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Série TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO (TI)

manutenção DE
HARDWARE E
SOFTWARE
área tecnologia da informação (ti)

manutenção de
hardware e
software
CONFEDERAÇÃO NACIONAL DA INDÚSTRIA – CNI

Robson Braga de Andrade


Presidente

DIRETORIA DE EDUCAÇÃO E TECNOLOGIA

Rafael Esmeraldo Lucchesi Ramacciotti


Diretor de Educação e Tecnologia

SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM INDUSTRIAL – SENAI

Conselho Nacional

Robson Braga de Andrade


Presidente

SENAI – Departamento Nacional

Rafael Esmeraldo Lucchesi Ramacciotti


Diretor-Geral

Gustavo Leal Sales Filho


Diretor de Operações
área tecnologia da informação (ti)

manutenção de
hardware e
software
© 2012. SENAI – Departamento Nacional

© 2012. SENAI – Departamento Regional de Santa Catarina

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nico, fotocópia, de gravação ou outros, somente será permitida com prévia autorização, por
escrito, do SENAI.

Esta publicação foi elaborada pela equipe do Núcleo de Educação a Distância do SENAI de
Santa Catarina, com a coordenação do SENAI Departamento Nacional, para ser utilizada por
todos os Departamentos Regionais do SENAI nos cursos presenciais e a distância.

SENAI Departamento Nacional


Unidade de Educação Profissional e Tecnológica – UNIEP

SENAI Departamento Regional de Santa Catarina


Núcleo de Educação – NED

FICHA CATALOGRÁFICA
_________________________________________________________________________
S491m
Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial. Departamento Nacional.
Manutenção de hardware e software / Serviço Nacional de
Aprendizagem Industrial. Departamento Nacional, Serviço Nacional de
Aprendizagem Industrial. Departamento Regional de Santa Catarina.
Brasília : SENAI/DN, 2012.
108p. : il. (Série Tecnologia da informação (TI)).

ISBN 978-85-7519-572-7

1. Computadores – Manutenção e reparos. 2. Hardware. 3.


Software. 4. Responsabilidade social da empresa. 5.
Responsabilidade ambiental. I. Serviço Nacional de Aprendizagem
Industrial. Departamento Regional de Santa Catarina. II. Título. III.
Série.

CDU: 004.3
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Departamento Nacional 9001 Fax: (0xx61) 3317-9190 • http://www.senai.br
Lista de ilustrações
Figura 1 -  EPIs.....................................................................................................................................................................16
Figura 2 -  Óculos de proteção......................................................................................................................................16
Figura 3 -  Utilizando a luva............................................................................................................................................17
Figura 4 -  Pulseira..............................................................................................................................................................17
Figura 5 -  Eletricidade......................................................................................................................................................18
Figura 6 -  Aviso alertando sobre eletricidade estática........................................................................................19
Figura 7 -  Testando componentes..............................................................................................................................20
Figura 8 -  Chaves diversas..............................................................................................................................................21
Figura 9 -  Tipos de ponteiras.........................................................................................................................................21
Figura 10 -  Ímã...................................................................................................................................................................22
Figura 11 -  Parafusadeira................................................................................................................................................23
Figura 12 -  Estojo de parafusadeira............................................................................................................................24
Figura 13 -  Parafusos........................................................................................................................................................25
Figura 14 -  Alicates...........................................................................................................................................................26
Figura 15 -  Alicate tradicional.......................................................................................................................................27
Figura 16 -  Alicate de bico fino.....................................................................................................................................27
Figura 17 -  Alicate de decapagem..............................................................................................................................28
Figura 18 -  Decapando fio..............................................................................................................................................28
Figura 19 -  Alicate de crimpagem...............................................................................................................................29
Figura 20 -  Pinças..............................................................................................................................................................30
Figura 21 -  Pinça normal.................................................................................................................................................31
Figura 22 -  Pinça de ponta anatômica.......................................................................................................................32
Figura 23 -  Ferro de solda...............................................................................................................................................33
Figura 24 -  Suporte de solda.........................................................................................................................................34
Figura 25 -  Solda em uso................................................................................................................................................35
Figura 26 -  Kit de ferramentas..................................................................................................................................... 35
Figura 27 - Upgrade....................................................................................................................................................... 37
Figura 28 -  Visão.................................................................................................................................................................39
Figura 29 -  Sentidos.........................................................................................................................................................39
Figura 30 -  Cooler sujo.....................................................................................................................................................43
Figura 31 -  Cooler limpo..................................................................................................................................................43
Figura 32 -  Teclado sujo..................................................................................................................................................44
Figura 33 -  Teclado limpo com pincel........................................................................................................................44
Figura 34 -  Teclado limpo com pano..........................................................................................................................44
Figura 35 -  Limpando monitor com pano................................................................................................................45
Figura 36 -  Aspirador portátil........................................................................................................................................46
Figura 37 -  Componentes sujos...................................................................................................................................46
Figura 38 -  Peça oxidada.................................................................................................................................................47
Figura 39 -  Embalagem de ar comprimido..............................................................................................................48
Figura 40 -  Pasta térmica................................................................................................................................................49
Figura 41 -  Monitor monocromático..........................................................................................................................51
Figura 42 -  Monitor 3D....................................................................................................................................................51
Figura 43 -  Monitor holográfico...................................................................................................................................51
Figura 44 -  Caixa de som................................................................................................................................................52
Figura 45 -  Impressora matricial..................................................................................................................................53
Figura 46 -  Impressora a laser.......................................................................................................................................53
Figura 47 -  Impressora térmica....................................................................................................................................53
Figura 48 -  Teclado............................................................................................................................................................54
Figura 49 -  Mouse.............................................................................................................................................................55
Figura 50 -  Webcam....................................................................................................................................................... 56
Figura 51 -  Estabilizador.................................................................................................................................................57
Figura 52 -  Porta paralela...............................................................................................................................................58
Figura 53 -  Conexão SCSI................................................................................................................................................58
Figura 54 -  Conexão PS/2...............................................................................................................................................58
Figura 55 -  ConexãoUSB.................................................................................................................................................59
Figura 56 -  Gabinete padrão vazio..............................................................................................................................61
Figura 57 -  Placa-mãe......................................................................................................................................................62
Figura 58 -  Parafusos de sustentação da placa-mãe............................................................................................62
Figura 59 -  Local reservado para o processador....................................................................................................62
Figura 60 -  Correto............................................................................................................................................................63
Figura 61 -  Incorreto.........................................................................................................................................................63
Figura 62 -  HD.....................................................................................................................................................................63
Figura 63 -  Memória.........................................................................................................................................................64
Figura 64 -  DDR 1..............................................................................................................................................................65
Figura 65 -  DDR 2..............................................................................................................................................................65
Figura 66 -  DDR 3..............................................................................................................................................................66
Figura 67 -  Conectores....................................................................................................................................................68
Figura 68 -  Chip BIOS........................................................................................................................................................75
Figura 69 -  Educação........................................................................................................................................................98

Quadro 1 - Matriz curricular...........................................................................................................................................13


Sumário

1 Introdução.........................................................................................................................................................................13

2 Manutenção de Hardware...........................................................................................................................................15
2.1 Equipamentos de proteção individual – EPIs.....................................................................................16
2.2 Eletricidade estática – ESD........................................................................................................................18
2.3 Equipamentos essenciais na manutenção de hardwares..............................................................20
2.3.1 Chaves............................................................................................................................................21
2.3.2 Parafusadeira...............................................................................................................................23
2.3.3 Parafusos.......................................................................................................................................25
2.3.4 Alicate............................................................................................................................................26
2.3.5 Pinças.............................................................................................................................................30
2.3.6 Ferro de solda..............................................................................................................................32
2.3.7 Montando um kit de ferramentas........................................................................................35
2.4 Upgrade de hardware..................................................................................................................................37
2.5 Procedimentos de teste de hardware...................................................................................................38
2.5.1 Identificando um problema...................................................................................................38
2.5.2 Testando o hardware.............................................................................................................. 40
2.5.3 Limpeza.........................................................................................................................................41
2.5.4 Materiais úteis na limpeza......................................................................................................48
2.6 Conhecendo o Hardware...........................................................................................................................50
2.6.1 Monitor..........................................................................................................................................50
2.6.2 Caixas de som..............................................................................................................................52
2.6.3 Impressora....................................................................................................................................52
2.6.4 Teclado...........................................................................................................................................54
2.6.5 Mouse.......................................................................................................................................... 54
2.6.6 Webcam...................................................................................................................................... 55
2.6.7 Estabilizador X no-break........................................................................................................ 56
2.7 Conexões de hardwares........................................................................................................................... 57
2.8 Instalação de hardware............................................................................................................................ 59
2.8.1 Passo a passo...............................................................................................................................61
2.8.2 Upgrade de hardware............................................................................................................. 64
2.9 Substituição e reparação de hardware.................................................................................................66
2.10 Erros mais comuns do técnico iniciante............................................................................................66
3 Softwares............................................................................................................................................................................71
3.1 Instalação de softwares....................................................................................................72
3.2 Software de diagnóstico............................................................................................................................75
3.3 Drives................................................................................................................................76
3.4 Antivírus...........................................................................................................................78
3.5 Gerenciamento de download...........................................................................................83
3.6 Remoção de softwares.....................................................................................................84
3.7 Ferramentas e softwares de diagnóstico..............................................................................................85
3.8 Upgrade de software.........................................................................................................86
3.9 Configuração e manutenção de sistemas operacionais e de softwares............................88
3.9.1 Tipos de sistemas operacionais............................................................................................88
3.10 Ferramentas de recuperação de dados.............................................................................................89

4 Responsabilidade Socioambiental...........................................................................................................................93
4.1 Definição.........................................................................................................................................................94
4.2 Sustentabilidade...........................................................................................................................................96
4.3 Investimento educacional.........................................................................................................................97
4.4 Educação ambiental....................................................................................................................................98

Referências......................................................................................................................................................................... 101

Minicurrículo dos Autores............................................................................................................................................ 103

Índice................................................................................................................................................................................... 105
Introdução

Você está iniciando a unidade curricular Manutenção de Hardware e Software na área de


Telecomunicações. Esse conteúdo tem por objetivo fornecer detalhes sobre a conservação e a
correção de possíveis falhas desses componentes, deixando você por dentro de cada detalhe
em relação à composição e problemas mais comuns que podem ocorrer nessa área de atuação.
Nossa expectativa é de que, ao final deste estudo, você esteja apto a montar um computar
novinho em folha ou consertar e melhorar um usado. Para ajudá-lo a chegar a esse resultado,
essa unidade vai abordar diversos assuntos, desde ferramentas necessárias ao seu trabalho até
dicas de como ser um técnico mais qualificado e se destacar no mercado profissional.
Fique atento porque com certeza seu conhecimento será expandido de forma a agregar
métodos que irão auxiliá-lo a ser um excelente técnico de hardware e software.
Conheça no quadro a seguir a matriz curricular que apresenta os módulos e as unidades
previstos e suas respectivas cargas horárias.

Montador e Reparador de Computadores

Carga
Unidades Carga horária
Módulos Denominação
curriculares horária do
módulo

• Fundamentos de Eletricidade 12h

Básico Básico • Informática Básica e Documentação Técnica 8h 32h


• Qualidade, Terminologia de Hardware e
18h
Software

• Arquitetura e Montagem de Computador 40h


Montagem e
Específico I • Instalação e Configuração de Software e Redes 40h 128h
Reparação
• Manutenção de Hardware e Software 48h

Quadro 1 - Matriz curricular


Fonte: SENAI DN

Bons estudos!
Manutenção de Hardware

Neste capítulo você vai conhecer os principais componentes que integram o computador
e os aspectos que dizem respeito à manutenção de um hardware. Através deste estudo, você
ainda vai aprender como deve ser feita a instalação e o conserto desses equipamentos.
Vamos conhecer agora alguns dos objetivos de aprendizagem desta seção. Acompanhe:
a) utilizar equipamentos de proteção individuais (EPIs);
b) utilizar equipamentos de prevenção de ESD;
c) identificar o hardware e suas especificações;
d) utilizar técnicas e ferramentas de diagnóstico.

Ao final deste estudo, além de já contar com um bom conhecimento de manutenção de


hardware, você também terá noções sobre os equipamentos de proteção e os devidos cuida-
dos que você deve ter ao realizar esse trabalho. Fique atento às dicas para estar sempre além da
maioria dos profissionais da área e se destacar nesse cenário competitivo.
manutenção de hardware e software
16

2.1 EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL – EPIs

Alguns materiais são altamente recomendados para que você possa trabalhar
com segurança. Evitar queimaduras e cortes são os principais objetivos de quem
trabalha com manutenção de hardwares e, consequentemente, você zela pela in-
tegridade dos componentes e circuitos elétricos do computador. Veja a seguir os
principais equipamentos de segurança utilizados pelos técnicos de informática.

Dreamstime 2012
Figura 1 -  EPIs

a) Óculos de proteção: Evita que faíscas atinjam os olhos.

Dreamstime 2012

Figura 2 -  Óculos de proteção

b) Luva antiestática: Impede que curtos-circuitos queimem componentes ou


emanem descargas elétricas, provocando choque.
2 ELETRICIDADE BÁSICA
17

Dreamstime 2012
Figura 3 -  Utilizando a luva

c) Pulseira antiestática: Como estamos emanando constantemente carga es-


tática gerada pelo nosso próprio corpo, esta é uma ferramenta indicada para
evitar choques. Funciona como um fio terra conectado entre o nosso corpo
e o gabinete, por exemplo, eliminando cargas acumuladas.
Dreamstime 2012

Figura 4 -  Pulseira

CASOS E RELATOS

Descarga elétrica
Tiago, técnico experiente de uma empresa renomada, foi acionado há 10
anos para atender uma solicitação de um cliente com problemas em seu
equipamento residencial. Ao chegar ao local, o profissional logo efetuou
testes para identificar a falha do computador. Ao detectar que a placa de
memória havia queimado, logo começou os procedimentos para realizar a
troca da peça. Acostumado a fazer esse tipo de atendimento, Tiago já foi
manuseando a placa nova com as mãos, sem usar as luvas antiestáticas,
crente de que saberia fazer isso sem danificar o componente. Ao finalizar
o serviço, ligou o computador, porém a memória recém-instalada não foi
manutenção de hardware e software
18

reconhecida. Por não estar usando o EPI necessário, o técnico provocou


uma descarga elétrica quase imperceptível ao ser humano, porém sufi-
ciente para inutilizar a peça.
É muito comum um técnico achar que não precisa trabalhar com o equi-
pamento desligado da energia elétrica ou que não precisa utilizar os EPIs
para reavaliar a manutenção de hardware. Também não é raro um técnico,
por puro descuido, queimar componentes por tocar em partes sensíveis,
causando descarga estática e danificando os circuitos. Lembre-se de que
um bom profissional resolve o problema sempre que possível rapidamente
e trabalha com honestidade e segurança. A pessoa que solicita o serviço
nem sempre é leiga no assunto e pode ter acionado um técnico por falta de
tempo e não por falta de conhecimento.

2.2 ELETRICIDADE ESTÁTICA – ESD

Dreamstime 2012

Figura 5 -  Eletricidade

Já falamos sobre esse assunto aqui, mas vamos explanar melhor para que você
entenda corretamente os danos que o próprio corpo humano pode causar duran-
te a manutenção de computadores.
Você já sentiu uma corrente elétrica percorrer seu corpo ao tocar uma blusa de
lã ou a porta de um automóvel? Esse é um evento comum entre os seres humanos.
A partir de agora, você vai entender como isso acontece e quais os prejuízos que
esse fenômeno pode acarretar na hora de fazer a manutenção de computadores.
Para completar o estudo, você ainda vai aprender a evitar acidentes envolvendo
essa energia que não podemos evitar e à qual chamamos de eletricidade estática.
2 ELETRICIDADE BÁSICA
17

A eletricidade estática surge naturalmente ante o atrito com materiais isolantes


(cabelo, vidro, lã etc.) e, como geralmente estamos em solo isolado (carpetes ou
de tênis), ela não tem para onde fluir e acaba ocasionando o famoso “choque”. Isso
não é nenhum motivo de preocupação, pois apesar de o corpo humano acumu-
lar milhares de volts, a amperagem é muito baixa e inofensiva para nosso corpo.
Infelizmente, não podemos dizer o mesmo quando nos referimos ao efeito que a
eletricidade estática pode causar nos hardwares, pois nesses casos ela tem força
suficiente para danificar ou mesmo inutilizar os delicados circuitos eletrônicos.
Esse contato pode ocorrer por meio do manuseio inadequado e sem as prote-
ções recomendadas na hora de manipular esses componentes como, por exem-
plo, quando o vendedor arruma uma placa para exposição na vitrine de uma loja.
Essa é uma tarefa bastante rotineira e, em algumas situações, a eletricidade es-
tática do contato manual pode oferecer riscos à integridade da peça. Etiquetar,
informando preço e garantia, ou embalar a peça para entregar ao cliente também
são atividades em que é preciso tomar o mesmo cuidado. Já com os técnicos,
pode ocorrer esse mesmo problema ao ter contato, sem proteção, no momento
da instalação.
O contato inadequado pode danificar o desempenho do componente ou até
mesmo inutilizá-lo, e isso pode gerar um custo desnecessário, pois o técnico pode
ser obrigado a arcar com o prejuízo provocado pelo erro de manuseio. O pior é
que, quando não danifica a peça por completo, ela pode acusar defeito só de-
pois de algum tempo, levando o usuário a questionar a qualidade do seu serviço.
Para evitar esses problemas, basta ficar atento a algumas medidas simples. Vamos
conhecê-las?

