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Legislação Tributária Estadual p/ ICMS-RS (Auditor Fiscal) Pós-Edital

Professor: Eduardo Da Rocha

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Eduardo Da Rocha
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AULA 00

SUMçRIO PçGINA
1. Introdu•‹o 02
2. Cronograma e Conteœdo Program‡tico 07
3. Introdu•‹o ao ICMS 09
4. O ICMS na Constitui•‹o Federal 11
4.1. Do Regime de Compensa•‹o 15
4.2. Das Al’quotas 22
4.3. Da Incid•ncia 30
4.4. Da N‹o Incid•ncia 36
4.5. ICMS x IPI 45
4.6. Reserva de Lei Complementar 48
4.7. Incid•ncia Restrita 53
4.8. Tributa•‹o dos Combust’veis e Lubrificantes 54
5. Reparti•‹o de Receita Tribut‡ria 61
6. EC 87/2015 64
7. A Constitui•‹o do Estado do RS 74
8. Bateria de quest›es 78
9. Lista de quest›es 110
10. Gabarito 132
11. Bibliografia 133

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1. INTRODU‚ÌO

Fala, galera!!! Tudo beleza? Seja bem-vindos (as)!


Saiu o t‹o esperado edital! S‹o 50 vagas e uma tem que ser sua! O sal‡rio
estipulado no edital Ž de R$ 20.463. Obviamente sabemos que o edital n‹o contempla
o real valor recebido tendo em vista gratifica•›es e outros ÒpenduricalhosÓ.
Veja como veio a distribui•‹o das matŽrias na prova:

Contando que no concurso de 2014 Auditoria fiscal trouxe 26 das 40 quest›es


previstas para Auditoria Cont‡bil + Auditoria Fiscal, Legisla•‹o e Auditoria Fiscal somam
66 pontos do total de 260 poss’veis, representando 25% do total de pontos do concurso.
Nosso edital economizou bastante ao discorrer sobre os aspectos da matŽria,
limitando-se a descrever ÒQuest›es pr‡ticas sobre aplica•‹o da Legisla•‹o
Tribut‡ria do Estado do Rio Grande do SulÓ.
Ora, pessoal. O que Ž isso? De maneira bem objetiva a banca ir‡ cobrar casos pr‡ticos
relacionados ao entendimento da legisla•‹o. Significa dizer que n‹o se trata de uma
matŽria ÒnovaÓ como muitos pensam. Trata-se exatamente do mesmo conteœdo da
matŽria Legisla•‹o Tribut‡ria porŽm aplicada ao dia-a-dia da fiscaliza•‹o! Como nosso
curso Ž recheado de exemplo, como voc•s v‹o ver, incluindo exemplos com nœmeros
em aulas mais avan•adas, n‹o temos porque se preocupar. Caso queiram saber mais
a fundo sobre a matŽria, d• uma olhadinha no artigo que escrevi

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(https://www.estrategiaconcursos.com.br/blog/icms-rs-auditoria-fiscal-entendendo-a-
materia-e-desvendando-mitos/).
Trarei nesse curso todos os t—picos pedidos no edital, incluindo a matŽria
ÒAuditoria FiscalÓ como afirmado.
O curso est‡ recheado com muitas quest›es de todas as bancas apesar de
sabermos que a banca realizadora do concurso Ž a CESPE/CEBRASPE, que n‹o possui
muita tradi•‹o em concursos da ‡rea fiscal.
Para enfrentarmos a legisla•‹o e ficarmos afiados, compus o curso completo
em PDF, formado por 15 aulas em que s‹o explicados todos os pontos te—ricos do seu
edital alŽm de apresentar um leque de quest›es resolvidas, sempre priorizando as
quest›es mais tradicionais e mais recentes. AlŽm disso, estarei dispon’vel no f—rum de
dœvidas, onde voc• pode entrar em contato quando julgar necess‡rio.
O curso foi feito para que voc• n‹o precise de mais nada para ir bem em
legisla•‹o! N‹o ser‡ necess‡rio adquirir livros, outras apostilas ou qualquer outro
material.
Mas eu nunca estudei legisla•‹o tribut‡ria! Esse curso tambŽm serve pra mim?
Claro! O curso serve tanto para os iniciantes quanto para quem j‡ tem uma no•‹o de
legisla•‹o. ƒ plenamente poss’vel que, mesmo sem ter estudado este conteœdo
anteriormente, voc• consiga um —timo desempenho na sua prova.
Bom, pessoal, antes de adentrarmos no estudo propriamente dito, permita-me
fazer uma breve apresenta•‹o.

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Eduardo da Rocha

Meu nome Ž Eduardo da Rocha, mais conhecido como ÒDa RochaÓ. Sou
professor, monitor e coach do EstratŽgia Concursos e Auditor Fiscal do Tesouro
Estadual de Pernambuco formado em Ci•ncias Navais/Administra•‹o pela
Escola Naval-RJ e p—s-graduando em Direito Tribut‡rio pelo Instituto
Brasileiro de Estudos Tribut‡rios-IBET.
Minha vida no mundo dos concursos come•ou bem cedo. Aos 14 anos decidi que
gostaria de seguir a carreira militar e, por isso, resolvi me inscrever no concurso para
o ColŽgio Naval, institui•‹o de ensino mŽdio da Marinha do Brasil localizada em Angra
dos Reis-RJ. Naquela Žpoca eu me considerava um bom aluno pois sempre conseguia
notas excelentes na escola. Por isso, achava que eu n‹o precisava estudar para tal
concurso; ledo engano. Me f#$%@ na prova. Sa’ com a cabe•a t‹o embaralhada que
me achei o mais burro de todo o universo. Mas, por incr’vel que pare•a, isso me fez
bem. Dediquei todo o ano de 1999 a estudar feito louco e consegui a aprova•‹o.
Come•ava ent‹o minha carreira no servi•o pœblico federal.
Ap—s terminar o ColŽgio Naval, ingressei na Escola Naval, onde me formei no ano
de 2006. Ocorre que percebi que aquela profiss‹o n‹o me faria feliz pois n‹o me atendia
nem financeiramente e nem profissionalmente.
Decidi ent‹o estudar para concursos pœblicos muito por influ•ncia do meu irm‹o.
Veio ent‹o a Žpoca de concurseiro maluco (rs). Eu estudava ter•a e parava na quarta
pois precisava ver o jogo do Meng‹o e tomar uma cerveja. Quinta era vŽspera de sexta
e por isso preferia ler algo por meia horinha (rs). Sexta era sexta, s‡bado era s‡bado
e domingo era domingo. Resumindo: fim de semana eu tambŽm n‹o estudava. Na
segunda n‹o se estuda nŽ gente? Parece loucura mas esse era meu pensamento (rs).
Mesmo nesse ritmo, parei de estudar por umas 10000 vezes.

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Saiu ent‹o o concurso do ICMS-RJ em 2013, se n‹o me engano. Eu estava


sabendo ÒtantoÓ que fui no caminho da prova estudando matem‡tica financeira, matŽria
essa que s— ca’a no outro dia na P2 (kkkkk) e obviamente me lasquei.
Pouco tempo depois, minha esposa conversou comigo e abriu minha mente: ou
eu estudava direito ou ent‹o largava de vez meu sonho de ser auditor. As palavras dela
mexeram com o meu eu. Por dentro eu sabia que era capaz e queria conquistar o meu
sonho. Foi a’ que come•ou a minha apneia. Vegetei por meses para o ICMS-RJ que
estava por vir porŽm no meio do caminho surgiu o ICMS-PE. Nem pensei duas vezes.
Nordest‹o? To dentro! No total foram 7,5 meses entre a decis‹o de estudar sŽrio e as
provas nos dias 28 e 29 de setembro (data do meu anivers‡rio). Gra•as ao papai do
cŽu, consegui ser aprovado em 2¼ Lugar e hoje c‡ estou aproveitando esse lugar
fant‡stico que Ž o nosso Nordeste.
Nessa breve apresenta•‹o gostaria de deixar uma mensagem para voc•: Nunca
desista dos seus sonhos! Nunca! Nunca! N‹o importa o qu‹o dif’cil ser‡ chegar ao
seu objetivo. Se voc• quiser, voc• chegar‡. Cheguei a estudar com meu filho no colo,
estudei de pŽ, j‡ estudei andando na rua... Foi sofrido mas valeu muito a pena! Se voc•
quiser, a sua hora chegar‡!
Agora vamos falar do nosso material? Fiz essas aulas com muito carinho e
paci•ncia. Demorei meses debru•ado sobre os livros e o computador para oferecer o
melhor material de Legisla•‹o Tribut‡ria! Voc• ver‡ que o curso abusa de cores,
esquemas, tabelas, exerc’cios e exemplos. Considero nessa matŽria os exemplos
e os exerc’cios como essenciais para que voc• grave a infinidade de conteœdo que trarei.
Tudo isso tem por objetivo facilitar o entendimento por parte de voc•s. Trarei o curso
de maneira mais objetiva poss’vel sem deixar passar nada. Duvido que voc• encontre
algo na sua prova que eu n‹o tenha falado aqui!
Como trata-se de um curso em PDF e o foco n‹o Ž portugu•s, utilizarei a
linguagem mais informal poss’vel para facilitar seu entendimento. Esse neg—cio de falar
bonito e rebuscado n‹o Ž comigo. Meu objetivo Ž fazer voc• acertar onde deve rabiscar
o X na prova de legisla•‹o.
N‹o deixem de me procurar para poss’veis dœvidas, sugest›es e cr’ticas. S‹o
elas que me elevar‹o tanto pessoalmente como profissionalmente. Contem comigo!
Estarei ˆ disposi•‹o sempre pelo f—rum ou pelo meu email:

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eduardodarocha00@gmail.com. Se preferir, pode me contactar via redes sociais


tambŽm:

Instagram: @ProfEduardodaRocha

Facebook: /ProfEduardodarocha

YouTube: Professor e Coach Eduardo da Rocha

Forte abra•o a todos!

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2. CRONOGRAMA E CONTEòDO PROGRAMçTICO

Para fecharmos todo o conteœdo exigido referente ˆ legisla•‹o iniciaremos pelos


dispositivos constitucionais acerca do ICMS passando pela lei Kandir, lei do IPVA e lei
do ITCMD e respectivos decretos. Assim, neste curso estudaremos os seguintes
dispositivos:
1.! Aspectos Constitucionais relativos ao ICMS (CF/88)
2.! Leis Complementares
a.! LC 116/03
b.! LC 87/96 (Lei Kandir)
3.! Leis Ordin‡rias
a. Lei 8.820/89 (Lei do ICMS)
b.! Lei 8.115/95 (IPVA)
c.! Lei 8.821/89 (ITCD)
d.! Lei 8.109/85 (Taxa de Servi•os Diversos)
e.! Lei 14.634/14 (Taxa ònica de Servi•os Judiciais)
f.! Lei 6.537/73 (Processo Administrativo Tribut‡rio)
4.! Decretos
a.! Decreto 37.699/97 (RICMS)
b.! Decreto 32.144/85 (RIPVA)
c.! Decreto 33.156/89 (Regulamento ITCD)

ÒMas professor, n‹o vi nem a Constitui•‹o, nem a lei Kandir e muito menos a LC
116/03 no edital. Isso a’ est‡ certo?Ó Sim.
A lei Kandir (LK), a lei geral do ICMS, Ž o norte para todas as leis e regulamentos
que tratam do assunto. Veremos que os dispositivos da LK se repetem na lei 8.820/89
e no RICMS e uma boa base em seu estudo nos trar‡ tranquilidade para vermos nossa
lei estadual uma vez que cerca de 70 a 80% da lei advŽm da simples transcri•‹o literal
da lei Kandir.
J‡ a CF/88 Ž a base fundamental n‹o s— para o ICMS como para todo nosso
ordenamento jur’dico, trazendo aspectos imprescind’veis para o estudo do imposto.

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No que tange ˆ LC 116/03 veremos apenas pouqu’ssimos dispositivos, que nos


s‹o relevantes para o entendimento de certos aspectos.
No caso de voc• ser um aluno experiente e j‡ ter visto a Lei Kandir e os aspectos
do ICMS na CF/88, sugiro que, para ganhar tempo, fa•a apenas as quest›es das aulas
atinentes a esses assuntos citados, refazendo a parte te—rica dessas aulas apenas caso
seus acertos sejam inferiores a 80%. A partir da aula 04 trarei os aspectos peculiares
ˆ legisla•‹o gaœcha e todos, experientes e iniciantes, devem estudar.
Para gabaritarmos a nossa prova, seguiremos o cronograma abaixo. Obviamente
ele n‹o Ž imut‡vel e pode sofrer altera•›es tanto para adiantar aulas como para
postergar, sempre dentro de um per’odo razo‡vel para que o aluno estude e revise
antes da prova.
AULA TEMA

ICMS Ð Previs›es na Constitui•‹o Federal e Estadual e Lei


00
Complementar 116/03
01 Lei Complementar 87/96 (Lei Kandir) Ð Parte I
02 Lei Complementar 87/96 (Lei Kandir) Ð Parte II
03 Lei Complementar 87/96 (Lei Kandir) Ð Parte III
04 Decreto n¼ 37.699/97 e Lei 8.820/89 - ICMS Parte I
05 Decreto n¼ 37.699/97 e Lei 8.820/89 - ICMS Parte II
06 Decreto n¼ 37.699/97 e Lei 8.820/89 - ICMS Parte III
07 Decreto n¼ 37.699/97 e Lei 8.820/89 - ICMS Parte IV
08 Lei 8.115/95 e Decreto 32.144/85 - IPVA
09 Lei 8.821/89 e Decreto 33.156/89 - ITCD
10 Leis 8.109/85 e 14.634/2014 - Taxas
11 Processo Administrativo Tribut‡rio (Lei 6.537/73) Parte I
12 Processo Administrativo Tribut‡rio (Lei 6.537/73) Parte II
13 Processo Administrativo Tribut‡rio (Lei 6.537/73) Parte III
14 Auditoria Fiscal Ð Quest›es Pr‡ticas

Disto isto te convido a entrarmos de cabe•a no mundo maravilhoso do ICMS.


Vamos nessa?

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3. INTRODU‚ÌO AO ICMS

Comp›em o arcabou•o tribut‡rio de qualquer Estado-membro, os seguintes


impostos: ICMS, IPVA e ITCD, segundo reza a Constitui•‹o Federal de 1988.

ICMS

Impostos 
ITCD
Estaduais

IPVA

O ICMS (Imposto sobre opera•›es relativas ˆ circula•‹o de mercadorias


e sobre presta•‹o de servi•os de transporte interestadual e intermunicipal),
imposto de maior arrecada•‹o no Pa’s, foi previsto pela Constitui•‹o de 1988 como de
compet•ncia dos Estados/DF e tem como principal caracter’stica a n‹o-
cumulatividade, que veremos durante o curso. Possui como critŽrio opcional o de
seletividade de al’quotas em fun•‹o da essencialidade da mercadoria e Ž regulado
pela Constitui•‹o Federal, pela lei 87/96 (Lei Kandir, que define as normas gerais),
pelas leis ordin‡rias dos Estados/DF e pelos Decretos que regulamentam o ICMS.  
Existem diversas classifica•›es para os impostos, que s‹o vistas de maneira mais
pormenorizada no Direito Tribut‡rio. Vamos conhecer algumas caracter’sticas
espec’ficas do ICMS?
! Indireto Ð Pois o contribuinte de fato (quem suporta o ™nus do tributo) Ž
diferente do contribuinte de direito (que faz o recolhimento), que apenas repassa sua
carga ao consumidor final. Assim, quando voc• vai comprar um p‹o na padaria o pre•o

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do ICMS j‡ est‡ embutido. Ser‡ voc• que efetivamente desembolsar‡ o valor do tributo,
ainda que o contribuinte (quem vai entregar o dinheiro ao Estado) seja a padaria.
! Regressivo Ð Afeta proporcionalmente mais as classes de mais baixa renda
pelo fato da al’quota ser a mesma, por produto, independente de quem paga. Assim,
tanto voc• quanto o Neymar se forem comprar feij‹o v‹o pagar a mesma quantia de
ICMS. Supondo que voc• ganhe R$ 10.000 e ele R$ 3.000.000 por m•s pergunto:
proporcionalmente quem pagou mais? Voc•, pois R$ 5 na sua renda representa muito
mais que R$ 5 na renda dele.
! N‹o-cumulativo Ð Ž apurado atravŽs do regime de compensa•‹o, levando
se em conta apenas o valor que foi agregado ˆ mercadoria, podendo ser chamado
tambŽm de multif‡sico pelo fato de incidir em cada uma das etapas da circula•‹o,
evitando o Òefeito-cascataÓ. ƒ o que chamamos de uma espŽcie de IVA (Imposto sobre
o Valor Adicionado).
! Real Ð sua incid•ncia Ž sobre ÒcoisasÓ, sobre fatos econ™micos,
independente das pessoas envolvidas. Isso quer dizer que n‹o importa se Ž voc• ou o
Neymar que est‡ comprando presunto e queijo na padaria. Sua caracter’stica pessoal
n‹o importa: voc• e ele pagar‹o ICMS sob a mesma al’quota pois o imposto Ž real,
sobre a ÒcoisaÓ, e n‹o sobre a ÒpessoaÓ.
! Al’quotas: Ad valorem ou proporcional Ð seu montante Ž calculado
atravŽs de um percentual (al’quota) sobre o valor da mercadoria ou do bem (base de
c‡lculo), a partir da ocorr•ncia do fato gerador.
! N‹o progressivo Ð N‹o h‡ varia•‹o da al’quota em fun•‹o do montante a
ser tributado, ou seja, da base de c‡lculo (a al’quota Ž sempre a mesma,
independentemente de quanto Ž a base de c‡lculo). ƒ o oposto do IRPF (Imposto de
Renda de Pessoa F’sica), por exemplo, que possui diferentes al’quotas para cada faixa
de base de c‡lculo.
! Forma de Lan•amento Ð A regra geral Ž que o ICMS seja lan•ado por
homologa•‹o, entretanto nada impede que o mesmo seja lan•ado de of’cio por
iniciativa do Fisco, em virtude de algumas particularidades da legisla•‹o (infra•‹o ou
atŽ mesmo complementa•‹o do que foi declarado a menor pelo sujeito passivo). O
lan•amento por homologa•‹o Ž aquele em que o contribuinte faz todo o Òlan•amentoÓ
e o Fisco apenas homologa, ratifica, o que o contribuinte declarou e pagou. 

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4. O ICMS NA CONSTITUI‚ÌO FEDERAL

AlŽm das disposi•›es espec’ficas de cada Estado, se faz necess‡rio conhecer os


comandos gerais expostos na Constitui•‹o Federal acerca deste imposto. A base
constitucional do ICMS Ž o artigo 155, sendo regras fundamentais para o bom
entendimento do funcionamento do ICMS em todo o territ—rio nacional, alŽm de ser um
dos assuntos mais cobrados pelas bancas examinadoras nas provas de concurso pœblico
para o Fisco.
Ent‹o vejamos o que nos diz a CF/88:

Art. 155. Compete aos Estados e ao Distrito Federal instituir impostos sobre:
II - opera•›es relativas ˆ circula•‹o de mercadorias e sobre presta•›es de
servi•os de transporte interestadual e intermunicipal e de comunica•‹o,
ainda que as opera•›es e as presta•›es se iniciem no exterior;

Circulação de Inclusive energia 
mercadoria elétrica

Interestadual
Fato  Prestação de 
Gerador   Serviço de 
ICMS Transporte
Intermunicipal

Serviço de 
Oneroso
Comunicação

O inciso II do art. 155 delimita claramente o campo de incid•ncia do ICMS: ele


incide sobre a circula•‹o de mercadorias, "fretes" interestaduais e intermunicipais e
presta•‹o de servi•os de comunica•‹o, ainda que se iniciem no exterior.
Repare que nossa CF ressaltou a express‹o Òainda que as opera•›es e as

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presta•›es se iniciem no exteriorÓ. Assim, caso voc• receba uma chamada a cobrar
iniciada em Munique-ALE, estar‡ sujeito ao pagamento do ICMS.

O examinador adora essa pegadinha:

O ICMS n‹o incide sobre o transporte internacional nem sobre o transporte


intramunicipal.

Outra li•‹o que devemos ter em mente Ž que a compet•ncia para institui•‹o,
fiscaliza•‹o e arrecada•‹o do ICMS Ž dos Estados e do DF, principalmente no que diz
respeito a legislar sobre as disposi•›es relativas ao imposto. Entretanto precisamos
saber que existe uma peculiaridade nessa regra: caso existam Territ—rios Federais os
impostos estaduais ficam sob compet•ncia da Uni‹o. Assim, pode haver cobran•a de
ICMS pela Uni‹o sempre que existirem Territ—rios Federais! Vejamos:

Art. 147. Competem ˆ Uni‹o, em Territ—rio Federal, os impostos estaduais e,


se o Territ—rio n‹o for dividido em Munic’pios, cumulativamente, os impostos
municipais; ao Distrito Federal cabem os impostos municipais.

Como prometido no in’cio desta aula demonstrativa, abusarei de exemplos para


que voc• possa solidificar o conhecimento. Vamos a alguns?

Exemplo 1) Se voc• mora na Cidade do Rio de Janeiro e contrata uma transportadora


para levar sua mudan•a do bairro de Botafogo para o bairro do Flamengo, n‹o incidir‡
ICMS nessa opera•‹o pois ocorreu dentro do mesmo munic’pio (intramunicipal).

Exemplo 2) Empresa presta servi•o de transporte de S‹o Paulo-SP atŽ o Rio de


Janeiro-RJ. Incide ICMS por se tratar de presta•‹o de servi•o de transporte

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interestadual.

Exemplo 3) Empresa presta servi•o de transporte entre os bairros de Pitimbu e Ponta


Negra, ambos em Natal/RN. N‹o incide ICMS por ser uma presta•‹o de servi•o de
transporte intramunicipal.

Exemplo 4) Empresa vende 50 sacos de cimento para consumidor final. Incide ICMS
pois trata-se de circula•‹o de mercadoria.

Exemplo 5) Empresa presta servi•o de transporte de passageiros de Belo Horizonte-


MG a Montevideo-Uruguai. N‹o incide ICMS por se tratar de transporte internacional
(exporta•‹o Ð imunidade, veremos mais detalhadamente ˆ frente).

Exemplo 6) Empresa de telefonia contrata presta•‹o de servi•os de comunica•‹o de


Munique-Alemanha. ƒ caso de importa•‹o de servi•os e por isso incide ICMS sobre
servi•o de comunica•›es ainda que tenha iniciado no exterior.

Exemplo 7) F‡brica de cotonetes no Piau’ vende para revendedor localizado em Santa


Catarina. Incide ICMS sobre a circula•‹o de mercadorias.
E como isso pode cair em prova?

01. (InŽdita) Pode(m) instituir o ICMS:

a) Apenas os Estados.
b) Os Estados, DF e a Uni‹o, nos territ—rios.

c) Apenas os Estados e o Distrito Federal.


d) Os Estados, DF, Uni‹o e os Munic’pios, nos territ—rios.

e) Apenas a Uni‹o.
Coment‡rios:
Nos termos do artigo 155, II da CF/88, a compet•ncia para instituir o ICMS pertence
aos Estados-membros e ao DF, atravŽs de lei ordin‡ria. Entretanto o artigo 147 da

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CF/88 d‡ a possibilidade da Uni‹o instituir o ICMS tambŽm nos Territ—rios Federais.


Veja:

Art. 147. Competem ˆ Uni‹o, em Territ—rio Federal, os impostos estaduais


e, se o Territ—rio n‹o for dividido em Munic’pios, cumulativamente, os impostos
municipais; ao Distrito Federal cabem os impostos municipais.

Gabarito: Letra B.

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4.1. DO REGIME DE COMPENSA‚ÌO

De acordo com a CF/88 em seu artigo 155, ¤ 2¼:

¤ 2¼ O imposto previsto no inciso II (ICMS) atender‡ ao seguinte:


I - ser‡ n‹o-cumulativo, compensando-se o que for devido em cada opera•‹o
relativa ˆ circula•‹o de mercadorias ou presta•‹o de servi•os com o montante
cobrado nas anteriores pelo mesmo ou outro Estado ou pelo Distrito
Federal;

Considero esse par‡grafo como a pedra fundamental do ICMS. ƒ nele que o


legislador afirma a garantia constitucional da n‹o-cumulatividade, onde, na apura•‹o
do ICMS devido, deve-se compensar o montante cobrado nas opera•›es ou presta•›es
anteriores, ainda que iniciadas em unidade federada diversa do adquirente.
Quando o estabelecimento compra uma mercadoria, a empresa tem direito ao
crŽdito do ICMS (ICMS a recuperar), e quando a mercadoria Ž vendida a empresa tem
um dŽbito de ICMS (ICMS a pagar). Esse dŽbito e esse crŽdito s‹o compensados,
gerando-se o valor real a ser recolhido aos cofres pœblicos. Assim, se a empresa apurou
um dŽbito de ICMS de R$ 100 e um crŽdito de R$ 20, dever‡ recolher aos cofres pœblicos
efetivamente R$ 80 (R$ 100 Ð R$ 80).
Ressalto que o direito ao crŽdito referente ˆs opera•›es anteriores de aquisi•‹o
dos produtos est‡ vinculado a algumas obriga•›es acess—rias, como, por
exemplo, a regular escritura•‹o destes crŽditos pelo contribuinte.
Parece um pouco complicado mas n‹o Ž! Vamos a um exemplo: (Supondo uma
al’quota de ICMS de 10% em ambas as opera•›es)

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Exemplo 8)

 
ICMS devido pela f‡brica na venda por R$ 1.000:
ICMS = R$ 1.000 x 10% = R$ 100. Ou seja, a f‡brica tem um ICMS a Pagar de R$
100.
ICMS da venda por R$ 1.300 pela primeira loja:
ICMS = R$ 1.300 x 10% = R$ 130. Ou seja, a primeira loja tem um dŽbito de R$ 130.
Entretanto, pelo princ’pio da n‹o-cumulatividade, ela pode se creditar de R$ 100 da
opera•‹o anterior. Sendo assim:
ICMS a recolher = R$ 130 Ð R$ 100 = R$ 30.
ICMS da venda por R$ 1.700 pela segunda loja ao consumidor final:
ICMS = R$ 1.700 x 10% = 170. Ou seja, a segunda loja tem um dŽbito de R$ 170.
Entretanto, pelo princ’pio da n‹o-cumulatividade, ela pode se creditar de R$ 130 da
opera•‹o anterior. Sendo assim:
ICMS a recolher = R$ 170 Ð R$ 130 = R$ 40.

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Visto este exemplo Ž necess‡rio conhecer que existem exce•›es ˆ n‹o-


cumulatividade: s‹o os casos em que a n‹o-cumulatividade n‹o Ž observada. Vejamos
(CF, Art. 155, 2¼, II):

¤ 2¼ O imposto previsto no inciso II (ICMS) atender‡ ao seguinte:


II - a isen•‹o ou n‹o-incid•ncia, salvo determina•‹o em contr‡rio da
legisla•‹o:
a) n‹o implicar‡ crŽdito para compensa•‹o com o montante devido nas
opera•›es ou presta•›es seguintes;

Se o contribuinte adquirir mercadorias ou servi•os que n‹o sejam tributados, seja


por serem isentos, seja por n‹o-incid•ncia, n‹o h‡ que se falar em crŽdito para abater
do montante devido pois n‹o houve dŽbitos anteriores a compensar, mesmo que seja
devido o imposto pela sa’da subsequente.

¤ 2¼ O imposto previsto no inciso II (ICMS) atender‡ ao seguinte:


II - a isen•‹o ou n‹o-incid•ncia, salvo determina•‹o em contr‡rio da
legisla•‹o:
b) acarretar‡ a anula•‹o do crŽdito relativo ˆs opera•›es anteriores;

No mesmo sentido do dispositivo anterior, se a opera•‹o subsequente n‹o for


tributada (isen•‹o, imunidade ou n‹o-incid•ncia), isto Ž, se n‹o houver cobran•a de
imposto na opera•‹o seguinte, o crŽdito que possa existir de opera•›es anteriores s‹o
anulados j‡ que n‹o existe raz‹o para compensar, exceto nos casos expressos em que
a legisla•‹o estadual permitir que haja o creditamento tal como as exporta•›es.
Veja os exemplos abaixo:

Exemplo 9) Imagine que uma f‡brica produza sapatos e venda por R$ 100 para uma
loja com o benef’cio da isen•‹o e posteriormente essa loja venda para um consumidor
final por R$ 150. Acompanhe o esquema abaixo e repare que a loja n‹o poder‡ se
creditar do ICMS da opera•‹o anterior pois foi uma opera•‹o isenta. Obs: al’quota
hipotŽtica de 10%.

