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SES-DF

lei orgânica do df
Da Organização do DF.
Competências. Vedações
LEI ORGÂNICA DO DISTRITO FEDERAL
Da Organização do DF. Competências. Vedações
Prof. Marco Soares

SUMÁRIO
1. Direito de Petição ou Representação...........................................................4
2. Soberania Popular....................................................................................7
3. Brasília................................................................................................. 12
4. Distrito Federal...................................................................................... 16
4.1. Noções Introdutórias........................................................................... 16
4.2. Símbolos........................................................................................... 16
4.3. Território............................................................................................ 19
4.4. RIDE................................................................................................. 20
4.5. Organização....................................................................................... 21
5. Regiões Administrativas.......................................................................... 22
5.1. Noções Introdutórias........................................................................... 22
5.2. Objetivos........................................................................................... 24
5.3. Administrador..................................................................................... 25
5.4. Conselhos.......................................................................................... 27

6. Competências....................................................................................... 30
6.1. Competência Residual.......................................................................... 30

6.2. Competência Privativa......................................................................... 31

6.3. Competência Comum.......................................................................... 33


6.4. Competência Concorrente.................................................................... 34
6.5. Competência Suplementar................................................................... 35
7. Vedações.............................................................................................. 37
8. Resumo................................................................................................ 39
Questões de concurso................................................................................ 52
Gabarito................................................................................................... 61
Questões Comentadas................................................................................ 62

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MARCO SOARES
Especialista em Direito Público e Docência do Ensino Superior. Bacharel
em Direito pela Universidade Católica de Brasília. Aprovado em diversos
concursos, possui ampla experiência como docente, principalmente na
preparação de candidatos para cargos públicos. Já foi membro da Ordem
dos Advogados do Brasil e advogado colaborador da Defensoria Pública
do Distrito Federal. Autor do livro Lei Orgânica do DF para Concursos.

LEI ORGÂNICA DO DISTRITO FEDERAL

Estamos de volta!
Como você está, futuro(a) servidor(a)?
Firme e forte nos estudos?
Espero que sim!
Depois de estudarmos minuciosamente o conteúdo da primeira aula, vamos
iniciar o nosso segundo encontro.
A estrutura da nossa aula é padrão: TEORIA → RESUMO → QUESTÕES SEM COMEN-
TÁRIOS → GABARITO → QUESTÕES COMENTADAS.
Mantenha o foco nos estudos! Não se perca!
Aproveito para te convidar a fazer parte das minhas redes sociais. Encontre-me
no Facebook ou no Instagram para que possa acompanhar e curtir minhas dicas
sobre Lei Orgânica do DF e concursos públicos.

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Está pronto?

Vá e vença!

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1. Direito de Petição ou Representação

A Lei Orgânica do Distrito Federal assegura em seu artigo 4º o direito de

petição ou representação, independente de pagamento de taxas ou emolu-

mentos, ou de garantia de instância. Observe:

Art. 4º É assegurado o exercício do direito de petição ou representação, independente-


mente de pagamento de taxas ou emolumentos, ou de garantia de instância.

O direito de petição ou representação está na Lei Orgânica do DF, mas não entre os

objetivos prioritários nem entre os valores fundamentais (conteúdo da primeira aula).

Mas você pode estar se perguntando que direitos são esses. Calma! Eu vou ex-

plicar. Por isso eu digo: estude a teoria, leia a lei e depois responda questões sobre

o assunto estudado.

A Lei Maior do ordenamento jurídico brasileiro assim dispõe:

Art. 5º, XXIV. São a todos assegurados, independentemente do pagamento de taxas:


a) o direito de petição aos Poderes Públicos em defesa de direitos ou contra ilegalidade
ou abuso de poder;
b) a obtenção de certidões em repartições públicas, para defesa de direitos e esclareci-
mento de situações de interesse pessoal;

O direito de petição tem previsão expressa na Constituição. Ele corresponde ao

poder que qualquer pessoa possui para se dirigir formalmente a determinada auto-

ridade pública com o objetivo de reivindicar um direito próprio, de um grupo ou da

coletividade, sendo vedado o anonimato. Também para informar ou opinar sobre


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algum assunto relevante, bem como se resguardar contra ilegalidade ou abuso de

poder. É comumente utilizado para obtenção de documento para defesa de direito e

esclarecimentos de interesse pessoal. Tem a natureza de um pedido administrativo

e, caso seja desrespeitado, usa-se mandado de segurança, e não habeas data.

Peticionar é pedir, requerer. O Direito de Petição tem como finalidade a

obtenção de informações junto à autoridade para que esta tome, se necessárias,

as providências cabíveis sobre o assunto informado.

Uma vez provocada, a Administração Pública não pode negar o conhecimento

ou o recebimento da petição. Diante dessa obrigatoriedade, se houver omissão por

parte da Administração Pública, o agente que se omitiu estará sujeito às sanções

previstas em lei.

Esse direito, de caráter universal, pode ser exercido por qualquer pessoa física

ou jurídica, nacional ou estrangeira, ou até mesmo por entes não dotados de perso-

nalidade jurídica, inclusive, ser exercido individual ou coletivamente, devendo essa

petição ser destinada ao órgão ou à autoridade competente.

Já o direito de representação é o exercício do direito de denunciar. É atra-

vés desse direito público subjetivo que o indivíduo poderá oferecer reclamações,

reivindicações, denunciar abuso de poder de autoridades públicas, denunciar irre-

gularidades e ilegalidades da Administração Pública.

Ok! Agora que já sabemos o significado do direito de petição ou representação,

precisamos saber que, para exercê-los, não é possível a exigência de pagamento.

O exercício do direito de petição ou representação INDEPENDE de pagamento.

O exercício dos direitos ora estudados independe de pagamento de taxa, emo-

lumento ou garantia de instância.


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Taxas e emolumentos são designações diferenciadas quer na preceituação legal,

quer na exposição da matéria. A taxa é uma contribuição pecuniária cobrada pela

utilização de serviços públicos específicos colocados à disposição do usuário. Os

emolumentos não se confundem com as taxas propriamente ditas na terminologia

do direito financeiro. Os emolumentos entram na categoria das taxas, sendo contri-

buições prestadas por um serviço público cuja prestação tem interesse de alguém

que o provoca.

Já a garantia de instância é a exigência de um depósito prévio para que

um recurso possa ser analisado.

Veja o teor da Súmula Vinculante (não há necessidade de falar que a Súmula

Vinculante é do STF, pois somente ele edita tais súmulas) de número 21.

Súmula Vinculante n. 21. É inconstitucional a exigência de depósito ou arrolamento


prévio de dinheiro ou bens para admissibilidade de recurso administrativo.

Para esclarecer melhor, imagine que você discorde do valor cobrado em seu

Imposto sobre Propriedade de Veículo Automotor – IPVA, e venha a discordar da

base de cálculo (valor de mercado do veículo). Diante dessa situação, exerce o seu

direito de petição solicitando que a Administração reveja esse valor com base nos

argumentos e provas apresentadas. A Administração analisa e indefere o seu pe-

dido. Você, irresignado, propõe recurso da decisão. Para isso não precisará pagar

pelo pedido inicial, nem pela análise do seu recurso em instância superior.

A exigência de tal pagamento poderia ofender princípios básicos do ordena-

mento jurídico brasileiro construindo uma barreira para alguns. Nesse sentido, o

brilhante ministro Joaquim Barbosa asseverou:

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Ementa: (...) A exigência de depósito ou arrolamento prévio de bens e direitos como con-
dição de admissibilidade de recurso administrativo constitui obstáculo sério (e intrans-
ponível, para consideráveis parcelas da população) ao exercício do direito de petição
(CF, art. 5º, XXXIV), além de caracterizar ofensa ao princípio do contraditório (CF, art.
5º, LV). A exigência de depósito ou arrolamento prévio de bens e direitos pode
converter-se, na prática, em determinadas situações, em supressão do direito
de recorrer, constituindo-se, assim, em nítida violação ao princípio da propor-
cionalidade. Ação direta julgada procedente para declarar a inconstitucionalidade do
art. 32 da MP 1699-41 – posteriormente convertida na Lei n. 70.235/1972. (ADI 1976,
Relator Ministro Joaquim Barbosa, Tribunal Pleno, 28.3.2007, DJ de 18.5.2007)

No mesmo sentido:

Súmula Vinculante n. 28. É inconstitucional a exigência de depósito prévio como requi-


sito de admissibilidade de ação judicial na qual se pretenda discutir a exigibilidade de
crédito tributário.

É importante que você não confunda o direito ora tratado, que se aplica ao âm-
bito administrativo, com as custas judiciais.

Esse é um dos assuntos mais cobrados da LODF em concursos públicos. Os exami-


nadores costumam afirmar que o direito de petição ou representação são valores
ou objetivos prioritários (conteúdo da primeira aula) ou que poderia ser exigido
algum valor para o seu exercício, induzindo, dessa forma, o candidato ao erro.

2. Soberania Popular

Esse é um assunto muito cobrado em provas! Estude com atenção!


A titularidade do poder pertence ao povo, que o exerce direta ou indiretamen-
te. O parágrafo único do art. 1º confirma uma característica primordial do estado
democrático: o poder emana do povo. Esse poder será exercido por meio de re-

presentantes eleitos ou diretamente, nos termos da CF e da LODF.


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Plebiscito

Direta Referendo

Iniciativa Popular
Formas de Exercícios
do Poder Popular

Por meio de
Indireta
representantes eleitos

A soberania popular se reflete na contínua titularidade do poder ao povo. Sua

titularidade em momento algum é transferida. Quando os representantes eleitos

legislam, eles estão dando forma às vontades do povo, e não a de particulares ou

às suas próprias.

Sufrágio é o direito de votar e ser votado.

O sufrágio universal se opõe ao sufrágio restrito. O sufrágio deve ser universal,

isto é, não se admite qualquer hipótese de sufrágio restrito (discriminatório), tais

como o sufrágio de gênero, censitário (renda), racial ou capacitário (grau de ins-

trução). Aliás, o sufrágio universal é uma cláusula pétrea, nos termos do art. 60, §

4º, II, da Constituição Federal.

Nesse sentido se posicionou o Supremo Tribunal Federal:

ADI 4018, STF. O Tribunal concedeu medida cautelar em ação direta de inconstitucio-
nalidade ajuizada pelo Partido Humanista da Solidariedade – PHS para suspender a
eficácia do art. 13 da Resolução 124/2008 que, dispondo sobre a regulamentação de
eleição extemporânea no Município de Caldas Novas/GO, determina que “participarão
da eleição de que trata esta resolução os eleitores do Município de Caldas Novas que se
encontravam aptos a votar no pleito de 3 de outubro de 2004, desde que estes também
estejam aptos no cadastro de eleitores deste município na data de 21 de janeiro de
2008”. Entendeu-se que, em princípio, a resolução questionada teria limitado o grupo
de eleitores, em ofensa ao art. 14 da CF, que estabelece que a soberania popular será
exercida pelo sufrágio universal e pelo voto direto e secreto, com valor igual para todos,
e, nos termos da lei, mediante: I – plebiscito; II – referendo e III – iniciativa popular.
ADI 4018 MC/GO, rel. Min. Eros Grau, 13.2.2008. (ADI-4018).
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O voto é o ato por meio do qual se exerce o sufrágio, ou seja, o direito de votar

e ser votado.

O voto é a forma pela qual o sufrágio é exercido.

Por oportuno, cabe mencionar que o escrutínio é o processo utilizado para a

tomada de votos. É o método de votação. Adotamos o escrutínio secreto.

≠ ≠
Sufrágio Voto Escrutínio
Direito de escolha Ato de escolha Método de escolha

O voto é direto e secreto.

DIRETO: o cidadão vota diretamente no


candidato, sem qualquer intermediário.

VOTO

SECRETO: não há publicidade da opção


do eleitor, mantendo-a em sigilo absoluto.

O plebiscito e o referendo são formas de participação do cidadão que

esteja em gozo de seus direitos políticos. São consultas para “ouvir a voz que

vem das ruas” e decidir sobre matéria de relevância para a nação, em questões de

natureza constitucional, legislativa ou administrativa.

A principal distinção entre eles é a de que o plebiscito é convocado previa-

mente à criação do ato legislativo ou administrativo que trate do assunto em pau-

ta, e o referendo é autorizado posteriormente, cabendo ao povo ratificar ou

rejeitar a proposta.
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Plebiscito Referendo

Norma é
elaborada
Antes Depois

Tempo

A competência para autorizar referendo e convocar plebiscito é da Câmara

Legislativa do Distrito Federal.

Art. 60. Compete, privativamente, à Câmara Legislativa do Distrito Federal:


XLII – autorizar referendo e convocar plebiscito.

A iniciativa popular, por sua vez, é um instituto da democracia direta


(alguns autores afirmam ser semidireta). Na apresentação de projeto de lei de
iniciativa popular não há intermediários, dando-se início ao processo legislativo.
O que deve ficar claro é que esse instituto serve apenas para dar o “start”, ou

seja, apenas para deflagrar o processo legislativo.

Apresentada à CLDF

Emenda à LODF ou projeto de lei

O projeto deve estar devidamente


articulado e justificado
Iniciativa
Popular
Subscrito por, no mínimo,
1% do eleitorado

Distribuído por 3 zonas eleitorais

Assegurada a defesa do projeto

Por representantes Perante as comissões


dos autores em que tramitar

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Conforme estabelece a LODF em seu art. 76, que estudaremos posteriormente:

Art. 76. A iniciativa popular pode ser exercida pela apresentação à Câmara Legislativa
de emenda à Lei Orgânica, na forma do art. 70, III, ou de projeto de lei devidamente
articulado, justificado e subscrito por, no mínimo, um por cento do eleitorado do Distrito
Federal, distribuído por três zonas eleitorais, assegurada a defesa do projeto por repre-
sentantes dos respectivos autores perante as comissões nas quais tramitar.

FORMAS DE EXERCÍCIO DO PODER POPULAR


Direta Indireta
Plebiscito → consulta popular sobre tema que Por meio de seus representantes eleitos:
será objeto de ato legislativo ou administrativo. Governador → chefe do Poder Executivo e;

Referendo → consulta popular sobre ato Deputados → membros do Poder Legislativo.


legislativo ou administrativo já editado com o
objetivo de ratificá-lo ou rejeitá-lo.

Iniciativa popular → apresentação de projeto


de lei, proposto pela população, que deverá
ser apreciado pelo Legislativo.

Resumindo:

a) plebiscito → consulta popular feita ANTES da edição da norma;

b) referendo → consulta popular feita DEPOIS da edição da norma;

c) iniciativa popular → projeto elaborado por qualquer cidadão que reúna os

requisitos exigidos.

Aqui termina o conteúdo referente ao Título I. Como você deve ter percebido,

são poucos artigos, mas que frequentemente são cobrados em provas.

