 - 1,00 - - 1,00
47 ISTENIC 2012 - 1,00 - - 1,00
48 JAMES, et al 2003 - 1,00 - - 1,00
49 JOHANSEN, et al 1980 - 1,00 - - 1,00
50 JOHANSEN, et al 1984 - 1,00 - - 1,00
51 JONES 1997 - 1,00 - - 1,00
52 LIU, et al 2005 - 1,00 - - 1,00
53 MAIDMENT 1992 - 2,00 - - 2,00
54 MCMAHON, et al 1984 - 1,00 - - 1,00
55 MS 2006 - 1,00 - - 1,00
57 NOVACAP 2005 - 1,00 - - 1,00
56 NOVACAP 2008 - 1,00 - - 1,00
57 NOVACAP 2009 - 1,00 - - 1,00
58 NOVOTONY e CHESTERS 1981 - - 1,00 PORTO (1995) 1,00
59 PMPA 2005 - 1,00 - - 1,00
60 PIVELI 2006 - 3,00 - - 3,00
61 PRICE 1978 - 1,00 - - 1,00
62 PRICE e KIDD 1978 - 1,00 - - 1,00
63 REATTO 2004 - 1,00 - - 1,00
64 RIGHETTO 2009 - 2,00 - - 2,00
65 RIGHETTO 2012 - 1,00 - - 1,00
66 ROESNER, et al 1988 - 1,00 - - 1,00
67 ROSSMAN 2010 - 4,00 - - 4,00
69 SANTHI, et al 2001 - 1,00 - - 1,00
70 SCHUELER 1997 - 1,00 - - 1,00
71 SINGH 2012 - 1,00 - - 1,00
72 SOARES JÚNIOR 2000 - 1,00 - - 1,00
73 SOROOSHIN e GRUPTA 1995 - 1,00 - - 1,00
74 SOROOSHIN e GRUPTA 2005 - 1,00 - - 1,00
75 SOUZA, CRUZ E TUCCI 2012 - 1,00 - - 1,00
76 TERRACAP 2013 - 3,00 - - 3,00
22

77 TSUTYIA, et al 2005 - 1,00 - - 1,00


78 TUCCI 1997 - 1,00 - - 1,00
79 TUCCI 2004 - 1,00 - - 1,00
80 TUCCI 2005 - 5,00 - - 5,00
81 TUCCI 2006 - 1,00 - - 1,00
82 USDA, SCS 1972 - 1,00 - - 1,00
83 USEPA 1999 - 3,00 - - 3,00
84 VAN LIEW, et al 2003 - 2,00 - - 2,00
85 VON SPERLING 2002 - 2,00 - - 2,00
86 VILLANUEAVA, et al 2011 - 1,00 - - 1,00
87 ZANTA 2003 - 1,00 - - 1,00
88 ZOPPOU 2001 - 2,00 - - 2,00
TOTAL XXXXXXX - 124,00 2,00 - 126,00

Podemos perceber que foram apresentadas 126 citações, passando por 88


obras diferentes. Apenas três obras foram citadas 5 ou mais vezes, são elas:
Tucci (2005) e Baptsita (2005) 5 vezes cada, por serem obras de grande
referência na área, e Costa (2013) 11 vezes, por ter realizado trabalho
semelhante na mesma área (física) de estudo. Fazendo uma análise quanto
à época das obras, temos obras de 1911 a 2014 (ano anterior a defesa da
dissertação), com maior concentração de citações próximas à última década,
como podemos ver na tabela:

Tabela 4 – Análise de Citações por Ano

CITAÇÕES POR ANO


ANO QTD.
Não Ind. 1,00
1911 1,00
1933 1,00
1972 1,00
1977 1,00
1978 6,00
1980 1,00
1981 1,00
1982 1,00
1983 1,00
1984 3,00
1986 2,00
1987 2,00
1988 2,00
1992 2,00
1995 1,00
1997 3,00
1999 6,00
2000 1,00
2001 5,00
23

2002 4,00
2003 4,00
2004 3,00
2005 19,00
2006 5,00
2007 2,00
2008 5,00
2009 8,00
2010 11,00
2011 1,00
2012 6,00
2013 15,00
2014 1,00
TOTAL 126,00

2.4 Metodologia Utilizada:

A dissertação em questão propunha uma avaliação de processos por meio de


monitoramento e simulação de dados utilizando um programa em específico,
como é apontado superficialmente no resumo:

Figura 28 – Resumo

Neste trabalho foi criado um item especial para descrição da área, separado
da metodologia, como indicado previamente na introdução, que apresentou a
estrutura a ser seguida:

Figura 29 – Introdução Indicando Estrutura do Trabalho


24

No item metodologia, foi criada uma divisão em etapas, cada uma com a
devida descrição de equipamentos e fundamentação de cada dado obtido, como
mostram as figuras de 31 a 33, e também é feita uma descrição do software
utilizado para simulação. A tabela da figura 30 foi utilizada para esquematizar as
etapas da metodologia. Alguns dados ainda foram obtidos de órgãos da área.

