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SUMÁRIO

1 INSTRUMENTOS DE PLANEJAMENTO E CONTROLE ................................. 02


1.1 Introdução................................................................................................................ 02
1.2 Processo de Planejamento Governamental............................................................. 03
1.3 Plano Plurianual........................................................................................................ 04
1.4 Lei de Diretrizes Orçamentárias............................................................................... 09
1.5 Lei Orçamentária Anual............................................................................................ 09
1.6 Princípios Orçamentários.......................................................................................... 11
1.7 Etapas da Elaboração Orçamentária........................................................................ 14
2 CRÉDITOS ADICIONAIS.......................................................................................... 15
3 RECEITA PÚBLICA.................................................................................................. 17
3.1 Tipos de Receita....................................................................................................... 17
3.2 Classificação Econômica da Receita....................................................................... 18
3.3 Classificação por Destinação de Recursos.............................................................. 21
3.4 Estágios da Receita.................................................................................................. 30
4 DESPESA PÚBLICA................................................................................................. 34
4.1 Tipos de Despesa..................................................................................................... 34
4.2 Despesa Orçamentária............................................................................................. 34
4.3 Classificação Econômica da Despesa...................................................................... 37
4.4 Estágios da Despesa................................................................................................ 58
5 CICLO ORÇAMENTÁRIO......................................................................................... 60
6 EXECUÇÃO FINANCEIRA........................................................................................ 61
6.1 Exercício Financeiro.................................................................................................. 61
6.2 Restos a Pagar.......................................................................................................... 61
6.3 Serviços da Dívida Pública a Pagar.............................................................................62
6.4 Despesas de Exercícios Anteriores ..................................................................... 62
6.5 Dívida Ativa................................................................................................................ 62
6.6 Regime de Adiantamento........................................................................................... 63
7 DÍVIDA PÚBLICA OU DÍVIDA PASSIVA................................................................... 63
7.1 Dívida Flutuante.......................................................................................................... 64
7.2 Dívida Fundada ou Consolidada................................................................................. 64
8 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS........................................................................... 66
9 ANEXOS ................................................................................................................... 66
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1 INSTRUMENTOS DE PLANEJAMENTO E CONTROLE

1.1 INTRODUÇÃO

O Estado é um ente extremamente complexo. Planejar o futuro de um Estado nos remete a


considerações muito elaboradas. A população cresce e com ela as demandas por
necessidades básicas: saúde, educação, lazer, segurança, além de energia, necessidade de
crescimento econômico contínuo, adaptação das políticas macroeconômicas às realidades
mundiais, a interação com outros mercados, etc.

Assim, as responsabilidades da administração pública em todos os seus escalões não


podem ser simples. É preciso se adaptar ao nível dinâmico do bem-estar da coletividade. Os
planos traçados não podem vislumbrar apenas um horizonte limitado. É necessário um
plano que guarde relação com o futuro distante, de longo prazo — 10 ou 15 anos, no
mínimo, vislumbrando sempre o Estado que se pretende alcançar em termos ideais.

É destacada uma diferença substancial entre a função do planejamento das instituições


públicas em detrimento das privadas. É que, enquanto na Administração Pública tem-se o
poder de alterar a estrutura organizacional por meio de uma legislação própria, mediante
atos normativos do Poder Executivo e do Legislativo, na empresa privada não há uma
imposição legal que limita, de certa forma, alguma tentativa de influenciar ou modificar o
mesmo ambiente correlacionado. No entanto, assim mesmo este último atinge grandes
resultados com planejamento eficaz.

Pode-se conceituar a função de planejar como um processo racional para definir


prioridades, objetivos e meios de atingi-los, ou seja, a formulação sistemática de um
conjunto de decisões, devidamente integrado, que expressa os propósitos e condiciona os
meios para alcançá-los.

Um plano consiste na definição de objetivos, na ordenação de recursos materiais, humanos


e institucionais, na determinação de métodos e formas de organização, no estabelecimento
de medidas de tempo, recursos, na localização espacial e conduta de uma pessoa ou grupo.

Desta forma, como o indivíduo pode traçar, sistematicamente, o próprio rumo de ação,
pensando, antes de agir, ao invés de se deixar conduzir pelos hábitos, pelo subconsciente,
pela ignorância ou por qualquer impulso irracional, assim também é facultado a uma
entidade administrativa planejar o respectivo trabalho.

Planejar é, logicamente, o requisito primário e mais elementar da administração. Consiste na


ordenação sistemática da conduta para a consecução de determinados propósitos. Se não
houver um mínimo razoável de deliberação, que as oriente, as ações não merecem o
qualitativo de administrativas. O processo de programar é parte necessária da função
administrativa.

Atrelado aos Princípios do Processo de Planejamento, como instrumento de planejamento, a


própria Constituição Federal, em seu art. 165, fixa a hierarquia dos processos de
planejamento do orçamento como:

Plano Plurianual: instrumento que estabelece as diretrizes, os objetivos e as metas para as


despesas de capital e outras delas decorrentes e para as relativas aos programas de
duração continuada;

Lei de Diretrizes Orçamentárias: compreende as metas e prioridades, além de orientar a


elaboração da lei orçamentária anual; e
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Orçamento Anual: dispõe sobre a previsão de receita e a fixação da despesa, contendo


programas de ação de governo e os diversos tipos de despesas necessários a cada um
desses programas,

O Processo de Planejamento Governamental desenvolve esforços para identificar e ordenar


objetivos, metas e prioridades, compondo um esquema integrado que busca o equilíbrio da
distribuição de recursos para o atendimento das carências e anseios da população, visando
garantir o desenvolvimento econômico e o bem estar de toda sociedade.

Consequentemente, tal Processo de Planejamento, Programação e Controle orçamentário-


financeiro, impõe-se com extrema relevância para a Administração Pública, pois a ele cabe
a tarefa de formulação de programas de governo, a sua execução e respectivo controle.
Cabendo ainda, a tarefa de avaliar a execução dos planos e a realização dos ajustes que se
fizerem necessários.

Portanto, planejamento é um processo racional para definição de objetivos e meios para


atingi-los.

O planejamento dever ser anterior à realização do empreendimento e obedecer as seguintes


características:

 Diagnóstico da situação existente;


 Identificação das necessidades de bens e serviços;
 Definição clara dos objetivos para a ação;
 Discriminação e quantificação de metas e seus custos;
 Avaliação dos resultados obtidos;
 Trabalho integrado.

O processo de planejamento precede a elaboração orçamentária e tem como objetivo a


seleção racional das alternativas para a ação governamental em compatibilidade com os
meios disponíveis, pois se houvesse uma quantidade ilimitada de recursos, não haveria, em
princípio, necessidade de planejamento.

1.2 PROCESSO DE PLANEJAMENTO GOVERNAMENTAL

O processo de planejamento governamental pode ser definido como um processo contínuo,


dinâmico e flexível, através do qual se elabora, aprova, executa, controla e avalia os
programas de governo nos aspectos físico e financeiro. Corresponde, portanto, ao período
de tempo em que se processam as atividades típicas do Orçamento Público.

O esquema gráfico abaixo demonstra as principais etapas do processo de planejamento


governamental:

Elaboração/Revisão Elaboração da
Elaboração/Aprovação
do PPA LOA
da LDO

Controle e Avaliação Discussão/Votação


Execução
da Execução /Aprovação
Orçamentária
Orçamentária da LOA
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1.3 PLANO PLURIANUAL

Plano Plurianual é um instrumento de planejamento com características orçamentárias


pautado em programas de trabalho para ser executado no período correspondente a um
mandato político, a ser contado a partir do exercício financeiro seguinte ao de sua posse,
atingindo o primeiro exercício financeiro do próximo mandato; objetivando assim, garantir a
continuidade dos planos e programas instituídos pelo governo anterior.

O PPA é instituído por Lei, sendo que a iniciativa do Projeto de Lei é do Poder Executivo,
mas todos os órgãos que compõem a Administração têm grande responsabilidade pelo
planejamento plurianual, devendo o mesmo conter de forma regionalizada, as diretrizes,
objetivos e metas da Administração Pública para as despesas de capital e para as relativas
aos programas de duração continuada, conforme o § 1°, do art. 165 da Constituição Federal.

O envio do Projeto de Lei do PPA ao Poder Legislativo deverá ser feito até 31 de agosto do
primeiro ano de mandato (no caso do governo federal e estadual), e devolvido para sanção
do Poder Executivo até o final da segunda sessão legislativa, ou seja, 15 de dezembro.

Os principais objetivos do PPA são:

 Definir, com clareza, as metas e prioridades da administração, bem como os


resultados esperados;
 Organizar, em Programas, as ações de que resulte oferta de bens ou serviços que
atendam demandas da sociedade;
 Estabelecer a necessária relação entre os Programas a serem desenvolvidos e a
orientação estratégica de governo;
 Nortear a alocação de recursos nos Orçamentos anuais, compatível com as metas e
recursos do Plano de Governo;
 Facilitar o gerenciamento das ações do governo, atribuindo responsabilidade pelo
monitoramento destas ações e pelos resultados obtidos;
 Integrar ações desenvolvidas pela União, Estados e Municípios;
 Estimular parcerias com entidades privadas, na busca de fontes alternativas para o
financiamento dos programas;
 Explicitar, quando, couber, a distribuição regional das metas e gastos do governo;
 Dar transparência à aplicação de recursos e aos resultados obtidos.

1.3.1 DIRETRIZES DE GOVERNO

Apontam ou traçam as direções, regulam os planos de governo, estabelecem critérios para


o planejamento. São "bússolas” que dão rumo ao planejamento e são os resultados
principais ou maiores, em longo prazo, que necessitarão ser desenvolvidos e que se
pretendem alcançar. São, pois, o conjunto de programas, ações e de decisões orientadoras
dos aspectos envolvidos no planejamento, sendo ainda o nível mais abstrato para
formulação geral do plano de governo, As diretrizes de governo orientam as ações
estabelecendo critérios que definem as estratégias de governo. São detalhadas em
objetivos por meio dos programas.

1.3.2 ESTRUTURA PROGRAMÁTICA

Toda ação do Governo está estruturada em programas orientados para a realização dos
objetivos estratégicos definidos no Plano Plurianual PPA para o período de quatro anos.
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Conforme estabelecido no artigo 3° da Portaria MOG n.º 42/1999, a União, os Estados, o


Distrito Federal e os Municípios estabelecerão, em atos próprios, suas estruturas de
programas, códigos e identificação, respeitados os conceitos e determinações nela contidos.
Ou seja, todos os entes devem ter seus trabalhos organizados por programas. Mas cada um
estabelecerá sua estrutura própria de acordo com a referida Portaria.

Um Programa deverá conter, no mínimo, objetivo, indicador que quantifique a situação que
o programa tenha por fim modificar e os produtos (bens e serviços) necessários para atingir
o objetivo. Os produtos dos programas darão origem aos projetos e atividades. Cada projeto
ou atividade só poderá estar associado a um produto, que, quantificado por sua unidade de
medida, dará origem á meta.

Os programas serão compostos por atividades, projetos e operações especiais. Essas


últimas poderão fazer parte dos programas quando entendido que efetivamente contribuem
para a consecução de seus objetivos. Quando não, as operações especiais não se
vincularão a programas.

1.3.2.1 PROGRAMAS

O programa é o instrumento de organização da atuação governamental. Articula um


conjunto de ações que concorrem para um objetivo comum preestabelecido, mensurado por
indicadores estabelecidos no Plano Plurianual, visando à solução de um problema ou
atendimento de uma necessidade ou demanda da sociedade.

Os programas de governo são os instrumentos das diretrizes e devem estabelecer os


objetivos (resultados esperados dos programas). São executados pelas ações (mensuráveis
em metas). Esses programas integram o PPA e o Orçamento, e são, portanto, o elo de
integração entre esses dois instrumentos de planejamento.

O programa é o módulo comum integrador entre o plano e o orçamento. O plano termina no


programa e o orçamento começa no programa, o que confere a esses instrumentos uma
integração desde a origem. O programa, corno módulo integrador, e as ações, como
instrumentos de realização dos programas.

A organização das ações do governo sob a forma de programas visa proporcionar maior
racionalidade e eficiência na administração pública e ampliar a visibilidade dos resultados e
benefícios gerados para a sociedade, bem como elevar a transparência na aplicação dos
recursos públicos.

Cada programa deve conter objetivo, indicador que quantifica a situação que o programa
tenha como finalidade modificar e os produtos (bens e serviços) necessários para atingir o
objetivo. A partir do programa são identificadas as ações sob a forma de atividades, projetos
ou operações especiais, especificando os respectivos valores e metas e as unidades
orçamentárias responsáveis pela realização da ação. A cada projeto ou atividade, só poderá
estar associado um produto, que, quantificado por sua unidade de medida, dará origem à
meta.

Tipos de programa:

Os programas são classificados em dois tipos:

 Programas Finalísticos:
 Programas de Apoio às Políticas Públicas e Áreas Especiais.
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1.3.2.1.1 Programas Finalísticos

Toda a ação finalística de governo deverá ser estruturada em programas, orientados para
consecução dos objetivos estratégicos definidos para o período no PPA. A ação finalística é
a que proporciona bem ou serviço para atendimento direto às demandas da sociedade.

São programas que resultam em bens e serviços ofertados diretamente à sociedade, cujos
resultados sejam passíveis de mensuração. Seus atributos básicos são: denominação,
objetivo, público—alvo, indicador(es), fórmulas de cálculo do índice, órgão(s), unidades
orçamentárias e unidade responsável pelo programa.

1.3.2.1.2 Programas de Apoio às Políticas Públicas e Áreas Especiais

São programas voltados aos serviços típicos de Estado, ao planejamento, à formulação de


políticas setoriais, à coordenação, à avaliação ou ao controle dos programas finalísticos,
resultando em bens ou serviços ofertados ao próprio Estado, podendo ser composto
inclusive por despesas de natureza tipicamente administrativas.

1.3.3 OBJETIVOS

Representam o detalhamento ou decomposição dos programas, que deverão ser atendidos,


de forma a concretizar as diretrizes e, consequentemente, os objetivos. Indicam os
resultados pretendidos pela Administração a serem realizados pelas ações

1.3.4 AÇÕES

Nas leis orçamentárias e nos balanços, as ações serão identificadas em termos de funções,
subfunções, programas, atividades, projetos e operações especiais.

São de três naturezas diferentes as ações de governo que podem ser classificadas como
categorias de programação orçamentária: atividade, projeto e operação especial.

Os projetos e atividades são os instrumentos orçamentários de viabilização dos programas.


Estão assim conceituados.

Atividade: é um instrumento de programação para alcançar o objetivo de um programa,


envolvendo um conjunto de operações que se realizam de modo continuo e permanente,
das quais resulta um produto necessário à manutenção da ação de governo.

As atividades são identificadas pelos números pares 2, 4, 6, ou 8. Ex: 2.xxx, 4.xxx, 6.xxx,
8.xxx.

Exemplo:

Órgão: 44.000 — Secretaria de Estado da Saúde — Fundo Estadual de Saúde


Unidade Orçamentária: 44.201 — Instituto Estadual de Saúde Pública
Função: 10 – Saúde
Subfunção: 302 — Assistência Hospitalar e Ambulatorial
Programa: 0013 — Assistência a Saúde
Atividade: 2.730 — Manutenção do Hospital São Lucas
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Projeto: é um instrumento de programação para alcançar o objetivo de um programa,


envolvendo um conjunto de operações, que se realizam num período limitado de tempo, das
quais resulta um produto que concorre para a expansão ou o aperfeiçoamento da ação de
governo.

Os projetos são identificados pelos números ímpares 1, 3, 5, ou 7. Ex: 1.xxx, 3.xxx, 5.xxx,
7.xxx.

Exemplo:

Órgão 44.000 - Secretaria de Estado da Saúde - Fundo Estadual de Saúde


Unidade Orçamentária: 44.201 — Instituto Estadual de Saúde Pública
Função: 10 — Saúde
Subfunção: 302 — Assistência Hospitalar e Ambulatorial
Programa: 0013 — Assistência a Saúde
Projeto: 1.730 — Criação da Unidade integrada de Serviço Social e Psicológico

Tanto a atividade como o projeto envolvem um conjunto de operações que têm como
resultado um produto. No caso da atividade, um produto necessário à manutenção do
governo, no caso do projeto, um produto que concorre para a expansão ou aperfeiçoamento
da ação do governo.

Operação Especial: são despesas que não contribuem para a manutenção, expansão ou
aperfeiçoamento das ações de governo, das quais não resulta um produto e não geram
contraprestação direta sob a forma de bens ou serviços. Representam, basicamente, o
detalhamento da função "Encargos Especiais".

São despesas passíveis de enquadramento nesta ação: amortizações e encargos, aquisição


de títulos, pagamento de sentenças judiciais, transferências a qualquer titulo (não confundir
com descentralização), fundos de participação, operações de financiamento (concessão de
empréstimo), ressarcimentos de toda a ordem, indenizações, pagamento de inativos,
participações acionárias, contribuição a organismos nacionais e internacionais,
compensações financeiras. Com exceção do pagamento de inativos, que integra uma
função especifica, as demais operações serão classificadas na função "encargos especiais".
Ou seja, as operações especiais não vinculadas a programas constantes do Plano
Plurianual, comporão em função específica, denominada "encargos especiais", sem
identificação de programas.

As operações especiais serão identificadas pelos numero "0".


Ex: 0.xxx.

Exemplo 01:

Órgão: 80,000 — Encargos Gerais do Estado


Unidade Orçamentária; 80.102 - Administração Geral da Secretaria de Estado da Fazenda
Função: 28 - Encargos Especiais
Subfunção: 843 — Serviço da Divida interna
Programa: 0904 — Operações Especiais: Divida Interna
Operação Especial: 0.940 — Amortização e Encargos s/o Refinanciamento da Dívida
Pública Interna.
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Exemplo 02:

Órgão: 35.000 — Secretaria de Estado de Desenvolvimento, Infra-Estrutura e dos


Transportes
Unidade Orçamentária: 35.201 — Departamento de Edificações, Rodovias e Transportes do
ES
Função: 09 - Previdência Social
Subfunção: 274 - Previdência Especial
Programa: 0064 - Complementação de Aposentadoria e Pensões Especiais
Operação Especial: 0.540 - Complementação de Aposentadorias e Pensões

1.3.4.1 METAS

São a mensuração das ações de governo para definir quantitativa e qualitativamente o que
se propõe ser atendido e qual parcela da população se beneficiará com a referida ação.

Também, podem-se entender as ações com um marco ou ponto que se pretende alcançar
em curto prazo e que, em conjunto, concretizam os programas. Devem ser estabelecidas
como alvos a serem atingidos, quantificados no tempo, de tal forma que sejam de fácil
aferição em sua realização. Resumem-se em especificação e quantificação físicas dos
detalhamentos definidos.

Os projetos e atividades são instrumentos de realização dos programas em nível


orçamentário e das ações selecionadas para o exercício, detalhados em dotações
orçamentárias.

Meta física é a quantidade de produto a ser ofertado por ação, de forma regionalizada, se
for o caso, num determinado período e instituída para cada ano. As metas físicas são
indicadas em nível de subtítulo e agregadas segundo os respectivos projetos, atividades ou
operações especiais.

Vale ressaltar que o critério para regionalização de metas é o da localização dos


beneficiados pela ação. Exemplo: No caso da vacinação de crianças, a meta será
regionalizada pela quantidade de crianças a serem vacinadas ou de vacinas empregadas
em cada Estado, ainda que a campanha seja de âmbito nacional e a despesa paga de forma
centralizada. O mesmo ocorre com a distribuição de livros didáticos.

1.3.5 CICLO DE GESTÃO DO PLANO PLURIANUAL

A atividade de planejamento se desenvolve de forma contínua, cada fase se constituindo em


fonte de orientação para os passos seguintes. O ciclo de gestão do PPA compreende, além
da elaboração do Plano, a implantação dos Programas que o constituem e seu
monitoramento, bem como a avaliação e revisão do plano.

Elaboração - processo de construção da base estratégica e de definição dos Programas e


ações, através dos quais se materializará a ação do governo. O PPA elaborado será
apresentado sob a forma de Projeto de Lei, para discussão com o Legislativo;

Implantação - é a operacionalização do Plano aprovado, através de seus Programas, onde


a disponibilização de recursos, através dos orçamentos anuais, tem caráter fundamental;
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Monitoramento - processo de acompanhamento da execução das ações do Programa,


visando à obtenção de informações para subsidiar decisões, bem como a identificação e a
correção de problemas;
Avaliação - é o acompanhamento dos resultados pretendidos com o PPA e do processo
utilizado para alcançá-los. A avaliação do Plano buscará aferir até que ponto as estratégias
adotadas e as políticas públicas desenvolvidas atendem as demandas da sociedade, que
nortearam a elaboração dos programas integrantes do PPA;

Revisão - processo de adequação do Plano às mudanças internas e externas da conjuntura


política, social e econômica, por meio da alteração, exclusão ou inclusão de Programas. A
revisão do PPA resulta dos processos de monitoramento e avaliação.

1.4 LEI DE DIRETRIZES ORÇAMENTÁRIAS

A implantação da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) pela Constituição de 1988


representa um importante marco na reforma do orçamento brasileiro, pois a mesma permite
que a administração defina, no ano anterior, as prioridades das metas presentes no Plano
Plurianual, possibilitando ao Legislativo, antes da aprovação da Lei Orçamentária Anual,
uma discussão prévia sobre a definição a respeito das metas e objetivos que se pretende
alcançar.

A Constituição estabelece, no § 20 de seu art. 165, que a LDO conterá: as metas e


prioridades da administração pública, incluindo as despesas de capital para o exercício
financeiro subsequente; as orientações para a elaboração da lei orçamentária anual: as
alterações na legislação tributária local; a política de aplicação das agências financeiras
oficiais de fomento.

Com o advento da Lei de Responsabilidade Fiscal a LDO passou ainda a exaltar: o


equilíbrio entre receitas e despesas; os critérios e formas de limitação de empenho, visando
ao cumprimento de metas fiscais e do resultado primário e nominal, além de direcionar
formas de limites de gastos com pessoal, limites de dívidas, uso da reserva de contingência,
avaliação dos passivos contingentes e outros riscos capazes de afetar o equilíbrio das
contas públicas, e a inclusão do Anexo de Metas Fiscais e do Anexo de Riscos Fiscais.

A LDO deverá ser encaminhada pelo Executivo, no âmbito da União até 15 de abril de cada
ano, devendo ser aprovada pelo Legislativo até o encerramento do primeiro período da
sessão legislativa.

A LDO tem o objetivo de estabelecer um elo de ligação entre o Plano Plurianual e os


Orçamentos Anuais, compatibilizando as metas do Plano à estimativa das disponibilidades
financeiras para determinado exercício. O seu papel consiste em ajustar as ações de
governo, previstas no PPA, às reais possibilidades de caixa.

A Lei de Responsabilidade Fiscal imputou a LDO um elemento de planejamento para a


realização de receitas e o controle das despesas públicas, como o objetivo de alcançar e
manter o equilíbrio fiscal.

1.5 LEI ORÇAMENTÁRIA ANUAL

A Lei Orçamentária Anual é o instrumento de planejamento utilizado pelo governo para


gerenciar as receitas e despesas públicas em cada exercício financeiro. A LOA é também
chamada Lei de Meios, pois é uma lei especial que contém a discriminação da receita e da
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despesa pública, de forma a evidenciar a política econômica financeira e o programa de


trabalho do governo.

É o instrumento legal que deve conter o orçamento fiscal dos Poderes do Estado, de seus
fundos, órgãos e entidades da administração pública direta e indireta, o orçamento de
investimento das empresas em que o Poder Público, direta ou indiretamente, detenha a
maioria do capital com direito a voto e o orçamento da seguridade social, incluindo todas
as entidades e órgãos a ela vinculados, conforme estabelece o art. 165, § 5° da Constituição
Federal.

Assim, temos as seguintes categorias, em termos de orçamento:

Categorias Observações

Detalhamento dos montantes das receitas que deverão ser


captadas pelo Poder Público através do poder fiscal a ele
Orçamento Fiscal delegado, bem como dos gastos e das programações que serão
financiados por seu intermédio.

Referente aos Poderes do Município, seus fundos, órgãos e


entidades da Administração Direta e Indireta, inclusive
fundações instituídas e mantidas pelo Poder Público.
Ressente-se da insuficiência de normas sobre sua elaboração,
execução e prestação de contas, devido à inexistência de
normas próprias na lei nº 4.320/1964 e a não ter sido ainda
produzida a lei complementar sobre a matéria, prevista no art.
165, § 9º, da CF/1988.
Orçamento de investimento das empresas em que o Município,
direta ou indiretamente, detenha a maioria do capital social com
Orçamento de direito a voto.
Investimento das
Empresas Tem sido caracterizado nas LDO’s da União dos últimos
exercícios, como referente às despesas com a aquisição do
ativo imobilizado, excetuadas as relativas à aquisição de bens
para arrendamento mercantil.

Receitas vinculadas aos gastos da seguridade social -


especialmente as contribuições nominadas no art. 195 da
CF/1988 - que deverão ser captadas pelo Poder Público e
Orçamento da outras que lhe sejam asseguradas ou transferidas pelo
Seguridade orçamento fiscal e pelas programações relativas à saúde, à
Social previdência e à assistência social que serão financiadas por tais
receitas.

Abrange todas as entidades e órgãos da Administração Direta


ou Indireta, bem como os fundos e fundações instituídos e
mantidos pelo Poder Público.

Orçamento público é, pois, o elo entre o planejamento e as funções executivas da


organização, em que a locação de recursos visa consecução de objetivos e metas.

Orçamento de hoje é denominado de orçamento-programa, pois em sua elaboração


consideram-se todos os custos dos programas e ações, sem perder de vista sua estrutura
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voltada para os aspectos administrativos e de planejamento. Ressalte-se que o orçamento-


programa discrimina as despesas, demonstrando em quê e para quê serão despendidos os
recursos e quem será o responsável pela execução de seus programas.

Deve-se salientar ainda que, se de uni lado o planejamento de inicia pelo programa
plurianual, o orçamento-programa detalha cada uma de suas etapas dentro de um período
de tempo, no caso do Brasil o ano civil ou financeiro, que vai de 10 de janeiro a 31 de
dezembro de cada ano.

Ressalta-se ainda, que a Lei Orçamentária Anual deve guardar, na sua elaboração e
aprovação, compatibilidade com o Plano Plurianual e com a Lei de Diretrizes Orçamentárias
e, para isso, a Lei de Responsabilidade Fiscal estabelece que a LOA deverá conter:

 Demonstrativo de compatibilidade da programação dos orçamentos com os objetivos


e metas constantes da Lei de Diretrizes Orçamentárias;
 Demonstrativo do Impacto Orçamentário-Financeiro referente ás renúncias de receita
e ás despesas obrigatórias de caráter continuado;
 Reserva de Contingência definida com base na receita corrente liquida que será
utilizada no pagamento dos passivos contingentes;
 Despesas relativas á dívida pública, mobiliária ou contratual e as receitas que as
atenderão;
 O refinanciamento da dívida mobiliária.

A iniciativa do projeto de lei é do Poder Executivo, no âmbito da União até 31 de agosto de


cada ano, devendo ser aprovada pelo Legislativo e devolvida para sanção até o
encerramento do segundo período da sessão legislativa.

Modernamente, o Orçamento pode ser entendido como "o processo pelo qual se elabora,
expressa, executa e avalia o nível de cumprimento da quase totalidade do programa de
governo, para cada período orçamentário. É um instrumento de governo, de administração e
de efetivação e execução dos planos gerais de desenvolvimento socioeconômico" - II Curso
Intensivo de Programação Orçamentária, prof. Jorge Estupiñán FGV, 1970, unia vez que
integra o Sistema de Planejamento.

Não se espera, portanto, que o orçamento apenas fixe despesas e preveja receitas para um
período, ele avança no tempo e dá forma a um direcionamento macroeconômico e social
que expressará os planos do governo para que o Estado evolua e, priorizando suas ações,
conduza a sociedade a uma evolução contínua.

1.6 PRINCÍPIOS ORÇAMENTÁRIOS

Na elaboração do orçamento, além de procedimentos recomendados por entidades


nacionais, ou mesmo internacionais; há também alguns específicos regulamentados por
legislação própria, contemplando toda a sua trajetória elaboração, discussão, aprovação,
execução e controle, denominados de princípios orçamentários. A matéria está disciplinada
na Constituição Federal, Seção ll (dos Orçamentos), artigos 165 e 169; e na Lei 4320/1964.

1.6.1 UNIDADE

O orçamento deve ser uno, isto é, cada unidade governamental deve possuir apenas um
orçamento. Os orçamentos de todos os órgãos autônomos que constituem o setor público
devem-se fundamentar em uma única política orçamentária estruturada uniformemente e
que se ajuste a um método único.
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Todas as receitas e despesas devem estar contidas numa só Lei Orçamentária. Os


orçamentos devem, por conseguinte, estar integrados num só ato político do Poder
Legislativo, sempre com o objetivo maior de satisfazer às necessidades coletivas.

É necessário, portanto, que cada orçamento se ajuste ao principio da unidade em seu


conteúdo, metodologia e expressão, e com isto contribuirá para evitar a duplicação de
funções ou superposição de entidades na realização de atividades correlatas, colaborando
de maneira valiosa para racionalização na utilização dos recursos.

1.6.2 UNIVERSALIDADE

O orçamento deve conter todas as receitas e todas as despesas do Estado, dos poderes,
fundos, órgãos e entidades da administração direta e indireta. Ao elaborar o orçamento,
deve-se ter o cuidado de prever todos os gastos, bem como, todas as prováveis fontes
autorizadas que constituirão o Tesouro Público.

Deverão ser incluídos no orçamento todos os aspectos do programa de cada órgão,


principalmente aqueles que envolvam qualquer transação financeira ou econômica.

1.6.3 ORÇAMENTO BRUTO

Por este principio, todas as receitas e despesas devem constar no Orçamento pelos seus
valores brutos, sem quaisquer tipos de deduções. Busca-se com esta regra impedir a
inclusão de importâncias liquidas, isto é, a inclusão apenas do saldo positivo ou negativo
resultante do confronto entre as receitas e despesas de determinado serviço público.

