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AV1 – Estudo Dirigido da Disciplina

CURSO: Gestão Pública


DISCIPLINA: Auditoria Pública
ALUNO(A): JOÃO PAULO COSTA LIMA MATRÍCULA: 53718
NÚCLEO REGIONAL: RIO DE JANEIRO DATA: 08/02/2017
QUESTÃO 1: Defina os propósitos da lei de responsabilidade fiscal (LRF) e quais
entidades devem segui-la.
Indicação da página do módulo onde este assunto é apresentado:
pág. 44 e 45
Indicar referências de pesquisa complementar (livros: bibliografia e sites:
endereço eletrônico) – OPCIONAL:

Resposta (com as suas palavras):

Até a criação da LRF o Brasil não possuía um sistema de planejamento,


execução orçamentária e disciplina fiscal, por isso era necessário que fossem
criados mecanismos com o objetivo de controlar o déficit público e de estabilizar a
dívida em nível compatível com o status de economia emergente.
A Lei de Responsabilidade Fiscal ( LRF ) tem como propósito corrigir os
rumos da administração pública no âmbito da União, dos Estados e dos municípios.
Ela limita os gastos até o limite das receitas, para que haja um equilíbrio financeiro
por parte do administrador, através desta Lei passou-se a adotar técnicas de
planejamento governamental, organização, controle interno e externo além da
transparência das ações de governo em relação à população. Cabe também
ressaltar que com o advento da LRF, os administradores públicos ficaram
responsáveis pelas ações implementadas no exercício de suas funções e sujeitos a
penalidades previstas em legislação própria, porém reforçadas pela LRF.
Todos os entes públicos estão subordinados a Lei de Responsabilidade
Fiscal, inclusive as empresas cujas despesas de custeio são financiadas por entes
públicos. Por conta disso, a LRF conceitua Empresa Controlada e Empresa Estatal
Dependente. No primeiro caso são sociedades cuja maioria do capital social com
direito a voto pertença a ente da federação direta ou indiretamente. Já as Empresas
Estatais Dependentes são aquelas que são controladas por um ente e recebem
recursos financeiros para o custeio de despesas com pessoal, custeios gerais e de
capital, excluídos no último caso aqueles provenientes de aumento de participação
acionária.
QUESTÃO 2: Identifique os principais aspectos pertinentes ao processo de
elaboração do orçamento público, as leis que regulam seu planejamento e os
agentes envolvidos em seu desenvolvimento.
Indicação da página do módulo onde este assunto é apresentado:
pág. 47 a 52
Indicar referências de pesquisa complementar (livros: bibliografia e sites:
endereço eletrônico) – OPCIONAL:

Resposta (com as suas palavras):

O orçamento público, antes de ser elaborado, precisa se basear em estudos


e documentos cuidadosamente tratados que irão compor todo o processo de
elaboração orçamentária do governo. É necessário que haja respeito aos princípios
orçamentários, principalmente no âmbito do equilíbrio, pois é necessário que as
despesas não superem as receitas e as dívidas sejam reduzidas na medida do
possível.
No Brasil, o orçamento público inicia-se no Poder Executivo, que elabora um
texto e o envia para o Poder Legislativo para discussão, aprovação e conversão em
lei. O documento contém a estimativa de arrecadação das receitas federais para o
ano seguinte e a autorização para a realização de despesas do Governo. Porém,
está atrelado a um forte sistema de planejamento público das ações a serem
realizadas no exercício. O orçamento é de extrema importância para o controle
social pois é através dele que o cidadão identifica a destinação dos recursos que o
governo recolhe sob a forma de impostos. Nenhuma despesa pública pode ser
realizada sem estar fixada no Orçamento.
A elaboração do Orçamento é regulamentada pelas seguintes Leis: Plano
Plurianual, Lei de Diretrizes Orçamentárias e Lei de Orçamento Anual.

Plano Plurianual (PPA) – Possui vigência de quatro anos e tem validade a partir
do segundo mandato do chefe do executivo. O primeiro ano de mandato do
presidente será necessariamente sob a tutela do PPA elaborado na gestão anterior.
O PPA estabelece os objetivos, as metas e as diretrizes de forma regionalizada,
tanto para as despesas correntes como para as despesas de capital. Esta lei obriga
o Governo a planejar todas as suas ações e também seu orçamento de modo a não
ferir as diretrizes nele contidas, somente devendo efetuar investimentos em
programas estratégicos previstos na redação do PPA para o período vigente.

Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) – É a lei que antecede a Lei


Orçamentária Anual (LOA). É válida por um ano e objetiva orientar com metas e
prioridades a elaboração do orçamento. Esta lei deve ser compatível com o PPA, e,
além disso, deve ser enviada pelo Poder Executivo ao Congresso Nacional até o dia
15 de abril de cada ano (oito meses e meio antes do encerramento da sessão
legislativa). Cabe ressaltar que além desses objetivos a LDO também irá definir as
alterações tributárias que irão vigorar no ano seguinte, bem como as políticas das
agências financeiras oficiais de fomento.

Lei Orçamentária Anual (LOA) – A LOA tem como finalidade viabilizar a


concretização daquilo que foi planejado no Plano Plurianual, isto é, são as ações a
serem executadas, tendo por base a regulamentação da LDO (Lei de Diretrizes
Orçamentárias). Esta lei compreende todos os orçamentos da estrutura da
administração pública. O Governo é obrigado a encaminhar o Projeto de Lei
Orçamentária Anual ao Congresso nacional até o dia 31 de agosto de cada ano (4
meses antes do encerramento da sessão legislativa). Acompanha o projeto, uma
mensagem do Presidente da República, na qual é feito um diagnóstico sobre a
situação econômica do país e suas perspectivas. O orçamento deverá ser votado
até o final de cada legislatura, após aprovado o Presidente sanciona e este é
transformado em Lei, a LOA (Lei Orçamentária Anual).
QUESTÃO 3: Descreva as funções do governo e apresente a diferença entre função
alocativa e função distributiva.
Indicação da página do módulo onde este assunto é apresentado:
pág. 104
Indicar referências de pesquisa complementar (livros: bibliografia e sites:
endereço eletrônico) – OPCIONAL:

Resposta (com as suas palavras):

É de extrema importância no Brasil a existência dessas três funções:


alocativa, distributiva e estabilizadora. Isto, pois com a desigualdade em que
vivemos é necessário que o Estado atue em diversas áreas como saúde, educação,
segurança etc. Caso dependêssemos somente da iniciativa privada para termos
esses serviços atendendo satisfatoriamente a população de menor renda, esta
estaria fadada a própria sorte. Haja vista que na lógica privada a principal meta é o
maior lucro possível em cima dos investimentos realizados, e como determinadas
áreas de prestação de serviço público não são lucrativas ou são de lucro muito
demorado, os empresários não têm interesse de atuação.

Como já dito antes, o governo, em geral, possui funções alocativas,


distributivas e estabilizadoras. As funções alocativas referem-se a alocação
financeira por parte do governo, com o objetivo de oferecer bens públicos, semi-
públicos ou meritórios e de desenvolvimento . Como exemplo de bens públicos
podemos citar as rodovias, já os bens semi-públicos ou meritórios referem-se à
educação e saúde por exemplo. Os bens de desenvolvimento, por sua vez, são
aqueles que, como o próprio nome, já diz contribuirão diretamente para o
desenvolvimento do país, podemos citar a construção de uma usina como exemplo.

A função distributiva diz respeito à distribuição de renda. Podemos citar


como exemplo o dinheiro arrecadado com impostos, subsídios, transferências que
são redistribuídos indiretamente à população através da prestação de serviços de
saúde,educação, saneamento e outros cuja grande parcela da população mais
carente necessita.

Ainda existe a função estabilizadora, que como o próprio nome diz tem como
objetivo estabilizar a economia e o desenvolvimento nacional. Essa função diz
respeito à aplicação das diversas políticas econômicas a fim de promover o
emprego, o desenvolvimento e a estabilidade, diante da incapacidade do mercado
em assegurar a realização de tais objetivos
QUESTÃO 4: Quais são as finalidades da Lei Orçamentária Anual, Lei de Diretrizes
Orçamentária e do Plano Plurianual?
Indicação da página do módulo onde este assunto é apresentado:
pag. 48 a 52
Indicar referências de pesquisa complementar (livros: bibliografia e sites:
endereço eletrônico) – OPCIONAL:

Resposta (com as suas palavras):

Plano Plurianual (PPA)


O PPA tem como finalidade precípua o planejamento das ações do governo para os
quatro anos seguintes, isto é, o governo subsequente necessariamente governará
durante um ano sob a tutela do PPA realizado pelo governo anterior. Através desses
planos o governo tem como objetivo promover a inclusão social, gerar crescimento
econômico, reduzir as desigualdades sociais e regionais dentre outras coisas que
somente será conseguidas através de políticas públicas bastante estratégicas e
forte controle social.

Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO)


Sua principal finalidade é estabelecer parâmetros à alocação de recursos do
orçamento anual, que é determinado pela LOA (Lei Orçamentária Anual). A LDO
também garante, dentro do possível, as metas e objetivos dispostos no Plano
Plurianual. É claro que nem sempre é possível cumprir todas as ações dispostas no
PPA, por isso a LDO serve também para selecionar os programas que terão
prioridade de execução, na gestão daquele exercício, ajustando estas ações às reais
possibilidades financeiras do Tesouro Nacional.