Cuidado para não se confundir! A Constituição Federal NÃO pode ser emendada

por iniciativa popular, mas a Lei Orgânica SIM.

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Iniciativa popular e ação popular têm conceitos diferentes e as bancas adoram tro-

car “iniciativa” por “ação”.

Art. 5º A soberania popular será exercida pelo sufrágio universal e pelo voto direto e
secreto, com valor igual para todos e, nos termos da lei, mediante:
I – plebiscito;
II – referendo;
III – iniciativa popular.

3. Brasília

Agora estudaremos o Título II da LODF, que traz assuntos muito importantes e

bastante cobrados em provas. Portanto, mantenha seu foco e atenção.

Vamos seguir firme nos estudos falando agora da nossa querida Brasília!

Como diz a canção de Caetano Veloso “céu de Brasília, traço do arquiteto, gosto

tanto dela assim”.

Brasília é um patrimônio mundial tombado, reconhecido, pela Organização

das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura – UNESCO, desde 1987,

com a finalidade de ser preservada para as atuais e futuras gerações. Isso faz com

que qualquer alteração em suas características seja previamente analisada em um

processo rigoroso.

Art. 247. O Poder Público adotará medidas de preservação das manifestações e dos
bens de valor histórico, artístico e cultural, bem como das paisagens notáveis, naturais e
construídas, e dos sítios arqueológicos, buscada a articulação orgânica com as vocações
da região do entorno.
§ 2º Esta Lei Orgânica resguardará Brasília como Patrimônio Cultural da Humanidade,
nos termos dos critérios vigentes quando do tombamento de seu conjunto urbanístico,
conforme definição da UNESCO, em 1987.
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Brasília não deve ser confundida com o Distrito Federal!

Brasília ≠ Distrito Federal

O Distrito Federal, nós estudamos na aula anterior, forma, juntamente com os

Estados e Municípios, a união indissolúvel da República Federativa do Brasil.

Mas e Brasília, onde está?

Brasília está localizada dentro do território do Distrito Federal.

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É muito comum as pessoas, inclusive as que moram no DF, confundirem Brasília

com Distrito Federal. Veja só, eu sou mineiro e meus familiares acreditam que eu

moro em Brasília, mas eu nunca morei lá.

Brasília é a capital da República Federativa do Brasil e sede do Governo

do Distrito Federal, nos moldes do art. 6º da LODF.

Art. 6º Brasília, Capital da República Federativa do Brasil, é a sede do governo do Dis-


trito Federal.

A sede do Governo do Distrito Federal poderá ser transferida apenas TEMPORA-

RIAMENTE.

Brasília também é a sede da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF), e do

Tribunal de Contas do Distrito Federal. Vejamos:

Art. 55. A Câmara Legislativa do Distrito Federal tem sede em Brasília, Capital
da República Federativa do Brasil.
Art. 82. O Tribunal de Contas do Distrito Federal, integrado por sete Conselheiros,
tem sede na cidade de Brasília, quadro próprio de pessoal e jurisdição em todo o
território do Distrito Federal, exercendo, no que couber, as atribuições previstas no art.
96 da Constituição Federal.

A Lei Orgânica do Distrito Federal dispensou uma atenção especial à preserva-

ção de Brasília, conforme veremos a seguir:

• As diretrizes, os objetivos e as políticas públicas que orientam a ação governa-

mental para a promoção do desenvolvimento socioeconômico do Distrito Fede-

ral devem observar a singular condição de Brasília como Capital Federal e a

sua condição como Patrimônio Cultural da Humanidade, nos termos do art. 165;
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• O DF deve, em sua política de turismo, suas diretrizes e ações, promover

Brasília como Patrimônio Cultural da Humanidade, conforme art. 183;

• A LODF resguardará Brasília como Patrimônio Cultural da Humanidade con-

forme definido pela UNESCO, nos termos do art. 247;

• O conjunto urbanístico de Brasília deve ser especialmente protegido, confor-

me art. 295;

• A política de desenvolvimento urbano e rural do Distrito Federal, observados

os princípios da Constituição Federal e as peculiaridades locais e regionais,

tem por objetivo assegurar que a propriedade cumpra sua função social e

possibilitar a melhoria da qualidade de vida da população, mediante a prote-

ção dos bens de valor histórico, artístico e cultural, dos monumentos, das pai-

sagens naturais notáveis e, em especial, do conjunto urbanístico de Brasília,

nos termos do art. 312;

• Consta entre os princípios norteadores da política de desenvolvimento urbano

a manutenção, a segurança e a preservação do patrimônio paisagístico, his-

tórico, urbanístico, arquitetônico, artístico e cultural, considerada a condição

de Brasília como Capital Federal e Patrimônio Cultural da Humanidade, con-

forme art. 314;

• O DF terá, como instrumento básico das políticas de ordenamento territorial

e urbano, além do plano diretor de ordenamento territorial e da lei de uso e

ocupação do solo, o plano de preservação do conjunto urbanístico de Brasília,

conforme art. 316;

• O sistema de planejamento territorial e urbano do DF, estruturado em órgãos

superior, central, executivo, setoriais e locais, tem entre suas finalidades a

preservação do conjunto urbanístico de Brasília, nos termos do art. 326.

Agora passaremos a tratar do Distrito Federal!

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4. Distrito Federal

4.1. Noções Introdutórias

Já sabemos que o Distrito Federal não é o mesmo que Brasília. O DF, juntamente

com os Estados e Municípios, forma a união indissolúvel da República Federativa

do Brasil. Ele é um ente federal com autonomia parcialmente tutelada pela União.

4.2. Símbolos

O Distrito Federal, como todo ente federativo, tem seus símbolos próprios, isso

fundamentado no art. 13, § 2º da Constituição Federal.

Art. 13, § 2º. Os Estados, o Distrito Federal e os Municípios poderão ter símbolos
próprios.

A LODF estabeleceu como símbolos do DF a bandeira, o hino e o brasão.

BANDEIRA DO DISTRITO FEDERAL

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HINO DO DISTRITO FEDERAL

Todo o Brasil vibrou!


E nova luz brilhou!
Quando Brasília fez maior a sua glória
Com esperança e fé
Era o gigante em pé
Vendo raiar outra alvorada em sua história

Com Brasília no coração


Epopeia a surgir do chão
O candango sorri feliz
Símbolo da força de um país!

Todo o Brasil vibrou!


E nova luz brilhou!
Quando Brasília fez maior a sua glória
Com esperança e fé
Era o gigante em pé
Vendo raiar outra alvorada em sua história

Capital de um Brasil audaz


Bom na luta, melhor na paz
Salve o povo que assim te quis
Símbolo da força de um país!

Todo o Brasil vibrou!


E nova luz brilhou!
Quando Brasília fez maior a sua glória
Com esperança e fé
Era o gigante em pé
Vendo raiar outra alvorada em sua história.
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BRASÃO DO DISTRITO FEDERAL

Tome cuidado para não confundir os símbolos do DF com os da República.

SÍMBOLOS
DISTRITO FEDERAL REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL
BANDEIRA BANDEIRA
HINO HINO
BRASÃO ARMAS
SELO

Esse rol não é exaustivo, uma vez que a LODF possibilita que novos símbolos

sejam criados mediante lei.

Art. 7º São símbolos do Distrito Federal a bandeira, o hino e o brasão.


Parágrafo único. A lei poderá estabelecer outros símbolos e dispor sobre seu uso no
território do Distrito Federal.

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As bancas de concurso costumam afirmar nas questões que novos símbolos po-

derão ser criados mediante decreto. Essa afirmação está ERRADA! A Lei orgânica

prevê expressamente que seja mediante lei.

4.3. Território

O território do Distrito Federal possui um tamanho de 5.802 Km² e fica localiza-

do no centro do território nacional. É o espaço físico-geográfico que se encon-

tra sob o seu domínio e jurisdição.

MAPA DO DISTRITO FEDERAL

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Assim dispõe a Lei Orgânica sobre o território do Distrito Federal:

Art. 8º O território do Distrito Federal compreende o espaço físico-geográfico que se


encontra sob seu domínio e jurisdição.

4.4. RIDE

A Região Integrada de Desenvolvimento do Distrito Federal e Entorno (RIDE)


é uma região composta por municípios goianos e mineiros que fazem limite ou estão
próximos ao Distrito Federal.
A Região Integrada de Desenvolvimento do Distrito Federal e Entorno (RIDE) foi
criada pela Lei Complementar n. 94, de 19 de fevereiro de 1998 e regulamentada
pelo Decreto n. 2.710, de 04 de agosto de 1998, alterado pelo Decreto n. 3.445,
de 04 de maio de 2000.
Ela tem como objetivo articular e harmonizar as ações administrativas da União,
dos Estados e dos Municípios para a promoção de projetos que visem o desenvol-
vimento necessário para essa região.
Recentemente foi apresentado à Câmara Federal o Projeto de Lei da Câmara
(PLC) 102/2015 para avaliar a inclusão de 13 novos municípios à RIDE.

“Mas, professor, qual a diferença entre fazer, ou não, parte da RIDE”?

Isso mesmo, os integrantes da RIDE têm prioridade no recebimento de recur-

sos públicos destinados a investimentos que estejam de acordo com os interesses

pactuados entre os entes. Esses recursos devem contemplar demandas por equi-

pamentos e serviços públicos, fomentar arranjos produtivos locais, propiciar o

ordenamento territorial e, assim, promover o seu desenvolvimento integrado.


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Art. 9º O Distrito Federal, na execução de seu programa de desenvolvimento econômi-


co-social, buscará a integração com a região do entorno do Distrito Federal.

As bancas costumam incluir a integração com a região do entorno entre valores

fundamentais ou objetivos prioritários. Se isso acontecer na sua prova, lembre-se:

a integração com a região do entorno está prevista na Lei Orgânica, mas não

entre valores fundamentais e objetivos prioritários.

As ações de integração com a região do entorno estão previstas também no art.

164 da Lei Fundamental:

Art. 164. As ações de integração com a região do entorno do Distrito Federal são cons-
tituídas pelo conjunto de políticas para o desenvolvimento das áreas do entorno, com
vistas a integração e harmonia com o Distrito Federal, em regime de corresponsabilida-
de com as Unidades da Federação às quais pertencem, preservada a autonomia admi-
nistrativa e financeira das unidades envolvidas.

4.5. Organização

O Distrito Federal está organizado (dividido) em Regiões Administrativas.

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Enquanto os Estados-membros da federação podem se subdividir em Municípios,

a CF vedou tal possibilidade ao Distrito Federal. Dessa forma, a fim de gerir melhor

os seus recursos, a LODF permitiu que o DF fosse dividido apenas em Regiões

Administrativas.

Art. 10. O Distrito Federal organiza-se em Regiões Administrativas, com vistas à des-
centralização administrativa, à utilização racional de recursos para o desenvolvimento
socioeconômico e à melhoria da qualidade de vida.

Como esse é um assunto extenso e um dos mais cobrados em provas, vamos

aprofundá-lo em outro tópico.

5. Regiões Administrativas

5.1. Noções Introdutórias

Nós já sabemos que o Distrito Federal é dividido em Regiões Administrativas.

Atualmente são 31 RAs:

1 Plano Piloto;

2 Gama;

3 Taguatinga;

4 Brazlândia;

5 Sobradinho;

6 Planaltina;

7 Paranoá;

8 Núcleo Bandeirante;

9 Ceilândia;

10 Guará;
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11 Cruzeiro;

12 Samambaia;

13 Santa Maria;

14 São Sebastião;

15 Recanto das Emas;

16 Lago Sul;

17 Riacho Fundo;

18 Lago Norte;

19 Candangolândia;

20 Águas Claras;

21 Riacho Fundo II;

22 Sudoeste/Octogonal;

23 Varjão;

24 Park Way;

25 Setor Complementar de Indústria e Abastecimento (SCIA)/Estrutural/Automóvel;

26 Sobradinho II;

27 Jardim Botânico;

28 Itapoã;

29 Setor de Indústria e Abastecimento SIA;

30 Vicente Pires; e

31 FERCAL.

Essa organização visa a prestação de um serviço público com mais qualidade e

que atenda efetivamente os anseios da população local.

A criação ou extinção de Regiões Administrativas ocorre mediante a

aprovação de lei. A LODF estabelece que a aprovação dessa lei deve ocorrer com

o voto favorável da maioria absoluta dos Deputados Distritais.


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Art. 13. A criação ou extinção de Regiões Administrativas ocorrerá mediante lei apro-
vada pela maioria absoluta dos Deputados Distritais.

A exigência de lei aprovada pela maioria absoluta dos Deputados Distritais é

prevista tanto para a criação quanto para a extinção de regiões administrativas, em

face do princípio da simetria das formas, ou seja, a espécie de norma que cria

um órgão deve ser a mesma que a extingue.

5.2. Objetivos

A organização do DF em Regiões Administrativas visa a descentralização

administrativa, a utilização racional de recursos para o desenvolvimento

socioeconômico e a melhoria da qualidade de vida.

Esses são os objetivos a serem alcançados com a organização do Distrito Fede-

ral em Regiões Administrativas.

DESCENTRALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA

ORGANIZAÇÃO UTILIZAÇÃO RACIONAL DE RECURSOS PARA O


DO DF EM RAs DESENVOLVIMENTO SOCIOECONÔMICO

MELHORIA DA QUALIDADE DE VIDA

Apenas para esclarecer, embora a LODF, em seu artigo 10, cite “descentraliza-

ção administrativa”, a criação de Região Administrativa ocorre pela desconcentra-

ção administrativa, com vistas à descentralização administrativa. Até mesmo por-

que as RAs não são entidades com personalidade jurídica própria. Elas fazem parte

da estrutura administrativa do DF.

As Administrações Regionais integram a estrutura administrativa do

Distrito Federal.
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Já foi cobrado em concursos anteriores que as Administrações Regionais fazem

parte da estrutura política do DF. Errado! O correto é estrutura administrativa!

Veja o conteúdo do art. 11 da LODF:

Art. 11. As Administrações Regionais integram a estrutura administrativa do Distrito


Federal.

5.3. Administrador

Toda Administração Regional terá um Administrador que até pode administrar

mais de uma Região, mas não poderá acumular as duas remunerações.

Atualmente o Administrador é escolhido pelo Governador com base na Lei Dis-

trital n. 2.861/2001. A LODF prevê também a possibilidade de que seja regula-

mentada, por meio de lei, uma forma de participação popular na escolha dos

Administradores Regionais.

Art. 10, § 1º A lei disporá sobre a participação popular no processo de escolha do


Administrador Regional.