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Exemplo 10) Agora suponha que uma f‡brica produza sapatos e venda por R$ 100,00
para uma loja. Essa loja vende, com o benef’cio da isen•‹o, para um consumidor final
por R$ 150,00. Acompanhe o esquema abaixo e repare que a Loja, que inicialmente se
creditou do ICMS da opera•‹o anterior, dever‡ anular esse crŽdito pois vendeu com
isen•‹o. Obs: al’quota hipotŽtica de 10%.

Gostaria que voc• atentasse para o Òsalvo determina•‹o em contr‡rio da


legisla•‹oÓ. A regra Ž Òn‹o implicar crŽdito e acarretar a anula•‹oÓ porŽm caso exista
lei que permita, a isen•‹o pode implicar em crŽdito para compensa•‹o e pode permitir
a manuten•‹o do crŽdito.

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02. (SEFAZ-GO/1998) O direito do contribuinte de utilizar o crŽdito decorrente


das opera•›es ou presta•›es anteriores extingue-se em:
a) dois anos, a contar da realiza•‹o, pelo contribuinte, do fato gerador do
ICMS.
b) dois anos, a contar da data de emiss‹o, em favor do contribuinte em
quest‹o, do documento relativo ˆ opera•‹o
0 ou presta•‹o a ser compensada.
c) cinco anos, a contar da data da opera•‹o ou presta•‹o realizada pelo
contribuinte em quest‹o.
d) cinco anos, a contar da data da escritura•‹o cont‡bil, pelo contribuinte em
quest‹o, da opera•‹o ou presta•‹o a ser compensada.
e) cinco anos, a contar da data de emiss‹o, em favor do contribuinte em
quest‹o, do documento relativo ˆ opera•‹o ou presta•‹o a ser compensada.
Coment‡rios:
Quest‹o que envolve um certo conhecimento do direito tribut‡rio. Sabemos que o prazo
decadencial para o contribuinte utilizar seu direito de utiliza•‹o do crŽdito Ž de 5 anos
contados a partir da data da emiss‹o da Nota Fiscal. N‹o se preocupe pois essa
quest‹o foi apenas introdut—ria. Veremos isso mais detalhadamente na nossa legisla•‹o
mais a frente.
Gabarito: Letra E.

03. (InŽdita) N‹o enseja direito ao crŽdito do ICMS a entrada de mercadoria


ou utiliza•‹o de servi•o, EXCETO:
a) resultante de opera•‹o ou presta•‹o isenta ou n‹o tributada.
b) tributada cuja sa’da somente se dar‡ com isen•‹o.
c) que se refira a mercadoria ou servi•o alheios ˆ atividade do
estabelecimento.

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d) resultante de opera•‹o ou presta•‹o isenta ou n‹o tributada, quando a


sa’da se der para o exterior.
e) quando de sua entrada tributada, n‹o se conhecer a situa•‹o tribut‡ria de
sa’da.
Coment‡rios:
Pessoal, se uma empresa der entrada em uma opera•‹o tributada sem saber a situa•‹o
tribut‡ria de sa’da, deve se creditar do ICMS. Caso posteriormente se verifique que
a sa’da ser‡ ser isenta/imune/hip—tese de n‹o incid•ncia, o adquirente ser‡ obrigado a
efetuar o estorno (devolu•‹o) desse crŽdito.
Chamo aten•‹o ˆ pegadinha da letra D, pois a CF/88 traz a possibilidade de se manter
o crŽdito das entradas cujas opera•›es de sa’da s‹o para o exterior. Entretanto, no
caso em voga, n‹o h‡ crŽdito a aproveitar, porque a opera•‹o de entrada tambŽm
veio acobertada por uma n‹o incid•ncia, n‹o gerando crŽdito para adquirente poder se
aproveitar.
Gabarito: Letra E.

04. (SEFAZ-MS/FGV/2006) Uma indœstria vende para outra uma mercadoria


no valor de R$ 2.000,00. Essa segunda indœstria vende para um varejista a
mesma mercadoria por R$ 3.000,00. O varejista, por sua vez, vende tal
mercadoria ao consumidor final por R$ 4.300,00.
Considerando que em todas as opera•›es h‡ incid•ncia de ICMS ˆ al’quota de
10%, qual Ž o valor de tal tributo a ser efetivamente recolhido no momento da
venda ao consumidor final?
a) R$ 100,00.
b) R$ 130,00.
c) R$ 230,00.
d) R$ 300,00.
e) R$ 430,00.
Coment‡rios:
A melhor forma de resolver esse tipo de quest‹o Ž esquematizando as opera•›es e
aplicando o regime da compensa•‹o.

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Venda  Venda  Venda 


Indústria  Indústria 
1 por R$  2 por R$  Varejista por R$ 
2.000 3.000 4.300

 
ICMS = ICMS =   ICMS =
2000 x 10% = 200 3000 x 10% = 300 4300 x 10% = 430
ICMS = D Ð C =  ICMS = D Ð C =
  300 Ð 200 = 100 430 Ð 300 = 130

O ICMS que efetivamente ser‡ recolhido pela empresa varejista ser‡ R$ 130, pois esta
tem o direito de se aproveitar do crŽdito de R$ 300 da opera•‹o anterior. Cuidado! O
ICMS a se creditar n‹o Ž o ICMS efetivamente recolhido pela opera•‹o anterior (100)
mas sim o descrito na nota fiscal antes do confronto dŽbito x crŽdito (3.000 x 10% =
300).
Gabarito: Letra B.

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4.2. DAS ALêQUOTAS

De acordo com a CF/88 em seu artigo 155, ¤ 2¼:

¤ 2¼ O imposto previsto no inciso II (ICMS) atender‡ ao seguinte:


III - poder‡ ser seletivo, em fun•‹o da essencialidade das mercadorias e dos
servi•os;

O legislador atribuiu ao ICMS a possibilidade de ser seletivo. Trata-se de um


quesito opcional! Mas o que Ž a seletividade em fun•‹o da essencialidade do bem? ƒ
quando se tributa com uma al’quota mais elevada os bens mais supŽrfluos e se tributa
com al’quotas mais brandas os bens mais essenciais ˆ vida. Se um estado entende que
o feij‹o Ž mais importante que o whisky e quiser tributar se maneira seletiva, ent‹o a
al’quota do feij‹o deve ser inferior ˆ do whisky. Exemplo: al’quota de 12% para o feij‹o
e de 25% para o whisky.
Ao contr‡rio, pode um Estado definir al’quota de 25% para o feij‹o e 12% para o
whisky? Pode, pois o critŽrio de seletividade Ž opcional! Entretanto, apesar de ser
opcional, n‹o Ž isso que verificamos no cotidiano. Os Estados t•m tributado os produtos
considerados mais essenciais ao dia a dia com al’quotas menos gravosas e os supŽrfluos
com uma carga tribut‡ria mais pesada. No Rio Grande do Sul, por exemplo, perfumes
s‹o considerados supŽrfluos e tributados a 25% enquanto o feij‹o e o arroz s‹o
considerados de consumo popular e se sujeitam ˆ al’quota de 12%.

N‹o caia em pegadinha que diz que o ICMS poder‡ ser n‹o-cumulativo ou que
afirmar que ele ser‡ seletivo.

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Será Não‑
cumulativo
ICMS
Poderá ser 
Seletivo
!

IV - resolu•‹o do Senado Federal, de iniciativa do Presidente da Repœblica ou


de um ter•o dos Senadores, aprovada pela maioria absoluta de seus membros,
estabelecer‡ as al’quotas aplic‡veis ˆs opera•›es e presta•›es, interestaduais e
de exporta•‹o;

A CF/88 estabelece que as al’quotas interestaduais e de exporta•‹o ser‹o fixadas


pelo Senado Federal por iniciativa do Presidente da Repœblica ou um ter•o dos
Senadores, aprovados por maioria absoluta. Isso porque a imposi•‹o do imposto Ž
repartida entre os entes da Federa•‹o e nada mais justo que o Senado, o qual Ž
composto por representantes dos Estados, estabele•a al’quotas uniformes para
opera•›es que envolvem mais de um Estado.
Na pr‡tica, as al’quotas fixadas s‹o de: 4% (transporte aŽreo e op. Interestadual
com produtos importados ou que tenham em sua composi•‹o mais de 40% de produto
importado, de acordo com a RSF 13/2012), 7% (origem dos Estados da regi‹o Sul e
Sudeste, exceto o Esp’rito Santo e destino para os Estados da Regi‹o Norte, Nordeste,
Centro-Oeste e o Esp’rito Santo) e 12% (demais opera•›es interestaduais) para
opera•›es e presta•›es interestaduais e 13% para exporta•›es.
Muito comum Ž a indaga•‹o feita por alunos mais experientes a respeito da
al’quota de exporta•‹o. Sim, ela existe por for•a da Resolu•‹o do Senado 22/89 porŽm
encontra-se sem aplicabilidade uma vez que a EC 42/03 concedeu imunidade ˆs
exporta•›es.

Pra fixar, fiz uma tabela. Ela Ž essencial!

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ORIGEM DESTINO ALêQUOTA

RICO RICO

POBRE POBRE 12%

POBRE RICO

RICO POBRE 7%

 
RICO Ð Regi›es Sul e Sudeste (exceto ES)
  POBRE Ð Regi›es Norte, Nordeste, CentroÐOeste + ES

Nessas opera•›es interestaduais, teremos a chamada tributa•‹o mista, onde uma


parte da receita fica no Estado de origem e outra parte fica no Estado de destino. Isso
ocorre porque, via de regra, as al’quotas internas s‹o maiores que as al’quotas
interestaduais. Ent‹o, o imposto acaba sendo repartido entre os Estados de origem e
destino.
Vamos a alguns exemplos para voc• entender e fixar como funciona.

Exemplo 11) Suponha que empresa de Porto Alegre-RS importou mercadoria pelo
Porto de Rio Grande. Um m•s depois, ao revender para o Estado de SP, ir‡ destacar a
al’quota de 4% para o RS e n‹o 12%, pelo simples fato de a mercadoria ser importada.

Exemplo 12) Suponha que empresa de Porto Alegre-RS importou mercadoria pelo
Porto de Rio Grande. Ap—s processo de transforma•‹o, teve-se como resultado uma
nova mercadoria com conteœdo de importa•‹o de 30%. Um m•s depois, ao revender
para o Estado de MT, ir‡ destacar a al’quota de 7% para o RS e n‹o 4% pelo simples
fato de a mercadoria importada ter resultado em outra cujo conteœdo de importa•‹o Ž
menor que 40%.

Exemplo 13) Suponha que empresa de Porto Alegre-RS importou mercadoria pelo
Porto de Rio Grande. Ap—s processo de transforma•‹o, teve-se como resultado uma
nova mercadoria com conteœdo de importa•‹o de 50%. Um m•s depois, ao revender
para o Estado de SP, ir‡ destacar a al’quota de 4% e n‹o 12% pelo simples fato de a
mercadoria importada ter resultado em outra cujo conteœdo de importa•‹o Ž maior que

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40%.

Para fins did‡ticos, sempre que a mercadoria possuir mais de 40% de conteœdo
de importa•‹o ela Ž considerada ainda como mercadoria importada e por isso a al’quota
interestadual ser‡ de 4%. Caso a mercadoria possua menos de 40% de importa•‹o
considera-se que ela foi ÒnacionalizadaÓ, ou seja, deixou de ser considerada como
importada e por isso as al’quotas interestaduais incidentes ser‹o 7% ou 12%,
dependendo entre quais Estados se d‡ a opera•‹o.

V - Ž facultado ao Senado Federal:


a) estabelecer al’quotas m’nimas nas opera•›es internas, mediante resolu•‹o
de iniciativa de um ter•o e aprovada pela maioria absoluta de seus membros;
b) fixar al’quotas m‡ximas nas mesmas opera•›es para resolver conflito
espec’fico que envolva interesse de Estados, mediante resolu•‹o de iniciativa da
maioria absoluta e aprovada por dois ter•os de seus membros;

J‡ nesta segunda ocasi‹o, apesar da necessidade do Senado em estabelecer


outras al’quotas para se acabar com a guerra fiscal entre os Estados ou atŽ mesmo
coibir o confisco, a CF/88 estabelece que Ž uma faculdade daquela Casa, tanto em
rela•‹o ˆ fixa•‹o das al’quotas m’nimas internas, como das al’quotas m‡ximas. A
realidade Ž que, hoje, nenhuma das duas faculdades foi realizada e os contribuintes
convivem com al’quotas pesadas de 25%, 27%, entre outras.
Percebe-se que enquanto o inciso IV tem car‡ter obrigat—rio, ou seja, o
Senado deve editar uma resolu•‹o para estabelecer al’quotas interestaduais e de
exporta•‹o, o inciso V tem car‡ter facultativo.

Observe o quadro resumo:

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ALêQUOTA INICIATIVA APROVA‚ÌO

Interestadual e exportação  Presidente ou 1/3 do 
Maioria absoluta 
(Obrigatória)  Senado 

Interna mínima 
1/3 Senado  Maioria absoluta 
(Facultativa) 

Interna máxima 
Maioria absoluta  2/3 do Senado 
(Facultativa) 

VI - salvo delibera•‹o em contr‡rio dos Estados e do Distrito Federal, nos termos


do disposto no inciso XII, "g", as al’quotas internas, nas opera•›es relativas ˆ
circula•‹o de mercadorias e nas presta•›es de servi•os, n‹o poder‹o ser inferiores
ˆs previstas para as opera•›es interestaduais;

J‡ prevendo uma poss’vel omiss‹o do Senado, a CF/88 j‡ se resguardou no


sentido de amenizar a guerra fiscal entre os Estados, estabelecendo que as al’quotas
internas do ICMS n‹o poder‹o ser menores que a al’quota interestadual, salvo
se houver delibera•‹o dos Estados atravŽs de conv•nio (conforme ditames da LC
24/75).
As al’quotas internas s‹o definidas por cada Estado. Assim, pode ocorrer de um
Estado tributar bola de futebol a 15% e outro a 18%. Tudo vai depender da lei que
instituir o ICMS dentro de cada Estado. Ocorre que essa liberdade de estipular al’quotas
n‹o Ž plena. Em regra, n‹o pode um Estado estipular como al’quota interna um valor
abaixo de 12%, que Ž a regra da al’quota interestadual.
A’ vem aquele aluno que est‡ atento....ÓProfessor, n‹o existe aquela al’quota
interestadual de 7%? Os Estados n‹o podem, em regra, ter al’quotas internas abaixo
de 12% ou de 7%?Ó. Resposta: 12%. Vejamos a ADI-MC 2021 SP (STF).

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MEDIDA LIMINAR EM A‚ÌO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. IMPUGNA‚ÌO DA


LEI PAULISTA N¼ 10.327 , DE 15.06.99, QUE REDUZIU A ALêQUOTA INTERNA DO
ICMS DE VEêCULOS AUTOMOTORES DE 12 PARA 9,5% PELO PRAZO DE 90 DIAS, A
PARTIR DE 27.05.99. REEDI‚ÌO DA LEI N¼ 10.231 , DE 12.03.99, QUE HAVIA
REDUZIDO A ALêQUOTA DE 12 PARA 9%, POR 75 DIAS. LIMITE PARA A REDU‚ÌO DA
ALêQUOTA NAS OPERA‚ÍES INTERNAS. 1. As al’quotas m’nimas internas do
ICMS, fixadas pelos Estados e pelo Distrito Federal, n‹o podem ser inferiores
ˆs previstas para as opera•›es interestaduais, salvo delibera•‹o de todos eles
em sentido contr‡rio ( CF , artigo 155 , ¤ 2¼ , VI ). 2. A al’quota do ICMS para
opera•›es interestaduais deve ser fixada por resolu•‹o do Senado Federal ( CF ,
artigo 155 , ¤ 2¼ , IV ). A Resolu•‹o n¼ 22, de 19.05.89, do Senado Federal fixou
a al’quota de 12% para as opera•›es interestaduais sujeitas ao ICMS (artigo
1¼, caput); ressalvou, entretanto, a aplica•‹o da al’quota de 7% para as
opera•›es nas Regi›es Sul e Sudeste, destinadas ˆs Regi›es Norte, Nordeste
e Centro-Oeste e ao Estado do Esp’rito Santo (artigo 1¼, par‡grafo œnico). 3.
Existindo duas al’quotas para opera•›es interestaduais deve prevalecer, para
efeito de limite m’nimo nas opera•›es internas, a mais geral (12%), e n‹o a
especial (7%), tendo em vista os seus fins e a inexist•ncia de delibera•‹o em sentido
contr‡rio. 4. Presen•a da relev‰ncia da argŸi•‹o de inconstitucionalidade e da
conveni•ncia da suspens‹o cautelar da Lei impugnada. 5. Medida cautelar deferida,
com efeito ex-nunc, para suspender a efic‡cia da Lei impugnada, atŽ final julgamento
da a•‹o.

05. (SEFAZ-SP/FCC/2006/Adaptada) Analise as informa•›es sobre as


al’quotas do ICMS:
I Ð os Estados e o Distrito Federal est‹o impedidos de fixar al’quotas internas
inferiores ˆs previstas para as presta•›es interestaduais;

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II Ð as al’quotas aplic‡veis ˆs opera•›es e presta•›es interestaduais ser‹o


obrigatoriamente estabelecidas por Resolu•‹o do Senado Federal;
III Ð Em todas as opera•›es interestaduais que contenha o Estado do RN como
remetente, a al’quota aplicada Ž de 12%;
IV Ð a al’quota incidente na importa•‹o Ž a al’quota interna;
V Ð Utiliza-se a al’quota de 4%, 7% ou 12% nas opera•›es interestaduais
entre contribuintes.
Est‡ correto o que se afirma apenas em:

a) I e II.
b) II e III.

c) II, III e IV.


d) II, IV, e V.

e) III e V.
Coment‡rios:
(I) Falso. Apesar de a regra geral dizer que as al’quotas internas devem ser maiores
ou iguais ˆs interestaduais, podem os Estados estabelecer al’quotas menores que as
interestaduais, desde que seja por Conv•nio aprovado pelo CONFAZ (Conselho
Nacional de Pol’tica Fazend‡ria).
(II) Verdadeiro. O Senado deve editar uma resolu•‹o para estabelecer al’quotas
interestaduais e de exporta•‹o conforme artigo 155, ¤2¼, inciso IV.
(III) Falso. Quest‹o extremamente maldosa!!! Vimos que quando a opera•‹o
interestadual for efetuada por contribuinte de Estado ÒpobreÓ a al’quota a ser aplicada
ser‡ realmente de 12% porŽm essa regra Ž v‡lida quando a opera•‹o for realizada
entre contribuintes do imposto, com reza o artigo 155, ¤2¼, VII, a . Percebam que nesta
assertiva o examinador diz que todas as opera•›es est‹o sujeitas a 12%, o que Ž
mentira uma vez que a sa’da de mercadoria do RN tambŽm poder‡ ser realizada com
a al’quota de 4% (mercadoria importada).
(IV) Verdadeiro. A regra Ž que as al’quotas aplicadas nas opera•›es de importa•‹o
s‹o exatamente as mesmas aplicadas nas opera•›es internas com os mesmo produtos.

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(V) Verdadeiro. Ser‡ de 4% (transporte aŽreo e op. Interestadual com produtos


importados), 7% (origem dos Estados da regi‹o Sul e Sudeste, exceto o Esp’rito Santo
e destino para os Estados da Regi‹o Norte, Nordeste, Centro-Oeste e o Esp’rito Santo)
e 12% (demais opera•›es interestaduais) para opera•›es e presta•›es interestaduais.
Gabarito: letra D.

06. (InŽdita) Um contribuinte do Rio Grande do Norte vende a outro


contribuinte, estabelecido em Santa Catarina, cerveja, bolas de futebol e arroz
para comercializa•‹o. Nessa opera•‹o a al’quota aplic‡vel Ž:
a) 25%, 12% e 12%, respectivamente.
b) 25%, 17% e 12%, respectivamente.
a) 17%, 12% e 12%, respectivamente.
d) 12%; 12% e 12%.
e) 17%, 17% e 12%, respectivamente.
Coment‡rios:
Quest‹o tranquila. Como as opera•›es s‹o interestaduais n‹o era preciso saber as
al’quotas internas. Qualquer mercadoria objeto desta opera•‹o ser‡ tributada a 12%,
por se tratar de remessa de ÒpobreÓ para ÒricoÓ (exceto importado).
Gabarito: letra D.

07. (SEFAZ-RJ/FGV/2010) A al’quota do ICMS, aplic‡vel nas opera•›es


internas, pode ser de 5%, se prevista:
a) em resolu•‹o do Senado Federal.

b) Em conv•nio interestadual.
c) em Lei estadual.

d) Na Constitui•‹o Federal.
e) nunca poder‡.
Coment‡rios:
Quest‹o simples que acabamos de ver. A al’quota somente poder‡ ser menor que 12%
se autorizada por conv•nio.
Gabarito: letra B.

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4.3. DA INCIDæNCIA

Tratarei agora dos elementos materiais do fato gerador do ICMS que j‡ v•m
estabelecidos na pr—pria Constitui•‹o Federal. Atente-se para o fato de que essa lista
n‹o Ž exaustiva! Tanto as leis estaduais quanto os regulamentos do ICMS (RICMS)
trazem outras hip—teses de incid•ncia que n‹o se limitam a essas descritas na CF/88,
apesar de derivarem delas.
Para que n‹o restem dœvidas, o que seria esse tal "fato gerador"? Ora, Ž t‹o
somente uma hip—tese descrita em lei que quando ocorrida inaugura-se uma rela•‹o
jur’dica-tribut‡ria entre o sujeito ativo (Estado) e o sujeito passivo (contribuinte),
ficando a partir da ocorr•ncia desse fato sujeito ao pagamento do imposto devido.
Vamos v•-los?

IX - incidir‡ tambŽm:
a) sobre a entrada de bem ou mercadoria importados do exterior por pessoa
f’sica ou jur’dica, ainda que n‹o seja contribuinte habitual do imposto,
qualquer que seja a sua finalidade, assim como sobre o servi•o prestado no
exterior, cabendo o imposto ao Estado onde estiver situado o domic’lio ou o
estabelecimento do destinat‡rio da mercadoria, bem ou servi•o;

Esse Ž o caso espec’fico da incid•ncia na importa•‹o. A previs‹o constitucional


Ž que incide o ICMS em qualquer opera•‹o ou presta•‹o na importa•‹o. Ou seja,
ocorrer‡ o fato gerador do imposto sempre, independente de qualquer restri•‹o sobre
a finalidade da mercadoria ou servi•o, ou ainda independente de quem seja o
importador, mesmo quando esta n‹o for um contribuinte habitual do imposto. Se
importou, se lascou!
Ressalta-se ainda que a compet•ncia para cobran•a do imposto cabe ao Estado
de domic’lio do importador, independente do local onde as mercadorias foram
desembara•ados.
Se uma empresa estabelecida em Rio Grande-RS importa um bem dos EUA,
mesmo que esse bem adentre no Pa’s pelo Porto de Santos-SP, o ICMS Ž devido ao

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Estado do Rio Grande do Sul e n‹o a S‹o Paulo. Isso deve-se ao simples fato de o
importador estar domiciliado em RS, onde Ž o destino final da importa•‹o.
Vamos aos exemplos:

Exemplo 14) DimulŽ, morador de Porto Alegre-RS, importa um drone atravŽs do Porto
de Santos. ICMS devido ao Rio Grande do Sul.

Exemplo 15) Uma f‡brica de bolas de Cuiab‡-MT importa couro pelo Porto de Vit—ria-
ES. ICMS devido ao Mato Grosso.

IX - incidir‡ tambŽm:
b) sobre o valor total da opera•‹o, quando mercadorias forem fornecidas
com servi•os n‹o compreendidos na compet•ncia tribut‡ria dos Munic’pios;

Vimos que o ICMS incide sobre circula•‹o de mercadoria, sobre os servi•os de


transporte interestadual e intermunicipal e servi•os de comunica•›es. J‡ o ISS, por
defini•‹o, incide sobre servi•os de quaisquer natureza. Como agir no caso de um servi•o
ser prestado juntamente com o fornecimento de mercadorias? Imagine que sua sogra
esteja internada no hospital e fa•a uso de medicamentos. Sendo a venda desses
medicamentos uma circula•‹o de mercadorias cobraria-se ICMS sobre os
medicamentos e ISS sobre os servi•os mŽdicos? ICMS sobre tudo? ISS sobre tudo?
Para evitar confus›es no campo de atua•‹o de cada um deles, a CF se preocupou
em deixar claro que quando os servi•os n‹o estiverem na compet•ncia tribut‡ria dos
Munic’pios e forem fornecidos junto com mercadorias, ser‹o tributados pelo ICMS.

ÒT‡ bom Da Rocha, e como vou saber quais servi•os s‹o tributados pelo ISS?Ó A
LC 116/03 trouxe anexa uma lista de servi•os, elencando todos que ser‹o tributados
pelo ISS. Ent‹o, na pr‡tica, o que voc• tem que fazer Ž olhar a lista e verificar se ele Ž
tributado pelo imposto municipal. Se n‹o for, em regra, um servi•o fornecido
juntamente com uma mercadoria ser‡ tributado pelo ICMS.
Mas precisamos ter aten•‹o a pequenas exce•›es trazidas pela pr—pria LC
116/03. Essas exce•›es (chamamos de ressalvas) trazem hip—teses que a pr—pria lei

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diz que a aplica•‹o dos impostos ser‡ repartida: ICMS sobre mercadoria e ISS sobre o
servi•o. Como s‹o poucas, voc• precisa decor‡-las! Veja abaixo as exce•›es e dois
pequenos esquemas para presta•‹o de servi•os com fornecimento de mercadorias.

Exce•›es da LC 116/03:
1.09 - Disponibiliza•‹o, sem cess‹o definitiva, de conteœdos de ‡udio, v’deo, imagem
e texto por meio da internet, respeitada a imunidade de livros, jornais e peri—dicos
(exceto a distribui•‹o de conteœdos pelas prestadoras de Servi•o de Acesso
Condicionado, de que trata a Lei no 12.485, de 12 de setembro de 2011, sujeita
ao ICMS).
7.02 Ð Execu•‹o, por administra•‹o, empreitada ou subempreitada, de obras de
constru•‹o civil, hidr‡ulica ou elŽtrica e de outras obras semelhantes, inclusive
sondagem, perfura•‹o de po•os, escava•‹o, drenagem e irriga•‹o, terraplanagem,
pavimenta•‹o, concretagem e a instala•‹o e montagem de produtos, pe•as e
equipamentos (exceto o fornecimento de mercadorias produzidas pelo
prestador de servi•os fora do local da presta•‹o dos servi•os, que fica
sujeito ao ICMS).
7.05 Ð Repara•‹o, conserva•‹o e reforma de edif’cios, estradas, pontes, portos e
cong•neres (exceto o fornecimento de mercadorias produzidas pelo
prestador dos servi•os, fora do local da presta•‹o dos servi•os, que fica
sujeito ao ICMS). 7.06 Ð Coloca•‹o e instala•‹o de tapetes, carpetes, assoalhos,
cortinas, revestimentos de parede, vidros, divis—rias, placas de gesso e cong•neres,
com material fornecido pelo tomador do servi•o.
9.01 Ð Hospedagem de qualquer natureza em hotŽis, apart-service condominiais,
flat, apart-hotŽis, hotŽis resid•ncia, residence-service, suite service, hotelaria
mar’tima, motŽis, pens›es e cong•neres; ocupa•‹o por temporada com fornecimento
de servi•o (o valor da alimenta•‹o e gorjeta, quando inclu’do no pre•o da
di‡ria, fica sujeito ao Imposto Sobre Servi•os).

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13.05 - Composi•‹o gr‡fica, inclusive confec•‹o de impressos gr‡ficos,


fotocomposi•‹o, clicheria, zincografia, litografia e fotolitografia, exceto se destinados
a posterior opera•‹o de comercializa•‹o ou industrializa•‹o, ainda que incorporados,
de qualquer forma, a outra mercadoria que deva ser objeto de posterior circula•‹o,
tais como bulas, r—tulos, etiquetas, caixas, cartuchos, embalagens e manuais
tŽcnicos e de instru•‹o, quando ficar‹o sujeitos ao ICMS.
14.01 Ð Lubrifica•‹o, limpeza, lustra•‹o, revis‹o, carga e recarga, conserto,
restaura•‹o, blindagem, manuten•‹o e conserva•‹o de m‡quinas, ve’culos,
aparelhos, equipamentos, motores, elevadores ou de qualquer objeto (exceto pe•as
e partes empregadas, que ficam sujeitas ao ICMS).
14.03 Ð Recondicionamento de motores (exceto pe•as e partes empregadas, que
ficam sujeitas ao ICMS).
14.09 Ð Alfaiataria e costura, quando o material for fornecido pelo usu‡rio final,
exceto aviamento.
17.11 Ð Organiza•‹o de festas e recep•›es; buf• (exceto o fornecimento de
alimenta•‹o e bebidas, que fica sujeito ao ICMS).

