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IGREJA METODISTA

TERCEIRA REGIÃO ECLESIÁSTICA

Programa
Puxando
as Redes

planejamento estratégico
missionário

manual de orientações
2003
Igreja Metodista - Terceira Região Eclesiástica

Bispo Presidente: Revmo. Adriel de Souza Maia


COREAM:
Revmo. Adriel de Souza Maia – Presidente
Revda. Amélia Tavares Correia Neves
Rev. Anísio Pereira
Rev. Lorenz Richard Koch
Rev. Marcos Antonio Garcia (COGEAM)
Aser Gonçalves Júnior
Neusa Felippe Silva Souto (COGEAM)
Tiharu Matsumoto
Washington Zucoloto
Zacarias Gonçalves de Oliveira Júnior
Câmaras Ministeriais/Secretarias Executivas:
Ação Social: Eloah Mara Peres Borges de Souza
Administração: Juarez Reinaldo Jesus de Lima
Departamento de Escola Dominical: Suzana de Mello Contieri
Educação Cristã: Cristiane Capeleti Pereira
Expansão Missionária: Sérgio Gama Lavoura
Grupo de Trabalho de Planejamento Estratégico Missionário:
Amélia Tavares Correa Neves; Joel Lemes da Silveira; José So-
ares Marcondes; Juarez Reinaldo Jesus de Lima; Luciano Sathler
Rosa Guimarães e Rodolpho Weishaupt Ruiz
Redação: Amélia Tavares Correa Neves; Luciano Sathler Rosa
Guimarães e Rodolpho Weishaupt Ruiz
Revisão: Amélia Tavares Correa Neves; Ana Claudia Braun Endo (As-
sessoria de Comunicação & Marketing) e Mauren Gomes Furtado Julião

Diagramação: Maria Zélia Firmino de Sá (Editora da Umesp)


Capa: Cristiano Freitas
Arte da Capa: Arthur Balestero

Sede Regional
Rua Dona Inácia Uchoa, 303, Vila Mariana, São Paulo, SP.
CEP: 04110-020 • Tel.: (11) 5904-3000
e-mail:3re@metodista.com.br • www.metodista.org.br/3re

Apoio Institucional
Índice

Apresentação......................................................................5
Bispo Adriel de Souza Maia

primeira parte

Pré-diagnóstico..............................................................9
1. Evolução histórica regional e anseios das
igrejas locais, manifestadas pelas CLAM´s – Coordenações
Locais de Ação Missionária............................................. 13
Gráfico 1. Número de igrejas na 3ª Região...................... 13
Gráfico 2. Total de congregações e pontos missionários.... 13
Gráfico 3. Total de membros arrolados............................ 14
Gráfico 4. Total de alunos matriculados na
Escola Dominical........................................... 15
Gráfico 5. Total de clérigos............................................. 16
Gráfico 6. Total de sócios - Sociedades de Crianças.......... 17
Gráfico 7. Total de sócios - Sociedades de Juvenis............ 17
Gráfico 8. Total de sócios - Sociedades de Jovens............ 18
Gráfico 9. Total de sócios - Sociedades de Mulheres......... 18
Gráfico 10. Total de sócios - Sociedades de Homens......... 19
Gráfico 11. Total de sócios - Sociedades Mistas................ 19
Gráfico 12. Total de assinaturas - Expositor Cristão.......... 20
Gráfico 13. Total de assinaturas - Voz Missionária............. 20
Gráfico 14. Total de assinaturas - No Cenáculo................. 20
Gráfico 15. Receitas - Média mensal de arrecadação
de R$ 1.000,00 a R$ 3.000,00...................... 21
Gráfico 16. Receitas - Média mensal de arrecadação
de R$ 3.001,00 a R$ 8.000,00...................... 21
Gráfico 17. Receitas - Média mensal de arrecadação
de R$ 8.001,00 a R$ 15.000,00.................... 22
Gráfico 18. Receitas - Média mensal de arrecadação
de R$ 15.001,00 a R$ 30.001,00.................. 22
Gráfico 19. Desafios e Carências - Respostas das CLAM´s.... 23
segunda parte

Planejamento estratégico missionário


da Igreja Local
Introdução........................................................................ 29
Comunidade Missionária a Serviço do Povo -
Espalhando a Santidade Bíblica........................................... 30
Modelo de Planejamento para a Igreja Local........................ 30
1. Plano........................................................................ 30
2. Planejamento............................................................ 30
3. Visão........................................................................ 31
4. Missão...................................................................... 31
5. Objetivos.................................................................. 31
6. Valores..................................................................... 31
7. Metas........................................................................ 32

Definições estratégicas a serem desenvolvidas


pela Igreja Local............................................................... 37
Diagnóstico da Igreja Local................................................ 37
Planos de Ação.................................................................. 40
Referências bibliográficas................................................... 48

Anexo 1 - Tipo de estrutura de funcionamento da igreja....... 49


Anexo 2 - Análise do ambiente interno e externo
da Igreja Local................................................... 50
Anexo 3 - Avaliação das potencialidades.............................. 51
Anexo 4 - Principais projetos para a Igreja Local.................. 52
Anexo 5 - Principais projetos para a Igreja Local.................. 53
Anexo 6 - Resumo dos Principais Objetivos, Estratégias e
Metas da Igreja Local......................................... 54
Anexo 7 - Projetos prioritários para a Igreja Local................ 55


Apresentação

“E acontecerá depois que derramarei o meu


Espírito sobre toda a carne; nossos filhos
e nossas filhas profetizarão, nossos velhos
sonha­rão e nossos jovens terão visões”
(Joel 2.28)

À liderança da Igreja Metodista na 3 a Região


Eclesiástica!
Graça e Paz!

O profeta Joel afirma em seu livro que, quando


Deus vier ao encontro do seu povo, Ele dará o seu
Espírito a todos sem distinção, quebrando as bar-
reiras de idade (velhos e jovens), sociais (escravos
e livres) e de sexo (filhos e filhas). O Espírito dará
visão, sonho e profecia. Visão – ato ou efeito de
ver – o sentido da vista. Sonho – desejo veemente,
inspiração. Vivemos num mundo que perdeu a capa-
cidade de sonhar. Não há como viver sem esperança,
sem sonho.
O Planejamento Estratégico da 3ª Região Eclesiás­
tica objetiva levar-nos a sonhar com o tipo de igreja
que queremos, prevendo uma união de todos os gru­
pos, segmentos, instituições, incluindo jovens, adul-
tos, crianças, homens e mulheres. A falta de visão
causa separação e gera estagnação. Nessa linha de
pensa­mento, ser uma igreja inclusiva ou seja, “Co-
munidade Missionária a Serviço do Povo, Espalhando
a Santidade Bíblica por toda a Terra”
Para que o sonho se torne realidade, ele precisa
partir da realidade concreta. Temos sofrido cresci-
mentos desordenados que provocam divisões e não
produzem frutos ou sofremos de estagnação em
função da mesmi­ce de nossas práticas religiosas. Não
ousamos sonhar e incrementar o novo.
Queremos que nossas igrejas sonhem, tenham
visão de futuro e, acima de tudo, descubram que
planejando é possível chegar a um novo lugar. Afinal,
nosso Deus é aquele que faz novas todas as coisas.
Na Igreja de Cristo não existe lugar para sonhos
individua­listas. “Sonho que se sonha sozinho continua
sendo sonho, sonho que se sonha em comunidade
se transfor­ma em realidade”.
Quando não temos noção de onde queremos
chegar, qualquer lugar serve. Muitas igrejas estão
estagnadas em pontos e lugares não determinados
por Deus. O sonho obriga a olhar para a frente,
projeta o futuro. Martin Luther King teve um sonho,
compartilhou e, hoje, seu sonho é uma realidade nos
direitos raciais iguais nos Estados Unidos. O sonho
de Deus para a sua Igreja encontra-se em Atos dos
apóstolos: uma igreja vibrante, comunitária, crescen-
te, submissa à vontade de Deus, com visão do reino
de Deus, querendo chegar aos confins da terra com
a mensagem de salvação.
Com alegria e submissão à vontade de Deus,
colocamos este manual de orientação em suas mãos.
Leia o mesmo, discuta em pequenos grupos e com
toda a igreja. Finalmente, sonhem com uma nova
igreja, uma igreja segundo o coração de Deus. So-
nhando, planejando e executando, teremos uma
igreja forte, vibrante, revitalizada, curadora, comuni-
dade restau­radora e fonte de salvação. Que o senhor
abençoe a obra de nossas mãos.

