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ECONOMIA A

CADERNO DE APOIO
AO PROFESSOR
Maria João Pais
Maria da Luz Oliveira
Maria Manuela Góis
Belmiro Gil Cabrito

Documentos Planificações Recursos Teste de


de referência extra diagnóstico

Testes Testes Teste-modelo Soluções


globais de exame

11. ANO 0
hgfhgfhgjfhjglkjhgjhfghfghdghdgh
Introdução

Colegas,

Para os alunos de Economia A organizámos o seguinte conjunto de instrumentos de apren-


dizagem: o Manual do Aluno, o livro Preparação para os Testes e um vasto leque de atividades
didáticas. Para nós, docentes, e atendendo ao número crescente de solicitações profissionais a
que nos encontramos sujeitos, bem como à dificuldade por vezes sentida em lhes responder,
elaborámos um conjunto de materiais de apoio à nossa atividade, nomeadamente o Manual
do Professor e o Caderno de Apoio ao Professor, para além de outros elementos didáticos es-
pecíficos, incluídos em 20 Aula Digital.

O Manual do Professor disponibiliza, em exclusivo para o docente, as respostas às «Ques-


tões» do Manual e as remissões para os recursos multimédia, que foram desenvolvidos espe-
cialmente para este projeto.

O Caderno de Apoio ao Professor, que agora vos apresentamos, contém:


ͻuma planificação, que inclui um mapa de recursos, para uma melhor gestão das unidades
do Programa oficial;
ͻum teste de diagnóstico e um teste de avaliação por unidade letiva;
ͻum teste global para cada final de período e um teste-modelo de exame;
ͻcotações e soluções dos testes de avaliação, dos testes globais e do teste-modelo;
ͻsoluções das rubricas «Avaliação» e «Economia Aplicada» do Manual;
ͻuma proposta de visita de estudo;
ͻrecursos didáticos, como, por exemplo, uma webquestion.

Considerando a investigação/pesquisa uma das grandes finalidades do ensino, prevista no


Programa e nos objetivos do sistema educativo, propomos, também no Caderno de Apoio ao
Professor, alguns trabalhos nesse sentido, designados por «Economia e Sociedade». No intuito
de contribuir para uma melhor realização desses trabalhos, introduzimos, nessa secção, algu-
mas notas, nomeadamente: a redefinição de uma proposta de investigação; a redefinição de
como fazer um relatório; a exemplificação de como elaborar uma bibliografia, usando as nor-
mas da American Psychological Association (APA); a exemplificação de uma mobilização e de
uma citação de autor no interior de um texto científico; e, por fim, a caracterização de um por-
tefólio / portefólio digital.

© Texto ͻ Economia A – 11.o ano 1


O 20 Aula Digital possibilita a fácil exploração do projeto, através das novas tecnologias em
sala de aula. Trata-se de uma ferramenta inovadora que permitirá ao professor tirar melhor
partido deste projeto, destacando-se:
ͻ a projeção e exploração das páginas do Manual em sala de aula;
ͻ o acesso a um vasto conjunto de recursos multimédia articulados com os conteúdos, que,
por sua vez, se encontram assinalados no Manual Multimédia através de pontos interativos,
tornando as aulas mais dinâmicas;
ͻ a planificação das aulas de forma cómoda, organizando os recursos disponibilizados, ou
outros, em sequências de aulas interativas para posterior projeção em sala de aula;
ͻ a introdução de mais momentos de avaliação em aula potenciada por testes interativos,
construídos a partir de bancos de questões disponibilizados, ou outras.

Por fim, salientamos o Simulador de Exames, disponível em www.economia11.te.pt, que


permitirá aos alunos responderem a perguntas de exame, criarem exames-modelo e persona-
lizarem o estudo, filtrando os conteúdos e tipologia de questões que pretendam praticar. Uma
vez mais, todas as questões apresentam soluções de resposta.

Desejamos, assim, corresponder às expectativas dos colegas e contribuir para a nobre tarefa
de ensinar.

Os Autores

2
Índice

1. Programa de Economia A 5. (Re)pensar a Economia


(excerto adaptado do Programa A invisibilidade das mulheres no discurso
oficial homologado) económico ............................................. 33
1.1 Objetivos da disciplina .............................. 5
1.2 Esquema conceptual dos conteúdos ........ 6
6. Avaliação do processo de
ensino-aprendizagem
1.3 Sugestões metodológicas .......................... 7
1.4 Avaliação ................................................... 7 6.1 Notas sobre o processo de ensino-
-aprendizagem e a necessidade
da sua avaliação ...................................... 39
2. Planificação por unidade letiva
6.2 Teste de Diagnóstico ............................... 40
ͻUnidade 8 .............................................. 9
ͻUnidade 9 ............................................ 11 6.3 Testes das unidades letivas
ͻUnidade 10 ........................................... 13 x Teste de Avaliação da Unidade 8 ........ 45
x Teste de Avaliação da Unidade 9 ........ 48
ͻUnidade 11 ........................................... 15
x Teste de Avaliação da Unidade 10 ...... 52
ͻUnidade 12 ........................................... 17
x Teste de Avaliação da Unidade 11 ...... 56
x Teste de Avaliação da Unidade 12 ...... 58
3. Economia e Sociedade
6.4 Testes globais de final de período
3.1 Introdução .................................................... 19
x Teste Global 1 .................................. 62
3.2 Competências .............................................. 19 x Teste Global 2 .................................. 67
3.3 Sugestões de temas para investigação .... 20 x Teste Global 3 .................................. 70
3.4 Guião para investigação ............................. 21
6.5 Teste-modelo de Exame........................... 73
3.5 O relatório – sugestão de uma estrutura .... 22
3.6 Regras gerais para a formatação dos 7. Soluções
trabalhos ...................................................... 23 x Teste de Diagnóstico .............................. 82
3.7 O portefólio de aprendizagem ................ 25 x Testes de Avaliação ............................... 83
x Testes Globais ............................................. 87

4. Atividades x Teste-modelo de Exame ......................... 89


x Manual (Avaliação e Economia
4.1 Visita de estudo a uma empresa Aplicada) .............................................. 90
– Sugestão: Renova .................................. 27
4.2 Webquestion ........................................... 28

© Texto ͻ Economia A – 11.o ano 3


1 Programa de Economia A (excerto adaptado
do Programa oficial homologado)

O Programa de Economia de 11.o ano pretende dar continuidade ao Programa do ano ante-
rior, mantendo a opção por um ensino da Economia no Ensino Secundário orientado mais no
sentido de levar os alunos ao desenvolvimento das suas capacidades e à aquisição de compe-
tências que lhes permitam o entendimento da realidade económica do que no de uma mera
aprendizagem de conceitos abstratos.
Mantêm-se também os objetivos de levar os alunos à aquisição básica de um adequado
aparelho conceptual, motivando-os para o estudo da realidade social, especificamente da sua
dimensão económica.

1.1 Objetivos da disciplina


Do exposto, resultam os seguintes objetivos para os alunos de Economia A:
I. No domínio dos conhecimentos
ͻCompreender a perspetiva da Ciência Económica na análise dos fenómenos sociais.
ͻIntegrar os fenómenos económicos no contexto dos fenómenos sociais.
ͻCompreender conceitos económicos fundamentais.
ͻUtilizar corretamente a terminologia económica.
ͻ Compreender normas básicas da contabilização da atividade económica das sociedades.
ͻCompreender aspetos relevantes da organização económica das sociedades.
ͻConhecer aspetos relevantes das economias portuguesa e da União Europeia.

II. No domínio das competências e das atitudes


ͻDesenvolver hábitos e métodos de estudo.
ͻDesenvolver competências no domínio do «aprender a aprender».
ͻDesenvolver o gosto pela pesquisa.
ͻDesenvolver capacidades de compreensão e de expressão oral e escrita.
ͻPesquisar informação em diferentes fontes, nomeadamente com a utilização das novas tec-
nologias da informação.
ͻAnalisar documentos de diversos tipos – textos de autor, notícias da imprensa, dados esta-
tísticos, documentos audiovisuais.
ͻInterpretar quadros e gráficos.
ͻElaborar sínteses de conteúdo de documentação analisada.
ͻUtilizar técnicas de representação da realidade, como esquemas-síntese, quadros de dados
e gráficos.
ͻFazer comunicações orais com apoio de suportes diversificados de apresentação de infor-
mação.
ͻEstruturar respostas escritas com correção formal e de conteúdo.
ͻElaborar projetos de trabalho, realizá-los e avaliá-los.
ͻDesenvolver o espírito crítico.
ͻDesenvolver a capacidade de discutir ideias, de as fundamentar corretamente e de atender
às ideias dos outros.
ͻDesenvolver o espírito de tolerância, de respeito pela diferença e de cooperação.
ͻDesenvolver o espírito criativo e de abertura à inovação.
ͻDesenvolver a capacidade de intervir de forma construtiva.

Fotocopiável © Texto ͻ Economia A – 11.o ano 5


III. Competência final
A finalizar o Programa de 11.o ano, pretende-se que sejam mobilizados os conhecimentos
teóricos adquiridos ao longo dos dois anos de estudo desta disciplina, bem como os resultan-
tes da sua aplicação às realidades portuguesa e europeia, que foi sendo feita em cada unidade
letiva, para, num esforço de síntese, de relacionação e de globalização de conhecimentos, os
alunos refletirem criticamente sobre a realidade portuguesa atual no contexto da União Euro-
peia. É esse o objetivo didático fundamental do ponto 12.4 da última unidade letiva do Pro-
grama deste ano.

1.2 Esquema conceptual dos conteúdos

Os agentes
económicos e o
circuito económico
A CONTABILIZAÇÃO DA
ATIVIDADE ECONÓMICA
(11.o ANO)

A Contabilidade
Nacional

ASPETOS
FUNDAMENTAIS
DA ATIVIDADE
Relações económicas
ECONÓMICA
com o Resto do
(10.o ANO)
Mundo

A ORGANIZAÇÃO
ECONÓMICA DAS A intervenção do Es-
SOCIEDADES (11.o ANO) tado na economia

A economia
portuguesa no
contexto da União
Europeia

6
1.3 Sugestões metodológicas
De facto, não é demais salientar a importância da permanente articulação dos conteúdos
teóricos com a realidade, em particular das economias portuguesa e da União Europeia, atra-
vés da sua utilização na ilustração e na aplicação dos conteúdos das várias unidades letivas.
Sempre que seja considerado oportuno, esta articulação com a realidade poderá alargar-se ao
nível mundial através do recurso à exemplificação dos fenómenos.
Refere-se igualmente a importância da utilização de metodologias que desenvolvam as ca-
pacidades e as atitudes referidas nos objetivos da disciplina, nomeadamente a capacidade de
pesquisa, seleção e tratamento de informação oportuna e relevante, bem como da sua comu-
nicação/apresentação a outros, quer de forma oral, quer escrita. No domínio do «aprender a
aprender» salienta-se a importância do desenvolvimento de competências, como as de revisão
do próprio raciocínio, de crítica da informação selecionada e da sua sistematização, bem como
de memorização de conteúdos essenciais devidamente compreendidos.
Pretende-se, assim, que o aluno construa/reconstrua os seus saberes com rigor e, simulta-
neamente, se familiarize com métodos de trabalho intelectual, que lhe serão indispensáveis ao
longo de seu percurso académico.
Em termos metodológicos, recorda-se a importância da utilização de estratégias diversifi-
cadas, na medida do possível adequadas à diversidade das necessidades e das especificidades
dos alunos, sempre com recurso a metodologias ativas.
Ressalta ainda das finalidades e dos objetivos definidos a importância a dar ao desenvolvi-
mento de técnicas de pesquisa, de tratamento e de apresentação da informação, com recurso
indispensável às designadas novas tecnologias da informação. Este trabalho deverá desenvol-
ver-se individualmente ou em trabalho de grupo e, quando for considerado oportuno, poderá
assumir a forma de trabalho de projeto.

1.4 Avaliação
A avaliação deverá ser uma prática pedagógica sistematizada e contínua, integrada no pro-
cesso de ensino-aprendizagem, e que deverá incidir não só sobre os produtos mas igualmente
sobre os processos, com intenção profundamente formativa. De facto, o professor deverá ter
em conta os diversos fatores condicionantes das aprendizagens dos alunos, nomeadamente a
sua diversidade sociocultural e a sua diversidade de estilos pessoais de aprendizagem, inte-
grando-os nas suas preocupações e permitindo uma seleção mais adequada de estratégias de
ensino-aprendizagem e de estratégias de superação de dificuldades detetadas. Do referido de-
corre, igualmente, a necessidade de recorrer a estratégias, técnicas e instrumentos diversifica-
dos de avaliação.
Por outro lado, a avaliação deverá ser sempre uma prática contextualizada, decorrendo das
atividades praticadas pelos alunos na sala de aula e, quando necessário, fora dela.

Fotocopiável © Texto ͻ Economia A – 11.o ano 7


Assim, devem ser considerados os seguintes objetos de avaliação:
ͻ As atitudes e os comportamentos na aula, nomeadamente a assiduidade, a pontualidade
e a participação nos trabalhos do dia a dia (nível de empenhamento e qualidade dessa
participação).
ͻ Os conhecimentos e as competências.
ͻ A progressão no nível de consecução dos objetivos.

Considera-se, ainda, fundamental que a avaliação formativa promova o desenvolvimento


de hábitos e de métodos de estudo, bem como o desenvolvimento de técnicas de trabalho in-
telectual, nomeadamente no domínio da pesquisa, seleção, tratamento e apresentação da in-
formação, procurada em fontes diversificadas, salientando-se o recurso às novas tecnologias
da informação e da comunicação.

Por outro lado, os instrumentos de avaliação deverão ser diversificados e adequados aos
objetos da avaliação. Entre outros, a selecionar em função das circunstâncias concretas, suge-
rem-se:
ͻ Grelhas de registo de atitudes e de comportamentos.
ͻ Grelhas de observação do trabalho, individual e em grupo, dos alunos.
ͻ Entrevistas e questionários.
ͻRelatórios de atividades, nomeadamente de visitas de estudo e de participação em debates.
ͻ Apresentações escritas e orais de trabalhos (fichas de trabalho, trabalhos de investigação,
trabalhos de projeto, etc.).
ͻTestes escritos que contemplem tipos diversificados de questões (questões objetivas de di-
versos tipos, questões de composição curta e questões de composição longa).
ͻ Testes orais.

8
MÓDULO III – A CONTABILIZAÇÃO DA ATIVIDADE ECONÓMICA
Unidade 8 – Os agentes económicos e o circuito económico

A atividade económica como resultante das interações entre os agentes económicos.


A necessidade de igualdade entre os recursos e os empregos para o equilíbrio económico.

Conteúdos Objetivos Recursos didáticos disponibilizados Calendarização

8.1 O circuito económico ͻŽŶŚĞĐĞƌŽƐĂŐĞŶƚĞƐĞĐŽŶſŵŝĐŽƐ. ͻManual ͻ6 tempos letivos


– Texto expositivo/explicativo (págs. 10 a 23) (9 h)
ͻŽŶŚĞĐĞƌĂƐĨƵŶĕƁĞƐĚĞƐĞŵƉĞŶŚĂĚĂƐ
os
pelos agentes económicos. – Questões n. 1 a 7
8.2 O equilíbrio entre recursos e em-
pregos ͻŽŵƉƌĞĞŶĚĞƌĂƐŽƉĞƌĂĕƁĞƐĞdžĞĐƵƚĂĚĂƐƉĞůŽƐ – Sintetizando (págs. 20 e 23)
agentes económicos. – Esquematizando (pág. 24)
ͻZĞĐŽŶŚĞĐĞƌ, nos fluxos económicos, as – Resumindo (pág. 25)
interações que se estabelecem entre os – Avaliação (págs. 26 e 27)
agentes económicos. – Economia Aplicada (págs. 28 e 29)
ͻŽŵƉƌĞĞŶĚĞƌĂĞdžŝŐġŶĐŝĂĚŽƌĞĐƵƌƐŽĂŽƐ – Glossário (págs. 300 a 307)
2 Planificação por unidade letiva

fluxos monetários na análise das relações – Índice Remissivo (págs. 308 a 310)
económicas entre os diferentes agentes.
ͻŶĂůŝƐĂƌĂŶĞĐĞƐƐŝĚĂĚĞĚĞĞƋƵŝůşďƌŝŽ
ͻ20 Aula Digital
económico entre os empregos e os
recursos numa economia. – Teste interativo*: «O circuito económico»
– Teste interativo*: «O equilíbrio entre re-

Editável e fotocopiável © Texto ͻ Economia A – 11.o ano


cursos e empregos»
– Animação*: «Os agentes e o circuito
económico»
– PowerPoint: «O equilíbrio entre recursos
e empregos»
– Guia didático: «Os agentes e o circuito
económico»
– Documento: Links de interesse

9
* Também disponível para o aluno.
10
Conteúdos Objetivos Recursos didáticos disponibilizados Calendarização

ͻPreparação para os Testes


– Resumo (págs. 3 a 6)
– Ficha Formativa 8 (pág. 7)
– Teste de Avaliação 8 (págs. 8 a 10)
– Soluções da Ficha Formativa 8 e do
Teste de Avaliação 8 (págs. 72 e 73)

ͻCaderno de Apoio ao Professor


– Planificação de recursos
– Soluções da Avaliação e da Economia
Aplicada
– Teste de Avaliação da Unidade 8 e
soluções
– Propostas de trabalho e de investigação
subordinadas ao tema «Economia e
Sociedade»
Unidade 9 – A Contabilidade Nacional

Para a definição de estratégias de crescimento económico e o desenvolvimento dos povos é necessário o conhecimento do funcionamento da sua economia.
O cálculo das variáveis macroeconómicas apresenta-se como um instrumento indispensável de planeamento e gestão estratégica de um país.

Conteúdos Objetivos Recursos didáticos disponibilizados Calendarização

9.1 Noção de Contabilidade Nacional ͻCompreender a função da Contabilidade Na- ͻManual ͻ20 tempos letivos
cional. – Texto expositivo/explicativo (págs. 32 a 77) (30 h)
os
9.2 Conceitos necessários à ͻAvaliar a importância da Contabilidade Naci- – Questões n. 1 a 39
Contabilidade Nacional onal. – Sintetizando (págs. 33, 44, 65, 72 e 77)
ͻConhecer os conceitos necessários – Esquematizando (pág. 78)
9.3 Óticas de cálculo do valor à Contabilidade Nacional. – Resumindo (pág. 79)
do produto – Avaliação (págs. 80 a 83)
ͻAnalisar as diferenças no recurso às três
– Economia Aplicada (págs. 84 e 85)
óticas de cálculo do valor do produto.
9.4 Limitações da Contabilidade Na- – Glossário (págs. 300 a 307)
ͻAvaliar as limitações da Contabilidade – Índice Remissivo (págs. 308 a 310)
cional
Nacional.
ͻAplicar os conceitos necessários ͻ20 Aula Digital
9.5 As Contas Nacionais Portuguesas
à Contabilidade Nacional na resolução – Teste interativo*: «Noção e conceitos ne-
de problemas. cessários à Contabilidade Nacional»
ͻAplicar os conceitos necessários – Teste interativo*: «Óticas de cálculo do va-
à Contabilidade Nacional na análise lor do produto»
da economia portuguesa. – Teste interativo*: «Limitações da

Editável e fotocopiável © Texto ͻ Economia A – 11.o ano


Contabilidade Nacional»
– Teste interativo*: «As Contas Nacionais
portuguesas»
– PowerPoint: «Noção e conceitos
necessários à Contabilidade Nacional»
– PowerPoint: «Óticas de cálculo do valor
do produto»
– PowerPoint: «Limitações da Contabilidade
Nacional»
– Documento: Links de interesse
– Visita de estudo à Renova

11
* Também disponível para o aluno.
12
Conteúdos Objetivos Recursos didáticos disponibilizados Calendarização

ͻPreparação para os Testes


– Resumo (págs. 11 a 18)
– Ficha Formativa 9 (págs. 19 a 21)
– Teste de Avaliação 9 (págs. 22 a 25)
– Soluções da Ficha Formativa 9 e do Teste
de Avaliação 9 (págs. 73 a 75)

ͻCaderno de Apoio ao Professor


– Planificação de recursos
– Soluções da Avaliação e da Economia
Aplicada
– Teste de Avaliação da Unidade 9
e soluções
– Propostas de trabalho e de investigação
subordinadas ao tema «Economia e
Sociedade»
MÓDULO IV – A ORGANIZAÇÃO ECONÓMICA DAS SOCIEDADES
Unidade 10 – Relações económicas com o Resto do Mundo

O registo e análise das relações económicas de um país com os seus parceiros comerciais é indispensável para avaliar a sua situação económica e sustenta-
bilidade financeira.
O conhecimento das políticas comerciais que sustentam a globalização das trocas é fundamental para a compreensão do comércio externo de Portugal.

Conteúdos Objetivos Recursos didáticos disponibilizados Calendarização

10.1 A necessidade e a diversidade ͻCompreender a necessidade e diversidade ͻManual ͻ18 tempos letivos
de relações económicas de relações económicas entre os povos. – Texto expositivo/explicativo (págs. 88 a 145) (27 h)
internacionais os
ͻŽŵƉƌĞĞŶĚĞƌĂŶĞĐĞƐƐŝĚĂĚĞĚĞƌĞŐŝƐƚĂƌ – Questões n. 1 a 42
as trocas de bens, serviços e capitais que – Sintetizando (págs. 93, 113, 129 e 145)
10.2 O registo das relações se operam entre as economias.
económicas com o Resto – Esquematizando (pág. 146)
do Mundo – A Balança de Pa- ͻŽŶŚĞĐĞƌĂƐƉƌŝŶĐŝƉĂŝƐĐŽŵƉŽŶĞŶƚĞƐ – Resumindo (pág. 147)
gamentos da Balança de Pagamentos.
– Avaliação (págs. 148 a 151)
ͻŽŵƉƌĞĞŶĚĞƌĂƐƉŽůşƚŝĐĂƐĐŽŵĞƌĐŝĂŝƐ – Economia Aplicada (págs. 152 e 153)
10.3 As políticas comerciais e a relativas ao comércio externo.
– Glossário (págs. 300 a 307)
organização do comércio ͻŶĂůŝƐĂƌĂƐƚƌŽĐĂƐĞŶƚƌĞĂĞĐŽŶŽŵŝĂ – Índice Remissivo (págs. 308 a 310)
mundial portuguesa e o Resto do Mundo.
ͻƉůŝĐĂƌŽƐĐŽŶŚecimentos em situações
10.4 As relações económicas de práticas. ͻ20 Aula Digital
Portugal com a União Europeia – Teste interativo*: «A necessidade e a di-

Editável e fotocopiável © Texto ͻ Economia A – 11.o ano


e com o Resto do Mundo versidade das relações económicas inter-
nacionais»
– Teste interativo*: «O registo das relações
económicas com o Resto do Mundo:
a Balança de Pagamentos»
– Teste interativo*: «As políticas comerciais
e a organização do comércio mundial»
– Teste interativo*: «As relações económicas
de Portugal com a União Europeia e com
o Resto do Mundo»
– Animação*: «Balança de Pagamentos – es-
trutura e movimentos»

13
* Também disponível para o aluno.
14
Conteúdos Objetivos Recursos didáticos disponibilizados Calendarização

– PowerPoint: «A necessidade
e diversidade de relações económicas in-
ternacionais»
– PowerPoint: «O registo das relações
económicas com o Resto do Mundo: a Ba-
lança de Pagamentos»
– PowerPoint: «As políticas comerciais e or-
ganização do comércio mundial»
– PowerPoint: «As relações económicas
de Portugal com a União Europeia e com
o Resto do Mundo»
– Documento: Links de interesse
– Visita de estudo à Renova

ͻPreparação para os Testes


– Resumo (págs. 27 a 32)
– Ficha Formativa 10 (págs. 33 a 35)
– Teste de Avaliação 10 (págs. 36 a 39)
– Soluções da Ficha Formativa 10 e do Teste
de Avaliação 10 (págs. 75 e 76)

ͻCaderno de Apoio ao Professor


– Planificação de recursos
– Soluções da Avaliação e da Economia
Aplicada
– Teste de Avaliação da Unidade 10
e soluções
– Propostas de trabalho e de investigação
subordinadas ao tema «Economia
e Sociedade»
Unidade 11 – A intervenção do Estado na economia

O Estado, além das funções jurídicas, tem desenvolvido funções não jurídicas, intervindo diretamente nas esferas económica e social.
Algumas situações conflituantes resultam da intervenção do Estado ao pretender alcançar os objetivos da eficiência, equidade e estabilidade.
Portugal, por ser membro da União Europeia e, em particular, da Zona Euro, encontra-se sujeito a constrangimentos no âmbito das suas políticas económi-
cas e sociais.

Conteúdos Objetivos Recursos didáticos disponibilizados Calendarização

11.1 Funções e organização do ͻConhecer as funções e organização do ͻManual ͻ20 tempos letivos
Estado Estado. – Texto expositivo/explicativo (págs. 156 (30 h)
ͻ Analisar a estrutura do setor público. a 225)
os
11.2 A intervenção do Estado na – Questões n. 1 a 60
ͻ Compreender as causas da intervenção
atividade económica – Sintetizando (págs. 166, 215 e 225)
do Estado na economia.
ͻ/ŶƚĞƌƉƌĞƚĂƌǀĂůŽƌĞƐ. – Esquematizando (pág. 226)
11.3 As políticas económicas e soci-
ͻ Analisar o Orçamento do Estado. – Resumindo (págs. 227)
ais do Estado português
– Avaliação (págs. 228 a 231)
ͻ Reconhecer a necessidade da coesão
social. – Economia Aplicada (págs. 232 e 233)
– Glossário (págs. 300 a 307)
ͻ Compreender os constrangimentos às
políticas económicas e sociais. – Índice Remissivo (págs. 308 a 310)

ͻ20 Aula Digital

Editável e fotocopiável © Texto ͻ Economia A – 11.o ano


– Teste interativo*: «Funções e organização
do Estado»
– Teste interativo*: «A intervenção do
Estado na economia»
– Teste interativo*: «As políticas económicas
e sociais do Estado português»
– PowerPoint: «Funções e organização do
Estado»
– PowerPoint: «Políticas económicas
e sociais do Estado português»
– PowerPoint: «Funções económicas e soci-
ais do Estado»

15
* Também disponível para o aluno.
16
Conteúdos Objetivos Recursos didáticos disponibilizados Calendarização

– PowerPoint: «Instrumentos de intervenção


económica e social do Estado»
– Documento: «Guia de exploração do vídeo
Século do Povo: A Sopa dos Pobres»
– Documento: Links de interesse

ͻPreparação para os Testes


– Resumo (págs. 41 a 47)
– Ficha Formativa 11 (págs. 48 e 49)
– Teste de Avaliação 11 (págs. 50 a 52)
– Soluções da Ficha Formativa 11 e do Teste
de Avaliação 11 (págs. 76 a 79)

ͻCaderno de Apoio ao Professor


– Planificação de recursos
– Soluções da Avaliação e da Economia
Aplicada
– Teste de Avaliação da Unidade 11
e soluções
– Propostas de trabalho e de investigação
subordinadas ao tema «Economia
e Sociedade»
Unidade 12 – A economia portuguesa no contexto da União Europeia

A construção do projeto europeu, assente nos valores da paz, da cooperação e da democracia, como resposta às necessidades do progresso e desenvolvi-
mento dos países.
A inserção de Portugal no projeto europeu, como estratégia para a consolidação da democracia e do processo de desenvolvimento.
A problemática dos desafios que se colocam a uma Europa alargada no contexto da globalização.