ISS Sobre  
Serviço e 
Sim ICMS sobre 
Possui  Material
Serviço  Sim Ressalva
está na  ?
ISS Sobre 
LC 
116/03
Não Serviço e 
ICMS Sobre Material
? Não Serviço e  
Mercadorias

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Serviço previsto na  Serviço previsto na  Serviço não


LC 116/03, com
LC 116/03, sem
ressalva para 
previsto na LC 
ressalva que  116/03
permita cobrança  cobrança do ICMS
do ICMS

ISS sobre o  ISS sobre o  ICMS sobre o 


valor total  serviço e  valor total 
(mercadoria  ICMS sobre a  (mercadoria 
+ serviço) mercadoria + serviço)

!
!
Vamos de exemplos para entendermos de vez isso?

Exemplo 16) Construtora foi contratada para construir um prŽdio e fabrica tijolos fora
do local da obra. Como fabricou fora do local da obra, o ICMS ser‡ devido sobre o
fornecimento de tijolos e o ISS sobre o valor do servi•o de constru•‹o. Ver item 7.02
das exce•›es.

Exemplo 17) Construtora foi contratada para construir um prŽdio e fabrica tijolos no
canteiro de obras. Como fabricou no local da obra, o ISS incidir‡ sobre o valor do servi•o
de constru•‹o e sobre o fornecimento de tijolos. Ver item 7.02 das exce•›es.

Exemplo 18) Juliana forneceu carpetes para a empresa CARPETEX fazer a instala•‹o
dos mesmos em sua casa. O ISS incidir‡ apenas sobre o servi•o de instala•‹o. Ver item
7.06 das exce•›es.

Exemplo 19) Juliana contratou empresa para instala•‹o de carpetes. Tanto o carpete
quanto os servi•os foram fornecidos pela mesma empresa. N‹o incidir‡ ISS mas sim

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ICMS sobre tudo.


Gostaria de fazer um coment‡rio sobre esse exemplo uma vez que muitos alunos se
confundem. As ÒressalvasÓ s‹o os ÒexcetosÓ dos itens. No caso da coloca•‹o e
instala•‹o de carpetes, a lei s— fez previs‹o para incid•ncia do ISS caso o tomador
forne•a o material. O caso em que pr—prio prestador fornece os carpetes n‹o est‡
previsto na lista! E se n‹o est‡ previsto na lista, incide ICMS sobre tudo!

Exemplo 20) Karina viajou para um resort em Porto de Galinhas-PE. Dentro do pre•o
pago, estavam inclusas todas refei•›es. Incidir‡ ISS sobre tudo, inclusive sobre as
refei•›es. Ver item 9.01 das exce•›es.

Exemplo 21) Karina viajou para um resort em Porto de Galinhas-PE. A parte do valor
das di‡rias, pagou R$ 200 de alimenta•‹o. Incidir‡ ISS sobre a hospedagem e ICMS
sobre a alimenta•‹o. Ver item 9.01 das exce•›es.

Exemplo 22) Voc• passou no seu concurso e comprou uma BMW novinha. Logo no
primeiro fim de semana o carro deu problema e voc• colocou pra consertar, pagando
R$ 2.000 de m‹o-de-obra e R$ 10.000 de pe•as. Incidir‡ ICMS sobre as pe•as e ISS
sobre o servi•o de m‹o-de-obra. Ver item 14.01 das exce•›es.

Exemplo 23) Depois que voc• passou no concurso sua namorada te cobrou aquele
casamento que voc• enrola por anos. Voc•, muito contrariado, contrata uma empresa
de buffet para o dia do enterro, digo, para o dia do casamento. Incidir‡ ICMS sobre o
Blue Label, os refrigerantes, os canapŽs etc. Entretanto, incidir‡ ISS sobre o servi•o.
Ver item 17.11 das exce•›es.

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4.4. DA NÌO INCIDæNCIA

Preocupou-se a Constitui•‹o em enumerar os casos em que o ICMS n‹o incidir‡.


Vamos conhece-los?

X - n‹o incidir‡:
a) sobre opera•›es que destinem mercadorias para o exterior, nem sobre
servi•os prestados a destinat‡rios no exterior, assegurada a manuten•‹o e
o aproveitamento do montante do imposto cobrado nas opera•›es e
presta•›es anteriores;

O ICMS n‹o incide sobre a exporta•‹o de qualquer tipo de mercadoria ou servi•o.


Essa reda•‹o Ž resultante da EC 42/03 que concede um duplo benef’cio fiscal ao
exportador uma vez que, alŽm de n‹o ser devido o ICMS na sa’da para exporta•‹o
ainda pode-se manter os crŽditos relativos ˆ entrada. Lembra que falei que caso a sa’da
subsequente seja n‹o tributada n‹o se poderia haver crŽdito na entrada? Ent‹o...No
caso das exporta•›es isso n‹o Ž vedado. Mesmo que a sa’da posterior seja imune por
conta das exporta•›es, o contribuinte n‹o precisa anular os crŽditos das opera•›es de
entrada. O constituinte quis dar um tratamento VIP para aqueles que fazem entrar
capital no nosso pa’s.

X - n‹o incidir‡:
b) sobre opera•›es que destinem a outros Estados petr—leo, inclusive
lubrificantes, combust’veis l’quidos e gasosos dele derivados, e energia
elŽtrica;

O ICMS n‹o incide tambŽm nas opera•›es de sa’das interestaduais com


combust’veis derivados do petr—leo e energia elŽtrica. No caso espec’fico dessas
mercadorias a tributa•‹o fica 100% no Estado de destino, onde houve o consumo, n‹o
ficando nada na origem. Isso tem uma explica•‹o l—gica que, se voc• entender, ficar‡
mais f‡cil de gravar.

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O petr—leo Ž considerado um bem nacional. Seria muito injusto que alguns


Estados que possuem petr—leo o explorassem e ficassem com tudo sem repartir com
os demais Estados que n‹o s‹o privilegiados por ter petr—leo em abund‰ncia. O mesmo
pensamento vale para os Estados que s‹o privilegiados geograficamente e conseguem
produzir energia. Por isso, o legislador afirmou em outras palavras o seguinte: ÒQuando
sair petr—leo/seus derivados e energia elŽtrica de um Estado, n‹o vamos deixar o ICMS
para ele. Vamos dar esse ICMS somente para o Estado que estiver adquirindoÓ.!!!

N‹o caia nas pegadinhas das bancas: o Etanol e o GNV n‹o s‹o derivados do
Petr—leo!

X - n‹o incidir‡:
c) sobre o ouro, nas hip—teses definidas no art. 153, ¤ 5¼;

O ICMS tambŽm n‹o incide sobre o ouro quando este for definido como ativo
financeiro ou instrumento cambial, ou seja, quando o ouro n‹o for comercializado como
mercadoria. Neste caso s— ser‡ devido o IOF (imposto federal). Trata-se de uma
imunidade objetiva ao ouro monet‡rio. Assim, se voc• for comprar aquele cord‹o de
ouro bonito pra sua namorada estar‡ sim incidindo ICMS pois o ouro, nesse caso, Ž
mercadoria e n‹o ativo financeiro ou instrumento cambial. Mas mesmo assim pode
comprar que ela vai curtir!

X - n‹o incidir‡:
d) nas presta•›es de servi•o de comunica•‹o nas modalidades de radiodifus‹o
sonora e de sons e imagens de recep•‹o livre e gratuita;

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Essa imunidade Ž referente ˆ presta•‹o de servi•os de comunica•‹o atravŽs de


r‡dios e TV aberta realizada de forma n‹o onerosa (Jovem Pan, Globo, SBT, Record...).
J‡ o Sportv, o History Channel e demais canais pagos s‹o tributados normalmente pelo
ICMS.

e) fonogramas e videofonogramas musicais produzidos no Brasil contendo obras


musicais ou literomusicais de autores brasileiros e/ou obras em geral interpretadas
por artistas brasileiros bem como os suportes materiais ou arquivos digitais que
os contenham, salvo na etapa de replica•‹o industrial de m’dias —pticas de
leitura a laser.

Trata-se de uma hip—tese de imunidade tribut‡ria relativamente recente,


aprovada pela EC 75/2013. Verificando a dimens‹o que o mercado pirata havia
conquistado, essa emenda teve como intuito colocar o pre•o dos CDÕs, DVDÕs e Blu-Ray
de mœsicas nacionais em um patamar competitivo, promovendo a cultura no pa’s.
ƒ muito importante observar que na etapa de replica•‹o industrial de m’dias
—pticas de leitura a laser o ICMS incidir‡ normalmente. ƒ o seguinte: as etapas de
ÒpontaÓ da cadeia de produ•‹o de mœsicas (de autores brasileiros ou interpretada por
autores brasileiros) s‹o imunes a impostos. Por "ponta", entende-se:
1) Ponta inicial: a grava•‹o no estœdio, produ•‹o fonogr‡fica e videogr‡fica,
mixagem etc. (Imune ao ISS, por exemplo).
2) Ponta final: a distribui•‹o e venda ao consumidor final (imune ao ICMS, por
exemplo).
No meio dessa cadeia existe a fase de prensagem (replica•‹o). ƒ a fase onde
pega-se o CD/DVD/Blu-Ray virgem e grava-se a obra musical/literomusical a partir de
uma matriz que contŽm os dados a serem reproduzidos. Nessa etapa incide IPI e ICMS
normalmente pois n‹o foi contemplada com a imunidade.
Por fim, atente-se ao fato de que essa imunidade musical s— Ž v‡lida quando
produzidos no Brasil contendo obras musicais ou literomusicais de autores
brasileiros e/ou obras em geral interpretadas por artistas brasileiros.

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Constitucionais ‐ ICMS Exportações

Livros, jornais e periódicos 
e o papel destinado a sua 
impressão
Imunidades 

Saída de 
Petróleo/derivados e 
energia elétrica

Ouro como Ativo 
Financeiro/instrumento cambial

Comunicação não onerosa

Material "musical"
 

08. (SEFAZ-GO/1998) O ICMS incide sobre:


a) opera•›es que destinem energia elŽtrica para outro estado.
b) ouro, quando definido em lei como instrumento cambial.
c) mercadoria importada destinada ao ativo fixo da empresa.
d) exporta•›es de produtos industrializados.
e) opera•›es que destinem ao exterior mercadorias ou servi•os.
Coment‡rios:

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A œnica hip—tese de incid•ncia elencada nas assertivas acima Ž a importa•‹o de


mercadoria, mesmo que destinada ao ativo fixo. Existe um discuss‹o jur’dica sobre
isso, inclusive com decis‹o do STF, mas esse entendimento n‹o merece discuss‹o pois
na prova de legisla•‹o tribut‡ria vale o que est‡ na lei e n‹o s‹o cobradas sœmulas;
este assunto fica pra prova de direito tribut‡rio. Vimos que o ouro monet‡rio, sa’da de
energia elŽtrica e as exporta•›es s‹o acobertadas pela imunidade (N‹o-incid•ncia
constitucional).
Gabarito: letra C.

09. (SEFAZ-RJ/FGV/2008) Quando da presta•‹o de determinado servi•o, n‹o


inclu’do na lista de servi•os prevista em Lei Complementar, houver o
fornecimento de mercadoria haver‡ a incid•ncia do:

a) ICMS, exclu’do o valor do servi•o.


b) Imposto Sobre Servi•os de Qualquer Natureza e do ICMS.

c) Imposto Sobre Servi•os de Qualquer Natureza.


d) ICMS sobre o valor total da opera•‹o.

e) ICMS apenas sobre o valor do servi•o.


Coment‡rios:
Sempre lembre do quadrinho que propusemos. Com ele n‹o tem erro!

Serviço previsto na  Serviço previsto na  Serviço não


LC 116/03, com
LC 116/03, sem
ressalva para 
previsto na LC 
ressalva que  116/03
permita cobrança  cobrança do ICMS
do ICMS

ISS sobre o  ICMS sobre o 


ISS sobre o 
serviço e  valor total 
valor total 
ICMS sobre a  (mercadoria 
(NI o ICMS)
mercadoria + serviço)

Gabarito: Letra D.

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10. (InŽdita) Ocorre o fato gerador do ICMS quando da presta•‹o de servi•os


pelo:
a) Hospital das Cl’nicas, quando ele fornece Omeoprazol (medicamento) para
recupera•‹o do Sr. Jo‹o, enfermo.
b) Sal‹o de beleza da J™, quando ela fornece tinta para cabelo ao preparar a
noiva para o casamento.
c) Hotel BelelŽu, que fornece almo•o e jantar realizado pelo Chef Pipo, cujo
valor se inclui na di‡ria.
d) Buffet do Vampeta, que fornece bebidas no coquetel de posse dos novos
Auditores Fiscais de Santa Catarina.
e) Costureira que fornece linhas e bot›es para confeccionar roupa com tecido
fornecido pelo usu‡rio.
Coment‡rios:
Conforme previsto na LC 116/03, se os medicamentos s‹o fornecidos para uso nos
pacientes estar‹o sujeito ao ISS, assim como sal‹o de beleza e costureira. No caso dos
hotŽis e motŽis, existe uma ressalva que permite cobran•a do ICMS sobre a mercadoria,
mas apenas quando esta Ž cobrado fora do valor da di‡ria. Se o consumo estiver incluso
Ž hip—tese de compet•ncia tribut‡ria do Munic’pio, sujeito ao ISS. Sendo assim, a œnica
assertiva que comporta a exig•ncia do ICMS Ž o servi•o de buffet, sobre a comida e
bebidas servidas no evento. Previs‹o expressa na LC 116/03 em seu item 17.11.
Gabarito: letra D.

11. (SEFAZ-CE/ESAF/2007) Assinale a afirmativa correta.


a) o fornecimento de bebidas em bares, restaurantes e similares constitui
hip—tese de incid•ncia do ICMS, exceto no caso de ‡gua mineral e refrigerantes
contendo suco de frutas.
b) o fornecimento de mercadorias, quando feito com presta•‹o de servi•os,
n‹o constitui hip—tese de incid•ncia do ICMS.
c) a entrada de bem importado do exterior por pessoa jur’dica n‹o contribuinte
habitual do imposto s— constituir‡ hip—tese de incid•ncia do ICMS se o bem
n‹o se destinar ao seu consumo pr—prio.

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d) para que a presta•‹o de servi•os de transporte de valores constitua


hip—tese de incid•ncia do ICMS Ž necess‡rio que se trate de servi•o
interestadual.
e) a entrada de bem importado do exterior por pessoa f’sica constitui hip—tese
de incid•ncia do ICMS.
Coment‡rios:
(a) Falsa. A LC 116/03 n‹o traz qualquer exce•‹o quanto a ‡gua e refrigerantes, pelo
contr‡rio, qualquer bebida fornecida pelo Buffet est‡ sujeita a incid•ncia do ICMS.
(b) Falsa. A pr—pria CF/88 traz algumas hip—teses de incid•ncia do ICMS nos casos em
houver ressalva na LC ou quando o servi•o n‹o for da compet•ncia tribut‡ria do
munic’pio.
(c) Falsa. O ICMS incide nas opera•›es de importa•‹o, qualquer que seja sua
finalidade.
(d) Falsa. O servi•o de transporte intermunicipal tambŽm constitui hip—tese de
incid•ncia (HI) do ICMS.
(e) Correta. A importa•‹o feita tanto por pessoa jur’dica com por pessoa f’sica Ž HI
do ICMS.
Gabarito: letra E.

12. (SEFAZ-GO/1998) O ICMS n‹o incide sobre:


a) opera•›es relativas ˆ circula•‹o de mercadorias, incluindo o fornecimento
de alimenta•‹o em bares, restaurantes e estabelecimentos similares.
b) opera•›es relativas ˆ circula•‹o de mercadorias, incluindo o fornecimento
de bebidas em bares, restaurantes e estabelecimentos similares.
c) fornecimento de mercadorias com presta•‹o de servi•os n‹o-
compreendidos na compet•ncia tribut‡ria dos munic’pios.
d) opera•›es interestaduais relativas a energia elŽtrica e petr—leo, quando
destinados ˆ comercializa•‹o.
e) presta•‹o de servi•os de transporte interestadual e intermunicipal, por
qualquer via, de pessoas, bens, mercadorias ou valores.
Coment‡rios:

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Quest‹o bem direta por envolver letra de lei. Como vimos, a œnica hip—tese de
imunidade das assertivas acima est‡ na assertiva (d), que prev• uma sa’da
interestadual de energia elŽtrica e petr—leo destinado a comercializa•‹o.
As demais s‹o hip—teses de incid•ncia do ICMS.
Gabarito: letra D.

13. (SEFAZ-RS/FAURGS/2006) Assinale a alternativa correta.


a) o imposto incide nas presta•›es de servi•os de transporte interestadual e
intermunicipal, por qualquer via, exceto a aŽrea, de pessoas, bens,
mercadorias ou valores.
b) o imposto n‹o incide no servi•o cuja presta•‹o tenha se iniciado no
exterior.
c) o imposto incide na entrada de mercadorias no Mato Grosso do Sul, inclusive
de petr—leo quando destinado ˆ comercializa•‹o decorrente de opera•›es
interestaduais.
d) o imposto incide, quando da entrada no Mato Grosso do Sul sobre a energia
elŽtrica n‹o destinada ˆ industrializa•‹o, decorrente de opera•›es
interestaduais.
e) o imposto n‹o incide nas presta•›es onerosas de servi•os de comunica•‹o,
em casos de gera•‹o.
Coment‡rios:
(a) Falso. A presta•‹o de transporte interestadual e intermunicipal Ž fato gerador do
ICMS, inclusive por via aŽrea.
(b) Falso. O ICMS incide no servi•o prestado no exterior, quando o resultado Ž
verificado em territ—rio nacional.
(c) Falso e a (d) est‡ correta, pois em se tratando de energia elŽtrica e combust’veis
derivados de petr—leo, o FG do ICMS ocorre na entrada destes no territ—rio do Estado,
quando destinados ao consumo, ou seja, quando n‹o destinados ˆ comercializa•‹o ou
industrializa•‹o.
(e) Falso. Em se tratando de servi•o de comunica•‹o oneroso, o ICMS incide desde a
gera•‹o atŽ a amplia•‹o do servi•o.
Gabarito: letra D.

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14. (ICMS-RJ/FGV/2011) Constitui(em) fato gerador do ICMS


a) as opera•›es com livros, jornais, peri—dicos e o papel destinado ˆ sua
impress‹o.
b) a entrada de bem importado do exterior por pessoa f’sica.
c) as opera•›es de qualquer natureza de que decorra a transfer•ncia de bens
m—veis salvados de sinistro para companhias seguradoras.
d) as opera•›es interestaduais relativas a energia elŽtrica e petr—leo, inclusive
lubrificantes e combust’veis l’quidos e gasosos dele derivados, quando
destinados ˆ industrializa•‹o ou ˆ comercializa•‹o.
e)as opera•›es de qualquer natureza de que decorra a transfer•ncia de
propriedade de estabelecimento industrial, comercial ou outra espŽcie.
Coment‡rios:
A œnica HI prevista na CF/88 Ž a importa•‹o de bens, prevista na assertiva B. As demais
s‹o hip—teses de n‹o-incid•ncia, que veremos na Lei Kandir. Chamo aten•‹o para a
letra C pois existe uma Sœmula Vinculante do STF acerca do tema. Essa quest‹o foi
apenas uma pincelada. Voltaremos ao tema nas pr—ximas aulas.

STF ‐ Súmula Vinculante 32 
O ICMS não incide sobre alienação de salvados de sinistro pelas seguradoras.!

Gabarito: letra B.

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4.5. ICMS x IPI

XI - n‹o compreender‡, em sua base de c‡lculo, o montante do imposto


sobre produtos industrializados, quando a opera•‹o, realizada entre
contribuintes e relativa a produto destinado ˆ industrializa•‹o ou ˆ
comercializa•‹o, configure fato gerador dos dois impostos;

Quis a constitui•‹o excluir da base de c‡lculo do ICMS o valor do IPI quando


estiverem presentes 3 requisitos cumulativamente:

! Opera•‹o entre contribuintes;


! Produtos destinados ˆ industrializa•‹o ou comercializa•‹o;
! Seja fato gerador dos 2 impostos, o IPI e o ICMS.

Industrialização 
ou 
Comercialização

+
IPI não integra  Entre 
BC do ICMS contribuintes

+
FG dos 2 
impostos

Acredito que com exemplos voc• conseguir‡ entender...

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Exemplo 24) Imagine que o fabricante FAZGELA venda geladeiras por R$ 1.000 para
o contribuinte VENDEGELA revender. Suponha al’quota do ICMS de 20% e al’quota de
IPI de 10%. A Base de C‡lculo do ICMS ser‡ R$ 1.000 pois o IPI n‹o a integrar‡ tendo
em vista tratar-se de opera•‹o entre contribuintes para comercializa•‹o.

Exemplo 25) Agora imagine que um contribuinte venda uma geladeira por R$ 1.000
para uma construtora. Suponha al’quota do ICMS de 20% e al’quota de IPI de 10%. O
IPI ser‡ de R$ 100 (10% x R$ 1.000). A Base de C‡lculo do ICMS ser‡ R$ 1.100 (R$
1.000 + R$ 100) pois a construtora n‹o Ž contribuinte e a mercadoria Ž para o ativo
fixo.
Vamos ver como cai?

15. (InŽdita) Uma indœstria de autom—vel efetua venda de ve’culo para:


1. concession‡ria de ve’culo que ir‡ comercializ‡-lo;
2. locadora de ve’culo;
3. Joazinho das couves, consumidor final;
4. supermercado que ir‡ utiliz‡-lo para fazer entrega de compras de seus
clientes em domic’lio;
5. concession‡ria de ve’culos que adquire para integrar seu ativo permanente;
O Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) n‹o integra a base de c‡lculo
do ICMS na(s) situa•‹o(›es):
a) 2, 3, 4 e 5.
b) 2, 3, e 4.
c) 1.
d) 1 e 5.
e) 3, 4 e 5.
Coment‡rios:
Situa•‹o 1: opera•‹o entre contribuintes para comercializa•‹o Ð IPI n‹o entra!
Situa•‹o 2: venda para um n‹o contribuinte Ð IPI entra na BC do ICMS!
Situa•‹o 3: Venda para n‹o contribuinte Ð IPI entra !
Situa•‹o 4:opera•‹o entre contribuintes, porŽm destinado ao ativo (n‹o Ž para
comercializa•‹o ou industrializa•‹o) Ð IPI entra!

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Situa•‹o 5: Opera•‹o entre contribuintes, porŽm destinado ao ativo (n‹o Ž para


comercializa•‹o ou industrializa•‹o) Ð IPI entra!
Gabarito: Letra C.

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4.6 RESERVA DE LEI COMPLEMENTAR

Existem algumas regula•›es acerca do ICMS que s— podem ser criadas ou


alteradas atravŽs de Lei Complementar. Com rela•‹o a esses temas, o legislador
procurou dar maior prote•‹o ˆs normas atinentes ao assunto. As lei complementares
que cumprem essa miss‹o ser‹o vistas de forma detalhada mais adiante. Vamos nessa!

XII - cabe ˆ lei complementar:


a) definir seus contribuintes;

Somente a lei complementar pode definir quem Ž contribuinte do ICMS. Esta


norma tambŽm est‡ prevista no art.146, III, a da CF, que determina que a defini•‹o
dos sujeitos passivos do imposto devem ser elencados atravŽs de lei complementar.

XII - cabe ˆ lei complementar:


b) dispor sobre substitui•‹o tribut‡ria;

A substitui•‹o tribut‡ria (ST) talvez seja hoje o dispositivo mais utilizado pelas
Administra•›es Tribut‡rias dos Estados, pois, atravŽs dela, facilita-se e muito a
fiscaliza•‹o da SEFAZ. Mas a ST ser‡ tratada em um cap’tulo ˆ parte, mais adiante,
devido ao seu alto grau de import‰ncia e complexidade.

XII - cabe ˆ lei complementar:


c) disciplinar o regime de compensa•‹o do imposto;

Lei complementar deve regular tambŽm, a forma como ser‡ feita a n‹o
cumulatividade, ou seja, a apura•‹o do dŽbito e crŽdito para se chegar ao montante do
ICMS devido.

XII - cabe ˆ lei complementar:


d) fixar, para efeito de sua cobran•a e defini•‹o do estabelecimento respons‡vel, o
local das opera•›es relativas ˆ circula•‹o de mercadorias e das presta•›es de
servi•os;

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O local das opera•›es, ou local do fato gerador, Ž importante para que se


estabele•a de forma precisa de quem Ž a compet•ncia para cobran•a do imposto,
principalmente nas opera•›es interestaduais e regi›es de fronteiras. Estabelecer o local
das opera•›es e presta•›es deve ser objeto de lei complementar.

XII - cabe ˆ lei complementar:


e) excluir da incid•ncia do imposto, nas exporta•›es para o exterior, servi•os e outros
produtos alŽm dos mencionados no inciso X, "a";

Essa al’nea virou letra morta uma vez que com o advento da emenda 42/03, toda
exporta•‹o se tornou imune ao ICMS. N‹o h‡ mais que se falar em lei complementar
para excluir a incid•ncia do ICMS nas exporta•›es uma vez que a pr—pria CF j‡ o faz
no art. 155, X, a.

XII - cabe ˆ lei complementar:


f) prever casos de manuten•‹o de crŽdito, relativamente ˆ remessa para outro
Estado e exporta•‹o para o exterior, de servi•os e de mercadorias;

Tal qual a al’nea e, parte da al’nea f virou letra morta. Ap—s a emenda 42/03,
toda exporta•‹o se tornou imune ao ICMS e com previs‹o expressa de manuten•‹o do
crŽdito! Assim, o exportador, alŽm de n‹o pagar ICMS ao exportar, ainda acumula
crŽdito fiscal das opera•›es anteriores. Entretanto n‹o Ž a al’nea toda que virou letra
morta. Excetuando-se os casos de exporta•‹o, caso se queira estabelecer outras
hip—teses de manuten•‹o de crŽdito no que diz respeito ˆs opera•›es interestaduais,
deve-se fazer por Lei Complementar.

XII - cabe ˆ lei complementar:


g) regular a forma como, mediante delibera•‹o dos Estados e do Distrito Federal,
isen•›es, incentivos e benef’cios fiscais ser‹o concedidos e revogados.

A al’nea g faz refer•ncia aos benef’cios fiscais de ICMS. Os Estados n‹o tem
compet•ncia para instituir sozinhos tais benef’cios: Ž necess‡ria a assinatura de um

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conv•nio. Tal previs‹o encontra-se expressa na LC 24/75 que foi recepcionada por
nossa atual constitui•‹o cumprindo o papel exigido pela al’nea g em quest‹o: regular a
forma como ser‹o concedidos e revogados os benef’cios fiscais de ICMS.

XII - cabe ˆ lei complementar:


h) definir os combust’veis e lubrificantes sobre os quais o imposto incidir‡ uma œnica
vez, qualquer que seja a sua finalidade, hip—tese em que n‹o se aplicar‡ o disposto
no inciso X, b;

Este dispositivo traz o famoso ICMS monof‡sico. ƒ a LC que deve definir quais
ser‹o os combust’veis e lubrificantes que receber‹o o tratamento especial da incid•ncia
monof‡sica (ao invŽs de incid•ncia plurif‡sica como de costume no ICMS). Essa LC
ainda n‹o existe!

XII - cabe ˆ lei complementar:


i) fixar a base de c‡lculo, de modo que o montante do imposto a integre, tambŽm na
importa•‹o do exterior de bem, mercadoria ou servi•o.

A œltima al’nea apenas refor•a a ideia do ICMS na importa•‹o, reafirmando que


o imposto Ž calculado Òpor dentroÓ, determinando que o ICMS fa•a parte de sua pr—pria
base de c‡lculo conforme aprenderemos a calcular nas pr—ximas aulas.

16. (SEFAZ-RJ/FESP/1989/Adaptada) No tocante ao ICMS, mediante Lei


Complementar, poder‡ ser adotada a seguinte medida:
a) fixa•‹o de al’quotas incidentes nas opera•›es de exporta•‹o.
b) institui•‹o de adicional nas opera•›es de importa•‹o.
c) fixa•‹o das al’quotas m’nimas nas opera•›es internas.
d) concess‹o de isen•‹o em opera•›es internas.

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e) defini•‹o os combust’veis e lubrificantes sobre os quais o imposto incidir‡


uma œnica vez.
Coment‡rios:
(a) Falsa. A al’quota de exporta•‹o Ž fixada por resolu•‹o do Senado. Entretanto vimos
que hoje a exporta•‹o est‡ imune ao ICMS.
(b) Falsa. A institui•‹o de al’quotas adicionais pode ser feita por lei ordin‡ria, n‹o
havendo previs‹o para a necessidade de lei complementar.
(c) Falsa. A institui•‹o de al’quotas m’nimas internas Ž realizada por Resolu•‹o do
Senado.
(d) Falsa. Benef’cios fiscais de ICMS s— podem ser concedidos mediante conv•nio.
(e) Correta. Apesar de a lei ainda n‹o existir, Ž a LC que deve definir quais ser‹o os
combust’veis e lubrificantes que receber‹o o tratamento especial da incid•ncia
monof‡sica.
Gabarito: Letra E.