Fraternalmente, em Cristo,

Amélia Tavares Correa Neves


Joel Lemes da Silveira
José Soares Marcondes
Juarez Reinaldo Jesus de Lima (coordenador)
Luciano Sathler Rosa Guimarães
Rodolpho Weishaupt Ruiz
Primeira parte
Pré-diagnóstico

“Eis que faço coisa nova, que está saindo à


luz; porventura, não o percebeis? Eis que porei
um caminho no deserto e rios, no ermo.”
Isaías 43:19

Ao final de 2002, por convocação episcopal, foi


formado o grupo de trabalho regional com a missão
de elaborar uma proposta de metodologia para a
elabo­ração do planejamento estratégico missioná-
rio da 3ª Região Eclesiástica da Igreja Metodista.
Algumas premissas foram colocadas para orientar a
iniciativa, tais como:
– O planejamento deveria ser construído coletiva­
mente, com a participação de todas as igrejas
e segmentos metodistas que fazem parte ou se
rela­cionam com a 3ª Região Eclesiástica, dando
voz a pastores e leigos;
– As perguntas que norteariam o trabalho seriam
‘qual a igreja que queremos para os próximos
10 anos?’ e ‘quais as razões para isso?’;
– O próximo Concílio Regional seria a data limite
para a apresentação do Planejamento Missio-
nário, para ser discutido e analisado de forma
demo­crática e participativa;
– Para que fique claro o sentido que se pretende,
o nome do Planejamento Estratégico Missionário
passaria a ser ‘Programa Puxando as Redes’, de-
monstrando o vigor que se espera para fortalecer
a presença metodista, como parte do impulso
transformador do Reino de Deus nas terras pau­
listas alcançadas pela 3ª Região Eclesiástica.

Após vários encontros, foi formulada uma proposta


para que o assunto seja trabalhado da seguinte forma:

– Durante a primeira Concentração Regional de


2003, dia 8 de março, lançamento de um manual
de orientações, com princípios básicos e dicas
para que as igrejas locais possam desenvolver
seu Planejamento Missionário;
– No primeiro domingo de maio, dia 04/05/03,
data indicativa a todas as igrejas locais para
que rea­lizem um grande esforço de composição
do Plane­jamento Missionário, com ampla parti-
cipação de todos os segmentos da comunidade.
É o Pro­grama ‘Puxando as Redes’. As igrejas
que já tive­rem realizado alguma forma anterior
de planeja­mento podem inserir e aproveitar o
trabalho rea­lizado, dentro da nova metodologia
proposta;
– De março a agosto de 2003, realização de cursos
rápidos junto aos distritos, em parceria com a
Câmara de Educação Cristã, sobre como imple­
mentar o Plane­jamento Missionário na prática;
– Em setembro de 2003, harmonização das informa­­
ções colhidas junto às igrejas locais, para formu­
lação de um documento construído de forma
partici­pativa, a ser apresentado durante o Con-
cílio Regional, previsto para acontecer em no-
vembro do corrente.

10 Programa Puxando as Redes


O manual de orientação para o Planejamento
Estratégico Missionário - Programa Puxando as Re­des
- ora apresentado se compõe das seguintes partes:

1. A apresentação de um pré-diagnóstico, com


informações enviadas à Sede Regional pelas CLAM´s -
Coor­denações Locais de Ação Missionária em outubro
de 2002 por ocasião da Avaliação Pastoral. Também
se buscaram informações históricas e estatísticas da
Sede Regional, que pudessem servir como elementos
de análise e conhecimento sobre a real situação da
Região. Destacamos, a seguir, as comunidades que
tiveram suas respostas analisadas.
DISTRITO ABCDMR: Jardim Ipê; Central em São Ber­
nardo do Campo; São Caetano do Sul; Vila Conde do
Pinhal; Vila Floresta e Vila Planalto.
DISTRITO BAIXADA SANTISTA: Cota 200 – Cubatão;
Cubatão; Jardim Bom Retiro; São Vicente e Vicente
de Carvalho.
DISTRITO CENTRAL/SP: Central de São Paulo; Luz
e Mooca.
DISTRITO LESTE: Guaianazes; Itaim Paulista; Jardim
América; Mogi das Cruzes; Poá; São Miguel Paulista
e Suzano.
DISTRITO NORDESTE: Central em Guarulhos; Vila
São João – Guarulhos; Ponte Grande; Vila Galvão e
Vila Maria.
DISTRITO NOROESTE: Congregação Francisco Mo-
rato; Itaberaba; Jundiaí; Morro Grande; Vila Nova
Cachoei­rinha; Vila Penteado; Vinhedo; Parada de
Taipas e Pirituba.
DISTRITO NORTE: Vila Mazzei; Vila Nivi e Tucuruvi.

Orientações para o planejamento estratégico missionário 11


DISTRITO OESTE: Butantã; Carapicuíba; Jardim Bel-
val (Missão Barueri); Jardim Bonfiglioli; Lapa; Missão
Barueri e Pinheiros.
DISTRITO PENHA DE FRANÇA: Aricanduva; Arthur
Alvim; Cidade Líder; Cohab II; Itaquera; Jardim Ari-
si; Jardim Ipanema; Parque Boturussu; Penha; Vila
Formosa e Vila Santo Estevão.
DISTRITO SÃO ROQUE: Cotia; Ibiúna; Mairinque e
São Roque.
DISTRITO SOROCABA: Capão Bonito; Itapetininga;
Central em Sorocaba e Vila Gomes – Sorocaba.
DISTRITO SUDESTE: Ipiranga; Jardim Colorado; Vila
Mariana; Vila Prudente e Vila Rica.
DISTRITO SUL: Cidade Dutra; Itapecerica da Serra;
Jardim Ângela; Jardim Aeroporto; Palmeiras; Santo
Amaro; Taboão da Serra e Veleiros.
DISTRITO VALE DO PARAÍBA: Campos do Jordão;
Central em Cunha; Guaratinguetá; Jacareí; Jericó;
Lorena; Missão Cachoeira Paulista; Missão Ubatuba;
Pindamonhangaba; Piquete; Betel – São José dos
Campos; São José dos Campos; São Sebastião e
Taubaté.