A aludida lei ainda não foi editada. Alguns devem se lembrar que durante a sua

campanha eleitoral no ano de 2014, o candidato vencedor prometeu que a escolha

dos Administradores Regionais ocorreria mediante participação popular. Bem, isso

não seria um favor, e sim um cumprimento do que está previsto em lei. Nesse sen-

tido o Conselho Especial do TJDFT julgou procedente, em 14 de janeiro de 2014,

duas ações diretas de inconstitucionalidade por omissão (2013.00.2.016227-6 e

2013.00.2.16865-3) e determinou que o Governador do Distrito Federal encami-

nhasse o projeto de lei em 18 (dezoito) meses. No entanto, até o fechamento deste

material, a norma ainda não havia sido encaminhada.


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De acordo com a LODF, há participação popular no processo de escolha do Adminis-

trador Regional. O que ainda não há é uma lei regulamentando essa participação.

As Regiões Administrativas serão administradas por um Administrador Regional, cuja

remuneração não poderá exceder a percebida pelos Secretários de Estado.

É comum ser cobrado em provas de concurso que os Administradores podem

receber igual ao Governador. Essa afirmação está errada, pois o Governador recebe

mais que o secretário de Estado.

Veja no quadro a seguir algumas situações acerca da remuneração do Adminis-

trador Regional:

O ADMINISTRADOR REGIONAL...
Pode receber igual ao Governador? NÃO
Deve receber igual ao Governador? NÃO
Pode receber mais que um Secretário de Estado? NÃO
Deve receber mais que um Secretário de Estado? NÃO
Pode receber igual a um Secretário de Estado? SIM
Deve receber igual a um Secretário de Estado? NÃO
Pode receber menos que um Secretário de Estado? SIM
Deve receber menos que um Secretário de Estado? NÃO

Art. 10, § 2º A remuneração dos Administradores Regionais não poderá ser superior à
fixada para os Secretários de Estado do Distrito Federal.

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Em relação aos Administradores Regionais, existe uma proibição.

Art. 10, § 3º A proibição de que trata o art. 19, § 8º, aplica-se à nomeação de Admi-
nistrador Regional.

Mas que proibição é essa?

Vamos ver?

Art. 19, § 8º É proibida a designação para função de confiança ou a nomeação para


emprego ou cargo em comissão, incluídos os de natureza especial, de pessoa que tenha
praticado ato tipificado como causa de inelegibilidade prevista na legislação eleitoral.

Isso significa que não poderá ser nomeado para ocupar o cargo de Administra-

dor aquele que tenha praticado ato tipificado como causa de inelegibilidade prevista

na lei eleitoral.

“Ficha suja” não pode ser nomeado para o cargo de Administrador Regional.

5.4. Conselhos

As Administrações Regionais possuirão um Conselho de Representantes Comu-

nitários e um Conselho Tutelar.

O Conselho de Representantes Comunitários é composto por representantes

da comunidade, ou seja, não são servidores públicos lotados na Administração. As

suas funções são consultivas (emite parecer, opinião) e fiscalizadora (controle da

fiel execução dos atos da Administração).

Art. 12. Cada Região Administrativa do Distrito Federal terá um Conselho de Represen-
tantes Comunitários, com funções consultivas e fiscalizadoras, na forma da lei.
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As bancas costumam atribuir outras funções ao Conselho de Representantes

Comunitários. Lembre-se: as funções desse conselho são apenas CONSULTIVAS

E FISCALIZADORAS.

Os Conselhos Tutelares são criados automaticamente, sempre que for criada

uma Região Administrativa. Não há necessidade, nem previsão, para que haja um

projeto de lei para a criação desse Conselho.

A banca QUADRIX, recentemente, elaborou uma questão muito boa no concurso da

Secretaria de Educação do DF. A questão afirmava que para a criação de um Conse-

lho Tutelar, seria necessária uma lei aprovada por maioria absoluta dos Deputados

Distritais. Errado, pois essa exigência é para a criação de Região Administrativa.

Art. 13, Parágrafo único. Com a criação de nova Região Administrativa, fica criado,
automaticamente, Conselho Tutelar para a respectiva região.

As funções do Conselho Tutelar estão estabelecidas em lei própria, qual seja, a

Lei n. 8.069/1990, que instituiu o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

O ECA define o Conselho Tutelar como órgão permanente e autônomo, não ju-

risdicional, encarregado pela sociedade de zelar pelo cumprimento dos direitos da

criança e do adolescente.

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Cada Região Administrativa deve ter, no mínimo, um Conselho Tutelar como

órgão da Administração Pública local, composto de cinco membros, escolhidos pela

população local para um mandato de quatro anos.

Conselhos

De representantes Tutelar

Depende de lei para ser criado


Criado automaticamente
(regulamentação pendente)

Funções consultivas Funções definitivas


e fiscalizadoras em lei própria

Resumindo:

ADMINISTRAÇÃO REGIONAL
I – Administrada por um Administrador Regional;
II – Criada ou extinta por lei, aprovada pela maioria absoluta dos Deputados;
III – Possui conselho de Representantes Comunitários com funções consultivas e fiscalizadoras;
IV – Com a criação da RA, automaticamente fica criado o conselho tutelar.

ADMINISTRADOR REGIONAL
I – Administra a Região Administrativa;
II – Na sua escolha deve haver participação popular, mas a lei regulamentadora ainda não existe;
III – Não pode ter remuneração superior à dos Secretários de Estado;
IV – Não pode ter praticado ato tipificado como causa de inelegibilidade.

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6. Competências

A distribuição de competência adota critérios usados pelo constituinte origi-

nário. A repartição de competências é a distribuição de tarefas entre os entes da

Federação. Traduzindo: quem faz o quê.

O Princípio da Predominância do Interesse se traduz no interesse maior

por parte de algum ente federativo. Quando o interesse é maior por parte do Dis-

trito Federal, certamente não estamos tratando de uma competência comum.

Outro critério adotado é o critério da subsidiariedade. Esse critério estabelece

que não sendo possível o exercício de determinada competência por um ente, ela

será atribuída a outro.

A atribuição de competência, embora esteja baseada pelos critérios da predominân-

cia do interesse e da subsidiariedade, é também uma decisão política. É o caso, por

exemplo, da atribuição de organizar e manter a Polícia Militar do Distrito Federal.

6.1. Competência Residual

O art. 14 da Lei Orgânica do DF estabelece que ao Distrito Federal são atribuídas

as competências legislativas reservadas aos Estados e Municípios. Assim, tudo o

que foi dito sobre os Estados e Municípios no tocante à competência para legislar

também se aplica ao DF.

Acerca da competência residual, toda competência que não for vedada, ao Dis-

trito Federal estará reservada.

Art. 14. Ao Distrito Federal são atribuídas as competências legislativas reservadas aos
Estados e Municípios, cabendo-lhe exercer, em seu território, todas as competências
que não lhe sejam vedadas pela Constituição Federal.
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6.2. Competência Privativa

A competência privativa atribui ao Distrito Federal a responsabilidade pela

administração de assuntos de interesse local. Elas são explícitas e estão dispos-

tas no artigo 15 da Lei Orgânica.

A competência privativa é aquela que somente cabe ao DF, não cabendo a um

estado ou município dispor sobre tal assunto. Elas são, em sua maioria, de natureza

administrativa/material. Mas também existem competências privativas de natureza

legislativa, como a instituição de tributos e a elaboração de PPA, LDO e LOA. Por

serem muitas (apenas as privativas são 27), não pense em decorá-las, mas leia

cada uma delas e procure perceber sua generalidade.

Conforme dispõe o art. 15, compete privativamente ao DF:

I – organizar seu Governo e Administração;


II – criar, organizar ou extinguir Regiões Administrativas, de acordo com a legislação
vigente;
III – instituir e arrecadar tributos, observada a competência cumulativa do Distrito
Federal;
IV – fixar, fiscalizar e cobrar tarifas e preços públicos de sua competência;
V – dispor sobre a administração, utilização, aquisição e alienação dos bens públicos;
VI – organizar e prestar, diretamente ou sob regime de concessão ou permissão, os ser-
viços de interesse local, incluído o de transporte coletivo, que tem caráter essencial;
VII – manter, com a cooperação técnica e financeira da União, programas de educação,
prioritariamente de ensino fundamental e pré-escolar (está em desacordo com o art.
211, § 3º, CF que diz ensino fundamental e médio);
VIII – celebrar e firmar ajustes, consórcios, convênios, acordos e decisões administra-
tivas com a União, Estados e Municípios, para execução de suas leis e serviços;
IX – elaborar e executar o plano plurianual, as diretrizes orçamentárias e o orça-
mento anual;
X – elaborar e executar o Plano Diretor de Ordenamento Territorial, a Lei de Uso e
Ocupação do Solo e Planos de Desenvolvimento Local, para promover adequado ordena-
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mento territorial, integrado aos valores ambientais, mediante planejamento e controle


do uso, parcelamento e ocupação do solo urbano;
XI – autorizar, conceder ou permitir, bem como regular, licenciar e fiscalizar os serviços
de veículos de aluguéis;
XII – dispor sobre criação, transformação e extinção de cargos, empregos e funções
públicas;
XIII – dispor sobre a organização do quadro de seus servidores; instituição de pla-
nos de carreira, na administração direta, autarquias e fundações públicas do Distrito
Federal; remuneração e regime jurídico único dos servidores;
XIV – exercer o poder de polícia administrativa;
XV – licenciar estabelecimento industrial, comercial, prestador de serviços e similar
ou cassar o alvará de licença dos que se tornarem danosos ao meio ambiente, à saúde,
ao bem-estar da população ou que infringirem dispositivos legais;
XVI – regulamentar e fiscalizar o comércio ambulante, inclusive o de papéis e de outros
resíduos recicláveis;
XVII – dispor sobre a limpeza de logradouros públicos, remoção e destino do lixo do-
miciliar e de outros resíduos;
XVIII – dispor sobre serviços funerários e administração dos cemitérios;
XIX – dispor sobre apreensão, depósito e destino de animais e mercadorias apreen-
didas em decorrência de transgressão da legislação local;
XX – disciplinar e fiscalizar, no âmbito de sua competência, competições esportivas, es-
petáculos, diversões públicas e eventos de natureza semelhante, realizados em locais
de acesso público;
XXI – dispor sobre a utilização de vias e logradouros públicos;
XXII – disciplinar o trânsito local, sinalizando as vias urbanas e estradas do Distrito
Federal;
XXIII – exercer inspeção e fiscalização sanitária, de postura ambiental, tributária, de
segurança pública e do trabalho, relativamente ao funcionamento de estabelecimento
comercial, industrial, prestador de serviços e similar, no âmbito de sua competência,
respeitada a legislação federal;
XXIV – adquirir bens, inclusive por meio de desapropriação, por necessidade, utilidade
pública ou interesse social, nos termos da legislação em vigor;
XXV – licenciar a construção de qualquer obra;
XXVI – interditar edificações em ruína, em condições de insalubridade e as que apre-
sentem as irregularidades previstas na legislação específica, bem como fazer demolir
construções que ameacem a segurança individual ou coletiva;
XXVII – dispor sobre publicidade externa, em especial sobre exibição de cartazes,
anúncios e quaisquer outros meios de publicidade ou propaganda, em logradouros pú-
blicos, em locais de acesso público ou destes visíveis.

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6.3. Competência Comum

A competência comum é uma competência administrativa que permite aos

entes agirem para o atingimento de suas funções administrativas. É uma obrigação

solidária. São temas de interesse da coletividade, e não apenas dos moradores do

Distrito Federal.

A competência comum expressa no artigo 16 da Lei Orgânica é aquela cujo inte-

resse também possa ser da União. Tanto o DF quanto a União têm interesse naquela

matéria. São atribuições administrativas e materiais que o DF deve exercer conco-

mitantemente com a União. Trata-se de uma espécie de cooperação entre os entes

federados, sem que haja hierarquia entre o disposto pela União e o disposto pelo DF.

Aqui não há predominância do interesse apenas por um dos entes. Veja quais são:

I – zelar pela guarda da Constituição Federal, desta Lei Orgânica, das leis e das ins-
tituições democráticas;
II – conservar o patrimônio público;
III – proteger documentos e outros bens de valor histórico e cultural, monumen-
tos, paisagens naturais notáveis e sítios arqueológicos, bem como impedir sua evasão,
destruição e descaracterização;
IV – proteger o meio ambiente e combater a poluição em qualquer de suas formas;
V – preservar a fauna, a flora e o cerrado;
VI – proporcionar os meios de acesso à cultura, à educação e à ciência;
VII – prestar serviços de assistência à saúde da população e de proteção e garantia
a pessoas portadoras de deficiência com a cooperação técnica e financeira da União;
VIII – combater as causas da pobreza, a subnutrição e os fatores de marginalização,
promovendo a integração social dos segmentos desfavorecidos;
IX – fomentar a produção agropecuária e organizar o abastecimento alimentar;
X – promover programas de construção de moradias e a melhoria das condições
habitacionais e de saneamento básico;
XI – registrar, acompanhar e fiscalizar as concessões de direitos de pesquisa e explora-
ção de recursos hídricos e minerais em seu território;
XII – estabelecer e implantar política para a segurança do trânsito.
Parágrafo único. Lei complementar deve fixar norma para a cooperação entre a União
e o Distrito Federal, tendo em vista o equilíbrio do desenvolvimento e o bem-estar no
âmbito do território do Distrito Federal.

Percebeu que a competência comum é mais ampla e genérica que a competên-


cia privativa?
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6.4. Competência Concorrente

A competência concorrente é uma competência legislativa. Podemos afirmar

que ela está diretamente ligada ao ato de legislar. Nesse âmbito, a União estabelecerá

normas gerais sobre determinada matéria e o DF, observando as normas criadas

pela União, edita normas específicas, a fim de complementar a legislação federal.

A principal diferença entre as competências comuns (art. 16) e as concorrentes

(art. 17) é que as comuns são competências materiais (administrativas), ao passo

que as concorrentes são competências legislativas.

Conforme disposto no art. 17, compete ao DF, concorrentemente com a União,

legislar sobre:

I – direito tributário, financeiro, penitenciário, econômico e urbanístico;


II – orçamento;
III – junta comercial;
IV – custas de serviços forenses;
V – produção e consumo;
VI – cerrado, caça, pesca, fauna, conservação da natureza, defesa do solo e dos recur-
sos naturais, proteção do meio ambiente e controle da poluição;
VII – proteção do patrimônio histórico, cultural, artístico, paisagístico e turístico;
VIII – responsabilidade por danos ao meio ambiente, ao consumidor e a bens e direitos
de valor artístico, estético, histórico, espeleológico, turístico e paisagístico;
IX – educação, cultura, ensino e desporto;
X – previdência social, proteção e defesa da saúde;
XI – defensoria pública e assistência jurídica nos termos da legislação em vigor (até
pouco tempo atrás cabia a União legislar sobre a DPDF);
XII – proteção e integração social das pessoas com deficiência;
XIII – proteção à infância e à juventude;
XIV – manutenção da ordem e segurança internas;
XV – procedimentos em matéria processual;
XVI – organização, garantias, direitos e deveres da polícia civil.