Equipamentos como chips, placas e discos rígidos são


VOCÊ embalados de fábrica com avisos em cores chamativas
SABIA? informando sobre a possibilidade de ESD. Cabe à pessoa
que desembala a peça tomar os devidos cuidados.
Dreamstime 2012

Figura 6 -  Aviso alertando sobre eletricidade estática


manutenção de hardware e software
20

Tecnologias foram desenvolvidas justamente para preservar as peças mais


suscetíveis a danos advindos da eletricidade estática. Luvas de borracha e plás-
tico antiestático são algumas dessas ferramentas. Outra dica interessante e que
pode garantir um bom desenvolvimento do serviço é trabalhar manuseando os
componentes pela borda.
Se não puder ter acesso a esses materiais, há outra medida que pode ser to-
mada antes de manusear os equipamentos. Você pode tocar com as duas mãos
em uma janela metálica ou na fonte de alimentação do computador, desde que
não sejam pintadas. Se não for possível, toque em outra parte interna do gabinete
que seja de metal e não pintada. Repita essa descarga a cada 15 minutos
De qualquer maneira, manuseie corretamente as placas, memórias e processa-
dores sempresegurando-os pelas bordas.

2.3 EQUIPAMENTOS ESSENCIAIS NA MANUTENÇÃO DE HARDWARES

Imagine chegar a uma oficina mecânica em que o mecânico peça a você as


ferramentas que ele irá precisar para consertar um defeito no seu carro. Com cer-
teza você não terá a metade das chaves e peças que ele precisará. Para que esse
tipo de problema não aconteça em sua carreira, tenha sempre um kit de peças e
ferramentas com que você irá trabalhar com grande frequência.
Veja na figura a seguir um exemplo de um serviço de teste que pode ser reali-
zado no dia a dia de trabalho na área de manutenção de hardwares.
Dreamstime 2012

Figura 7 -  Testando componentes


2 ELETRICIDADE BÁSICA
17

2.3.1 Chaves

Experimente abrir um gabinete de computador para ver a quantidade de


parafusos que existe por lá. De vários tipos e tamanhos, eles são essenciais para
manter todas as peças em seus devidos lugares, e quanto mais variados forem os
parafusos, maior o número de chaves que você deve ter para poder manuseá-los.
Na imagem seguinte, você pode observar alguns modelos:

Dreamstime 2012

Figura 8 -  Chaves diversas

Ferramentas de uso comum, as chaves são facilmente encontradas no comér-


cio, pois são utilizadas na construção civil, em oficinas mecânicas, nos serviços
elétricos e em muitas outras profissões populares em nosso país. Na sua casa com
certeza deve haver algumas delas, pois com elas podemos trocar chuveiros ou
fixar quadros nas paredes, entre outros serviços rotineirosno nosso cotidiano.
Cada chave possui características que a diferenciam de outras e cada uma tem
uma função, de acordo com o tipo de serviço a que se destina.
Vamos conhecer os tipos de chaves mais comuns utilizadas na manutenção de
hardwares. Veja:
Denis Pacher 2012

Figura 9 -  Tipos de ponteiras

a) Chave de Fenda: Você encontrará facilmente essa ferramenta no mercado


local. Esse é o modelo mais comum e mais utilizado na manutenção de com-
putadores. Com a ponta em linha reta, ela permite, assim como as outras,
afrouxar ou apertar os parafusos que compõem a estrutura do gabinete.
Você ainda pode escolher a grossura e o tamanho da chave.
manutenção de hardware e software
22

b) Chave Philips: Com a ponta em forma de estrela, essa ferramenta disputa


as atenções com a chave de fenda devido à quantidade de parafusos que
você encontra dentro do gabinete que demandam seu uso. É ideal que você
tenha alguns exemplares de tamanhos diferentes.
c) Chave Pozidriv: Além da chave de fenda e da chavePhilips, que são as mais
comuns utilizadas no dia a dia, você também irá se deparar com outros tipos
mais diferenciados, como é o caso da chave Posidriv. Essa ferramenta é uma
versão evoluída da chave Philips com uma pequena alteração do formato da
ponta, o que permitiu diminuir o escape da chave e dar maior torque.
d) Chave Hexagonal: A chave em formato hexagonal encobre toda a cabeça
do parafuso, semelhante à chave utilizada para trocar um pneu de carro.
e) Chave Torx: A chave Torx, que também possui um desenho hexagonal, é
mais utilizada nos discos rígidos.
f) Chave Allen: Com formato em “L” e conexão hexagonal, a chave Allen pos-
sui diversas espessuras e geralmente é utilizada na manutenção de HDs e
drivers.
g) Chave Robertson: A chave Robertson possui a ponta quadrada, o que garan-
te o torque e dificulta o escape. Seu tamanho é facilmente identificado pelas
cores dos cabos.

VOCÊ Que as chaves com a ponta imantada, ou seja, que pos-


sua uma camada de ímã na ponta facilita o resgate de
SABIA? um parafuso que eventualmente caia em um local de
acesso difícil.
Dreamstime 2012

Figura 10 -  Ímã

As chaves são ferramentas essenciais em um kit de manutenção de compu-


tadores. Um bom técnico deve estar sempre munido desses utensílios, evitando
qualquer imprevisto ou atraso no serviço prestado que possa comprometer a ex-
2 ELETRICIDADE BÁSICA
17

pectativa do seu cliente. São muitas as chaves, não é mesmo? Saiba que existe
uma boa solução para diminuir a quantidade de ferramentas do seu kit. Todas
as chaves mencionadas podem ser substituídas por uma parafusadeira elétrica.
Além de diminuir o peso e o volume de seu kit, você ainda consegue um melhor
ajuste na hora da manutenção, sem fazer muito esforço.

2.3.2 Parafusadeira

Dreamstime 2012

Figura 11 -  Parafusadeira

A parafusadeira elétrica agiliza o serviço de manutenção, já que pode fazer o


trabalho com mais rapidez e precisão, evitando o desgaste físico. Sua função é
retirar e apertar os parafusos de um computador.
Todo estojo conta com uma variedade enorme de ponteiras próprias para
cada tipo de parafuso. Nesse caso, cabe ao técnico apenas a função de identificar
a ponteira correta e acionar o botão para que ela faça o serviço. Fenda, Philips,
Posidriv, Robertson e várias outras estarão à sua disposição, aguardando apenas
a troca para executar sua função.

FIQUE Para a manutenção de computadores, prefira sempre para-


fusadeiras de baixo torque, recomendadas para trabalhos
ALERTA mais delicados.

Como utilizar
Com o auxílio de uma chave especial incorporada ao estojo da parafusadeira,
você pode trocar as ponteiras e ainda indicar a direção em que ela deve girar.
Não coloque muita força ao utilizar o equipamento para não danificar o local de
entrada do parafuso.
manutenção de hardware e software
24

Dreamstime 2012
Figura 12 -  Estojo de parafusadeira

VOCÊ A maioria das parafusadeiras funciona com bateria. Por-


SABIA? tanto, se faltar energia elétrica, você poderá continuar
seu trabalho.

Cuidados
Alguns cuidados são fundamentais para garantir sua integridade física e a boa
funcionalidade do equipamento. Veja:
a) Nunca utilize esse equipamento em locais úmidos e, principalmente, evite
contato com água. Essas ações podem causar descarga elétrica e queimar o
aparelho;
b) Monitore o estado físico dos cabos e tomadas. Se estiverem danificados,
troque o equipamento ou consulte um técnico;
c) Sempre insira o equipamento na tomada no modo desligado;
d) Evite aproximar o equipamento dos cabelos e de partes frouxas das roupas,
como as mangas de camisa, ou mesmo de gravatas;
e) Nunca ligue o aparelho em contato com o corpo, para que não ocorra a
perfuração da pele;
f) Mantenha o equipamento longe do alcance das crianças.
Outro benefício dessa ferramenta é que você mantém sua integridade física,
evitando problemas como LER (lesão por esforço repetitivo).
2 ELETRICIDADE BÁSICA
17

2.3.3 Parafusos

Já vimos que a parafusadeira pode substituir a velha maleta cheia de chaves,


facilitando o manuseio dos parafusos e simplificando o trabalho do técnico. Ago-
ra, mesmo com uma única ferramenta, porque ainda é preciso tantas ponteiras?
Parafusar corretamente as peças é apenas uma das partes fundamentais para
fazer com que o equipamento funcione de maneira correta. Saber o que fazer e
como fazer é muito importante, pois quando você adquire um computador, rece-
be, além das caixas do monitor e do gabinete, várias outras bem menores cheias
de parafusos. E aí, quando você se depara com uma situação como a que vê na
imagem a seguir, inicia-se um quebra-cabeças.

Dreamstime 2012

Figura 13 -  Parafusos

Com tantos tipos de chaves ou ponteiras, você só pode encontrar muitos tipos
de parafusos. São muitos e chegam a confundir os mais experientes técnicos em
montagem de computadores.
Essas “pecinhas” se diferenciam quanto ao uso e localização de cada uma. Ta-
manhos, tipos de rosca, grossura e comprimento são algumas das diferenças visí-
veis que existem entre os parafusos, mas lembre-se de que todos fazem parte do
mesmo equipamento.
Os parafusos são fundamentais para manter as peças fixas em seus devidos
lugares dentro do gabinete, até porque muitas delas ficam suspensas e sustenta-
dasapenas por eles.

Como identificá-los
São muitos os parafusos que integram a montagem de computadores. É im-
portante identificar quais parafusos prendem peças como o disco rígido e outros
drives. Para facilitar essa identificação, podemos considerar que eles possuem três
tipos de rosca:
manutenção de hardware e software
26

a) autoatarraxante – utilizado apenas para prender a ventoinha responsável


pela refrigeração do equipamento, em geral tem a cabeça achatada e possui
forma de estrela, sendo necessária a utilização da chave Philips para ajustá-lo;
b) parafuso – utilizado para fixar discos rígidos ao gabinete, possui uma ponta
em forma de panela (arredondada);
c) hexagonal – fixa a tampa do gabinete e demais componentes metálicos,
tem a cabeça achatada com formato hexagonal e conexão Philips.
Alguns parafusos se encaixam em diversos locais e causam a falsa impressão
de compatibilidade, porém o comprimento incorreto, ou a espessura inadequada,
pode lascar, alargar ou até mesmo quebrar algum outro componente.
Para consertar a placa-mãe, por exemplo, o técnico deve utilizar parafusos de
rosca fina que, em alguns casos, podem ser de plástico.

De maneira geral, as peças dos computadores são emba-


ladas separadamente com seus respectivos parafusos. É
FIQUE sempre bom ter alguns desses parafusos sobrando no seu
ALERTA kit, pois como são pequenos, podem facilmente ser perdi-
dos. Essa é uma boa dica para não deixar seu trabalho pela
metade.

Além das chaves e dos parafusos, você certamente irá precisar de outras fer-
ramentas que o auxiliarão na manutenção de hardwares. Na próxima seção você
vai ver que os alicates, assim como as chaves, são indispensáveis. Essa ferramenta
também é encontrada no mercado em diversos tamanhos e formatos para que
você possa escolher a que melhor se adapta à sua necessidade.

2.3.4 Alicate
Dreamstime 2012

Figura 14 -  Alicates
2 ELETRICIDADE BÁSICA
17

Você deve ter o alicate mais tradicional em casa. Sua ponta tem um formato
que lembra aboca de um jacaré. Essa ferramenta possibilita a você realizar muitas
tarefas como resgatar parafusos que caiam dentro do gabinete, firmar ou pressio-
nar objetos, segurar fios para corte, colocar parafusos em locais de difícil acesso,
colocar/retirar parafusos hexagonais, entre outras.

Dreamstime 2012

Figura 15 -  Alicate tradicional

Na manutenção de computadores, prefira alicates com a ponta mais estreita,


conhecido como alicate de bico. Ele é indicado para situações em que o movi-
mento deve ser preciso ou de difícil acesso.Veja a seguir um modelo:
Dreamstime 2012

Figura 16 -  Alicate de bico fino

São diversos os fins aos quais se destinam os alicates. Você até pode decapar
fios usando esse tipo de ferramenta, mas não é recomendável intervir na parte
elétrica, a não ser que você esteja certo de que o problema está nessa área.
Com a ferramenta correta, você tem mais precisão e segurança para realizar a
decapagem de fios, evitando o rompimento do cobre responsável pela conexão
elétrica. Entenda por decapagem a remoção da proteção plástica do cabo elétri-
co. Isso é feito para ajustes internos ou para detectar possível corrosão que possa
estar ocorrendo. Esse tipo de diagnóstico pode levar até mesmo à substituição
do fio. Para realizar a decapagem de fios, existe um alicate específico para essa
finalidade. Vamos conhecê-lo?
manutenção de hardware e software
28

Alicate de decapagem
Como já mencionamos, uma das funcionalidade mais comuns do alicate é a
decapagem de fios. Para esse tipo de ocasião, o técnico deve optar pelo alicate
de decapagem. Isso mesmo! Essa ferramenta possui um local próprio para cortes
e decape de fios. É muito importante que você use-o com calma e firmeza, caso
contrário pode causar danos em peças mais delicadas. Dessa maneira, seu traba-
lho será realizado com mais facilidade e de maneira mais segura e garantida.

Eccofer 2012
Figura 17 -  Alicate de decapagem

Ao optar pela ferramenta correta, você tem mais precisão e segurança para
realizar a decapagem de fios, evitando o rompimento do cobre responsável pela
conexão elétrica.

Ao utilizar o alicate específico de decapagem para essa


função, você torna o seu serviço mais prático, proporcio-
FIQUE nando maior facilidade e agilidade, principalmente quan-
ALERTA do for necessário trabalhar com fios finos e curtos. Um
descuido nessa tarefa poderá causar uma pane elétrica no
equipamento, comprometendo seu funcionamento.

Utilização
Dreamstime 2012

Figura 18 -  Decapando fio


2 ELETRICIDADE BÁSICA
17

Assim como a maioria das ferramentas, o alicate de decapagem precisa ser


ajustado para um melhor acabamento. O primeiro ajuste a ser feito é na altura das
lâminas de corte, dessa maneira preserva-se o fio de cobre. Para garantir a eficá-
cia do seu trabalho e uma maior durabilidade do equipamento, observe atenta-
mente as indicações que constam no manual. Todo bom profissional precisa de
ferramentas de qualidade para garantir um serviço bem-feito, com agilidade e se-
gurança. É importante que você, ao realizar serviços elétricos, sempre desligue o
equipamento da tomada, evitando acidentes com descarga elétrica. Utilizando a
ferramenta adequada e tomando as devidas medidas de segurança na realização
do trabalho, você garante mais segurança no serviço que está sendo realizado.
Alicate de crimpagem
Outra ferramenta essencial, principalmente na área de redes, é o alicate de
crimpagem. Mais específico, tem a função comumente conhecida de esmagar as
conexões de um cabo de rede. Essa ferramenta é muito utilizada quando é ne-
cessário fazer um cabo novo ou corrigir alguma falha que possa surgir em cabos
que já estão em uso. Escolha bem, pois quanto mais forte e precisa for a prensa
desses alicates, melhor ficará a conexão e o seu serviço será concluído com mais
qualidade.
Leadership 2012

Figura 19 -  Alicate de crimpagem

A pergunta é: como utilizar um alicate de crimpagem? Inicie o serviço descas-


cando a ponta do cabo. O próprio alicate de crimpagem tem essa função, mas
você também pode utilizar o alicate de decapagem, que, como já vimos neste
estudo, é específico para realizar essa atividade. Em seguida, você vai notar que
dentro do cabo de rede existem vários outros fios mais finos que devem ser inse-
ridos nas vias do conector. Após realizar esse procedimento, insira o conector no
alicate e pressione-o com força até o final.
O alicate deve ser pressionado o suficiente para que a lâmina do conector es-
mague os fios, criando o contato. Com essa ferramenta você não precisa ter medo,
portanto empregue uma boa dose de força para que o conector fique firme. O
alicate ainda o ajudará a gerar pressão para prender a trava plástica do conector.
manutenção de hardware e software
30

Em geral, há uma certa dificuldade para deixar os fios extremamente retos, o


que é fundamental para o bom funcionamento do conector, mas com o tempo a
habilidade se aprimora e fica cada vez mais rápido e fácil dar o acabamento correto.

Você deve desengatar o fio pelo conector, ele é de plásti-


FIQUE co e seguro, assim não causará problemas com descargas
ALERTA elétricas. Puxá-lo pelo fio pode resultar no rompimento da
ligação do conector.

Estudando cada ferramenta assim, separadamente, fica mais fácil perceber o


que cada modelo pode fazer para facilitar e melhorar o seu trabalho, não é mes-
mo? O mercado disponibiliza uma gama imensa de possibilidades, cabe a você se
atualizar e buscar sempre adequar as novidades às suas necessidades.

2.3.5 Pinças

Você pode utilizar as chaves imantadas ou alicates de ponta fina para resgatar
um objeto dentro do gabinete, mas saiba que existe uma ferramenta muito útil e
específica para essa finalidade. As pinças são uma boa dica pra incluir na sua lista
de utilidades para realizar a manutenção de computadores.