Conteúdos Objetivos Recursos didáticos disponibilizados Calendarização

12.1 Noção e formas de integração ͻCompreender a integração económica como ͻManual ͻ35 tempos letivos
económica um processo longo e complexo. – Texto expositivo/explicativo (págs. 236 (52,5 h)
ͻŶƋƵĂĚƌĂƌŚŝƐƚŽƌŝĐĂŵĞŶƚĞŽƉƌŽĐĞƐƐŽĚĞŝn- a 291)
12.2 O processo de integração na os
tegração europeia. – Questões n. 1 a 23
Europa
ͻZĞĐŽŶŚĞĐĞƌŽĂůĐĂŶĐĞĞĐŽŶſŵŝĐŽ – Sintetizando (págs. 239, 255, 276 e 291)
12.3 Desafios da União Europeia na e político do projeto europeu. – Esquematizando (pág. 292)
atualidade ͻŶalisar a economia portuguesa no – Resumindo (pág. 293)
contexto da União Europeia. – Avaliação (págs. 294 a 297)
12.4 Portugal no contexto da União
Europeia ͻReconhecer os principais desafios que se co- – Economia Aplicada (págs. 298 e 299)
locam às economias portuguesa e – Glossário (págs. 300 a 307)
europeia.
– Índice Remissivo (págs. 308 a 310)

ͻ20 Aula Digital


– Teste interativo*: «Noção e formas de in-

Editável e fotocopiável © Texto ͻ Economia A – 11.o ano


tegração»
– Teste interativo*: «O processo de
integração na Europa»
– Teste interativo*: «Desafios da União Eu-
ropeia na atualidade»
– Animação*: «União Europeia –
alargamentos e moeda única»
– PowerPoint: «Noção e formas de
integração»
– PowerPoint: «O Processo de integração
na Europa»

17
* Também disponível para o aluno.
18
Conteúdos Objetivos Recursos didáticos disponibilizados Calendarização

– PowerPoint: «Desafios da União


Europeia na atualidade»
– Webquestion: «O envelhecimento da po-
pulação portuguesa no contexto da União
Europeia»
– Documento: «Visita de estudo à Renova»
– Documento: Links de interesse

ͻPreparação para os Testes


– Resumo (págs. 53 a 65)
– Ficha Formativa 12 (págs. 66 a 68)
– Teste de Avaliação 12 (págs. 69 a 71)
– Soluções da Ficha Formativa 12 e do Teste
de Avaliação 12 (págs. 79 e 80)

ͻCaderno de Apoio ao Professor


– Planificação de recursos
– Orientações para a visita de estudo a uma
empresa – Sugestão: Renova
– Orientações para a realização da
webquestion «O envelhecimento da
população portuguesa no contexto da
União Europeia»
– Soluções da Avaliação e da Economia
Aplicada
– Teste de Avaliação da Unidade 12
e soluções
– Propostas de trabalho e de investigação
subordinadas ao tema «Economia
e Sociedade»
3 Economia e Sociedade

3.1 Introdução
São considerados objetivos do sistema educativo para os alunos do Ensino Secundário, con-
forme se pode ler nos documentos oficiais, nomeadamente na Lei n.o 49/2005, artigo 9.o, o
proporcionar aos alunos um ensino baseado no raciocínio e reflexão, na curiosidade científica,
na observação e experimentação e na crítica fundamentada, para que a formação dos jovens
não seja sustentada, apenas, em termos de literacia científica, mas também na capacidade de
dar resposta aos problemas da comunidade.
Nesse sentido, parece-nos fundamental que os alunos, para além da compreensão indis-
pensável dos conteúdos programáticos, possam ser confrontados com a realidade social global
de que fazem parte, que os condiciona, se interroguem e procurem, de forma orientada e arti-
culada com outras dimensões sociais, o conhecimento.
Nesse percurso para o saber, os alunos deverão ser sensibilizados para a dimensão ética
que a problemática económica implica, quando as questões de escolha se impõem.
É esse questionamento e reflexão que poderá transportar os alunos para outra realidade
menos técnica e mais humana – afinal, o objetivo de uma formação para a cidadania.
As áreas suscetíveis de abordagem são muitas, tudo dependendo do interesse dos alunos
por algum tema de investigação, em particular. Sugerimos, contudo, que nos temas que os
alunos possam selecionar se procure a comparação e avaliação de situações, recorrendo a da-
dos estatísticos atualizados, permitindo, assim, obter um quadro evolutivo caracterizador de
realidades sociais.
A metodologia a seguir dependerá do tema-problema e das possibilidades do investigador.
Sugere-se, contudo, a metodologia do trabalho de projeto por respeitar a curiosidade, a moti-
vação ou os interesses do investigador e pelas potencialidades formativas que desenvolve. No
entanto, qualquer método é de respeitar.
Pelas possibilidades formativas que estes trabalhos de investigação proporcionam, decidi-
mos intitular as atividades propostas de «Economia e Sociedade».

3.2 Competências
Consideramos ser possível desenvolver as seguintes competências:
ͻselecionar uma área de estudo, identificando o problema a pesquisar;
ͻrecolher informação bibliográfica, teórica e estatística relativa ao tema selecionado;
ͻselecionar a informação, recolhendo os conteúdos e os indicadores próprios para a investiga-
ção do tema-problema e aplicando os conceitos e os conhecimentos teóricos estudados
nas unidades letivas anteriores;
ͻanalisar a informação e estabelecer relações entre as variáveis;
ͻretirar conclusões;
ͻexpor, sob a forma de relatório escrito ou apresentação em PowerPoint, o tema estudado;
ͻapresentar e discutir o trabalho na turma.

Fotocopiável © Texto ͻ Economia A – 11.o ano 19


3.3 Sugestões de temas para investigação

Unidades letivas Temas e sugestões de exploração

ͻO equilíbrio empregos/recursos do agente económico Famílias


Conhecer a situação de equilíbrio ou desequilíbrio na conta das Famílias (in-
dividualmente, através de um estudo de caso ou, mais alargadamente, atra-
vés de inquéritos). Procurar encontrar as principais fontes de receita e seus
empregos. Avaliar as causas e consequências dos eventuais desequilíbrios
encontrados, como o do endividamento.
Fontes a consultar: INE, Banco de Portugal, Pordata.
Unidade 8
ͻO equilíbrio empregos/recursos do agente económico Administrações Pú-
blicas
Conhecer as principais fontes de recursos das Administrações Públicas e seus
empregos. Poderá ser feito um trabalho a nível nacional, recorrendo ao Orça-
mento do Estado, ou a nível local, com base noutros documentos. Questões re-
lacionadas com o Estado Social poderão ser incluídas nesta pesquisa.
Fontes a consultar: INE, Banco de Portugal, Pordata.

ͻO rendimento disponível dos particulares e sua aplicação


Conhecer, em termos gerais (recorrendo a fontes estatísticas fidedignas) ou
particulares (através de estudos de caso), os diferentes tipos de recursos das
Famílias (remunerações do trabalho, rendimentos da empresa e propriedade
e transferências internas e externas). Calcular o peso dos impostos diretos e
das contribuições sociais no rendimento e conhecer o destino do rendimen-
to disponível em consumo e poupança.
Unidade 9 Fontes a consultar: INE, Banco de Portugal, Pordata.
ͻEvolução do peso da carga fiscal no rendimento disponível das Famílias ou
Empresas
Avaliar o peso dos diferentes tipos de impostos sobre o rendimento dos
agentes económicos, recorrendo a entrevistas ou inquéritos, por questioná-
rio. Avaliar, numa perspetiva de custos de oportunidade, os sacrifícios que a
carga fiscal representa.
Fontes a consultar: INE, Banco de Portugal, Pordata.

ͻEvolução do nível tecnológico das exportações portuguesas


Conhecer a evolução da componente tecnológica das exportações e relacio-
nar com o grau académico dos trabalhadores. Relacionar a importância do
I&D com o aumento de competitividade das exportações portuguesas.
ͻNovos destinos das exportações portuguesas
Estudar a evolução do destino das exportações portuguesas, nas décadas pos-
Unidade 10 teriores à integração europeia e, em especial, após 2007-2008, na sequência
da crise financeira e económica verificada.
Fontes a consultar: INE, Banco de Portugal, Pordata.
ͻA importância do turismo na Balança Corrente portuguesa
Avaliar o papel estratégico do turismo nas relações comerciais com o Resto
do Mundo. Conhecer a geografia do turismo e fazer uma pesquisa sobre os
fatores de satisfação dos turistas estrangeiros.
Fontes a consultar: INE, Banco de Portugal, Pordata, Turismo de Portugal.

20
Unidades letivas Temas e sugestões de exploração

ͻFunções económico-sociais do Estado


O desenvolvimento das funções económicas e sociais do Estado no âmbito
da investigação científica, educação e formação profissional.
Fontes a consultar: INE, Fundo Social Europeu, Ministério da Educação, Mi-
nistério da Solidariedade, Emprego e Segurança Social, Organização Interna-
cional do Trabalho, Direção-Geral do Orçamento, Direção-Geral do Tesouro e
Unidade 11 Finanças, Pordata, Eurostat.
ͻObjetivos sociais das políticas do Estado
A importância do fornecimento de bens públicos e das políticas económicas
e sociais na redução das assimetrias sociais e na promoção da coesão social.
Fontes a consultar: INE, Observatório das Desigualdades, Pordata, Direção-
-Geral do Orçamento, Direção-Geral do Tesouro e Finanças.

ͻA dívida pública e a economia portuguesa


O que é a dívida pública? Como se financiam os Estados na Zona Euro? Quais
as causas do aumento da dívida pública portuguesa? Qual o custo da dívida
pública? Qual o peso da dívida pública na economia do país? Qual o peso da
dívida pública na economia por comparação com o peso da dívida privada e
da dívida externa total do país?
Fontes a consultar: Banco de Portugal, Orçamento de Estado, Eurostat, IGCP,
Unidade 12 auditoriacidada.info.
ͻO desemprego na União Europeia
Criação e destruição de emprego. Taxa de desemprego. Desemprego de lon-
ga duração. Desemprego jovem. A precariedade no emprego.
As desigualdades estão a crescer na União Europeia?
Fontes a consultar: Banco de Portugal, Pordata, European Restructuring Monitor
(ERM Report 2012), AMECO, Eurostat, INE, Observatório das Desigualdades.

3.4 Guião para investigação


Apresenta-se, em seguida, um método de abordagem para um tema de pesquisa.

I. Identificação da problemática em estudo


x Formulação/identificação do tema/temática em estudo:
«Qual a área de estudo? Qual o domínio científico do meu problema?»

II. Identificação do problema/objeto de estudo


x Formulação da pergunta de partida:
«O que vai ser investigado/pesquisado? Qual a questão a que quero responder?»

III. Procura de informação para exploração do problema:


Onde procurar os elementos necessários para o estudo?
x Estatísticas do Banco de Portugal, do INE, do Ministério da Economia, do Ministério do
Trabalho, da UE, do Eurostat, da OCDE, do FMI, da OMC.
Fotocopiável © Texto ͻ Economia A – 11.o ano 21
x Notícias específicas sobre o tema, retiradas de jornais e revistas científicas da especiali-
dade.
x Inquéritos por questionário e por entrevista junto de consumidores e suas associações,
empresários, ou seus representantes, e representantes dos trabalhadores.
x Recolha bibliográfica (obras científicas, entre outras).
x Estudos científicos.

IV. Seleção e análise da informação recolhida


x Deverá ser feita uma seleção da/dos informação/dados, que permita estabelecer a rela-
ção entre as variáveis que foram consideradas corretas para o estudo em causa, isto é,
deverá ser selecionada a informação que permita testar o quadro teórico estabelecido.
Nesta fase será testada a relação que se definiu entre as variáveis.
x Os dados estatísticos deverão ser objeto de análise estatística; os documentos serão
trabalhados através da análise documental; os resultados das entrevistas serão objeto
de análise de conteúdo.

V. Conclusões
As conclusões resultam da análise dos dados recolhidos e deverão:
x dar resposta à questão de partida;
x incluir pistas para solucionar o problema;
x sugerir caminhos para aprofundar o estudo iniciado.

3.5 O relatório – sugestão de uma estrutura


O relatório do/da trabalho/estudo/pesquisa efetuado(a) deverá seguir uma estrutura se-
quencial, articulada e coerente. Independentemente das particularidades de cada relatório,
decorrentes do tema em estudo, da questão de partida e das características do investigador,
nele deverão constar:

x Identificação da escola.
x Identificação da disciplina.
1. Capa x Identificação do trabalho realizado.
x Identificação do(s) autor(es) do relatório.
x Identificação da data da realização do relatório.

x De siglas, de tabelas, de quadros, de gráficos, de esquemas, de mapas (um ín-


dice particular para cada situação).
2. Índice x De conteúdo, isto é, identificação das partes e dos capítulos em que o relató-
rio se encontra organizado, bem como o número da página em que cada ca-
pítulo se inicia. O índice dá, assim, a conhecer a estrutura do relatório.

Composto por introdução, desenvolvimento e conclusão:


ͻ Introdução, que inclui a:
3. Corpo do – identificação do problema em estudo;
relatório – justificação da pertinência do estudo a realizar;
– definição dos objetivos do estudo;
– apresentação da estrutura do relatório.

22
ͻ Desenvolvimento é a parte principal do relatório, que permite:
– identificar os dados utilizados e a sua natureza;
– seguir as diferentes etapas da pesquisa;
– compreender a metodologia subjacente ao trabalho realizado.

ͻ Conclusão, onde se apresentam os resultados do estudo realizado, podendo


incluir soluções para o problema em análise e/ou apresentar novas pistas pa-
ra aprofundamento do tema.

4. Referências
bibliográficas ͻ Listagem de livros, capítulos de livros, revistas, artigos e endereços da inter-
e outros do- net, que foram utilizados em conformidade com as regras de referenciação.
cumentos

3.6 Regras gerais para a formatação dos trabalhos


1. O texto deve ser processado em Word; fonte Times New Roman; tamanho 12 (salvo as ex-
ceções a seguir indicadas); margens superior e inferior com 2,5 cm; margens esquerda e di-
reita com 3 cm; header e footer com 1,25 cm; espaçamento a 1,5 linhas e justificado.
2. As páginas que antecedem o trabalho propriamente dito devem ser numeradas da seguinte
forma:
ͻCapa: corresponde à página i (não devendo ser inscrita);
ͻResumo: corresponde à página ii (em trabalhos mais complexos, o resumo deverá ser
feito igualmente em língua inglesa, correspondendo, assim, à página iii);
ͻÍndice: corresponde à página iii;
ͻÍndice de quadros, etc.: corresponde à página iv;
ͻLista de abreviaturas: corresponde à página v.
3. A numeração das páginas do trabalho será feita em numeração árabe, que é inscrita,
normalmente, no canto inferior direito, iniciando-se, assim, na Introdução, com o n.o 1.
4. Todos os capítulos deverão começar numa nova página e o seu título deverá estar em letra
maiúscula, a bold e com tamanho 14; os subcapítulos em letra minúscula, tamanho 12 e
bold.
5. Quando há referência a obras consultadas, deve indicar-se, entre parêntesis, o autor e o
ano da obra considerada.
6. Quando se fazem citações, se estas forem, no máximo, de três linhas, podem vir na se-
quência do texto; caso sejam superiores, devem ser destacadas no texto com margens di-
ferentes (indentation: before text a 0,63 cm e after text a 0,4 cm) e espaçamento
simples.
7. Os termos em língua estrangeira devem estar em itálico.
8. As siglas das abreviaturas devem ser utilizadas entre parêntesis depois da expressão com-
pleta, numa primeira referência. Em referências posteriores, basta usar a sigla.

Fotocopiável © Texto ͻ Economia A – 11.o ano 23


19. As siglas não devem ter pontos a separar as letras maiúsculas que a formam. Por
exemplo: OMC e não O.M.C.
10. Na construção da Bibliografia há diversos sistemas de referenciação. O mais aceite in-
ternacionalmente é o sistema da American Psychological Association (APA).
ͻOs documentos bibliográficos podem ser utilizados de diversas maneiras no corpo do
relatório:
– como mobilização de um autor que se referiu ao tema e que nos ajuda e/ou corro-
bora as nossas afirmações/conclusões, suportando assim o nosso texto; neste caso
podemos colocar o apelido do autor seguido da data da obra consultada entre pa-
rêntesis ou podemos iniciar a frase com uma expressão como «Segundo (…)», a
que se segue o apelido do autor e depois, entre parentesis, a data da obra consul-
tada;
– como citação, que corresponda à transcrição das palavras do autor que estamos a
utilizar; no caso de uma citação pequena, inclui-se no corpo do nosso texto, entre
aspas e referenciado como no exemplo acima, mas com indicação da página con-
sultada; no caso de uma citação mais extensa, esta deverá surgir autonomamente,
fora do nosso texto, paragrafada e alinhada à direita, seguindo a referenciação do
autor a regra acima indicada (autor, data, página).

ͻApresentam-se, em seguida, exemplos possíveis de referenciação de uma obra/capí-


tulo/artigo:
– um livro com um autor: Cabrito, B. (2002). Financiamento do Ensino Superior. Lis-
boa: EDUCA;
– um livro com mais de um autor: Pais, M.J., Oliveira, M.L., Góis, M.M. e Cabrito, B.G.
(2014). Economia A – 11.o Ano. Caderno de Apoio ao Professor. Alfragide: Texto
Editores, Lda.;
– um livro organizado (ou editado, ou coordenado) por vários autores: Cerdeira, L.,
Cabrito, B., Patrocínio, T., Machado, L. e Brites. R. (orgs.). (2012). CESTES – Custos
dos Estudantes do Ensino Superior em Portugal. Lisboa: EDUCA;
– um capítulo de um livro: Cabrito, B. (2011). Financiamento e Privatização do Ensino
Superior em Portugal: entre a Revolução de Abril e a Declaração de Bolonha. In B.
Cabrito e V. Chaves (orgs.). Políticas de Financiamento e Acesso da Educação Supe-
rior no Brasil e em Portugal – Tendências Atuais. Lisboa: EDUCA, págs. 45 a 60;
– um artigo de uma revista: Cerdeira, L., Cabrito, B., Patrocínio, T., Machado, L. e Bri-
tes, R. (2012). Portuguese Higher Education Student’s Costs: Two Last Decades
View. Problems of Education in the 21st Century, Education in a Changing Society,
47(47): págs. 16 a 26;
– uma referência da internet: Seabra, S. (2010). Ensino Básico: Repercussões da Or-
ganização Curricular por Competências na Estruturação das Aprendizagens Esco-
lares e nas Políticas Curriculares de Avaliação, Tese de Doutoramento em
Educação pelo Instituto de Educação e Psicologia da Universidade do Minho,
acedido em http://repositorium.sdum.uminho.pt/bitstream/1822/10877/1/tese.pdf,
em 15/03/2013;
– as várias referências da internet devem ser apresentadas na Netografia.

24
3.7 O portefólio de aprendizagem
Introdução
As orientações pedagógicas subjacentes ao Sistema Educativo Português indicam, clara-
mente, a estratégia que professores e alunos deverão seguir no sentido de se alcançarem os
objetivos definidos para cada nível de ensino.
Os alunos, que irão concluir os dois anos em que a disciplina de Economia A é lecionada,
deverão, então, ter adquirido conhecimentos e ter desenvolvido capacidades e competências,
desejadas neste período de aprendizagem e devidamente explicitadas no Programa homolo-
gado.
Embora a realização do Exame Nacional, no final do ano, possa constituir um forte cons-
trangimento à prática letiva, dado que o professor terá de preparar os seus alunos para um de-
terminado modelo de avaliação formatado, outros objetivos de formação não deverão ser
abandonados. Incluam-se neste desiderato uma formação mais abrangente, interdisciplinar,
social, reflexiva e crítica. Questões relacionadas com a reflexão filosófica, moral e ética podem
e devem constituir parte integrante do percurso de formação dos jovens, sobretudo, tratando-
-se de uma disciplina de natureza social. A Ciência Económica pode ser o pretexto para uma
formação mais abrangente e cívica.
Tais objetivos de formação implicam que a construção do conhecimento ultrapasse, desde
logo, a mera transmissão/receção acrítica de conhecimentos. Ao aluno deverá, então, ser pro-
porcionado, não só as teorias e os conceitos, mas igualmente os instrumentos para o confronto
com a realidade. Assim, em autonomia e de acordo com os seus valores e preocupações, o
aluno irá construindo o seu saber, de uma forma mais crítica.
Os exames, como sabemos, têm finalidades administrativas e seletivas, dado que incitam o
aluno a dar a resposta esperada. O problema que se põe é: «Como pode o professor contribuir
para uma aprendizagem mais complexa e profunda e, sobretudo, como pode ser monitorizada?»
O que propomos é uma aprendizagem baseada na construção de um portefólio, a par de uma
orientação pedagógica focada na preparação para o Exame Nacional.

O que é um portefólio
O portefólio é uma compilação de documentos (referências a obras, excertos de textos, es-
tatísticas, listagens de endereços da internet, inquéritos realizados, entrevistas, apontamentos
diversos, etc.) que o autor considera relevantes para os seus objetivos. Pode assumir a forma
documental, como também informática.
Essa compilação deverá ter uma estrutura que servirá de orientação a dar à pesquisa e re-
flexão a realizar. É a reflexão que alunos e professores irão fazer sobre a compilação apresen-
tada que poderá constituir o rumo a dar ao prosseguimento da aprendizagem, identificando,
por exemplo, preocupações, necessidades, melhorias ou ajustamentos a fazer.
O portefólio é, neste sentido, um instrumento que revela o que o aluno aprendeu, como
aprendeu e como deve ser apoiado no seu percurso de aprendizagem. O que conta é o caminho
escolhido, é a montagem dos elementos e é a procura de interações entre as partes para encon-
trar o todo.
Então, o portefólio não deverá ser uma simples compilação de documentos, mas sim obe-
decer a uma certa estrutura, em que o professor poderá encontrar os eixos que sustentam a
aprendizagem e o trabalho do seu aluno.

Fotocopiável © Texto ͻ Economia A – 11.o ano 25


Objetivos de um portefólio
O principal objetivo de um portefólio é o envolvimento ativo do aluno na sua aprendiza-
gem, através da reflexão (partilhada com outros intervenientes) sobre o percurso seguido e a
definição de estratégias para o aperfeiçoar. Como consequência, o aluno poderá, com mais
responsabilidade, melhorar a sua aprendizagem. Do mesmo modo, e dada a participação do
professor nesse processo, este poderá, com mais conhecimento, proceder aos ajustamentos
necessários para um ensino mais eficaz.

Como construir um portefólio


Considerando que o aluno poderá ir pesquisando e acumulando os elementos necessários à
realização de um trabalho de pesquisa, que seja de facto um produto final de dois anos de
aprendizagem, sugere-se que a construção do portefólio siga o seguinte percurso, em que o
protagonista é o aluno e não o professor.
ͻdefinição pelo aluno das/dos finalidades/objetivos do trabalho a realizar;
ͻdefinição de uma estratégia para a consecução dos objetivos que definiu;
ͻprocura da informação necessária à sua aprendizagem (fichas de leitura de obras selecio-
nadas, recortes de artigos da imprensa, conclusões de inquéritos realizados, gravações de
entrevistas a entidades responsáveis pela condução das políticas nacionais, estatísticas
oficiais, etc.);
ͻseleção e estruturação da informação recolhida;
ͻreflexão sobre o percurso seguido (pontos fortes e pontos fracos, dificuldades encontra-
das, esforços feitos para a resolução dos problemas encontrados, etc.) e registo datado;
ͻidentificação das marcas que pautaram o trabalho desenvolvido;
ͻreflexão conjunta com o professor e colegas sobre o trabalho realizado, procurando sempre
alcançar um patamar superior (o processo deverá seguir uma espiral ascendente);
ͻrealização do trabalho.

Em síntese
Itens Desenvolvimento
É um instrumento de controlo da aprendizagem, que o aluno vai construindo sobre
Portefólio-noção o processo de aquisição do conhecimento e das competências.
É um instrumento de avaliação formadora, formativa e sumativa.
É constituído por documentos diversos, com significado para o aluno, e por refle-
Conteúdo
xões, que acompanham o trabalho desenvolvido.
Intervenientes Aluno / Professor / Turma / Outros
ͻ contribuir para o conhecimento do processo de aprendizagem do aluno;
ͻ descrever o processo de progressão da qualidade da aprendizagem;
Objetivos ͻ contribuir para a auto-responsabilização do aluno;
ͻ auxiliar o professor num modelo de ensino individualizado.
Permitir que o aluno: Permitir que o professor:
ͻ conheça o seu processo de ͻ possa conhecer melhor as dificuldades
aprendizagem; particulares dos seus alunos;
ͻ possa definir melhor o seu percurso ͻ oriente melhor cada um dos seus alunos;
Utilidades de aprendizagem; ͻ (re)defina as estratégias de ensino;
ͻ possa definir mais claramente ͻ possa tirar partido das potencialidades
objetivos pessoais; dos seus alunos;
ͻ seja corresponsável pela sua ͻ avalie mais objetivamente os seus
aprendizagem. alunos.

26
4 Atividades

4.1 Visita de estudo a uma empresa – Sugestão: Renova


Com esta sugestão procurou-se evidenciar a importância da produção industrial e das ex-
portações no crescimento da economia portuguesa. A escolha da Renova baseou-se nas se-
guintes razões: empresa industrial de capital português, notoriedade da marca, implantação
no mercado interno, estratégia de internacionalização, inovação e componente de sustentabi-
lidade ambiental.
Esta proposta de trabalho permite desenvolver os objetivos de aprendizagem a nível dos
conteúdos do programa de Economia A, em particular das Unidades 10 e 12, do 11.o ano, e
Unidades 4 e 5, do 10.o ano (como estratégia de revisão), podendo ser programada em função
das planificações a realizar pelos professores nas suas escolas.
O trabalho a realizar pelos alunos nesta atividade, nas suas várias fases, poderá constituir
um elemento para avaliação. Para o efeito, sugere-se a utilização do trabalho de grupo.

I. Fases do trabalho a realizar pelos alunos (organizados em grupos)


ͻOrganização da visita (contactos com a empresa, trajeto, transporte, orçamento, etc.).
ͻElaboração do guião da visita.
ͻPreenchimento da ficha de observação (durante e após a visita).
ͻTrabalho de pesquisa complementar.
ͻElaboração do Relatório (em suporte a combinar entre professor e alunos).

II. Sugestão dos itens a observar na visita e a complementar em trabalho de pesquisa


ͻHistorial da empresa.
ͻLocalização geográfica.
ͻSetor e ramo de atividade.
ͻProdutos e segmentos de produtos.
ͻTrabalhadores (número, categorias e funções, grau de formação académica, qualificações
complementares, formação contínua disponibilizada pela empresa, etc.).
ͻMatérias-primas e subsidiárias (componente nacional e importada).
ͻCapital fixo e nível tecnológico.
ͻDespesa em I&D.
ͻInovação, criatividade, marketing, notoriedade e liderança da marca.
ͻPeso do mercado interno e do mercado externo.
ͻEstratégia de internacionalização.
ͻMercados externos preferenciais.
ͻConcorrência.
ͻContribuição para o PIB e para as exportações.
ͻComponente ambiental.
ͻCertificação de qualidade.

III. Endereços para consulta


ͻwww.renova.pt
ͻhttp://cases.insead.edu/renova/documents/5685-Renova-CS-Portuguese.pdf
ͻwww.portugalglobal.pt

Fotocopiável © Texto ͻ Economia A – 11.o ano 27


4.2 Webquestion
Uma webquestion é um recurso didático que se poderá utilizar com diversas finalidades:
ͻ descoberta de conhecimento;
ͻ consolidação e aprofundamento de conteúdos programáticos já lecionados;
ͻ síntese de conteúdos lecionados.

Independentemente da finalidade escolhida, a utilização da web, como fonte de informa-


ção, constitui um recurso didático transversal às aprendizagens.
Considerando como competência estruturante o aluno ser capaz de selecionar a informa-
ção indicada, reconhecendo o essencial e identificando os elementos necessários para a pro-
dução do seu conhecimento, a procura na internet constitui uma atividade de pesquisa por
excelência. Assim sendo, os recursos fornecidos para a realização do trabalho são abrangentes,
sendo até alguns deles dispensáveis, obrigando o aluno ao exercício da sua seleção.

TEMA: O envelhecimento da população portuguesa no contexto da União Europeia

I. Introdução
«Nas próximas décadas, todos os países da União Europeia registarão um aumento da per-
centagem de pessoas idosas e uma redução significativa das pessoas jovens e das pessoas em
idade de trabalhar. Se bem que o aumento da esperança de vida seja uma importante conquis-
ta das sociedades europeias, o envelhecimento das populações coloca desafios significativos à
economia e aos sistemas de Segurança Social. A transição demográfica é considerada um dos
mais importantes desafios para a União Europeia.»
Políticas sobre o Envelhecimento e o Estado-Providência, Comissão Europeia

Na WEB poderá ser encontrada informação suficiente para a tarefa a executar.

II. Processo
ͻ Formar grupos de trabalho com três ou quatro elementos.
ͻ Cada grupo trabalhará num dos itens indicados no quadro da página seguinte.
ͻ Cada grupo definirá o percurso de trabalho e distribuirá tarefas entre os seus elementos.
ͻ Cada grupo apresentará o trabalho realizado em PowerPoint ou num outro suporte,
procurando a participação de toda a turma na reflexão sobre os problemas identifica-
dos e sobre as medidas possíveis para a sua resolução.
ͻ O grupo turma identificará os principais problemas económicos e sociais decorrentes
do envelhecimento da população e possíveis soluções.
ͻ Síntese final (conclusões).
ͻ Divulgação das conclusões à comunidade educativa.

28
III. Itens a trabalhar pela turma

Grupos Itens a trabalhar

Evolução e projeções a nível dos indicadores demográficos em Portugal e na UE (crescimento


Grupo 1 da população, estrutura etária, taxa de natalidade, esperança média de vida, índice de fe-
cundidade, etc.).

Evolução e projeções a nível dos indicadores demográficos em Portugal e na UE (imigração,


Grupo 2 emigração, saldo migratório, estrutura etária dos imigrantes/emigrantes, países de origem
dos imigrantes, países de destino dos emigrantes, etc).

