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A Doutrina Secreta da Kabbalah – Parte 14

A Ciência Sagrada Kabbalística da Linguagem

O Tetragrammaton e a Ciência Sagrada Hebraica

As Expansões do Tetragrammaton
No curso de nossas investigações, vimos uma curiosa relação numérica entre o
Tetragrammaton e a palavra filho, ben, uma vez que os números 26 e 52 têm
proporção geométrica com importantes implicações teóricas.
Mas há outra área da Kabbalah na qual eles também estão relacionados: refiro-me
às expansões do Tetragrammaton, de acordo com as quatro maneiras de soletrar
as quatro letras que o compõem.
Como já vimos, o valor gemátrico de Ben = 52 é uma da expansões do
Tetragrammaton.
Para resumir esse conceito cosmológico e essa prática importantes podemos dizer
que há quatro expansões do Nome encontradas de acordo com a maneira como
soletramos as letras envolvidas.
Cada uma dessas expansões é identificada por um nome oriundo do número
encontrado:
Ab = 72 (Ayin = 70 e Beit = 2);
Sag = 63 (Samech 60 e Guimel = 3);
Mah = 45 (Mem = 40 e Hei = 5);
Ben = 52 (Beit = 2 e Nun = 50).

Há duas coisas aparentes na lista apresentada: a primeira é que essa quarta


expansão, Ben = 52, não apresenta suas letras componentes na conformação
utilizada nas outras três.
Nela, a unidade precede a dezena, ao contrário das demais.
A segunda, também relacionada com Ben, é que seu número não tem relação com
os outros três, não está na seqüência apropriada e não apresenta nenhum fator
que o relacione com os outros.
Refiro-me especificamente ao fato de os outros três números serem múltiplos de 9,
72 = 9 x 8; 63 = 9 x 7; 45 = 9 x 5.
Uma pista do que isso significaria pode ser encontrada na análise das expansões do
Tetragrammaton feitas por Chayim Vital.
Neste resumo de um aspecto da prática espiritual luriânica, a definição de Ab é
particularmente importante: O Tetragrammaton expandido com Yod's, somando 72
(Ab), motiva a união de Chokhmah Sabedoria (Pai) e Binah — Compreensão (Mãe),
através da Neshamah da Neshamah do santo.
Isso é associado com Chokhmah — Sabedoria.
O Tetragrammaton que soma 63 (Sag) eleva, então, as águas femininas por meio
da Neshamah do santo.
Isso é associado com Binah — Compreensão.
O Tetragrammaton que soma 45 (Mah) motiva a união entre Tiferet — Beleza
(Masculino) e Malkhut — Reino (Feminino) por meio da Ruach do santo.
É associado com Tiferet — Beleza (Ze'ir Anpin).
O Tetragrammaton que soma 52 (Ben) eleva as águas femininas pela Nefesh do
santo.
Isso é associado com Malkhut — Reino (a personificação feminina).
Especialmente significativa a respeito da explicação luriânica das expansões do
Tetragrammaton é sua associação de Ab com a união de Chokhmah e Binah, que
têm uma base numérica de 8 e 9 (números de Binah e Chokhmah quando
enumerados em ordem crescente), e 8 x 9 = 72.
[A expansão do Tetragrammaton Ab = 72 precisa ser distinguida do Nome de 72
letras derivado de Êxodo 14:19-21, três versos com exatamente 72 letras cada um,
que são combinadas em 72 palavras impronunciáveis de três letras.
Esse Nome foi associado por Abulafia e outros com o nome complementar de 42
letras, formado pelas primeiras letras da prece Ana Bekhoach, que, por ser
composta de sete linhas de seis palavras cada, ofereceram-me o entendimento
original que o significado desses Nomes estava contido no processo de
multiplicação.
Discuti esses dois Nomes no capítulo 2 de Renewing the Covenant, pp.57- 62, em
que eles foram também combinados com as sefirot; o Nome de 72 letras com as
mesmas sefirot Chokhmah e Binah que Chayim Vital utilizou.]

