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SUZANNE VENKER é autora

de diversos livros, como The W ar


on M en , H ow to Choose a H u sban d
e 7 M yths o f W orking M others.
É colaboradora frequente de veículos
jornalísticos, incluindo Fox News
e New York Post. Vive com a família
em St. Louis, Missouri.
SUZANNE VENKER

O OUTRO LADO DO FEM IN ISM O

PHYLLIS SCHLAFLY

S IM O N S E N
O O U T R O L A D O DO FEMINISMO
Eu não devo nada ao movimento de libertação das mulheres.

— Margaret Thatcher

O feminismo tem muito a responder por denegrir os homens


e encorajar as mulheres a buscar independência seja qual for
o custo às suas famílias. É hora de dar um basta ao mito.

— Rebecca Walker,
filha da autora de A Cor Púrpura, Alice Walker

Prefiro lhe dizer a verdade e aborrecê-lo a lhe mentir


e fazê-lo perder o respeito por minha integridade.
Você pode não gostar do que eu digo, mas se você se ofender,
terá que resolver isso consigo mesmo.

— Andre Harper,
autor do livro Political Emancipation
SUMÁRIO

Nota das a u to ra s .................................................................................. 13

INTRODUÇÃO: conservadores pioneiros porSuzanneVenker.... 19

1. Lavagem cerebral ........................................................................... ...

2 Feminismo para iniciantes: sem censura.................................. 47

3 Sexo casual e desilusão.................................................................... gj

4 Por que o casamento se esquiva da geração m oderna......... 95

5. Quando as mães tra b a lh a m .......................................................... 123

6. Satisfazer as vontades da esquerda fem inina - às suas custas... 154

7. O macho dispensável.................................................................

8. Um novo caminho para as m ulheres................................... 201

APÊNDICE A: Os Dez Mandamentos Feministas................. 220

APÊNDICE B: Razão e Sexualidade: um guia para as universitárias


sobre a verdadeira proteção em um mundo de sexo casual por
Dra. Miriam G rossm an...............................................................220

APÊNDICE C: Resoluções NOW 1991 ......................................224

BIBLIOGRAFIA............................................................................229

NOTAS 234
NOTA DAS AUTORAS

Este é um livro sobre o impact0 que as mu


causaram na sociedade americana. A ide I • escluerda

contrária ao que pensa a maioria dos am ericanlf 3 deSSC é


no dogma feminista que atualmente co n tro lo d n ^ lmpregnada
em quase todos os setores da vida american °, 13 ° 8° e a narrativa
esquerda detêm grande poder. ’ ^ ^Ue as mu^eres de

Como resultado de sua influência, homens e mulheres de ambos o;


lados do corredor político têm dificuldade em compreender ondt
o feminismo se encaixa em suas vidas, se é que se encaixa. Muito;
classificam seus pontos de vista pela distinção entre diferente«
tipos de feminismo. Alguns defendem que o feminismo merece c
crédito pela liberdade e oportunidades que as mulheres usufruerr.
nos dias de hoje, mas uma vez que já conquistamos a igualdade
não precisamos mais do feminismo. Outros apoiam a afirmativE
de que o feminismo tem três categorias: primeira onda (sufragista;
do século XIX), segunda onda (feministas da década de 1960) e e
terceira onda (feministas da atualidade).

Alguns até tentaram renovar o feminismo alegando que mulheres


conservadoras pertencem a algo chamado “novo feminismo” ou até
mesmo “feminismo pró-vida” (Sarah Palin vem à mente), como se
existisse tal coisa. Quando começou a fazer sucesso, Dana Loesch
escreveu no Washington Examiner: “Não deveria surpreender
ninguém que muitas mulheres conservadoras contrariam o
pensamento de que o liberalismo tem o direito de propriedade
sobre o ‘feminismo’(...) A ideia liberal do feminismo fracassou” 1

13
O Outro Lado do Feminismo põe um fim na co n fu sà
papel do feminismo em nossas vidas. Apesar do livro t° 0
trabalho conjunto do começo ao fim, somente a S u z a n n e * ° Um
a introdução. Compartilhamos a história dela como um CSCreVcu
fundo à submissão da geração moderna ao movimento femhf ° ^

i
r>

O O U T R O L A D O DO FEM IN IS M O
INTRODUÇÃO

CONSERVADORES PIONEIROS
por Suzanne Venker

Ser de esquerda é moleza. Vocé não precisa fazer nada para ser
de esquerda. Basta ficar de boca fechada e acompanhar a multidão.
— Jon Voight

Sou rotulada de conservadora desde que me conheço por gente


— e isso nunca foi dirigido a mim como um elogio. O liberalismo
estava arrastando o país quando eu atingi a maioridade, portanto,
ser conservadora era careta, sem dúvida. Muitos dos meus
contemporâneos foram criados por pais da geração baby boomer,
que instilaram nos filhos uma visão de mundo esquerdista. Meus
pais, porém, vieram da grande geração (aqueles que passaram pela
Grande Depressão). Assim, fui criada com um conjunto diferente
de valores.
É bem verdade que nem sempre gostei de ter pais mais velhos
(como minha mãe vai confirmar), mas hoje sou grata, pois
a sabedoria deles tem me ajudado bastante. Embora os pais
“legais” fossem menos rigorosos e, aparentemente, mais divertidos,
muitos deles ensinaram aos filhos (de forma direta ou indireta)
uma ideia desgastada sobre homens, mulheres e sociedade. Eu não
tive nada disso.
Cresci na área central de um bairro nobre de St. Louis, Missouri.
Creio que minha família seria considerada classe média alta,
mas não conte isso pra minha mãe. Para ela, prosperidade de
qualquer tipo não é algo para se falar ou se exibir. Ela acredita que
1 er dinheiro extra que uma pessoa acumule na vida é para ser
poupado e investido, não gasto. De fato, ela leva a ideia de Poupança

1f) extremo.
p é por essa razão que minha mãe nao consegue gastar um
tão em nada que não seja totalmente necessário. Ir almoçar fora
I n d o há comida na geladeira? É desperdício. Comprar roupas?
Só se estiverem esburacadas. Ir para livraria quando há uma
biblioteca muito boa a um quarteirão de distância? Absurdo. Minha
mãe é tão pão-duro que quando vou à casa dela depois de deixar
meus filhos na escola, tenho que pensar duas vezes antes de entrar
na Starbucks. Seria inútil dizer a ela que é em casa onde mais bebo
o meu café (e onde mais almoço), porque ela vai se lembrar das dez
vezes que comprei café no ano passado e anotar como extravagante.
Embora a parcimônia de minha mãe seja difícil de lidar, eu a
compreendo. Ela é resultado da Grande Depressão. O pai dela perdeu
o emprego quando ela era jovem, e minha avó teve que ir trabalhar
para colocar comida na mesa — literalmente. Eles até precisaram
se mudar de St. Louis para Califórnia para morar temporariamente
com o tio de minha avó. Meus avós nunca tiveram casa própria,
e o principal meio de transporte da minha mãe era a bicicleta ou
o bonde. Três gerações moravam num apartamento pequeno com
três quartos, um banheiro e sem ar-condicionado.
Nem posso dizer a você quantas lições de vida minha mãe enfiou
na minha cabeça ao longo dos anos por causa de sua juventude.
“A sua avó conseguia esticar dez centavos em um dólar”, ela dizia
gesticulando cheia de mãos para enfatizar a questão. “Ela cozinhava
rosbife no domingo e fazia durar a semana toda.” A maioria dos
mantras de minha mãe tinham relação com dinheiro e sacrifício,
como. Mais vale um pássaro na mão do que dois voando”. O
melhor de todos, o que mais ouvi enquanto crescia, era: “Se a vida
lhe der um limão, faça uma limonada”.

20
Meus pa,s t o a m hmonada o tempo todo. Nenhum dos dois
reagtu aos problemas bebendo demais, tomando an.idcprcssivos '
ernpan,urrando de comida ou acreditando que eram vítimas Na
verdade, não consigo me lembrar de um único dia em que meus
pais ficaram na cama até tarde, o que muitos de nós fariam se a vida
jogasse um balde de água fria em nossos planos. Meus pais eram
(neste caso, m .nha mãe ainda m
é- eu pai faleceu em 200
constantemente resilientes, capazes de acordar todos os dias com
uma atitude positiva e com novo ânimo para tornar tudo melhor.
Parte disso graças à personalidade deles, mas também por causa da
geração em que foram criados. Na época, era preciso tal otimismo
para não se sobrecarregar com as dificuldades da vida cotidiana. A
máxima era necessária para lembrar às pessoas do que elas tinham,
ao invés do que não tinham. Ficar com pena de si mesmo, perder
tempo e se lam uriar da realidade não era opção lá em casa. Nem
repousar sobre os louros. A promessa era clara: trabalhar duro e
perseverar, e será vitorioso.
Tristemente, essa não foi a mensagem que colhi da sociedade.
Conforme crescia, a América se tornava mais e mais liberal. E quanto
mais liberal o país se tornava, mais deslocada eu me sentia. Quando
ingressei na Universidade de Boston, na metade dos anos 1980, me
sentia muito sozinha. Por sorte, faço amigos com facilidade e gosto
de me divertir (imagine: ser conservadora ese divertir), então isso
nunca foi problema. Mas, obviamente, eu era vista como “aquela
garota conservadora do Meio-Oeste”.
A maioria dos meus amigos vinham da Costa Leste, e encarávamos
a vida de maneira um tanto diferente. Embora não tivesse sido
criada numa família religiosa (e nem meus amigos, a não ser que
fossem judeus), desenvolvi fortes crenças sobre o certo e o errado e
nunca me intimidei em compartilhá-las.
Também impus
* limites em minha conduta. Eu não usava
■V .
.lroR1,s pesadas. por exemplo (embora bebesse e fumasse de forma
considerável - naquele tempo, fumar não era constderado maligno
eonu. é hoje), gcralmente ia dormir antes da meia-noite e era bastante
criticada por isso. Meus amigos eram um bando de despreocupados,
sem dúvida, mas nunca considerei isso incomum ou mesmo ruim.
Eram assim que as coisas funcionavam naquela época.
Mas política era um problema com certeza. Muitas das pessoas
que eu conhecia votaram para o Michael Dukakis, enquanto eu votei
\w\\\ o primeiro Gcorge Bush, e quando todas as minhas amigas
participavam das reuniões do movimento pró-escolha, eu ficava de
fora, IX' fato* minha universidade era, e continua, tão liberal quanto
X

minhas »uvugíis. Os estudantes achavam que a America era um lugar


horrível, cheio de injustiça, desigualdade e hipocrisia. Acreditavam
ser um país onde as pessoas trabalhavam arduamente, mas não
chegavam a lugar algum porque “o cara” os reprimia.
Hssa atitude era especialmente difundida quando se tratava dc
mulheres. Apesar de meus pais me ensinarem a ver o mundo em
minhas mãos, a cultura que eu encontrara na universidade via as
mulheres como vítimas; c as pessoas que supostamente deveriam
me tirar da desesperança eram feministas. “Você não sabia que as
feministas sào as responsáveis pela liberdade que temos hoje?”,
perguntou minha colega de quarto. Como filha de uma feminista fiel,
minha colega e eu não concordávamos com muitas coisas. “Olha, na
prática, isso não é verdade", eu respondi. Nessa hora, ela olhou para
iiini como se cu tivesse três cabeças. Acho que ela pensou que eu
"C saldo de dentro dc uma caverna, já que nunca tinha escutado
ninguém afirmar tal coisa. Por mais que eu tentasse explicar a falácia
do movtmemo das mulheres, ela não m e dava ouvidos.
Nao demorou muito até eu perceber que tinha crescido com um
e> depois, dããã, ex-marido), que por engano pensei ter valores em
comum. Ele não era antigoverno como meus outros amigos —
ele se formara pela Faculdade de Administração da Universidade
de Boston, pelo amor de Deus, que é longe de ser um baluarte de
radicais e ambos participamos da eleição do George H. W. Bush.
Mesmo assim, no fim das contas, meu namorado era tão liberal
quanto todos os outros, eu só não percebi na época. Não sabia
que as pessoas podiam votar no Partido Republicano e continuar
liberais. Hoje, para mim isso é óbvio.
Provavelmente deveria ter percebido o grau de nossas diferenças
quando falávamos sobre sexo. Eu sabia que ele tinha “bastante
experiência na área”, o que não era incomum na minha geração.
Lembro de criticá-lo pela quantidade de mulheres (garotas, devo
dizer) que ele tinha levado pra cama durante o ensino médio. Toda
vez que ele se deparava com uma mulher conhecida daquela época,
eu perguntava: “Você também transou com ela?” Como a maioria
dos homens decentes, ele não era de contar sobre os casos dele, mas
sua maneira de se retratar o entregava. Meu namorado era um rapaz
atraente, divertido e carismático que se entregou à ideologia liberal
— até o ponto de achar esquisito eu não ter ido pra cama com todo
mundo no ensino médio. Acho que ele considerava isso bonitinho.
Ele não conhecia nenhuma mulher que não tivesse se envolvido em
sexo casual. “Não tem nada de mais. Amigos fazem sexo o tempo
todo”, ele dizia.
Além da minha suposta frigidez, eu era diferente das minhas
amigas de outra forma. Elas não consideravam o casamento e a
maternidade em seus planos de vida, ao passo que eu cogitava que o
casamento e a maternidade seriam o centro da minha vida. Assim,
escolhi uma carreira (naquela ocasião, magistério) que melhor se
adaptava à maternidade. Sempre soube que trabalharia fora, mas
nunca esperei que a carreira se tornasse minha vida. Foi quando,
suponho cu, o rótulo dc conservadora come 0
ndo fosse uma feminista subestimando o pape^d ^ qUe * *
com planos dc ter uma carreira estimulante pari ’T **' «
lar, então cu só podia ser uma conservadora, o ra lL '1''" '* do
questão: quando se trata de independência das mulh ° *
conservadorismo se encaixa? es’ on^e o
1te acordo com a elite da mídia (principais jornais, revistas
dc televisão que definem a agenda de notícias), o c o n s e rv a d o r^
nào tem voz na discussão sobre o aumento do poder femin- °
Quando as mulheres na mídia (das quais grande parte é femi •
devota) debatem sobre a situação das mulheres nos Estados Unidos
é sempre a partir de uma perspectiva esquerdista. Elas falam sem
parar sobre a dívida para com as “mulheres que vieram antes de nós”
(as feministas pioneiras) e têm convencido as mulheres, até mesmo
as conservadoras, de que as feministas são as responsáveis pela
liberdade e pelas oportunidades que as mulheres usufruem hoje.
Em um extenso relatório feito pelo Centro para o Progresso
Americano (do qual discutimos no capítulo 1), a jornalista Maria
Shrivcr escreveu sobre a situação dos Estados Unidos com relação
ã mudança no papel das mulheres. Ela relatou: “Minha mãe foi(...)
uma pioneira das mulheres americanas. Ela não caiu na propaganda
da época de que as mulheres tinham que ser tolerantes, submissas
e ficar nos bastidores(...) Minha mãe se deu conta do poder e o
descjou(...) Seus ídolos todos eram mulheres(...) Ela me contava as
histórias dessas mulheres, porque queria que eu reconhecesse o dom
e o poder feminino para mudar o discurso, o tempo e a natureza do
mundo ”.1
A teoria por detrás do discurso como o da Shriver, que é pa
nos meios de comunicação, é que ele leva uma mulher
uma democrata ou uma feminista) a ser forte, independente
sucedida. As feministas adoram a Nancy Pelosi, por exemp
detestam a Saiah Palin, apesar de ambas representarem a versão
feminista do ter uma vida perfeita”. As esquerdistas não devotas
louvam as conservadoras como a Dra. Laura Schlessinger, Michelle
Malkin, Saiah Palin, Michele Bachmann e até mesmo Margaret
1 hatcher, apesar do fato de terem, ou terem tido, uma vida perfeita,
h por isso que o dito movimento das mulheres (termo enganoso, já
que sugere que todas as mulheres estão no mesmo time) é falso. O
movimento feminista nunca foi a favor de todas as mulheres, apenas
das liberais. Não foi idealizado para criar condições de igualdade,
e sim para reorganizar a sociedade a fim de tornar a vida mais
conveniente para as feministas. O movimento foi idealizado “para
mudar o discurso, o tempo e a natureza do mundo ”.1
Aqui vai uma ironia: e se você for uma mulher que não seja
“tolerante e submissa”, mas acha que a América é maravilhosa? E
se você for uma mulher forte, independente, como as feministas
alegam que as mulheres devem ser, mas não acredita que as mulheres
sejam vítimas? Minha mãe foi uma pioneira. Ela obteve um diploma
de mestrado pela Radcliffe College em 1952. E confie em mim:
ninguém pode acusar minha mãe de ser “tolerante”, “submissa” ou
“de ficar nos bastidores”. Pelo contrário, ela foi corajosa o bastante
para ingressar no mundo de domínio masculino dos corretores de
ações, na Merrill Lynch, nos anos 1950. Quando ela se viu diante
do sexismo escancarado, não ficou reclamando ou desistiu; ela foi
trabalhar na G. H. Walker (outro banco de investimento), onde os
homens ficaram felizes em trabalhar com ela. “Aqueles que alcançam
o sucesso, não esperam que todas as empresas os recompense de
forma justa. Eles selecionam as empresas que os recompensarão por
sua contribuição”, escreveu Warren Farrell, Ph.D em The Myth of
Male Power.2
Na verdade, as mulheres inteligentes avançam perante à
adversidade, elas não param para reclamar sobre serem maltratadas.

25
Como minha mãe sempre me dizia: "Sempiv haverá Ronlo qucreml,,
derrubar você. Não permita que laçam «*'"• »••>« '•>'«. no ti.ll.
Walker por dezesseis anos antes de pedir as contas para lu ar cm
casa com minha irmã e eu.
Mas minha mãe é conservadora.
Aliás, assim são todas as mulheres na m inha família, c todas «no
mulheres fortes e instruídas. Até minha avó obteve diploma de
bacharelado por uma renomada universidade mista em W/0. Mas
ao ouvir a mídia, você acha que as liberais sao as únicas mulheres
que foram para faculdade e se tornaram alguma voisa na vida.
O que diferencia as mulheres conservadoras da minha lamtlia
das mulheres como Eunice Kennedy e que as da minha lamtlia nao
nasceram em berço de ouro. Elas sabem o significado do trabalho
árduo e sabem se virar, e norm alm ente esse t ipo de experiência leva
ao conservadorismo. As mulheres conservadoras nao se queixam da
América. Elas não querem se unir com um grupo de mulheres e
tentar “mudar o discurso, o tem po e a natureza do mundo". Elas
são independentes de nascença, c sua com preensão de m undo está
entre o dever, a honra, o sacrifício e a gratidão.
Se a vida lhe der um limão, faça uma limonada.
Eu tive outra vantagem sobre os meus contem porâneos: a Phyllis
Schlafly é irmã de m inha mãe (e única irm ã). C om o a antilem inista
mais im portante do século XX, Phyllis é mais conhecida por sua luta
contra a Emenda dos Direitos Iguais dos anos 1970. Soa horrível,
não? Que tipo de m ulher seria contra os direitos das mulheres?
As feministas atuam assim: elas usam um a term inologia favorável
direitos das mulheres, direitos de reprodução , violência contra as
mulheres para atrair a com oção das pessoas e m arginalizar aqueles
que discordam, fazendo-os parecer atrasados ou provincianos.
Mas a Phyllis não é uma discípula e não se intimidou» o que
gnifica que ainda muito jovem fui exposta a uma perspectiva
i !

26
alternatha sobre os problemas das mulheres. Eu assistia Fox News
em \ez de CBS. quando a maioria das pessoas foram ensinadas a
pensar de um jeito, fui apresentada a uma perspectiva diferente. O
trabalho da Phyllis me mostrou desde cedo que o feminismo é uma
mentira, e a combinação entre a vida profissional dela e o exemplo
de minha mãe foi a razão pela qual não acabei como tantas mulheres
modernas, cheia de culpa, estressada e sobrecarregada com uma
necessidade psicológica de provar a minha importância no mundo.
Talvez o motivo da Phyllis ser impassível diante dos ataques
feministas seja devido ao fato de ela ter trabalhado para poder pagar
seus estudos, 48 horas por semana no turno da noite, disparando
munição de calibre .30 e .50 como teste para ser aceita pelo governo.
Depois de se graduar como bacharel, ela foi fazer pós-graduação em
Harvard, onde recebeu seu diploma de mestre em Ciências Políticas
em 1945. Isso não é para insinuar que a Phyllis seja melhor que
ninguém, mas prova uma coisa: qualquer mulher que esteja disposta
a se dedicar para ser bem-sucedida, será.
E a Phyllis é bem-sucedida, o que é outra razão para que ela seja
alvo dos ataques feministas. As feministas não acreditam que as
mulheres possam ser bem-sucedidas no “patriarcado”, e em qualquer
medida que sejam, elas devem isso ao movimento feminista. Mas a
Phyllis conseguiu ter êxito e um grupo nacional de adeptos antes do
movimento feminista criar asas. Ela escreveu e editou seu primeiro
livro, A Choice Not an Echo, em 1964 e vendeu inacreditáveis três
milhões de cópias. Embora grande parte das mulheres — grande
parte das pessoas — não seja tão ambiciosa quanto a Phyllis (aos
86 anos, ela continua a trabalhar dia e noite), o caso dela prova que
ninguém barra as mulheres se elas quiserem conquistar o mesmo
nível de sucesso.
em conjunto com a
Ainda assim, a decisão de escrever um livn
Phyllis não foi fácil. Eu não só estava preocu

27
cie nepotismo (nunca tinha trabalhado com a Phyllis cic nenhuma
forma nem pedi a ela para fazer qualquer coisa em meu nome), a
phyllis é uma conservadora convicta. Eu sabia que, ao pedir a cla
que escrevesse um livro comigo, eu seria acusada por associação, c
não tinha certeza se queria passar por isso. Diferente da Phyllis, cu
não sou o que voce chamaria de conservadora fiel. Eu sou mais o
tipo de conservadora independente, se é que isso existe.
Para ser bem honesta, nem sempre quis que as pessoas soubessem
que eu era sobrinha da Phyllis. Lembro-me do nome dela surgir
durante uma aula da faculdade. Embora não me recorde o que meu
professor disse sobre ela, posso lhe garantir que não foi nada positivo
ou gentil. Claramente, meus colegas de classe concordaram com a
opinião negativa do professor sobre a Phyllis (as mães feministas
tinham lhes ensinado direitinho), pois todos reviraram os olhos e
riram — nessa hora eu me encolhi rapidamente na cadeira.
Eu já não me encolho mais na cadeira.
Você (ou mais provavelmente sua mãe) concordando ou não
com a política da Phyllis Schlafly, um a coisa é indiscutível: a Phyllis
sabia que o feminismo era um a farsa m uito antes de outras pessoas
trazerem isso à tona. Ela tam bém sabia que tinha um monte
de modelos exemplares femininos que não seguiam as regras
feministas. “Para um a m ulher encontrar sua identidade no mundo
moderno, ela precisa seguir o caminho das m ulheres confiantes que
encontraram a estrada e têm o mapa, em vez de seguir aquelas que
não encontraram”, Phyllis escreveu em seu livro: The Power of the
Positive Woman. Ela redigiu essas palavras em 1977, depois de ter
tido seis filhos e antes de se form ar em Direito pela Faculdade de
Direito da Universidade de W ashington.3
O que faz da Phyllis um excelente m odelo para os conservadores
de hoje é que ela não teve m edo de falar a verdade na frente do
império da imprensa liberal, e p o r causa disso ela foi ridicularizada.
I ,,í o '" hi uma im nrm líi coragem para enfrentar as mulheres
(h mí' ),a naM,,,*líl *1” k- i. I.cinbrc-sc: isso foi antes da Fox News,
internet e programa', de entrevistas de rádio. A Phyllis sabia tudo
'.obre o i\(-s rriídiát i( o antes dele se oficializar, e, corno Sarah Palin,
ela foi at,n ada, liuifiilliaíla e ridicularizada. A mídia vai fazer o que
for po /,í /el para minara causa conservadora, especialmente quando
for confrontada por mulheres fortes, de mentalidade tradicional.
A Pbyllís e eu tenros mais uma coisa em comum: eu, também,
eeí o que '• eer alvo do viés feminista. Publiquei meu primeiro livro,
7 t /lylh'. of Workíny Molhers, em 2004. Nele, eu abordei o conflito
natural entre ter filhos pequenos e carreiras exigentes. De maneira
nada surpreendente, a mídia não ficou nenhum pouco feliz com o
livro, (barol Un, âncora da CNN na época, me disse que meu livro
"causou um alvoroço em todas as mulheres na CNN”. A revista
(Aamour classificou meu livro como “Don’t” [evitar] em sua seção
"Dos and Don’ts” [o que fazer c o que evitar]. Logo abaixo do The
War on Choice, um livro pró-aborto que as editoras recomendavam
corn veemência.
Quando se trata de falar o que se pensa nos Estados Unidos, a
mensagem é evidente: é melhor você ser politicamente correta (uma
feminista; ou tome cuidado. Nunca diga o que a mídia não quer
ouvir ou eles vão persegui-lo com ímpeto.
Felíz.mente, as conservadoras têm estrutura de ferro. Isso
porque sua crença é fundamentada no bom senso, na sapiência e
no raciocínio independente. As mulheres modernas trazem uma
interpretação particular ao conservadorismo. A embalagem pode
ser diferente (vestido simples e salto alto estão ultrapassados; roupa
de ginástica e tênis estão na moda), mas a marca é a mesma.
Esperamos sinceramente que este livro ajude a apoiar os
americanos que não acreditam que as mulheres neste país são
oprimidas, que sabem que o governo não é a solução para os

29
problemas das mulheres, que não acreditam que o casamento e a
maternidade são instituições antiquadas, que acham que os homens
são tão importantes quanto as mulheres, que pensam que os papéis
de gênero são virtuosos c existem por uma razão e que veem a
grande mídia pelo o que ela é.
Você não precisa concordar com tudo o que estiver nestas páginas
— as conservadoras sabem aceitar opiniões que não estejam de
acordo com as delas — você só precisa ter a cabeça aberta o bastante
para considerar uma perspectiva diferente. E essa perspectiva é-
você pode ser uma mulher forte, poderosa e até mesmo liberada —
e ainda ser conservadora.
Eu sempre soube. Está na hora da América saber disso também.
LAVAGEH CEREBRAL

Quando o povo adota um ponto de vista em massa, se interrompe


todo o pensamento crítico.

— William Powers

Quando se fala de mulheres nos Estados Unidos, progresso é


a palavra-chave. De acordo com o Free Online Dictionary, progresso
significa “melhoria constante em uma sociedade ou civilização”.
É um termo relativo; de que forma melhorar algo é totalmentc
subjetivo. Mas quando falamos de mulheres na América, progresso
nunca é definido, debatido ou classificado. O tópico é ilusório
já logo de início. Mm
Nas últimas décadas, tem sido amplamente aceito qUe as mulh
nos Estados Unidos com frequência, se não sempre, ficarn ****
a menor fatia do bolo. De acordo com as feministas, as m u lh ^
assim como os negros têm sido oprimidas por séculos. Falaram pa^
gente que não houve progresso o bastante e que a sociedade ainda
não criou condições de igualdade. Essa filosofia está tão incrustada
em nossa cultura que os americanos nem questionam. Nem sequer
rotulamos pensar dessa forma com o ser “feminista”; é simplesmente
comum acreditar que as mulheres sofrem discriminação. Ligue
a televisão, folheie uma revista ou sintonize uma rádio americana,
e você será imerso em casos de mulheres que querem saber como
satisfazer suas necessidades da melhor maneira ou como equilibrar
melhor suas vidas ou com o podem lidar com a miríade de problemas
e perigos que enfrentam. As queixas femininas predominam.
Mas queixas são com o ervas daninhas: quanto mais calor elas
recebem, mais elas se espalham. E é exatamente o que aconteceu
com a mulher moderna. As organizações feministas até estimulam
o crescimento das queixas com sessões de grupos de reflexão, em
que as feministas partilham histórias de com o um homem qualquer
as maltratou e qual deve ser o papel do governo como forma de
compensação. (Ver Resoluções da NOW sobre a Emenda dos
Direitos Iguais no Apêndice C.)
Enquanto isso, escondida por detrás das aparências jaz a verdade:
as mulheres americanas são os seres humanos mais afortunados que
já existiram. Ninguém vive melhor. Ninguém.
Essa é uma visão nova para um debate antigo, aquele que provoca
espanto. Até m esm o soa errado num pedaço de papel ou saindo da
ponta da língua. Isso porque os americanos foram condicionados
a acreditar no contrário. M ilhões de americanos acreditam que
para o progresso existir é necessária a lib e rta ç ã o das mulheres —"
libertar-se dos hom ens, dos filhos, dos conceitos da sociedade, de
tjiiaac tudo que faça a m ulher se sentir moralmente obrigada a
alguém ou alguma coisa que não seja ela mesma. A parte mais
triste dessa visão equivocada da natureza humana é que isso
não tem tornado as mulheres mais felizes. Na verdade, tem feito
ju stan u n te o contrário. De acordo com o relatório de 2007 do
D epartam ento Nacional de Pesquisa Econômica, “conforme as
mulheres conquistaram mais autonomia, mais educação e mais
poder, elas se tornaram menos felizes”.1
Os autores desse relatório, Betsey Stevenson e Justin Wolfers,
revelam que o auge do movimento das mulheres alimentou
a euforia na década de 1970 que se dissipou nos anos seguintes”.2
Não é de se surpreender. A maior parte das mulheres nos Estados
Unidos é um bando de centro-direita e não quer o mesmo que
as mulheres de esquerda. A maioria das mulheres neste país
é tradicionalista e não quer mudar a América.
As feministas, sim. Por décadas elas tentam convencer as mulheres
de que a América precisa abrir espaço para elas, dessa forma as
mulheres serão desacorrentadas, libertas e supostamente felizes.
É um conceito encantador. Claro que as mulheres gostam da ideia
de se livrarem das responsabilidades ocasionalmente; elas podem
gostar do pensamento de ficar livre dos maridos e dos filhos de vez
em quando. Quem não gostaria? Casamento e maternidade exigem
muito trabalho e sacrifício. Mas as mulheres não querem ser “livres”
se isso significar ser solteira, dependente do governo ou mesmo ser
uma força soberana sem tempo para a família. Nos Estados Unidos,
muitas mulheres desejam o que qualquer pessoa sensata deseja:
uma família para am ar e, sim, até mesmo ser dependente.
As esquerdistas querem algo mais. À medida que nos
aproximamos de um novo século — e de um novo milênio — são
os hom ens que têm de progredir através de uma nova maneira
de pensar sobre si mesmos e a sociedade”, escreveu Betty Friedan