No mecanismo das transferências de recursos entre unidades de governo cabe, com maior
clareza, a aplicação do princípio. O § 1° do art. 6° da Lei 4.320/1964 deixa clara essa
questão:

"As cotas de receita que uma entidade pública deva transferi a outra incluir-
se-ão, como despesa, no orçamento de entidade obrigada à transferência
e, como receita, no orçamento da que as deva receber"

O Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e sobre a Prestação de Serviços de


Transporte Interestadual e Intermunicipal, e de Comunicação (ICMS) pode ser tomado como
exemplo para o presente caso. Segundo o art. 158, IV da Constituição Federal, do total
arrecadado pelo governo estadual, 25 % cabe aos Municípios. Assim, na receita do
orçamento estadual deve constar a estimativa da arrecadação integral do tributo e, na
despesa, o correspondente aos 25% como transferências aos Municípios. Já no orçamento
de receita de cada Município deve aparecer a previsão dos recursos que lhe serão
transferidos.

1.6.4 ANUALIDADE

A aplicação deste princípio estabelece que o orçamento público deve ter vigência limitada a
um período anual, conforme o art. 2° da Lei 4.320/1964.

Por certo a Anualidade é fruto de duas premissas: quanto mais longa a previsão, maior a
possibilidade de erros; e, o orçamento se materializa num ato tão completo que seria
impossível fazê-lo num prazo reduzido de tempo.
1.6.5 EXCLUSIVIDADE
13

Deverão ser incluídos no orçamento, exclusivamente, assuntos que lhe sejam pertinentes;
ou seja, deve-se evitar que só incluem na lei de orçamento, normas relativas a outros
campos jurídicos e que são estranhos à previsão da receita e da fixação da despesa para o
próximo exercício.

Segundo este princípio, a Lei Orçamentária não poderá conter matéria adversa ou estranha
à previsão da receita e à fixação da despesa. Este princípio visa impedir que a lei
orçamentária seja utilizada com o meio legislativo rápido para se aprovar, com facilidades,
medidas que talvez não lograssem êxito pelo trâmite regular.

Tal princípio está consignado no art. 165, § 8° da Constituição Federal e no art. 7° da Lei
4.320/1964.

1.6.6 NÃO AFETAÇÃO DAS RECEITAS

A Constituição Federal de 1988 estabelece:

"Art. 167 — São vedados:


I - (...}
IV - a vinculação de receita de impostos a órgãos, fundo ou despesa,
ressalvadas a repartição do produto da arrecadação dos impostos a que se
referem os arts. 158 e 159, a destinação de recursos para as ações e
serviços públicos de saúde e para manutenção e desenvolvimento do
ensino, como determinado, respectivamente, pelos arts. 198, § 2°. e 212, e
a prestação de garantias às operações de crédito por antecipação de
0
receita, previstas no art. 165, § 8°, bem como o disposto no § 4 deste
artigo; "

Com essa disposição, fica consolidada a orientação de impedir que as receitas de impostos
sofram vinculações e comprometimentos com organismos e programas. As exceções
mencionadas nos artigos 158 e 159 são as participações que Estados, Municípios e Distrito
Federal têm no produto da arrecadação dos impostos sobre a renda e proventos de
qualquer natureza, sobre produtos industrializados, sobre a propriedade territorial rural,
sobre a propriedade de veículos automotores, sobre as operações relativas à circulação de
mercadorias e sobre prestações de serviços de transporte interestadual e intermunicipal e
de comunicação.

Outra exceção caracterizada no dispositivo é a vinculação prevista no artigo 212, em que a


União não poderá deixar de aplicar, anualmente, menos de 18% e os Estados, o Distrito
Federal e os Municípios, menos de 25% da receita resultante de impostos, na manutenção e
desenvolvimento do ensino.

O constituinte foi ainda mais longe na preocupação de liberar a receita de impostos de


amarrações, impedindo, ainda, que tais receitas fossem dadas como garantia às operações
de crédito, com exceção daquelas de antecipação da receita.

A Emenda Constitucional n° 29 criou outra exceção, ao estabelecer a vinculação mínima de


recursos para as ações e serviços públicos de saúde, sendo para os Estados o montante de
12% e para os Municípios de 15%, do produto da arrecadação dos impostos, deduzidas as
respectivas transferências legais.
14

1.6.7 ESPECIFICAÇÃO

Trata-se da discriminação, tem o fim de vedar autorizações globais, tanto para arrecadar
como para aplicar recursos financeiros. Exige que o plano de cobrança dos tributos e o
programa de custeio e investimentos sejam expostos pormenorizadamente. Esta regra
reforça a ação fiscalizadora do Poder Legislativo.

1.6.8 EQUILÍBRIO

O orçamento deverá manter equilíbrio, do ponto de vista financeiro, entre os valores de


receita e da despesa. Procura-se consolidar uma salutar política econômico-financeira que
produza a igualdade entre valores de receita e despesa, evitando desta forma déficit, que
causam endividamento congênito, isto é, déficit que obriga a constituição de divida, que por
sua vez, causa o déficit.

1.6.9 PUBLICIDADE

O orçamento público deve merecer ampla publicidade, por sua importância e significação,
para conhecimento público e para eficácia de sua validade enquanto ato oficial de
autorização de arrecadação de receitas e a execução de despesas.

Entretanto, devemos considerar que o atendimento a tal princípio configura-se apenas como
um atenuante para a falta de conhecimento deste valioso instrumento que é o orçamento
público. Deve-se dar maior ênfase ao processo orçamentário nos meios de comunicação,
através de uma linguagem acessível ao cidadão comum, para que atinja, efetivamente, a
publicidade da programação e aplicação dos recursos públicos.

1.6.10 PROGRAMAÇÃO

O orçamento deve ter o conteúdo e a forma de programação. Isto ocorre da própria natureza
do orçamento, que é a expressão dos programas de cada um dos órgãos do setor público.

Programar é selecionar objetivos que se procuram alcançar, assim como determinar as


ações que permitam atingir tais fins e calcular e consignar os recursos humanos, materiais e
financeiros, para a efetivação dessas ações.

1.7 ETAPAS DA ELABORAÇÃO ORÇAMENTÁRIA

Elaborar um orçamento deve ser entendido como um processo. As principais etapas da


elaboração dos instrumentos orçamentários são as seguintes:

ETAPA DESCRIÇÃO
Preliminar  Fixação das diretrizes;
 Projeções e Prognósticos.
Inicial  Preparo das normas e instruções;
 Encaminhamento às unidades operacionais.
Intermediária  Indicação, pelas unidades operacionais, dos programas de trabalho a
serem desenvolvidos, discriminando: funções e atividades, códigos de
despesa e fonte de recursos;
 Consolidação das propostas parciais do orçamento ao nível ministerial.
15

Final  Consolidação das propostas setoriais;


 Formulação da proposta geral de orçamento;
 Aprovação da proposta geral pelo chefe do Poder Executivo;
 Encaminhamento ao legislativo.

2 CRÉDITOS ADICIONAIS

São valores que se adicionam ou acrescem ao orçamento, quer corno reforço de dotações
existentes, quer como dotações destinadas à cobertura de encargos provenientes da
criação de novos serviços, ou, ainda, para atender a despesas imprevisíveis e urgentes. Seu
uso tende a ser mínimo ou talvez excepcional, dado ao maior empenho dos administradores
à elaboração orçamentária.

O art. 40, da Lei Federal n° 4.320/1964 define créditos adicionais como autorizações de
despesas não computadas ou insuficientemente dotadas na Lei do Orçamento e, em seu
art. 7° dispõe que A Lei do Orçamento poderá conter autorização ao executivo para: I —
abrir créditos suplementares até determinada importância.

2.1 CLASSIFICAÇÃO

I - Suplementares - destinam-se ao reforço de dotações orçamentárias. Uma ilação óbvia é


a de que, para haver um reforço, é necessário que haja a dotação orçamentária. Portanto,
são autorizações para reforço de dotações orçamentárias que, por qualquer motivo,
tornaram-se insuficientes;

II - Especiais - Para obtenção desses recursos, o Poder Executivo deve enviar um projeto
de lei ao Legislativo, solicitando uma autorização para abertura de crédito especial, que
deve se destinar à cobertura de despesas eventuais ou essenciais, para a criação de
serviços novos, não considerados na Lei do Orçamento. Se o serviço se prolongar para o
exercício seguinte, devem ser tomadas providências para que sejam adotadas as dotações
necessárias na Lei Orçamentária;

III - Extraordinário - São destinados a despesas urgentes e imprevisíveis, em caso de


guerra, comoção intestina (ou subversão interna — fatos que identificam uma revolta) ou
calamidade pública. Caracteriza-se peia imprevisibilidade e urgência na despesa.

2.2 VIGÊNCIA

2.2.1 CRÉDITOS SUPLEMENTARES

Sua vigência é restrita ao exercício, isto é, o Poder Legislativo concede a autorização


através da própria Lei do Orçamento, ou através de leis próprias ou especificas, e possuem
vigência restrita ao exercício em que foram concedidos.

2.2.2 CRÉDITOS ESPECIAIS E EXTRAORDINÁRIOS

Segundo a Constituição Federal, artigo 167, § 20, os créditos especiais e extraordinários


terão vigência no exercício financeiro em que forem autorizados, salvo se o ato de
16

autorização for promulgado nos últimos quatro meses daquele exercício, caso em que,
reabertos nos limites de seus saldos, serão incorporados ao orçamento do exercício
financeiro subsequente.

Duas situações podem ocorrer:

Se ocorridas até o final de agosto - a vigência é adstrita ao exercício financeiro em que


forem autorizadas;

De 01 de setembro a 31 de dezembro - sua vigência é plurianual, isto é, pode ser


estendida até o término do exercício financeiro subsequente.

2.3 FONTES DE RECURSOS

São recursos que permitem a abertura de créditos suplementares e especiais, desde que
não comprometidos:

I) Superávit financeiro apurado em balanço patrimonial do exercício anterior —


diferença positiva entre ativo financeiro e passivo financeiro, conjugando-se,
ainda, os saldos dos créditos adicionais transferidos e as operações de crédito a
eles vinculados;

II) Provenientes de excesso de arrecadação — saldo positivo das diferenças


acumuladas mês a mês entre as arrecadações previstas e a realizada,
considerando-se, ainda, a tendência do exercício;

III) Resultantes da anulação parcial ou total de dotações orçamentárias ou de


créditos autorizados em lei — diz respeito à redução de parte, ou integral de
dotações consignadas na Lei do Orçamento ou em créditos adicionais, pois, ¡á
autorizadas, já possuíam recursos financeiros de cobertura;

IV) Produto de operações de crédito autorizadas, de forma que, juridicamente,


possibilite ao Poder Executivo realizá-las.
17

3 RECEITA PÚBLICA

Entende-se, genericamente, por Receita Pública todo e qualquer recolhimento feito aos
cofres públicos, quer seja efetivado através de numerário ou outros bens representativos de
valores — que o Governo tem direito de arrecadar em virtude de leis, contratos ou quaisquer
outros títulos de que derivem direitos a favor do Estado -, quer seja oriundo de alguma
finalidade especifica, cuja arrecadação lhe pertença ou caso figure como depositário dos
valores que não lhe pertencerem

Ao analisarmos o art. 30 da Lei 4.320/64 verificamos o seguinte:

"art. 3° - A Lei de Orçamento compreenderá todas as receitas, inclusive as


operações de crédito autorizadas em lei.
Parágrafo Único — não se consideram para os fins deste artigo as
operações de crédito por antecipação de receita, as emissões de papel-
moeda e outras entradas compensatórias no ativo e passivo financeiro."

Pela simples leitura do texto referido na observação que existem dois tipos de receitas, as
que devem estar compreendidas na Lei de Orçamento e dela fazer parte e as que, ao serem
recolhidas, verificamos não pertencerem ao poder público, que as arrecada para atender a
normas, regulamentos ou contratos, sendo simplesmente depositário do valor, constituindo-
se em simples entradas compensatórias financeiras e que não devem ser consideradas na
Lei de Orçamento.

Portanto, a Receita Pública desdobra-se em dois grupos:

Receita Orçamentária; e
Receita Extra-Orçamentária.

OBSERVAÇÃO: RECEITAS ORIGINÁRIAS E RECEITAS DERIVADAS

A doutrina classifica as receitas públicas, quanto à procedência, em originárias e derivadas. Essa


classificação possui uso acadêmico e não é normatizada; portanto, não é utilizada como
classificador oficial da receita pelo poder público.

Receitas públicas originárias, segundo a doutrina, são as arrecadadas por meio da exploração de
atividades econômicas pela Administração Pública. Resultam, principalmente, de rendas do
patrimônio mobiliário e imobiliário do Estado (receita de aluguel), de preços públicos5, de
prestação de serviços comerciais e de venda de produtos industriais ou agropecuários.

Receitas públicas derivadas, segundo a doutrina, são as obtidas pelo poder público por meio da
soberania estatal. Decorrem de norma constitucional ou legal (princípio da legalidade) e, por isso,
são auferidas de forma impositiva, como, por exemplo, as receitas tributárias e as de
contribuições especiais.

3.1 TIPOS DE RECEITA

3.1.1 RECEITA ORÇAMENTÁRIA

A Receita Orçamentária é a consubstanciada no Orçamento público, constantes na Lei


Orçamentária, tais como tributos, transferências, alienações, amortizações de empréstimos
concedidos, operações de crédito por prazos superiores a doze meses e outros.

3.1.2 RECEITA EXTRA-ORÇAMENTÁRIA


18

A Receita Extra-Orçamentária engloba os valores provenientes de toda e qualquer


arrecadação que não figure no orçamento do Estado e, conseqüentemente, todo
recolhimento que não constitui sua renda. Portanto, não pertence ao Estado. Possui caráter
de extemporaneidade ou de transitoriedade pelo patrimônio público.

Representa o recebimento de recursos que constituirão compromissos exigíveis, cujos


pagamentos independem de autorização do Poder Legislativo. Na verdade, as receitas
extra-orçamentárias representam apenas valores recebidos pelo Estado, mas que não são
de sua propriedade e, evidentemente, terão de ser devolvidos ou transferidos para terceiros.
O Estado figura apenas como depositário dos valores que ingressam a esse titulo, como por
exemplo: as cauções, as fianças, as consignações e outras. Portanto, não deveriam ser
denominadas receitas, mas disponibilidade transitória.

3.2 CLASSIFICAÇÃO ECONÓMICA DA RECEITA

A receita orçamentária, segundo a Lei 4.320/1964, é classificada em categorias econômicas,


ou seja, Receitas Correntes e Receitas de Capital.

A Portaria Interministerial STN/SOF nº 338, de 26 de abril de 2006, estabelece, ainda, a


necessidade de identificação das receitas correntes intra-orçamentárias e receitas de capital
intra-orçamentárias.

As receitas intra-orçamentárias constituem contrapartida das despesas realizadas na


Modalidade de Aplicação "91 — Aplicação Direta Decorrente de Operação entre Órgãos,
Fundos e Entidades Integrantes dos Orçamentos Fiscal e da Seguridade Social", incluída na
Portaria Interministerial STN/SOF n° 163/2001 pela Portaria Interministerial STN/SOF n°
688, de 14 de outubro de 2005. Dessa forma, na consolidação das contas públicas,
conforme determina o art. 51 da Lei de Responsabilidade Fiscal, essas despesas e receitas
poderão ser identificadas, de modo que se anulem os efeitos das duplas contagens
decorrentes de sua inclusão no orçamento.
19

As subcategorias econômicas das receitas intra-orçamentárias correntes e de capital são as


mesmas das receitas correntes e de capital, constantes dos itens 4.1 e 4.2,
respectivamente. No entanto, atendem à especificidade de se referirem a operações entre
órgãos, fundos, autarquias, fundações, empresas estatais dependentes e outras entidades
integrantes dos orçamentos fiscal e da seguridade social da mesma esfera governamental.

As rubricas das receitas intra-orçamentárias deverão ser identificadas a partir dos códigos:

7000.00.00 — Receitas Intra-Orçamentárias Correntes


8000.00.00 — Receitas intra-Orçamentárias de Capital

O mecanismo de formação do código dessas receitas consiste em substituir a categoria


econômica da natureza pelos dígitos 7, se receita intra-orçamentária corrente, e 8, se receita
intra-orçamentária de capital. Os demais níveis deverão ser mantidos, conforme a conta
original.

As classificações intra-orçamentárias não constituem novas categorias econômicas de


receita. Essas têm a mesma função da receita original, diferenciando-se apenas pelo fato de
destinarem-se ao registro de receitas provenientes de órgãos pertencentes ao mesmo
orçamento. Por isso, não há necessidade de atualização dos códigos das naturezas de
receita intra-orçamentárias.

3.2.1 RECEITAS CORRENTES

São as que se destinam aos gastos correntes e decorrem de transações efetivadas pelas
entidades da Administração Pública que não resultem em constituição ou majoração de seu
patrimônio, ou que estejam assim definidas em lei.

A classificação da receita corrente obedecerá ao seguinte esquema:

I — Receitas Correntes:

 Receita Tributária
 Receita de Contribuições
 Receita Patrimonial
 Receita Agropecuária
 Receita Industrial
 Receita de Serviços
 Transferências Correntes
 Outras Receitas Correntes
 Receitas Correntes Intra-Orçamentárias

Receitas Tributárias — são as receitas derivadas de tributos em geral, ou seja, dos


impostos, taxas e contribuição de melhoria.

Receitas de Contribuições - são arrecadações de receitas destinadas á manutenção dos


programas e serviços sociais e de interesse público contribuição social e econômica. São
comumente utilizadas para a contabilização das receitas das autarquias das instituições
previdenciárias.

Receitas Patrimoniais — são receitas provenientes da arrecadação, pelo Poder Público, de


valores provenientes de recebimentos advindos de seu patrimônio mobiliário (títulos),
imobiliário (aluguéis e arrendamentos) e participação societária.
20

Receitas Agropecuárias — são os ingressos provenientes da atividade ou da exploração


agropecuária de origem vegetal ou animal. Incluem-se nessa classificação as receitas
advindas da exploração da agricultura (cultivo do solo), da pecuária (criação, recriação ou
engorda de gado e de animais de pequeno porte) e das atividades de beneficiamento ou
transformação de produtos agropecuários em instalações existentes nos próprios
estabelecimentos.

Receitas Industriais - entende-se por industrial a receita proveniente de exploração direta


de atividades tipicamente industriais, tais como: indústria extrativa mineral, indústria de
transformação, indústria de construção e receita de serviços industriais de utilidade pública
(produção e distribuição de energia elétrica, água, saneamento, etc.)

Receitas de Serviços — é o ingresso proveniente da prestação de serviços de transporte,


saúde, comunicação, portuário, armazenagem, de inspeção e fiscalização, judiciário,
processamento de dados, vendas de mercadorias e produtos inerentes à atividade da
entidade e outros serviços.

Transferências Correntes — são os ingressos provenientes de outros entes/entidades,


referente a recursos pertencentes ao ente/entidade recebedora ou ao ente/entidade
transferidora, efetivado mediante condições preestabelecidas ou mesmo sem qualquer
exigência, desde que o objetivo seja a aplicação em despesas correntes.

Outras Receitas Correntes — são as receitas correntes originárias da cobrança de multas


e juros de mora, indenizações e restituições, receitas de dívida ativa, entre outras,
destinadas a despesas correntes que não possam ser enquadradas nas demais
classificações anteriores.

Receitas Correntes Intra-Orçamentárias - são receitas correntes de órgãos, fundos,


autarquias, fundações, empresas estatais dependentes e de outras entidades integrantes
dos orçamentos fiscal e da seguridade social decorrentes do fornecimento de materiais,
bens e serviços, recebimentos de impostos, taxas e contribuições, além de outras
operações, quando o fato que originar a receita decorrer de despesa de órgão, fundo,
autarquia, fundação, empresa estatal dependente ou de outra entidade constante desses
orçamentos, no âmbito da mesma esfera de governo.

3.2.2 RECEITAS DE CAPITAL

São as receitas que se destinam à cobertura de despesas de capital a título de


investimentos, com intitulação legal, ou seja, que provoca acréscimo ao patrimônio público.

A classificação da receita de capital obedecerá ao seguinte esquema:

I — Receitas de Capital:

 Operações de Crédito
 Alienação de Bens
 Amortização de Empréstimos
 Transferências de Capital
 Outras Receitas de Capital
 Receitas de Capital Intra-Orçamentárias

Operações de Crédito — são os recursos oriundos de contratos de constituição de dívidas,


para captação de recursos monetários, de bens ou serviços, por meio de empréstimos e
21

financiamentos internos ou externos, para acobertar a realização de projetos e atividades


das entidades públicas.

Alienação de Bens — corno o próprio nome já diz, são os recursos obtidos de alienação ou
venda de bens patrimoniais móveis ou imóveis, ou seja, sua conversão em moeda corrente.

Amortização de Empréstimos — refere-se aos valores recebidos como pagamento por


empréstimos concedidos a outras entidades de direito público ou privado.

Transferências de Capital — são recursos financeiros recebidos de outras entidades de


direito publico ou privado, destinados a atender a gastos classificados em despesas de
capital.

Outras Receitas de Capital — são as receitas de capital que constituirão uma classificação
genérica que não se enquadram em nenhuma das fontes anteriores ou que não estejam
especificadas em lei.

Receitas de Capital Intra-Orçamentárias — são receitas de capital de órgãos, fundos,


autarquias, fundações, empresas estatais dependentes e outras entidades integrantes dos
orçamentos fiscal e da seguridade social derivadas da obtenção de recursos mediante a
constituição de dívidas, amortização de empréstimos e financiamentos ou alienação de
componentes do ativo permanente, quando o fato que originar a receita decorrer de despesa
de órgão, fundo, autarquia, fundação, empresa estatal dependente ou outra entidade
constante desses orçamentos, no âmbito da mesma esfera de governo.

3.3 CLASSIFICAÇÃO POR DESTINAÇÃO DE RECURSOS

3.3.1 CONCEITO

A natureza da receita busca identificar a origem do recurso segundo seu fato gerador.
Existe, ainda, a necessidade de identificar a destinação dos recursos arrecadados. Para
tanto, foi instituído o mecanismo denominado Destinação de Recursos ou Fonte de
Recursos.

Destinação de Recursos é o processo pelo qual os recursos públicos são correlacionados a


uma aplicação, desde a previsão da receita até a efetiva utilização dos recursos. A
destinação pode ser classificada em:

Destinação Vinculada — é o processo de vinculação entre a origem e a


aplicação de recursos, em atendimento ás finalidades específicas
estabelecidas pela norma;

Destinação Ordinária — é o processo de alocação livre entre a origem e a


aplicação de recursos, para atender a quaisquer finalidades,

A criação de vinculações para as receitas deve ser pautada em mandamentos legais que
regulamentam a aplicação de recursos, seja para funções essenciais, seja para entes,
órgãos, entidades e fundos. Outro tipo de vinculação é aquela derivada de convênios e
contratos de empréstimos e financiamentos, cujos recursos são obtidos com finalidade
específica.

O mecanismo utilizado para controle dessas destinações é a codificação denominada


DESTINAÇÃO DE RECURSOS (DR) ou FONTE DE RECURSOS (FR). Ela identifica se os
recursos são vinculados ou não e, no caso dos vinculados, indica a sua finalidade.
22

3.3.2 MECANISMO DE UTILIZAÇÃO DAS DESTINAÇÕES DE RECURSOS

Destinar é reservar para determinado fim ou emprego. A metodologia de destinação da


receita constitui instrumento que interliga todo o processo orçamentário financeiro, desde a
previsão da receita até a execução da despesa. Esse mecanismo possibilita o atendimento
da necessidade de transparência no gasto público e de controle das fontes de financiamento
das despesas, por motivos estratégicos e pela existência de dispositivos legais que
estabelecem vinculações para as receitas. Um desses dispositivos é o parágrafo único do
art. 8° e o art. 50, da Lei Complementar n° 101/2000 — Lei de Responsabilidade Fiscal,
transcritos abaixo:
0
“Art. 8 — Parágrafo único. Os recursos legalmente vinculados a finalidade
especifica serão utilizados exclusivamente para atender ao objeto de sua
vinculação, ainda que em exercício diverso daquele em que ocorrer o
ingresso."
"Art. 50 — Além de obedecer ás demais normas de contabilidade pública, a
escrituração das contas públicas observará as seguintes:
I — a disponibilidade de caixa constará de registro próprio, de modo que os
recursos vinculados a órgão, fundo ou despesa obrigatória fiquem
identificados e escriturados de forma individualizada;''

Na fixação da despesa deve-se incluir, na estrutura orçamentária, a Fonte de Recursos


que irá financiá-la, juntamente com a Natureza da Despesa, Programa de Trabalho e outras
classificações. Tratamento correspondente é dado ás Receitas, cuja estrutura orçamentária
é determinada pela combinação entre a classificação por Natureza da Receita e o código
indicativo da Destinação de Recursos.

Na execução orçamentária, a codificação da destinação da receita indica a vinculação,


evidenciando, a partir do ingresso, as destinações dos valores. Quando da realização da
despesa, deve estar demonstrada qual a fonte de financiamento (Fonte de Recursos) da
mesma, estabelecendo-se a interligação entre a receita e a despesa.

Assim, rio momento do recolhimento/recebimento dos valores, é feita a classificação por


Natureza de Receita e Destinação de Recursos, sendo possível determinar a
disponibilidade para alocação discricionária pelo gestor público, e aquela reservada para
finalidades especificas, conforme vinculações estabelecidas.

Portanto, o controle das disponibilidades financeiras por destinação/fonte de recursos deve


ser feito desde a elaboração do orçamento, até a sua execução, incluindo ingresso,
comprometimento e saída dos recursos financeiros.

3.3.3 CODIFICAÇÃO DAS DESTINAÇÕES DE RECURSOS

O código é composto no mínimo por 4 dígitos, podendo-se utilizar a partir do 5° digito para
atender peculiaridades internas:

1° dígito: IDUSO - IDENTIFICADOR DE USO


2° dígito: GRUPO DE DESTINAÇÃO DE RECURSOS
3° e 4° dígitos: ESPECIFICAÇÃO DAS DESTINAÇÕES DE RECURSOS
5° ao "n°” dígitos: DETALHAMENTO DAS DESTINAÇÕES DE RECURSOS
23

3.3.3.1 Identificador de Uso (IDUSO)

Código utilizado para indicar se os recursos se destinam a contrapartida nacional e, nesse


caso, indicar a que tipo de operações — empréstimos, doações ou outras aplicações — os
recursos compõem contrapartida.

3.3.3.2 - Grupo de Destinação de Recursos

Divide os recursos em originários do Tesouro ou de Outras Fontes e fornece a indicação


sobre o exercício em que foram arrecadadas, se corrente ou anterior.

Os chamados "Recursos do Tesouro" são aqueles geridos de forma centralizada pelo Poder
Executivo do ente, que detém a responsabilidade e controle sobre as disponibilidades
financeiras. Essa gestão centralizada se dá, normalmente, por meio do órgão Central de
Programação Financeira, que administra o fluxo de caixa, fazendo liberações aos órgãos e
entidades, de acordo com a programação financeira e com base nas disponibilidades e nos
objetivos estratégicos do governo.

Por sua vez, os "Recursos de Outras Fontes" são aqueles arrecadados e controlados de
forma descentralizada e cuja disponibilidade está sob responsabilidade desses órgãos e
entidades, mesmo nos casos em que dependam de autorização do Órgão Central de
Programação Financeira para dispor desses valores. De forma geral esses recursos têm
origem no esforço próprio das entidades, seja pelo fornecimento de bens, prestação de
serviços ou exploração econômica do patrimônio próprio.

Nessa classificação, também são segregados os recursos arrecadados no exercício


corrente daqueles de exercícios anteriores, informação importante já que os recursos
vinculados deverão ser aplicados no objeto para o qual foram reservados, ainda que em
exercício subsequente ao ingresso, conforme disposto no parágrafo único do artigo 8° da Lei
de Responsabilidade Fiscal,

Nessa tabela existe, ainda, um código especial destinado aos Recursos Condicionados, que
são aqueles incluídos na previsão da receita orçamentária, mas que dependem da
aprovação de alterações na legislação para integralização dos recursos. Quando
confirmadas tais proposições, os recursos são remanejados para as destinações adequadas
e definitivas.

3.3.3.3 Especificação das Destinações de Recursos

É o código que individualiza cada destinação. Possui a parte mais significativa da


classificação sendo complementado pela informação do IDUSO e Grupo Fonte.

Sua apresentação segrega as destinações em dois grupos: Destinações Primárias e Não-


primárias. As Destinações Primárias são aquelas não-financeiras, também chamadas de
"destinações boas", já que em grande parte são receitas efetivas. As Destinações Não-
Primárias, também chamadas financeiras, são representadas deforma geral por operações
de crédito, amortizações de empréstimos e alienação de ativos.

A tabela de especificações das fontes de recursos deve ser criada em função das
particularidades de cada ente da federação e adaptada de acordo com as necessidades
informativas ou de inovações na legislação. Na elaboração dessas especificações, deve-se
observar o seguinte:
24

 Os códigos podem ser utilizados tanto para destinação primária quanto para não-
primária, devendo-se atentar, no momento da criação, para a classificação no
agrupamento adequado;
 Os códigos não podem se repetir nas destinações primária e não-primária;
 Utilizar título que indique com clareza sua finalidade;
 Na composição do código da Destinação de Recursos, deverá ser observada a
compatibilidade entre a especificação e o respectivo Grupo.

3.3.3.4 Detalhamento das Destinações de Recursos

É o maior nível de particularização da Destinação de Recursos, não utilizado na elaboração


do orçamento e de uso facultativo na execução orçamentária. Nele a Destinação é
detalhada, a título de exemplo, por obrigação, convênio ou cadastro, sendo este último um
código genérico para diversas situações.

Sempre que não se utilizar a Destinação Detalhada, deverão ser preenchidos com zeros os
"n" últimos dígitos referentes ao detalhamento, exceto na elaboração da proposta
orçamentária, em que são utilizados apenas 4 dígitos para indicar a Destinação de
Recursos.

3.3.3.5 TABELAS

Tabela 01

IDUSO
Recursos não destinados à contrapartida;
Contrapartida – Banco Internacional para a Reconstrução e o Desenvolvimento
(BIRD);
Contrapartida – Banco Interamericano de Desenvolvimento – BID;
Contrapartida de empréstimos com enfoque setorial amplo;
Contrapartida de outros empréstimos;
Contrapartida de doações.