Também deve haver alguma associação de Mah com Tiferet, a quinta sefirah em
ordem ascendente (5 x 9 = 45).
Entretanto, a explicação numérica para isso foi certamente perdida.
Trabalhando com esses dois remanescentes de uma explicação original que parece
ter se tornado obscura pelos métodos crípticos e secretos pelos quais alguns
elementos de uma doutrina mística original eram transmitidos, parece que Luria ou
Vital procederam a analogias para definir as restantes.
Assim, Mah representa uma união sexual mais baixa similar à superior de Ab; e Ab
está associado exclusivamente a Chokhmah, assim como Mah com Tiferet.
Uma vez que essas duas expansões foram assim analisadas, Sag e Ben podem ser
facilmente identificadas com a personificação (Partzufim) feminina envolvida nessas
unificações.
O que isso faz é simplesmente equiparar as quatro expansões do Tetragrammaton
com a identificação anterior de suas quatro letras, sem acrescentar nenhuma
inteligência especial dos números gemátricos dessas expansões ou de seus nomes.
Não é necessária tanta complicação numérica para nos dizer que Chokhmah é
identificada com Iud, Binah com Hei, Tiferet (e as outras cinco sefirot do Ze'ir
Anpin) com Vav e Malkhut com o último Hei, o que leva à incongruência de
identificar a expansão Ben com a sefírah da filha, Malkhut.
Entretanto, vimos que uma rede notável de correspondências surge assim que se
assume que os números associados com doutrinas esotéricas sempre têm um som
aritmético ou geométrico, principiando assim uma análise de sua matemática
oculta.
Só é lamentável que os traços de ciência sagrada encontrados entre os elementos
autênticos da tradição judaica deixassem de ser ensinados como disciplina
pedagógica pelos kabbalistas mais recentes e, então, que seus verdadeiros
mistérios fossem mal entendidos ou mesmo perdidos.
Mesmo a Gematria que ela reteve estava voltada preferencialmente a seu aspecto
lingüístico, a associação de palavras aos valores numéricos equivalentes sem
nenhum estudo ou apreciação do significado dessa equação de letras e números.
O significado dos números e nomes ligados às expansões do Tetragrammaton é
passado em silêncio enquanto outras explicações eram destinadas a preencher esse
lapso de entendimento.
Se o que deduzimos anteriormente a respeito dos números 9 e 8 que produzem o
72 da expansão Ab estiver correto, então a mesma identidade com as sefirot deve
acontecer nas expansões Sag e Mah.
Como Ab pode ser identificado pela multiplicação (unificação) de Chokhmah (9) e
Binah (8), assim também Sag com a unificação de Chokhmah (9) e Chesed (7), e
Mah com Chokhmah (9) e Tiferet (5).
Essas três expansões parecem então significar três níveis de sabedoria
(Chokhmah), um assunto ao qual devemos retornar.
Adicionalmente, como o desenvolvimento da sabedoria é um processo mental, e
como a mente está envolvida na meditação, esses três níveis de sabedoria podem
ser entendidos como definições de três níveis ascendentes de desenvolvimento
espiritual que deverão ser atingidos por meio de formas apropriadas de meditação.
Mas, então, o que pensar da expansão Ben, cujas letras-números não contêm uma
multiplicação por 9, o número de Chokhmah, além do que são apresentados em
ordem reversa?
Se as identificações anteriores das três expansões implicam uma ordem ascendente
associada com a ordem normal das letras-números, pode ser que a ordem reversa
destine-se a associar a expansão Ben a um processo de reversão.
Seria Ben, "o filho do mundo vindouro", destinado a reverter o processo espiritual
descendente em um processo de retorno ou Tikkun engajando-se nos outros três
caminhos espirituais indicados pelas outras expansões?
Se pudermos aceitar isso, então Ben deve ser colocado à parte das outras
expansões tanto em forma quanto em significado, que teriam sido estabelecidos
muito antes que as quatro expansões do Tetragrammaton fossem apresentadas.
Afinal, a equação do nome Ben equivalente ao número 52 parece ser bem mais
antiga.

