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Eventos espíritas, dicas, tecnologia e macetes

Este não é um artigo, é algo como se fosse uma apostila,


falando de algo que eu costumo conversar com os amigos e
vários me sugerem escrever sobre o assunto, achando que se
faz muito importante falar sobre isto, certos de que ninguém
tem coragem de falar sobre certas coisas como eu costumo
falar. Então vamos lá.

Vários amigos, de diversos lugares do Brasil e até do exterior, me tem


consultado a respeito da realização de eventos espíritas, pois pretendem fazer
alguma coisa nas suas cidades, principalmente naquelas onde os supostos
“donos” do espiritismo local não saem do mesmismo do espiritismo igrejista,
sempre no ritual de sempre, que é aquele onde a pessoa vai ao centro espírita
toda semana, por mera obrigação religiosa, para a mesma coisa, ou seja:
Chega ao centro, encontra logo na entrada, fixada na parede, o famoso aviso
de “O silêncio é uma prece”. Aquele ambiente bem “sagrado”, onde todo
mundo tem que falar baixo, invariavelmente alguém fazendo “psiu” quando
outro resolve falar em tom de voz normal... aí começa a “reunião da noite de
hoje”.
 Pedimos a dona Maria para nos conduzir na prece de abertura.
 Leitura de uma página de um livro.
 Palestra da noite de hoje.
 Aplicação do passe.
 Um copinho de água magnetizada.
Relembremos o ritual católico:
 Rezas iniciais
 Leitura do santo Evangelho.
 Sermão do padre.
 Ofertório.
 Comunhão.
Qualquer semelhança não será mera coincidência.
Alguns centros realizam mediúnica, em espaço de tempo curtíssimo, em tempo
médio de uma hora, sendo que 75% desse tempo é destinado a atender
espíritos “sofredores” e apenas 25% para contatos com espíritos amigos, que
sempre devem ser breves no que têm a dizer, não podendo desenvolver
nenhum tipo de raciocínio, troca de idéias e orientação à casa, “devido ao
adiantar da hora”.
Esta é a rotina da maioria dos centros espíritas.
Quem são os palestrantes da casa?
Dona Laura e seu Francisco. De vez em quando seu Raimundo, lá do outro
centro, vem aqui, fazer uma palestra.
Ninguém agüenta mais escutar dona Laura, seu Francisco e seu Raimundo,
pois todo mundo já sabe, de cor, tudo o que eles vão dizer. Pessoas boas e
dedicadas à doutrina, não restam dúvidas, caridosas e que adoram dar sopa
para pobres, mas sempre as mesmas pessoas.

Alguém quer fazer diferente, na cidade


Pela internet, pela televisão e pelos DVDs alguém toma conhecimento de que
em outras cidades há pessoas e grupos que realizam eventos, muitos deles
maravilhosos e que mexem com as pessoas.
Poxa, seria tão bom se fizéssemos alguma coisa aqui na nossa cidade.
Dê umas dicas aí pra gente, Alamar.
Tá bom, disto eu entendo, e muito.
Durante vários anos realizei muitos eventos, no tempo em que eu vivia em
Belém do Pará, visando dar uma sacudida no movimento espírita local que, em
termos de palestrantes de fora, só convidavam o Divaldo que, desde 1959 todo
ano ia à capital paraense, hospedando-se na casa do Doutor Jonas, até que
fora colocado de castigo, para não ser mais convidado a ir àquele estado,
porque em 1987 teve a audácia de fazer uma palestra falando em Sai Baba e
sugerindo que reduzissem as luzes do prédio recém inaugurado da União
Espírita Paraense, da Travessa Castelo Branco, para um relaxamento.
Além do Divaldo, também era convidado o José Raul Teixeira. Mas sempre
esses dois, falando na União Espírita Paraense.
Por conhecer outros grandes nomes, em outros estados, já que eu sempre
viajei, resolvi tomar a iniciativa de mudar isto e levar a Belém, também, outros
expositores, além dos admiráveis e queridos Divaldo e Raul.
Nomes que agradaram muito ao público paraense: Jorge Andréa, Clóvis
Nunes, Djalma Argollo, José Medrado, Eduardo Guimarães, Ariston Santana
Telles, o Padre francês François Brune e outros.
Alguns desses falaram no prédio da União Espírita Paraense, mas outros eu
levei para ambiente neutro, o CENTUR, então centro de convenções da cidade,
para facilitar acesso ao grande público, em ambiente mais confortável, como foi
o caso do seminário com o Padre François Brune e Clóvis Nunes, também o
seminário do Dr. Jorge Andréa também com Clóvis Nunes.
Mas teve, também, o caso do Estêvão Camolesi, que fora proibido de ir ao
Pará, por causa do “ouvi dizer” que alguns valorizam muito e eu,
teimosamente, o levei para falar por três dias no Ginásio de Esportes Jarbas
Passarinho, com públicos de 4.000 pessoas na sexta, 5.000 no sábado e 6.000
no domingo, devido a ampla cobertura por toda a grande imprensa local,
principalmente a TV Liberal, afiliada da Globo.
Detalhe: Todos os palestrantes que eu levei à Belém tiveram as despesas
bancadas por mim, principalmente passagens aéreas, hospedagens e tudo.
Já nos últimos momentos tivemos alguns jantares oferecidos em casa de
alguns amigos e a hospedagem oferecida pelo ilustre comendador Joaquim
Marques dos Reis, português, dono do Hotel Equatorial, que aliviou bem as
minhas despesas.
Mas eu era aquele cara que contatava com o expositor, comprava a passagem
dele, ia buscá-lo no aeroporto, levava para o hotel, instalava o sistema de som
do auditório, ia pegar no hotel, cuidava da filmagem do evento, levava para
comer alguma coisa, levava de novo para o hotel, levava novamente para o
aeroporto... enfim, era um sufoco.
Por causa disto obtive o título de “obsediado” e realizador de “movimento
paralelo”, pois recusava-me a ser fantoche.
Mas deixemos o passado pra lá e vamos em frente.