Dreamstime 2012

Figura 20 -  Pinças

A pinça é bem conhecida no mundo feminino pela precisão e minúcia do mo-


vimento. No universo dos técnicos de informática, essa ferramenta também é
muito famosa por essa mesma característica. A pinça realiza uma atividade que
somente o ser humano é capaz de fazer, unindo o dedo indicador e o polegar,
2 ELETRICIDADE BÁSICA
17

mas as dimensões dos dedos não permitem alcançar locais restritos, além de ge-
rar energia estática integralmente.
Devido a isso, a pinça encaixa na maleta de ferramentas de um técnico de in-
formática como uma luva. Nos serviços de manutenção de computadores, ela tem
diversas funções importantes. Em primeiro lugar, ela evita o contato direto do cor-
po humano com determinados componentes internos do gabinete, o que, como
já vimos, pode danificá-los ou inutilizá-los, devido à eletricidade estática gerada.
Dessa maneira, essa peça delicada colabora no resgate de parafusos que, por
acidente, caiam dentro do gabinete e que não podem ser acessados pela chave
imantada. Outra vantagem interessante é que ela também auxilia na conexão dos
jumpers nas placas. Por fim, a ferramenta ainda ajuda na hora de realizar uma lim-
peza no computador. Uma pinça será de grande utilidade para remover sujeiras
alojadas em locais de difícil acesso aos quais o ar comprimido não tenha sucesso.
Assim, você poderá remover desde pedaços de papel até a poeira que pode se
formar dentro do gabinete.

Dreamstime 2012

Figura 21 -  Pinça normal

Assim como ocorre com outras ferramentas que já vimos neste estudo,as pin-
ças também podem ser encontradas em diversos tipos, porém os mais indicados
são os modelos com cabos emborrachados e de ponta fina. Esses modelos em-
borrachados evitam a passagem da corrente elétrica, e a ponta fina permite o
acesso a locais mais estreitos.
Para facilitar ainda mais os serviços, existem também as pinças com ilumina-
ção embutida; a luz facilita a visualização dos componentes dentro do gabinete.
Você também irá encontrar modelos com desenhos anatômicos, que são impor-
tantes porque possibilitam a fixação de parafusos ou o alcance em regiões de
difícil acesso.
manutenção de hardware e software
32

Dreamstime 2012
Figura 22 -  Pinça de ponta anatômica

Um bom profissional também é reconhecido pela organi-


zação e conservação dos materiais que utiliza. Além disso,
FIQUE se você não se organizar, esquecerá com frequência seus
equipamentos em casa ou, pior, na casa do cliente. Imagi-
ALERTA ne viajar 40 quilômetros para fazer uma manutenção e es-
quecer uma de suas ferramentas no local em que realizou
um reparo.

Fáceis de encontrar e com preços acessíveis, vale a pena adicionar no seu kit-
pinças variadas. Lembre-se também de que, assim como as demais ferramentas,
você deve mantê-las longe do alcance das crianças, pois sua ponta pode causar
perfurações graves no corpo humano.
Agora, siga em frente para conhecer outras ferramentas que contribuem na
rotina de um técnico de manutenção de computadores.

2.3.6 Ferro de solda

Ferramenta útil na manutenção de computadores, o ferro de solda é indispen-


sável em casos de conexões internas danificadas. Fácil de manusear, o equipa-
mento é comum entre os técnicos de informática.
Junto com suas ferramentas você deve ter sempre um kit de solda básico. Fer-
ro de soldar, sugador de solda, rolo de solda eletrônica (dê preferência ao mais
fino), além do alicate de corte e do alicate de bico. Essas são algumas ferramentas
que fazem parte desse kit. Vamos conhecer agora, de maneira mais detalhada,
cada um desses componentes. Acompanhe.
2 ELETRICIDADE BÁSICA
17

Dreamstime 2012
Figura 23 -  Ferro de solda

Muitas das peças internas do computador são soldadas. Quando o defeito re-
quer um ajuste neste tipo de peça, você terá que utilizar o ferro de solda para
fazer o conserto. O primeiro passo para utilizar essa ferramenta é ligá-la à ener-
gia elétrica. Imediatamente a ponta da solda ficará quente. Nesse momento você
deve aproximá-la do ponto a ser soldado, juntamente com a ponta do rolo de
solda. Essa junção provocará o derretimento do fio de solda e fará a conexão dos
dois objetos. Cuide para não colocar muito fio de solda. Uma boa dica é observar
os outros conectores e procurar manter a mesma quantidade.
Para a manutenção de computadores, prefira o ferro de solda de menor tama-
nho – alguns o chamam de lápis por ter as dimensões pequenas e baixa potência,
ideal para serviços de pequeno porte.
Observe atentamente a ponta da solda, pois é ela que irá aquecer e alcançar
o ponto exato que precisa ser corrigido. Cada ponta de solda tem uma finalidade
específica. Se for o caso, a ponta também pode ser trocada, basta desenroscar
e substituir pelo modelo desejado ou ainda, se necessário,trocar por uma nova
devido ao desgaste que ela pode sofrer ao longo do tempo.
Nunca troque a ponta com o equipamento ligado, pois pode provocar quei-
maduras. Outra orientação importante é que você procure sempre um local se-
guro para descansá-la, assim evitará derreter outros produtos expostos no local.
Após o uso da ferramenta, é indicado deixá-la no suporte de solda. Veja na ima-
gem seguinte um modelo.
manutenção de hardware e software
34

Dreamstime 2012
Figura 24 -  Suporte de solda

Ao manusear o ferro de solda você deve observar a polaridade correta do com-


ponente antes de iniciar o uso. Ligue-o na tomada e aguarde o aquecimento. Em
seguida, você pode verificar a temperatura desejada testando diretamente no fio
de solda.
Se for preciso remover o excesso da solda desgastada, utilize o sugador de sol-
da. Essa ferramenta se encarregará de remover toda a solda derretida no circuito.
Em seguida, com o local limpo, você poderá refazer a solda do componente.

FIQUE Caso pingue solda derretida em local indevido, não vire ou


sopre a placa que você está soldando, pois ela secará rapi-
ALERTA damente sozinha e poderá ser removida com segurança.

Para realizar a limpeza do ferro de solda você precisa, inicialmente, mantê-


-lo aquecido. Com uma esponja ou um pano umedecido em água destilada, vá
removendo todo o excesso de solda da ponteira. Nunca lixe o equipamento, pois
isso diminui a vida útil e prejudica a difusão do calor da ponteira.
Para soldar placas de circuito, prefira as pontas finas e cilíndricas, ou também
chamadas de cônicas; elas alcançarão facilmente o local de manutenção.
2 ELETRICIDADE BÁSICA
17

Dreamstime 2012
Figura 25 -  Solda em uso

É sempre aconselhável que você teste suas habilidades com a solda antes de
realmente executar uma tarefa. Isso evitará que você tenha problemas na hora
que precisar mexer com os circuitos elétricos.
Já vimos até aqui que o kit de ferro de solda é bastante completo e cada item
possui uma função muito importante para a realização dos trabalhos de solda-
gem, mas um técnico precisa ainda de outras ferramentas que, todas juntas, irão
formar um kit ainda mais completo e eficaz. Nas próximas páginas, você vai ver as
ferramentas que não podem faltar para ter um kit completo e assim poder realizar
os serviços com rapidez, segurança e agilidade. Com o tempo, você criará o seu
método de trabalho através das experiências que acumulará, mas não será ruim
começar com as sugestão que preparamos para você!

2.3.7 Montando um kit de ferramentas


Dreamstime 2012

Figura 26 -  Kit de ferramentas


manutenção de hardware e software
36

A experiência que a prática nos agrega faz com que possamos sair de difíceis
situações, mas se você sempre estiver preparado com as ferramentas corretas
para cada necessidade, ganhará um reforço extra para resolver os problemas de
manutenção e ainda não precisará enjambrar para consertar um computador.
A maioria das ferramentas que recomendaremos a seguir possui preço acessí-
vel é facilmente encontrada em lojas de construção, por exemplo. Assim fica fácil
montar um kit prático e útil. Vamos ver agora a lista de ferramentas que você deve
ter sempre em mãos:
a) chaves de fenda, Phillips, Torx, Allen etc. (escolha tipos e tamanhos confor-
me sua necessidade);
b) alicates: alicate comum, alicate decapador e alicate de crimpagem;
c) pinça;
d) borracha;
e) pincel;
f) pasta térmica;
g) testador de cabos LAN;
h) lata de compressor de ar;
i) desengripante;
j) ferro de solda;
k) miniaspirador de pó;
l) pano;
m) sacoantimofo (para colocar dentro do gabinete, fixo por uma fita adesiva e
longe da fonte).
Os preços desses equipamentos costumam variar muito de um local para ou-
tro, portanto uma pesquisa detalhada pode resultar em uma economia conside-
rável, sobrando, inclusive, para adquirir outra ferramenta que não esteja nos seus
planos de imediato.
Além das ferramentas de manutenção, é sempre bom manter peças de teste,
ou seja, peças avulsas que você poderá utilizar para fazer uma substituição tem-
porária e identificar o problema que pode estar ocorrendo no computador. Pro-
cessador, cabo de disco rígido, placa-mãe, placa de rede e vídeo, cooler, HD, pente
de memória, drive de CD e DVD, leitor de cartão de memória e uma fonte esses
são alguns componentes que podem ser substituídos e, fazendo isso, o técnico
identifica mais facilmente a peça que apresenta problema.
Essas são algumas dicas de como fazer e do que ter em mãos ao realizar a
manutenção de computadores. Lembre-se de que fica a seu critério aumentar ou
2 ELETRICIDADE BÁSICA
17

diminuir essa lista de acordo com as necessidades que surgirem com as experi-
ências que vivenciar. Quanto mais completo seu kit, menos imprevistos. Comple-
mente a relação sempre que achar necessário.

Que deve manusear corretamente as peças para não


VOCÊ danificá-las ou até mesmo inutilizá-las. Lembre sempre
que o manuseio das placas deve ser feito segurando-
SABIA? -as pelas laterais e de preferência utilizando a pulseira
antiestática.

Conte sempre com o auxílio dos fóruns, redes sociais de discussão sobre di-
versos temas, que são oferecidos gratuitamente na internet. Através deles você
pode tirar dúvidas com outras pessoas da área de manutenção de computadores
e ainda trocar experiências.
Essa troca de informações via internet acaba criando um enorme banco de
dados e torna-se extremamente útil para o dia a dia. Apesar disso, você deve ficar
atento à fidedignidade das fontes, pois muito do que circula na web pode não ser
confiável.

2.4 UPGRADE DE HARDWARE

Assim como os veículos e celulares, os computadores sofrem melhorias tanto


na estética como nas funções que eles executam. A cada dia surge uma nova tec-
nologia que supera os equipamentos existentes, mas na computação existe uma
solução para adiar a substituição do equipamento: o upgrade de hardware.
Dreamstime 2012

Figura 27 -  Upgrade

Através dessa alternativa, podemos manter nosso equipamento atualizado


por mais tempo realizando apenas melhorias na capacidade dos componentes
instalados de fábrica como, por exemplo, aumentar a capacidade de memória
manutenção de hardware e software
38

RAM, instalar uma placa de vídeo mais evoluída ou ainda aumentar a capacidade
do processador. Essa melhoria só é possível através da substituição desses com-
ponentes.
O processo de troca desses equipamentos precisa ser executado da forma
mais correta possível, evitando qualquer risco ou danos à placa-mãe ou a outros
componentes. Para tanto, você precisa encontrar peças compatíveis e de boa
qualidade, além de preparar os materiais necessários para iniciar a substituição
das peças.
O upgrade da memória e de HD são os mais simples, pois não é necessário
baixar drives ou configurá-los. Desde que sejam compatíveis com as demais peças
que compõem seu hardware, basta encaixá-los nos locais reservados para eles e o
sistema operacional irá reconhecê-los automaticamente.

Em muitos casos o upgrade do BIOS (sistema básico de


FIQUE entrada e saída) será necessário para atualizar o micro e
ALERTA fazer com que o computador aceite os novos dispositivos
instalados.

Agora você já viu que melhorar um computador pode ser mais fácil do que
parece. O mais indicado para usufruir com sucesso das possibilidades de upgrades
que existem no mercado é acompanhar a evolução dos componentes e estar sem-
pre atento às novidades para identificar as melhores alternativas disponibilizadas.

2.5 PROCEDIMENTOS DE TESTE DE HARDWARE

A maioria dos computadores já possui um sistema operacional que fica res-


ponsável por fazer uma leitura, assim que é ligado, para conferir se todas as peças
estão devidamente instaladas, mas trataremos deste tema mais adiante. Por hora,
vamos nos preocupar em aprender a fazer os testes para verificar o que pode es-
tar incorretamente instalado.

2.5.1 Identificando um problema

É natural do ser humano a busca contínua pelo aperfeiçoamento pessoal, in-


telectual e profissional. Independentemente de sermos funcionários ou empre-
sários, estamos constantemente agregando conhecimento para ser melhores
naquilo a que nos propomos. Seja qual for a área escolhida por nós, contamos
com nossos sentidos, que são indispensáveis para executar qualquer atividade.
Audição, olfato, visão, tato e paladar podem ser diferenciais que decidirão quem
2 ELETRICIDADE BÁSICA
17

terá um melhor desempenho. Através da memória, por exemplo, podemos criar


um arquivo humano de diversas situações que vivenciamos e essas experiências
podem nos servir para resolver assuntos futuros.
Na informática, podemos ver claramente pelo menos dois desses sentidos
atuando intensamente. Em muitos casos, apenas uma análise olfativa ou visual
pode ser suficiente para detectar um problema que já foi vivenciado em algum
momento de nossa vida.

Dreamstime 2012

Figura 28 -  Visão

A inspeção visual é o primeiro passo para identificar um possível defeito em


componentes de um gabinete como, por exemplo, um acabamento malfeito, co-
nexões ou placas desencaixadas, alterações de cores ou espessura de determi-
nada peça, corrosão/oxidação, entre outros. Através da audição você pode, por
exemplo, identificar problemas no cooler. Já o olfato pode ajudar a detectar pos-
síveis queimaduras de componentes ou até mesmo do estabilizador, modem e o
que mais for suscetível a esse tipo de problema.
Dreamstime 2012

Figura 29 -  Sentidos
manutenção de hardware e software
40

Para contar com essas ferramentas naturais do ser humano, é necessário que
você saiba em que estado as peças devem estar, assim como também reconhecer
as cores originais de fios, componentes e circuitos elétricos pertencentes a um
computador. Esse conhecimento pode representar economia de tempo ao con-
sertar um componente.
Na informática, é preciso aliar o estudo teórico à prática, pois essa combinação
fornece conteúdo suficiente para que possamos resolver qualquer problema que
possa surgir.

Dreamstime 2012
FIQUE Assim que adquirir um conhecimento básico, abra seu
gabinete e reconheça as peças mencionadas ao longo do
ALERTA curso.

Você viu como o corpo humano por si só oferece uma série de funções que po-
dem facilitar o trabalho manual de qualquer equipamento. Portanto, cuide bem
desses sentidos naturais utilizando os protetores visuais, as luvas e o que mais for
necessário, assim você evita acidentes e mantém sua integridade física.

2.5.2 Testando o hardware

Existem diversas técnicas de testes em hardwares, mas você pode partir do


princípio de que se estiver com o kit de ferramentas completo, incluindo peças e
componentes adicionais, testar o hardware, na pior das hipóteses, nada mais será
do que substituir peça por peça para identificar em qual delas está o problema.
Além disso, outro fator imprescindível para teste é a conferênciado estado físico
de cabos e tomadas nos quais o equipamento está ligado. Se o problema for co-
nexão com a rede, você poderá contar com um equipamento chamado testador
de cabo. Vamos ver como essa ferramenta funciona? Siga em frente!
2 ELETRICIDADE BÁSICA
17

Simples ou sofisticados, os testadores verificam a continuidade dos dados


transmitidos pelos cabos, checando se o percurso do sinal elétrico chega inte-
gralmente à outra ponta e ainda verifica se ele cumpre as especificações mínimas
de funcionamento. O diagnóstico é apresentado através de luzes que se acendem
quando o testador é conectado. Caso uma delas esteja apagada, significa que
aquela conexão está com defeito. Testadores mais simples não identificam em
que ponto exatamente o cabo está partido, obrigando o técnico a trocar o cabo
inteiro. Os modelos medianos oferecem um diagnóstico detalhado, mostrando a
capacidade de velocidade dos cabos e verificando se são indicados para as trans-
missões de 100 a 1.000 megabits. Além disso, avisam, inclusive, se algum dos oito
contatos estão rompidos. Por fim, existem ainda outros modelos, mais sofistica-
dos, em que é possível identificar até o local em que o cabo está rompido.
Independente do modelo, para realizara leitura você deve conectar cada pon-
ta do cabo em cada um dos aparelhos do testador. A partir daí ele fará a leitura e
indicará, através das luzes, se há problemas nas conexões.

Nem sempre o barato sai caro. Pesquise e analise as espe-


FIQUE cificações do equipamento para ver se atendem ao que
ALERTA você necessita.Quanto mais rápido você cobrir suas des-
pesas com ferramentas, mais rápido virá o lucro.