Tabela 02

GRUPO DE DESTINAÇÃO DE RECURSOS


Recursos do Tesouro – Exercício Corrente;
Recursos de Outras Fontes – Exercício Corrente;
Recursos do Tesouro – Exercícios Anteriores;
Recursos de Outras Fontes – Exercícios Anteriores;
Recursos Condicionados.

Tabela 03
I – PRIMÁRIAS

ESPECIFICAÇÃO DAS DESTINAÇÕES DE RECURSOS


O Recursos Ordinários;

X A ser especificado pelo Ente.


25

II – NÃO PRIMÁRIAS

ESPECIFICAÇÃO DAS DESTINAÇÕES DE RECURSOS

X A ser especificado pelo Ente.

Tabela 04
DETALHAMENTO

ESPECIFICAÇÃO DAS DESTINAÇÕES DE RECURSOS

XXXXXX A ser especificado pelo Ente.

REPRESENTAÇÃO GRÁFICA

ORIGEM DE DESTINAÇÃO APLICAÇÃO


RECURSOS DE DE
(RECEITA) RECURSOS RECURSOS
(DESPESA)

Classificação Classificação Classificação


Orçamentária Orçamentária Orçamentária

Natureza da Código da Natureza da


Receita Destinação Despesa

No âmbito do Tribunal de Contas do Estado do Espírito Santo, são adotados os seguintes


códigos relativos às fontes de recursos:

FONTE DE RECURSOS (Anexo B da Resolução TCEES 247/2012)

CÓDIGO
FONTE ESPECIFICAÇÃO
Fixo Variável
000 0000 RECURSOS ORDINÁRIOS Recursos da entidade de livre
aplicação.
26

CÓDIGO
FONTE ESPECIFICAÇÃO
Fixo Variável
000 XXXX RECURSOS ORDINÁRIOS (Destinados à Recursos destinados à
Contrapartida) contrapartida de convênios e outros
instrumentos congêneres firmados.
101 0000 MDE Fonte de recursos destinada a
controlar o cumprimento ao artigo
212 da CF/88 combinado com o
artigo 11, inciso V da Lei Federal
nº. 9.394/96.
101 XXXX MDE (Destinados à Contrapartida) Recursos destinados à
contrapartida de convênios e outros
instrumentos congêneres firmados.
102 0000 FUNDEB – OUTRAS DESPESAS (40%) Fonte destinada a controlar o
cumprimento do inciso IV do art. 60
do ADCT da CF/88 com o art. 21
da Lei Federal nº. 11. 494, de 20
de junho de 2007.
102 XXXX FUNDEB – OUTRAS DESPESAS (40%) Recursos destinados à
(Destinados à Contrapartida) contrapartida de convênios e outros
instrumentos congêneres firmados.
103 0000 FUNDEB – PAGAMENTO DOS Fonte destinada a controlar o
PROFISSIONAIS DO MAGISTÉRIO cumprimento do inciso XII do art.
(60%) 60 do ADCT da CF/88 combinado
com o art. 22 da Lei Federal nº. 11.
494, de 20 de junho de 2007.
103 XXXX FUNDEB – PAGAMENTO DOS Recursos destinados à
PROFISSIONAIS DO MAGISTÉRIO contrapartida de convênios e outros
(60%) (Destinados à Contrapartida) instrumentos congêneres firmados.
104 0000 MDE - REMUNERAÇÃO DE Recursos provenientes da
DEPÓSITOS BANCÁRIOS arrecadação de receita de
remuneração de depósitos
bancários de recursos vinculados a
MDE destinados a controlar o
cumprimento ao artigo 212 da
CF/88 combinado com o artigo 11,
inciso V da Lei Federal nº.
9.394/96.
105 0000 FUNDEB - REMUNERAÇÃO DE Recursos provenientes da
DEPÓSITOS BANCÁRIOS (OUTRAS arrecadação de receita de
DESPESAS DA EDUCAÇÃO BÁSICA – remuneração de depósitos
40%) bancários de recursos vinculados
do FUNDEB destinados a custear
despesas com a educação básica
que não estejam relacionadas na
fonte de código 106.
106 0000 FUNDEB - REMUNERAÇÃO DE Recursos provenientes da
DEPÓSITOS BANCÁRIOS arrecadação de receita de
(PAGAMENTO DOS PROFISSIONAIS remuneração de depósitos
DO MAGISTÉRIO - 60%) bancários de recursos vinculados
do FUNDEB destinados a custear
despesas com a remuneração dos
profissionais do magistério em
efetivo exercício na educação
básica.
107 0000 RECURSOS DO FNDE Fonte de recursos destinada a
controlar os recursos vinculados
originários de transferências
recebidas pelo Município, relativos
ao Fundo Nacional do
27

CÓDIGO
FONTE ESPECIFICAÇÃO
Fixo Variável
Desenvolvimento da Educação –
FNDE, compreendendo os
repasses referentes ao salário-
educação e demais programas do
FNDE.
108 XXXX RECURSOS DE CONVÊNIOS Fonte de recursos destinada a
DESTINADOS A PROGRAMAS DE controlar os recursos originários de
EDUCAÇÃO transferências em virtude de
assinatura de convênios ou
legislações específicas, cuja
destinação encontra-se vinculada a
programas da educação.
109 AAAA EDUCAÇÃO FUNDEB - MAGISTÉRIO Recursos vinculados ao FUNDEB
(60%) – Ano Anterior para aplicação no pagamento de
profissionais do magistério em
efetivo exercício, advindos de
exercícios anteriores. Identificado
pelo ano de ingresso dos recursos.
110 AAAA EDUCAÇÃO FUNDEB - OUTROS (40%) Recursos vinculados ao FUNDEB
- Ano Anterior para aplicação em outras
despesas, advindos de exercícios
anteriores. Identificado pelo ano de
ingresso dos recursos.
111 0000 RECURSOS DE OPERAÇÕES DE Fonte de recursos destinada a
CRÉDITO DESTINADAS A EDUCAÇÃO controlar os recursos originários de
operações de crédito, cuja
destinação encontra-se vinculada a
programas da educação.
199 0000 DEMAIS RECURSOS CUJA APLICAÇÃO Fonte de recursos destinada a
ESTEJA VINCULADA A FUNÇÃO controlar os recursos vinculados
EDUCAÇÃO não enquadrados em
especificações próprias, cuja
aplicação encontra-se destinada a
programas da educação.
201 0000 RECURSOS PRÓPRIOS - SAÚDE Fonte de recursos destinada a
controlar o cumprimento do inciso
III do artigo 77 do ADCT da CF/88.
201 XXXX RECURSOS PRÓPRIOS – SAÚDE Recursos destinados à
(Destinados à Contrapartida) contrapartida de convênios e outros
instrumentos congêneres firmados.
202 0000 REMUNERAÇÃO DE DEPÓSITOS Recursos provenientes da
BANCÁRIOS (RECURSOS PRÓPRIOS – arrecadação de receita de
SAÚDE) remuneração de depósitos
bancários de recursos próprios da
saúde destinados a controlar o
cumprimento do inciso III do artigo
77 do ADCT da CF/88.
203 0000 RECURSOS DO SUS Fonte de recursos destinada a
controlar os recursos originários de
transferências do Fundo Nacional
de Saúde recebido pelo Fundo de
Saúde do Município, referentes ao
Sistema único de Saúde (SUS).
204 XXXX RECURSOS DE CONVÊNIOS Fonte de recursos destinada a
DESTINADOS A PROGRAMAS DE controlar os recursos originários de
SAÚDE transferências em virtude de
assinatura de convênios ou
legislações específicas, cuja
28

CÓDIGO
FONTE ESPECIFICAÇÃO
Fixo Variável
destinação encontra-se vinculada a
programas da saúde.
205 0000 RECURSOS DE OPERAÇÃO DE Fonte de recursos destinada a
CRÉDITO DESTINADA A AÇÕES E controlar os recursos originários de
SERVIÇOS DE SAÚDE operações de crédito, cuja
destinação encontra-se vinculada a
programas da saúde.
299 0000 DEMAIS RECURSOS VINCULADOS A Fonte de recursos destinada a
SAÚDE controlar os recursos não
enquadrados em especificações
próprias, cuja destinação encontra-
se vinculada a programas da
saúde.
301 0000 RECURSOS DO FNAS (Lei Federal Nº. 8.742, 07/12/1993)
302 XXXX RECURSOS DE CONVÊNIOS Fonte de recursos destinada a
DESTINADOS A PROGRAMAS DE controlar os recursos originários de
ASSISTÊNCIA SOCIAL transferências em virtude de
assinatura de convênios ou
legislações específicas, cuja
destinação encontra-se vinculada a
programas da assistência social.
399 0000 DEMAIS RECURSOS DESTINADOS A Recursos não enquadrados em
ASSISTÊNCIA SOCIAL especificações próprias, cuja
destinação encontra-se vinculada a
programas da assistência social.
401 0000 RECURSOS DO REGIME PRÓPRIO DE Fonte destinada a controlar os
PREVIDÊNCIA (RPPS) recursos do RPPS, quando não
houver segregação de massa.
402 0000 RECURSOS DO FUNDO FINANCEIRO Fonte destinada a controlar os
recursos previdenciários quando da
segregação de massa.
403 0000 RECURSOS DO FUNDO Fonte destinada a controlar os
PREVIDENCIÁRIO recursos previdenciários quando da
segregação de massa.
404 0000 RECURSOS DA TAXA DE Fonte destinada a controlar os
ADMINISTRAÇÃO recursos da Taxa de
Administração.
405 0000 RECURSOS DO SUPERÁVIT DA TAXA Fonte destinada a controlar os
DE ADMINISTRAÇÃO recursos excedentes da taxa de
administração, nos termos dos
incisos III e IV da Portaria MPS nº.
402/2008. Esta fonte será ativada
pela transferência das sobras na
fonte 530 no encerramento do
exercício, caso a municipalidade
tenha criado por lei, fundo
específico para esta finalidade.
501 XXXX CONVÊNIOS DO ESTADO Recursos originários de
transferências estaduais em virtude
de assinatura de convênios ou
legislações específicas, cuja
destinação encontra-se vinculada
aos seus objetos. Não serão
controlados por esta fonte os
recursos de convênios vinculados a
programas da educação, da saúde
e da assistência social, cujo
controle será realizado através das
29

CÓDIGO
FONTE ESPECIFICAÇÃO
Fixo Variável
fontes 108, 204 e 302,
respectivamente.
502 XXXX CONVÊNIOS DA UNIÃO Recursos originários de
transferências federais em virtude
de assinatura de convênios ou
legislações específicas, cuja
destinação encontra-se vinculada
aos seus objetos. Não serão
controlados por esta fonte os
recursos de convênios vinculados a
programas da educação, da saúde
e da assistência social, cujo
controle será realizado através das
fontes 108, 204 e 302,
respectivamente.
601 0000 CIDE Fonte destinada a controlar os
recursos da CIDE, nos termos do
artigo nº. 159, inciso III, § 4º da
Constituição Federal da República.
602 0000 COSIP Fonte destinada a controlar os
recursos da COSIP, nos termos do
artigo 149, “a” da Constituição
Federal da República.
603 0000 RECURSOS VINCULADOS AO Fonte destina a controlar os
TRANSITO recursos do trânsito nos termos do
artigo nº. 320 do Código de
Trânsito Brasileiro.
604 0000 ROYALTIES DO PETROLEO Fonte destinada a controlar os
recursos originários da
arrecadação da cota-parte
royalties.
605 0000 ROYALTIES DO PETROLEO ESTADUAL Fonte destinada a controlar os
recursos da Lei Estadual nº.
8.308/2006 (art. 2º).
901 0000 OPERAÇÕES DE CREDITO INTERNA Fonte destinada a controlar os
recursos originários de operações
de crédito internas, exceto as
operações cuja aplicação esteja
destinada a programas de
educação e saúde que serão
controladas nas fontes 111 e 205,
respectivamente.
902 0000 OPERAÇÕES DE CREDITO EXTERNA Fonte destinada a controlar os
recursos originários de operações
de crédito externas, exceto as
operações cuja aplicação esteja
destinada a programas de
educação e saúde que serão
controladas nas fontes 111 e 205,
respectivamente.
903 0000 ALIENAÇOES DE BENS E DIREITOS Fonte destinada a controlar os
recursos advindos da alienação de
bens nos termos do art. 44 da LRF.
999 0000 OUTROS DE RECURSOS DE Fonte destinada a controlar
APLICAÇÃO VINCULADA recursos cuja aplicação seja
vinculada e não tenha sido
enquadrado em outras
especificações.
30

3.4 ESTÁGIOS DA RECEITA

Os chamados estágios da Receita Pública são as etapas consubstanciadas nas ações


desenvolvidas e percorridas pelos órgãos e repartições encarregados de executá-las. Os
estágios são os seguintes: previsão; lançamento; arrecadação; e recolhimento.

Como evidenciado, somente a receita orçamentária reúne condições de percorrer esses três
estágios, porquanto a receita extra-orçamentária não terá necessidade de percorrê-los, isto
porque os requisitos de que são revestidos, como no caso da previsão, por exemplo, são
dispensados.

3.4.1 PREVISÃO OU PLANEJAMENTO

A previsão indica a expectativa da receita por parte da Fazenda Pública e configura o que se
pretende arrecadar no exercício financeiro com o objetivo de custear os serviços públicos
programados para o mesmo período.

Compreende a previsão de arrecadação da receita orçamentária constante da Lei


Orçamentária Anual — LOA, resultante de metodologias de projeção usualmente adotadas,
observada as disposições constantes na Lei de Responsabilidade Fiscal — LRF.

3.4.1.1 METODOLOGIA DE PROJEÇÃO DAS RECEITAS ORÇAMENTÁRIAS

No âmbito federal, a metodologia de projeção de receitas orçamentárias adotada está


baseada na série histórica de arrecadação das mesmas ao longo dos anos ou meses
anteriores (base de cálculo), corrigida por parâmetros de preço (efeito preço), de quantidade
(efeito quantidade) e de alguma mudança de aplicação de alíquota em sua base de cálculo
(efeito legislação). Esta metodologia busca traduzir matematicamente o comportamento da
arrecadação de uma determinada receita ao longo dos meses e anos anteriores e refleti-la
para os meses ou anos seguintes, utilizando-se de modelos matemáticos. A busca deste
modelo dependerá em grande parte da série histórica de arrecadação e de informações dos
Órgãos ou Unidades Arrecadadoras, que estão diretamente envolvidas com a receita que se
pretende projetar

De modo geral, a metodologia utilizada varia de acordo com a espécie de receita


orçamentária que se quer projetar. Assim, para cada receita deve ser avaliado o modelo
matemático mais adequado para projeção, de acordo com a série histórica da sua
arrecadação. Se necessário, podem ser desenvolvidos novos modelos.

A projeção das receitas é fundamental na determinação das despesas, pois é a base para a
fixação destas na Lei Orçamentária Anual, na execução do orçamento e para a
determinação das necessidades de financiamento do Governo. Além disso, é primordial sua
análise na concessão de créditos suplementares e especiais por excesso de arrecadação.
31

Uma das formas de projetar valores de arrecadação é a utilização de modelos incrementais


na estimativa das receitas orçamentárias. Esta metodologia corrige os valores arrecadados
pelos índices de preço, quantidade e legislação, da seguinte forma:

Projeção = Base de Cálculo x (índice de preço) x (índice de quantidade) x (efeito


legislação), onde:

Projeção - é o valor a ser projetado para uma determinada receita, de forma mensal para
atender à execução orçamentária, cuja programação é feita mensalmente.

Base de cálculo - É obtida por meio da série histórica de arrecadação da receita e


dependerá do seu comportamento mensal. A base de cálculo pode ser:

• a arrecadação de cada mês (arrecadação mensal) do ano anterior;


• a média de arrecadação mensal do ano anterior (arrecadação anual do ano
anterior dividido por doze);
• a média de arrecadação mensal dos últimos doze meses ou média móvel dos
últimos doze meses (arrecadação total dos últimos doze meses dividido por
doze);
• a média trimestral de arrecadação ao longo de cada trimestre do ano anterior;
• a média de arrecadação dos últimos meses do exercício;

A escolha dos modelos de projeção dependerá fortemente do comportamento da


arrecadação ao longo dos meses, isto é, dependerá da série histórica de arrecadação.

Por exemplo: uma série histórica sazonal perderá os efeitos de sazonalidades se for
utilizada como base de cálculo a média de arrecadação, já que esta última igualará todos os
valores mensais projetados da receita, não refletindo adequadamente o comportamento da
sua série histórica. Neste caso, é preferível usar como base de cálculo a arrecadação
individualizada mês a mês e estimá-la para os meses respectivos do ano seguinte, obtendo
dessa forma uma projeção sazonalizada.

Em certos casos ocorrem atipicidades na arrecadação de determinada receita, que devem


ser eliminadas na projeção uma vez que são arrecadações não regulares. Este alinhamento
da série deve ocorrer também em casos de mudança de arrecadação de uma natureza de
receita para outra. Por exemplo, nos primeiros meses de um dado ano, uma receita era
arrecadada na natureza 1321.00.00 – Juros de Títulos de Renda e no mês de julho passa a
ser arrecadada na natureza de receita 1325.00.00 – Remuneração de Depósitos Bancários.
Na projeção do ano seguinte da natureza de receita 1325.00.00 devem ser consideradas as
arrecadações na natureza antiga, a fim de não se perder a série histórica inicial.

Índice de preços – É o índice que fornece a variação média dos preços de uma
determinada cesta de produtos. Existem diversos índices de preços nacionais ou mesmo
regionais como o IGP-DI, o INPC, o IPCA, a variação cambial, a taxa de juros, a variação da
taxa de juros, dentre outros. Estes índices são divulgados mensalmente por órgãos oficiais
como: IBGE, Fundação Getúlio Vargas e Banco Central e são utilizados pelo Governo
Central para projeção de índices futuros.

A escolha do índice dependerá do fato gerador da receita que se está projetando. Por
exemplo, ao se projetar uma receita de juros não é adequado o uso de um índice de
inflação, mas a variação anual ou mensal dos juros. Da mesma forma, ao se projetar uma
receita contratual, seria interessante verificar se a mesma depende de preços internacionais,
ou não. Caso dependa, poderá ser corrigida pela variação cambial, atrelada à moeda em
que geralmente são feitos os contratos daquela empresa ou cotados os produtos daquela
empresa, por exemplo, o Dólar, ou o Euro. Isso ocorre, por exemplo, com receitas
32

industriais. Caso não dependa, como ocorre com as receitas de aluguéis, deve-se verificar
qual o índice adotado para a correção dos mesmos (IGP-DI, INPC, IPCA, etc.).

Uma das formas de se saber qual o melhor índice de preços é através do cálculo da
correlação entre a arrecadação da receita e do índice mensal. Se houver forte correlação,
existem evidências de que a arrecadação varia de acordo com aquele índice de preços.
Pode acontecer, também, de inexistir correlação entre o índice e a arrecadação da receita.

Índice de quantidade - É o índice que fornece a variação média na quantidade de bens de


um determinado seguimento da economia. Está relacionado à variação física de um
determinado fator de produção. Como exemplos, podemos citar o Produto Interno Bruto
Real do Brasil – PIB real; o crescimento real das importações ou das exportações; a
variação real na produção mineral do país; a variação real da produção industrial; a variação
real da produção agrícola; o crescimento vegetativo da folha de pagamento do
funcionalismo público federal; o crescimento da massa salarial; o aumento na arrecadação
como função do aumento do número de fiscais no país; ou mesmo do incremento
tecnológico na forma de arrecadação; o aumento do número de alunos matriculados em
uma escola; e assim por diante. Da mesma forma que o índice de preços, a escolha deste
índice dependerá do fato gerador da receita e da correlação entre a arrecadação e o índice
a ser adotado.

Efeito legislação - Leva em consideração a mudança na alíquota ou na base de cálculo de


alguma receita, em geral, tarifas públicas e receitas tributárias, decorrentes de ajustes na
legislação ou nos contratos públicos. Por exemplo, se uma taxa de polícia aumentar a sua
alíquota em 30%, decorrente de alteração na legislação, deve-se considerar este aumento
com sendo o efeito legislação, e será parte integrante da projeção da taxa para o ano
seguinte. Deve-se verificar, nestes casos, se o aumento obedecerá ou não o princípio da
anterioridade, estabelecido na Constituição Federal, art. 150, inciso III, alínea b.

3.4.2. LANÇAMENTO

O art. 53 da Lei no 4.320, de 1964, define o lançamento como ato da repartição competente,
que verifica a procedência do crédito fiscal e a pessoa que lhe é devedora e inscreve o
débito desta. Por sua vez, conforme o art. 142 do CTN, lançamento é o procedimento
administrativo que verifica a ocorrência do fato gerador da obrigação correspondente,
determina a matéria tributável, calcula o montante do tributo devido, identifica o sujeito
passivo e, sendo o caso, propõe a aplicação da penalidade cabível.

Observa-se que, segundo o disposto nos artigos 142 a 150 do CTN, a etapa de lançamento
situa-se no contexto de constituição do crédito tributário, ou seja, aplica-se a impostos, taxas
e contribuições de melhoria.

Além disso, de acordo com o art. 52 da Lei no 4.320, de 1964, será objeto de lançamento as
rendas com vencimento determinado em lei, regulamento ou contrato.

3.4.3. ARRECADAÇÃO

Corresponde à entrega dos recursos devidos ao Tesouro Nacional pelos contribuintes ou


devedores, por meio dos agentes arrecadadores ou instituições financeiras autorizadas pelo
ente.
33

Vale destacar que, segundo o art. 35 da Lei no 4.320, de 1964, pertencem ao exercício
financeiro as receitas nele arrecadadas, o que representa a adoção do regime de caixa para
o ingresso das receitas públicas.

3.4.4. RECOLHIMENTO

Consiste na transferência dos valores arrecadados à conta específica do Tesouro Nacional,


responsável pela administração e controle da arrecadação e pela programação financeira,
observando-se o princípio da unidade de tesouraria ou de caixa, conforme determina o art.
56 da Lei no 4.320, de 1964, a seguir transcrito:

Art. 56. O recolhimento de todas as receitas far-se-á em estrita observância


ao princípio de unidade de tesouraria, vedada qualquer fragmentação para
criação de caixas especiais.
34

4 DESPESA PÚBLICA

É o conjunto de dispêndios do Estado ou de outra pessoa jurídica de direito público, para o


funcionamento dos serviços públicos. Nesse sentido, a despesa é parte do orçamento, ou
seja, aquela em que se encontram classificadas todas as autorizações para gastos com
várias atribuições e funções governamentais.

Em outras palavras, as despesas públicas formam o complexo da distribuição e do emprego


das receitas, para custeio de diferentes setores da Administração Pública.

4.1 TIPOS DE RECEITA

4.1.1 DESPESA ORÇAMENTÁRIA

As despesas orçamentárias são despesas públicas que para serem realizadas dependem
de autorização legislativa e não pode se efetivar sem credito orçamentário correspondente.

Em outras palavras, é a que integra o orçamento, é a despesa discriminada e fixada no


orçamento público.

4.1.1 DESPESA EXTRA-ORÇAMENTÁRIA

A despesa extra-orçamentária é aquela paga à margem da lei orçamentária e, portanto,


independente de autorização legislativa, pois se constitui em saídas compensatórias de
entradas oriundas de receitas extra-orçamentárias, correspondendo à restituição ou entrega
de valores recebidos, como cauções, consignações e outras.

4.2 DESPESA ORÇAMENTÁRIA

4.2.1 Estrutura da Programação Orçamentária da Despesa

A compreensão do orçamento exige o conhecimento de sua estrutura e organização, as


quais são implementadas por meio de um sistema de classificação estruturado com o
propósito de atender as exigências de informação demandada por todos os interessados
nas questões de finanças públicas, como os poderes públicos, as organizações públicas e
privadas e a sociedade em geral.

4.2.1.1 Programação Qualitativa

Na estrutura atual do orçamento público, as programações orçamentárias estão organizadas


em programas de trabalho e em programação física e financeira. O programa de trabalho,
que define qualitativamente a programação orçamentária, deve responder, de maneira clara
e objetiva, às perguntas clássicas que caracterizam o ato de orçar, sendo, do ponto de vista
operacional, composto dos seguintes blocos de informação: Classificação por Esfera,
Classificação Institucional, Classificação Funcional, e Estrutura Programática, conforme
detalhado a seguir.

BLOCOS DA ESTRUTURA ITEM DA ESTRUTURA PERGUNTA A SER


RESPONDIDA
Classificação por Esfera Esfera Orçamentária Em qual Orçamento?
Classificação Institucional Órgão Quem faz?
35

Unidade Orçamentária
Classificação Funcional Função Em que área da despesa a
Subfunção ação governamental será
realizada?
Estrutura Programática Programa Qual o tema da Política
Pública?
Informações Principais do Objetivo O que será feito?
Programa Iniciativa O que será entregue?

Informações Principais da Ação Ação Como fazer?


Descrição O que é feito?
Finalidade Para que é feito?
Forma de Implementação Como é feito?
Etapas (somente para projetos) Quais as fases?
Produto Qual o resultado?
Unidade de Medida Como mensurar?
Subtítulo Onde é feito?

4.2.1.2 Programação Quantitativa

A programação física define quanto se pretende desenvolver do produto:

ITEM DA ESTRUTURA PERGUNTA A SER RESPONDIDA


Meta Física Quanto se pretende desenvolver?

A programação financeira define o que adquirir, com quais recursos, conforme tabela que se
segue.

ITEM DA ESTRUTURA PERGUNTA A SER RESPONDIDA


Natureza da Despesa
Categoria Econômica da Despesa Qual o efeito econômico da realização da
despesa?
Grupo de Natureza de Despesa (GND) Em qual classe de gasto será realizada a
despesa?
Modalidade de Aplicação Qual a estratégia para realização da despesa?
Elemento de Despesa Quais os insumos que se pretende utilizar ou
adquirir?
Identificador de Uso (IDUSO) Os recursos utilizados são contrapartida?
Fonte de Recursos De onde virão os recursos para realizar a
despesa?
Identificador de Doação e de Operação A que operação de crédito ou doação os
de Crédito (IDOC) recursos se relacionam?
Identificador de Resultado Primário Como se classifica essa despesa em relação ao
efeito sobre o Resultado Primário da União?
Dotação Quanto custa?
Justificativa Qual a memória de cálculo utilizada?

4.2.2 CLASSIFICAÇÃO INSTITUCIONAL E FUNCIONAL

4.2.2.1 INSTITUCIONAL

Corresponde aos Órgãos e as Unidades Orçamentárias que constituem o agrupamento de


serviços subordinados ao mesmo Órgão ou repartição a que serão consignadas dotações
próprias.
36

Deste modo, o orçamento deverá indicar a estrutura do poder público a que se referir,
conforme a seguir.

PODER LEGISLATIVO
Assembleia Legislativa
Tribunal de Contas

PODER JUDICIÁRIO
Tribunal de Justiça
Tribunal de Alçada Cível
Tribunal de Alçada Criminal

PODER EXECUTIVO
Gabinete do Governador
Procuradoria Geral do Estado
Secretaria de Estado da Fazenda

4.2.2.1 CODIFICAÇÃO

Tomando como exemplo a Defensoria Pública, verifica-se que a classificação institucional


será:

Discriminação Código Especificação


Órgão 10.000 Governadoria do Estado
Unidade Orçamentária 10.105 Defensoria Pública

4.2.2.2 FUNCIONAL

A classificação Funcional, composta de funções e subfunções pré-fixadas, servirá com


agregador dos gastos públicos por área de governamental, nas três esferas.

Por ser de aplicação comum e obrigatória no âmbito dos Municípios, Estados e da União, a
classificação funcional permitirá a consolidação nacional dos gastos do setor público.
A classificação funcional divide a despesa nos seguintes níveis:

FUNÇÕES – representam o maior nível de agregação das do governo nos diversos setores.

SUBFUNÇÕES – representa uma partição da função, visando agregar determinado


subconjunto de despesas do setor público. A subfunção identifica a natureza básica das que
se aglutinam em torno das funções.

A classificação funcional manteve a matricialidade da funcional-programática, ou seja, as


subfunções poderão ser combinadas com funções diferentes daquelas a que esteiam
vinculadas.

Assim a classificação funcional será efetuada por intermédio da relação da do governo


(projeto, atividade ou operação especial) com a subfunção e a função, independente de sua
relação institucional.

Exemplo: um projeto de treinamento de servidores da Secretaria de Estado da Educação


será classificado na subfunção “128 - Formação de Recursos Humanos” e na função “12 -
Educação".
37

4.2.2.2.1 CODIFICACÃO

Tomando como exemplo um Programa Finalístico da Defensoria Pública, verifica-se que a


classificação funcional (função e subfunção) e o detalhamento programático, tem-se:

Discriminação Código Especificação


Função 02 Judiciária
Subfunção 062 Defesa do Interesse Público no Processo Judiciário
Programa 0.301 Todo Cidadão Carente Bem Assistido Juridicamente
Projeto 1.150 Implantar e Implementar Núcleos da Defensoria Pública

A classificação completa, que identifica o menor nível de programação, compõe-se de 18


(dezoito) algarismos, conforme exemplo a seguir:

ÓRGÃO UNIDADE ORÇAMENTÁRIA FUNÇÃO SUBFUNÇÃO PROGRAMA P/A/OE

10 105 02 062 0.301 1.150

O registro dos códigos citados, corresponde ao seguinte:

10.000 Governadoria do Estado


10.105 Defensoria Pública
02 Judiciária
062 Defesa do Interesse Público no Processo Judiciário
0.301 Todo cidadão carente bem assistido juridicamente
1.150 Implantar e implementar núcleos da Defensoria Pública

4.3 CLASSIFICAÇÃO ECONÔMICA DA DESPESA

A estrutura da despesa orçamentária, segundo a Lei 4,320/1964, é classificada em duas


categorias econômicas: Despesas Correntes e Despesas de Capital.

4.3.1 DESPESAS CORRENTES

São os gastos de natureza operacional, realizadas pela Administração Pública, para a


manutenção e o funcionamento dos seus Essas despesas contribuem, diretamente, para a
formação ou aquisição de um bem de capital.

A classificação das despesas correntes subdivide-se em Grupos de Natureza de Despesa,


conforme segue:

I – Despesas Correntes: Pessoal e Encargos Sociais; Juros e Encargos da Divida; Outras


Despesas Correntes.