Realizando eventos atualmente


Se você pretende realizar algum evento espírita na sua cidade, passo algumas
dicas para o seu conhecimento, nesta mini apostila.

Cuidado com o chamado espiritismo oficial

Não sei se este é o melhor nome, mas me refiro àqueles grupos que se acham
donos do espiritismo na região, como se fosse a Arquidiocese Espírita da
cidade. Aqueles que se acham no direito de vetar palestrantes, proibir livros e
impor que todos os trabalhadores locais se conduzam conforme os seus
sistemas de censuras, boicotes, proibições, sabotagens e até difamação de
expositores.
A primeira coisa que tem que fazer é não se vincular a gente que faz isto, posto
que, apesar de se dizerem certinhos, em termos de espiritismo, cometem
esses atos que são de elevado nível de imoralidade, uma verdadeira vergonha
para quem se diz espírita.
Parta sempre do princípio que as pessoas têm o direito e a liberdade de
escutarem quem elas quiserem, ler o livro que quiserem, sem que ninguém as
manipulem por controle remoto. Cercear esse direito é praticar censura, punir
as pessoas que desobedecem essas ordens é praticar inquisição.
Quando digo para que você não proíba palestrantes e livros, não quero dizer
que necessariamente você tenha que concordar com cem por cento do que diz
ou escreve os mesmos. Não é nada disto, é apenas para que não cometa
a canalhice de praticar qualquer tipo de inquisição ou“índex librorum
prohibitorum”, conforme é feito por muitos no meio espírita, imitando os mais
degradantes exemplos da igreja católica. A inteligência dos outros merece
respeito.
Vincule-se sempre às pessoas sensatas, racionais e que não praticam esse
tipo de imoralidade “espírita”.

Realize eventos para o grande público

É importante saber estabelecer a diferença entre evento para o público espírita


e evento para o grande público.
Um evento para o público em geral exige um tipo de linguagem, já para o
público espírita é outra. Mesmo para o público espírita é importante distinguir
se é público espírita em geral, incluindo aquele que é apenas freqüentador de
centro e aquele destinado a trabalhadores de centros espíritas, ou seja, aquele
que está ali o tempo todo na rotina do centro.
No evento para o grande público é fundamental falar dos valores comuns
defendidos pelo espiritismo e pelas religiões tradicionais e mostrar o mesmo
Jesus, obviamente dentro da visão espírita, para que eles percebam. Evitar
ficar falando em questão número tal de O Livro dos Espíritos, já que eles não
sabem que livro é este, ainda mais sobre as questões. Deve falar da questão
em si, sim, como pergunta de Kardec aos Espíritos, mas não ficar focando em
número da questão.
Já um evento para um público espírita, vale falar de coisas que podem ser mais
facilmente entendidas por quem já é espírita.
Para os trabalhadores é fundamental falar, inclusive, dos problemas do
movimento espírita para que todos fiquem cientes a fim de lutar para evitar que
eles persistam.
O ideal é sempre fazer eventos voltados para o grande público.

Onde realizar os eventos

Se você vai fazer um evento para o grande público, sempre que possível evite
realizá-lo no centro espírita, local onde todo mundo da cidade sabe que é casa
espírita, por causa das restrições e preconceitos que muita gente tem em
entrar em centro espírita, principalmente por motivos religiosos.
Escolha sempre um ambiente neutro. Eu fiz muito isto, em Belém, e por este
motivo tive vários católicos e evangélicos assistindo, que gerou inúmeras
amizades que conservo até hoje. Muitos viraram espíritas, outros permanecem
nas suas religiões, mas mantém respeito pela doutrina. Há também os que
ficaram espíritas, se decepcionaram com comportamentos de alguns dirigentes
de centros, retornaram às suas religiões de origem, mas mantém respeito pelo
Espiritismo.
Só este detalhe dos que ficaram espíritas e retornaram às suas religiões
justificaria um artigo meu. Ou melhor, um artigo enorme. Não é por acaso e
nem sem motivo algum que eu falo tanto sobre este movimento espírita.

O convite ao expositor espírita. A passagem aérea.

Este detalhe aqui é importante demais.