Evolução e projeções a nível da população ativa, do emprego e do desemprego em Portugal


Grupo 3 e na UE (taxa de atividade, taxa de participação da população ativa, taxa de emprego e taxa
de desemprego total, por género e por grupos etários, etc.).

Evolução e previsões a nível da proteção social e dos cuidados de saúde, em Portugal e na


Grupo 4 UE (número de reformados e pensionistas, isolamento das pessoas idosas, idosos em insti-
tuições e lares, cuidados continuados, etc.).

Evolução e previsões a nível do crescimento da economia e das despesas públicas com a


Grupo 5 proteção social e os cuidados de saúde, em Portugal e na UE (PIB, gastos orçamentais, recei-
tas e despesas da Segurança Social, etc.).

ͻ Identificar os principais problemas que se colocam a Portugal e à UE, decorrentes do en-


velhecimento da população.
ͻ Refletir criticamente sobre os problemas identificados.
Grupo ͻ Equacionar soluções possíveis para os problemas.
turma ͻ Síntese final (conclusões).
ͻ Divulgar à comunidade educativa, sob a forma mais conveniente, as conclusões tiradas,
incentivando a participação da comunidade educativa na reflexão sobre a problemática
estudada.

IV. Recursos e tarefas

Grupos Tarefas (pesquisar, organizar e apresentar a informação)

População total, crescimento natural, taxa de mortalidade, taxa de natalidade e esperança


média de vida, etc.:
ͻ http://epp.eurostat.ec.europa.eu/portal/page/portal/population/data/main_tables
Grupo 1 ͻ http://epp.eurostat.ec.europa.eu/statistics_explained/index.php/Population_statistics_at_regional_level/pt
ͻ http://www.ffms.pt/upload/docs/87aabf84-d265-4a40-be6f-40351c1bc16b.pdf
ͻ http://www.pordata.pt/Portugal
ͻ http://www.pordata.pt/Europa

Fotocopiável © Texto ͻ Economia A – 11.o ano 29


Grupos Tarefas (pesquisar, organizar e apresentar a informação)

Índice de fecundidade, índice de dependência de idosos, imigração, emigração e saldo mi-


gratório, etc.:
ͻ http://epp.eurostat.ec.europa.eu/portal/page/portal/population/data/main_tables
Grupo 2 ͻ http://epp.eurostat.ec.europa.eu/statistics_explained/index.php/Population_statistics_at_regional_level/pt
ͻ http://www.ffms.pt/upload/docs/87aabf84-d265-4a40-be6f-40351c1bc16b.pdf
ͻ http://www.pordata.pt/Portugal
ͻ http://www.pordata.pt/Europa

Taxa de atividade, taxa de participação na atividade económica, taxa de emprego, taxa de


desemprego total, por género e por grupos etários, etc.:
ͻ http://www.ffms.pt/upload/docs/87aabf84-d265-4a40-be6f-40351c1bc16b.pdf
ͻ http://epp.eurostat.ec.europa.eu/cache/ITY_OFFPUB/KS-02-13-237/EN/KS-02-13-237-EN.PDF
Grupo 3 (Demographic Changes)
ͻ http://www.gpeari.min-financas.pt/investigacao/artigos-do-bmep/2012/Artigo-01-2012-O-efeito-
orcamental-do.pdf
ͻ http://www.pordata.pt/Portugal
ͻ http://www.pordata.pt/Europa

Número de reformados e pensionistas, isolamento das pessoas idosas, institucionalização


dos idosos, cuidados continuados, etc.:
ͻ http://www.ffms.pt/upload/docs/87aabf84-d265-4a40-be6f-40351c1bc16b.pdf
ͻ http://epp.eurostat.ec.europa.eu/cache/ITY_OFFPUB/KS-02-13-237/EN/KS-02-13-237-EN.PDF
Grupo 4 (Demographic Changes)
ͻ http://www.ces.pt/download/1335/FINAL_Parecer%20Envelhecimento_aprovado%20em%20Plenario.pdf
ͻ http://www.pordata.pt/Portugal
ͻ http://www.pordata.pt/Europa

PIB, PIB potencial, produtividade e despesa pública com saúde e proteção social (excluindo
desemprego), etc.:
ͻ http://www.ffms.pt/upload/docs/87aabf84-d265-4a40-be6f-40351c1bc16b.pdf
Grupo 5 ͻ http://www.gpeari.min-financas.pt/investigacao/artigos-do-bmep/2012/Artigo-01-2012-O-efeito-
orcamental-do.pdf
ͻ http://www.pordata.pt/Portugal
ͻ http://www.pordata.pt/Europa

ͻ Identificar os problemas económicos e sociais decorrentes do envelhecimento da população


e possíveis soluções.
Grupo
ͻ Elaborar a síntese final.
Turma
ͻ Divulgar as conclusões à comunidade educativa.
ͻŽŶƐƵůƚĂƌ͗ http://www.qren.pt/np4/np4/?newsId=1334&fileName=envelhecimento_populacao.pdf

30
V. Avaliação
A avaliação incidirá sobre dois aspetos do trabalho: produto final e trabalho de grupo.

PRODUTO FINAL

Insuficiente Suficiente Bom


Parâmetros
10 pontos 20 pontos 30 pontos

Comunicação do Apresentação mal Apresentação estruturada Apresentação bem


trabalho à assistência estruturada. mas com falhas. estruturada.

Interage.
Não interage. Interage mas não consegue
Interação com a Dinamiza.
Não responde às questões responder às questões
assistência Responde com correção às
colocadas. colocadas.
questões colocadas.

Com pouca criatividade e Com criatividade mas com Com criatividade e sem fa-
PowerPoint ou outro
falhas técnicas ou falhas técnicas ou lhas técnicas ou
suporte utilizado
científicas. científicas. científicas.

Linguagem Pouco clara e rigorosa. Clara e rigorosa. Muito clara e rigorosa.

Organização da in- Informação desorganizada e Informação organizada Informação muito bem or-
formação mal estruturada. e estruturada. ganizada e estruturada.

TRABALHO DE GRUPO

Insuficiente Suficiente Bom


Parâmetros
10 pontos 15 pontos 25 pontos

Muito organizado,
Organizado com integração permitindo uma
Desempenho do Pouco organizado.
de todos os elementos. participação ativa
grupo Pouco autónomo. de todos os elementos.
Quase autónomo.
Autónomo.

Ativamente interveniente,
Desempenho
Interveniente e cumpridor respeitando os outros e
individual no Pouco interveniente.
das tarefas. procurando soluções para
trabalho de grupo
os problemas.

Produto final = 150 pontos (30 × 5)


Trabalho de grupo = 50 pontos (25 × 2)

Fotocopiável © Texto ͻ Economia A – 11.o ano 31


VI. Conclusões
Com a realização desta webquestion, o aluno poderá desenvolver as seguintes capacidades
e competências:
ͻ procurar e selecionar informação;
ͻ distinguir o essencial do acessório;
ͻ analisar gráficos e quadros;
ͻ elaborar gráficos, quadros e esquemas;
ͻ tratar quantitativamente e qualitativamente a informação recolhida nos inquéritos;
ͻ elaborar sínteses de conclusões;
ͻ utilizar software informático;
ͻ fazer comunicações;
ͻ trabalhar individualmente e em grupo;
ͻ refletir sobre questões atuais da sociedade portuguesa e europeia.

No entanto, o interesse maior deste trabalho será:


ͻ identificar os principais problemas/desafios colocados pelas mudanças demográficas em
Portugal, no contexto da UE;
ͻ refletir sobre os problemas identificados;
ͻ equacionar soluções possíveis para os problemas;
ͻ envolver a comunidade escolar na reflexão de problemas das sociedades portuguesa e
europeia.

32
5 (Re)pensar a Economia
Enquanto cidadãos e enquanto professores é nosso dever não aceitar como verdade abso-
luta aquilo que nos é sugerido, ensinado, imposto por cientistas, políticos, governantes, cons-
trutores da opinião pública. De facto, em cada momento histórico, cada sociedade constrói os
seus valores, modelos e paradigmas, que, de alguma forma, refletem o pensamento dos seus
grupos sociais mais fortes, produzindo uma cultura dominante. Deste modo, cada sociedade
determina-se em função de um pensamento que se impõe, como se fosse uma evidência, a
todos os cidadãos. É o pensamento «ortodoxo», o pensamento dominante, aquele que não
admite o questionamento nem aceita ser contraditado.
Nos nossos dias, esta dominância intelectual concretiza-se numa «ditadura do pensamento
único», que, no quadro económico, defende e justifica os caminhos que as economias estão a
passar, no sentido da inevitabilidade da crise e da regulação pelo mercado, contrariando as
mais diversas medidas de política económica com um sentido social. Todavia, uma das «verda-
des» científicas é a de que a «ciência» não é neutra. Nascida no campo da ortodoxia, a ciência
cria ferramentas, tecnologias, modos de estar, de ser e de pensar que servem os grupos domi-
nantes.
Em consequência, faz sentido e torna-se urgente um pensamento fora dos limites impostos
pelo poder ortodoxo que questione «verdades», discuta possibilidades e proponha alternati-
vas. E isto torna-se fundamental em qualquer domínio do conhecimento, nomeadamente no
económico. É o pensamento «heterodoxo» que percebe a realidade como uma construção so-
cial, registada no tempo e no espaço, e que compreende a necessidade de debate alargado em
torno dos problemas que afetam uma sociedade, sejam sociais, culturais, educativos e econó-
micos. Debater saídas para a crise e não aceitar a inevitabilidade de soluções deterministas é
dever de todos os cidadãos.
Nestas circunstâncias, o professor, tendo em atenção o seu papel na construção de cida-
dãos críticos, livres, responsáveis e reflexivos, independentemente das suas opções intelectu-
ais, deve proporcionar aos seus alunos o maior número de experiências e de aprendizagens,
que, provenientes das diversas perspetivas de análise de um fenómeno social, contribuam pa-
ra uma formação aberta e para uma cidadania ativa.
Assim, cabe a nós, docentes, refletir sobre as interseções que acontecem entre as diversas
correntes científicas, no nosso caso específico, as correntes do pensamento económico, ques-
tionar as interações entre a Economia e a Ética e proporcionar aos nossos alunos diferentes vi-
sões do mundo e a perspetiva de que o conhecimento se encontra sempre incompleto e a ser
(re)construído. (Re)pensar a Economia é, pois, uma urgência e um instrumento de construção
da liberdade, da autonomia e da cidadania.

A invisibilidade das mulheres no discurso económico


O texto que se segue aborda sinteticamente alguns aspetos do artigo de Lina Coelho, intitu-
lado «A invisibilidade das mulheres no discurso económico. Reflexão crítica sobre os conceitos
de trabalho, família, bem-estar e poder»1. As notas foram elaboradas pelas autoras e autor.

1
Coelho, Lina (2012), «A invisibilidade das mulheres no discurso económico. Reflexão crítica sobre os conceitos de tra-
balho, família, bem-estar e poder», e-cadernos CES, 14. Acedido, em 02/01/2014, em:
http://www.ces.uc.pt/myces/UserFiles/encontros/868_Invisibilidd%20das%20mulheres_economia.pdf.

© Texto ͻ Economia A – 11.o ano 33


A invisibilidade das mulheres no discurso económico.
Reflexão crítica sobre os conceitos de trabalho, família, bem-estar e poder
A Ciência Económica instituiu-se em conformidade com as conceções dominantes acerca da
família e das relações de género 1. Nasceu com Adam Smith, baseada nas virtualidades do mer-
cado, onde os indivíduos trocam livremente mercadorias tendo em conta o seu interesse pró-
prio e onde, por ação de uma «mão invisível», os interesses individuais divergentes são
compatibilizados na prossecução do interesse coletivo. As mercadorias transacionadas no
mercado têm um valor monetário – o seu preço. Uma dessas mercadorias é o trabalho, cujo
valor se expressa pelo salário, ocultando todas as produções fundamentais para a subsistência
e bem-estar das pessoas que não são tidas em conta pelo mercado.
Foi Gary Becker (1965) quem recuperou a importância da produção doméstica para a
economia, considerando que a família, além de ser uma unidade de consumo, é também
uma unidade de produção de mercadorias domésticas (household commodities), mesmo que
não passem pelo mercado. Segundo este economista, que estabelece uma analogia entre a
família e a empresa, as mercadorias domésticas resultam de uma função de produção famili-
ar, cujos inputs são bens adquiridos no mercado, mas que incorporam tempo de trabalho
familiar. A diferença entre a empresa e a família é que a primeira opera num mercado explí-
cito, enquanto a segunda opera num mercado implícito. As escolhas da família (no que res-
peita à produção familiar ou à aquisição dos bens no mercado) fazem-se a partir das
produtividades dos seus elementos em cada um destes trabalhos, ou seja, dos preços (implí-
citos no que respeita à produção familiar e explícitos na compra no mercado). Porém, a exis-
tência de produções domésticas que não se encontram no mercado, como, por exemplo,
«crianças, prestígio, estima, saúde, altruísmo», segundo o próprio Becker, constitui um pro-
blema intransponível.
Este modelo incorre num enviesamento androcêntrico 2, uma vez que considera que as
mulheres têm uma vantagem comparativa na produção doméstica (particularmente no tra-
balho reprodutivo), assegurando maior produtividade em casa do que na esfera mercantil. A
conclusão é que elas se devem especializar nas atividades domésticas, para que a família al-
cance o maior bem-estar material possível. A esta teoria subjaz um modelo de sociedade
que a realidade já ultrapassou, embora ainda se considere que às mulheres é que competem
maioritariamente as tarefas domésticas e do cuidar. Esta situação origina um aumento assi-
métrico de trabalho doméstico para as mulheres, especialmente quando surgem crianças,
além de uma elevada penalização em termos salariais e de carreira profissional para as mães
trabalhadoras e, portanto, um aumento das desigualdades entre mulheres e homens. Há es-
tudos que referem que os casais sem crianças são mais paritários, ocorrendo uma alteração
dramática da paridade aquando do nascimento da primeira criança. Outros estudos têm vin-
do a confirmar que as remunerações das mulheres são penalizadas com o nascimento de cri-
anças. São elas quem assume totalmente ou quase a licença de parentalidade e, muitas
vezes, quando regressam ao emprego, fazem-no a tempo parcial. Deste modo, o estudo da
vida familiar tem de ter em conta também as relações de poder, não só de natureza econó-

1
Género é um conceito relacional, que surgiu em 1972, com Ann Oakey, e que tem vindo a servir de referência para as
ciências sociais. Diz respeito às diferenças sociais entre homens e mulheres, que são interiorizadas pela socialização.
Estas diferenças são construções sociais originadas a partir do facto de se ter nascido do sexo feminino ou masculino.
Por isso, variam ao longo do tempo e no espaço, apresentando grande diversidade entre e intra culturas.
2
Enviesamento androcêntrico: viés (distorção ou perspetiva parcial) que considera que os homens são o centro, a
partir dos quais se fazem as valorações. São os homens (brancos, ocidentais, de classe média, heterossexuais) que
constituem o referente universal excluindo, as mulheres e todos os homens que não se encaixam naquela catego-
ria de homens.
34
mica, como também de natureza normativa (resultante de valores culturais, em particular as
representações sociais da maternidade e da paternidade).
A omissão do papel produtivo das famílias verifica-se tanto nas análises microeconómicas
como macroeconómicas. Estas surgiram no segundo quartel do século XX com John Maynard
Keynes, mas os conceitos, classificações e categorias também incorrem no viés androcêntrico.
Por exemplo, o PIB e o PNB apenas contabilizam bens e serviços com valor monetário. É céle-
bre a expressão de Arthur Pigou acerca das limitações destes métodos ao referir: «Assim, se
um homem se casa com a sua empregada ou com a sua cozinheira, o dividendo nacional é di-
minuído.» No entanto, considerava que não havia outra forma de se medir a produção.
É necessária uma perspetiva crítica sobre o discurso dominante e, em particular, sobre as
finalidades da Ciência Económica. Segundo Joseph Stiglitz, é fundamental conhecer e levar em
conta as limitações das categorias analíticas, de forma a prevenir abusos e desvirtuamentos
que levam a falsas interpretações do real social.
A teoria neoclássica (hegemónica no discurso económico a seguir à II Guerra Mundial) consi-
dera a família como uma unidade de consumo (em contraposição com a empresa – unidade de
produção), ignorando o trabalho (de produção) desempenhado na esfera doméstica e conside-
rando a Família como uma entidade una (onde não se verificam divergências de interesses).
Por outro lado, no que respeita à teoria do consumidor, que se baseia num consumidor indi-
vidual e racional (homo economicus) e não na unidade de consumo (Família), Paul Samuelson
aponta críticas, interrogando quem é afinal o consumidor – solteira, solteiro, ou «unidade de
despesa». E sublinha que, na maior parte dos estudos, a entidade fundamental do lado da pro-
cura é a Família (que só minoritariamente é constituída por um só indivíduo).
Gary Becker, em conformidade com o discurso neoclássico, escolhe como objeto de estudo
a família nuclear da classe média dos EUA, de meados do século XX, em que a mãe desempe-
nhava as tarefas domésticas e do cuidar das crianças (housekeeper) e o pai era o que assegura-
va a aquisição dos bens ao receber um rendimento monetário em troca do trabalho prestado
(breadwinner – ganha-pão da família). Deste modo, o pai detinha um poder e impunha as suas
decisões aos outros membros da família (mulher e crianças), garantindo a unicidade da decisão
familiar (maximização da utilidade do pai). Pai e mãe são complementares, especializando-se
cada um em tarefas diferentes (homem – ganha-pão através do trabalho remunerado fora de
casa; e mãe – produtora na esfera doméstica), permitindo deste modo assegurar a eficiência.
Esta conceção de família foi alvo de críticas, quer da ortodoxia dominante, quer da heterodo-
xia feminista 1.
No âmbito do quadro metodológico hegemónico desenvolvem-se críticas a este modelo uti-
litário de família (de Becker), considerando que não existe conformidade com o individualismo
(em que cada indivíduo é caracterizado pelas suas preferências) e também pela omissão da
problemática da afetação intrafamiliar do consumo. Estas críticas vêm justificar a necessidade
de novas conceções teóricas baseadas na família enquanto unidade coletiva de escolhas. Do
ponto de vista conceptual verificou-se uma renovação do instrumental de análise através da
teoria dos jogos, que veio permitir entender que o acesso a um rendimento próprio determina
a capacidade negocial de cada cônjuge no contexto do casamento (considerado como um «jo-
go»). A Família passa a ser encarada como uma entidade coletiva com múltiplas funções eco-
nómicas (produção, consumo, reprodução da força de trabalho, formação do capital humano e
cobertura de riscos sociais), onde se manifestam interesses diversos nem sempre em consonân-
1
Feminismo: é simultaneamente teoria crítica, ativismo social e posição política. Procura a igualdade de oportuni-
dades entre mulheres e homens e combater todas as opressões de género, defendendo os direitos humanos para
todas as pessoas. Nesse sentido sugerimos a seguinte definição: «Feminismo é a ideia radical que considera que
as mulheres são pessoas.»

© Texto ͻ Economia A – 11.o ano 35


cia. Constitui um espaço de conflitos e de cooperações, ou seja, um espaço de negociação cuja
análise se deve fazer com o recurso à teoria negocial.
A perspetiva feminista defende que o alcance desta reformulação teórica é limitado, uma
vez que prevalecem os modelos de família baseados em pressupostos tradicionais acerca dos
comportamentos dos homens e das mulheres, em que individualismo e racionalidade são con-
duzidos pela eficiência, não cabendo à Ciência Económica explicar como se formam as prefe-
rências. A Economia, ciência pretensamente positivista, não se preocupa com as normas e os
valores que determinam um contrato social entre mulheres e homens em cada sociedade, im-
plicando desiguais formas de acesso aos recursos. A Economia feminista denuncia esta postura
epistemológica e reconhece que a Família é uma instituição histórica e socialmente determi-
nada, cujas decisões económicas estão associadas a valores e normas sociais e não apenas su-
bordinadas ao princípio de maximização dos recursos. Abrem-se assim perspetivas mais
alargadas, que Amartya Sen apelidou de questões «éticas» em Economia, por contraponto às
questões de «engenharia».
A leitura feminista da Família pressupõe o reconhecimento de que a condição dos ho-
mens e das mulheres tem de se levar em linha de conta, para analisar o modo como as deci-
sões são tomadas e os recursos são hierarquizados, contabilizados e utilizados. Esta teoria
defende que, tendo em conta as determinantes sociais da capacidade de negociação de cada
elemento da família, pode entender-se claramente o carácter enviesado da negociação no
que respeita aos sexos. E acrescenta que a superação do determinismo biológico e o aban-
dono da eficiência como único referente de racionalidade individual permitem abrir perspe-
tivas alternativas à teoria tradicional, no que se refere às vantagens económicas do
casamento. O aumento da escolaridade das mulheres e o seu acesso ao trabalho remunera-
do limitam a especialização das mulheres nas tarefas domésticas e do cuidar e, assim, as
vantagens comparativas de género no casamento. O aumento dos rendimentos das mulhe-
res permite-lhes, não só, maior autonomia, como também um incremento dos rendimentos
da família, fazendo com que os homens também fiquem dependentes dos rendimentos das
mulheres e libertos da sua obrigação de ganha-pão exclusivo da família. Deste modo, a au-
tonomização de rendimento das mulheres é libertadora e emancipatória para mulheres e
homens.
Amartya Sen provou que liberalismo e eficiência de Vilfredo Pareto não podem ser assegu-
rados muitas vezes ao mesmo tempo, havendo situações em que a maximização da eficiência
implica abdicar da liberdade e da escolha individual, ficando-se perante duas preferências em
conflito. Esta situação implica a necessidade de um critério de desejabilidade, o que requer va-
loração, ou seja, a necessidade de se recorrer a referenciais éticos para legitimar a melhor es-
colha.
Este economista indiano também chama a atenção para o facto de os indivíduos constituí-
rem o resultado de identidades múltiplas associadas ao sexo, posição na família, classe social,
grupo ocupacional, entre outras, e que todas elas influenciam o modo como cada um apercebe
os seus interesses, bem-estar, obrigações, objetivos e legitimidade dos comportamentos. Des-
te modo, rejeita as teses utilitaristas ao defender que a análise da família deve ir para além dos
interesses individual e socialmente apercebidos.
Embora John Rawls tenha avançado em relação à medida utilitarista de bem-estar (que
consiste no grau de utilidade/satisfação autoavaliada), porque veio acentuar o acesso a recur-
sos, Amartya Sen atribui total prioridade à liberdade de escolha sobre o modo como se quer
viver, dadas as oportunidades de acesso. Por sua vez, Martha Nussbaum sublinha o facto de o
bem-estar social requerer a elaboração de conceitos e indicadores operacionalizáveis para fins
de política, o que a levou a elaborar uma lista de oportunidades de acesso fundamentais.

36
O pensamento feminista em Economia é plural e integra perspetivas de diversas «escolas»
de pensamento, sendo a sua principal característica a de contribuir para melhorar a situação
económica das mulheres. Coloca em ênfase várias dimensões da vida, geralmente omitidas pe-
la análise económica dominante, como, por exemplo, as questões ligadas à reprodução e à
prestação de cuidados. Ao enfatizar estas atividades no âmbito da esfera doméstica, a econo-
mia feminista fundamenta a necessidade de valorizar estas atividades e de investigar, compre-
ender e agir sobre normas e valores que se encontram na origem das desigualdades de escolha
e comando dos recursos. Pretende contribuir para transformar a Economia numa ciência que
estude, de uma forma mais realista, as condições de vida das pessoas, bem como a sua melho-
ria.

© Texto ͻ Economia A – 11.o ano 37


rgyhewruigeuriqgeruiqgheuqhuewgreuwgfewgfyuerwgug

38
6 Avaliação do processo de ensino-aprendizagem

6.1 Notas sobre o processo de ensino-aprendizagem


e a necessidade da sua avaliação
Em cada momento, professores e alunos precisam de perceber a situação de cada um face
ao processo de ensino-aprendizagem. Para os professores torna-se indispensável conhecer os
resultados do seu trabalho.
O professor precisa de respostas a questões tão diversas como: «Será que as metodologias
de trabalho que utilizo estão ajustadas aos meus alunos? E as estratégias de ensino que utilizo
motivam os alunos? Os recursos a que lanço mão são pertinentes?» Estas são questões a que o
professor tem de responder em cada momento, como forma de proceder aos ajustamentos
sempre necessários da sua prática letiva às necessidades diversificadas dos seus alunos, que se
caracterizam, sempre, por necessidades diferenciadas.
Por seu lado, os alunos precisam de saber se estão a saber estudar.
Ensinar e aprender são, pois, duas atividades intelectuais complementares que se alimen-
tam de respostas a um número infindável de interrogações e que concretizam processos con-
tinuados de avaliação. De facto, responder a estas questões é de avaliação que se trata. E, ao
longo de todo o ano letivo, o professor vai avaliando os resultados da sua atividade a partir dos
progressos dos seus alunos, lançando mão de inúmeros instrumentos e informações, de entre
os quais se destaca o tradicional, mas sempre inovador, teste escrito. De igual forma, o aluno
vai-se avaliando e autoavaliando a partir dos seus raciocínios, dos seus ensaios, das suas res-
postas e, em última análise, dos testes escritos.
O teste escrito é, assim, um dos denominadores comuns ao trabalho de professores e de
alunos, facto que justifica a atenção particular que é dada, neste Caderno de Apoio ao Profes-
sor, a esse instrumento de avaliação. Assim, e decorrente dessa necessidade de avaliação,
propomos a realização de cinco Testes de Avaliação, um por cada unidade programática, de
diferente natureza e objetivos próprios, a realizar ao longo do ano letivo. Nesse sentido, inici-
amos o processo de avaliação com um Teste de Diagnóstico, a aplicar no início do ano e que
permite situar cada aluno no quadro dos conteúdos curriculares que se irão iniciar. É um teste
muito completo e detalhado, que poderá ser realizado em duas aulas, com a respetiva análise.
Professores e alunos podem, desta maneira, ter um panorama geral de cada um e de todos re-
lativamente a uma problemática.
Para além destes testes, sugerimos três Testes Globais, um por período, que permitem tes-
tar o trabalho dos diferentes atores: «O trabalho do docente foi eficiente? A aprendizagem dos
alunos foi eficaz?» Em cada um destes testes propõe-se fazer um balanço dos conteúdos que
foram trabalhados nas aulas até ao momento da realização de cada um destes testes, incluin-
do os conteúdos do 10.o ano, de tal forma que no terceiro teste global se questionem conteú-
dos lecionados em todo o currículo da disciplina, ou seja, dos 10.o e 11.o anos.
Cada teste de avaliação ou cada teste global encontra-se programado para ser realizado
numa única aula de 90 minutos.
Finalmente, propomos um Teste-modelo de Exame, para uma duração de 120 minutos,
que permitirá perceber as aprendizagens e as dificuldades, isto é, ajudará o docente a colma-
tar possíveis falhas ou lacunas e os alunos a perceber quais as dificuldades ainda remanescen-
tes e a refletir e a encontrar os modos de as ultrapassar.
A terminar esta nossa nota, desejamos a professores e alunos sucesso na avaliação das res-
petivas atuações ao longo do ano e das ações a realizar no sentido de melhorar os respetivos
desempenhos. Este é o objetivo final desta nossa estratégia «avaliativa».
© Texto ͻ Economia A – 11.o ano 39
Teste de Diagnóstico

Nome ____________________________________________ Ano ________ Turma _______ N.o _______ Data ________

GRUPO I
As questões que se seguem são de escolha múltipla. Das quatro respostas (A a D), apenas
uma está correta. Assinala-a com X.

1. A empresa X, ao decidir empregar recursos no valor de 1000 u.m. no projeto A = 700 u.m. ou no
projeto B = 900 u.m., optou pelo projeto B.
Então, o custo de oportunidade da opção tomada foi de:
(A) 700 u.m.
(B) 900 u.m.
(C) 100 u.m.
(D) 200 u.m.

2. Quando um indivíduo fica satisfeito com a leitura de um jornal e a assistência a um debate televisivo
sobre um assunto do seu interesse, estamos perante a seguinte característica das necessidades:
(A) multiplicidade.
(B) relatividade.
(C) saciedade.
(D) substituibilidade.

3. A sociedade de consumo rege-se por princípios de natureza


(A) consumerista.
(B) consumista.
(C) racional.
(D) ambiental.

4. De acordo com o INE, a evolução da percentagem das despesas das Famílias em alimentação e bebi-
das não alcoólicas, relativamente ao total das despesas de consumo, foi a seguinte:

Anos Valores (em %)


2000 18,6
2005 15,5
2010 13,3

Então,
(A) o rendimento disponível das Famílias aumentou em 2005 e 2010, em relação a 2000.
(B) os coeficientes orçamentais relativos à alimentação e bebidas não alcoólicas aumentaram.
(C) as Famílias consumiram menos, em termos quantitativos.
(D) nenhuma das afirmações anteriores é verdadeira.