Pessoal e Encargos Sociais: despesas de natureza remuneratória decorrentes do efetivo


exercício de cargo, emprego ou de confiança no setor público, do pagamento dos proventos
de aposentadorias, reformas e pensões, das obrigações trabalhistas de responsabilidade do
empregador, incidentes sobre a folha de salários, bem como gratificações, adicionais e
outros direitos remuneratórios.
38

Juros e Encargos da Dívida: despesas com o pagamento de juros, comissões e outros


encargos de operações de crédito internas e externas contratadas, bem como da divida
pública mobiliária.

Outras Despesas Correntes: despesas com aquisição de material de consumo,


pagamento de diárias, contribuições, subvenções, auxílio-transporte, auxílio-alimentação, de
outras despesas da categoria econômica “Despesas Correntes" não classificáveis nos
grupos de natureza de despesa anteriores.

4.3.2 DESPESAS DE CAPITAL

São os gastos realizados pela Administração Pública, cujo propósito é criar novos bens de
capital ou mesmo de adquirir bens de capital já em uso, e que constituirão incorporações ao
patrimônio público.

Essas despesas contribuem, diretamente, para a formação ou aquisição de um bem de


capital.

A classificação das despesas de capital subdivide-se nos seguintes Grupos de Natureza de


Despesa:

I - Despesas de Capital: Investimentos; Inversões Financeiras; Amortizações da Dívida.

Investimentos – despesas necessárias ao planejamento e à execução de obras públicas, à


realização de programas especiais de trabalho, aquisição de instalações, equipamentos e
material permanente, inclusive de imóveis necessários à realização dessas atividades. Em
resumo, despesas que correspondem à aquisição ou surgimento de novos bens ou
adicionam novo valor aos já existentes.

Inversões Financeiras – entende-se como uma despesa que resulta na aquisição ou


formação de um bem novo. São despesas com aquisições de imóveis ou bens de capital já
em utilização; de títulos representativos do capital de empresas ou entidades de qualquer
espécie, já constituídas; e com a constituição ou aumento do capital de empresas.

Amortização da Dívida - despesas com o pagamento e/ou refinanciamento do principal e


da atualização monetária ou Cambial da divida pública interna e externa, contratual ou
mobiliária.

4.3.3 MODALIDADE DE APLICACÃO

A Classificação econômica da despesa será complementada pela informação gerencial


denominada “Modalidade de Aplicação", que tem por objetivo eliminar a dupla Contagem
dos recursos transferidos ou descentralizados.
Indica se a despesa vai ser realizada diretamente pela unidade detentora do Crédito
orçamentário, ou transferida, ainda que na forma de descentralização, a outras esferas de
Governo, ou Entidades.

20 - Transferências à União;
22 - Execução Orçamentária delegada à União;
30 - Transferências a Estados e ao Distrito Federal;
31 - Transferências a Estados e ao Distrito Federal – Fundo a Fundo;
32 - Execução Orçamentária delegada a Estados e ao Distrito Federal;
39

35 - Transferências Fundo a Fundo aos Estados e ao Distrito Federal à conta de recursos de


que tratam os §§ 1º e 2º do art. 24 da Lei Complementar nº 141, de 2012;
36 - Transferências Fundo a Fundo aos Estados e ao Distrito Federal à conta de recursos de
que trata o art.25 da Lei Complementar nº 141, de 2012;
40 - Transferências a Municípios;
41 - Transferências a Municípios – Fundo a Fundo;
42 - Execução Orçamentária delegada a Municípios;
45 - Transferências Fundo a Fundo aos Municípios à conta de recursos de que tratam os §§
1º e 2º do art.24 da Lei Complementar nº 141, de 2012;
46 - Transferências Fundo a Fundo aos Municípios à conta de recursos de que trata o art.
25 da Lei Complementar nº 141, de 2012;
50 - Transferências a Instituições Privadas sem fins lucrativos;
60 - Transferências a Instituições Privadas com fins lucrativos;
67 – Execução de Contrato de Parceria Público-Privada-PPP;
70 - Transferências a instituições Multigovernamentais;
71 - Transferências a Consórcios Públicos mediante contrato de rateio;
72 - Execução Orçamentária delegada a Consórcios Públicos;
73 - Transferências a Consórcios Públicos mediante contrato de rateio à conta de recursos
de que tratam os §§ 1º e 2º do art. 24 da Lei Complementar nº 141, de 2012;
74 - Transferências a Consórcios Públicos mediante contrato de rateio à conta de recursos
de que trata o art. 25 da Lei Complementar nº 141, de 2012;
75 - Transferências a Instituições Multigovernamentais à conta de recursos de que tratam os
§§ 1º e 2º do art. 24 da Lei Complementar nº 141, de 2012;
76 - Transferências a Instituições Multigovernamentais à conta de recursos de que trata o
art. 25 da Lei Complementar nº 141, de 2012;
80 - Transferências ao Exterior;
90 - Aplicações Diretas;
91 - Aplicação Direta Decorrente de Operação entre Fundos e Entidades Integrantes dos
Orçamentos Fiscal e da Seguridade Social;
93 - Aplicação Direta Decorrente de Operação entre Fundos e Entidades Integrantes dos
Orçamentos Fiscal e da Seguridade Social com Consórcio Público do qual o Ente
participe;
94 - Aplicação Direta Decorrente de Operação entre Fundos e Entidades Integrantes dos
Orçamentos Fiscal e da Seguridade Social com Consórcio Público do qual o Ente Não
participe;
95 - Aplicação Direta à conta de recursos de que tratam os §§ 1o e 2o do art. 24 da Lei
Complementar nº 141, de 2012;
96 - Aplicação Direta à conta de recursos de que trata o art. 25 da Lei Complementar nº 141,
de 2012;
99 - A Definir

20. Transferências à União

Despesas realizadas pelos Estados, Municípios ou pelo Distrito Federal, mediante


transferência de recursos financeiros à União inclusive para suas entidades da
administração indireta.

22. Execução Orçamentária delegada à União

Despesas orçamentárias realizadas mediante transferência de recursos financeiros,


decorrentes de delegação ou descentralização à União para execução de ações de
responsabilidade exclusiva do delegante.
40

30. Transferências a Estados e ao Distrito Federal

Despesas realizadas mediante transferência de recursos financeiros da União ou dos


Municípios aos Estados e ao Distrito Federal, inclusive para suas entidades da
administração indireta.

31. Transferências a Estados e ao Distrito Federal – Fundo a Fundo

Despesas realizadas mediante transferência de recursos financeiros da União ou dos


Municípios aos Estados e ao Distrito Federal por intermédio da modalidade fundo a fundo.

32. Execução Orçamentária delegada a Estados e ao Distrito Federal

Despesas orçamentárias realizadas mediante transferência de recursos financeiros,


decorrentes de delegação ou descentralização a Estados e ao Distrito Federal para
execução de ações de responsabilidade exclusiva do delegante.

35. Transferências Fundo a Fundo aos Estados e ao Distrito Federal à conta de


recursos de que tratam os §§ 1º e 2º do art. 24 da Lei Complementar nº 141, de 2012

Despesas orçamentárias realizadas mediante transferência de recursos financeiros da


União ou dos Municípios aos Estados e ao Distrito Federal por intermédio da modalidade
fundo a fundo, à conta de recursos referentes aos restos a pagar considerados para fins da
aplicação mínima em ações e serviços públicos de saúde e posteriormente cancelados ou
prescritos, de que tratam os §§ 1º e 2º do art. 24 da Lei Complementar nº 141, de 2012.

36. Transferências Fundo a Fundo aos Estados e ao Distrito Federal à conta de


recursos de que trata o art.25 da Lei Complementar nº 141, de 2012

Despesas orçamentárias realizadas mediante transferência de recursos financeiros da


União ou dos Municípios aos Estados e ao Distrito Federal por intermédio da modalidade
fundo a fundo, à conta de recursos referentes à diferença da aplicação mínima em ações e
serviços públicos de saúde que deixou de ser aplicada em exercícios anteriores, de que
trata o art. 25 da Lei Complementar nº 141, de 2012.

40. Transferências a Municípios

Despesas realizadas mediante transferência de recursos financeiros da União ou dos


Estados aos Municípios, inclusive para suas entidades da administração indireta.

41. Transferências a Municípios – Fundo a Fundo

Despesas realizadas mediante transferência de recursos financeiros da União, dos Estados


ou do Distrito Federal aos municípios por intermédio da modalidade fundo a fundo.

42. Execução Orçamentária delegada a Municípios

Despesas orçamentárias realizadas mediante transferência de recursos financeiros,


decorrentes de delegação ou descentralização a Municípios para execução de ações de
responsabilidade exclusiva do delegante.
41

45. Transferências Fundo a Fundo aos Municípios à conta de recursos de que tratam
os §§ 1º e 2º do art. 24 da Lei Complementar nº 141, de 2012

Despesas orçamentárias realizadas mediante transferência de recursos financeiros da


União, dos Estados ou do Distrito Federal aos Municípios por intermédio da modalidade
fundo a fundo, à conta de recursos referentes aos restos a pagar considerados para fins da
aplicação mínima em ações e serviços públicos de saúde e posteriormente cancelados ou
prescritos, de que tratam os §§ 1º e 2º do art. 24 da Lei Complementar nº 141, de 2012.

46. Transferências Fundo a Fundo aos Municípios à conta de recursos de que trata o
art. 25 da Lei Complementar nº 141, de 2012

Despesas orçamentárias realizadas mediante transferência de recursos financeiros da


União, dos Estados ou do Distrito Federal aos Municípios por intermédio da modalidade
fundo a fundo, à conta de recursos referentes à diferença da aplicação mínima em ações e
serviços públicos de saúde que deixou de ser aplicada em exercícios anteriores de que trata
o art. 25 da Lei Complementar nº 141, de 2012.

50. Transferências a Instituições Privadas Sem Fins Lucrativos

Despesas realizadas mediante transferência de recursos financeiros a entidades sem fins


lucrativos que tenham vínculo com a administração pública.

60. Transferências a Instituições Privadas com Fins Lucrativos

Despesas realizadas mediante transferência de recursos financeiros a entidades com fins


lucrativos, que tenham vínculo com a administração pública.

67. Execução de Contrato de Parceria Público-Privada - PPP.

Despesas orçamentárias do Parceiro Público decorrentes de Contrato de Parceria Público-


Privada - PPP, nos termos da Lei no 11.079, de 30 de dezembro de 2004, e da Lei nº
12.766, de 27 de dezembro de 2012.

70. Transferências a Instituições Multigovernamentais

Despesas orçamentárias realizadas mediante transferência de recursos financeiros a


entidades criadas e mantidas por dois ou mais entes da Federação ou por dois ou mais
países, inclusive o Brasil, exclusive as transferências relativas à modalidade de aplicação 71
(Transferências a Consórcios Públicos mediante contrato de rateio).

71. Transferências a Consórcios Públicos

Despesas realizadas mediante transferência de recursos financeiros a entidades criadas sob


a forma de consórcios públicos nos termos da Lei 11.107, de 6 de abril de 2005, objetivando
a execução dos programas e dos respectivos entes consorciados.

72. Execução Orçamentária delegada a Consórcios Públicos

Despesas orçamentárias realizadas mediante transferência de recursos financeiros,


decorrentes de delegação ou descentralização a Consórcios Públicos para execução de
ações de responsabilidade exclusiva do delegante.
42

73. Transferências a Consórcios Públicos mediante contrato de rateio à conta de


recursos de que tratam os §§ 1º e 2º do art. 24 da Lei Complementar nº 141, de 2012

Despesas orçamentárias realizadas mediante transferência de recursos financeiros a


entidades criadas sob a forma de consórcios públicos nos termos da Lei nº 11.107, de 06 de
abril de 2005, por meio de contrato de rateio, à conta de recursos referentes aos restos a
pagar considerados para fins da aplicação mínima em ações e serviços públicos de saúde e
posteriormente cancelados ou prescritos, de que tratam §§ 1º e 2º do art. 24 da Lei
Complementar nº 141, de 13 de janeiro de 2012, observado o disposto no § 1º do art. 11 da
Portaria STN nº 72, de 1º de fevereiro de 2012.

74. Transferências a Consórcios Públicos mediante contrato de rateio à conta de


recursos de que trata o art. 25 da Lei Complementar nº 141, de 2012

Despesas orçamentárias realizadas mediante transferência de recursos financeiros a


entidades criadas sob a forma de consórcios públicos nos termos da Lei nº 11.107, de 06 de
abril de 2005, por meio de contrato de rateio, à conta de recursos referentes à diferença da
aplicação mínima em ações e serviços públicos de saúde que deixou de ser aplicada em
exercícios anteriores, de que trata o art. 25 da Lei Complementar nº 141, de 2012,
observado o disposto no § 1º do art. 11 da Portaria STN nº 72, de 2012.

75. Transferências a Instituições Multigovernamentais à conta de recursos de que


tratam os §§ 1º e 2º do art. 24 da Lei Complementar nº 141, de 2012

Despesas orçamentárias realizadas mediante transferência de recursos financeiros a


entidades criadas e mantidas por dois ou mais entes da Federação ou por dois ou mais
países, inclusive o Brasil, exclusive as transferências relativas à modalidade de aplicação 73
(Transferências a Consórcios Públicos mediante contrato de rateio à conta de recursos de
que tratam os §§ 1º e 2º do art. 24 da Lei Complementar nº 141, de 2012), à conta de
recursos referentes aos restos a pagar considerados para fins da aplicação mínima em
ações e serviços públicos de saúde e posteriormente cancelados ou prescritos, de que
tratam os §§ 1º e 2º do art. 24 da Lei Complementar nº 141, de 2012.

76. Transferências a Instituições Multigovernamentais à conta de recursos de que


trata o art. 25 da Lei Complementar nº 141, de 2012

Despesas orçamentárias realizadas mediante transferência de recursos financeiros a


entidades criadas e mantidas por dois ou mais entes da Federação ou por dois ou mais
países, inclusive o Brasil, exclusive as transferências relativas à modalidade de aplicação 74
(Transferências a Consórcios Públicos mediante contrato de rateio à conta de recursos de
que trata o art. 25 da Lei Complementar nº 141, de 2012), à conta de recursos referentes à
diferença da aplicação mínima em ações e serviços públicos de saúde que deixou de ser
aplicada em exercícios anteriores, de que trata o art. 25 da Lei Complementar nº 141, de
2012.

80. Transferências ao Exterior

Despesas realizadas mediante transferência de recursos financeiros a e entidades


governamentais pertencentes a outros países, a organismos internacionais e a fundos
instituídos por diversos países, inclusive aqueles que, tenham sede ou recebam recursos do
Brasil.
43

90. Aplicações Diretas

Aplicação direta pela unidade orçamentária dos créditos a ela alocados ou oriundos de
descentralização de outras entidades integrantes ou dos Orçamentos Fiscal ou da
Seguridade Social, no âmbito da mesma esfera de governo.

91. Aplicação Direta Decorrente de Operação entre Órgão, Fundos e Entidades


Integrantes dos Orçamentos Fiscal e da Seguridade Social

Despesas de fundos, autarquias, fundações, empresas estatais dependentes e outras


entidades integrantes dos orçamentos fiscal e da seguridade social decorrentes da
aquisição de materiais, bens e serviços, pagamento de impostos, taxas e contribuições,
além de outras operações, quando o recebedor dos recursos também for fundo, autarquia,
fundação, empresa estatal dependente ou outra entidade constante desses orçamentos, no
âmbito da mesma esfera de Governo.

93. Aplicação Direta Decorrente de Operação entre Órgão, Fundos e Entidades


Integrantes dos Orçamentos Fiscal e da Seguridade Social com Consórcio Público do
qual o Ente participe

Despesas de fundos, autarquias, fundações, empresas estatais dependentes e outras


entidades integrantes dos orçamentos fiscal e da seguridade social decorrentes da
aquisição de materiais, bens e serviços, pagamento de impostos, taxas e contribuições,
além de outras operações, exceto no caso de transferências, delegações ou
descentralizações, quando o recebedor dos recursos for consórcio público do qual o ente da
Federação participe, nos termos da Lei no 11.107, de 6 de abril de 2005.

94. Aplicação Direta Decorrente de Operação entre Órgão, Fundos e Entidades


Integrantes dos Orçamentos Fiscal e da Seguridade Social com Consórcio Público do
qual o Ente Não participe

Despesas de fundos, autarquias, fundações, empresas estatais dependentes e outras


entidades integrantes dos orçamentos fiscal e da seguridade social decorrentes da
aquisição de materiais, bens e serviços, pagamento de impostos, taxas e contribuições,
além de outras operações, exceto no caso de transferências, delegações ou
descentralizações, quando o recebedor dos recursos for consórcio público do qual o ente da
Federação não participe, nos termos da Lei no 11.107, de 06 de abril de 2005.

95. Aplicação Direta à conta de recursos de que tratam os §§ 1º e 2º do art. 24 da Lei


Complementar nº 141, de 2012

Aplicação direta, pela unidade orçamentária, dos créditos a ela alocados ou oriundos de
descentralização de outras entidades integrantes ou não dos Orçamentos Fiscal ou da
Seguridade Social, no âmbito da mesma esfera de Governo, à conta de recursos referentes
aos restos a pagar considerados para fins da aplicação mínima em ações e serviços
públicos de saúde e posteriormente cancelados ou prescritos, de que tratam os §§ 1º e 2º
do art. 24 da Lei Complementar nº 141, de 2012.

96. Aplicação Direta à conta de recursos de que trata o art. 25 da Lei Complementar nº
141, de 2012

Aplicação direta, pela unidade orçamentária, dos créditos a ela alocados ou oriundos de
descentralização de outras entidades integrantes ou não dos Orçamentos Fiscal ou da
Seguridade Social, no âmbito da mesma esfera de Governo, à conta de recursos referentes
à diferença da aplicação mínima em ações e serviços públicos de saúde que deixou de ser
44

aplicada em exercícios anteriores, de que trata o art. 25 da Lei Complementar nº 141, de


2012.

99. A Definir

Modalidade de utilização exclusiva do Poder Legislativo ou para classificação orçamentária


da Reserva de Contingência e da Reserva do RPPS, vedada a execução orçamentária
enquanto não houver sua definição.

4.3.4 ELEMENTO DE DESPESA

O elemento de despesa tem por finalidade identificar os objetos de gasto, tais como
vencimentos e vantagens fixas, juros, diárias, material de consumo, serviços de terceiros
prestados sob qualquer forma, subvenções sociais, obras e instalações, equipamentos e
material permanente, auxílios, amortização e outros que a Administração Pública utiliza para
a consecução de seus fins. Os códigos dos elementos de despesa estão definidos no Anexo
Il da Portaria Interministerial n° 163/2001, discriminados a seguir:

01 Aposentadorias do RPPS, Reserva Remunerada e Reformas dos Militares


03 Pensões, exclusivas do RGPS
04 Contratação por Tempo Determinado
05 Outros Benefícios Previdenciários do RPPS
06 Benefício Mensal ao Deficiente e ao Idoso
07 Contribuição a Entidades Fechadas de Previdência
08 Outros Benefícios Assistenciais
10 Seguro Desemprego e Abono Salarial
11 Vencimentos e Vantagens Fixas - Pessoal Civil
12 Vencimentos e Vantagens Fixas - Pessoal Militar
13 Obrigações Patronais
14 Diárias – Civil
15 Diárias – Militar
16 Outras Despesas Variáveis - Pessoal Civil
17 Outras Despesas Variáveis - Pessoal Militar
18 Auxílio Financeiro a Estudantes
19 Auxílio-Fardamento
20 Auxílio Financeiro a Pesquisadores
21 Juros sobre a Dívida por Contrato
22 Outros Encargos sobre a Dívida por Contrato
23 Juros, Deságios e Descontos da Dívida Mobiliária
24 Outros Encargos sobre a Dívida Mobiliária
25 Encargos sobre Operações de Crédito por Antecipação da Receita
26 Obrigações decorrentes de Política Monetária
27 Encargos pela Honra de Avais, Garantias, Seguros e Similares
28 Remuneração de Cotas de Fundos Autárquicos
29 Distribuição de Resultado de Empresas Estatais Dependentes
30 Material de Consumo
31 Premiações Culturais, Artísticas, Científicas, Desportivas e Outras
32 Material, Bem ou Serviço para Distribuição Gratuita
33 Passagens e Despesas com Locomoção
34 Outras Despesas de Pessoal decorrentes de Contratos de Terceirização
35 Serviços de Consultoria
36 Outros Serviços de Terceiros - Pessoa Física
37 Locação de Mão-de-obra
38 Arrendamento Mercantil
39 Outros Serviços de Terceiros - Pessoa Jurídica
41 Contribuições
45

42 Auxílios
43 Subvenções Sociais
45 Subvenções Econômicas
46 Auxílio-Alimentação
47 Obrigações Tributárias e Contributivas
48 Outros Auxílios Financeiros a Pessoas Físicas
49 Auxílio-Transporte
51 Obras e Instalações
52 Equipamentos e Material Permanente
53 Aposentadorias do RGPS - Área Rural
54 Aposentadorias do RGPS - Área Urbana
55 Pensões do RGPS - Área Rural
56 Pensões do RGPS - Área Urbana
57 Outros Benefícios do RGPS - Área Rural
58 Outros Benefícios do RGPS - Área Urbana
59 Pensões Especiais
61 Aquisição de Imóveis
62 Aquisição de Produtos para Revenda
63 Aquisição de Títulos de Crédito
64 Aquisição de Títulos Representativos de Capital já Integralizado
65 Constituição ou Aumento de Capital de Empresas
66 Concessão de Empréstimos e Financiamentos
67 Depósitos Compulsórios
70 Rateio pela Participação em Consórcio Público
71 Principal da Dívida Contratual Resgatado
72 Principal da Dívida Mobiliária Resgatado
73 Correção Monetária ou Cambial da Dívida Contratual Resgatada
74 Correção Monetária ou Cambial da Dívida Mobiliária Resgatada
75 Correção Monetária da Dívida de Operações de Crédito por Antecipação da Receita
76 Principal Corrigido da Dívida Mobiliária Refinanciado
77 Principal Corrigido da Dívida Contratual Refinanciado
81 Distribuição Constitucional ou Legal de Receitas
82 Aporte de Recursos pelo Parceiro Público em Favor do Parceiro Privado Decorrente de
Contrato de Parceria Público-Privada - PPP
83 Despesas Decorrentes de Contrato de Parceria Público-Privada - PPP, exceto
Subvenções Econômicas, Aporte e Fundo Garantidor.
84 Despesas Decorrentes da Participação em Fundos, Organismos, ou Entidades
Assemelhadas, Nacionais e Internacionais.
91 Sentenças Judiciais
92 Despesas de Exercícios Anteriores
93 Indenizações e Restituições
94 Indenizações e Restituições Trabalhistas
95 Indenização pela Execução de Trabalhos de Campo
96 Ressarcimento de Despesas de Pessoal Requisitado
97 Aporte para Cobertura do Déficit Atuarial do RPPS
98 Compensações ao RGPS
99 A Classificar

01 – Aposentadorias do RPPS, Reserva Remunerada e Reformas dos Militares

Despesas orçamentárias com pagamento de aposentadorias dos servidores inativos do


Regime Próprio de Previdência do Servidor - RPPS, e de reserva remunerada e reformas
dos militares.
46

03 – Pensões, exclusivas do RGPS

Despesas orçamentárias com pagamento de pensões civis do RPPS e dos militares;


pensões concedidas por lei específica ou por sentenças judiciais; exclusive as pensões do
RGPS.

04 – Contratação por Tempo Determinado

Despesas orçamentárias com a contratação de pessoal por tempo determinado para


atender a necessidade temporária de excepcional interesse público, de acordo com
legislação específica de cada ente da Federação, inclusive obrigações patronais e outras
despesas variáveis, quando for o caso.

05 – Outros Benefícios Previdenciários do RPPS

Despesas orçamentárias com outros benefícios previdenciários do Regime Próprio de


Previdência do Servidor - RPPS, exclusive aposentadoria, reformas, pensões e salário
família.

06 – Beneficio Mensal ao Deficiente e ao Idoso

Despesas orçamentárias decorrentes do cumprimento do art. 203, inciso V, da Constituição


Federal, que dispõe:

"Art. 203 – A assistência social será prestada a quem dela necessitar,


independentemente de contribuição à seguridade social, e tem por
objetivos.
[...]
V – a garantia de um salário mínimo de beneficio mensal à pessoa
portadora de deficiência e ao idoso que comprovem possuir meios de
prover a própria manutenção ou de tê-la provida por sua família, conforme
dispuser a lei”.

07 – Contribuição a Entidades Fechadas de Previdência

Despesas orçamentárias com os encargos da entidade patrocinadora no regime de


previdência fechada, para complementação de aposentadoria.

08 – Outros Benefícios Assistenciais

Despesas orçamentárias com: Auxílio-Funeral devido à família do servidor ou do militar


falecido na atividade, ou aposentado, ou a terceiro que custear, comprovadamente, as
despesas com o funeral do ex-servidor ou do ex-militar; Auxílio-Reclusão devido à família do
servidor ou do militar afastado por motivo de prisão; Auxílio-Natalidade devido à servidora
ou militar, cônjuge ou companheiro servidor público ou militar por motivo de nascimento de
filho; Auxílio-Creche ou Assistência Pré-Escolar devido ao dependente do servidor ou militar,
conforme regulamento, e Auxílio-Invalidez pagos diretamente ao servidor ou militar.

10 – Seguro Desemprego e Abono Salarial

Despesas orçamentárias com seguro-desemprego e abono salarial de que tratam o inciso II


do art. 7o e o § 3º do art. 239 da Constituição Federal, respectivamente.
47

11 – Vencimentos e Vantagens Fixas – Pessoal Civil

Despesas orçamentárias com: Vencimento; Salário Pessoa! Permanente; Vencimento ou


Salário de Cargos de Confiança; Subsídios; Vencimento do Pessoal em Disponibilidade
Remunerada; Gratificações, tais como: Gratificação Adicional Pessoal Disponível;
Gratificação de Interiorização; Gratificação de Dedicação Exclusiva; Gratificação de
Regência de Classe; Gratificação pela Chefia ou Coordenação de Curso de Área ou
Equivalente; Gratificação por Produção Suplementar; Gratificação por Trabalho de Raios X
ou Substâncias Radioativas; Gratificação pela Chefia de Departamento, Divisão ou
Equivalente; de Direção Gerai ou Direção (Magistério de e 2° Graus); Gratificação de
Função-Magistério Superior; Gratificação de Natal; Gratificação de Estímulo à Fiscalização e
Arrecadação de Contribuições e de Tributos; Gratificação por Encargo de Curso ou de
Concurso; Gratificação de Produtividade do Ensino; Gratificação de Atividade; Gratificação
de Representação de Gabinete; Adicional de insalubridade; Adicional Noturno; Adicional de
Férias 1/3 (art. 7º, inciso XVII, da CF); Adicionais de Periculosidade; Representação Mensal;
Licença-Prêmio por assiduidade; Vantagens Pecuniárias de Ministro de Estado, de
Secretário de Estado e de Município; Férias Antecipadas de Pessoal Permanente; Aviso
Prévio (cumprido); Férias Vencidas e Proporcionais; Parcela Incorporada (ex-quintos e
Indenização de Habilitação Policial; Adiantamento do 13º Salário; 13º Salário Proporcional;
Incentivo Funcional Sanitarista; Abono Provisório; “Pró-labore" de Procuradores', e outras
despesas correlatas de caráter permanente.

12 – Vencimentos e Vantagens Fixas Pessoal Militar

Despesas orçamentárias com: Soldo; Gratificação de Localidade Especial; Gratificação de


Representação; Adicional de Tempo de Serviço; Adicional de Habilitação; Adicional de
Compensação Orgânica; Adicional Militar; Adicional de Permanência; Adicional de Férias;
Adicional Natalino; e outras despesas correlatas, de caráter permanente, previstas na
estrutura remuneratória dos militares.

13 – Obrigações Patronais

Despesas orçamentárias com encargos que a administração tem pela sua condição de
empregadora, e resultantes de pagamento de pessoal ativo, inativos e pensionistas, tais
como Fundo de Garantia por Tempo de Serviço e contribuições para Institutos de
Previdência, inclusive a alíquota de contribuição suplementar para cobertura do déficit
atuarial, bem como os encargos resultantes do pagamento com atraso das contribuições de
que trata este elemento de despesa.

14 – Diárias Civil

Despesas orçamentárias com cobertura de alimentação, pousada e locomoção urbana, do


servidor público estatutário ou celetista que se desloca de sua sede em objeto de serviço,
em caráter eventual ou transitório, entendido como sede o Município onde a repartição
estiver instalada e onde o servidor tiver exercício em caráter permanente,

15 – Diárias Militar

Despesas orçamentárias decorrentes do deslocamento do militar da sede de sua unidade


por motivo de serviço, destinadas à indenização das despesas de alimentação e pousada.

16 – Outras Despesas Variáveis - Pessoal Civil

Despesas orçamentárias relacionadas às atividades do cargo/emprego ou do servidor, e


cujo pagamento só se efetua em circunstâncias específicas, tais como: hora-extra;
48

substituições; e outras despesas da espécie, decorrentes do pagamento de pessoal dos e


entidades da administração direta e indireta.

17 – Outras Despesas Variáveis - Pessoal Militar

Despesas orçamentárias eventuais, de natureza remuneratória, devidas em virtude do


exercício da atividade militar, exceto aquelas classificadas em elementos de despesas
específicos.

18 – Auxílio Financeiro a Estudantes

Despesas orçamentárias com ajuda financeira concedida pelo Estado a estudantes


comprovadamente carentes, e concessão de auxilio para o desenvolvimento de estudos e
pesquisas de natureza científica, realizadas por pessoas físicas na condição de estudante,
observado o disposto no art. 26 da LRF.

19 – Auxílio-Fardamento

Despesas orçamentárias com o auxílio-fardamento, pago diretamente ao servidor ou militar.

20 – Auxílio Financeiro a Pesquisadores

Despesas orçamentárias com apoio financeiro concedido a pesquisadores, individual ou


coletivamente, exceto na condição de estudante, no desenvolvimento de pesquisas
científicas e tecnológicas, nas suas mais diversas modalidades, observado o disposto no art.
26 da LRF.