Algumas pessoas têm vontade de levar um determinado expositor espírita à
sua cidade, mas se vêem diante de algumas dificuldades e a maior delas é a
passagem aérea, já que o país é grande demais e o deslocamento por avião se
torna indispensável na maioria dos casos.
O que geralmente acontece é que quando alguém desperta na vontade de
convidar um determinado expositor, já pensa em levar logo este mês ou no
mês seguinte.
Quando isto acontece a passagem aérea fica bem mais cara, porque quanto
mais você tiver próximo da viagem, mais cara ela fica. Experimente entrar em
qualquer site de companhia aérea ou nos outros que vendem passagem e faça
uma simulação dizendo que você quer viajar amanhã. Os preços serão
elevados.
Agora, se você quiser uma passagem para daqui há 6 meses, por exemplo, a
coisa muda de figura. Você pode conseguir passagens do Rio de Janeiro para
Recife ou para Porto Alegre, por exemplo, por 90 reais, 80 reais, 70 reais... etc.
Então, qual é o ideal?
Que você comece a fazer, agora, uma programação para o ano que vem, e
comece hoje a agendar com os expositores que pretende levar.
Isto mesmo, deve levar em consideração a agenda do expositor, já que vários
são muito requisitados e podem estar com as datas já marcadas com alguém.
Dica: Há descontos bastante interessantes, em algumas companhias, para
pessoas com mais de 60 anos de idade.

Faça parceria com espíritas lúcidos

Eu sei que na sua cidade tem espíritas xiitas, ou seja, daqueles que se acham
donos do movimento, adeptos da triste mania de proibir expositores, isto é
coisa que existe em tudo quanto é lugar, mas tenha a certeza de que tem,
também, centros espíritas cujos dirigentes não concordam com a vergonhosa
prática de cercear o direito de expressão de ninguém, posto que levam a sério
a MORALIDADE que o espírita deve ter na prática e não apenas em teoria.
Então faça parceria com esses centros espíritas que você conseguirá realizar
coisas maravilhosas. Os donos do espiritismo local vão ficar danados da vida,
porque se acharão contrariados, e você, por conta disto, sofrerá uma pressão
enorme. Mas não se intimide, vá firme no seu ideal porque quem está certo é
você, que não está cometendo a imoralidade que eles cometem. O
compromisso maior tem que ser com o Espiritismo e não com o movimento.
Com um bom grupo participando da despesa, que já será pequena, tudo será
dividido e fica leve pra todo mundo.

Exemplo: Todo ano eu costumo ir a algumas cidades que já fazem uma


programação mais ou menos assim.
O expositor chega, na tarde da sexta-feira.
Faz palestra em um centro espírita na noite da mesma sexta-feira.
No sábado a tarde profere um seminário, em outro centro ou talvez no mesmo,
dirigido aos trabalhadores espíritas locais.
No sábado a noite ele faz uma segunda palestra num terceiro centro espírita.
No domingo pode fazer outro seminário, ou palestra, em outro centro.
Na segunda-feira volta para casa. Há casos em que tem programação também
na segunda e retorna na terça.

Há expositores que são aposentados ou que trabalham por conta própria, não
vinculados a empresas que o prendam no horário comercial, de segunda a
sexta, e se dispõem até a passar uma semana ou mais em viagens. Há vários
casos assim.
Esses aceitam convites para passar uma semana, ou mais, nas diversas
regiões, o que fica melhor ainda, porque a despesa com a passagem aérea fica
mais diluída ainda.
Em casos como este, é bom fazer uma programação não apenas na sua
cidade, mas também em parceria com companheiros de cidades vizinhas. Fica
uma beleza.

Ao reservar uma passagem de um expositor

Já que eu não costumo ficar medindo palavras para dizer as coisas, uma vez
que devemos ser sempre sinceros e HONESTOS para com as pessoas, vou
contar casos ocorridos aqui, deveras lamentáveis, neste quesito de passagens
aéreas.
Conforme todos sabem, expositores com Divaldo Franco e José Raul Teixeira
sempre tiveram as suas agendas preenchidas o ano inteiro, quase todos os
finais de semana.
Só que, como é do conhecimento de todos, espíritas adoram coisas baratinhas
e sempre procura pelo MAIS BARATO, sem análises mais profundas e sem
medirem conseqüências.
Nesta onda, sabem o que aconteciam?
Reservavam passagens para o Divaldo às 3 horas da manhã, obrigando-o a
acordar à 1 hora, para estar em tempo no aeroporto, viajando a madrugada
inteira, sem dormir, para estar em condição de fazer uma palestra logo no dia
seguinte.
E ainda tinha outra coisa: Não se preocupavam com o fato do vôo ter escalas,
porque o que importava era apenas ser o MAIS BARATO.
Havia vôos que saía de Salvador, com conexão em Brasília, em São Paulo, Rio
de Janeiro, etc... quando o passageiro tem que descer do avião e ficar sentado
no aeroporto, esperando o outro vôo que as vezes parte uma, duas ou mais
horas depois, sem contar com os atrasos que normalmente acontecem nos
aeroportos brasileiros.
É bom lembrar que nesses períodos o ser humano pode ter fome e
necessidade de fazer algum lanche ou almoço.
Detalhe: Lanches e almoços em aeroportos têm poucas opções e são
caríssimos.
Agora imagine Divaldo, por exemplo, um homem com mais de 80 anos de
idade, o sacrifício que faz para atender aos convites que recebe.
O pior é que quando o expositor faz qualquer observação com respeito a esse
tipo de coisa, ainda há quem o ache metido a besta, exigente e que não tem
humildade.
Divaldo hoje não aceita mais que as pessoas que o convidem marquem as
passagens; é a sua equipe que marca a passagem, a não ser aqueles amigos
que tradicionalmente o convidam, que sabem destas coisas e que, por isto,
levam em consideração esses aspectos e não abrem mão do bom senso.
Portanto, é importante observar este detalhe. Muitas vezes por uma diferença
de 10 ou 50 reais alguns fazem coisas sem pensar e as conseqüências não
são muito boas.
Outro detalhe:
Há cidades onde o aeroporto é longe demais do centro ou da localidade onde o
expositor mora e que também tem trânsito complicadíssimo, como é o caso de
São Paulo.
Eu, particularmente, já perdi vôos, saindo de casa com mais de 2 horas e meia
de antecedência, que seria tempo suficiente em qualquer outra cidade, pois
São Paulo é cidade onde há congestionamento até de madrugada. Então, por
causa disto, hoje saio sempre com 3 horas e meia, para não correr risco. E tem
gente que mora muito mais longe do aeroporto do que eu, que tem que sair
com mais antecedência ainda.
Isto quer dizer o seguinte: Se alguém marcar uma passagem para as 7 da
manhã, o convidado tem que acordar as 2 da manhã, devendo sair de casa às
2 e meia mais ou menos, para não ter problema.
Então o ideal é sempre marcar passagens para depois das 10 da manhã, que
fica melhor.