33
„a edição dc 2001 de seu famoso livro de 1963: Mtsiicn hmuUiu,
"f, uma pena que as mulheres não possam fazer isso por d c„ (U| ^
muito mais longe sem eles, porque é impressionante observar com«
as mulheres mudaram as possibilidades de nossas vidas desde qvie
rompemos a mística feminina apenas duas gerações atrás,"'
Hssas poderosas palavras ajudaram a moldar uma geraçfto de
mulheres americanas. Está implícito na visão de mundo de Friedan
— uma visão que muitos americanos foram ensinados a aceitar
a ideia dc que as mulheres são oprimidas, e os homens são aqueles
que precisam mudar. A Friedan acreditava que as condições eram
severamente desfavoráveis para as mulheres. A única maneira de
acabar com a opressão feminina, ela disse, é mudando o homem e
a sociedade, a fim de criar uma América diferente, um a América que
seja mais favorável e justa para as mulheres.
Aqueles convencidos de que Betty Friedan saiu da moda, não
deveriam. Suas palavras ainda vivem nas mentes de esquerdistas
femininas influentes cujos objetivos não são diferentes dos
objetivos da Friedan. Em novembro de 2009, Maria Shriver,
junto com o think tank de esquerda do Centro para o Progresso
Americano, produziu um documento com exaustivas quatrocentas
páginas intitulado The Shriver Report: A W om arís N ation Cfuinges
hverything. Seu argumento principal é que as políticas e leis
governamentais “continuam dependentes do modelo ultrapassado
da família americana”.4
Shriver e companhia — da qual inclui Oprah Winfrey — buscam
remediar esse suposto problema mostrando que não vivemos mais
em um mundo masculino” e que agora vivemos em um "mundo
feminino. Elas consideram a família tradicional uma coisa do
\ assado, o que para elas é ótimo já que o que as feministas querem
mesmo é um matriarcado. E agora elas admitiram. The Shrh vr
Report se orgulha:
À medida que entramos para essa fase que chamamos nação da
mulher, as mulheres podem transformar seu papel principal de
assalariadas, consuimdoras, chefes, formadoras de opinião, parceira,
de mesmo n.vel em tudo o que fazemos numa força poderosa em
busca da m udança. O poder da economia emergente dá às mulheres
um novo lugar à mesa — a ponta da mesa.5
Em cada mtervalo de alguns anos, a Time e a Newsweek
perguntam : “O feminismo morreu?” Não morreu. Embora as
pessoas associam o feminismo com a revolução da década dc
1960, quando o feminismo começou, o feminismo e as feministas
não desapareceram só porque não fazem mais passeatas nas ruas.
Elas simplesmente se livraram dos protestos barulhentos c se
transform aram na essência da sociedade. A política de esquerda
ofereceu às feministas um lar, um lugar onde das poderiam ficar
à vontade (junto com os Barack Obamas do mundo) e traçar sua
estratégia para “transform ar radicalmente” a América.
Não estamos exagerando. The Shriver Report foi entregue a todos
os diretores executivos da Fortune 500, a todos os 535 membros do
congresso e ao presidente Obama, que respondeu: “Quando penso
em política, penso constantemente sobre como podemos oferecer
mais recursos para que as mulheres possam prosperar
Se o feminismo parece estar morto, é somente porque a mídia
raram ente usa o term o feminista, já que isso faz com que o feminismo
pareça um a corrente predominante, em vez de um movimento não
convencional.
Nos cam pi universitários por toda a América, entretanto,
o fem inism o é corrente predominante. Abundam cursos sobre
Estudos das Mulheres, e milhões de mulheres impress.onáve.s se
m atriculam nesses cursos. Mas repare que eles "»o chamam os
cursos de Estudos Feministas (o que sena o titulo c , P<> <1
o term o mulheres sugere que todas as mulheres pensam da mesma

35
,oinUi ou drvem p*n**r nyr*m‘' *omu1, ( l*»iwb6 ii é por j,^
X{M < preíerívd vlianiar "nmvimfitlo da* mulluwii" a “movimento
IrmioiM»!*') Apesar disso, ' m *°* ilc l »»tiuíoh <I»is Mulheres mao
tlUaen\ grande parle das mulheres o» uiim .h não i Ao nada m«i»
1|Ue doutrinado feminista, Os professores ensinam que género
uAo é um taU> natural ou determinado biologicamente, e sim
um conceito social ou «unblcnlal criado pelo ensino tradicional
estereotipado, Assim eles consideram supondo que as mulheres tém
sido subordinadas e discriminadas por um patriarcado masculino
injusto e que é necessAria a as Ao do governo através das assembleias
legislativas e tribunais para dar As mulheres os seus direitos.
Algumas universidades admitem publicamcntc seu viés. Um
curso na Universidade de Missouri afirma que as instituições dos
Fartados Unidos, especialmente a mídia, o sistema jurídico c os
grupos profissionais de medicina, exercem um controle social
sobre as mulheres para promover as desigualdades de género.
Os cursos da Universidade de Missouri atacam a feminilidade como
"uma ferramenta de auto opressão" , e os cursos sAo francamente
descritos como "um c urso de formação para feministas radicais cm
feminismo radicar."
O departamento de Estudos das Mulheres da Universidade Miami
em Ohio também deixa claro que seus cursos sAo organizados cm
torno da teoria feminista radical. Para obter o diploma de Estudos
das Mulheres, o primeiro requisito para a tese de graduação é que
esta deve incluir as perspectivas feministas".* As leituras obrigatórias
comuns da l Iniversidade do Arizona sAo: ('opitalist Patriarchyand the
( iix* for Sooiilist Irm in is n i, Sexiuil D cm ocnuy: Wonten, Oppression
oh J h n v lu tio n e / /ie RoJicol Futuro of l.iborul Fctninistn.
O que acontece depois que as estudantes participam desses cursos?
Muitas mulheres ficam desanimadas ou confusas. Afinal de contas,
o título Estudos das Mulheres soa inocente — as alunas pensam que
vão estudar coisas importantes ou de seu interesse, como a história
do papel da mulher na sociedade, casamento, trabalho, maternidade
e as conquistas femininas. Elas não percebem que estão entrando
na cova dos leões, onde professoras descontentes encherão suas
cabeças com propaganda de esquerda.
É o que a Megan Basham afirmou ter acontecido com ela. Em seu
livro de 2009, Before Every Successful Many a autora escreveu sobre
a vontade de depender da renda do marido para que ela pudesse
viver uma vida em ritmo mais lento e concentrada na família.
Recém-casada e sem filhos na época, Basham se sentia confusa com
sua vontade. Ela sabia que queria uma vida que permitisse ficar
em casa com os futuros filhos e ter a flexibilidade para se dedicar
a outros desejos que pudesse ter, mas ela se sentia desconfortável
por ter apenas uma fonte de renda na família, já que os costumes
asseguram ser um objetivo irrealista.
Estava preocupada, pois se havia alguém para nos tirar da vida de
ter dinheiro só para pagar as contas, essa pessoa seria eu; e apesar de
ouvir a voz da minha professora do curso de Estudos das Mulheres
gritando na minha cabeça: “Ora, e por que não deveria ser você?”,
essa possibilidade despertava em mim uma amargura leve, porém
crescente.10
O viés feminista no campus universitário não é relegado às
aulas de Estudos das Mulheres. A maioria dos programas de artes
liberais defendem essa mesma ideologia, portanto a reprimenda
também atinge os homens. E quando as universidades convidam
palestrantes mulheres, geralmente elas são feministas. Lauren
Rhodes, estudante universitária, assistiu a uma das tais palestras.
Aos dezenove anos, Rhodes estava convencida a contrariar o status
quo e esperar para ter relações sexuais até que encontrasse “o alguém
especial”. Infelizmente, ela assistiu a uma palestra da blogueira e
autora feminista Jessica Valenti. Rhodes não sabia o que realmente

37
unw feminista. Ela imaginava que Valenti fosse fortalecer a ideia
sltMV manter*sc firme com sua decisão e fazer o que sentia que fosse
o melhor para ela como mulher.
No fim da palestra, Rhodes estava desanimada e revoltada.
A VMenti passou grande parte de uma hora dizendo para as
estudantes que a mulher deve se sentir à vontade para ter vários
parceiros sexuais sem ser criticada. A única razão pela qual algumas
mulheres hesitam em se envolver em relacionamentos sexuais
passageiros é porque os conservadores consideram a castidade
com o algo a aspirar, ou porque eles dizem às mulheres que o sexo
casual e perigoso. Ela disse que essa é uma manobra assustadora,
usada para reprimir as mulheres e mantê-las virginais.
Casos como os de Basham e Rhodes são exemplos de manuais
de como as americanas foram ensinadas a pensar de uma forma
que vai contra os seus valores. A atual cultura feminista tem sido
tão implacável e traiçoeira que é impossível as mulheres evitarem
a pressão. Elas são bombardeadas com a retórica e as suposições
feministas por todos os lados — das próprias mães baby boomers
ate as professoras da faculdade, das chefes até as mulheres na mídia.
As mulheres de hoje são criadas em uma sociedade que as
incentiva a fazer o que acham que vai torná-las felizes. É uma
tendência que desmente o senso comum, a sapiência e um senso
básico de equidade. Também está em contraste gritante com
a lorma como as gerações anteriores de mulheres foram criadas,
ainda condenada. A noção do bem da família (uma filosofia
enfaticamente conservadora) foi suplantada pela visão esquerdista
de ser fiel a si mesmo. “A mensagem feminista às mulheres está
inextricavelmentc ligada à mensagem individualista”, escreveu
a autora e palestrante tamosa Dra. Jean Twenge no Generation Me. "
A TIR C E IR A o n d a d e f e m in is t a s
EXTREMISTAS

Há dois grupos dc feministas nos Estados Unidos: as feministas


extremistas c as feministas de elite. As feministas extremistas
orgulhosam ente referem a si mesmas de feministas e se rotulam
de terceira o n d a ’, a fim de distinguirem-se entre suas mães baby
boomers, que são chamadas de feministas da “segunda onda”. Essas
feministas extremistas são mulheres na casa dos vinte e trinta anos
como a Jessica Valenti, que falam sem parar sobre a erradicação do
sexismo. A senhora Valenti lança várias vezes a palavra “misoginia”
(ódio às mulheres) e está sempre dizendo às americanas que elas são
oprim idas: “Agimos como se o ódio dirigido às mulheres fosse algo
que pudesse ser tratado com uma conversa dura e severa, como se
a misoginia em butida na nossa cultura fosse uma criança rebelde
em vez de opressão sistemática”.12
O utras feministas extremistas são mulheres como as
autoras/ativistas Jennifer Baumgardner e Amy Richards. Apesar
dessas m ulheres terem um grupo de adeptas, seus valores nunca
serão aceitos pelas americanas comuns, pois elas exageram demais
na visão dc esquerda. Por exemplo, Richards, que mora em
M anhattan, escreveu um artigo em 2004 para o New York Times
falando sobre sua descoberta em estar grávida de trigêmeos (sem
o uso de m edicam entos para fertilidade). Sem ser casada (e satisfeita,
já que Richards cresceu sem pai e insiste em dizer que não sente
falta de algo que nunca teve), Richards ficou grávida do nam orado
de longa data, Peter.
Q uando foram a um a consulta com o obstetra para fazer um
ultrassom e Richards descobriu que estava grávida de trigêmeos,
ela se virou para o m édico e perguntou: “Será que é possível se livrar
de um deles? O u dois?”'J Richards relatou com ousadia o episódio

39
• do New York Time. c dccrcvru .... fr.«,*.» «»«vl.l-,
nUm ar" f fin,,« sabendo d o . trig ém « * . • « " « O " foi! ........
QUín ° mudar para Staten l»land. N um ., n u k vou po.lw .„ |t ,|.

zzz*«■*— ^ * r ...
Afazer compras no Costco e com prar p ole. gHpmtc. dr .......... .
r*
Até
f mesmo nos
P momentos em que h pen»ci
y ler o . t r í . f.lHo., .10 fiimlo
acho que jamais levei isso em cons.deraSâo.
Richards pode ser uma anomalia até m c .n o p a r. «. frm ln k l« ,
mas nenhuma esquerdista que K pre/e lhe neRari. o "dlMln"
de fazer aborto ou a redução seletiva m am o que cm ara. lo de forni,
tão egoísta e ultrajante. É fato consum ado que a mulher gMvId.
agora pode “considerar” se quer ou não trazer um bebé p ar. c..e
mundo. No entanto, pró-escolha ou náo, a maioria tias amerhanas
expressa choque com a atitude c com portam ento de mulheres
como Richards. É por isso que as feministas extremistas mio sAo
o problema.
É com o outro grupo que precisamos nos preocupar.

A ELITE FEMINISTA

“Algo especial acontece quando se reúne um grupo de mulheres


poderosas em uma sala... e fecha-se a porta.”11 Assim comera
o livro publicado em 2010, Secrets o f Powerful Wornctt, uma colégio
de ensaios feitos por mulheres esquerdistas, m uitas das quais
sao políticas. O livro compartilha histórias dc m ulheres de SUtCSHO
e incentiva as jovens a seguir suas ambições profissionais. O livro
ma representar ambas filosofias políticas, mas tal coisa mio
e. Dentre mais de vinte mulheres, som ente uma minoria é
^ J Cana e n*° somente qualquer republicana, c sim feminiíMs

40
t' mulher de ser dona do próprio corpo é totalmente
fondamental pai a o nosso sucesso como civilização. Os regimes mais
opressivo* do immdo miram naqueles que libertam as mulheres
do* grilhões da ignorância ou servidão. O que inclui a “servidão”
ivprodutiva, e paralelos podem .ser traçados em nosso próprio
pais* esv reveu Susan Hevan, co-presidente da Republican Majority
tor t houe,^
As americanas de hoje sabem que a mídia é, por via de regra,
liberal, se nao abertamente esquerdista. (Para colocar o viés
midiativo em perspectiva, durante o ano eleitoral de 2008, 1,160
luucioUiUios vias très principais redes de comunicação — ABC,
NIU ' e ( BS contribuiram com mais de um milhão de dólares
para os candidatos democratas. Hm contrapartida, apenas 193
tutu tonai ios contribuiram com um total de US$ 142.863 para
os candidatos republicanos.) Mas quando pensamos na mídia,
muitas ve/es pensamos só em televisão e rádio. Outro braço do
vies liberal e o setor editorial, que conta com livros como Secrets
ol l\nvertul Wotnen, tanto quanto dezenas de revistas femininas
que sao uma parte signiticantc da instituição liberal. Myrna Blyth,
e\ editora da Hnlies' Home journal desmascarou suas ex-colegas
no livro Sfnn Sisters: How the Women ofthe Media Sell Unhappiness
and l d'craltsm to the Women of America. Ela escreveu: “As revistas
femininas, um setor de quase US$ 7 bilhões por ano, se baseiam
em contar para as mulheres que suas vidas são muito duras e que
elas deveriam sentir pena de si mesmas. Essa visão distorcida da
vida e totalmente maluca”.1
A esta altura, muitos compreendem que existe uma guerra
cultural na América entre pessoas de direita que querem preservar
as tradições do país e as pessoas de esquerda que querem mudar
a América, mas o viés fem in ista no geral não é reconhecido como
uma parte essencial do viés midiático. No entanto, uma parcela
significativa da política de esquerda nos Estados Unidos é do * X()
feminino, e elas convenceram os americanos que as mulheres sào
vítimas de um a sociedade patriarcal injusta e que devem esperar
que o governo repare as injustiças.
Para ter uma ideia de quanto im pregnante está o viés feminista,
avalie este comentário feito pelo autor cam peão de vendas e ex-
jornalista da CBS, Bernard Goldberg: “C onheço alguns dos principais
produtores homens que preferem cam inhar descalços sobre cacos de
vidro e beber desentupidor de ralo a ter que enfrentar a patroa em
casa depois de aprovar m atéria sobre os exageros do feminismo’’.18
Além de influenciar produtores de mídia, a elite feminista tem
outra vantagem: os hum anos são suscetíveis ao complexo de vítima.
Já que é bem mais fácil fazer acusações que aceitar críticas, para
as feministas não é difícil unir forças. Após a Suzanne escrever em
seu blog um artigo depreciativo sobre o argum ento do secretário
de educação Arne D uncan de que as escolas nos Estados Unidos
deveriam ficar abertas “quatorze horas por dia, sete dias por
semana, onze a doze meses por ano”, um hom em com entou que
perm itir que as mães deixem os filhos na escola o tem po todo seria
uma boa ideia, já que isso as libertariam . Ele escreveu: “Sua querida
‘família americana’ vai bem , se é que um dia isso realmente existiu.
Talvez para você valha a pena m anter as m ulheres reprimidas,
assim elas podem se sentir presas a casam entos sem am or, gerando
descendentes do m arido, mas eu concordo que gente seja autorizada
a ser gente”. É evidente que esse leitor enxerga as m ulheres como
vítimas da instituição familiar.
De fato, as feministas têm m anipulado a natureza hum ana
em seu proveito: elas sabem que é fácil as pessoas sucumbirem
à vitimização. E é por essa razão que se você pedir a um a feminista
para definir o fem inism o, ela lhe dará a resposta clássica e fictícia:
Fem inism o consiste nos direitos iguais para as m ulheres.

42
Kssa definição benigna, mas muito errada, dá às pessoas a impressão
de que o feminismo í algo bom. Afinal de contas, quem é que nã
acredita em direitos iguais? Mas o feminismo não consiste em
direitos iguais de jeito nenhum.
Feminismo consiste em poder às mulheres de esquerda.
F, por isso que você raramente ouve as mulheres na mídia
vangloriarem mulheres bem-sucedidas como a Condoleezza
Rict. Não im porta quanto rica ou importante ou inteligente
ou privilegiada uma mulher possa ser, as feministas ensinam que
o sucesso está além do alcance dela, pois o machismo institucional a
oprime. E quando uma mulher conquista o sucesso tanto como mãe,
quanto esposa e profissional, as feministas se sentem diretamente
ameaçadas, pois isso prova que a maternidade não é opressiva.
Q uando Hillary Clinton perdeu a indicação de candidatura
à presidência pelo Partido Democrata para o Barack Obama, as
feministas protestaram contra a injustiça daquilo. A Gloria Steinem
deu sua opinião à CNN dizendo que “é claro que existe um forte
m achismo”. Ela lamentou que Hilary não tinha como quebrar
a “barreira à ascensão”, pois “ainda existem preconceitos e obstáculos
por aí”, e se queixou que as mulheres acham “difícil ser competente,
bem-sucedida e aceita”.19 Pelo contrário, mulheres não são malvistas
por serem com petentes e bem-sucedidas. Elas são malvistas quando
choram ingam por serem oprimidas, porque grande parte dos
americanos sabe que isso é falso.
O que separa as feministas de elite das feministas extremistas
é que as feministas de elite não referem a si mesmas como feministas.
Essas mulheres são jogadoras políticas astutas. Ao evitar o termo,
elas fazem a agenda feminista parecer convencional. Algumas dessas
mulheres expressam abertam ente suas opiniões (sem citar o palavrão
que começa com a letra F), outras atuam nos bastidores para reunir
forças às suas causas de esquerda. Elas se reúnem com o comitê de

43
revisáo para dar su b s id io federais um as as outras a fim de anafe*
jssuntos que som ente interessam a elas mesmas. Cada nova lei qUe
Cl .s criam carrega centenas de m ilhões de dólares para despesa
de clientelismo feminista", escreveu a jornalista e autora Kate
O Beirne no Women Who Make the World Worse.» Elas também
lutam contra subsídios para pesquisadores que possam descobrir
informações que as feministas não querem que as pessoas saibam.
O que as feministas de elite fazem é insidioso; é por isso que elas
são mais perigosas que as feministas extrem istas, que pelo menos
são honestas com o que elas defendem . Por o u tro lado, as feministas
de elite são furtivas — e vivem cm tam anha bolha que acreditam
honestamente que o que elaspensam é o que qualq
racional pensaria.
Esse é o motivo principal do viés m idiático liberal. C om o Bernard
Goldberg explica em seu livro de 2001, Parcialidade, o viés liberal
não equivale a um bando de liberais à toa conspirando com o eles
distorcerão os fatos e m entirão para os am ericanos, o que seria fácil
identificar. O viés m idiático é enganoso. Refere-se à arrogância dos
jornalistas e a m aneira sutil com o eles m anipulam as notícias. Essa
turma não distorce os fatos de propósito; eles realm ente acreditam
que todos pensam da mesma form a que eles. Eles não conseguem
entender que existe um a perspectiva alternativa na qual se pode
enxergar um assunto, sobretudo se tra ta n d o de m ulheres. E é por
esse motivo que eles vão atacar o livro que você está lendo agora.
“A maioria dos jornalistas com quem conversei vivem em tam anha
b ru m a que nem seq u e r c o n sid e ra m a O rg a n iz a ç ã o N acional das
Mulheres como um grupo liberal de interesse especial”, escreveu
Goldberg.21

Quem são as feministas de elite? Elas são professoras, advogadas,


jornal,stas, escritoras, juízas, atrizes, burocratas, psicólogas e
ativistas - e contam com muitos nomes conhecidos: M aria Shriver,

44
Vk v v vV.Nv M<it v i b o n u s , \ \ hoopi Goldberg, Joy Behar, Hillary
v \a l\soea. M ichelle Obama, Ruth Bader Ginsburg,
V si' 'a . •.a.rv.^toa, xdoria Steinern, Susan Sarandon, Patricia
V'st *v\ M artha Mark protesto fracassado sobre o Torneio Masters
sV v v'’ * v 's- v l ' rJ-•stvii, Barbara \ \ alters, Meredith Vieira, Diane
Sa^'o:, va.e V s v ò n a n , Eleanor Smeal, Maureen Dowd, Naomi
•'s', : 'v : 'vs‘: Co m rame Ate nólogps du Vagina), Susan Douglas,
. v j :• s""*\i:'. v atoi Evans e tam bém a Oprah. Além de quase
v o a s .;> **. "v. es sie H o.lvw ood e d o m un do académ ico.
V
itrr.uètKU e o que tussas mulheres tèm em comum,
e eus JKrev. tam que sabem o que e melhor para as mulheres.
"tente. toda a sua visão de mundo (sobre homens, sexo,
traba v \ casamento, maternidade e política) é alimentada pelo
“a hmv.-.Hsta A orno lí lo na Steinem reiterou em um discurso
,v abertura via terceira conferencia anual da Woman and Power:
“ V rbamos slogans mora\ ilhosos. como: estamos nos tornando os
v::w v< que queremos nos casar”.” ) Ja que a elite feminista pensa
q. e sabe tudo. elas são cruéis com qualquer um que pensar de forma
yi.terente. O .Virets et Pewertul Wotneri contém apenas feministas
cvvno e\empk\s reais de empreendedoras e conta tudo o que você
precisa saber sobre o viés da elite feminista.
B:’.l O Reilb esta certo: existe uma guerra cultural nos Estados
1'mdos, mas não e apenas entre conservadores e liberais (ou, nas
palavras dele. tradicionalistas e progressistas). Essa guerra também
existe entre as mulheres conservadoras e as mulheres liberais.
Professor de Política da Universidade de Virgínia, Steven Rhoads
escreveu em seu livro Takniç Sex Differences Seriously: “As mulheres
estão divididas entre uma maioria que e tradicionalmente feminina
e outras que são mais parecidas com os homens .* As mulheres
que são “mais parecidas com os homens são teministas elas
tem deseiado a vida dos homens desde o começo.

45
o problema é que a maioria das mulheres nos Estados Unidos
não tem poder — as feministas têm. E as feministas influenciam
tanto liberais quanto conservadores para obedecerem à mensagem
feminista. A melhor definição do feminismo foi apresentada
recentemente pelo Feministing de Jessica Valenti no Washington
Post. “O feminismo é uma análise estrutural de um mundo
que oprime as mulheres, uma ideologia baseada na ideia de que o
patriarcado existe e precisa acabar .*4
Embora essa visão negativa das mulheres e de seu papel
na sociedade não seja identificada pela maioria das mulheres
americanas (a maioria das mulheres na América não se sente
oprimida), a elite feminista continua a promover sua agenda pessoal
em vez da agenda do povo americano. É por isso que é fundamental
que os americanos percebam que as feministas são a força motriz
por trás de grande parte da mudança deste país, e elas têm o Barack
Obama como um amigo poderoso. A menos que os conservadores
percebam e desmascarem as esquerdistas pelo que são — e pel
O que estão fazendo - é provável que as esquerdistas consigam o
que desejam. 6
E ° que elas <lueren1>conforme uma nova pesquisa confirm
não torna as mulheres felizes. ™ a’

46
2 .

FEMINISMO PARA INICIANTES: SEM CENSURA

De todas as tiranias, aquela praticada sinceramente em prol de


suas vítimas talvez seja a mais opressiva.
— G S. Lewis

As feministas querem que as pessoas acreditem que o feminismo


começou com as sufragistas do século XIX, mas não começou.
A palavra feminista não se tornou clichê até a revolução
contracultural dos anos 1960, quando as mulheres saíram às ruas
em nome da “igualdade” e “liberação”.
Betty Friedan é reconhecida por ser a líder do que hoje se entende
como a “segunda onda do feminismo”. Baseia-se nas feministas da

47
de I*60 que supostamente retomaram de onde as sufragistas
pararam. IV tato* os dois grupos nào tém nada em comum.
A$sufragistas lutaram (e venceram em 1920) pelo direito de voto das
mulheres em todos os cinquenta estados, mas elas eram mulheres
que se baseavam na família e nào tinham vontade de erradicar
a nature/a feminina* Definitivamente, elas também eram contra
o aborto. As feministas dos anos 1960 (e posteriores), por outro
lado* nào sào a favor da família. Além de enxergarem o aborto
como uma questào de "direitos" das mulheres, elas veem o lar
como uma prisào.
Com a mudança da obrigação moral para autorrealização
arrastando o país* Friedan identificou o que ela chamou de
"o problema que nào tem nome": o drama da dona de casa
suburbana* que, de acordo com a Friedan, se sentia enjaulada,
sozinha e entediada. Isso foi tema de seu livro publicado em 1963,
Misticii FcrniniruL
O livro de Friedan foi dirigido às donas de casa dos Estados
Unidos* ia que ela pensava que sabia como era a vida dessas
mulheres. Màe de très filhos* Friedan descreveu sua vida doméstica
da seguinte maneira: "A mulher americana não pode negar que,
como dona de casa, o mundo passa correndo pela porta enquanto ela
so senta e assiste. O medo que ela sente é real”. Ela também escreveu
que é possível aliviar a angústia da dona de casa com pílulas, mas
o desespero e um aviso de que sua vida está em perigo”.1
Hssa e uma declaração séria. Será que a Friedan realmente estudou
a maioria das mulheres daquela época, como os americanos foram
levados a acreditar, ou ela descobriu algo sobre si mesma e sua
P pria vida. Afinal* Friedan nào era uma dona de casa comum (ela
envolveu com política marxista antes de se casar).
. .. P ~ nào percebem que todo movimento das mulheres
em uma \ isào marxista do mundo. O feminismo é um
rumo do socialismo, ou coletivismo, inspirado num movimento
soòopohtko que tenta criar uma sociedade sem estado, em que
as decisões políticas seguem o que é (supostamente) melhor para
a sociedade. O feminismo, igual o comunismo, depende da
aceitarão de uma classe oprimida. “O feminismo encontrou uma
causa comum com a ideologia comunista. Acabar com a família
não toi incidental, e sim fundamental para essa ideologia”, escreveu
a autora e jornalista Kathleen Parker em seu livro revolucionário
Ntve the Males.1
Na verdade, Betty Friedan não era uma mulher comum. Ela veio
de uma família instável e entrou em outra família instável quando se
casou com Cari Friedan. O casamento deles foi um desastre (ambos
se agrediam fisicamente), e as necessidades dos filhos a desarmou.
Para Friedan, a vida doméstica foi opressiva, então ela presumiu
que a vida doméstica de todas as mães fossem opressivas. Em vez
de tentar superar os problemas e oferecer às mulheres soluções de
superação, Friedan forjou um problema social. Ela afirmou que
a sociedade tinha culpa pela situação da dona de casa americana,
que vivia em um “campo de concentração confortável”, escreveu.3
(Aí está o marxismo de novo.)
Sabendo que não poderia atrair as mulheres defendendo o
marxismo, Friedan tirou proveito de algo do qual sabia que as
mulheres poderiam se relacionar: o esgotamento físico e mental de
criar filhos pequenos. No livro Mística Feminina, ela afirmou que
a devoção de uma mulher ao marido e aos filhos é um sacrifício de
tanta grandeza que, inevitavelmente, atrasa seu crescimento como
indivíduo. Criar filhos, declarou Friedan, é uma ocupação ingrata
que não perm ite que as mulheres usem sua inteligência de uma
forma que beneficie a sociedade. Ela não reconhecia a vantagem
económica de qualquer sociedade quando as maes, por puro
dever e amor, executam a maravilhosa tarefa de criar bebês para se

49
. lllUos amadurecidos. Devido ao fato de Betty Fnedan
tornarem *> fo. incapa7 dc dar de b o m grado sem esperai
desetar va u as. <. • conseguia entender com o outras
«" alg« cm tro e a ^ ^ com sacrlfíoo
mulher«» outras pessoas, con. g .
' Z ver de obter ajuda pessoal que preosava ela conclum que
«s mulheres americanas viviam em u m patriarcado. As m ulheres nào
Z iguais aos hom ens, ela afirm ou. O s hom ens podem satr e levar
tmwvida independente, enquanto as m ulheres ficam presas em casa
com os filhos. Nunca se considerou que a vtda dos hom ens possa
<cr „ 0 insatisfatória ou estressante (em bora de form a dtferentej.
De «conto com Eriedan, existe som ente um a razão para
"o problema que nào tem nom e : as m ulheres são oprimidas.
A forma dc remediar essa injustiça, segundo ela, é as mulheres
renunciarem totalm entc cuidar dos filhos e buscarem carreiras
gratificantes. Em resumo, Mística Feminina propõe um a fuga
às mulheres americanas, um a fuga das responsabilidades maternas.
Desde que o m ovimento feminista se consolidou na América,
as expectativas sociais das m ulheres m udaram drasticamente.
As mulheres que captaram a m ensagem de Friedan, de forma
consciente ou inconsciente, já não se sentem m oralm ente obrigadas
a cuidar dos próprios filhos. C onform e o personagem de ]ohn
Malkovich em A Troca diz: “ Uma vez que você dá às pessoas
a liberdade para fazerem o que quiserem , conform e D eus constatou,
elas vão fazer exatamente o m esm o que fizeram no jardim do Éden".
O sucesso das feministas em norm alizar a ausência dos pais na
criação dos filhos é evidente em to d a a p arte. O bserve Colleen. Mãe
de seis filhos entre as idades de três m eses a doze an o s (n a época).
Ao se consultar com um quiroprático p a ra obter ajuda com as
costas, o médico, hom em , p erguntou a C olleen sobre sua vida
lamiliar. Q uando ela respondeu que tin h a seis filhos, ele indagou:
O nde eles ficam durante o dia?” Colleen in fo rm o u o nom e da
r

escola onde os filhos mais velhos estudavam, mas disse que na época
eles estavam de ferias. Logo o médico perguntou: “Então você deixa
eles na creche da ACM?” Colleen ficou perplexa. Para ela era óbvio
que qualquer m ulher que optasse por ter uma família grande ficaria
em casa com os filhos. Ela respondeu ao médico que não.
Essa situação só poderia existir em um país totalmente absorto
na ideologia de esquerda. Partir do princípio que as mães não
cuidam mais dos próprios filhos é chocante. Nenhum conservador
que se preze deveria tentar se identificar com o feminismo.
Em m aio de 2009, Larry King passou uma hora discutindo
sobre o tem a m ulheres e am or-próprio” em seu programa. Suas
convidadas eram , como seria de esperar, cinco feministas que não
se cham am de feministas: a atriz Delia Reese, a jornalista Lisa Ling,
a autora Lisa Nichols, M artha Stewart e a psicóloga Cheryl Saban,
que tinha acabado de lançar o livro What Is Your Self-Worth?
A Womarís Guide to Validation. (Validação é term o padrão. Trinta
anos após Friedan expor suas próprias fraquezas, a necessidade
de validação continua a ser um aspecto feminista central.)
Em seu livro, Saban escreveu: “Meu objetivo é dar prioridade
à m anifestação do am or-próprio das mulheres, para colocar
a im portância de nosso valor em prim eiro plano(...) As jovens de
hoje em dia se sentem reprim idas e, em alguns casos, dom inadas”. 4
Larry King abriu o program a perguntando ao grupo: “Como
a m ulher pode se sentir autoconfiante? Delia Reese respondeu.
“Sugiro ser financeiram ente independente, já que isso dá
a liberdade e o em poderam ento para am ar a si mesma p rim eiro .
(Empoderamento é o u tro term o padrão usado pelas feministas.)
“M as as coisas já não m elhoraram com os direitos das mulheres?”,

p ergun to u King.
“A inda precisam os ser definidas p o r um hom em ”, respondeu
Ling. “Precisam os nos to rn a r independentes.