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Acerca dessa última competência, ela se opõe à Constituição Federal, que

assim determina:

Art. 21. Compete a União:


XIV – organizar e manter a polícia civil, a polícia militar e o corpo de bombeiros mili-
tar do Distrito Federal, bem como prestar assistência financeira ao Distrito Federal para
a execução de serviços públicos, por meio de fundo próprio; 

Nesse sentido, assim se posicionou o Supremo Tribunal Federal:

De saída, tenho por manifesta a inconstitucionalidade material da Lei Distrital 935, de


11 de outubro de 1995. É que, ao instituir a chamada “gratificação por risco de vida”
dos policiais e bombeiros militares do Distrito Federal, o Poder Legislativo distrital usur-
pou a competência material da União para “organizar e manter a polícia civil, a polícia
militar e o corpo de bombeiros militar do Distrito Federal, bem como prestar assistência
financeira ao Distrito Federal para a execução de serviços públicos, por meio de fundo
próprio” (inciso XIV do art. 21 da CF/1988). Daí a Súmula 647 do Supremo Tribunal
Federal: (...). (ADI 3791, Relator Ministro Ayres Britto, Tribunal Pleno, julgamento em
16.6.2010, DJe de 27.8.2010).

6.5. Competência Suplementar

A competência suplementar é a possibilidade que o Distrito Federal tem para

editar uma norma diante da omissão do Poder Legislativo Federal.

A União limita-se a estabelecer normas gerais e o Distrito Federal, normas

específicas.

Caso não exista lei federal estabelecendo as normas gerais, o DF pode exercer,

de forma plena, a competência que lhe cabe a fim de atender suas peculiaridades.

Agora, se posteriormente a União editar uma norma que seja contrária, ou que

contenha alguns dispositivos contrários à lei distrital, esta terá a sua eficácia sus-

pensa apenas no que for contrária à lei federal.

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A existência posterior de uma lei federal suspende a eficácia da lei local apenas

naquilo que for contrário.

Atente-se para estes 3 (três) tópicos a seguir que dizem respeito à competência

concorrente:

• O Distrito Federal, no exercício de sua competência suplementar, observará

as normas gerais estabelecidas pela União.

• Inexistindo lei federal sobre normas gerais, o Distrito Federal exercerá

competência legislativa plena, para atender suas peculiaridades.

• A superveniência de lei federal sobre normas gerais suspende a eficácia

de lei local, no que lhe for contrário.

Agora se liga nesta superdica que eu vou te dar!

As bancas adoram afirmar que, nessa situação, a lei federal revoga ou anula a

lei local. ERRADO! Veja:

Anular Ilegal

Revogar Incoveniente

Suspender
Contrário
a eficácia

Anula o que é ilegal, revoga o que é inconveniente e suspende a eficácia do que

for contrário.

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Nesse sentido, dispõe a Lei Orgânica do Distrito Federal em seu art. 17:

Art. 17, § 1º O Distrito Federal, no exercício de sua competência suplementar, obser-


vará as normas gerais estabelecidas pela União.
§ 2º Inexistindo lei federal sobre normas gerais, o Distrito Federal exercerá competência
legislativa plena, para atender suas peculiaridades.
§ 3º A superveniência de lei federal sobre normas gerais suspende a eficácia de lei local
no que lhe for contrário.

PRIVATIVA: exercida apenas pelo Distrito Federal, pois


somente ele possui interesse na matéria.

COMUM: podem ser exercidas pelo DF e pela União, pois


COMPETÊNCIA ambos possuem interesse.

CONCORRENTE: está relacionada ao ato de legislar


sobre algo, sendo a União sobre normas gerais e o DF
sobre as normas específicas.

Aqui terminamos os nossos estudos acerca das competências do Distrito Fede-

ral. Agora vamos aos estudos das vedações ao DF.

7. Vedações

Ao Distrito Federal são impostas algumas vedações, ou seja, proibições. Va-

mos ver quais são partindo do disposto na LODF.

A LODF, além de trazer aquilo que o DF pode e deve fazer, também traz aquilo

que lhe é vedado. Portanto, o DF não pode, por ser vedado expressamente:

I – estabelecer cultos religiosos ou igrejas, subvencioná-los (prestar auxílio), emba-


raçar-lhes o funcionamento ou manter com eles ou seus representantes relações de
dependência ou aliança, ressalvada, na forma da lei, a colaboração de interesse público.
II – recusar fé aos documentos públicos (pressupõe que o conteúdo de um documento
público seja verdadeiro);
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III – subvencionar ou auxiliar, de qualquer modo, com recursos públicos, quer pela im-
prensa, rádio, televisão, serviço de alto-falante ou qualquer outro meio de comunicação,
propaganda político-partidária ou com fins estranhos à administração pública;
IV – doar bens imóveis de seu patrimônio ou constituir sobre eles ônus real (ônus real é
uma obrigação que limita a fruição e a disposição da propriedade), bem como conceder
isenções fiscais ou remissões de dívidas, sem expressa autorização da Câmara Legisla-
tiva, sob pena de nulidade do ato.

Essas vedações estão expressas no artigo 18 da LODF. Mas não existem apenas

essas. Vejamos:

Art. 21. É vedado discriminar ou prejudicar qualquer pessoa pelo fato de haver litigado
ou estar litigando contra os órgãos públicos do Distrito Federal, nas esferas administra-
tiva ou judicial.
Parágrafo único. As pessoas físicas ou jurídicas que se considerarem prejudicadas pode-
rão requerer revisão dos atos que derem causa a eventuais prejuízos.
Art. 28. É vedada a contratação de obras e serviços públicos sem prévia aprovação do
respectivo projeto, sob pena de nulidade do ato de contratação.

Perceba que cada uma dessas vedações possui um aspecto.

RELIGIOSO → estabelecer cultos religiosos ou igrejas, subvencioná-las, em-

baraçar-lhes o funcionamento ou manter com eles ou seus representantes re-

lações de dependência ou aliança, ressalvada, na forma da lei, a colaboração

de interesse público;

DOCUMENTOS → recusar fé aos documentos públicos;

DINHEIRO PÚBLICO → subvencionar ou auxiliar, de qualquer modo, com re-

cursos públicos, propaganda político-partidária ou com fins estranhos à Admi-

nistração Pública;

BENS → doar bens imóveis de seu patrimônio ou constituir sobre eles ônus real,

sem a expressa autorização da Câmara Legislativa, sob pena de nulidade do ato.

IMPOSTOS → conceder isenções fiscais ou remissões de dívidas, sem expres-

sa autorização da Câmara Legislativa, sob pena de nulidade do ato.


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DISCRIMINAÇÃO → discriminar ou prejudicar qualquer pessoa por haver liti-

gado ou estar litigando contra os órgãos públicos do DF.

CONTRATAÇÃO → contratar obras e serviços públicos sem prévia aprovação

do respectivo projeto, sob pena de nulidade do ato de contratação.

Ok!

Muita matéria hoje!

Mas olha, nós não terminamos!

Se o cansaço bateu, faça uma pausa de no máximo dez minutos para jogar uma

água no rosto ou tomar um café, e mantenha-se firme!

Finalizamos aqui o conteúdo teórico referente à aula de hoje. Agora vamos dar

uma olhada rápida no resumo antes de fazer as questões.

8. Resumo

• É assegurado o exercício do direito de petição ou representação, indepen-

dentemente de pagamento de taxas ou emolumentos, ou de garantias de

instância. Em apertadíssima síntese, peticionar significa pedir, representar,

denunciar. Já a garantia de instância é o depósito exigido para que o seu

recurso possa ser analisado.

• A soberania popular será exercida pelo sufrágio universal e pelo voto direto e

secreto, com valor igual para todos e nos termos da lei, mediante plebiscito,

referendo e iniciativa popular.

• A titularidade do poder pertence ao povo, que o exerce direta ou indireta-

mente. O parágrafo único do art. 1º confirma uma característica primordial

do estado democrático: o poder emana do povo. Esse poder será exercido por

meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos da CF e da LODF.


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Plebiscito

Direta Referendo

Iniciativa Popular
Formas de Exercícios
do Poder Popular

Por meio de
Indireta
representantes eleitos

• O escrutínio é o processo utilizado para a tomada de votos. É o método de

votação. Adotamos o escrutínio secreto.

≠ ≠
Sufrágio Voto Escrutínio
Direito de escolha Ato de escolha Método de escolha

• O voto é direto e secreto.

DIRETO: o cidadão vota diretamente no


candidato, sem qualquer intermediário.

VOTO

SECRETO: não há publicidade da opção


do eleitor, mantendo-a em sigilo absoluto.

• A iniciativa popular, por sua vez, é um instituto da democracia direta (alguns

autores afirmam ser semidireta). Na apresentação de projeto de lei de inicia-

tiva popular não há intermediários, dando-se início ao processo legislativo.

O que deve ficar claro é que esse instituto serve apenas para dar o “start”, ou

seja, apenas para deflagrar o processo legislativo.


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Apresentada à CLDF

Emenda à LODF ou projeto de lei

O projeto deve estar devidamente


articulado e justificado
Iniciativa
Popular
Subscrito por, no mínimo,
1% do eleitorado

Distribuído por 3 zonas eleitorais

Assegurada a defesa do projeto

Por representantes Perante as comissões


dos autores em que tramitar

FORMAS DE EXERCÍCIO DO PODER POPULAR


Direta Indireta
Plebiscito → consulta popular sobre tema que Por meio de seus representantes eleitos:
será objeto de ato legislativo ou administrativo. Governador → chefe do Poder Executivo e;

Referendo → consulta popular sobre ato Deputados → membros do Poder Legislativo.


legislativo ou administrativo já editado com o
objetivo de ratificá-lo ou rejeitá-lo.

Iniciativa popular → apresentação de projeto


de lei, proposto pela população, que deverá
ser apreciado pelo Legislativo.

a) plebiscito → consulta popular feita ANTES da edição da norma;

b) referendo → consulta popular feita DEPOIS da edição da norma;

c) iniciativa popular → projeto elaborado por qualquer cidadão que reúna os

requisitos exigidos.

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• O Distrito Federal não possui capital, diferente do que acontece nos Estados.

Dito isso, Brasília é a capital da República Federativa do Brasil e sede do go-

verno distrital.

Atente-se para o fato de que Brasília é diferente do Distrito Federal. Este, por

sua vez, possui um rol não exaustivo de símbolos: bandeira, hino e brasão. A

lei poderá estabelecer outros símbolos e dispor sobre o seu uso no território do

Distrito Federal.

Brasília não deve ser confundida com o Distrito Federal!

Brasília ≠ Distrito Federal

• O art. 8º da LODF estabelece que o território do Distrito Federal compreende

o espaço físico-geográfico que se encontra sob o seu domínio e jurisdição.

Isso não significa que ele deverá estar isolado da região que fazem limite com

o seu território.

• A LODF estabelece que o DF, na execução de seu programa de desenvolvi-

mento econômico-social, buscará a integração com a região do entorno.

• O seu território é o espaço físico-geográfico sob sua jurisdição/competência,

sempre buscando a integração com a região do entorno, e terá como símbo-

los a bandeira, o hino e o brasão, sendo que apenas a lei poderá estabelecer

outros símbolos e dispor sobre o seu uso.

• A organização do DF em Regiões Administrativas visa a descentralização ad-

ministrativa, a utilização racional de recursos para o desenvolvimento socio-

econômico e a melhoria da qualidade de vida.

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DESCENTRALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA

ORGANIZAÇÃO UTILIZAÇÃO RACIONAL DE RECURSOS PARA O


DO DF EM RAs DESENVOLVIMENTO SOCIOECONÔMICO

MELHORIA DA QUALIDADE DE VIDA

• As Regiões Administrativas serão administradas por um Administrador Regio-

nal, cuja remuneração não poderá exceder a percebida pelos Secretários de

Estado. Atualmente o Administrador é escolhido pelo Governador com base

na Lei Distrital n. 2.861/2001. A LODF prevê também a possibilidade de que

seja regulamentada, por meio de lei, uma forma de participação popular na

escolha dos Administradores Regionais.

• Projeto de lei de iniciativa do Executivo poderá criar ou extinguir uma Região

Administrativa, devendo ser aprovada por maioria absoluta dos Deputados Dis-

tritais. Cada RA do Distrito Federal integrará a estrutura administrativa do DF

e terá um Conselho de Representantes Comunitários, com funções consultivas

e fiscalizadoras, na forma da lei e com a criação de nova região administrativa,

fica criado, automaticamente, conselho tutelar para a respectiva região.

• Cada Região Administrativa deve ter, no mínimo, um Conselho Tutelar como

órgão da Administração Pública local, composto de cinco membros, escolhi-

dos pela população local para um mandato de quatro anos.

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Conselhos

De representantes Tutelar

Depende de lei para ser criado


Criado automaticamente
(regulamentação pendente)

Funções consultivas Funções definitivas


e fiscalizadoras em lei própria

ADMINISTRAÇÃO REGIONAL
I – Administrada por um Administrador Regional;
II – Criada ou extinta por lei, aprovada pela maioria absoluta dos Deputados;
III – Possui conselho de Representantes Comunitários com funções consultivas e fiscalizadoras;
IV – Com a criação da RA, automaticamente fica criado o conselho tutelar.

ADMINISTRADOR REGIONAL
I – Administra a Região Administrativa;
II – Na sua escolha deve haver participação popular, mas a lei regulamentadora ainda não existe;
III – Não pode ter remuneração superior à dos Secretários de Estado;
IV – Não pode ter praticado ato tipificado como causa de inelegibilidade.

• O DF possui competências, também entendidas como atividades e serviços

que deve desempenhar. As competências se classificam em privativa, comum

e concorrente.

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PRIVATIVA: exercida apenas pelo Distrito Federal, pois


somente ele possui interesse na matéria.

COMUM: podem ser exercidas pelo DF e pela União, pois


COMPETÊNCIA ambos possuem interesse.

CONCORRENTE: está relacionada ao ato de legislar


sobre algo, sendo a União sobre normas gerais e o DF
sobre as normas específicas.

• COMPETÊNCIA RESIDUAL → O art. 14 da Lei Orgânica do DF estabelece que

ao Distrito Federal são atribuídas as competências legislativas reservadas aos

Estados e Municípios. Assim, tudo o que foi dito sobre os Estados e Municípios

no tocante à competência para legislar, também se aplica ao DF.

Art. 14. Ao Distrito Federal são atribuídas as competências legislativas reservadas aos
Estados e Municípios, cabendo-lhe exercer, em seu território, todas as competências
que não lhe sejam vedadas pela Constituição Federal.

• COMPETÊNCIA PRIVATIVA → A competência privativa atribui ao Distrito Fede-

ral a responsabilidade pela administração de assuntos de interesse local. Elas

são explícitas e estão dispostas no artigo 15 da Lei Orgânica.