40
5. Observa o gráfico ao lado.
De acordo com o gráfico,

(A) entre 1999 e 2000, a taxa de desemprego Taxa de desemprego e


de longa duração baixou. desemprego de longa duração
(B) entre 2008 e 2009, a taxa de desemprego
de longa duração aumentou.
(C) entre 2010 e 2011, a taxa de desemprego
baixou.
o
(D) no 1. semestre de 2013, a taxa de desem-
prego e a taxa de desemprego de longa
duração, em % do desemprego total, au-
mentaram relativamente ao ano de 2012.

Fonte: Boletim de Outono,


Banco de Portugal, 2013

o
6. Segundo o INE, no 3. trimestre de 2013, registaram-se os seguintes valores, relativos à população
(em milhares):
ͻ População total (com 15 e mais anos) = 8943,9
ͻ População ativa = 5392,2
ͻ População empregada = 4553,6
Então,
(A) a população desempregada foi de 4390,3 milhares de indivíduos.
(B) a população inativa (com 15 ou mais anos) foi de 838,6 milhares.
(C) a taxa de desemprego foi de 15,55%.
(D) todas as afirmações anteriores são falsas.

7. A empresa X apresentou os seguintes valores, relativos à sua produção.

o
N. de trabalhadores Produção (unidades do bem A)
100 1000
105 1050
110 1100

De acordo com o quadro apresentado, pode-se afirmar que a empresa X


(A) aumentou a sua produtividade média quando empregou 105 trabalhadores.
(B) aumentou a sua produtividade média quando empregou 110 trabalhadores.
(C) apresentou produtividades marginais crescentes.
(D) tem mantido a produtividade média constante.

Editável e fotocopiável © Texto ͻ Economia A – 11.o ano 41


18. Quando o preço de um bem aumenta, mantendo-se tudo o resto constante, verifica-se
(A) uma deslocação ao longo da curva da procura, para baixo do ponto de equilíbrio inicial.
(B) uma deslocação ao longo da curva da procura, para cima do ponto de equilíbrio inicial.
(C) uma deslocação da curva da procura para a direita da curva inicial.
(D) uma deslocação da curva da procura para a esquerda da curva inicial.

19. No mercado do bem Z, a curva da oferta deslocou-se para a esquerda relativamente à posição inicial.
Mantendo-se tudo o resto contante, esta situação ficou a dever-se a
(A) uma diminuição do preço do bem Z.
(B) um aumento do preço do bem Z.
(C) um aumento de produtividade na produção do bem Z.
(D) um aumento dos salários dos trabalhadores que produzem o bem Z.

10. Identifica a situação justificativa da deslocação da curva da oferta do


bem A para O´.
(A) O governo decidiu aumentar os impostos às empresas.
(B) Aumentou o preço da energia utilizada na produção do bem A.
(C) Novas tecnologias são introduzidas na produção do bem A.
(D) O preço do bem A aumentou.

GRUPO II
11. De acordo com os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), a taxa de variação homóloga do
índice de preços no consumidor (IPC), no mês de janeiro de 2011, situou-se nos 3,6% contra 0,2%,
em janeiro de 2010. O aumento do IVA, a subida dos preços de serviços públicos e dos combustíveis
foram os principais responsáveis pela subida da taxa de inflação.
A contrariar esta tendência de subida, verificaram-se descidas dos preços de alguns bens em termos
homólogos, que refletem a quebra do consumo e o início dos saldos no mês de janeiro.

Variação homóloga dos preços de alguns bens e serviços (janeiro 2010 / janeiro 2011), em %

Bens e serviços Variação homóloga (em %)

Combustíveis líquidos 27,6

Saneamento básico 21,8

Gás 16,6

Fruta 17,3

Transportes rodoviários 15,3

Produtos farmacêuticos 14,9

Equipamento fotográfico –12,9

Telemóveis –9,2

Vestuário –7,1

Fonte: INE, fevereiro de 2011

42
1.1 Explicita o significado da taxa de variação homóloga do IPC em janeiro de 2011.
1.2 Apresenta uma noção de inflação.
1.3 Identifica dois bens ou serviços cujos preços mais subiram no período considerado e dois bens ou
serviços que tenham registado menor crescimento dos preços.
1.4 Justifica os valores apresentados para os últimos bens apresentados no quadro.

2. Lê o seguinte texto.
«O Banco de Portugal (BdP) prevê, para 2014, um crescimento de 0,3% no consumo privado, apesar
da descida prevista de 0,3% no rendimento disponível. Para tal previsão, a instituição aponta como fa-
tores explicativos a previsão do aumento do emprego (0,5%) e a subida dos níveis de confiança dos
consumidores.
Segundo o BdP, os portugueses estão disponíveis para gastar maior percentagem do seu rendimento
disponível, devendo a taxa de poupança passar dos 12,2% em 2013 para 11,6% em 2014.»
Boletim Económico de Inverno, Banco de Portugal, dezembro de 2013

2.1 Explicita a relação entre rendimento disponível, consumo e poupança.


2.2 Como explicas a previsão de aumento do consumo das Famílias, considerando o valor previsto pelo
BdP para o rendimento disponível?
2.3 Interpreta o valor da taxa de poupança em 2013.

3. Entre 1980 e 2009, o Estado português realizou importantes investimentos em infraestruturas (estra-
das, pontes, portos, aeroportos, metropolitano, transporte e distribuição de gás natural, produção e
distribuição de eletricidade, energias alternativas, tratamento de águas residuais, hospitais, escolas,
comunicações, etc.). Os efeitos desses investimentos no crescimento da economia (procura, produto,
receitas fiscais, entre outros) fazem-se sentir não só a curto prazo, mas, essencialmente, a médio e
longo prazo, não sendo, assim, imediatamente percecionados pela sociedade.

Para a concretização destes investimentos foram utilizados recursos públicos e fundos comunitários e
contraíram-se empréstimos.

Investimentos públicos em infraestruturas (investimento médio),


entre 1980 e 2009, em % do PIB

Total dos investimentos 3,96


(a)
Transporte 1,76
(b)
Infraestruturas básicas 0,93

Comunicações 0,72

Educação 0,33

Saúde 0,21

(a)
Rodoviário, ferroviário e metropolitano
(b)
Refinarias; Transporte, armazenagem e distribuição de gás natural; Produção e
distribuição de eletricidade; Abastecimento de água e tratamento de águas
residuais.

Fonte: Pereira, A.M. Os investimentos Públicos em Portugal,


Fundação Francisco Manuel dos Santos

Editável e fotocopiável © Texto ͻ Economia A – 11.o ano 43


3.1 Apresenta uma noção de investimento.
3.2 Distingue investimento público de investimento privado.
3.3 Identifica as fontes de financiamento dos investimentos realizados.
3.4 Explica a importância do investimento em infraestruturas para a economia do país, tendo em consi-
deração o texto e os dados fornecidos.
3.5 Indica os dois tipos de infraestruturas mais representativos do investimento público realizado no pe-
ríodo considerado.

GRUPO III
1. Observa o quadro e o gráfico que se seguem.

o
Variação do PIB entre o 1. trimestre de 2008
o
e o 1. trimestre de 2013, em %
Repartição dos desempregados na Zona
País/Região Taxa de variação (em %)
Euro em julho de 2013, em % do total
Eslováquia –6,9 (19,4 milhões de desempregados)
Alemanha –1,6
Bélgica –0,4
França –0,8
UE-28 –2,7
Zona Euro a 17 –3,2
Países Baixos –4,1
Espanha –7,4
Irlanda –8,3
Portugal –8,4
Itália –8,6
Grécia –23,9 Fonte: Eurostat

1.1 Apresenta uma noção de repartição funcional dos rendimentos.


1.2 Interpreta, a partir do gráfico, o valor relativo ao número de desempregados de Portugal, em
julho de 2013, no contexto dos países da Zona Euro.
o
1.3 Interpreta, a partir do quadro, o valor relativo à variação do PIB de Portugal, entre o 1. trimestre
o
de 2008 e o 1. trimestre de 2013, no contexto dos países da Zona Euro e da União Europeia a 28.
1.4 Relaciona o valor do desemprego com as taxas de variação do PIB, tendo em conta o gráfico e o
quadro.
1.5 Explica, a partir do gráfico e do quadro, em que medida o Estado poderá agir na redistribuição dos
rendimentos através de políticas fiscais e sociais.

44
Teste de Avaliação da Unidade 8
Os agentes económicos e o circuito económico

Nome ____________________________________________ Ano ________ Turma _______ N.o _______ Data ________

GRUPO I
As questões que se seguem são de escolha múltipla. Das quatro respostas (A a D), apenas
uma está correta. Assinala-a com X.

1. Os agentes económicos distinguem-se


(A) pelas suas atividades profissionais.
(B) pelas suas funções profissionais.
(C) pelos seus recursos e empregos.
(D) pelas suas funções económicas principais.

2. Poupar e fazer depósitos bancários são funções, respetivamente, do(s) agente(s) económico(s)
(A) Empresas Não Financeiras e Instituições Financeiras.
(B) Instituições Financeiras e Famílias.
(C) Famílias.
(D) Administrações Públicas e Instituições Financeiras.

3. O pagamento de impostos e a atribuição do subsídio de desemprego correspondem a fluxos monetá-


rios estabelecidos entre os agentes económicos
(A) Famílias e Empresas.
(B) Famílias e Administrações Públicas.
(C) Famílias e Instituições Financeiras.
(D) Empresas e Administrações Públicas.

4. De acordo com os valores da tabela anexa, as Famílias apresentam


(A) equilíbrio entre empregos e recursos.
(B) capacidade de financiamento.
(C) necessidade de financiamento.
(D) Nenhuma das respostas anteriores está correta.

Famílias… Valores (em u.m.)

… recebem das Empresas 100

… recebem das Administrações Públicas 060

… pagam impostos e contribuições às


050
Administrações Públicas

… fazem compras às Empresas 120

Editável e fotocopiável © Texto ͻ Economia A – 11.o ano 45


5. Observa o seguinte esquema.

Compras = 1000 u.m.


FAMÍLIAS EMPRESAS
Ordenados = 800 u.m.

Impostos = 800 u.m. Impostos = 300 u.m.


ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA
Vencimentos + Subsídios = 1000 u.m. Compras = 100 u.m.

De acordo com o esquema acima,


(A) os empregos e os recursos de cada agente económico estão equilibrados.
(B) os recursos das Famílias são superiores aos seus empregos.
(C) os recursos das Empresas são inferiores aos seus empregos.
(D) os recursos da Administração Pública são superiores aos recursos das Famílias.

GRUPO II
1. Lê o seguinte texto.
«De acordo com as Contas Nacionais Trimestrais divulgadas pelo INE, as atuais estimativas apontam
para uma contração do PIB de 1,6%, em 2013, refletindo uma menor queda do que em 2012.
Assim, em 2013, o consumo privado deverá diminuir 2,2%, o consumo público, devido ao processo de
consolidação orçamental, deverá implicar uma redução de 2,0% e o investimento uma diminuição de
8,4%.
Por outro lado, a procura externa (exportações) terá efeitos positivos, refletindo-se num aumento de
5,8%, efeito parcialmente anulado por um aumento das importações de 2,0%.»
Boletim de Outono, Banco de Portugal, 2013

1.1 Identifica os agentes económicos implícitos no texto.


1.2 Indica as principais funções dos agentes económicos referenciados, retirando do texto as expres-
sões convenientes relativas à execução dessas funções.
1.3 Classifica as operações económicas: «consumir» e «investir».
1.4 Explica o efeito do comportamento económico destacado no texto.

46
GRUPO III
1. Entre os agentes económicos Famílias, Empresas e Administrações Públicas estabeleceram-se os seguin-
tes fluxos monetários.

Tipos de fluxos Valor dos fluxos (u.m.)

Salários recebidos pelas Famílias 10 000


Vencimentos recebidos pelas Famílias 14 000
Subsídios recebidos pelas Famílias 13 000
Compras das Famílias 10 000
Contribuições para a Segurança Social feitas pelas Famílias 12 000
Impostos pagos pelas Famílias 15 000
Impostos pagos pelas Empresas 13 000
Contribuições para a Segurança Social feitas pelas Empresas 12 500
Compras das Administrações Públicas 15 500

1.1 Representa, num circuito económico, os fluxos monetários indicados.


1.2 Demonstra, através de um sistema de contas, a igualdade empregos-recursos em cada agente eco-
nómico considerado.
1.3 Retira, do exercício, um exemplo de uma operação de repartição do rendimento.

Editável e fotocopiável © Texto ͻ Economia A – 11.o ano 47


Teste de Avaliação da Unidade 9
A Contabilidade Nacional

Nome ____________________________________________ Ano ________ Turma _______ N.o _______ Data ________

GRUPO I
As questões que se seguem são de escolha múltipla. Das quatro respostas (A a D), apenas
uma está correta. Assinala-a com X.

1. Na ótica da Contabilidade Nacional, são considerados residentes


(A) os indivíduos nacionais e estrangeiros que exerçam uma atividade económica no território eco-
nómica há mais de um ano.
(B) os indivíduos que exercem uma atividade económica numa embaixada no estrangeiro.
(C) os indivíduos que trabalham numa plataforma de extração de petróleo nacional em águas territo-
riais estrangeiras.
(D) todos os indivíduos referidos nas opções anteriores.

2. Se o valor do produto interno bruto for 15 000 u.m. e o do produto nacional líquido for 14 000 u.m.,
então
(A) o saldo dos rendimentos com o Resto do Mundo é de 1000 u.m.
(B) o consumo de capital fixo é de 1000 u.m.
(C) o saldo dos rendimentos com o Resto do Mundo adicionado do consumo de capital fixo é de
+1000 u.m.
(D) o saldo dos rendimentos com o Resto do Mundo adicionado do consumo de capital fixo é de
–1000 u.m.

3. Observa a seguinte tabela, referente a uma economia constituída pelas empresas A, B e C.

Empresas Consumos intermédios Produção

A 100 300
B 300 550
C 200 350

De acordo com os valores da tabela, o valor do PIB é de:


(A) 1200 u.m.
(B) 500 u.m.
(C) 600 u.m.
(D) 1800 u.m.

48
4. Observa os valores do quadro seguinte.

Rendimento disponível 150 000 u.m.


Rendimentos do trabalho 95 000 u.m.
Rendimentos de empresa e propriedade 40 000 u.m.
Transferências internas e externas 40 000 u.m.
Contribuições Sociais 10 000 u.m.

Então, o valor dos impostos diretos é de:


(A) 185 000 u.m. (C) 50 000 u.m.
(B) 35 000 u.m. (D) 15 000 u.m.

5. Numa economia registaram-se os seguintes valores:

Despesa interna 500 000 u.m.


Procura interna 400 000 u.m.
Exportações 150 000 u.m.

Então, a taxa de cobertura das importações pelas exportações é:


(A) superior a 100%. (C) positiva.
(B) negativa. (D) inferior a 100%.

GRUPO II
1. Analisa o seguinte gráfico.
Capacidade (+) / necessidade (–) de financiamento da economia, em % do PIB

Fonte: Contas Nacionais, INE, outubro de 2013

Editável e fotocopiável © Texto ͻ Economia A – 11.o ano 49


1.1 Identifica os setores institucionais do gráfico da página anterior.
1.2 Explicita as suas principais funções e recursos.
1.3 Apresenta as principais conclusões sobre a evolução da capacidade/necessidade de financiamento
do total da economia portuguesa, entre 2008 e 2012, referindo os setores que, para tal, mais te-
nham contribuído.

GRUPO III
1. Analisa os Documentos 1, 2 e 3 relativos à economia portuguesa, no ano de 2013, e responde às ques-
tões que se seguem.

Documento 1
«O consumo privado deverá diminuir 2,2 por cento em 2013, após uma queda de 5,4 por cento em
2012, estimando-se uma redução acumulada de cerca de 11 por cento no período 2011-2013. A diminu-
ição do consumo privado traduz uma redução significativa do rendimento disponível real, que reflete o
impacto de medidas de consolidação orçamental, nomeadamente ao nível da tribulação direta, bem co-
mo a redução do rendimento do trabalho, num contexto de queda acentuada do emprego e de manuten-
ção da moderação salarial.
Boletim de Outono, Banco de Portugal, 2013

Documento 2

Taxa de variação real (em %)


PIB e principais
componentes da despesa Pesos (a)
2011 2012 2013
2012
PIB 100,0 –1,3 –3,2 –1,6

Consumo privado 164,0 –3,3 –5,4 –2,2

Consumo publico 120,3 –5,1 –4,8 –2,0

Formação bruta de capital fixo 116,0 –10,5 –14,3 –8,4

Procura interna 100,8 –5,1 –6,6 –3,0

Exportações 137,2 6,9 3,2 5,8

Importações 138,0 –5,3 –6,6 2,0

Contributos para a taxa de variação do PIB (em p.p.)

Procura interna –5,6 –6,9 –3,1

da qual: Variação de existências –0,2 0,2 0,1

Procura externa líquida 4,4 3,7 1,4


(a)
Estimativa
Fonte: Boletim de Outono, Banco de Portugal, 2013

50
Documento 3

Decomposição da variação real


do consumo privado (contributo em p.p.)

Fonte: INE e cálculos do Banco de Portugal


in Boletim de Outono, Banco de Portugal, 2013

1.1 Ao analisar a variação da despesa interna, verifica-se que cada uma das suas componentes tem
efeitos e variações diferentes.
1.1.1 Justifica a importância de cada uma das componentes da despesa interna para a economia
portuguesa.
1.1.2 Explicita a causa para a contração do consumo privado.
1.1.3 Explica a influência da contração do consumo privado no PIB.
1.1.4 Expõe duas das consequências da diminuição do investimento.

1.2 Analisa a evolução das componentes do consumo privado, entre 2007 e 2013, procurando justifi-
car o comportamento observado.

1.3 Escreve a expressão que te permite calcular o rendimento disponível dos particulares.

Editável e fotocopiável © Texto ͻ Economia A – 11.o ano 51


Teste de Avaliação da Unidade 10
Relações económicas com o Resto do Mundo

Nome ____________________________________________ Ano ________ Turma _______ N.o _______ Data ________

GRUPO I
As questões que se seguem são de escolha múltipla. Das quatro respostas (A a D), apenas
uma está correta. Assinala-a com X.

1. O país A registou os seguintes valores referentes à troca de bens com o Resto do Mundo.

Exportações Importações

75 000 u.m. 100 000 u.m.

Então, o valor da taxa de cobertura é de


(A) –25 000 u.m.
(B) +25 000 u.m.
(C) 130%
(D) 75%

2. As vendas de petróleo refinado em Portugal para os países da UE registam-se na


(A) Balança Corrente.
(B) Balança de Serviços.
(C) Balança de Capital.
(D) Balança Financeira.

3. As trocas de bens, serviços e capitais entre o país X e o Resto do Mundo constam na tabela seguinte.

Rubricas Saldos (em u.m.)

Balança de Bens –8 000

Balança de Serviços +10 000

Balança de Rendimentos –5 000

Balança de Transferências +4 000

Balança Financeira –2 000

52
Então,
(A) o saldo da Balança de Bens e Serviços é de –2000 u.m.
(B) o saldo da Balança Corrente é de –3 mil u.m.
(C) o saldo da Balança de Capital é de 1000 u.m.
(D) a economia do país é atrativa para o investimento estrangeiro.

4. Observa a seguinte tabela.

Rubricas Valores (em u.m.)

Balança Corrente –1 800

Balança de Capital +4 000

Receitas orçamentais 185 000

Despesas orçamentais 180 000

De acordo com os valores da tabela acima, a economia


(A) tem necessidade de financiamento.
(B) tem capacidade de financiamento.
(C) tem um elevado défice orçamental.
(D) Nenhuma das respostas anteriores está correta.

5. Observa os valores da tabela seguinte, representativa dos custos de produção dos bens A e B nos paí-
ses X e Y.

Custo de produção, em horas de trabalho

Uma unidade Uma unidade


País
do bem A do bem B

X 5 10

Y 6 14

Segundo os valores apresentados,


(A) o país X deverá especializar-se na produção do bem A.
(B) o país Y deverá especializar-se na produção do bem A.
(C) o país X deverá especializar-se na produção do bem B.
(D) o país Y não deverá especializar-se em nenhum dos bens.

Editável e fotocopiável © Texto ͻ Economia A – 11.o ano 53


GRUPO II
1. Analisa os seguintes gráficos e tabela, relativos ao comércio externo de Portugal.

Peso do comércio intra e extracomunitário Geografia do comércio internacional de bens


em Portugal, entre 1996 e 2010 e de serviços de Portugal, entre 1996 e 2010

Fonte: Augusto Mateus (coord.), 25 Anos de Portugal Europeu,


Fundação Francisco Manuel dos Santos, 2013

Taxa de variação real do PIB, em %, entre 2010 e 2013

Países 2010 2011 2012 2013

Área do euro 1,9 1,5 –0,5 –0,6

Alemanha 4,0 3,1 0,9 0,4

França 1,6 1,7 0,0 –0,3

Itália 1,7 0,5 –2,4 –1,8

Espanha –0,3 0,4 –1,4 –1,7

Reino Unido 1,8 1,0 0,3 0,8

Angola 4,0 5,0 8,0 5,1

Fonte: Boletim de Outono, Banco de Portugal e Banco Mundial

1.1 Analisa as principais alterações na geografia do comércio externo de Portugal, no período consi-
derado.

1.2 Justifica as alterações indicadas, com base nos documentos disponibilizados.

54
GRUPO III

1. Lê o seguinte texto, retirado das conclusões do Relatório sobre o Comércio Mundial, em 2013, por sua
vez elaborado pela Organização Mundial do Comércio (OMC).

«A posição dos países no comércio internacional altera-se permanentemente – surgindo sistematica-


mente novos atores. A China é o caso de sucesso mais notável da história recente. Em algumas déca-
das, subiu ao primeiro lugar como exportador de mercadorias. No entanto, devido ao envelhecimento e
diminuição da sua população, a China irá perder, nas próximas décadas, a principal fonte do seu dina-
mismo. Ao mesmo tempo, a acumulação rápida de capital e a modernização tecnológica do país podem
fazer deslocar a sua vantagem comparativa para outras exportações mais intensivas em capital e com
maior valor acrescentado.»
OMC, 2013

1.1 Existem várias políticas sobre o comércio internacional. O livre cambismo é uma delas.
1.1.1 Explicita os objetivos da referida política.
1.1.2 Distingue o livre cambismo do protecionismo.

1.2 O texto refere que a China irá deslocar a sua vantagem comparativa.
1.2.1 Expõe a teoria das vantagens comparativas, apresentando um argumento a favor e outro contra.
1.2.2 Justifica que a modernização tecnológica pode ser um fator de competitividade.
1.2.3 Apresenta a ideia central do texto.

Editável e fotocopiável © Texto ͻ Economia A – 11.o ano 55


Teste de Avaliação da Unidade 11
A intervenção do Estado na economia

Nome ____________________________________________ Ano ________ Turma _______ N.o _______ Data ________

GRUPO I
As questões que se seguem são de escolha múltipla. Das quatro respostas (A a D), apenas
uma está correta. Assinala-a com X.

1. Constituem exemplos de funções não jurídicas dos Estados as funções


(A) legislativa e política.
(B) legislativa e económica.
(C) política e social.
(D) política e judicial.

2. As externalidades negativas são exemplos de falhas de mercado. A afirmação é


(A) verdadeira, porque as externalidades negativas são efeitos nocivos de uma atividade económica,
que não são previstos pelo mercado.
(B) falsa, porque as externalidades negativas têm impactos nocivos sobre a atividade económica e
originam desemprego.
(C) verdadeira, porque as externalidades negativas originam a concentração do capital e a formação
de oligopólios e monopólios.
(D) falsa, porque as externalidades negativas promovem a eficiência, a equidade e a estabilidade eco-
nómica.

3. O IRS aplicado pelo Estado é um exemplo de


(A) um imposto extraordinário.
(B) um imposto especial.
(C) um imposto direto.
(D) um imposto indireto.

4. Os vencimentos dos funcionários públicos constituem uma


(A) despesa de consumo.
(B) despesa corrente.
(C) despesa extraordinária.
(D) despesa de capital.

5. Uma das finalidades das políticas de redistribuição dos rendimentos é reduzir as assimetrias sociais. A
afirmação é
(A) falsa, porque a sua finalidade é dinamizar a economia e promover o investimento e o emprego.
(B) verdadeira, porque, ao articular as políticas fiscais e sociais, o Estado reduz as desigualdades soci-
ais.
(C) verdadeira, porque é uma política conjuntural, de curto prazo, dos Estados intervencionistas.
(D) falsa, porque o Estado intervém na economia para garantir a estabilidade e a eficiência.

56
GRUPO II

1. Identifica, no quadro seguinte, receitas coativas e receitas patrimoniais.

Receita da Administração Central,


entre janeiro e novembro de 2013

Execução acumulada
Natureza da receita
(milhões de euros)

Receita Fiscal 32 573,2


Impostos diretos 14 439,3
Impostos indiretos 18 133,9

Contribuições para CGA e ADSE 4 531,3

Receita não fiscal 8 881,9


Taxas, multas e outras penalidades 2 159,6
Rendimentos de propriedade 1 160,5
Vendas de bens e serviços 1 434,8
Transferências da União Europeia 1 366,5
Outras receitas 2 760,4

Receita efetiva 45 986,4

Fonte: Direção-Geral do Orçamento

2. Explica de que forma é que o Estado pode reduzir as desigualdades sociais através dos impostos.

3. Apresenta dois exemplos para cada um dos dois tipos de impostos referidos no quadro.

4. Interpreta o peso dos impostos indiretos no total da receita fiscal, a partir do quadro, tendo em conta
o carácter regressivo desses impostos.

5. Lê o seguinte texto.
«No período de janeiro a novembro, a receita fiscal do Estado aumentou 9,2 por cento em relação ao
período homólogo de 2012. Este crescimento foi mais acentuado do que o observado até outubro
(8,4 por cento), devido ao comportamento da coleta quer dos impostos diretos, quer dos impostos
indiretos.»
Indicadores de Conjuntura, Banco de Portugal, janeiro de 2014

Explicita o conteúdo do texto, tendo em conta o facto de Portugal estar a implementar políticas or-
çamentais restritivas.

Editável e fotocopiável © Texto ͻ Economia A – 11.o ano 57


Teste de Avaliação da Unidade 12
A economia portuguesa no contexto da União Europeia

Nome ____________________________________________ Ano ________ Turma _______ N.o _______ Data ________

GRUPO I
As questões que se seguem são de escolha múltipla. Das quatro respostas (A a D), apenas
uma está correta. Assinala-a com X.

1. A atual União Europeia é o resultado de um processo de integração que


(A) começou com a constituição de uma união aduaneira formada por doze países.
(B) se foi aprofundando com a adoção de formas crescentes de integração económica.
(C) se iniciou com a constituição de um mercado comum, abrangendo nove países.
(D) originou uma união económica, com uma moeda única, envolvendo vinte e oito países.

2. As políticas europeias são todas políticas comuns. A afirmação é


(A) verdadeira, pois todas essas políticas são decididas e executadas pelas instituições europeias.
(B) falsa, pois são os Estados-Membros, através dos seus órgãos de soberania, que decidem as políti-
cas económicas a aplicar nos seus países.
(C) verdadeira, pois, numa união económica, os Estados-Membros não possuem soberania para deci-
dir sobre as políticas europeias.
(D) falsa, pois apenas algumas políticas europeias são políticas comuns.

3. Os países da coesão são


(A) os países que entraram recentemente na União Europeia.
(B) os países da União Europeia cujo PIB per capita é inferior a 75% da média europeia.
(C) os países da União cujo RNB/habitante é inferior a 90% da média europeia.
(D) os países mais pobres da Área do Euro.

4. O orçamento da União Europeia baseia-se no princípio da solidariedade financeira. A afirmação é


(A) verdadeira, pois, em termos absolutos, os países mais ricos contribuem mais para o orçamento.
(B) falsa, pois todos os países contribuem com a mesma percentagem do seu RNB para o orçamento.
(C) verdadeira, pois os países mais pobres da UE contribuem com uma menor percentagem do seu
RNB para o orçamento da UE.
(D) falsa, pois os países mais pobres da UE não têm de contribuir para as receitas do orçamento.

58
5. Uma das finalidades dos fundos europeus é a convergência real entre os países da União. A afirmação é
(A) falsa, porque a finalidade dos fundos é apoiar o desenvolvimento dos países.
(B) verdadeira, porque, ao apoiar o financiamento de projetos de desenvolvimento nos países mais
pobres, os fundos contribuem para a sua aproximação aos padrões de vida dos países mais ricos.
(C) verdadeira, porque os países recebedores dos fundos são os que apresentam melhores desempe-
nhos económicos.
(D) falsa, porque o processo de convergência real é independente do contributo dos fundos europeus.