Lei Orçamentária Anual (LOA)


Visa dar legalidade às despesas e receitas do governo para o próximo ano. A LOA
estima as receitas e autoriza as despesas governamentais para o ano seguinte,
após aprovação do Congresso Nacional. Sua principal finalidade é concretizar os
objetivos e metas previstos no Plano Plurianual, sempre submetendo-se às
diretrizes da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO).
ATENÇÃO:

Na realização das avaliações (AV1 e AV2), procure desenvolver uma


argumentação com suas próprias palavras.
Observe que é importante você realizar uma pesquisa aprofundada para atender
aos objetivos propostos consultando diferentes autores. No entanto, é
fundamental diferenciar o que é texto próprio de textos que possuem
outras autorias, inserindo corretamente as referências bibliográficas
(citações), quando este for o caso.
Vale lembrar que essa regra serve inclusive para os nossos módulos, utilizados
com freqüência para as respostas das avaliações.
Em caso de dúvidas, consulte o material sobre como realizar as citações diretas
e indiretas ou entre em contato com o tutor de sua disciplina.
AS AVALIAÇÕES QUE DESCONSIDERAREM ESTE PROCEDIMENTO ESTARÃO
SEVERAMENTE COMPROMETIDAS.
AV2 – Trabalho Acadêmico de Aprofundamento
CURSO: Gestão Pública
DISCIPLINA: Auditoria Pública
ALUNO(A): JOÃO PAULO COSTA LIMA MATRÍCULA: 53718
NÚCLEO REGIONAL: RIO DE JANEIRO DATA: 08/02/2017
Atividade Sugerida: Redação
Instruções:
Faça uma redação de no mínimo 3 e no máximo 5 páginas discutindo a importância
da gestão pública no mundo contemporâneo, destacando as principais ferramentas
estudadas nesta última disciplina.
Para finalizar, faça uma breve avaliação de todas as atividades desenvolvidas até
aqui, levantando a importância do aprendizado desenvolvido, se foi relevante para
seu aprimoramento pessoal e profissional, apontando as melhorias que poderão
ser realizadas no curso.