17. (SEFAZ-RS/FAURGS/2006/Adaptada) Ë luz da Constitui•‹o da Repœblica


Ž correto afirmar que:
a) Se adotar‡, nas opera•›es que destinem bens para consumo final em outro
Estado, uma al’quota dita interestadual, quando o destinat‡rio n‹o for
contribuinte do ICMS.
b) O ICMS n‹o admite um tratamento seletivo em fun•‹o da essencialidade do
produto.
c) Cabe ao Congresso Nacional, mediante lei, estabelecer al’quotas m’nimas
do ICMS nas opera•›es internas.
d) A compet•ncia tribut‡ria do Distrito Federal Ž id•ntica ˆ dos Estados-
membros.
e) A circula•‹o do Ouro definido em lei como ativo financeiro, alŽm de
tribut‡vel pelo IOF, Ž tambŽm pelo ICMS.
Coment‡rios:
(a) Correta. Segundo os comandos do artigo 155, ¤2¼, VII, a al’quota aplic‡vel ser‡
a interestadual sendo o destinat‡rio contribuinte ou n‹o (EC 87/15).

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(b) Falsa. A CF/88 admite a possibilidade de aplicar al’quotas seletivas a alguns


produtos. Apesar de a seletividade ter um car‡ter facultativo, os Estados t•m adotado
tal princ’pio.
(c) Falsa. ƒ uma pegadinha! compete ao Senado Federal e n‹o ao Congresso Nacional
estabelecer al’quotas m’nimas do ICMS nas opera•›es internas.
(d) Falsa. O DF tem, alŽm das compet•ncias Estaduais, a compet•ncia para instituir
os tributos municipais, sendo portanto diferente dos Estados-membros.
(e) Falsa. O ouro quando definido como ativo financeiro est‡ imune ˆ incid•ncia do
ICMS.
Gabarito: Letra A.

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4.7 INCIDæNCIA RESTRITA

¤ 3¼ Ë exce•‹o dos impostos de que tratam o inciso II do caput deste artigo e o art.
153, I e II, nenhum outro imposto poder‡ incidir sobre opera•›es relativas a
energia elŽtrica, servi•os de telecomunica•›es, derivados de petr—leo,
combust’veis e minerais do Pa’s.

Quando se tratar de energia elŽtrica, servi•os de telecomunica•›es, derivados do


petr—leo, combust’veis e minerais, os œnicos impostos que incidir‹o s‹o o ICMS e os
impostos federais sobre comŽrcio exterior (II e IE). Ressalvamos aqui uma pegadinha
de prova interessante: a CIDE, que Ž uma contribui•‹o e n‹o um imposto, tambŽm
incide sobre essas opera•›es.

Energia
Elétrica

Minerais Telecomunicações

Só II, IE 
e ICMS

Derivados do 
Combustíveis petróleo

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4.8 TRIBUTA‚ÌO DOS COMBUSTêVEIS E LUBRIFICANTES


(EC 33/01)

¤ 4¼ Na hip—tese do inciso XII, h, observar-se-‡ o seguinte:


I - nas opera•›es com os lubrificantes e combust’veis derivados de petr—leo, o
imposto caber‡ ao Estado onde ocorrer o consumo;

Conforme j‡ havia dito, o ICMS Ž devido ao Estado destinat‡rio, quando se tratar


de derivados do petr—leo. A sa’da de um Estado em uma opera•‹o interestadual Ž
imune para essas mercadorias.

II - nas opera•›es interestaduais, entre contribuintes, com g‡s natural e seus


derivados, e lubrificantes e combust’veis n‹o inclu’dos no inciso I deste
par‡grafo, o imposto ser‡ repartido entre os Estados de origem e de destino,
mantendo-se a mesma proporcionalidade que ocorre nas opera•›es com as demais
mercadorias;

No caso de g‡s natural e dos combust’veis que n‹o s‹o derivados do petr—leo,
se o destinat‡rio for contribuinte, o imposto ser‡ repartido entre as UF de origem e
destino, como se qualquer mercadoria fosse (al’quota interestadual na sa’da).

III - nas opera•›es interestaduais com g‡s natural e seus derivados, e


lubrificantes e combust’veis n‹o inclu’dos no inciso I deste par‡grafo,
destinadas a n‹o contribuinte, o imposto caber‡ ao Estado de origem;

Ainda em rela•‹o ao g‡s natural e dos n‹o derivados de petr—leo, se o


destinat‡rio for consumidor final, ou seja, n‹o contribuinte, a al’quota usada Ž a interna
e o imposto fica todo na UF de origem.

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Derivados do  ICMS para onde ocorrer 


petróleo o consumo

ICMS‑
monofásico ICMS repartido 
Entre 
Contribuintes
entre origem e 
destino
Gás natural e não 
derivados do 
petróleo
Destinado a não  ICMS para Estado 
contribuinte de origem

IV - as al’quotas do imposto ser‹o definidas mediante delibera•‹o dos Estados e


Distrito Federal, nos termos do ¤ 2¼, XII, g, observando-se o seguinte:
a) ser‹o uniformes em todo o territ—rio nacional, podendo ser diferenciadas por
produto;

AtravŽs do conv•nio ser‡ definida uma al’quota uniforme em todo territ—rio


nacional para combust’veis e lubrificantes, inclusive para as opera•›es internas,
podendo haver diferencia•‹o apenas por tipo de produto.

b) poder‹o ser espec’ficas, por unidade de medida adotada, ou ad valorem, incidindo


sobre o valor da opera•‹o ou sobre o pre•o que o produto ou seu similar alcan•aria
em uma venda em condi•›es de livre concorr•ncia.

Quis o legislador prever a possibilidade de que, no caso do ICMS monof‡sico, as


al’quotas sejam espec’ficas, por unidade vendida (fato este que n‹o ocorreu ainda), ou
ad valorem (como s‹o hoje), ou seja, um percentual sobre a base de c‡lculo.

c) poder‹o ser reduzidas e restabelecidas, n‹o se lhes aplicando o disposto no art.


150, III, b.

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As al’quotas dos combust’veis e lubrificantes poder‹o, ap—s reduzidas, serem


restabelecidas ao patamar anterior no mesmo exerc’cio, n‹o respeitando o princ’pio da
ÒanterioridadeÓ estudado no Direito Tribut‡rio, respeitando apenas a noventena. Veja
que n‹o se trata de aumento de al’quotas (apenas reestabelecimento) pois o limite para
essa exce•‹o Ž o percentual praticado anteriormente. Assim, se o conv•nio diz que a
al’quota da gasolina Ž de 25%, pode-se diminu’-la para 15% em fevereiro e voltar a
25% em outubro, por exemplo, desrespeitando o princ’pio da anterioridade.

¤ 5¼ As regras necess‡rias ˆ aplica•‹o do disposto no ¤ 4¼, inclusive as relativas ˆ


apura•‹o e ˆ destina•‹o do imposto, ser‹o estabelecidas mediante delibera•‹o dos
Estados e do Distrito Federal, nos termos do ¤ 2¼, XII, g.

Todas as regras necess‡rias a se colocar em pr‡tica o ICMS monof‡sico que


vimos nesse cap’tulo devem estar dispostas em conv•nio do CONFAZ.

Importante:

Uniformes

Podem ser diferenciadas 
por produtos
Definidas no CONFAZ
Alíquotas do ICMS‑ Exceção à anterioridade 
monofásico anual

Exceção à legalidade

Específicas ou "ad 
valorem"

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18. (Pedro Diniz/2012) A respeito da tributa•‹o especial sobre os


combust’veis e lubrificantes prevista na CF/88, assinale qual das afirmativas
abaixo est‡ correta.
a) As al’quotas ser‹o estabelecidas por meio de Lei Complementar Federal.
b) Nas opera•›es interestaduais com g‡s natural e seus derivados, destinados
a n‹o-contribuinte, o imposto ser‡ repartido entre os Estados de origem e
destino.
c) As al’quotas ser‹o diferenciadas por produto e uniformes em todo territ—rio
nacional.
d) A base de c‡lculo das opera•›es poder‹o ser restabelecidas e reduzidas n‹o
se aplicando o disposto no artigo 150, III, b da CF/88.
e) As al’quotas poder‹o ser espec’ficas, por unidade de medida adotada ou ad
valorem, incidindo sobre o valor da opera•‹o ou sobre o pre•o que o produto
ou seu similar alcan•aria em uma venda em livre concorr•ncia.
Coment‡rios:
(a) Falsa. As al’quotas dos combust’veis e lubrificantes ser‹o estabelecidas por meio
de conv•nio aprovado pelos Estados.
(b) Falsa. Em uma opera•‹o interestadual relativa ao ICMS monof‡sico cujo
destinat‡rio Ž um n‹o contribuinte, o imposto fica todo para o Estado de origem e ser‡
calculado pela aplica•‹o da al’quota interna.
(c) Falsa. As al’quotas poder‹o ser diferenciadas por produtos e uniformes.
(d) Falsa. ƒ mais uma casca de banana do examinador, lembra? Ele n‹o est‡ do nosso
lado, ent‹o vamos destru’-lo! O que pode ser reduzido e restabelecido, como
exce•‹o ao princ’pio da anterioridade Ž a al’quota e n‹o a base de c‡lculo.
(e) Correta. Transcri•‹o literal do artigo 155, ¤4¼, IV, b da CF/88.
Gabarito: Letra E.

19. (SEFAZ-MT/UNEMAT/2008/Adaptada) Sobre as hip—teses de incid•ncia do


ICMS, analise os itens a seguir e assinale a alternativa correta.
a) O imposto incide sobre fornecimento de mercadorias com presta•‹o de
servi•os.
b) Est‡ no campo de incid•ncia do ICMS o fato correspondente ˆ entrada de

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mercadoria importada do exterior por pessoa f’sica ou jur’dica, desde que seja
contribuinte habitual do imposto devidamente cadastrado na Secretaria de
Estado de Fazenda.
c) O ICMS incide sobre a utiliza•‹o de servi•o cuja presta•‹o se tenha iniciado
em outro Estado e n‹o seja vinculada a opera•‹o ou presta•‹o subsequente.
d) N‹o h‡ incid•ncia do ICMS sobre a entrada no estabelecimento de
contribuinte de bem ou mercadoria destinada a uso, consumo ou ativo
permanente, porque n‹o h‡ posterior circula•‹o de mercadoria.
e) N‹o incide o ICMS sobre a presta•‹o de servi•o de transporte rodovi‡rio
intermunicipal de passageiro, inclusive sobre o transporte de cargas e valores.
Coment‡rios:
(a) Falso. Incidir‡ ICMS se o fornecimento de mercadorias for feito juntamente com a
presta•‹o de servi•os se esse servi•o n‹o estiver inclu’do na compet•ncia municipal
para cobrar ISS. Se a presta•‹o do servi•o estiver expressa na LC 116/03 sem
ressalvas, o ISS incidir‡ sobre a mercadoria e o servi•o (sem cobran•a de ICMS).
PorŽm, em alguns casos a LC 166/03 discrimina o servi•o mas indica que o material
utilizado naquela presta•‹o ser‡ tributado pelo ICMS. Assim, a afirma•‹o est‡ incorreta
pois haver‡ casos em que o fornecimento de mercadorias com presta•‹o de servi•os
ser‡ tributado somente pelo ISS.
(b) Falso. Importou? Se lascou quando o assunto Ž ICMS. Importou mercadoria ou
servi•o, deve recolher ICMS. N‹o importa se o importador Ž pessoa f’sica ou jur’dica,
se Ž com intuito comercial ou n‹o, seja ele contribuinte habitual ou n‹o. Vejamos:

CF/88. Art. 155, ¤2¼ (...)


IX - incidir‡ tambŽm:
a)sobre a entrada de bem ou mercadoria importados do exterior por pessoa
f’sica ou jur’dica, ainda que n‹o seja contribuinte habitual do imposto,
qualquer que seja a sua finalidade, assim como sobre o servi•o prestado no
exterior, cabendo o imposto ao Estado onde estiver situado o domic’lio ou o
estabelecimento do destinat‡rio da mercadoria, bem ou servi•o;

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(c) Correta. Temos, como exemplo, o ICMS diferencial de al’quotas, sobre o servi•o
de transporte interestadual. Cabe o "DIFAL" (diferencial de al’quotas) sobre a
mercadoria recebida e sobre a presta•‹o do servi•o tambŽm.

VII - nas opera•›es e presta•›es que destinem bens e servi•os a consumidor final,
contribuinte ou n‹o do imposto, localizado em outro Estado, adotar-se-‡ a
al’quota interestadual e caber‡ ao Estado de localiza•‹o do destinat‡rio o
imposto correspondente ˆ diferen•a entre a al’quota interna do Estado
destinat‡rio e a al’quota interestadual;

(d) Falso. O fato de n‹o haver sa’da posterior n‹o tem rela•‹o com a exist•ncia de
fato gerador na entrada de mercadorias para uso, consumo ou ativo permanente.
Nesses casos haver‡ a incid•ncia do ICMS diferencial de al’quota (DIFAL) que vermos
com maior propriedade ao estudarmos a lei Kandir.
(e) Falso. N‹o incide se o transporte for intramunicipal ou internacional! O transporte
intermunicipal Ž sim fato gerador do ICMS.
Gabarito: C.

20. (SEFAZ-RJ/FGV/2010) Com rela•‹o ao ICMS, assinale a alternativa


correta.
a) Os servi•os de comunica•‹o n‹o est‹o sujeitos ao ICMS.
b) N‹o pode haver uma mesma opera•‹o comercial, ainda que de natureza
mista (com fornecimento de mercadoria e presta•‹o de servi•os), que seja
tributada tanto pelo ICMS (valor da mercadoria) como pelo ISS (valor do
servi•o).
c) Incide no caso de transfer•ncia de titularidade de bens do ativo fixo ou
imobilizado.
d) N‹o incide quando se tratar de bem ou mercadoria importado por pessoa
que n‹o seja contribuinte habitual do imposto, nos termos das Constitui•‹o
Federal.
e) Ser‡ garantida a manuten•‹o e o aproveitamento do montante do imposto
cobrado nas opera•›es e presta•›es anteriores no caso de exporta•‹o de

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mercadorias, mesmo que a Constitui•‹o Federal expressamente determine a


n‹o incid•ncia do ICMS sobre mercadorias e servi•os destinados ao exterior.
Coment‡rios:
(a) Falso. Muito cuidado com essa afirma•‹o! Os servi•os de comunica•‹o n‹o
onerosa n‹o est‹o sujeitos ao ICMS. Os que forem onerosos ter‹o a incid•ncia normal
do imposto (telefone celular, tv a cabo, etc.).
(b) Falso. Pode sim. A lei complementar 116/03, que trata do ISS, prev• que em
algumas situa•›es poder‡ haver a incid•ncia do ISS sobre o servi•o e do ICMS sobre a
mercadoria.
(c) Falso. Bens do ativo fixo ou imobilizado n‹o s‹o mercadorias, s‹o bens usados.
Assim sendo, n‹o sofrem a incid•ncia do ICMS.
(d) Falso. Em muitos impostos Ž irrelevante a habitualidade para que o fato gerador
considere-se praticado. O ICMS tambŽm tem casos assim, que Ž o caso da nossa
quest‹o. Na importa•‹o n‹o Ž aferida a habitualidade para fins de incid•ncia do
imposto. Entretanto, o seu fato gerador mais marcante, a sa’da de mercadorias, requer
que a pessoa que d• a sa’da tenha habitualidade nessa opera•‹o, ou seja, que realize
esse mesmo procedimento repetidas vezes de forma constante durante o tempo.
(e) Correta. O ICMS funciona na sistem‡tica de crŽditos e dŽbitos. Assim sendo, de
forma leiga, toda mercadoria que entrar gera crŽdito e toda que sair gera dŽbito. Agora,
regra geral, se n‹o h‡ dŽbito na sa’da (por uma isen•‹o, por exemplo), voc• n‹o poder‡
ter crŽdito na entrada. Entretanto, existem exce•›es a essa regra. ƒ o caso da
exporta•‹o, quando a sa’da ser‡ imune (n‹o havendo dŽbito) e mesmo assim o crŽdito
da entrada das mercadorias poder‡ ser mantido.
Gabarito: E.

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5. REPARTI‚ÌO DE RECEITA TRIBUTçRIA

Art. 158. Pertencem aos Munic’pios:


IV - vinte e cinco por cento do produto da arrecada•‹o do imposto do Estado sobre
opera•›es relativas ˆ circula•‹o de mercadorias e sobre presta•›es de servi•os de
transporte interestadual e intermunicipal e de comunica•‹o.
Par‡grafo œnico. As parcelas de receita pertencentes aos Munic’pios, mencionadas no
inciso IV, ser‹o creditadas conforme os seguintes critŽrios:
I - tr•s quartos, no m’nimo, na propor•‹o do valor adicionado nas opera•›es
relativas ˆ circula•‹o de mercadorias e nas presta•›es de servi•os, realizadas em
seus territ—rios;
II - atŽ um quarto, de acordo com o que dispuser lei estadual ou, no caso dos
Territ—rios, lei federal.

A nossa Constitui•‹o determinou como deve ser a distribui•‹o das receitas do


ICMS. Observe que ela n‹o o fez de maneira est‡tica: deixou certa liberdade para os
Estados. Assim, dentro do limite imposto pela CF/88, podem os Estados determinar
como ser‡ feita a reparti•‹o para os munic’pios.
Vejamos:

Proporcionalmente
MÍNIMO 3/4 ao valor das 
operações
Repartição do ICMS 
aos Municípios
Da maneira como o
MÁXIMO 1/4 Estado quiser (por 
lei)

Tais limita•›es t•m a fun•‹o de diminuir a discricionariedade de cada ente em


dividir de maneira desigual o valor do ICMS, seja por quest›es pol’ticas ou seja por
quest›es pessoais. Desta forma, o Estado ficou com atŽ ! do valor do ICMS para

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distribuir aos Munic’pios da maneira que bem entender (obviamente desde que previsto
em lei). No m’nimo " dever‹o ser obrigatoriamente distribu’dos de maneira
proporcional ao ICMS gerado pelos Munic’pios. Os que geraram mais ICMS receber‹o
mais ICMS. Os que geraram menos ICMS receber‹o menos.

21. (SEFAZ-SP/FCC/2009) A Constitui•‹o Federal de 1988 cuida da reparti•‹o


de receitas tribut‡rias do ICMS da seguinte forma:
I. cinquenta por cento do produto da arrecada•‹o pertencem aos Munic’pios.
II. tr•s quartos, no m’nimo, do que Ž destinado aos Munic’pios ser‡ devido na
propor•‹o do valor adicionado nas opera•›es relativas ˆ circula•‹o de
mercadorias e nas presta•›es de servi•os, realizadas em seus territ—rios.
III. atŽ um quarto do que Ž destinado aos Munic’pios ser‡ creditado conforme
dispuser lei estadual.
IV. lei estadual poder‡ utilizar-se de critŽrios a serem preenchidos pelos
Munic’pios para realizar a reparti•‹o de receita do ICMS.
Est‡ correto o que se afirma APENAS em
a) I e II.
b) I,II e III.
c) I e III.
d) II, III e IV.
e) II e IV.
Coment‡rios:
Quest‹o bem literal sobre reparti•‹o de receitas do ICMS. Vamos l‡.
(I) Falso. Vimos que o percentual do ICMS a ser distribu’do para os Munic’pios Ž de
25%. N‹o confunda com o IPVA, que Ž de 50%.
(II) , (III) e (IV) Corretas. Conseguimos facilmente responder utilizando apenas
nosso esquema. ƒ a literalidade dos artigo 158, par‡grafo œnico, incisos I e II.

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Proporcionalmente
MÍNIMO 3/4 ao valor das 
Repartição do operações
ICMS aos 
Municípios Da maneira como o
MÁXIMO 1/4 Estado quiser (por 
lei)

Gabarito: letra D.

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6. EC 87/2015

Agora vamos partir para uma parte de suma import‰ncia que Ž a modifica•‹o
inserida pela EC 87/2015. Como se trata de um assunto muito relevante e atual,
explicarei minuciosamente com v‡rios exemplos e quadrinhos toda a sistem‡tica dessa
emenda.
Antes da EC 87/2015 a CF/88 tratava de forma diferenciada a tributa•‹o, uma
vez que se utilizava a al’quota interna quando a mercadoria era destinada a um n‹o
contribuinte do ICMS. Atualmente, ap—s o advento da ÒPEC do ComŽrcio Eletr™nicoÓ,
n‹o existe mais essa distin•‹o, sendo devida a reparti•‹o do ICMS interestadual entre
Estados remetentes e destinat‡rios. A motiva•‹o para tal mudan•a Ž bem simples e
not—ria, se deu pelo fato de termos um aumento exponencial dessas opera•›es, n‹o s—
de forma presencial, mas principalmente pela internet, n‹o sendo muito justo com os
Estados consumidores que o imposto ficasse 100% para onde est‡ o remetente da
mercadoria.
Ficou estabelecida tambŽm a responsabilidade pelo recolhimento e repasse ˆ UF
de destino, do imposto cabido ˆ esta. Quando o destinat‡rio Ž contribuinte, sem
problemas, este mesmo faz o recolhimento ao seu sujeito ativo. Opostamente, no caso
do destinat‡rio n‹o ser contribuinte do ICMS, a responsabilidade recai sobre o
remetente, mesmo este estando situado em outra UF.
Por ser um assunto relativamente novo o examinador vir‡ com sangue nos olhos!
Vamos entender o antes e o depois?
Antes da EC 87/15, a reda•‹o da CF/88 era assim:

Art. 155, ¤ 2¼, VII - em rela•‹o ˆs opera•›es e presta•›es que destinem bens e
servi•os a consumidor final localizado em outro Estado, adotar-se- ‡:
a) a al’quota interestadual, quando o destinat‡rio for contribuinte do imposto;
b) a al’quota interna, quando o destinat‡rio n‹o for contribuinte dele;
VIII - na hip—tese da al’nea "a" do inciso anterior, caber‡ ao Estado da localiza•‹o do
destinat‡rio o imposto correspondente ˆ diferen•a entre a al’quota interna e a
interestadual.

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Nas opera•›es interestaduais destinadas a n‹o contribuintes do ICMS, era


adotada a al’quota interna do Estado de origem e o ICMS ficava todo para a UF do
remetente.
Assim, se a al’quota de Santa Catarina fosse 17% para uma determinada
mercadoria e ela fosse vendida para um consumidor final n‹o contribuinte em S‹o Paulo
por R$ 100, R$ 17 ficariam em SC e nada seria destinado a S‹o Paulo.
Mas, se a al’quota de S‹o Paulo fosse 17% para uma determinada mercadoria e
ela fosse vendida por um contribuinte de Santa Catarina para um consumidor final
contribuinte em S‹o Paulo por R$ 100, apenas R$ 12 ficariam em Santa Catarina (12%
de al’quota interestadual x R$ 100). A S‹o Paulo seria destinado o diferencial de
al’quota de 5% (17% de al’quota interna Ð 12% de al’quota interestadual). S‹o Paulo
teria ent‹o R$ 5 a t’tulo de ICMS (5% x R$ 100).
Veja o esquema abaixo:

Destinatário não
contribuinte do  Alíquota Interna
Antes da EC  ICMS
87
(venda  Alíquota 
interestadual a  Interestadual para 
consumidor final) o Estado origem
Destinatário 
contribuinte do 
ICMS
Diferencial de 
alíquota para o 
Estado destino

Agora, vejamos como ficou ap—s a EC 87/2015:

Art. 155 (É) ¤2 ¼ O imposto previsto no inciso II atender‡ ao seguinte:


VII Ð nas opera•›es e presta•›es que destinem bens e servi•os a consumidor
final, contribuinte ou n‹o do imposto, localizado em outro Estado, adotar-
se-‡ a al’quota interestadual e caber‡ ao Estado de localiza•‹o do
destinat‡rio o imposto correspondente ˆ diferen•a entre a al’quota interna
do Estado destinat‡rio e a al’quota interestadual;

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VIII Ð a responsabilidade pelo recolhimento do imposto correspondente ˆ


diferen•a entre a al’quota interna e a interestadual de que trata o inciso VII
ser‡ atribu’da:
a) ao destinat‡rio, quando este for contribuinte do imposto;
b) ao remetente, quando o destinat‡rio n‹o for contribuinte do imposto;

Ent‹o, o que mudou afinal? Basicamente voc• n‹o precisa mais ficar fazendo um
milh‹o de perguntas na hora de uma opera•‹o interestadual. A principal mudan•a foi
que n‹o importa mais se o destinat‡rio da mercadoria Ž contribuinte ou n‹o, pois
sempre ser‡ aplicada a al’quota interestadual. E mais, o diferencial de al’quota
ainda existe, mas agora ele tambŽm ser‡ aplicado se o destinat‡rio do outro Estado
for consumidor final n‹o contribuinte do imposto. Isso se deve ao fato dos Estados
"consumidores" terem lutado para reduzir um pouco as injusti•as tribut‡rias causadas
pelo simples fato de a mercadoria sair dos Estados do Sul e Sudeste em sua maioria, a
despeito de serem "consumidas" pelos Entes das regi›es, N, NE e CO. Com isso
passamos a ter uma melhor equaliza•‹o na reparti•‹o do ICMS nestas opera•›es.
Entretanto, como qualquer mudan•a que impacte no bolso de alguŽm, esta foi
escalonada para que os Estados mais ricos pudessem ir se adaptando ˆs futuras perdas
de arrecada•‹o e pudessem tomar medidas compensat—rias. Assim sendo, foi
adicionado o artigo 99 da ADCT, que trata desse escalonamento. Vejamos:

Art. 99. Para efeito do disposto no inciso VII do ¤ 2¼ do art. 155, no caso de opera•›es
e presta•›es que destinem bens e servi•os a consumidor final n‹o contribuinte
localizado em outro Estado, o imposto correspondente ˆ diferen•a entre a al’quota
interna e a interestadual ser‡ partilhado entre os Estados de origem e de destino, na
seguinte propor•‹o:
I - para o ano de 2015: 20% (vinte por cento) para o Estado de destino e 80%
(oitenta por cento) para o Estado de origem;

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II - para o ano de 2016: 40% (quarenta por cento) para o Estado de destino e 60%
(sessenta por cento) para o Estado de origem; III - para o ano de 2017: 60%
(sessenta por cento) para o Estado de destino e 40% (quarenta por cento) para o
Estado de origem;
IV - para o ano de 2018: 80% (oitenta por cento) para o Estado de destino e 20%
(vinte por cento) para o Estado de origem;
V - a partir do ano de 2019: 100% (cem por cento) para o Estado de destino."

Trazendo para a pr‡tica, vamos imaginar uma loja virtual de cal•ados, localizada
no Estado de S‹o Paulo, que vende um par de t•nis para uma pessoa f’sica localizada
no Estado de Santa Catarina por R$ 100. Pela sistem‡tica antiga, dever’amos utilizar a
al’quota interna do Estado de S‹o Paulo (18%, por exemplo) e a totalidade do imposto
iria para SP (18% x R$ 100 = R$ 18).
Entretanto, se aquela mesma loja de cal•ados, localizada em SP, vende 10 pares
de t•nis, por R$ 1.000 para uma loja de eletrodomŽsticos localizada em SC utilizar
como pe•a do uniforme de seus vendedores, temos a seguinte situa•‹o (considerando
al’quota Interestadual de 12% e al’quota Interna de SC de 17%):

ICMS devido ˆ SP: 12% x R$ 1.000 = R$ 120


ICMS devido ˆ SC (DIFAL): (17% - 12%) x R$ 1.000 = R$ 50

E hoje?
Imaginemos que, em 10/01/2017, aquela mesma loja de cal•ados localizada em SP
venda 1 par de t•nis para um n‹o-contribuinte do RJ. Considerando a al’quota interna
do RJ como 19% e o valor total da nota fiscal como R$ 100, podemos saber quanto de
ICMS iria para cada Estado. Entretanto preste muita aten•‹o. O enunciado disse que a
opera•‹o foi realizada em 2017 e por isso teremos a divis‹o do DIFAL.

Vamos calcular?
ICMS pela sa’da Interestadual: 12% x R$ 100 = R$ 12. (I)
Diferencial de al’quota: (19% - 12%) x R$ 100 = R$ 7.

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Parcela do diferencial de al’quota devida a SP (Estado de Origem): 40% x 7 = R$


2,80. (II)
Parcela do diferencial de al’quota devida ao RJ (Estado de Destino): 60% x 7 =
R$ 4,20. (III)
Ent‹o, o total para SP ser‡ I + II = R$ 12 + R$ 2,8 = R$ 14,8.
J‡ o total para o RJ ser‡ R$ 4,20. (III)
Vejamos o esquema:

Alíquota 
Interestadual 
Destinatário não para a origem
contribuinte do 
ICMS Há partilha do 
Pós EC 87 Diferencial de 
(venda  Alíquota
interestadual a 
consumidor  Alíquota 
final) Interestadual 
Destinatário  para a origem
contribuinte do 
ICMS Não há partilha 
do Diferencial 
de Alíquota

Mas quem Ž o respons‡vel por esse recolhimento do diferencial de al’quota?