A competência privativa é aquela que somente cabe ao DF, não cabendo a um

Estado ou município dispor sobre tal assunto. Elas são, em sua maioria, de nature-

za administrativa/material. Mas também existem competências privativas de natu-

reza legislativa, como a instituição de tributos e a elaboração do PPA, LDO e LOA.

Por serem muitas (apenas as privativas são 27), não pense em decorá-las, mas leia

cada uma delas e procure perceber sua generalidade.

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Conforme dispõe o art. 15, compete privativamente ao DF:

I – organizar seu Governo e Administração;


II – criar, organizar ou extinguir Regiões Administrativas, de acordo com a legislação
vigente;
III – instituir e arrecadar tributos, observada a competência cumulativa do Distrito Federal;
IV – fixar, fiscalizar e cobrar tarifas e preços públicos de sua competência;
V – dispor sobre a administração, utilização, aquisição e alienação dos bens públicos;
VI – organizar e prestar, diretamente ou sob regime de concessão ou permissão, os
serviços de interesse local, incluído o de transporte coletivo, que tem caráter essencial;
VII – manter, com a cooperação técnica e financeira da União, programas de educação,
prioritariamente de ensino fundamental e pré-escolar (está em desacordo com o art.
211, § 3º, CF que diz ensino fundamental e médio);
VIII – celebrar e firmar ajustes, consórcios, convênios, acordos e decisões administrati-
vas com a União, Estados e Municípios, para execução de suas leis e serviços;
IX – elaborar e executar o plano plurianual, as diretrizes orçamentárias e o orçamento anual;
X – elaborar e executar o Plano Diretor de Ordenamento Territorial, a Lei de Uso e Ocu-
pação do Solo e Planos de Desenvolvimento Local, para promover adequado ordena-
mento territorial, integrado aos valores ambientais, mediante planejamento e controle
do uso, parcelamento e ocupação do solo urbano;
XI – autorizar, conceder ou permitir, bem como regular, licenciar e fiscalizar os serviços
de veículos de aluguéis;
XII – dispor sobre criação, transformação e extinção de cargos, empregos e funções
públicas;
XIII – dispor sobre a organização do quadro de seus servidores; instituição de planos de
carreira, na administração direta, autarquias e fundações públicas do Distrito Federal;
remuneração e regime jurídico único dos servidores;
XIV – exercer o poder de polícia administrativa;
XV – licenciar estabelecimento industrial, comercial, prestador de serviços e similar ou
cassar o alvará de licença dos que se tornarem danosos ao meio ambiente, à saúde, ao
bem-estar da população ou que infringirem dispositivos legais;
XVI – regulamentar e fiscalizar o comércio ambulante, inclusive o de papéis e de outros
resíduos recicláveis;
XVII – dispor sobre a limpeza de logradouros públicos, remoção e destino do lixo domi-
ciliar e de outros resíduos;
XVIII – dispor sobre serviços funerários e administração dos cemitérios;
XIX – dispor sobre apreensão, depósito e destino de animais e mercadorias apreendidas
em decorrência de transgressão da legislação local;
XX – disciplinar e fiscalizar, no âmbito de sua competência, competições esportivas,
espetáculos, diversões públicas e eventos de natureza semelhante, realizados em locais
de acesso público;
XXI – dispor sobre a utilização de vias e logradouros públicos;
XXII – disciplinar o trânsito local, sinalizando as vias urbanas e estradas do Distrito
Federal;

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XXIII – exercer inspeção e fiscalização sanitária, de postura ambiental, tributária, de


segurança pública e do trabalho, relativamente ao funcionamento de estabelecimento
comercial, industrial, prestador de serviços e similar, no âmbito de sua competência,
respeitada a legislação federal;
XXIV – adquirir bens, inclusive por meio de desapropriação, por necessidade, utilidade
pública ou interesse social, nos termos da legislação em vigor;
XXV – licenciar a construção de qualquer obra;
XXVI – interditar edificações em ruína, em condições de insalubridade e as que apre-
sentem as irregularidades previstas na legislação específica, bem como fazer demolir
construções que ameacem a segurança individual ou coletiva;
XXVII – dispor sobre publicidade externa, em especial sobre exibição de cartazes, anún-
cios e quaisquer outros meios de publicidade ou propaganda, em logradouros públicos,
em locais de acesso público ou destes visíveis.

• COMPETÊNCIA COMUM → A competência comum é uma competência admi-

nistrativa que permite aos entes agirem para o seu atingimento. É uma obri-

gação solidária. São temas de interesse da coletividade, e não apenas dos

moradores do Distrito Federal.

A competência comum expressa no artigo 16 da Lei Orgânica é aquela cujo

interesse também possa ser da União. Tanto o DF, quanto a União tem interesse

naquela matéria. São atribuições administrativas e materiais que o DF deve exercer

concomitantemente com a União. Trata-se de uma espécie de cooperação entre os

entes federados, sem que haja hierarquia entre o disposto pela União e o disposto

pelo DF. Aqui não há predominância do interesse apenas por um dos entes. Veja

quais são:

I – zelar pela guarda da Constituição Federal, desta Lei Orgânica, das leis e das institui-
ções democráticas;
II – conservar o patrimônio público;
III – proteger documentos e outros bens de valor histórico e cultural, monumentos,
paisagens naturais notáveis e sítios arqueológicos, bem como impedir sua evasão, des-
truição e descaracterização;
IV – proteger o meio ambiente e combater a poluição em qualquer de suas formas;
V – preservar a fauna, a flora e o cerrado;
VI – proporcionar os meios de acesso à cultura, à educação e à ciência;
VII – prestar serviços de assistência à saúde da população e de proteção e garantia a
pessoas portadoras de deficiência com a cooperação técnica e financeira da União;
VIII – combater as causas da pobreza, a subnutrição e os fatores de marginalização,
promovendo a integração social dos segmentos desfavorecidos;
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IX – fomentar a produção agropecuária e organizar o abastecimento alimentar;


X – promover programas de construção de moradias e a melhoria das condições habita-
cionais e de saneamento básico;
XI – registrar, acompanhar e fiscalizar as concessões de direitos de pesquisa e explora-
ção de recursos hídricos e minerais em seu território;
XII – estabelecer e implantar política para a segurança do trânsito.
Parágrafo único. Lei complementar deve fixar norma para a cooperação entre a União
e o Distrito Federal, tendo em vista o equilíbrio do desenvolvimento e o bem-estar no
âmbito do território do Distrito Federal.

Percebeu que a competência comum é mais ampla e genérica que a competên-

cia privativa?

• COMPETÊNCIA CONCORRENTE → A competência concorrente é uma compe-

tência legislativa. Podemos afirmar que ela está diretamente ligada ao ato de

legislar. Nesse âmbito, a União estabelecerá normas gerais sobre determina-

da matéria e o DF, observando as normas criadas pela União, edita normas

específicas, a fim de complementar a legislação federal.

A principal diferença entre as competências comuns (art. 16) e as concorrentes

(art. 17) é que as comuns são competências materiais (administrativas), ao passo

que as concorrentes são competências legislativas.

Conforme disposto no art. 17, compete ao DF, concorrentemente com a União,

legislar sobre:

I – direito tributário, financeiro, penitenciário, econômico e urbanístico;


II – orçamento;
III – junta comercial;
IV – custas de serviços forenses;
V – produção e consumo;
VI – cerrado, caça, pesca, fauna, conservação da natureza, defesa do solo e dos recur-
sos naturais, proteção do meio ambiente e controle da poluição;
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VII – proteção do patrimônio histórico, cultural, artístico, paisagístico e turístico;


VIII – responsabilidade por danos ao meio ambiente, ao consumidor e a bens e direitos
de valor artístico, estético, histórico, espeleológico, turístico e paisagístico;
IX – educação, cultura, ensino e desporto;
X – previdência social, proteção e defesa da saúde;
XI – defensoria pública e assistência jurídica nos termos da legislação em vigor (até
pouco tempo atrás cabia a União legislar sobre a DPDF);
XII – proteção e integração social das pessoas com deficiência;
XIII – proteção à infância e à juventude;
XIV – manutenção da ordem e segurança internas;
XV – procedimentos em matéria processual;
XVI – organização, garantias, direitos e deveres da polícia civil.

• COMPETÊNCIA SUPLEMENTAR → A competência suplementar é a possibilidade

para que o Distrito Federal edite uma norma diante da omissão do Poder

Legislativo Federal.

A União limita-se a estabelecer normas gerais e o Distrito Federal, normas

específicas.

Caso não exista lei federal estabelecendo as normas gerais, o DF pode exercer,

de forma plena, a competência que lhe cabe a fim de atender suas peculiaridades.

Agora, se posteriormente a União editar uma norma que seja contrária, ou que

contenha alguns dispositivos contrários à lei distrital, esta terá a sua eficácia sus-

pensa apenas no que for contrária à lei federal.

A existência posterior de uma lei federal suspende a eficácia da lei local apenas

naquilo que for contrário.

Atente-se para estes 3 (três) tópicos a seguir, que dizem respeito à competência

concorrente:

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• O Distrito Federal, no exercício de sua competência suplementar, observará

as normas gerais estabelecidas pela União.

• Inexistindo lei federal sobre normas gerais, o Distrito Federal exercerá com-

petência legislativa plena, para atender suas peculiaridades.

• A superveniência de lei federal sobre normas gerais suspende a eficácia de lei

local, no que lhe for contrário.

Agora se liga nesta superdica que eu vou te dar!

As bancas adoram afirmar que, nessa situação, a lei federal revoga ou anula a

lei local. ERRADO! Veja:

Anular Ilegal

Revogar Incoveniente

Suspender
Contrário
a eficácia

Nesse sentido, dispõe a Lei Orgânica do Distrito Federal em seu art. 17:

Art. 17, § 1º O Distrito Federal, no exercício de sua competência suplementar, obser-


vará as normas gerais estabelecidas pela União.
§ 2º Inexistindo lei federal sobre normas gerais, o Distrito Federal exercerá competência
legislativa plena, para atender suas peculiaridades.
§ 3º A superveniência de lei federal sobre normas gerais suspende a eficácia de lei local
no que lhe for contrário.

• Vedações ao Distrito Federal:

Perceba que cada uma dessas vedações possui um aspecto...

RELIGIOSO → estabelecer cultos religiosos ou igrejas, subvencioná-las, em-

baraçar-lhes o funcionamento ou manter com eles ou seus representantes re-

lações de dependência ou aliança, ressalvada, na forma da lei, a colaboração

de interesse público;
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DOCUMENTOS → recusar fé aos documentos públicos;

DINHEIRO PÚBLICO → subvencionar ou auxiliar, de qualquer modo, com re-

cursos públicos, propaganda político-partidária ou com fins estranhos à Admi-

nistração Pública;

BENS → doar bens imóveis de seu patrimônio ou constituir sobre eles ônus

real, sem a expressa autorização da Câmara Legislativa, sob pena de nulidade

do ato.

IMPOSTOS → conceder isenções fiscais ou remissões de dívidas, sem expres-

sa autorização da Câmara Legislativa, sob pena de nulidade do ato.

DISCRIMINAÇÃO → discriminar ou prejudicar qualquer pessoa por haver liti-

gado ou estar litigando contra os órgãos públicos do DF.

CONTRATAÇÃO → contratar obras e serviços públicos sem prévia aprovação

do respectivo projeto, sob pena de nulidade do ato de contratação.

Agora vamos ao estudo da nossa matéria através da resolução de questões de

concurso.

Não queime etapas!

É agora que você terá o retorno do seu grau de aprendizado sobre o conteúdo

de LODF ministrado hoje.

Pronto?

Vá e vença!

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Da Organização do DF. Competências. Vedações
Prof. Marco Soares

QUESTÕES DE CONCURSO

1. (CESPE/CLDF/2005) A criação de Administrações Regionais pode ser feita por

decreto ou lei ordinária da CLDF.

2. (CESPE/CLDF/2005) É vedada a contratação de obras e serviços públicos sem

prévia aprovação do respectivo projeto, sob pena de nulidade do ato de contratação.

3. (PROF. MARCO SOARES/2017) Com a criação de nova região administrativa, fica

criado, automaticamente, Conselho Tutelar para a respectiva região.

4. (QUADRIX/SEDF/2017) Quanto à organização do Distrito Federal (DF), criada

uma nova região administrativa, deve ser criado, mediante lei, aprovada pela maio-

ria absoluta dos deputados distritais, um conselho tutelar para a respectiva região.

5. (QUADRIX/SEDF/2017) A prestação do serviço de transporte coletivo, que tem

caráter essencial, compete privativamente, ao DF.

6. (IADES/PCDF/2016) O exercício do direito de petição ou representação é asse-

gurado, independente de pagamento de taxas ou emolumentos, ou de garantia de

instância.

7. (CESPE/SEDF/2017) No DF, uma região administrativa pode ser criada por de-

creto do governador, mas só poderá ser extinta por lei distrital.

8. (CESPE/SEDF/2017) A soberania popular é exercida pelo sufrágio universal e

pelo voto direto e secreto, com igual valor para todos.


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9. (CESPE/SEDF/2017) É vedado ao DF legislar sobre cerrado, pois essa matéria é

de competência legislativa privativa da União.

10. (CESPE/SEDF/2017) A proteção ao meio ambiente é competência comum da

União e do DF.

11. (CESPE/SEDF/2017) As Administrações Regionais não integram a estrutura

administrativa do DF, mas sujeitam-se às disposições contidas na LODF.

12. (PROF. MARCO SOARES/2017) Brasília, capital da República Federativa do Bra-

sil, tem como símbolos a bandeira, o hino e o brasão.

13. (CESPE/SEDF/2017) Brasília, capital da República Federativa do Brasil, tem

como símbolos a bandeira, o hino e o brasão; entretanto, símbolos adicionais po-

derão ser estabelecidos mediante decreto do governador do DF.

14. (IADES/PMDF/2017) Brasília é a região administrativa autônoma, mas o Distri-

to Federal é a capital federal.

15. (IADES/PMDF/2017) É vedado ao Distrito Federal estabelecer cultos religiosos

ou igrejas, subvencioná-los, embaraçar-lhes o funcionamento ou manter com eles,

ou seus representantes, relações de dependência ou aliança, ressalvada, na forma

da lei, a colaboração de interesse público.

16. (CESPE/PMDF/2009) O plebiscito é uma das formas do exercício da soberania

popular, vedado àqueles que declararem conviver em união homossexual, quando

se tratar de matéria afeta a essa temática.


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17. (FUNIVERSA/PMDF/2013) O exercício do direito de petição perante as Admi-

nistrações Regionais do DF depende do pagamento de taxas, ao contrário do que

ocorre nos demais órgãos administrativos do DF.