Figura 30 – Estrutura de Apresentação da Metodologia

Figura 31 – Descrição Fundamentada do Software


25

Figura 32 – Descrição dos Equipamentos

Figura 33 – Fundamentação dos Procedimentos

Ao final do item Metodologia, foram apresentados dados que serviriam de


base para apresentação do item 6.5, presente em “Resultados e Discussão”:
26

Figura 34 – Dados Apresentados em Metodologia Utilizados para Apresentação dos Resultados

2.5 Modo de Apresentação dos Resultados:

A apresentação de resultados foi dividida em 5 subitens: Monitoramento,


modelagem e 3 simulações. Foram utilizados gráficos, tabelas e mapas, e foi feita
a constante comparação dos resultados a outro trabalho realizado no mesmo
local – Costa (2013) – como podemos ver na figura 35.
São relatadas ainda, tentativas anteriores para obtenção dos dados no local,
porém sem sucesso devido à falta de instrumentos, os quais fizeram-se presentes
no trabalho em questão, como mostra a figura 36.
27

Figura 35 – Gráficos e Comparação de Resultados

Figura 36 – Tentativas Anteriores no Local


28

Figura 37 – Utilização de Tabelas e Mapas para Apresentação dos Resultados

2.6 Cumprimento dos Objetivos:

No início da conclusão, é feita uma retomada dos objetivos iniciais, que


apesar de muito similares, difere um pouco do proposto no item Objetivos Gerais,
que usava os termos “identificar e avaliar”, o que poderia ter sido evitado, porém
em ambos os casos os objetivos foram cumpridos ao longo do trabalho.
29

Figura 38 – Retomada dos Objetivos na Conclusão

Já os objetivos específicos, foram todos cumpridos. Os indicados


anteriormente que poderiam ser deixados para metodologia fizeram-se presentes
nos resultados, e os demais foram comentados na conclusão.

Figura 39 – Cumprimento dos Objetivos Específicos


30

2.7 Referências Bibliográficas:

Para análise das referências bibliográficas, foram separadas as três obras


que apareceram mais vezes, totalizando 21 citações, e foi analisada sua
apresentação nas referências de acordo com o tipo de obra.

Figura 40 – BAPTISTA (2005)

Figura 41 – TUCCI (2005)

Figura 42 – COSTA (2013)

Analisando as recomendações de UFSM (2015) parar referenciar cada tipo


de obra, de acordo com a NBR 10520, podemos concluir que as figuras 40 e 41
tratam-se de livros, e a figura 42 de uma dissertação de mestrado. O padrão de
apresentação nas referências é diferente do indicado por UFSM (2015), visto que
o ano está indicado logo após o autor, e não nota-se a presença de títulos em
negrito.

Além disso, foi feita uma busca de obras citadas nas referências, e as
seguintes obras não foram verificadas: ALPHA (2008), CETESB (2009),
DECHESNE, et al (2004), HYDROLOGIC ENGINEERING CENTER (1978),
CHIWATER, COMPUTIONAL HYDRAULICS INTERNATIONAL (1978), LIU, et al
(2005), MS (2006), NOVACAP (2005, 2008, 2009), RIGHETTO (2012), SINGH
(2012), SOARES JÚNIOR (2000), SOUZA, CRUZ E TUCCI (2012), e TERRACAP
(2013).
31

CONCLUSÃO:

O método proposto para análise das dissertações mostrou-se eficiente para


caracterização dos diferentes trabalhos, apontando ainda casos que poderiam ter
sido colocados de outra forma. Sobre os resultados:

Notou-se a importância de compatibilizar os objetivos propostos no início do


trabalho com os resultados e a conclusão, ponto onde podem ocorrer leves
mudanças de foco.

Sobre as citações, o grande número de obras presentes em ambas as


dissertações, ao decorrer de todos os itens do trabalho, mostra a necessidade de
uma longa revisão bibliográfica, para devida qualificação do trabalho, que requer
muito tempo para o autor. Quanto à maneira de apresentação das citações,
vemos que às vezes alguns recursos como o “apud” que oferecem um
entendimento mais padronizado acabam não sendo utilizados.

Outro item que não pode faltar é a descrição da área de estudo e dos
equipamentos, podendo estar inserido ou não na metodologia. Sobre a
metodologia, é importante a constante fundamentação dos métodos utilizados
baseada na literatura presente. Uma alternativa muito interessante para
metodologia foi proposta na dissertação 2, onde foi montado um esquema e uma
tabela explicando o processo. Nessa mesma dissertação, também foi
apresentada uma estrutura de todo trabalho na introdução.

Ambos os resultados foram apresentados da mesma maneira, por meio de


vários gráficos e tabelas, e com constante comparação a outras obras da mesma
área, devendo manter certa compatibilidade com as mesmas.

Quanto às referências bibliográficas, percebe-se que mesmo em trabalhos


de grande qualidade como os analisados, ainda faltaram serem indicadas várias
obras citadas, um erro que deve ser evitado.

Por fim, conclui-se que para produção de uma dissertação de mestrado,


pequenos detalhes podem fazer a diferença, e sendo os pontos aqui propostos
considerados, é maior a chance de um trabalho apresentar-se bem estruturado.
32

REFERÊNCIAS BILBIOGRÁFICAS:

ADOBE SYSTEM INCORPORATED AND ITS LICENSORS. Adobe Reader.


2012, Versão 11.0.0

DALLA CORTE, A. C. Balanço Hídrico em Bacia Urbana. 2015, 101 p.


Dissertação (Mestrado em Engenharia Civil) – Universidade Federal de Santa
Maria, Santa Maria, 2015.

DE SOUZA, F. P. Monitoramento e Modelagem Hidrológica da Sub-bacia do


Lago Paranoá – Brasília/DF – e Avaliação de Bacia de Detenção. 2014, 139 p.
Dissertação (Mestrado em Tecnologia Ambiental e Recursos Hídricos) –
Universidade de Brasília, Santa Maria, 2014.

KAUARK, F. S.; MANHÃES F. C. e MEDEIROS C. H.: Metodologia da Pesquisa:


Um Guia Prático. Itabuna: Ed. Via Litteratum, 2010, 89 p.

UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA: Manual de Dissertações e


Teses da UFSM; Estrutura e Apresentação. Santa Maria: Ed. Da UFSM, 2015,
92 p.