51
Nichols respondeu com a melhor frase do programa:
«Uma vez completa, vocè espera que as outras pessoas em sua vida
complementem a sua plenitude .
Esse diálogo é o ensinamento clássico feminista. Se você
conseguir passar por cima do psicologismo barato (é difícil,
sabemos), perceberá que o objetivo não é diferente do objetivo de
Friedan. O feminismo consiste em aumento de poder e valorização
das mulheres. Consiste em ajudar mulheres inseguras por natureza
a se sentirem melhor sobre si mesmas. Mas a solução proposta
para o problema — reorganizar a sociedade para acomodar
as inseguranças femininas — é absurda.
Durante quarenta anos, as mulheres de esquerda defenderam
a mesma ideia desgastada de independência feminina: que as
mulheres devem ser autossuficientes, sexualmente desinibidas
e libertas dos sacrifícios e das demandas do m atrim ônio e da
maternidade. Essa ainda relativamente nova visão de m undo
é mais do que uma moda passageira; já está firm em ente arraigada
na cultura americana. A mensagem é jogada na m ídia sem parar
e tem criado uma geração de jovens m ulheres cronicam ente
insatisfeitas. As mulheres m odernas estão num a busca sem
fim de suas identidades. Elas estão entediadas com a própria
liberdade sexual (apesar da insistência de que um a noite de
aventura é libertadora) e desanim adas com a vida desprovida
de compromisso. O motivo do dilema é que as feministas
ensinaram as mulheres a abandonar os antigos padrões, mas não
lhes dão quaisquer novas regras que funcionem.
Outro fenômeno social surgiu do feminismo; as guerras das mães.
Esse é o conflito entre aqueles que acreditam que as mães devem
ficar em casa com os filhos e aqueles que acreditam que essa seja
ma tarefa ignorante demais para as m ulheres inteligentes. Em vez
e aceitar a cnaçao dos filhos com o um a responsabüidade social,

52
as feministas colocam a maternidade debaixo das asas do “direito
de escolha da m ulher”, como se criar os filhos fosse uma questão
de o que as mulheres querem, e não o que as crianças precisam.
Essa é uma partida dramática do etos cultural de gerações anteriores,
em que a criação do filho trazido por alguém a este mundo
era considerada uma obrigação moral de boa-fé.
Felizmente, nos últimos dez anos, houve um ressurgimento
das mães que ficam em casa; mas o motivo da reviravolta parece
incerto. Alguns acreditam que a razão pela qual seja possível as mães
de hoje ficarem em casa, além do fato de serem supostamente ricas
(o que é uma pista falsa, como explicamos no capítulo 5), é porque
as feministas como Friedan deram opções às mulheres. Mas Friedan
não fez nada do tipo.
Muitas das mudanças acolhidas nos panoramas femininos das
quais as feministas levam o crédito, já estavam a caminho quando
Betty Friedan era uma dona de casa frustrada fervendo de raiva no
subúrbio. Em 1963, quase metade das americanas trabalhava fora,
buscando oportunidades sozinhas com suas impotências, escreveu
Kate (VBeirne.5
O que a Friedan fez, como todas as feministas fazem, foi
exteriorizar seus problemas pessoais e culpar a sociedade. Como
resultado, as mulheres americanas começaram a acreditar que
são mesmo oprimidas.
Mas há dois principais problemas na teoria da Friedan. Primeiro,
não é bem verdade que na década de 1950 as mulheres americanas
eram oprimidas. Opressão é definido como “exercício de autoridade
ou poder de forma opressiva, cruel ou injusta”. Ê ridícula a ideia
de que havia uma organização em vigor na América que, de modo
sistemático, reprimia as mulheres (como a lei da Sharia em alguns
países que forçam as mulheres a vestir uma burca ou trabalhar
somente em certos tipos de empregos). Milhares de mulheres

53
na América trabalhavam fora e em várias fhnções muito antes
do feminismo surgir (mesmo antes da era da Segunda Guerra
Mundial). A única razão pela qual as mulheres modernas não
sabem disso é porque suas mães, suas professoras da faculdade e
suas chefes, juntamente com as mulheres da imprensa, pintam uma
falsa imagem da mulher na América, que rejeita as histórias de
mulheres de sucesso das quais não se encaixam no molde feminista.
Tome como exemplo a Carolyn Graglia. Ela se formou na mesma
faculdade de direito que Justice Ruth Bader Ginsburg, vários anos
antes. A Justice Ginsburg tem carregado a tocha feminista há muitos
anos, discutindo que as mulheres de seu tempo foram tratadas
como cidadãs de segunda classe e tiveram que romper o “teto de
vidro” (uma ficção arquitetônica que Carly Fiorina demoliu como
diretora executiva da Hewlett-Packard).
Mas a Graglia disse que sua experiência prova o contrário. “Desde
o ginásio, quando decidi que seria advogada, até parar de trabalhar
para constituir uma família, recebi infinito apoio e incentivo.
Os professores e os conselheiros da escola e da faculdade me
ajudaram com disposição, sem nunca questionar se meus sonhos
eram pertinentes.”6
Graglia também escreveu que as amigas que optaram por ser
donas de casa e mães em nada se assemelhavam com a caricatura
que Friedan apresentou no livro Mística Feminina. Essas mulheres
estavam completamente satisfeitas com suas vidas do lar e não
se sentiam como se não tivessem “nenhuma outra opção” além
da maternidade.
A discriminação no local de trabalho em nada representou
as decisões que muitas de nós fizemos ao sair do mercado de
trabalho. Fomos impelidas a ficar com nossos filhos pela forte carga
emocional que eles exercem sobre nós e porque achamos que nossa
presença era a melhor e única garantia para o bem -estar deles.1
Essa é uma observação que continua importante hoje, já que
toca no âmago do remorso da “mãe trabalhadora”, da qual ouvimos
bastante (e que discutimos longamente no capítulo 5).
Talvez alguns fiquem tentados a dizer que é apenas a experiência
de uma mulher, mas não é. É a experiência de uma mulher que
dedicou tempo para escrever sobre o assunto. Há muitas outras Carolyn
Graglias, como a Phyllis por exemplo, cuja carreira se estende por
cinco décadas, ou como a mãe de Suzanne, que teve uma carreira
de vinte anos na venda de ações, iniciada na década de 1950. Em
um artigo do St. Louis Post-Dispatch (mais ou menos em 1966), sob
o título “As mulheres de hoje”, a mãe de Suzanne disse: “Quando
ingressei na área de investimento em St. Louis há onze anos, havia
apenas três corretoras mulheres. Hoje somos vinte”.8 O artigo afirma
que a “fidelidade” da mãe de Suzanne ao seu trabalho é óbvia devido
ao fato de que ela estava “imersa em títulos e ações no dia 14 de
maio e deu à luz à sua filha no dia 15 de maio. Depois de trabalhar
meio período como conselheira de investimento durante o verão, ela
pretende voltar para o escritório em tempo integral em setembro”.9
Soa muito parecido com os artigos que lemos hoje em dia.
Mas como isso é possível se as mulheres daquela época eram
tão oprimidas?
Midge Decter é outro exemplo. Aos 83 anos, sua experiência nos
anos 1950 também difere bastante das histórias que as feministas
contam. Decter não teve problema em achar emprego quando jovem:
primeiro trabalhou como editora, depois na CBS Records e mais
tarde na revista Harper. Assim como Graglia, a lembrança de Decter
de seus anos em casa não se assemelha com a versão de Friedan.
Eu conheci muitas mulheres e elas não pareciam estar deprimidas
ou oprimidas. Algumas voltaram a trabalhar quando os filhos já eram
grandes o bastante; algumas tornaram-se ativas em organizações
cívicas locais; e outras se interessaram por política. Morar no

55
subúrbio foi resultado de um a decisão em vez da imposição d
sociedade machista.10 Urna
O segundo problema com a teoria de Friedan é que ela afirm
as donas de casa americanas estavam entediadas, o que é equiV0Cad
A necessidade da mulher de fazer algo ou de se preocupar com °
pessoa em vez de cuidar dos filhos não tem nada a ver com a época
ou com a cultura em que ela vive. A reação à maternidade é basead
em sua personalidade. Qualquer um pode se sentir entediad
ou não realizado em praticamente qualquer tipo de trabalh
O segredo está em como a pessoa escolhe reagir ao tédio A maior'
das mulheres são engenhosas: quando dão de cara com o tédio el
encontram um a saída. É um a habilidade essencial. Aqueles que nã
a têm sofrerão, com certeza, mas isso não é problema da sociedade
No entanto, as feministas conseguiram fazer a maioria dos
americanos acreditar que milhões de mulheres da década de 1950
perceberam na mesma hora que tinham o “direito” a uma vida
fora do lar e, daí, expressaram esse desejo somente para encontrar
a discriminação em todos os cantos. O que realmente aconteceu
fo. que os avanços tecnológicos estavam produzindo tantas
maqumas poupadoras de trabalho, com o m áquinas de lavar louça e
secadoras, que as mulheres não tinham m uito tem po para gastar com
os afazeres domésticos. Estavam, portanto, possibilitadas a dar

tinha"0 " ° UtraS C0ÍSaS' QUand° 38 mulhereS Perceberam que


As m u l h T temP° HVre’ tUd° C° meÇOU 3 m udar naturalmente.
isso sem o 3^ ^ 6 fi“ raI"

1950 Í u n tr f Para leVar 3 Crer qUe 3S mulheres da década de


” le rn a m dÍSCrÍmÍna* ° ’ 6 ■ * * " > for °
4 entrentaram, não foi devido a
criada Para manter a m ulher n„ , W ° p3tnarCal
homens pensavam dessa for
essa forma, mas*“não agar'
maioria.
Clar° (Na a‘SU"S
qUeverdade,

56
os homens sào muito mais gentis do que as feministas querem
que acreditamos.) Além disso, é um mito feminista a ideia de que
a típica dona de casa dos anos 1950 era deprimida e/ou subserviente
ao marido como Hollywood adora retratar nos filmes, como
Longe do Paraíso, As Horas e Foi Apenas um Sonho. A única razão
para as pessoas considerarem isso como realidade é que aquelas que
eram feministas — deprimidas falaram mais alto e insistiram
muito. Se tivessem sido mulheres mais fortes, teriam enfrentado
as circunstâncias de forma diferente.
O que muitos americanos não avaliam é que na década de
1950, para cada mãe infeliz, havia provavelmente cem mães felizes.
Algumas eram felizes em ser donas de casa, e outras, sem atacar
a sociedade, encontraram uma saída do confinamento do lar.
As feministas não são capazes disso.
Na verdade, a maioria das feministas conhecidas estavam
despreparadas para lidar com a adversidade. Virgínia Woolf, por
exemplo, foi atormentada por mudanças periódicas de humor
e problemas emocionais. A mãe dela faleceu de repente quando
Virgínia tinha treze anos, e a irmã faleceu dois anos depois disso.
Esses acontecimentos resultaram no primeiro de vários surtos de
Woolf, e mais tarde foi revelado que ela tinha sido sexualmente
abusada pelos meios-irmãos. Aos 59 anos, Woolf se suicidou.
Betty Friedan também foi atormentada por problemas familiares.
Ela escreveu em sua autobiografia, Life So Far, que não importava
o que fizesse, sua mãe a fazia se sentir “desarrumada, desajeitada,
incompetente, inválida, malcriada, feia”. Friedan passou anos em
psicanálise “conversando de forma infinita sobre como eu detestava
minha mãe e como ela matou meu p a i. Todas as mães deveriam
ser afogadas ao nascer”, ela costumava a dizer."
Gloria Steinem é ainda outro exemplo. Sua mãe passou longos
períodos indo e vindo de sanatórios devido à deficiência mental.

57
m sotreu lim colapso nervoso que a deixou inválida, presa em
fantasias ilusórias que às vezes a tornava violenta. Steinem tinha
apenas dez anos quando seus pais enfim se divorciaram em 1944 ,
c passou seis anos m orando com a mãe num a casa em ruínas, em
Toledo, Ohio, antes de ingressar na faculdade. Q uando a revista
l\vplc pediu a opinião dela sobre casam ento e maternidade,
ela disse: “lã fui mãe bem pequena de um a filha m uito grande —
minha mãe. Não quero acabar cuidando de outra pessoa (Biography.
com, 2010 A&E Television Networks)”.
Y a lista continua. Simone de Beauvoir foi um a criança mimada
que costumava a fazer birras para conseguir o que queria — sua irmã
foi, aparentemente, sua única amiga. O pai de Beauvoir indicava
que sempre quis, mas nunca teve, um filho hom em .
P muito triste que essas m ulheres tenham sido criadas em
ambientes difíceis e foram assom bradas ao longo de suas vidas
— não pretendemos m enosprezar o fato. Mas isso não significa,
e nem pode significar, que a sociedade deveria ser virada de cabeça
para baixo para acom odar as dores dessas m ulheres. Isso também
não muda o fato de que milhões de outras m ulheres na América
superaram seus problemas pessoais e tiveram um a vida feliz.
São essas as mulheres que deveríam os ouvir na m ídia.
A trase popular,“o particular é político”, foi cunhado na década de
1%0 e refere-se a transform ar os problem as pessoais das mulheres
em problemas sociais e um a questão de política pública. Até mesmo
a Betty Friedan confessa. “Eu quase perdi m in h a autoestima
tentando manter um casam ento que já não se baseava mais no
amor, mas no ódio dependente. Era mais fácil pra mim começar
o movimento das mulheres a mudar minha própria vida.”12
F uma perspectiva séria.
to, o sucesso do livro de Friedan ganhou vida própria,
em prt um bando de liberais, aderiu ao movimento

58
K» " ,' KU «*m Pr‘,fusâo e encorajou os americanos a fa « r o mesmo.
A primeira grande batalha das feministas foi a Emenda dos Direitos
Iguais, que fornece um excelente vislumbre da estratégia, tatioa e
obielivos das esquerdistas, assim como seu poder politico e midiatka.

NOS BASTIDORES DA ERA

A Emenda dos Direitos Iguais (ERA), o objetivo legislativo


feminista tavorito, era uma proposta de emenda à Constituição
divs Estados Unidos, anunciada como um grande benefício para as
mulheres: algo que as resgataria dos séculos da cidadania de segunda
classe e» pela primeira vez, colocaria as mulheres na Constituição.
As feministas convenceram milhões de americanos a acreditar que
as mulheres são discriminadas por uma organização social e iundica
dominada pelos homens, e, assim, a Constituição deveria ser alterada
para proibir qualquer diferença de tratamento baseada no “sexo”.
A FRA foi intensamente debatida em toda a America entre
|972 e 1982. Foi aprovada pelo Congresso com apenas 23 dos 433
representantes e apenas oito de cem senadores votaram contra.
A KRA foi enviada aos estados em 22 de março de 1972.
As feministas tiveram a semântica, a mídia e o momento do seu
lado. A Emenda dos Direitos Iguais soa tão benigna, quem poderia
ser contra? Nos primeiros doze meses, a emenda foi ratificada em
trinta estados e precisou de apenas mais oito estados para se tornar
a vigésima sétima Emenda da Constituição. O apoio à ERA \inha
de todos aqueles que tinham pretensões ao poder politico desde
a ala esquerda à ala direita, de Ted Kennedy a George Wallace,
e três presidentes: Richard Nixon, Gerald Ford e limmy Cárter.
Apenas um único senador entre os cem estava disposto a talar
abertamente contra a ERA, o senador Sam Ervin, e apenas três
membros da Câm ara dentre os 435. H enry Hyde, George Hansen
e Bob Dornan. A ERA foi ativam ente apoiada pelas organizações
im portantes de mulheres, um a associação de 33 revistas femininas,
várias celebridades da televisão e de Hollywood (como Phil
Donahue, que chamava a si m esm o de um feminista e era, na
época, mais famoso na TV que a O prah), e 99 por cento dos meios
de comunicação.
Mas um pequeno grupo de senhoras im perturbáveis vestidas de
vermelho, com broches que diziam Stop ERA, alocadas na cozinha
de Phyllis Schlafly sobre as ribanceiras do rio Mississippi em Alton,
Illinois, desafiou todos os grandes nomes da política moderna,
muito parecido com os Tea Partiers de hoje. No entanto, não tinha
o Rush Limbaugh alertando sobre as “feminazi” e nem a Fox News
para dar notícias imparciais e neutras e deixar o público tomar suas
próprias decisões. As senhoras da cam panha Stop ERA nem sequer
tinham o apoio de revistas conservadoras, porque o pensamento
convencional dizia que a tarefa era impossível. Elas não tinham
internet, e-mail ou aparelhos de fax para reunir apoio pela causa.
Elas tinham apenas o telefone e o Phyllis Schlafly Report, um boletim
mensal de quatro páginas que iniciou a cam panha aparentemente
perdida com sua edição de fevereiro de 1972 cham ada “O que há
de errado com os direitos iguais para as mulheres?”
Durante dez anos, Phyllis publicou centenas de edições de seu
boletim mensal e panfletos sobre a ERA. Seus relatórios esclareciam os
direitos jurídicos que as mulheres perderiam se a ERA fosse ratificada.
Os relatórios mostravam que a ERA era um a fraude. Fingindo
beneficiar as mulheres, na verdade a ERA eliminaria os direitos que as
mulheres tinham até então, como o direito de um a garota de dezoito
anos não se alistar no serviço militar obrigatório e ser enviada para
combate e o direito da mulher de ser sustentada pelo marido.
A munição dos adeptos da cam panha Stop ERA saiu diretamente

60
dv>» textos de autoridades judiciais da pró-ERA, como o livro da
advogada da ACLL, Ruth Bader Ginsburg, Sex Bias in the U.S.
( eile , e da ampla análise do professor Thomas I. Emerson de Yale,
Í4íh Journal O alistamento militar obrigatório provou ser um
argumento importante, pois os Estados Unidos estavam acabando
de sair da Guerra do \ ietnã. A maioria dos adeptos da pró-ERA
tinha idade acima da exigida para o alistamento obrigatório
e concordavam de maneira entusiasmada que queriam o gênero
neutro para o recrutamento militar e o envio de garotas para
a guerra que nem os homens.
As mulheres da Stop Era argumentavam que a ERA daria carta
branca à justiça tederal para definir os termos sexo e igualdade
de direitos. A Seção 2 da ERA transferia poderes ao governo federal
sobre todas as leis que tradicionalmente aceitavam diferenças de
tratamento devido ao sexo: casamento, imóveis, divórcio, pensão
alimentícia, guarda dos filhos, adoções, aborto, leis homossexuais,
crimes sexuais, escolas públicas e privadas, regulamentos prisionais
e seguros. Para as feministas, “igualdade de sexo” englobava
casamento com parceiros do mesmo sexo e o direito ao custeio
de aborto. A ERA não mencionava as mulheres — pedia por
“igualdadei...) devido ao sexo”. Mas mesmo assim todos os
repórteres chamavam a ERA constantemente de “emenda dos
direitos iguais para as mulheres”.
Na imprensa, os adeptos da pró-ERA divulgavam a ideia de que
a ERA daria às mulheres melhores empregos e um aumento de
salario. As participantes da Stop ERA apresentavam a emenda como
fraudulenta, pois as leis trabalhistas dos Estados Unidos já eram
neutras em termos de sexo (sem qualquer ajuda das feministas)
antes da ERA ser rejeitada pelo congresso. Aqueles a favor da
ERA alegavam que a emenda “colocaria as mulheres na Constituição ,
mas as mulheres da Stop Era, de fato, leram a Constituição.

61
Elas explicaram como a Constituição já usava a *
de gênero, empregando palavras neutras como Mnós, o Dov »
civil, residente, literato, presidente e membro. Para ter certe/a ’
os americanos entenderiam os dois lados da questão, as m u lh ^
da Stop ERA distribuíram um livreto publicado pela Organiza^*
Nacional das Mulheres (NOW) chamado Revolution: Tomorro
lorrow
Is NO W , que apresentava a agenda feminista radical,
a favor
do aborto e anticristã da NOW.
Ao longo da década de 1970, o movimento de libertação das
mulheres, liderado por Steinem e Friedan, aproveitou o acesso
inédito à imprensa. As feministas colocaram a Phyllis de frente
com suas colegas de peso, a começar pela Betty Friedan em 1973,
na Universidade do Estado de Illinois, onde Friedan, de forma
memorável, disse para Phyllis: “Eu queria queimá-la viva”.
O único foro em que a Stop ERA recebeu o mesmo tempo
de discussão que as feministas foi nas audiências legislativas estaduais.
As mulheres da Stop Era apresentaram aos legisladores fortes
argumentos e documentação fornecidos pelo Phyllis Schlajly Report.
Phyllis percorreu 41 longas jornadas às assembleias legislativas
(algumas delas, várias vezes): incluindo as de Little Rock, Richmond,
Jefferson City, Atlanta, Raleigh, Phoenix, Columbia, Springfield,
Charleston, Nashville, Tallahassee, Augusta, Montpelier, Providence,
Denver, Frankfort, Austin, Pierre, Bismarck, Carson City, Dover,
Boise, Indianapolis, Topeka, Lincoln, Columbus e Salt Lake City. Em
1976, as senhoras da Stop ERA fizeram piquetes em frente à Casa
Branca para protestar contra o apoio de Betty Ford à ERA, e outra
vez em 1977 para protestar contra o apoio de Rosalynn Carter à ERA.
O marco zero da batalha aconteceu em Springfield, Illinois, onde
o legislativo rejeitou a ERA todos os anos durante uma década.
A Stop ERA organizou várias manifestações, atraindo milhares
de cidadãos contrários à em enda. As pressões políticas c de
imprensa a favor da em enda foram tão fortes c persistentes que
ninguém acreditava que a KRA poderia ser derrotada. Legisladores
foram intim idados pelas constantes repercussões da mídia, pela
agitação do apoio pessoal das celebridades de TV e de Hollywood,
como Alan Alda c Mario I homas, por m uito dinheiro e pelas
feministas insistentes.
A m aré virou cm 27 de abril de 1976, quando milhares de
pessoas vieram à Springfield para se juntar contra a ERA. Foi
esse o dia em que o m ovim ento pró-família foi criado. Pessoas de
todas as denom inações religiosas e estilos da vida se envolveram
no processo político pela prim eira vez e começaram a trabalhar
juntas em busca de um objetivo político com um — em outras
palavras, a proteção da família e da própria Constituição contra
as feministas radicais.
Q uando a ERA foi rejeitada pelo congresso em 1972, foi dado
um prazo final específico de sete anos. Q uando os participantes
a favor da ERA perceberam que estavam ficando sem tempo —
e sem argum entos — o congresso destinou a soma, significativa na
época, de US$ 5 milhões para organizar uma convenção feminista
em H ouston, financiada com dinheiro de impostos, sob a
presidência da ativa feminista de Nova York, a congressista Bella
Abzug. Cham ada de Ano Internacional das Mulheres (IWY),
a convenção foi criada com o um grande evento de imprensa
para convencer os dem ais estados a sancionar a ERA. Em
Houston, na abertura do evento, três senhoras estavam sentadas
no palco: Rosalynn Cárter, Betty Ford e Lady Bird Johnson.
Entre os representantes estavam cada uma das feministas que
você já ouviu falar, juntam ente com muitos políticos. Três
mil m em bros da mídia vieram para dar cobertura televisiva
e de imprensa 24 horas por dia.
As feministas torciam pela ERA, e depois se reuniam em

h)
solidariedade a suas outras demandas: financiamento de aborto
com dinheiro dos contribuintes, a agenda toda dos direitos dos
gays, creche universal e cerca de outros vinte objetivos feministas,
Após soltarem bexigas e pularem com seus cartazes, o pais inteiro
percebeu porque elas estavam pressionando tanto pela a ERA —
e que tipo de mulheres pressionavam. Os bordões mais populares
usados por suas representantes eram: “Uma mulher sem um
homem é como um peixe sem bicicleta" e “A mãe natureza é lésbica".
Era possível pegar folhetos que diziam “O que as lésbicas fa/cm"
em vários estandes. A enorme cobertura de imprensa saiu pela
culatra, pois mostrou aos americanos o que o feminismo é na
verdade. Desde o Ano Internacional das Mulheres, a ERA foi
aceita cerca de 25 vezes: nas assembleias legislativas estaduais,
no congresso e em vários referendos pelas ruas dos estados, Mas
nunca alcançou outra vitória.
Já que o IWY acabou como um desastre de relações publicas,
o presidente Jimmy Cárter e o congresso deu ás representantes
da ERA uma prorrogação do prazo para trés anos (mais tarde
considerada inconstitucional por um tribunal federal). Os
cartunistas políticos fizeram a festa. Uma charge representou
o aumento do prazo acrescentando trés tem pos dc ataque num jogo
de beisebol não paralisado. A prorrogação do prazo aumentou
a força e a baixeza da batalha. M òrm on excomungada, Sonja
Johnson fez uma greve de fome na rotunda do capitólio do estado
de Illinois. Dick Gregory e outras pessoas que já tinham feito greve
de fome contra a Guerra do Vietnã se juntaram a ela. Um grupo
a favor da Era se acorrentou em frente á porta da sala do senado. Em
25 de junho de 1982, os defensores da ERA foram ao matadouro
local, compraram sacos plásticos com sangue dc porco e usaram
o sangue para escrever os nomes dos parlam entares que eles mais
odiavam no chão de m árm ore do capitólio dc Illinois. Por sorte.
Uticas não convenceram.
O tempo lia ERA estava se esgotando, mas o dinheiro de seus
defensores nunca taltara. Nas últimas semanas antes do fim do
segundo pra/o, eles gastaram US$ 15 milhões em uma campanha
publicitaria televisiva com celebridades de Hollywood, como
Td Asner f i o u Grant") e Carroll O ’Connor (“Archie Bunker”).
A votaçAo mais dramática de Illinois aconteceu em 18 de junho de
K'UV A tensAo era grande, e toda a imprensa do país estava na galeria
da Câmara. O presidente Jimmy Carter telefonou aos legisladores
democratas e prometeu a eles conjuntos habitacionais federais em
seus distritos se votassem a tavor da ERA. O governador James
Thompson telefonou para os legisladores republicanos e prometeu
"barragens, estradas e pontes” em seus distritos por um voto a favor.
O prefeito Jane Byrne telefonou para os legisladores de Chicago
e os ameaçou dizendo que eles e seus parentes seriam demitidos
de seus cargos públicos a base do nepotismo caso não votassem
a favor. Os legisladores democratas, que deviam favores à máquina
de Chicago, choraram publicamente conforme se desculpavam por
votarem a tavor para que os parentes não perdessem seus empregos.
Os subornos jorravam, e a imprensa se empolgava.
Mas Illinois, mais uma vez, votou contra. Em 4 de junho de
W82, quando a Carolina do Norte rejeitou a ERA pela última vez,
as representantes a favor da ERA enviaram sacos com esterco de
galinha para os 23 senadores que votaram contra. E em 21 de junho,
a Florida rejeitou a ERA pela última vez. A ERA morreu quando
a prorrogação inconstitucional do prazo expirou à meia-noite do
dia 30 de junho de 1^82.
O fim da ERA com certeza não foi o fim do feminismo.
lVlocontrário,omovimentocontinuafirmeeforte.“Oqueasfeministas
não conquistaram naquela tacada só pelo legislativo inadequado foi
bem modesto se comparado com seu êxito posterior em reformar

65
cada faceta da vida americana” escreveu 0 ’Beirne 15 n
as feministas se propuseram a “transformar radicalment Ver<*a(k.
Unidos” décadas antes de o Barack Obama pronunciar ° S^ ta<*°s
sua meta presidencial. CSta c°nio

C O M B A TE À N A TU R E Z A HUMANA

Agora que sabemos sobre a ERA e sobre algumas líderes do


movimento, é importante entender os objetivos das esquerdistas, pois
elas não são menos ambiciosas hoje. Os tres princípios dominantes
do movimento feminista impregnaram em nossa sociedade.
Já abordamos o primeiro deles: As feministas estão aprisionadas pela
visão negativa sobre a mulher e seu lugar no mundo. Essa visão foi bem
explicada em uma propaganda feita pela Organização Nacional das
Mulheres (NOW) publicada em muitas revistas e jornais durante
os anos 1970. A propaganda exibia uma menina encantadora de
cabelos cacheados, e tinha a seguinte legenda: “Essa bebê saudável
e normal tem uma deficiência. Ela nasceu menina”.
Esse é o principio básico e provocador de brigas do feminismo
que diz que alguém — não é claro quem, talvez Deus, talvez
o governo, talvez uma conspiração de porcos machistas — deu um
golpe baixo nas mulheres, tornando-as do sexo feminino. Assim,
as mulheres devem atirar exigências na sociedade, a fim de arrancar
o status de dentro de uma estrutura social imperial masculina,
status que tem sido injustamente negado às mulheres ao longo
dos séculos. As feministas atingem esse objetivo através da geração
de conflitos — nas legislaturas, nos tribunais, nas escolas, nas
universidades e no local de trabalho (foco dos capítulos 6 e 7) —
que ainda enfrentamos atualmente.
O segundo princípio do feminismo é que, entre todas as injustiças

66
perpetuadiis sobre tis mulheres ao longo dos séculos, a mais opressiva
é tjue as mulheres podem gerar filhos e os homens não. A abolição dessa
desigualdade é o objetivo principal. Ê por isso que as mulheres de
esquerda estão compulsivamente determinadas a tornar o aborto
e a opção de creche disponíveis para todas as mulheres —
e financiado pelos contribuintes. As mulheres de esquerda acreditam
que podem alcançar a igualdade com os homens somente se
puderem controlar o número de filhos (por meio de contracepção
e aborto) e se puderem terceirizar o cuidado (através de babás ou
creche) dos bebês que tiverem. Acabe com os bebês e o objetivo
de igualdade será alcançado.
O terceiro princípio do feminismo é que não existe diferença
entre homens e mulheres exceto por seus órgãos sexuais. Todas aquelas
diferenças físicas, cognitivas e emocionais que você pensa que
existem são meramente conceitos sociais, resultado de séculos de
restrições e estereótipos impostos por uma sociedade dominada por
homens. Ê por isso que as feministas ficam na defensiva quando
uma nova pesquisa publicada comprova as diferenças inatas entre
homens e mulheres. Também é por isso que elas tentam acabar com
os subsídios para pesquisadores que possam descobrir provas dessas
diferenças. As feministas se chateiam com qualquer argumento
que demonstre que homens e mulheres não são intercambiáveis.
As evidências de diferenças congênitas interferem com a esperança
de criar uma nova sociedade.
Por exemplo, cm uma entrevista recente, perguntaram à Cjloria
Steinem sua opinião sobre as últimas pesquisas sobre os cérebros
masculinos e femininos, que mostram uma distinção evidente
e inegável entre machos e fêmeas. A resposta da Steinem?
Olha, cada vez que acontece um avanço, acontece um retrocesso.
Agora vemos outro retrocesso sobre o cérebro, as diferenças
cerebrais, as diferenças de gênero com foco no cérebro. Mesmo se
estiverem certos, não precisa continuar a ser assim. O qUe
seres humanos a espécie sobrevivente por todo esse tempo f0j nos^
capacidade de adaptaçào.lft
Quando o entrevistador pressionou e perguntou: “Mas não há
diferenças inerentes das quais não podemos ignorar?” Steinem
respondeu: “A sociedade com certeza pode interferir culturalmente
para mudar esse comportamento”.1
A negação é o argumento final de uma feminista. A esta altura,
você achava que essas mulheres aceitariam as diferenças de gênero
como reais, mas elas não aceitam e nunca aceitarão. Em seu livro
publicado em 2010, The Male Brain, a Dra. Louann Brizendine
explica a mais recente pesquisa que mostra como o cérebro
masculino se diferencia do cérebro feminino. (Ela também escreveu
um livro anterior a esse chamado Como as Mulheres Pensam.)
As influências comportamentais dos hormônios masculinos
e femininos no cérebro são essenciais. O meu filho não usou a Barbie
como uma espada porque seu ambiente o incentivou a usar armas.
Ele praticava os instintos cerebrais masculinos para se defender
e se proteger de forma agressiva.18
Outro exemplo da natureza masculina pode ser resumido na
descrição de uma mulher sobre seu marido, Paul, e seus dois filhos,
David e Craig: “Nunca vou entender porque o David e o Craig
acham tão engraçado soltar gases. Eles, no entanto, acham hilário;
e Paul se mata de rir tanto quanto eles".19Você consegue imaginar
um marido dizendo a mesma coisa sobre a esposa e as filhas?
Observe as diferenças sexuais entre homens e mulheres. Quantos
rapazes você conhece que ficariam ofendidos se uma mulher dissesse
que gostaria de usar o corpo deles para o sexo? Como George
Gilder escreveu em Men and Marriage. “Os rapazes estão sujeitos
a desejos sexuais quase ininterruptos, envolvendo sua identidade
como machos. A menos que tenham uma relação permanente com