Quanto a hospedagem

Este é outro aspecto que precisa ser falado.


Muitas pessoas gostam de hospedar o expositor espírita na sua casa,
principalmente quando ele é médium e famoso.
Ótimo, tudo bem. Quase todos os expositores gostam, também, de estar no lar
dos amigos queridos, que é bom demais.
Todavia há pessoas que nem sempre tem estrutura para hospedar pessoas em
suas casas, e colocam o expositor no quarto das crianças, para dormir junto
com elas.
É um problema seríssimo e os relatos que existem sobre isto são os mais
engraçados e até trágicos possíveis.
Já colocaram expositor pra dormir até no quarto da vovó, idosa, com mais de
80 anos.
Crianças que ficam jogando travesseiros e bolinhas de papel no visitante, ficam
rindo a noite toda, com brincadeiras, etc.
Contava-me um companheiro, famozíssimo no Brasil e no exterior, que durante
décadas visita lugares diversos, onde tem uma coleção de casos que
preencheria um livro. Certa vez foi hospedado na casa de uma família, por sinal
muito carinhosa com ele, mas que, no café da manhã do dia seguinte,
aconteceu o seguinte:
O casal convidou várias outras pessoas conhecidas para ir até sua casa para
tomar café com ele, pra terem oportunidade de conversar. Claro, muitos
aproveitam o momento.
Só que as crianças que dormiram no mesmo quarto onde ele ficou, também
foram pra mesa e uma delas disse:
- “Mamãe, ele passou a noite toda roncando”.
E a outra criança completou:
- “E peidando muito, mamãe. Era cada pêido fedorento. Hummmm”
Quem é que agüenta uma coisa desta? A gente fica sem saber se ri ou se enfia
a cabeça embaixo da mesa.
No carinho que todos dedicam ao expositor, muitos se acham na obrigação de
preparar café da manhã, almoço e jantar como verdadeiro banquete, mudam
toda a rotina da casa e gera até desconforto para a própria família.
É muito mais tranqüilo colocar o expositor em um hotel, cuja finalidade é a de
hospedar pessoas e termina saindo mais barato, principalmente se fizer
comparação com as despesas que os anfitriões se vêem obrigados a fazer,
com os banquetes que fazem, sem tanta necessidade assim.

Convênio com um hotel da cidade

Já que você pretende sempre levar gente de fora para a sua cidade, junte o
grupo e procure um hotel para fazer um convênio. Todo hotel gosta da idéia de
ter exclusividade na hospedagem de pessoas que sempre serão levadas à sua
cidade e geralmente dão descontos.
Há casos de hotéis que tem donos ou gerentes espíritas ou simpatizantes.
Alguns cedem a hospedagem de graça, condicionando a você fazer a sua
propaganda nos folders, cartazes e impressos que promovem o evento. Isto é
muito comum.
Nenhum espírita faz questão de luxo e dos famosos 5 estrelas, mas também
botar a pessoa naqueles hotéis que ainda tem pinico embaixo da cama é o fim
da picada. Se o conforto da sua casa não é assim, se na casa do próprio
expositor não é assim, por que apelar tanto?
Muita gente já hospedou Divaldo em verdadeiras espeluncas, cheios de
mosquitos tipo pernilongo, muriçocas ou carapanãs, sem ao menos ter
chuveiro quente para tomar banho. Partem do princípio que, pelo fato de serem
espíritas, devem suportar todas as provações que a gente lhes impõe. Poxa, já
não bastam as que ocorrem em suas vidas?
Outra coisa: O detalhe da internet. Hoje todo hotel que tem o mínimo de bom
senso, disponibiliza internet que é um recurso que muita gente precisa estar
utilizando sempre, e não é apenas por brincadeira e sim por necessidade de
trabalho. Portanto, é fundamental observar também este detalhe.