21 – Juros sobre a Dívida por Contrato

Despesas orçamentárias com juros referentes a operações de crédito efetivamente


contratadas,

22 – Outros Encargos sobre a por Contrato

Despesas orçamentárias com outros encargos da divida pública contratada, tais como:
taxas, comissões bancárias, prêmios, imposto de renda e outros encargos.

23 – Juros, Deságios e Descontos da Dívida Mobiliária

Despesas orçamentárias com a remuneração real devida pela aplicação de capital de


terceiros em títulos públicos.

24 – Outros Encargos sobre a Dívida Mobiliária

Despesas orçamentárias com outros encargos da divida mobiliária, tais como: comissão,
corretagem, seguro etc.

25 – Encargos sobre Operações de Crédito por Antecipação da Receita

Despesas orçamentárias com o pagamento de encargos da divida pública, inclusive os juros


decorrentes de operações de crédito por antecipação da receita, conforme art. 165, 80, da
CF.
49

26 – Obrigações decorrentes de Política Monetária

Despesas orçamentárias com a cobertura do resultado negativo do Banco Central do Brasil,


como autoridade monetária, apurado em balanço, nos termos da Legislação vigente.

27 – Encargos pela Honra de Garantias, Seguros e Similares

Despesas orçamentárias que a administração é compelida a realizar em decorrência da


honra de avais, garantias, seguros, fianças e similares concedidos.

28 – Remuneração de Cotas de Fundos Autárquicos

Despesas orçamentárias com encargos decorrentes da remuneração de cotas de fundos


autárquicos, à semelhança de dividendos, em dos resultados positivos desses fundos.

29 – Distribuição de Resultado de Empresas Estatais Dependentes

Despesas orçamentárias com a distribuição de resultado positivo de empresas estatais


dependentes, inclusive a título de dividendos e participação de empregados nos referidos
resultados.

30 – Material de Consumo

Despesas orçamentárias com álcool automotivo; gasolina automotiva; diesel automotivo;


lubrificantes automotivos; combustível e lubrificantes de gás engarrafado; outros
combustíveis e lubrificantes; material biológico, farmacológico e laboratorial; animais para
estudo, corte ou abate; alimentos para animais; material de coudelaria ou de uso zootécnico;
sementes e mudas de plantas; gêneros de alimentação; material de construção para reparos
em imóveis; material de manobra e patrulhamento; material de proteção, segurança, socorro
e sobrevivência; material de expediente; material de cama e mesa, copa e cozinha, e
produtos de material gráfico e de processamento de dados; aquisição de disquete; pendrive;
material para esportes e diversões; material para fotografia e filmagem; material para
instalação elétrica e eletrônica; material para manutenção, reposição e aplicação; material
odontológico, hospitalar e ambulatorial; material químico; material para telecomunicações;
vestuário, uniformes, fardamento, tecidos e aviamentos; material de acondicionamento e
embalagem; suprimento de proteção ao vôo; suprimento de sobressalentes de máquinas e
motores de navios e esquadra; explosivos e munições; bandeiras, flâmulas e insígnias e
outros materiais de uso duradouro.

31 – Premiações Culturais, Artísticas, Científicas, Desportivas e Outras

Despesas orçamentárias com a aquisição de prêmios, condecorações, medalhas, troféus,


bem como com o pagamento de prêmios em pecúnia, inclusive decorrentes de sorteios
lotéricos.

32 – Material, Bem ou Serviço para Distribuição Gratuita

Despesas orçamentárias com aquisição de materiais, bens ou serviços para distribuição


gratuita, tais como didáticos, medicamentos, gêneros alimentícios e outros materiais, bens
ou serviços que possam ser distribuídos gratuitamente, exceto se destinados a premiações
culturais, artísticas, científicas, desportivas e outras.
50

33 – Passagens e Despesas com Locomoção

Despesas orçamentárias, realizadas diretamente ou por meio de empresa contratada, com


aquisição de passagens (aéreas, terrestres, fluviais ou marítimas), taxas de embarque,
seguros, fretamento, pedágios, ou uso de veículos para transporte de pessoas e suas
respectivas bagagens, inclusive quando decorrentes de mudanças de domicilio no interesse
da administração.

34 – Outras Despesas de Pessoal decorrentes de Contratos de Terceirização

Despesas orçamentárias relativas à de obra constante dos contratos de terceirização, de


acordo com o art. 18, 1º, da LRF, computadas para fins de limites da despesa total com
pessoal prevista no art. 19 dessa Lei.

35 – Serviços de Consultoria

Despesas orçamentárias decorrentes de contratos com pessoas físicas ou jurídicas,


prestadoras de serviços nas áreas de consultorias técnicas ou auditorias financeiras ou
jurídicas, ou assemelhadas.

36 – Outros Serviços de Terceiros Pessoa Física

Despesas orçamentárias decorrentes de serviços prestados por pessoa física pagos


diretamente a esta e enquadrados nos elementos de despesa específicos, tais como:
remuneração de serviços de natureza eventual, prestado por pessoa física sem vínculo
empregatício; estagiários, monitores diretamente contratados; gratificação por encargo de
curso ou de concurso; diárias a colaboradores eventuais; de imóveis; salário de internos nas
penitenciárias; e outras despesas pagas diretamente à pessoa física.

37 – Locação de Mão de Obra

Despesas orçamentárias com prestação de serviços por pessoas jurídicas para públicos,
tais como limpeza e higiene, vigilância ostensiva e outros, nos casos em que o contrato
especifique o quantitativo físico do pessoal a ser utilizado.

38 – Arrendamento Mercantil

Despesas orçamentárias com contratos de arrendamento mercantil, com ou de compra do


bem de propriedade do arrendador.

39 – Outros Serviços de Terceiros - Pessoa Jurídica

Despesas orçamentárias decorrentes da prestação de serviços por pessoas jurídicas para


públicos, tais como: assinaturas de jornais e periódicos; tarifas de energia elétrica, gás, água
e esgoto; serviços de comunicação (telefone, telex, correios etc.); fretes e carretos; de
(inclusive despesas de condomínio e tributos à conta do locatário, quando previstos no
contrato de locação); locação de equipamentos e materiais permanentes; software;
conservação e adaptação de bens imóveis; seguros em geral (exceto os decorrentes de
obrigação patronal); serviços de asseio e higiene; serviços de divulgação, impressão,
encadernação e emolduramento; serviços funerários; despesas com congressos, simpósios,
conferencias ou exposições; vale-refeição; auxílio-creche (exclusive a indenização a
servidor); habilitação de telefonia fixa e móvel celular; e outros congêneres, bem como os
encargos resultantes do pagamento com atraso de obrigações tributárias.
51

41 – Contribuições

Despesas orçamentárias para as quais correspondam contraprestação direta em bens e


serviços e sejam reembolsáveis pelo recebedor, inclusive as destinadas a atender a
despesas de manutenção de outras entidades de direito público ou privado, observado o
disposto na legislação vigente.

42 – Auxílios

Despesas orçamentárias destinadas a atender a despesas de investimentos ou inversões


financeiras de outras esferas de governo ou de entidades privadas sem fins lucrativos,
observado, respectivamente, o disposto nos arts. 25 e 26 da LRF.

43 – Subvenções Sociais
Despesas orçamentárias para Cobertura de despesas de instituições privadas de caráter
assistencial ou cultural, sem finalidade lucrativa, de acordo com os artigos 16, parágrafo
único, e 17 da Lei nº 4.320, de 1964, observado o disposto no art. 26 da LRF.

45 – Subvenções Econômicas

Despesas orçamentárias com o pagamento de subvenções econômicas, a qualquer título,


autorizadas em leis específicas, tais como: ajuda financeira a entidades privadas com fins
lucrativos; concessão de bonificações a produtores, distribuidores e vendedores; cobertura,
direta ou indireta, de parcela de encargos de empréstimos e financiamentos e dos custos de
aquisição, de produção, de escoamento, de distribuição, de venda e de manutenção de
bens, produtos e serviços em geral; e, ainda, outras operações com características
semelhantes.

46 – Auxílio Alimentação

Despesas orçamentárias com auxílio-alimentação pagas em forma de pecúnia, de bilhete ou


de cartão magnético, diretamente aos militares, servidores, estagiários ou empregados da
Administração Pública direta e indireta.

47 – Obrigações Tributárias e Contributivas

Despesas orçamentárias decorrentes do pagamento de tributos e contribuições sociais e


econômicas (Imposto de Renda, ICMS, IPVA, IPTU, Taxa de Limpeza Pública, COFINS,
PIS/PASEP, etc.), exceto as incidentes sobre a folha de salários, classificadas como
obrigações patronais, bem como os encargos resultantes do pagamento com atraso das
obrigações de que trata este elemento de despesa.

48 – Outros Auxilio Financeiros a Pessoas Físicas

Despesas orçamentárias com a concessão de auxilio financeiro diretamente a pessoas


físicas, sob as mais diversas modalidades, tais como ajuda ou apoio financeiro e subsidio ou
complementação na de bens, classificados explícita ou implicitamente em outros elementos
de despesa, observado o disposto no artigo 26 da Lei Complementar no 101 /2000.

49 – Auxilio-Transporte

Despesas orçamentárias com auxílio-transporte pagas em forma de pecúnia, de bilhete ou


de cartão magnético, diretamente aos militares, servidores, estagiários ou empregados da
Administração Pública direta e indireta, destinado ao custeio parcial das despesas
realizadas com transporte coletivo municipal, intermunicipal ou interestadual nos
52

deslocamentos de Suas residências para os locais de trabalho e vice-versa, ou trabalho-


trabalho nos casos de acumulação licita de cargos ou empregos.

51 – Obras e Instalações

Despesas com estudos e projetos; inicio, prosseguimento e conclusão de obras; pagamento


de pessoal temporário pertencente ao quadro da entidade e necessário à realização das
mesmas; pagamento de obras contratadas; instalações que sejam incorporáveis ou
inerentes ao imóvel, tais como: elevadores, aparelhagem para ar condicionado central, etc.

52 – Equipamentos e Material Permanente

Despesas orçamentárias com aquisição de aeronaves; aparelhos de aparelhos e


equipamentos de comunicação; aparelhos, equipamentos e utensílios médico, odontológico,
laboratorial e hospitalar; aparelhos e equipamentos para esporte e diversões; aparelhos e
utensílios domésticos; armamentos; coleções e materiais bibliográficos; equipamentos de
manobra e patrulhamento; equipamentos de proteção, segurança, socorro e sobrevivência;
instrumentos musicais e artísticos; máquinas, aparelhos e equipamentos de uso industrial;
máquinas, aparelhos e equipamentos gráficos e equipamentos diversos; máquinas,
aparelhos e utensílios de escritório; máquinas, ferramentas e utensílios de oficina;
máquinas, tratores e equipamentos agrícolas, rodoviários e de movimentação de carga;
mobiliário em geral; obras de arte e peças para museu; semoventes; veículos diversos;
veículos ferroviários; veículos rodoviários; outros materiais permanentes.

53 – Aposentadorias do RGPS - Área Rural

Despesas orçamentárias com pagamento de aposentadorias dos segurados do plano de


benefícios do Regime Geral de Previdência Social - RGPS, relativos à área rural.

54 – Aposentadorias do RGPS - Área Urbana

Despesas orçamentárias com pagamento de aposentadorias dos segurados do plano de


benefícios do Regime Geral de Previdência Social - RGPS, relativos à área urbana.

55 – Pensões do RGPS - Área Rural

Despesas orçamentárias com pagamento de pensionistas do plano de benefícios do Regime


Geral de Previdência Social - RGPS, inclusive decorrentes de sentenças judiciais, todas
relativas à área rural.

56 – Pensões do RGPS - Área Urbana

Despesas orçamentárias com pagamento de pensionistas do plano de benefícios do Regime


Geral de Previdência Social - RGPS, inclusive decorrentes de sentenças judiciais, todas
relativas à área urbana.

57 – Outros Benefícios do RGPS - Área Rural

Despesas orçamentárias com benefícios do Regime Geral de Previdência Social - RGPS


relativas à área rural, exclusive aposentadoria e pensões.

58 – Outros Benefícios do RGPS - Área Urbana

Despesas orçamentárias com benefícios do Regime Geral de Previdência Social - RGPS


relativas à área urbana, exclusive aposentadoria e pensões.
53

59 – Pensões Especiais

Despesas orçamentárias com pagamento de pensões especiais, inclusive as de caráter


indenizatório, concedidas por legislação específica, não vinculadas a cargos públicos.

61 – Aquisição de Imóveis

Despesas orçamentárias com a aquisição de imóveis considerados necessários à realização


de obras ou para sua pronta utilização.

62 – Aquisição de Produtos para Revenda

Despesas orçamentárias com a aquisição de bens destinados à venda futura.

63 – Aquisição de Títulos de Crédito

Despesas orçamentárias com a aquisição de títulos de crédito representativos de quotas de


capital de empresas.

64 – Aquisição de Títulos Representativos de Capital já Integralizado

Despesas orçamentárias com a aquisição de ou quotas de qualquer tipo de sociedade,


desde que tais títulos representem constituição ou aumento de capital.

65 – Constituição ou Aumento de Capital de Empresas

Despesas orçamentárias com a constituição ou aumento de capital de empresas industriais,


agrícolas, comerciais ou financeiras, mediante subscrição de representativas do seu capital
social.

66 – Concessão de Empréstimos e Financiamentos

Despesas orçamentárias com a concessão de qualquer empréstimo ou financiamento,


inclusive bolsas de estudo reembolsáveis.

67 – Depósitos Compulsórios

Despesas orçamentárias com depósitos compulsórios exigidos por legislação específica, ou


determinados por decisão judicial.

70 – Rateio pela participação em Consórcio Público

Despesa orçamentária relativa ao rateio das despesas decorrentes da participação do ente


Federativo em Consórcio Público instituído nos termos da Lei no 11.107, de 6 de abril de
2005.

71 – Principal da Dívida Contratual Resgatado

Despesas orçamentárias com a amortização efetiva do principal da divida pública contratual,


interna e externa.

72 – Principal da Divida Mobiliária Resgatado

Despesas orçamentárias com a amortização efetiva do valor nominal do título da divida


pública mobiliária, interna e externa.
54

73 – Correção Monetária ou Cambial da Divida Contratual Resgatada

Despesas orçamentárias decorrentes da atualização do valor do principal da divida


contratual, interna e externa, efetivamente amortizado.

74 – Correção Monetária ou Cambial da Divida Mobiliária Resgatada

Despesas orçamentárias decorrentes da atualização do valor nominal do título da divida


pública mobiliária, efetivamente amortizada.

75 – Correção Monetária da Dívida de Operações de Crédito por Antecipação de


Receita

Despesas orçamentárias com correção monetária da dívida decorrente de operação de


crédito por antecipação de receita.

76 – Principal Corrigido da Dívida Mobiliária Refinanciado

Despesas orçamentárias com o refinanciamento do principal da divida pública mobiliária,


interna e externa, inclusive correção monetária ou cambiai, com recursos provenientes da
emissão de novos títulos da divida pública mobiliária.

77 – Principal Corrigido da Divida Contratual Refinanciado

Despesas orçamentárias com o refinanciamento do principal da divida pública contratual,


interna e externa, inclusive correção monetária ou cambial, com recursos provenientes da
emissão de títulos da divida pública mobiliária.

81 – Distribuição Constitucional ou Legal de Receitas

Despesas orçamentárias decorrentes da transferência a outras esferas de governo de


receitas tributárias, de contribuições e de outras receitas vinculadas, prevista na CF ou em
leis específicas, cuja competência de arrecadação é do transferidor.

82 - Aporte de Recursos pelo Parceiro Público em Favor do Parceiro Privado


Decorrente de Contrato de Parceria Público-Privada - PPP.

Despesas orçamentárias relativas ao aporte de recursos pelo parceiro público em favor do


parceiro privado, conforme previsão constante do contrato de Parceria Público-Privada -
PPP, destinado à realização de obras e aquisição de bens reversíveis, nos termos do § 2º
do art. 6º e do § 2º do art. 7º, ambos da Lei nº 11.079, de 30 de dezembro de 2004.

83 - Despesas Decorrentes de Contrato de Parceria Público-Privada - PPP, exceto


Subvenções Econômicas, Aporte e Fundo Garantidor.

Despesas orçamentárias com o pagamento, pelo parceiro público, do parcelamento dos


investimentos realizados pelo parceiro privado com a realização de obras e aquisição de
bens reversíveis, incorporados no patrimônio do parceiro público até o início da operação do
objeto da Parceria Público-Privada - PPP, bem como de outras despesas que não
caracterizem subvenção (elemento 45), aporte de recursos do parceiro público ao parceiro
privado (elemento 82) ou participação em fundo garantidor de PPP (elemento 84).
55

84 - Despesas Decorrentes da Participação em Fundos, Organismos, ou Entidades


Assemelhadas, Nacionais e Internacionais.

Despesas orçamentárias relativas à participação em fundos, organismos, ou entidades


assemelhadas, Nacionais e Internacionais, inclusive as decorrentes de integralização de
cotas.

91 – Sentenças Judiciais

Despesas orçamentárias resultantes de:

a) pagamento de precatórios, em cumprimento ao disposto no art. 100 e seus parágrafos da


CF, e no art. 78 do ADCT;
b) cumprimento de sentenças judiciais, transitadas em julgado, de empresas públicas e
sociedades de economia mista, integrantes dos Orçamentos Fiscal e da Seguridade Social;
c) cumprimento de sentenças judiciais, transitadas em julgado, de pequeno valor, na forma
definida em lei, nos termos do 30 do art. 100 da CF; e
d) cumprimento de decisões judiciais, proferidas em Mandados de Segurança e Medidas
Cautelares, referentes a vantagens pecuniárias concedidas e ainda incorporadas em caráter
definitivo remunerações dos beneficiários.

92 – Despesas de Exercícios Anteriores

Despesas orçamentárias com o cumprimento do disposto no art. 37 da Lei n° 4.320 de 1964,


que assim estabelece:

“Art. 37 As despesas de exercícios encerrados, para as quais o orçamento


respectivo consignava crédito próprio, com saldo suficiente para atendê-
las, que se tenham processado na época própria, bem como os Restos a
Pagar com prescrição interrompida e os compromissos reconhecidos após
o encerramento do exercício correspondente, poderão ser pagas à conta
de dotação específica consignada no orçamento, discriminada por
elemento, obedecida, sempre que possível, a ordem cronológica.”

93 – Indenizações e Restituições

Despesas orçamentárias com indenizações, exclusive as trabalhistas, e restituições, devidas


por e entidades a qualquer título, inclusive devolução de receitas quando for possível efetuar
essa devolução mediante a compensação com a receita correspondente, bem como outras
despesas de natureza indenizatória classificadas em elementos de despesas específicos.

94 – Indenizações e Restituições Trabalhistas

Despesas orçamentárias de natureza remuneratória resultantes do pagamento efetuado a


servidores públicos civis e empregados de entidades integrantes da administração pública,
inclusive férias e aviso prévio indenizados multas e Contribuições incidentes sobre os
depósitos do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço, etc., em da perda da condição de
servidor ou empregado. podendo ser em decorrência da participação em programa de
desligamento voluntario, bem como a restituição de valores descontados indevidamente.
quando for possível efetuar essa restituição mediante compensação com a receita
correspondente.
56

95 – Indenização pela Execução de Trabalhos de Campo

Despesas orçamentárias com indenizações devidas aos servidores que se afastarem de seu
local de trabalho, sem direito à percepção de diárias, para execução de trabalhos de campo,
tais como os de campanha de combate e controle de endemias; inspeção e manutenção de
marcos decisórios; topografia, pesquisa, saneamento básico, inspeção e fiscalização de
fronteiras internacionais.

96 – Ressarcimento de Despesas de Pessoal Requisitado

Despesas orçamentárias com ressarcimento das despesas realizadas pelo ou entidade de


origem quando o servidor pertencer a outras esferas de governo ou a empresas estatais
dependentes e optar pela remuneração do cargo efetivo, nos termos das normas vigentes.

97 – Aporte para Cobertura do Déficit Atuarial do RPPS

Despesas orçamentárias com aportes periódicos destinados à cobertura do déficit atuarial


do RPPS, conforme plano de amortização estabelecido em lei do respectivo ente
Federativo, exceto as decorrentes de alíquota de contribuição suplementar.

98 - Compensações ao RGPS

Despesas orçamentárias com compensação ao Fundo do Regime Geral de Previdência


Social em virtude de desonerações, como a prevista no inciso IV do art. 9º da Lei no 12.546,
de 14 de dezembro de 2011, que estabelece a necessidade de a União compensar o valor
correspondente à estimativa de renúncia previdenciária decorrente dessa Lei.

99 – A Classificar

Elemento transitório que deverá ser utilizado enquanto se aguarda a classificação em


elemento específico, vedada a sua na execução orçamentária.

É vedada a utilização em projetos e atividades dos elementos de despesa 41 -


Contribuições, e 43 - Subvenções Sociais, o que pode ocorrer apenas em operações
especiais.

É vedada a utilização de elementos de despesa que representem gastos efetivos (ex.: 30,
35, 36, 39, 51, 52 etc.) em operações especiais.

4.3.5 CODIFICAÇÃO

A classificação econômica da despesa compõe-se de:

I. Categoria econômica;
II. Grupo de natureza da despesa;
III. Modalidade de aplicação; e
IV. Elemento de despesa.

A estrutura da natureza da despesa a ser observada na execução orçamentária de todas as


esferas de governo será “c.g.mm.ee.dd”, onde:

a) “c” representa a Categoria económica;


b) “g" o grupo de natureza da despesa;
57

c) “mm” a modalidade de aplicação;


d) “ee” o elemento de despesa; e
e) “dd” o desdobramento do elemento de despesa.

Exemplo:

3. 3. 90. 30. 14

Categoria Grupo de Modalidade de Elemento de Subelemento


Econômica Despesa Aplicação Despesa de Despesa

Corrente Outras Aplicação Material de Material de


Despesas Direta Consumo Expediente
Correntes

Além da Lei Orçamentária, o Poder Executivo publica, anualmente, através de Decreto, o


denominado Quadro de Detalhamento das Despesas que apresenta as tabelas
pormenorizadas dos valores que figuram no orçamento votado pelo Poder Legislativo.

Apresentamos, a seguir, um quadro mostrando o que representa cada item da classificação


orçamentária da despesa:
58

Discriminação Código Especificação


Categoria Econômica 3.0.00.00.00 Despesas Correntes
Grupo de Despesas 3.1.00.00.00 Pessoal e Encargos Sociais
Modalidade de Aplicação 3.1.90.00.00 Aplicações Diretas
Elemento de Despesa 3.1.90.11.00 Vencimentos e Vantagens Fixas –
Pessoal Civil
Subelemento de Despesa 3.1.90.11.01 Vencimento do Pessoal Fixo
Subelemento de Despesa 3.1.90.11.03 Grat. Adicional por Tempo de Serviço
Subelemento de Despesa 3.1.90.11.04 Grat. Por Assiduidade

4.4 ESTÁGIOS DA DESPESA PÚBLICA

São as etapas, que necessariamente, devem ser percorridas pela Administração Pública
para a realização da despesa orçamentária.

Os estágios caracterizam importantes funções da Administração Pública e devem ser


adotados com o objetivo só de assegurara a qualidade das operações, em termos de
eficiência e eficácia, como também para resguardar a Administração de possíveis erros
fraudes ou desvios, de modo da garantir transparência e confiabilidade dos atos dos
dirigentes.
Dividem-se as fases da despesa pública em:

Fixação;
Licitação;
Empenho;
Liquidação; e
Pagamento.

4.4.1 FIXAÇÃO

São os valores autorizados na Lei Orçamentária Anual a serem utilizados para realização
das ações de governo.

Constitui-se na determinação do montante total a ser registrado como valor máximo


orçamentário a ser consumido pela Administração na execução do Orçamento.

4.4.2 LICITAÇÃO

Mecanismo legal que as entidades governamentais devem promover a fim de proporcionar


uma disputa entre os interessados em celebrar negócios de conteúdo material ou
patrimonial com a Administração Pública. Seu objetivo e escolher a proposta mais vantajosa
as conveniências públicas, para adquirir bens e/ou serviços destinados a sua manutenção e
expansão.

Pode-se fundamentar que se exalta a ideia de competição isonômica entre os que


preencham os requisitos predefinidos no edital de licitação, além de se comprometerem a
cumprir as obrigações que assumirão em contrato.

Em resumo, esse procedimento destina-se a garantir a observância do principio


constitucional da igualdade de condições e a selecionar a proposta mais vantajosa para a
Administração, segundo os princípios básicos da legalidade, impessoalidade, moralidade,
59

igualdade, publicidade, probidade administrativa, vinculação ao instrumento convocatório,


julgamento objetivo e outros princípios correlatos.

4.4.3 EMPENHO

O art. 58 da 4.320/1964 preconiza: “O empenho da despesa é o ato emanado da autoridade


competente que cria para o Estado a obrigação de pagamento, pendente ou de condição.”
(grifo nosso).

É o instrumento que a lei disponibiliza para que o Administrador possa executar a Lei
Orçamentária Anual. É um instrumento importante só para assegurar o principio da
legalidade, ou seja, se há autorização orçamentária para a realização da despesa, mas,
sobretudo para assegurar o equilíbrio orçamentário, já que a essa poderá exceder o crédito
autorizado.

Já o art. 60 da Lei 4.320/1964 estabelece: “É vedada a realização de despesa sem prévio


empenho." (grifei).

Para cada Empenho deve-se extrair um documento denominado “Nota de Empenho”, onde
deve constar:
O nome do credor
A classificação da despesa (económica e funcional)
O valor da despesa a ser realizada
O saldo da dotação utilizada

4.4.3.1 Modalidades de Empenho

Ordinário: é destinado a atender despesa em que se conhece o valor do bem ou serviço a


ser adquirido e cujo pagamento deva ocorrer de uma só vez.

Por Estimativa: destinado a atender despesa que se consiga definir previamente o valor a
ser pago, Exemples: água, luz, folha de pagamento, etc.

Global: destina-se a atender despesas com montante previamente conhecido, mas com
pagamentos parcelados.

4.4.4 LIQUIDAÇÃO

O art. 63 da 4.320/1964 dispõe que a Liquidação da despesa consiste na verificação do


direito adquirido pelo credor a receber a remuneração correspondente pelo fornecimento de
bens ou pela prestação de serviços.

É o momento em que a Administração verifica se o credor cumpriu perfeitamente todas as


Suas obrigações e adquiriu o direito a receber o valor combinado.

A verificação consiste em apurar:


A origem e o objeto contratado;
A importância exata a ser paga;
A quem se deve pagar (credor).

A Liquidação terá por base:


O Contrato, ajuste ou acordo;
60

A Nota de Empenho;
Os comprovantes de entrega do material ou da prestação do serviço.

4.4.5 PAGAMENTO

A realização do pagamento da despesa é o ato em que o Poder Público faz a entrega do


numerário (dinheiro) correspondente ao credor, e recebe a devida quitação da avenca
(acordo/contrato).

O pagamento só poderá ser efetuado quando devidamente autorizado pela autoridade


competente, ou seja, o Ordenador de Despesas, apos a regular liquidação da mesma.

5 CICLO ORÇAMENTÁRIO

O Ciclo Orçamentário corresponde ao processo que se inicia com a da proposta do


orçamento, ganha transparência com a participação popular e realização de audiências
públicas durante os processos de elaboração, desenvolve-se na discussão e na aprovação
da proposta pelo Legislativo, consolida-se na execução e no controle, e conclui-se com a
avaliação dos resultados alcançados, ou seja, a análise de sua eficácia.

É o período em que se materializa a estatal, que tem como origem a idealização das ações
até a efetiva dos benefícios concretizados. O ciclo orçamentário compreende fases, que se
repetem em períodos prefixados. Segundo esses passos, sucessivos orçamentos
preparados, votados, executados, avaliados (de acordo com os resultados obtidos) e as
contas aprovadas.

O Ciclo Orçamentário desdobra-se de acordo com o seguinte roteiro:

1. Proposta do Poder Executivo sob a supervisão política do chefe do poder e assistência de


seus técnicos;
2. Discussão e aprovação dessa proposta pelo Parlamento;
3. Sanção do chefe do Poder Executivo e execução por ele e pelos Ministros/Secretários;
4. Controle da execução do Orçamento e Parecer Final sobre as Contas pelo Tribunal de
Contes;
5. Julgamento das Contas pelo Parlamento, que tem a competência para recusá-las e
submeter o Presidente/Governador e Ministros/Secretários a impeachment, em caso do
atentado à probidade da administração, à lei orçamentária, à guarda legal e ao emprego do
dinheiro público.

Em resumo, o Ciclo Orçamentário engloba as seguintes fases:

Identificação dos objetivos a serem alcançados;


Preparação da proposta;
Audiências públicas;
Discussão, votação e aprovação da proposta;
Sanção da Lei Orçamentária;
Divulgação da lei aprovada;
Execução do Orçamento;
Acompanhamento da execução orçamentária;
Aferição dos resultados parciais;
61

Auditoria realizada pelo Sistema Contábil;


Aferição da eficácia.

Essas particularidades do processo orçamentário sucedem-se no tempo e repetem-se com


as mesmas características de período em período. Frise-se que este processo deve ser
submetido sempre à auditoria dos Tribunais de Contas.

6 EXECUÇÃO FINANCEIRA

6.1 EXERCÍCIO FINANCEIRO

É período de tempo compreendido entre o inicio da execução orçamentária e a data de seu


término. No caso brasileiro, conforme determina o artigo 34 da Lei 4.320/1964, o exercício
financeiro coincidirá com o ano civil, ou seja, se inicia em 1º de janeiro e termina em 31 de
dezembro.

6.2 RESTOS A PAGAR

Consideram-se Restos a Pagar, ou resíduos passivos, consoante artigo 36 da Lei


4.320/1964, as despesas empenhadas, mas não pagas dentro do exercício financeiro, ou
seja, até 31 de dezembro.

6.2.1 Classificação

As despesas inscritas em Restos a Pagar são classificadas como:

Restos a Pagar Processados: são as despesa em que o credor já cumpriu suas


obrigações, isto é, entregou o material, prestou os serviços ou executou a etapa da obra,
dentro do exercício. Tendo, portanto, direito líquido e certo, faltando apenas o pagamento
por parte da Administração.
Restos a Pagar não Processados: são aquelas que dependem da prestação do serviço ou
fornecimento do material, ou seja, cujo direito do credor não foi apurado. Representam,
portanto, despesas ainda não liquidadas.

