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A SITUAÇÃO POLÍTICO-ESPIRITUAL
Texto Básico: Jz 1.27-36

Introdução

O Livro de Josué registra os acontecimentos na conquista primária da terra prometida


e a distribuição das respectivas heranças territoriais, sob a liderança unificada de
Josué. O Livro de Juízes relata como as várias tribos reagiram depois da morte de
Josué e sem a direção de uma liderança nacional. Cada tribo devia consultar o Senhor
e receber dele as orientações necessárias para completar a conquista de Canaã, algo
que nem sempre aconteceu.

1. AS CONQUISTAS EXEMPLARES (1.1-8)

Destacam-se três verdades inseparáveis:

a) Houve oração antes de qualquer ação. "Os filhos de Israel consultaram o Senhor"
(v.l). A única maneira para descobrir a vontade de Deus numa dada situação é a
oração.

b) "Respondeu o Senhor"(v. 2) Ele é sempre o Galardoador daqueles que o buscam


(Hb 11.6). A certeza da vontade de Deus é a garantia de vitória. Os homens de fé (Hb
11), receberam em primeiro lugar a revelação da vontade de Deus; e, confiando na
veracidade da palavra ouvida, agiram e venceram.

c) Deus confirmou a sua promessa. "O Senhor lhe entregou nas mãos os cananeus"
(v.4). O Apóstolo Paulo rece-beu a ordem para evangelizar na Ásia, e, no devido
tempo, fala das "primícias da Ásia" (Rm 16.5). Obediência sempre traz recompensa.

É bonito como Judá, a tribo maior, convidou o seu irmão menor para participar nas
prometidas vitórias (v.3). Tais convites, além de ser mutuamente benéficos, podem ser
uma fonte de estímulo para o irmão menor. A lei de retribuição é vista nos vv.5-7.

Adoni-Bezeque, este senhor de Bezeque, tinha humilhado desnecessariamente 70


reis, cortando seus polegares e obrigando-os apanhar migalhas debaixo da mesa.
Agora, ele está colhendo aquilo que semeara: "Assim como eu fiz, assim Deus me
pagou" (Rm 2.5- 8; Gl 6.7).

Quanto à conquista de Jerusalém (v.8), Judá não conseguiu manter a vitória, e a


cidade voltou a ser povoada pelos jebuseus até à sua derrota definitiva por Davi (2 Sm
5.6- 10).

2. AS CONQUISTAS EXPLICADAS (1.9-20)

Os primeiros triunfos não são garanti-as de vitórias sucessivas. Por alguma razão, o
ímpeto das primeiras conquistas diminuiu. Houve fé para despovoar as montanhas,
porém, não houve coragem para enfrentar os carros de ferro que os moradores do
vale usaram (v.19). Como podemos explicar isso?

a) As primeiras famílias já trabalharam nas suas heranças e a prosperidade


começou aparecer. (16). O homem por natureza é imediatista: os bens a curto prazo
são mais desejáveis do que a segurança a longo prazo. Imediatismo sempre prejudica
a prática da vontade de Deus. É tão fácil esquecer do princípio estabelecido por Cristo
em Mt 6.33.

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b) Houve certos descontentamentos por causa do valor diferente entre as


heranças. O cobiçoso tende a criticar o que tem na mão; e pede uma parte melhor.
"Deste-me terra seca, dá-me também as fontes de água" (v.15).

c) Quando os interesses individuais são divididos, a fé e a obediência são os


primeiros a sofrer. "Ninguém pode servir a dois senhores" (Mt 6.24). Um dos dois
acabará sendo desprezado. E quando os dois mestres se chamam a vontade de Deus
e a vontade pessoal, é a vontade de Deus que sofre o desprezo.

3. AS CONQUISTAS EXPIRANTES (1.21-36)

A falta de fé e obediência que começou nas tribos de Judá e Simeão, já estava


operando nas demais tribos. Nestes 16 versículos, a frase, "não expulsaram", aparece
seis vezes. Não foi a promessa do Senhor que falhara (v.22). Foi uma outra
mentalidade que tomou conta do povo - pragmatismo. Os cananeus deixaram de ser
aqueles inimigos e passaram a ser vistos como peças valiosas, e assim, foram sujeitos
a trabalhos forçados. Pragmatismo é composto de cegueira espiritual e ganância
material, e o fim irreversível é o suicídio total.

4. AS CONQUISTAS EXTENUADAS (2.1-5)

Dentro do contexto destas conquistas enfraquecidas pela desobediência, veio o anjo


do Senhor com uma mensagem de repreensão para o povo, que se divide assim:

a) A Falta de Compromisso (2.1,2). Em vez de assumir um compromisso com a


aliança divina, o povo se compactuou com os moradores da terra. Convém lembrar
das três partes fundamentais nas alianças da graça de Deus.

i) Promessas: quando Deus oferece bênçãos específicas para o povo. Nesta


aliança, Deus prometeu dar a terra de Canaã ã descendência de Abraão (Gn
12.7).
ii) Condições: a posse da terra dependia de certas condições, a saber,
desapossar todos os moradores da terra (Nm 33.52). Mas Israel não cumpriu
por completo a condição, por isso, a posse da terra foi apenas parcial.
iii) Ameaças e castigos: No caso de desobediência, a promessa seria
invalidada e o povo castigado (Nm 33-55). Numa aliança (e todos nós estamos
ligados a uma aliança, ou das obras ou da graça), temos de assumir um
compromisso (Ex. 19.8).

b) A Falta de Complemento (2.3). Depois de falar sobre as boas ações de Deus, a


fim de acentuar a ingratidão e desobediência, o anjo repreende o povo e comunica o
castigo que Israel teria de sofrer. Estes cananeus, supostamente tão úteis nos
trabalhos forçados, seriam seus adversários.

c) A Falta de Compreensão (2.4,5). Apesar do choro, não há nenhuma evidência de


arrependimento. O povo chorou por causa do castigo e não por causa de sua
desobediência. Na parábola do semeador, todos os quatro solos receberam a
semente, porém, apenas um produziu fruto, que é a única evidência prática de uma
compreensão espiritual (Mt 13.19-23).

Pensamento: Mas se diligentemente lhe ouvires a voz, e fizeres tudo o que eu disser,
então serei inimigo dos teus inimigos e adversário dos teus adversários (Ex 23.22).

AUTOR: REV. IVAN ROSS

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