Como sugerido recentemente, a doutrina secreta do filho estava originalmente


associada à equação gemátrica Ben = 52 em relação ao número de semanas
shabáticas do ano solar, um "filho" com quem Deus fez uma Aliança no Sinai,
estando ele apto a contar semanas e assim santificado por meio da observância
ritualística do sinal dessa aliança, o Shabat.
O filho Ben, divinamente adotado no Êxodo que ele podia participar dessa aliança
"Assim disse o Senhor, Israel é meu filho, meu primogênito" (Ex 4:22) , pode,
portanto, representar aquele potencial necessário para a aliança que marca o
princípio do crescimento espiritual de Israel.
Temos de considerar agora como Ab, 72, pode associar-se com o nome Ben, e
parece que é o significado lingüístico que sugere essa ligação, pois se Ben significa
filho, Ab representa Pai.
Apesar de essa afirmação envolver apenas um trocadilho hebraico a respeito da
semelhança de som entre Ayin-Beit (72, a palavra para “nuvem”) e Alef- Beit
(palavra para pai), uma vez que, como vimos, podemos associar o número 72 com
Chokhmah, podemos também associá-lo com a Partzuf identificada com essa
sefirah, Abba (pai).
Além disso, como esse número pode ser entendido corno a unificação de 9 e 8,
podemos identificá-lo como o Yichud (unificação) de Abba (Chokhmah) e Imma
(Binah), que gera o filho Ben.
Assim, os nomes “Ab” e “Bem” podem ser naturalmente associados com o mistério
cósmico supremo, a geração da criança cósmica pelas formas sexualizadas
supernas de Abba e Imma.
Entretanto, esses nomes não se encontram associados de forma independente a
não ser no contexto das quatro expansões do Tetragrammaton.
Mas, quando examinamos essas expansões detalhadamente, apenas uma
apresenta validade natural, Sag.
Quando soletramos Iud, Hei, Vav e Hei, é apenas a inclusão de Iuds e Alefs
inseridas como sons vocálicos que oferece uma pronúncia verdadeira a cada urna
das letras do Tetragrammaton.
As outras três formas de soletrar essas quatro letras são artificiais e parecem ser
motivadas apenas pelos números gemátricos produzidos, e assim parece que
apenas o nome Sag oferece um núcleo em torno do qual as expansões do
Tetragrammaton fazem sentido.
Uma vez que tenha sido observado que a expansão natural do Tetragrammaton,
Sag e Ab que somam 72, envolve multiplicações pelo número 9, percebe-se que
essa expansão usando exclusivamente Yods foi modelada para produzir esse
número.
Assim também uma expansão usando apenas Alefs poderia produzir o 45. que
estaria relacionando Tiferet, a sefirah do filho, a Choklimah, a do pai.
Finalmente, o nome reverso Ben foi produzido usando apenas Hes.
Por causa da distinção marcante entre Ben e as outras três expansões, esse nome
só poderia ser tornado para significar alguma coisa diferente do resto, mais
facilmente o filho humano que tem de reverter direções e engajar-se nas práticas
meditativas que podem levá-lo aos três níveis da divindade representados pelas
três expansões superiores.