2. A segunda parte do Manual apresenta uma


proposta de modelo para o “Planejamento Estratégico
Missionário da Igreja Local”, com dicas e orientações,
inclusive sobre documentos já existentes da Igreja
Metodista, em nível nacional e regional.

12 Programa Puxando as Redes


1. Evolução histórica regional e anseios
das igrejas locais, manifestados pelas
CLAM´s - Coordenações Locais de Ação Missionária

Gráfico 1. Número de igrejas na 3ª Região

Gráfico 2. Total de congregações e pontos missioná-

Orientações para o planejamento estratégico missionário 13


Uma igreja não se mede em números, nem é
intenção aqui tentar quantificar crescimento espi-
ritual. Todavia, para que se possa planejar com
alguma previsibilidade, é necessário dispor de dados
numé­ricos, complementados por dados qualitativos
que possam delinear um quadro de reconhecimento
da situação vigente.
Por mais de uma década (1990 a 2001), a Re-
gião foi acrescentada em apenas 4 novas igrejas,
o que significa um crescimento de 3,84% (total de
108). No mesmo período, o número de congregações
e pontos missionários avançou de 67 para 77, uma
evolução de cerca de 15% . Trata-se de um quadro
que demonstra uma certa fragilidade no impulso
missionário, espe­cialmente tendo em vista o sensível
aumento do número de evangélicos no País, atestado
pelo Censo 2000 do IBGE.

Gráfico 3. Total de membros arrolados

14 Programa Puxando as Redes


Gráfico 4. Total de alunos matriculados
na Escola Dominical

A timidez do crescimento numérico se confirma


quando verificado o crescimento da membresia, ao re-
dor de 15% durante o período em destaque, enquanto
que, de 1991 a 2000, a Taxa Média de Crescimento
Anual da População Residente no Estado de São Pau-
lo foi de 1,80 e no Município de São Paulo de 0,91,
segundo fontes oficiais (IBGE e Fundação SEADE).
Mais de 17% da população paulista é evangélica,
aproximado de 6 milhões e trezentos mil pessoas,
num total de cerca de 37 milhões no Brasil. O cres-
cimento do número de alunos matriculados na Escola
Dominical foi mais posi­tivo, de 28%.

Orientações para o planejamento estratégico missionário 15


Gráfico 5. Total de clérigos

16
Programa Puxando
as
Redes
O número de pastores cresceu 26% (182 ao todo), sendo outro fator marcante que a presença
de pastoras evoluiu mais de 68% e o de pastores cerca de 4%, reforçando a presença do Ministério
Pastoral Feminino. Em 2003 chegamos a 170 pastores/as que recebem nomea­ção pela 3ª Região
Eclesiástica.
Gráfico 6. Total de sócios - Sociedades de Crianças

Gráfico 7. Total de sócios - Sociedades de Juvenis

Orientações para o planejamento estratégico missionário 17


Gráfico 8. Total de sócios - Sociedades de Jovens

Gráfico 9. Total de sócios - Sociedades de Mulheres

18 Programa Puxando as Redes


Gráfico 10. Total de sócios - Sociedades de Homens

Gráfico 11. Total de sócios - Sociedades Mistas

Orientações para o planejamento estratégico missionário 19


Gráfico 12. Total de assinaturas - Expositor Cristão

Gráfico 13. Total de assinaturas - Voz Missionária

Gráfico 14. Total de assinaturas - No Cenáculo

20 Programa Puxando as Redes


Gráfico 15. Receitas - Média Mensal
de Arrecadação de R$ 1.000,00 a R$ 3.000,00

Gráfico 16. Receitas - Média Mensal


de Arrecadação de R$ 3.001,00 a R$ 8.000,00

Orientações para o planejamento estratégico missionário 21


Gráfico 17. Receitas - Média Mensal de
Arrecadação de R$ 8.001,00 a R$ 15.000,00

Gráfico 18. Receitas - Média Mensal de


Arrecadação de R$ 15.001,00 a R$ 30.001,00

De 1998 a 2002, o número de igrejas que arrecada


de R$ 2.001,00 a R$ 3.000,00 caiu de 23 para 12. Já as
que alcançam até R$ 1.000,00 saíram de 11 para 24. Nas
demais faixas não houve grandes alterações.

22 Programa Puxando as Redes


Gráfico 19. Desafios e Carências -
Respostas das CLAM´s

As respostas encaminhadas pelas CLAM’s à Sede


Regional demonstraram um profundo senso de com­
promisso com a Igreja Metodista, bem como claras
percepções sobre alguns problemas e desafios que
temos pela frente.
Para tentar facilitar a compreensão, o Grupo de
Trabalho organizou e classificou as observações fei-
tas em alguns eixos, detalhados a seguir, na ordem
decres­cente do número de menções.

Orientações para o planejamento estratégico missionário 23


Análises das Respostas ao Formulário de
Informações Básicas de Igrejas Locais
DESAFIOS / CARÊNCIAS N.º DE OCORRÊNCIAS

Ação Social 21 menções


Comunicação 21 menções
Educação Cristã 75 menções
Espaço Físico / Infra-estrutura 39 menções
Expansão Missionária 80 menções
Identidade Metodista 21 menções
Integração com a Região (SD’s,
Coream, Bispo e Instituição) 56 menções
Membresia 49 menções
Ministério Pastoral 40 menções
Recursos Financeiros 20 menções
Suporte da Sede Regional 45 menções

EXPANSÃO MISSIONÁRIA
80 menções

Foi assunto de destaque especial por parte das


igrejas respondentes. Há um claro sentimento pe-
las comunidades, que querem maior e mais rápido
cresci­mento numérico da membresia, mais ações de
evange­lização, mais projetos missionários e buscar
maior apoio aos grupos societários para que possam
se expandir. Sugestões de realização de concentra-
ções regionais descentralizadas e mais freqüentes,
além de promover ‘Semanas para Jesus’ na própria
localidade em que se situam as igrejas.

24 Programa Puxando as Redes


EDUCAÇÃO CRISTÃ
75 menções

Os temas voltados à capacitação para a missão


estão muito presentes dentre os desafios levantados
pelas igrejas. A educação cristã é vista como priori-
tária para atingir a expansão missionária. Quase a
totalidade de respondentes indica a necessidade de
capacitação de líderes e o discipulado para ampliar
e melhorar a condução dos momentos de louvor, a
prática da Escola Dominical, a gestão administrativa,
as atividades de evangelismo, a visitação e a ação
social. Houve também um destaque para a busca de
revitalização da Escola Dominical e a utilização de
recursos didático-peda­gógicos mais aprimorados e
ágeis. Uma reclama­ção é a presença de publicações
em linguagem acadê­mica, distante da realidade do
povo.