68
uma mulher, os homens aceitarão praticamente qualquer proposta
sexual conveniente .* Agora vire a cena ao contrário. Se um homem
disser a uma mulher que gostaria de usar o corpo dela para fins
sexuais, isso seria assédio sexual.
Alhos e bugalhos.
A verdade é que as diferenças de género são a coisa mais natural
do mundo, e americanos inteligentes admitem essas diferenças, em
vez de combaté-las. Aceitar que homens e mulheres são diferentes
não significa que mulheres não possam ser médicas ou engenheiras
ou que os homens não possam ser pais em tempo integral — nem
significa que todos os homens e todas as mulheres tenham desejos
sexuais idênticos. Significa apenas que talvez mais homens que
mulheres gostem de engenharia, talvez mais mulheres que homens
queiram ficar em casa com os filhos, e mais homens que mulheres
tenham uma libido mais forte.
Aquelas mulheres que queiram criar os próprios filhos em
vez de terceirizar essa tarefa contratando ajuda são o ponto
principal da discórdia das feministas com as mulheres americanas.
As feministas não desejam que as mulheres queiram ficar com os
filhos, pois isso estraga o plano de mudar a sociedade. Em 1976,
o símbolo feminista (e marxista) francês, Simone de Beauvoir
foi tão ousada a ponto de dizer que “nenhuma mulher deveria
ser autorizada a ficar em casa para criar os filhos. As mulheres
não deveriam ter essa escolha, porque se há tal escolha, muitas
mulheres optarão por ela”.:i
Não pense que essa mentalidade não exista mais. Apenas alguns
anos atrás, Linda Hirshman, professora aposentada de Filosofia
e de Estudos das Mulheres da Universidade Brandeis, disse: Acho
um erro essas mulheres altamente qualificadas e talentosas fazerem
essa escolha [de ficar em casa]. O lugar de um adulto instruído
e competente é no escritório”.*2

69
DISCRIMINAÇÃO NO LOCAL DE trabalho

Uma das maneiras usadas pelas feministas para tentar atrair


as americanas é a insistência de que elas são discriminadas no
local de trabalho. Para enfatizar a questão, elas repetem o mantra
de que as mulheres ganham apenas 0,77 centavos para cada dólar
ganho pelos homens. “C ontinuam os a lutar por justiça e igualdade
às mulheres trabalhadoras da América. A lei Lilly Ledbetter dá às
mulheres as ferramentas para com bater a discriminação salarial no
trabalho, mas ainda não alcançamos a igualdade de remuneração”
disse a presidente da Câm ara, Nancy Pelosi.
Quanta besteira.
Em prim eiro lugar, hoje, se as m ulheres são discriminadas
a Comissão de O portunidades Iguais de Emprego (EEOC)
agência federal contundente, cuidará do assunto. Segundo, e mais
im portante, existe um a perfeita boa explicação pela qual as mulheres
não recebem tanto quanto os hom ens: a m aioria das mulheres não
tem vontade de levar a vida exigida pela maioria dos cargos bem
rem unerados.
N enhum hom em ou m ulher sobe para o nível de alta renda
trabalhando quarenta horas por semana. Pergunte a qualquer
médico, advogado ou executivo. Eles passaram anos trabalhando
noites e fins de sem ana, trazendo para casa maletas estufadas
de trabalho e atendendo clientes em um fluxo constante fora do
horário de expediente. Essas pessoas pagaram um alto preço por
suas carreiras c sucesso financeiro. Para qualquer hom em ou mulher
que escolhe essa vida, há m uito espaço no topo.
Há m enos m ulheres na política pela m esm a razão. Em março
de 2010, a revista More destacou a vida de três representantes
fem ininas dos Estados U nidos (todas dem ocratas, claro — em
geral, m uitas das m ulheres aclam adas com o exemplo na mídia sa

70
deOHxuuO, em vim artigo intitulado "As Gurotas da Câmara”
V hvstwi vadelas o vvmsonho das feministas: diferentemente de 99 por
wom xUx mulhcivs tu America. Carolyn Maloney. 69 anos, Debbie
Wasserman Sshultí, 4.' anoa e Mclissu Neun, 48 anos — todas mães
y\v\ tilhxw de Malonov são adultos! ——encontram retúgio umas nas
vmtias dos dias exaustivos no Capito! Hill. As très mulheres vivem
nintas, enquanto seus luai iâos louwiu conta da casa dos respectivos
vasais: em Nova \oik, Honda e Illinois.
t xlaio que a maioiia das mulheres nâo escolhe deixar seus
nuikkvs e filhos para tias. mudar para outra cidade, viver com
outras mulheres e dedicarem suas vidas ao trabalho. Mesmo se
suas tamilias se mudarem para Washington com elas, uma vida na
política não e fácil. "Frequentemente os dias em DC começam com
eveiYicios tisicxw antes xU> amanhecer, eventos de imprensa ao raiar
do dia ou reuniões i\x> cate via manhã, que âs vezes não terminam
antes vias votações tinais xlepositadas âs 22 ou 23 horas”, escreveu
\nnie Croer em um artigo xla Mure. A congressista Bean admite:
"Membrxvs xlo cxmgrcsso quase nunca jantam com a família”23
O artigo omitiu a verdade sobre como é difícil a vida dessas
mulheres e suas famílias. Fm ve/ disso, suas vidas são tratadas
como normais, ate mesmo maravilhosas, l.embre-se: as feministas
de elite fa/ein de conta que são iguais a todo mundo. “Como todas
as mulheres nos Fstados Unidos, fa/emos malabarismo com nossas
vidas particulares e publicas, a dificuldade em chegar em casa para
levar o filho â consulta medica ou ir a uma apresentação da escola,
x' equilíbrio entre trabalho e família , disse Maloney.*4
As feministas deliram — a senhora Maloney e companhia não
são como "todas as mulheres nos Estados Unidos”. A maioria das
mulheres não tem vontade de desempenhar o trabalho exigido para
ganhar eleições: dirigir milhares de quilômetros, apertar as mãos de
centenas de estranhos, comer frango de última categoria no jantar

71
e participar de reuniões políticas todas as noites e fins ^
E a maioria das mulheres certamente nào querem SCmana
a ataques políticos que contestam sua integridade e a invg_ .U**tir
de suas vidas pessoais e financeira. Para desgosto das fc gaÇÒCs
a maioria das mulheres com filhos trabalham nor
r v l H1C10 ,n,st4V
m-; pC rfodn
se é que trabalham. E sào felizes assim. Suas vidas nào têm "
semelhança com a vida das congressistas ou médicas ou ad
ou executivas. ®a<las

VIVENDO NOS RASTROS DO FEMINISMO

Os americanos estão muitíssimo enganados se pensam que


o feminismo está morto. “As mulheres mais jovens afirmam
que, ao aceitar [o feminismo) como natural, elas estão prestando
homenagem às suas antecessoras”, escreveu Susan Toepfer no Wall
Street Journal blogr" Vejam só: o feminismo é “natural”. Embora as
pesquisas mostram que as mulheres jovens nào querem ser chamadas
de feministas, isso é somente porque elas nào querem ser associadas
com as feministas extremistas. Muitas mulheres modernas, sem levar
em conta como elas votam, aceitam e admitem totalmente o que
elas pensam ser o princípio básico do feminismo: igualdade para as
mulheres. Elas acreditam mesmo que têm uma dívida de gratidão
com a “irmandade”. O feminismo nào está morto — está no cir.
Pior ainda, ele agora faz parte da extensa agenda democrática.
Em Political Emancipation, o autor Andre Harper escreveu sobre
como os negros nos Estados Unidos têm aguentado a doutrinarão
esquerdista por anos. A história dele poderia ser a história de
qualquer americana branca, é só substituir “sexista" por “racista
e “mulher” por “homem negro”.
Como um homem negro, Harper foi ensinado a acreditar quc
a América era um país intrinsecamente racista em que os negros
foram coibidos pelos republicanos Mmalvados” que não querem vê-
los se dando bem. Conforme Harper foi amadurecendo e começou
a pensar por si mesmo, ele percebeu que o oposto é verdadeiro. Ele
aprendeu que os democratas promovem assistência, mas na verdade
criam políticas destinadas a m anter os negros longe de oportunidades
e dependentes do governo. Harper percebeu que enquanto houver
uma classe inferior, os democratas têm a possibilidade de criar mais
postos de trabalho em cargos públicos. Acabem com a classe inferior
e os democratas não terão por quem lutar.
Como um jovem negro, logo percebi que havia um estigma
ligado a minha pessoa, criado pelos liberais para defender o motivo
de advogarem em meu nome e obter mais programas de auxílio
financeiro para prover minha subsistência. Os liberais querem que
você acredite que [negros] nascemos na insuficiência.26
A análise de Harper sobre o Partido Democrata é de uma
precisão absoluta, e a agenda democrática feminina não é diferente.
As feministas recebem investimento financeiro e político para
fazerem as americanas acreditar que nasceram na insuficiência e,
portanto, precisam das feministas para defendê-las. ( The Shriver
Report é um ótim o exemplo.) Enquanto as mulheres escolhem ser
esposas e mães, como elas tradicionalmente têm feito, as mulheres
de esquerda não têm nenhum a missão. É por isso que elas insistem
na ideia de que a América tradicional é obsoleta e que todos
devem aceitar isso como realidade. Como o Shriver Report observa:
“As mães são as principais fontes de sustento ou fontes conjuntas
em dois terços das famílias americanas. Três quartos dos americanos
enxergam isso com o um crescimento positivo para a sociedade .2
Isso é um m ito total. De acordo com a Public Agenda, principal
agência de pesquisa de opinião apartidária de Nova York, setenta
por cento dos pais com filhos menores de cinco anos concordam

73
que “ter o pai ou a mãe em casa é mais desejado”, e 72 por Ccnto
de todos os pais, incluindo a m aioria dos pais de baixa renda
acreditam que o pai e a mãe, não o governo, são responsáveis pc|0
sustento dos filhos. Além disso, 63 por cento dos pais com filhos
menores de 5 anos discordam com a ideia de que crianças qUc
ficam na creche recebem “o mesmo” cuidado e atenção que em casa
com os pais. Também é interessante notar que seis em cada dez
americanos classificam a criação dos filhos em sua geração como
apenas “mediana” ou “ruim ”.28
A Shriver alega que “três quartos dos americanos [famílias com
dupla renda] enxergam isso como um crescimento positivo para
a sociedade”, o que simplesmente não é verdade. O que ela se refere
é que os americanos, em geral, não se afligem com as mães que
trabalham fora, o que não é a mesma coisa que ser um defensor da
ausência dos pais na criação dos filhos. Mais um a vez, as feministas
manipulam fatos que sugerem algo com pletam ente diferente do seu
significado real.
Uma das maneiras que as feministas dos anos 1970 usaram para
seduzir as mulheres a deixar o lar foi exigir que elas se concentrassem
na própria educação em áreas que promovessem suas carreiras,
em vez de se concentrarem em áreas relacionadas às tarefas
domiciliares ou ao ensino. As feministas de elite pressionam
todas as mulheres a planejarem suas vidas em torno da carreira.
O resultado é que as mulheres jovens dão pouca atenção ao casamento
e à maternidade e, em vez disso, elas passam mais de uma década
se tornando altamente qualificadas para o mercado de trabalho.
As mulheres acreditam que esseéo m elhor plane jam entode vida, jáque
a vida de mãe, como lhes disseram, é vazia e sem sentido. Mulheres
de décadas anteriores podem ter tido empregos, mas não tinham
carreira. Com o atrair criança com doce, as feministas garantem
às mulheres de que existe um a vida m elhor a ser vivida. “Quando

74
•*' g,notas escutam o chamado ã independência através da família
ou |H'la vultuia externa, cias obedecem’, cscroveu a I)ra. |ean IWengc
no livro (»VricnifMiM Mc*/"í
l 'virante séculos, as mulheres consideraram o casamento e a
maternidade como vocação principal e planejavam suas vidas de
acotxhv e muitas daquelas que não fizeram assim, se arrepeiuleram.
Inúmeras celebridades como loanne Woodward, barbara Walters,
lamie l ee l 'urtis, sõ para citar algumas, alertaram as mulheres sobre
o conflito em ter lamilia e carreira ao mesmo tempo. Algumas até
mesmo disseram que se pudessem la/er tudo de novo, teriam ficado
em casa com os filhos quando eles eram pequenos.
A principal diferença entre a gerado atual e as gerações anteriores
e que, no passado, a sociedade respeitava a maternidade e tudo
o que isso implicava. Aquelas que nao optaram lazer o sacrifício
admitiram que nao conseguiam la/er malabarismos com a família
ca carreira com bom resultado. Quando perguntaram ã Katharinc
Mepburn porque ela nunca linha tido filhos, ela respondeu:
Olha, não sou idiota o bastante para acreditar que conseguiria
lidar com tal situarão. Se sua cabeça estiver concentrada em outra
coisa, você e inútil. Se alguém precisa de vocé, precisa de VOClP.!
F e por isso que acho que a mulher precisa escolher. I.embro-me
de tomar a decisão: “Nunca vou casar e ter filhos. Quero ser uma
estrela, e não quero meu marido e filhos como minhas vítimas’’.'0
Oprah Winfrey tem feito afirmações semelhantes.
Fssa titio a atitude da jovem comum criada sob o lema da
"escolha”. A vida é dela, e so dela. K é por isso que os planos dela
parecem diferentes dos planos das mulheres de gerações passadas.
Se perguntarem, ela dirá que o motivo de ter planejado sua vida
do jeito que tez e devido ao fato tias mulheres na América terem
progredido bastante, ou porque um bom padrão de vida requer
duas fontes de renda.
Observe os planos da mulher moderna c decida por „1 niH||||(
se isso se parece com progresso.

Arma tem 29 anos c estuda fui mais de de: anos. Primrir,,


ela obtém bacharelado, depois mestrado e, então, doutorado. I),n,lfllr
esse tempo, Anna mora com o namorado, Sam. He terminou
a faculdade de medicina e faz residência no mesmo estado em qllr
Arma estuda. Tudo vai bem para os dois e logo eles ficam noivos.
Quando Anna obtém o doutorado, e Sam termina a residência,
os dois estão com 31 anos e recém-casados. O casal precisa arranjar
emprego e se preocupa com qual carreira deve ter prioridade. No meio
do dilema, Anna descobre que está grávida, e Sam recebe uma proposia
de trabalho como clínico geral em outro estado, longe de suas famílias,
Ele aceita o trabalho, não porque é o que ele realmente quer mas porque
Anna está grávida e existe a pressão para sustentar uma família.
Quase no fim da gravidez, Anna encontra um trabalho na cidade
atual e começa depressa a procurar alguém para cuidar do bebé.
Ela encontra uma babá perfeita, ou assim ela acha que é. Após vários
meses, ela descobre que a babá perfeita não era táo perfeita assim.
Ele encontra outra babá que também acaba nào dando certo. Hepois
de três babás, ela desiste e coloca o bebê na creche.
Mais ou menos depois de um ano, Anna se esforça em v»)o para
engravidar de novo devido à idade. Ela recorre á fertilização artificial.
0 processo é longo e difícil, mas com o tempo ela acaba engravidando,
e dois anos depois outro bebê nasce. Anna logo descobre as demandas
intensas de ter uma criança pequena e um bebê, principalmente quando
a avó não está por perto para ajudar. Ela decide não voltar a trabalhar,
porque é coisa demais pra dar conta. Então ela pede demissão, o que
e bom, pois ao que se revela, Anna adora ficar com os filhos.
, •^ca com raiva- Não só porque eles têm uma enorme dívida
aos anos de estudos de Anna, mas também porque Sam planejou
sua carreira em torno da carreira de Anna. Ele não quer que ela peça as
contas e não acha que tem problema colocar as crianças numa creche,
já que todo mundo que ele conhece faz a mesma coisa.
O conflito segue e o fim da história ninguém sabe.

Há dezenas de casos assim. Nas últimas décadas, as americanas


têm sido pressionadas a trabalhar fora, pois supõe-se que se
ficarem em casa seus cérebros vão atrofiar por falta de uso.
Em vez de expandir seus horizontes para além das tarefas domésticas,
as mulheres modernas têm tomado outros rumos e buscado
aspirações profissionais mais altas possíveis. Atualmente, as
mulheres somam 57 por cento dos graduandos em faculdades
americanas, e quase metade se forma em direito ou medicina.
Mas pra quê? Apesar de uma profissão ser gratificante, ela não
substitui a realização que a maioria das mulheres recebe ao se
tornar mãe e esposa. Além disso, esses tipos de profissão vão,
inevitavelmente, criar conflitos com as demandas da casa e dos
filhos. A profissão deveria ser a cereja do bolo, não o bolo todo.
Apesar da comprovação de que o feminismo tem sido um
fracasso, as mulheres continuam a pensar que se identificam com sua
premissa básica. Até mesmo as mulheres conservadoras acreditam
que o abandono em massa do lar seja “consequência da grande
revolução feminista que derrubou as barricadas do patriarcado
e venceu triunfante”.31
O que nunca aconteceu.
A invenção dos aparelhos eletrodomésticos foi o fator mais
importante que influenciou o deslocamento significativo das
mulheres americanas para o mercado de trabalho. As pessoas
a quem as mulheres são verdadeiramente gratas são os inventores
Thomas Edison (luz elétrica), Elias Howe (máquina de costura),
Clarence Birdseye (o processo de congelamento de alimentos)

77
e Henry Ford (automóvel). A tecnologia e mecanização do trabalh
doméstico, como a máquina de lavar, secadora, máquina de lav °
louça e aspirador de pó, permitiu que as mulheres desviassem
o olhar das tarefas domésticas.
As pílulas contraceptivas foram outro fator importante
As americanas adoram associar “a pílula” com o feminismo- mas
a pílula, junto com os aparelhos de conveniência, foram inventados
antes de 1960 — por homens. Foi a contribuição masculina que
deu às mulheres tempo para trabalhar fora de casa em números
recordes. As mulheres deveriam agradecer “aos homens que vieram
antes de nós”, e não às feministas.
Além do mais, a Grande Depressão obrigou as mulheres a procurar
emprego quando os homens da família não podiam arranjar trabalho.
Durante a Segunda Guerra Mundial, muitas mulheres começaram
a preencher vagas das quais não haviam homens disponíveis.
A Equal Pay Act de 1963 também ajudou. Essa lei aboliu a disparidade
salarial entre os sexos. Nenhum desses fatores — inventores
americanos, a Grande Depressão, a Segunda Guerra Mundial e
a Equal Pay Act — tem a ver com o feminismo. Dinesh D’Souza,
autor conservador e presidente da King’s College em Nova York,
chamou a ideia de que o feminismo é responsável pela liberdade que
as mulheres têm hoje de “um lindo conto de fadas”.32
A verdade é que o feminismo tem sido a única pior coisa que
aconteceu na vida das mulheres americanas. O feminismo não
libertou as mulheres de nada, só as confundiu. Tornou a vida delas
mais difícil. As mulheres de hoje estão entre o homem e a natureza.
(Não é de surpreender ninguém que o adesivo de para-choques
mais popular usado pelas mulheres que lutaram contra a Emenda
dos Direitos Iguais dizia: “Não é possível enganar a Mãe Natureza ■)
A natureza feminina da mulher diz a ela que o sexo precisa de amor,
que o casamento é importante, que os filhos são um a bênção e q

78
as homens são necessários, A cultura, por sua vez, diz a ela para
ir pra canu com todo mundo e adiar a vida familiar, já que isso
vai custar sua identidade. K» se o casamento náo der certo, náo tem
problema nenhum. Fia sempre pode se divorciar.
F de se admirar que as mulheres modernas estejam infelizes?
Para responder a essa pergunta, devemos enfrentar as
feministas, que insistem que náo há relação entre o feminismo
e o descontentamento, Fm abril de 2010, o Wall Street Journal
perguntou: *C feminismo tornou as mulheres infelizes?” Os
repórteres consultaram, obviamente, a autora feminista Naomi
Wolt (que, alias, esta escrevendo um novo livro chamado Vagina
— I ma Biografia — como náo amar essas feministas?) para ajudar
a responder a questão. Wolt respondeu: “A ideia de que o feminismo
torna as mulheres infelizes surge desde quando o movimento
começou. Isso e constante devido aos nossos medos mais profundos
de que a liberdade e a alegria são incompatíveis” *■'Como você pode
ver, a resposta feminista para qualquer pergunta sensata é dar voltas
— e sair pela tangente.
Como uma nação, não podemos continuar evitando o problema.
O feminismo tem, sim. feito as mulheres infelizes. Foi um erro
incentivar as mulheres a ignorar seus instintos femininos e reclamar
sobre como a situação delas e ruim. As mulheres inteligentes
(também conhecidas como conservadoras) não precisam do
feminismo para se libertarem de nada. A palavra libertação deriva
da palavra libcniadc* que significa “condição na qual um indivíduo
tem a habilidade de agir conforme a própria vontade .
As mulheres na America sempre tiveram a habilidade de agirem
conforme a própria vontade. Pode ter sido mais difícil em gerações
passadas do que se e hoje, mas não c porque as mulheres eram
vitimas. “Seria difícil encontrar um único exemplo na história em
que um grupo que soma mais de cinquenta por cento dos votos
do a si m e m o de e ^ " “^
se d eu b em Chamf f" |h of M al* P tm -er* * » m ulhC TO * * “ »<*«»
Varrcll em The P únham tem po ou <fcpos>çào p an
anterior« sim p lesm en ^ ^ objessivo cm suas identidades.
sc concentrarem de incentivadas a ir p « caroa a m tefe
Ela» também nao ^ fthos em credses. redurat
mundo, se diV° r^ m ou menosprezar os W e m . Es* e urn
o sustento ao I esouetda, e a pior ccasa * * tt
território completamente de esq
aconteceu nesta nação.

80
3 .

SEXO CASUAL E DESILUSÃO

A busca pelo prazer sexual promíscuo resulta principalmente em


angústia e abandono.
— George Gilder

No filme A Vida em Preto e Branco, um irmão e uma irmã


da década de 1990 são sugados pelo aparelho de televisão e se
veem aprisionados em um programa de TV estilo anos 1950.
De repente, eles têm pais conservadores com valores tradicionais.
Os personagens se integram no que consideram ser uma sociedade
atrasada”, e enfrentam problemas. Durante uma conversa sobre

81
nexo, a filha (interpretada por Reese Witherspoon) revira os 0|h<„
para a mãe, a quem ela tem certeza não saber nada sobre sexo
Para enfatizar que a década de 1950 foi um era de opressão sexual
os filhos ensinam sexo aos pais. A Vida em Preto e Branco nàò
é um filme totalmcntc injustificado — atualmente os jovens sào
sexual mente mais entendidos do que eram seus pais. O problema
é a insinuação de que as gerações anteriores eram prisioneiras e
ignorantes, que não tinham ideia do que faziam na cama e que
poderiam ter se beneficiado com uma orientaçãozinha. É certo que
a revolução sexual dos anos 1960 marcou o início de uma nova era na
cultura americana. Conforme as feministas começaram a denegrir
o papel t rad icional da m ulher e sugerir que as donas de casa careciam
de liberdade sexual, o sexo no casamento se tornou fora de moda,
e o amor livre se tornou o costume nacional. Atualmente, o sexo
é uma bagunça. Já não traz consigo um elemento de privacidade
ou significado.
O resultado dessa transform ação é apresentado no livro deCarol
l.iehau Prude. Entre 1943 e 1999, a idade das mulheres na primeira
relação sexual caiu de dezenove para quinze anos. Durante o mesmo
período,o percentual de mulheres sexualmente ativas subiudetreze
para 47 por cento. Kntre 1969 e 1993, o percentual de adolescentes
do sexo feminino e jovens adultas que faziam sexo oral disparou
de 42 por cento para 71 por cento. Mas o aum ento mais expressivo
está na opinião das jovens sobre sexo antes do casamento: em
1943, apenas doze por cento aprovavam o sexo antes de casar,
em 1999, esse núm ero subiu para 73 por cento. Esse é um
afastam ento radical dos costum es culturais anteriores, e isso tem
levado a sérias consequências» especialm ente para as mulheres.
“As m ulheres que agiram sob os ensinam entos das revolucionárias
sexuais fem inistas têm sofrido grandem ente”, escreveu Carolyn
tiraglia em D om estic Tranquility.1

»2
A Ora. Míriam Grossman, ex-psiquiatra de campus da UCLA
o autora do livro revolucionário Unprotected: A Campus Psychiatrist
Revcals How Political Correctness in Her Profession Endangers Every
Sttidi ut, relata que no posto de saúde onde trabalhou por dez anos,
quase setenta por cento de seus pacientes eram mulheres. O relato
da Dra. Grossman sobre o que está acontecendo com as jovens
de nosso país é de cair o queixo. “A política radical impregnou
na minha profissão, e o senso comum virou fumaça.”2
No passado, conforme suas palavras, um médico de campus era
inclinado a dizer aos estudantes que o casamento era o objetivo
ideal. Era normal mencionar que homens e mulheres são diferentes,
que o sexo casual é imprudente e que as doenças sexualmente
transmissíveis são um assunto muito sério e precisam ser evitadas
a todo custo. Hoje em dia, vivemos numa cultura politicamente
correta que rejeita esse conselho sensato. A Planned Parenthood
considera a promiscuidade normal, e é tremenda a pressão sobre
os profissionais de saúde para compartilhar essa visão. Médicos
e orientadores psicológicos são empurrados num mundo onde não
podem transm itir certos fatos, pois seria politicamente incorreto
e prejudicaria a agenda de esquerda.
Educação sexual é um movimento social, e sua meta é mudar
a sociedade. Esse m ovim ento idealiza um m undo sem tabus e sem
restrições. Idealiza um m undo livre da moralidade judaico-cristã.
Nenhuma crítica é perm itida. Nesse m undo ideal, existe um a total
igualdade de gênero. Essa ideia está impregnada na educação sexual,
disse a Dra. Grossman. “O problema é que isso não está baseado
na realidade.” '

83
XO CASUAL

\,. «I» rtlllnw "'f1" »^lilo, milhões de americanos têm


..... : ....... a |,I«U pri.it.eMlva de que í libertador ser indiferente
,om » |<iõ|>ti« >»rpu « envolvendo da forma mais íntima do
',',«111.1!» humano «om prmlmmentc qualquer um que cruzar nosso
«anunho. lainio 1**1 *l»e ÍM0 aconteceu?
Nt\ ev»»'u»la »1«» Icnómcno tio sexo casual está a erradicação
da oídem moral »la America. "Antes dos anos 1960, grande parte
d»* ameibaim* a»ie«lilava em uma ordem moral universal, que
IUW ,» mi e exigente. Nossa obrigação era obedecer a essa
oídnu motar, estieveu Dincsb l)’Souza.4 Um dos preceitos dessa
oldem moral era «|ue o sexo é um ato reservado ao casamento.
1 mboia nem m»lo imitulo consiga esperar até casar para fazer sexo,
onbietivoeia vittuosoe l«»i abraçado pela maioria dos americanos.
1 iU|uclcN»ptena«»expciavampelocasamentoestavammaispropensos
a se apaixonarem p»»i seus parceiros e assumir as responsabilidade
pelos seus atos.
Ihuante a di\ ada »le l%(), no entanto, as feministas condenavam
a esUutuia social »la América como opressiva e lutavam por uma
nova visão de nuuulo, uma que não envolvesse Deus ou regras
s»k ietai ias, No lugar disso, elas recomendavam que as pessoas
»leveuam olhai para dentro »le si mesmas a fim de encontrar
»' sentido »la vida. l ssa filosofia é conhecida como relatividade moral,
uma »onça de »pie as pessoas seguem seus próprios padrões ao
tomai »1»»isões, iiu luindo as decisões sobre sexo. Para um relativista
*al* su u , dadeiro consigo mesmo é de suma importância.
»ni»tio i o que é certo para você. “É tendência social —
I u sa qu»» mesmo uma revolução: faça o que faz você feliz.’ 5
' 11 C ivism o moral, juntamente com o ensinamento
«I todu/iu uma transformação profunda na moralidade
wxual. Ilojc, »1%mulheres tjuc se abstêm da atividade sexual até que
comprometidas, que têm uma relação monogâmica (ou
até mesmo as casadas) são vistas, na melhor das hipóteses, com
ceticismo e, na pior das hipóteses, com chacota. A feminista Jessica
Valenti, por exemplo, é uma defensora ferrenha do sexo casual.
Em seu livro, í he Purity Myth, ela discute que as mulheres são que
nem os homens c, portanto, deveriam se sentir à vontade para ir
pra cama com vários parceiros. Ela descreve a própria história de
quando perdeu a virgindade quando adolescente, afirmando que
nunca entendera todo o auê cm torno disso.
Além de seu site, Feministing, em que mulheres promíscuas
podem encontrar um montão de apoio ao seu estilo de vida,
Valenti dá palestras cm campi universitários, onde ela ridiculariza
conservadores e organizações conservadoras, como a Dra. Miriam
Crossman, Wendy Shalit, Kathleen Parker, Sarah Palin, Fox News, o
Independent Women’s Forum e o Clare Boothe Luce Policy Institute.
Outro exemplo é a autora feminista Naomi Wolf. Ela insiste em
dizer que a libido de uma garota é “no mínimo tão intensa” quanto
a libido de um garoto, e, como a Valenti, ela incentiva as mulheres a
assumirem a “piranha” que existe dentro delas. Essas feministas são
relíquias da revolução de 1960, quando o sexo se tornou um ato casual.
No documentário chamado “Boomer$!”, Tom Brokaw entrevistou
o jornalista P. J. O ’Rourke, que comentou sobre a licenciosidade
daquela geração: “A sexualidade era completamente irresponsável,
completamente irreligiosa. Éramos um bando de imbecis”.6
l)c fato, décadas de depravação resultaram em uma nação de
mulheres sujeitas à doença sexual, gravidez indesejada e sofrimento.
Em resposta a esse fenómeno, as escolas se encarregaram do que
já fora considerado dever dos pais: ensinar sexo aos jovens. Mas
o politicamente correto não permite que os professores façam
juízos de valor, portanto, as informações sobre sexo que as crianças

85
americanas recebem desde tenra idade é desprovido de limites
morais.
A situação fica pior quando os jovens ingressam nn •
• •íi cnsmo
universitário. Não somente as universidades aumentam os risco
ao normalizar todo e qualquer comportamento sexual, como h'
reconhecimento zero de comedimento. A única mensagem sobr
sexo que os jovens recebem é “se proteja”. Disseram para eles
se usarem camisinha toda vez que fizerem sexo, tudo ficará bem
Eles podem fazer sexo do jeito que quiserem, com quem quiserem
e quantas vezes quiserem. Mas, infelizmente, não está tudo bem -
conforme a Dra. Grossman comprova em seu livro Unprotected
Tome Olivia como exemplo, que foi uma das centenas de
universitárias que a Dra. Grossman aconselhou na UCLA. Olivia foi
a oradora oficial de cerimônia de formatura da sua turma do ensino
médio e pretendia cursar medicina. No entanto, após ingressar na
faculdade, ela teve um breve relacionamento com um rapaz. Após
o térm ino do nam oro, Olivia começou a comer compulsivamente
e vomitar e acabou indo parar no posto de saúde do campus.
Parecia que ela tinha tido sua primeira experiência sexual com
o rapaz e disse à Dra. Grossman que não conseguia parar de pensar
nele. Sobretudo, ela não aguentava vê-lo na aula. Olivia perguntou:
“ Por que todos dizem como se proteger contra herpes e gravidez
indesejada, mas ninguém diz o que isso causa sentimentalmenté>.”:
Na América m oderna, falamos m uito sobre as consequências
óbvias da revolução sexual — doenças sexualmente transmissíveis,
gravidez indesejada — m as outro efeito tem passado desapercebido:
o bem -estar em ocional da mulher. D urante anos, as mulheres têm
sido alim entadas com a m entira de que estão preparadas para
lidar com o sexo casual, e m uitas acreditaram nisso. 0 resultado
dessa pressão é o envolvim ento das mulheres em relacionamentos
sem com prom isso pelo m edo de que se não agirem dessa forma,

86
■' * * " V v ; , ,,m m f , w k « pd.
I ta ta n tU I . p m m q„e , M„ * r „„ '
* * W”",r n"rnwl r « w i w Sorte dcU que P.,r„„ de
***"" ' ,u‘" ul° l'c,” 'K" M«» i « o f r * x w m ir . Uo
A |Vitv,oter#,'eut« e autor., Kerry Cnhcn conhece muito hem e * .
* " * * * “• Hm seu livro MogrtlWo publicado em M08
t ohen examina se., passado promíscuo. que abrange a transa com
quase quatvn.a garotos e homens, lot.se C.irl, attf agora, i a melhor
dcmonstraçAo de conto a revolução sexual tem sido emocionalmente
prejudicial As mulheres. F simplesmente impossível imaginar um
homem sendo autor desse livro, que analisa com detalhes as emoções
que acompanham o sexo. ( ohen reavalia os motivos que a levaram
a ler relasOes sexuais, o motivo da escolha de seus parceiros, como
ela se sentia antes de cada encontro, como se sentia depois e o que
ela esperava que acontecesse em relaçAo ao ocorrido. A moral da
historié o que a senhora Cohen queria que esses homens gostassem
dela. "I Vivei que esses homens entrassem vientro vle mim, desejando
me tornar importante para eles."0
O homem comum nao rumina sobre com quem ele teve relaçóes
sexuais ou por que ele le/ isso, ele sabe por que o fez. Kle também
nao tem relações sevuais com uma mulher porque quer que ela
goste dele. Homens transam quando ha sexo disponível, ponto
final. Quanto mais oferta, melhor. "Para um homem, talvez seja
uma agradavel viagem pela estrada da memória, contando suas
conquistas", escreveu Cohen. “Mas para uma garota, a história
e completamente outra."10
Mulheres como a bovle e a C ohen aprenderam da forma mais
difícil que transar com vários parceiros e um beco sem saída. Cohcn
teve que ir pra cama com dezenas de homens até entender que seu
comportamento era contraproducente. Como em muitos casos,
a tamilia disfuncional é o ponto principal da história de Cohen.