Considerando o processo como uma progressão ao longo de vários níveis de


sabedoria, somos defrontados pela propriedade dos nomes das sefirot que se ligam
a Chokhmah nas duas expansões medianas: Tiferet ou Beleza para Mah e Chesed
ou Misericórdia para Sag.
Isso parece nos levar ao longo da mesma progressão, da estética para a ética, que
o filósofo religioso dinamarquês Soren Kierkegaard comentou em seu trabalho
Either/ Or.
Com a ascensão final para Ab, chegamos à união de Abba e Imma, que define o
nível místico da sabedoria.
Mas se Mah, Sag e Ab podem ser identificados como estética, ética e níveis místicos
de sabedoria, então essa identificação deve ir além da associação numérica com as
sefirot, abrangendo também o significado lingüístico trazido por essas letras-
números.
Afinal, não apenas os números devem estar relacionados, mas também as palavras
envolvidas em sua identificação.
Deve haver a tríplice associação de número, forma e som que, como vimos, é o
cerne da ciência sagrada e a medida de sua sabedoria.
O nome para o número 45, Mah, é uma palavra hebraica comum com significado de
"quê".
A questão colocada pela palavra Mah — "Que significado tem isso?" — tem uma
clara relação com o nível estético de sabedoria definido pela multiplicação de
Tiferet-Beleza (5) com Chokhmah-Sabedoria (9), uma vez ser essa uma expressão
de reverência incompreendida que marca a resposta estética que o filósofo grego
do sublime, Longinus, encontrou nos salmos hebraicos.
É a elevação psíquica dessa percepção da beleza sublime na natureza que pode ser
considerada a raiz da qual floresceriam formas mais definidas de experiência
religiosa.
O próximo estágio de tal desenvolvimento religioso será aquele no qual a questão
inicial encontra uma resposta satisfatória, que parece estar contida no nome para
Sag, 63.
Isso pode ser novamente relacionado com uma palavra composta das consoantes
Samech e Guimel, com vogais não consideradas para efeito de contagem.
Nesse caso, a palavra hebraica composta dessas consoantes que parece apropriada
ao nível de sabedoria associado ao número 63 é “sagi” (Samech-Guimel-Iud), com
significado de “grande" e referindo-se ao conceito geral de abundância e expansão.
O notável nesse significado é que outra palavra para grandeza, Gedulah, é um
nome alternativo e mais antigo para a sefirah geralmente chamada de Chesed_
aquela que está na sétima posição ascendente e que, multiplicada por 9 resulta em
63, e cujo nome Sag pode ser relacionado à palavra que representa grande, sagi.
A resposta dada por esse nível elevado de sabedoria à questão "Quê?" parece
revelar que alguma coisa tão admirável só pode ser ainda maior.
Traduzida em tamanho espacial, é essa Gedulah que forma o conceito de Merkabah
do Shi’ur Komah, aquele vasto corpo divino cuja medida é o propósito de um "filho
do mundo vindouro".
À medida que Ben cresce em sabedoria a partir de um questionamento da causa do
Cosmos, Mah, até uma percepção da grandeza de sua fonte, Sag, ele se torna o
“filho do mundo vindouro" que pode alcançar a nuvem, Ab, para alcançar a visão
mística daquela unificação de Abba e Imma, por meio da qual ele foi
espiritualmente renascido.
O mais significativo na seleção das sefirot nas três expansões superiores que
envolvem a multiplicação pelo número 9 é que o processo de Tikkun
deliberadamente exclui o 54 que envolveria a multiplicação da Sefirah de Gevurah,
a sexta na ordem ascendente.
Mas, como mostrará um texto posterior é precisamente a eliminação da qualidade
de Gevurah ou Severidade da natureza divina que Luria entendeu ser o propósito
do Tzimtzum.
Assim, a ascensão de Tiferet para Binah e Chokhmah pelo caminho de Chesed
parece cumprir um propósito de eliminar Gevurah, o que também pode ser
entendido como parte do curso normal do Tikkun.
A retirada do 54 na passagem de 45 para 63 pode ser vista, portanto, como uma
indicação do caminho de retorno pelo lado direito da Arvore, o de Chesed e não o
de Gevurah.
Também, pode-se considerar que a expansão de Gedulah no nível do coração divino
leva precisamente à qualidade de Chesed pela qual essa Sefirah do coração é
conhecida, a qualidade que pode dar uma dimensão ética à questão oferecida por
Sag, que a fonte da criação é tanto grande quanto boa.
Entretanto, muito pouco foi trazido por textos explícitos da tradição kabbalística da
análise dessa complexa rede de implicações numéricas e lingüísticas das quatro
expansões do Tetragrammaton.