INTEGRAÇÃO COM A REGIÃO


56 menções

Trata-se de uma forte preocupação para as


igrejas locais. Desejam uma maior aproximação com
o Bispo-Presidente da Região, maior presença dos
Superin­tendentes Distritais – mesmo sabendo que es-
ses já estão sobrecarregados de trabalho. Acreditam
que aproxi­mação facilita o diálogo, elimina a solidão
e faz com que se sintam como parte integrante da
região. Desco­nhecem, em grande parte, as diferentes
áreas de atuação da região. Desejam trocar informa-
ções entre distritos e ter uma ação articulada entre
as igrejas, para atingir objetivos comuns.

Orientações para o planejamento estratégico missionário 25


MEMBRESIA
49 menções

É recorrente a observação de que a comuni-


dade encontra-se desanimada, sendo que algumas
desta­cam problemas anteriores e atuais, tanto entre
mem­bros como em relação ao Ministério Pastoral.
Uma grande preocupação é com a diminuição da
presença nas atividades da Escola Dominical, cultos
e outras oca­siões, bem como a falta de articulação
entre os ministérios. Acreditam ser necessário forta-
lecer a espiritualidade do grupo.

SUPORTE DA SEDE REGIONAL


45 menções

As igrejas e líderes gostariam de contar com


maior apoio e assessorias por parte da Sede Regio-
nal, espe­cial­mente em assuntos administrativos, tais
como: engenheiros para reformas, arquitetos para
novas construções, orientações jurídicas e contá-
beis, cursos para evangelismo e ação social etc. Há
também um desejo de maior aproximação com as
pessoas que se dedicam profissionalmente na Sede
Regional, para disseminação de informações.

MINISTÉRIO PASTORAL
40 menções
A vontade das igrejas aponta para ter mais pas­
tores de tempo integral, que dediquem mais tempo à
comunidade, visitem mais os mem­bros e que dêem
continuidade ao trabalho, apesar da itinerância. Uma
preocupação é a elevada ocorrência de pregações

26 Programa Puxando as Redes


academicistas, que não motivam para a missão e
a pouca realização de ‘apelos’, tanto para pessoas
aceitarem a Jesus quanto para a renovação de votos.
As mudanças constantes causadas pela itine­rância, às
vezes em desacordo com a vontade da Igreja Local,
também são citadas como fatores de desânimo. Levan­
ta-se a necessidade de maior preparo admi­nistrativo
e prático para os pastores e pastoras, sendo objeto
de preocupação para alguns o tipo de formação te-
ológica que atualmente recebem.

ESPAÇO FÍSICO E INFRA-ESTRUTURA


39 menções

As necessidades apontadas nesse item incluem


refor­mas, ampliações de templos, instalações e
pré­dios. Tam­bém se destacam intenções de novas
cons­truções, aquisições de terrenos e residências
pastorais. Em todos os casos, a preocupação passa,
ou pela vontade de crescer e expandir a presença
da Igreja, ou melhorar as condições em que se en-
contra a comu­nidade que ali se reúne.

Os demais itens (AÇÃO SOCIAL - 21 menções;


COMUNICAÇÃO - 21 menções; IDENTIDADE METO­
DISTA - 21 menções; e RECURSOS FINANCEIROS
- 20 menções), surgem como preocupações impor-
tantes, todavia o número de citações parece indicar
que podem ser considerados mais como sintomas do
que causas de alguns problemas. As vezes em que
são citados apontam sempre para a necessidade de
serem melhor e mais contemplados por uma ação
integrada por parte da Igreja.

Orientações para o planejamento estratégico missionário 27


Há de se fazer destaque aqui para o fato que uma
grande parte das igrejas demonstra a necessidade de
forta­le­cimento da Identidade Metodista, um posicio­
namento mais firme da Igreja perante a sociedade e
de um envolvimento maior em atividades que promo-
vam a prática da cidadania.

28 Programa Puxando as Redes


Segunda parte
Planejamento estratégico
missionário da Igreja Local

Introdução

“Chegou o momento especial de colocar o sonho


em ação. Temos certeza de que você tem um sonho
para sua igreja. A Bíblia conta a história de muitos
servos de Deus que acreditaram no sonho de Deus
para o seu povo e agiram. Noé acreditou na constru-
ção de uma nova sociedade, abolindo a injustiça e a
maldade e para isto construiu a arca. Josué acreditou
que Deus daria a vitória ao povo na tomada da cidade
de Jericó e cumpriu as instruções dadas por Deus.
Débora profetizou a vitória do povo de Israel sobre os
cananeus, mas pagou o preço de ir junto ao campo
de batalha.
Seu sonho poderá se tornar uma realidade atra-
vés do planejamento estratégico. Nosso convite é
para que este momento seja um momento partici-
pativo, inclusivo e de comunhão. Listamos alguns
conceitos, exemplificamos cada um destes e convi-
damos sua igreja a seguir os passos elencados para
a montagem do Planejamento Estratégico de sua
igreja local, depois é o momento especial de “puxar
as redes”.”

Orientações para o planejamento estratégico missionário 29


Comunidade Missionária a
Serviço do Povo – Espalhando
a Santidade Bíblica

Temas Bienais:
2002 – 2003: Testemunhar a vitalidade do evangelho
2004 – 2005: Testemunhar o ardor da missão
2006 – 2007: Testemunhar a alegria e a esperança do
serviço

Modelo de Planejamento
para a Igreja Local

Para a montagem do que chamamos de “Plane­


jamento Estratégico” para a igreja local, necessita-se,
inicialmente, uniformizar alguns conceitos básicos:

1. Plano

É um documento formal que consolida as infor­


mações, atividades e decisões que surgiram do Plane­
jamento da igreja local.

2. Planejamento

É a identificação, análise, estruturação e coor­


denação de missão, propósitos, objetivos, desafios,
metas, estratégias, políticas, programas, projetos e
atividades, bem como expectativas, crenças, compor­
tamentos e atitudes, a fim de se alavancar de modo
mais eficiente, eficaz e efetivo o máximo desenvolvi­
mento possível, com a melhor concentração de es-
forços e recursos.

30 Programa Puxando as Redes


3. Visão

É um macro objetivo, não quantificável, de longo


prazo. É um misto de sonho, utopia, idealizações e
desejos de uma pessoa ou de um grupo para servir
de linha mestra para que os que dela venham a
partici­par, tenham um ponto de convergência. A Visão
é composta por um conjunto de elementos, a saber:
Missão, Objetivos e Valores.

4. Missão

É a maneira pela qual a igreja exerce sua função,


ou seja, o que ela é hoje e o que deseja ser no futuro,
a partir de agora. A missão é diretiva e não limitadora
e indica onde concentrar os recursos, procurar por
novas oportunidades e construir o sucesso.
Deve-se interligar a definição de missão com as
estratégias e táticas por meio de um conjunto de
objetivos que sejam, ao mesmo tempo, específicos e
desafiadores. Quando se tem uma missão definida, os
objetivos gerais e específicos fluem a partir dela.

5. Objetivos

Determinam o rumo a ser seguido pela igreja, pois


identificam o que se deseja realizar; podem ser atem-
porais e indicam grandezas, sem quantificação.