As despesas do expositor

Conforme todo mundo sabe, o expositor espírita não cobra para fazer palestra
espírita, por razões óbvias. Ele viaja sempre em missão, pela doutrina.
Por isto, é de bom alvitre que aqueles que o convidam analisem bem as suas
despesas no total, para evitar que alguns tenham que dizer não quando
convidados.
Vou explicar o porquê:
Para um deslocamento de avião, a pessoa sai de casa até o aeroporto e tem
uma despesa na ida e na volta desse trajeto, que só pode ser de taxi, devido a
bagagem que leva. Vou citar como exemplo o caso de São Paulo, onde um taxi
da região central até o aeroporto de Guarulhos custa na faixa dos 100 reais. Há
bairros onde custa mais de 150 reais. Imagine uma despesa desta na ida e na
volta.
No Rio de Janeiro, o deslocamento até o Galeão também não é barata. Em
Salvador também o aeroporto é muito longe.
Se for no seu carro, quando tem, precisará deixar no estacionamento que hoje,
com a privatização, tem um valor alto, mais do que era antes.
Há também os casos em que os anfitriões esquecem da sua alimentação e ele
tem que bancar, na cidade, porque fica sem jeito de falar.

Neste hotel só está incluída a diária

Há casos assim. A organização do evento faz algum acerto com um


determinado hotel, mas inclui somente a diária. Veja só que coisa mais maluca.
Quem é que vai conseguir ficar dois, três ou quatro dias num local sem beber
água?
Pessoas precisam de água para tomar algum remédio ou matar a sua sede.
Os hotéis que sempre adoram meter a mão nos seus hóspedes, hoje estão
cobrando de 2 a 3 reais por um garrafinha plástica de apenas 300ml, o que
implica que um litro dágua sai por quase 10 reais.
Que os promotores do evento não incluam bebidas alcoólicas, cigarros e coisas
assim, tudo bem, é admissível. Mas que excluam água e muitas vezes um
cafezinho de final de tarde para um alimentozinho antes da palestra, chega a
ser absurdo.
Portanto é sempre bom observar bem esses detalhes.

Quanto a alimentação

É importante que o grupo promotor do evento leve em consideração isto. Há


casos de pessoas que esquecem deste item, fingem que não sabem que o
expositor tem fome, vão apanhá-lo no hotel, para fazer a palestra, sem ao
menos fazer um lanchezinho antes e muitas vezes, depois do evento, o levam
para o hotel na mesma situação.

Quando o expositor é médium

Há caso de organizadores levarem um monte de parentes, amigos e


conhecidos para consultá-lo, a fim de dar notícias de parentes desencarnados,
pedir para que conversem com filhos viciados e problemáticos, com maridos
em casamentos que não vêm bem ajustados, etc...
É bom não deixar que ocorram essas inconveniências.

Sobre o ambiente do evento

As flores em cima da mesa

É muito comum chamar pessoas para “compor a mesa” em eventos espíritas.


Acontece que há casos em que os organizadores do evento inventam uns tais
arranjos de flores que colocam em cima da mesa, as vezes em quantidade e
numa altura tal que chega a cobrir as caras das pessoas que estão ali
sentadas. Eu já vi um evento onde uma senhora, baixinha, que estava sentada,
tinha que se levantar, de vez em quando, para olhar a platéia ou algo que
tivesse acontecendo à frente da mesa. A platéia, por sua vez, não conseguia
ver quem estava na mesa.
Seria bom evitar colocar essas flores em cima da mesa. Que coloquem em
outro lugar, inclusive num banco à frente da mesa.

A toalha branca e a parede branca

A tal mesa branca é algo que muitos espíritas adoram manter. Sugiro que
evitem aquelas toalhas necessariamente brancas que colocam nas mesas,
primeiro porque sujam mais, segundo porque mantém aquela idéia do
“espiritismo mesa branca”, terceiro porque prejudica as filmagens. Substitua
por qualquer outra cor: beje, azul, cinza,verde, rosa... qualquer cor, menos
branco.
Que faça o mesmo com a tal parede branca, que sempre fica no fundo do
palco. Pintem de qualquer cor, menos branco, posto que o branco prejudica
demais as filmagens e já que hoje todo mundo filma e essas filmagens são
importantíssimas para a divulgação da doutrina, vamos dar um pouco mais de
importância a elas.