GRUPO II
1. A convergência das economias dos países da UE constitui uma condição para alcançar a coesão eco-
nómica e social no espaço europeu. O PIB per capita de um país está relacionado com o seu nível de
produtividade e ambos os indicadores permitem avaliar o nível de convergência real entre as econo-
mias.
Considera a seguinte tabela.
PIB per capita em paridades de poder de compra (PPS), em 2003 e 2012
(a)
Países 2003 2012

UE-27 100 100


Alemanha 116 125
Áustria 128 131
Eslováquia 184 182
Grécia 193 175
Holanda 130 129
Portugal 180 175
Roménia 131 149

(a)
Os valores refletem a crise económica, em particular em Portugal e na Grécia, países
sob assistência financeira.
Fonte: Eurostat, junho de 2013

Produtividade por hora trabalhada, em euros

Países 2000 2012

UE-27 28,0 32,2


Alemanha 37,3 42,5
Áustria 33,5 39,1
Eslováquia 8,2 12,9
Grécia 17,6 20,3
Holanda 41,3 45,9
Portugal 15,0 16,9
Roménia 3,0 15,0

Fonte: Pordata, novembro de 2013

Editável e fotocopiável © Texto ͻ Economia A – 11.o ano 59


Tendo por referência os valores apresentados na página anterior:
1.1 Explica a relação entre os desempenhos do PIB per capita e da produtividade dos países.
1.2 Conclui acerca do nível de convergência registado entre os países.
1.3 Explica a importância dos fundos europeus para a coesão económica e social.

2. O mercado único constitui uma das realizações do processo de integração económica europeia.
Explicita o conceito de mercado único.

GRUPO III
1. Lê o texto e analisa o quadro e o gráfico que se seguem.

«A procura interna registou, em 2012, uma contração muito significativa e generalizada a todas as suas
componentes. Tal como em 2011, as exportações mantiveram-se como a única componente da procura
agregada (global) que registou um aumento, embora a um ritmo mais lento em 2012, num contexto de
perda de dinamismo da atividade económica nos principais parceiros comerciais, com destaque para as
economias da Área do Euro. A contração da procura interna, mais intensa do que a do ano transato, e o
abrandamento das exportações implicaram uma queda das importações mais forte do que no ano ante-
rior. (Quadro 1).
A evolução da atividade económica em Portugal mostra na maior parte do período em análise (1999-
2012), comparativamente à Área do Euro, um diferencial negativo, mais acentuado nos últimos anos
(Gráfico 1).»
Relatório do Banco de Portugal, 2012 (adaptado)

Quadro 1: PIB e principais componentes da despesa


– taxa de variação real, em %

PIB e principais componentes da despesa 2011 2012

PIB –1,6 –3,2


Procura interna –5,8 –6,8
Consumo privado –3,8 –5,6
Consumo público –4,3 –4,4
Investimento –13,8 –13,7
Exportações 7,2 3,3
Importações –5,9 –6,9

Fonte: Relatório do Banco de Portugal, 2012

60
Gráfico 1: Crescimento do PIB em Portugal e na Área do Euro
– taxa de variação real, em %

Fonte: Relatório do Banco de Portugal, 2012

Analisa a evolução do PIB em Portugal, de acordo com os seguintes aspetos:


ͻ comportamento das componentes da procura interna, das exportações e das importações em 2011
e 2012;
ͻ diferencial de crescimento da atividade económica em Portugal e na Área do Euro, entre 1999 e
2012.

2. Considera os valores do seguinte quadro.

Quadro 2: Variação anual dos salários e inflação


em Portugal, em %

Variáveis 1961 2010

Salários nominais 7,8 2,7

Inflação 1,7 1,1

Salários reais 6,1 1,6

Fonte: AMECO

Analisa a evolução registada e retira conclusões.

Editável e fotocopiável © Texto ͻ Economia A – 11.o ano 61


Teste Global 1
Final do 1.o período

Nome ___________________________________________ Ano ________ Turma _______ N.o _______ Data _______

GRUPO I
As questões que se seguem são de escolha múltipla. Das quatro respostas (A a D), apenas
uma está correta. Assinala-a com X.

1. Quando o tempo é limitado e as tarefas profissionais a desenvolver excedem esse período, verifica-se
(A) um problema profissional.
(B) um problema de gestão do tempo.
(C) um problema pessoal.
(D) um problema económico.

2. Em 2010, o rendimento disponível dos portugueses era de 126 786 milhões de euros e o coeficiente
orçamental relativo à alimentação era de 13,3. Em 2011 e 2012, o rendimento disponível diminuiu,
respetivamente de –3,8% e –5,6%. Então, mantendo-se tudo o resto constante, o coeficiente orça-
mental relativo à alimentação em 2012
(A) aumentou.
(B) diminuiu proporcionalmente.
(C) aumentou proporcionalmente.
(D) manteve-se constante.

3. As preocupações com os direitos dos cidadãos têm originado movimentos defensores dos consumidores.
Esses movimentos têm a designação de
(A) consumistas.
(B) consumeristas.
(C) ecologistas.
(D) ambientais.

4. Observa a tabela seguinte.

Trabalhadores Produção em janeiro do ano t Produção em dezembro do ano t

100 5000 unidades 5500 unidades

120 6000 unidades 6600 unidades

De acordo com os valores da tabela,


(A) a produtividade aumentou quando se empregaram mais 20 trabalhadores.
(B) a produtividade média em janeiro do ano t foi de 50 unidades por trabalhador.
(C) a produtividade marginal aumentou em dezembro do ano t.
(D) a produtividade marginal aumentou com o aumento de produção.

62
5. Verificam-se economias de escala quando, mantendo-se tudo o resto constante,
(A) os custos totais diminuem.
(B) os custos variáveis diminuem.
(C) os custos totais médios diminuem.
(D) os custos fixos se alteram.

6. As poupanças originam fluxos monetários, que se estabelecem entre determinados agentes económi-
cos e são
(A) empregos para as Instituições Financeiras.
(B) recursos para as Administrações Públicas.
(C) recursos para as Empresas.
(D) recursos para as Instituições Financeiras.

7. Observe a seguinte tabela, relativa à economia do país X.

Rubricas Valores (em u.m.)

Remunerações do trabalho 80 000

Rendimentos de empresa e propriedade 30 000

Transferências correntes internas e externas 35 000

Impostos diretos 10 000

Contribuições sociais 25 000

Sabendo que a poupança dos particulares foi de 10 000 u.m., então


(A) o consumo dos particulares foi de 110 000 u.m.
(B) o rendimento disponível dos particulares foi de 145 000 u.m.
(C) a taxa de poupança, em % do rendimento disponível, foi de 9,09%.
(D) o consumo dos particulares foi de 145 000 u.m.

8. Sabendo que o PIB de um país foi de 180 000 u.m. e o saldo dos rendimentos com o Resto do Mundo
de –5000 u.m., então
(A) a despesa interna é de 180 000 u.m.
(B) a despesa nacional é de 185 000 u.m.
(C) a despesa interna é de 175 000 u.m.
(D) a despesa nacional é de 180 000 u.m.

9. O governo do país X implementou uma política protecionista nas suas relações comerciais com o Resto
do Mundo. Então.
(A) aboliu as barreiras alfandegárias.
(B) fixou contingentes para certos bens.
(C) liberalizou as taxas aduaneiras sobre determinados bens, fundamentais para a sua economia.
(D) alargou a pauta de bens não sujeitos a tributação.

Editável e fotocopiável © Texto ͻ Economia A – 11.o ano 63


10. Observa a tabela seguinte.

Rubricas Saldos (em u.m.)

Balança de Bens –100 000

Balança de Serviços +120 000

Balança de Rendimentos –20 000

Balança de Transferências +4 000

Balança de Capital +6 000

De acordo com os valores da tabela,


(A) o saldo da Balança Corrente é de 10 000 u.m.
(B) o saldo da Balança Financeira é de 10 000 u.m.
(C) o saldo da Balança de Pagamentos é de 10 000 u.m.
(D) a economia tem capacidade de financiamento.

GRUPO II
1. Observa os Documentos 1 e 2, relativos à economia portuguesa, e responde às questões que se seguem.

Documento 1
«No conjunto do primeiro semestre de 2013, acentuou-se a redução da população total e da população
ativa observada ao longo de 2012. A queda da população ativa de 2,0 por centro, em termos homólo-
gos, na primeira metade do ano é muito significativa em termos históricos. Em particular, verificou-se
uma queda acentuada da população ativa no grupo etário até 35 anos, que deverá estar associada à di-
nâmica recente dos fluxos migratórios. A emigração de indivíduos jovens, tipicamente com capital hu-
mano superior à média, é um traço adverso do atual processo de ajustamento da economia portuguesa,
constituindo um importante fator limitativo do potencial de crescimento.»

Boletim Económico de Outono, Banco de Portugal, 2013

Documento 2
Evolução da taxa de desemprego de indivíduos portadores
de habilitações superiores, em %

Fonte: Pordata, dezembro de 2013

64
1.1 Escreve a expressão que te permite calcular a taxa de desemprego, a partir da taxa de atividade e
do número de desempregados.
1.2 Apresenta as principais conclusões retiradas dos Documentos 1 e 2.
1.3 Explicita as consequências sobre o crescimento da economia portuguesa decorrentes da evolução
evidenciada nos documentos apresentados.

GRUPO III
1. Observa o seguinte gráfico, relativo à economia portuguesa em 2012.

Distribuição do VAB por ramo de atividade, em %

Fonte: Contas Nacionais, INE

1.1 Classifica cada uma das atividades apresentadas no gráfico, de acordo com o setor de atividade
económica a que pertencem.
1.2 Calcula a estrutura setorial da economia portuguesa e classifica-a quanto ao tipo de setor dominante.
1.3 Sabendo que o somatório dos VAB, em 2011, foi de 149 268 milhões de euros e que o valor dos
impostos líquidos de subsídios sobre os produtos foi de 21 626 milhões de euros, calcula o valor
do PIB.
1.4 Supondo que o PIB, em 2012, foi de 165 174 milhões de euros e que o consumo de capital fixo foi
de 31 283 milhões de euros, calcula o valor do produto interno líquido.
1.5 Calcula a taxa de crescimento do PIB entre 2011 e 2012.

Editável e fotocopiável © Texto ͻ Economia A – 11.o ano 65


GRUPO IV
1. Atenta no seguinte gráfico e responde às questões.

Contributos para a variação em volume do PIB

Fonte: Anuário Estatístico de Portugal 2011,


Contas Nacionais, INE

1.1 Indica as componentes da procura interna.

1.2 Escreve a expressão que te permite calcular a despesa interna a partir da procura interna e da
procura externa líquida.

1.3 Descreve o comportamento da procura interna entre 1996 e 2000 e após 2008.

1.4 Indica o ano em que a diferença entre as exportações e as importações atingiu o valor máximo.

66
Teste Global 2
Final do 2.o período

Nome ___________________________________________ Ano ________ Turma _______ N.o _______ Data _______

GRUPO I
As questões que se seguem são de escolha múltipla. Das quatro respostas (A a D), apenas
uma está correta. Assinala-a com X.

1. As transferências bancárias constituem uma forma de moeda escritural.


A afirmação é
(A) verdadeira, porque a moeda escritural é convertível e resulta da circulação dos depósitos à ordem.
(B) falsa, porque a moeda escritural é papel-moeda inconvertível e de curso forçado.
(C) verdadeira, porque a moeda escritural resulta da circulação dos depósitos à ordem.
(D) falsa, porque a moeda escritural resulta da circulação dos depósitos a prazo.

2. A taxa de inflação homóloga compara


(A) o custo do cabaz em dois anos consecutivos.
(B) o custo do cabaz num mês com o do mesmo mês do ano anterior.
(C) o custo do cabaz nos últimos doze meses.
(D) o custo do cabaz de alguns bens importados no ano anterior.

3. Numa situação de concorrência monopolística,


(A) existe um número reduzido de produtos.
(B) o controlo sobre o preço é grande.
(C) existe um número elevado de produtos.
(D) o controlo sobre o preço é total.

4. Mantendo-se tudo o resto constante, as deslocações ao longo da mesma curva da oferta resultam das
variações
(A) dos preços dos bens.
(B) de outras variáveis.
(C) dos custos salariais.
(D) das inovações tecnológicas.

5. A remuneração dos detentores de capital que o cedem sob a forma de empréstimos designa-se por
(A) juro.
(B) spread.
(C) lucro.
(D) renda.

Editável e fotocopiável © Texto ͻ Economia A – 11.o ano 67


6. A figura que se segue representa uma curva de Lorenz.

A maior assimetria na distribuição dos rendimentos corresponde


(A) à diagonal.
(B) à curva X.
(C) à curva Y.
(D) à curva Z.

7. Os bancos comerciais são instituições financeiras monetárias porque


(A) recebem depósitos e concedem crédito.
(B) não criam moeda e fazem operações de financiamento.
(C) efetuam poupanças e não fazem operações de financiamento.
(D) não concedem crédito e administram carteiras de títulos.

8. A TAP Portugal e o Banco Espírito Santo são respetivamente


(A) uma empresa não financeira e um macroagente.
(B) uma empresa pública e um macroagente.
(C) uma empresa não financeira e uma instituição financeira.
(D) uma empresa financeira e uma instituição financeira.

9. Em 2013, num determinado país, a Balança de Mercadorias registou um défice. Então, podemos con-
cluir que
(A) o país revela necessidades de financiamento.
(B) o valor da taxa de cobertura foi inferior a 100%.
(C) o valor da taxa de cobertura foi superior a 100%.
(D) o país revela capacidades de financiamento.

10. Com a política orçamental, o Estado tem como finalidade


(A) corrigir os excessos do ciclo económico.
(B) diminuir o défice orçamental.
(C) reduzir o peso da dívida pública no PIB.
(D) atenuar as desigualdades sociais.

68
GRUPO II
1. Lê o texto e observa o gráfico que se segue.
«Os países em crise, com exceção da Itália, apresentam reduções drásticas dos custos do trabalho, o
que se traduz por aumentos acentuados de parte dos lucros no seu PIB: +7,7 pontos entre 2009 e 2013
na Grécia, +4,2 pontos em Espanha e +4,4 pontos em Portugal.»
Alternatives Economiques, N.o 330, dezembro de 2013 (adaptado)

Gráfico 1: Evolução dos custos unitários nominais de mão de obra, base 100, em 2008

Fonte: Comissão Europeia

1.1 Explicita a forma de repartição dos rendimentos implícita no texto.


1.2 Interpreta a evolução dos custos unitários nominais de mão de obra em Portugal, entre 2008 e
2013, tendo em conta a informação fornecida pelo Gráfico 1.
1.3 Compara a evolução dos custos unitários nominais de mão de obra em Portugal com os restantes
países, tendo em conta a informação fornecida pelo Gráfico 1 e pelo texto, e retira conclusões.

2. Observa o gráfico seguinte.


9
Gráfico 2: Balança de Pagamentos Correntes, em 10 euros

Fonte: Comissão Europeia

2.1 Compara a evolução da Balança de Pagamentos dos países em crise (Grécia, Irlanda, Portugal,
Itália, Chipre e Eslovénia) com a da Zona Euro, a partir do Gráfico 2, e retira conclusões.

Editável e fotocopiável © Texto ͻ Economia A – 11.o ano 69


Teste Global 3
Final do 3.o período

Nome ____________________________________________ Ano ________ Turma _______ N.o _______ Data ________

GRUPO I
As questões que se seguem são de escolha múltipla. Das quatro respostas (A a D), apenas
uma está correta. Assinala-a com X.

1. A baixa produtividade de um país, associada à moeda forte, dificulta a competitividade das empresas
nos mercados externos. A afirmação é
(A) verdadeira, pois os preços dos produtos nacionais são comparativamente mais caros.
(B) falsa, pois não há relação entre o nível de produtividade e a competitividade.
(C) verdadeira, pois os preços dos bens produzidos pelos outros países são mais elevados.
(D) falsa, pois a baixa produtividade origina preços mais baixos.

2. A taxa de poupança dos Particulares em 2012 foi de 11,6% do rendimento disponível. Este valor
(A) significa que os agentes económicos pouparam, em 2012, 11,6% do seu rendimento disponível.
(B) revela um aumento do rendimento disponível dos Particulares no ano de 2012.
(C) corresponde a um aumento de 11,6% do rendimento disponível em 2012.
(D) traduz a percentagem do rendimento disponível poupado pelos Particulares no ano de 2012.

3. A redistribuição do rendimento
(A) é realizada pelo Estado através do aumento proporcional dos impostos.
(B) é realizada pelo Estado com o objetivo de aumentar a equidade.
(C) corresponde à repartição do rendimento entre o fator trabalho e o fator capital.
(D) corresponde à repartição do rendimento entre os agentes económicos.

4. O investimento realizado pela Administração Pública na construção de estradas constitui


(A) investimento público em capital fixo.
(B) investimento financeiro a cargo do Estado.
(C) investimento material em capital circulante realizado pelo Estado.
(D) investimento público em capital circulante.

70
5. Considera o peso do comércio Intra e Extra-UE em Portugal, a nível das exportações em 2010:

Intra-UE 73%
Extra-UE 27%

Fonte: Banco de Portugal, 2012

Os valores apresentados revelam que


(A) o mercado da UE constituiu, em 2010, o principal destino dos produtos exportados por Portugal.
(B) os mercados Extra-UE forneceram 27% dos bens a Portugal, em 2010.
(C) 73% dos bens vendidos a Portugal, em 2010, foram provenientes do mercado da UE.
(D) o mercado da UE constituiu, em 2010, o principal fornecedor de bens do país.

6. Quando o saldo conjunto da Balança Corrente e da Balança de Capital de um país é positivo,


(A) o saldo da Balança Financeira terá sinal negativo pois o país tem necessidade de financiamento.
(B) o saldo da Balança Financeira terá sinal positivo pois o país tem capacidade de financiamento.
(C) o saldo da Balança Financeira terá sinal negativo pois o país tem capacidade de financiamento.
(D) o saldo da Balança Financeira terá sinal positivo pois o país tem necessidade de financiamento.

7. A procura global é o resultado


(A) do somatório da procura com as importações deduzidas das exportações.
(B) do somatório da procura interna com a procura externa líquida.
(C) do somatório da procura interna com as importações.
(D) do somatório da procura interna com a procura externa.

8. A dívida pública resulta do


(A) endividamento do Estado junto de credores internacionais.
(B) recurso ao endividamento por parte do Estado, em resultado das despesas públicas serem superi-
ores às receitas públicas.
(C) endividamento dos agentes económicos junto das instituições financeiras.
(D) endividamento dos agentes económicos junto de credores nacionais e internacionais.

9. O mercado interno europeu representa


(A) a eliminação das barreiras alfandegárias entre os Países-Membros.
(B) a livre circulação de pessoas no espaço da UE.
(C) a livre circulação de bens, pessoas, capitais e serviços.
(D) a eliminação de taxas alfandegárias à entrada de produtos no espaço da UE.

10. Na Zona Euro, os Estados-Membros


(A) perderam soberania relativamente à definição das suas políticas económicas e sociais.
(B) mantêm soberania na definição das suas políticas económicas e sociais.
(C) definem a política monetária juntamente com o BCE.
(D) estão obrigados ao cumprimento do Pacto de Estabilidade e Crescimento.

Editável e fotocopiável © Texto ͻ Economia A – 11.o ano 71


GRUPO II
1. «Segundo previsões da Comissão Europeia, Portugal vai registar uma redução da população residente
entre o início da crise financeira internacional (2007-2008) e 2015, ano que se prevê que seja de reto-
ma na Europa. A redução acumulada será, de acordo com as previsões de –1,3%, o equivalente a 130
mil pessoas. O aumento da emigração, em resultado do aumento do desemprego (a taxa de desemprego
ultrapassa os 15%), a redução dos fluxos de imigração devido à crise e a diminuição da taxa de natali-
dade, associada às baixas expetativas das famílias face ao futuro, constituem os fatores que maior im-
pacto têm tido na evolução da população.
Os efeitos desta evolução são distintos quando analisados a curto e a longo prazo. A curto prazo poder-
-se-á verificar a diminuição da taxa de desemprego e dos subsídios de desemprego e um aumento das
remessas dos emigrantes. A longo prazo, a perda demográfica irá refletir-se negativamente no cresci-
mento potencial da economia, pois, com menos população e com a saída de população qualificada, a
capacidade produtiva e inovadora do país poderá perder-se.»
Público, 02/12/2013 (adaptado)

Crescimento potencial do PIB, em %

Fonte: Comissão Europeia, dezembro de 2013

1.1 Analisa a informação fornecida, de acordo com os seguintes aspetos:


ͻ a redução da população portuguesa, suas causas e efeitos;
ͻ o crescimento potencial da economia portuguesa comparativamente à União Europeia (UE-15).

1.2 Explica o efeito das remessas dos emigrantes nas contas externas do país.

2. Observa o quadro seguinte.


PIB per capita e produtividade do trabalho, em 2010 (UE-27 = 100)

Utilização Produtividade
PIB Horas por Produtividade
dos recursos por hora
per capita trabalhador por trabalhador
humanos trabalhada

UE-27 100 100 100 100 100

Portugal 64 106 118 61 52

Fonte: AMECO, 2012

2.1 Compara os valores de Portugal relativamente à média europeia e retira conclusões.

2.2 Indica dois fatores que influenciem positivamente a produtividade.

72
Teste-modelo de Exame

Nome ____________________________________________ Ano ________ Turma _______ N.o _______ Data ________

GRUPO I
As questões que se seguem são de escolha múltipla. Das quatro respostas (A a D), apenas
uma está correta. Assinala-a com X.

1. Uma opção económica racional verifica-se quando


(A) o benefício da opção feita é superior ao custo de oportunidade.
(B) o sujeito reflete profundamente sobre a escolha a fazer.
(C) o custo de oportunidade é superior ao benefício da opção feita.
(D) os recursos são escassos e as necessidades ilimitadas.

2. As famílias do país X e país Y despendem, respetivamente, 2000 u.m. e 5000 u.m. em alimentação. Es-
ta afirmação permite concluir que
(A) o país Y tem um rendimento superior ao do país X.
(B) o país X tem um rendimento superior ao do país Y.
(C) o país Y apresenta um coeficiente orçamental em alimentação superior ao do país X.
(D) não é possível indicar qual dos dois países tem o rendimento mais elevado.

3. Observa os valores do quadro seguinte

Ano t Ano t + 1 Ano t + 2

Número de trabalhadores 100 110 120

Produção semanal 1000 1100 1200

De acordo com os valores do quadro, é possível concluir que


(A) a produtividade marginal aumentou de t para t + 2.
(B) a produtividade média semanal aumentou de t + 1 para t + 2.
(C) a produtividade média semanal manteve-se entre t e t + 2.
(D) a produtividade marginal decresceu de t + 1 para t + 2.

Editável e fotocopiável © Texto ͻ Economia A – 11.o ano 73


4. Os preços dos bens baixaram no ano t, assim como o nível da produção e do consumo. Neste caso, es-
tamos perante um fenómeno económico de
(A) inflação.
(B) deflação.
(C) desinflação.
(D) estagflação.

5. Observa o seguinte gráfico.

Na situação acima, a nova curva poderá corresponder


(A) à introdução de novas tecnologias na produção do bem X.
(B) a um aumento dos preços do bem X.
(C) a um aumento do rendimento disponível dos consumidores do bem X.
(D) a um aumento dos impostos sobre o consumo.

6. Observa o seguinte gráfico, referente ao mercado do bem Z.

No gráfico, o segmento A, correspondente a q2 – q1, poderá ser o resultado de


(A) um excesso de procura do bem Z, ao preço p1.
(B) um excesso de oferta do bem Z, ao preço p1.
(C) um aumento do custo do trabalho necessário à produção do bem Z.
(D) um aumento do custo das matérias-primas necessárias à produção do bem Z.

74
7. Observa o seguinte gráfico.

De acordo com o gráfico acima,


(A) o país A apresenta menores desigualdades na repartição do rendimento.
(B) o índice de Gini apresenta um valor mais elevado no país A.
(C) o país B apresenta uma repartição do rendimento menos equilibrada do que o país A.
(D) o índice de Gini apresenta um valor mais elevado no país B.

8. As instituições financeiras monetárias podem criar moeda escritural.


Esta afirmação é
(A) verdadeira, porque ao concederem crédito criam nova moeda.
(B) verdadeira, porque concedem juros sobre os depósitos efetuados.
(C) falsa, porque os depósitos são reservas destas instituições.
(D) falsa, porque os depósitos não representam criação de moeda.

9. O financiamento proporcionado pela venda de ações, na Bolsa de Valores Mobiliários, constitui uma
forma de
(A) autofinanciamento.
(B) financiamento externo indireto.
(C) financiamento interno.
(D) financiamento externo direto.

10. Constituem fluxos reais


(A) a produção de bens pelas Empresas.
(B) a venda de serviços ao Resto do Mundo.
(C) a compra de bens às Empresas.
(D) as contribuições sociais das Famílias.

Editável e fotocopiável © Texto ͻ Economia A – 11.o ano 75


11. No país X foram apurados os seguintes valores macroeconómicos.

Variáveis macroeconómicas Valores (em u.m.)

Consumo privado 150 000

Consumo público 150 000

Formação bruta de capital fixo 117 000

Exportações 163 000

Importações 170 000

Saldo dos rendimentos com o Resto do Mundo 11–200

Consumo de capital fixo 111300

Então, o valor
(A) do PIB a preços de mercado é de 200 000 u.m.
(B) do PNB a preços de mercado é de 200 200 u.m.
(C) do PIL a preços de mercado é de 200 300 u.m.
(D) da procura interna é de 270 000 u.m.

12. O trabalho de um arquiteto português no estrangeiro, contratado há mais de um ano, é contabilizado


(A) no PIB português e no PNB português.
(B) no PIB português e no PNB estrangeiro.
(C) no PIB estrangeiro e no PNB estrangeiro.
(D) no PIB estrangeiro e no PNB português.

13. Observa a seguinte tabela.

Rubricas Saldos (em u.m.)

Balança de Bens –30 000

Balança de Serviços +8 000

Balança de Rendimentos –1 000

Balança de Transferências +3 000

Balança de Capital –4 000

De acordo com os valores acima, esta economia tem


(A) um saldo da Balança Corrente de –24 000 u.m.
(B) um saldo da Balança Financeira de +4000 u.m.
(C) necessidade de financiamento de +24 000 u.m.
(D) capacidade de financiamento de –24 000 u.m.

76
14. Observa os valores do seguinte quadro, representativos dos custos comparativos da produção dos
bens A e B.

País Uma unidade do bem A Uma unidade do bem B

X 10 / 12 = 0,83 12 / 10 = 1,2

Y 9 / 8 = 1,125 8 / 9 = 0,89

De acordo com os valores do quadro,


(A) o país X deverá especializar-se na produção dos bens A e B.
(B) o país Y deverá especializar-se na produção dos bens A e B.
(C) o país X deverá especializar-se na produção do bem A e o país Y na produção do bem B.
(D) o país Y deverá especializar-se na produção do bem A e o país X na produção do bem B.

15. Os impostos diretos com efeitos progressivos têm por objetivo contribuir para
(A) o aumento do índice de Gini.
(B) o crescimento do PIB.
(C) o equilíbrio orçamental.
(D) a equidade social.

16. As falhas de mercado podem justificar a intervenção do Estado na economia.


Esta afirmação é
(A) falsa, porque o mercado é sempre autorregulador.
(B) verdadeira, porque existem situações conflituantes.
(C) falsa, porque a intervenção do Estado não produz estabilidade.
(D) verdadeira, porque o Estado tem deveres sociais para com os cidadãos.

17. Quando numa economia circulam livremente indivíduos, bens, serviços e capitais, estamos na pre-
sença de
(A) um sistema de preferências aduaneiras.
(B) um mercado comum.
(C) uma união aduaneira.
(D) uma união económica e monetária.

18. A integração de uma economia na Zona Euro, obriga a que


(A) a economia em causa não tenha dificuldades económicas.
(B) o PIB per capita dessa economia seja superior a 50% da média europeia.
(C) o RNB per capita dessa economia seja superior a 80% da média europeia.
(D) sejam cumpridos os critérios de convergência.

Editável e fotocopiável © Texto ͻ Economia A – 11.o ano 77


GRUPO II
1. Lê os seguintes textos e analisa os quadros anexos.
Documento A
«As projeções para a economia portuguesa apontam para uma recuperação moderada da atividade eco-
nómica no período 2014-2015. A projeção engloba uma progressiva recuperação da procura in-
terna. A evolução deste agregado ao longo do horizonte de projeção, em particular no que se
refere ao consumo público e ao consumo privado, continuará, no entanto, a ser condicionada pe-
lo processo de consolidação orçamental e de desalavancagem do setor privado e pela manutenção
de condições desfavoráveis no mercado de trabalho.
As exportações deverão manter um crescimento forte, suportado pela recuperação da procura externa.
Ao longo do horizonte da projeção prevê-se um aumento dos excedentes da Balança Corrente e de Ca-
pital, o que constitui uma das características mais marcantes do processo de ajustamento da economia
portuguesa. Esta situação resulta, em larga medida, da evolução do saldo da Balança de Bens e Servi-
ços, que deverá apresentar excedentes em todo o período de projeção.
As atuais projeções implicam uma alteração da composição do PIB, o que traduz uma maior contribui-
ção da procura interna e um menor contributo das exportações líquidas.»