6. Valores

São as convicções claras e fundamentais que a


igreja defende e adota como guia de gestão. Trata-se

Orientações para o planejamento estratégico missionário 31


de um conjunto de doutrinas, credos, padrões éticos
e princípios que orienta as ações da igreja ao longo
do tempo e independe das metas, dos objetivos e
das estratégias por ela adotada.

7. Metas

Corresponde aos passos ou etapas perfeitamente


delimitados, realizados para o alcance dos objetivos.
São fragmentos dos desafios e sua utilização permite
melhor distribuição de responsabilidades e também
melhor controle dos resultados.

Para que possamos resgatar o Plano Nacional da


Igreja Metodista e possibilitarmos um alinha­mento
das ações da igreja local a este plano, temos:

Definições Estratégicas já desenvolvidas:

I – Referenciais do Plano Nacional


Visão do Mundo
“Estamos em uma Igreja que quer ser missio-
nária. Para exercermos esse papel, temos que ter
muita cons­ciência do que se passa a nosso redor. É
possível que muitas vezes sejamos aprisionados pela
confusão mental criada pelo mundo da globalização
e, pensando estar a serviço de Deus, estejamos ser-
vindo ao reino dos po­deres deste mundo. Isto para
nós é um alerta”1 .
O momento em que vivemos está profundamente
permeado pelas forças do mercado, em especial, o

1. Ver texto da Análise de Conjuntura de Luiz Eduardo Prates da


Silva, apresentado na Consulta Missionária.

32 Programa Puxando as Redes


mercado globalizado. O individualismo justifica a indi-
ferença. A busca do lucro a qualquer preço passa a ser
parte fundamental da ideologia dos grupos religio­sos
de “sucesso”. A exclusão social das multidões, sem
acesso ao mercado, ao lado da valorização do sucesso
pessoal de quem sabe competir ou gozar as vantagens
do oportunismo, agravam a violência social.
O povo no Brasil vive as agruras de uma socie­
dade injusta e desumana. Entramos no século XXI
com a perversa hegemonização dos processos de
globa­lização que, no caso brasileiro e latino-ameri-
cano, aprofundam nossa dependência e põem em
xeque nossas identidades culturais. O lado perverso
desse processo tecnológico-econômico é a brutal ex-
clusão social. Em nosso país, os excluídos contam em
dezenas de milhões. São mais que miseráveis. São
não-cidadãos que sequer contam nos processos de
organização social. Escuta-se em toda parte o clamor
desse sofrimento2.
Ainda que haja esforços por parte do governo, a
degeneração das instituições políticas fez com que a
saúde ficasse doente, a educação sem escola, o traba­
lho sem emprego, a habitação sem moradia e o povo
sem esperança. Tudo isso fez com que a religião se
tornasse o refúgio do povo. Essa situação favorece o
despontar de movimentos, os mais diversos, no seio
da Igreja e da Sociedade. O religioso virou produto
do mercado, pois a lógica que nos move é a do con-
sumo. Líderes religiosos de toda ordem abusam do
mes­sianismo, da magia, do misticismo extremado,
afetando mesmo a verdadeira natureza da Igreja e o

2. Ver texto da Análise de Conjuntura, de Luiz Eduardo Prates


da Silva, apresentado na Consulta Missionária.

Orientações para o planejamento estratégico missionário 33


sentido da fé. A sociedade contemporânea parece ter
se incom­patibilizado com o caminho da cruz. Prolife-
ram “igrejas supermercados”, nas quais as pessoas
entram, apa­nham o produto de que necessitam, pa-
gam e vão embora; ou, “igrejas rodoviárias”, em que
muitos chegam, e outros tantos saem, desaparecendo
assim o sentido de comunidade de fé.

II. A Base de Nossa Fé

Visão: “O Reino de Deus é o alvo do Deus Trino


e significa o surgimento do novo mundo, da nova
vida, do perfeito amor, da justiça plena, da autêntica
liberdade e da completa paz”3 .
São elementos decisivos de nossa confissão de fé:
A experiência pessoal com Cristo é fundamental
para a vida cristã pessoal e comunitária.
A base da fé e da prática do Metodismo é a Bí-
blia. Nós, metodistas, aceitamos completa e totalmen-
te as doutrinas fundamentais da fé cristã, enunciadas
nos Credos promulgados pelos Concílios da Igreja dos
quatro primeiros séculos da Era Cristã, e sintetizados
nos 25 Artigos de Religião do Metodismo Histórico.
O metodista junta, em uma unidade disciplina-
da, a piedade religiosa e a prática concreta da mise­
ricórdia. A presença e o poder do Espírito Santo são
funda­mentais para a vida da comunidade da fé, para
a vida de piedade pessoal e para os frutos do amor
que se expressam nas obras de misericórdia.
A graça divina é fundamental em toda revelação.
O Metodismo enfatiza a experiência e a vivência na

3. Plano Quadrienal da Igreja Metodista, 1979-1982, p.36

34 Programa Puxando as Redes


graça por meio da fé receptiva. Graça preveniente,
graça justificadora e graça santificadora, pessoal e
comunitária.

III. Nossa Identidade

Missão: A Igreja Metodista define a missão como


sendo “A Missão de Deus”. Ela consiste em “estabe-
lecer o seu Reino.”
A Igreja Metodista reconhece e enfatiza o fato de
que todo o povo de Deus é chamado a desempenhar
os ministérios por meio dos dons concedidos pelo
Espírito, junto das pessoas e da sociedade (mundo).
É a grande ênfase da presença indispensável do
“laicato” como parte integrante da Igreja e de sua
expressão missionária.
O compromisso com a Educação Cristã como um
processo dinâmico para a transformação, libertação
e capacitação da pessoa e da comunidade.
Compromisso com o bem-estar total da socieda-
de, procurando conhecer o modo como organizações
e instituições se articulam, e disposição para afetar
as causas de seus problemas. Esse compromisso, que
surge com a experiência pessoal de salvação, é uma
viva expressão da santificação.
O sistema conexional é característica básica e
funda­mental para a existência do Metodismo, tanto
como movimento espiritual quanto como instituição
ecle­siástica.
Nosso sistema conexional afirma que há uma só
Igreja, que é o Corpo de Cristo, comprometida com
a sinalização do Reino de Deus no mundo, a qual
não se esgota na igreja local, mas se expressa na

Orientações para o planejamento estratégico missionário 35


mutualidade dos dons e serviço do povo chamado
metodista, em todo o Brasil, e em todo o mundo.
O ministério pastoral é essencial à vida da Igreja.
Ele foi instituído pelos apóstolos como um modo de
dar forma e unidade à Igreja, para que todo serviço
refletisse o próprio ministério de Cristo. O ministério
pastoral da Igreja Metodista organiza-se na orde-
nação de pastores/pastoras e constituição da Ordem
Presbiteral.
Afirmamos a importância de um sistema de go-
verno episcopal, no qual os bispos e bispas exercem
por seu ministério pastoral, em comunhão com a Or-
dem Presbi­­t eral, a supervisão sobre a Igreja e seus
diferentes ministérios, garantindo que as decisões
conciliares sejam executadas, e os dons e ministérios
sejam desafiados a frutificar no mundo, para o efetivo
exercício da missão.
A igreja local é definida em nossos documentos
como sendo a unidade básica do sistema metodista.
Isso significa que todo Plano deve voltar-se para ela
e que todos os níveis de Plano devem estar integra-
dos a essa base.