18. (FUNIVERSA/PMDF/2013) É assegurado o exercício do direito de petição ou re-

presentação. O pagamento de taxas ou emolumentos, ou de garantia de instância,

serão dispensados para aqueles que comprovem não dispor de condições financei-

ras suficientes para tanto.

19. (IADES/PCDF/2016) As únicas formas de exercer a soberania popular pelo su-

frágio universal e pelo voto direto e secreto são mediante plebiscito e referendo.

20. (CESPE/BRB/2011) Na execução de seu programa de desenvolvimento econô-

mico-social, o DF deve buscar a integração com a região do seu entorno, um de

seus objetivos prioritários expressos na LODF.

21. (CESPE/BRB/2011) O DF organiza-se em regiões administrativas, que são do-

tadas de autonomia política.

22. (CESPE/DPDF/2013) O DF organiza-se em regiões administrativas, com vistas

à descentralização administrativa, cabendo ao Poder Executivo, mediante decreto,

a criação ou extinção de novas regiões administrativas, conforme a conveniência e

o interesse de ordem pública.

23. (CESPE/TCDF/2014) A criação ou extinção de regiões administrativas no DF

somente ocorre por lei aprovada pela maioria absoluta dos deputados distritais,

devendo cada região ter um conselho de representantes com funções tanto consul-

tivas, quanto fiscalizadoras, na forma da lei.


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24. (CESPE/BRB/2011) A criação de regiões administrativas no DF depende

da edição de lei aprovada pela maioria absoluta dos deputados distritais, ao

passo que a extinção dessas regiões pode ocorrer mediante decreto do chefe

do Poder Executivo.

25. (CESPE/DPDF/2013) O DF está organizado em regiões administrativas, cada

qual dotada de um conselho de representantes comunitários, com funções consul-

tivas e deliberativas.

26. (FUNIVERSA/PCDF/2009) A garantia do exercício do direito de petição ou re-

presentação é objetivo prioritário do Distrito Federal, independentemente de paga-

mento de taxas ou emolumentos ou de garantia de instância.

27. (FUNIVERSA/PCDF/2009) O plebiscito, o referendo e a iniciativa popular não

são instrumentos de participação popular expressamente previstos na Lei Orgânica

do Distrito Federal.

28. (FUNIVERSA/PMDF/2013) A soberania popular será exercida pelo sufrágio uni-

versal e pelo voto direto e secreto, com valor igual para todos e, nos termos da lei,

mediante plebiscito, referendo e ação popular.

29. (IADES/PCDF/2016) As únicas formas de exercer a soberania popular pelo su-

frágio universal e pelo voto direto e secreto são mediante plebiscito e referendo.

30. (FUNIVERSA/SEJUS/2010) Considere que a Câmara Legislativa do Distrito Fe-

deral queira fortalecer a soberania popular e resolva submeter uma lei aprovada na

Casa ao crivo da população. Nessa situação, a soberania será exercida por meio de:
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a) Plebiscito.

b) Referendo.

c) Iniciativa popular.

d) Sufrágio universal com voto indireto, mas secreto.

e) Sufrágio universal com voto direto, mas aberto.

31. (FUNIVERSA/SEPLAG/2010) Brasília é a capital da República Federativa do

Brasil, e a sede do governo do DF é a cidade de Taguatinga.

32. (EXATUS/CEB/2014) Brasília, capital da República Federativa do Brasil, é a

sede do governo do Distrito Federal.

33. (EXATUS/CEB/2014) São símbolos do Distrito Federal a bandeira, o hino e o

brasão.

34. (FUNIVERSA/SEJUS/2008) A bandeira, o hino e o brasão são símbolos do Dis-

trito Federal, vedada a instituição de outros símbolos.

35. (FUNIVERSA/SEPLAG/2010) O território do Distrito Federal compreende o es-

paço físico-geográfico que se encontra sob seu domínio e jurisdição, incluindo o

seu entorno.

36. (CESPE/BRB/2011) Na execução de seu programa de desenvolvimento econô-

mico-social, o DF deve buscar a integração com a região do seu entorno, um de

seus objetivos prioritários expressos na LODF.

37. (CESPE/BRB/2011) Um dos objetivos prioritários do DF é a integração com a

região do entorno.
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38. (FUNIVERSA/SSDF/2011) Acerca da organização administrativa do Distrito Fe-


deral, é correto afirmar que:
a) A lei não poderá dispor sobre a participação popular no processo de escolha do
Administrador Regional, sendo a escolha de competência exclusiva do governador.
b) A criação ou a extinção de regiões administrativas cabe exclusivamente ao go-
vernador, sem ingerência do Poder Legislativo.
c) Os conselhos de representantes comunitários não possuem nenhuma função
perante as regiões administrativas do Distrito Federal, na forma da lei.
d) Os Administradores Regionais podem receber remuneração idêntica à do gover-
nador do Distrito Federal, de acordo com a LODF.
e) Um dos objetivos da organização do Distrito Federal em regiões administrativas
é a melhoria da qualidade de vida de seus habitantes.

39. (IADES/PGDF/2014) As Administrações Regionais integram a estrutura adminis-


trativa do Distrito Federal. A criação ou extinção dessas Regiões ocorrerá mediante:
a) Resolução da Câmara Legislativa.
b) Decreto do governador do Distrito Federal.
c) Lei aprovada por maioria simples dos deputados distritais.
d) Resolução do Conselho de Representantes Comunitários de cada região.
e) Lei aprovada por maioria absoluta dos deputados distritais.

40. (CESPE/TCDF/2012) De acordo com a Lei Orgânica do DF, a criação ou extin-


ção de regiões administrativas no DF somente ocorre por lei aprovada pela maioria
absoluta dos deputados distritais, devendo cada região ter um conselho de repre-
sentantes com funções tanto consultivas, quanto fiscalizadoras, na forma da lei.

41. (IADES/METRÔ/2014) Assinale a alternativa correta quanto às regiões Admi-


nistrativas, bem como aos Administradores Regionais, observados os preceitos dis-
postos na Lei Orgânica do Distrito Federal.
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a) A criação ou extinção de Regiões Administrativas ocorrerá mediante lei aprova-

da pela maioria absoluta dos deputados distritais.

b) Os Administradores Regionais são de livre escolha do governador do DF, não

havendo previsão de participação popular no processo de escolha daqueles.

c) A remuneração dos Administradores Regionais será a mesma fixada aos secre-

tários de estado do DF.

d) O DF organiza-se em Regiões Administrativas, com vistas à descentralização

político-administrativa, à utilização racional de recursos para o desenvolvimento

socioeconômico e à melhoria da qualidade de vida.

e) As Administrações Regionais integram a estrutura político-administrativa do DF.

42. (CESPE/BRB/2011) O DF está organizado em regiões administrativas, cada

qual dotada de um conselho de representantes comunitários, com funções consul-

tivas e deliberativas.

43. (FUNIVERSA/SECRIANÇA/2015) O exercício do direito de recorrer na instância

administrativa do DF pode ser condicionado à garantia de instância.

44. (CESPE/TCDF/2014) Caso o DF edite norma geral de regulamentação orça-

mentária, à falta de lei federal acerca da matéria, e, posteriormente, entre em vi-

gor lei federal a respeito do mesmo tema, contrariando algumas das determinações

da lei distrital, essa lei distrital deverá ser inteiramente revogada, haja vista o seu

caráter suplementar e a superveniência de lei federal.

45. (CESPE/TCDF/2014) Se o governo do DF normatizar a exibição de cartazes em

logradouros públicos e em locais de acesso livre, ele estará exercendo uma compe-

tência que compartilha à União.


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46. (CESPE/PCDF/2013) É competência concorrente da União e do DF legislar so-

bre a organização do Poder Judiciário e do Ministério Público do Distrito Federal e

dos Territórios, cabendo à União, no âmbito dessa legislação concorrente, estabe-

lecer normas de caráter geral.

47. (IADES/PGDF/2011) Fomentar a produção agropecuária e organizar o abaste-

cimento alimentar corresponde a uma competência comum.

48. (FUNIVERSA/SECRIANÇA/2015) É competência comum do DF e da União licen-

ciar a construção de qualquer obra.

49. (FUNIVERSA/SEJUS/2010) O chefe do Poder Executivo no Distrito Federal deve

se preocupar com uma série de atribuições estabelecidas na Constituição Federal.

Entretanto, conforme a LODF, não constitui competência do Distrito Federal

a) Organizar e manter a polícia civil, a polícia militar e o corpo de bombeiros.

b) Proteger as obras e os documentos de valor histórico.

c) Fomentar a produção agropecuária e organizar o abastecimento alimentar.

d) Legislar sobre direito tributário e financeiro.

e) Legislar sobre direito penitenciário.

50. (IADES/PGDF/2011) De acordo com a Lei Orgânica do Distrito Federal, compe-

te privativamente ao Distrito Federal:

a) Dispor sobre serviços funerários e administração de cemitérios.

b) Legislar sobre Previdência Social, proteção e defesa da saúde.

c) Zelar pela guarda da Constituição Federal, da referida Lei Orgânica, das leis e

das instituições democráticas.

d) Legislar sobre desapropriação.

e) Estabelecer e implantar políticas de educação para a segurança do trânsito.


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51. (IADES/METRO/2014) Assinale a alternativa correta no que se refere às com-

petências concorrentes do DF com a União.

a) São competências arroladas visando à competência para legislar concorrente-

mente com a União.

b) O Distrito Federal, no exercício de sua competência suplementar, observará as

normas complementares estabelecidas pela União.

c) Existindo lei federal sobre normas gerais, o Distrito federal exercerá competên-

cia legislativa plena, para atender suas peculiaridades.

d) A organização, as garantias, os direitos e os deveres das polícias civil e militar

são competências do Distrito Federal, concorrentemente com a União.

e) A superveniência de lei federal sobre normas gerais revoga a lei local, no que

lhe for contrária.

52. (CESPE/IBRAM/2009) O Distrito Federal acumula as competências legislativas

reservadas aos estados e municípios.

53. (CESPE/DETRAN/2009) É facultado ao Governador doar bens públicos imóveis

do DF ou constituir sobre eles ônus real.

54. (PROF. MARCO SOARES/2017) A creche Nossa Senhora do Menininho dos Pés

descalços faz um trabalho junto à comunidade do Distrito Federal, retirando das

ruas crianças abandonadas que correm diversos riscos. A referida entidade não

pode receber ajuda alguma do Governo do Distrito Federal, haja vista as imposi-

ções feitas ao DF.

55. (PROF. MARCO SOARES/2017) Preservar e legislar sobre o cerrado é uma com-

petência comum.
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GABARITO

1. E 21. E 41. a

2. C 22. E 42. E

3. C 23. C 43. E

4. E 24. E 44. E

5. C 25. E 45. E

6. C 26. E 46. E

7. E 27. E 47. C

8. C 28. E 48. E

9. E 29. c 49. a

10. C 30. b 50. a

11. E 31. E 51. a

12. E 32. C 52. C

13. E 33. C 53. E

14. E 34. E 54. E

15. C 35. E 55. E

16. E 36. E

17. E 37. E

18. E 38. e

19. E 39. e

20. E 40. C

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QUESTÕES COMENTADAS

1. (CESPE/CLDF/2005) A criação de Administrações Regionais pode ser feita por

decreto ou lei ordinária da CLDF.

Errado.

Estamos aqui novamente, e sem deixar o nível cair, eu já te apresentei uma ques-

tão de Lei Orgânica cobrada no último concurso da Câmara Legislativa. A questão

cobra conhecimentos sobre a criação de Administrações Regionais. E aí, você sabe

a resposta? Tenho certeza de que, depois de estudar o nosso material, essa ques-

tão se tornou fácil para você. A questão está errada, pois para que uma Administração

Regional seja criada é necessária a aprovação de lei. Isso mesmo, a criação ou

extinção de Regiões Administrativas ocorre mediante a aprovação de lei.

A LODF estabelece que a aprovação dessa lei deve ocorrer com o voto favorável da

maioria absoluta dos Deputados Distritais.

Art. 13. A criação ou extinção de Regiões Administrativas ocorrerá mediante lei apro-
vada pela maioria absoluta dos Deputados Distritais.

2. (CESPE/CLDF/2005) É vedada a contratação de obras e serviços públicos sem

prévia aprovação do respectivo projeto, sob pena de nulidade do ato de contratação.

Certo.

Mais uma questão do disputado concurso da CLDF. Como estão os seus conheci-

mentos sobre as vedações? Lembra-se desse esquema da aula?

É vedado ao Distrito Federal:

CONTRATAÇÃO → contratar obras e serviços públicos sem prévia aprovação do

respectivo projeto, sob pena de nulidade do ato de contratação.


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Quando eu te falo que, na maioria das vezes, o examinador cobra a literalidade da

lei, eis aqui um ótimo exemplo. A questão é a cópia integral do artigo 28 da Lei

Orgânica do Distrito Federal.

Art. 28. É vedada a contratação de obras e serviços públicos sem prévia aprovação do
respectivo projeto, sob pena de nulidade do ato de contratação.

3. (PROF. MARCO SOARES/2017) Com a criação de nova região administrativa, fica

criado, automaticamente, Conselho Tutelar para a respectiva região.

Certo.

Veja que interessante! Essa questão eu elaborei poucos dias antes do concurso da

Secretaria de Educação, e disse aos meus alunos que eu apostava em uma questão

cobrando sobre a criação do Conselho Tutelar. Essa questão está perfeita! Correta,

conforme o art. 13, § único, da LODF.

Art. 13, Parágrafo único. Com a criação de nova Região Administrativa, fica criado,
automaticamente, Conselho Tutelar para a respectiva região.

Os Conselhos Tutelares são criados automaticamente, sempre que for criada uma

Região Administrativa. Não há necessidade, nem previsão, para que haja um pro-

jeto de lei para a criação desse Conselho.

4. (QUADRIX/SEDF/2017) Quanto à organização do Distrito Federal (DF), criada

uma nova região administrativa, deve ser criado, mediante lei, aprovada pela maio-

ria absoluta dos deputados distritais, um conselho tutelar para a respectiva região.

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Errado.

Opa! Olha ela aqui! Pessoal, eu acertei na mosca! Caiu uma questão cobrando a

forma de criação do Conselho Tutelar! Nesse item o examinador afirmou que, para

esse Conselho ser criado, é necessária uma lei aprovada pela maioria absoluta dos

deputados distritais. Errado! Essa exigência é para a criação de uma região admi-

nistrativa.

Eu me lembro que muitos candidatos erraram essa questão, o que causou certa

polêmica. Mas não tem como ela estar certa. A banca trocou “automaticamente”

por “lei, aprovada pela maioria absoluta dos deputados distritais”. O termo “criado”,

na linha dois, refere-se a Conselho, na última linha.

Art. 13, Parágrafo único. Com a criação de nova Região Administrativa, fica criado, au-
tomaticamente, Conselho Tutelar para a respectiva região.