Destinatário não
Responsável  contribuinte do  Remetente
pelo  ICMS
recolhimento do 
DIFAL Destinatário 
contribuinte do  Destinatário
ICMS

Mas por que as vezes o remetente Ž respons‡vel pelo recolhimento do imposto


e outras vezes Ž o destinat‡rio? Vamos entender a l—gica disso?

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O Fisco sempre vai ter uma tend•ncia a querer fiscalizar de maneira concentrada.
O que Ž isso? Imagine a loucura que seria se o Fisco tivesse que fiscalizar todos os
fazendeiros que vendem leite para as indœstrias? Seria invi‡vel. Por isso os Fiscos
tendem a concentrar a fiscaliza•‹o na entrada de leite nas indœstrias, como voc• ver‡
na aula sobre diferimento do imposto. No caso do recolhimento do diferencial de
al’quota a l—gica Ž parecida. ƒ mais f‡cil fiscalizar se a ÒCasas BahiaÓ em uma opera•‹o
interestadual recolheu o diferencial de al’quota ou fiscalizar cada cidad‹o que comprou
mercadoria dela? Imagine o Fisco batendo na sua porta pra cobrar o diferencial de
al’quota daquele Ipad que voc• comprou? Coisa de doido, nŽ? Por isso, caso o
destinat‡rio da mercadoria seja n‹o contribuinte (como voc•), o remetente fica como
respons‡vel pelo recolhimento do diferencial de al’quota.
Mas se o destinat‡rio for contribuinte do imposto, concorda que fica mais f‡cil?
Cobrar o destinat‡rio que Ž contribuinte e est‡ localizado no mesmo Estado do Fisco
que est‡ recebendo a mercadoria n‹o Ž mais f‡cil que fiscalizar o remetente que est‡
l‡ em outro Estado?
Como de praxe, vamos a exemplos para entendermos a sistem‡tica da EC
87/2015.

Exemplo 26) Imagine que a Empresa NADAVæ, localizada em Niter—i-RJ, realize uma
venda de material de limpeza para consumo da empresa TUDOAVæ, contribuinte do
ICMS domiciliada em Corumb‡-MS por R$ 1.000. Considerando que a al’quota interna
do Mato Grosso do Sul seja de 20% para esse material de limpeza, quanto seria o ICMS
devido ao Rio de Janeiro e ao Mato Grosso do Sul?

Precisamos verificar que se trata de um contribuinte vendendo para um contribuinte


consumidor final localizado fora do Estado. Ent‹o, o RJ ficar‡ com 7% x R$ 1.000 = 70
e o MS ficar‡ com (20% - 7%) x R$ 1.000 = R$ 130.

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Repare que o diferencial de al’quota (130) n‹o Ž partilhado entre os Estados por
se tratar de um contribuinte consumidor final.

Exemplo 27) Imagine que a Empresa NADAVæ, localizada em Niter—i-RJ, realize uma
venda de uma bicicleta para o Seu Jo‹o, domiciliado em Corumb‡-MS por R$ 1.000.
Considerando que a al’quota interna do Mato Grosso do Sul seja de 20% para bicicletas,
quanto seria o ICMS devido ao Rio de Janeiro e ao Mato Grosso do Sul:

a) em 2016?
Agora a hist—ria mudou. Temos um n‹o contribuinte em um dos polos da rela•‹o. Veja
que o destinat‡rio Ž n‹o contribuinte do imposto e por isso entraremos na regra de
transi•‹o e o diferencial de al’quota n‹o ser‡ todo para o Estado de destino mas sim
partilhado em 60% para o Estado de origem e 40% para o Estado de destino.
Ent‹o, o RJ ficar‡ com duas parcelas do imposto. Uma referente ˆ al’quota interestadual
de 7% e outra pela partilha do diferencial de al’quota.

Vamos calcular?
ICMS pela sa’da Interestadual: 7% x R$ 1.000 = R$ 70. (I)
Diferencial de al’quota: (20% - 7%) x R$ 1.000 = R$ 130.
Parcela do diferencial de al’quota devida ao RJ (Estado de Origem): 60% x 130
= R$ 78. (II)

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Parcela do diferencial de al’quota devida ao MS (Estado de Destino): 40% x 130


= R$ 52. (III)
Ent‹o, o total para o RJ ser‡ I + II = R$ 70 + R$ 78 = R$ 148.
J‡ o total para o MS ser‡ R$ 52. (III)

b) em 2017?
Em 2017 mudam-se apenas os percentuais da divis‹o do diferencial de al’quota.
O RJ ficar‡ com duas parcelas do imposto. Uma referente ˆ al’quota interestadual de
7% e outra pela partilha do diferencial de al’quota.

Vamos calcular?
ICMS pela sa’da Interestadual: 7% x R$ 1.000 = R$ 70. (I)
Diferencial de al’quota: (20%-7%) x R$ 1.000 = R$ 130.
Parcela do diferencial de al’quota devida ao RJ (Estado de Origem): 40% x 130
= R$ 52. (II)

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Parcela do diferencial de al’quota devida ao MS (Estado de Destino): 60% x 130


= R$ 78. (III)
Ent‹o, o total para o RJ ser‡ I + II = R$ 70 + R$ 52 = R$ 122.
J‡ o total para o MS ser‡ R$ 78. (III)

==0==

c) em 2018?
Vamos calcular?
ICMS pela sa’da Interestadual: 7% x R$ 1.000 = R$ 70. (I)
Diferencial de al’quota: (20%-7%) x R$ 1.000 = R$ 130.
Parcela do diferencial de al’quota devida ao RJ (Estado de Origem): 20% x 130
= R$ 26. (II)
Parcela do diferencial de al’quota devida ao MS (Estado de Destino): 80% x 130
= R$ 104. (III)
Ent‹o, o total para o RJ ser‡ I + II = R$ 70 + R$ 26 = R$ 96.
J‡ o total para o MS ser‡ R$ 104,00. (III)

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d) em 2019?
Em 2019 teremos 100% do diferencial de al’quota para o Estado de destino. Assim,
n‹o haver‡ mais partilha do diferencial de al’quota, da mesma forma que hoje ocorre
quando o destinat‡rio Ž contribuinte.

Vamos calcular?
ICMS pela sa’da Interestadual: 7% x R$ 1.000 = R$ 70.
Diferencial de al’quota: (20%-7%) x R$ 1.000 = R$ 130. Todo devido ao MS.

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7. A CONSTITUI‚ÌO DO ESTADO DO RS

Como a Constitui•‹o de qualquer Estado a do Rio Grande do Sul possui diversos


dispositivos que s‹o simples c—pias da Constitui•‹o Federal. Analisaremos a partir de agora
o Cap’tulo I do T’tulo V da CE/RS. Abordarei apenas os aspectos que n‹o est‹o presentes
na CF/88 e no CTN, ou seja, que s‹o inova•›es.

Art. 140. O sistema tribut‡rio no Estado Ž regido pelo disposto na Constitui•‹o


Federal, nesta Constitui•‹o, em leis complementares e ordin‡rias, e nas leis
org‰nicas municipais.
¤ 2.¼ O Poder Executivo estadual far‡ publicar, no m‡ximo a cada dois anos,
regulamenta•‹o tribut‡ria consolidada.
Art. 141. A concess‹o de anistia, remiss‹o, isen•‹o, benef’cios e incentivos
fiscais, bem como de dilata•‹o de prazos de pagamento de tributo s— ser‡ feita
mediante autoriza•‹o legislativa.
Par‡grafo œnico. As isen•›es, os benef’cios e incentivos fiscais objeto de
conv•nios celebrados entre o Estado e as demais unidades da Federa•‹o ser‹o
estabelecidos por prazo certo e sob condi•›es determinadas e somente ter‹o efic‡cia
ap—s ratifica•‹o pela Assembleia Legislativa.

Chamo aten•‹o para um aspecto bem importante trazido acima. A isen•‹o, remiss‹o,
anistia e outros benef’cios fiscais alŽm do alargamento de prazo de pagamento do ITCD e
do IPVA devem ser aprovados pela Assembleia Legislativa.
No que tange ao ICMS a LC 24/75 que disp›e sobre os benef’cios fiscais do imposto
afirma que os mesmos s— ser‹o concedidos nos termos de Conv•nio celebrado entre os
Estados. Ocorre que mesmo que os benef’cios fiscais sejam celebrados atravŽs dos ditames
da LC 24/75 eles n‹o tem efic‡cia autom‡tica no Rio Grande do Sul, devendo ser tambŽm
ratificados pela Assembleia Legislativa.

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Art. 142. S‹o inaplic‡veis quaisquer disposi•›es legais excludentes ou limitativas


do direito de fiscalizar pessoas ou entidades vinculadas, direta ou indiretamente, ao
fato gerador dos tributos estaduais.
¤ 1.¼ O Estado poder‡ firmar conv•nios com os munic’pios, incumbindo estes de
prestar informa•›es e coligir dados, em especial os relacionados com o tr‰nsito de
mercadorias ou produtos, com vista a resguardar o efetivo ingresso de tributos estaduais
nos quais tenham participa•‹o, assim como o Estado dever‡ informar os dados das
opera•›es com cart›es de crŽdito e outros ˆs municipalidades, para fins de
fiscaliza•‹o e de recolhimento do Imposto sobre Servi•os de Qualquer
Natureza, como disposto no C—digo Tribut‡rio Nacional.
¤ 2.¼ O fornecimento das informa•›es dispon’veis para os munic’pios ocorrer‡ de
forma continuada, por meio eletr™nico, contendo rol de todas as opera•›es com cart›es
de crŽdito, de dŽbito e outros, ocorridas em seus respectivos territ—rios, por
administradora de cart›es, na forma do conv•nio.

Conforme o pr—prio CTN afirma em seu art. 195, n‹o h‡ que se falar em limita•›es ˆ
fiscaliza•‹o. Qualquer dispositivo legal que cerceie o direito ˆ fiscaliza•‹o deve ser
simplesmente ignorado, n‹o aplicado.
Ainda sobre o tema Òfiscaliza•‹oÓ, caso necess‡rio o Estado pode firmar conv•nio com
os munic’pios com o intuito de trocar informa•›es. Da mesma forma, o Estado Ž obrigado
a informar de maneira eletr™nica e continuada os dados das opera•›es com cart›es de
crŽdito e dŽbito aos munic’pios para que esses possam realizar suas fiscaliza•›es.

Art. 143. O Estado repassar‡ a totalidade dos recursos de origem tribut‡ria


pertencentes aos Munic’pios atŽ o dŽcimo dia do m•s subsequente ao da
arrecada•‹o.
Par‡grafo œnico. O n‹o-cumprimento do prazo fixado neste artigo implica a atualiza•‹o
monet‡ria dos valores n‹o repassados.

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Art. 144. A receita proveniente de multas por infra•‹o de tr‰nsito, nas vias pœblicas
municipais, ser‡ do munic’pio onde estas se verificarem, sendo repassadas no
m•s subsequente ao da efetiva arrecada•‹o.

Para prevenir que os munic’pios tenham seus recursos a serem empregados na


consecu•‹o de suas diversas compet•ncias a CE/RS determinou que o Estado deve repassar
a totalidade (aten•‹o) dos recursos tribut‡rios que os munic’pios fazem jus atŽ o dia 10
do m•s subsequente ao da arrecada•‹o. Caso isso n‹o ocorra incidir‡ atualiza•‹o monet‡ria
atŽ a data do repasse.
De maneira semelhante, as multas de tr‰nsito aplicadas nas ruas dos munic’pios
devem ser repassadas a eles no m•s subsequente ao da arrecada•‹o (n‹o Ž na data da
aplica•‹o da multa).

¤ 4.¼ O imposto de que trata o inciso I, al’nea b, ser‡ seletivo, em fun•‹o da


essencialidade das mercadorias e dos servi•os, preferencialmente com base nas cestas
de consumo familiar, conforme dispuser a lei, que tambŽm fixar‡ as al’quotas,
respeitando o disposto na Constitui•‹o Federal.
¤ 7.¼ O imposto de que trata o inciso I, al’nea b:
II - n‹o incidir‡:
d) sobre opera•›es realizadas por microempresas e microprodutores rurais, assim
definidos em lei, e sobre servi•os de radiodifus‹o;
e) sobre o fornecimento de materiais de origem mineral em estado bruto
destinados a obras pœblicas realizadas pelo Estado;

Olha que interessante! Vimos no come•o da aula que a Constitui•‹o federal


atribuiu a possibilidade de o ICMS ser seletivo. Diferentemente, a Constitui•‹o
Estadual determinou que o mesmo fosse seletivo!
E para fecharmos a lei percebam que contemplou-se com a n‹o incid•ncia 4
novidades em rela•‹o ˆ CF:
1)! Opera•›es realizadas por microempresas;
2)! Opera•›es realizadas por microprodutores rurais;

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3)! Servi•os de radiodifus‹o;


4)! Fornecimento de materiais de origem mineral em estado bruto desde que sejam
destinados a obras pœblicas realizadas pelo Estado.

Pessoal, espero que tenham gostado nessa nossa aula inicial. ƒ assim que trarei
os dispositivos de nossa legisla•‹o durante todo o curso: muitos exemplos, exerc’cios,
cores e esquemas. Estou ˆ disposi•‹o no f—rum ou nas redes sociais.
AtŽ a pr—xima!
Abra•o,

Prof. Eduardo Da Rocha

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8. BATERIA DE QUESTÍES

22. (SEFAZ-SC/FEPESE/2010) Assinale a alternativa correta, quanto ao ICMS:


a)! O ICMS Ž um imposto n‹o-cumulativo.
b)! O ICMS Ž um imposto de compet•ncia exclusiva dos Estados.
c)! O ICMS Ž um imposto cumulativo, n‹o podendo ser compensado.
d)! O ICMS, por incidir em cada etapa da circula•‹o de mercadoria, dispensa
a emiss‹o de nota ou cupom fiscal.
e)! O ICMS Ž um imposto que pode ser tanto cumulativo como n‹o-
cumulativo.
Coment‡rios:
(a) Correto. A principal caracter’stica do ICMS Ž a n‹o cumulatividade. Assim, deve-
se compensar os dŽbitos e crŽditos para sua apura•‹o.
(b) Falso. O ICMS Ž um imposto de compet•ncia dos Estados e do DF. N‹o esque•a
do DF!
(c) Falso. ƒ justamente o oposto, que comentamos na alternativa (a). O ICMS Ž um
imposto n‹o-cumulativo.
(d) Falso. Chega a beirar o absurdo, nŽ? O que que tem a ver uma coisa com a outra?
O ICMS incide sim em cada etapa da circula•‹o mas n‹o dispensa de forma alguma
emiss‹o de nota ou cupom fiscal.
(e) Falso. O ICMS ser‡ sempre n‹o-cumulativo.
Gabarito: letra A.

23. (SEFAZ-SP/FCC/2006) Ocorre o fato gerador do ICMS,


a)! na presta•‹o de servi•os compreendida na compet•ncia tribut‡ria dos
munic’pios, se houver fornecimento de mercadoria.
b)! na presta•‹o de servi•os n‹o-compreendidos na compet•ncia tribut‡ria
dos munic’pios.
c)! o fornecimento de mercadoria com presta•‹o de servi•os compreendidos
na compet•ncia tribut‡ria dos munic’pios, mas que, por indica•‹o expressa da
Lei n¼ 6.374/89, que disp›e sobre a institui•‹o do ICMS no Estado de S‹o
Paulo, sujeitem-se ˆ incid•ncia do imposto de compet•ncia estadual.

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d)! no fornecimento de mercadoria com presta•‹o de servi•os


compreendidos na compet•ncia tribut‡ria dos munic’pios, mas que, por
indica•‹o de lei complementar, sujeitem-se ˆ incid•ncia do imposto de
compet•ncia estadual.
e)! no fornecimento de mercadoria com presta•‹o de servi•os
compreendidos na compet•ncia tribut‡ria dos munic’pios, mas que, por
indica•‹o da lei municipal, sujeitem-se ˆ incid•ncia do imposto de
compet•ncia estadual.
Coment‡rios:
(a) Falso. No caso de presta•‹o de servi•o que for da compet•ncia tribut‡ria do
munic’pio, s— haver‡ incid•ncia do ICMS caso a lei do ISS fa•a uma ressalva apontando
que ir‡ incidir o ICMS sobre a mercadoria e o ISS sobre o servi•o. Caso a lei do ISS n‹o
cite tal ressalva, o ISS ser‡ calculado tanto sobre o servi•o quanto sobre a mercadoria
fornecida por ocasi‹o da presta•‹o do servi•o.
(b) Falso. A afirmativa est‡ incompleta. O ICMS incidir‡ sobre o valor total da
opera•‹o, quando mercadorias forem fornecidas com servi•os n‹o compreendidos na
compet•ncia tribut‡ria dos Munic’pios.
Se o servi•o n‹o est‡ expresso na LC 116/03 n‹o h‡ que se falar em ISS. Como a
alternativa n‹o falou que existe fornecimento de mercadoria junto com servi•o, n‹o
incidir‡ ICMS pois, no caso de servi•os sem mercadorias, o ICMS s— incide sobre
transporte interestadual, intermunicipal e de comunica•›es.
(c) Falso. A quest‹o est‡ errada por mencionar que a indica•‹o de ressalva do ICMS
dever‡ ser na Lei do Estado de S‹o Paulo. Na verdade, essa ressalva est‡ expressa na
LC 116/03.
(d) Correto. Foi a LC 116/03 que trouxe as ressalvas. Assim, se um determinado
servi•o estiver expresso na LC 116/03 com ressalva de ICMS, incidir‡ ICMS sobre o
material e o ISS sobre o servi•o.
(e) Falso. A quest‹o est‡ errada por mencionar que a indica•‹o de ressalva do ICMS
dever‡ ser na lei municipal. Na verdade, essa ressalva est‡ expressa na LC 116/03.
Gabarito: letra D.

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24. (SEFAZ-RJ/FGV/2008/Adaptada) Analise as afirmativas a seguir:


I. Nas opera•›es ou presta•›es que destinem mercadorias ao exterior, n‹o h‡
incid•ncia do ICMS, devendo o contribuinte exportador estornar o crŽdito do
imposto cobrado nas opera•›es anteriores.
II. O ICMS incidente na importa•‹o de mercadorias e bens Ž devido ao Estado
do seu estabelecimento destinat‡rio.
III. O ICMS n‹o incidir‡ sobre opera•›es que destinem a outros Estados
petr—leo, inclusive lubrificantes, combust’veis l’quidos e gasosos dele
derivados, e energia elŽtrica.
Assinale:
a) se somente as afirmativas II e III forem verdadeiras.
b) se somente a afirmativa II for verdadeira.
c) se somente a afirmativa I for verdadeira.
d) se somente a afirmativa III for verdadeira.
e) se somente as afirmativas I, II, III forem verdadeiras.
Coment‡rios:
(I) Falso. ƒ bem verdade que as exporta•›es s‹o imunes porŽm a CF garantiu a
manuten•‹o do crŽdito do ICMS para essas opera•›es. Assim, n‹o Ž necess‡rio efetuar
o estorno desse crŽdito.

CF/88. Art. 155, ¤2¼ (...)


X - n‹o incidir‡:
a) sobre opera•›es que destinem mercadorias para o exterior, nem sobre servi•os
prestados a destinat‡rios no exterior, assegurada a manuten•‹o e o
aproveitamento do montante do imposto cobrado nas opera•›es e
presta•›es anteriores;

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(II) Correto. Diferentemente das exporta•›es, as importa•›es s‹o tributadas


normalmente pelo ICMS.

CF/88. Art. 155, ¤2¼ (...)


IX - incidir‡ tambŽm:
a)sobre a entrada de bem ou mercadoria importados do exterior por pessoa f’sica ou
jur’dica, ainda que n‹o seja contribuinte habitual do imposto, qualquer que seja a
sua finalidade, assim como sobre o servi•o prestado no exterior, cabendo o imposto
ao Estado onde estiver situado o domic’lio ou o estabelecimento do
destinat‡rio da mercadoria, bem ou servi•o;

(III) Correto. A sa’da desses produtos s‹o imunes. Veremos na Lei Kandir que,
dependendo da destina•‹o dessas mercadorias, poder‡ incidir ICMS na entrada do
Estado adquirente. Mas fique tranquilo. Isso Ž assunto para aulas futuras.

X - n‹o incidir‡:
b) sobre opera•›es que destinem a outros Estados petr—leo, inclusive
lubrificantes, combust’veis l’quidos e gasosos dele derivados, e energia
elŽtrica;

Gabarito: letra A.

25. (SEFAZ-AL/CESPE/2008) Considerando o ICMS, julgue o item abaixo.


O ICMS incide sobre a entrada de mercadoria importada do exterior, ainda que
se trate de bem destinado a consumo ou ativo fixo do estabelecimento, assim
como sobre servi•o cuja presta•‹o tenha-se iniciado no exterior.
Coment‡rios:
Correto. Falou em importa•‹o, falou em ICMS. N‹o importa se foi pra consumo,
revenda, ativo fixo ou qualquer outra finalidade.

26. (SEFAZ-AL/CESPE/2002) Com rela•‹o a aspectos da legisla•‹o tribut‡ria


no estado de Alagoas, julgue o item seguinte.

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O ICMS incide sobre as opera•›es que destinem a outro estado energia elŽtrica
ou petr—leo, inclusive lubrificantes ou combust’veis l’quidos e gasosos dele
derivados.
Coment‡rios:
Falso. A sa’da desses produtos s‹o imunes. Veremos na lei Kandir que, dependendo
da destina•‹o dessas mercadorias, poder‡ incidir ICMS na entrada do Estado
adquirente. Mas fique tranquilo. Isso Ž assunto para aulas futuras.

X - n‹o incidir‡:
b) sobre opera•›es que destinem a outros Estados petr—leo, inclusive
lubrificantes, combust’veis l’quidos e gasosos dele derivados, e energia
elŽtrica;

27. (InŽdita) Julgue o seguinte item:


N‹o incide ICMS nas opera•›es interestaduais com lubrificantes.
Coment‡rios:
Falso. Muita aten•‹o! Muita calma nessa hora! S— n‹o incide ICMS nas opera•›es que
destinem a outros Estados lubrificantes derivados do petr—leo! O ICMS s— n‹o Ž devido
na sa’da (e ainda sim se for derivado do petr—leo). Na entrada, se for para consumo,
incidir‡ normalmente.

28. (SEFAZ-CE/ESAF/2007) Assinale a afirmativa correta.


a) O fornecimento de bebidas em bares, restaurantes e similares constitui
hip—tese de incid•ncia do ICMS, exceto no caso de ‡gua mineral e refrigerantes
contendo suco de frutas.
b) O fornecimento de mercadorias, quando feito com presta•‹o de servi•os,
n‹o constitui hip—tese de incid•ncia do ICMS.
c) A entrada de bem importado do exterior por pessoa jur’dica n‹o
contribuinte habitual do imposto s— constituir‡ hip—tese de incid•ncia do ICMS
se o bem n‹o se destinar ao seu consumo pr—prio.
d) Para que a presta•‹o de servi•os de transporte de valores constitua
hip—tese de incid•ncia do ICMS Ž necess‡rio que se trate de servi•o

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interestadual.
e) A entrada de bem importado do exterior por pessoa f’sica constitui hip—tese
de incid•ncia do ICMS.
Coment‡rios:
(a) Falso. Essa alternativa ser‡ estudada na aula de lei Kandir, mas j‡ adianto que
n‹o existe essa exce•‹o quanto a ‡gua mineral e refrigerantes: Ž ICMS goela a dentro!
(b) Falso. Incidir‡ ICMS se o fornecimento de mercadorias for feito juntamente com a
presta•‹o de servi•os se esse servi•o n‹o estiver inclu’do na compet•ncia municipal
para cobrar ISS. Se a presta•‹o do servi•o estiver expressa na LC 116/03 sem
ressalvas, o ISS incidir‡ sobre a mercadoria e o servi•o. PorŽm, em alguns casos a LC
166/03 discrimina o servi•o mas indica que o material utilizado naquela presta•‹o ser‡
tributado pelo ICMS. Assim, a afirma•‹o est‡ incorreta pois pode sim haver casos em
que incidir‡ ICMS sobre fornecimento de mercadoria com presta•‹o de servi•os.
(c) Falso. Importou? Se lascou quando o assunto Ž ICMS. Importou mercadoria ou
servi•o, deve recolher ICMS. N‹o importa se o importador Ž pessoa f’sica ou jur’dica,
se Ž com intuito comercial ou n‹o, seja ele contribuinte habitual ou n‹o.
(d) Falso. Lembre que, pela nossa CF, configura-se hip—tese de incid•ncia do ICMS a
presta•‹o de servi•o transporte (qualquer um deles) intermunicipal ou
interestadual.
(e) Correto. Importou, se lascou. Vale o mesmo coment‡rio da alternativa (c).
Gabarito: letra E.

29. (SEFAZ-MS/FGV/2006) A respeito da incid•ncia do ICMS, analise as


afirmativas a seguir:
I. Incide sobre qualquer tipo de presta•‹o de servi•os de comunica•‹o.
II. Incide sobre o transporte intermunicipal de valores.
III. N‹o incide sobre opera•‹o que destine ao exterior produto prim‡rio.
Assinale:
a) se nenhuma afirmativa estiver correta.
b) se apenas as afirmativas I e II estiverem corretas.
c) se apenas as afirmativas I e III estiverem corretas.
d) se apenas as afirmativas II e III estiverem corretas.

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e) se todas as afirmativas estiverem corretas.


Coment‡rios:
(I) Falso. O ICMS n‹o incidir‡ caso a presta•‹o seja gratuita.
(II) Correto. S— est‹o fora do campo de incid•ncia os transportes intramunicipais e
internacionais (e por decis‹o do STF, o transporte de pessoas pelo modal aŽreo).
(III) Correto. Toda exporta•‹o Ž imune.
Gabarito: letra D.

30. (SEFAZ-MG/ESAF/2005) Assinale a afirmativa correta.


a) Incide o ICMS no recebimento, pelo destinat‡rio, de combust’vel derivado
do petr—leo, oriundo de outra unidade da Federa•‹o e destinado ao seu pr—prio
consumo.
b) Em rela•‹o ˆs mercadorias importadas do exterior por pessoa jur’dica, o
ICMS s— incidir‡ por ocasi‹o da sa’da do estabelecimento do importador.
c) O ICMS n‹o incide sobre bens importados do exterior por pessoa f’sica,
destinados a seu consumo pr—prio.
d) N‹o incide ICMS sobre a presta•‹o de servi•o de transporte interestadual
de bens, realizada por contribuinte do imposto, quando sem resultado
financeiro para o prestador.
e) N‹o ocorre o fato gerador do ICMS no fornecimento de mercadorias com
presta•‹o de servi•os.
Coment‡rios:
(a) Correto. O ICMS Ž imune nas opera•›es que destinem combust’vel derivado do
petr—leo ˆ outra unidade da Federa•‹o. O ICMS ser‡ devido na entrada do Estado de
destino.
(b) Falso. O momento da incid•ncia do ICMS na importa•‹o Ž o desembara•o
aduaneiro. TambŽm veremos isso de maneira pormenorizada quando estudarmos a Lei
Kandir.
(c) Falso. Importou, se lascou. N‹o importa quem est‡ importando e nem para que.
(d) Falso. O resultado financeiro Ž irrelevante para a incid•ncia do ICMS. Isso significa
dizer que, mesmo que o prestador tenha preju’zo financeiro, dever‡ recolher ICMS.

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(e) Falso. Existem ocasi›es em que o ICMS incidir‡ no fornecimento de mercadorias


com presta•‹o de servi•os. Caso o servi•o n‹o esteja previsto na LC 116/03 e for
prestado com fornecimento de mercadoria, incidir‡ ICMS sobre tudo.
Gabarito: letra A.