6.2.2 A LRF E OS RESTOS A PAGAR

O artigo 42 da Lei Complementar 101/2000 estabelece:

Art. 42. É vedado ao titular de Poder ou órgão referido no art. 20, nos
últimos dois quadrimestres do seu mandato, contrair obrigação de despesa
que não possa ser cumprida integralmente dentro dele, ou que tenha
parcelas a serem pagas no exercício seguinte sem que haja suficiente
disponibilidade de caixa para este efeito.

Parágrafo único. Na determinação da disponibilidade de caixa serão


considerados os encargos e despesas compromissadas a pagar até o final
do exercício.
62

6.3 SERVIÇOS DA DÍVIDA PÚBLICA A PAGAR

Entende-se por serviço da dívida a pagar, conforme nomenclatura definida no artigo 92 da


Lei 4.320/1964, as atividades relacionadas as necessidades das entidades públicas
referentes aos valores correspondentes ao pagamento de parcelas de amortização e de
juros e de demais encargos da dívida fundada ou consolidada, interna ou externa,
empenhados no exercício, mas que deixaram de ser pagos efetivamente.

Essa expressão é utilizada no passivo financeiro, nos termos do artigo 92 da Lei 4.320/1964,
quando então se excluem dos restos a pagar, tendo em vista sua natureza.

6.4 DESPESAS DE EXERCÍCIOS ANTERIORES

São as dívidas resultantes de compromissos gerados em exercícios financeiros anteriores


àqueles em ocorrerem os pagamentos.

O regime de competência exige que as despesas sejam contabilizadas, ou reconhecidas,


conforme o exercício financeiro a que pertençam, ou seja, em que foram geradas. Se uma
determinada despesa tiver origem, por exemplo, em 2002 e só foi reconhecida e paga em
2003, a sua classificação e consequente contabilização, deverá ser feita à conta de
“Despesas de Exercícios Anteriores”.

Poderão ser pagas à conta de despesas de exercícios anteriores, mediante autorização do


ordenador de despesa, respeitada a categoria econômica própria:

 As despesas de exercícios encerrados, para as quais o orçamento respectivo


consignava crédito próprio, com saldo suficiente para atendê-las, que não se tenham
processado na época própria: aquelas cujo empenho tenha sido considerado
insuficiente e anulado no estabelecido, o credor tenha cumprido sua obrigação;
 Os Restos a Pagar com prescrição interrompida: despesa cuja inscrição como restos
a pagar tenha sido cancelada, mas ainda vigente o direito do credor;
 Os compromissos decorrentes de obrigação de pagamento criada em virtude de lei e
reconhecidos após o encerramento do exercício.

6.5 DÍVIDA ATIVA

Os valores devidos à União, aos Estados, aos Municípios e ao Distrito Federal que, na data
fixada pela repartição pública, para o recolhimento, foram pagas pelos devedores, serão
inscritos na Dívida Ativa. Esses valores constituirão créditos a receber da União, dos
Estados, Municípios ou do Distrito Federal, que deverão proceder ao registro da inscrição na
Dívida Ativa, na repartição competente e ao respectivo registro contábil do direito a receber.

Inscrição – a inscrição de valores na Dívida Ativa só deverá ser feita de créditos exigíveis e
vencidos, ou seja, os créditos têm de satisfazer as formalidades exigidas para sua cobrança
e o prazo para pagamento da obrigação já tenha vencido.

6.5.1 CLASSIFICACÃO

Natureza Tributária – os créditos provenientes de obrigação legal relativa aso tributos mais
os respectivos adicionais e multas.
63

Natureza não Tributaria – os créditos provenientes de obrigação legal relativa a outras


receitas tais como: as provenientes de multas que as tributarias, foros, Laudêmios, alugueis,
taxa de ocupação, custas processuais, vendas de mercadorias, indenizações, etc.

6.6 REGIME DE ADIANTAMENTO OU SUPRIMENTO DE FUNDOS

O regime de adiantamento, também denominado de suprimento de fundos, consiste na


entrega de numerário a servidor, a critério do ordenador de despesas e sob a sua inteira
responsabilidade, precedido de empenho, na própria da despesa a realizar, que, por sua
natureza ou urgente, possa subordinar-se ao processo normal de execução orçamentaria e
financeira.

As normas gerais que regem o regime de adiantamento estão previstas nos artigos 68 e 69
da Lei 4.320/1964.

Condições para a concessão de Adiantamento ou Suprimento de Fundos:

Deve realizar-se em casos excepcionais;


Deve ser aplicável aos casos de despesas expressamente definidos em lei;
Deve ser despesa que não possa subordinar-se ao processo normal de aplicação;
Não pode ser feito a servidor em alcance, nem a responsável por dois adiantamentos (art.
69).

Alcance: se caracteriza pela não prestação de contas no prazo estabelecido ou pela não
aprovação das contas em virtude de aplicação do adiantamento em despesas que não
aquelas para as quais foi fornecido o adiantamento.

Demais instrumentos legais que estabelecem regras específicas acerca de Adiantamento ou


Suprimento de Fundos:
Lei Estadual (ES) nº 2583/1971 - artigos 115 a 128;
Decreto do Estado do ES no 1.502/2005;
Resolução do TCEES 142/1997.

7 DÍVIDA PÚBLICA ou DÍVIDA PASSIVA

Entende-se, como dívida passiva, toda e qualquer obrigação assumida por uma pessoa
física ou jurídica, de Direito Público ou Privado. No Setor Público, quando nos referimos à
dívida passiva, normalmente, queremos fazer referência aos compromissos contraídos pelo
Estado, para atender ao desequilíbrio orçamentário, ou aos financiamentos de bens, obras
ou serviços públicos.

A dívida pública não é apenas a que decorre de empréstimos de longo prazo, mas
compreende também os compromissos pecuniários de curto prazo, e ainda se origina de
outras fontes, como depósitos (fianças, cauções, consignações etc.), resíduos passivos
(restos a pagar) e outros dessa natureza.
64

7.1 DÍVIDA FLUTUANTE

São as obrigações assumidas pela Administração Pública, exigíveis a curto prazo; ou seja,
aquelas que o Tesouro contrai por um breve período de tempo, quer para atender a
eventuais insuficiências de caixa, quer como administrador dos bens e valores de terceiros.

Caracteriza-se, assim, por indicar débitos de curto prazo, que variam constantemente de
valor e cujo pagamento é feito por resgate, independentemente de autorização legislativa,
por corresponderem e advirem de compromissos assumidos por prazo inferior a 12 (doze)
meses.

Segundo o artigo 92 (Lei 4.320/1964), a dívida flutuante compreende:

Os restos a pagar, excluídos os serviços da dívida;


Os serviços da dívida a pagar;
Os depósitos;
Os depósitos de tesouraria.

7.2 DÍVIDA FUNDADA ou CONSOLIDADA

A Dívida Pública Fundada ou Consolidada corresponde às dívidas contraídas pelo Estado


mediante emissão de títulos ou contratos com instituições financeiras, para suportar
compromissos de exigibilidade superior a 12 (doze) meses, tais como: equacionamento de
desequilíbrios orçamentários, financiamento ou custeio de obras e programas de média ou
longa duração.

Também se incluem como dívida consolidada, para fins de aplicação dos limites, as
operações de crédito de prazo inferior a 12 (doze) meses, cujas receitas tenham constado
do orçamento, conforme prevê o artigo 29, § 3º da Lei Complementar 101/2000, assim os
precatórios não pagos durante a execução do orçamento em que foram incluídos, conforme
prevê o artigo 30, § 7º da mesma lei.

As operações que formam a dívida fundada dependem de prévia autorização legislativa; ou


seja, devem constar da Lei Orçamentária Anual.
65

8 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

ANDRADE, Nilton de Aquino. Contabilidade Pública na Gestão Municipal. Paulo: Atlas,


2002.

ARAÚJO, lnaldo e ARRUDA, Daniel. Contabilidade Pública: da teoria à prática. Paulo:


Saraiva, 2004.

CAMPOS, Dejalma de. Direito Financeiro e Orçamentário. 2a ed. Paulo: Atlas, 2001.

CARVALHO FILHO, José dos Santos. Manual de Direito Administrativo. 6a ed. Rio de
Janeiro: Lumen Juris, 2000.

Dl PIETRO, Maria Sylvia Zanella. Direito Administrativo. 13a ed. Paulo: Atlas, 2001.

KOHAMA, Heilio. Contabilidade Pública: teoria e prática. 9ª ed. Paulo: Atlas, 2003.

SILVA, Lino Martins da. Contabilidade Governamental: um enfoque administrativo“ 5ª ed.


Paulo: Atlas. 2002.

Brasil. Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão. Secretaria de Orçamento Federal.


Manual Técnico de Orçamento MTO. Versão 2012. Brasília, 2012.

____ Lei 4.320, estatui normas gerais de direito financeiro para elaboração e controle dos
orçamentos e balanços da União, dos Estados, dos Municípios e do Distrito Federal*
Brasília, 17 de março de 1964.

____ Lei Complementar 101, estatui normas de finanças públicas voltadas para a
responsabilidade fiscal. Brasília, 4 de maio de 2000.

____ Portaria Conjunta STN/SOF n° 3, aprova os Manuais de Receita Nacional e de


Despesa Nacional, 15 de Outubro de 2008.
66

ANEXOS
67

ANEXO I
NATUREZA DA RECEITA

CÓDIGO ESPECIFICAÇÃO
1000.00.00 Receitas Correntes
1100.00.00 Receita Tributária
1110.00.00 Impostos
1111.00.00 Impostos sobre o Comércio Exterior
1111.01.00 Imposto sobre a Importação
1111.02.00 Imposto sobre a Exportação
1112.00.00 Impostos sobre o Patrimônio e a Renda
1112.01.00 Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural
1112.02.00 Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana
1112.04.00 Imposto sobre a Renda e Proventos de Qualquer Natureza
1112.04.10 Pessoas Físicas
1112.04.20 Pessoas Jurídicas
1112.04.30 Retido nas Fontes
1112.05.00 Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores
1112.07.00 Imposto sobre Transmissão "Causa Mortis" e Doação de Bens
e Direitos
1112.08.00 Imposto sobre Transmissão "Inter Vivos" de Bens Imóveis e de
Direitos Reais sobre Imóveis
1113.00.00 Impostos sobre a Produção e a Circulação
1113.01.00 Imposto sobre Produtos Industrializados
1113.02.00 Imposto sobre Operações Relativas à Circulação de
Mercadorias e sobre Prestações de Serviços de Transporte
Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação
1113.03.00 Imposto sobre Operações de Crédito, Câmbio e Seguro, ou
Relativas a Títulos ou Valores Mobiliários
1113.05.00 Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza
1115.00.00 Impostos Extraordinários
1120.00.00 Taxas
1121.00.00 Taxas pelo Exercício do Poder de Polícia
1122.00.00 Taxas pela Prestação de Serviços
1130.00.00 Contribuição de Melhoria
1200.00.00 Receita de Contribuições
1210.00.00 Contribuições Sociais
1220.00.00 Contribuições de Intervenção no Domínio Econômico
1230.00.00 Contribuição para o Custeio do Serviço de Iluminação Pública
1300.00.00 Receita Patrimonial
1310.00.00 Receitas Imobiliárias
1320.00.00 Receitas de Valores Mobiliários
1330.00.00 Receita de Concessões e Permissões
1340.00.00 Compensações Financeiras
1350.00.00 Receita Decorrente do Direito de Exploração de Bens Públicos
em áreas de Domínio Público
1360.00.00 Receita da Cessão de Direitos
1390.00.00 Outras Receitas Patrimoniais
1400.00.00 Receita Agropecuária
1410.00.00 Receita da Produção Vegetal
1420.00.00 Receita da Produção Animal e Derivados
1490.00.00 Outras Receitas Agropecuárias
1500.00.00 Receita Industrial
1510.00.00 Receita da Indústria Extrativa Mineral
1520.00.00 Receita da Indústria de Transformação
68

1530.00.00 Receita da Indústria de Construção


1600.00.00 Receita de Serviços
1700.00.00 Transferências Correntes
1720.00.00 Transferências Intergovernamentais
1721.00.00 Transferências da União
1721.01.00 Participação na Receita da União
1721.01.01 Cota-Parte do Fundo de Participação dos Estados e do Distrito
Federal
1721.01.02 Cota-Parte do Fundo de Participação dos Municípios
1721.01.05 Cota-Parte do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural
1721.01.12 Cota-Parte do Imposto sobre Produtos Industrializados –
Estados Exportadores de Produtos Industrializados
1721.01.30 Cota-Parte da Contribuição do Salário-Educação
1721.01.32 Cota-Parte do Imposto sobre Operações de Crédito, Câmbio e
Seguro, ou Relativas a Títulos ou Valores Mobiliários -
Comercialização do Ouro
1721.09.00 Outras Transferências da União
1721.09.01 Transferência Financeira - L.C. no 87/96
1721.09.99 Demais Transferências da União
1722.00.00 Transferências dos Estados
1722.01.00 Participação na Receita dos Estados
1722.09.00 Outras Transferências dos Estados
1723.00.00 Transferências dos Municípios
1724.00.00 Transferências Multigovernamentais
1724.01.00 Transferências de Recursos do Fundo de Manutenção e
Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do
Magistério - FUNDEF
1724.02.00 Transferências de Recursos da Complementação ao Fundo de
Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de
Valorização do Magistério - FUNDEF
1730.00.00 Transferências de Instituições Privadas
1740.00.00 Transferências do Exterior
1750.00.00 Transferências de Pessoas
1760.00.00 Transferências de Convênios
1900.00.00 Outras Receitas Correntes
1910.00.00 Multas e Juros de Mora
1920.00.00 Indenizações e Restituições
1921.00.00 Indenizações
1921.09.00 Outras Indenizações
1922.00.00 Restituições
1930.00.00 Receita da Dívida Ativa
1931.00.00 Receita da Dívida Ativa Tributária
1932.00.00 Receita da Dívida Ativa Não-Tributária
1940.00.00 Receitas Decorrentes de Aportes Periódicos para Amortização
de Déficit Atuarial do RPPS
1950.00.00 Receitas Decorrentes de Compensações ao RGPS
1990.00.00 Receitas Diversas

2000.00.00 Receitas de Capital


2100.00.00 Operações de Crédito
2110.00.00 Operações de Crédito Internas
2120.00.00 Operações de Crédito Externas
2200.00.00 Alienação de Bens
2210.00.00 Alienação de Bens Móveis
2220.00.00 Alienação de Bens Imóveis
69

2300.00.00 Amortização de Empréstimos


2300.70.00 Outras Amortizações de Empréstimos
2300.80.00 Amortização de Financiamentos
2400.00.00 Transferências de Capital
2420.00.00 Transferências Intergovernamentais
2421.00.00 Transferências da União
2421.01.00 Participação na Receita da União
2421.09.00 Outras Transferências da União
2421.09.99 Demais Transferências da União
2422.00.00 Transferências dos Estados
2422.01.00 Participação na Receita dos Estados
2422.09.00 Outras Transferências dos Estados
2423.00.00 Transferências dos Municípios
2430.00.00 Transferências de Instituições Privadas
2440.00.00 Transferências do Exterior
2450.00.00 Transferências de Pessoas
2470.00.00 Transferências de Convênios
2500.00.00 Outras Receitas de Capital
2520.00.00 Integralização do Capital Social
2570.00.00 Receita Auferida por Detentores de Títulos do Tesouro
Nacional Resgatados
2580.00.00 Receitas de Alienação de Certificados de Potencial Adicional
de Construção - CEPAC
2590.00.00 Outras Receitas
7000.00.00 Receitas Correntes Intra-Orçamentárias
8000.00.00 Receitas de Capital Intra-Orçamentárias
70

ANEXO II

PORTARIA Nº 42, DE 14 DE ABRIL DE 1999 (Publicada no D.O.U. de 15.04.99)

Atualiza a discriminação da despesa por funções de que tratam o


inciso I do § 1º do art. 2º e § 2º do art. 8º, ambos da Lei no 4.320, de
17 de março de 1964, estabelece os conceitos de função, subfunção,
programa, projeto, atividade, operações especiais, e dá outras
providências.

O MINISTRO DE ESTADO DO ORÇAMENTO E GESTÃO, no uso de suas atribuições,


observado o art. 113 da Lei no 4.320, de 17 de março de 1964, combinado com o art. 14,
inciso XV, alínea "a", da Lei no 9.649, de 27 de maio de 1998, com a redação dada pela
Medida Provisória no 1.799-3, de 18 de março de 1999, resolve:

Art. 1º As funções a que se refere o art. 2º, inciso I, da Lei no 4.320, de 17 de março de
1964, discriminadas no Anexo 5 da mesma Lei, e alterações posteriores, passam a ser as
constantes do Anexo que acompanha esta Portaria.
§ 1º Como função, deve entender-se o maior nível de agregação das diversas áreas de
despesa que competem ao setor público.
§ 2º A função "Encargos Especiais" engloba as despesas em relação às quais não se possa
associar um bem ou serviço a ser gerado no processo produtivo corrente, tais como:
dívidas, ressarcimentos, indenizações e outras afins, representando, portanto, uma
agregação neutra.
§ 3º A subfunção representa uma partição da função, visando a agregar determinado
subconjunto de despesa do setor público.
§ 4º As subfunções poderão ser combinadas com funções diferentes daquelas a que
estejam vinculadas, na forma do Anexo a esta Portaria.

Art. 2º Para os efeitos da presente Portaria, entendem-se por:


a) Programa, o instrumento de organização da ação governamental visando à concretização
dos objetivos pretendidos, sendo mensurado por indicadores estabelecidos no plano
plurianual;
b) Projeto, um instrumento de programação para alcançar o objetivo de um programa,
envolvendo um conjunto de operações, limitadas no tempo, das quais resulta um produto
que concorre para a expansão ou o aperfeiçoamento da ação de governo;
c) Atividade, um instrumento de programação para alcançar o objetivo de um programa,
envolvendo um conjunto de operações que se realizam de modo contínuo e permanente,
das quais resulta um produto necessário à manutenção da ação de governo;
d) Operações Especiais, as despesas que não contribuem para a manutenção das ações de
governo, das quais não resulta um produto, e não geram contraprestação direta sob a forma
de bens ou serviços.

Art. 3º A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios estabelecerão, em atos


próprios, suas estruturas de programas, códigos e identificação, respeitados os conceitos e
determinações desta Portaria.

Art. 4º Nas leis orçamentárias e nos balanços, as ações serão identificadas em termos de
funções, subfunções, programas, projetos, atividades e operações especiais.
Parágrafo único. No caso da função "Encargos Especiais", os programas corresponderão a
um código vazio, do tipo "0000".
71

Art. 5º A dotação global denominada "Reserva de Contingência", permitida para a União no


art. 91 do Decreto-Lei nº 200, de 25 de fevereiro de 1967, ou em atos das demais esferas de
Governo, a ser utilizada como fonte de recursos para abertura de créditos adicionais e sob
coordenação do órgão responsável pela sua destinação, será identificada por código
definido pelos diversos níveis de governo.

Art. 6º O disposto nesta Portaria se aplica aos orçamentos da União, dos Estados e do
Distrito Federal para o exercício financeiro de 2000 e seguintes, e aos Municípios a partir do
exercício financeiro de 2002, revogando-se a Portaria nº 117, de 12 de novembro de 1998,
do ex-Ministro do Planejamento e Orçamento, e demais disposições em contrário.
Art. 7º Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação.

FUNÇÕES SUBFUNÇÕES
01 – Legislativa 031 – Ação Legislativa
032 – Controle Externo
02 – Judiciária 061 – Ação Judiciária
062 – Defesa do Interesse Público no Processo Judiciário
03 – Essencial à Justiça 091 – Defesa da Ordem Jurídica
092 – Representação Judicial e Extrajudicial
04 – Administração 121 – Planejamento e Orçamento
122 – Administração Geral
123 – Administração Financeira
124 – Controle Interno
125 – Normatização e Fiscalização
126 – Tecnologia da Informação
127 – Ordenamento Territorial
128 – Formação de Recursos Humanos
129 – Administração de Receitas
130 – Administração de Concessões
131 – Comunicação Social
05 – Defesa Nacional 151 – Defesa Aérea
152 – Defesa Naval
153 – Defesa Terrestre
06 – Segurança Pública 181 – Policiamento
182 – Defesa Civil
183 – Informação e Inteligência
07 – Relações Exteriores 211 – Relações Diplomáticas
212 – Cooperação Internacional
08 – Assistência Social 241 – Assistência ao Idoso
242 – Assistência ao Portador de Deficiência
243 – Assistência à Criança e ao Adolescente
244 – Assistência Comunitária
09 – Previdência Social 271 – Previdência Básica
272 – Previdência do Regime Estatutário
273 – Previdência Complementar
274 – Previdência Especial
10 – Saúde 301 – Atenção Básica
302 – Assistência Hospitalar e Ambulatorial
303 – Suporte Profilático e Terapêutico
304 – Vigilância Sanitária
305 – Vigilância Epidemiológica
306 – Alimentação e Nutrição
11 – Trabalho 331 – Proteção e Benefícios ao Trabalhador
332 – Relações de Trabalho
72

333 – Empregabilidade
334 – Fomento ao Trabalho
12 – Educação 361 – Ensino Fundamental
362 – Ensino Médio
363 – Ensino Profissional
364 – Ensino Superior
365 – Educação Infantil
366 – Educação de Jovens e Adultos
367 – Educação Especial
13 – Cultura 391 – Patrimônio Histórico, Artístico e Arqueológico
392 – Difusão Cultural
14 – Direitos da Cidadania 421 – Custódia e Reintegração Social
422 – Direitos Individuais, Coletivos e Difusos
423 – Assistência aos Povos Indígenas
15 – Urbanismo 451 – Infra-Estrutura Urbana
452 – Serviços Urbanos
453 – Transportes Coletivos Urbanos
16 – Habitação 481 – Habitação Rural
482 – Habitação Urbana
17 – Saneamento 511 – Saneamento Básico Rural
512 – Saneamento Básico Urbano
18 - Gestão Ambiental 541 – Preservação e Conservação Ambiental
542 – Controle Ambiental
543 – Recuperação de Áreas Degradadas
544 – Recursos Hídricos
545 – Meteorologia
19 – Ciência e Tecnologia 571 – Desenvolvimento Científico
572 – Desenvolvimento Tecnológico e Engenharia
573 – Difusão do Conhecimento Científico e Tecnológico
20 – Agricultura 601 – Promoção da Produção Vegetal
602 – Promoção da Produção Animal
603 – Defesa Sanitária Vegetal
604 – Defesa Sanitária Animal
605 – Abastecimento
606 – Extensão Rural
607 – Irrigação
21 – Organização Agrária 631 – Reforma Agrária
632 – Colonização
22 – Indústria 661 – Promoção Industrial
662 – Produção Industrial
663 – Mineração
664 – Propriedade Industrial
665 – Normalização e Qualidade
23 – Comércio e Serviços 691 – Promoção Comercial
692 – Comercialização
693 – Comércio Exterior
694 – Serviços Financeiros
695 – Turismo
24 – Comunicações 721 – Comunicações Postais
722 – Telecomunicações
25 – Energia 751 – Conservação de Energia
752 – Energia Elétrica
753 – Petróleo
754 – Álcool
26 – Transporte 781 – Transporte Aéreo
782 – Transporte Rodoviário
783 – Transporte Ferroviário
784 – Transporte Hidroviário
785 – Transportes Especiais
27 – Desporto e Lazer 811 – Desporto de Rendimento
73

812 – Desporto Comunitário


813 – Lazer
28 – Encargos Especiais 841 – Refinanciamento da Dívida Interna
842 – Refinanciamento da Dívida Externa
843 – Serviço da Dívida Interna
844 – Serviço da Dívida Externa
845 – Transferências
846 – Outros Encargos Especiais
74

ANEXO III
DISCRIMINAÇÃO DAS NATUREZAS DE DESPESA

CODIGO DESCRIÇÃO

3.0.00.00.00 DESPESAS CORRENTES


3.1.00.00.00 PESSOAL E ENCARGOS SOCIAIS
3.1.30.00.00 Transferências a Estados e ao Distrito Federal
3.1.30.41.00 Contribuições
3.1.30.99.00 A Classificar
3.1.71.00.00 Transferências a Consórcios Públicos mediante contrato
de rateio
3.1.71.70.00 Rateio pela Participação em Consórcio Público
3.1.71.99.00 A Classificar
3.1.73.00.00 Transferências a Consórcios Públicos mediante contrato
de rateio à conta de recursos de que tratam os §§ 1º e
2º do art. 24 da Lei Complementar nº 141, de 2012.
3.1.73.70.00 Rateio pela Participação em Consórcio Público
3.1.73.99.00 A Classificar
3.1.74.00.00 Transferências a Consórcios Públicos mediante contrato
de rateio à conta de recursos de que trata o art. 25 da
Lei Complementar nº 141, de 2012.
3.1.74.70.00 Rateio pela Participação em Consórcio Público
3.1.74.99.00 A Classificar
3.1.80.00.00 Transferências ao Exterior
3.1.80.04.00 Contratação por Tempo Determinado
3.1.80.99.00 A Classificar
3.1.90.00.00 Aplicações Diretas
3.1.90.01.00 Aposentadorias do RPPS, Reserva Remunerada e
Reformas dos Militares
3.1.90.03.00 Pensões do RPPS e do militar
3.1.90.04.00 Contratação por Tempo Determinado
3.1.90.05.00 Outros Benefícios Previdenciários do servidor ou do
militar
3.1.90.07.00 Contribuição a Entidades Fechadas de Previdência
3.1.90.11.00 Vencimentos e Vantagens Fixas - Pessoal Civil
3.1.90.12.00 Vencimentos e Vantagens Fixas - Pessoal Militar
3.1.90.13.00 Obrigações Patronais
3.1.90.16.00 Outras Despesas Variáveis - Pessoal Civil
3.1.90.17.00 Outras Despesas Variáveis - Pessoal Militar
3.1.90.67.00 Depósitos Compulsórios
3.1.90.91.00 Sentenças Judiciais
3.1.90.92.00 Despesas de Exercícios Anteriores
3.1.90.94.00 Indenizações e Restituições Trabalhistas
3.1.90.96.00 Ressarcimento de Despesas de Pessoal Requisitado
3.1.90.99.00 A Classificar
3.1.91.00.00 Aplicação Direta Decorrente de Operação entre Órgãos,
Fundos e Entidades Integrantes dos Orçamentos Fiscal
e da Seguridade Social
3.1.91.04.00 Contratação por Tempo Determinado
3.1.91.13.00 Contribuições Patronais
3.1.91.91.00 Sentenças Judiciais
3.1.91.92.00 Despesas de Exercícios Anteriores
3.1.91.94.00 Indenizações e Restituições Trabalhistas
3.1.91.96.00 Ressarcimento de Despesas de Pessoal Requisitado
75

3.1.91.99.00 A Classificar (23)(I)


3.1.95.00.00 Aplicação Direta à conta de recursos de que tratam os
§§ 1º e 2º do art. 24 da Lei Complementar nº 141, de
2012.
3.1.95.04.00 Contratação por Tempo Determinado
3.1.95.07.00 Contribuição a Entidades Fechadas de Previdência
3.1.95.11.00 Vencimentos e Vantagens Fixas - Pessoal Civil
3.1.95.13.00 Obrigações Patronais
3.1.95.16.00 Outras Despesas Variáveis - Pessoal Civil
3.1.95.67.00 Depósitos Compulsórios
3.1.95.91.00 Sentenças Judiciais
3.1.95.92.00 Despesas de Exercícios Anteriores
3.1.95.94.00 Indenizações e Restituições Trabalhistas
3.1.95.96.00 Ressarcimento de Despesas de Pessoal Requisitado
3.1.95.99.00 A Classificar
3.1.96.00.00 Aplicação Direta à conta de recursos de que trata o art.
25 da Lei Complementar nº 141, de 2012.
3.1.96.04.00 Contratação por Tempo Determinado
3.1.96.07.00 Contribuição a Entidades Fechadas de Previdência
3.1.96.11.00 Vencimentos e Vantagens Fixas - Pessoal Civil
3.1.96.13.00 Obrigações Patronais
3.1.96.16.00 Outras Despesas Variáveis - Pessoal Civil
3.1.96.67.00 Depósitos Compulsórios
3.1.96.91.00 Sentenças Judiciais
3.1.96.92.00 Despesas de Exercícios Anteriores
3.1.96.94.00 Indenizações e Restituições Trabalhistas
3.1.96.96.00 Ressarcimento de Despesas de Pessoal Requisitado
3.1.96.99.00 A Classificar
3.1.99.00.00 A Definir
3.1.99.99.00 A Classificar

3.2.00.00.00 JUROS E ENCARGOS DA DÍVIDA


3.2.71.00.00 Transferências a Consórcios Públicos mediante contrato
de rateio
3.2.71.70.00 Rateio pela Participação em Consórcio Público
3.2.71.99.00 A Classificar
3.2.73.00.00 Transferências a Consórcios Públicos mediante contrato
de rateio à conta de recursos de que tratam os §§ 1º e
2º do art. 24 da Lei Complementar nº 141, de 2012.
3.2.73.70.00 Rateio pela Participação em Consórcio Público
3.2.73.99.00 A Classificar
3.2.74.00.00 Transferências a Consórcios Públicos mediante contrato
de rateio à conta de recursos de que trata o art. 25 da
Lei Complementar nº 141, de 2012.
3.2.74.70.00 Rateio pela Participação em Consórcio Público
3.2.74.99.00 A Classificar
3.2.90.00.00 Aplicações Diretas
3.2.90.21.00 Juros sobre a Dívida por Contrato
3.2.90.22.00 Outros Encargos sobre a Dívida por Contrato
3.2.90.23.00 Juros, Deságios e Descontos da Dívida Mobiliária
3.2.90.24.00 Outros Encargos sobre a Dívida Mobiliária
3.2.90.25.00 Encargos sobre Operações de Crédito por Antecipação
da Receita
3.2.90.91.00 Sentenças Judiciais
3.2.90.92.00 Despesas de Exercícios Anteriores
76