5. (QUADRIX/SEDF/2017) A prestação do serviço de transporte coletivo, que tem

caráter essencial, compete privativamente, ao DF.

Certo.

Outra questão muito recente, cobrada este ano! A prestação de serviço de trans-

porte é de interesse local, do Distrito Federal, nos moldes do art. 15.

6. (IADES/PCDF/2016) O exercício do direito de petição ou representação é asse-

gurado, independente de pagamento de taxas ou emolumentos, ou de garantia de

instância.

Certo.

Aqui o examinador cobrou o conhecimento da literalidade da lei.


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A Lei Orgânica do Distrito Federal assegura, em seu artigo 4º, o direito de petição

ou representação, independente de pagamento de taxas ou emolumentos, ou de

garantia de instância. Observe:

Art. 4º É assegurado o exercício do direito de petição ou representação, independente-


mente de pagamento de taxas ou emolumentos, ou de garantia de instância.

7. (CESPE/SEDF/2017) No DF, uma região administrativa pode ser criada por de-

creto do governador, mas só poderá ser extinta por lei distrital.

Errado.

Dando continuidade a uma sequência de questões superatuais, temos essa questão

do CESPE. Por observância ao Princípio da Simetria das Formas, uma região admi-

nistrativa é criada e extinta por LEI. Ela não pode ser criada por decreto. Lembrando

que o quórum de aprovação é de maioria absoluta.

8. (CESPE/SEDF/2017) A soberania popular é exercida pelo sufrágio universal e

pelo voto direto e secreto, com igual valor para todos.

Certo.

“Professor, essa questão está incompleta, está faltando dizer que é mediante

plebiscito, referendo e iniciativa popular”. Nada disso! A questão está correta! O

CESPE não te dá opção de marcar incompleta.

9. (CESPE/SEDF/2017) É vedado ao DF legislar sobre cerrado, pois essa matéria é

de competência legislativa privativa da União.

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Errado.

Veja:
Art. 17. Compete ao Distrito Federal, concorrentemente com a União, legislar sobre:
VI – cerrado, caça, pesca, fauna, conservação da natureza, defesa do solo e dos recur-
sos naturais, proteção do meio ambiente e controle da poluição;
Logo, o DF também legisla sobre o cerrado, de forma concorrente com a União.

10. (CESPE/SEDF/2017) A proteção ao meio ambiente é competência comum da

União e do DF.

Certo.

Outra questão cobrando competência. É, mesmo, um assunto muito cobrado em

provas.

Art. 16. É competência do Distrito Federal, em comum com a União.


IV – proteger o meio ambiente e combater a poluição em qualquer de suas formas;

“Mas professor, não está incompleta”?

Já te falei, se você continuar utilizando esse raciocínio para questões em que as

opções são apenas “certo” ou “errado”, você pode errar. Essas questões têm que

ser analisadas com muito cuidado. O item está correto, pois a proteção ao meio

ambiente é uma das competências comuns elencadas no art. 16 da LODF.

11. (CESPE/SEDF/2017) As Administrações Regionais não integram a estrutura ad-

ministrativa do DF, mas sujeitam-se às disposições contidas na LODF.

Errado.

A questão afirma que as Administrações Regionais NÃO integram a estrutura admi-

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nistrativa do DF quando, na verdade, elas integram a estrutura administrativa

do Distrito Federal.

Veja o conteúdo do art. 11 da LODF:

Art. 11. As Administrações Regionais integram a estrutura administrativa do Distrito


Federal.

12. (PROF. MARCO SOARES/2017) Brasília, capital da República Federativa do Bra-

sil, tem como símbolos a bandeira, o hino e o brasão.

Errado.

Essa questão eu elaborei durante a preparação dos meus alunos para o concurso

da SEDF. Me lembro que quase todos erravam à primeira vista, mas depois da ex-

plicação, entendiam o erro da questão.

Ao elaborá-la, fiz uma mistura dos artigos 6º e 7º da LODF.

Realmente, Brasília é a capital da República Federativa do Brasil. Até aí está certo.

Art. 6º Brasília, capital da República Federativa do Brasil, é a sede do Governo


do Distrito Federal.

Bandeira, hino e brasão são símbolos! Mas... não de Brasília, e sim do DF.

Art. 7º São símbolos do Distrito Federal a bandeira, o hino e o brasão.

O erro está em afirmar que esses símbolos são de Brasília! E nós já aprendemos

que Brasília não é a mesma coisa que Distrito Federal.

Nas turmas presenciais, eu disse aos meus alunos: “já pensou se essa questão que

eu elaborei cair no concurso?”.

E advinha... CAIU! Veja a próxima questão!


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13. (CESPE/SEDF/2017) Brasília, capital da República Federativa do Brasil, tem

como símbolos a bandeira, o hino e o brasão; entretanto, símbolos adicionais po-

derão ser estabelecidos mediante decreto do governador do DF.

Errado.

Agora ficou fácil. Está errada pelos mesmos motivos da questão anterior. Além disso,

outros símbolos só podem ser estabelecidos mediante lei.

Art. 7º São símbolos do Distrito Federal a bandeira, o hino e o brasão.


Parágrafo único: A lei poderá estabelecer outros símbolos e dispor sobre seu uso no
território do Distrito Federal.

14. (IADES/PMDF/2017) Brasília é a região administrativa autônoma, mas o Distri-

to Federal é a capital federal.

Errado.

Questão cobrada recentemente no concurso para oficial da PMDF. Apesar de peque-

na, ela contém três erros:

1º erro: Brasília não é região administrativa. O nome da região administrativa n. 1

é Plano Piloto;

2º erro: quem goza de autonomia é o Distrito Federal;

3º erro: o Distrito Federal não é capital federal. A capital é Brasília, nos moldes do

art. 6º da LODF.

15. (IADES/PMDF/2017) É vedado ao Distrito Federal estabelecer cultos religiosos

ou igrejas, subvencioná-los, embaraçar-lhes o funcionamento ou manter com eles,

ou seus representantes, relações de dependência ou aliança, ressalvada, na forma

da lei, a colaboração de interesse público.


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Certo.

Exatamente isso! Essa é uma das vedações ao Distrito Federal constantes no art.

18. Lembra-se da vedação de um aspecto religioso?

RELIGIOSO → estabelecer cultos religiosos ou igrejas, subvencioná-las, embaraçar-

-lhes o funcionamento ou manter com eles ou seus representantes relações de de-

pendência ou aliança, ressalvada, na forma da lei, a colaboração de interesse público.

16. (CESPE/PMDF/2009) O plebiscito é uma das formas do exercício da soberania

popular, vedado àqueles que declararem conviver em união homossexual, quando

se tratar de matéria afeta a essa temática.

Errado.

Kkk! Loucura isso! A LODF não faz essa discriminação! Lembre-se do § único do

art. 2º “Ninguém será discriminado ou prejudicado em razão de orientação sexual”.

Nesse sentido se posicionou o Supremo Tribunal Federal:

ADI 4018, STF. O Tribunal concedeu medida cautelar em ação direta de inconstituciona-
lidade ajuizada pelo Partido Humanista da Solidariedade – PHS para suspender a eficá-
cia do art. 13 da Resolução 124/2008 que, dispondo sobre a regulamentação de eleição
extemporânea no Município de Caldas Novas/GO, determina que “participarão da elei-
ção de que trata esta resolução os eleitores do Município de Caldas Novas que se encon-
travam aptos a votar no pleito de 3 de outubro de 2004, desde que estes também este-
jam aptos no cadastro de eleitores deste município na data de 21 de janeiro de 2008”.
Entendeu-se que, em princípio, a resolução questionada teria limitado o grupo de
eleitores, em ofensa ao art. 14 da CF, que estabelece que a soberania popular será
exercida pelo sufrágio universal e pelo voto direto e secreto, com valor igual para todos,
e, nos termos da lei, mediante: I – plebiscito; II – referendo e III – iniciativa popular.
ADI 4018 MC/GO, rel. Min. Eros Grau, 13.2.2008. (ADI-4018).

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17. (FUNIVERSA/PMDF/2013) O exercício do direito de petição perante as Admi-

nistrações Regionais do DF depende do pagamento de taxas, ao contrário do que

ocorre nos demais órgãos administrativos do DF.

Errado.

Não é possível tal cobrança, pois o exercício do direito de petição independe do

pagamento de taxas, emolumentos ou garantia de instância sem excluir as Admi-

nistrações Regionais.

18. (FUNIVERSA/PMDF/2013) É assegurado o exercício do direito de petição ou re-

presentação. O pagamento de taxas ou emolumentos, ou de garantia de instância,

serão dispensados para aqueles que comprovem não dispor de condições financei-

ras suficientes para tanto.

Errado.

Muito cuidado ao responder essa questão. Pegadinha clássica! Aqui o examinador

misturou dois assuntos: o direito de petição ou representação com os objetivos

prioritários (este, nós estudamos na aula anterior).

A comprovação de insuficiência de recursos é para ter acesso à assistência jurídica

integral e gratuita. Essa exigência não cabe ao direito de petição e representação.

19. (IADES/PCDF/2016) As únicas formas de exercer a soberania popular pelo su-

frágio universal e pelo voto direto e secreto são mediante plebiscito e referendo.

Errado.

As únicas não! O examinador excluiu a iniciativa popular. Perceba que o erro dessa

questão está em afirmar que as únicas formas de exercer a soberania popular se-

riam plebiscito e referendo. Essas não são as únicas, mas algumas.


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Plebiscito

Direta Referendo

Iniciativa Popular
Formas de Exercícios
do Poder Popular

Por meio de
Indireta
representantes eleitos

20. (CESPE/BRB/2011) Na execução de seu programa de desenvolvimento econô-


mico-social, o DF deve buscar a integração com a região do seu entorno, um de
seus objetivos prioritários expressos na LODF.

Errado.
Novamente o examinador utiliza de um artifício para enganar o candidato desaten-
to. Mas você não vai mais errar questões assim. Atenção: várias questões afirmam
que determinado assunto da LODF está em valores fundamentais ou objetivos prio-
ritários. A questão afirma que a integração com a região do entorno é um objetivo
prioritário expresso. Errado! A integração com a região do entorno está na Lei, mas
não entre os objetivos prioritários.

21. (CESPE/BRB/2011) O DF organiza-se em regiões administrativas, que são do-


tadas de autonomia política.

Errado.
O DF organiza-se em regiões administrativas, mas elas não são dotadas de auto-

nomia política. Quem possui essa autonomia é o Distrito Federal.


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22. (CESPE/DPDF/2013) O DF organiza-se em regiões administrativas, com vistas

à descentralização administrativa, cabendo ao Poder Executivo, mediante decreto,

a criação ou extinção de novas regiões administrativas, conforme a conveniência e

o interesse de ordem pública.

Errado.

E aí, você sabe a resposta? Tenho certeza de que, depois de estudar o nosso material,

essa questão se tornou fácil para você. O item está errado, pois, para que uma

Administração Regional seja criada, é necessária a aprovação de lei. Isso mesmo, a

criação ou extinção de regiões administrativas ocorre mediante lei, não decreto.

A LODF estabelece que a aprovação dessa lei deve ocorrer com o voto favorável da

maioria absoluta dos Deputados Distritais.

Art. 13. A criação ou extinção de Regiões Administrativas ocorrerá mediante lei apro-
vada pela maioria absoluta dos Deputados Distritais.

23. (CESPE/TCDF/2014) A criação ou extinção de regiões administrativas no DF

somente ocorre por lei aprovada pela maioria absoluta dos deputados distritais,

devendo cada região ter um conselho de representantes com funções tanto consul-

tivas, quanto fiscalizadoras, na forma da lei.

Certo.

Perfeito! Exatamente isso! A criação ou extinção de regiões administrativas ocorre

mediante lei, devendo ela ser aprovada pela maioria absoluta dos Deputados Distritais.

Art. 13. A criação ou extinção de Regiões Administrativas ocorrerá mediante lei apro-
vada pela maioria absoluta dos Deputados Distritais.

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E cada região administrativa terá um Conselho de Representantes Comunitários,

com funções consultivas e fiscalizadoras.

Art. 12. Cada Região Administrativa do Distrito Federal terá um Conselho de Represen-
tantes Comunitários, com funções consultivas e fiscalizadoras, na forma da lei.

24. (CESPE/BRB/2011) A criação de regiões administrativas no DF depende da

edição de lei aprovada pela maioria absoluta dos deputados distritais, ao passo

que a extinção dessas regiões pode ocorrer mediante decreto do chefe do Poder

Executivo.

Errado.

Lembra-se do Princípio da Simetria das Formas? Segundo esse princípio, se a lei foi

criada por lei, deverá ser extinta por lei. Logo, a extinção de regiões administrativas

também ocorre por lei.

25. (CESPE/DPDF/2013) O DF está organizado em regiões administrativas, cada

qual dotada de um conselho de representantes comunitários, com funções consul-

tivas e deliberativas.

Errado.

As funções do Conselho de Representantes Comunitários são consultivas e

fiscalizadoras.

Art. 12. Cada Região Administrativa do Distrito Federal terá um Conselho de Represen-
tantes Comunitários, com funções consultivas e fiscalizadoras, na forma da lei.

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26. (FUNIVERSA/PCDF/2009) A garantia do exercício do direito de petição ou re-

presentação é objetivo prioritário do Distrito Federal, independentemente de paga-

mento de taxas ou emolumentos ou de garantia de instância.

Errado.

O direito de petição ou representação está na Lei Orgânica, mas não entre os ob-

jetivos prioritários, que foi assunto da aula anterior.

27. (FUNIVERSA/PCDF/2009) O plebiscito, o referendo e a iniciativa popular não

são instrumentos de participação popular expressamente previstos na Lei Orgânica

do Distrito Federal.

Errado.

Eles são instrumento! A questão fala que eles não são.

Art. 5º A soberania popular será exercida pelo sufrágio universal e pelo voto direto e
secreto, com valor igual para todos e, nos termos da lei, mediante:
I – plebiscito;
II – referendo;
III – iniciativa popular.

28. (FUNIVERSA/PMDF/2013) A soberania popular será exercida pelo sufrágio uni-

versal e pelo voto direto e secreto, com valor igual para todos e, nos termos da lei,

mediante plebiscito, referendo e ação popular.

Errado.

Ação popular não! O correto é iniciativa popular, nos termos do art. 5º, III.

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29. (QUADRIX/TERRACAP/2017) Assinale a alternativa que apresenta competência pri-

vativa do Distrito Federal (DF) segundo a Lei Orgânica do Distrito Federal LODF (LODF).

a) Combater as causas da pobreza, a subnutrição e os fatores de marginalização,

promovendo a integração social dos segmentos desfavorecidos.

b) Proteger documentos e outros bens de valor histórico e cultural, monumentos,

paisagens naturais notáveis e sítios arqueológicos, bem como impedir sua evasão,

destruição e descaracterização.

c) Dispor sobre administração, utilização, aquisição e alienação dos bens públicos.

d) Zelar pela guarda da Constituição Federal, da LODF, das leis e das instituições

democráticas.

e) Fomentar a produção agropecuária e organizar o abastecimento alimentar.