31. (SEFA-PA/ESAF/2002) Entre as opera•›es ou presta•›es abaixo, assinale


a que n‹o implica incid•ncia do ICMS.
a) Entrada de mercadoria importada do exterior, por pessoa natural, destinada
ao seu consumo pr—prio.
b) Presta•‹o de servi•o intramunicipal de transporte de valores.
c) Fornecimento de bebidas em restaurantes.
d) Venda de bem ao arrendat‡rio, em opera•‹o de arrendamento mercantil.
e) Presta•‹o onerosa de servi•o de comunica•‹o.
Coment‡rios:
(a) Implica incid•ncia. Importou?? Se lascou.
(b) N‹o implica incid•ncia. Aten•‹o, hein? Sobre transporte intramunicipal e
internacional n‹o incide ICMS.
(c) Implica incid•ncia. Bebida Ž uma mercadoria como qualquer outra, sendo devido
o ICMS. Tanto Ž que veremos ao longo do curso que a lei Kandir prev• expressamente
a incid•ncia nesse caso de fornecimento de bebidas.
(d) Implica incid•ncia. N‹o vimos esse assunto na aula mas j‡ adianto: o ICMS n‹o
incide em opera•›es de arrendamento mercantil mas incide sobre a venda do bem ao
arrendat‡rio. Ou seja, se voc• realiza um contrato de leasing de um carro n‹o incidir‡
ICMS (Ž como se um aluguel fosse e aluguŽis n‹o s‹o tributados pelo ICMS). Mas se
no meio do contrato de leasing voc• decide comprar o carro que est‡ arrendado a voc•,
a’ sim o ICMS incidir‡.
(e) Implica incid•ncia. Quest‹o sem muita complica•‹o. Comunica•‹o onerosa =
ICMS.
Gabarito: letra B.

32. (SEFAZ-SC/FEPESE/2010) Concernente ao Imposto sobre Opera•›es


Relativas ˆ Circula•‹o de Mercadorias e sobre Presta•›es de Servi•os de

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Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunica•‹o (ICMS), no


Estado de Santa Catarina, assinale a alternativa correta.
a) O imposto tem como fato gerador presta•›es de servi•os de transporte
interestadual e intermunicipal, desde que por via terrestre, de pessoas, bens,
mercadorias ou valores.
b) As presta•›es, mesmo que n‹o onerosas, de servi•os de comunica•‹o, por
qualquer meio, tambŽm se sujeitam ˆ incid•ncia do ICMS.
c) O fornecimento de mercadorias com presta•‹o de servi•os sujeitos ao
imposto sobre servi•os, de compet•ncia dos Munic’pios, independente de
sujei•‹o imposta por Lei, Ž fato gerador da incid•ncia do imposto estadual.
d) O imposto tem como fato gerador, dentre outras, opera•›es relativas ˆ
circula•‹o de mercadorias, inclusive o fornecimento de alimenta•‹o e bebidas
em bares, restaurantes e estabelecimentos similares.
e) O ICMS incide sobre a entrada ou sa’da de mercadoria importada ou
exportada, por pessoa jur’dica, ainda quando se tratar de bem destinado ao
passivo permanente do estabelecimento.
Coment‡rios:
(a) Falso. O imposto incide por qualquer via e n‹o somente pela via terrestre.
ƒ o disposto no artigo 2¼ da LC 87/96 que veremos oportunamente.

Art. 2¡ O imposto incide sobre:


II - presta•›es de servi•os de transporte interestadual e intermunicipal, por qualquer
via, de pessoas, bens, mercadorias ou valores;

PorŽm reitero: o STF j‡ decidiu que n‹o incide ICMS sobre o transporte aŽreo de
pessoas.
(b) Falso. O imposto incide somente nas presta•›es de servi•o onerosas.
(c) Falso. ƒ necess‡ria uma an‡lise da sujei•‹o imposta por lei (LC 116/03). Se o
servi•o estiver previsto na LC sem ressalva, incidir‡ ISS sobre tudo (servi•o +
mercadoria). Se estiver previsto com ressalva, incidir‡ ICMS sobre a mercadoria e ISS
sobre o servi•o. Se n‹o estiver previsto na LC, incidir‡ ICMS sobre tudo (servi•o +
mercadoria).

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(d) Correto. ƒ o disposto no artigo 2¼ da LC 87/96 que veremos oportunamente.

Art. 2¡ O imposto incide sobre:


I - opera•›es relativas ˆ circula•‹o de mercadorias, inclusive o fornecimento de
alimenta•‹o e bebidas em bares, restaurantes e estabelecimentos similares;

(e) Falso. O ICMS n‹o incide nas exporta•›es por expressa previs‹o constitucional
(art. 155, ¤2¼, X, a).

X - n‹o incidir‡:
a) sobre opera•›es que destinem mercadorias para o exterior, nem sobre
servi•os prestados a destinat‡rios no exterior, assegurada a manuten•‹o e
o aproveitamento do montante do imposto cobrado nas opera•›es e
presta•›es anteriores;

Gabarito: letra D.

33. (SEFAZ-RN/ESAF/2005) Em rela•‹o ao imposto sobre opera•›es relativas


ˆ circula•‹o de mercadorias e sobre presta•›es de servi•os de transporte
interestadual e intermunicipal e de comunica•‹o (ICMS) e sua disciplina na
Constitui•‹o Federal, Ž correto afirmar que
a) o ICMS incidir‡ sobre o valor total da opera•‹o, quando mercadorias forem
fornecidas com servi•os compreendidos na compet•ncia tribut‡ria dos
Munic’pios.
b) o ICMS incidir‡ nas presta•›es de servi•o de comunica•‹o nas modalidades
de radiodifus‹o sonora e de sons e imagens de recep•‹o livre e gratuita.
c) a defini•‹o dos contribuintes do ICMS Ž matŽria reservada ˆ lei
complementar estadual.
d) o ICMS n‹o incidir‡ sobre opera•›es que destinem mercadorias para o
exterior.
e) incidir‡ o ICMS sobre as opera•›es com ouro, quando este Ž definido em lei
como ativo financeiro.

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Coment‡rios:
(a) Falso. Se o servi•o est‡ previsto na compet•ncia dos Munic’pios (LC 116/03) sem
ressalva, o ISS incide sobre tudo (servi•o + mercadoria).
(b) Falso. J‡ vimos que o ICMS s— incide nas presta•›es onerosas de servi•o de
comunica•‹o.
(c) Falso. A defini•‹o dos contribuintes Ž matŽria reservada ˆ lei complementar por
for•a constitucional. Ap—s editada a lei Kandir, os Estados podem legislar apenas de
maneira suplementar, sem contrariar a normal geral. Vejamos:

CF/88. Art. 146. Cabe ˆ lei complementar:


III - estabelecer normas gerais em matŽria de legisla•‹o tribut‡ria, especialmente
sobre:
a) defini•‹o de tributos e de suas espŽcies, bem como, em rela•‹o aos impostos
discriminados nesta Constitui•‹o, a dos respectivos fatos geradores, bases de c‡lculo
e contribuintes;

(d) Correto. ƒ a imunidade constitucional das exporta•›es.


(e) Falso. O ICMS quando definido como ativo financeiro ou instrumento cambial se
sujeitar‡ apenas ao IOF.
Gabarito: letra D.

34. (SEFIN-RO/FCC/2010) O ICMS incide sobre


a) a presta•‹o de servi•o de transporte interestadual e intramunicipal, por
qualquer via, de pessoas, bens, mercadorias ou valores.
b) a presta•‹o de servi•o de transporte intermunicipal e intramunicipal, por
qualquer via, de pessoas, bens, mercadorias ou valores.
c) a entrada de bem ou mercadoria importados do exterior por pessoa f’sica
ou jur’dica, ainda que n‹o seja contribuinte habitual do imposto, exceto a
destinada ao ativo fixo do estabelecimento importador.
d) a entrada, no territ—rio do Estado, de petr—leo, inclusive lubrificante e
combust’vel l’quido e gasoso dele derivados, e de energia elŽtrica, quando
destinados ˆ comercializa•‹o ou ˆ industrializa•‹o, decorrentes de opera•›es

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interestaduais.
e) a presta•‹o onerosa de servi•o de comunica•‹o, por qualquer meio.
Coment‡rios:
(a) e (b) Falsos. O ICMS n‹o incide sobre transporte intramunicipal e internacional.
(c) Falso. Importou, se lascou. N‹o importa se Ž destinada ao ativo fixo.
(d) Falso. Veremos na aula sobre lei Kandir. N‹o se preocupe. Mas j‡ adianto que o
examinador retirou a palavra Òn‹oÓ. O correto seria Òquando n‹o destinados ˆ
comercializa•‹o ou ˆ industrializa•‹oÓ.
(e) Correto. Presta•‹o oneroso de servi•o de comunica•‹o Ž fato gerador do ICMS,
n‹o importando o meio.
Gabarito: letra E.

35. (SEFAZ-RJ/FGV/2010) A al’quota do ICMS, aplic‡vel nas opera•›es ou


presta•›es internas, pode ser de 5% (cinco por cento), se prevista:
a) em resolu•‹o do Senado Federal.
b) em conv•nio interestadual.
c) na lei estadual.
d) na Constitui•‹o Federal.
e) na Constitui•‹o Estadual.
Coment‡rios:
As al’quotas internas s— podem estar abaixo de 12% (al’quota interestadual) se
estiverem previstas em conv•nio. Isso Ž para evitar a guerra fiscal. ƒ a previs‹o nos
incisos VI e XX do ¤2¼ do art. 155 da CF.

VI - salvo delibera•‹o em contr‡rio dos Estados e do Distrito Federal, nos


termos do disposto no inciso XII, "g", as al’quotas internas, nas opera•›es relativas
ˆ circula•‹o de mercadorias e nas presta•›es de servi•os, n‹o poder‹o ser
inferiores ˆs previstas para as opera•›es interestaduais;

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XII - cabe ˆ lei complementar:


g) regular a forma como, mediante delibera•‹o dos Estados e do Distrito Federal,
isen•›es, incentivos e benef’cios fiscais ser‹o concedidos e revogados.

Gabarito: letra B.

36. (SEFA-PA/UEPA/2013/Adaptada) N‹o haver‡ incid•ncia do ICMS sobre


mercadorias e servi•os, nos casos:
I. Que destine a outro Estado ou ao Distrito Federal petr—leo inclusive
lubrificantes, combust’veis l’quidos e gasosos dele derivados, e energia
elŽtrica.
II. Com ouro, quando definido como mercadoria.
III. Com livros, jornais e peri—dicos, inclusive o papel destinado a sua
impress‹o.
IV. Na presta•‹o de servi•os intramunicipal de transportes de passageiros.
A alternativa que contŽm todas as afirmativas corretas Ž:
a) I e II.
b) I, II e IV.
c) II e IV.
d) I, III e IV.
e) III e IV.
Coment‡rios:
(I) Imunidade. Previs‹o constitucional no art. 155 X, b, da CF/88.

X - n‹o incidir‡:
b) sobre opera•›es que destinem a outros Estados petr—leo, inclusive
lubrificantes, combust’veis l’quidos e gasosos dele derivados, e energia
elŽtrica;

(II) Incid•ncia. Se o ouro Ž mercadoria, incide ICMS. Entretanto, se ele for ativo
financeiro ou instrumento cambial, incidir‡ somente o IOF.

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(III) Imunidade. Voc• deve lembrar l‡ do direito tribut‡rio do art. 150 da Lei Maior.

Art. 150. Sem preju’zo de outras garantias asseguradas ao contribuinte, Ž vedado ˆ


Uni‹o, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Munic’pios:
VI - instituir impostos sobre:
d) livros, jornais, peri—dicos e o papel destinado a sua impress‹o.

(IV) N‹o incid•ncia. ICMS n‹o incide sobre servi•os de transporte internacional e
intramunicipal. Guarde bem isso.
Gabarito: letra D.

37. (ALEMA/FGV/2013) A empresa Alpha desenvolve a atividade empresarial


de manuten•‹o das esta•›es de r‡dio base de telefonia celular.
A esse respeito, assinale a afirmativa correta.
a) A empresa recolhe o ICMS devido sobre sua atividade, que se vincula ao
servi•o de comunica•‹o.
b) A empresa fica imune ao recolhimento do ICMS, dado que sua atividade fim
n‹o Ž comunica•‹o.
c) H‡ isen•‹o de pagamento do ICMS na hip—tese, em fun•‹o de ser presta•‹o
interna de servi•os.
d) O servi•o Ž acess—rio ou suplementar ao de comunica•‹o e n‹o Ž fato
gerador do imposto.
e) O servi•o Ž vinculado ao de comunica•‹o, que dele depende, pelo que h‡ de
recolher o ICMS.
Coment‡rios:
A empresa Alpha n‹o presta servi•o de comunica•‹o. Ela apenas desenvolve um servi•o
preparat—rio, um servi•o meio, para que o servi•o de comunica•›es por telefonia celular
possa, em um momento posterior, estar dispon’vel. Se ela n‹o presta servi•o de
comunica•‹o, n‹o h‡ que se falar em ICMS (eliminamos as alternativas (a) e (e)). Se
n‹o Ž fato gerador do ICMS, n‹o Ž cab’vel falar em imunidade e nem em isen•‹o afinal
s— possui isen•‹o ou imunidade quem a princ’pio deveria recolher ICMS mas por for•a
constitucional/legal foi desobrigado (eliminamos as alternativas (b) e (c)). Se o servi•o

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j‡ n‹o est‡ no campo de incid•ncia do ICMS, como falar em imunidade ou isen•‹o?


Por estas raz›es, a alternativa correta Ž a letra D.
Vejamos a decis‹o do STF:

Ementa: RECURSO EXTRAORDINçRIO. TRIBUTçRIO. ICMS. HABILITA‚ÌO DE


APARELHOS CELULARES. A LEI GERAL DE TELECOMUNICA‚ÍES (ART. 60, ¤ 1¼, DA LEI
N¼ 9.472/97) NÌO PREVæ O SERVI‚O DE HABILITA‚ÌO DE TELEFONIA MîVEL COMO
ATIVIDADE-FIM, MAS ATIVIDADE-MEIO PARA O SERVI‚O DE COMUNICA‚ÌO. A
ATIVIDADE EM QUESTÌO NÌO SE INCLUI NA DESCRI‚ÌO DE SERVI‚OS DE
TELECOMUNICA‚ÌO CONSTANTE DO ART. 2¼, III, DA LC 87/1996, POR
CORRESPONDER A PROCEDIMENTO TIPICAMENTE PROTOCOLAR, CUJA FINALIDADE
REFERE-SE A ASPECTO PREPARATîRIO. OS SERVI‚OS PREPARATîRIOS, TAIS COMO
HABILITA‚ÌO, INSTALA‚ÌO, DISPONIBILIDADE, ASSINATURA, CADASTRO DE
USUçRIO E EQUIPAMENTO, ENTRE OUTROS, QUE CONFIGURAM ATIVIDADE-MEIO OU
SERVI‚OS SUPLEMENTARES, NÌO SOFREM A INCIDæNCIA DO ICMS, POSTO SERVI‚OS
DISPONIBILIZADOS DE SORTE A ASSEGURAR AO USUçRIO A POSSIBILIDADE DO USO
DO SERVI‚O DE COMUNICA‚ÌO, CONFIGURANDO AQUELES TÌO SOMENTE
ATIVIDADES PREPARATîRIAS DESTES, NÌO INCIDINDO ICMS. INOCORRæNCIA DE
VIOLA‚ÌO AOS ARTS. 2¼, 150, I, E 155, II, DA CF/88. DESPROVIMENTO DO RECURSO
EXTRAORDINçRIO. 1. Os servi•os preparat—rios aos servi•os de comunica•‹o, tais
como: habilita•‹o, instala•‹o, disponibilidade, assinatura, cadastro de usu‡rio e
equipamento, entre outros servi•os, configuram atividades-meio ou servi•os
suplementares. O servi•o de comunica•‹o propriamente dito, consoante previsto no
art. 60, ¤ 1¼, da Lei n¼ 9.472/97 (Lei Geral de Telecomunica•›es), para fins de
incid•ncia de ICMS, Ž aquele em que um terceiro, mediante presta•‹o negocial-
onerosa, mantŽm interlocutores (emissor/receptor) em contato por qualquer meio,
inclusive a gera•‹o, a emiss‹o, a recep•‹o, a transmiss‹o, a retransmiss‹o, a repeti•‹o
e a amplia•‹o de comunica•‹o de qualquer natureza (REsp. 402047/MG, Rel. Ministro
HUMBERTO GOMES DE BARROS, PRIMEIRA TURMA, julgado em 04/11/2003, DJ
09/12/2003). 2. A interpreta•‹o conjunta dos arts. 2¼, III, e 12, VI, da Lei
Complementar 87/96 (Lei Kandir) leva ao entendimento de que o ICMS somente pode
incidir sobre os servi•os de comunica•‹o propriamente ditos, no momento em

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que s‹o prestados, ou seja, apenas pode incidir sobre a atividade-fim, que Ž o
servi•o de comunica•‹o, e n‹o sobre a atividade-meio ou intermedi‡ria como
s‹o aquelas constantes na Cl‡usula Primeira do Conv•nio ICMS n¼ 69/98. Tais servi•os
configuram, apenas, meios de viabilidade ou de acesso aos servi•os de comunica•‹o,
et por cause, est‹o fora da incid•ncia tribut‡ria do ICMS. 3. A Constitui•‹o autoriza
sejam tributadas as presta•›es de servi•os de comunica•‹o, n‹o sendo dado ao
legislador, nem muito menos ao intŽrprete e ao aplicador, estender a incid•ncia do
ICMS ˆs atividades que as antecedem e viabilizam. N‹o tipificando o fato gerador do
ICMS-Comunica•‹o, est‡, pois, fora de seu campo de incid•ncia. Consectariamente,
inexiste viola•‹o aos artigos 2¼, 150, I, e 155, II, da CF/88. 4. O Direito Tribut‡rio
consagra o princ’pio da tipicidade, de maneira que, sem lei expressa, n‹o se pode
ampliar os elementos que formam o fato gerador, sob pena de violar o disposto no art.
108, ¤ 1¼, do CTN. 5. In casu, apreciando a quest‹o relativa ˆ legitimidade da cobran•a
do ICMS sobre o procedimento de habilita•‹o de telefonia m—vel celular, a atividade de
habilita•‹o n‹o se inclui na descri•‹o de servi•o de telecomunica•‹o constante do art.
2¼, III, da Lei Complementar 87/96, por corresponder a procedimento tipicamente
protocolar, cuja finalidade prende-se ao aspecto preparat—rio e estrutural da presta•‹o
do servi•o, servi•os meramente acess—rios ou preparat—rios ˆ comunica•‹o
propriamente dita, meios de viabilidade ou de acesso aos servi•os de comunica•‹o. 6.
O ato de habilita•‹o de aparelho m—vel celular n‹o enseja qualquer servi•o efetivo de
telecomunica•‹o, sen‹o de disponibiliza•‹o do servi•o, de modo a assegurar ao usu‡rio
a possibilidade de frui•‹o do servi•o de telecomunica•›es. O ICMS incide, t‹o somente,
na atividade final, que Ž o servi•o de telecomunica•‹o propriamente dito, e n‹o sobre
o ato de habilita•‹o do telefone celular, que se afigura como atividade meramente
intermedi‡ria. 7. Ex positis, nego provimento ao recurso extraordin‡rio.

(STF - RE: 572020 DF, Relator: Min. MARCO AURƒLIO, Data de Julgamento:
06/02/2014, Tribunal Pleno, Data de Publica•‹o: ACîRDÌO ELETRïNICO DJe-199
DIVULG 10-10-2014 PUBLIC 13-10-2014)
Gabarito: letra D.

38. (ALEMA/FGV/2013) L. A. ComŽrcio, Constru•›es e Imobili‡ria Ltda.

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insurge!se em face da exig•ncia do Secret‡rio de Fazenda do Estado do


Maranh‹o, que lhe exige o pagamento do ICMS sobre a importa•‹o de ladrilhos
e pisos de cer‰mica advindos do exterior, insumos que, segundo alega, s‹o
destinados ˆ sua atividade fim, constru•‹o civil, e que s— eventualmente utiliza
insumos importados para elaborar seu produto final, os im—veis. Dessa forma,
recolhe ISSQN.
A esse respeito, Ž correto afirmar que
a) raz‹o assiste ao Secret‡rio de Estado, j‡ que na hip—tese incide o ICMS,
mesmo que o importador n‹o seja contribuinte habitual do imposto e que a
importa•‹o seja eventual.
b) a empresa n‹o Ž contribuinte do ICMS, mas sim do ISSQN, j‡ que sua
atividade fim representa um servi•o e, desta forma, n‹o recolhe o imposto que
est‡ sendo cobrado.
c) a empresa s— deveria pagar o ICMS se fosse importadora habitual de
insumos para sua atividade fim, o que n‹o acontece e, portanto, n‹o deve
pagar o ICMS.
d) o Secret‡rio de Estado est‡ correto, j‡ que a empresa apenas alegou,
quando deveria ter provado, que os insumos seriam utilizados em sua
atividade fim.
e) a empresa, para n‹o pagar o ICMS, dever‡ comprovar a sua qualidade de
contribuinte inscrita junto ˆ Fazenda Municipal.
Coment‡rios:
Resolvermos essa quest‹o de maneira bem simples. Complete: Importou????
_____________.
ƒ exatamente isso. Se importou n‹o tem conversa meu amigo. N‹o importa se Ž
habitual, se Ž contribuinte do ISS, se Ž uma bomba pra sogra...
Por isso, no caso hipotŽtico, o Secret‡rio de Fazenda tem raz‹o.
Gabarito: letra A.

39. (SEFAZ-RJ/FCC/2014/Adaptada) O Regulamento do ICMS do Estado do


Rio de Janeiro, aprovado pelo Decreto no 27.427/2000, no T’tulo I do Livro I,
estabelece:

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ÒArt. 3o − O fato gerador do imposto ocorre:


...
IV − no fornecimento de mercadoria com presta•‹o de servi•o:
1. n‹o compreendido na compet•ncia tribut‡ria dos munic’pios;
2. compreendido na compet•ncia tribut‡ria dos munic’pios, e com indica•‹o
expressa de incid•ncia do imposto de compet•ncia estadual, como definido em
legisla•‹o aplic‡vel;Ó
Considere as situa•›es a seguir:
Primeiramente Ž necess‡rio esclarecer que, embora a quest‹o se refira ao
Decreto carioca, podemos tranquilamente resolv•-la com os conhecimentos
adquiridos sobre LC 116/03 e CF/88 durante a aula.
I. Hospital fluminense utiliza medicamentos para aplicar em tratamento
mŽdico.
II. Hotel da Barra da Tijuca, Rio de Janeiro, fornece refei•›es ˆ delega•‹o do
time japon•s, durante a Copa do Mundo, as quais est‹o inclusas no valor das
di‡rias.
III. Oficina conserta elevador de Hotel da Barra da Tijuca, Rio de Janeiro,
cobrando pela m‹o de obra e pelas pe•as substitu’das durante o conserto.
IV. Empresa fluminense de prepara•‹o de eventos e organiza•‹o de festas foi
contratada por Hotel da Barra da Tijuca, Rio de Janeiro, para realizar a Festa
da Primavera e cobrou R$ 100.000,00 pela organiza•‹o do evento e do buf•,
em cujo montante j‡ estava incluso o valor do fornecimento da alimenta•‹o e
das bebidas.
ƒ poss’vel identificar fato gerador do ICMS APENAS nas situa•›es descritas em
a) III e IV.
b) I e III.
c) II, III e IV.
d) II e III.
e) I e IV.
Coment‡rios:
(I) N‹o incid•ncia. Os servi•os hospitalares possuem previs‹o expressa na LC 116/03

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sem ressalva de incid•ncia do ICMS. Assim, os hospitais s‹o contribuintes do ISS e os


medicamentos ali utilizados se sujeitam ˆquele imposto, n‹o cabendo tributa•‹o pelo
ICMS.
(II) N‹o incid•ncia. De acordo com o item 9.01 da Lista anexa ˆ LC 116/03 esse Ž
um caso em que, se a alimenta•‹o estiver inclu’da no pre•o da di‡ria, dever‡ ser
tributada pelo ISS.
(III) Incid•ncia do ICMS sobre as pe•as. Esse Ž um t’pico caso em que a LC
116/03, em seu item 14.01 da lista anexa, previu uma ressalva para cobrar ISS sobre
o servi•o e ICMS sobre as pe•as.
(IV) Incid•ncia do ICMS sobre o fornecimento de alimenta•‹o e bebida. Esse Ž
outro t’pico caso em que a LC 116/03, em seu item 17.11 da lista anexa, previu uma
ressalva para cobrar ISS sobre o servi•o e ICMS sobre o fornecimento de alimenta•‹o
e bebida.
Assim, s— h‡ fato gerador do ICMS nos itens III e IV.
Gabarito: letra A.

40. (SEFAZ-RS/FUNDATEC/2014) Em rela•‹o ˆ hip—tese de incid•ncia do


ICMS, analise as assertivas abaixo, assinalando V, para verdadeiro, ou F, para
falso.
( ) O imposto incide sobre as presta•›es onerosas e gratuitas de servi•os de
comunica•‹o, por qualquer meio, inclusive a gera•‹o, a emiss‹o, a recep•‹o,
a transmiss‹o, a repeti•‹o e a amplia•‹o de comunica•‹o de qualquer
natureza.
( ) O imposto incide sobre a entrada, no territ—rio do Estado, de energia
elŽtrica, quando n‹o destinada ˆ comercializa•‹o ou ˆ industrializa•‹o,
decorrente de opera•›es interestaduais.
( ) O imposto incide sobre o fornecimento de mercadorias com presta•‹o de
servi•os n‹o compreendidos na compet•ncia tribut‡ria dos Munic’pios.
A ordem correta de preenchimento dos par•nteses, de cima para baixo, Ž:
a) V Ð F Ð F.
b) F Ð V Ð V.
c) F Ð V Ð F.

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d) V Ð V Ð V.
e) V Ð V Ð F.
Coment‡rios:
(F) Falso. Falei na aula que nas presta•›es gratuitas de servi•os de comunica•‹o n‹o
incide ICMS.
(V) Correto. ƒ exatamente isso conforme veremos na lei Kandir (n‹o se preocupe com
essa alternativa por enquanto).
(V) Correto. Se o servi•o estiver na LC 116/03 sem ressalva, incidir‡ ISS sobre tudo
(servi•o + mercadoria). Se o servi•o estiver na LC 116/03 com ressalva, incidir‡ ISS
sobre o servi•o e ICMS sobre a mercadoria. Se o servi•o n‹o estiver na LC 116/03,
incidir‡ ICMS sobre tudo (mercadoria + servi•o).
Gabarito: letra B.

41. (SEFAZ-SP/FCC/2006)Analise os esquemas abaixo:

Considerando que segundo o artigo 155, ¤ 2¼, XI, da Constitui•‹o Federal, que
cuida do ICMS, o IPI n‹o integra a base de c‡lculo do imposto em
determinadas situa•›es. Dos esquemas representados, o IPI integra a base de
c‡lculo do ICMS APENAS em
a) I e II.
b) I e III.

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c) II e III.
d) II e IV.
e) III e IV.
Coment‡rios:
Primeiramente Ž preciso ter em mente o ¤ 2¼, XI do art. 155 da CF/88 e o mapa mental
que expus durante a aula.

XI - n‹o compreender‡, em sua base de c‡lculo, o montante do imposto


sobre produtos industrializados, quando a opera•‹o, realizada entre
contribuintes e relativa a produto destinado ˆ industrializa•‹o ou ˆ
comercializa•‹o, configure fato gerador dos dois impostos;

Industrialização 

Comercialização

+
IPI não integra  Entre 
BC do ICMS contribuintes

+
FG dos 2 
impostos

Diante disso passemos a analisar os itens (todos s‹o FG dos 2 impostos):

I Ð Opera•‹o entre contribuintes + para industrializa•‹o = sinal verde para a regra


= IPI n‹o integra BC do ICMS.

II - Opera•‹o entre contribuintes/ou n‹o + uso/consumo = sinal vermelho para a

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regra = IPI integra a BC do ICMS.

III Ð Opera•‹o n‹o Ž entre contribuintes do ICMS = sinal vermelho para a regra =
IPI integra a BC do ICMS.

IV - Opera•‹o entre contribuintes (industrial Ž contribuinte do ICMS) + para


industrializa•‹o = sinal verde para a regra = IPI n‹o integra BC do ICMS.
Gabarito: letra C.

42. (SEFAZ-SP/VUNESP/2002) A al’quota do ICMS para as sa’das internas e


interestaduais de mercadorias Ž
a) ònica.
b) Progressiva.
c) Espec’fica.
d) Ad valorem.
e) De livre arbitramento pelos Estados.
Coment‡rios:
(a) e (e) Falsos. Vimos durante a aula que cada Estado Ž livre para estipular suas
al’quotas internas por lei. Obviamente essa estipula•‹o tem limite (n‹o pode ser inferior
ˆ al’quota interestadual). N‹o existe uma al’quota œnica por Estado. Eles estipulam
al’quotas diferentes para produtos diferentes. Assim, pode um Estado tributar a cerveja
a 25% e outro tributar a 12%. (incorreta a alternativa ÒaÓ).
Embora os Estados possam estipular suas al’quotas internas, a al’quotas
interestaduais s‹o estipuladas por Resolu•‹o do Senado. (incorreta a alternativa
ÒeÓ).
(b) Falso. O ICMS tem car‡ter regressivo. Vamos a um exemplo. Imagine que voc•,
que ganha R$ 10.000 por m•s, v‡ comprar um whisky no mercado. Chegando l‡ voc•
verifica que ela custa R$ 100. Suponha uma al’quota de ICMS de 10%.
Dados os dados acima, voc• pagaria R$ 10 de ICMS (10% de R$ 100) pelo whisky,
certo? Quando isso representa sobre a sua renda? R$ 10 reais da sua renda representa
apenas 0,1%.
Agora imagine que Jo‹o, que ganha R$ 1.000 por m•s, comprou o mesmo whisky que

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voc• no mesmo local e pelo mesmo pre•o. Ele pagar‡ os mesmos R$ 10 de ICMS porŽm
esse valor representa 1% da renda dele (R$ 10/R$ 1.000).
Ora, quem foi mais tributado percentualmente? Voc• (mais rico) ou ele (mais pobre)?
O mais pobre! Por isso chamamos o ICMS de um imposto com car‡ter regressivo.
(c) Falso. O ICMS possui al’quota ad valorem pois chega-se ao valor a recolher atravŽs
de um percentual sobre a BC. As al’quotas espec’ficas fixam um valor por unidade,
como por exemplo R$ 1 por garrafa de ‡gua.
(d) Correto. Conforme comentado na alternativa ÒcÓ.
(e) Falso. Comentada na alternativa ÒaÓ.
Gabarito: letra D.