O testador de cabo é um grande aliado para os profissionais que trabalham


com montagem de redes, mas ele também é muito útil para os técnicos de ma-
nutenção, pois em muitos momentos você irá se deparar com problemas de co-
nexão, o que pode resultar em conserto ou até mesmo substituição do cabo em
uso. Portanto, não será raro e talvez seja até comum ter que testar a integridade
dos cabos de conexão. Alguns consideram o testador dispensável para trabalhos
eventuais, pois é raro encontrar defeitos em cabos, e o mais raro mesmo é que os
cabos venham com defeito de fábrica, pois são resistentes, flexíveis e facilmente
instalados.
Quase sempre os problemas serão causados por conectores mal crimpados.
Nessa hora o alicate de crimpagem será muito bem empregado para realizar a
manutenção. Talvez não seja a sua função, mas um bom profissional sempre re-
solve o problema.

2.5.3 Limpeza

Alguns problemas são constantes e comumente vivenciados pela maioria dos


técnicos em manutenção de hardwares. Nesta seção você conhecerá os casos que
geralmente são os campeões de chamadas técnicas.
manutenção de hardware e software
42

Por incrível que pareça, um dos motivos que mais causam problemas no desem-
penho do computador ou em seu funcionamento é a limpeza do equipamento.

Dreamstime 2012
Assim como todos os objetos que temos aos montes em casa, o computador
também precisa ser limpo. Na verdade, um dos grandes problemas caseiros dos
usuários comuns está relacionado ao acúmulo de sujeira nos componentes res-
ponsáveis pelo bom funcionamento do sistema.

Dreamstime 2012

Isso acontece porque dentro do gabinete existe uma ventoinha (cooler) que
puxa o ar externo e refrigera os circuitos internos sempre que o computador está
ligado. Neste ponto, chegamos a outro problema que também soma um bom nú-
mero de chamados técnicos de manutenção. Uma falha na ventoinha pode pro-
vocar um aquecimento interno. Se esse problema não for reparado a tempo, os
danos podem ser enormes, variando desde o travamento do sistema, redução da
vida útil ou até mesmo o dano permanente do componente superaquecido. Esse
problema, às vezes, é detectado facilmente. Isso porque quando o computador é
ligado, ele funciona normalmente e, com o passar de alguns minutos, ele começa
a apresentar problemas. Em geral, instale o computador em locais ventilados que
facilitarão o trabalho do cooler. Isso ajudará a evitar o superaquecimento interno.
2 ELETRICIDADE BÁSICA
17

O cooler também puxa a poeira que vai se acumulando com o tempo sem que
as pessoas vejam, pois com o gabinete fechado é impossível ver o que acontece
por dentro. Por isso, fique atento à idade do computador e realize uma limpeza
interna uma ou duas vezes por ano – mas ela deve ser feita com todo o cuidado e
com ferramentas apropriadas para esse fim.
Vamos ver agora o que podemos usar para a tarefa de limpeza.

Dreamstime 2012

Figura 30 -  Cooler sujo


Dreamstime 2012

Figura 31 -  Cooler limpo

Para fazer uma limpeza de hardware você precisa ter sempre à disposição pin-
ças, panos limpos, cotonetes, palitos de dente, detergente, água, pincel com cer-
das longas e macias, chaves de fenda, Philips e outras, algodão e ar comprimido.
Antes de qualquer coisa, confira se o computador está desligado. Outra dica im-
portante é nunca usar água dentro do gabinete. Além disso, seja cuidadoso, pois
as peças são sensíveis.
Você pode começar a limpeza pelo teclado virando-o de cabeça para baixo e
sacudindo-o. Com o ar comprimido, remova a sujeira que estiver por baixo das
teclas e que é de difícil acesso. O pincel também pode ser útil nesse caso. Em se-
manutenção de hardware e software
44

guida, limpe o teclado passando um pano úmido sobre as teclas para eliminar a
oleosidade deixada pelos dedos. Para finalizar, seque com um pano seco.

Dreamstime 2012
Figura 32 -  Teclado sujo

Dreamstime 2012

Figura 33 -  Teclado limpo com pincel


Dreamstime 2012

Figura 34 -  Teclado limpo com pano


2 ELETRICIDADE BÁSICA
17

Que se sentir segurança, você pode retirar as teclas para


VOCÊ limpar por baixo, mas cuidado para não desordená-las
na recolocação. Os cotonetes serão úteis para limpar os
SABIA? cantos de difícil acesso. Esse procedimento não é reco-
mendado para notebooks.

O mouse também deve ter atenção especial e, com um pano úmido, você já
consegue caprichar nesse componente. Caso seu mouse seja com bolinha, você
pode abrir a base na parte de baixo dele e, com um palito de dentes ou cotonete,
remover o excesso de poeira acumulada nas barras laterais que dão movimento
ao cursor. Você vai se surpreender com a quantidade de poeira que esse equipa-
mento é capaz de acumular com o tempo.
Em relação aos cabos, é recomendável apenas uma passada de pano úmido,
cuidando para não chegar às pontas metálicas. Em seguida, passe um pano seco.
Já falamos sobre a limpeza de vários componentes do computador, mas sem
dúvida o mais visível deles é o monitor. Independentemente do modelo, você
deve utilizar sempre um algodão ou pano levemente umedecido. Fique atento!
Sempre seque ao finalizar a limpeza. A parte externa do monitor pode ser limpa
com água e detergente sem excesso.
Aline Pimentel 2012

Figura 35 -  Limpando monitor com pano

A utilização de produtos como o álcool pode danificar a estética do equipa-


mento com o tempo. O restante da parte externa pode ser limpo com pano úmi-
do e aspirador de pó.
manutenção de hardware e software
46

Dreamstime 2012
Figura 36 -  Aspirador portátil

Você sabia que deve ter muito cuidado com a utilização


VOCÊ da água como ferramenta de limpeza de hardwares?
SABIA? Deixar peças úmidas pelo excesso de água pode causar
danos a você e ao equipamento.

Assim como a parte externa, a parte interna requer igual atenção na hora da
faxina. O acúmulo de sujeira sobrecarrega o cooler e pode causar o aquecimento
interno de alguns componentes, portanto a limpeza interna é essencial para a
longevidade do computador.
Dreamstime 2012

Figura 37 -  Componentes sujos

A limpeza interna exige atenção redobrada quando comparamos esse proce-


dimento com a limpeza externa, isso se justifica em virtude de você tratar as pe-
ças que não possuem proteção quando ficam expostas, ou seja, quando a capa
do gabinete é removida.
Portanto, muito cuidado com os componentes eletrônicos de um gabinete,
como as placas, que em geral possuem uma coloração esverdeada e comportam
2 ELETRICIDADE BÁSICA
17

as ligações elétricas. Para limpar esse componente, passe apenas um pano seco,
assim evita danificar as conexões.Você não deve empregar muita força na hora da
limpeza das peças, pois isso pode acabar prejudicando algum contato fundamen-
tal para o funcionamento do equipamento.
Dê uma atenção especial à limpeza do cooler, pois ele é o responsável por evi-
tar o superaquecimento das peças internas do gabinete, lembra? Opte pela se-
gurança e, nesse caso, prefira utilizar o pincel para limpar as ventoinhas e outros
componentes internos.

É indicado realizar uma limpeza geral no computador


VOCÊ uma vez por ano. Dessa forma você contribui para um
SABIA? melhor desempenho do equipamento e para a conser-
vação das peças.

A oxidação é um problema que você pode evitar adotando a limpeza frequen-


te de hardware. A oxidação dos componentes, na maioria dos casos, é facilmente
resolvida com pincel, desengripante e uma borracha simples (daquelas escola-
res). A borracha limpa o local oxidado, mas utilize sempre luvas para evitar a está-
tica, pois pode danificar as peças ou inutilizá-las.
Dreamstime 2012

Figura 38 -  Peça oxidada

É contraindicada a utilização de spray para evitar corro-


sões. Prefira sempre componentes de melhor qualidade, já
FIQUE envernizados, revestidos de metais nobres ou blindados.
ALERTA Apesar de mais caras, essas escolhas dão a você mais pro-
teção e durabilidade das peças, principalmente para quem
reside próximo à praia.
manutenção de hardware e software
48

1 condutividade Até aqui você já aprendeu que a limpeza dos computadores é muito impor-
térmica
tante e que pode até aumentar a vida útil da máquina. Além disso, já viu que é
Condutividade térmica é preciso tomar cuidado com o contato manual e que, para evitar essas atitudes, o
a quantidade de calor que mercado oferece várias ferramentas que podem lhe auxiliar na limpeza do har-
circula pelo equipamento.
dware. Você está preparado para seguir em frente? Então vamos conhecer agora
alguns materiais que podem ajudar a fazer uma boa limpeza nos componentes.

2.5.4 Materiais úteis na limpeza

Alguns itens são indispensáveis para fazer uma limpeza completa e eficiente.
Portanto, papel e caneta na mão para anotar todos os detalhes e não esquecer
de nada.
Ar comprimido
Um produto muito útil e seguro para utilizar na limpeza de hardwareé o ar com-
primido. Como já vimos, os componentes internos de um computador exigem um
cuidado de manuseio e atenção no momento da limpeza quando tratamos de co-
nectores ou placas eletrônicas. Fique sempre atento aos itens específicos que fa-
cilitarão seu trabalho, mas nem sempre são comuns nas residências ou empresas,
portanto previna-se e tenha o máximo de ferramentas com você onde estiver.
O ar comprimido é um item indispensável na limpeza de hardware. Ele é feito
do ar compactado semelhante ao sistema utilizado para armazenar gás nos boti-
jões e produtos em spray, porém em escala menor, pois o fim ao qual se destina
não exige tanta pressão.
Dreamstime 2012

Figura 39 -  Embalagem de ar comprimido

Normalmente comercializado em latas, o ar comprimido não oferece risco de


explosão e sua embalagem é semelhante à do desodorante aerossol que utiliza-
2 ELETRICIDADE BÁSICA
17

mos diariamente. A diferença é que o ar comprimido possui um bico fino e longo


que permite atingir locais estreitos e de difícil acesso.
Como possui grande pressão, o jato de ar emitido é útil para remover poeira
e pequenas sujeiras em locais como teclado, CPU, impressoras e muitos outros.
O cuidado com o manuseio dessa ferramenta deve ser redobrado, pois apesar
de o ar comprimido não ser tóxico, pode causar danos graves a sua integridade
física: o contato direto com a pele ou com os olhos pode causar irritações. Utilize
sempre luvas e óculos de proteção. A pressão emanada por esse produto pode
arrancar um olho da órbita, causar hemorragias e até mesmo o rompimento do
tímpano. Portanto, esteja atento à direção do pino de saída do ar.
No dia a dia você descobrirá com a experiência novas ferramentas que oauxi-
liarão a trabalhar melhor, com mais qualidade e segurança, e verá também que
é natural que algumas peças sofram com o desgaste do tempo por estar em uso
constante. A partir do momento que você realiza uma limpeza completa no com-
putador e seus componentes, alguns ajustes podem ser fundamentais para dar
um diferencial no seu serviço.
Pasta térmica
A pasta térmica muitas vezes já vem aplicada no cooler, mas desgasta-se com
tempo. Uma facilidade desse produto é que você não terá dificuldade de encon-
trá-lo no mercado local embalado em tubo ou seringa a um preço acessível. Sua
composição baseia-se em óxido de zinco e possui uma coloração branca, porém
existem diversos tipos com composições mais elaboradas, mas todas com o mes-
mo objetivo.
Dreamstime 2012

Figura 40 -  Pasta térmica

Assim que o processador estiver instalado, espalhe uma leve camada da pasta
sobre ele – isso fará que a condutividade térmica1 entre o processador e o cooler
seja reduzida quando o equipamento estiver em funcionamento.
manutenção de hardware e software
50

A aplicação da pasta deve ser feita de maneira uniforme, cobrindo com uma
camada fina todo o dissipador do processador antes de instalar o cooler. Caso
esse procedimento não seja feito, a pressão do cooler fará, porém o resultado não
será tão eficiente.
Na manutenção de computadores você poderá remover a camada desgastada
de pasta térmica utilizando uma flanela e álcool isopropílico. Em seguida você
pode aplicar a pasta de sua preferência sobre o local limpo. Não utilize objetos
metálicos na remoção para evitar arranhões na base do cooler ou ainda prejudicar
a dissipação do calor.

Antigamente utilizava-se um produto emborrachado


VOCÊ chamado elastômero, mas em temperaturas superiores a
60 graus ele derretia e não era tão eficiente como a pasta
SABIA? térmica. Caso você encontre um deles por aí, é recomen-
dável removê-lo e aplicar a pasta térmica, pois aplicar a
pasta térmica por cima torna-o mais ineficiente.

Nesta seção você conheceu alguns itens indispensáveis na maleta de todo té-
nico de manutenção de hardwares. Através deste estudo foi possível identificar
a importância de cada utensílio para melhorar o resultado final do serviço. Com
certeza, um bom profissional não pode deixar deter esses materiais de limpeza
no seu kit.

2.6 CONHECENDO O HARDWARE

Agora que você já viu os materiais que deve ter em mãos para trabalhar com
manutenção de hardwares, chegou a hora de conhecer a anatomia de um com-
putador. Embarque nessa viagem, porque você vai terminar esse tour conhecen-
do os hardwares em todos os detalhes.

2.6.1 Monitor

Começando pela parte externa, o primeiro item que vamos conhecer aqui é
o monitor. Semelhante às TVs residenciais, o primeiro monitor de computador
foi utilizado nos anos 1970 e era de fato um aparelho de TV adaptado para essa
finalidade. O televisor serviu de inspiração para a fabricação dos monitores, como
pode ser observado até hoje em sua evolução. Classificado como um hardware de
saída de dados, é através desse componente que são visualizadas as solicitações
processadas pelo computador.
2 ELETRICIDADE BÁSICA
17

Inicialmente chamados de monocromáticos ou defósforo verde, os monitores


emitiam os dados em apenas uma cor, que geralmente era verde. Em seguida
surgiu o monitor colorido, capaz de emitir de quatro a 16 cores. Porém, essa tec-
nologia já foi superada logo em seguida pelo EGA, que permitia a emissão de 16
a 64 cores. Dessa maneira, o aparelho foi evoluindo até chegar aos monitores
modernos com touchscreen e imagens 3D que utilizamos atualmente.

VOCÊ Uma novidade que está agitando esse nicho são os mo-
nitores holográficos, que ainda são raros no mercado.
SABIA? Mesmo assim, a inovação promete ser a nova sensação.

Dreamstime 2012

Figura 41 -  Monitor monocromático


Dreamstime 2012

Figura 42 -  Monitor 3D
Dreamstime 2012

Figura 43 -  Monitor holográfico


manutenção de hardware e software
52

2 impressora matricial As conexões de um monitor podem variar e esse é um item importante na


hora de realizar a compra de um novo equipamento. Entre as opções do mercado
A impressora matricial
imprime caracteres ou você pode escolher a conexão VGA (Video Graphics Array): conexão analógica que
gráficos, percutindo a fita transmite basicamente três cores e ligada por cinco cabos; a DVI (Interface de Ví-
com um conjunto de pinos
(diz-se de impressora de deo Digital – Digital Video Interface): preserva os dados em formato digital e você
impacto)
pode encontrar o DVI-D (somente sinal digital) e DVI-I (permite conectar monitor
analógico); e HDMI (High-Definition Multimedia): é a mesma existente nas TVs de
última geração. Esse último possui sinal digital de áudio e vídeo com excelente
resolução e permite conexão DVI. Alguns monitores LCD possuem conversor ana-
lógico/digital. Atualmente o sinal analógico melhorou muito, tornando-se seme-
lhante ao sinal digital.

2.6.2 Caixas de som

As caixas de som de um computador são conhecidas, em termos técnicos,


como hardwares de saída de som. Esses equipamentos são responsáveis por emi-
tir todo o conteúdo sonoro de músicas, vídeos, mensagens, entre outros. Além
disso, esse acessório permite contato semelhante ao do telefone, desde que
acompanhado de um microfone para saída de voz.
Dreamstime 2012

Figura 44 -  Caixa de som

2.6.3 Impressora

Seja no trabalho, em casa ou até em um ambiente de estudos, o hardware de


saída de dados, como é conhecida a impressora em termos técnicos, é responsá-
vel por imprimir ou copiar qualquer conteúdo desejado. Esse mesmo equipamen-
to ainda pode ser um hardware de entrada, caso possua a função scanner, método
que permite ao usuário digitalizar textos ou imagens e arquivá-las digitalmente.
Existem diversos tipos de impressoras e as mais comuns são: a impressora jato
de tinta, geralmente encontradas em residências, que é lenta e demora para secar
2 ELETRICIDADE BÁSICA
17

a tinta no papel, mas costumam ter valores acessíveis; a impressora a laser: mais
rápida e com secagem instantânea, esse equipamento é comum em empresas
devido à agilidade que proporciona; impressora matricial2 a preferida das empre-
sas que emitem relatórios, cheques em grande quantidade e notas fiscais avulsas
é conhecida pela rapidez na impressão e pelos preços altos de mercado; impres-
sora térmica: responsável pela emissão de cupons de cartão de crédito.