3.2.90.93.00 Indenizações e Restituições


3.2.90.99.00 A Classificar
3.2.95.00.00 Aplicação Direta à conta de recursos de que tratam os
§§ 1º e 2º do art. 24 da Lei Complementar nº 141, de
2012.
3.2.95.21.00 Juros sobre a Dívida por Contrato
3.2.95.22.00 Outros Encargos sobre a Dívida por Contrato
3.2.95.92.00 Despesas de Exercícios Anteriores
3.2.95.99.00 A Classificar
3.2.96.00.00 Aplicação Direta à conta de recursos de que trata o art.
25 da Lei Complementar nº 141, de 2012.
3.2.96.21.00 Juros sobre a Dívida por Contrato
3.2.96.22.00 Outros Encargos sobre a Dívida por Contrato
3.2.96.92.00 Despesas de Exercícios Anteriores
3.2.96.99.00 A Classificar
3.2.99.00.00 A Definir
3.2.99.99.00 A Classificar

3.3.00.00.00 OUTRAS DESPESAS CORRENTES


3.3.20.00.00 Transferências à União
3.3.20.41.00 Contribuições
3.3.20.99.00 A Classificar
3.3.22.00.00 Execução Orçamentária Delegada à União
3.3.22.14.00 Diárias - Civil
3.3.22.30.00 Material de Consumo
3.3.22.35.00 Serviços de Consultoria
3.3.22.36.00 Outros Serviços de Terceiros - Pessoa Física
3.3.22.39.00 Outros Serviços de Terceiros - Pessoa Jurídica
3.3.22.99.00 A Classificar
3.3.30.00.00 Transferências a Estados e ao Distrito Federal
3.3.30.41.00 Contribuições
3.3.30.81.00 Distribuição Constitucional ou Legal de Receitas
3.3.30.93.00 Indenizações e Restituições
3.3.30.99.00 A Classificar
3.3.31.00.00 Transferências a Estados e ao Distrito Federal - Fundo
a Fundo
3.3.31.41.00 Contribuições
3.3.31.92.00 Despesas de Exercícios Anteriores
3.3.31.99.00 A Classificar
3.3.32.00.00 Execução Orçamentária Delegada a Estados e ao
Distrito Federal
3.3.32.14.00 Diárias - Civil
3.3.32.18.00 Auxílio Financeiro a Estudantes
3.3.32.20.00 Auxílio Financeiro a Pesquisadores
3.3.32.30.00 Material de Consumo
3.3.32.32.00 Material, Bem ou Serviço para Distribuição Gratuita
3.3.32.33.00 Passagens e Despesas com Locomoção
3.3.32.35.00 Serviços de Consultoria
3.3.32.36.00 Outros Serviços de Terceiros - Pessoa Física
3.3.32.39.00 Outros Serviços de Terceiros - Pessoa Jurídica
3.3.32.47.00 Obrigações Tributárias e Contributivas
3.3.32.92.00 Despesas de Exercícios Anteriores
3.3.32.93.00 Indenizações e Restituições
3.3.32.99.00 A Classificar
77

3.3.35.00.00 Transferências Fundo a Fundo aos Estados e ao Distrito


Federal à conta de recursos de que tratam os §§ 1º e 2º
do art. 24 da Lei Complementar nº 141, de 2012.
3.3.35.41.00 Contribuições
3.3.35.92.00 Despesas de Exercícios Anteriores
3.3.35.99.00 A Classificar
3.3.36.00.00 Transferências Fundo a Fundo aos Estados e ao Distrito
Federal à conta de recursos de que trata o art. 25 da Lei
Complementar nº 141, de 2012.
3.3.36.41.00 Contribuições
3.3.36.92.00 Despesas de Exercícios Anteriores
3.3.36.99.00 A Classificar
3.3.40.00.00 Transferências a Municípios
3.3.40.41.00 Contribuições
3.3.40.81.00 Distribuição Constitucional ou Legal de Receitas
3.3.40.91.00 Sentenças Judiciais
3.3.40.93.00 Indenizações e Restituições
3.3.40.99.00 A Classificar
3.3.41.00.00 Transferências a Municípios - Fundo a Fundo
3.3.41.41.00 Contribuições
3.3.41.92.00 Despesas de Exercícios Anteriores
3.3.41.99.00 A Classificar
3.3.42.00.00 Execução Orçamentária Delegada a Municípios
3.3.42.14.00 Diárias - Civil
3.3.42.18.00 Auxílio Financeiro a Estudantes
3.3.42.30.00 Material de Consumo
3.3.42.33.00 Passagens e Despesas com Locomoção
3.3.42.35.00 Serviços de Consultoria
3.3.42.36.00 Outros Serviços de Terceiros - Pessoa Física
3.3.42.39.00 Outros Serviços de Terceiros - Pessoa Jurídica
3.3.42.47.00 Obrigações Tributárias e Contributivas
3.3.42.92.00 Despesas de Exercícios Anteriores
3.3.42.93.00 Indenizações e Restituições
3.3.42.99.00 A Classificar
3.3.45.00.00 Transferências Fundo a Fundo aos Municípios à conta
de recursos de que tratam os §§ 1º e 2º do art. 24 da
Lei Complementar nº 141, de 2012.
3.3.45.41.00 Contribuições
3.3.45.91.00 Sentenças Judiciais
3.3.45.92.00 Despesas de Exercícios Anteriores
3.3.45.99.00 A Classificar
3.3.46.00.00 Transferências Fundo a Fundo aos Municípios à conta
de recursos de que trata o art. 25 da Lei Complementar
nº 141, de 2012.
3.3.46.41.00 Contribuições
3.3.46.91.00 Sentenças Judiciais
3.3.46.92.00 Despesas de Exercícios Anteriores
3.3.46.99.00 A Classificar
3.3.50.00.00 Transferências a Instituições Privadas sem Fins
Lucrativos
3.3.50.14.00 Diárias - Civil
3.3.50.18.00 Auxílio Financeiro a Estudantes
3.3.50.20.00 Auxílio Financeiro a Pesquisadores
3.3.50.30.00 Material de Consumo (5)(I)
78

3.3.50.31.00 Premiações Culturais, Artísticas, Científicas,


Desportivas e Outras
3.3.50.33.00 Passagens e Despesas com Locomoção
3.3.50.35.00 Serviços de Consultoria
3.3.50.36.00 Outros Serviços de Terceiros - Pessoa Física
3.3.50.39.00 Outros Serviços de Terceiros - Pessoa Jurídica
3.3.50.41.00 Contribuições
3.3.50.43.00 Subvenções Sociais
3.3.50.47.00 Obrigações Tributárias e Contributivas
3.3.50.92.00 Despesas de Exercícios Anteriores
3.3.50.99.00 A Classificar
3.3.60.00.00 Transferências a Instituições Privadas com Fins
Lucrativos
3.3.60.45.00 Subvenções Econômicas
3.3.60.92.00 Despesas de Exercícios Anteriores
3.3.60.99.00 A Classificar
3.3.70.00.00 Transferências a Instituições Multigovernamentais
3.3.70.41.00 Contribuições
3.3.70.99.00 A Classificar
3.3.71.00.00 Transferências a Consórcios Públicos mediante contrato
de rateio
3.3.71.70.00 Rateio pela Participação em Consórcio Público
3.3.71.99.00 A Classificar
3.3.72.00.00 Execução Orçamentária Delegada a Consórcios
Públicos
3.3.72.99.00 A Classificar
3.3.73.00.00 Transferências a Consórcios Públicos mediante contrato
de rateio à conta de recursos de que tratam os §§ 1º e
2º do art. 24 da Lei Complementar nº 141, de 2012.
3.3.73.70.00 Rateio pela Participação em Consórcio Público
3.3.73.99.00 A Classificar
3.3.74.00.00 Transferências a Consórcios Públicos mediante contrato
de rateio à conta de recursos de que trata o art. 25 da
Lei Complementar nº 141, de 2012.
3.3.74.70.00 Rateio pela Participação em Consórcio Público
3.3.74.99.00 A Classificar
3.3.75.00.00 Transferências a Instituições Multigovernamentais à
conta de recursos de que tratam os §§ 1º e 2º do art. 24
da Lei Complementar nº 141, de 2012.
3.3.75.41.00 Contribuições
3.3.75.99.00 A Classificar
3.3.76.00.00 Transferências a Instituições Multigovernamentais à
conta de recursos de que trata o art. 25 da Lei
Complementar nº 141, de 2012.
3.3.76.41.00 Contribuições
3.3.76.99.00 A Classificar
3.3.80.00.00 Transferências ao Exterior
3.3.80.04.00 Contratação por Tempo Determinado
3.3.80.14.00 Diárias - Civil
3.3.80.30.00 Material de Consumo
3.3.80.33.00 Passagens e Despesas com Locomoção
3.3.80.34.00 Outras Despesas de Pessoal Decorrentes de Contratos
de Terceirização
3.3.80.35.00 Serviços de Consultoria
3.3.80.36.00 Outros Serviços de Terceiros - Pessoa Física
79

3.3.80.37.00 Locação de Mão-de-Obra


3.3.80.39.00 Outros Serviços de Terceiros - Pessoa Jurídica
3.3.80.41.00 Contribuições
3.3.80.92.00 Despesas de Exercícios Anteriores
3.3.80.99.00 A Classificar
3.3.90.00.00 Aplicações Diretas
3.3.90.04.00 Contratação por Tempo Determinado
3.3.90.06.00 Benefício Mensal ao Deficiente e ao Idoso
3.3.90.08.00 Outros Benefícios Assistenciais do servidor e do militar
3.3.90.10.00 Seguro Desemprego e Abono Salarial
3.3.90.14.00 Diárias - Civil
3.3.90.15.00 Diárias - Militar
3.3.90.18.00 Auxílio Financeiro a Estudantes
3.3.90.19.00 Auxílio-Fardamento
3.3.90.20.00 Auxílio Financeiro a Pesquisadores
3.3.90.26.00 Obrigações Decorrentes de Política Monetária
3.3.90.27.00 Encargos pela Honra de Avais, Garantias, Seguros e
Similares
3.3.90.28.00 Remuneração de Cotas de Fundos Autárquicos
3.3.90.29.00 Distribuição de Resultado de Empresas Estatais
Dependentes
3.3.90.30.00 Material de Consumo
3.3.90.31.00 Premiações Culturais, Artísticas, Científicas,
Desportivas e Outras
3.3.90.32.00 Material, Bem ou Serviço para Distribuição Gratuita
3.3.90.33.00 Passagens e Despesas com Locomoção
3.3.90.34.00 Outras Despesas de Pessoal decorrentes de Contratos
de Terceirização
3.3.90.35.00 Serviços de Consultoria
3.3.90.36.00 Outros Serviços de Terceiros - Pessoa Física
3.3.90.37.00 Locação de Mão-de-Obra
3.3.90.38.00 Arrendamento Mercantil
3.3.90.39.00 Outros Serviços de Terceiros - Pessoa Jurídica
3.3.90.41.00 Contribuições
3.3.90.45.00 Subvenções Econômicas
3.3.90.46.00 Auxílio-Alimentação
3.3.90.47.00 Obrigações Tributárias e Contributivas
3.3.90.48.00 Outros Auxílios Financeiros a Pessoas Físicas
3.3.90.49.00 Auxílio-Transporte
3.3.90.53.00 Aposentadorias do RGPS - Área Rural
3.3.90.54.00 Aposentadorias do RGPS - Área Urbana
3.3.90.55.00 Pensões do RGPS - Área Rural
3.3.90.56.00 Pensões do RGPS - Área Urbana
3.3.90.57.00 Outros Benefícios do RGPS - Área Rural
3.3.90.58.00 Outros Benefícios do RGPS - Área Urbana
3.3.90.59.00 Pensões Especiais
3.3.90.67.00 Depósitos Compulsórios
3.3.90.91.00 Sentenças Judiciais
3.3.90.92.00 Despesas de Exercícios Anteriores
3.3.90.93.00 Indenizações e Restituições
3.3.90.95.00 Indenização pela Execução de Trabalhos de Campo
3.3.90.96.00 Ressarcimento de Despesas de Pessoal Requisitado
3.3.90.98.00 Compensações ao RGPS
3.3.90.99.00 A Classificar
80

3.3.91.00.00 Aplicação Direta Decorrente de Operação entre Órgãos,


Fundos e Entidades Integrantes dos Orçamentos Fiscal
e da Seguridade Social
3.3.91.04.00 Contratação por Tempo Determinado
3.3.91.28.00 Remuneração de Cotas de Fundos Autárquicos
3.3.91.29.00 Distribuição de Resultado de Empresas Estatais
Dependentes
3.3.91.30.00 Material de Consumo
3.3.91.32.00 Material, Bem ou Serviço para Distribuição Gratuita
3.3.91.35.00 Serviços de Consultoria
3.3.91.39.00 Outros Serviços de Terceiros - Pessoa Jurídica
3.3.91.47.00 Obrigações Tributárias e Contributivas
3.3.91.62.00 Aquisição de Produtos para Revenda
3.3.91.91.00 Sentenças Judiciais
3.3.91.92.00 Despesas de Exercícios Anteriores
3.3.91.93.00 Indenizações e Restituições
3.3.91.96.00 Ressarcimento de Despesas de Pessoal Requisitado
3.3.91.97.00 Aporte para Cobertura do Déficit Atuarial do RPPS
3.3.91.98.00 Compensações ao RGPS
3.3.91.99.00 A Classificar
3.3.93.00.00 Aplicação Direta Decorrente de Operação de Órgãos,
Fundos e Entidades Integrantes dos Orçamentos Fiscal
e da Seguridade Social com Consórcio Público do qual
o Ente Participe
3.3.93.30.00 Material de Consumo
3.3.93.32.00 Material, Bem ou Serviço para Distribuição Gratuita
3.3.93.39.00 Outros Serviços de Terceiros - Pessoa Jurídica
3.3.93.99.00 A Classificar
3.3.94.00.00 Aplicação Direta Decorrente de Operação de Órgãos,
Fundos e Entidades Integrantes dos Orçamentos Fiscal
e da Seguridade Social com Consórcio Público do qual
o Ente Não Participe
3.3.94.30.00 Material de Consumo
3.3.94.32.00 Material, Bem ou Serviço para Distribuição Gratuita
3.3.94.39.00 Outros Serviços de Terceiros - Pessoa Jurídica
3.3.94.99.00 A Classificar
3.3.95.00.00 Aplicação Direta à conta de recursos de que tratam os
§§ 1º e 2º do art. 24 da Lei Complementar nº 141, de
2012.
3.3.95.04.00 Contratação por Tempo Determinado
3.3.95.08.00 Outros Benefícios Assistenciais do servidor e do militar
3.3.95.14.00 Diárias - Civil
3.3.95.18.00 Auxílio Financeiro a Estudantes
3.3.95.20.00 Auxílio Financeiro a Pesquisadores
3.3.95.30.00 Material de Consumo
3.3.95.31.00 Premiações Culturais, Artísticas, Científicas,
Desportivas e Outras
3.3.95.32.00 Material, Bem ou Serviço para Distribuição Gratuita
3.3.95.33.00 Passagens e Despesas com Locomoção
3.3.95.34.00 Outras Despesas de Pessoal decorrentes de Contratos
de Terceirização
3.3.95.35.00 Serviços de Consultoria
3.3.95.36.00 Outros Serviços de Terceiros - Pessoa Física
3.3.95.37.00 Locação de Mão-de-Obra
3.3.95.38.00 Arrendamento Mercantil
81

3.3.95.39.00 Outros Serviços de Terceiros - Pessoa Jurídica


3.3.95.41.00 Contribuições
3.3.95.45.00 Subvenções Econômicas
3.3.95.46.00 Auxílio-Alimentação
3.3.95.47.00 Obrigações Tributárias e Contributivas
3.3.95.48.00 Outros Auxílios Financeiros a Pessoas Físicas
3.3.95.49.00 Auxílio-Transporte
3.3.95.67.00 Depósitos Compulsórios
3.3.95.91.00 Sentenças Judiciais
3.3.95.92.00 Despesas de Exercícios Anteriores
3.3.95.93.00 Indenizações e Restituições
3.3.95.96.00 Ressarcimento de Despesas de Pessoal Requisitado
3.3.95.99.00 A Classificar
3.3.96.00.00 Aplicação Direta à conta de recursos de que trata o art.
25 da Lei Complementar nº 141, de 2012.
3.3.96.04.00 Contratação por Tempo Determinado
3.3.96.08.00 Outros Benefícios Assistenciais do servidor e do militar
3.3.96.14.00 Diárias - Civil
3.3.96.18.00 Auxílio Financeiro a Estudantes
3.3.96.20.00 Auxílio Financeiro a Pesquisadores
3.3.96.31.00 Premiações Culturais, Artísticas, Científicas,
Desportivas e Outras
3.3.96.32.00 Material, Bem ou Serviço para Distribuição Gratuita
3.3.96.33.00 Passagens e Despesas com Locomoção
3.3.96.34.00 Outras Despesas de Pessoal decorrentes de Contratos
de Terceirização
3.3.96.35.00 Serviços de Consultoria
3.3.96.36.00 Outros Serviços de Terceiros - Pessoa Física
3.3.96.37.00 Locação de Mão-de-Obra
3.3.96.38.00 Arrendamento Mercantil
3.3.96.39.00 Outros Serviços de Terceiros - Pessoa Jurídica
3.3.96.41.00 Contribuições
3.3.96.45.00 Subvenções Econômicas
3.3.96.46.00 Auxílio-Alimentação
3.3.96.47.00 Obrigações Tributárias e Contributivas
3.3.96.48.00 Outros Auxílios Financeiros a Pessoas Físicas
3.3.96.49.00 Auxílio-Transporte
3.3.96.67.00 Depósitos Compulsórios
3.3.96.91.00 Sentenças Judiciais
3.3.96.92.00 Despesas de Exercícios Anteriores
3.3.96.93.00 Indenizações e Restituições
3.3.96.96.00 Ressarcimento de Despesas de Pessoal Requisitado
3.3.96.99.00 A Classificar
3.3.99.00.00 A Definir
3.3.99.99.00 A Classificar

4.0.00.00.00 DESPESAS DE CAPITAL


4.4.00.00.00 INVESTIMENTOS
4.4.20.00.00 Transferências à União
4.4.20.41.00 Contribuições
4.4.20.42.00 Auxílios
4.4.20.99.00 A Classificar
4.4.22.00.00 Execução Orçamentária Delegada à União
4.4.22.51.00 Obras e Instalações
4.4.22.52.00 Equipamentos e Material Permanente
82

4.4.22.92.00 Despesas de Exercícios Anteriores


4.4.22.93.00 Indenizações e Restituições
4.4.22.99.00 A Classificar
4.4.30.00.00 Transferências a Estados e ao Distrito Federal
4.4.30.41.00 Contribuições
4.4.30.42.00 Auxílios
4.4.30.99.00 A Classificar
4.4.31.00.00 Transferências a Estados e ao Distrito Federal - Fundo
a Fundo
4.4.31.41.00 Contribuições
4.4.31.42.00 Auxílios
4.4.31.92.00 Despesas de Exercícios Anteriores
4.4.31.99.00 A Classificar
4.4.32.00.00 Execução Orçamentária Delegada a Estados e ao
Distrito Federal
4.4.32.20.00 Auxílio Financeiro a Pesquisadores
4.4.32.51.00 Obras e Instalações
4.4.32.52.00 Equipamentos e Material Permanente
4.4.32.92.00 Despesas de Exercícios Anteriores
4.4.32.93.00 Indenizações e Restituições
4.4.32.99.00 A Classificar
4.4.35.00.00 Transferências Fundo a Fundo aos Estados e ao Distrito
Federal à conta de recursos de que tratam os §§ 1º e 2º
do art. 24 da Lei Complementar nº 141, de 2012.
4.4.35.41.00 Contribuições
4.4.35.42.00 Auxílios
4.4.35.92.00 Despesas de Exercícios Anteriores
4.4.35.99.00 A Classificar
4.4.36.00.00 Transferências Fundo a Fundo aos Estados e ao Distrito
Federal à conta de recursos de que trata o art. 25 da Lei
Complementar nº 141, de 2012.
4.4.36.41.00 Contribuições
4.4.36.42.00 Auxílios
4.4.36.92.00 Despesas de Exercícios Anteriores
4.4.36.99.00 A Classificar
4.4.40.00.00 Transferências a Municípios
4.4.40.41.00 Contribuições
4.4.40.42.00 Auxílios
4.4.40.92.00 Despesas de Exercícios Anteriores
4.4.40.99.00 A Classificar
4.4.41.00.00 Transferências a Municípios - Fundo a Fundo
4.4.41.41.00 Contribuições
4.4.41.42.00 Auxílios
4.4.41.92.00 Despesas de Exercícios Anteriores
4.4.41.99.00 A Classificar
4.4.42.00.00 Execução Orçamentária Delegada a Municípios
4.4.42.14.00 Diárias - Civil
4.4.42.51.00 Obras e Instalações
4.4.42.52.00 Equipamentos e Material Permanente
4.4.42.92.00 Despesas de Exercícios Anteriores
4.4.42.99.00 A Classificar
4.4.45.00.00 Transferências Fundo a Fundo aos Municípios à conta
de recursos de que tratam os §§ 1º e 2º do art. 24 da
Lei Complementar nº 141, de 2012.
4.4.45.41.00 Contribuições
83

4.4.45.42.00 Auxílios
4.4.45.92.00 Despesas de Exercícios Anteriores
4.4.45.99.00 A Classificar
4.4.46.00.00 Transferências Fundo a Fundo aos Municípios à conta
de recursos de que trata o art. 25 da Lei Complementar
nº 141, de 2012.
4.4.46.41.00 Contribuições
4.4.46.42.00 Auxílios
4.4.46.92.00 Despesas de Exercícios Anteriores
4.4.46.99.00 A Classificar
4.4.50.00.00 Transferências a Instituições Privadas sem Fins
Lucrativos
4.4.50.14.00 Diárias - Civil
4.4.50.30.00 Material de Consumo
4.4.50.36.00 Outros Serviços de Terceiros - Pessoa Física
4.4.50.39.00 Outros Serviços de Terceiros - Pessoa Jurídica
4.4.50.41.00 Contribuições
4.4.50.42.00 Auxílios
4.4.50.47.00 Obrigações Tributárias e Contributivas
4.4.50.51.00 Obras e Instalações
4.4.50.52.00 Equipamentos e Material Permanente
4.4.50.99.00 A Classificar
4.4.70.00.00 Transferências a Instituições Multigovernamentais
4.4.70.41.00 Contribuições
4.4.70.42.00 Auxílios
4.4.70.99.00 A Classificar
4.4.71.00.00 Transferências a Consórcios Públicos mediante contrato
de rateio
4.4.71.70.00 Rateio pela Participação em Consórcio Público
4.4.71.99.00 A Classificar
4.4.72.00.00 Execução Orçamentária Delegada a Consórcios
Públicos
4.4.72.99.00 A Classificar
4.4.73.00.00 Transferências a Consórcios Públicos mediante contrato
de rateio à conta de recursos de que tratam os §§ 1º e
2º do art. 24 da Lei Complementar nº 141, de 2012.
4.4.73.70.00 Rateio pela Participação em Consórcio Público
4.4.73.99.00 A Classificar
4.4.74.00.00 Transferências a Consórcios Públicos mediante contrato
de rateio à conta de recursos de que trata o art. 25 da
Lei Complementar nº 141, de 2012.
4.4.74.70.00 Rateio pela Participação em Consórcio Público
4.4.74.99.00 A Classificar
4.4.75.00.00 Transferências a Instituições Multigovernamentais à
conta de recursos de que tratam os §§ 1º e 2º do art. 24
da Lei Complementar nº 141, de 2012.
4.4.75.41.00 Contribuições
4.4.75.42.00 Auxílios
4.4.75.99.00 A Classificar
4.4.76.00.00 Transferências a Instituições Multigovernamentais à
conta de recursos de que trata o art. 25 da Lei
Complementar nº 141, de 2012.
4.4.76.41.00 Contribuições
4.4.76.42.00 Auxílios
4.4.76.99.00 A Classificar
84

4.4.80.00.00 Transferências ao Exterior


4.4.80.41.00 Contribuições
4.4.80.42.00 Auxílios
4.4.80.51.00 Obras e Instalações
4.4.80.52.00 Equipamentos e Material Permanente
4.4.80.99.00 A Classificar
4.4.90.00.00 Aplicações Diretas
4.4.90.04.00 Contratação por Tempo Determinado
4.4.90.14.00 Diárias - Civil
4.4.90.15.00 Diárias - Militar
4.4.90.17.00 Outras Despesas Variáveis - Pessoal Militar
4.4.90.18.00 Auxílio Financeiro a Estudantes
4.4.90.20.00 Auxílio Financeiro a Pesquisadores
4.4.90.30.00 Material de Consumo
4.4.90.33.00 Passagens e Despesas com Locomoção
4.4.90.35.00 Serviços de Consultoria
4.4.90.36.00 Outros Serviços de Terceiros - Pessoa Física
4.4.90.37.00 Locação de Mão-de-Obra
4.4.90.39.00 Outros Serviços de Terceiros - Pessoa Jurídica
4.4.90.47.00 Obrigações Tributárias e Contributivas (18)(I)
4.4.90.51.00 Obras e Instalações
4.4.90.52.00 Equipamentos e Material Permanente
4.4.90.61.00 Aquisição de Imóveis
4.4.90.91.00 Sentenças Judiciais
4.4.90.92.00 Despesas de Exercícios Anteriores
4.4.90.93.00 Indenizações e Restituições
4.4.90.99.00 A Classificar
4.4.91.00.00 Aplicação Direta Decorrente de Operação entre Órgãos,
Fundos e Entidades Integrantes dos Orçamentos Fiscal
e da Seguridade Social
4.4.91.39.00 Outros Serviços de Terceiros - Pessoa Jurídica
4.4.91.47.00 Obrigações Tributárias e Contributivas
4.4.91.51.00 Obras e Instalações
4.4.91.52.00 Equipamentos e Material Permanente
4.4.91.91.00 Sentenças Judiciais
4.4.91.99.00 A Classificar
4.4.93.00.00 Aplicação Direta Decorrente de Operação de Órgãos,
Fundos e Entidades Integrantes dos Orçamentos Fiscal
e da Seguridade Social com Consórcio Público do qual
o Ente Participe
4.4.93.51.00 Obras e Instalações
4.4.93.52.00 Equipamentos e Material Permanente
4.4.93.99.00 A Classificar
4.4.94.00.00 Aplicação Direta Decorrente de Operação de Órgãos,
Fundos e Entidades Integrantes dos Orçamentos Fiscal
e da Seguridade Social com Consórcio Público do qual
o Ente Não Participe
4.4.94.51.00 Obras e Instalações
4.4.94.52.00 Equipamentos e Material Permanente
4.4.94.99.00 A Classificar
4.4.95.00.00 Aplicação Direta à conta de recursos de que tratam os
§§ 1º e 2º do art. 24 da Lei Complementar nº 141, de
2012.
4.4.95.51.00 Obras e Instalações
4.4.95.52.00 Equipamentos e Material Permanente
85

4.4.95.61.00 Aquisição de Imóveis


4.4.95.91.00 Sentenças Judiciais
4.4.95.92.00 Despesas de Exercícios Anteriores
4.4.95.93.00 Indenizações e Restituições
4.4.95.99.00 A Classificar
4.4.96.00.00 Aplicação Direta à conta de recursos de que trata o art.
25 da Lei Complementar nº 141, de 2012.
4.4.96.51.00 Obras e Instalações
4.4.96.52.00 Equipamentos e Material Permanente
4.4.96.61.00 Aquisição de Imóveis
4.4.96.91.00 Sentenças Judiciais
4.4.96.92.00 Despesas de Exercícios Anteriores
4.4.96.93.00 Indenizações e Restituições
4.4.96.99.00 A Classificar
4.4.99.00.00 A Definir
4.4.99.99.00 A Classificar

4.5.00.00.00 INVERSÕES FINANCEIRAS


4.5.30.00.00 Transferências a Estados e ao Distrito Federal
4.5.30.41.00 Contribuições
4.5.30.42.00 Auxílios
4.5.30.99.00 A Classificar
4.5.32.00.00 Execução Orçamentária Delegada a Estados e ao
Distrito Federal
4.5.32.61.00 Aquisição de Imóveis
4.5.32.64.00 Aquisição de Títulos Representativos de Capital já
Integralizado
4.5.32.65.00 Constituição ou Aumento de Capital de Empresas
4.5.32.66.00 Concessão de Empréstimos e Financiamentos
4.5.32.99.00 A Classificar
4.5.40.00.00 Transferências a Municípios
4.5.40.41.00 Contribuições
4.5.40.42.00 Auxílios
4.5.40.99.00 A Classificar
4.5.42.00.00 Execução Orçamentária Delegada a Municípios
4.5.42.64.00 Aquisição de Títulos Representativos de Capital já
Integralizado
4.5.42.66.00 Concessão de Empréstimos e Financiamentos
4.5.42.99.00 A Classificar
4.5.50.00.00 Transferências a Instituições Privadas sem Fins
Lucrativos
4.5.50.66.00 Concessão de Empréstimos e Financiamentos
4.5.50.99.00 A Classificar
4.5.71.00.00 Transferências a Consórcios Públicos mediante contrato
de rateio
4.5.71.70.00 Rateio pela Participação em Consórcio Público
4.5.71.99.00 A Classificar
4.5.72.00.00 Execução Orçamentária Delegada a Consórcios
Públicos
4.5.72.99.00 A Classificar
4.5.73.00.00 Transferências a Consórcios Públicos mediante contrato
de rateio à conta de recursos de que tratam os §§ 1º e
2º do art. 24 da Lei Complementar nº 141, de 2012.
4.5.73.70.00 Rateio pela Participação em Consórcio Público
4.5.73.99.00 A Classificar
86