Filmagens do evento

É importantíssima a filmagem de um evento espírita. O dirigente geralmente


não tem idéia da dimensão disto, por conta da sua visão estreita, mas
precisamos tentar conscientizar a todos quanto a importância de tal
procedimento.
Enquanto no centro ou no auditório tem algumas dezenas ou centenas de
pessoas assistindo a uma palestra; uma gravação, seja ela em DVD, pela
internet ou disposta no Youtube pode ter milhares de pessoas que assistem e
se beneficiam com o conteúdo.
Existem depoimentos interessantíssimos de pessoas que chegaram ao
Espiritismo por conta de um vídeo que alguém lhes mostrou.
Cuidem bem da gravação, deixem que as câmeras sejam colocadas em pontos
interessantes para uma boa filmagem, auxiliem quem vai fazer as filmagens,
facilitem para que um cabo da mesa de som chegue até a câmera para que o
áudio fique bem audível, pois não é bom deixar que a câmera fique pegando o
som do ambiente, com o microfone que vem nela, porque não fica bom.
Evitem ficar apagando as luzes do ambiente, pois, toda filmagem requer boa
iluminação. Se o lugar for escuro, ou melhor, de pouca luz, providenciem
sempre iluminação.
Há eventos que são realizados em auditórios que costumam diminuir bem a
luz, na hora que o expositor está falando.
Por que isto? Pra que diminuir essas luzes?
Será que é por mizerabilidade, para economizar energia elétrica?
Não vai proporcionar nada de bom pra ninguém, vai facilitar pessoas dormirem
na platéia e ainda vai prejudicar as filmagens.
Lembro que quando eu comecei com isto, no ano de 1985, em Belém do Pará,
fui um dos pioneiros em filmagens espíritas no Brasil, pessoas da UEP
chegavam a me pedir para retirar aquela câmara do corredor, sob a
argumentação de estar atrapalhando as pessoas do auditório.
Se você contratar alguma empresa de terceiros para fazer filmagem do seu
evento, exija que ele lhe dê qualidade de imagem e de som.

Transmissão pela Internet ao vivo

É outra coisa importantíssima a ser considerada. Informo aos meus amigos que
dispomos de um servidor gigantesco de televisão por internet que tem sido
disponibilizado para grandes centros espíritas e sites que se dispõem a
transmitir coisas espíritas.
Oferecemos isto a custo zero, embora não saia de graça pra gente.
Várias são as iniciativas que estão sendo transmitidas pelo nosso provedor:
 Site Amigo Espírita: 5 canais que oferecemos ao dedicado José
Aparecido, grande coordenador do site.
 TV Alvorada Espírita e Rádio Alvorada, do nosso querido André Luiz
Ruiz.
 Instituto de Cultura Espírita de Florianópolis, que toda quarta-feira leva ao
ar o notável Dr. Ricardo de Bernardi, ao vivo.
 Rádio Espírita, dirigida pelo querido Lirálcio Ricci.
 Agora, recentemente, entrou no ar a TV Irradiação, pelo maravilhoso
centro Irradiação Espírita Cristã de Goiânia.
Se você pretende transmitir o seu evento, não precisa pagar nada para
ninguém, fale conosco que ofereceremos de graça para o seu evento, embora
não sejamos adeptos da mania de que tudo tem que ser de graça no meio
espírita, ainda mais coisas que não se consegue de graça.
Providencie uma BOA INTERNET para o seu local, porque hoje a nossa
qualidade é de fazer as pessoas vêem esses eventos como PROGRAMA DE
TELEVISÃO e não como Web TV, com aquela telinha pequena horrorosa que
nem todo mundo consegue ver direito. Agora pode ser visto em tela grande da
TV, com qualidade. Dê prioridade a isto.
Imprensa local

Procure sempre envolver a imprensa local nos eventos realizados na cidade.


Saiba que todo jornal, rádio e televisão (exceto os evangélicos) adoram falar de
coisas espíritas, mesmo que eles não sejam espíritas, porque sempre dá
audiência.
Procure levar os expositores que vão à sua cidade às emissoras de rádio,
televisão e jornais locais, porque isto é divulgação da doutrina. Se você não
tem jeito para isto, procure algum companheiro da cidade que tenha acesso a
amigos da imprensa local.

Deixe o povo ficar com o expositor

Tem gente que isola o expositor, quando vai à cidade. Quando o leva para
almoçar, jantar ou comer uma pizza o fazem sem falar com ninguém.
Pelo contrário, diga para as pessoas que estão na platéia que depois do evento
a turma irá para a Pizzaria Tal ou para o Restaurante Tal, já que muita gente
gostaria de estar junto com o grupo a fim de conversar mais, contar casos e
aumentar a alegria do dia.
Muitas vezes o evento termina por volta das 21:30h mas a “festa” continua até
meia noite ou mais, de forma bem descontraída em algum lugar da cidade
onde muita gente se diverte e fica muito feliz na companhia de amigos
queridos.
As vezes tem encontros dançantes, Karaokê e coisas assim, que fazem um
bem enorme.
Certa ocasião fizemos um evento em Porto Alegre, onde, entre os expositores,
estava eu e o ator Paulo Figueiredo, além de outros. Foi combinado que o
almoço seria numa grande churrascaria e foi anunciado. Todo mundo foi pra lá
e lotou a churrascaria.
Aí a gente começou a contar piadas, arrumaram um violão para o Paulo e eu
comecei a cantar.
Resultado: A turma ficou lá até depois das 17 horas e o dono adorou, tanto que
queria contratar a gente.
É importante lembrar sempre que as pessoas que freqüentam centros espíritas
são gente, que gostam de se divertir, gostam de estar junto de pessoas que
elas gostam, de dar gargalhadas, falar besteiras e viver a vida.
Não fiquem com a conversa de que as pessoas têm que voltar para as suas
casas, porque a maioria vai pra casa para fazer coisa nenhuma, ou seja, para
ver televisão, na mesmice de todo dia.
Até os mais velhos adoram esses encontros depois das palestras e, por incrível
que pareça, ficam até mais tarde porque raramente têm essas oportunidades.