Dreamstime 2012

Figura 45 -  Impressora matricial


Thiago Rocha 2012

Figura 46 -  Impressora a laser


Dreamstime 2012

Figura 47 -  Impressora térmica


manutenção de hardware e software
54

Assim como os monitores, as impressoras também possuem conectores dife-


renciados, cabendo a você verificar qual é o conector correto para o seu compu-
tador.

2.6.4 Teclado

Assim como o monitor se inspirou nas TVs, os teclados se inspiraram na máqui-


na de escrever. Chamado de hardware de entrada de dados, esse equipamento
possui de 90 a 130 teclas e conexão de entrada PS2, Plugand Play e, a mais utiliza-
da atualmente, a conexão USB. O teclado permite ao usuário digitar textos, fazer
cálculos e, em muitos casos, dispensa o uso do mouse.

Thiago Rocha 2012


Figura 48 -  Teclado

No Brasil, o teclado mais comum é o ABNT e pode ser


VOCÊ facilmente configurado acessando a seguinte sequên-
SABIA? cia: Painel de Controle> Opções Regionais e de idioma>
Idiomas>Detalhes e selecione o idioma de entrada Por-
tuguês Brasil ABNT ou ABNT2.

Ainda restam muitos hardwares interessantes para serem estudados. Ficou


claro até aqui? Então vamos continuar o conteúdo.

2.6.5 Mouse

O popular “rato” é um hardware de entrada de dados muito adorado pelos


usuários por facilitar a navegação.O mouse foi aperfeiçoado pela Apple em 1983
e logo depois adaptado para o sistema operacional Windows, da Microsoft. Com
o tempo, esse equipamento ganhou diversos formatos, com diversas cores, além
da modernizaçãoda tecnologia inicial registrada pela tecnologia do mouse óp-
2 ELETRICIDADE BÁSICA
17

tico. Você ainda determina a velocidade e o formato que deve ser mostrado na
interface gráfica.

Os dias do mouse podem estar contados devido às no-


vas tecnologias,podendo ser substituídos por telas tou-
VOCÊ chscreen e, quem sabe, os comandos mentais. Acha im-
SABIA? possível? Já existe o desenvolvimento desta ferramenta,
mas mesmo que tenha sucesso ainda vai depender da
adaptação e do custo para o usuário, mas é o que pro-
mete o futuro dessa ferramenta.

Com o botão esquerdo do mouse você abre arquivos e seleciona objetos, além
de posicionar com um clique o curso de um texto ou célula de uma planilha de
cálculos muito rapidamente. O botão direito permite acessar as propriedades do
arquivo, além de abrir opção de formatação para o trabalho que está sendo re-
alizado. Você ainda pode visualizar a tela através do scroll (esfera central), que
funciona como barra de rolagem do Word para navegação na internet ou leitura
de textos.
Dreamstime 2012

Figura 49 -  Mouse

Até uma das figuras mais populares entre os usuários de computadores e no-
tebooks disputa espaço com as novas tecnologias que chegam a todo momento
no mercado. Esse é mais um indício de que na área de informática o profissional
precisa estar sempre renovando conhecimento e buscando aprimorar os conhe-
cimentos adquiridos.

2.6.6 Webcam

As webcams surgiram no mercado em 1994 e atualmente a maioria já acom-


panha os computadores, inclusive no modelo embutido, como nos casos dos
notebooks. Esse hardware de entrada de dados é muito utilizado em video con-
ferências, para reuniões de família cujos membros residem afastados e se tornou
mania entre os internautas.
manutenção de hardware e software
56

Dreamstime 2012
Figura 50 -  Webcam

A resolução da webcam pode ser um grande diferencial na imagem gerada.


Procure ler atentamente as especificações técnicas antes de adquirir o equipa-
mento e veja se atende às suas necessidades.

2.6.7 Estabilizador X no-break

Não menos importante que qualquer outro hardware, esses equipamentos po-
dem garantir a sobrevivência do computador em dias de tempestade ou quando
há quedas de energia não programadas. Além disso, os aparelhos servem como
uma barreira para as oscilações elétricas.
Artigo comum no Brasil, o estabilizador é o equipamento utilizado para fazer
a conexão do computador à energia elétrica, evitando que ele queime por des-
cargas elétricas.
Esse equipamento surgiu na década de 1940 para resolver problemas com as
constantes oscilações de energia que ainda temos em nosso país e que podem
prejudicar aparelhos sensíveis como rádio e TV. Sua função é informada pelo pró-
prio nome: estabilizar a corrente elétrica corrigindo eventuais oscilações como
descargas elétricas, sub ou sobretensões que possam ocorrer. O estabilizador ni-
vela a tensão elétrica, diminuindo os picos que podem ser prejudiciais para equi-
pamentos elétricos. Porém, como já constatado, em vez de nivelar a tensão, ele
acaba funcionando como um “testa de ferro”, ou seja, queima antes do compu-
tador, preservando assim a integridade dos componentes. Para muitas pessoas,
uma boa fonte de alimentação pode ser o diferencial necessário na proteção do
equipamento. Além disso, o tempo de resposta pode comprometer aparelhos
mais sensíveis. Por fim, os estabilizadores ainda servem como uma extensão de
tomada, permitindo que outros aparelhos elétricos sejam conectados a ele. Por
isso, escolha um estabilizador de qualidade. Em muitos casos esse equipamento
pode ser facilmente substituído por um bom filtro de linha ou um aterramento
adequado, que desempenhará a mesma função e saibem mais em conta.
2 ELETRICIDADE BÁSICA
17

Dreamstime 2012
Figura 51 -  Estabilizador

Mas já existe outra solução nessa área. O no-break cria uma proteção real con-
tra instabilidades da rede elétrica, trabalhando tanto on-line como off-line. Co-
muns e baratos, esses equipamentos são recomendados para residências. A ver-
são on-line, mais confiável, é recomendada para grandes servidores.

O no-break armazena energia elétrica em suas baterias,


sendo capaz de suportar por um determinado tempo os
equipamentos nele ligados, permitindo o seu funciona-
mento normal. Dessa forma, se faltar luz, seu computa-
VOCÊ dor será alimentado por algum tempo com energia nor-
SABIA? mal até desligar por completo. Esse mecanismo permite
ao usuário salvar os trabalhos que estavam em execu-
ção sem perda de informação.Em regiões mais desen-
volvidas, com redes elétricas mais estáveis, um simples
filtro de linha com suporte a filtragens eletromagnéticas
já é suficiente para evitar prejuízos

Conhecer bem cada componente interno ou externo do computador faz de


você um técnico mais preparado para sugerir substituições que forem realmen-
te necessárias. Acompanhe sempre as novas tecnologias, seus benefícios e suas
desvantagens, assim você poderá fazer com que seu cliente entenda que ter um
excelente HD e um péssimo processador, por exemplo, não melhorará o desem-
penho do equipamento. Entenda para se fazer entender!

2.7 CONEXÕES DE HARDWARES

Todo hardware adquirido deverá ser conectado aos componentes internos do


gabinete para que possam interagir com as placas que enviarão as solicitações
do usuário para a tela ou caixas de som. Vamos conhecer agora alguns tipos de
conexões comuns no mercado.
manutenção de hardware e software
58

Porta paralela: Praticamente todos os PCs possuem esse tipo de conexão e,


em geral, contam com mais velocidade na transmissão de dados.

Dreamstime 2012
Figura 52 -  Porta paralela

SCSI (Small Computer System Interface): Oferece alta qualidade, mas exige
a instalação de uma placa controladora. Geralmente utilizada por empresas.

Dreamstime 2012

Figura 53 -  Conexão SCSI

Conector PS/2
Dreamstime 2012

Figura 54 -  Conexão PS/2


2 ELETRICIDADE BÁSICA
17

USB (Universal Serial Bus): É a conexão mais utilizada e mais prática. Esse é
um modelo econômico e dispensa manual de instrução. Geralmente reconhece
de imediato o equipamento conectado por ele, basta conectá-lo à entrada USB e
está finalizada a instalação!

Figura 55 -  ConexãoUSB Dreamstime 2012

FIQUE Na dúvida, sempre prefira conectores USB, pois são mais


ALERTA simples, resistentes e padrão em todos os computadores.

Atualmente já contamos com conexões sem fio como o Bluetooth, o celular e


o infravermelho em controles remoto e Wi-Fi para acesso à internet. Todas essas
tecnologias precisam de softwares, placas e, em alguns casos, aparelhos adicio-
nais, como o caso do modem para internet wireless.
Para se destacar no mercado, esteja sempre atento às novas tecnologias para
recomendar produtos de ponta compatíveis com a necessidade do seu cliente.

2.8 INSTALAÇÃO DE HARDWARE

Vamos entrar agora na parte prática da manutenção de computadores. Primei-


ramente, é essencial que todo técnico de hardware conheça em detalhes como
realizar a montagem de um computador, uma vez que essa será função primor-
dial na manutenção de hardware. Você frequentemente terá que desmontar os
componentes do gabinete para poder realizar os testes e identificar o real motivo
de um problema, consertar e posteriormente montar novamente o equipamento
sem deixar que peças essenciais fiquem de fora.
manutenção de hardware e software
60

Dreamstime 2012
O primeiro passo é identificar a função que esse computador irá desempe-
nhar. Se for para utilização primária, como num computador residencial em que
se usam planilhas de textos e cálculos ou para acesso à internet, você pode utili-
zar placas de vídeo e processadores menores, que mesmo assim, o equipamento
dará conta de executar as tarefas diárias. Se a utilização for para fins profissionais,
recomende HDs e memórias com maior capacidade de processamento, além de
placas de vídeo e acesso à internet de melhor qualidade. É recomendável ainda
um dispositivo de backup para salvar constantemente a produção desenvolvida.
Montar um computador com peças de baixo custo causará, inicialmente, uma
sensação de satisfação ao cliente, mas num curto prazo ele ficará frustrado pelo
baixo desempenho que o equipamento apresentará. Esclareça sobre o diferencial
de optar por componentes melhores colocando em evidência a maior durabilida-
de e o melhor desempenho que o cliente obterá. Causar uma sensação de satisfa-
ção duradoura pode reverter em recomendações para novos serviços.
Fique atento às pequenas diferenças entre os gabinetes. Podem ser verticais
ou horizontais, com formas diferentes de fixação da CPU e na disposição dos dri-
ves internos. Mas não é algo com que você deva se preocupar, pois as instalações
não mudam muito de um gabinete para outro, independentemente do formato-
do gabinete.
Prepare o local de trabalho antes de iniciar a montagem. Utilize a manta an-
tiestática sobre uma mesa ou bancada para que você possa espalhar as peças
sem risco de danos. Tenha sempre com você as luvas e a pulseira antiestática para
manusear com segurança os componentes. Com o gabinete deitado, separe os
parafusos de acordo com suas finalidades e inicie a montagem.

FIQUE Certifique-se de que o computador esteja desligado da


ALERTA tomada para evitar danos ao equipamento e à sua saúde.
2 ELETRICIDADE BÁSICA
17

Pode ficar tranquilo porque esse estudo ainda vai trazer mais detalhes, bus-
cando facilitar mais o aprendizado. A seguir você vai ver um passo a passo da
montagem de um hardware.

2.8.1 Passo a passo

Dreamstime 2012

Figura 56 -  Gabinete padrão vazio

Basicamente é nestes locais que deverá ser instalada as peças.


Quase um quebra-cabeças, o que vamos ver agora é como montar um hard-
-ware. Fique tranquilo porque com as dicas que você verá aqui, ficará muito mais
fácil trabalhar e alcançar esse objetivo com sucesso. A seguir você verá basica-
mente os locais em que deverão ser instaladas as peças:
a) placa CPU;
b) fonte
c) placas para remoção e instalação de placas de extensão
d) deve ser aberta e ali ficarão o conector do teclado, seriais, paralela, USB, etc.
e) drivers e disco rígido
f) botões de LED liga/desliga
A placa-mãe deve ser o primeiro componente instalado.Observe que na parte
de trás do gabinete há uma placa de metal; é nesse local que deverá ser colocada
a placa-mãe. Em seguida, fixe-a na chapa do gabinete.
manutenção de hardware e software
62

Intel 2012
Figura 57 -  Placa-mãe

Na figura a seguir, estão duas imagens com os parafusos que sustentarão a


placa-mãe. Fique atento para as características dessas peças, você tem de conhe-
cê-las quando for atender algum chamado ou fazero conserto de um hardware.

Thiago Rocha 2012


Figura 58 -  Parafusos de sustentação da placa-mãe

Com a placa-mãe instalada, é a vez do processador e da memória. Primeiro,


vamos falar do processador. Aplique a pasta térmica no processador e encaixe-o
com os pentes para baixo na base reservada para ele. Não force o componente,
ele deve se encaixar facilmente.
Aline Pimentel 2012

Figura 59 -  Local reservado para o processador


2 ELETRICIDADE BÁSICA
17

Você deve ter muita atenção ao encaixar os pentes de memória. Tenha muito
cuidado para não tocar nos circuitos. Para evitar esse contato, sempre segure o
componente eletrônico pela lateral. Veja a seguir o jeito certo e o errado, compa-
re as imagens para entender a forma correta de segurar os pentes de memória.

Figura 60 -  Correto Thiago Rocha 2012


Thiago Rocha 2012

Figura 61 -  Incorreto

Depois instale a fonte reservando uma atenção especial para esse componen-
te, pois é através dela que a energia elétrica será enviada para o computador.
O HD (memória) pode ser instalado em seguida. Tenha muito cuidado com as
descargas eletrostáticas (ESD) que são emitidas pelo contato do corpo humano
com os circuitos elétricos. Utilize sempre luvas e pulseira antiestática para evitar
qualquer problema desse tipo.
Thiago Rocha 2012

Figura 62 -  HD
manutenção de hardware e software
64

Para entender um pouco mais sobre esse assunto, acesse a


página <http://www.tecmundo.com.br/2545-manutencao-
SAIBA -de-pcs-a-biblia.htm#placa mae>. Você pode acompanhar
MAIS a montagem de um computador através do endereço:
<http://www.youtube.com/watch?v=msMWmK2P_
QI&feature=related>.

O próximo passo é instalar os fios do painel frontal. Para esse processo, con-
sulte o manual e identifique o local exato de cada um, pois nem todos possuem
identificação. Esses fios terão seus lugares de conexão na placa-mãe. O mesmo
procedimento deverá ser feito para as portas USB, entrada para microfone e saída
para fones de ouvido ou alto-falante. O conjunto pode chegar a nove fios. Cuide
para organizar e manter unidos os fios dentro do gabinete, assim você contribui
para que a ventilação ocorra mais facilmente.
Agora basta ligar o computador e aguardar que o sistema reconheça todas as
peças recém-instaladas.

Dreamstime 2012

Figura 63 -  Memória

2.8.2 Upgrade de hardware

Existem diversas maneiras de armazenar dados, interna ou externamente ao


computador. Esse é um dos componentes que você pode melhorar com o tempo,
fazendo um upgrade. Para esse trabalho, você vai precisar montar e desmontar o
computador. Além do HD e da memória flash, é sempre bom contar com a me-
mória RAM (Random Access Memory, ou memória de acesso aleatório). Quanto
mais memória, melhor, pois assim mais dados são armazenados e o computador
fica mais rápido.
A memória RAM ou DRAM é volátil e se os dados não forem salvos antes de
desligar o computador, é provável que seus trabalhos e alterações sejam perdi-
dos. O simples fato de hibernar desativa quase todos os seus componentes, per-
manecendo ativos apenas os módulos de memória. Deixe configurado de modo
2 ELETRICIDADE BÁSICA
17

que seus arquivos sejam salvos automaticamente, assim evita-se a perda de da-
dos importantes.
A memória RAM tornou-se padrão a partir da década de 1970, substituindo
a memória SRAM, que é formada pelo conjunto de um transistor, que controla a
passagem da corrente elétrica, e um capacitor, que armazena dados por um curto
período. A memória SRAM é muito mais rápida, mas é extremamente cara. Possui
de quatro a seis transistores, dois para leitura e gravação de dados e os demais
armazenam o impulso elétrico, consumindo menos energia. Atualmente ela é co-
mum em aparelhos como palmtops e celulares.
Um outro tipo de memória é o modelo SDRAM, que já não é mais utilizado.
Algumas tecnologias interferem diretamente no desempenho dessa memória.
Veja a seguir:
DDR ou DDR1(Double Data Rate = Taxa de Transferência Dobrada): Trans-
fere dois dados por pulso de clock, obtendo o dobro do desempenho de memó-
rias sem esse recurso.

Dreamstime 2012

Figura 64 -  DDR 1

DDR 2: Dobra a capacidade da DDR1, transferindo 2 dados por pulso, reduzin-


do o consumo de energia.
Dreamstime 2012

Figura 65 -  DDR 2

DDR 3: Consome menos energia que a DDR 2 e transmite oito dados por pulso.
manutenção de hardware e software
66

Dreamstime 2012
Figura 66 -  DDR 3

2.9 SUBSTITUIÇÃO E REPARAÇÃO DE HARDWARE

Como já estudamos aqui, saber fazer as limpezas frequentes e entender como


os componentes estão instalados dentro do gabinete facilita o trabalho no mo-
mento de identificar um problema.
Dessa forma, ao identificar a peça com problema, você logo irá perceber se o
reparo exigirá uma limpeza, uma solda de circuito, crimpagem de cabo ou, se for
realmente grave, a substituição da peça. Para isso, verifique se existe a peça dis-
ponível no mercado e se ela é compatível com os demais componentes.