Boletim Económico de Inverno, Banco de Portugal, 2013 (adaptado)

Quadro 1: Projeções 2013-2015 – taxa de variação anual, em %

Variáveis macroeconómicas 2013 2014 2015

PIB –1,5 0,8 1,3

Consumo privado –2,0 0,3 0,7

Consumo público –1,5 –2,3 –0,5

Formação bruta de capital fixo –8,4 1,0 3,7

Procura interna –2,7 0,1 0,9

Exportações –5,9 5,5 5,4

Importações –2,7 3,9 4,5

Contributo para o crescimento do PIB (em p.p.)

Exportações líquidas 1,1 0,7 0,4

Procura interna –2,7 0,1 0,9

Balança Corrente e de Capital (% do PIB) –2,5 3,8 4,7

Balança de Bens e Serviços (% do PIB) –1,7 2,7 3,5

Fonte: Boletim Económico de Inverno, Banco de Portugal, 2013 (adaptado)

Documento B
«O desemprego tem evoluído de forma desfavorável, na sequência da contração da atividade económica e
forte contração da procura interna.»
Documento Estratégia Orçamental, Ministério das Finanças, abril de 2013

78
Quadro 2: Evolução do emprego e da taxa de desemprego

Variáveis (em %) 2013 2014 2015


Taxa de variação do emprego –3,9 –0,6 10,4
Taxa de desemprego 18,2 18,5 18,1

Fonte: Documento Estratégia Orçamental, Ministério das Finanças, abril de 2013

1.1 Analisa, com base nos documentos apresentados, as projeções para a economia portuguesa para
o período 2014-2015, considerando os seguintes aspetos:
x evolução do PIB, da procura interna e das suas componentes;
x contributo para o crescimento do PIB das exportações líquidas e da procura interna;
x evolução da capacidade de financiamento da economia;
x evolução do mercado de trabalho.
1.2 Explica o texto destacado no Documento A utilizando a informação fornecida.
1.3 Apresenta a fórmula de cálculo da procura global.

2. Considera os seguintes indicadores, relativos a Portugal.


Quadro 3: Taxa de crescimento das exportações – variação anual, em %

Anos %
2012 4,4
2013 5,9

Fonte: Boletim Económico de Inverno, Banco de Portugal, 2013

Quadro 4: Número de empresas exportadoras e participação das empresas no mercado exportador, em %

Número de empresas Taxa de participação no mercado


Anos
exportadoras exportador (em %)

2007 39 865 14,5


2009 40 530 15,1
2012 46 882 17,9

Fonte: Boletim Económico de Inverno, Banco de Portugal, 2013

Quadro 5: Intensidade exportadora – rácio das exportações nas vendas, em %

Anos Todas as empresas (média) Empresas exportadoras (média)


2007 4,6 31,7
2009 4,7 31,4
2012 6,0 33,7

Fonte: Boletim Económico de Inverno, Banco de Portugal, 2013

2.1 Justifica a afirmação que se segue, com base nos valores apresentados (Quadros 3 e 4).
«O crescimento das exportações portuguesas nos últimos anos está associado ao aumento do
número de empresas exportadoras e à maior proporção de empresas envolvidas na atividade ex-
portadora.»
2.2 Conclui acerca do nível de intensidade exportadora das empresas portuguesas.
Editável e fotocopiável © Texto ͻ Economia A – 11.o ano 79
GRUPO III
1. Segundo o inquérito UE-SILC (European Union Statistics in Income and Living Conditions) de 2012, pu-
blicado pelo Eurostat, a percentagem da população em risco de pobreza ou exclusão, na União Euro-
peia, era de 24,8%. A avaliação é relativa a três parâmetros: risco de pobreza após as transferências
sociais, privação de bens materiais e baixa intensidade de trabalho (sem trabalho ou apenas com tra-
balho a tempo parcial).

Lê o texto e analisa o quadro, que se seguem.

Risco de pobreza após as transferências sociais


Os rendimentos per capita dos agregados familiares, após os apoios sociais, são inferiores a
60% do rendimento mediano no país.
Portugal: 17,9% da população

Privação de bens materiais


Incapacidade de satisfazer pelo menos quatro das seguintes necessidades:
capacidade de pagar as contas; possibilidade de pagar dívidas; aquecimento na habitação; co-
mer carne ou peixe, ou equivalente, três vezes por semana; ter uma máquina de lavar; ter um
carro; ter uma televisão a cores ou um telefone/telemóvel; poder gozar uma semana de férias
fora de casa e possibilidade de fazer face a despesas inesperadas.
Portugal: 8,6% da população

Baixa intensidade de trabalho


Agregados em que os adultos (com exceção dos estudantes) apenas trabalham a 20% do tem-
po de trabalho normalizado no país (35 a 40 horas semanais)
Portugal: 10,1% da população
De acordo com o Eurostat, as pessoas que se encontrem abrangidas num destes parâmetros
encontram-se em risco de pobreza ou de exclusão.

População em risco de pobreza e exclusão social na UE em 2012, em % da população total

Países Valores (em %) Países Valores (em %) Países Valores (em %)

Países Baixos 15,0 Eslováquia 20,5 Itália 29,9

República Checa 15,4 Bélgica 21,6 Croácia 32,3

Finlândia 17,2 Malta 22,2 Hungria 32,4

Suécia 18,2 Estónia 23,4 Lituânia 32,5

Luxemburgo 18,4 Reino Unido 24,1 Grécia 34,6

Dinamarca 19,0 Portugal 25,3 Letónia 36,6

França 19,1 Polónia 26,7 Roménia 41,7

Eslovénia 19,6 Chipre 27,1 Bulgária 49,3

Alemanha 19,6 Espanha 28,2 UE-28 24,8

Nota: Áustria e Irlanda sem valores


Fonte: Resultados do inquérito «European Union Statistics in Income and Living Conditions», Eurostat, 2012

80
1.1 Relaciona, com base no texto e no quadro da página anterior, a situação de pobreza e exclusão
em Portugal, em 2012, com a eficácia das políticas sociais, considerando os seguintes aspetos:
x risco de pobreza após as transferências sociais;
x privação de bens materiais;
x baixa intensidade de trabalho.

1.2 Explicita, com base no texto e no quadro apresentados, o nível de coesão económica e social na
União Europeia, considerando os seguintes aspetos:
x risco de pobreza e exclusão social (em % da população total) na UE, em média;
x diferenças no que respeita ao risco de pobreza e exclusão social (em % da população total) nos
diferentes Estados-Membros da UE.

1.3 Explica a importância do Fundo de Coesão no desenvolvimento dos países da UE.

2. Em 2012, os trabalhadores em Portugal perderam, em média, 2,3% do salário, enquanto as empresas


viram os seus rendimentos aumentar entre 2,1 e 2,5 mil milhões de euros, de acordo com o estudo
«Austeridade, Reformas Laborais e Desvalorização do Trabalho», realizado pelo Centro de Estudos
Sociais (CES) da Universidade de Coimbra. O estudo baseia-se nas alterações introduzidas pelo novo
Código do Trabalho: corte de quatro feriados nacionais, diminuição do número de dias de férias e re-
dução do pagamento do trabalho extraordinário e das indemnizações por despedimento.

2.1 Indica o tipo de repartição dos rendimentos implícito no texto.

2.2 A situação apresentada no texto traduz um aumento das desigualdades sociais em Portugal? Jus-
tifica a tua resposta.

Editável e fotocopiável © Texto ͻ Economia A – 11.o ano 81


Soluções do Teste de Diagnóstico

págs. 40 a 44 criando condições para um melhor desenvolvimento do país (qualifica-


ção, saúde, condições de salubridade da população, transporte de pes-
GRUPO I soas e mercadorias mais eficaz, maior proximidade entre o interior e o
litoral do país, maior facilidade de implantação de empresas em todo o
1. (A) 2. (C) 3. (B) 4. (A) 5. (D) 6. (C) 7. (D) 8. (B) 9. (D) 10. (C)
território, melhores canais para as exportações, uma economia mais
sustentável, etc.).
3.5 Transporte (1,76% do PIB) e infraestruturas básicas, representando
GRUPO II
0,93% do PIB (refinarias, transporte e distribuição de gás, eletricida-
1.1 A taxa de variação homóloga do IPC compara o custo do cabaz de de, tratamento de águas residuais, etc.).
compras ou IPC do mês de janeiro de 2011 (103,6 ou 3,6%) com o va-
lor do cabaz de compras ou IPC do mês homólogo, isto é, janeiro de
2010 (100,2 ou 0,2%). A variação registada foi de 3,4 pontos percen-
tuais. GRUPO III
1.2 Inflação é a subida generalizada dos preços dos bens e serviços.
1.1 Repartição funcional dos rendimentos consiste na repartição dos
1.3 Os dois bens, cujos preços mais cresceram no período considerado,
rendimentos criados, durante o processo produtivo, pelos dois fatores
foram os combustíveis líquidos e os serviços de saneamento básico, em
de produção – trabalho e capital –, tendo em conta a especificidade das
que os preços aumentaram 27,6% e 21,8%, respetivamente. Os que re-
suas funções.
gistaram menor crescimento dos preços foram os transportes rodoviá-
1.2 Num total de 19,4 milhões de desempregados, Portugal, em julho de
rios e os produtos farmacêuticos, cujos preços aumentaram 5,3% e
2013 e no contexto dos países da Zona Euro, representava (de
4,9%, respetivamente.
acordo com o Eurostat) 5%, o que revela um valor muito elevado de
1.4 A descida dos preços dos telemóveis e do vestuário prende-se com a
pessoas desempregadas (19,4 milhões × 0,05 = 970 mil).
queda do consumo, ou seja, com a menor procura, o que fez baixar
1.3 Entre o 1.o trimestre de 2008 e o 1.o trimestre de 2013, Portugal,
os respetivos preços de venda, e com o início do período de saldos,
comparativamente aos valores médios da Zona Euro e da União
que representa uma diminuição dos preços dos bens.
Europeia a 28, apresentou a maior descida do PIB. Enquanto nesse
2.1 O rendimento disponível das Famílias é utilizado em consumo e pou- período a União Europeia a 28 e a Zona Euro sofreram uma redução do
pança. A poupança é constituída pela parte do rendimento que não PIB de –2,7% e –3,2%, respetivamente, em Portugal o PIB decresceu
foi totalmente utilizada em consumo imediato. 8,4% (–8,4%), o que ainda nos afasta mais da média da União Europeia
2.2 O aumento do consumo privado previsto para 2014 (0,3%), apesar da e da Zona Euro.
previsão de queda do rendimento disponível (–0,3%), prende-se com Entre o 1.o trimestre de 2008 e o 1.o trimestre de 2013, Portugal e
o aumento previsto para o emprego (0,5%) e a maior confiança dos mais seis países representados no quadro sofreram taxas de variação
consumidores, levando-os a poupar menor parcela do rendimento negativas dos seus PIB, ou seja, nestes países, o PIB também decres-
(previsão de uma taxa de poupança de 11,6% para 2014 contra ceu nesse período. Porém, Portugal foi o terceiro país a sofrer a
12,2% em 2013) e, consequentemente, a gastar maior parcela do maior queda do PIB, sendo apenas superado pela Itália (–8,6%) e
rendimento no consumo. pela Grécia (–23,9%).
2.3 Em 2013, os portugueses pouparam 12,2% do seu rendimento dispo- 1.4 Verificamos uma correlação positiva entre o elevado número de
nível. pessoas desempregadas e a queda do PIB, isto é, taxas de variação
negativas do produto. Significa que, como não há crescimento
3.1 Investimento é a aplicação da poupança em bens de produção. económico, não há criação de emprego, por um lado, e, por outro lado,
3.2 O investimento público é realizado pelo Estado, enquanto o investi- as falências das empresas originam maiores taxas de desemprego.
mento privado é da responsabilidade das empresas privadas. 1.5 A situação apresentada por estes dois documentos é muito preocu-
3.3 Os meios financeiros são disponibilizados pelo Estado, pela União Eu- pante, pois existe uma redução da atividade económica e um elevado
ropeia (fundos comunitários) e por credores (empréstimos concedi- montante de pessoas desempregadas, o que implica a necessidade de
dos). promoção de políticas económicas (mais expansionistas para dinamizar
3.4 O investimento em infraestruturas representou, no período considera- as economias, criar emprego e reduzir o número de pessoas
do, 3,96% do PIB, contribuindo a curto prazo para o aumento da pro- desempregadas) e políticas sociais. Através destas políticas, o Estado
dução, criação de emprego, de rendimento e de procura, associados produz bens e serviços públicos para a satisfação das necessidades
aos setores envolvidos na construção/implementação das infraestrutu- coletivas e efetua transferências sociais, como, por exemplo, o subsídio
ras, estimulando o crescimento da economia (a médio e longo prazo) e de desemprego, no âmbito da proteção social.

82
Soluções dos Testes de Avaliação
COTAÇÕES
TESTE DE AVALIAÇÃO DA UNIDADE 8
Grupos Questões Cotações Total
págs. 45 a 47
I 1a5 6 pontos cada 30

GRUPO I
II 1.1 20
1. (D) 2. (C) 3. (B) 4. (C) 5. (A) 1.2 30
1.3 15
GRUPO II 1.4 20 85

1.1 Os agentes económicos referidos no texto são as Famílias, as Empre-


III 1.1 35
sas, as Administrações Públicas e o Resto do Mundo.
1.2 35
1.2 Famílias – consumir (consumo privado)
Empresas – produzir bens e serviços (investimento) 1.3 15 85
Administrações Públicas – prestar serviços coletivos e redistribuir o
rendimento (consumo público) Total 200
Resto do Mundo – trocar bens, serviços e capitais (exportações e im-
portações)
1.3 «Consumir» é uma operação sobre bens e serviços.
«Investir» é uma operação financeira.
TESTE DE AVALIAÇÃO DA UNIDADE 9
1.4 O efeito de uma diminuição no investimento tem efeitos graves para págs. 48 a 51
o funcionamento da atividade económica. Como se sabe, o investi-
mento é uma das funções económicas mais importantes por permitir GRUPO I
repor o capital gasto no processo produtivo e por constituir a alavan-
1. (D) 2. (C) 3. (C) 4. (D) 5. (A)
ca para o aumento da capacidade produtiva do país. Sem investimen-
to, a produção retrai-se e, por arrastamento, diminui o rendimento, o
consumo e a riqueza do país.
GRUPO II
1.1 Famílias e Instituições Sem Fins Lucrativos ao Serviço das Famílias
GRUPO III Sociedades Financeiras
Sociedades Não Financeiras
1.1
Administrações Públicas
Resto do Mundo
1.2

Setores
Recursos Funções
institucionais
Rendimentos
provenientes do trabalho,
da empresa, da
Famílias Consumo
propriedade e
transferências de
outros setores.
Contribuições Prestação de serviços
ISFLSF
1.2 voluntárias. não mercantis
Sociedades Receitas provenientes da
Prestação de serviços de
FAMÍLIAS = F EMPRESAS = E
Financeiras sua atividade financeira.
intermediação financeira
Empregos Recursos Empregos Recursos
Produção de bens
Impostos (AP) 5 000 Salários (E) 10 000 Salários (F) 10 000 Compras (AP) 5 500 Sociedades Não Receitas provenientes da
C. Seg. Social (AP) 2 000 Vencimentos (AP) 4 000 Impostos (AP) 3 000 Compras (F) 10 000
mercantis e prestação de
Financeiras sua atividade produtiva.
Compras (E) 10 000 Subsídios (AP) 3 000 C. Seg. Social (AP) 2 500 serviços não financeiros
17 000 17 000 15 500 15 500 Produção de serviços
Administrações Receitas provenientes de
coletivos e redistribuição
Públicas impostos e contribuições.
ADMINISTRAÇÕES PÚBLICAS = AP do rendimento
Empregos Recursos Resto do Recursos provenientes Trocar bens, serviços
Vencimentos (F) 4 000 C. Seg. Social (F) 2 000 Mundo das trocas efetuadas. e capitais
Subsídios (F) 3 000 Impostos (F) 5 000
Compras (E) 5 500 Impostos (E) 3 000
C. Seg. Social (E) 2 500
1.3 Em termos gerais, a economia portuguesa evoluiu positivamente quan-
12 500 12 500 to à sua capacidade de financiamento (em % do PIB), passando de
um valor negativo de –11,4% para +0,2%. Os setores que mais con-
1.3 Um exemplo de uma operação de repartição do rendimento poderá ser tribuíram para este resultado final foram as Famílias, as ISFLSF e as
os impostos ou as contribuições para a Segurança Social feitas pelas Sociedades Financeiras. No entanto, também é possível verificar uma
Famílias ou Empresas, mas também os subsídios atribuídos pelas Ad- diminuição da necessidade de financiamento das Sociedades Não Fi-
ministrações Públicas. nanceiras, o que contribuiu para o resultado favorável de 2012.

Editável e fotocopiável © Texto ͻ Economia A – 11.o ano 83


TESTE DE AVALIAÇÃO DA UNIDADE 10
GRUPO III
págs. 52 a 55
1.1.1 Conforme se pode ler no Documento 2, a despesa interna é consti-
tuída pela procura interna (consumo privado + consumo público +
investimento) e pela procura externa líquida (exportações – impor- GRUPO I
tações). A componente que mais peso tem na despesa interna é o 1. (D) 2. (A) 3. (C) 4. (B) 5. (A)
consumo privado (64%), seguido das exportações (37,2%) e do con-
sumo público (20,3%). Naturalmente, a formação bruta de capital
fixo, pela sua importância estratégica no crescimento económico,
GRUPO II
representa igualmente uma parcela fundamental (16%). Em sentido
contrário encontram-se as importações (38%), que, pelo seu valor, 1.1 Analisando os quadros apresentados, verificam-se algumas alterações
atenuam os efeitos positivos das exportações. na geografia do comércio externo de Portugal, entre 1996 e 2010,
1.1.2 Segundo o Documento 1, a causa para a contração prevista de 2,2% sobretudo no que diz respeito às exportações. No período analisado,
do consumo privado foi a diminuição do rendimento disponível, por as exportações portuguesas para a UE diminuem de 79% para 73%,
sua vez, fruto das medidas de consolidação orçamental, em que o desviando-se para outros espaços, como, por exemplo, Angola.
aumento dos impostos diretos foi significativo, e das dificuldades Quanto aos países de destino dentro da UE destaca-se a posição cres-
no mercado de trabalho, como a contenção dos rendimentos e o cente de Espanha, que ocupa o primeiro lugar com cerca de 25% no
desemprego. final do período analisado. Os outros países que representam os prin-
1.1.3 Conforme se pode retirar do Documento 2, o peso do consumo pri- cipais destinos são a Alemanha, a França e o Reino Unido, mas todos
vado na despesa interna (DI) é grande (64%). Uma queda nesta com tendência decrescente.
componente da DI representa uma queda no PIB (visto a DI ser nu- Quanto às importações de Portugal, no período analisado, verifica-se
mericamente equivalente ao PIB), associada a importantes implica- alguma estabilidade, embora a tendência seja, igualmente, de uma li-
ções na economia em geral: menos consumo representa menos geira diminuição de 2%, relativamente aos países da UE.
produção, mais desemprego, menos rendimento, menos investi- 1.2 A principal justificação para as alterações verificadas na geografia das
mento, etc. exportações portuguesas prende-se com a crise económica que afe-
1.1.4 A diminuição do investimento de –8,4%, prevista para 2013, repre- tava o espaço europeu, o que pode ser confirmado com os valores
senta menos produção, menos rendimento, mais despedimentos,… negativos do crescimento do PIB. Relativamente aos destinos tradici-
e menos possibilidades de recuperação económica. onais, verifica-se que a Espanha, principal país de destino, apresenta-
1.2 De acordo com o Documento 3, verifica-se uma alteração significativa va, em 2010, uma taxa de crescimento negativa de –0,3%, tendo-a
nas componentes do consumo privado. De facto, em 2007 e 2008, mantido em 2012 e 2013. A Alemanha, de uma taxa de crescimento
regista-se um aumento do consumo de bens duradouros e não dura- de 4% em 2010, passou para 0,4% em 2013; a França passou de uma
douros. No entanto, com a grave crise verificada em 2009, o consu- taxa de 1,6% em 2010 para –0,3% em 2013 e o Reino Unido apresen-
mo das duas componentes referidas diminuiu, em particular, a do tou uma tendência constante de crescimentos cada vez menores do
consumo de bens duradouros, situação que se alterou com a recupe- PIB. Ou seja, os países para onde Portugal mais exportava encontra-
ração económica de 2010, aumentando o consumo de bens duradou- vam-se em recessão ou com fraco crescimento económico, o que se
ros. Com a acentuação da crise económica em 2011, altera-se, de refletiu nas suas importações. Assim, Portugal teve de procurar alter-
novo, o consumo dos dois tipos de bens, verificando-se, então, uma nativas para as suas exportações, como é o caso de Angola, que, des-
situação em que o consumo de bens não duradouros diminui, repre- de 2010, tem tido um crescimento assinalável do PIB, com taxas
sentando um agravamento das condições de vida das Famílias. positivas e elevadas.
1.3 Rendimento disponível dos particulares = Rendimentos do trabalho +
Rendimentos da empresa e propriedade + Transferências internas e GRUPO III
externas – Impostos diretos – Contribuições para a Segurança Social
1.1.1 Os objetivos da política livre cambista são o aumento do comércio
entre os países, através da liberalização das trocas.
COTAÇÕES 1.1.2 O livre cambismo distingue-se do protecionismo por defender a
livre circulação das trocas, expondo a produção nacional à concor-
rência externa como estímulo económico, enquanto o protecio-
Grupos Questões Cotações Total
nismo, embora defendendo o comércio entre os povos, advoga a
I 1a5 6 pontos cada 30 proteção da produção nacional por esta ser menos competitiva.
1.2.1 A teoria das vantagens comparativas justifica a política livre cambis-
II 1.1 15 ta, na medida em que recomenda a livre troca de bens entre paí-
1.2 25 ses, mesmo numa situação em que um deles seja mais produtivo
do que o outro na produção de todos os bens. O exemplo apresen-
1.3 25 65 tado para justificar a teoria das vantagens comparativas deve-se ao
economista da Escola Clássica Inglesa, David Ricardo, no século XIX,
III 1.1.1 20 que, comparando a produção de dois bens em dois países, concluiu
que mesmo o país que era menos competitivo na produção de
1.1.2 15 qualquer bem se deveria especializar na produção do bem para o
1.1.3 20 qual era menos ineficiente ou comparativamente mais competitivo.
A favor desta teoria, temos o facto de as duas economias se poderem
1.1.4 15
especializar na produção do bem para o qual são mais competitivas,
1.2 20 aumentando a produção e, por consequência, o rendimento e o bem-
1.3 15 105 -estar dos dois países que ganhariam com as trocas. Um argumento
contra é o facto de cada bem ter o seu valor de troca no mercado
mundial. Assim, se o bem em que um país se especializar tiver um
Total 200 preço baixo, não beneficiará com a especialização.

84
1.2.2 A modernização tecnológica é um fator de competitividade por rendimentos. Desta forma, o peso destes impostos sobre os rendimen-
constituir um elemento que permite baixar os custos de produção tos dos contribuintes com maiores rendimentos é menor (regressões),
e, portanto, o preço de venda no mercado, ou por acrescentar valor acentuando-se as desigualdades sociais.
ao bem produzido em termos de potencialidades, funcionalidades,
diferenças relativamente a bens tecnologicamente menos evoluí- 5. De janeiro a novembro de 2013, a receita fiscal do Estado aumentou
dos, etc. 9,2 por cento em relação ao período compreendido entre janeiro e
1.2.3 O texto chama a atenção para o facto de a divisão internacional do novembro de 2012, devido à política orçamental restritiva, que tem
trabalho estar em permanente mudança, proporcionando alteração como finalidade a redução do défice orçamental. As medidas desta po-
nas posições que os países ocupam na cadeia de valor da produção lítica têm sido, do lado da receita, o aumento dos impostos diretos e
dos bens. O exemplo referido é o da China, cuja integração no mer- indiretos e de outras contribuições.
cado mundial se processou pela produção de manufaturas a preços
competitivos, e que daqui a algum tempo, devido a fatores de or-
dem interna, poderá ocupar um lugar diferente no comércio mun- COTAÇÕES
dial, com a produção de bens tecnologicamente mais evoluídos.
Grupos Questões Cotações Total
I 1a5 8 pontos cada 40
COTAÇÕES

Grupos Questões Cotações Total II 1. 20

I 1a5 6 pontos cada 30 2. 25


3. 15

II 1.1 35 4. 45

1.2 35 70 5. 55 160

III 1.1.1 10 Total 200

1.1.2 20
1.2.1 30
1.2.2 20
TESTE DE AVALIAÇÃO DA UNIDADE 12
1.2.3 20 100
págs. 58 a 61
Total 200
GRUPO I
1. (B) 2. (D) 3. (C) 4. (A) 5. (B)

TESTE DE AVALIAÇÃO DA UNIDADE 11 GRUPO II

págs. 56 e 57 1.1 Os países que apresentam um PIB per capita mais elevado (acima da mé-
dia europeia) em ambos os anos (Alemanha, Áustria e Holanda) são
também aqueles que registam, nos anos considerados, um nível de
GRUPO I produtividade mais elevado (acima da média da UE). Os países que
1. (C) 2. (A) 3. (C) 4. (B) 5. (B) apresentam um PIB per capita menor (abaixo da média da UE) em
ambos os anos são também aqueles que apresentam níveis de produ-
tividade mais baixos (Grécia, Portugal, Eslováquia e Roménia). Pode
GRUPO II assim concluir-se que níveis mais elevados de produtividade são ge-
radores de aumentos do PIB e de melhoria dos padrões de vida dos
1. Receitas coativas: receitas fiscais (impostos diretos e indiretos), por países.
exemplo. Receitas patrimoniais: rendimentos de propriedade. 1.2 A diferença de valores do PIB per capita e da produtividade entre os
As receitas coativas são prestações pecuniárias exigidas aos particula- países, nos anos considerados, revela a existência de grandes divergên-
res e são fixadas por via legislativa (por exemplo, impostos e contribui- cias a nível do desempenho das economias e do grau de riqueza alcan-
ções sociais), já as receitas patrimoniais correspondem ao valor das çado pelos países: o grupo constituído pela Alemanha, Áustria e
vendas de património do Estado (por exemplo, venda de madeira de Holanda com um desempenho económico e um nível de riqueza acima
matas nacionais, venda ou aluguer de edifícios ou terrenos do Estado e da média da UE, o grupo da Grécia, Portugal e Eslováquia, cujo desem-
receitas do SEE). penho e nível de riqueza se pode considerar de nível intermédio, embo-
ra abaixo da média europeia, e a Roménia, cujos baixos valores dos
2. Através dos impostos diretos e progressivos, o Estado pode reduzir as indicadores revelam um grau de divergência muito acentuado face aos
desigualdades sociais porque aplica taxas mais elevadas aos contribu- parceiros.
intes com rendimentos mais elevados e, por outro lado, aplica taxas 1.3 Os fundos europeus constituem instrumentos de apoio ao financiamen-
mais baixas ou isenção aos que detêm menores rendimentos. to de projetos que visam o investimento, a modernização as infraestru-
3. Impostos diretos: IRC e IMI, por exemplo. Impostos indiretos: IVA e Im- turas, a inovação e a qualificação dos trabalhadores dos países e das
posto sobre Produtos Petrolíferos (ISP). regiões menos desenvolvidos, de forma a aproximá-los dos níveis de
prosperidade dos países mais ricos da União. Ao contribuírem para a
4. O peso dos impostos indiretos no total da receita fiscal é de 55,67%, convergência dos níveis de desenvolvimento entre os países e as suas
isto é, mais de metade dos impostos arrecadados é constituída por regiões, os fundos europeus reforçam a coesão económica e social no
impostos indiretos, que são regressivos, ou seja, todos os contribuin- espaço da União.
tes pagam o mesmo valor de imposto independentemente dos seus

