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Pulo do Gato – Receita Federal

Graciano Rocha
Aula 01

Orçamento público e os parâmetros da política fiscal.

Ciclo orçamentário. Orçamento e gestão das organizações do setor público.


• “Atividade Financeira do Estado”
• Intervenção do Estado na economia
Finanças Públicas • Política fiscal
• Receita pública (obter recursos)
(viés econômico) • Despesa pública (aplicar)
• Crédito público (criar)
• Orçamento público (gerir)

Finanças Públicas • “Ciência das Finanças”


(viés acadêmico) • AFE como objeto de estudo
Atividade Financeira do Estado

Caráter instrumental

Pretensões não lucrativas

Exercício pelos entes públicos (órgãos e entidades prestadoras de serviços públicos)


Intervenção do Estado na economia

Intervencionismo x liberalismo
Funções do governo – função alocativa

Disponibilização de bens públicos e meritórios à sociedade

Bens públicos – não-rivalidade e não-exclusão do consumo

Bens semipúblicos ou meritórios: externalidades positivas


Funções do governo – função distributiva

“Estabelecimento” de certo nível considerado justo da distribuição de renda

Iniciativas distributivas do lado da receita: tributação progressiva

Iniciativas distributivas do lado da despesa: política de transferências

Iniciativas distributivas indiretas: fomento à mobilidade entre estratos de renda


Funções do governo – função estabilizadora

Equilíbrio quanto aos seguintes aspectos:

• taxa de inflação
• taxa de desemprego
• balanço de pagamentos
• nível de desenvolvimento econômico
(ESAF/AFC/STN/2005) Baseada na visão clássica das funções do Estado na economia, identifique a opção
que foi defendida por J. M. Keynes.

a) As funções do Estado na economia deveriam ser limitadas à defesa nacional, justiça, serviços públicos
e manutenção da soberania.

b) As despesas realizadas pelo Governo não teriam nenhum resultado prático no desenvolvimento
econômico.

c) A participação do Governo na economia deveria ser maior, assumindo a responsabilidade por


atividades de interesse geral, uma vez que o setor privado não estaria interessado em prover estradas,
escolas, hospitais e outros serviços públicos.

d) A economia sem a presença do governo seria vítima de suas próprias crises, cabendo ao Estado
tomar determinadas decisões sobre o controle da moeda, do crédito e do nível de investimento.

e) A atuação do Governo se faria nos mercados onde não houvesse livre concorrência e sua função seria
a de organizá-la e defendê-la, para o funcionamento do mercado e para seu equilíbrio.
(ESAF/AFC/STN/2008) A aplicação das diversas políticas econômicas a fim de promover
o emprego, o desenvolvimento e a estabilidade, diante da incapacidade do mercado
em assegurar o atingimento de tais objetivos, compreende a seguinte função do
Governo:
a) Função Estabilizadora.
b) Função Distributiva.
c) Função Monetária.
d) Função Desenvolvimentista.
e) Função Alocativa.
(ESAF/APOFP/SEFAZ-SP/2009) A atuação do governo na economia tem como objetivo
eliminar as distorções alocativas e distributivas e de promover a melhoria do padrão de
vida da coletividade. Tal atuação pode se dar das seguintes formas, exceto:
a) complemento da iniciativa privada.
b) compra de bens e serviços do setor público.
c) atuação sobre a formação de preços.
d) fornecimento de bens e de serviços públicos.
e) compra de bens e serviços do setor privado.
Conceitos de orçamento

• lista de receitas e de despesas do governo, para execução em determinado período;

• instrumento de controle dos gastos do governo pelo Legislativo

• documento de divulgação das atividades e serviços a serem prestados pelo governo,


com a discriminação dos respectivos custos e origens dos recursos;

• instrumento de concretização do planejamento governamental, com vistas ao alcance


dos objetivos e metas aprovados para determinado período.
ASPECTOS DO ORÇAMENTO PÚBLICO
• aspecto político: o orçamento público representa a concretização do plano de governo e dos
interesses do grupo que exerce o poder;
• aspecto jurídico: diz respeito à natureza do orçamento diante do arcabouço legal (lei formal ou
“ato condição”);
• aspecto econômico: o orçamento é um instrumento de intervenção do Estado na economia, no
exercício da chamada “política fiscal” e das funções alocativa, distributiva e estabilizadora;
• aspecto financeiro: fluxo financeiro de receitas e despesas que passam pelo erário público;
• aspecto técnico: o orçamento é um dos meios para se implementar ordem e método na
Administração Pública, permitindo a utilização dos recursos de forma racional, científica e
controlada
CICLO ORÇAMENTÁRIO (I) – ELABORAÇÃO
PPA: “diretrizes, objetivos e metas da administração pública federal”; “programas de duração
continuada”

LDO: “orientará a elaboração da LOA”