Na hora em que você faz uma substituição ou reparação


FIQUE de hardware, pode ser um bom momento para realizar um
ALERTA upgrade de hardware, melhorando a capacidade e desem-
penho do computador.

Em alguns casos, a substituição de peças é inviabilizada pelo alto custo e, tal-


vez, você tenha que recomendar a troca do computador inteiro. Procure sempre
ser verdadeiro com o cliente. Financeiramente pode ser desgostoso, mas ele não
terá problemas por algum tempo. Para que ele se sinta mais seguro, faça um or-
çamento primeiro para mostrar as vantagens e desvantagens da sua recomenda-
ção. Se ele confia em você, fará boas recomendações do seu serviço.

2.10 ERROS MAIS COMUNS DO TÉCNICO INICIANTE

Nesta seção vamos apontar alguns dos erros mais comuns que o profissional
da área pode cometer no início de suas atividades. Fique atento, pois este conte-
údo pode ajudá-lo a evitar ao menos os erros que estão listados a seguir.
2 ELETRICIDADE BÁSICA
17

a) Instalar um computador diretamente na tomada pode queimar o equipa-


mento inteiro. Para isso, lembre que existem os estabilizadores. As descargas
elétricas causadas pelas tempestades podem queimar alguns equipamentos
eletrônicos e com o computador não é diferente. Portanto, indique sempre
um no-break ou um estabilizador para que seja possível conectar o compu-
tador ao equipamento e, só depois disso, ligar o estabilizar ou no-break na
tomada.
b) Verifique sempre a voltagem correta da fonte antes de ligar o equipamento
na energia elétrica. Esse é um dos motivos para muitos equipamentos quei-
marem antes mesmo de você conseguir ver a famosa tela azul do Windows.
c) A conexão correta dos cabos também é fundamental para o funcionamento
adequado do equipamento. O manual será de grande ajuda nessa hora.

Dreamstime 2012

d) Instalar um software incompatível com a capacidade do computador provo-


cará um mal desempenho da máquina.
e) Utilizar um cabo elétrico ou de rede em estado precário também pode cau-
sar prejuízos. Portanto, uma análise visual pode resolver o problema.
f) Não identificar os conectores corretos para cada componente, como colocar
a memória no socket errado, é outro aspecto que pode lhe trazer muita dor
de cabeça.
manutenção de hardware e software
68

Dreamstime 2012
Figura 67 -  Conectores

g) Evite utilizar componentes com capacidade incompatíveis.


h) Nunca tente entortar as pernas de um processador para encaixá-lo à força.
Aplicar força em excesso danificará as peças, pois elas são delicadas e não
devem ser encaixadas com força. Cada uma tem o seu lugar.
i) Não utilize a pasta térmica em excesso.
j) As peças internas podem sofrer variações durante o transporte, por isso é
importante testá-las.

FIQUE Se o problema for com a CPU, não há outra solução a não


ser substituí-la, mas cuidado: danos na fonte de alimenta-
ALERTA ção elétrica pode resultar no mau desempenho da CPU.

k) A placa de diagnóstico em conjunto com um software de diagnóstico facili-


tará a localização de eventuais problemas. Eles detectam problemas com a
CPU, com a memória, entre outros, e você deve utilizá-los antes de instalar o
sistema operacional.

SAIBA Veja mais sobre esse assunto no livro de Laércio Vasconcelos


MAIS Hardware total (São Paulo: Makron Books, 2002).

Se ficar com dúvidas, peça ajuda!


2 ELETRICIDADE BÁSICA
17

Dreamstime 2012
Seu trabalho estará finalizado quando todas as conexões estiverem feitas e
o sistema operacional funcionando. Aí é só aguardar o próximo chamado. Lem-
bre-se sempre: se ficar com dúvidas, peça ajuda! Uma das melhores maneiras de
aperfeiçoar o trabalho e tornar suas experiências mais enriquecedoras é compar-
tilhar conhecimentos com seus companheiros de profissão, buscar cursos de apri-
moramento e dicas atuais relacionadas ao mercado.

RECAPITULANDO

Neste capítulo você conheceu o hardware, suas características e funcionali-


dades. Este estudo contribui para fazer de você um excelente técnico em
manutenção de hardware, que é o objetivo deste curso. Entender o proces-
so de instalação, saber quais peças são essenciais e onde devem ser insta-
ladas é fundamental tanto para montar um novo computador como para
fazer a manutenção em equipamentos usados. Conhecimento, técnica e
prática é uma combinação de sucesso para um bom profissional.
Softwares

Neste capítulo vamos conhecer melhor os softwares para que você possa entender como
eles atuam no computador e assim poder realizar as melhores escolhas. Se você souber quais
são os softwares que atendem melhor às necessidades do cliente e que não sobrecarreguem o
processamento das informações, já será de grande ajuda durante sua jornada profissional na
área de manutenção de softwares.
Os objetivos de aprendizagem deste capítulo são:
a) identificar características do sistema operacional;
b) identificar a compatibilidade das tecnologias de hardware e software;
c) instalar ou reinstalar softwares e sistemas operacionais;
d) instalar softwares de atualização de firmware.
Depois de conhecer a parte física de um computador, agora você irá aprender também so-
breos softwares, a parte lógica ou intangível. Instaladas todas as peças, é hora de ligar o com-
putador!
manutenção de hardware e software
72

3.1 INSTALAÇÃO DE SOFTWARES

Como já foi mencionado, a maioria dos computadores já possui um sistema


operacional instalado. Você poderá substituir esse sistema, dependendo da pre-
ferência do usuário, mas saiba que você deve ficar atento a alguns detalhes antes
de instalar ou remover qualquer arquivo do computador.

Dreamstime 2012
Em algum momento você precisará instalar um programa. Nessa hora, você
deve ficar atento a alguns aspectos imprescindíveis ao bom funcionamento do
software, como capacidade e espaço do disco rígido, memória RAM e processador.
Os softwares possuem tamanhos diferentes, e cada um exigirá um determinado
espaço de armazenamento. Portanto, é sempre importante verificar os requisitos
mínimos de instalação antes de realizar o download de um software. Para obter
melhor desempenho do seu computador e seus programas, escolha sempre os
softwares que sejam compatíveis com a capacidade do seu equipamento. Quanto
mais programas instalados, menos espaço você terá, e menos agilidade.
Dreamstime 2012

FIQUE Quanto mais programas você tiver instalados no computa-


ALERTA dor, menos espaço, menos agilidade.
3 softwares
73

Veja a seguir alguns aspectos que você deve considerar no momento de esco-
lher um software:
a) Compatibilidade – A compatibilidade do software com o sistema operacio-
nal instalado é imprescindível, pois os softwares não costumam ser compatí-
veis com qualquer sistema. Escolha aqueles do mesmo fabricante do sistema
operacional ou que informem sobre a compatibilidade para o seu sistema.
b) Procedência –Sempre verifique a procedência do software que pretende
instalar. Procure informações e confira a confiabilidade da empresa que o
oferece. Lembre-se de que a internet é um ambientede comunicação aberto
que recebe informações novas a todo instante, portanto nem sempre a ve-
racidade das informações é confirmada. Consulte fóruns de discussão dispo-
níveis na web e veja a opinião de outras pessoas que utilizam os programas
de seu interesse.
c) Validade do desenvolvimento – Prefira sempre versões de softwares atuali-
zadas, pois elas surgem geralmente para melhorar versões anteriores. Ana-
lise antes todos os seus objetivos e verifique se o software atende ao seu
desejo.
Além de observar esses itens, verifique sempre o local do qual irá baixa seus
softwares, principalmente as versões gratuitas. Na página principal do site sempre
aparece a classificação dada pelos usuários, quando comentam sobre os benefí-
cios e defeitos do software baixado. Além disso, é sempre bom verificar o número
de visitantes no site do fabricante. Quanto mais visitantes, mais confiável o site
tende a ser.
Conheça agora os termos utilizados pelos fabricantes ou desenvolvedores
para identificar se o software é gratuito ou pago:
a) Freeware: software gratuito por tempo indeterminado, portanto sem custo.
Dreamstime 2012

b) Shareware: gratuito por um tempo limitado. A intenção de seus desenvol-


vedores é que você possa baixar o programa e testar suas funcionalidades.
Após um período determinado pelo fabricante e informado na página prin-
cipal na hora de fazer o download, o programa será bloqueado e será solici-
manutenção de hardware e software
74

tada uma chave para desbloqueá-lo. A chave é disponibilizada somente com


a compra do software.
c) Demo: é pago; esse sistema libera partes do software para teste.
d) Trial: liberado temporariamente.
e) Opensource: programa de código aberto, o que permite a usuários avança-
dos contribuir e aperfeiçoar o programa.

Dreamstime 2012
É imprescindível que você tenha instalado em seu computador um software
de compactação e descompactação de arquivos, como o Winzip ou Winrar, pois
muitos dos softwares disponibilizados para download são compactados e precisa-
rão ser descompactados para posterior instalação.
A seguir, alguns tipos de softwares que você deve conhecer:
Dreamstime 2012

a) BIOS (Basic Input/Output System ou sistema básico de entrada e saída de da-


dos) – Instalado na placa-mãe, ele inicia uma verificação em todos os com-
ponentes e conexões assim que o computador é ligado. Verifica a própria
placa-mãe, memórias, disco rígido etc.
3 softwares
73

Dreamstime 2012
Figura 68 -  Chip BIOS

b) Software aplicativo – Utilizado para tarefas específicas, como o pacote Offi-


ce da Microsoft (que permite a digitação de textos em Word, confecção de
planilhas de cálculos no Excel, apresentação de trabalhos no Power Point),
banco de dados, jogos e navegadores de internet como o Google Chrome
ou Firefox.
c) Linguagem de programação – É através deste software que os programa-
dores podem desenvolver sistemas empresariais como controle financeiro,
venda, compra, recursos humanos, controle de estoque etc.
d) Software de simulação – Utilizado para simular situações da vida real como:
investimento da bolsa fictícia com dados da bolsa real, simuladores de voos
e gerenciadores de cidades.
e) Software de jogos – Utilizado como um videogame no computador.

VOCÊ Você sabia que arquivos com duas extensões,como “do-


cumento.txt.exe” ou “fotos.jpg.exe”. Em geral, são arqui-
SABIA? vos infectados por vírus?

Conhecer diversos tipos de softwares possibilita que você encontre soluções


eficazes para os clientes. Cada situação tem uma necessidade específica e cabe ao
técnico identificar a melhor opção para suprir a demanda do cliente.

3.2 SOFTWARE DE DIAGNÓSTICO

Faz parte da manutenção de computadores a instalação de programas que


melhorem o desempenho do equipamento ou que permitam o funcionamento
do sistema. Instalar programas pode, inclusive, se tornar parte da rotina diária do
profissional da área da informática. Vamos ver agora algumas dicas para saber
como instalar seus programas corretamente.
manutenção de hardware e software
76

Além de conhecer os softwares, você ainda terá que saber fazer a instalação,
identificando qual deles é o mais apropriado para cada situação. Você pode optar
por um programa conhecido como ”arquivo de instalação” ou “instalador”. Esse
arquivo compactado possui todos os arquivos necessários para o funcionamento
do programa. Com essa ferramenta você não precisa se preocupar com a organi-
zação, pois os arquivos baixados são automaticamente salvos.
Geralmente os arquivos são salvos dentro de C:/Arquivo de programas/
subpasta, mas se você preferir, terá liberdade de criar uma pasta com o nome que
quiser e no diretório de sua preferência para salvar os arquivos nela.
Após instalar o programa, basta você escolher o software que deseja. Para
isso, clique em download e o instalador fará o processo, restando a você apenas o
acompanhamento e execução final que ele mesmo solicitará.
Em seguida, feche todos os programas abertos durante o download do novo
software e assim evitará a sobrecarga do processador e irá agilizar a instalação.

VOCÊ Quando pressionamos as teclas Ctrl+Alt+Del simultanea-


mente, todos os programas em execução são exibidos na
SABIA? tela. Assim fica fácil identificar o software a ser fechado.

Ao finalizar qualquer download é recomendado reiniciar o sistema antes de


testar o programa. Em geral, aparece uma janela avisando-o, se isso for necessá-
rio. Para executar o arquivo baixado, clique em Iniciar/Programas/programa de-
sejado ou clique no ícone que apareceu no processo de instalação. Você também
pode dar dois cliques rápidos e sucessivos no arquivo com a extensão “.exe”. Se
necessário, faça as configurações e personalize o que achar conveniente.

3.3 DRIVES

Muitos usuários, mesmo os iniciantes, se aventuram a formatar o computa-


dor, ou seja, desinstalam todo o sistema operacional e reinstalam novamente. A
grande maioria chega com sucesso até esse ponto (reinstalação) e ainda bem que
em muitos casos isso é o suficiente. Mas os problemas podem começar quando o
sistema não possuir os drivers necessários para funcionar. Isso pode gerar conflito
de hardware e travamentos no sistema.
Você já ouviu falar em drives? Sempre que você instalar um novo componente
no seu computador, será necessário em alguns casos encontrar o driver correto
para fazer a comunicação desse novo componente com os demais instalados no
computador.
3 softwares
73

Driver é um software que faz a comunicação com o hardware. Ele funcio-


na como um comunicador ou tradutor em hardware e software. Pense em um
brasileiro tentando se comunicar com um alemão sem que conheçam o idio-
ma um do outro. Seria necessário um tradutor para que a comunicação fluísse
corretamente,certo? É isso que o driver faz e a falta deles pode causar uma grande
dor de cabeça na instalação. Nem sempre será fácil localizar o driver de cada com-
ponente, e isso tomará tempo de pesquisa caso tenha que buscá-los na internet,
mas eles são essenciais e sem eles o equipamento não funcionará corretamente.
Podemos dizer que ele faz a ponte de comunicação entre software e hardware,
traduzindo comandos de uma linguagem genérica para uma específica, compre-
ensível por uma impressora, por exemplo. Sem esse software, uma placa de vídeo
ou impressora não funcionará corretamente.
Agora você se pergunta: como encontrá-los? Geralmente, os drivers acompa-
nham o componente adquirido, como uma placa de som. O sistema operacional
Windows já possui diversos drives configurados que ficam localizados no Windo-
ws Update ou no Painel de Controle. Você também pode recorrer ao CD de insta-
lação ou, ainda, acessar o site do fabricante do componente, mas geralmente eles
são reconhecidos automaticamente.

Alguns profissionais pesquisam drivers na internet, mas


é preciso ter certeza de que a fonte de onde vem a in-
formação é segura, pois muitos deles podem estar con-
taminados com vírus. É importante ter em mente que a
atualização segura do driver é feita no site do fabricante,
FIQUE geralmente identificado no próprio manual. O indicado é
ALERTA ter sempre em mãos os drivers de que irá precisar quando
for formatar um computador em outro local, bem como o
kit de ferramentas que recomendamos. Para facilitar, man-
tenha um checklist pré e pós-manutenção. Dessa forma,
você abrevia seu serviço e não esquece o que deve levar e
ainda evita deixar pendências ao finalizar o serviço.

Além desses cuidados você ainda pode tomar medidas de precaução para
evitar a perda dos dados mantendo um backup dos drivers instalados no com-
putador. Dessa forma, quando formatá-lo, terá acesso facilmente aos drivers im-
prescindíveis para seu funcionamento como o do mouse, o de rede, o de monitor,
unidade óptica e entrada USB. Isso porque, ao formatar um computador, você
terá que desinstalar e reinstalar o sistema operacional e, para que reconheça es-
ses componentes, você terá que informar os drivers caso ele não reconheça auto-
maticamente.
manutenção de hardware e software
78

3.4 ANTIVÍRUS

Dreamstime 2012
A primeira preocupação ao configurar um computador novo ou quando você
tiver que fazer uma manutenção em um software, é verificar o antivírus utilizado
pelo usuário e a versão instalada no equipamento.
Entenda e lembre sempre que existem várias pessoas que trabalham no de-
senvolvimento de vírus para conseguir invadir os equipamentos e roubar infor-
mações como senhas de banco ou contas de e-mail. Acontece no mundo inteiro
e mesmo as grandes empresas estão expostas a essa ameaça. Por isso, garanta a
proteção dos dados antes mesmo de melhorar o desempenho através de novos
softwares.
Os antivírus tentam impedir que esse mal obtenha sucesso e por isso é impor-
tante verificar a versão instalada no computador. Quanto mais atualizada, mais
segura. Existem várias empresas especializadas na criação e desenvolvimento de
segurança para você escolher a que melhor se encaixa nos padrões do equipa-
mento no qual você trabalha ou vai trabalhar. Prefira os antivírus mais utilizados e
comentados em fóruns. Em geral, todas eles tentam exaustivamente barrar e im-
pedir a contaminação de seus arquivos. Entre as diversas opções, alguns obtêm
melhores resultados.
Os vírus se propagam com muita rapidez e invadem e roubam sua lista de
e-mails, além decontaminar também os seus amigos. Não é por acaso que esse
problema tem o nome de vírus, graças à semelhança que possui com o vírus bio-
lógico como o da gripe, por exemplo. Qualquer arquivo publicado na internet
pode estar contaminado. Na maioria das vezes o vírus vem acoplado a uma foto
e, quando o arquivo é baixado, automaticamente o vírus vem junto. Por isso, sem-
pre confira suas fontes e seus remetentes na internet. Só baixe arquivos dos quais
você conheça a autoria.
Com tantos vírus espalhados por aí, você já deve ter se perguntado: o que é
exatamente essa praga?
3 softwares
73

Dreamstime 2012
Apesar de pequenos e invisíveis, eles causam grandes estragos para indivídu-
os ou empresas, afinal sua ação pode aparecer de forma variada, como apagar
dados, capturar informações, alterar ou impedir o funcionamento do sistema
operacional e assim por diante.