Letra c.

Questão muito recente! Foi cobrada pela Banca Quadrix no concurso da Terracap.

A banca exigiu que o candidato tivesse conhecimento acerca das competências do

DF. Depois de ter estudado o material desta aula, ficou fácil. Vejamos:

a) Errado. Essa é uma competência comum, art. 16, VIII;

b) Errado. Competência comum, art. 16, III;

c) Exatamente isso! Entre as alternativas apresentadas, esta é a única que corres-

ponde a uma competência privativa do Distrito Federal, conforme art. 15, V;

d) Errado. Essa é uma competência comum, conforme art. 16, I;

e) Errado. Também é uma competência comum, nos moldes do art. 16, IX.

30. (FUNIVERSA/SEJUS/2010) Considere que a Câmara Legislativa do Distrito Fe-

deral queira fortalecer a soberania popular e resolva submeter uma lei aprovada na

Casa ao crivo da população. Nessa situação, a soberania será exercida por meio de:

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a) Plebiscito.

b) Referendo.

c) Iniciativa popular.

d) Sufrágio universal com voto indireto, mas secreto.

e) Sufrágio universal com voto direto, mas aberto.

Letra b.

Perceba que a lei já foi aprovada. Referendo é consulta feita após a edição da norma;

a) Errado. Plebiscito é consulta prévia, feita antes da edição da norma;

c) Errado. A iniciativa popular se dá em outro contexto;

d) Errado. O voto é direto;

e) Errado. O voto é secreto.

31. (FUNIVERSA/SEPLAG/2010) Brasília é a capital da República Federativa do Bra-

sil, e a sede do governo do DF é a cidade de Taguatinga.

Errado.

Como já vimos diversas vezes, a sede do Governo do Distrito Federal é Brasília, não

Taguatinga, nos termos do art. 6º, LODF.

32. (EXATUS/CEB/2014) Brasília, capital da República Federativa do Brasil, é a

sede do governo do Distrito Federal.

Certo.

Aqui o examinador cobrou a literalidade do art. 6º da Lei Orgânica do DF.

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33. (EXATUS/CEB/2014) São símbolos do Distrito Federal a bandeira, o hino e

o brasão.

Certo.

Cópia do art. 7º da LODF.

34. (FUNIVERSA/SEJUS/2008) A bandeira, o hino e o brasão são símbolos do Dis-

trito Federal, vedada a instituição de outros símbolos.

Errado.

Os símbolos estão corretos, mas não é vedada a instituição de outros símbolos. Ela

pode ocorrer, desde que seja mediante lei.

35. (FUNIVERSA/SEPLAG/2010) O território do Distrito Federal compreende o es-

paço físico-geográfico que se encontra sob seu domínio e jurisdição, incluindo o seu

entorno.

Errado.

O entorno não faz parte do território do DF.

36. (CESPE/BRB/2011) Na execução de seu programa de desenvolvimento econô-

mico-social, o DF deve buscar a integração com a região do seu entorno, um de

seus objetivos prioritários expressos na LODF.

Errado.

A integração com a região do entorno está prevista no art. 9º da LODF, e não entre

os objetivos prioritários que estão no art. 3º.

Art. 9º O Distrito Federal, na execução de seu programa de desenvolvimento econômi-


co-social, buscará a integração com a região do entorno do Distrito Federal.

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37. (CESPE/BRB/2011) Um dos objetivos prioritários do DF é a integração com a


região do entorno.

Errado.
A integração com a região do entorno não é objetivo prioritário.

38. (FUNIVERSA/SSDF/2011) Acerca da organização administrativa do Distrito


Federal, é correto afirmar que:
a) A lei não poderá dispor sobre a participação popular no processo de escolha do
Administrador Regional, sendo a escolha de competência exclusiva do governador.
b) A criação ou a extinção de regiões administrativas cabe exclusivamente ao
governador, sem ingerência do Poder Legislativo.
c) Os conselhos de representantes comunitários não possuem nenhuma função
perante as regiões administrativas do Distrito Federal, na forma da lei.
d) Os Administradores Regionais podem receber remuneração idêntica à do gover-
nador do Distrito Federal, de acordo com a LODF.
e) Um dos objetivos da organização do Distrito Federal em regiões administrativas
é a melhoria da qualidade de vida de seus habitantes.

Letra e.
Esse é um dos objetivos da organização do DF em RAs:

Art. 10. O Distrito Federal organiza-se em Regiões Administrativas, com vistas à des-
centralização administrativa, à utilização racional de recursos para o desenvolvimento
socioeconômico e à melhoria da qualidade de vida.

a) Errado. A lei irá dispor;


b) Errado. A Câmara Legislativa aprova, ou não. Logo, há ingerência;
c) Errado. Os conselhos possuem duas funções: consultivas e fiscalizadoras;
d) Errado. O Governador ganha mais que o Secretário de Estado, que é o teto
remuneratório do Administrador Regional;
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39. (IADES/PGDF/2014) As Administrações Regionais integram a estrutura adminis-


trativa do Distrito Federal. A criação ou extinção dessas Regiões ocorrerá mediante:
a) Resolução da Câmara Legislativa.
b) Decreto do governador do Distrito Federal.
c) Lei aprovada por maioria simples dos deputados distritais.
d) Resolução do Conselho de Representantes Comunitários de cada região.
e) Lei aprovada por maioria absoluta dos deputados distritais.

Letra e.
Depois de estudar este material, ficou fácil! As Administrações Regionais são criadas
ou extintas mediante lei aprovada por maioria absoluta dos deputados distritais.

40. (CESPE/TCDF/2012) De acordo com a Lei Orgânica do DF, a criação ou extin-


ção de regiões administrativas no DF somente ocorre por lei aprovada pela maioria
absoluta dos deputados distritais, devendo cada região ter um conselho de repre-
sentantes com funções tanto consultivas, quanto fiscalizadoras, na forma da lei.

Certo.
Todas as informações da questão estão corretas.

41. (IADES/METRÔ/2014) Assinale a alternativa correta quanto às regiões Admi-


nistrativas, bem como aos Administradores Regionais, observados os preceitos dis-
postos na Lei Orgânica do Distrito Federal.
a) A criação ou extinção de Regiões Administrativas ocorrerá mediante lei aprova-
da pela maioria absoluta dos deputados distritais.
b) Os Administradores Regionais são de livre escolha do governador do DF, não
havendo previsão de participação popular no processo de escolha daqueles.
c) A remuneração dos Administradores Regionais será a mesma fixada aos secre-
tários de estado do DF.
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d) O DF organiza-se em Regiões Administrativas, com vistas à descentralização


político-administrativa, à utilização racional de recursos para o desenvolvimento
socioeconômico e à melhoria da qualidade de vida.
e) As Administrações Regionais integram a estrutura político-administrativa do DF.

Letra a.
Cópia do art. 13, da Lei Orgânica do DF.

b) Errado. Há previsão de participação popular no processo de escolha dos Admi-

nistradores;

c) Errado. A remuneração dos Secretários não será a mesma. Ela pode ser, pois, de

acordo com a LODF, ela não pode é ser superior;

d) Errado. A descentralização é administrativa;

e) Errado. A descentralização é administrativa.

42. (CESPE/BRB/2011) O DF está organizado em regiões administrativas, cada


qual dotada de um conselho de representantes comunitários, com funções consul-
tivas e deliberativas.

Errado.
Sem novidade, a questão está incorreta. As funções do conselho de representes
comunitários são consultivas e fiscalizadoras, na forma da lei.

43. (FUNIVERSA/SECRIANÇA/2015) O exercício do direito de recorrer na instância


administrativa do DF pode ser condicionado à garantia de instância.

Errado.
Conforme estudamos, isso não é possível, haja vista ser vedado expressamente no

art. 4º da LODF a garantia de instância.

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44. (CESPE/TCDF/2014) Caso o DF edite norma geral de regulamentação orça-

mentária, à falta de lei federal acerca da matéria, e, posteriormente, entre em vi-

gor lei federal a respeito do mesmo tema, contrariando algumas das determinações

da lei distrital, essa lei distrital deverá ser inteiramente revogada, haja vista o seu

caráter suplementar e a superveniência de lei federal.

Errado.

Caso não exista lei federal estabelecendo as normas gerais, o DF pode exercer, de

forma plena, a competência que lhe cabe a fim de atender suas peculiaridades.

Agora, se posteriormente a União editar uma norma que seja contrária ou que

contenha alguns dispositivos contrários à lei distrital, esta terá a sua eficácia

suspensa apenas no que for contrária à lei federal.

A questão diz que ela será inteiramente revogada; portanto, está errada.

45. (CESPE/TCDF/2014) Se o governo do DF normatizar a exibição de cartazes em

logradouros públicos e em locais de acesso livre, ele estará exercendo uma compe-

tência que compartilha à União.

Errado.

Essa é uma competência privativa do DF, nos moldes do art. 15, XXVII.

Art. 15, XXVII – dispor sobre publicidade externa, em especial sobre exibição de cartazes,
anúncios e quaisquer outros meios de publicidade ou propaganda, em logradouros
públicos, em locais de acesso público ou destes visíveis.

46. (CESPE/PCDF/2013) É competência concorrente da União e do DF legislar

sobre a organização do Poder Judiciário e do Ministério Público do Distrito Federal e

dos Territórios, cabendo à União, no âmbito dessa legislação concorrente, estabe-

lecer normas de caráter geral.


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Errado.

Nem sempre “legislar sobre” será uma competência concorrente. Quem legisla

sobre Poder Judiciário e Ministério Público é a União.

47. (IADES/PGDF/2011) Fomentar a produção agropecuária e organizar o abaste-

cimento alimentar corresponde a uma competência comum.

Certo.

Correta a questão, nos termos do art. 16, IX.

48. (FUNIVERSA/SECRIANÇA/2015) É competência comum do DF e da União licenciar

a construção de qualquer obra.

Errado.

Licenciar qualquer obra é algo de interesse local. Portanto, trata-se de uma compe-

tência privativa, conforme art. 15, XXV.

49. (FUNIVERSA/SEJUS/2010) O chefe do Poder Executivo no Distrito Federal deve

se preocupar com uma série de atribuições estabelecidas na Constituição Federal.

Entretanto, conforme a LODF, não constitui competência do Distrito Federal

a) Organizar e manter a polícia civil, a polícia militar e o corpo de bombeiros.

b) Proteger as obras e os documentos de valor histórico.

c) Fomentar a produção agropecuária e organizar o abastecimento alimentar.

d) Legislar sobre direito tributário e financeiro.

e) Legislar sobre direito penitenciário.

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Letra a.

Compete à União;

b) Certo. Competência comum conforme art. 16, III;

c) Certo. Competência comum conforme art. 16, IX;

d) Certo. Competência concorrente conforme art. 17, I;

e) Certo. Competência concorrente conforme art. 17, I.

50. (IADES/PGDF/2011) De acordo com a Lei Orgânica do Distrito Federal, compe-

te privativamente ao Distrito Federal:

a) Dispor sobre serviços funerários e administração de cemitérios.

b) Legislar sobre Previdência Social, proteção e defesa da saúde.

c) Zelar pela guarda da Constituição Federal, da referida Lei Orgânica, das leis e

das instituições democráticas.

d) Legislar sobre desapropriação.

e) Estabelecer e implantar políticas de educação para a segurança do trânsito.

Letra a.

a) É uma competência privativa, nos termos do art. 15, XVIII;

b) errado. É competência concorrente, nos termos do art. 17, X;

c) errado. É competência comum, nos termos do art. 16, I;

d) errado. É competência privativa da União, não consta na LODF;

e) errado. É competência comum, nos termos do art. 16, XII.

51. (IADES/METRO/2014) Assinale a alternativa correta no que se refere às com-

petências concorrentes do DF com a União.


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LEI ORGÂNICA DO DISTRITO FEDERAL
Da Organização do DF. Competências. Vedações
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a) São competências arroladas visando à competência para legislar concorrente-

mente com a União.

b) O Distrito Federal, no exercício de sua competência suplementar, observará as

normas complementares estabelecidas pela União.

c) Existindo lei federal sobre normas gerais, o Distrito federal exercerá competên-

cia legislativa plena, para atender suas peculiaridades.

d) A organização, as garantias, os direitos e os deveres das polícias civil e militar

são competências do Distrito Federal, concorrentemente com a União.

e) A superveniência de lei federal sobre normas gerais revoga a lei local, no que

lhe for contrária.

Letra a.

Essa é a definição de competências concorrentes;

b) Errado. A União estabelece normas gerais;

c) Errado. Não é “existindo”, o correto é “inexistindo”, ou seja, quando não houver;

d) Errado. São competências reservadas à União;

e) Errado. A superveniência de lei federal sobre normas gerais não revoga a lei

local no que lhe for contrária. Ela suspende a sua eficácia.

52. (CESPE/IBRAM/2009) O Distrito Federal acumula as competências legislativas

reservadas aos estados e municípios.

Certo.

Está de acordo com o art. 14 da LODF.

Art. 14. Ao Distrito Federal são atribuídas as competências legislativas reservadas aos
Estados e Municípios, cabendo-lhe exercer, em seu território, todas as competências
que não lhe sejam vedadas pela Constituição Federal.

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53. (CESPE/DETRAN/2009) É facultado ao Governador doar bens públicos imóveis

do DF ou constituir sobre eles ônus real.

Errado.

Essa não é uma faculdade, é uma vedação imposta ao governador, nos termos do

art. 18, IV.

54. (PROF. MARCO SOARES/2017) A creche Nossa Senhora do Menininho dos Pés

descalços faz um trabalho junto à comunidade do Distrito Federal, retirando das

ruas crianças abandonadas que correm diversos riscos. A referida entidade não

pode receber ajuda alguma do Governo do Distrito Federal, haja vista as imposi-

ções feitas ao DF.

Errado.

Realmente há uma vedação de aspecto religioso ao DF. Entretanto, há uma ressalva

que pode ser aplicada à situação hipotética apresentada. Isso ocorrerá quando, na

forma da lei, houver colaboração de interesse público.

55. (PROF. MARCO SOARES/2017) Preservar e legislar sobre o cerrado é uma com-

petência comum.

Errado.

Preservar o cerrado é uma competência comum, conforme art. 16, V. Legislar sobre

o cerrado é uma competência concorrente, conforme art. 17, VI.

No próximo tópico eu apresento a você as questões sem comentários. Responda a

todas elas e depois confira com o gabarito que consta no final do material. Esse é o mo-

mento que você descobrirá se há algum tópico da nossa aula que precisa ser reforçado.

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