»7
Q am do era criança, seus pais se divorciaram, e o pai fomava
maconha com os filhos. A mãe dela era emocionalmente insWvcl
c largou os filhos para ir estudar medicina em Milão, /í(j/ja (o
a avó da Cohen chamava de um “ato corajoso e firme”). Se Cohen
messe sido criada numa época anterior ou ao menos por
conservadores, ela poderia ter evitado seu destino. Mas, ao long0
dos anos, todas as pessoas a quem ela pedia conselho, apoiavam seu
estilo de rida, inclusive a própria mãe. O indício de uma gravidez
e um episódio de herpes genital foram tratados tão levianamente
como se Cohen tivesse contraído um resfriado forte.
Hoie em dia existem milhões de Kerry Cohens nos Estados
Unidos, talvez não tão promíscuas quanto, mas, ainda assim,
promíscuas. Nem todas talvez façam sexo pelos mesmos motivos,
mas a maioria sai de seus encontros sexuais com a mesma impressão
que Cohen tinha: elas confundem o interesse dos homens com
amor. Elas pensam, ou esperam, que se um homem queira levá-las
pra cama, talvez também queira ter um relacionamento. Em outras
palavras, as mulheres vão contra a consciência e primeiro fazem
sexo, pensando que isso trará o amor.
A razão pela qual as mulheres ficam confusas sobre o sexo é
porque elas são constantemente bombardeadas com imagens
politicamente corretas de homens e mulheres transando sem
compromisso a esmo, sob a promessa de que tal comportamento
fortalece as mulheres. Elas nunca enxergam as consequências de tal
comportamento. “As personagens de Friends e Sex in the City não
são reais. Na vida real, Phoebe teria herpes e Carrie teria verrugas
genitais”, escreveu a Dra. Grossman.11
Não são só os profissionais que se rendem à pressão feminista;
se espera que os pais façam o mesmo. Na edição de maio de 2009
da revista O, a terapeuta sexual preferida da Oprah, Dra. Laura
Berman, responde a perguntas sobre como os pais podem enfrentar


\ ultuta xexttal da qual as (ilhas são expostas. Ela dá como exemplo
Utoa uovrt "btlmadetra" de adolescentes chamada “festa do arco-
li («" Vát las gaiolas lazem sexo oral em um garoto, e no fim da noite
*»U‘ \ell!h a quantas cores de hatom conseguiu reunir em seu pénis.
A sugestáo da lha. Ilerman sobre como os pais podem conversar
«oiu as Ilibas sobte essa atividade è dizendo a elas que eles esperam
que as Ilibas ret onbeyam os riscos. F.la acrescenta que os pais devem
evitai lazer crltlcas ott dar "sermões didáticos'’. Em vez disso, ela diz,
"mnvcise \om sua lilha sobre explorar o corpo dela ou até mesmo
dt a ela um vibrador i litoriano“.u
I ssa abordagem moderna e absurda á sexualidade dos adolescentes
deixa esMtpai o ponto essencial. Às garotas nào estão fazendo sexo
pela satislasáo sexual. Elas fazem sexo por uma das seguintes razões:
o desejo de estai integrada a um grupo ou o desejo de ser amada,
t onselhox iguais aos da 1>ra. Herman nào farão nada para erradicar
a pinmisi uidade. As nmlberes se armarem com o tipo de educação
que num a rexcberáo na escola ou na mídia é o que contribuirá para
que isso m ona. Eeli/mente, a I)ra. Cirossman, que refere a si mesma
mino "100% lha., 0% IV". compilou tal informação. É possível
eiuontrá la no lun deste livro, no Apêndice B.
Enquanto isso , se quisermos resolver de verdade essa crise
monumental na América, devemos primeiro admitir onde a
soi iedade deu errado.

CRIAÇÃO LIBERAL DOS FILHOS E O


SURGIMENTO DA MÃE LEGAL

Ao lei sobre nossa cultura sexualizada, uma questão simples vem


á lona: onde estão os pais, afinal de contas? Como chegamos ao
ponto em que o melhor a fazer por nossos filhos é dar vibradores
vjmminhãs c di/or ã cios que se divirtam? “Criar filhos é uma açi0
Vxlcnssa inaereditível de propagação de valores culturais” escreveu
I 1Wngc i' Ê sem dúvida. Infclizmente, durante as últimas
I v l t t s . houve uma mudança radical na criação dos filhos.
'‘A " 4o moderna (aqueles em seus vinte, trinta e início dos
quarenta anos) foi quase toda criada pelos baby boomers. De acordo
, <u visi0 Jc mundo antiautoridade, os boomers achavam seus
L is muito rigorosos e decidiram que fariam uma tarefa melhor
quando tivessem seus próprios filhos. Em vez de dizer aos filhos
0 que furor, os boomers foram negligentes na disciplina deles.
1 los deixaram os filhos passarem por dificuldades e solucionarem
os problemas por si mesmos em vez de dizer coisas como “isso é
corto o isso e errado" ou "esse comportamento é inaceitável” ou
“essa e a melhor escolha". Em outras palavras, eles deixavam os
hlhos tomarem suas próprias decisões morais muito antes de terem
capacidade emocional exigida, razão pela qual muitos dos filhos
são tão imprudentes.
|,a outro fator em jogo. Na cabeça liberal, um adulto, mesmo
sondo o put o . . moo. não podo dizer aos jovens o que fazer se ele
proprio so comportou da maneira que está contrariando. Isso e um
absurdo.
IV todos os mitos que atrapalham a dar o melhor conselho aos
jo\ens. o mais perigoso e a ideia de que devemos ser anjos perfeitos,
a hm de ter um parecer sobre qualquer coisa. Mas não pode estar
certo isso de nunca poder aprender com a experiência, que devemos
apenas vestir, dar banho, alimentar e abrigar nossos bebés e depois
di/er a eles “desculpe, não sei!” quando pedirem nossa opinião.14
I ma das consequências da abordagem de não intervenção dos
pais e a promiscuidade.
“Ê chegado um novo tempo na história da adolescente
americana” escreveu Caitlin Flanagan em A tla n tic ." Co mo L a u re n

>*1
Rhodes, a estudante universitária cuja mãe a fez carregar uma caixa
de preservativos, e Kerry Cohen cuja mãe tratou o indício de uma
gravidez da filha com desleixo, a mãe de Flanagan disse a ela para
não se casar só porque ela queria fazer sexo. Em vez disso, ela disse
para só fazer sexo.
Essa atitude é exatamente oposta com a abordagem ao sexo da
época da Segunda Guerra Mundial. Apesar de também não ser
perfeita, era responsável. Apoiava a ideia de que o casamento é
a meta fundamental e que o sexo é algo para ser apreciado. Tomar
essa abordagem não significa recusar enxergar a realidade, como os
liberais afirmam. É apenas inteligente.
Essa é uma das diferenças entre a filosofia conservadora e a liberal.
Um pai ou mãe liberal diz: “Olha, de uma maneira ou de outra,
meus filhos vão acabar fazendo o que quiserem, então, só posso
entregar os pontos e dizer para que se cuidem”. Esta atitude perde
completamente o ponto central sobre criar filhos, que é orientar os
jovens. Um pai ou mãe conservador(a) diz: “Vou explicar aos meus
filhos as armadilhas do sexo casual (DSTs, gravidez indesejada, perda
do respeito próprio), incutir-lhes um sentido de responsabilidade
pessoal, dizer-lhes quanto eles e seus corpos são especiais e rezar
para que absorvam a mensagem”. Essa abordagem orienta o filho
a fazer escolhas boas e saudáveis.
Os conservadores reconhecem que as pessoas se entregam
à tentação, mas tais lapsos não são um motivo para se livrar
dos padrões. Este é um conceito perdido nos baby boomers (e
esquerdistas). Tentando ser legais, eles descartam padrões morais
e acolhem uma mentalidade do “tudo é permitido . Para os boomers,
não existe limite entre pais e filhos. Eles trataram os filhos como
amigos em vez de protegidos, e as consequências toram desastrosas.
Faz quase cinquenta anos desde que embarcamos em
uma aventura chamada educação sexual, tudo motivado por

>í i
uma mudança e por um novo mundo que essa mudança traria;
um mundo acessível, benéfico e livre. Onde fomos parar? De raros
casos de adolescentes infectados a nove milhões de novos casos por
ano. De duas bactérias a duas dúzias. De crianças tendo crianças
a alunas da sexta série tomando anticoncepcional, adolescentes com
câncer cervical, HIV e AIDS. Que novo mundo, hein?16

CONTRA A REVOLUÇÃO SEXUAL

A revolução sexual percorreu uma longa viagem. Por sorte, uma


antirrevolução está se formando. Vários estudos mostram que
quando as mulheres da atualidade ingressam na faculdade, se nâo se
juntam ao mundo do sexo sem compromisso, são marginalizadas.
Mas garotas como Frannie Boyle estão cansadas de ouvir que
precisam ser indiferentes com o sexo, a fim de se encaixarem.
Wendy Shalit, autora dos livros A Return to Modesty e The Good
Girl Revolution, conversou com inúmeras jovens por todo o país
sobre sexo, namoro e casamento, e cerca de setenta por cento
das declarações indicam que as mulheres sentem que precisam
esconder sua vontade pelo casamento e maternidade a fim de serem
aceitas. Muitas fazem parte da cultura do sexo casual só para se
sentirem normais. Um estudo publicado no Archives of Pediatria
and Adolescent Medicine divulgou que 41 por cento das garotas
entre quatorze e dezessete anos informaram terem feito “sexo sem
vontade. O que não deve ser confundido com estupro (que uma
feminista alegaria imediatamente). O “sexo sem vontade”, de outro
modo, significa que as garotas se sentiram pressionadas a transar
com todo mundo. Outros estudos mostram que adolescentes que
já tinham feito sexo, geralmente garotas, queriam ter esperado mais
tempo antes de ter relações sexuais.

92
A pressão para ser uma boa menina era o que as feministas
na década de 1960 anunciavam como opressiva, mas ho»e o mveTso
é verdadeiro, f opressivo que as mulheres sintam que tenham que
ser ‘'perversas para serem aceitas, isso leva embora sua dignidade,
resultando em impotência. “Será que a perversidade exige mais
repressão de preferências individuais do que a virtude ia exiau?
O propósito de adiar a satisfação era iustamente para preservar
a individualidade, preferências e obietivos — e a sua felicidade
continua.”1'
Felizmente os americanos estão acordando.
Levando em consideração o famoso filme adolescente High
School Musicai que e assustadoramente parecido com o filme
de 1978 Grcasc — Xo> Tempos da Brilhantina* exceto por uma coisa:
é mais decente. Em Grcasc — \ o s Tempos da Brilhantina* uma das
personagens principais esta com a menstruação atrasada depois de
fazer sexo com um rapaz no banco traseiro de um carro, e boa parte
do filme gira em torno da ideia de que ela esteia grávida. Em High
School Musical, os personagens principais nem mesmo se beijam
até o fim do filme. Trata-se de uma obra cinematográfica que
poderia facilmente ter sido produzida nos anos 1950. Mesmo assim
a garotada adorou o filme.
Eles também adoram as series Crepúsculo e artistas como Tavior
Swift e a Miley Cyrus de antes (que não deve ser confundida com
a Miley Cyrus de agora, que arruinou sua imagem de boa menina).
E ano passado, o filme O Primeiro Amor (outro filme saudável,
classificação PG) foi lançado. Trata-se de uma comédia romântica
sobre a chegada da puberdade de um garoto e uma garota à medida
que crescem juntos no fim dos anos 1950 e início dos anos 1960. Esses
filmes e artistas representam a família saudável do entretenimento,
e a garotada é apaixonada por eles. Se existe algo que as garotas
querem nos dizer, esse algo é: elas querem limites e normas.

m
KUs queremser orientadas. Liberdade demais deísa
obrigados aos seus desejos físicos e emocionais. Nlo irrlu.
ppor isso que é essencial para qualquer cultura ditar
que promovam o rom antism o e o casamento, cm ve/ de «inqulniu
sexuais. Ê o que a senhora Shalit tentou fazer em seu prinirín,
liem, AReturn to Modesty. Nele, ela defende que é natural qilr „
mulheres sejam recatadas e que talvez devéssemos rever essa Meia
sem ridicularizar as mulheres como dementes ou reprimidas
desejarem ser dessa forma. Por assumir essa posiçüo, o liv ro d r
Shalit foi considerado controverso. (Kirkus Reviews chamou o livro
de “atrevido”.) Isso porque a ideia de que alguém, uma mulher de
23 anos, ainda por cima, tentou ressuscitar “a virtude perdida" da
América pareceu ser absurda. Será que a Shalit nào sabe c|iic .u
feministas têm lutado por décadas para dar às mulheres o direito dc
fa/er o que quiserem com seus corpos? Será que a autora vive dentro
de uma caverna?
Não mesmo. A verdade é que Shalit é bem sensata pela idade
que tem, e as jovens seriam sensatas se seguissem seu exemplo.
As mulheres de hoje não são menos românticas do que eram cem
anos atrás. Sabemos que isso é verdade, pois, apesar das enormes
oportunidades disponíveis às mulheres hoje em dia, elas ainda
decidem se casar jovens. Mulheres mais instruídas se casam um
pouco mais tarde, mas não muito, apesar do concubinato ter se
tornado socialmente aceitável e grande parte das mulheres estar no
mercado de trabalho. As mulheres, por natureza, não querem sexo
estilo self-service. Elas querem se casar.
Infelizmente, graças às feministas, o c a s a m e n t o n o s E stados
Unidos está sob ataque.

VI
4 .

POR QUE O CASAM ENTO SE ESQUIVA DA


GERAÇÃO MODERNA

Você se torna um semi-inexistente quando se casa.


— Gloria Steinern

Em algum momento, a cultura do am or livre da juventude atual


muitas vezes dá lugar ao casamento, o que pode se considerar^
coisa boa, exceto por um problema: essa geração não tem nc ç~
como é ser casado ou até mesmo como escolher o parceiro
Dois m otivos para esse fenôm eno são m uita
desconsiderados: 1) hom ens e mulheres tèm sido criados en

95
e começai a mudar nossa
casamenw- tem « ^ feta0 esforçoque colocamos^
\ forma como «< *** uma aütude n^tna em
a vezqoe e ^ 6« for<iarmenos.
- t4o ” “ ”í
- artife° '
Parte
porque pensam que podem se preparar melhor para o casamen
e afastar os potenciais desastres. Isso não só transmite n e g a th r^
O“»»»«Uà<
logo de cara, é tam b ém u m exercício de inutilidade. Não
» l i iido ej
maneira de saber o que vai acontecer no futuro. O concubina
-to não
é p ro teção c o n tra o profeta d a desgraça, na verdade ele é
que cauto
a desgraça. Os casais que primeiro decidem morar juntos (a
que já estejam noivos) tém menos chance de sucesso conjugal do
que aqueles que não coabitam.
Mas o m aior obstáculo que os jovens enfrentam quando se
trata de casamento é a falta de maturidade. Diferente de gerações
anteriores, os jovens de hoje foram mimados. Eles cresceram com
relativamente pouca dificuldade e poucas exigências morais.“Esta
é a geração que não vai se com prom eter a ir numa festa no sábado
porque talvez alguém m elhor apareça”, disse a psicoterapeuta
Shannon Fox.: Além disso, a nossa cultura de recompensa
imediata não tem funcionado em prol da geração moderna.
Se tudo não for exatam ente do jeito que eles querem que seja
agora, eles acreditam que nunca será. Eles não percebem que, no
futuro, serão recom pensados pela paciência. Casamento muda
com o passar dos anos, em m uitos casos, torna-se mais fácil. Na
verdade, estudos m ostram que casais que já estiveram insatisfeitos
com seus casam entos sentiram o oposto cinco anos depois.
Sair de um relacionamento para entrar em outro não é garantia
de um a vida melhor, tam pouco. Um cônjuge muitas vezes busca
um relacionamento novo e estimulante para escapar dos problemj
do atual relacionamento, e apenas acaba com tipos diferentes

98
^v«Nv<)U> no novo relacionamento. As pessoas se deixam levar pela
çoiosoo dv' m omento e esquecem que ao longo do tempo as coisas
mo tkam mais tão empolgantes. A paixão acaba. Como o Dr. M.
x v tt IVci escreveu em seu livro de grande sucesso publicado em
w S V w Menos iVnvrrhhr. “O sentimento de am or arrebatador
que vaiavteriea a experiência de se apaixonar sempre passa. A lua-
S'C "c >empre acaba, O tlorescer do romance sempre se desvanece”.'
\ w cvpí.vu que o amor romântico e um mito. O amor verdadeiro
" 0 v..i e " nos envolvermos nas necessidades e desejos de outra
,v » o j "IV w m os nos comprometer alem dos limites do eu”.4
bxse e um conceito difícil de aceitar em uma gerarão que foi criada
.v a Na.onear o eu acima de tudo. Alem disso, os filmes e a televisão
tè *' romantizado o casamento de forma insensata. Repetidamente,
e> americanos são bombardeados com a ideia de que ha uma
pessoa especial "por a f e e nossa função encontra-la. Mas encontrar
aguem paru se casar e uma tarefa bem menos romântica do que
gostaríamos que fosse. Ha uma multidão de pessoas no mundo das
q..a:> podemos ser compatíveis, e escolher a pessoa certa significa
>e: tão esperto quanto romântico.
Perguntamos: quando e que casar e permanecer casado se tornou
age tão complicado? Na década de 1960, o que não surpreende,
a que foi na mesma epoca que o sexo casual entrou na moda.
Foi quando as feministas começaram a entatizar o indivíduo acima
da família. Fssa mudança de toco indica que as mulheres americanas
a não planeiam o casamento com cuidado, de torma metódica
e com presciência. Em vez disso, elas são encorajadas a se concentrar
somente em suas identidades e carreiras. A ideia de que a mulher
de\e ir atras de seus sonhos, ser fiel a si mesma e não ser omitida
pelo marido e pelos tilhos tornou-se um tato consumado. Com
o tempo, as mulheres talvez queiram criar raizes, mas o casamento
e maternidade) e algo que apenas meio que acontece, como se
1

fosse um bom acompanhamento numa vida


contextos. Para as mulheres modernas, o traba

Essa é uma transformação profunda. Os casais j* nà


em si mesmos como uma unidade mas como enti

existe, como existe o legado de uma sociedade egocêntrica, do eu


primeiro, do seja feminista ou morra, do contra-ataque masculino"
escreveu Judith Wallerstein e Sandra Blakeslee em The Qhkí
M a r r ia g e : H o w a n d W h y L o ve L a s ts S

A reação masculina a esse fenômeno é dupla. O u eles se rendem


ao novo regime que as feministas criaram ou desistem. Aqueles
que se rendem geralmente o fazem porque já aceitaram a mentira
de que as mulheres são iguais aos homens ou porque é mais fácil
se entender com as mulheres em suas vidas do que combatê-las.
Aqueles que desistem tendem a permanecer em silêncio, pois
se falarem abertamente contra o feminismo, serão tachados de
machistas. Muitos homens adorariam se casar, mas sabem que
o casamento moderno é precário. Também não há incentivo para
eles se casarem, uma vez que podem ter relações sexuais sempre
que quiserem e até mesmo morar com as namoradas com pouca
interferência da sociedade. Esse foi o tema do filme Ele N ào Está
T ã o a F im d e Você. Dois dos personagens principais, Neil e Beth,

moram juntos por sete anos, mas ela dá um fora nele quando percebe
que ele não vai se casar com ela. Em vez de admitir sua parcela de
culpa (ao decidir ir morar com ele), Beth dá a entender que Ncd
e o vilão por não querer se casar. E le N à o E s td T ã o a F im d e V ocêi um
xemplo brilhante de como o feminismo enfraqueceu as mulheres

mn
\ tevohMo sexual toi anunciada como algo que colocaria
mulhcivs m \ v de igualdade com os homens, mas no lugar
diftMt. tompeu a relato masculina/feminina. Primeiro, as
mulheres hesitam em se casar porque acham que perderão suas
identidades; at, quando rsfdo prontas para casar (pois o ponteiro
do relogio biologico esta correndo), seus homens nào querem se
vasar com elas,
Isso nao e nem de longe progresso na trilha para a felicidade.
O problema com a revolução sexual é que ela foi baseada nas
mentiras de que as diferenças de género não existem e que as
mulheres querem o que os homens querem. Na verdade, nào havia
necessidade de um movimento para igualar homens e mulheres,
pois c/e$ M enim iguuis— diferentes, mas iguais. A razão pela qual
as democratas di/em às mulheres americanas que “ainda há muito
trabalho a ser feito", como Beth Frerking em Secrets of Powerful
Wtwien, e porque elas se recusam a admitir que o feminismo
fracassou.*' Quando vocè quer muito que algo aconteça e esse algo
nao acontece, sempre ha mais trabalho a ser feito. As mulheres de
esquerda estão tentando forçar um peixe a nadar fora d agua.
Apesar do fracasso do movimento feminista, ele teve um efeito
poderoso: erradicou o poder que as mulheres um dia tiveram sobre
os homens! Antes dos anos 1%0, os americanos compreendiam
que as mulheres tinham algo que os homens desejavam,
necessitavam e nào podiam ter sem o consentimento da mulher:
sexo e os próprios li lhos.
Ao equiparar sexo com amor, como as mulheres fazem
naturalmente, os homens se tornam seres humanos melhores,
e a sociedade tica melhor por causa disso. “Sem a relação duradoura
com uma mulher, a vida sexual do homem é uma série de mudanças
breves e temporárias. Com amor, o sexo se torna refinado pela
seletividade. O próprio homem é refinado, e sua sexualidade torna-

101
se não um mero impulso, mas um compromisso
com a
escreveu George Gilder em M e n a n d M a r r ia g e . Sociedade

Agora que o feminismo eliminou a necessidade e


masculino de se casar, a relação entre os sexos é instável Hoje sejo
menos razões do que nunca para os homens se estabilizarem ***
Purina
relação, muitos se contentam em morar com as namorada* n
., P°r anos
O casamento nao se torna um problema até que um dos parcei
resolva ter um filho. Alguns filhos chegam antes da decisão d S
'JÇ $ç
casar ou não.
Observe o Ben, por exemplo. Aos quarenta anos, ele mora com
a Julia, mãe de seu filho. Ela adoraria se casar (como a maioria
das mulheres), mas Ben afirma que está contente do jeito que as
coisas estão. Ele ama Julia e seu filho, mas Ben esconde um grande
ressentimento em relação a esse novo mundo que as feministas
criaram. Ele sabe que a maioria dos divórcios são iniciados pelas
mulheres e que os homens muitas vezes têm pouca voz ativa no
sistema judiciário. Assim, ele se preocupa com o que poderia
acontecer caso ele e Julia se divorciem.
Ben também guarda mágoas dos dias de solteiro e de sua
experiência no treinamento de vendas na área da saúde. Ao longo
de seus vinte anos e grande parte dos trinta, Ben teve dificuldades
em encontrar mulheres das quais ele sonharia em se casar.
Nenhuma delas estava interessada ou focada na forma tradicional
do casamento e maternidade. Ele foi golpeado duplamente quando
entrou na indústria médica.
Você deveria ouvir o que eles ensinam as mulheres durante as
aulas. Elas são instruídas a falar com o sexo masculino de forma
diferente. Estão sempre procurando formas de apontar os erros
dos homens. Esqueça o trabalho em equipe e dar o melhor em seu
campo de especialização — apenas dificulte a vida dos homens.
A maior preocupação de Ben, no entanto, é que Julia foi criada por
a ,m "vislVs * extrema esquerda" pmtm . ,
conservadora, Ben teme que a influência dos nais H t • “
com nossa cultura liberal, a em purrará na m ? ^ * *’jUntamcntc
. . . . . f r™ra na mesma direção

o r * ~
A maioria dos homens nâo * , ,ào estridentes e m " ^ *
conto Ben. mas m udos sofrem em silêncio com as c o n s e q u e n t
do movimento femtmsta. Ao tornar o homem finance,L Z
e biologicamente desnecessário, e por ser desconsiderado de suas
necessidades c objetivos, eles se sentem esgotados, e alguns, como
Ben, rejeitam o casamento completamente.
Kssa não é a solução, claro, ainda mais se os homens têm ou
querem ter filhos. Na verdade, uma das melhores maneiras de
reagir ao feminismo não é sucum bindo ao mundo que as feministas
criaram, mas sim negando-o especificamente. A única maneira de
vencer o feminismo é a rejeição total das mulheres ao movimento,
e os homens se casando com as mulheres que rejeitam o movimento.
As conservadoras entendem a natureza humana e gostam dos
homens do jeito que são. Elas não acreditam que as mulheres
americanas são oprim idas e aceitam o casamento e a maternidade
e tudo o que isso implica, inclusive adotando o sobrenome do
marido. Essa atitude é um pré-requisito do casamento.
É bem verdade que é difícil ganhar das feministas quando somos
bombardeados po r todos os lados com uma retórica feminista.
“Sempre tive a impressão que quando a gente casa, deixa de ser
quem é”, disse Sandra Bullock à Barbara Walters em uma entrevista
em março de 2010.8 A senhora Bullock não é uma anomalia —
tais com entários são com uns na mídia e representam como
ensinaram as m ulheres m odernas a enxergar o casamento.
A senhora Bullock é um ótim o exemplo do dilema da mulher
moderna. Sua separação com o Jesse James foi manchete nos

103
jornais e revistas. Embora hoje ela seja conhecida como a csp«*
abandonada por um marido mulherengo - e chamada pela raídjj
como principal vítima - a verdade é mais complexa.
Em uma América pós-feminista, aceitamos e encorajamos de
imediato a competência da mulher fora de casa, mas quando a vida
pessoal da mulher moderna vem por água abaixo, ela de repente se
torna vítima. É claro que Jesse James é culpado pelos seus atos, mas
porque partimos do princípio que Bullock fosse uma boa esposa?
É bem possível — aliás, provavelmente — que a senhora Bullock
criou uma profecia que se concretizou. Com uma atitude negativa
em relação ao casamento de antemão, ela, sem dúvida, recebeu
o que esperava. Casar-se acreditando que vai “deixar de ser quem é”
atrapalha a mulher escolher um bom parceiro e fazer o investimento
emocional necessário para criar um casamento bem-sucedido.
A mensagem de casos da mídia como o caso de Bullock é clara:
as mulheres são oprimidas, vitimadas e rejeitadas por gerações.
É o gênero que tem sido reprimido e submisso por muito tempo.
Portanto, se uma mulher quiser ser uma atriz famosa e viver em um
estado diferente do marido por meses a fio (ou se ela quiser ser sócia
de um escritório de advocacia ou senadora ou qualquer outra coisa
que a mantenha longe de casa por um longo período), bom, então o
marido só precisa aceitar a situação. E quando ele não conseguir lidar
com isso, como Jesse James claramente não conseguiu, ele deve ser
o malvado e ela a vítima. Até Laura Linney questiona se um homem
pode lidar com o estilo de vida de uma atriz, que pode ficar meses
seguidos longe de casa. À revista More, ela disse: “Por que deveriam?”
Não sabemos os detalhes por detrás do casamento de Jesse James
e Sandra Bullock, claro, mas os pormenores não são importantes
para a nossa análise. O que é importante é o enredo dos casamentos
atuais. Os jovens dizem que consideram o casamento como
p oridade, mas muitos não têm uma compreensão real sobre por
que o casamento é necessário nem apreciam tr% (\v/+tVf\
que podem ajudar o casamento dar certo. Km um arógr, itifrttthfa
*Tippw « Al G ° re separados: parabéns pra eles", a recém s*p*r*/K»
autora da série de livros Girlfriends’ Gutde, Vicki l/rvme, ev reverr
"IVdcm me chamar de louca, mas não contigo imaginar mrfra
ftxào para as pessoas se casarem a nào ser criar filh//4 //ti
a monarquia”.
Essa atitude em relação ao casamento, que é desnecessária
ou mesmo indesejável, se difundiu no século XXI. i. M a ttnt*A
atenção ao propósito do casamento após muitos drvórc ✓ /s d*
famosos ganharem as manchetes recentemente: |on e Kate f rfyssefm
(do A»m and Kate Pliis Eight), Tiger e hlin Woods, |ohr» e Kb/abeth
Edwards, o casal Bullocks, LeAnn Rimes, la rry King e Al e frpper
Gore. Semanas depois, a filha do ex-casal Oorc, Karenna í V hdf,
anunciou sua separação. Todas essas idas ao tribunal não apjcfcrro
os americanos com o objetivo de fazer o casamento dar /erfo
Um estudo realizado por James H. FowIct, autor, pesquitodor de
ciências sociais e professor de Ciências Políticas na Unrverwdade
da Califórnia, descobriu que se nosso irmão ou irrná v divorcia,
a probabilidade de nos divorciamos é de 22 por te n Ur, r quando
nossos amigos se separam , fica ainda mais influente: pessoas que t>m
um amigo/uma amiga divorciadoíaj têm 147 por cento mais chame
de se divorciarem do que aqueles que têm amigos com o casamento
intacto. Ao que tudo indica, a pressão dos colegas não acal/a na e v /da
Ê difícil perm anecer casado quando se vive em urna cultura ern
que o divórcio é aprovado pela sociedade, mas é ainda mais cíifU »1
quando o divórcio é glorificado. Nos últim os anos, dezenas de ar tigr*
têm deplorado o casam ento e exaltado os bcncfícir* do dív/rftar
Em “Confessions o f a Sem i-H appy Wife”, Kllen I ien escreveu;
Sob a im ensidade da natureza ordinária do nosso casam ento
de todos os casamentos — corre a legenda silenciosa do divórc ío