LDO 2016
Art. 17. Não poderão ser destinados recursos para atender a despesas com:
I - início de construção, ampliação, reforma voluptuária, aquisição, novas locações ou arrendamentos
de imóveis residenciais funcionais;
(...)
Art. 18. O Projeto e a Lei Orçamentária de 2016 e os créditos especiais (...) somente incluirão ações ou
subtítulos novos se:
I - tiverem sido adequada e suficientemente contemplados:
(...)
b) os projetos e respectivos subtítulos em andamento;
CICLO ORÇAMENTÁRIO (I) – ELABORAÇÃO

LRF
Art. 12, § 3º O Poder Executivo de cada ente colocará à disposição dos demais
Poderes e do Ministério Público, no mínimo trinta dias antes do prazo final para
encaminhamento de suas propostas orçamentárias, os estudos e as estimativas
das receitas para o exercício subsequente, inclusive da corrente líquida, e as
respectivas memórias de cálculo.
CICLO ORÇAMENTÁRIO (I) – ELABORAÇÃO

CF/88

Art. 99, § 1º Os tribunais elaborarão suas propostas orçamentárias dentro dos limites
estipulados conjuntamente com os demais Poderes na lei de diretrizes orçamentárias.

§ 3º Se os órgãos referidos no § 2º não encaminharem as respectivas propostas


orçamentárias dentro do prazo estabelecido na lei de diretrizes orçamentárias, o Poder
Executivo considerará, para fins de consolidação da proposta orçamentária anual, os valores
aprovados na lei orçamentária vigente, ajustados de acordo com os limites estipulados na
forma do § 1º deste artigo.
Programas
e ações a Proposta
cargo dos
órgãos
setorial A

Regras e Proposta
limites da Propostas Proposta
LDO setoriais consolidada
setorial B pela SOF

Limites
financeiros
indicados
Proposta
pelo setorial
Executivo “n”
CICLO ORÇAMENTÁRIO (I) – ELABORAÇÃO

Prazos dos projetos de natureza orçamentária


• os projetos de PPA e de LOA devem ser encaminhados pelo Presidente da
República ao Congresso Nacional “até quatro meses antes do encerramento do
exercício financeiro”, ou seja, 31 de agosto;
• o Congresso deve devolver os projetos de PPA e de LOA, para sanção, “até o
encerramento da sessão legislativa” – atualmente, 22 de dezembro;
• o projeto de LDO deve ser enviado pelo Presidente ao Congresso “até oito meses
e meio antes do encerramento do exercício financeiro”, ou seja, 15 de abril;
• o Congresso deve devolver o projeto de LDO para sanção “até o encerramento do
primeiro período da sessão legislativa” – atualmente, 17 de julho.
CICLO ORÇAMENTÁRIO – DISCUSSÃO E APROVAÇÃO

Art. 166. Os projetos de lei relativos ao plano plurianual, às diretrizes orçamentárias, ao


orçamento anual e aos créditos adicionais serão apreciados pelas duas Casas do Congresso
Nacional, na forma do regimento comum.
§ 1º Caberá a uma Comissão mista permanente de Senadores e Deputados:
I - examinar e emitir parecer sobre os projetos referidos neste artigo e sobre as contas
apresentadas anualmente pelo Presidente da República;
II - examinar e emitir parecer sobre os planos e programas nacionais, regionais e setoriais
previstos nesta Constituição e exercer o acompanhamento e a fiscalização orçamentária, sem
prejuízo da atuação das demais comissões do Congresso Nacional e de suas Casas, criadas de
acordo com o art. 58.
§ 2º As emendas serão apresentadas na Comissão mista, que sobre elas emitirá parecer, e
apreciadas, na forma regimental, pelo Plenário das duas Casas do Congresso Nacional.
CICLO ORÇAMENTÁRIO – DISCUSSÃO E APROVAÇÃO
Art. 166, § 3º As emendas ao projeto de lei do orçamento anual ou aos projetos que o
modifiquem somente podem ser aprovadas caso:
I - sejam compatíveis com o plano plurianual e com a lei de diretrizes orçamentárias;
II - indiquem os recursos necessários, admitidos apenas os provenientes de anulação de despesa,
excluídas as que incidam sobre:
a) dotações para pessoal e seus encargos;
b) serviço da dívida;
c) transferências tributárias constitucionais para Estados, Municípios e Distrito Federal; ou
III - sejam relacionadas:
a) com a correção de erros ou omissões; ou
b) com os dispositivos do texto do projeto de lei.
CICLO ORÇAMENTÁRIO – DISCUSSÃO E APROVAÇÃO

Art. 166, § 5º O Presidente da República poderá enviar mensagem ao Congresso


Nacional para propor modificação nos projetos a que se refere este artigo
enquanto não iniciada a votação, na Comissão mista, da parte cuja alteração é
proposta.
CICLO ORÇAMENTÁRIO – DISCUSSÃO E APROVAÇÃO

Art. 166, § 9º As emendas individuais ao projeto de lei orçamentária serão aprovadas no limite
de 1,2% (um inteiro e dois décimos por cento) da receita corrente líquida prevista no projeto
encaminhado pelo Poder Executivo, sendo que a metade deste percentual será destinada a ações
e serviços públicos de saúde.
R$ 9,64 bilhões
R$ 16,23 milhões por parlamentar