43. (SEFAZ-ES/CESPE/2008) Julgue o item acerca da ICMS.


A al’quota interestadual de ICMS, via de regra, Ž menor que a al’quota interna
de determinados estados.
Coment‡rios:
Correto. Em regra, os Estados n‹o podem estipular uma al’quota interna menor que a
al’quota interestadual. A CF/88 somente autoriza caso se fa•a por conv•nio dos
Estados.

44. (SEFAZ-ES/CESPE/2008) Julgue o item acerca da ICMS.


As al’quotas do ICMS interestadual s‹o estabelecidas pelo estado que recebe
as mercadorias, para poder cobrar a diferen•a entre essa e a al’quota interna.
Coment‡rios:
Falso. Embora os Estados possam estipular suas al’quotas internas, a al’quotas
interestaduais s‹o estipuladas por Resolu•‹o do Senado.

45. (SEFAZ-ES/CESPE/2008) Julgue o item acerca da ICMS.


Os estados podem alterar a base de c‡lculo do tributo de ICMS por meio de lei
complementar estadual.
Coment‡rios:
Falso. Coube ˆ LC 87/96 estabelecer regras gerais em matŽria de legisla•‹o tribut‡ria,
conforme art. 164, III, da CF/88. Existindo Lei Federal, podem os Estados legislar de

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maneira suplementar e n‹o contr‡ria, alterando a BC estipulada na LC.

46. (SEFAZ-RJ/FGV/2008) De acordo com o Art. 155 ¤2¼, inciso XII, c) da


CRFB/88, Ž correto afirmar que o regime de compensa•‹o do ICMS deve ser
disciplinado:
a) Em lei dos estados e pelo Distrito Federal, tendo em vista a autonomia
desses entes federados.
b) Pelo Confaz.
c) Em lei Complementar.
d) No Regulamento do ICMS dos estados e do Distrito Federal.
e) Em conv•nio e lei estadual ou distrital.
Coment‡rios:
Quest‹o simples e direta:

XII - cabe ˆ lei complementar:


c) disciplinar o regime de compensa•‹o do imposto;

Gabarito: letra C.

47. (SEFAZ-RJ/FCC/2014) Ao atribuir a compet•ncia tribut‡ria para a Uni‹o,


a Constitui•‹o Federal estabelece:
ÒArt. 153. Compete ˆ Uni‹o instituir impostos sobre: (...) IV Ð produtos
industrializados.Ó
Por outro lado, ao atribuir a compet•ncia para os Estados, determina a
Constitui•‹o Federal:
ÒArt. 155. Compete aos Estados e ao Distrito Federal instituir impostos sobre:
(...) II − opera•›es relativas ˆ circula•‹o de mercadorias e sobre presta•›es
de servi•os de transporte interestadual e intermunicipal e de comunica•‹o,
ainda que as opera•›es e as presta•›es se iniciem no exterior;Ó
Em v‡rias opera•›es realizadas por empresas que se caracterizam como
contribuintes tanto do IPI como do ICMS, temos a incid•ncia dos dois impostos
de forma concomitante.

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Nesse sentido, considere indœstria vendendo seu produto a:


I. construtora que ir‡ incluir em obras de constru•‹o civil;
II. comerciante revendedor de outro Estado;
III. comerciante revendedor do mesmo Estado;
IV. outra indœstria que vai utilizar como matŽria-prima;
V. outra indœstria que utilizar como bem do ativo imobilizado.
O IPI ser‡ inclu’do na base de c‡lculo do ICMS APENAS nos casos constantes
em:
a) II, III e IV.
b) III e V.
c) III e IV.
d) I e V.
e) II e III.
Coment‡rios:
Vamos analisar item a item utilizando a regra do nosso quadrinho (todas as opera•›es
s‹o FG dos 2 imposto trata-se de sa’da de mercadoria (ICMS) por um industrial (IPI).

Industrialização 

Comercialização

+
IPI não integra  Entre 
BC do ICMS contribuintes

+
FG dos 2 
impostos

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I. construtora que ir‡ incluir em obras de constru•‹o civil.


Opera•‹o n‹o Ž entre contribuintes (empreiteira Ž contribuinte do ISS e n‹o do
ICMS) = sinal vermelho para a regra = IPI integra BC do ICMS.

II. comerciante revendedor de outro Estado.


Opera•‹o entre contribuintes + para comercializa•‹o = sinal verde para a regra =
IPI n‹o integra BC do ICMS.

III. comerciante revendedor do mesmo Estado.


Opera•‹o entre contribuintes + para comercializa•‹o = sinal verde para a regra =
IPI n‹o integra BC do ICMS.

Obs: Repare que em nada alterou o fato de o revendedor estar ou n‹o no mesmo Estado
pois nossa regra s— possui 3 requisitos (Industrializa•‹o/comercializa•‹o + entre
contribuintes + FG dos 2 impostos). Se preencheu os 3 requisitos o IPI n‹o integra a
BC do ICMS.

IV. outra indœstria que vai utilizar como matŽria-prima;


Opera•‹o entre contribuintes + para industrializa•‹o = sinal verde para a regra =
IPI n‹o integra BC do ICMS.

V. outra indœstria que utilizar como bem do ativo imobilizado.


Opera•‹o entre contribuintes + para ativo imobilizado (n‹o Ž inddustrializa•‹o nem
comercializa•‹o)= sinal vermelho para a regra = IPI integra BC do ICMS.

Logo, nos itens I e V o IPI integra a BC do ICMS.


Gabarito: letra D.

48. (SEFAZ-RJ/FCC/2014) As al’quotas internas hipotŽticas das mercadorias


de origem nacional a seguir relacionadas, praticadas pelo Estado do Rio de
Janeiro, s‹o respectivamente: sal − 12%; confec•›es − 18%; —leo diesel −

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12%. Supondo que contribuintes do regime normal de apura•‹o tenham


efetuado, em uma determinada data, as seguintes vendas:
− Atacadista Daniel, localizado em Niter—i-RJ, vendeu R$ 100.000,00 de sal a
supermercado de Bras’lia-DF;
− Indœstria Isa’as, localizada em MacaŽ-RJ, vendeu R$ 100.000,00 de
confec•›es ˆ empresa distribuidora de energia elŽtrica do Acre;
− Distribuidora Ezequiel, localizada em Petr—polis-RJ, vendeu R$ 100.000,00
de —leo diesel a posto de combust’veis de Palmas-TO.
O valor total do ICMS devido ao Estado fluminense referente a essas opera•›es
Ž:
a) 21.000,00.
b) 30.000,00.
c) 14.000,00.
d) 24.000,00.
e) 42.000,00.
Coment‡rios:
Para resolvermos essa quest‹o precisamos analisar item por item.

I Ð Um contribuinte no RJ est‡ vendendo sal para um contribuinte (supermercado) no


DF. Trata-se de uma opera•‹o interestadual destinada a revendedor. Assim, ficar‡ com
o RJ apenas a al’quota interestadual, que Ž de 7%. Apesar de n‹o parecer, o DF foi
considerado um ÒEstadoÓ pobre e por isso a al’quota Ž 7% (RJ-DF = Rico-Pobre = 7%).
Note que neste caso n‹o existir‡ diferencial de al’quota pois a opera•‹o n‹o Ž para
consumo final e sim para revenda.
Assim, teremos 7% x R$ 100.000 = R$ 7.000 de ICMS para o RJ.

II - Um contribuinte no RJ est‡ vendendo confec•›es para um contribuinte (distribuidora


de energia) no Acre. Trata-se de uma opera•‹o interestadual destinada a consumidor
final. Ora, n‹o tenha dœvida que uma empresa distribuidora de energia n‹o ir‡ revender
roupas! Em se tratando de consumidor final, ca’mos na regra da EC 87/15.

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Alíquota 
Interestadual 
Destinatário não para a origem
contribuinte do 
Pós EC  ICMS Há partilha do 
Diferencial de 
87/15 Alíquota
(venda 
interestadual a  Alíquota 
consumidor 
final) Interestadual 
Destinatário  para a origem
contribuinte do 
ICMS Não há partilha 
do Diferencial 
de Alíquota

Como no referido item o consumidor final Ž contribuinte, o diferencial de al’quota fica


todo com o Acre. O RJ ficar‡ apenas com a al’quota interestadual rico-pobre que Ž de
7%.
Assim, teremos novamente 7% x R$ 100.000 = R$ 7.000 de ICMS para o RJ.

III- Essa alternativa derruba muita gente por falta de aten•‹o. Trata-se de uma
imunidade constitucional para os derivados do petr—leo e por isso na sa’da do Estado
do RJ n‹o incide ICMS! O ICMS ficar‡ todo para o Estado de destino.

Somando os itens I, II e III temos R$ 7.000 + R$ 7.000 + 0 = R$ 14.000.


Gabarito: Letra C.

49. (SEFAZ-RS/FUNDATEC/2014/Adaptada) Um estabelecimento, que fabrica


produtos aqui no Estado do Rio Grande do Sul e os vende, sem varia•›es de
al’quota, exclusivamente para o vizinho Estado de Santa Catarina, tentou abrir
novos mercados para seus produtos. Por esse motivo, a ‡rea comercial da
empresa buscou novos mercados alŽm daqueles que tradicionalmente s‹o os
compradores de seus produtos. Obteve sucesso, especialmente porque a
equipe de vendas conseguiu significativas vendas diretas para usu‡rios finais

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(contribuintes do ICMS) de seus produtos, tambŽm localizados em Santa


Catarina. De igual modo, obteve sucesso em exporta•›es para o exterior.
Sabe-se que a al’quota interna do ICMS de seus produtos Ž de 17%, e que a
al’quota nas vendas para o Estado de Santa Catarina Ž de 12% e o IPI
incidente tem al’quota de 10%. Levando-se em conta a conquista desses
novos clientes e em consequ•ncia da nova pol’tica de comercializa•‹o, no m•s
em an‡lise o estabelecimento obteve um faturamento de R$ 1.000.000,00.
Desse faturamento, R$ 600.000,00 corresponderam a vendas para
comercializa•‹o pelos seus clientes tradicionais estabelecidos no Estado de
Santa Catarina, R$ 200.000,00 para novos clientes, usu‡rios finais
(contribuintes do ICMS) de seus produtos, tambŽm de Santa Catarina e, por
fim, R$ 200.000,00 para exporta•›es. A partir desse novo faturamento, com
as caracter’sticas das vendas e destinat‡rios apontados, qual vai ser o dŽbito
de ICMS gerado na conta corrente fiscal do contribuinte no M•s em an‡lise?
a) R$ 98.400,00.
b) R$ 106.000,00.
c) R$ 109.400,00.
d) R$ 120.000,00.
e) R$ 127.000,00.
Coment‡rios:
Nesse tipo de quest‹o com um texto bem longo, sugerimos que voc• divida as contas
em itens e depois fa•am o somat—rio. Vamos nessa ent‹o.

Situa•‹o 1- Venda interestadual por R$ 600.000 para clientes que ir‹o


comercializar.

Achando a BC
Primeiro precisamos saber a BC. O IPI entra na BC do ICMS? N‹o! Lembre-se dos 3
requisitos necess‡rios (Industrializa•‹o/comercializa•‹o + entre contribuintes + FG dos
2 impostos). Nesse caso o industrial vende (FG dos 2 impostos) para contribuinte (ou
seja, Ž uma opera•‹o entre 2 contribuintes do ICMS) para comercializa•‹o.
Assim, n‹o teremos o IPI na BC do ICMS. Logo, a BC ser‡ R$ 600.000.

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Achando a al’quota
Para saber a al’quota precisamos perceber que o destinat‡rio Ž um revendedor que est‡
em SC, o que implica dizer que a al’quota interestadual Ž de 12% (rico-rico) e que n‹o
haver‡ diferencial de al’quota (diferencial de al’quota somente em caso de consumidor
final).

Achando o ICMS devido na opera•‹o 1


Agora que achamos tanto a BC quanto a al’quota fica f‡cil saber o ICMS devido ao
Estado do RS.
Al’quota x BC = ICMS
12% x R$ 600.000 = R$ 72.000

Situa•‹o 2 - Venda interestadual por R$ 200.000 para contribuintes usu‡rios


finais.

Achando a BC
O IPI entra na BC do ICMS? Sim! Realmente a opera•‹o Ž fato gerador dos 2
impostos e se d‡ entre contribuintes porŽm Ž para uso e n‹o para comercializa•‹o
ou industrializa•‹o.
Logo a BC ser‡ R$ 200.000 + IPI.
O IPI Ž calculado Òpor foraÓ: 10% x R$ 200.000 = R$ 20.000.
Ent‹o temos como BC R$ 200.000 + IPI = R$ 200.000 + R$ 20.000 = R$ 220.000.

Achando a al’quota
Trata-se de uma opera•‹o interestadual entre contribuintes para consumidor final
localizado em SC, o que implica dizer que a al’quota interestadual Ž de 12% (rico-rico).
Entretanto, por se tratar de consumidor final, haver‡ diferencial de al’quota.
Precisamos ent‹o verificar se esse diferencial de al’quota ser‡ partilhado entre
destinat‡rio e remetente de acordo com a EC 87/15.
Tomando como ajuda nosso quadro, verificamos que n‹o haver‡ partilha do diferencial
de al’quota (ir‡ todo para SC) por se tratar de um consumidor final contribuinte.

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Alíquota 
Interestadual 
Destinatário não para a origem
contribuinte do 
Pós EC  ICMS Há partilha do 
Diferencial de 
87/15 Alíquota
(venda 
interestadual a  Alíquota 
consumidor 
final) Interestadual 
Destinatário  para a origem
contribuinte do 
ICMS Não há partilha 
do Diferencial 
de Alíquota

Achando o ICMS devido na opera•‹o 2


Agora que achamos tanto a BC quanto a al’quota fica f‡cil saber o ICMS devido ao
Estado do RS.
Al’quota x BC = ICMS
12% x R$ 220.000 = R$ 26.400

Situa•‹o 3 Ð Exporta•‹o de R$ 200.000


Nessa situa•‹o n‹o precisamos sequer calcular a BC pois existe imunidade
constitucional para exporta•›es. N‹o ser‡ devido ICMS.

Por fim, basta somarmos o ICMS nas 3 situa•›es:


R$ 72.000 + R$ 26.400 + 0 = R$ 98.400.
Gabarito: letra A.

50. (TJ-AP/Juiz/FCC/2014/Adaptada) Pessoa f’sica domiciliada em


Florian—polis-SC recebe em sua casa notebook para uso domiciliar adquirido
por meio de compra feita pela internet diretamente de empresa de inform‡tica
estabelecida em S‹o Paulo. Com base na Constitui•‹o Federal, considere as
seguintes afirma•›es a respeito da cobran•a do ICMS devido nesta opera•‹o:
I. A al’quota do imposto a ser cobrada do contribuinte paulista deve ser a
interestadual. (desconsiderando DIFAL)

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II. O Estado de Santa Catarina deve receber parte do imposto calculado com
diferencial de al’quota (al’quota interna menos a interestadual).
III. O contribuinte paulista deve pagar imposto ˆ al’quota interna ao Estado
de S‹o Paulo e o Estado de Santa Catarina nada recebe de imposto por essa
opera•‹o.
Est‡ correto o que se afirma APENAS em
a) II e III.
b) I.
c) II.
d) III.
e) I e II.
Coment‡rios:
Situa•‹o: Contribuinte de SP realiza opera•‹o interestadual de venda para n‹o
contribuinte (PF para uso) em SC.

A al’quota para SP ser‡ a interestadual rico-rico (12%) e caber‡ o diferencial de al’quota


tanto para SP quanto para SC (ser‡ partilhado de acordo com o art. 99 do ADCT).

Ent‹o passemos a analisar os itens:


(I) Correto. A al’quota ser‡ a interestadual, conforme exposto acima.
(II) Correto. O diferencial de al’quota ser‡ partilhado por se tratar de um destinat‡rio
consumidor final n‹o contribuinte, conforme exposto acima.
(III) Falso. N‹o existe mais a tarifa interna em opera•›es interestaduais ap—s o
advento da EC 87/15. Como falamos, no caso hipotŽtico, o imposto para SP ser‡
calculado pela al’quota interestadual somado a sua parte do diferencial de al’quota.
Gabarito: letra E.

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9. LISTA DE QUESTÍES

01. (InŽdita) Pode instituir o ICMS:

a) Apenas os Estados.
b) Os Estados, DF e a Uni‹o, nos territ—rios.

c) Apenas os Estados e o Distrito Federal.


d) Os Estados, DF, Uni‹o e os Munic’pios, nos territ—rios.

e) Apenas a Uni‹o.

02. (AFTE-GO/1998) O direito do contribuinte de utilizar o crŽdito decorrente


das opera•›es ou presta•›es anteriores extingue-se em:
a) dois anos, a contar da realiza•‹o, pelo contribuinte, do fato gerador do
ICMS;
b) dois anos, a contar da data de emiss‹o, em favor do contribuinte em
quest‹o, do documento relativo ˆ opera•‹o ou presta•‹o a ser compensada;
c) cinco anos, a contar da data da opera•‹o ou presta•‹o realizada pelo
contribuinte em quest‹o;
d) cinco anos, a contar da data da escritura•‹o cont‡bil, pelo contribuinte em
quest‹o, da opera•‹o ou presta•‹o a ser compensada;
e) cinco anos, a contar da data de emiss‹o, em favor do contribuinte em
quest‹o, do documento relativo ˆ opera•‹o ou presta•‹o a ser compensada.

03. (InŽdita) N‹o enseja direito ao crŽdito do ICMS a entrada de mercadoria


ou utiliza•‹o de servi•o, EXCETO:
a) resultante de opera•‹o ou presta•‹o isenta ou n‹o tributada;
b) tributada cuja sa’da somente se dar‡ com isen•‹o;
c) que se refira a mercadoria ou servi•o alheios ˆ atividade do
estabelecimento;
d) resultante de opera•‹o ou presta•‹o isenta ou n‹o tributada, quando a
sa’da se der para o exterior;

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e) quando de sua entrada tributada, n‹o se conhecer a situa•‹o tribut‡ria de


sa’da.

04. (SEFAZ-MS/FGV/2006) Uma indœstria vende para outra uma mercadoria


no valor de R$ 2.000,00. Essa segunda indœstria vende para um varejista a
mesma mercadoria por R$ 3.000,00. O varejista, por sua vez, vende tal
mercadoria ao consumidor final por R$ 4.300,00.
Considerando que em todas as opera•›es h‡ incid•ncia de ICMS ˆ al’quota de
10%, qual Ž o valor de tal tributo a ser efetivamente recolhido no momento da
venda ao consumidor final?
a) R$ 100,00
b) R$ 130,00
c) R$ 230,00
d) R$ 300,00
e) R$ 430,00

05. (SEFAZ-SP/FCC/2006/Adaptada) Analise as informa•›es sobre as


al’quotas do ICMS:
I Ð os Estados e o Distrito Federal est‹o impedidos de fixar al’quotas internas
inferiores ˆs previstas para as presta•›es interestaduais;
II Ð as al’quotas aplic‡veis ˆs opera•›es e presta•›es interestaduais ser‹o
obrigatoriamente estabelecidas por Resolu•‹o do Senado Federal;
III Ð Em todas as opera•›es interestaduais que contenha o Estado do RN como
remetente, a al’quota aplicada Ž de 12%;
IV Ð a al’quota incidente na importa•‹o Ž a al’quota interna;
V Ð Utiliza-se a al’quota de 4%, 7% ou 12% nas opera•›es interestaduais
entre contribuintes.
Est‡ correto o que se afirma apenas em:
a) I e II.
b) II e III.
c) II, III e IV.
d) II, IV, e V.

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e) III e V.

06. (InŽdita) Um contribuinte de Rio Grande do Norte vende a outro


contribuinte, estabelecido em S‹o Paulo, cerveja, bolas de futebol e arroz para
comercializa•‹o. Nessa opera•‹o a al’quota aplic‡vel Ž:
a) 25%, 12% e 12%, respectivamente.
b) 25%, 17% e 12%, respectivamente.
a) 17%, 12% e 12%, respectivamente.
d) 12%; 12% e 12%.
e) 17%, 17% e 12%, respectivamente.

07. (SEFAZ-RJ/FGV/2010) A al’quota do ICMS, aplic‡vel nas opera•›es


internas, pode ser de 5%, se prevista:
a) em resolu•‹o do Senado Federal.
b) Em conv•nio interestadual.
c) em Lei estadual.
d) Na Constitui•‹o Federal.
e) nunca poder‡.

08. (AFTE-GO/1998) O ICMS incide sobre:


a) opera•›es que destinem energia elŽtrica para outro estado.
b) ouro, quando definido em lei como instrumento cambial.
c) mercadoria importada destinada ao ativo fixo da empresa.
d) exporta•›es de produtos industrializados.
e) opera•›es que destinem ao exterior mercadorias ou servi•os.

09. (SEFAZ-RJ/FGV/2008) Quando da presta•‹o de determinado servi•o, n‹o


inclu’do na lista de servi•os prevista em Lei Complementar, houver o
fornecimento de mercadoria haver‡ a incid•ncia do:
a) ICMS, exclu’do o valor do servi•o.
b) Imposto Sobre Servi•os de Qualquer Natureza e do ICMS.
c) Imposto Sobre Servi•os de Qualquer Natureza.

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d) ICMS sobre o valor total da opera•‹o.


e) ICMS apenas sobre o valor do servi•o.

10. (InŽdita) Ocorre o Fato gerador do ICMS quando da presta•‹o de servi•os


pelo:
a) Hospital das Cl’nicas, quando ele fornece Omeoprazol (medicamento) para
recupera•‹o do Sr. Jo‹o, enfermo.
b) Sal‹o de beleza da J™, quando ela fornece tinta para cabelo ao preparar a
noiva para o casamento.
c) Hotel BelelŽu, que fornece almo•o e jantar realizado pelo Chef Pipo, cujo
valor se inclui na di‡ria.
d) Buffet do Vampeta, que fornece bebidas no coquetel de posse dos novos
Auditores Fiscais do Rio Grande do Norte.
e) Costureira que fornece linhas e bot›es para confeccionar roupa com tecido
fornecido pelo usu‡rio.

11. (SEFAZ-CE/ESAF/2007) Assinale a afirmativa correta.


a) o fornecimento de bebidas em bares, restaurantes e similares constitui
hip—tese de incid•ncia do ICMS, exceto no caso de ‡gua mineral e refrigerantes
contendo suco de frutas.
b) o fornecimento de mercadorias, quando feito com presta•‹o de servi•os,
n‹o constitui hip—tese de incid•ncia do ICMS.
c) a entrada de bem importado do exterior por pessoa jur’dica n‹o contribuinte
habitual do imposto s— constituir‡ hip—tese de incid•ncia do ICMS se o bem
n‹o se destinar ao seu consumo pr—prio.
d) para que a presta•‹o de servi•os de transporte de valores constitua
hip—tese de incid•ncia do ICMS Ž necess‡rio que se trate de servi•o
interestadual.
e) a entrada de bem importado do exterior por pessoa f’sica constitui hip—tese
de incid•ncia do ICMS.

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12. (AFTE-GO/1998) O ICMS n‹o incide sobre:


a) opera•›es relativas ˆ circula•‹o de mercadorias, incluindo o fornecimento
de alimenta•‹o em bares, restaurantes e estabelecimentos similares.
b) opera•›es relativas ˆ circula•‹o de mercadorias, incluindo o fornecimento
de bebidas em bares, restaurantes e estabelecimentos similares.
c) fornecimento de mercadorias com presta•‹o de servi•os n‹o-
compreendidos na compet•ncia tribut‡ria dos munic’pios;
d) opera•›es interestaduais relativas a energia elŽtrica e petr—leo, quando
destinados ˆ comercializa•‹o.
e) presta•‹o de servi•os de transporte interestadual e intermunicipal, por
qualquer via, de pessoas, bens, mercadorias ou valores.

13. (SEFAZ-RS/FAURGS/2006) Assinale a alternativa correta.


a) o imposto incide nas presta•›es de servi•os de transporte interestadual e
intermunicipal, por qualquer via, exceto a aŽrea, de pessoas, bens,
mercadorias ou valores.
b) o imposto n‹o incide no servi•o cuja presta•‹o tenha se iniciado no
exterior.
c) o imposto incide na entrada de mercadorias no Mato Grosso do Sul, inclusive
de petr—leo quando destinado ˆ comercializa•‹o decorrente de opera•›es
interestaduais.
d) o imposto incide, quando da entrada no Mato Grosso do Sul sobre a energia
elŽtrica n‹o destinada ˆ industrializa•‹o, decorrente de opera•›es
interestaduais.
e) o imposto n‹o incide nas presta•›es onerosas de servi•os de comunica•‹o,
em casos de gera•‹o.

14. (ICMS-RJ/FGV/2011) Constitui(em) fato gerador do ICMS


a) as opera•›es com livros, jornais, peri—dicos e o papel destinado ˆ sua
impress‹o.
b) a entrada de bem importado do exterior por pessoa f’sica.

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c) as opera•›es de qualquer natureza de que decorra a transfer•ncia de bens


m—veis salvados de sinistro para companhias seguradoras.
d) as opera•›es interestaduais relativas a energia elŽtrica e petr—leo, inclusive
lubrificantes e combust’veis l’quidos e gasosos dele derivados, quando
destinados ˆ industrializa•‹o ou ˆ comercializa•‹o.
e) as opera•›es de qualquer natureza de que decorra a transfer•ncia de
propriedade de estabelecimento industrial, comercial ou outra espŽcie.

15. (InŽdita) Uma indœstria de autom—vel efetua venda de ve’culo para:


1. concession‡ria de ve’culo que ir‡ comercializ‡-lo;
2. locadora de ve’culo;
3. Joazinho das couves, consumidor final;
4. supermercado que ir‡ utiliz‡-lo para fazer entrega de compras de seus
clientes em domic’lio;
5. concession‡ria de ve’culos que adquire para integrar seu ativo permanente;
O Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) n‹o integra a base de c‡lculo
do ICMS na(s) situa•‹o(›es):
a) 2, 3, 4 e 5.
b) 2, 3, e 4.
c) 1.
d) 1 e 5.
e) 3, 4 e 5.

16. (SEFAZ-RJ/FESP/1989/Adaptada) No tocante ao ICMS, mediante Lei


Complementar, poder‡ ser adotada a seguinte medida:
a) fixa•‹o de al’quotas incidentes nas opera•›es de exporta•‹o.
b) institui•‹o de adicional nas opera•›es de importa•‹o.
c) fixa•‹o das al’quotas m’nimas nas opera•›es internas.
d) concess‹o de isen•‹o em opera•›es internas.
e) defini•‹o os combust’veis e lubrificantes sobre os quais o imposto incidir‡
uma œnica vez.

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17. (SEFAZ-RS/FAURGS/2006/Adaptada) Ë luz da Constitui•‹o da Repœblica


Ž correto afirmar que:
a) Se adotar‡, nas opera•›es que destinem bens para consumo final em outro
Estado, uma al’quota dita interestadual, quando o destinat‡rio n‹o for
contribuinte do ICMS.
b) O ICMS n‹o admite um tratamento seletivo em fun•‹o da essencialidade do
produto.
c) Cabe ao Congresso Nacional, mediante lei, estabelecer al’quotas m’nimas
do ICMS nas opera•›es internas.
d) A compet•ncia tribut‡ria do Distrito Federal Ž id•ntica ˆ dos Estados-
membros.
e) A circula•‹o do Ouro definido em lei como ativo financeiro, alŽm de
tribut‡vel pelo IOF, Ž tambŽm pelo ICMS.