Mas o que conseguimos demonstrar neste texto é uma expressiva correspondência


entre números significativos e raízes lingüísticas associados com as letras-números
com as quais são expressas.
Assim, na primeira investigação dedicada à progressão geométrica 13:26::26:52,
havia as claras associações de 26 com o Tetragrammaton, de 52 com a palavra
para filho, Ben, e do 13 com a palavra hebraica “guy” que significa "vale", em clara
analogia ao nome grego Gaia, que se refere à deusa da Terra.
Independentemente de esta última associação ser produto de influência cultural,
uma fonte anterior para ambos é certamente sugestiva.
Mais recentemente, vimos importantes significados emergindo das letras-números
de valor 63, para não falar de palavras não óbvias como Mah e Ben.
O que é ainda mais notável são as correspondências geométricas a essas equações
de números e palavras, no caso da progressão geométrica anteriormente
mencionada com a geometria celestial, envolvendo as grandes órbitas do Sol e da
Lua, e naquele das expansões do Tetragrammaton com a geometria do Diagrama
da Árvore da Vida.
A ciência pode não avalizar tais correspondências ocultas nem explicá-las.
Confrontados por tal conjunto de correspondências significativas, não podemos
fazer mais do que perguntar e responder à questão levantada no modelo oferecido
pelas expansões do Tetragrammaton que novamente revelaria esse mistério.
À questão "Mah?" (Que pode ser explicado?), a única resposta é "Sagi", uma lógica
de tamanha complexidade e poder que não é compreendida desse lado da nuvem
do desconhecido.
Transcender aquela nuvem para uma percepção mística da derradeira unidade na
qual cada um participa é o objetivo de todas as práticas espirituais, e isso é
também o maior objetivo da Kabbalah.
Como mostrou Abulafia:
A Kabbalah (...) é geralmente dividida em duas partes. Uma parte lida com o
conhecimento de Deus pelo método das dez sefirot (...) a outra envolve conhecer
Deus pelo método das 22 letras do alfabeto (...) Indubitavelmente, a primeira
categoria de estudo kabbalístico deve preceder a segunda, mas esta é de maior
importância do que a primeira.
A última era o objetivo da criação da espécie humana, e aquele que a atinge é o
único cujas faculdades mentais atingiram a auto-realização.
É a ele que o Senhor de toda a existência revelou-Se e a quem revelou Seu segredo
(...) Assim, o profundo conhecimento das dez sefirot precede o conhecimento
adicional dos nomes de Deus, e não vice-versa.
Em sua discussão a respeito de práticas espirituais, Abulafía indicou apenas uma
associação de nomes divinos com sefirot que, como mostrei, poderia explicar
melhor o significado espiritual das expansões do Tetragrammaton.
Mas, como Abulafia deixou claro posteriormente, essas práticas só podem ser
usadas por alguém cujo conhecimento da teoria kabbalística já lhe possibilite saber
seus verdadeiros propósitos.
Afinal, a cosmologia contida no modelo da Árvore Sefirótica define uma unificação
do Divino com a qual o homem deve contribuir e compartilhar por meio da prática
espiritual.
Como afirma Abulafia, "são as sefirot que manifestam o segredo da divina
unidade", e é esse segredo que será revelado para aqueles que, por meio de suas
devoções espirituais, alcançaram os "objetivos da criação”.
Esse é o segredo da unificação das formas transcendente e imanente do divino nas
pessoas dos humanos auto-realizados que podem considerar-se “filhos do mundo
vindouro".
O que este texto mostrou até aqui é que o Tetragrammaton é composto de letras-
números que oferecem uma chave única para revelar os mistérios cósmicos,
particularmente aqueles ocultos em suas próprias letras.
Usando essa chave, duas portas diferentes foram destrancadas para oferecer
entradas diferentes para uma dimensão oculta.
Uma dimensão em que a lógica diferente de som, forma e número está integrada
em urna lógica além de nosso poder de entendimento, mas cuja existência é
demonstrada pelas correspondências descobertas entre esses três fatores da
percepção.
É essa capacidade para demonstrar que permite considerar o estudo dessas
correspondências como uma ciência.
Uma vez que essas correspondências são verdadeiramente ocultas, não levando a
uma teoria racionalmente construída, mas a um mistério, ela também pode ser
considerada uma ciência do sagrado, de um reino definido pelo próprio
Tetragrammaton.
Nossa investigação a respeito do poder e do significado misterioso do
Tetragrammaton deve tomar agora uma direção completamente diferente,
revelando facetas novas desse sacratíssimo Nome do Divino, e levando-nos a
retroceder para além dos estágios primordiais da evolução cultural do
homem durante os quais ele desenvolveu a habilidade de contar.
Irá nos levar ao estágio primordial, no qual seu poder de comunicação verbal
consistia exclusivamente de vogais, e a um novo entendimento do significado do
Tetragrammaton e de sua pronúncia.
Essas investigações adicionais lançarão também as fundações para os próximos
textos, no qual estudaremos a relação das vogais com as práticas espirituais.
Assim, nossa exploração dos mistérios do Tetragrammaton está apenas
começando.

Continua