§ 11. É obrigatória a execução orçamentária e financeira das programações a que se refere o §


9º deste artigo, em montante correspondente a 1,2% (um inteiro e dois décimos por cento) da
receita corrente líquida realizada no exercício anterior, conforme os critérios para a execução
equitativa da programação definidos na lei complementar prevista no § 9º do art. 165.
R$ 7,67 bilhões
R$ 12,91 milhões por parlamentar
CICLO ORÇAMENTÁRIO – DISCUSSÃO E APROVAÇÃO

Art. 166, § 16. Os restos a pagar poderão ser considerados para fins de
cumprimento da execução financeira prevista no § 11 deste artigo, até o limite
de 0,6% (seis décimos por cento) da receita corrente líquida realizada no
exercício anterior.

§ 18. Considera-se equitativa a execução das programações de caráter


obrigatório que atenda de forma igualitária e impessoal às emendas
apresentadas, independentemente da autoria.
CICLO ORÇAMENTÁRIO – DISCUSSÃO E APROVAÇÃO

Art. 16, § 12. As programações orçamentárias previstas no § 9º deste artigo não


serão de execução obrigatória nos casos dos impedimentos de ordem técnica.

Art. 16, § 17. Se for verificado que a reestimativa da receita e da despesa poderá
resultar no não cumprimento da meta de resultado fiscal estabelecida na lei de
diretrizes orçamentárias, o montante previsto no § 11 deste artigo poderá ser
reduzido em até a mesma proporção da limitação incidente sobre o conjunto das
despesas discricionárias.

R$ 4,96 bilhões
R$ 8,35 milhões por parlamentar
(ESAF/AFT/MTE/2010) Sobre o ciclo de gestão do governo federal, é correto afirmar:
a) por razões de interesse público, é facultada ao Congresso Nacional a inclusão, no projeto de
Lei Orçamentária Anual, de programação de despesa incompatível com o Plano Plurianual.
b) a iniciativa das leis de orçamento anual do Legislativo e do Judiciário é competência privativa
dos chefes dos respectivos Poderes.
c) nos casos em que houver reeleição de Presidente da República, presume-se prorrogada por
mais quatro anos a vigência do Plano Plurianual.
d) a execução da Lei Orçamentária Anual possui caráter impositivo para as áreas de defesa,
diplomacia e fiscalização.
e) a despeito de sua importância, o Plano Plurianual, a Lei de Diretrizes Orçamentárias e a Lei
Orçamentária Anual são meras leis ordinárias.
(ESAF/ANALISTA/SUSEP/2010) A respeito dos prazos relativos à elaboração e tramitação da lei que
institui o Plano Plurianual - PPA, da Lei de Diretrizes Orçamentárias - LDO e da Lei Orçamentária Anual
- LOA, é correto afirmar:
a) o projeto de PPA será encaminhado até cinco meses antes do término do exercício em que inicia o
mandato do Presidente da República, enquanto a LOA deve ser encaminhada até quatro meses antes
do término do exercício.
b) a proposta de LOA deverá ser remetida ao Congresso Nacional até quatro meses antes do
término do exercício financeiro e o projeto aprovado da LDO deve ser devolvido para sanção até o
encerramento do primeiro período da sessão legislativa.
c) os projetos de PPA e de LDO devem ser encaminhados juntos até seis meses antes do término do
exercício uma vez que há conexão entre eles.
d) a Constituição Federal determina que esses projetos de lei são encaminhados ao Congresso
Nacional de acordo com as necessidades do Poder Executivo, exceto no último ano de mandato do
titular do executivo.
e) os projetos de LDO e de LOA devem ser encaminhados ao Congresso Nacional até seis meses antes
do término do exercício e devolvidos para sanção até o encerramento da sessão legislativa.
(FCC/ANALISTA/TJ-PE/2012) No ciclo orçamentário, as audiências públicas, emissão de
parecer preliminar, proposição de emendas, emissão de relatório setoriais, de
relatórios da comissão mista e relatório geral do congresso são etapas do processo de
A) controle.
B) tomada de contas.
C) elaboração.
D) execução.
E) aprovação.
(FGV/AUDITOR/TCE-RJ/2015) O processo orçamentário no Brasil tem regras definidas na Constituição Federal e
na legislação complementar e ordinária, principalmente no que tange às competências de cada poder na
definição das receitas e despesas para um exercício. No que se refere às regras relativas às emendas à Lei do
Orçamento, analise as afirmativas a seguir:
I – As emendas parlamentares são permitidas somente para alteração das despesas de custeio.
II – É obrigatória a execução das emendas individuais dos parlamentares ao Orçamento da União, no mínimo em
1,2% da receita corrente líquida prevista na Lei Orçamentária.
III – A execução das emendas individuais tratadas na EC nº 86/2015 obedecerá ao valor mínimo de 50% aplicado
no custeio de ações e serviços públicos de saúde, exceto o pagamento de pessoal e encargos.
É correto somente o que se afirma em:
a) I;
b) II;
c) III;
d) I e II;
e) II e III.