CONTROLE SOCIAL E GESTÃO PÚBLICA


Os controles sociais são de extrema importância para a sociedade brasileira,
pois é através deles que a população tem a possibilidade de ter acesso aos gastos
públicos que os governos vêm praticando durante seus exercícios financeiros. Com
o advento das novas tecnologias, principalmente na área da informática, o
conhecimento acerca da gestão pública tornou-se ainda mais importante, pois
aumentaram os controles sobre as finanças públicas e a fiscalização por parte dos
órgãos competentes se tornou mais rígida e ágil. Recentemente, a população
passou a ter acesso aos “portais da transparência”, o que obrigou os governantes a
darem maior publicidade dos seus gastos e das suas ações, com isso as práticas
corruptivas tornaram-se ainda mais difíceis de serem executadas.
Algumas ferramentas que estão contribuindo bastante para diminuirmos a
corrupção no Brasil são aquelas que regulam e limitam os gastos do poder público,
como por exemplo a Lei de Responsabilidade Fiscal. A partir desta lei os
governantes passaram a ser obrigados a planejarem os seus gastos mais
cuidadosamente com vistas a manter o equilíbrio financeiro e econômico. Outra
ferramenta muito importante foi o SIAFI – Sistema Integrado de Administração
Financeira do Governo Federal, que se consiste em um sistema contábil que tem
por finalidade realizar todo o processamento, controle e execução financeira,
patrimonial e contábil do governo. Através desta ferramenta todos os registros
contábeis tornaram-se informatizados e passaram a ser lançados automaticamente
no sistema. Com o SIAFI a realização de fraudes no sistema financeiro tornou-se
uma mais difícil. Porém, apesar dessas mudanças, ainda vemos nos dias de hoje
muitos casos de corrupção, fraudes e desvios de verbas públicas, mas podemos
afirmar que, de fato, isso tem melhorado ao longo dos anos com o avanço
tecnológico. Antigamente, era muito mais fácil praticar atos ilícitos na
administração pública, sobretudo pela dificuldade de fiscalização que existia. Devido
à precariedade tecnológica, os processos eram muito lentos, o que facilitava a
corrupção. Em épocas ainda mais remotas, o chamado patrimonialismo ocorria de
forma ainda mais descontrolada no Brasil. Esta prática nada mais é do que uma
privatização dos bens e serviços públicos, ou seja, a entrega da coisa pública a um
particular. Enquanto os particulares lucravam quantias astronômicas, o povo sofria
as consequências, pois o desenvolvimento econômico e social da população ficava
emperrado por conta desse contexto presente em determinadas regiões.
Entretanto, o Brasil até hoje não se desvencilhou completamente da chaga
patrimonialista, principalmente ocorrida no período do estado absolutista. Foi mais
precisamente no Estado Colonial Português que se iniciou esse processo de
concessão de títulos, de terras e poderes quase absolutos aos senhores de terra.
Isto legou à posteridade uma prática político-administrativa em que o público e o
privado não se distinguia perante as autoridades. Apesar de muitos anos terem se
passado, muitas famílias, até hoje, ainda desfrutam de fortunas oriundas dessa
prática.
Atualmente, o patrimonialismo ainda existe no Brasil, sobretudo nos locais
onde o Estado não se faz tão presente. Além disso, esta prática também é exercida
de outras formas, como ocorreu por exemplo no processo de privatização ocorrido
nos últimos governos brasileiros, principalmente nas gestões dos ex presidentes
Collor e Fernando Henrique Cardoso.
No que diz respeito às regiões mais carentes do país, podemos dizer que
até os dias de hoje existe o que chamamos de ”coronelismo”, onde o poder privado
se sobrepõe ao poder público exercendo enorme liderança sobre a população, em
grande parte pobre e ignorante. Este tipo de domínio público não é mais
exclusividade somente de regiões do norte e nordeste, pois vemos práticas
parecidas também nas grandes metrópoles (mais precisamente em comunidades
carentes), por aqui chamamos de milícia. Claro que, nas regiões mais rurais, temos
essa dominação como uma consequência dos exorbitantes lucros do agronegócio.
Já nas regiões metropolitanas, temos uma dominação financiada pela exploração de
serviços à população e utilização da religião para exercer domínio sobre as pessoas.
Em relação às privatizações, estas também são uma forma de patrimonialismo
praticado pelo Estado. Segundo Max Weber, o conceito patrimonialista diz que este,
essencialmente, trata da privatização do público, ou seja, a indistinção das esferas
públicas e privadas e o uso privado da chamada “coisa pública”. Além disso, foram
através dessas privatizações que se cometeram os maiores roubos de dinheiro
público da história deste país. Foram diversas denúncias de bilhões de reais
desviados e que não foram explicados até hoje.
O que nos faz ter uma esperança de dias melhores reside no fato de que a
população atualmente, parece estar muito mais consciente do seu papel de
fiscalizador do governo do que há anos atrás. As manifestações recentes mostram
exatamente isso. É claro que de nada adianta todas essas ferramentas de controle
e toda essa velocidade no acesso à informação se a população não tiver
possibilidade de ter acesso aos conhecimentos básicos de gestão pública desde
cedo. Acredito que gestão pública deveria ser ensinado na escola, pois é um
conhecimento que faz parte do nosso dia a dia e dos nossos direitos como cidadão e
como contribuintes.
Como podemos exigir que uma pessoa totalmente leiga nesse quesito
ajude a fiscalizar as contas públicas através dos portais da transparência? Ou que
essa pessoa leia às colunas de política no jornal e desenvolva um senso crítico e
uma opinião política independente da parcialidade do meio de comunicação?
É evidente que ainda há um longo caminho a se percorrer para que os
cidadãos exerçam controle sobre os atos estatais e passem a ser sujeitos das
políticas públicas. Também são necessários avanços quanto às informações
disponibilizadas à coletividade. Entretanto, são claros os avanços obtidos nos
últimos anos, frutos da consolidação da democracia.
Somente através da educação conseguiremos, aos poucos, mudar a
situação do país, e dentro desse âmbito inclui-se os conhecimentos de gestão
pública, pois somente conhecendo os nossos direitos e aquilo que os governantes
estão fazendo ao nosso redor com o nosso dinheiro, é que podemos nos
revoltarmos para gerar uma mudança no panorama político do Brasil.
Para finalizar, posso dizer que os conhecimentos sobre gestão pública
foram muitos úteis para a minha vida profissional e até mesmo pessoal. Tenho
pouco mais de três anos trabalhando no Exército Brasileiro, e apesar desse pouco
tempo, hoje estou envolvido muito em perícias contábeis que envolvem Licitações e
contratos, etc. Foi minha primeira experiência em uma curso à distância e apesar
das dificuldades encontradas, acho que a experiência foi bastante válida.
Minha sugestão para melhoria do curso seria uma opção de vídeo aulas,
não sei se haveria essa possibilidade, mas acredito que seria de muito bom proveito
podermos acompanhar o material didático que já existe com um vídeo do professor
explicando melhor as disciplinas em sala de aula. Por fim, gostaria de agradecer aos
professores e funcionários da AVM pela paciência e pela presteza nos momentos em
que precisei de ajuda.

Um abraço
João Paulo Costa Lima