105
f 0 conceito escarlate, a ponderação contínua de quase todas
as mulheres que eu conheço com filhos que largaram as fraldas há
pelo menos dois anos e um m arido que não precisará das fra|díls

pelos próximos trinta.10


Ticn passou a exaltar a mensagem feminista de que as mulheres
de gerações passadas “se acomodavam ” ao permanecerem em
casamentos infelizes, “(.»raças a Deus pelo divórcio, que talvez seja
o último privilégio de escolha da mulher. Um expressivo golpe do
machado e a felicidade é atirada com firmeza de volta para as nossas
mitos", escreveu Tien."
Mas de todas as escritoras que têm refletido sobre a situação do
casamento moderno, a Elizabeth Gilbert foi a mais significativa
Gilbert é autora do livro autobiográfico Comer, Rezar, Amar, qUe
ocupou a lista dos mais vendidos do New York Times por 155 semanas
e foi adaptado para o cinema em 2010, estrelado por Julia Roberts
O livro de Gilbert conta a história de um a m ulher de trinta
e poucos anos (Gilbert, dez anos atras) em busca da espiritualidade e
felicidade. Ela e casada, mas extrem am ente infeliz. Q uando percebe
que a fonte dc seu descontentam ento é devido ao fato de não querer
ter hlhos (ou. aliás, não querer ficar casada de jeito nenhum ), ela
,.rga o m ando e se joga em outro relacionam ento. Ela fica devastada
quando esse outro relacionamento se desfaz — destino da maioria
dos relacionamentos de rebote, ainda mais se você for m orar com
seu novo amor, como Ciilbert fez. Com o adiantam ento expressivo
de uma editora, Ciilbert passa um ano no exterior (Itália, índia
e Indonésia) na tentativa de “encontrar a si m esm a”. Mas sua história
termina como todo bom rom ance de am or: em vez de encontrar
a si mesma, ela encontra Felipe.
ilbert é uma escritora talentosa. A narração em Comer, Rezar,
.. . . cxce*ente e ° livro tem todos os elem entos de um a ótima
Ia’ eXCet° P° r nào ficção. É a h istória da vida de Gilbert,

10*
maS muitas mulheres, na verdade, não querem viver a vida dela
seu livro sim plesm ente oferece um escape - e escapatória vende'
Na vida real, as escolhas e desejos de Gilbert são exatamente
opostas às escolhas e desejos da m aioria das mulheres. Além disso
a atitude dela em relação ao casam ento está irremediavelmente’
predestinada ao fracasso: ela acredita que o casamento ameaça
a independência da m ulher, idem seu bem-estar. Em suma,
a senhora G ilbert é um a feminista. Ela poderia ser a melhor amiga
de Virginia Woolf.
Q uando falamos de guerra cultural da América, na verdade
nos referimos em m uitos casos sobre as mulheres e seu papel na
sociedade. Bill O ’Reilly, principal guerreiro cultural da televisão,
não convence nesse ponto no The O ’Reilly Factor. Ele se orgulha
em abordar temas que as outras redes não abordam, mas até ele
age com cautela quando se trata de mulheres e feminismo. Muitas
vezes, sua estratégia é desviar atenção da situação ou simplesmente
ser sarcástico. A constante fuga por parte daqueles que fazem parte
da imprensa indica que as feministas são as únicas pessoas a quem
os am ericanos escutam quando se trata de questões das mulheres.
No entanto, elas são as últim as pessoas no m undo a quem as mulheres
americanas, que são basicam ente um bando de conservadoras,
deveriam aceitar conselhos.
Q uando questionada em um a entrevista sobre como encarava
o incrível sucesso do livro Comer, Rezar, Amar, Gilbert admitiu
estar perplexa. Ela disse não conseguir entender por que a Oprah
Winfrey dedicou dois program as inteiros sobre seu livro, ou por que
o livro m otivou m ulheres a lhe contar que se inspiraram nela para
se divorciarem. Seu editor, Paul Slovak, acredita saber o motivo.
“De alguma form a, o livro foi m uito oportuno em relação a to
uma geração de m ulheres que talvez não quisesse viver de acor
com as expectativas da sociedade a m eric an a. A colunista

107
Washington Post, Ellen McCarthy acrescentou:" ( , ,
,rr* WiViir i
tornou-se o guia [das mulheres) e Gilbert, a mentora“»* Un
A análise é equivocada. A gerânio moderna na.,
se esquivar das possibilidades do casamento e da uwunníl
a Gilbert, sim. As mulheres adoraram seu livro, mas isso itAu rqiuv |
a empatia; o livro é simplesmente gostoso de ler, pois e uma |>
história e é bem escrito.
O sucesso de Comer, Rezar, Amar é um exemplo excelente ifo
qualidade insidiosa da cultura feminista. A elite da mídia adm*
histórias de amor como a história da Gilbert por causa da mensagem
sobre os homens, casamento e identidade feminina. Qualquer
história que retrata a mulher como vítima ou retrata a mulher na
busca de sua identidade sem o marido e os filhos à uma vitória
fácil para a publicidade da grande mídia. fi por isso que a Oprah
se deleitou com a glória de Gilbert. A Oprah tampouco «credita no
casamento tradicional e nem deseja ter filhos: "Para mim,casamento
significa doação, — sacrificar-se — pelo o relacionamento. NAo sou
capaz de fazer isso”.14 Soa muito parecido com a declaraçAo que
Gilbert fez numa entrevista para a revista O: "Vi |o casamento|
como opressivo e antiquado; e maçante e inútil. E possivelmente
muito, muito destrutivo”.15
O que as mulheres na mídia fazem é uma fraude. Myrna Hlyth,
ex-editora do Ladies’ Home Journal, revela esse fato em seu livro,
Spin Sisters.
As spin sisters fazem parte da elite de mídia feminina, um (dune
da Luluzinha formado por editoras, produtoras c jornalistas de
televisão e publicação com atitudes e opiniões semelhantes que
influenciam a maneira como milhões de mulheres americanas
pensam e sentem sobre suas vidas, seu mundo e sobre ela
mesmas.16
Elas fazem isso sob a falsa impressão de que sào iguais a todo nu
Sugar Rautbord, colega de Chicago que conheceu a Oprah
muito antes dela se tornar uma magnata milionária da mídia,
disse á Kitty Kelley:
Ela |Oprah | descobriu logo que a única maneira de ter uma
carreira de sucesso e ganhar dinheiro — muito dinheiro —
é eliminando maridos e filhos e caronas solidárias dos projetos de
vida. Nenhum desses problemas afeta a Oprah na esfera dourada em
que ela vive. No entanto, ela continua a tratar os nossos problemas
com maridos e filhos e caronas solidárias como se fossem dela,
como se ela realmente fosse todas as mulheres.17
A senhora Gilbert é tão desonesta quanto. A continuação de
seu best-seller, Comprometida — Uma História de Amor leva a
crer que as reservas que um dia ela teve sobre casamento foram
aniquiladas — mas não foram. Ela e Felipe, seu namorado do
fim do livro Comer, Rezar, Amar não se apaixonaram e decidiram
se casar como o livro sugere. Em vez disso, eles foram “sentenciados
a casar” devido à situação de Felipe como imigrante ilegal.
Se o casal quisesse continuar vivendo nos Estados Unidos, ou até
mesmo visitar os Estados Unidos, eles precisavam se casar, e Gilbert
ficou com raiva, pois tinha renunciado o casamento completamente.
Sabendo que isso não resultaria em um bom livro, ela (ou seus
editores) atraiu os leitores de Comer, Rezar, Amarpara Comprometida,
insinuando que o livro teria um final feliz. Na verdade, o livro é uma
diatribe esquerdista. Gilbert questiona o propósito do casamento
o tempo todo e culpa os conservadores por reprimir as mulheres.
Ela evita cuidadosamente usar o termo liberal, tornando, assim,
sua posição sobre o feminismo ainda mais insidiosa, mas ela usa
o termo conservador repetidam ente como se fosse um palavrão.
O passado de Gilbert, do qual ela detalha em Comprometida,
ajuda a explicar por que ela é uma m ulher tão confusa. Em um
trecho, ela escreveu:

109
Fui criada para acreditar que era especial(...) Minha ‘euzisse’
sempre foi valorizada(...) Com a possível exceção das famílias mais
conservadoras entre nós, todo m undo que eu conhecia, basicamente,
compartilhava desse mesmo respeito cultural e irrefutável pelo
indivíduo(...) A busca da felicidade era meu direito inato(...)'«
Ironicamente, a afirmação de Gilbert sobre sua criação
identifica o que há de errado com a geração moderna.
É precisamente por isso que as famílias conservadoras não criam
seus filhos da maneira como Gilbert foi criada, para que elas
não acabem com filhos narcisistas que têm pouca consideração
pela instituição do casamento, A afirmação de Gilbert de que as
famílias conservadoras não valorizam o individualismo é ridícula.
Os pais podem respeitar a individualidade dos filhos e, ao mesmo
tempo, partilhar valores tradicionais.
Comprometida mostra o que aconteceu nas últimas décadas
conforme a nova geração de mulheres atingiu a maturidade. Essa
é geração que foi criada para ser egoísta e independente. Quando (e
se) os pais da geração baby boomer aconselharam seus filhos, fizeram
de uma forma tão insegura, como se o conselho fosse simplesmente
uma opinião em vez de algo que aprenderam a duras penas para vir
a ser fato genuíno. Como vimos no capítulo anterior, os baby boomers
deixaram os filhos descobrirem as coisas por si mesmos. O resultado
é uma geração de mulheres que não têm ideia de como tomar boas
decisões com relação ao amor, sexo e casamento ou, como no caso de
Gilbert, elas remoem as decisões que fazem durante anos.
Outra declaração interessante que Gilbert fez em Comer, Rezar
Amar foi: Quando larguei meu marido, acreditava sinceramente
que poderíamos resolver nossos assuntos em poucas horas com
uma calculadora, algum senso comum e um pouco de consideração
para com a pessoa que outrora am am os”.19Em algum lugar ao longo
do caminho, originado pelos seus pais ou pela cultura, Gilbert

110
acreditou que se divorciar não tem nada de mais. Esse é mais um
exemplo da imaturidade da geração moderna e da atitude derrotista
em relação ao casamento.
Em defesa das mulheres modernas, está mais difícil ser casada
hoie em dia do que costumava ser. Ser feliz no casamento requer um
ambiente propício a esse objetivo, e nós não o temos. Mas só porque
algo e mais difícil do que deveria ser não significa que é impossível.
Escrever livros que criticam a instituição do casamento, glorificam
o divórcio e incentivam as mulheres a fazer o que a senhora
Gilbert fez está longe de ser favorável. Só leva a mais infelicidade
e descontentamento.
O casamento está realmente passando por muito escrutínios nos
Estados Unidos, mas seu propósito e benefícios, bem como o desejo
das pessoas por ele, permanecem intactos. Não escute às mulheres
da mídia. A instituição do casamento não é o problema — nós é
que somos. Em suma, nós arruinamos tudo. “Não existe nenhum
outro causador significativo de tanto sofrimento e angústia humana
neste país como o colapso do casamento”, escreveu Caitlin Flanagan
na revista Time.1"
Então, como melhorar? — Não necessariamente para conquistar
o casamento perfeito, mas, pelo menos, para aumentar nossas
chances de sucesso conjugal. Escolhendo o cônjuge certo, alinhando
nossas expectativas com a realidade, nos tornando conhecedores
das diferenças de gênero e mudando nossa atitude.
Vamos começar pelo citado por último.

MUDANÇA DE ATITUDE

A atitude é o maior obstáculo que os jovens enfrentam quando


se trata de casamento. Desde o dia em que nascem, aprendem

ui
cos sobre o casamento: que ele não precisa
dois príncipes SIC0 ^ ^ instituição da qual os jovens,
ser permanente e que aspirar. Em vez disso, eles devem se
as mulheres em e s p a si m esm os com o indivíduos: descobrir
concentrar em con ece e Q que desejam em um cônjuge.
quem São, O ^ ^ é que eles devem se casar.
Então, e somen ' , á m esm o num a cultura em que
M as o que ^ - fi; ; br7 2 e;em po para am adurecer? A maturidade
as pessoas levam o ^ s|m Mas nao existe nenhuma
é pré-requisi P seus anos de solteiros em

r tr z r : znu• - ■*— *••■■*


r ir t* .» « « * • “» - " s" " ' '“ ™ i
televisão “supera o ato de dormir e trabalhar como a atividade em
que os americanos dedicam mais tempo”.21 Muitos também bebem
em excesso durante esses anos e se envolvem em relacionamentos
sem compromisso ou moram junto com seus parceiros num estado
perpétuo de incerteza — nada disso prepara os jovens para uma
vida matrimonial.
Na verdade, a ironia do raciocínio de “encontrar a si mesmo”
é que é o casamento, e não a vida de solteiro, que permite que as
pessoas descubram quem elas são. Ao ser responsável por outra
pessoa, o cônjuge aprende o que ele ou ela é capaz de fazer. Somente
fazendo sacrifícios é que podemos crescer como indivíduos.
O que não significa que todo mundo deveria se casar com vinte
e poucos anos — em que momento uma pessoa está pronta para o
casamento depende de como ela foi criada. A pessoa foi ensinada
a ser um adulto responsável, maduro? A pessoa foi ensinada que
o sacrifício na vida é inevitável, até mesmo benéfico? Ou ela foi
encorajada a ouvir sua voz interior, fazer o que for melhor para si,
A
concentrar na carreira e ter muitas experiências sexuais diferentes.
Aliás, os americanos têm confundido o conceito de conhecer a si

112
mesmo com o real problema: exemplos ruins. Não só a geração
moderna foi criada acostumada com o divórcio, como seus pais lhes
ensinaram valores que não predizem nada de bom ao casamento.
No passado, os americanos viam o casamento como o início
de suas vidas, não o fim. Casar e ter uma família era considerado
algo bom, algo positivo, algo que animava as pessoas, e a sociedade
apoiava esse objetivo. Daí chegou a revolução sexual e mudou
tudo. As feministas disseram que os homens levaram a melhor no
casamento, e que o casamento oprim e as mulheres e as impede
de alcançar o seu verdadeiro potencial. As feministas alcançaram
seu objetivo ao garantir às mulheres que a biologia feminina não
é diferente da biologia de um homem. Elas concordaram que os
homens e mulheres têm diferentes órgãos sexuais, mas alegaram
que não há mais nada que separe os sexos. São os costumes,
disseram as feministas, que fazem as mulheres pensarem que
querem se casar e ter filhos. Se as americanas não fossem oprimidas,
enxergariam que o que elas querem da vida é exatamente o que os
homens querem.
As feministas não têm noção do que motiva homens e mulheres—
pedir conselho às feministas é como pedir a opinião de um pediatra
porque seu carro não quer dar partida. As mulheres americanas têm
recebido orientação das pessoas erradas. Mesmo aquelas que dizem
não ser feministas acreditam que as mulheres devem ser tão poderosas
fora de casa quanto os homens, isso é o que foi ensinado a elas pelos
pais, pelas escolas e faculdades e pelos meios de comunicação. A ideia
de libertar as mulheres dos supostos estereótipos culturais prevalece
mesmo quando o feminismo em si parece irrelevante.
Outra atitude prejudicial das pessoas da geração moderna é que
elas se casam pensando que sempre podem se divorciar. O que é um
erro. Qualquer bom psicólogo admitirá que essa postura, muitas
vezes, define o resultado.

113
A própria possibilidade de mudar de ideia parece aumenta
chances de que mudaremos de ideia. Quando temos a possibilj^
de mudar de ideia sobre as decisões, ficamos menos satisfait«.
com
elas. Quando a decisão é final, nos envolvemos em uma variedad
de processos psicológicos que aumentam nossos sentimentos .vibre
as escolhas que fizemos com relação às opções, escreveu Barrv
Schwartz no livro O Paradoxo da Escolha.12
Uma das coisas mais importantes que as mulheres podem
fazer para melhorar suas chances de sucesso conjugal ê aprender
sobre as diferenças entre homens e mulheres. Felizmente, houve
uma quantidade extraordinária de dados coletados com relaçào
às diferenças de gênero nos últimos anos. Nunca houve melhor
momento para homens e mulheres entenderem uns aos outros
de verdade.

COMPREENSÃO DAS DIFERENÇAI

Visto que o casamento envolve a união de um homem e uma


mulher que vão, supostamente, com partilhar o mesmo espaço
por vários anos, é lógico que deve haver um amplo entendimento
sobre os sexos. Antes das feministas travarem uma guerra contra
a natureza humana, os americanos tinham um a consciência aguçada
sobre o sexo oposto. Eles não sabiam por (juc homens e mulheres
eram diferentes, mas sabiam que eram diferentes. Eles entendiam
o que a geração moderna não entende: os hom ens têm o seu papel
e as mulheres têm o delas — e cada um é igualmente eficiente e
importante. Na verdade, quando se trata de relações de gênero,
é a mulher que leva vantagem.
Como assim? “O processo vital da civilização ê a subordinaçáo da
iologia e impulsos sexuais masculinos ao âm bito perdurável

114
da »venalidade feminina” escreveu George Gilder. “Ao criar a
*nlli/a\«io, as mulheres transformam a luxúria masculina em
antoii direcionam « desejo de viajar para o trabalho, lar e família;
ume* lam os homens aos próprios filhos; educam os filhos como
*idadao» e lianslormam caçadores em pais. O fato principal da vida
e a superioridade sexual das mulheres "i3
I ssas palavras sao alheias aos jovens. Eles nunca ouviram ninguém
afirmar *|ue a mulher é o sexo superior. Pelo contrário, disseram
a eles que as mulheres sáo inferiores. É por isso que a palavra poder
ou *noneulo do poder é tão importante para elas. É raro passar uma
semana sem ouvirmos nada sobre poder relacionado às mulheres,
t ei lamente na«» ouvimos isso relacionado aos homens. Sugerir que
o* homens querem poder ou ate mesmo que deveriam ter poder
e proibido. Poder é esfera feminina. Elas merecem o poder porque
nunca (supostamente) tiveram.
Mas tiveram, sim. Pouco tempo atrás, as mulheres tinham um
enorme poder, só que de um tipo diferente. Hoje, quando falamos
sobre poder, nos referimos a dinheiro e prestígio. Faz sentido,
ja que esse tipo de poder reflete os valores modernos. No passado,
quando casamento e família faziam parte do primeiro plano,
as mulheres eram exaltadas dentro do círculo familiar. Os maridos
acatavam as esposas em praticamente todos os assuntos domésticos,
incluindo a criação dos filhos. As mulheres eram respeitadas por
suas sensibilidades especiais.
Quando as mulheres usurpam o papel do homem na sociedade,
cuino fazem agora, tudo fica desordenado. A maioria dos homens
náo quer com petir com as mulheres; eles querem cuidar delas. Isso
la/ o homem se sentir im portante e aumenta sua autoestima. Além
do mais, as estatísticas comprovam que as mulheres querem que os
homens tenham o papel dom inante na relação. Reconhecer isso não
da carta branca aos homens para tratar as mulheres como inferiores,

I IS
■ U dos hom ens não faz ou deseja isso. Essa é uma tática de
e a maior convencer as mulheres do contrário.
Ín,j T ’^ a pessoa fazer alusão à tradicional dança masculina/
H° ,e' . ,a mais se essa pessoa for homem, terá um preço a]t0
te m .m n a ^ ^ ^ edjtor da Forbes, Michael Noer, escreveu um
3 Pa8ar título “Não case com um a mulher de carreira", que
‘Z
a sT m inistas a loucura e provocou uma refutação da colega
‘ trabalh0 de Noer, Elizabeth Corcoran. A ideia do art.go de
Í J foi destacar a pesquisa em ciências sociais que comprova que
™ lher de carreira, definida como aquela que trabalha mats de 35
3 , n , á “mais propensa a se divorciar, menos propensa
b0raZ s SZ Z filhos é mais propensa a ser infeliz por causa
Noer admite que muitas mães que trabalham são felizes no
la m e n to ; ele apenas aponta que os estudos mostram que elas tém
L o s chances de serem assim do que as mães que não trabalhanc
Ele também destaca um estudo que constatou que ambos
os homens e as mulheres são infelizes quando as mulheres ganham
mais que os maridos. Essa é um a verdade incomoda, com certeza,
mas isso não a torna menos verdadeira. Parece que, apesar do e*,o
das mulheres pela a independência, elas ainda querem ser cuidadas,
e dinheiro faz parte dessa equação.
Quando as mulheres insistem em com petir com os homens no
mesmo nivel, que é o que acontece quando a sociedade adota a visão
feminista de que homens e mulheres são a mesma coisa, o cont ito
se inicia. Ele surge como um problema de logística — conforme o
casal enfrenta o estresse devido aos dois terem intensas cargas de
trabalho — e surge no quarto. Parece que os casais mais qualificados
que passam o dia dentro de escritórios são os mais propensos a trair.
“Quando seu cônjuge trabalha fora, aum entam as chances de ele
ou ela conhecer alguém mais agradável que você , escreveu Noer.
Isso não quer dizer que as mulheres não deveriam estar no mercado

116
dc trabalho. Mas quer cJi/cr que t|ti»iiu 1«i maililo* c esposa* *»to
expostos constantemente a tentações, resultam tousequém ta*
Os casamentos que têm melhorei chame* »Ir sohtevlvetem
(e aparentam ser mais felizes) são aquele* em que iimi ido* e esposa*
não competem entre si.
Casamentos tradicionais, em que a esposa depende da renda
do marido e o marido transfere a responsabilidade dos assuntos
domésticos para as esposas, inclusive em como gastar a renda
dele, geralmente vivem cm harmonia. Mesmo em famílias em que
as mulheres trabalham fora, esposas espertas nao Ira/cm seu lado
profissional para dentro de casa. lílas podem exercer certo poder no
mercado de trabalho, mas quando chegam em casa, essas mulheres
assumem um papel mais tradicional.
A inversão dos papéis de género na América moderna tem
sido um desastre. É ótimo que os homens passem mais tempo
com os filhos do que seus próprios pais costumavam passar
eé ótimo que os avanços modernos têm permitido que as mulheres
sejam bem-sucedidas fora de casa. Mas nenhum desses avanços
deve erradicar o equilíbrio delicado entre maridos e esposas, files
podem compartir o papel principal um do outro sem suplanht lo.
Esse deve ser o objetivo.
De todas as formas de melhorar a relação entre os sexos, nenhuma
é mais importante do que aceitar — e admitir — as diferenças dc
gênero. Enquanto não entendermos quem são homens e mulheres
como indivíduos e como eles trabalham em conjunto, nunca
seremos felizes.

117
ALINHAMENTO DAS EXPECTATlv
COM A REALIDad!

Visto que as mulheres m odernas foram criadas para acreditar


são o centro do universo e merecem uma vida dourada, não é de sç
surpreender que tenham inflado as expectativas sobre o casamento
Lori Gottlieb, autora do livro M ulheres que Escolhem Demais
pare de colocar defeito em todo m undo , encoraja as mulheres
a prestar bastante atenção aos seus hábitos de namoro. Ela sugere que
o problema não é a falta de homens honestos, e sim as expectativas
das mulheres de encontrar o homem perfeito. Como uma mulher
solteira na casa dos quarenta, Gottlieb aprendeu a duras penas que
as mulheres modernas, ela inclusive, têm expectativas altas demais.
Muitas saem de relacionamentos perfeitamente bons baseadas
em uma sensação de que podem achar alguém melhor.
Mas não são só as sensações que são falíveis; as opções das mulheres
diminuem à medida que envelhecem, e antes que percebam,
já é tarde demais. Conforme uma crítica do livro de Gottlieb feita
por uma leitora na Amazon: “Fui criada por uma mãe que me disse
que eu era linda e só merecia o Cara Certo mais perfeito. Assim,
durante grande parte da minha vida amorosa, eu descartei vários
rapazes por não me deixarem toda deslumbrada logo de cara”.:h
O livro de Gottlieb tocou num ponto sensível. Por coincidência,
loi publicado após um estudo realizado pelo National Bureau
oí Economic Research intitulado “O Paradoxo do Declínio da
Ivlii idade Feminina". Os autores Betsey Stevenson e Justin Wolfers
afirmam que o movimento feminista aum entou a expectativa das
mulheres mais rápido do que a sociedade foi capaz de satisfazê-la.
A medida que as expectativas das mulheres se alinharem com suas
experiéiK ias, esse declínio da felicidade poderá se inverter.”*’'
As mulheres também têm expectativas demais, e ridículas, com
10 foram expostas a uma sucessão de imagens
s®**® J inteira e imaginam que o sexo seja algo diferente
do que e. S;xo não e o tator essencial. É uma parte da vida e não
necessariamente uma parte enorme. Depende de duas pessoas em
^rr. casamento e qual etapa da vida eles estejam: eles têm filhos
ou não- Quantos anos os filhos têm? Os dois trabalham fora ou
cm cos cònuges fica em casa ajudando a criar um ambiente menos
estressor, ter Vários fatores contribuem com a frequência que as
ressoas rucem sexo e que tipo de sexo elas fazem. Infelizmente,
i atração mais iovem foi ensinada a acreditar que em qualquer
rocn relacionamento deve haver sexo de cinema com regularidade.
Mas contorne Raquel Welch escreveu em sua autobiografia, Raquel:
ckc CUanige: “O sexo e superestimado e constantemente
rra la de exagerado naquilo que ele é capaz de proporcionar,
se você tiver sorte, o sexo ocorre com certa regularidade, mas sexo
não e tudo”.:s
se as mulheres não tivessem sido criadas sob a bandeira do
"rocer feminino e aumento do poder, elas não teriam aterrissado
num lugar tão precário. As mulheres devem aceitar o fato de que
não são especiais. No livro inovador Filhos — Novas ideias sobre
ediusaeão — aclamado pela mídia como “revolucionário” —
os autores Po Bronson e Ashley Merryman descrevem o que eles
chamam de o "poder inverso do enaltecimento”. O livro ilustra que
eiocior demais um filho na tentativa de aumentar sua autoestima
e. na verdade, prejudicial. “Claro que [seu filho] é especial. Mas uma
nova pesquisa afirma que se você dizer isso a ele, você vai estragá-lo.
E um fato neurobiológico.”*'í
Na verdade, o toco incessante da América sobre problemas
remininos, que sugere que as mulheres são tão ilustres que
necessitam de atenção especial, tem criado uma geração de egos
inflados. A verdade e que as mulheres são meramente uma fatia
de um bolo muito grande - elas fazem parte de um, farnQ^
Os homens e os filhos são tão valiosos quanto, e eles tèm seu p,6prio
conjunto de necessidades e expectativas.

COMO ESCOLHER UM CÔNJUOm

Historicamente, para uma mulher, a ideia de “escolher bem"


é associada a se casar com um homem que tenha uma carreira
promissora. Para um homem, significa escolher uma mulher que ele
gostaria de levar para casa e apresentar à mãe. Visto que a natureza
humana não muda, esses fatores continuam importantes para
homens e mulheres, mas poucos admitem.
Não podemos admitir. Já que partim os do princípio de que
as mulheres não são diferentes dos hom ens, as mulheres não são
mais ensinadas a procurar um rapaz com foco na carreira e estável.
O plano é as mulheres sustentarem a si mesmas. As únicas mulheres
que pensam em buscar um rapaz com um salário decente ou
que tenha a capacidade e a vontade para ter um bom salário, são
as mulheres que planejam ficar em casa com os filhos.
Mas grande parte das m ulheres da atualidade não planejam isso.
Elas foram preparadas para um a o u tra vida. Q uerendo ou não, com
0 tempo, elas abandonam os em pregos para ficar em casa quando
descobrem quanto esforço exige ter um bebê. Elas não consideram
antecipadamente que vão agir dessa form a. O resultado é que muitas
vezes a mulher ignora um nam orado com potencial financeiro.
No passado, as mães alertavam as filhas a buscar homens que
pudessem sustentá-las. Elas, com razão, presum iam que a filha
ficaria sem trabalhar por algum tem po e, p o rtan to , precisaria de
marido que pudesse sustentá-la e sustentar seus futuros filhos.
01 o que aconteceu com Lori G ottlieb, au to ra e m ãe solteira que

120
ã.l*"'’ .» «uilhfrv» 4 lido fazer o que ela fez. Quando Gottlieb
aiiauMia um namorado cujo futuro financeiro era desanimador
>oa mac (inteligente) lhe perguntava se tal rapaz poderia sustentar
«ma lamiha. “Na e|««a, achava que ela fosse uma total reprodução
.lo» ano» W*». M» antiquada, pouco esclarecida e fora de sintonia
.«m a» mulheres .la minha geração. Mas, no fim das contas,

Kisilmnuo, o am or nao paga as contas — e nem permite que as


imiltww« tiquem em casa com seus bebês. Mas a mulher comum
nao foi ensinada a pensar nessas condições. Ela se preocupa apenas
omu ela mesma e considera que depender de um homem seja algo
, mm I VjHÜs que ela amadurece e tem filhos, entretanto, ela começa
sentu os eleitos, l >que é compreensível, já que, na verdade, quase
iodas as mulheres que conhece mentiram para ela a vida toda. Com
iodo o talatorio sobre a independência das mulheres, ninguém
Min ai s »ogitou que ela talvez quisesse ficar em casa.

As mulheres lambem ignoram os sinais de perigo. Sandra Bullock


despre/ou o tato de que seu ex-marido mulherengo já havia sido
»asado com uma estrela pornô! As mulheres de gerações anteriores
tinham uma melhor compreensão de como desconsiderar os caras
nuns. em parle porque seus pais não tinham medo de aconselhar
os filhos. Alguns pais até bancavam o casamenteiro na tentativa
de ajudar os filhos a fazer boas escolhas — muitas vezes os mais
\elhos conseguem antecipar os tipos de eventos que os jovens
enfrentarão no tuturo. A atividade de casamenteiro pode parecer
absurda hoje em dia. mas havia razões práticas para isso.
i tcografia e outro aspecto do relacionamento moderno que aflige
os »asais. Em nossa sociedade transitória, as mulheres se mudam
pata longe »le suas cidades natais para ir para a faculdade, o que
aumenta a probabilidade de se apaixonarem por alguém de outro
csiatlo. Se as mulheres moram longe de suas famílias de origem,

1:1
as mães delas não estarão disponíveis para ajudá-las
filhos. Isso não é algo que os casais pensam quando^** d<>'
se casar, m as depois de alguns anos, torna-se fundam ental^^
Finalm ente, é necessário que os casais determinem como p|
criar u m a fam ília. In d ep en d en te de quanto c u id a d o s a m ^ ^
m u lh eres planejam suas vidas, a verdade é que os filhos v* .* **
3o aba|ar
o seu m undo. Em m uitos casos, não importa quais pj
as m ulheres tinham , tudo desaparece quando se tem o bebé °*
braços. É p o r isso que os casais devem discutir antes os vak)r.
e expectativas sobre a vida familiar. Apesar dos planos estarem
sujeitos a alterações, saber os ideais de cada pessoa é o segredo
— m uitos casais se encontram presos em vidas que nào tinham
planejado po rque nunca discutiram o assunto com antecedência
Desde que as famílias com renda dupla tornaram -se o novo padrão,
os casais assum em que com um pouco de criatividade esse estilo de
vida é com p letam ente possível. N ão até se tornarem pais e percebem
que estavam enganados.
5 ,

QUANDO AS MÃES TRABALHAM

Quem corre atrás de dois coelhos, não pega nenhum.