Há vários tipos de vírus disseminados pela internet e


VOCÊ normalmente chamamos todos eles apenas de vírus.
Mas o nome técnico para o vírus digital é malware, que
SABIA? é a junção das palavras malicious e software, que signifi-
ca “programa malicioso”.

Responsáveis por apagar ou alterar arquivos, essas “pragas” prejudicam o fun-


cionamento do sistema operacional, danificando suas funcionalidades, causando
excesso de tráfego em redes, entre outros prejuízos. A mutação desses softwares
mal-intencionados é tão grande que, atualmente, existem ferramentas específi-
cas que auxiliam na sua criação.
Como os vírus agem?
Dreamstime 2012
manutenção de hardware e software
80

1 Malware Ficou claro até aqui? Na próxima etapa vamos entender como esses vírus
agem. Continue estudando para agregar ainda mais conhecimentos sobre esses
Malware é um software
destinado a se infiltrar em males.
um sistema de computador
alheio de forma ilícita, Antigamente, os vírus eram disseminados através de disquetes contaminados,
com o intuito de causar
algum dano ou roubo de porém a internet facilitou a ação dessas pragas. Hoje há diversas maneiras de se
informações (confidenciais adquirir um malware: por falhas de segurança, através de downloads de arquivos
ou não).
recebidos por e-mail de fontes desconhecidas ou por mensagens de texto sus-
peitas e links para acessar fotos ou músicas. São muitas as artimanhas utilizadas
pelos usuários maldosos. Uma das maiores “zonas de risco” é baixar programas de
terceiros através de sites não confiáveis.
Quandoo malware1 obtém sucesso e consegue se instalar em um computador,
além de infectar a máquina ainda se espalha para a rede de contatos do usuário
através da lista de e-mails. Na maioria dos casos, o dono do e-mail contaminado
nem sabe que está disparando vírus para seus contatos.
Veja agora alguns tipos de vírus mais conhecidos:

Dreamstime 2012

a) Worm (verme): é o vírus mais inteligente atualmente disseminado na rede.


Em geral acompanha um arquivo contaminado, como uma foto, uma música
ou um software. Ele pode se espalhar rapidamente para outros computado-
res pela internet, de maneira automática. Ao se instalar na máquina, apaga
arquivos.
b) Spyware: é um programa espião que monitora as atividades realizadas pelo
usuário para capturar os dados digitados, inclusive senhas, e posteriormen-
te transmite esses dados a uma entidade fora da internet. Geralmente vem
“camuflado” em softwares baixados de procedência duvidosa que, quase
sempre, são oferecidos na internet de forma gratuita como freewares ou sha-
rewares. Dessa forma, atraem a atenção dos usuários.
3 softwares
73

c) Hijacker: também chamado de spyware, é um cavalo de troia que altera a


página inicial de um site, impede o acesso correto e até mesmo impede o
acesso a alguns sites. Nesse caso,saiba que já existe proteção para os nave-
gadores, que limitam a ação desse tipo de praga.
d) Rootkit: é o mais utilizado, pois captura dados do usuário. Os rootkits são
malwares extremamente discretos e driblam até mesmo os melhores antiví-
rus. Além disso, esse tipo ainda é extremamente resistente a remoções. Po-
rém, seu desenvolvimento é muito complexo e, para nossa sorte, o mercado
de malwares não conta com tanto pessoal qualificado, o que reduz conside-
ravelmente seu desenvolvimento.
Diariamente são lançados na internet diversos novos vírus e, em muitos casos,
os antivírus não estão preparados para todos esses tipos. Portanto, mantenha o
seu software sempre atualizado, diminuindo assim as chances de ser infectado.

Dreamstime 2012

ALERTA!FALSOS ANTIVÍRUS. Nesse mercado você também


precisa tomar cuidado com os falsos antivírus. Isso mes-
FIQUE mo! Os próprios sistemas que prometem ajudá-lo também
podem trazer problemas. Por isso, fique ligado ao baixar
ALERTA um sistema para proteger seu computador. Da mesma for-
ma como em outros sistemas que já estudamos, procure
fontes confiáveis.

Assim como tudo o que se cria no mundo, os softwares também foram de-
senvolvidos para ajudar pessoas como nós, mas como em qualquer área na in-
formática as pessoas também usam a sua capacidade, criatividade e tempo para
criar e aprimorar constantemente sistemas que prejudicam tanto usuários como
empresas. Os prejuízos podem ir a milhões, dependendo do objeto para o qual foi
criado. Como acabamos de ver, alguns são tão discretos que mesmo os antivírus
mais atualizados não os detectam, permitindo seu acesso aos arquivos e dados
digitados pelos usuários.
manutenção de hardware e software
82

Os mais disseminados atualmente surgem espontaneamente na tela em sites


de conteúdo e, geralmente, ao clicar na mensagem é provável que ele solicite que
você baixe um aplicativo para permitir que o programa execute as funções que
promete.
Em outros casos, maliciosamente disfarçados com cores e interfaces que lem-
bram os antivírus populares, essas “pragas” prometem simular uma prévia ve-
rificação em seu computador para encontrar possíveis vírus que talvez estejam
alojados em seu computador. Essas camuflagens chegam a parecer tão confiáveis
que até cobram uma taxa, como se fossem extremamente idôneos, quando na
verdade não passam de uma farsa. Além de cobrarem um valor de você, ainda in-
fectam o seu equipamento roubando toda informação nele contida ou digitada.
Para evitar esse tipo de truque, prefira sempre softwares antivírus conhecidos
e confiáveis como o AVG ou Avast, famosos por suas versões disponibilizadas
gratuitamente na internet. Se preferir, esses sistemas também possuem edições
melhoradas, nesse caso pagas, que oferecem mais recursos. Já os sistemas Nor-
ton, Panda, NOD32, entre outros, possuem versões de teste (temporários); após o
prazo determinado pelo desenvolvedor, é necessário fazer o pagamento de um
valor para que o equipamento continue protegido virtualmente.

Somente o uso de um antivírus não é suficiente para com-


bater tantas pragas criadas diariamente por pessoas mal-
intencionadas. Por isso, você deve se precaver tomando
também alguns cuidados:
a) atualize o sistema operacional e procure por versões
mais recentes dos programas instalados;
b) mesmo que conheça o remetente do e-mail, tome cui-
dado com anexos e links, e não se esqueça de que, se for
vírus, o remetente nem sabe que o está enviando;
c) fique atento também às mensagens e arquivos que
circulam pelas redes sociais (Facebook, Orkut, Twitter, MS-
FIQUE Netc.);
ALERTA d) busque informações e sites especializados antes de bai-
xar programas desconhecidos;
e) cuide com propaganda em sites desconhecidos;
f ) instale antivírus que são atualizados regularmente, do
contrário o programa não identificará novos vírus ou mu-
tações dos já existentes;
g) deixe seu antivírus fazer uma checagem periódica e uti-
lize o programa para verificar arquivos que você for baixar-
pela internet;
h) não esqueça que as pragas também se proliferam atra-
vés de pendrives e dispositivos semelhantes.

Em geral, os vírus não danificam o hardware do computador, porém o firmwa-


re estará exposto e, como ele faz a comunicação inicial do computador, tenha
3 softwares
73

atenção especial. Em relação a esse assunto, o ideal é que você se mantenha sem-
pre atualizado. Assim como o mercado oferece novos programas interessantes
todos os dias, os vírus também sofrem mutações. Nesse caso, as precauções que
você toma hoje podem ser pequenas comparadas às inovações de amanhã. Fique
ligado e busque sempre se manter informado sobre novos assuntos relacionados
à área de informática.

3.5 GERENCIAMENTO DE DOWNLOAD

Todo bom profissional precisa de organização. A falta dela compromete até


os mais experientes, fazendo-os perder um tempo precioso. Não existe situação
pior do que estar diante de um cliente e não encontrar uma ferramenta ou um
software necessário para manutenção. Pior ainda se precisar baixar um arquivo
demorado. Para resolver esse pequeno grande problema, vamos ver agora uma
maneira de se organizar para evitar esse tipo de contratempo.
Os gerenciadores de download são softwares que, além de aumentar a veloci-
dade do download, possuem outra vantagem considerável: eles permitem que o
download seja interrompido, salvando o que já foi baixado, e reiniciado quando
você se conecta novamente à internet. Assim você fica tranquilo caso falte ener-
gia elétrica, por exemplo. É como digitar um texto no Word e salvá-lo constante-
mente; dessa forma, mesmo que o computador desligue por qualquer motivo,
você não perde o que foi salvo.
Com essa facilidade, um gerenciador de downloads e torna praticamente in-
dispensável para pessoas que precisam baixar arquivos com frequência. Além
desse benefício, ele ainda torna as transferências mais rápidas.
O melhor que você pode fazer nesse sentido é, antes de escolher o seu ge-
renciador, explorar as funcionalidades de cada um para ver se atendem a suas
necessidades. O gerenciador mais popular atualmente é o Download Accelerator.

FIQUE Os gerenciadores são softwares, portanto, também estão


ALERTA vulneráveis a contaminação por vírus.

Antes de baixarum gerenciador, verifique se a origem é confiável. Nesse caso,


também é importante observar o espaço que ele utilizará do seu computador,
além da interface que oferece para trabalho e velocidade do acelerador. Alguns
desses softwares prometem aumentar em 600% a velocidade de download.
manutenção de hardware e software
84

3.6 REMOÇÃO DE SOFTWARES

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É muito comum os usuários instalarem softwares que consideram interes-
santes e, com o tempo, deixá-los de lado sem se preocupar com o espaço que
ocupam na memória do computador. Isso só faz o equipamento ficar mais lento,
comprometendo seu desempenho e, por vezes, travando seu funcionamento.
Você sabe como remover corretamente os softwares que já não interessam
mais? É importante aprendermos como excluir um programa do computador
para que não fiquem resíduos ocupando um espaço valioso do equipamento.
Dreamstime 2012

Ao realizar o download, além do programa, você baixa vários outros arquivos


executáveis fundamentais para o funcionamento completo do programa. Sem
eles, você não consegue executar o software com sua funcionalidade total.
Quando você opta por baixar um programa melhor do que o que você possui,
é recomendável apagar o antigo. Saiba que existe um procedimento que deve
3 softwares
73

ser seguido para realizar essa operação com efetividade. Vamos aprender agora a
nos livrar corretamente de arquivos e programas indesejados.
Os downloads efetuados sempre são salvos dentro de uma pasta do seu com-
putador, com apenas um atalho na sua área de trabalho. Se apenas esse ícone
for deletado, o programa continuará ocupando espaço do equipamento e talvez
até mesmo executando alguma atividade enquanto o computador estiver ligado,
prejudicando o desempenho de outros programas.
Para excluir completamente um arquivo do sistema operacional, é preciso se-
guir alguns passos:
a) vá em Iniciar<Painel de Controle e clique duas vezes em Adicionar ou
remover programas;
b) na caixa Programas Instalados, clique no programa que deseja remover e
em seguida clique em Remover ou Desinstalar;
c) Se for solicitada confirmação de remoção do programa, clique em Sim.
Esse é o procedimento que você deve seguir quando tomar a decisão de ex-
cluir definitivamente um programa do computador.

Muitos usuários comuns acreditam que se livram de um


VOCÊ programa apenas deletando o ícone que fica na área de
SABIA? trabalho, mas isso não significa que o arquivo foi excluí-
do realmente da memória do computador.

Excluir corretamente um programa é um procedimento que toma uns minu-


tos a mais, mas dessa forma você libera espaço no computador e melhora o seu
desempenho. O técnico, por trabalhar com manutenção de softwares, deve insta-
lar e desinstalar diversos programas para testá-los e conhecê-los. Assim, o conhe-
cimento adquirido nessas experiências futuramente o auxiliará em um serviço ou
até mesmo na recomendação que venha a fazer para um cliente. É importante
ter em mente que, como profissional da área, as pessoas buscarão e confiarão
nas suas indicações. Saber o que recomendar pode ser um diferencial profissional
muito interessante.

3.7 FERRAMENTAS E SOFTWARES DE DIAGNÓSTICO

Assim como as ferramentas físicas de manutenção de hardware são essenciais


para você realizar com eficiência um serviço, as ferramentas de softwares também
devem ser carregadas com você quando for atender um cliente.
manutenção de hardware e software
86

E como a manutenção será em um software, portanto intangível, as ferramen-


tas de manutenção também o são. Nesse caso, devem ser armazenadas e trans-
portadas em pen drives, CDs ou DVDs. Cada software de diagnóstico traz uma
facilidade para identificar dados do software. Essa ferramenta auxilia você a iden-
tificar os dispositivos da placa-mãe para: localizar os drivers necessários para o seu
funcionamento; diagnosticar problemas no HD, processador, memória e cache;
softwares de limpeza de BIOS; limpeza do registro do Windows e arquivos da web;
detalhamento dos processos em andamento; desfragmentadores; antivírus.
Independente do sistema operacional utilizado pelo usuário, algumas ferra-
mentas de softwares devem estar sempre por perto. Por isso, pesquise os melho-
res programas e leve-os sempre com você. Eles irão facilitar muito o seu trabalho.

3.8 UPGRADE DE SOFTWARE

Assim como você pode melhorar a capacidade de hardware substituindo


componentes como HD, memórias ou CPUs, os softwares também permitem o
upgrade através da atualização da versão do programa atualmente utilizado ou
removendo o software atual e instalando outro superior. Para tanto, faça a remo-
ção do software a ser substituído de forma correta para que ele libere realmente a
memória utilizada e sobre espaço para novos programas. Dreamstime 2012

Está aqui um componente que, às vezes, pode confundir sua classificação en-
tre os assuntos já vistos. Vamos relembrar? Hardware é a parte tangível (física) do
computador como: placa-mãe, placa de vídeo, disco rígido, enfim, o que você
pode tocar. Softwares são os aplicativos ou programas que são instalados e arma-
zenados no hardware, como o sistema operacional, antivírus e outros programas
que você pode instalar.
3 softwares
73

Em alguns casos, para possibilitar a interação entre


VOCÊ hardware e software, um outro componente deverá ser
SABIA? atualizado para permitir que a instalação seja efetivada
com sucesso.

Firmware
Poucas pessoas conhecem o firmware. Tão importante quanto os outros sof-
twares citados neste estudo,este é instalado em um chip de memória que é aco-
plado em cada componente eletrônico do computador. A diferença dele para os
demais softwares é que esse já vem instalado pelo fabricante no HD, na placa-
-mãe, placa de vídeo, placa de som etc. Portanto, firmware é um software instala-
do em hardwares.
A função do firmware consiste em disparar o comando inicial de execução do
disco rígido (HD) e a placa-mãe do computador, por exemplo. Porém, encontra-
mos também esse software em calculadoras de mão, players, celulares, câmeras
digitais e até mesmo em eletrodomésticos como micro-ondas ou lavadoras. É ele
que permite modificar a interação do hardware com o sistema operacional por
meio de drivers de software, porém as funções básicas do dispositivo continuam
constantes e inalteráveis.
Como já não se trata de um assunto desconhecido para você, melhorar ra-
pidamente o desempenho do seu computador e seus dispositivos, adicionando
rapidez, estabilidade, segurança e aumentando suas funcionalidades que não es-
tavam previstas na fabricação ficará mais fácil a partir de agora. Atualizar um fir-
mware pode ser importante, mas também perigoso, portanto para atualizar esse
componente certifique-se realmente da sua necessidade e fique atento às dicas
que abordaremos aqui.
Você consegue atualizá-lo através de pequenos programas que ampliam seu
leque de recursos, vida útil ou desempenho, assim como corrigem erros impor-
tantes. Procure sempre aplicativos de atualização do firmware do próprio fabri-
cante do dispositivo. Em geral, a atualização de um firmware será necessária sem-
pre que o fabricante do software corrigir falhas ou melhorar a versão anterior.
A necessidade de atualização de um firmware varia de acordo com seu fabri-
cante. Geralmente as atualizações não são divulgadas, partindo de você a inicia-
tiva de buscar por elas. O próprio fabricante costuma divulgar essas atualizações,
mas em geral os avisos surgem no próprio equipamento. Em muitos casos alguns
fabricantes orientam para que as atualizações sejam ignoradas e recomendam a
atualização apenas se existir problemas de hardware, assim você evita que novos
problemas surjam.
manutenção de hardware e software
88

Sempre que buscamos pelo melhor desempenho do nosso sistema, será neces-
sário realizar um upgrade de software, atualizando as versões dos programas ins-
talados ou até mesmo substituindo os já existentes. Dessa forma, não é diferente
com o firmware. Se for ele o empecilho para um melhor desempenho, atualize-o.
Não espere por uma revolução espetacular ao realizar a atualização do firmwa-
re. Esse sistema vai apenas vai melhorar um pouco o desempenho do computador
Atualizar o firmware pode acabar em uma grande dor de cabeça. Para evitar
isso, você precisa tomar alguns cuidados como seguir as instruções do fabricante
e redobrar a atenção ao utilizar atualizações terceirizadas, pois elas podem con-
taminar seu equipamento, além de ocasionar a perda da garantia. Prefira as atu-
alizações do fabricante.
Antes de começar, certifique-se da necessidade dessa operação e cheque nova-
mente se você está atualizando o firmware correto para aquele dispositivo.Algumas
empresas automatizam esse processo para você, mas normalmente o serviço é ma-
nual e demorado, portanto não é algo que você fará em um minuto. Caso se arrepen-
da e queria retornar o firmware para a sua configuração inicial, é bem mais difícil.

