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A supremacia formal decorre da rigidez constitucional, isto é, da existência de um

processo legislativo distinto, mais laborioso, para elaboração da norma constitucional. Uma
norma constitucional é dotada de supremacia formal pelo fato de ter sido elaborada
mediante um processo legislativo especial, mais rígido, que a diferencia das demais leis do
ordenamento.

A supremacia material decorre do conteúdo da norma constitucional. Uma norma


constitucional é dotada de supremacia material em virtude da natureza do seu conteúdo,
isto é, por tratar de matéria substancialmente constitucional, que diga respeito aos
elementos estruturantes da organização do Estado.

O poder constituinte originário é ilimitado e autônomo. Significa dizer que não está o
legislador constituinte originário obrigado a respeitar nenhuma norma jurídica do
ordenamento constitucional anterior, tampouco a respeitar o chamado direito adquirido.

Nada impede, dessa forma, que o novo texto constitucional tenha aplicação retroativa,
regulando situações pretéritas, mesmo que em prejuízo de direito adquirido ou de ato
jurídico perfeito. No Brasil é firme o entendimento de que, havendo disposição expressa na
nova Constituição, pode ocorrer sua aplicação retroativa, descabendo alegação de
existência de eventuais direitos adquiridos.

Para alguns, constituição e carta constitucional são terminologias distintas. Argumentam


que a palavra constituição significaria o complexo normativo que se associaria ao ideário
democrático, enquanto carta magna designaria o produto de um ato arbitrário e
autoritário, traduzido numa outorga. Dentro desse cenário, ao qual não aderimos, seriam
constituições os textos brasileiros de 1891, 1934, 1946 e 1988. Cartas constitucionais, por
sua vez, consignariam os diplomas de 1824, 1937, 1967 e de 1967 com a reforma
empreendida pela Emenda Constitucional n. 1/69. Na atualidade, essa distinção encontra-
se desprovida de qualquer significado prático. Tanto faz utilizar uma como outra.”

Valendo-se do critério sistemático, Pinto Ferreira divide as Constituições em reduzidas


(ou unitárias) e variadas. Reduzidas seriam aquelas que se materializariam em um
só código básico e sistemático, como as brasileiras.

Variadas seriam aquelas que se distribuiriam em vários textos e documentos esparsos,


sendo formadas de várias leis constitucionais, destacando-se a belga de 1830 e a francesa
de 1875.

a) NORMATIVA –
é a constituição cumprida à risca em
todos os seus termos, porque ela já existe para refletir o real contexto social.

b) BALANÇO – é a constituição que descreve e registra a organização política estabelecida.


É chamada de constituição balanço pois registra um estágio das relações de poder e,
conforme estas relações se modificam ou evoluem, efetua-se um balanço, uma análise da
nova situação política para, então, com fundamento nesta avaliação, adotar uma nova
constituição adaptada à nova realidade.

c) SEMÂNTICA – a
constituição existe para legitimar o exercício do poder político ditatorial; é
sempre outorgada e é de cunho unipessoal, autoritário e ditatorial.

d) NOMINAL
(ou nominativa) – a constituição não é cumprida à risca porque ela não se propõe a
isso; o objetivo dela é fixar certos parâmetros para o futuro. A constituição
possui uma série de normas que direcionam e dirigem a atuação do Estado,
trazendo diversos programas para a atuação do Estado.

or
sua vez, as legais (também denominadas Constituições escritas não formais, e
que equivalem às variadas de Pinto Ferreira) seriam
aquelas " ... escritas que se
apresentam esparsas ou fragmentadas em vários textos. Haja vista, a título
ilustrativo, a Constituição francesa de 1875. Compreendia eia Leis Constitucionais,
elaboradas em ocasiões
distintas de atividade legislativa, como as leis de estabelecimento dos poderes
públicos, de organização do Senado e de relações entre os poderes. Tomadas em
conjunto passaram a ser designadas como a Constituição da Terceira República''.