Deixe as pessoas fazerem perguntas para o expositor

Muita gente gostaria muito de fazer perguntas, após uma palestra, a fim de
esclarecer dúvidas, solicitando que o expositor se estenda um pouco mais em
determinado tópico que colocou na sua palestra.
Aí muitos dirigentes espíritas, utilizando-se do famigerado “devido ao adiantar
da hora” acham que tem que encerrar o evento, porque as pessoas precisam
voltar para casa.
Isto é um absurdo, usado em nome da disciplina e da organização. É cercear
às pessoas o direito de se informar.
Por que as pessoas têm que voltar para casa às 9 e meia da noite, numa
sexta-feira ou num sábado?
Pra ver televisão?
Para a mesmice de sempre?
Ah, mas algumas pessoas têm que pegar ônibus e moram longe!
Ora, então dêem um aviso:
Quem tiver que tomar ônibus e alguma urgência para chegar em casa, pode
sair ao final da exposição, mas quem desejar ficar pode ficar, porque vamos
continuar a fazer perguntas ao expositor.
Pronto, qual é o problema?
Vou contar uma história:
Cheguei numa determinada cidade, maravilhosa inclusive, fui muito bem
recebido pela direção da casa, para falar para um público de mais de 400
pessoas.
Logo que sentamos à mesa, eu disse para os dois diretores, que estavam
sentados ao meu lado, que eu gostava muito de, depois da palestra, me
colocar à disposição do público, para perguntas, já que os assuntos que são
temas das minhas palestras são considerados polêmicos por alguns.
Alamar, achamos que aqui não vai dar pra fazer, porque o nosso público, já
começa a olhar para o relógio quando faltam 5 minutos para as 21 horas, que é
o nosso horário habitual de encerrar, quando aplicamos o passe coletivo.
Sugerimos que você encerre a palestra por volta de 20:55. Tem muita gente
que precisa tomar ônibus, e quando chega 21 horas não fica mais ninguém.
Você entende, né?
Ok, tudo bem.
Quando chegou às 20:55, eu disse assim para o público:
Bom, gente, eu vou ter que parar por aqui, em obediência às normas da casa.
O fulano e a fulana me disseram que vocês precisam voltar para casa logo. Eu
sempre gosto de me colocar a disposição do público para perguntas e
respostas, após a palestra, porque sempre ficam algumas dúvidas e alguns
pontos que as pessoas gostariam que fossem melhores esclarecidos. Se vocês
quisessem, eu ficaria aqui até meia noite, se necessário fosse, mas quem
desejasse voltar para casa, que pudesse sair, sem problemas.
Desejo uma boa novela para todos.
Todo mundo pediu para fazer o perguntas e respostas.
De um auditório de mais de 400 pessoas, não saiu ninguém. Imaginei que
fôssemos passar no máximo uma meia hora depois e que lá para as 21:30,
mais ou menos, conforme o que disseram os dois diretores da casa, não teria
mais ninguém.
Resultado: As 23:30h o centro ainda estava lotado. Só tomamos a iniciativa de
encerrar, porque o último ônibus passaria por volta da meia noite.
Conclusão: Não é que o palestrante da noite seja excepcional ou maravilhoso,
nada disto; é que as pessoas têm sede de perguntar, tem sede de esclarecer
as suas dúvidas. Os dirigentes espíritas que limitam demais e, em nome da
“disciplina”, se escravizam aos ponteiros do relógio.
Uma das coisas mais chatas que existe no meio espírita é o famoso “devido
ao adiantar da hora”.
Essa praga do “devido ao adiantar da hora” não deixa nem os espíritos amigos
conversarem nas mediúnicas, que são restritas demais.

Juntar os amigos do expositor na cidade

Isto é importante.
Muitas vezes uma pessoa, de uma cidade qualquer, gosta de um determinado
expositor, porque viu uma palestra sua na internet, viu pronunciamentos dele
por email ou por um meio qualquer.
Anota o seu e-Mail, MSN, Facebook, telefone, skype... e passa a manter
contato com ele, manifestando o desejo de tê-lo fazendo palestras na sua
cidade.
Mas essa pessoa é apenas um freqüentador e trabalhador do centro, não
conhecendo outras pessoas que também, talvez, gostariam de ter a mesma
coisa.
Neste caso, o que deve fazer:
Procurar manter contatos com o expositor e pedir para que ele lhe informe
nomes, telefones e emails de outras pessoas que também gostem dele na
mesma cidade, a fim de consultá-las sobre a possibilidade de juntar um grupo
para promover um evento com ele.
Isto vem funcionando muito bem em diversas cidades, pois que orientamos as
pessoas a fazerem assim. Hoje tem muito mais gente realizando eventos do
que há algum tempo atrás.
Aí, o que vai acontecer?
A pessoa, com a qual você vai tomar a iniciativa de manter o contato, vai dizer:
Muito obrigado, Fulano, por você me ter telefonado. Eu também gosto muito da
Heloísa Pires e gostaria de trazê-la aqui na nossa cidade, mas pensei que eu
fosse o único. Vamos nos reunir, sim, estou disposto a colaborar na realização
do evento.
Pronto, a coisa funciona que é uma beleza.
Há casos de você encontrar alguém que diga: Deixe a passagem comigo, que
eu banco.