— Provérbio Russo

Emocionalmente, este é um capítulo de leitura difícil, portanto,


primeiro, dois avisos. A nossa posição sobre o que a mídia chama
de "mães trabalhadoras” (termo absurdo e capcioso, já que as
mães em casa trabalham mais arduamente do que qualquer outra
pessoa), não c a de que todas as crianças cujas mães trabalham fora
de casa estejam predestinadas ao fracasso. Nem sugerimos que todas
,1*1 i MIM'4U M * c n u ‘,!WPnKs^ ram - Paramente, hi ^
«Mir de lauw » qtir contribuem p a ri o bcm-cstar de uma c ria is
g ur \m >ücii verdade, m> entanto, n.\o m uda o tato de qUe a ^
matema em mavsa do lar ao longo d«* últimos trinta anos (0 qucerj
e continua a sei o prim ipal objetivo feminista) tem sido devastadora.
I m segundo lugar, o m aior problema que enfrentamos como
nas Ao quando se t rata dessa questão t que a mídia se recusa a abordar
o abismo gigantesco entre os vários tipos de màes "trabalhadoras*
ou empregadas. Estamos talando de m ies cujos filhos estão todos
na escola ou m ies de bebi's e crianças pequenas? Estamos talando
de mies que trabalham em período integral, durante o ano todo
(e que talvez também levem uma ou duas horas com deslocamento)
ou de màes que trabalham em meio período, o que entende-se
como apenas dez horas por semana, ou màes que são contratadas
paia trabalhai de casa? I stamos talando de crianças que passam
varias horas dentro de uma creche ou crianças que frequentam
creches apenas por pom as horas por dia? Estamos talando de avós
ou outras pessoas de confiança que cuidam regularmente de uma
ou mais crianças?
Essas distinções s.lo decisivas — nào podemos discutir o tema
sobre "màes trabalhadoras" sem distinguir essas diversas situações.
Por qiu'? Porque nos agora sabemos de acordo com pesquisas
que o aspecto mais importante nos primeiros anos de vida de
uma criança e o cuidado e a atenção constante de um indivíduo,
de preterõncia a mãe, mas nào necessariamente. Ê óbvio que isso
n,\o possa ocorrer em um ambiente com um grupo grande de
pessoas. (Pode ocorrer, no entanto, em um ambiente menor, na casa
de um amigo ou parente de confiança.) "A creche boa vs. a creche
ruim nào o o problema. Erequentar a creche em período integral,
seja a creche boa ou ruim, pode interferir, e geralmente interfere.no
desenvolvimento emocional fundamental da criança", escreveram
os autores e ex-proprietários de creche William e Wendy Dreskin.1
Reconhecemos o abismo cjue existe entre essas diversas
circunstâncias, portanto, este capítulo se concentra exclusivamente
em mães que permaneceram na força de trabalho de forma regular
ao longo de suas vidas e deixaram os filhos aos cuidados de terceiros
em período integral.
De acordo com a agência independente de pesquisas de opinião,
Public Agenda, setenta por cento dos pais com crianças menores de
cinco anos concordam que “ter o pai ou a mãe em casa é o ideal”.
Além disso, 63 por cento dos pais discordam com a ideia de que
as crianças em creches recebem o cuidado e a atenção “de forma
tão adequada quanto” em casa com o pai ou a mãe. Ainda mais
alarmante é este fato: seis em cada dez americanos classificam sua
geração como “mediana” ou “ruim” na criação dos filhos.
É evidente que algo deu muito errado. E embora possa existir
vários culpados, como a ruptura familiar, por exemplo, é indiscutível
que a pressão feminista para fazer as mães, sobretudo as mães de
crianças pequenas, saírem de casa para trabalhar fora em tempo
integral tem sido uma experiência social desastrosa.
É provável que você nunca tenha ouvido isso nesses termos. Isso
porque as mulheres da mídia são irremediavelmente tendenciosas
quando se trata desse assunto. Esse é o tema mais pessoal que elas
poderiam abordar com potencial, e é por isso que não fazem.
Bernard Goldberg foi o primeiro a explicar em seu livro inovador,
Parcialidade, o motivo da principal denúncia das intenções
da elite de mídia. No livro, Goldberg dedica um capítulo inteiro
à “história mais im portante que você nunca viu na TV , que se refere
às executivas da mídia que são cruelmente hostis contra qualquer
crítica sobre mães trabalhadoras ou creche. Relatar ou debater
os custos sociais desse fenômeno nos meios de comunicação
tornou-se um tabu, que foi criado por essas mulheres.

125
houve um apagáo nos tclejornais sobre toda, „
Não e que C0IT1 nossos filhos; e que os jornalista*
c° — r r L o s pontos. Eles não divulgam a verdadeira
de elite não querem » __possivelmente um a das histórias mais
e significativa h|Stor,a^ __ de que essa ausência das mães em
significativas de nosso histórico, e que milhões e milhões
casa não tem q u a j u e ^ largadas, nas palavras de Mary
de crianças ame Home-Alone America), para ‘se virarem
Eberstadt (em ias dcsastrosas". escreveu Goldbergc

“ p o Íq ú eT eli.e feminista ignora esse assunto? Por dois motivos.


q „ a maioria das mulheres na imprensa sao mães
Pf M h T do m relas deixam os filhos na creche ou com uma baba
" Í a s as manhãs antes de se apresentarem no trabalho. Assim, elas
1 numa posição em que fica difícil abordar o tema de forma
imparcial. Se fizerem se sentirão com o péssimas maes e tsso ex.gira
uma enorme reavaliação na m aneira com o foram ensmadas
a pensar sobre mulheres e trabalho - e elas não estão preparadas
para isso. Em suma, a elite feminista é incapaz de fazer o paralelo
entre o bem-estar dos filhos e a ausência das maes em casa.

A LIG A Ç Ã O DOS PONTOS

No entanto, segue o que sabemos. Pela prim eira vez na história


americana, os pais já não precisam cuidar das crianças que trazem
a este mundo. No passado, esperava-se que os pais criassem seus
próprios filhos. Terceirizar essa tarefa era algo que apenas as famílias
ricas faziam. O motivo não era porque as m ulheres “naqueles dias"
eram oprimidas ou porque as famílias “tin h am condições” para
, como as feministas querem fazer você acreditar. Era porque
ericanos reconheciam o fato de que as crianças têm

126
carências, c que essas carências são atendidas de melhor forma
pdos proprios pais.
Então as teministas surgiram e colocaram em dúvida a
importância da maternidade. Elas espalharam a notícia de que
a maternidade não é um objetivo profissional adequado para
as mulheres instruídas. As mulheres, segundo elas, devem fazer
das carreiras, e não dos filhos, o toco de suas vidas. O cuidador
substituto, em outras palavras, é perfeitamente capaz de fazer o que
as mães fizeram de graça no passado.
E as mulheres deram ouvidos.
Trinta anos depois, aqui está o que temos a mostrar sobre isso:
um aumento enorme de problemas emocionais até mesmo entre
os mais pequenos; uma epidemia de rebeldia estudantil, a ponto
de os programas antibullying se tornarem comuns; um aumento
triplo da obesidade intantil; privação crônica do sono; um
aumento significativo de atividades sexuais e antes do casamento;
uma quase total falta de exposição à natureza e de exercício físico
saudavel; e. o mais importante, um colapso total da disciplina na
criação dos filhos.
Devemos notar que a experiência na criação dos filhos hoje é bem
diferente de trinta anos atrás. De fato, a grande maioria dos pais na
America por cento) acredita que criar filhos hoje é “muito mais
dificil" que na época em que foram criados. As mães e os pais de
hoie estão lutando contra uma cultura que restringe diretamente
o processo de criação dos filhos. Entre bairros desolados e a miríade
de dispositivos tecnológicos e mensagens da mídia empurradas nas
crianças, e incrível que os pais sobrevivam à experiência de forma
intacta. Apesar disso, nós temos escolha. Continuamos a enveredar
pelo caminho em que estamos ou começamos a reverter o processo?
Nào estamos sugerindo voltar para a forma como tudo era antes,
como os esquerdistas rapidamente vão mencionar. Mas estamos

1 :7
1

,rás para onde erram os — porque há al^


sugerindo olhar P * « ^ sociedade pode m udar, mas as crUnç*,
para se pensar seria ^ hoje> com as mesmas necessidades,
não. Elas vêm a este ^ e pais continuam a ser a influência
expectativas de cem ^ fQhos.

maissignifica«''« vKCÍS»
em
osncontrar a resposta.
Só por essa raZ* 7 o fM u ltitasking, o especialista em gestão, Dave
No livro The My J puiar conhecido como multitarefa.
Crenshaw, aborda o c o n c « ^ ^ C renshaw * torna “Phü”, um

Usando uma ta ^ é incum bido a ensinar a Helen (uma


consultor de coac ^ sua habUidade em ser multitarefa)
executiva <lue * J * ? “ um a m entira. Ele começa com a definição:
por que a mu > £ de duas ou ma,s tarefas pela

” mi * - " " p “ d"r ' Mu“


primeiro foi um term o de com putação , ele diz a Helen.
O termo aparente na definição é m uito im portante. Igual ao seu
cérebro, o com putador não consegue se concentrar em duas ou
mais coisas ao mesmo tempo. O que o processador realmente faz
é alternar rapidamente entre um program a e outro, o que dá a ilusão
de que ele está fazendo tudo ao m esm o tem po.3
Helen não está convencida. Ela tem sido um a pessoa multitarefa
sua vida inteira e depende dessa habilidade para desempenhar
tudo o que precisa fazer. Toda vez que Phil fornece exemplos da
vida da Helen a fim de dem onstrar por que a abordagem dela não
é eficaz, Helen fica na defensiva. Até o fim do livro, no entanto,
Phil consegue convencer a Helen de que ela está apenas alternando
tarefas (afastando-se de uma coisa para se concentrar em outra)
em vez de multitarefa, o que sugere que ela desempenha mais de
uma tarefa de uma vez. Ele leva o livro inteiro para convencê-la,
mas no último capítulo, Helen está pronta e disposta a desistir de toda
a ideia sobre multitarefa.

128
o recado do livro de Orenshaw e que o oérehm mimam* .». c.mci
urn com putador: ele só é capaz de se concentrar iw-a ,c*o w
cada vez. A alternação entre diferentes tarefa* ,ãr :<v^ -
da incapacidade do cérebro para processar lois v.nunfn« le
informações sim ultaneam ente. A muitirarefa le-merm-a >—nr>
e dinheiro, e prejudica as nossas relações no rahaihe - —
Assim, a multitarefa é um mito.
Mas não espere que a geração m oderna idrr -: m* a,
as mulheres de hoje são preparadas para ama v:a -■/..* arera
Desde a infância, disseram que elas podiam er u v ...* —
na vida, tudo ao mesmo tempo. Suas mentoras nã< . ,„r-
multitarefa, mas é exatamente o que elas rer. m atãarr. .:e ^
mulheres façam. Aspirar uma carreira em emoo :r*
a maternidade, pelo menos quando os nihos ãc ..-a
tentativa de multitarefa.
A geração m oderna é a primeira a tentar sh areiá a m n a c c .
No passado, as mulheres viam suas /idas iomo eciucrc-ü.
filme de 1944, A Mocidade Ê Assim Mesmo, i mae tiz 9 C
(interpretada pela Elizabeth Taylor): “Há tempo par 2 'H£.':. roÊ : " a
sua ordem e no tempo oportuno". Essa oersoec: .a ne:-----. ...r
as mulheres tivessem tudo, mas não ao nesm o e m :/ — - -r-a
é uma diferença fundamental. As muiheres 'am oem :om orrem ... r
que eram diferentes dos homens e. por sso. ír.nart ..m
obrigação única e im portante em casa. Ser nãe não ign - c z n ^
não poderiam buscar outros interesses ou ranaiho. m s ..>
não eram sobrecarregadas com a difícil tareta ie en*ar azer m .
de uma só vez.
As feministas querem que você pense que » razao u s m ee
no passado não fazerem o que as mães de une azem - m ra a e
as mulheres eram oprimidas. Mas a verdadeira razão ias usirrerre
terem planejado suas vidas da maneira que pianeiaram : ■nnrmie -ias
eram menos focadas em si mesmas e mais preocupadas com o b ,m
maior, e parte do bem maior se referia a assumir a responubilidade
de ter filho. As mulheres modernas, por outro lado, foram ensinada,
a colocar as próprias necessidades em foco, o que elas querem
é o que mais importa na vida. Dessa forma, se as mulheres na«
querem, ou “escolhem” não ficar em casa com os filhos, elas nâ„
precisam ficar.
Apesar dessa mudança de atitude, a maioria dos americanos
continua a acreditar que um dos pais deveria ficar em casa nos
primeiros anos de vida da criança e estar disponível aos filhos
mais velhos quando voltarem da escola. Mas você nào aprende isso
ligando a televisão ou lendo revistas femininas. Vocô aprende com
a mídia que muitas das mães de nosso tem po “trabalham” e nào tôm
escolha. Pior ainda, nos disseram que as mães devem ter jornada
dupla. Elas têm que ter um salário, além de fazer todo o trabalho
envolvido na criação dos filhos e nos cuidados domésticos.
Que essas mulheres estão sobrecarregadas é óbvio. Quem não
estaria? Quando as mães trabalham o dia todo fora de casa, elas
não têm tempo para desempenhar as incontáveis tarefas usuais feitas
pelas donas de casa, como: cuidar de bebês e crianças pequenas,
planejar, comprar e preparar três refeições saudáveis por dia,
lavar roupa, lidar com a organização da casa, resolver problemas,
participar de festividades escolares, levar os filhos para fazer
diversas atividades, levar as crianças às consultas médicas, cuidar
de pais idosos e organizar a vida social do casal. Todas essas coisas
são abandonadas quando am bos os pais trabalham em tempo
integral. Somente aqueles com condições de contratar ajuda estão
em grande parte livres de tais preocupações.
Mas a maioria das mães trabalhadoras que ouvimos culpa
os maridos por não fazerem a parte deles. No entanto, os maridos
estão fazendo exatamente o m esm o que suas esposas! O pai sente

130
a mesma pressão sentida pela mãe. (Q ue conceito!) O problema
ní0 é. como feministas afirmam, que os m a rid o s não tenham
a minima ideia do que precisa ser feito em casa (embora esse talvez
seja o caso para alguns). O problema é que nenhum dos cônjuges
,em tempo para fazer essas outras tarefas quando ambos são
consumidos por carreiras exigentes. Em outras palavras, o sistema
em si é ineficaz, e não as pessoas que fazem parte dele
O resultado desse novo m undo que as feministas criaram
se assemelha a isso:

Do The New York Times: “Acho (casamento e maternidade]


extremamente impossível. Ou, pelo menos, acho que ter bom
resultado nos dois é impossível. Sem falar no trabalho, também”.
— Cathy C.

De um artigo exclusivo da Newsweek-. “A maternidade moderna


não é difícil, é impossível. Simplesmente não há horas suficientes
em um dia para se fazer tudo. É sério. É um jogo fraudulento”.

De outro artigo da Newsweek: “Q uando eu era mais jovem, me


senti enganada pela ideia generalizada de que as mulheres podem
fazer tudo. Ao observar a mim mesma, amigas e colegas, descobri
que é m uito mais difícil, se não impossível, na vida real”.
— “southflm om ”

Tais com entários são padrões na mídia. Na verdade, como


equilibrar trabalho e família é o tema principal das revistas femininas.
Em círculos, os editores seguem (mês após mês, ano após ano)
tentando criar mais um novo plano que ajudará as mulheres a ser
uma pessoa m ultitarefa de form a efetiva. Mas nunca nada funciona.

Ml
Fm vez disso, o esforço das mulheres para equilibrar carreitas
em tempo integral com a maternidade tem cr,ado conflitos em casj
e até mesmo abalado a capacidade de curtir a vida.
Em resposta, alguns começaram a reje.tar a ,deia de quc as
mulheres podem “ter tudo”. Em 2003, a autora e colunista do
York Times, Lisa Belkin, escreveu um artigo chamado "A Revolução
do Abandono”. O artigo é referente à porcentagem de mulheres
altamente qualificadas que deixam a força de trabalho para ficar em
casa com os filhos.
É quase indiscutível que as barreiras de quarenta anos atrás foram
derrubadas. Cinquenta por cento dos alunos de graduação de 2003
da Yale eram do sexo feminino; a turm a de formandos deste ano
da Berkeley Law School era 63 por cento formada por mulheres;
em Harvard, 46 por cento; na Columbia, 51 por cento. Quase
47 por cento dos estudantes de medicina são mulheres, assim como
elas fazem parte de cinquenta por cento dos alunos nos cursos
de graduação na área de negócios. Elas são recrutadas pelas
principais empresas em todas as áreas. Elas largaram a partida com
tudo”, escreveu Belkin.
“E então, de forma inesperada, elas pararam.”4
Como Belkin explica, as mulheres representam apenas 16 por
cento dos parceiros em escritórios de advocacia, e 16 por cento dos
executivos. Além disso, apenas oito empresas da Fortune 500 têm
diretores executivos do sexo feminino, e entre os 435 membros da
Câmara dos Representantes e os cem membros do Senado, apenas
62 e 14 por cento, respectivamente, são mulheres. Belkin usa essas
estatísticas para representar “uma revolução estagnada”.
Porque estagnou? Pelo mesmo motivo do qual falamos no
capítulo 2; as mulheres estão percebendo que não estão dispostas
a investir o tempo necessário para chegar ao topo.
É, claro, im portante notar que algumas mulheres progridem

132
,ip q d pnh*. >|u hem sucedidas, (Também e
\ holai vim quanto mais bem sucedida a mulher
a h'i 1Ma - as mnlbcusque naoopiam por
j \|a (m^.\ d* babalho. u|‘( «u i|t emmm spbrecnrregadflí,
1j J ., ,'1 pudlui '•ctqns k ivuIIm . -.ao legidas pela ideologia
„ , )< )v * >1(' im m | mI lim it ,U ktMMnKHktU

M H »M «K * U U* M Ak QUB TRABALHA

> >>\!'H WVlMl« flwtíl'! «■ wtbMllM i-m 4im |ir a» mulhere»


t n))Í)fl''tM '(''b illiu v Muuliu. um', a leitura dc mas matérias
} ))))) >>» Mt1t)‘ lUUJhJmh Me'111 do imiji, uao e Iciia nenhuma
i hum" 1 llll |Ulltl“ ii *• hllm» vO|u idade escolar e o trabalho
I )|hh ' | .|H )h- *HH Mlv mo vle perimiu im o ral) e equilibrar
II, , llamas pvqiMIm vniu *• liabalho tjc periudo integral.
i |j^ , > Iu m *• T* MuTiifv. Aluihfi. as duas siiuavões equivalem
i )))))<« *i' i;' M‘i I mvlv UtoiMia uma protmula tallade compreensão
I it i‘ *|ii' myobe .uniu dv niaiivas. já que e evidente que
t tiMHh " ui*' *H| Inv anieule mais desgastantes e consumem
ipipir ilia» ' binpo do .pie os anos postei unes. Nao e cie se
*111 '■ *|i•h i qq. a»lin ivuuiuaa uao lava essa disiinvap, já que a
t)i *i>Dh) llHin * lbou *ui ' asa .ou* os ulhos lempo o bastante para
!>»j)ii)ml |ssp
t p i a t * niqu* as ediluias .^aMatuiutentaclas pelo remorso,
hot a.* ,*■ >dn, »n►Miuiiuauí um novo aspecto desse fenômeno
ui) ■buo1 i .a * »inplu .*vdisaiidi main de Jttlll da Working Mother
il u) m m niabiia dv rapa coin u Htulu; V ia que meu tilho vai
m.ii |?>ipi u» v>1isav* seguinte, a maleiia da capa linha o titulo:
*mu) o iimI" v aula i t l l l ^ i u r A icvjsia e tao consumida pelo
jiui>i).->» qm dcVMM sM chaiiiadadc i ido s m t Wpa
|íriWl ImU'K VewnmlekH e.crcvc, »obre „m,
Vm ""!? , ,, *> U w M ' ! » wu " « » M o Puniu»
HM» 'w,w,lw‘ ’ mltlnv« ilos t.lhos ilcl« (lissc e|u«. tinhn
i‘V ()ns ( „<lW ua liorn ile ilormlr pur« l|uc c|„s
ilmvo".' Oumi rnftc cnli«vl«ada pc|„
r n l, ,»10 •>.«•»s.M» « I « » « ,le M'» el« poilcrl« t«
..... — '
lj Mli II,Sl, C.ilic» iIosüovo um lim comum nu viel«
|>l',|.,m.«vskl u«MI>« o di« Uuln, lern um Hilm na
i um bebé de t rés nu'M's. No mein du loucura ela esqueceu
,1 .. , ... u ao ” do lilho da |M'0-cscola. l'.ssa lustona segue para
t r u ua l\'anuas**» . I ii I
da t'.ohen: MIodas as macs trabalhadoras töm
o w\WA Ul' <"oH'
tgqm täsde wiH’i-i-rt contra o remorso
v |llu,n ap lica que d a e as editoras da Working Mollier "saíram
vMU ,mw uussao iuvi sti^aioria” para tentar outender “a anatomia
i ivium so" Mas conversaram com especialistas (alguém
v rmU(, ,|Ui. lipo de especialistas elas consultaram? Uspecialistas
m u mo»M>n para determ inar por que as mães que trabalham
m atonnenladas pelo rem orso e o que elas podem lazer para que
o lemoiso va embora e elas possam dorm ir ã noite. Mas também
quettam sabei por que os hom ens não sofrem desse mal.
|v,o e lota tua. As m ulheres m odernas estão se afogando
e bus* ando desesperadas pelo barco salva-vidas. Quando sc
temsam a a* reditai que irão e possível ter tudo ao mesmo tempo,
elas i ausam toi mentos para si mesmas. Tam bém estão se obrigando
a iguoiai o ib oro dos lilhos e a buscar a validação da sociedade.
\ atn \ltsou Nweeoey, que grava Ihiys o f O n r iives trés dias por
semana e I /te / use» de I rès a quatro dias por semana, disse ao
pediatra que o lilho im plora para que ela tique com ele. O pediatra
disse a ela pai a uão se preocupar as *. rianças se com portam desse
leito ’mesmo se voi e licat em *asa e tiver que ir ao superm ercado.'
Isso é totalmente falso. A maioria das crianças cujas má cs ficam
cm rasa não sofre com o tipo ele ansiedade de separação e triste/,a
<|iic os lillios de mães <]iie trabalham fora o dia todo sofrem.
Até os pediatras americanos se renderam ã pressão da nossa
soi iedade feminista, embora poucos admitirão. Até as mulheres
perceberem que o remorso é a voz da consciência, elas continuarão
,i,(fundar cada ve/ mais fundo.
Para ser justo, esse fenômeno não é totalmente culpa delas.
A ( ultura da relatividade moral em que as mulheres têm sido criadas
não as ensinaram a pensar cm termos de certo e errado, por isso,
quando são confrontadas com a consciência, que é o que o remorso
é, as mulheres tentam afastá-la. Idas não percebem, ou recusam
,i a< citar, que .1 consc iência está dizendo que o que elas estão fazendo
é uma má ideia.
() remorso foi criado bem mais complicado do que é. Basicamente
ha dois tipos de remorso sentidos pelas mães: o remorso genuíno,
do tipo que corrói porque você sabe que fez algo errado e sua
«ousi ieiu ia não deixa você sair do problema,e o remorso infundado,
do tipo que aparece 110 menor deslize de uma mãe, mas é, em sua
maior parle, passageiro e irracional. Claro que é natural as mães
desejarem fazer o certo pelos lillios, e é por isso que as mulheres
as vc/es se preocupam que qualquer contratempo causará danos
irreparáveis aos pequenos. Mas não causará. Há muito espaço para
a lalha humana quando se trata de criação dos filhos, o que parece
sei algo que o pai sabe instintivamente.
Irritadas com o fato de que os pais não sofrem o mesmo tipo
de inseguranças que as mães, as mulheres tentam ser mais
semelhantes aos homens. Mas acham que as mulheres conseguem
tei lillios, deixa los aos cuidados de terceiros c não se sentirem mal
poi isso. Alem do mais, .1 sociedade apoia — e até mesmo glorifica
essa prática. Nossa cultura ajuda aliviar a culpa das mulheres,
carannndo a cias que tais sentimentos são falsos, resultado <U
s o c s e o a o c o p r e s s iv a .
Um exemplo evidente e uma entrevista da resista Cookie
as autoras Alicia Yfcarco e Mary Ann Zoellner, produtoras do
prvxrartva Toir». Ao descrever suas vidas, as duas mulheres ex p fc^
que o trabalho delas e m uito exigente. ".As horas são uma loucur
'a me aconteceu de ir para casa para am am entar a bebé, coloca U
para dorm ir e vo tar >trabalhar ate ás quatro horas da manhã”, d u ^
coe..:xT. em que a Ybarco acrescentou: “Não passa um dia em nu
ou não pergunto a mim mesma: Poderia ter me esforçado mais no
trabalho? FVxieria ter feito mais pela m inha família?' O remorso está
onde quer que vocè vá, e apenas um a questão de escolher para que
ado ouvir*.*
Pense nisso. As mulheres m odernas estão insistindo a ignorar
a consciência, com a benção da sociedade. Não é assunto sem
importância.
*
Não ha nenhum motivo para sentir remorso de cunho severo
e debilitante se não ha nada do que se sentir remorso. Uma mulher
que não pode se livrar da culpa, cuio coração se sente como se
«estivesse sendo esmagado, simplesmente tom ou uma péssima
decisão. Essa e a natureza do remorso. A unica razão pela qual o
s.cnincado tom ou-se distorcido e por que as mulheres tentam
encontrar uma maneira de evitar o remorso, iustificá-lo ou atribuir
a culpa r.a sociedade. “O rem orso presta para absolutamente nada
a não >er perpetuar a infelicidade. Então esqueça o remorso, não
rta nada do que sentir remorso" escreveu Cathv L. Greenberg, PhD,
e Barrett Avigdor, ID.'
Tais declarações são corriqueiras na mídia; e são sempre feitas
por mulheres com im pressionantes títulos acadêmicos, tomando
o texto mais influente. Se assim diz um profissional, ou assim se
acredita, deve ser verdade. Ainda, esses supostos especialistas não
tcm noção lias luvessiJ.uies crianças. As mulheres americanas
(cm sido repreendidas sobre ,\ maternidade por quem conhece
o mínimo .sobre isso!
Q „ „ kIo uma mulher in flue,te, como a G „ „ P|,o|| Brown ,1a CNN
larga o traha ho para poder hear en, easa. a elite fa n in ta . nos garante'
Suc «** " Ullhcr t01 h,r^ ul11 •> M i r as contas, lilas * , vi.inns nm
dissera,,,, das políticas ultrapassadas da América ,,ue não conseguem
agradar às necessidades das mulheres. Mas Krown deu uma explicação
que indica que ela ouviu a voz que falava com ela:
Meu plano agora é ajudar a CNN através de qualquer transição,
e depois aproveitar, pela primeiríssima vez, o ritual noturno de
leitura do Boa Noite, Lua e de beijos de boa-noite nos meus dois
meninos. Desejo tudo de bom aos meus colegas da CNN. Desde
que a hora de dorm ir não entre em conflito com o horário nobre,
eu estarei assistindo e torcendo por eles."’
A Katherine Heigl da serie de sucesso C»Y<t s Anatorny foi mais
direta em sua explicação sobre por que ela deixou a série no meio
da temporada. Heigl explicou que não podia mais “sacrificar (sua)
a relação com a (sua] filha”. Ela disse se sentir terrível por deixar
a série e que deveria ter planejado tudo melhor, mas não queria
“desapontar” sua filha. “Eu tive que escolher. Gostaríamos de poder
ter tudo exatamente do jeito desejado, mas a vida não e assim.”"

A C O N TR O V É R S IA DA D U P LA RENDA:
UM A P ISTA FA LSA

Por algum tempo, a voz corrente na America toi a de que a maioria


das mães precisa trabalhar, mas o que o “precisa trabalhar significa?
É claro que se uma mulher tem filhos para sustentar e não e casada,
ela deve ter uma renda. 1?, sim, a quantidade de mães solteiras atingiu

137
1

um máximo histórico de quarenta por cento» o que signifi^


as mães não cãsadãs estão na força de trabalho como nunca antes ^
Mas o grau em que uma mãe casada precisa trabalhar depende d
vários fatores. As manipuladoras
. c da mídia fazem
. isso rparecer
vcrcomo
se as mulheres modernas tossem vitimas da economia, como
a maioria das mães desejasse ficar em casa, mas não pode. Mas nad
aconteceu com as mães casadas para que elas fossem obrigadas
a ingressar na força de trabalho — com o a m orte ou o desempreg
de um cônjuge poderia obrigar. As feministas criaram um ambient
que exige isso. “Todo o aumento de renda nos Estados Unidos desd
1970 provem de mulheres que trabalham fora de casa" escreve
Bridget Brennan no livro Por que Elas Compram.12
Note a data: 1970. Foi quando as feministas começaram a tremular
a bandeira da libertação. Antes disso, as famílias americanas viviam
de forma diferente. Eles tinham um carro, um a televisão e um
aparelho de som. As casas tinham em média 186 metros quadrados;
os filhos dividiam os quartos e acampar era um a possibilidade
comum de passar as férias. Daí as americanas se juntaram à força
de trabalho, e suas rendas lentamente criaram “um novo padrão"."
Hoje, uma casa regular tem 38 por cento mais metragem
quadrada; os filhos têm seus próprios quartos; cada membro da
família tem seu próprio telefone celular e iPod; há televisões em
vários cómodos; os brinquedos abundam e um a viagem para
a Disney World é considerada um rito de passagem. Como foi que
isso aconteceu? As mães trabalhadoras causaram um a mudança
dramática nos hábitos de vida. As famílias podem arcar com
estilos de vida luxuosos, pois ambos os pais estão gerando renda.
A afluência em massa foi im pulsionada em grande parte pelos
rendimentos das mulheres.”14 Portanto, dizer que famílias de renda
dupla são uma necessidade é enganoso. Os pais estão trabalhando
para arcar com o estilo de vida que se acostum aram .