Objetivos

1. Igreja Nacional: “Promover/fortalecer a dou-


trina, identidade e ação missionária”.
2. Igreja Local: “Fortalecer e promover a ação
da igreja local junto à comunidade”.

36 Programa Puxando as Redes


Definições Estratégicas a serem
desenvolvidas pela igreja local

Diagnóstico da igreja local

Vide Anexo 1 (todos os anexos estarão, de forma


seqüencial, no final do manual)
1. Definição do tipo de estrutura para o funcio­
namento da igreja
Descrever aqui a atual estrutura da sua igreja.
Relacionar e descrever as principais funções dos
minis­térios, grupos societários, projetos, etc. que
atualmente estão atuantes em sua igreja local.

Vide Anexo 2
2. Avaliação das potencialidades

a ) A nálise do ambiente externo da igreja .


Neste aspecto, procura-se avaliar o crescimento
da igreja local nos últimos anos e que média ela tem
mantido de freqüência de pessoas nos cultos regula-
res e progra­mações.
Considerando que o público-alvo primário da
igreja são os habitantes do bairro ou da cidade que
nunca ouviram falar de Jesus, é necessário avaliar
o potencial de crescimento da igreja para otimizar
a participação dela no alcance da população. Exem-
plos de perguntas que devem ser respondidas nesse
tópico: o bairro onde minha igreja está inserida tem
predo­minância de residências, indústrias ou há mui-
to comér­cio em volta? Meu bairro é tradicional com
maioria composta de idosos?

Orientações para o planejamento estratégico missionário 37


A forma e o conteúdo que for oferecido pela igreja
definem o tipo de público que a igreja pode alcançar.
Perguntas que se encaixam nesse contexto: a freqüên-
cia nos cultos e trabalhos regulares tem sido mais de
homens, mulheres, mocidade ou crianças? Qual o perfil
das pessoas que estão assistindo os cultos: empresá-
rios, profissionais liberais, assalariados, aposentados,
desem­pregados? Seguindo o raciocínio acima temos:
que tipo de perfil de pessoas há mais próximo de
nossa igreja?
Aqui também devemos considerar se há outras
igrejas evangélicas próximas à sua comunidade.
Pergun­tas do tipo: há congregações, pontos missio­
nários, igrejas de outras denominações perto de minha
comu­nidade? Se sim, quais e quantas são? Que tipo
de perfil de pessoas freqüentam esses trabalhos?

b ) A nálise do ambiente interno da igreja


Nesse aspecto busca-se entender qual a visão
da igreja sobre ela mesma. Pode ocorrer das pessoas
terem uma visão da igreja como uma prestadora de
serviços. Logo, podem existir muitos projetos sociais.
E esta atuação pode fazer com que a igreja, ao criar
uma aproximação com o seu público-alvo, não esteja
me­xendo realmente com o ponto central da vida de
uma pessoa, que é seu relacionamento com Deus.
Perguntas que se encaixam nesse contexto: quantos
novos membros nos últimos anos vieram de nossa
prestação de serviço? Quantos pontos missionários
a igreja tem? Há estudos bíblicos sendo realizados
regularmente fora do templo? Qual o crescimento nu-
mérico de membros e alunos matriculados na Escola
Dominical nos últimos anos?

38 Programa Puxando as Redes


Aqui também há de se explorar outro aspecto:
a idade espiritual da igreja. Uma comunidade com
50 anos de existência às vezes pode ser um bebê
espiritual. Isto ocorre porque os membros antigos
tenham morrido ou saído ou até porque a maioria
dos membros parou no tempo. Pergunta: quantos
membros minha igreja tem que se sentem aptos a se-
rem professores da Escola Dominical, liderar estudos
bíblicos ou dar suporte a um ponto missionário?
Outro aspecto importante: a habilidade dos mem­
bros em gerar crises. Pergunta: nos últimos anos,
por quan­tas crises nossa igreja passou? Avaliar aqui
a capa­cida­de dos membros atuais em desenvolver
rela­cio­­namentos profundos e duradores em seu meio,
para que se criem oportunidades de relacionamento
entre os crentes e não-crentes.
Vide Anexo 3
c ) P ontos fortes da igreja
Aqui é importante ressaltar os aspectos mais mar­
cantes de sua igreja local. Perguntas do tipo: no que
somos fortes? O que sabemos fazer de melhor: evange­
lização ou ação social ou o quê? Aspectos sobre horá-
rios dos trabalhos, localização da igreja, acomodações
e espaço físico, residência pastoral, estacionamento
próprio ou próximos a igreja, nível de arrecadação,
freqüência nos trabalhos, grupos societários, reuniões
de oração/discipulado/estudos bíblicos, quantidade de
escolas dominicais e/ou pontos missionários, coral,
ministérios, grupos de louvor, projetos desenvolvidos
etc devem ser relacionados quando for destacado algo
que os membros considerem ponto de destaque, que
faz a diferença na vida da sua igreja.

Orientações para o planejamento estratégico missionário 39


d ) P ontos fracos da igreja
Aqui se destacam os pontos onde a igreja não
está bem. Essa é uma reflexão difícil e deve ser feita
com muita calma, para que não seja listado item que
faça menção às/aos pastores/as. Deve-se lembrar
que aqui são desta­cados itens que realmente foram
comentados por visitantes ou por membros atuantes
na igreja. Como exemplo pode ser destacado: pasto-
res/as de tempo parcial, acomodações e espaço físico,
localização da igreja, falta de estacionamento para
carros, berçário, capa­citação dos professores e dos
ministérios, falta de utilização de material metodista,
visitação, ausência de ponto missionário etc.
Planos de Ação
Uma vez realizado o diagnóstico da igreja local
(estrutura atual, pontos fortes e fracos, análise do
ambiente externo e interno) e entendendo a visão,
missão e os objetivos estratégicos vindos da área
nacional da Igreja Metodista, finalmente chegou a
hora de formular os planos. Com tanta informação
coletada passaremos a delinear os planos para que
a igreja continue a se desenvolver. Esta é uma etapa
empol­gante, porém exige muita objetividade, pois
caso contrário teremos apenas uma lista de “ativi-
dades da igreja” – o que não é o caso!
Aqui serão descritos os projetos para a igreja lo-
cal, a partir das maiores necessidades detectadas. Por
exemplo: ao se verificar, na análise de potencialidades,
na parte referente aos pontos fracos, que há necessida­
de de realizar ações na área de discipulado, teremos:

40 Programa Puxando as Redes


Projeto 1- Discipulado - Objetivo geral: Levar os
membros a aprofundar o relacio­namento com Deus,
tornando-os verdadeiros discípulos de Jesus e forta-
lecendo a base espiritual da igreja para o desenvol-
vimento dos demais projetos.
Iremos relacionar aqui, a título de ilustração,
mais alguns projetos:
Projeto 2 - Ministérios e Dons Espirituais – Obje-
tivo geral: Ministrar a todos os membros sobre dons
espirituais, levando-os a exercê-los, nos ministérios
que a igreja está desenvolvendo.
Projeto 3 - Ensino Bíblico e Treinamento – Objetivo
geral: Desenvolver um sistema de ensino bíblico gradual
e seqüencial na igreja utilizando a Escola Dominical e
Estudos Bíblicos Seriados (durante a semana).
Projeto 4 - Oração – Objetivo geral: Levar a
igreja a orar mais.
Projeto 5 - Visitação – Objetivo geral: Levar a
igreja a visitar membros, membros afastados, doentes
e visitantes.
Projeto 6 - Evangelização – Objetivo geral: De-
senvolver formas alternativas de evange­lização. Es-
timular o testemunho pessoal, os grupos de estudo
bíblicos com não-crentes etc.
Projeto 7 - Ação Social – Objetivo geral: Desen-
volver formas alternativas de evangeli­zação por meio
de iniciativas pessoais. Engajamento da Igreja em
projetos promovidos por ONG’s ou pelo Estado.
Projeto 8 - Famílias – Objetivo geral: Desenvol-
ver apoio e fortalecimento das famílias, envol­vendo
casais, crianças, adolescentes e jovens, a fim de
trabalhar para o amadurecimento espiritual.
Projeto 9 - Missões – Objetivo geral: Criar bases
para o surgimento de uma igreja missio­nária, que

Orientações para o planejamento estratégico missionário 41


tenha paixão pelas almas, que trabalhe e ore pela
salvação do mundo.
Projeto 10 - Louvor e Adoração – Objetivo geral:
Dinamizar os atos de culto.
Projeto 11- Crescimento Numérico – Objetivo
geral: Criar condições de crescimento nu­mé­rico da
comunidade, com ações específicas voltadas para as
crianças, mocidade e adultos.
Projeto 12 - Crescimento na Arrecadação – Obje-
tivo geral: Levar os membros a exercer plenamente
sua mordomia cristã. Promover campanhas para
conscientização da prática de se dar o dízimo.

Com base nesses exemplos, preencha o Anexo


4, relacionando os principais projetos para sua igreja
local. Lembre-se que os projetos devem estar cum-
prindo a MISSÃO da igreja. Para esclarecer ainda
mais, tenha em mente que na hora de definir um
objetivo, deve-se focalizar uma área ou projeto es-
pecífico da igreja, relacionando sempre esse objetivo
com a missão da sua igreja local. Verifique se o ob-
jetivo definido atende alguma neces­sidade específica
da igreja. Imagine de forma prática o objetivo esta-
belecido e como este poderá ser atingido por meio
de atividades. Lembre-se que um Objetivo é algo
geral e desafiador, Estratégia é a forma pela qual o
objetivo será atingido e Meta é um alvo mensurável
para alcançar esse objetivo.
Preencher o Anexo 5, onde teremos um cruza­
mento dos objetivos, estratégias e metas por projeto
relacionado no anexo 4.
Exemplos: Projeto Louvor e Adoração – Obje­tivo
geral: Dinamizar os atos de culto. Obje­tivos espe-

42 Programa Puxando as Redes


cíficos: aprimorar o amadurecimento espiritual de
cada grupo musical da igreja. Levar cada crente a
entender o verdadeiro sentido do louvor. Estra­tégias:
Integrar o maior número possível de novos crentes
nos grupos musicais da igreja. Continuar incen­tivando
o estudo de instrumentos que possibilitem a forma-
ção de novos grupos. Ministrar estudos sobre louvor
e adoração. Metas: Dinamizar a bandinha infantil.
Organizar um conjunto coral masculino. Restabelecer
o conjunto de louvor da mocidade.

Projeto Ensino Bíblico e Treinamento – Objetivo


geral: Desenvolver um sistema de ensino bíblico gra-
dual na igreja utilizando a Escola Dominical e Estudos
Bíblicos Seriados (durante a semana).
Objetivos específicos: Treinar e reciclar líderes
para a área de Educação Cristã. Implantar um novo
modelo de trabalho com as crianças. Implementar
e desenvolver o processo de discipulado e ensino.
Estratégias: Implan­tar o ministério do discipulado.
Ministrar cursos espe­cíficos de treinamento para o
culto infantil. Amplia­r o número de grupos de treina-
mento de líderes e discipu­ladores. Metas: Aumentar
em 10% o número de matri­cu­lados na Escola Bíblica
Dominical e em 30% a presença. Ativar e dinamizar
a videoteca e biblioteca da igreja. Realizar três cur-
sos de treinamento abertos, atingindo 150 pessoas.
Realizar dois seminários temá­ticos de treinamento,
atingindo 100 pessoas.

Para que se tenha um resumo dos projetos e


seus objetivos a fim de ser apresentado a igreja local
e a todos os seus membros, é interessante preencher

Orientações para o planejamento estratégico missionário 43


o Anexo 6, onde teremos um resumo de objetivos,
estratégias e metas da igreja.
Veja esse exemplo:
Objetivos:
• Conscientizar a igreja sobre o que é evan­
gelização e a necessidade de realiza-la para o
cumprimento de sua missão.
• Desenvolver a visão missionária na igreja.
• Treinar e reciclar líderes para a igreja.
• Implementar e desenvolver o processo de disci­
pulado e ensino.
• Levar cada crente a compreender o verdadeiro
sentido de louvor e adoração.
• Levar cada crente a entender a necessidade
e o poder da oração na sua vida e na vida
de sua igreja.
• Fortalecer os valores da família e o relacio­
namento conjugal.
• Levar cada membro da igreja a ter comunhão
no corpo de Cristo.
• Levar cada membro a ser dizimista.

Estratégias:
• Otimizar o programa de adoção do novo con­
vertido.
• Desenvolver um programa de adoção de missio­
nários pelas famílias.
• Implantar o ministério do discipulado.
• Ministrar cursos específicos de treinamento.
• Integrar o maior número possível de novos
crentes nos grupos musicais da igreja.
• Desafiar as famílias para a realização do culto
doméstico.

44 Programa Puxando as Redes


Metas:
• Alcançar um crescimento anual da igreja de 10%.
• Batizar 30% dos decididos.
• Sustentar 40 missionários nos próximos 5 anos.
• Enviar 2 missionários da igreja nos próximos
5 anos.
• Aumentar anualmente em 10% o número de
alunos matriculados na Escola Bíblica Dominical
e em 30% a presença nos próximos 5 anos.
• Treinar 100 pessoas para a liderança em 5 anos.
• Promover semanalmente reunião de oração na
igreja.
• Realizar um encontro trimestral com as famílias.
• Envolver 100% da igreja no processo de
discipu­lado em quatro anos.
Gerenciamento, estruturação e orçamento
Há necessidade de gerenciamento de todos os
projetos e suas respectivas metas. Nesse instante são
acionados os ministérios de sua igreja que estarão
fazendo a implantação do Planejamento Estratégico.
Uma vez que foram relacionados todos os projetos,
seus objetivos e suas metas, o que falta são os mi-
nistérios responsáveis pelo cumprimento das ações
e relacionar quais os projetos que serão priorizados,
num primeiro momento. Logo, há necessidade de
estruturar as ações, pois, caso contrário, teremos
uma série de conflitos entre datas e de recursos
financeiros, fazendo com que as pessoas gastem
suas energias em disputar priori­dades, o que acaba
por gerar um desgaste enorme e o não cumprimento
dos alvos estipulados. A falta de respon­sáveis e de
projetos prioritários, aliada à falta de planejamento
financeiro, pode fazer com que todos queiram de-
senvolver suas idéias ao mesmo tempo, provocando