Espíritas do exterior. Estados Unidos, Europa, etc...

Devem fazer a mesma coisa, procurando, inclusive, entrosar com espíritas


outros dos diversos países, que são todos pertos.
Nos Estados Unidos e Europa, entre as poucas instituições espíritas que
existe, várias são submissas ao sistema “Vaticano Brasil”, que cria aquele
famoso “index librorum prohibitorum” que determina quem são os expositores
que devem ser levados à guilhotina e não devem ser chamados de jeito
nenhum.
Imaginem fazer isto logo na Europa, um continente onde, culturalmente, os
nativos não suportam esse tipo de coisa, porque historicamente foram as
maiores vítimas da inquisição e de todas as arbitrariedades e atrocidades
religiosas.
Aí chegam alguns brasileiros lá e promovem esse tipo de coisa?
Isto tem que acabar no mundo! Chega deste tipo de retrocesso.
Se você gosta do Wanderley Oliveira, do Carlos Bacelli, do Robson Pinheiro e
de qualquer um desses que são considerados os “demônios”, pelos xerifes do
movimento espírita brasileiro, não dê a menor bola para esse tipo maluco de
orientação, que nada tem a ver com o Espiritismo, muito pelo contrário, tem a
ver com a imoralidade que ainda reina em nosso movimento.
Junte grupos da sua região e convide-os.
O José Medrado, por exemplo, que é um ícone aqui no Brasil, também
condenado pelo sistema estabelecido, quebrou todas essas barreiras.
Os seus amigos, de diversos países da Europa, se uniram, formaram um bom
grupo e todo ano ele é convidado a visitar vários países e sempre faz um
sucesso enorme, durante quase todo o mês de setembro, tradicionalmente.
Este ano mesmo, segundo me relatam vários amigos, foi simplesmente
maravilhosa a ida dele, com público cada vez maior, inclusive público europeu,
não apenas brasileiros, posto que ele tem falado em instituições não espíritas e
nem sempre dirigidas por brasileiros.

Produção de camisetas para eventos

É comum mandar fazer camisetas para os eventos, inclusive para venda ao


público.
Quando as pessoas fazem isto, elas compram as camisetas nas lojas das suas
cidades e mandam pintar, também, nas suas cidades.
É óbvio que pagam um preço por isto.
O que vocês acham da idéia de encomendar essas camisetas, já pintadas, nas
próprias fábricas, com alta qualidade e pintura de fábrica?
Garanto que vão ficar bem mais barata.
Tenho dois amigos da cidade de Blumenau, também trabalhadores espíritas,
que são proprietários de fábricas dessas camisas, que fornecem inclusive para
lojas de todo o Brasil.
Já os consultei sobre a possibilidade de montarmos um sistema de apoio à
todos aqueles que realizam eventos espíritas, eles gostaram da idéia e se
colocaram a disposição.
Com certeza vai sair bem mais barato, porque não tem intermediário, e com
mais qualidade.
É questão apenas de um melhor entrosamento no meio espírita. Foi pra isto
que foi criada a DuBem, pra gente colocar um pouco mais de profissionalismo
e qualidade nos eventos espíritas. O que você acha da idéia?

Conclusão

Tem mais coisas a falar sobre eventos espíritas, mas por enquanto, já que está
ficando grande demais, fico por aqui.
O fundamental para o sucesso da divulgação espírita, como queria Kardec, é
fazer sem se deixar algemar pelos supostos donos do espiritismo na região, já
que eles são um atraso na divulgação da doutrina, vivem com o freio de mão
puxado o tempo todo, nunca conseguem ver boas intenções em ninguém, se
acham os únicos conhecedores do Espiritismo e são extremamente maldosos
com as suas manias deploráveis de censurar, boicotar e sabotar confrades.
Ficar distante desse tipo de gente é uma forma de caridade para com a
Doutrina Espírita.
Sigamos Allan Kardec que, quando resolveu fazer as suas viagens para
divulgar a doutrina por toda a Europa, teve que contrariar o igrejismo do
pessoal da Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas, que ele mesmo criara,
mas que resolveram fazer o Espiritismo diferente daquilo que ele propôs. Foi ali
que começou toda essa onda que muitos espíritas adotaram, que contraria
totalmente o codificador.
Ele saiu pela Europa, vendendo livros e vendendo até fotografias dele, sem
medo da língua dos outros, para bancar com as despesas da divulgação da
doutrina.
Baixaram a língua nele: Disseram que ele estava ficando rico à custa da
doutrina, do mesmo jeito que fazem nos dias de hoje, disseram que ele estava
querendo auto promoção, inventaram que ele possuía tapetes persas em casa,
carruagem com 4 cavalos, etc... exatamente a mesma canalhice que muitos
espíritas fazem nos dias de hoje quando querem apagar a imagem de alguém.
Não dê bola pra esse tipo de gente, que já tem lugar garantido nas profundezas
do inferno... Vixi, peguei pesado agora. Ou do Umbral mesmo, como queira.

E vamos em frente.

Abração.

Alamar Régis de Carvalho (São Paulo–SP)


Alamar é orador espírita, Analista de Sistemas e Escritor em São Paulo,
SP
e-mail: alamarregis@redevisao.net
Site: www.redevisao.net