Editável e fotocopiável © Texto ͻ Economia A – 11.o ano 85


2. O mercado único significa a liberdade de circulação de bens, pessoas, uma recuperação do PIB em Portugal e na Área do Euro (devido às
capitais e serviços no espaço da UE. medidas de estímulo à economia), mas, a partir de 2011 a queda do
PIB português foi mais acentuada (relacionada com as medidas de
ajustamento associadas ao Programa de Assistência Financeira, inicia-
GRUPO III do em maio), o que explica o diferencial negativo apresentado pelo pa-
ís relativamente à Área do Euro.
1. Em 2012, a atividade económica medida pelo PIB registou uma queda Considerando o diferencial acumulado desde 1999, verifica-se, em
de –3,2%, acentuando a tendência negativa registada em 2011 (o PIB 2012, um diferencial negativo para o crescimento do PIB em Portugal
decresceu –1,6%). (cerca de –8%), comparativamente ao crescimento do PIB na Área do
O decréscimo verificado pode ser explicado pela queda da procura in- Euro.
terna (–5,8% em 2011 e –6,8% em 2012): o consumo privado caiu de –
3,8% para –5,6%, o consumo público passou de –4,3% para –4,4% e o 2. Os valores mostram que, em 2010, o poder de compra dos portugue-
investimento manteve o crescimento negativo (–13,8% em 2011 e ses era inferior ao registado em 1961 (1,6% contra 6,1%). A diferença
–13,7% em 2012). verificada explica-se pelo menor crescimento dos salários nominais em
No que se refere às exportações, é de registar o seu comportamento 2010 (2,7%), comparativamente ao crescimento registado em 1961
positivo, em particular no ano 2011 (cresceu 7,2% contra 3,3% em (7,8%), apesar de o valor da inflação ser inferior em 2010 (1,1%), com-
2012). O menor crescimento em 2012 prendeu-se com a menor procu- parativamente ao ano de 1961 (1,7%).
ra realizada pelos nossos parceiros comerciais, em particular os per-
tencentes à Área do Euro. O comportamento positivo das exportações
não foi, todavia, suficiente para compensar a queda registada na pro- COTAÇÕES
cura interna.
Quanto às importações, a queda registada em ambos os anos, mais Grupos Questões Cotações Total
acentuada em 2012 (–6,9%), está relacionada com a queda da procura I 1a5 8 pontos cada 40
interna (consumo e investimento) e com o menor crescimento das ex-
portações em 2012 (foram necessárias menos componentes importa-
das para produzir os bens exportáveis). II 1.1 30
Comparando o crescimento do PIB em Portugal e na Área do Euro veri- 1.2 20
fica-se que, em 1999, o PIB português registou maior crescimento
comparativamente à Área do Euro, tendo nos anos seguintes acompa- 1.3 20
nhado a tendência decrescente da Área do Euro, embora, em 2003, o 2. 10 80
diferencial de crescimento tenha sido negativo para o PIB português
(–2 pontos percentuais). No período que se segue, até 2008, o PIB por-
tuguês acompanhou a tendência de crescimento, mas com valores in- III 1. 60
feriores ao crescimento do PIB da Área do Euro (o que explica os 2. 20 80
valores negativos do diferencial). Em 2009, o decréscimo do PIB foi
mais acentuado na Área do Euro (em resultado da crise económica), o
que explica o diferencial positivo para Portugal. Em 2010, verificou-se Total 200

86
Soluções dos Testes Globais

TESTE GLOBAL 1 COTAÇÕES

págs. 62 a 66 Grupos Questões Cotações Total


I 1 a 10 5 pontos cada 50
GRUPO I
1. (D) 2. (A) 3. (B) 4. (B) 5. (C) 6. (D) 7. (C) 8. (A) 9. (B) 10. (D) II 1.1 10
1.2 20
1.3 20 50
GRUPO II
1.1 Taxa de desemprego = Número de desempregados × 100 III 1.1 10
População ativa 1.2 15
População ativa = Taxa de atividade × População residente 1.3 10
100 1.4 10
Taxa de desemprego = Número de desempregados × 100 1.5 10 55
Taxa de atividade × População residente
100 IV 1.1 10
1.2 Os documentos apresentados sustentam que a população total e a 1.2 15
população ativa portuguesas diminuíram em 2012. Tal facto deveu-se 1.3 10
essencialmente ao fenómeno da emigração, que recrudesceu no ano 1.4 10 45
em causa, por força do aumento do desemprego. Se a esta situação
acrescentarmos o facto de grande parte da emigração ser constituída
por indivíduos jovens, portadores de habilitações superiores e tendo Total 200
em conta que os que não emigram se encontrarem em situação de
desemprego, cada vez mais crescente, a situação encontrada poderá
ser grave para o crescimento potencial da economia.
1.3 As consequências para a economia portuguesa decorrentes do desem-
prego e da emigração, sobretudo de indivíduos até aos 35 anos de
TESTE GLOBAL 2
idade, ou seja, dos trabalhadores mais qualificados, constituem fortes págs. 67 a 69
constrangimentos para o crescimento de uma economia moderna ba-
seada no conhecimento. GRUPO I
1. (C) 2. (B) 3. (C) 4. (A) 5. (A) 6. (D) 7. (A) 8. (C) 9. (B) 10. (A)
GRUPO III

1.1 A1 o Setor primário GRUPO II


A2 e A3 o Setor secundário
A4 a A10 o Setor terciário 1.1 A repartição dos rendimentos implícita é a repartição funcional, isto é,
a repartição dos rendimentos pelos fatores de produção: capital e tra-
1.2 O setor primário representa 2,3% do VAB criado; o setor secundário re-
balho. Como refere o texto, «Os países em crise, com exceção da Itá-
presenta 23,6% (5,1% + 18,5%) e o setor terciário representa 74,1%.
lia», sofreram acentuadas descidas dos «custos do trabalho», por um
Trata-se, portanto, de uma economia terciarizada.
lado, e, por outro lado, os lucros aumentaram o seu peso no PIB (%).
1.3 PIB2011 = ™ VAB + Impostos líquidos de subsídios sobre os produtos 1.2 Em Portugal, entre 2008 e 2011, os custos unitários nominais de mão
= 149 268 + 21 626 = 170 894 milhões de euros de obra registaram um ligeiro incremento, pois os valores ocorridos
1.4 Produto interno líquido = PIB – Consumo de capital fixo em 2009, 2010 e 2011 foram superiores a 100 (2008 – ano base). Po-
= 165 174 – 31 283 = 133 891 milhões de euros rém, a partir de meados de 2011, os valores dos custos unitários
nominais começaram a descer para valores inferiores a 100. Esta
1.5 Taxa de crescimento = PIB2012 – PIB2011 × 100 = –3,3%
descida evidencia que, em relação a 2008 (ano base), os custos pas-
PIB2011
saram a ser inferiores aos desse ano.
1.3 Os custos unitários nominais de mão de obra de Portugal sofreram
GRUPO IV uma redução a partir de 2011, tal como nos outros países em crise
(Espanha, Grécia e Irlanda). Os países da Zona Euro têm registado,
1.1 Procura interna = Consumo privado + Consumo público + Investimento em média, aumentos e valores superiores aos de 2008 (ano base).
1.2 Despesa interna = Procura interna + Procura externa líquida Porém, os países com maiores acréscimos foram o Reino Unido (que
não pertence à Zona Euro), seguido da Alemanha, Itália e França. Po-
1.3 A procura interna, entre 1996 e 2000, foi positiva, mas decrescente a demos questionar em que medida os trabalhadores dos países em
partir de 1998. Após 2008, o seu comportamento foi oscilatório, sen- crise estejam a sofrer reduções dos seus rendimentos (% de salários
do positivo em 2008 e 2010 e negativo em 2009 e 2011. no PIB), de acordo com o referido no texto, uma vez que os lucros
1.4 Foi em 2011. estão aumentar o seu peso no PIB.

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2.1 A Balança de Pagamentos é constituída pelas seguintes componen- dadas as fracas expetativas das famílias portuguesas relativamente ao
tes: Balança Corrente (Mercadorias, Serviços, Rendimentos e Trans- futuro. Os efeitos da redução da população na economia serão positi-
ferências), Balança de Capital e Balança Financeira (Investimento vos, em termos conjunturais, dada a diminuição do desemprego e da
Direto, Investimento de Carteira, Derivados Financeiros, Outro Inves- despesa do Estado com os subsídios de desemprego e o aumento das
timento e Ativos de Reserva). Podemos constatar que os países em remessas dos emigrantes, mas, a longo prazo a perda de capital hu-
crise (Grécia, Irlanda, Portugal, Itália, Chipre e Eslovénia) têm vindo a mano repercutir-se-á negativamente na capacidade produtiva e de
registar uma subida do seu saldo, a partir de 2008, tornando-se posi- inovação (atendendo à saída de pessoas qualificadas), comprome-
tivo a partir de 2012. Esta evolução deve-se à enorme descida das tendo o crescimento da produtividade e da competitividade.
importações em consequência das medidas restritivas impostas a es- A evolução do crescimento potencial da economia portuguesa, com-
tes países pelos credores internacionais, o que conduziu a reduções parativamente à média da UE, apresentou um diferencial positivo pa-
importantes da procura e ao aumento das exportações. A Zona Euro, ra Portugal até 2000, verificando-se posteriormente um diferencial
desde 2009, tem registado um superavit, impulsionado pelo saldo negativo, que se acentuou com o início da crise económica e financei-
positivo da Alemanha, país exportador de bens de elevada tecnologia ra (2007-2008), em que a nossa economia apresentou taxas negativas
incorporada. de crescimento potencial do PIB, estando previsto, para 2015, um po-
tencial de crescimento do PIB de –0,1% comparativamente à média
da UE-15 (0,8%). A previsão negativa para o crescimento do PIB por-
COTAÇÕES tuguês está, assim, associada à perda demográfica.
1.2 As remessas dos emigrantes, ao representarem a entrada de fluxos
Grupos Questões Cotações Total monetários no país, contribuem para a melhoria das contas externas,
I 1 a 10 8 pontos cada 80 refletida positivamente na Balança de Pagamentos.

2.1 Portugal apresenta valores superiores à média europeia em termos


II 1.1 25 de utilização dos recursos humanos e do número médio de horas de
1.2 25 trabalho mas, o valor do PIB per capita representa apenas 64% da
média europeia. Tal situação é reveladora da baixa produtividade do
1.3 30 trabalho em Portugal: a produtividade por hora trabalhada represen-
2.1 40 120 ta cerca de metade da média europeia (52%) e a produtividade por
trabalhador situa-se nos 61%.
2.2 Maior qualificação dos trabalhadores, melhores equipamentos, boa
Total 200 gestão das empresas, inovação dos processos de produção, entre ou-
tros.

COTAÇÕES
TESTE GLOBAL 3
Grupos Questões Cotações Total
págs. 70 a 72 I 1 a 10 8 pontos cada 80
GRUPO I
1. (A) 2. (D) 3. (B) 4. (A) 5. (A) 6. (C) 7. (D) 8. (B) 9. (C) 10. (D) II 1.1 45
1.2 20
GRUPO II 2.1 35
1.1 A redução prevista da população portuguesa (–1,3% entre o início da 2.2 20 120
crise financeira e o ano de 2015) está associada à crise e ao desem-
prego, fatores responsáveis pelo aumento da emigração, pela diminu-
Total 200
ição dos fluxos imigratórios e acentuação da baixa da natalidade,

88
Soluções do Teste-modelo de Exame
GRUPO III
págs. 73 a 81
1.1 Em Portugal, em 2012, a população em risco de pobreza após as transfe-
GRUPO I rências sociais era 17,9%, isto é, em cada 100 pessoas, quase 18 encon-
1. (A) 2. (D) 3. (C) 4. (B) 5. (C) 6. (B) 7. (B) 8. (A) 9. (D) 10. (A) travam-se em risco de pobreza após as transferências sociais (trans-
11. (A) 12. (C) 13. (C) 14. (C) 15. (D) 16. (D) 17. (B) 18. (D) ferências dos Estado, como, por exemplo, pensões e rendimento social de
inserção). 8,6% da população encontrava-se privada de bens materiais, ou
seja, incapaz de satisfazer pelo menos quatro de nove necessidades. 10,1%
GRUPO II da população encontrava-se numa situação de baixa intensidade de traba-
lho, o que corresponde a uma situação de precariedade laboral e de risco
1.1 As projeções para 2014-2015 revelam uma melhoria no comportamento
de pobreza e exclusão, pois são pessoas adultas que não trabalham ou
dos agregados económicos, relativamente a 2013: um crescimento mo-
trabalham apenas a 20% do horário de trabalho normalizado. Esta situação
derado do PIB (de um valor negativo em 2013 para 0,8% em 2014 e 1,3%
revela uma eficácia reduzida das políticas sociais, que têm como finalidade
em 2015) associado a uma ligeira melhoria a nível da procura interna (de
garantir a igualdade de oportunidades, o acesso de todas as pessoas a
–2,7% em 2013 para 0,1% em 2014 e 0,9% em 2015).
meios que permitam a satisfação das necessidades básicas e a prevenção
O crescimento previsto para a procura interna está associado à recupe-
de situações de pobreza e exclusão social.
ração do investimento (de –8,4% em 2013 para 1,0% em 2014 e 3,7%
1.2 Na UE, em média, o risco de pobreza e exclusão social (em % da popu-
em 2015) e à ligeira melhoria a nível do consumo privado (de –2% em
lação total) é 24,8%, o que significa que em cada 100 europeus, dos 28
2013 para 0,3% em 2014 e 0,7% em 2015).
países que constituem a UE, cerca de 25 encontram-se em risco de po-
Em contracorrente prevê-se a manutenção de um crescimento negati-
breza e exclusão social. Se analisarmos por países, verificamos que há
vo a nível do consumo público.
grandes assimetrias entre os 28 Estados-Membros: nos Países Baixos,
Relativamente ao contributo para o crescimento previsto para o PIB, há
República Checa, Finlândia, Suécia e Luxemburgo esse indicador não ul-
a registar uma alteração relativamente a 2013: o contributo das expor-
trapassa 18,5%, enquanto em Portugal o risco de pobreza e exclusão
tações líquidas irá diminuir (de 1,1 para 0,7 p.p. em 2014 e 0,4 p.p. em
social (em % da população total) já atinge 25,3% da população (valor
2015, enquanto se prevê um aumento do contributo da procura inter-
superior à média da UE). Porém, existem países com valores ainda mais
na de –2,7 p.p. em 2013 para 0,1 p.p. em 2014 e 0,9 p.p. em 2015).
elevados, como, por exemplo, Grécia, Letónia, Roménia e Bulgária. Na
Quanto à capacidade de financiamento da economia, a previsão é de
Bulgária, país que apresenta o maior risco, quase metade da população
uma melhoria significativa, em resultado das previsões de aumento dos
(49,3%) encontra-se em risco de pobreza e de exclusão.
excedentes da Balança Corrente e de Capital (de 2,5% do PIB em 2013 pa-
Esta situação revela a fraca coesão económica e social existente na UE,
ra 3,8% do PIB em 2014 e 4,7% do PIB em 2015), para qual a evolução po-
uma vez que não se verifica a redução das desigualdades de desenvol-
sitiva dos saldos da Balança de Bens e da Balança de Serviços será
vimento entre as regiões da UE e a convergência das regiões menos de-
determinante.
senvolvidas com os Estados-Membros mais prósperos.
Relativamente ao mercado de trabalho, as previsões são desanimado-
1.3 A finalidade do Fundo de Coesão é o apoio ao desenvolvimento dos Esta-
ras: para 2014, o emprego manterá um valor negativo (–0,6%), estando
dos-Membros com um rendimento nacional bruto (RNB) per capita inferior
previsto uma recuperação muito fraca para 2015 (0,4%), valor que não
a 90% da média da UE, nas áreas do ambiente e dos transportes, tendo em
permitirá reduzir a elevada taxa de desemprego, que, segundo as pre-
conta o princípio da solidariedade financeira (transferência para as regiões
visões realizadas, se manterá na ordem dos 18%.
mais desfavorecidas de uma parte significativa do orçamento da UE, ali-
1.2 A ligeira melhoria prevista para a procura interna (crescimento inferior
mentado pelas contribuições dos Estados-Membros (cerca de 1% do RNB).
a 1%) é devida ao fraco crescimento previsto para o consumo privado e
Este fundo promove, assim, uma maior coesão económica e social no espa-
ao crescimento negativo do consumo público. A evolução prevista para
ço da União.
o consumo privado está associada ao processo de desalavancagem (re-
dução do endividamento dos agentes económicos) e à contração da 2.1 Repartição funcional dos rendimentos.
atividade económica, que se têm traduzido na contenção das despesas 2.2 Verificando-se uma maior desigualdade a nível da repartição do rendi-
de consumo das famílias (decorrente das restrições à concessão de mento entre os fatores trabalho e capital (queda dos rendimentos dos
crédito, da aplicação das medidas de austeridade, que se têm refletido trabalhadores, traduzida na diminuição média de 2,3% dos salários, e
na queda dos rendimentos e na elevada taxa de desemprego). A evolu- aumento dos rendimentos das empresas), acentuam-se as desigualdades
ção prevista para o consumo público decorre do processo de consoli- sociais.
dação orçamental, que tem conduzido à diminuição das despesas do COTAÇÕES
Estado, dada a necessidade de reduzir o défice orçamental e a dívida
pública. Grupos Questões Cotações Total
1.3 Procura global = Consumo privado + Consumo público + Formação bruta I 1 a 18 5 pontos cada 90
de capital fixo + Variação de existências + Exportações
Ou II 1.1 20
Procura global = Procura interna + Exportações 1.2 10
2.1 O crescimento das exportações portuguesas nos últimos anos (4,4% em 1.3 15
2012 e 5,9% em 2013) está relacionado com o aumento do número de 2.1 10
empresas exportadoras (de 39 865 em 2007 para 46 882 em 2012) e
2.2 10 55
com o crescimento da proporção de empresas cuja produção se destina
à exportação (de 14,5% em 2007 para 17,9% em 2012).
2.2 No período considerado, a intensidade exportadora no conjunto das III 1.1 15
empresas portuguesas (medida pela % das exportações no total das 1.2 15
vendas) é baixa (4,6% em 2007 e 6% em 2012, valores médios), mas 1.3 10
significativa relativamente às empresas exportadoras no período em 2.1 15
análise (31,7% em 2007 e 33,7% em 2012, em termos médios). A evo-
2.2 10 55
lução destes valores revela o crescimento do peso do mercado expor-
tador nas vendas das empresas, em detrimento do mercado interno.
Total 200

Editável e fotocopiável © Texto ͻ Economia A – 11.o ano 89


Soluções do Manual

UNIDADE 8 – OS AGENTES ECONÓMICOS 3.3 Os recursos e os empregos estão equilibrados em cada um dos agentes e
na economia.
E O CIRCUITO ECONÓMICO
AVALIAÇÃO
ECONOMIA APLICADA
págs. 26 e 27
GRUPO I págs. 28 e 29
1. (A) 2. (D) 3. (B) 4. (C) 5. (A) 1.1
Empregos Recursos
GRUPO II Famílias (F)
Alimentação 450 Ordenados (E) 500
1.1 Operações sobre bens e serviços, operações de repartição e operações
Impostos 90 Vencimentos (AP) 100
financeiras.
Poupança 70 Juros (IF) 10
1.2 As diferentes operações encontram-se relacionadas, sendo cada uma
delas dependente de outra(s). Assim, por exemplo, para que haja pro- 610 610
dução (operação sobre bens e serviços) terá de haver investimento Empresas Não Financeiras (E)
(operação financeira); a produção realizada dará origem a rendimentos
Ordenados (F) 500 Consumo (F) 450
que, uma vez distribuídos sob a forma de salários e lucros (operação
Impostos 30 Consumo (AP) 20
de repartição), permitirão aos consumidores aceder a esses bens e sa-
Importações 100 Exportações 90
tisfazer as suas necessidades.
Poupança 20 Investimento (IF) 90
1.3
650 650
Figura A Figura B Figura C Figura D
Administração Pública (AP)
Vencimento (F) 100 Impostos (F) 90
Compras (E) 20 Impostos (E) 30
Poupança 10 Impostos (IF) 10
Operações sobre Operações de Operações
130 130
bens e serviços repartição financeiras
Instituições Financeiras (IF)
Impostos 10 Poupança (F) 70
2.
Juros (F) 10 Consumo (E) 20
Agentes Operações Principais Investimento (E) 90 Poupança (AP) 10
económicos económicas funções Fluxo de compensação 10
Famílias Sobre bens e serviços Consumir 110 110
Produzir bens e Resto do Mundo
Empresas Sobre bens
serviços mercantis Exportações 90 Importações 100
Não Financeiras e serviços
não financeiros Fluxo de compensação 10
Instituições Prestar serviços 100 100
Financeiras
Financeiras financeiros

Repartir o rendi-
Administrações 1.2
De repartição mento e prestar
Públicas
serviços coletivos

Sobre bens e serviços Trocar bens, servi-


Resto do Mundo
Financeiras ços e capitais

3.1

3.2 P = R = D
R = Salários + Rendas + Juros + lucros
= 1000 u.m.
D = Compras + Investimento
= 900 + 100
= 1000 u.m. 1.3 Verifica-se equilíbrio nas contas de todos os agentes económicos (empre-
P = R = D = 1000 u.m. gos = recursos).

90
2.1 Empregos Recursos
Empregos Recursos Resto do Mundo
Famílias (F) Exportações 64 000 Importações 65 000
Impostos (AP) 90 Ordenados (E) 500 Fluxo de compensação 01 000
Compras (E) 450 Vencimentos (AP) 100 65 000 65 000
Poupança (IF) 70 Juros (IF) 10
3.2 O equilíbrio é verificado para cada agente económico, visto o valor dos
610 610
empregos ser igual ao dos recursos, e, igualmente, para o conjunto da
Empresas (E) economia.
3.3 a) Remunerações do trabalho das Famílias = 80 000 milhões de euros
Ordenados (F) 500 Vendas (F) 450
b) Total dos rendimentos das Famílias = 130 000 milhões de euros
Impostos (AP) 30 Vendas (AP) 20
c) Impostos e contribuições para a Segurança Social pagos pelas Famílias
Importações 100 Exportações 90
= 31 000 milhões de euros
Poupança (IF) 20 Empréstimos (IF) 90
d) Rendimento disponível das Famílias = 130 000 – 31 000 = 99 000 mi-
650 650 lhões de euros
Instituições Financeiras (IF) e) Taxa de poupança das Família, em percentagem do rendimento dis-
ponível = 9000 / 99 000 × 100 | 9%
Empréstimos (E) 90 Poupança (E) 20
Juros (F) 10 Poupança (F) 70
Impostos (AP) 10 Poupança (AP) 10
Fluxo de
compensação 10 UNIDADE 9 – A CONTABILIDADE NACIONAL
110 110 AVALIAÇÃO
Administrações Públicas (AP) págs. 80 a 83
Compras (E) 20 Imposto (F) 90 GRUPO I
Vencimentos (F) 100 Imposto (E) 30
Poupança (IF) 10 Impostos (IF) 10 1. (B) 2. (D) 3. (B) 4. (A) 5. (D)
130 130
Resto do Mundo GRUPO II
Exportações 90 Importações 100 1. Contabilidade Nacional é uma técnica de descrição da atividade econó-
Fluxo de compensação 10 mica que recorre a um conjunto de operações, apresentadas em qua-
100 100 dros relativos aos principais agregados macroeconómicos.
2. Fazem parte do território económico português: (C) e (D).
3.1
Empregos Recursos 3.1 Ótica da produção, ótica da despesa e ótica do rendimento.
3.2 Ótica da produção – permite conhecer o contributo (VA) de cada ramo /
Famílias (F)
setor de atividade económica para o PIB.
Impostos (AP) 25 000 Salários (E) 60 000 Ótica da despesa – permite saber o destino do produto.
Consumo (E) 90 000 Salários (IF) 04 000 Ótica do rendimento – permite saber a repartição funcional do rendimento.
Cont. S. Social (AP) 06 000 Vencimentos (AP) 16 000 4.1 O problema da múltipla contagem consiste em contabilizar, por mais de
Poupança (IF) 09 000 Rendimentos (E) 31 000 uma vez, o valor dos consumos intermédios.
Apoios Sociais (AP) 19 000 4.2 O método dos valores acrescentados permite ultrapassar o problema da
130 000 130 000 múltipla contagem.
Empresas (E) 4.3 Método dos valores acrescentados:

Salários (F) 60 000 Consumo (F) 90 000 Ramos Valor Acrescentado (u.m.)
Rendimentos (F) 31 000 Exportações 64 000
Silvícola 1500
Impostos (AP) 08 000 Consumo (AP) 27 000
Cont. S. Social (AP) 15 000 Industrial 2500
Poupança (IF) 02 000 Comercial 1500
Importações 65 000 Produto = ™ VA 5500
181 000 181 000
Método dos produtos finais: Produto final = Mobiliário = 5500 u.m.
Instituições Financeiras (IF)
5.1 Valores relativos a 2012:
Salários (F) 04 000 Poupança (F) 09 000
Setor I: 165 000 × 0,02 = 3300 milhões de euros
Impostos (AP) 04 500 Poupança (E) 02 000
Setor II: 165 000 × 0,24 = 39 600 milhões de euros
Cont. S. Social (AP) 03 500 Fluxo de compensação 01 000
Setor III: 165 000 × 0,74 =122 100 milhões de euros
12 000 12 000 5.2 Valores relativos a 2000.
Administrações Públicas (AP) Setor I: 127 000 × 0,04 = 5080 milhões de euros
Vencimentos (F) 16 000 Impostos (F) 25 000 Setor II: 127 000 × 0,35 = 44 450 milhões de euros
Apoios (F) 19 000 Cont. S. Social (F) 06 000 Setor III: 127 000 × 0,61 = 77 470 milhões de euros
Consumo (E) 27 000 Impostos (E) 08 000 Os valores apurados permitem concluir que o país, entre 2000 e 2012,
Cont. S. Social (E) 15 000 seguiu uma trajetória de terciarização da sua economia, visto que o
Impostos (IF) 04 500 setor III aumentou o seu contributo para o PIB, de 61% para 74%, o
Cont. S. Social (IF) 03 500 que, em valores absolutos, representou um aumento de 77 470 milhões
de euros para 122 100 milhões de euros. Já os setores I e II diminuíram
62 000 62 000
o seu contributo, tanto em termos relativos como absolutos.

Fotocopiável © Texto ͻ Economia A – 11.o ano 91


5.3 A ótica da produção permite verificar o contributo de cada ramo ou setor de 6.2 VA = Vendas (recursos) – Consumos intermédios
atividade para o produto do país. Esta informação permite, por sua vez, veri- VA (A) = 30 – 0 = 30 u.m.
ficar a natureza do produto e o nível de desenvolvimento da economia.
VA (B) = 110 – 15 = 95 u.m.
6.1 VA (C) = 75 – 30 = 45 u.m.
Empregos Recursos
VA (D) = 100 – 20 = 80 u.m.
A – Exploração Agrícola
VA (E) = 100 – 0 = 100 u.m.
Salários 20 Vendas (Fam.) 05
VA (F) = 600 – 300 = 300 u.m.
Lucros 10 Vendas (C) 25
VA (total) = 650 u.m.
30 30
6.3 WƌŽĚƵƚŽсєs = 650 u.m.
B – Pedreira
6.4 PN = PI + Saldo dos rendimentos com o Resto do Mundo
Energia 15 Vendas (D) 10 = 650 + 50 = 700 u.m.
Salários 50 Vendas (F) 100
Lucros 45 7.1 WƌŽĚƵƚŽсZĞŶĚŝŵĞŶƚŽсє;ZĞŶĚŝŵĞŶƚŽƐĚŽƚƌĂďĂůŚŽнZĞŶĚŝŵĞŶƚŽƐĚŽ
capital)
110 110 = Salários + Rendas + Juros + Lucros = 870 + 550 = 1420 u.m.
C – Empresa corticeira 7.2 Repartição funcional do rendimento
Fator trabalho = 870 / 1420 × 100 | 61%
Compras (A) 25 Vendas (F) 75
Fator capital = 550 / 1420 × 100 | 39%
Salários 20
Lucros 15 8.1 Agricultura, silvicultura e pesca = Setor primário
Rendas 10 Indústria, eletricidade, gás e água e construção = Setor secundário
Energia 05 Serviços = Setor terciário
75 75 8.2 É uma economia terciarizada, já que os serviços representam 52% do PIB.
8.3 DI = PIB = 4265,1 milhões de u.m.
D – Empresa vidreira
8.4 PILíquido = PIB – Consumo de capital fixo = 4240 milhões de u.m.
Compras (B) 10 Vendas (Fam.) 05
Salários 40 Vendas (F) 95 9.1 Despesas de consumo final (t) = 50 000 milhões de u.m.
Lucros 35 FBC (t) = 20 000 milhões de u.m.
Rendas 05 FBCF (t + 1) = 22 300 milhões de u.m.
Energia 10 Importações (t + 1) = 40 000 milhões de u.m.
9.2 Ótica da despesa.
100 100
9.3 O destino do produto criado.
E – Empresa produtora de energia elétrica 9.4 Salários = 73 000 × 0,70 = 51 100 milhões de u.m.
Rendas 05 Vendas (B) 15 Rendimento = 73 000 = 51 100 + EBE + Impostos líquidos de subsídios à
Lucros 30 Vendas (C) 05 produção e importação
Salários 65 Vendas (D) 10 EBE = 11 900 u.m.
Vendas (Fam.) 40 9.5 Recursos = Produto + Importações
Vendas (F) 30 = 73 000 + 40 000 = 113 000 milhões de u.m.
Empregos = Consumo final + FBC (Investimento) + Exportações =
100 100
= 113 000 milhões de euros
F – Empresa de construção civil
Compras (B) 100 Vendas (Fam.) 600
Compras (C) 75
Compras (D) 95
Salários 180 ECONOMIA APLICADA
Lucros 120
Energia 30 págs. 84 e 85
600 600 1.1 Ótica da produção
Famílias 1.2 Permite identificar a natureza da produção e a estrutura por ramos /
setorial dessa produção.
Compras (A) 05 Salários (A) 120 1.3 Serviços = 107 100 milhões de euros
Compras (D) 05 Salários (B) 150 PIB = є VAB + Impostos líquidos de subsídios sobre os produtos =
Compras (E) 40 Salários (C) 120 = 144 410 + 20 800 = 165 210 milhões de euros
375
Compras (F) 600 Salários (D) 140 Peso de cada ramo de atividade no total dos VA
Salários (E) 165 Agricultura = 3 260 / 144 410 × 100 = 2,2%
Salários (F) 180 Indústria = 14,4%
Lucros (A) 110 Energia = 4,2%
Lucros (B) 145 Construção = 5,0%
Lucros (C) 115 Serviços = 74,2%
255 1.4 Relativamente aos valores de 2012, a estrutura do produto apresentada
Lucros (D) 135
Lucros (E) 130 permite classificar a economia portuguesa como uma economia tercia-
Lucros (F) 120 rizada (setor III: 74,2% do total do VAB). Relativamente ao setor II, veri-
fica-se o peso da indústria, que contribui com 14,4% para o VAB.
Rendas (C) 110
Quanto à variação do contributo de cada um dos ramos de atividade,
Rendas (D) 105 20
verifica-se o decrescimento constante, desde 2010, em todos esses ra-
Rendas (E) 105
mos (–2,4%), sendo particularmente elevada a queda da construção (–
650 650 15,8%), seguida da queda da indústria (–2,6%).