4.5.74.00.00 Transferências a Consórcios Públicos mediante contrato


de rateio à conta de recursos de que trata o art. 25 da
Lei Complementar nº 141, de 2012.
4.5.74.70.00 Rateio pela Participação em Consórcio Público
4.5.74.99.00 A Classificar
4.5.80.00.00 Transferências ao Exterior
4.5.80.66.00 Concessão de Empréstimos e Financiamentos
4.5.80.99.00 A Classificar
4.5.90.00.00 Aplicações Diretas
4.5.90.27.00 Encargos pela Honra de Avais, Garantias, Seguros e
Similares
4.5.90.61.00 Aquisição de Imóveis
4.5.90.62.00 Aquisição de Produtos para Revenda
4.5.90.63.00 Aquisição de Títulos de Crédito
4.5.90.64.00 Aquisição de Títulos Representativos de Capital já
Integralizado
4.5.90.65.00 Constituição ou Aumento de Capital de Empresas
4.5.90.66.00 Concessão de Empréstimos e Financiamentos
4.5.90.67.00 Depósitos Compulsórios
4.5.90.91.00 Sentenças Judiciais
4.5.90.92.00 Despesas de Exercícios Anteriores
4.5.90.93.00 Indenizações e Restituições
4.5.90.99.00 A Classificar
4.5.91.00.00 Aplicação Direta Decorrente de Operação entre Órgãos,
Fundos e Entidades Integrantes dos Orçamentos Fiscal
e da Seguridade Social
4.5.91.47.00 Obrigações Tributárias e Contributivas
4.5.91.61.00 Aquisição de Imóveis
4.5.91.62.00 Aquisição de Produtos para Revenda
4.5.91.65.00 Constituição ou Aumento de Capital de Empresas
4.5.91.66.00 Concessão de Empréstimos e Financiamentos
4.5.91.91.00 Sentenças Judiciais
4.5.91.92.00 Despesas de Exercícios Anteriores
4.5.91.99.00 A Classificar
4.5.95.00.00 Aplicação Direta à conta de recursos de que tratam os
§§ 1º e 2º do art. 24 da Lei Complementar nº 141, de
2012.
4.5.95.61.00 Aquisição de Imóveis
4.5.95.67.00 Depósitos Compulsórios
4.5.95.91.00 Sentenças Judiciais
4.5.95.92.00 Despesas de Exercícios Anteriores
4.5.95.93.00 Indenizações e Restituições
4.5.95.99.00 A Classificar
4.5.96.00.00 aplicação Direta à conta de recursos de que trata o art.
25 da Lei Complementar nº 141, de 2012.
4.5.96.61.00 Aquisição de Imóveis
4.5.96.67.00 Depósitos Compulsórios
4.5.96.91.00 Sentenças Judiciais
4.5.96.92.00 Despesas de Exercícios Anteriores
4.5.96.93.00 Indenizações e Restituições
4.5.96.99.00 A Classificar
4.5.99.00.00 A Definir
4.5.99.99.00 A Classificar

4.6.00.00.00 AMORTIZAÇÃO DA DÍVIDA


87

4.6.71.00.00 Transferências a Consórcios Públicos mediante contrato


de rateio
4.6.71.70.00 Rateio pela Participação em Consórcio Público
4.6.71.99.00 A Classificar
4.6.73.00.00 Transferências a Consórcios Públicos mediante contrato
de rateio à conta de recursos de que tratam os §§ 1º e
2º do art. 24 da Lei Complementar nº 141, de 2012.
4.6.73.70.00 Rateio pela Participação em Consórcio Público
4.6.73.99.00 A Classificar
4.6.74.00.00 Transferências a Consórcios Públicos mediante contrato
de rateio à conta de recursos de que trata o art. 25 da
Lei Complementar nº 141, de 2012.
4.6.74.70.00 Rateio pela Participação em Consórcio Público
4.6.74.99.00 A Classificar
4.6.90.00.00 Aplicações Diretas
4.6.90.71.00 Principal da Dívida Contratual Resgatado
4.6.90.72.00 Principal da Dívida Mobiliária Resgatado
4.6.90.73.00 Correção Monetária ou Cambial da Dívida Contratual
Resgatada
4.6.90.74.00 Correção Monetária ou Cambial da Dívida Mobiliária
Resgatada
4.6.90.75.00 Correção Monetária da Dívida de Operações de Crédito
por Antecipação da Receita
4.6.90.76.00 Principal Corrigido da Dívida Mobiliária Refinanciado
4.6.90.77.00 Principal Corrigido da Dívida Contratual Refinanciado
4.6.90.91.00 Sentenças Judiciais
4.6.90.92.00 Despesas de Exercícios Anteriores
4.6.90.93.00 Indenizações e Restituições
4.6.90.99.00 A Classificar
4.6.95.00.00 Aplicação Direta à conta de recursos de que tratam os
§§ 1º e 2º do art. 24 da Lei Complementar nº 141, de
2012.
4.6.95.71.00 Principal da Dívida Contratual Resgatado
4.6.95.73.00 Correção Monetária ou Cambial da Dívida Contratual
Resgatada
4.6.95.77.00 Principal Corrigido da Dívida Contratual Refinanciado
4.6.95.91.00 Sentenças Judiciais
4.6.95.92.00 Despesas de Exercícios Anteriores
4.6.95.93.00 Indenizações e Restituições
4.6.95.99.00 A Classificar
4.6.96.00.00 Aplicação Direta à conta de recursos de que trata o art.
25 da Lei Complementar nº 141, de 2012.
4.6.96.71.00 Principal da Dívida Contratual Resgatado
4.6.96.73.00 Correção Monetária ou Cambial da Dívida Contratual
Resgatada
4.6.96.77.00 Principal Corrigido da Dívida Contratual Refinanciado
4.6.96.91.00 Sentenças Judiciais
4.6.96.92.00 Despesas de Exercícios Anteriores
4.6.96.93.00 Indenizações e Restituições
4.6.96.99.00 A Classificar
4.6.99.00.00 A Definir
4.6.99.99.00 A Classificar
9.9.99.99.99 Reserva de Contingência
88

Modelo de Projeto de Lei do Plano Plurianual

LEI Nº _________
Dispõe sobre o Plano Plurianual para o período de
2018 a 2021

O PREFEITO DO MUNICÍPIO DE ________________________Faço saber que a


Câmara municipal aprovou e eu sanciono a seguinte Lei:

Art. 1º - Esta Lei institui o Plano Plurianual para o quadriênio de 2018 a 2021, em
cumprimento ao disposto no § ___, do art. ____, da Lei Orgânica Municipal, estabelecendo
para o período, de forma regionalizada, as diretrizes e os programas com seus respectivos
objetivos e metas da administração pública municipal, abrangendo as despesas de capital e
outras delas decorrentes, e os programas de duração continuada, conforme especificado no
conjunto de anexos integrantes desta Lei.

§ 1º - O conjunto de anexos mencionados no caput deste artigo compõe-se de:

I – No Anexo I, a síntese da situação socioeconômica, das perspectivas para o período de


2018 a 2021, os desafios do Governo Municipal e o conjunto de diretrizes estratégicas;

II – No Anexo II, listagem dos Programas por órgãos, indicando o objetivo, o valor global, as
ações regionalizadas e as metas para o exercício de 2018 e para o período de 2019 a 2021.

§ 2º - A regionalização do Plano Plurianual é a definida no art. ___, da Lei nº _____, que


estabelece a divisão do município para fins de planejamento e administração. (SE HOUVER
TAL REGIONALIZAÇÃO)

Art. 2º - Os valores dos programas integrantes do Plano Plurianual são referenciais,


estimados com base nos preços do mês de ______ de _____, e não se constituirão em
limites para programação de despesas, e só poderão ser alterados com autorização do
Poder Legislativo.

Art. 3º - As prioridades e metas para o exercício financeiro de 2018, conforme estabelecido


na Lei nº _____ (Lei de Diretrizes Orçamentárias), estão especificadas no Anexo II, desta
Lei.

Art. 4º - As prioridades e metas para os exercícios de 2019 a 2021 serão definidas nas
respectivas Leis de Diretrizes Orçamentárias.

Art. 5º - O Plano Plurianual poderá ser revisado por intermédio de lei e suas revisões
deverão ter como escopo o seu ajustamento às circunstâncias emergentes no contexto
social, econômico e financeiro do Município.

Art. 6º - Considera-se revisão do PPA 2018-2021 a inclusão, a exclusão ou a alteração de


Programas.

§ 1º A revisão de que trata o caput, ressalvada a competência do Poder Legislativo prevista


na Lei Orgânica Municipal, será proposta pelo Poder Executivo por meio de projeto de lei.
§ 2º Os projetos de lei de revisão do Plano Plurianual que incluam Programa Temático ou
Objetivo deverão conter os respectivos atributos.
§ 3º Considera-se alteração de Programa a inclusão, a exclusão ou a alteração de
Objetivos, Iniciativas e Metas.
89

§ 4º O Poder Executivo, para compatibilizar as alterações promovidas pelas leis


orçamentárias anuais e pelas leis de crédito adicional, deverá:
I - alterar o Valor Global do Programa;
II - incluir, excluir ou alterar Iniciativas;
III - adequar as vinculações entre ações orçamentárias e Iniciativas e;
IV - incluir, excluir ou alterar Metas;

Art. 7º - Esta lei entra em vigor na data de sua publicação.

PREFEITO DO MUNICÍPIO DE ______________


90

PROJETO DE LEI DE DIRETRIZES ORÇAMENTÁRIAS

PROJETO DE LEI Nº ______

Dispõe sobre as diretrizes para elaboração da lei orçamentária de


2003 e dá outras providências.

O Prefeito Municipal de ________, faço saber que a Câmara Municipal aprovou e eu


sanciono, na forma do Art. 113, inciso III, da Lei Orgânica do Município de _______, a
seguinte Lei:

DISPOSIÇÕES PRELIMINARES

Art. 1º. O Orçamento do município de ________, referente ao exercício de 20XX, será


elaborado e executado segundo as diretrizes gerais estabelecidas nos termos da presente
Lei, em cumprimento ao disposto nos arts. 165, § 2º, da Constituição Federal, e 137, § 1º,
da Lei Orgânica do município de ________, compreendendo:
I – as prioridades e metas da Administração Pública Municipal;
II – a organização e estrutura dos orçamentos;
III - as diretrizes gerais para elaboração da lei orçamentária anual e suas alterações;
IV - as diretrizes para execução da lei orçamentária anual;
V – as disposições relativas às despesas com pessoal e encargos sociais;
VI - as disposições sobre alterações na legislação tributária do Município;
VII - as disposições finais.

CAPÍTULO I
DAS PRIORIDADES E METAS DA ADMINISTRAÇÃO MUNICIPAL

Art. 2º. As prioridades e metas para o exercício financeiro de 20XX são as estabelecidas no
Anexo de Metas e Prioridades, em conformidade com o planejamento da ação
governamental instituído pelo Plano Plurianual (2014-2017).
Parágrafo Único. As prioridades e metas especificadas no Anexo de Prioridades e Metas
terão precedência na alocação de recursos no Orçamento de 20XX, não se constituindo,
todavia, em limite à programação das despesas.

CAPÍTULO II
DA ORGANIZAÇÃO E ESTRUTURA DOS ORÇAMENTOS

Art. 3º. Os Orçamentos Fiscal e da Seguridade Social discriminarão a despesa por Unidade
Orçamentária, segundo a classificação funcional e a programática, explicitando para cada
projeto, atividade ou operação especial, respectivas metas e valores da despesa por grupo e
modalidade de aplicação.
§ 1º. A classificação funcional-programática seguirá o disposto na Portaria n.º 42, do
Ministério de Orçamento e Gestão, de 14.04.99.
§ 2º. Os programas, classificadores da ação governamental, pelos quais os objetivos da
administração se exprimem, são os definidos pelo plano plurianual 2014-2017.
§ 3º. Na indicação do grupo de despesa, a que se refere o caput deste artigo, será
obedecida a seguinte classificação, de acordo com a Portaria Interministerial n.º 163/01, da
Secretaria do Tesouro Nacional e da Secretaria de Orçamento Federal, e suas alterações:
a) pessoal e encargos sociais (1);
b) juros e encargos da dívida (2);
c) outras despesas correntes (3);
d) investimentos (4);
e) inversões financeiras (5);
f) amortização da dívida (6).
91

§ 4º. A reserva de contingência, prevista no art. 21 desta Lei, será identificada pelo dígito 9,
no que se refere ao grupo de natureza de despesa.
Art. 4º. Para efeito desta Lei, entende-se por:
I - programa, o instrumento de organização da ação governamental visando à concretização
dos objetivos pretendidos, sendo mensurado por indicadores estabelecidos no plano
plurianual;
II - atividade, um instrumento de programação para alcançar o objetivo de um programa,
envolvendo um conjunto de operações que se realizam de modo contínuo e permanente,
das quais resulta um produto necessário à manutenção da ação de governo;
III - projeto, um instrumento de programação para alcançar o objetivo de um programa,
envolvendo um conjunto de operações, limitadas no tempo, das quais resulta um produto
que concorre para a expansão ou aperfeiçoamento da ação de governo; e
IV - operação especial, as despesas que não contribuem para a manutenção das ações de
governo, das quais não resulta um produto, e não geram contraprestação direta sob a forma
de bens ou serviços.
Art. 5º. Cada programa identificará as ações necessárias para atingir os seus objetivos , sob
a forma de atividades, projetos e operações especiais, especificando os respectivos valores
e metas, bem como as unidades orçamentárias responsáveis pela realização da ação.
Art. 6º. Cada atividade, projeto e operação especial identificará a função e a subfunção às
quais se vinculam.
Art. 7º. As categorias de programação, de que trata esta Lei, serão identificadas no projeto
de lei orçamentária por programas, atividades, projetos ou operações especiais.
Art. 8º. As metas físicas serão indicadas em nível de projetos e atividades.
Art. 9º. Os orçamentos fiscal e da seguridade social compreendem a programação dos
Poderes do Município, seus fundos, órgãos, autarquias e fundações instituídas e mantidas
pelo Poder Público, bem como das empresas públicas e demais entidades em que o
Município detenha a maioria do capital social com direito a voto e que recebam recursos do
Tesouro Municipal.
Parágrafo Único. Excluem-se do disposto neste artigo as empresas que recebam recursos
do Município apenas sob a forma de:
I – participação acionária;
II – pagamento pelo fornecimento de bens e pela prestação de serviços;
III – pagamento de empréstimos e financiamentos concedidos.
Art. 10. O orçamento de investimento compreende a programação orçamentária das
empresas públicas em que o Município detenha a maioria do capital social com direito a
voto.
Parágrafo Único. As empresas cuja programação conste integralmente no orçamento fiscal
ou no orçamento da seguridade social não integrarão o orçamento de investimento.
Art. 11. Integrará o projeto e a lei orçamentária, como anexo, a relação, por região
administrativa, das demandas definidas no orçamento popular, explicitando a obra ou o
serviço, o valor e o bairro contemplado.

CAPÍTULO III
DAS DIRETRIZES GERAIS PARA ELABORAÇÃO DA LEI ORÇAMENTÁRIA ANUAL E
SUAS ALTERAÇÕES

Art. 12. O Orçamento do Município será elaborado visando garantir o equilíbrio fiscal e a
manutenção da capacidade própria de investimento.
Art. 13. No projeto de lei orçamentária anual, as receitas e as despesas serão orçadas a
preços correntes, estimados para o exercício de 20XX.
Art. 14. Na programação da despesa, serão observadas restrições no sentido de que:
I – nenhuma despesa poderá ser fixada sem que estejam definidas as respectivas fontes de
recursos;
II - não serão destinados recursos para atender despesas com pagamento, a qualquer
título, a servidor da administração municipal direta ou indireta, por serviços de consultoria ou
92

assistência técnica, inclusive custeados com recursos decorrentes de convênios, acordos,


ajustes ou instrumentos congêneres, firmados com órgãos ou entidades de direito público ou
privado, nacionais ou internacionais.
Art. 15. A lei orçamentária não destinará recursos para custeio de despesas de competência
de outros entes da Federação.
§ 1º. A vedação disposta no caput deste artigo não se aplica às ações decorrentes dos
processos de municipalização, desde que observados os critérios legais.
§ 2º. Depois de assegurado recursos para desenvolver as ações de sua competência e as
resultantes dos processos de municipalização, o Município poderá contribuir, observado o
artigo 62, da Lei Complementar n.º 101/00, para efetivação das ações propostas pelo
Conselho de Segurança Municipal - CONSEM, instituído pela Lei Municipal n.º ____, de
1997. (SE HOUVER NO MUNICÍPIO)
Art. 16. Somente serão incluídas, na lei orçamentária anual, dotações para o pagamento de
juros, encargos e amortização das dívidas decorrentes das operações de crédito
contratadas ou autorizadas até a data do encaminhamento do projeto de lei do orçamento à
Câmara Municipal.
Art. 17. Na programação de investimentos serão observados os seguintes princípios:
I – novos projetos somente serão incluídos na lei orçamentária depois de atendidos os em
andamento, contempladas as despesas de conservação do patrimônio público e assegurada
a contrapartida de operações de crédito;
II – somente serão incluídos na Lei Orçamentária os investimentos para os quais ações que
assegurem sua manutenção tenham sido previstas no Plano Plurianual (2014-2017);
III – os investimentos deverão apresentar viabilidade técnica, econômica, financeira e
ambiental.
Art. 18. O Projeto de Lei Orçamentária poderá incluir programação condicionada, constante
de propostas de alterações do Plano Plurianual (2014-2017), que tenham sido objeto de
projetos de lei.
Art. 19. A estimativa de receita de operações de crédito, para o exercício de 20XX, terá
como limite máximo a folga resultante da combinação das Resoluções 40/01 e 43/01, do
Senado Federal.
Art. 20. Além de observar as demais diretrizes estabelecidas nesta Lei, a alocação de
recursos na Lei Orçamentária e em seus créditos adicionais será feita de forma a propiciar o
controle dos custos das ações e a avaliação dos resultados dos programas de governo.
Art. 21. A Reserva de Contingência será fixada em valor equivalente a 1% (um por cento),
no máximo, da receita corrente líquida estimada.
Art. 22. As alterações do Quadro de Detalhamento de Despesa – QDD - nos níveis de
modalidade de aplicação, elemento de despesa e fonte de recurso, observadas os mesmos
grupos de despesa, categoria econômica, projeto/atividade/operação especial e unidade
orçamentária, poderão ser realizadas para atender às necessidades de execução, mediante
publicação de portaria pelo Secretário Municipal de Fazenda.
Art. 23. Não será admitido aumento do valor global do projeto de lei orçamentária e dos
projetos que tratam de créditos adicionais, em observância ao inciso ____, do art. __, da Lei
Orgânica Municipal.
Art. 24. As alterações decorrentes da abertura e reabertura de créditos adicionais integrarão
os quadros de detalhamento de despesa, os quais serão modificados independentemente
de nova publicação.

CAPÍTULO IV
DAS DIRETRIZES PARA EXECUÇÃO DA LEI ORÇAMENTÁRIA

Art. 25. Ficam as seguintes despesas sujeitas à limitação de empenho e movimentação


financeira, a serem efetivadas nas hipóteses previstas no art. 9º e no inciso II, § 1º, do art.
31, da Lei Complementar 101, de 2000:
I – elaboração de projetos, obras, instalações e aquisição de imóveis, que contribuírem para
expansão da ação governamental;
93

II - compra de equipamentos e material permanente;


III – despesas classificadas como outras despesas correntes, cujos recursos fixados no
Orçamento de 20XX excedam os valores realizados no exercício antecedente;
IV – hora extra.
Parágrafo Único. O procedimento estabelecido no caput deste artigo aplica-se aos Poderes
Executivo e Legislativo de forma proporcional à participação de seus orçamentos, excluídas
as duplicidades, na Lei Orçamentária Anual, repercutindo, inclusive, no repasse financeiro a
que se refere o art. 168, da Constituição Federal/88.
Art. 26. Fica excluída da proibição prevista no inciso V, parágrafo único, do art. 22, da Lei
Complementar 101, a contratação de hora extra para pessoal em exercício nas secretarias
municipais de saúde e de educação, ou em outras secretarias quando se tratar de relevante
interesse público.
Art. 27. A execução orçamentária, orientada para o cumprimento das metas fiscais,
estabelecidas em anexo, deverá, ainda, manter a receita corrente superavitária frente às
despesas correntes, com a finalidade de sustentar a capacidade própria de investimento.

CAPÍTULO V
DAS DISPOSIÇÕES RELATIVAS ÀS DESPESAS COM PESSOAL E ENCARGOS
SOCIAIS

Art. 28. Os Poderes Executivo e Legislativo terão, como limites na elaboração de suas
propostas orçamentárias para pessoal e encargos sociais, observados os arts. 19, 20 e 71,
da Lei Complementar n.º 101, de 2000, a despesa da folha de pagamento do mês de
______ de 20X-1, projetada para o exercício, considerando os eventuais acréscimos legais,
inclusive alterações de planos de carreira e admissões para preenchimento de cargos.
Art. 29. A concessão de qualquer vantagem ou aumento de remuneração, a criação de
cargos, empregos e funções ou alteração de estrutura de carreiras, bem como a admissão
ou contratação de pessoal, a qualquer título, pelos Poderes Executivo e Legislativo,
somente serão admitidos:
I – se houver prévia dotação orçamentária suficiente para atender às projeções de despesas
de pessoal e aos acréscimos dela decorrentes;
II – se observados os limites estabelecidos nos arts. 19 e 20, da Lei Complementar 101, de
2000;
III – se observada a margem de expansão das despesas de caráter continuado;
IV – se observada a margem de crescimento da despesa total com pessoal, na forma do art.
71, da Lei Complementar 101, de 2000.
Parágrafo Único. O reajustamento de remuneração de Pessoal deverá respeitar as
condições estabelecidas nos incisos I e II, deste artigo.

CAPÍTULO VI
DAS DISPOSIÇÕES SOBRE ALTERAÇÕES NA LEGISLAÇÃO TRIBUTÁRIA

Art. 30. Na estimativa das receitas constante do projeto de lei orçamentária serão
considerados os efeitos das propostas de alterações na legislação tributária.
Parágrafo Único. As alterações na legislação tributária municipal, dispondo, especialmente,
sobre IPTU, ISS, ITBI, taxas de Limpeza Pública e Iluminação Pública, deverão constituir
objeto de projetos de lei a serem enviados à Câmara Municipal, visando promover a justiça
fiscal e aumentar a capacidade de investimento do Município.
Art. 31. Quaisquer projetos de lei que resultem em redução de encargos tributários para
setores da atividade econômica ou regiões da cidade deverão obedecer aos seguintes
requisitos:
I - demonstrativo dos benefícios de natureza econômica ou social;
II - apreciação preliminar pelo Conselho Municipal de Tributos Imobiliários, no caso do IPTU,
ITBI e taxa de limpeza pública.
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Parágrafo Único. A redução de encargos tributários só entrará em vigor quando satisfeitas


as condições contidas no Art. 14, da Lei Complementar 101/00.

CAPÍTULO VII
DAS DISPOSIÇÕES FINAIS

Art. 32. São vedados quaisquer procedimentos pelos ordenadores de despesas que
impliquem a execução de despesas sem comprovada e suficiente disponibilidade de
dotação orçamentária e sem adequação com as cotas financeiras de desembolso.
Art. 33. Caso o projeto de lei orçamentária de 20XX não seja sancionado até 31 de
dezembro de 20X-1, a programação dele constante poderá ser executada em cada mês,
até o limite de 1/12 (um doze avos) do total de cada dotação, na forma da proposta remetida
à Câmara Municipal, enquanto a respectiva Lei não for sancionada.
§ 1º. Considerar-se-á antecipação de crédito à conta da lei orçamentária a utilização dos
recursos autorizada neste artigo.
§ 2º. Eventuais saldos negativos, apurados em consequência de emendas apresentadas ao
projeto de lei na Câmara Municipal e do procedimento previsto neste artigo, serão ajustados
após a sanção da lei orçamentária anual, através da abertura de créditos adicionais.
§ 3º. Não se incluem no limite previsto no caput deste artigo,, podendo ser movimentadas
sem restrições, as dotações para atender despesas com:
I - pessoal e encargos sociais;
II - benefícios previdenciários a cargo do IPS;
III - serviço da dívida;
IV - pagamento de compromissos correntes nas áreas de saúde, educação e assistência
social;
V - categorias de programação cujos recursos sejam provenientes de operações de crédito
ou de transferências da União e do Estado;
VI - categorias de programação cujos recursos correspondam à contrapartida do Município
em relação àqueles recursos previstos no inciso anterior;
VII – conclusão de obras iniciadas em exercícios anteriores a 2003 e cujo cronograma físico
estabelecido em instrumento contratual não se estenda além do 1º semestre de 2003.
Art. 34. O Poder Executivo publicará, no prazo de trinta dias após a publicação da lei
orçamentária anual, o quadro de detalhamento da Despesa - QDD, discriminando a despesa
por elementos, conforme a unidade orçamentária e respectivas categorias de programação.
Art. 35. Em atendimento aos arts. ____ e ____, da Lei Orgânica do Município de
________, a elaboração do orçamento deverá ter a participação popular.
Art. 36. Os créditos especiais e extraordinários autorizados nos últimos 04 (quatro) meses
do exercício financeiro de 20X-1, poderão ser reabertos, no limite de seus saldos, os quais
serão incorporados ao orçamento do exercício financeiro de 20XX conforme o disposto no §
2º, do art. 167, da Constituição Federal.
Art. 37. Cabe à Secretaria Municipal de Fazenda a responsabilidade pela coordenação do
processo de elaboração do Orçamento Municipal. (SE NÃO HOUVER OUTRA
SECRETARIA DESIGNADA PARA TAL FIM)
Parágrafo Único. A Secretaria Municipal de ___________ determinará sobre:
I – calendário de atividades para elaboração dos orçamentos;
II – elaboração e distribuição dos quadros que compõem as propostas parciais do
orçamento anual dos Poderes Executivo e Legislativo, seus órgãos, autarquias, fundos e
empresas;
III – instruções para o devido preenchimento das propostas parciais dos orçamentos.
Art. 38. No intuito de dotar o processo de elaboração e definição do Orçamento Municipal de
maior transparência, os quadros que integram o Projeto de Lei Orçamentária serão
disponibilizados em meios eletrônicos.
Art. 39. O Poder Executivo estabelecerá a programação financeira, por órgãos, e o
cronograma anual de desembolso mensal, por grupo de despesa, bem como as metas
bimestrais de arrecadação, até trinta dias após a publicação da lei orçamentária anual.
95

Art. 40. Entende-se, para efeito do § 3º, do art. 16 da Lei Complementar n.º 101, de 2000,
como despesas irrelevantes, aquelas cujo valor não ultrapasse, para bens e serviços, os
limites dos incisos I e II do art. 24 da Lei 8.666, de 1993.
Art. 41. Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

Local, em xx de _____ de 20XX.

Fulano de Tal-Prefeito Municipal.


96

PROJETO DE LEI ORÇAMENTÁRIA Nº _____

Estima a receita e fixa a despesa do município de ________ para o exercício financeiro


de 20XX.

O Prefeito Municipal, faço saber que a Câmara Municipal


aprovou e eu sanciono, na forma do Art. ____, inciso ____, da Lei Orgânica do Município
de _______, a seguinte Lei:

Art. 1º. Esta Lei estima a receita e fixa a despesa do


município de ______, relativas ao exercício financeiro de 20XX, constituindo-se de:

I. O Orçamento Fiscal referente aos poderes do


Município, seus fundos, órgãos e entidades da administração direta e indireta.
II. O Orçamento da Seguridade Social, abrangendo todas
as entidades e órgãos a ela vinculados, da administração direta e indireta, bem como
seus fundos.

Art. 2º. A receita será realizada mediante a arrecadação


de tributos municipais e de outras receitas correntes e de capital, na forma da legislação
em vigor e das especificações constantes dos anexos integrantes desta Lei, com os
seguintes desdobramentos:
R$ 1,00
1 - RECEITAS CORRENTES 98.0000
1.1 - Receita Tributária 10.000
1.2 - Receita Patrimonial 5.000
1.3 - Transferências Correntes 75.000
1.4 - Outras Receitas Correntes 8.000

2 - RECEITAS DE CAPITAL 5.500


2.1 - Operações de Crédito 1.000
2.2 - Alienação de Bens 1.500
2.3 - Transferências de Capital 2.500
2.4 - Outras Receitas de Capital 500

TOTAL GERAL 103.500

Art. 3º. A despesa total, no mesmo valor da receita total,


é fixada:

I. No Orçamento Fiscal em R$ 85.000,00 (oitenta e cinco


mil reais).
II. No Orçamento de Seguridade Social em R$ 18.500,00
(dezoito mil e quinhentos reais).

Art. 4º. A despesa será realizada, segundo a


discriminação dos quadros programa de trabalho e natureza da despesa, integrantes
desta Lei, conforme os seguintes desdobramentos:

R$ 1,00
DESPESA POR FUNÇÕES

Legislativa 3.200
97

Administração 13.000
Assistência Social 2.800
Saúde 22.000
Educação 25.000
Cultura 2.500
Urbanismo 2.000
Habitação 2.000
Saneamento 6.000
Encargos Especiais 5.000
Previdência 10.000
Reserva de Contingência 10.000

TOTAL GERAL 103.500

Art. 5º. A relação das obras aprovadas no processo de


discussão do orçamento popular, com seus respectivos bairro, região e valor, consta do
anexo II, desta Lei.

Art. 6º. O orçamento do Instituto de Previdência dos


Servidores (IPS) está estimado em R$ 10.000,00 (dez mil reais).

Art. 7º. O orçamento do Serviço Autônomo de Agua e


Esgoto (SAAE) está estimado em R$ 2.000,00 (dois mil reais).

Art. 8º. Fica o Poder Executivo autorizado a abrir


créditos adicionais suplementares até o limite de XX% (xis por cento) do total da despesa
fixada para o exercício de 20XX, de acordo com o art. 7º, item I, da Lei Federal n.º
4.320/1964, bem como realizar operações de crédito por antecipação de receita
orçamentária.

I. Não onera o limite estabelecido no caput a


transposição, o remanejamento ou a transferência de recursos dentro da mesma
categoria de programação do mesmo órgão.
II. As operações de crédito por antecipação de receita
orçamentária deverão observar as normas previstas na Lei 4.320/1964, na Constituição
Federal, na Lei de Responsabilidade Fiscal e nas Resoluções do Senado Federal
pertinentes a matéria.

Art. 9º. O Poder Executivo estabelecerá normas para a


realização das despesas, inclusive a programação financeira, onde fixará as medidas
necessárias para manter os dispêndios compatíveis com a arrecadação da receita, a fim
de obter o equilíbrio financeiro preconizado pela legislação específica.

Art. 10. Esta Lei entra em vigor a partir de 1º de janeiro


de 20XX.

Local, em ___ de dezembro de 20X-1.

Fulano de Tal
Prefeito Municipal