18. (Pedro Diniz/2012) A respeito da tributa•‹o especial sobre os


combust’veis e lubrificantes prevista na CF/88, assinale qual das afirmativas
abaixo est‡ correta.
a) As al’quotas ser‹o estabelecidas por meio de Lei Complementar Federal.
b) Nas opera•›es interestaduais com g‡s natural e seus derivados, destinados
a n‹o-contribuinte, o imposto ser‡ repartido entre os Estados de origem e
destino.
c) As al’quotas ser‹o diferenciadas por produto e uniformes em todo territ—rio
nacional.
d) A base de c‡lculo das opera•›es poder‹o ser restabelecidas e reduzidas n‹o
se aplicando o disposto no artigo 150, III, b da CF/88.
e) As al’quotas poder‹o ser espec’ficas, por unidade de medida adotada ou ad
valorem, incidindo sobre o valor da opera•‹o ou sobre o pre•o que o produto
ou seu similar alcan•aria em uma venda em livre concorr•ncia.

19. (SEFAZ-MT/UNEMAT/2008/Adaptada) Sobre as hip—teses de incid•ncia do


ICMS, analise os itens a seguir e assinale a alternativa correta.
a) O imposto incide sobre fornecimento de mercadorias com presta•‹o de

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servi•os.
b) Est‡ no campo de incid•ncia do ICMS o fato correspondente ˆ entrada de
mercadoria importada do exterior por pessoa f’sica ou jur’dica, desde que seja
contribuinte habitual do imposto devidamente cadastrado na Secretaria de
Estado de Fazenda.
c) O ICMS incide sobre a utiliza•‹o de servi•o cuja presta•‹o se tenha iniciado
em outro Estado e n‹o seja vinculada a opera•‹o ou presta•‹o subsequente.
d) N‹o h‡ incid•ncia do ICMS sobre a entrada no estabelecimento de
contribuinte de bem ou mercadoria destinada a uso, consumo ou ativo
permanente, porque n‹o h‡ posterior circula•‹o de mercadoria.
e) N‹o incide o ICMS sobre a presta•‹o de servi•o de transporte rodovi‡rio
intermunicipal de passageiro, inclusive sobre o transporte de cargas e valores.

20. (SEFAZ-RJ/FGV/2010) Com rela•‹o ao ICMS, assinale a alternativa


correta.
a) Os servi•os de comunica•‹o n‹o est‹o sujeitos ao ICMS.
b) N‹o pode haver uma mesma opera•‹o comercial, ainda que de natureza
mista (com fornecimento de mercadoria e presta•‹o de servi•os), que seja
tributada tanto pelo ICMS (valor da mercadoria) como pelo ISS (valor do
servi•o).
c) Incide no caso de transfer•ncia de titularidade de bens do ativo fixo ou
imobilizado.
d) N‹o incide quando se tratar de bem ou mercadoria importado por pessoa
que n‹o seja contribuinte habitual do imposto, nos termos das Constitui•‹o
Federal.
e) Ser‡ garantida a manuten•‹o e o aproveitamento do montante do imposto
cobrado nas opera•›es e presta•›es anteriores no caso de exporta•‹o de
mercadorias, mesmo que a Constitui•‹o Federal expressamente determine a
n‹o incid•ncia do ICMS sobre mercadorias e servi•os destinados ao exterior.

21. (SEFAZ-SP/FCC/2009) A Constitui•‹o Federal de 1988 cuida da reparti•‹o


de receitas tribut‡rias do ICMS da seguinte forma:

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I. cinquenta por cento do produto da arrecada•‹o pertencem aos Munic’pios.


II. tr•s quartos, no m’nimo, do que Ž destinado aos Munic’pios ser‡ devido na
propor•‹o do valor adicionado nas opera•›es relativas ˆ circula•‹o de
mercadorias e nas presta•›es de servi•os, realizadas em seus territ—rios.
III. atŽ um quarto do que Ž destinado aos Munic’pios ser‡ creditado conforme
dispuser lei estadual.
IV. lei estadual poder‡ utilizar-se de critŽrios a serem preenchidos pelos
Munic’pios para realizar a reparti•‹o de receita do ICMS.
Est‡ correto o que se afirma APENAS em
a) I e II.
b) I,II e III.
c) I e III.
d) II, III e IV.
e) II e IV.

22. (SEFAZ-SC/FEPESE/2010) Assinale a alternativa correta, quanto ao ICMS:


a) O ICMS Ž um imposto n‹o-cumulativo.
b) O ICMS Ž um imposto de compet•ncia exclusiva dos Estados.
c) O ICMS Ž um imposto cumulativo, n‹o podendo ser compensado.
d) O ICMS, por incidir em cada etapa da circula•‹o de mercadoria, dispensa a
emiss‹o de nota ou cupom fiscal.
e) O ICMS Ž um imposto que pode ser tanto cumulativo como n‹o-cumulativo.

23. (SEFAZ-SP/FCC/2006) Ocorre o fato gerador do ICMS,


a) na presta•‹o de servi•os compreendida na compet•ncia tribut‡ria dos
munic’pios, se houver fornecimento de mercadoria.
b) na presta•‹o de servi•os n‹o-compreendidos na compet•ncia tribut‡ria dos
munic’pios.
c) o fornecimento de mercadoria com presta•‹o de servi•os compreendidos na
compet•ncia tribut‡ria dos munic’pios, mas que, por indica•‹o expressa da Lei
n¼ 6.374/89, que disp›e sobre a institui•‹o do ICMS no Estado de S‹o Paulo,
sujeitem-se ˆ incid•ncia do imposto de compet•ncia estadual.

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d) no fornecimento de mercadoria com presta•‹o de servi•os compreendidos


na compet•ncia tribut‡ria dos munic’pios, mas que, por indica•‹o de lei
complementar, sujeitem-se ˆ incid•ncia do imposto de compet•ncia estadual.
e) no fornecimento de mercadoria com presta•‹o de servi•os compreendidos
na compet•ncia tribut‡ria dos munic’pios, mas que, por indica•‹o da lei
municipal, sujeitem-se ˆ incid•ncia do imposto de compet•ncia estadual.

24. (SEFAZ-RJ/FGV/2008/Adaptada) Analise as afirmativas a seguir:


I. Nas opera•›es ou presta•›es que destinem mercadorias ao exterior, n‹o h‡
incid•ncia do ICMS, devendo o contribuinte exportador estornar o crŽdito do
imposto cobrado nas opera•›es anteriores.
II. O ICMS incidente na importa•‹o de mercadorias e bens Ž devido ao Estado
do seu estabelecimento destinat‡rio.
III. O ICMS n‹o incidir‡ sobre opera•›es que destinem a outros Estados
petr—leo, inclusive lubrificantes, combust’veis l’quidos e gasosos dele
derivados, e energia elŽtrica.
Assinale:
a) se somente as afirmativas II e III forem verdadeiras.
b) se somente a afirmativa II for verdadeira.
c) se somente a afirmativa I for verdadeira.
d) se somente a afirmativa III for verdadeira.
e) se somente as afirmativas I, II, III forem verdadeiras.

25. (SEFAZ-AL/CESPE/2002) Considerando o ICMS, julgue o item abaixo.


O ICMS incide sobre a entrada de mercadoria importada do exterior, ainda que
se trate de bem destinado a consumo ou ativo fixo do estabelecimento, assim
como sobre servi•o cuja presta•‹o tenha-se iniciado no exterior.

26. (SEFAZ-AL/CESPE/2002) Com rela•‹o a aspectos da legisla•‹o tribut‡ria


no estado de Alagoas, julgue o item seguinte.
O ICMS incide sobre as opera•›es que destinem a outro estado energia elŽtrica
ou petr—leo, inclusive lubrificantes ou combust’veis l’quidos e gasosos dele

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derivados.

27. (InŽdita) Julgue o seguinte item:


N‹o incide ICMS nas opera•›es interestaduais com lubrificantes.

28. (SEFAZ-CE/ESAF/2007) Assinale a afirmativa correta.


a) O fornecimento de bebidas em bares, restaurantes e similares constitui
hip—tese de incid•ncia do ICMS, exceto no caso de ‡gua mineral e refrigerantes
contendo suco de frutas.
b) O fornecimento de mercadorias, quando feito com presta•‹o de servi•os,
n‹o constitui hip—tese de incid•ncia do ICMS.
c) A entrada de bem importado do exterior por pessoa jur’dica n‹o
contribuinte habitual do imposto s— constituir‡ hip—tese de incid•ncia do ICMS
se o bem n‹o se destinar ao seu consumo pr—prio.
d) Para que a presta•‹o de servi•os de transporte de valores constitua
hip—tese de incid•ncia do ICMS Ž necess‡rio que se trate de servi•o
interestadual.
e) A entrada de bem importado do exterior por pessoa f’sica constitui hip—tese
de incid•ncia do ICMS.

29. (SEFAZ-MS/FGV/2006) A respeito da incid•ncia do ICMS, analise as


afirmativas a seguir:
I. Incide sobre qualquer tipo de presta•‹o de servi•os de comunica•‹o.
II. Incide sobre o transporte intermunicipal de valores.
III. N‹o incide sobre opera•‹o que destine ao exterior produto prim‡rio.
Assinale:
a) se nenhuma afirmativa estiver correta.
b) se apenas as afirmativas I e II estiverem corretas.
c) se apenas as afirmativas I e III estiverem corretas.
d) se apenas as afirmativas II e III estiverem corretas.
e) se todas as afirmativas estiverem corretas.

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30. (SEFAZ-MG/ESAF/2005) Assinale a afirmativa correta.


a) Incide o ICMS no recebimento, pelo destinat‡rio, de combust’vel derivado
do petr—leo, oriundo de outra unidade da Federa•‹o e destinado ao seu pr—prio
consumo.
b) Em rela•‹o ˆs mercadorias importadas do exterior por pessoa jur’dica, o
ICMS s— incidir‡ por ocasi‹o da sa’da do estabelecimento do importador.
c) O ICMS n‹o incide sobre bens importados do exterior por pessoa f’sica,
destinados a seu consumo pr—prio.
d) N‹o incide ICMS sobre a presta•‹o de servi•o de transporte interestadual
de bens, realizada por contribuinte do imposto, quando sem resultado
financeiro para o prestador.
e) N‹o ocorre o fato gerador do ICMS no fornecimento de mercadorias com
presta•‹o de servi•os.

31. (SEFA-PA/ESAF/2002) Entre as opera•›es ou presta•›es abaixo, assinale


a que n‹o implica incid•ncia do ICMS.
a) Entrada de mercadoria importada do exterior, por pessoa natural, destinada
ao seu consumo pr—prio.
b) Presta•‹o de servi•o intramunicipal de transporte de valores.
c) Fornecimento de bebidas em restaurantes.
d) Venda de bem ao arrendat‡rio, em opera•‹o de arrendamento mercantil.
e) Presta•‹o onerosa de servi•o de comunica•‹o.

32. (SEFAZ-SC/FEPESE/2010) Concernente ao Imposto sobre Opera•›es


Relativas ˆ Circula•‹o de Mercadorias e sobre Presta•›es de Servi•os de
Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunica•‹o (ICMS), no
Estado de Santa Catarina, assinale a alternativa correta.
a) O imposto tem como fato gerador presta•›es de servi•os de transporte
interestadual e intermunicipal, desde que por via terrestre, de pessoas, bens,
mercadorias ou valores.
b) As presta•›es, mesmo que n‹o onerosas, de servi•os de comunica•‹o, por
qualquer meio, tambŽm se sujeitam ˆ incid•ncia do ICMS.

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c) O fornecimento de mercadorias com presta•‹o de servi•os sujeitos ao


imposto sobre servi•os, de compet•ncia dos Munic’pios, independente de
sujei•‹o imposta por Lei, Ž fato gerador da incid•ncia do imposto estadual.
d) O imposto tem como fato gerador, dentre outras, opera•›es relativas ˆ
circula•‹o de mercadorias, inclusive o fornecimento de alimenta•‹o e bebidas
em bares, restaurantes e estabelecimentos similares.
e) O ICMS incide sobre a entrada ou sa’da de mercadoria importada ou
exportada, por pessoa jur’dica, ainda quando se tratar de bem destinado ao
passivo permanente do estabelecimento.

33. (SEFAZ-RN/ESAF/2005) Em rela•‹o ao imposto sobre opera•›es relativas


ˆ circula•‹o de mercadorias e sobre presta•›es de servi•os de transporte
interestadual e intermunicipal e de comunica•‹o (ICMS) e sua disciplina na
Constitui•‹o Federal, Ž correto afirmar que
a) o ICMS incidir‡ sobre o valor total da opera•‹o, quando mercadorias forem
fornecidas com servi•os compreendidos na compet•ncia tribut‡ria dos
Munic’pios.
b) o ICMS incidir‡ nas presta•›es de servi•o de comunica•‹o nas modalidades
de radiodifus‹o sonora e de sons e imagens de recep•‹o livre e gratuita.
c) a defini•‹o dos contribuintes do ICMS Ž matŽria reservada ˆ lei
complementar estadual.
d) o ICMS n‹o incidir‡ sobre opera•›es que destinem mercadorias para o
exterior.
e) incidir‡ o ICMS sobre as opera•›es com ouro, quando este Ž definido em lei
como ativo financeiro.

34. (SEFIN-RO/FCC/2010) O ICMS incide sobre


a) a presta•‹o de servi•o de transporte interestadual e intramunicipal, por
qualquer via, de pessoas, bens, mercadorias ou valores.
b) a presta•‹o de servi•o de transporte intermunicipal e intramunicipal, por
qualquer via, de pessoas, bens, mercadorias ou valores.
c) a entrada de bem ou mercadoria importados do exterior por pessoa f’sica

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ou jur’dica, ainda que n‹o seja contribuinte habitual do imposto, exceto a


destinada ao ativo fixo do estabelecimento importador.
d) a entrada, no territ—rio do Estado, de petr—leo, inclusive lubrificante e
combust’vel l’quido e gasoso dele derivados, e de energia elŽtrica, quando
destinados ˆ comercializa•‹o ou ˆ industrializa•‹o, decorrentes de opera•›es
interestaduais.
e) a presta•‹o onerosa de servi•o de comunica•‹o, por qualquer meio.

35. (SEFAZ-RJ/FGV/2010) A al’quota do ICMS, aplic‡vel nas opera•›es ou


presta•›es internas, pode ser de 5% (cinco por cento), se prevista:
a) em resolu•‹o do Senado Federal.
b) em conv•nio interestadual.
c) na lei estadual.
d) na Constitui•‹o Federal.
e) na Constitui•‹o Estadual.

36. (SEFA-PA/UEPA/2013/Adaptada) N‹o haver‡ incid•ncia do ICMS sobre


mercadorias e servi•os, nos casos:
I. Que destine a outro Estado ou ao Distrito Federal petr—leo inclusive
lubrificantes, combust’veis l’quidos e gasosos dele derivados, e energia
elŽtrica.
II. Com ouro, quando definido como mercadoria.
III. Com livros, jornais e peri—dicos, inclusive o papel destinado a sua
impress‹o.
IV. Na presta•‹o de servi•os intramunicipal de transportes de passageiros.
A alternativa que contŽm todas as afirmativas corretas Ž:
a) I e II.
b) I, II e IV.
c) II e IV.
d) I, III e IV.
e) III e IV.

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37. (ALEMA/FGV/2013) A empresa Alpha desenvolve a atividade empresarial


de manuten•‹o das esta•›es de r‡dio base de telefonia celular.
A esse respeito, assinale a afirmativa correta.
a) A empresa recolhe o ICMS devido sobre sua atividade, que se vincula ao
servi•o de comunica•‹o.
b) A empresa fica imune ao recolhimento do ICMS, dado que sua atividade fim
n‹o Ž comunica•‹o.
c) H‡ isen•‹o de pagamento do ICMS na hip—tese, em fun•‹o de ser presta•‹o
interna de servi•os.
d) O servi•o Ž acess—rio ou suplementar ao de comunica•‹o e n‹o Ž fato
gerador do imposto.
e) O servi•o Ž vinculado ao de comunica•‹o, que dele depende, pelo que h‡ de
recolher o ICMS.

38. (ALEMA/FGV/2013) L. A. ComŽrcio, Constru•›es e Imobili‡ria Ltda.


insurge!se em face da exig•ncia do Secret‡rio de Fazenda do Estado do
Maranh‹o, que lhe exige o pagamento do ICMS sobre a importa•‹o de ladrilhos
e pisos de cer‰mica advindos do exterior, insumos que, segundo alega, s‹o
destinados ˆ sua atividade fim, constru•‹o civil, e que s— eventualmente utiliza
insumos importados para elaborar seu produto final, os im—veis. Dessa forma,
recolhe ISSQN.
A esse respeito, Ž correto afirmar que
a) raz‹o assiste ao Secret‡rio de Estado, j‡ que na hip—tese incide o ICMS,
mesmo que o importador n‹o seja contribuinte habitual do imposto e que a
importa•‹o seja eventual.
b) a empresa n‹o Ž contribuinte do ICMS, mas sim do ISSQN, j‡ que sua
atividade fim representa um servi•o e, desta forma, n‹o recolhe o imposto que
est‡ sendo cobrado.
c) a empresa s— deveria pagar o ICMS se fosse importadora habitual de
insumos para sua atividade fim, o que n‹o acontece e, portanto, n‹o deve
pagar o ICMS.
d) o Secret‡rio de Estado est‡ correto, j‡ que a empresa apenas alegou,

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quando deveria ter provado, que os insumos seriam utilizados em sua


atividade fim.
e) a empresa, para n‹o pagar o ICMS, dever‡ comprovar a sua qualidade de
contribuinte inscrita junto ˆ Fazenda Municipal.

39. (SEFAZ-RJ/FCC/2014/Adaptada) O Regulamento do ICMS do Estado do


Rio de Janeiro, aprovado pelo Decreto no 27.427/2000, no T’tulo I do Livro I,
estabelece:

ÒArt. 3o − O fato gerador do imposto ocorre:


...
IV − no fornecimento de mercadoria com presta•‹o de servi•o:
1. n‹o compreendido na compet•ncia tribut‡ria dos munic’pios;
2. compreendido na compet•ncia tribut‡ria dos munic’pios, e com indica•‹o
expressa de incid•ncia do imposto de compet•ncia estadual, como definido em
legisla•‹o aplic‡vel;Ó

Considere as situa•›es a seguir:


I. Hospital fluminense utiliza medicamentos para aplicar em tratamento
mŽdico.
II. Hotel da Barra da Tijuca, Rio de Janeiro, fornece refei•›es ˆ delega•‹o do
time japon•s, durante a Copa do Mundo, as quais est‹o inclusas no valor das
di‡rias.
III. Oficina conserta elevador de Hotel da Barra da Tijuca, Rio de Janeiro,
cobrando pela m‹o de obra e pelas pe•as substitu’das durante o conserto.
IV. Empresa fluminense de prepara•‹o de eventos e organiza•‹o de festas foi
contratada por Hotel da Barra da Tijuca, Rio de Janeiro, para realizar a Festa
da Primavera e cobrou R$ 100.000,00 pela organiza•‹o do evento e do buf•,
em cujo montante j‡ estava incluso o valor do fornecimento da alimenta•‹o e
das bebidas.
ƒ poss’vel identificar fato gerador do ICMS APENAS nas situa•›es descritas em
a) III e IV.

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b) I e III.
c) II, III e IV.
d) II e III.
e) I e IV.

40. (SEFAZ-RS/FUNDATEC/2014) Em rela•‹o ˆ hip—tese de incid•ncia do


ICMS, analise as assertivas abaixo, assinalando V, para verdadeiro, ou F, para
falso.
( ) O imposto incide sobre as presta•›es onerosas e gratuitas de servi•os de
comunica•‹o, por qualquer meio, inclusive a gera•‹o, a emiss‹o, a recep•‹o,
a transmiss‹o, a repeti•‹o e a amplia•‹o de comunica•‹o de qualquer
natureza.
( ) O imposto incide sobre a entrada, no territ—rio do Estado, de energia
elŽtrica, quando n‹o destinada ˆ comercializa•‹o ou ˆ industrializa•‹o,
decorrente de opera•›es interestaduais.
( ) O imposto incide sobre o fornecimento de mercadorias com presta•‹o de
servi•os n‹o compreendidos na compet•ncia tribut‡ria dos Munic’pios.
A ordem correta de preenchimento dos par•nteses, de cima para baixo, Ž:
a) V Ð F Ð F.
b) F Ð V Ð V.
c) F Ð V Ð F.
d) V Ð V Ð V.
e) V Ð V Ð F.

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41. (SEFAZ-SP/FCC/2006)Analise os esquemas abaixo:

Considerando que segundo o artigo 155, ¤ 2¼, XI, da Constitui•‹o Federal, que
cuida do ICMS, o IPI n‹o integra a base de c‡lculo do imposto em
determinadas situa•›es. Dos esquemas representados, o IPI integra a base de
c‡lculo do ICMS APENAS em
a) I e II.
b) I e III.
c) II e III.
d) II e IV.
e) III e IV.

42. (SEFAZ-SP/VUNESP/2002) A al’quota do ICMS para as sa’das internas e


interestaduais de mercadorias Ž
a) ònica.
b) Progressiva.
c) Espec’fica.
d) Ad valorem.
e) De livre arbitramento pelos Estados.

43. (SEFAZ-ES/CESPE/2008) Julgue o item acerca da ICMS.


A al’quota interestadual de ICMS, via de regra, Ž menor que a al’quota interna
de determinados estados.

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44. (SEFAZ-ES/CESPE/2008) Julgue o item acerca da ICMS.


As al’quotas do ICMS interestadual s‹o estabelecidas pelo estado que recebe
as mercadorias, para poder cobrar a diferen•a entre essa e a al’quota interna.

45. (SEFAZ-ES/CESPE/2008) Julgue o item acerca da ICMS.


Os estados podem alterar a base de c‡lculo do tributo de ICMS por meio de lei
complementar estadual.

46. (SEFAZ-RJ/FGV/2008) De acordo com o Art. 155 ¤2¼, inciso XII, c) da


CRFB/88, Ž correto afirmar que o regime de compensa•‹o do ICMS deve ser
disciplinado:
a) Em lei dos estados e pelo Distrito Federal, tendo em vista a autonomia
desses entes federados.
b) Pelo Confaz.
c) Em lei Complementar.
d) No Regulamento do ICMS dos estados e do Distrito Federal.
e) Em conv•nio e lei estadual ou distrital.

47. (SEFAZ-RJ/FCC/2014) Ao atribuir a compet•ncia tribut‡ria para a Uni‹o,


a Constitui•‹o Federal estabelece:
ÒArt. 153. Compete ˆ Uni‹o instituir impostos sobre: (...) IV Ð produtos
industrializados.Ó
Por outro lado, ao atribuir a compet•ncia para os Estados, determina a
Constitui•‹o Federal:
ÒArt. 155. Compete aos Estados e ao Distrito Federal instituir impostos sobre:
(...) II − opera•›es relativas ˆ circula•‹o de mercadorias e sobre presta•›es
de servi•os de transporte interestadual e intermunicipal e de comunica•‹o,
ainda que as opera•›es e as presta•›es se iniciem no exterior;Ó
Em v‡rias opera•›es realizadas por empresas que se caracterizam como
contribuintes tanto do IPI como do ICMS, temos a incid•ncia dos dois impostos
de forma concomitante.
Nesse sentido, considere indœstria vendendo seu produto a:

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I. construtora que ir‡ incluir em obras de constru•‹o civil;


II. comerciante revendedor de outro Estado;
III. comerciante revendedor do mesmo Estado;
IV. outra indœstria que vai utilizar como matŽria-prima;
V. outra indœstria que utilizar como bem do ativo imobilizado.
O IPI ser‡ inclu’do na base de c‡lculo do ICMS APENAS nos casos constantes
em:
a) II, III e IV.
b) III e V.
c) III e IV.
d) I e V.
e) II e III.

48. (SEFAZ-RJ/FCC/2014) As al’quotas internas hipotŽticas das mercadorias


de origem nacional a seguir relacionadas, praticadas pelo Estado do Rio de
Janeiro, s‹o respectivamente: sal − 12%; confec•›es − 18%; —leo diesel −
12%. Supondo que contribuintes do regime normal de apura•‹o tenham
efetuado, em uma determinada data, as seguintes vendas:
− Atacadista Daniel, localizado em Niter—i-RJ, vendeu R$ 100.000,00 de sal a
supermercado de Bras’lia-DF;
− Indœstria Isa’as, localizada em MacaŽ-RJ, vendeu R$ 100.000,00 de
confec•›es ˆ empresa distribuidora de energia elŽtrica do Acre;
− Distribuidora Ezequiel, localizada em Petr—polis-RJ, vendeu R$ 100.000,00
de —leo diesel a posto de combust’veis de Palmas-TO.
O valor total do ICMS devido ao Estado fluminense referente a essas opera•›es
Ž:
a) 21.000,00.
b) 30.000,00.
c) 14.000,00.
d) 24.000,00.
e) 42.000,00.

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49. (SEFAZ-RS/FUNDATEC/2014/Adaptada) Um estabelecimento, que fabrica


produtos aqui no Estado do Rio Grande do Sul e os vende, sem varia•›es de
al’quota, exclusivamente para o vizinho Estado de Santa Catarina, tentou abrir
novos mercados para seus produtos. Por esse motivo, a ‡rea comercial da
empresa buscou novos mercados alŽm daqueles que tradicionalmente s‹o os
compradores de seus produtos. Obteve sucesso, especialmente porque a
equipe de vendas conseguiu significativas vendas diretas para usu‡rios finais
(contribuintes do ICMS) de seus produtos, tambŽm localizados em Santa
Catarina. De igual modo, obteve sucesso em exporta•›es para o exterior.
Sabe-se que a al’quota interna do ICMS de seus produtos Ž de 17%, e que a
al’quota nas vendas para o Estado de Santa Catarina Ž de 12% e o IPI
incidente tem al’quota de 10%. Levando-se em conta a conquista desses
novos clientes e em consequ•ncia da nova pol’tica de comercializa•‹o, no m•s
em an‡lise o estabelecimento obteve um faturamento de R$ 1.000.000,00.
Desse faturamento, R$ 600.000,00 corresponderam a vendas para
comercializa•‹o pelos seus clientes tradicionais estabelecidos no Estado de
Santa Catarina, R$ 200.000,00 para novos clientes, usu‡rios finais
(contribuintes do ICMS) de seus produtos, tambŽm de Santa Catarina e, por
fim, R$ 200.000,00 para exporta•›es. A partir desse novo faturamento, com
as caracter’sticas das vendas e destinat‡rios apontados, qual vai ser o dŽbito
de ICMS gerado na conta corrente fiscal do contribuinte no M•s em an‡lise?
a) R$ 98.400,00.
b) R$ 106.000,00.
c) R$ 109.400,00.
d) R$ 120.000,00.
e) R$ 127.000,00.

50. (TJ-AP/Juiz/FCC/2014/Adaptada) Pessoa f’sica domiciliada em


Florian—polis-SC recebe em sua casa notebook para uso domiciliar adquirido
por meio de compra feita pela internet diretamente de empresa de inform‡tica
estabelecida em S‹o Paulo. Com base na Constitui•‹o Federal, considere as
seguintes afirma•›es a respeito da cobran•a do ICMS devido nesta opera•‹o:

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I. A al’quota do imposto a ser cobrada do contribuinte paulista deve ser a


interestadual. (desconsiderando DIFAL)
II. O Estado de Santa Catarina deve receber parte do imposto calculado com
diferencial de al’quota (al’quota interna menos a interestadual).
III. O contribuinte paulista deve pagar imposto ˆ al’quota interna ao Estado
de S‹o Paulo e o Estado de Santa Catarina nada recebe de imposto por essa
opera•‹o.
Est‡ correto o que se afirma APENAS em
a) II e III.
b) I.
c) II.
d) III.
e) I e II.

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10. GABARITO

01 B 02 E 03 E 04 B 05 D 06 D 07 B

08 C 09 D 10 D 11 E 12 D 13 D 14 B

15 C 16 E 17 A 18 E 19 C 20 E 21 D

22 A 23 D 24 A 25 V 26 F 27 F 28 E

29 D 30 A 31 B 32 D 33 D 34 E 35 B

36 D 37 D 38 A 39 A 40 B 41 C 42 D

43 V 44 F 45 F 46 C 47 D 48 C 49 A

50 E

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11. BIBLIOGRAFIA

BRASIL. Lei Complementar n. 87, de 13 de setembro de 1996. Disp›e sobre o


imposto dos Estados e do Distrito Federal sobre opera•›es relativas ˆ circula•‹o de
mercadorias e sobre presta•›es de servi•os de transporte interestadual e
intermunicipal e de comunica•‹o, e d‡ outras provid•ncias. (LEI KANDIR). Dispon’vel
em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/LCP/Lcp87.htm>

BRASIL. Constitui•‹o da Repœblica Federativa do Brasil. Dispon’vel em:


<http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicaocompilado.htm>

Rosa, JosŽ. Curso B‡sico de ICMS. Editora Ottoni. 4 Edi•‹o. 2017.

Diniz, Pedro. ICMS SP exerc’cios. Volume 1. Editora Ferreira

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