Orientações para o planejamento estratégico missionário 45


um estouro no orçamento da igreja, con­flitos entre
datas, desgaste físico e mental nas pessoas, e uma
má qualidade nos trabalhos desenvolvidos. Com o
crescimento da igreja e do número de ministérios, é
preciso definir com regras claras a forma de geren­
ciamento e tomada de decisão: que tipo de decisões
cada ministério pode tomar, e até onde pode ir, que
limite de gastos cada ministério pode ter. Uma vez
entendido esse tópico vamos preencher o Anexo 7.
Esse anexo representa o que queremos prioritaria-
mente, o que efetivamente iremos fazer para realizar
o que queremos, como vamos fazer o que queremos
realizar, quem é o ministério responsável, quando
iremos começar e quanto tempo vai durar o projeto
ou as ações que estamos tomando.
Destacamos que o acompanhamento sistemático
das atividades é tão crítico quanto o seu lançamento.
Isto nos leva à necessidade de estabelecer alguns
critérios de avaliação do planejamento e tomada de
decisões. Esses critérios certamente levarão os geren­
ciadores do plano à tomada de decisões, para corrigir
os rumos do plano. Os critérios precisam ser estabe­
lecidos antes que o planejamento chegue ao final.
Caso contrário, dificilmente serão estabelecidos depois.
Um plano nunca é inflexível. Partindo do ponto de
vista de que diversos fatores podem alterar seu curso,
princi­palmente os novos fatos que surgem a cada dia,
ele é passível de mudanças. Assim, para que a igreja
tenha condições de fazer as devidas correções em seu
plane­jamento, a partir de avaliações concretas, pode-
se estabelecer os seguintes critérios:
Realização de uma avaliação anual, para ava-
liar em profundidade todo o andamento do plane­
jamento, época em que serão decididas eventuais

46 Programa Puxando as Redes


correções de rumo e estratégias;
Realização de reuniões semestrais e trimestrais
de avaliação e desenvolvimento das várias etapas do
plano;
Avaliação dos índices de crescimento da igreja,
comportamento das receitas e despesas, conjugados
com pesquisas entre os membros sobre a aceitação e
credibilidade daquilo que está sendo implementado;
Avaliação do desenvolvimento das áreas de
minis­térios da igreja e a comparação do crescimento
dessas áreas com os investimentos que estão sendo
feitos. Devemos lembrar aqui que a análise de cresci-
mento não pode ser apenas numérica, pois há alguns
ministérios em que o desenvolvimento não pode ser
aferido por núme­ros. Deve existir um critério para
cada área;
Análise da presença da igreja na sociedade e os
resultados práticos de sua atuação na evangelização
e na obra missionária.

Estas são as causas de falhas mais comuns du-


rante a elaboração do planejamento estratégico nas
igrejas. Cuidado com elas:
• Falta de oração;
• Considerar que o planejamento estratégico é
um processo com alto grau de facilidade ou
dificul­dade em seu desenvolvimento;
• Esquecimento de que o planejamento estratégi-
co é um sistema integrado entre ministérios;
• Acreditar que o planejamento estratégico é o
pastor quem deve fazer, ao invés de ser o plane-
jamento da igreja independente do seu pastor;
• Mau gerenciamento das atividades e falhas na
comunicação;

Orientações para o planejamento estratégico missionário 47


• Envolvimento excessivo de poucas pessoas e
do pastor(a);
• Atitudes de negação frente às metas estipula-
das;
• Não interligação do planejamento estratégico com
as atividades ou projetos que estão ocorrendo no
momento;
• Apresentação de excesso (ou falta) de simpli­
cidade, formalidade e flexibilidade;
• Inadequação no estabelecimento do período
de tempo para as metas e atividades;
• Atritos pessoais entre os responsáveis pelas
atividades;
• Falta de participação e envolvimento nos pro-
jetos;
• Descontinuidade das atividades;
• Evitar frases do tipo: “Para que planejar com
esta política governamental que aí está? Plane­
jamento não funciona é coisa do inimigo! Pla­
neja­mento para quê? Não sabemos quem vai
ser nosso(a) pastor(a) no próximo ano!”.
Lembrete: o/a seu/sua pastor/a pode mudar, mas
a igreja permanece e tendo ela um planejamento
bem elaborado e voltado para suas necessidades, o/a
novo/a pastor/a dará seqüência ao mesmo.

Referências bibliográficas
Campanhã, Josué. Planejamento Estratégico. São Paulo: Vida.
Rebouças de Oliveira, Djalma de Pinho. Planejamento
Estratégico. Qual a cidade: Atlas.
WARREN, Rick. Uma Igreja com Propósitos. São Paulo: Vida.

48 Programa Puxando as Redes


Anexo 1

Tipo de estrutura de funcionamento da igreja

Orientações

Ministérios Descrição


Grupos Societários Descrição



Outros (ex.: AMAS, Escola Dominical Descrição
Departamento Primário)

para o planejamento estratégico missionário


49
Anexo 2

50
Análise do Ambiente Interno e Externo da Igreja Local
Análise do Ambiente Externo

FATOR COMENTÁRIOS

População próxima a igreja


Perfil das pessoas vizinhas a igreja
Perfil das pessoas que frequentam a igreja
Outras igrejas evangelicas próximas a igreja

Programa Puxando

as
Redes
Análise do Ambiente Interno

FATOR COMENTÁRIOS

Visão da igreja sobre ela mesma


Força missionária
Crescimento
A idade espiritual da igreja
Habilidade da equipe ministerial
Envolvimento dos membros
Anexo 3

Avaliação das potencialidades

Orientações


Pontos Fortes Descrição







Pontos Fracos Descrição

para o planejamento estratégico missionário


51
52
Anexo 4

Principais Projetos para a igreja local



Missão: A Igreja Metodista define sua missão como sendo “A Missão de Deus”.
Ela consiste em “estabelecer o seu Reino.”

Projetos Objetivos Gerais

Programa Puxando
as
Redes
Anexo 5
Principais Projetos para a igreja local

Orientações
Missão: A Igreja Metodista define sua missão como sendo “A Missão de Deus”.
Ela consiste em “estabelecer o seu Reino.”

Projetos Objetivo Geral Objetivos Específicos Estratégias Metas

para o planejamento estratégico missionário


53
Anexo 6

54
Resumo dos Principais Objetivos, Estratégias e Metas da Igreja Local

Missão: A Igreja Metodista define sua missão como sendo “A Missão de Deus”.
Ela consiste em “estabelecer o seu Reino.”

Objetivos Estratégias Metas

Programa Puxando
as
Redes
Anexo 7
Projetos Prioritários para a igreja local

Orientações
Projetos Prioritários Objetivos Específicos Estratégias Metas Ministérios envolvidos Duração
o que queremos o que faremos como vamos fazer
responsáveis

para o planejamento estratégico missionário


55