92
1.5 PNB p.m. = PIB p.m. + Saldo dos rendimentos com o Resto do Mundo sobre a indústria nacional, beneficiando a produção e o emprego, já
W/Ɖ͘ŵ͘сєsн/ŵƉŽƐƚŽƐůşƋƵŝĚŽƐde subsídios sobre os produtos numa fase posterior os efeitos poderão ser nefastos não só para a in-
= 165 210 milhões de euros dústria nacional, que não terá os estímulos para o seu desenvolvimen-
PNB p.m. = 165 210 – 4 200 = 161 010 milhões de euros to, como para as economias vizinhas, que poderão retaliar com o
mesmo tipo de política, ficando todos os países prejudicados com a si-
2.1 De acordo com o Documento 1, as variáveis que mais contribuíram positi- tuação resultante.
vamente para o rendimento dos particulares em 2012 foram os rendi-
mentos de empresa e propriedade e as transferências externas. Já a
diminuição dos rendimentos do trabalho e as transferências internas con- GRUPO III
tribuíram negativamente para o valor do rendimento disponível.
2.2 Poupança = Rendimento disponível – Consumo = 13 030 milhões de euros 1.1 Saldo da Balança de Bens = Valor das exportações – Valor das importações
Taxa de poupança, em %, do rendimento disponível = 10,6% –2000 = 2000 – Valor das importações
Valor das importações = 4 000 milhões de u.m.
3.1 a) Procura Interna = Consumo das Famílias + Consumo das AP 1.2 Taxa de cobertura = Valor das exportações × 100 = 2000 × 100 = 50%
+ Investimento = 166 500 milhões de euros Valor das importações 4000
b) Procura externa líquida = Exportações – Importações 1.3 Saldo da Balança de Bens e Serviços = –2000 + 2500 = +500 milhões de u.m.
= –1000 milhões de euros Saldo da Balança de Bens e Serviços / PIB × 100 = 500 / 17 000 × 100 = 2,9%
c) PIB em 2012 = Procura interna + Procura externa líquida
= 165 500 milhões de euros 2.
3.2 Ótica da despesa Balança Corrente +6000 u.m.
3.3 O destino dado à produção. Balança de Bens –2000 u.m.
3.4 PIB real = PIB nominal / deflator × 100 = 160 680 milhões de euros Balança de Serviços +7000 u.m.
4.1 a) França, Reino Unido, Alemanha e Portugal Balança de Rendimentos –1000 u.m.
b) Espanha, Países Baixos e Itália Balança de Transferências +2000 u.m.
4.2 No contexto dos países da Zona Euro, considerados no gráfico, Portugal Balança de Capital –4000 u.m.
é aquele que apresentou maior taxa de variação positiva no 2.o trimes- Balança Financeira –2000 u.m.
tre de 2013, face ao 1.o trimestre de 2013 (1,1%).
4.3 De acordo com o texto do Boletim Estatístico do Banco de Portugal de 2.1 Capacidade de financiamento = 2000 u.m.
setembro de 2013, os fatores que mais contribuíram para a situação re- = Simétrico do saldo da Balança Financeira
ferida atrás (diminuição menos intensa do PIB) foram a redução menos Saldo da Balança Financeira = –2000 u.m.
acentuada do investimento, com destaque para a FBCF na construção, e Saldo da Balança Corrente = –2000 + 7000 – 1000 + 2000 = 6000 u.m.
o contributo muito positivo (acelerado) das exportações de bens e ser- Saldo da Balança Financeira = –(Saldo da Balança Corrente +
viços. Saldo da Balança de Capital)
Saldo da Balança de Capital = –4000 u.m.
3.1 e 3.2
UNIDADE 10 – RELAÇÕES ECONÓMICAS Hipótese I
COM O RESTO DO MUNDO
Horas de trabalho por unidade produzida
AVALIAÇÃO Bens Bem X Bem Y
Países
págs. 148 a 151
GRUPO I País A 7 10

1. (A) 2. (C) 3. (B) 4. (D) 5. (A) País B 8 5

Neste caso, o país A tem vantagem absoluta na produção do bem X e o


GRUPO II país B na produção do bem Y.
Hipótese II
1.1 Balança de Pagamentos.
1.2 Duas das razões que justificam os registos na Balança de Pagamentos são Horas de trabalho por unidade produzida
a necessidade de conhecer o valor e o tipo de trocas efetuadas e se o país Bens
é credor ou devedor em relação ao exterior. Bem X Bem Y
Países
1.3 As principais rubricas que constituem a Balança de Pagamentos são a
Balança Corrente, a Balança de Capital e a Balança Financeira. País A 10 12
1.4 Como exemplos, na Balança Corrente regista-se as importações e as ex- 9 8
País B
portações de bens e serviços, na Balança de Capital regista-se as trans-
ferências da UE e os contratos de transferência de jogadores de futebol
Neste caso, à partida, o país B produz mais barato cada um dos bens.
e na Balança Financeira regista-se o investimento direto estrangeiro e o
No entanto, recorrendo aos custos comparativos/relativos (custo de
investimento de carteira.
um bem relativamente ao outro bem), teremos:
2. (A) V (B) F (C) F (D) V (E) F (F) F (G) F (H) V (I) V (J) V
Custos comparativos* por unidade produzida
3. São corretas as afirmações: (A) e (D).
Bens Bem X Bem Y
4.1 Protecionismo. Países
4.2 O texto refere a existência de direitos aduaneiros sobre as importações País A 10/12 = 0,83 12/10 = 1,2
para proteção da economia nacional.
4.3 O livre cambismo, ao exigir a concorrência entre as economias, poderá País B 9/8 = 1,125 8/9 = 0,89
ser, dentro de certos limites, um estímulo às indústrias nacionais – este
é o principal argumento a favor desta política do comércio externo. De * Custo de uma unidade de um dos bens em relação ao custo do outro bem.
facto, se, numa primeira fase, é possível ver os efeitos do protecionismo Na situação II, o país A deverá produzir o bem X e o país B o bem Y.

Fotocopiável © Texto ͻ Economia A – 11.o ano 93


3.3 A teoria das vantagens comparativas defende a especialização dos paí- 3.2 As despesas em I&D em Portugal e na UE foram-se aproximando, so-
ses nos bens que produzem com vantagens comparativas, isto é, com bretudo a partir de 2005, tendo-se afastado de novo a partir de 2009.
custos comparativos mais baixos. Deste modo, haverá toda a vantagem 3.3 Os dois documentos ilustram a necessidade de Portugal continuar a
na produção dos bens para os quais os países são mais dotados, expor- apostar em I&D porque os bens de que poderá beneficiar, no sentido
tando o excedente e importando os bens que não conseguem produzir de tirar mais vantagens da sua inserção no mercado global, deverão ter
internamente a preços competitivos. mais valor acrescentado que a I&D poderá suportar. Como o texto refere,
É com base na teoria das vantagens comparativas que se justifica o co- para Portugal ser mais competitivo, deverá apostar, por exemplo, na qua-
mércio externo. lificação, na inovação de bens, na diferenciação e numa melhor gestão
3.4 O comércio externo tem por base científica a teoria das vantagens com- empresarial.
parativas, permitindo que os países, ao se especializarem na produção
dos bens para os quais têm vantagens comparativas, consigam produzir
mais (visto que podem orientar todos os seus recursos para a produção
do bem que menos custa, produzindo, naturalmente, mais) e, assim, UNIDADE 11 – A INTERVENÇÃO DO ESTADO
aumentarem a sua produção, o seu rendimento e o bem-estar da sua
população. Então, o comércio externo pode ser perspetivado como NA ECONOMIA
uma estratégia de crescimento económico. AVALIAÇÃO
4.1 O objetivo principal da OMC é regular o comércio internacional através págs. 228 a 231
de princípios e resoluções que satisfaçam as partes envolvidas.
4.2 O princípio da previsibilidade defende o conhecimento das «regras do GRUPO I
jogo» por parte de todos os intervenientes e interessados em pertencer 1. (D) 2. (D) 3. (B) 4. (D) 5. (B)
à organização. Esta situação é indispensável para que todos possam,
com racionalidade, orientar a sua participação no comércio interna-
cional e tirar dele todas as vantagens.
GRUPO II
1.1 Duas receitas públicas para além da referida poderão ser, entre outras,
os impostos e as taxas.
ECONOMIA APLICADA 1.2 De acordo com o texto, as receitas das privatizações contribuirão para a
redução da dívida pública «através da consignação das suas receitas».
págs. 152 e 153 2.1 A falha do mercado implícita no texto é a concorrência imperfeita (con-
centração do capital – o que vai contra à livre concorrência).
1.
2.2 Para superar a falha de mercado (concorrência imperfeita), o Estado
deverá regular os mercados através de «leis antimonopólio».
2010 2011 2012 2.3 Os objetivos da intervenção do Estado são: promover a equidade, esta-
bilidade e eficiência, corrigir as falhas do mercado e fornecer bens públicos.
Exportações de bens 37 394 43 073 45 526
3.1 Externalidades negativas são efeitos nocivos de atividades económicas
Importações
56 581 57 278 54 109 que não tinham sido previstos pelo mercado, como, por exemplo, as «ati-
de bens
vidades que poluam o ambiente».
Saldo –19 187 –14 205 –8 583 3.2 O Estado intervém para corrigir a poluição provocada pela atividade eco-
nómica através da política ambiental, estabelecendo taxas que reflitam
Taxa de cobertura 66% 75% 84%
os custos ambientais provocados por essa atividade.
Fonte: Boletim Estatístico, Banco de Portugal, maio de 2013
4.1 Bens públicos são bens e serviços coletivos indivisíveis que satisfazem
necessidades coletivas. Devem ser produzidos pelo Estado porque, co-
1.1 No período em análise, quer as exportações quer as importações au- mo refere o texto, «o funcionamento do mercado pode ser, por vezes,
mentaram, entre 2010 e 2011, mas as importações registaram uma menos do que eficaz, especialmente quando se trata dos chamados
queda em 2012. bens públicos».
1.2 O saldo da Balança de Bens, em 2012, foi deficitário. 4.2 Três exemplos de bens públicos poderão ser, entre outros, a iluminação
1.3 As taxas de cobertura foram gradualmente aumentando, visto o valor pública, os transportes públicos e a educação.
das exportações ter aumentado sempre e o valor das importações ter 4.3 Os bens públicos têm de ser produzidos pelo Estado, uma vez que «o fun-
aumentado pouco em 2011 e diminuído em 2012. cionamento do mercado pode ser, por vezes, menos do que eficaz», por-
1.4 No período em análise, o saldo da Balança de Bens foi apresentando valo- que são indivisíveis e satisfazem necessidades coletivas, não podendo
res menos negativos, o que se traduziu no aumento da taxa de cobertura. excluir do seu consumo famílias de baixos rendimentos que não os pos-
sam pagar, cenário possível e aceite caso fossem produzidos por empre-
2.1 O saldo da Balança de Bens, em relação ao PIB, tem apresentado sis- sas privadas. São assim bens não rivais e não excluíveis.
tematicamente um saldo negativo, atingindo valores muito elevados a
partir do ano 2000, devido, certamente, a dificuldades de adaptação às 5.1 Alguns fatores que explicam as desigualdades têm a ver com a reparti-
exigências da moeda única. No entanto, a partir de 2010, esse saldo ção primária dos rendimentos e estão associados à propriedade dos
tem vindo a diminuir. Inversamente, o saldo da Balança de Serviços, meios de produção, nível de escolaridade, grau de formação profissio-
sempre superavitária, tem acentuado essa tendência nos últimos anos. nal, entre outros.
2.2 A diminuição do saldo deficitário da Balança de Bens tem sido, nos últi- 5.2 O Estado pode diminuir as assimetrias na repartição dos rendimentos
mos anos do gráfico, compensado com o aumento do saldo superavitá- através dos impostos (política fiscal), nomeadamente através de impostos
rio da Balança de Serviços. diretos progressivos, que implicam que os indivíduos de elevados ren-
dimentos paguem uma taxa maior do que os indivíduos de baixos rendi-
3.1 Para que a economia portuguesa pudesse ser mais competitiva no con- mentos.
texto internacional, a par de outras soluções, deveria ter melhorado o seu 5.3 Os alunos deverão aplicar uma taxa maior a uma matéria coletável maior
perfil de especialização em bens com mais valor acrescentado, para mer- e uma taxa menor a uma matéria coletável menor.
cados mais dinâmicos e apostar em modelos de negócio empre- 5.4 A política orçamental, através dos impostos diretos progressivos (sobre os
sariais, que, por sua vez, apostassem na inovação e diferenciação em ca- rendimentos mais elevados incidem taxas maiores) e das transferências
deias de valor internacionais. sociais, promove a redistribuição dos rendimentos.

94
6.1 Enquanto o saldo global diz respeito à diferença entre o valor total das 3.2 O texto refere-se ao aumento da precariedade, flexibilidade e desvalo-
receitas públicas (com exceção da emissão de dívida pública) e o valor rização do trabalho a par da desregulamentação das leis laborais, o que
total das despesas públicas (com exceção do valor das amortizações da tem, como efeitos, a redução da parte dos salários no PIB, como ilustra
dívida pública), o saldo primário refere-se ao saldo orçamental global o gráfico.
após a dedução dos juros da dívida pública e outros encargos. 3.3 A política de redistribuição dos rendimentos, através das políticas fiscais e
6.2 Em Portugal, o saldo primário e o saldo global são sempre negativos, ou sociais, e as políticas de emprego e de combate ao desemprego, valori-
seja, encontramo-nos perante défices permanentes. Na Zona Euro, os zando o trabalho e regulamentando o mercado de trabalho. Os objeti-
saldos primário e global apresentam sempre saldos menos negativos do vos da política de redistribuição dos rendimentos são a promoção da
que os de Portugal e, entre 2006 e 2008, apresentaram saldos primários equidade, da justiça social e de uma repartição dos rendimentos mais
positivos (superavitários). equilibrada, corrigindo o mercado.
8.1 Dívida pública consiste no endividamento do Estado, que teve de recor-
rer a empréstimos para fazer face ao défice orçamental. O Estado terá
de pagar os juros desses empréstimos (juros da dívida pública) e os re- UNIDADE 12 – A ECONOMIA PORTUGUESA NO
embolsos dos empréstimos.
8.2 O peso no PIB (% no PIB) da dívida pública em Portugal, em 2013 e de CONTEXTO DA UNIÃO EUROPEIA
acordo com o INE, supera as previsões do Governo, da Comissão Euro-
peia e do FMI, atingindo 127,8% (a dívida pública ultrapassa o valor do AVALIAÇÃO
PIB em 2013, atingindo 127,8% do valor deste).
8.3 O peso no PIB (% no PIB) da dívida pública em Portugal, em 2012, é su-
págs. 294 a 297
perior aos da Alemanha, Espanha e Irlanda, e inferior aos da Itália e GRUPO I
Grécia. Porém, mantém-se muito elevado, o que evidencia um acentu- 1. (B) 2. (C) 3. (D) 4. (D) 5. (B)
ado endividamento e dependência externa.
8.4 As consequências para Portugal serão a perda de soberania devido à
necessidade de recurso a empréstimos externos. Porém, será de se co- GRUPO II
locar a eventualidade de uma renegociação da mesma e alterar as re-
gras do BCE, no que respeita a empréstimos aos Estados-Membros, no 1.1 A construção da paz e o progresso económico e social da Europa.
âmbito da União Europeia. Relembrar que muitos países tiveram as su- 1.2 União aduaneira, mercado comum e união económica e monetária.
as dívidas perdoadas, como foi o caso da Alemanha Federal, em 1953, 1.3 1957 – França, Alemanha, Bélgica, Holanda, Luxemburgo e Itália;
que teve a sua dívida perdoada em 70% e indexada às exportações 1973 – Os seis anteriores mais o Reino Unido, Irlanda e Dinamarca;
(além de limitada a 5% do valor destas). 1981 – Os nove anteriores mais a Grécia;
1986 – Os 10 anteriores mais Portugal e Espanha;
9.1 A figura evidencia a existência de desigualdades sociais, a necessidade 1995 – Os 12 anteriores mais a Suécia, Áustria e Finlândia;
de uma política de redistribuição dos rendimentos, a fim de se diminuir 2004 – Os 15 anteriores mais Malta, Chipre, Eslovénia, República Checa,
e corrigir os desequilíbrios resultantes da repartição primária, promover Eslováquia, Hungria, Polónia, Estónia, Letónia e Lituânia;
a satisfação das necessidades básicas a toda a população e promover a 2007 – Os 25 anteriores mais a Roménia e a Bulgária;
equidade. Só assim poderá haver justiça social e coesão social. Por ou- 2013 – Os 27 anteriores mais a Croácia.
tro lado, mostra, com sentido de humor, que a pessoa favorecida está
desfasada da realidade social, considerando que apenas os mercados 2.1 Mercado único é um mercado sem fronteiras onde mercadorias, capitais,
financeiros serão criadores de rendimentos. pessoas e serviços circulam livremente.
2.2 Os consumidores podem ter acesso a uma maior variedade de bens, a
preços acessíveis e com maior garantia quanto à sua segurança e quali-
dade.
ECONOMIA APLICADA 2.3 No mercado único, situações que limitem a concorrência entre empresas
págs. 232 e 233 e constituam posições de domínio de um mercado (caso dos monopólios),
prejudicando os consumidores, são contrárias ao princípio da livre con-
1.1 Portugal foi dos países da UE que registou um maior acréscimo das ener- corrência em que assenta o mercado único. Por esta razão, qualquer pro-
gias renováveis no consumo energético, sendo superado apenas por seis cesso de concentração de empresas num determinado mercado terá de
países. ser obrigatoriamente comunicado à Comissão Europeia, que apreciará a
1.2 Portugal é dos países da UE que apresenta um desvio menos significativo situação e decidirá em conformidade.
em relação ao objetivo europeu para 2020. O desvio de Portugal é inferior
ao da média da UE. Tendo em conta que as energias renováveis são fun- 3.1 Possibilidade de aumentar as exportações dado o maior número de
damentais para a sustentabilidade do ambiente e constituem uma priori- consumidores; mais oportunidades a nível do mercado de trabalho em
dade da política ambiental, podemos concluir que Portugal tem vindo a resultado da livre circulação de pessoas; maior concorrência, benefici-
aproximar-se dos objetivos da política ambiental no que respeita às ener- ando os consumidores.
gias renováveis, a fim de que as gerações atuais e vindouras tenham qua- 3.2 As políticas de solidariedade e de coesão têm como finalidades diminuir
lidade de vida, uma vez que pessoas e ambiente são interdependentes. as desigualdades de desenvolvimento entre países e regiões da União,
apoiar os setores com maiores dificuldades, promover a integração pro-
2.1 As consequências de uma menor intervenção do Estado na economia fissional dos desempregados e prevenir a inclusão social.
implicaram, nos EUA, uma redução da produtividade, um aumento das 3.3 A Comissão Europeia tem o poder de iniciativa, elaborando as propos-
desigualdades sociais e uma maior concentração do capital. tas relativas às políticas europeias, cabendo ao Conselho de Ministros
2.2 As privatizações deram lugar a maior concentração do capital (cedendo da União, juntamente com o Parlamento Europeu, aprová-las. A execu-
«o lugar aos oligopólios ou monopólios privados»), isto é, à concorrên- ção e condução das políticas europeias é assegurada pela Comissão Eu-
cia imperfeita, agravando as falhas do mercado. ropeia.
2.3 Os alunos, após a síntese do texto, deverão referir os efeitos de uma
menor intervenção do Estado na economia. 4.1 A circulação de uma moeda única constitui um símbolo do elevado grau
de integração, na medida em que os Estados aderentes cedem, volun-
3.1 Portugal, a seguir à Grécia, Irlanda, Estónia e Irlanda, é o país que apre- tariamente, parte da sua soberania a uma instituição comum (BCE),
senta uma maior redução da percentagem de salários no PIB (variação a quem compete a gestão da moeda e a definição de uma política mo-
negativa de cerca de –2,9%). netária comum.

Fotocopiável © Texto ͻ Economia A – 11.o ano 95


4.2 Os Estados-Membros da UE que pretendam aderir à moeda única têm Consumo privado: o peso do consumo privado no rendimento disponível
de cumprir os critérios de convergência, apresentando uma economia apresenta valores acima da média europeia nos anos assinalados (5%
com baixa inflação e finanças públicas sólidas. acima da média em 1986, 6%, em 1999, e 14%, em 2010), demonstrando
a chegada tardia das famílias portuguesas à sociedade de consumo, face
às suas congéneres na UE. Os valores evidenciam a utilização da maior
GRUPO III parte do rendimento disponível na satisfação de necessidades imediatas
(consumo de bens correntes e duradouros).
1.1 Aumento dos salários e das pensões, descida das taxas de juro, redução Exportações: o peso das exportações no PIB apresentava, em 1986, um
dos impostos, entre outras. valor muito próximo da média europeia (99%), mas, nos períodos seguin-
1.2 As medidas de incentivo à procura originaram um aumento do défice tes, a convergência foi interrompida (em 1999 o valor baixou para 84% e,
orçamental e da dívida pública na generalidade dos países da Zona Eu- em 2010, recuou para 76% da média da UE).
ro, dado o aumento da despesa pública e a diminuição da receita fiscal Investimento direto estrangeiro: os valores para a economia portuguesa
(no caso da redução de impostos). Os valores apresentados mostram a encontram-se, em todos os anos, acima da média europeia (em 1986, o
dificuldade de cumprimento dos limites do PEC: a maioria dos países da stock de investimento direto estrangeiro superava em 41% a média da
Zona Euro ultrapassou, em 2009, o limite dos 3% do PIB para o défice UE, baixando para 6% acima da média, em 1999, voltando a recuperar
orçamental e dos 60% do PIB para a dívida pública. em 2010, situando-se 14% acima da média).

2. O consumo privado de 2011 para 2012 caiu de –3,8% para –5,6% em Dimensão social
todas as suas componentes, com maior destaque para o consumo de Proteção social: o peso das despesas com prestações sociais no PIB re-
bens duradouros, cujo decréscimo em 2012 (–23%) superou a queda presentava, em 1986, 55% da média europeia, crescendo em 1999 (68%
registada em 2011 (–18,5%). O consumo de veículos automóveis foi a da média) e alcançando, em 2010, a média europeia. A convergência
parcela que maior descida registou (de –24,9% para –35,2%). A contra- mostra a importância do Estado social na sociedade portuguesa.
ção registada está associada à diminuição do rendimento disponível Nível de educação: os valores revelam a insuficiente qualificação da so-
real (–4,9% em 2011 e –2,9% em 2012), em resultado da queda dos sa- ciedade portuguesa face ao nível europeu (em 1986, a população portu-
lários, do maior desemprego e das restrições ao crédito bancário. A re- guesa entre os 15 e os 64 anos, que tinha completado o ensino
tração do consumo privado foi acompanhada do aumento da taxa de secundário ou o ensino superior, representava 52% da média europeia,
poupança (de 9,1% para 11,6%), dadas as baixas expetativas das famí- em 1999, 58% da média europeia e, em 2010, 63% da média da UE).
lias relativamente ao futuro próximo, nomeadamente o receio do de- Conforto da habitação: o peso da população com acesso a instalações
semprego. sanitárias na habitação representava, em 1986, 92% da média europeia,
aproximando-se em 1999 (98% da média) e alcançando a convergência,
em 2010. Este indicador revela a melhoria das condições de habitabili-
3. A evolução do PIB e do PIB per capita, no contexto da UE, reflete positi-
dade dos portugueses, fator que influencia positivamente as condições
vamente o apoio dos fundos europeus e negativamente os efeitos das
de saúde.
crises.
Lazer e cultura: o peso das despesas com o lazer e cultura no consumo
Os valores do PIB per capita ao longo dos anos revelam a dificuldade de
das famílias, apesar da melhoria verificada (em 1999 representava 64%
aproximação da economia portuguesa ao padrão médio europeu. Nos
da média europeia e em 2010 atingiu 82% da média), ainda se encontra
anos de 1999, 2009 e 2010, o PIB per capita situou-se nos 81% da média
afastado dos padrões europeus, revelando o menor rendimento das fa-
europeia, verificando-se maior convergência à média europeia, para a
mílias portuguesas comparativamente à média da UE.
qual os recebimentos dos fundos europeus foram essenciais. Os anos de
Mobilidade: a densidade da rede de autoestradas em Portugal no ano de
maior divergência, ou seja, de maior afastamento face à média europeia
1986 representava 29% da média europeia, mas, em 1999 o valor ultra-
(1996, 2004 e 2012) refletem os efeitos das crises, em particular, o ano
passava em 23% a média da UE, situando-se, em 2010, em 86% acima do
de 2012.
valor da média da UE. A evolução dos valores revela o peso do investi-
mento público neste tipo de infraestruturas e o acréscimo de mobilidade
para pessoas e mercadorias.
Sociedade da informação: o número de utilizadores de internet por 100
habitantes apenas representava 59% da média europeia, em 1986, me-
ECONOMIA APLICADA lhorando o desempenho em 1999, aingindo, assim, 72% da média euro-
peia e superando em 2% a média europeia em 2010.
págs. 298 e 299
1. 2. Os valores apresentados revelam fragilidades da nossa economia que
Dimensão económica comprometem a sua convergência aos padrões europeus: fraco nível de
Nível de vida: o PIB per capita português, em paridades de poder de produtividade, insuficiente qualificação e fraco peso das exportações no
compra, representava, na altura da adesão à UE, apenas 65% da média PIB, comparativamente ao peso da procura interna. O resultado destas
europeia, aumentando para 81% em 1999 e mantendo-se neste valor, insuficiências traduz-se no menor nível de vida dos portugueses, avaliado
em 2010. Pode-se concluir que o nível de vida dos portugueses melhorou pelo PIB per capita, comparativamente à média da UE.
na primeira década da adesão, mas estagnou no período seguinte, indi-
cador do fraco nível de convergência à média europeia. 3. A análise dos indicadores mostra que a adesão à UE, fruto do apoio dos
Produtividade: a melhoria registada (de 31% da média, em 1986, para fundos europeus, contribuiu para a modernização e desenvolvimento da
48%, em 1999, e 55%, em 2010) não foi, todavia, suficiente para aproxi- sociedade portuguesa em importantes áreas económico-sociais, como as
mar o desempenho da nossa economia da média da UE. infraestruturas (por exemplo, as autoestradas), a proteção social, o aces-
Procura interna: o peso da procura interna no PIB apresenta valores so a bens de consumo (que melhoram a qualidade de vida), as novas
acima da média da UE em todos os anos de referência (5% acima da mé- tecnologias de informação, aproximando a sociedade portuguesa dos
dia da UE, em 1986, 10%, em 1999, e 9% em 2010), o que revela a im- padrões de vida europeus. Subsistem, no entanto, áreas de fraco de-
portância que o consumo privado, o consumo público e o investimento sempenho (identificadas na questão anterior), onde a divergência com a
têm no PIB. A produção do país tem o mercado interno como principal média europeia é assinalável, exigindo a aplicação de políticas económi-
destino. cas estruturais.

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