3.9 CONFIGURAÇÃO E MANUTENÇÃO DE SISTEMAS OPERACIONAIS E DE


SOFTWARES

Os sistemas operacionais também são softwares instalados de fábrica. Na gran-


de maioria dos computadores, virá instalada alguma versão do Windows. Além de
oferecerem uma interface mais agradável, os sistemas operacionais gerenciam os
recursos de hardware e software do sistema, incluindo o processador, a memória,
o espaço em disco etc. Esse gerenciamento consiste em distribuir a capacidade
da CPU para atender às demandas igualmente.
Algumas pessoas precisam trabalhar com dois sistemas operacionais no mes-
mo computador. Para que isso funcione, observe o espaço que cada um ocupará
da capacidade dos componentes para evitar lentidão ou travamento dos sistemas.

3.9.1 Tipos de sistemas operacionais

Os sistemas operacionais se dividem em quatro tipos, de acordo com o tipo


de computador:
a) RTOS – Real-time OperatingSystem (sistema operacional de tempo real):
controla máquinas, instrumentos científicos e sistemas industriais;
b) Monousuário, monotarefa: criado para que um único usuário realize uma
tarefa por vez;
3 softwares
73

c) Monousuário, multitarefa: mais utilizado em computadores de mesa e lap-


tops, permite que um único usuário realize várias tarefas ao mesmo tempo.
Os sistemas Microsoft Windows e Apple MacOS são exemplos deste modelo;
d) Multiusuário: permite que diversos usuários utilizem os recursos do com-
putador simultaneamente; como exemplos, temos o Unix, VMS e sistemas
operacionais mainframe como o MVS.
Gerenciar o processador, a memória, os dispositivos de gerenciamento e ar-
mazenamento, interface de aplicativos, além da interface do usuário, são algumas
das funções desempenhadas pelo sistema operacional.

3.10 FERRAMENTAS DE RECUPERAÇÃO DE DADOS

Ao apagar arquivos e fazer uma limpeza na lixeira do computador, você acaba


com as chances de recuperação dos documentos, correto? Quase certo, porque
atualmente contamos com ferramentas de recuperação de dados.

CASOS E RELATOS

Importância do Backup
Depois de muitos anos em operação com os mesmos equipamentos, uma
empresa acionou um técnico em informática para organizar os arquivos
duplicados da rede. Como o profissional já trabalhava na área havia alguns
anos, considerando-se bem experiente, não viu a necessidade de criar um
backup para os dados que iria manusear. A certa altura da manutenção de
software, ele deletou um arquivo que aparentemente estaria duplicado. No
entanto, depois de sua operação, o responsável pela criação do arquivo
sentiu falta do documento e questionou o técnico sobre a ausência do
mesmo. Como já não sabia qual era a matriz da rede, o profissional não
conseguiu recuperar o arquivo.
Por sorte, um dos funcionários da empresa sempre fazia um backup dos
arquivos em rede e tinha uma versão atualizada desse documento. Por isso,
frequentemente realize backups dos seus arquivos e antes de atender um
cliente, faça um backup dos arquivos dele. Assim você evita ter que recor-
rer a alternativas e softwares que podem sobrecarregar seu computador,
comprometendo o desempenho.
manutenção de hardware e software
90

Nem sempre você perde um arquivo conscientemente. Acidentes acontecem,


principalmente quando fazemos uma limpeza manual no computador. É nesse
momento que ocorre, na maioria das vezes, de o usuário deletar um arquivo sem
querer. Mas a solução existe! Isso é possível porque quando você deleta um arqui-
vo e limpa a lixeira, esse arquivo não é imediatamente apagado do disco, permi-
tindo que um software de recuperação de dados o recupere.
Assim como em relação a outro software, você deve observar as características
desses softwares de recuperação, a compatibilidade com o seu sistema operacio-
nal e a capacidade de armazenamento do computador. Além disso, observe aten-
tamente as referências ou recomendações dos programas oferecidos, inclusive os
que são oferecidos gratuitamente na internet. Consulte a opinião de usuários no
próprio site de download, bem como fóruns e outras ferramentas que possam lhe
agregar um maior conhecimento sobre o software.

RECAPITULANDO

Neste capítulo você aprendeu como deve trabalhar com os programas es-
senciais de um computador como o sistema operacional e o firmware. Além
disso, estudou as características que devem ser observadas ao escolher um
software ou outro. Dessa maneira, você viu que consegue analisar melhor
as possibilidades que podem ser utilizadas para melhorar o desempenho
dos programas.
3 softwares
91

Anotações:
Responsabilidade Socioambiental

Em algum momento da sua vida você já deve ter escutado alguém falar sobre ações de
voluntariado e cidadania, ações sociais e boas ações, que são facilmente confundidas com res-
ponsabilidade socioambiental. No entanto, o que a sociedade almeja com a responsabilidade
socioambiental é que as empresas façam mais do que a lei prevê em suas dependências, no-
entorno de sua região, microrregião e macrorregião, tornando-se realmente uma empresa que
tenha responsabilidade socioambiental efetivamente sólida.
Assim, neste capítulo você vai aprender que a relação de responsabilidade socioambiental
deve envolver todas as partes das organizações, como: os sócios, acionistas, consumidores e
demais interessados pela empresa. Ainda irá entender o termo responsabilidade socioambien-
tal, pois a expressão agregou-se lentamente ao mundo corporativo e atualmente traduz uma
forma ética de conduzir os negócios.
Esse conteúdo tem como objetivos de aprendizagem fazer que você:
a) apreenda o que é responsabilidade socioambiental;
b) saiba qual é a importância da responsabilidade socioambiental para a sociedade;
c) entenda a importância da sustentabilidade;
d) conheça sobre investimento educacional.
Prepare-se para obter conhecimento sobre um tema muito importante em nossa atualidade
e bastante explorado dentro das organizações atuais. Bons estudos!
tecnologia da informação
94

4.1 DEFINIÇÃO

A noção de responsabilidade socioambiental tem seu marco inicial na década


de 1970, porém na década de 30 em que a grande depressão econômica a visão
da responsabilidade socioambiental já começa a ser visível a sociedade, e os efei-
tos do pós-guerra da década de 40 e 50 marcam as mudanças do capitalismo.
Com a crescente demanda do capitalismo, a sociedade passou a reconhecer a
limitação dos recursos naturais, o que obrigou as empresas a adotarem atitudes
ambientais e, também, se voltarem mais à saúde e à segurança de seus colabo-
radores, assumindo uma posição responsável e social mente ética perante a sua
comunidade.
De acordo com Ashley (2005), a responsabilidade social visa atender a diferen-
tes interesses e partes (acionistas, funcionários, prestadores de serviços, fornece-
dores, consumidores, comunidade, governo e meio ambiente). Essa capacidade,
mais valores éticos e algumas ferramentas de marketing, proporcionam um dife-
rencial importante no mercado competitivo e globalizado.
Tachizawa (2005) afirma que a responsabilidade social nos últimos anos vem
tomando força devido à conscientização mundial, que se iniciou com um relató-
rio apresentado pela Comissão Mundial sobre Meio Ambiente para a Organização
das Nações Unidas (ONU) em 1987.

SAIBA Veja mais sobre a ONU no Brasil acessando o site <http://


MAIS www.onu.org.br/a-onu-em-acao/a-onu-e-o-meio-ambiente/>.
4 responsabilidade socioambiental
95

A preocupação com o meio ambiente está em constante debate mundial, tra-


duzindo-se através de vários movimentos sociais, por uma mudança de cultura
que caracteriza uma nova postura do setor privado, onde produtos e serviços são
lançados seguindo padrões ecologicamente corretos, ou seja, sem agredir o meio
ambiente, não se tornando assim uma ameaça para as gerações futuras.

Que 97% da água do mundo é salgada e se encontra


VOCÊ nos oceanos e mares? Apenas 2,15% estão nas geleiras e
só 0,85% é de água doce, que se encontra nos rios, la-
SABIA? gos e em fontes subterrâneas - essa é a parte consumida
pelo homem.

A primeira manifestação internacional organizada em favor do meio ambiente


foi o Business Council for Sustentable Development (grupo de trabalho forma-
do pela iniciativa privada mundial, participante da Conferência Internacional do
Meio Ambiente, realizada em 1992 no Rio de Janeiro), com o objetivo de influen-
ciar discussões técnicas e políticas mostrando à opinião pública as iniciativa sim-
plementadas pelas empresas. Durante o evento, foi aprovado um documento, a
Agenda 21, contendo compromissos para a mudança de padrão de desenvolvi-
mento para o próximo século.
As organizações que são ambientalmente responsáveis investem em tecno-
logia de antipoluição,  reciclagem de produtos e lixo, criação de áreas verdes,
mantêm um relacionamento ético com órgãos de fiscalização e comunidade, são
responsáveis pelo ciclo de vida de seus produtos e, principalmente, disseminam
práticas de preservação do meio ambiente.
tecnologia da informação
96

1 Zoneamento O governo fiscaliza essas práticas que, quando feitas de forma irresponsável,
Geoambiental podem acarretar multas e indenizações que podem comprometer a saúde finan-
É um instrumento ceira da empresa.
técnico voltado para o
planejamento ambiental,
proporcionando
parâmetros e referências
para uma reavaliação
permanente do processo CASOS E RELATOS
de planejamento,
principalmente dos setores
agrícola, mineral, dentre
outros. Evitando desastres naturais
A mídia frequentemente tem apresentado notícias sobre desastres naturais
no Brasil. Os mais comuns estão associados ao período de chuvas intensas
e prolongadas – no verão, nas regiões Sul e Sudeste e, no inverno, na região
Nordeste. Esse fenômeno vem associado aos escorregamentos de solos e/
ou rochas com dimensões catastróficas. Evitar que esses processos ocor-
ram foge da capacidade humana. No entanto, se forem adotadas medidas
preventivas adequadas, seus danos podem ser evitados ou minimizados.
As medidas preventivas podem ser estruturais e não estruturais. As estru-
turais envolvem obras de engenharia como, por exemplo, obras de conten-
ção de taludes, implantação de sistemas de drenagem e reurbanização de
áreas. As não estruturais se referem às ações de políticas públicas voltadas
ao planejamento do uso do solo e ao gerenciamento, como o zoneamento
geoambiental1, planos preventivos de defesa civil e educação ambiental.
Você também pode ajudar na prevenção, sabia? Evite cortar a vegetação-
das encostas sem licença da prefeitura, pois isso pode contribuir para a
instabilidadedo talude; busque informações junto a órgãos públicos, pois
os técnicos locais são os mais indicados para avaliar potenciais riscos; não
jogue lixo nas encostas e drenagens, pois eles retêm a água das chuvas,
aumentando o peso e causando instabilidade no terreno; não desmate. E
não esqueça: qualquer dúvida, ligue para a Defesa Civil.

4.2 SUSTENTABILIDADE

Sustentabilidade é um termo usado para definir ações e atividades humanas


que visam suprir as necessidades atuais dos seres humanos sem comprometer o
futuro das próximas gerações. Ou seja, a sustentabilidade está diretamente rela-
cionada ao desenvolvimento econômico e material sem agredir o meio ambien-
te, usando os recursos naturais de forma inteligente para que eles se mantenham
4 responsabilidade socioambiental
95

no futuro. Seguindo esses parâmetros, a humanidade pode garantir o desenvol-


vimento sustentável.
Segundo Elkington (1998), sustentabilidade é o princípio que assegura que
nossas ações hoje não limitem o alcance das opções econômica, social e ambien-
tal para as futuras gerações.

Dreamstime 2012

Uma pessoa adulta produz em média 2kg de lixo comum


FIQUE por dia. Por isso, procure alternativas para aproveitar o lixo
que você produz, como a reciclagem. Assim, você contri-
ALERTA bui para um ambiente mais sustentável e para o futuro do
planeta.

4.3 INVESTIMENTO EDUCACIONAL

O grau de escolaridade da população adulta de um país é o resultado de mui-


tos anos de investimento em educação, da mesma forma que as organizações
investem em estoque de capital físico melhorando a economia, sendo o resul-
tado de décadas de investimento em máquinas, equipamentos e infraestrutura.
Mesmo em países como o Brasil, que tradicionalmente tem dado pouca atenção
à educação, os investimentos em capital educacional são elevados.
De acordo com o PIB (Produto Interno Bruto), os investimentos brutos em edu-
cação no Brasil representam algo perto de 10% da renda nacional, uma cifra ele-
vada, mas ainda bastante inferior à taxa de investimento bruto em capital físico,
que gira em torno de 20% da renda nacional.
tecnologia da informação
98

Dreamstime 2012
Figura 69 -  Educação

4.4 EDUCAÇÃO AMBIENTAL

Uma grande parte da população mundial já tem consciência de que é neces-


sária uma quantidade enorme de recursos naturais para manter um estilo de vida
com nível de conforto a que estamos habituados, e de que isso só é possível com
o comprometimento da qualidade ambiental do planeta (MEC, 2012).
Com base nessa premissa, é necessário conciliar a produção de bens e a pre-
servação ambiental, para que no futuro não tenhamos que pagar um alto preço
para saldar as dívidas ambientais e possamos conseguir uma qualidade de vida
mínima aceitável (MEC, 2012).
É necessário que tenhamos profissionais qualificados, que atendam com efici-
ência às questões ambientais e que evidenciem esforços para promover o desen-
volvimento sustentável das organizações.
4 responsabilidade socioambiental
95

RECAPITULANDO

Neste capítulo você aprendeu que manter ações de responsabilidade so-


cial no escopo das práticas da organização é pensar o papel das organi-
zações como agentes sociais pró-ativos no processo de desenvolvimento
social, econômico e ambiental. A preocupação com a sustentabilidade da
natureza e da sociedade nos faz pensar no pagamento pelo uso incorreto
dos recursos naturais e em formas de reeducar a sociedade para ser um
agente ativo no processo de desenvolvimento social, econômico e ambien-
tal. Para isso o Brasil vem investindo da educação ambiental, com a inten-
ção de formar cidadãos conscientes para a qualidade ambiental do planeta.
REFERÊNCIAS

ASHLEY, A. P. Ética e Responsabilidade Social nos Negócios. São Paulo: Saraiva, 2005.
MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO (MEC). Educação Ambiental. Disponível em: <http://www.mec.com.
br>. Acesso 12 maio 2012.
VASCONCELOS, L. Hardware total: Tudo sobre hardware, montagem, manutenção, expansões e
arquitetura de PCs. São Paulo: Makron Books, 2002.
TORRES, Gabriel. Redes de computador – Curso Completo. Rio de Janeiro: Axcel Books, 2001. 664 p.
MINICURRÍCULO Dos autores

Lucimara A. Terra possui graduação em Administração de Empresas com habilitação em Comér-


cio Exterior pela Faculdade Decisão, pós-graduação em Desenvolvimento Gerencial pela Univer-
sidade Federal de Santa Catarina (UFSC), pós-graduação em Gestão de Polos pela Universidade
Federal de Pelotas (UFPEL). Mestranda no Programa de Pós-graduação em Administração Univer-
sitária pela UFSC. Professora da Faculdade IES/FASC no curso de Administração de Empresas. Atua
como designer instrucional na FabriCO.

Wilson de Almeida é graduado em Sistemas da Informação pela Universidade Federal de Santa


Catarina (UFSC), com o trabalho de conclusão de curso “Performance Evaluation of Ruby Inter-
preters”. É especialista em desenvolvimento de softwares. Trabalha em empresas da área e como
autônomo. É integrante do CNXS, grupo de pesquisa de desenvolvimento de softwares.
Índice

C
Condutividade térmica 49

H
Holográficos 51

I
Impressora matricial 53

M
Mainframe 89
Malware 79, 80, 81

O
ONU 94

P
PIB 97

Z
Zoneamento geoambiental 96
SENAI – Departamento Nacional
Unidade de Educação Profissional e Tecnológica – UNIEP

Rolando Vargas Vallejos


Gerente Executivo

Felipe Esteves Morgado


Gerente Executivo Adjunto

Diana Neri
Coordenação Geral do Desenvolvimento dos Livros

SENAI – Departamento Regional de Santa Catarina

Selma Kovalski
Coordenação do Desenvolvimento dos Livros no Departamento Regional

Beth Schirmer
Coordenação do Núcleo de Desenvolvimento

Maristela de Lourdes Alves


Coordenação do Projeto

Lucimara A. Terra
Wilson de Almeida
Elaboração

Daniel Devegili
Revisão Técnica

Luciana Effting
CRB14/937
Ficha Catalográfica

FabriCO

Design Educacional
Revisão Ortográfica, Gramatical e Normativa
Ilustrações
Tratamento de Imagens
Diagramação
i-Comunicação
Projeto Gráfico