138
I %»* estilo »1*' wda mn|i< k..i , ,
\ “ MUrapnnlucente. Na verdade, a
......... ........................ "*** I**»* .... íorç# d e,„bulho
......^ ...... IVm,« família americana
.......... ..... **"................... ......... «•*» <« I«.» trahalham em tempo
..... " '7 ' 'l'“' " »»ilher tenha seis dígitos, uma
»„..mia hu.lv de .ernla e e,.„ol,da por custo, de cuidados diários,
t.ai..|M .le,,o.ne. .................... ..o trabalho,lavanderia.alimentos
» .... iMoHlo, e , , la.o, os impostos. I .rça a soma de tudo isso e o
........... * ....... .. >'» l'w ’ . » t ensus hureau divulgou que a
*♦«•%/#•#«l«i^ tanuliascom filhos menores de dezoito
anos, em »pie o »asai trabalhava em período integral e durante todo
o .mo e *1.o lamihas em »pie apenas um dos cônjuges trabalhava era
de l 'M I o W Vpos subliau »»s impostos e os custos relacionados
»om o liaballm, uma fanuhii atn»'ii»ana loinuni em ijue ambos os
*õuiuges tiabalham lem um h u io lupiulo de alguns possíveis mil
dõlaies poi .mo a mais fio »pie a tanulia em ijue apenas um cônjuge
liahalha Na m.uoiia »los »as»*s, as maes »pie se juntam á força de
liaballm em pei iodo mlegial nao aumentam os bens da família.
Mas nao im poila, »»s »\»*i mm isias e cobradores de impostos
m» en in am esse fenômeno. I m um artigo sobre a atual recessão,
Megan M» Vidle esplua »pie »|uaiulo as maes arranjam empregos
loia de *asa, isso aum enta o 1'lli.
I la teta »pie pagai a teu eirós para cuidar dos filhos. Talvez será
m »»ss,n lo to m p iai uMipas novas para o trabalho. Gastará dinheiro
»oin o liaiispoite e piovavelmente a família trocará refeições
»aseitas poi alimentos prontos e mais caros. Iodas essas transações
aum entam ainda mais as somas »lo reinlimento nacional.15
A veidade e «pie nao »»>!»»»amos nossos bens em perspectiva, isso
e poujiie nos leíei imos ás maes »l»> lar como sortudas. A alternativa
c a» ieditai «pie m uitas mulheres vivem sem luxo. E é exatamente
assim u lm o m uitas f a m í l i a s vivem. A maioria dos pais com filhos
em idade não escolar são os que basicamcn.c cuidam de ceu, flJhoi
e cies fazem coisas que muitas famílias nem sequer a m w d e ra ,^
c m o viver sem três ou mais televisores de tela plana. Ou a „ ,r,U
todas as refeições em casa. Ou evitar o serviço de lavandena. Ou
marmita para o trabalho. Ou fazer café em vez de ir para Starbucfcc.
Ou manter o mesmo carro por dez anos. Ou conferir livro» e DVD.
da biblioteca. Ou não comprar um m onte de brinquedo» que «
filhos nunca vão brincar. Ou fazer apenas uma viagem de féria»
por ano, se muito. Ou morar numa casa pequena. Ou fazer fe»u »
de aniversário simples em casa. Ou com prar roupa» que precisam
em vez de roupas que desejam. Ou limpar a casa eles mesmo».
Ou cortar o cabelo dos filhos eles mesmos. Ou cancelar a matricula
da academia e em vez disso ir correr.
Para a geração moderna, isso representa sacrifício. Para as gerações
anteriores, isso era somente a vida, e uma vida que permitia que as
mães ficassem em casa. “A controvérsia da necessidade económica
atinge o lar com um baque firme e perfeito. No entanto, não faz
sentido: como uma nação, nos costumávamos ser muito mais
pobres, e as mulheres costumavam a ficar em casa”, escreveu David
Gelernter.16
A renda da mãe, no entanto, pode se tornar vantajosa uma
vez que os filhos estejam na escola. Até m esm o as mulheres
“oprimidas” da década de 1950 descobriram isso. Depois de passar
anos em casa com economia, a adição de um em prego em tempo
parcial pode ser uma benção para m uitas famílias. Pode até mesmo
ser a diferença entre viajar nas férias ou não. A participação
da mãe casada e dona de casa para a sociedade vai m uito além
do investimento na criação dos filhos (em bora isso por si só não
seja grande trunfo para a sociedade). Q uando as mães saem de
casa e vão para o escritório, isso representa um a perda do que
os economistas chamam de “utilidade” ou o que pensamos como

140
j felicidade conjunta. De fornia natural, sabemos que dinheiro nán
compra felicidade. Recentes pesquisas já provaram que quando as
pessoas atingem o nível médio de renda, não há correlação entre
a felicidade e a quantidade de dinheiro que ganhamos.
Também é im portante notar que a suposta necessidade de uma
família ter duas rendas não era o propósito original das feministas
em obrigar as mulheres a sair do seu “campo de concentração
confortável” (palavras de Betty Friedan) para o mercado de
trabalho. As mulheres de esquerda foram motivadas por ra/.ôes
ideológicas, e não econômicas. Primeiro, elas queriam conquistar
a independência dos homens. Segundo, elas queriam eliminar
a dona de casa em período integral da sociedade. Sua finalidade não
era a igualdade ou a oportunidade para as mulheres no mercado de
trabalho. As feministas simplesmente queriam tornar o casamento
e a maternidade antiquados. “Uma arma crucial no arsenal
do feminismo foi a degradação da importância do papel da dona
de casa”, escreveu Carolyn Graglia em Domestic Tranquility. “Não
é a necessidade financeira que leva o movimento das mulheres a
apoiar os cuidados infantis financiados pelo governo, mas sim sua
firme convicção de que o lugar adequado para a mulher é na força
de trabalho.”17
Mas por quê? As mulheres que procuram uma carreira ambiciosa
não ficariam felizes em ter menos concorrência de mulheres? Não
se você entender a ideologia feminista. As feministas sabem muito
bem que elas nunca alcançarão a igualdade de condições no trabalho
enquanto seus concorrentes masculinos tiverem a vantagem de
ter esposas donas de casa. “Estudos comprovam que os homens no
posto de chefia têm mais chances de ter uma esposa dona de casa do
que seus colegas de trabalho”, escreveu a consultora Web e blogueira
Katrina Alcorn. “Seria esse o motivo do mercado de trabalho ser
tão defasado atualmente com os trabalhadores atuais?”18

Ml
r
As mulheres de esquerda sabem que para avançarem
facilidade elas devem privar os hom ens de sua vantagem ^ ^
esposas donas de casa. O desejo de elim inar a dona de ^ ^
período integral tem sido o objetivo das feministas desde o • ^ CíTl
A necessidade por uma segunda renda nunca foi o objetivnC,P,°

SEQUENCIAÇA o

Se multitarefa é impossível, e grande parte das mães casadas não


tem que trabalhar, então qual é a solução para as mulheres? Dedicar-
se à família e não fazer mais nada com suas vidas? Essa é a questão
mais frequentemente perguntada. E tam bém é o aspecto mais
frustrante da discussão sobre a mãe trabalhadora, pois enquadra
a questão em termos de tudo ou nada: ou as mulheres “vão
trabalhar” ou “ficam em casa”. Para justificar as mães que trabalham,
a imprensa refere-se sem parar na estatística que “setenta por cento
das mães já estão na força de trabalho”, fazendo com que aquelas
que escolheram não trabalhar fora se sintam , digam os, estúpidas.
Seguem os fatos reais sobre as mães am ericanas.
Aproximadamente sessenta por cento das m ães com filhos
menores de dezoito anos são quem principalm ente tom am conta
dos próprios filhos, tam bém conhecidas com o “mães do lar”.
Vinte e seis por cento das mães não são em pregadas, e 34 por
cento são empregadas em tem po parcial. Mas o M inistério do
Trabalho define a “mãe trabalhadora” com o alguém que traz para
casa o mesmo que um dólar por ano. Além disso, o M inistério do
Trabalho não especifica entre m ães de bebês e crianças pequenas
e mães cujos filhos estão na escola.
Tem mais. Em relação às crianças fora de idade escolar (bebês
e crianças pequenas) o porcentual de m ães q u e ficam em casa

142
aumenta. Cerca de 63 por cento das mães com filhos menores
de seis anos são as quem principalmente tomam conta dos próprios
filhos. Também há na América cerca de 148.000 pais que ficam
em casa. Conclusão: a maioria dos pais cuida dos próprios filhos em
tempo integral, ou quase em tempo integral.
Mas você não vai obter esses fatos através da mídia, tudo o que eles
dizem é que “setenta por cento das mães estão na força de trabalho”
para fazer você pensar que a vida delas representam o padrão. Mas
mais da metade das mães empregadas da América trabalha em meio
período (e muitas delas têm filhos crescidos). Assim, o número
real de mães trabalhadoras na América, mulheres que retornam
ao trabalho imediatamente após a licença maternidade e colocam
os filhos sob os cuidados de terceiros, é de apenas cerca de 35 por
cento! A distinção entre esses dois grupos não pode ser exagerada,
iá que muitas vezes refere-se à diferença entre crianças que são
criadas em suas próprias casas pelos próprios pais e aquelas que
são criadas em creches ou por uma babá.
A pesquisa é clara: a maioria das mulheres diz que o ideal
seria trabalhar em meio período, e de maneira nenhuma quando
os filhos são pequenos. De acordo com os dados mais recentes
do Pew Research Center, somente 21 por cento das mães que
trabalham dizem que o trabalho em período integral seria
o ideal. Além disso, as opiniões de mães que optaram por ficar em
casa mudaram radicalmente nos últimos dez anos. Hoje, apenas
16 por cento delas dizem que a situação ideal seria trabalhar fora
em período integral, o que é abaixo dos 24 por cento que pensavam
dessa forma em 1997. Além do mais, quase a metade de todas
as donas de casa em tempo integral diz que não trabalhar fora
de modo algum seria a situação ideal. Em 1997, elas formavam
39 por cento das mães que pensavam assim.
Tendo em conta que a maioria das mulheres na América deseja

143
os filhos (e/ 0 U trabalhar meio perlo*,,, „
f ”’ £*** ‘ redsam J e conselhos prático* «obre c o m o ,,,,,
mulheres losens p possam K r atenili«!«*, )unl„m„„,
v„la» cm família. Elas não recebem e*«a oriem .^,,
iVm ncirssti m . d m ulheres cujas metas esta,, frtl
FU* ” ,n’T C, r r r e « a s delas. Isso não faz .sentido.
oposição dire para as mulheres! Sequem i^fc,
1 " WO . q“‘ . , um termo criado pela Arlene Ro»* ( iardora eu, «•„
"SeqoeiKiav > rse a u e n c in g ” no titulo original em ingl*.|

- - - r r ; ......
virias fases, elas abrem espaço para o trabalho e para
família ^0 aspecto mais im portante da .sequenciação * p la n e ,,
, tmum, ainda na .acuidade, dedicando pelo m enos ta n t. refle,ão
o......... à maternidade quanto à carretra. A, m olhe,e, ua
(acuidade devem considerar o exato oposto do que for ensinado
polos professores e colegas atualm ente. Elas devem considerar <|iir
pt>>\ avolmente terão vontade de ficar em casa com os filhos c, assim,
ficarão tora do mercado de trabalho por um tem po, talvez até dr/
anos. dependendo de quantos filhos tiverem.
Ha vários fatores para o planejam ento antecipado. Primeiro,
a> mulheres precisam fazer uma escolha inteligente de carreira. A
verdade inconveniente é que m uitas profissões nào dão às mulheres
a flexibilidade desejada. Se você pretende ser médica, advogada
ou executiva, sua vida familiar será prejudicada — fim de papo.
tV homens e mulheres que perseguiram essas m etas pagaram um
pri\o alto por suas conquistas devido às m uitas horas que devem se
| meu r som as carreiras. É com provada que essa nào é a vida
'W ia d a pela maioria das mulheres.

r e r t c f d a ^ *^im portante que as m ulheres planejem suas vidas


vi fK.il im 'a^ e 0 r'gem ass‘m (luc tiverem filhos. Embora seja
Jg,n a r 1 e anlcm áo>perm anece o fato de que as mulheres
precisam de ajuda quando os bebês nascem. Hoje, milhões de mães
estão exasperadas porque ninguém está por perto para ajudá-las ou
aconselhá-las. Maternidade em tempo integral é um trabalho que
necessita via ajuda e do suporte da tamilia. Alguns podem substituir
a tamilia pelos amigos, c algumas mulheres têm dinheiro suficiente
para pagar alguém ou uma babá para cuidar dos filhos. Mas a
maioria não tem, e quando as mulheres não recebem a ajuda que
necessitam, seus casamentos sofrem, o que significa que seus filhos
sofrem. Uma vias razões pela qual as mulheres de gerações passadas
não terem sido táo sobrecarregadas com a maternidade como as
mulheres são hoje, e porque elas tinham a avó por perto para ajudar,
assim como as outras mães no bairro. Isso pode fazer a diferença
entre curtir e ressentir a maternidade.
O terceiro requisito de sequenciaçào é as mulheres (e homens)
não “esbanjarem” antes de se casar. Uma das razões das pessoas
acreditarem que as famílias precisam de duas fontes de renda hoje
em dia é por que os pais se acostumaram com um estilo de vida
requintado antes de ter filhos. Em gerações anteriores, homens e
mulheres se casavam antes de formarem suas carreiras, o que ajudava
a aliviar o golpe que os casais de hoje enfrentam ao ter que baixar
o padrão de vida depois de se tornarem pais. A importância desse
fenômeno não deve ser subestimada. Ê muito, muito mais difícil
descer da escada uma vez que você tenha desfrutado da boa vida.
O requisito final da sequenciaçào é a mulher escolher um
marido que trabalhe em tempo integral num emprego adequado
às necessidades da família. As mulheres modernas fracassaram
nessa missão. “O cara comum acredita que a maioria das garotas
só está à procura de dinheiro, mas a verdade é que bem poucas de
nós sequer estamos interessadas na renda , escreveu Daniela Drake
e Elizabeth Ford em Money." Desconsiderar a ética e perspectivas
de trabalho do homem significa que as mulheres podem ser

145
o b rig a da s a continuar trabalhando para não afundar a família -
muitas se arrependerão disso. Não só elas vão ficar ressentidas
èom os maridos, como também não vão aproveitar o tempo que
u-m com os filhos enquanto eles são pequenos.
A ideia de sequenciação é tão relevante hoje como era quando
„ livro da senhora Cardoza foi lançado pela primeira vez em 1986.
F porque funciona.

A VERDADE SOBRE A CRIAÇÃO


COM PARTILHADA DOS FILHOS

É preciso uma boa dose de realismo e humildade para as mulheres


aceitarem a verdade sobre a sequenciação. Mas como demonstra
o Stnart Girls Marry Money, as mulheres aceitaram cegamente as
teorias e os mitos feministas sobre am or e casamento. O livro da dupla
Drake-Ford causou muito falatório quando foi lançado em 2009.
De artigos do Wall Street Journal a debates na blogosfera, as mulheres
opinaram sobre o recado do livro. A reação geral parece ser:“Por que
ninguém me disse isso? Por que minha mãe não me contou?”
Ninguém contou a elas, pois a maioria das baby boomers são
feministas, não conservadoras. Mesmo que fossem conservadoras,
elas ainda aceitariam o mito feminista de que as mulheres nunca
devem depender de um homem. Esse era o tema com um nas casas
da atual geração de pais. Como resultado, as m eninas cresceram
assumindo que se casariam com o m elhor amigo, ambos com
um emprego e ambos com partilhando os afazeres domésticos
(provavelmente meio a meio). Elas não previram que um a vez
q se tornassem mães, elas seriam a parte psicológica entre os
I quela que sempre sente um a responsabilidade pessoal direta
pelo ambiente e bem-estar de cada filho. Se e quando as mulheres

146
tornam esses sentimentos públicos, a cultura assegura lhes que elas
so se sentem desse jeito por causa de estereótipos ultrapassados.
Nunca se imaginou que as mulheres se sentissem assim devido
às diferenças de gênero.
Criação compartilhada dos filhos soa uma maravilha ao pe
da letra, mas raramente funciona. Como as feministas amam
destacar, as mulheres continuam a assumir a maior parte das
responsabilidades referentes aos cuidados dos filhos. O que elas
não contam é o motivo: para grande parte das mulheres, a sintonia
materna nunca sai do compasso. As feministas querem que você
acredite que a razão dos afazeres domésticos não serem divididos
meio a meio é porque os homens são neandertais, o que e mentira.
Os maridos de hoje desempenham cerca de um terço do trabalho
doméstico. Também é comum ver um pai carregando o bebé em
bolsa canguru ou fazendo compras no supermercado com os filhos
a tiracolo. A realidade é que as diferenças biológicas entre homens
e mulheres faz com que algumas tarefas sejam mais taceis, ou
de maior interesse, para um determinado sexo. Uma pesquisa de
opinião da Gallup em 2008 descobriu que, ainda hoje, os casais
mantém uma divisão forte e tradicional do trabalho, com 68 por
cento dos adultos casados dizendo que a esposa lava a roupa e 57
por cento dizendo que o marido cuida do quintal. Os homens
também cuidam da manutenção do carro e tomam as decisões
sobre investimento (juntamente com uma infinidade de outras
coisas que muitas vezes são esquecidas, como colocar o lixo pra
fora, limpar as calhas, cortar a grama, pintura, limpeza dos filtros,
m udar os móveis e levantar objetos pesados), enquanto as mulheres
fazem mais as compras de supermercado, a preparação da refeição,
assistência aos filhos e limpeza da casa.
H verdade que as tarefas domésticas da mulher requerem mais
tempo do que as tarefas do marido, mas é importante comparar

147
m .,s.âs A ulcia de que a maioria das mulheres exerce
m8Çt . r , eouivalenle a dois empregos de .em po integral, enqUJnto
" "hom ens exercem apenas um * um conto de fadas fem inis,,.
Amulher comum trahalha apenas 26 horas por semana fora de casa,
(() hon,cnl com um trabalha 48 horas. Hm outras palavras.
tlH*!ulheres tem menos obrigações tora de casa. Ambos os cônjuges
iribalham de maneira igualmente árdua, apenas em diferentes
,. . estudo do lotirnalbxonomk relata que
cenários, um
enou tn.o as mulheres executam cerca de dezessete horas a mais
dc ; w W h 0 dentro da casa, os homens trabalham cerca de 22 horas
a mais fora de casa. Ao com parar a quantidade total de trabalho que
"homens e mulheres fazem dentro e fora de casa, as mulheres somam
cm média 56 horas e os homens somam 61 horas em média.
Muitos americanos acreditam que inversão de papéts de género
(O S pais mais envolvidos com o lar e as tnáes mais envolvidas com
o trabalho) é sempre algo benéfico, mas um a recente pesquisa
mostra o contrário. No livro Filhos- Novas M a s sobre
Po Bronson c Ashley Merryman afirmam que muitas das estratégias
sobre criação dos filhos da sociedade moderna estão saindo pela
culatra. Uma das estratégias que eles discutem e a inversão de papéis
de género. Na comparação entre o pai progressista (definido como
pai que compartilha a responsabilidade pelos filhos e brinca mais
com os filhos) e o pai tradicional, a Dra. Sarah Schoppe-Sullivan
descobriu que o pai progressista tinha uma qualidade conjugal mais
insatisfatóriae classificava a função familiar cm um nível
ao do pai cm que os casais desempenhavam papéis tradicionais.
Schoppe-Sullivan deduziu que o maior envolvimento com
o lar pelo pai progressista pode ter levado ao aum ento do contlito

na criação dos filhos.


Isso talvez seja devido à família não poder ser administrada Por
uma comissão. O sistema de comissões neutraliza uma família

UM
em controvérsia contínua. Em poucas palavras, os pais discutem em
excesso sobre quem faz mais — e por que é esperado que um faça
mais que o outro.
Isso não quer dizer que certa forma de inversão de papéis não
funcione. Como a escolha de uma mãe em trabalhar por meio
período ou período integral, isso não precisa ser tudo ou nada.
As diferenças de género simplesmente formam uma estrutura que,
se respeitada, torna a vida mais fácil.

FATOS POLITICAMENTE
INCORRETOS SOBRE CRECHES

O aspecto mais importante da sequcnciação exige que os jovens


tenham uma forte compreensão sobre as necessidades das crianças.
Essa é mais uma área em queas mulheres modernas foram enganadas.
As mulheres da atualidade foram criadas em uma sociedade voltada
para o trabalho, aquela que serve às necessidades dos adultos,
não das crianças. O viés feminista evita que as mulheres (e homens)
aprendam as verdades sobre as crianças, verdades que ajudarão
os jovens na busca de uma vida feliz. É necessário que os casais
aprendam antes de se casarem que as crianças têm necessidades que
são “irredutíveis”, disseram os psicólogos infantis mais importantes
do país, I)r. Stanley Greenspan e T. Berry Brazleton. As crianças
não são adultos menores, ainda que a geração moderna fora levada
a acreditar nisso.
Por exemplo, nossa geração acredita que a creche é inofensiva
e até boa para as crianças, o que faz com que vários casais,
assim que tornam -se pais, deleguem suas responsabilidades a
terceiros. I)e acordo com o Pew Research C.enter (2009), /2 por
cento dos am ericanos disseram que crianças demais estão sendo
criadas em creches hoje em diaV" Aliás, muitos pais se recusim
a entender a relação entre a creche rotineira e o bem-estar fislco
c emocional das crianças. Em troca disso, eles se deixam domi„ar
pela elite feminista.
O maior problema com as creches neste país é que a imprensa
não transmite os fatos ao público americano. Não é a mera
existência das creches que seja ruim, é a quantidade de horas qUe
as crianças passam lá dentro. O estudo mais abrangente até hoje
(do qual discutiremos mais detalhadamente no próximo capítulo)
mostra uma ligação inegável entre passar muitas horas na creche
e o aum ento de problemas com portam entais em crianças
pequenas.
De acordo com o Wall Street Journal, 29 estados americanos,
junto com algumas cidades, agora oferecem serviços de saúde mental
para crianças de três e quatro anos. “De 9,5 a 14,2 por cento das
crianças menores de seis anos sofrem sérios problemas emocionais,
o que é suficiente para prejudicar suas habilidades funcionais,
incluindo distúrbios de com portam ento ou de ansiedade”, escreveu
Sue Shellenbarger, autora da coluna Work and Family do Wall Street
Journal.21 Um outro estudo feito pelo JAMA Psychiatry constatou
que há crianças “com apenas três anos” sofrendo de depressão.
Lynn Hopson, diretora executiva de uma pré-escola de New Haven,
Connecticut, disse: “A cada ano, estamos notando mais e mais
crianças com mau com portam ento”. 22
Ao ficar sabendo dessa nova tendência de saúde mental,
Shellenbarger respondeu: “A ideia de ter profissionais de saúde
mental em creches e pré-escolas é chocante. Não acreditei quando
ouvi pela prim eira vez. Crianças tão pequenas não deveriam
precisar de auxílio em sanidade m ental”.23 Apesar do choque
inicial, Shellenbarger passou a dizer que tinha certeza de que
os program as de saúde mental podem beneficiar “classes inteiras

150
de crianças, reduzindo problem as de com portam ento e auxiliando os
professores sobrtcarregados . Ialvez eles fiquem sobrecarregados
de vez em quando, mas é um erro acreditar que isso é tudo.
As crianças são mestres em esconder suas verdadeiras identidades.
Só porque elas obedecem não significa que o problema foi resolvido.
A creche é um problem a assim como o divórcio. Desde a década
de 1970, os am ericanos escolheram acreditar que é melhor para
os filhos se os pais infelizes com o casamento se divorciarem.
Da mesma maneira, acredita-se com frequência que filhos cujas
mães são infelizes em casa estão cm melhores condições se ficarem
na creche. Mas a pesquisa de 25 anos da ludith Wallerstein,
que é referência na área, sobre os filhos do divórcio, e narrada em
seu livro, Filhos do Divórcio, prova que não é tão simples assim.
Sim, as crianças vão se adaptar às circunstâncias — elas não têm
escolha — mas as consequências do divórcio muitas vezes se
escondem atrás da depressão ou de com portam entos negativos
subsequentes. C uriosam ente, quase todos os pontos levantados pela
Wallerstein sobre o divórcio na America pode ser aplicado às creches.
“Em barcam os em um experim ento social gigantesco sem
qualquer ideia sobre com o a próxim a geração seria afetada”, ela
escreveu. “Para dizer a verdade, e se form os capazes de encará-la,
a história do divórcio em nossa sociedade está repleta de suposições
não com provadas feitas por adultos sobre as crianças simplesmente
porque tais suposições são congeniais às necessidades e vontades
dos adultos.”25
De acordo com o artigo da Shellenbarger no Wall Street Journal
a finalidade de ter especialistas cm saúde mental nas pré-escolas
é, entre outras coisas, o rientar os professores sobre as m aneiras de
interagir com as crianças. Mas não são os professores que precisam
de ajuda para aprender a lidar com as crianças, e sim os pais. Os pais
são as pessoas que precisam de instrução sobre o que as crianças

151
pcvcuuni.
.- m tf ,HKlf„«vs « * * * » ................. ... 1 * I’-*“ ' Ml
. rech^ * piYiiuucwi«
'o K ,‘,w-s...r cm........ . >'>• " ......... ......... .......... ' ; m
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on, ,1» * crianvos tenham con........ ... c a p r l c .....a ,.....
inteligentes c mais socializa,la, c l., I......>■* V. I"" .....

oll nor cxperilncia que o desenvolvimento em oc................


. o quo import» durante .» primeiro» an»», « .c l u.„,„.l,.rá
O... « criticas desses ru.vos program., de saude mental. <am»
di, 1 isa Snell, diretora de educac.to da Kcaso.. Is.undalion;
eeral.ocomportamento negativo parcccscr tuna come.,„Inc,a
intencional de toda crianca que ingress..... . p rl escola cada v.v
mais jovem’/
fí essencial que os jovens casais compreendam a importância
dos primeiros anos de vida da criança. lis.se ê o momento cm que
os seres humanos desenvolvem Irados de personalidade intangíveis,
como a empatia, a confiança, a conlidência e o amor. A melhor
c única maneira tias crianças desenvolverem essas características
é passando a maior parte de suas horas ativas com um dos pais.
( !omo disse I )iane fisher, l’h l ), cpie dec larou no congresso em 1997
sobre as implicações da creche em idade precoce:
A ciência nao pode quantificar qualidades sociais importantes,
como a compaixão, a coragem, o caráter e a visão moral.
Issas características estão incxtricavelmcute ligadas com afeto e
desenvolvimento emocional. Kcalmentc acreditamos que esses
valores possam ser redu/idosa objetivos de aprendizagem e ensinados

IV
»I«* loi ‘»».I i'tiia; mim amluenie infantil .iu u n ic o d u inteiro**
A noyão »I»' que %rian^as muito »ovens ntvessitant Sc m$£rus)'ào
foi null, loniti o presidente O h n u atu ma. c claramenie talsa.
e mosii.i um.I ignoiãm u e\ idente | \ m |\ u i f que icnhiin
esse i.uioiim o I vetdade que as o u ii ^ n vindas de Sc
haiva lenda, »mos pais jvvssam set divorvudos. solteiros» vKudo
«'in diogas, desempregados ou que não lonhcyum o pai. podem
se benefit i.u iom as vixvhes de alta qualidade <“aha quar-dade”
t onto evpressão »have h mas e falso sugerir que essa mesma leona se
aplu a ãs famílias de t lasse media.
St* ga.slãssennvN mef.ule do tempo, dinheiro e energia tentando
foi tale» ei a família amei u.ma tom o gastamos com creches —
e piogiamas tie saude mental para resoher problemas causados
pelas » jet lies a \inei u a set ia uma naNao muita mais torte.
6 .

SATISFAZER AS VONTADES DA ESQUERDA


FEMININA - ÀS SUAS CUSTAS

na reiei«,'ão de políticas como uma saída para


tn problemas pessoais de alguém.
— Díwicllc ( rittcruien

A major d: ncia entre feministas e conservadoras e que


favor d<> govrm o e as conservadoras não vio.
A* feministas falam demais sobre a falta de independência e valorizarão
alher. mas suas políticas simplesmente transferem a dependência
- sobre os homens que dependem do l io Sam.
Alguc-m talvez ache que essas duas visões de governo -
feminista ou conservadora - possam dividir democratas
e republ,canos, mas a força difundida que as feministas exercem
em nossa cultura é tanta que os republicanos nem percebem que
também, incorporaram as concepções e o vocabulário feminista’
Aos americanos é dada a impressão de que se os republicanos estão
no mesmo barco (como estiveram na Emenda dos Direitos Iguais
de 1970), as políticas feministas devem ser cabíveis. As pessoas
não percebem que estão sendo seduzidas com o próprio dinheiro
para apoiar os objetivos feministas, ou se percebem, acham que as
medidas devem ser benéficas.
Ressaltar um grupo de vítimas é procedimento normal daqueles
da esquerda, para apelar pelos sentimentos dos americanos,
criar um plano financiado pelo governo para ajudar o grupo
de desfavorecidos, fazer de conta que o plano é benéfico para
a sociedade e rotular esse plano como favorável.

CRECHE É PARA OS PAIS,


NÃO PARA OS FILHOS

A agenda feminista não é somente contra os homens e contra


o casamento, também é contra a maternidade. Quando as feministas
falam sobre a discriminação contra as mulheres numa sociedade
patriarcal, um entre seus exemplos de opressão é de que as mães
devem cuidar dos próprios filhos. As feministas exigem que essa
tarefa seja responsabilidade do governo.
No passado, marido/pai sustentava sua esposa e filhos. Na era pré-
feminista, a lei em todos os cinquenta estados obrigava os maridos a
sustentarem suas mulheres e filhos. Mas as feministas organizaram
uma prolongada campanha a fim de tirar as mães de dentro de

155
- nara entrar na força de trabalho, e então exigir que o g0verno
Evidenciasse creches. Não há nada novo sobre esses objetivos,
n direito pela creche para todos foi uma das quatro resoluíôts
polémicas apresentadas na Conferência do Ano Internacional
da Mulher em Houston, 1977.
Fssa meta é reiterada a cada ano nas convenções nacionais
da National Education Association (NEA) via resoluções que
a rovam os “programas educacionais da primeira infância nas
escolas públicas para crianças desde o nascimento até oito anos de
idade” A NEA repete suas demandas anualmente:
Os programas educacionais infantis devem ter um espectro
completo de serviços para os pais/guardiões e crianças, incluindo
assistência a criança, desenvolvimento infantil, programa de estudos
adequado e diversificado, educação especial, seleções apropriadas
e sem parcialidade. A NEA acredita que essa legislação federal
deve ser decretada para ajudar a organizar a implementação de
programas de educação infantil totalmente financiados e oferecidos
nas escolas públicas. Esses programas devem estar acessíveis a todas
as crianças em condições de igualdade e devem incluir programas
mandatórios de jardim de infância com frequência obrigatória.1

Hillary Clinton se juntou ao grupo com a reedição em 2006


de seu livro decénio: É Tarefa de uma Aldeia. (O conceito de uma
aldeia educar uma criança é um sonho feminista, já que “aldeia
é a palavra-chave liberal do governo.) Depois, em 2009, o presidente
liarack Obama se comprometeu a gastar US$ 10 bilhões a mais
por ano na educação infantil (incluindo creches), e foi feito um
adiantamento para esse compromisso em seu orçamento de 2010
no valor de USS 2 bilhões.
No mesmo ano de 2010, a feminista Gail Collins (ex-editora da
página editorial do New York Times) arengou na C-SPAN2 contra

156
0 presidente Kwh,ml Nixon porque elo votou o projeto de lei de
1 ó? I proposto pelo senador Wulter Mondai* para criar creches do
governo para crianças em idade prO-cscolar como um novo direito
da classe media. Mas a mensagem de veto de Nixon foi positiva:
ele destaca a importância da criação das crianças pelos próprios
pais. l i veto foi, e ainda e. popular entre a maioria dos americanos
que acredita que as crianças de hoje cm dia passapassam muito tempo
nas creches.
A esquerda também quer diminuir o papel e a autoridade que
os pais têm sobre os li lhos em idade pré-escolar. O jargão usado para
esse objetivo varia. Às ve/es e chamado “jardim de infância” às vezes
"educarão infantil , às ve/es “jardim de infância em tempo integral”
e às ve/es de apenas "creche”, líxceto por creches conservadoras, que
cuidam vle crianças por algumas horas por dia, dois ou três dias por
semana, esses programas sào na verdade eufemismos para tomar
conta de crianças.
Fies nao beneficiam as criativas. O verdadeiro propósito desses
programas e ajudar na eliminavào da tão chamada opressão das
mulheres, ja que se espera que elas tomem conta dos próprios
bebes. Nenhuma pesquisa justifica o cuidado de crianças pequenas
por infantários. Os estudos citados por seus defensores não foram
revistos por especialistas ou replicados e são facilmente refutados.
As pré-escolas, também conhecidas como centro de assistência
de alta qualidade, tem pouco ou nenhum efeito no desempenho
escolar ou desenvolvimento intelectual da criança. Por outro lado,
crianças que frequentam as creches parecem ter mais problemas
de com portam ento do que as crianças que não frequentam. Mas
os americanos nunca ouviram falar disso - conforme aprendemos
no capítulo anterior.
Apesar da grande frequência de crianças em creches e da
propaganda a favor, os pais sabem que isso não é benefico para

157
os filhos. Pesquisas feitas com pais relatam que a maior'
que um dos pais em casa com as crianças é m eihor do qUe at aCre^
as chamadas creches de qualidade. Por m uitos anos, o o r
Spock insistiu que a creche “não é benéfica para as ^ ani‘n
In felizmente, na década de 1990, ele abandonou esse bom Cnan<;as'
pois fazia as mães trabalhadoras ficarem com a c o n s c i ê n c ^ ^ 0’
(que tempo depois ele adm itiu ser “um ato de covardian) 3
Por sorte, outros americanos têm sido mais corajosos
Hurton White, ex-diretor do Projeto Pré-escolar d ° ^
* *n,nriHodenacional sobre o cuidado de bebês, escreve,,-
u' «n
UePois
^ de
m lis de (rinta anos de pesquisas sobre o bom desenvolv.men.o das
! eu „ao pensaria em colocar m eu bebê ou filho pequeno em
n r , l i e r programa de assistência em tem po integral, espectalmente
num ' creche"•' E Brian Robertson, autor do livro D ay Care Déception,
''présenta provas im pressionantes dos riscos de deixar as crianças
na creche e descreve a forma com o os meios de comunicação
c as universidades têm encoberto as provas desses riscos.
Os autores William e Wendy Dreskin, que foram proprietários
de uma creche, tam bém destacam os riscos no livro The Day Care
Decision. A pesquisa mais com pleta sobre creches até hoje, feita
pelo National Institute o f Child Health and Developm ent, concorda
com a análise dos autores: passar m uito tem po na creche pode
causar estresse e problemas de com p o rtam en to nas crianças.
Crianças em idade pré-escolar não precisam de instrução
acadêmica, por isso esse raciocínio é falsificado. De fato, um acervo
significativo de pesquisas m ostra que a educação formal precoce
pode realmente ser prejudicial às crianças. David Elkind, professor
esenvolvimento Infantil da Universidade Tufts e autor de vários
, C ° ^ esenv° lvirnento cognitivo e social das crianças
l a . 0eSCentes’ expl,ca q ue as crianças que recebem instrução
- d e n n c a muito cedo são m uitas vezes colocadas em risco,

138
iim "
n*\o recebem nenhum proveito aparente. Ao tentar ensinar
0 »eito Mtt hora errada, o ensino precoce pode prejudicar
a auloeMlm»i »lit criitnv»» de lorma permanente, reduzir o entusiasmo
itatural »la criança em aprender c bloquear dons e talentos.
Nito há nenhuma evidencia de que tal instrução precoce tenha
henelhios duradouros, e há uma forte evidência de que essa
iuMruçAo prevoce possa prejudicar de forma permanenteí...) Senão
»lespeitanm w para »» perigo potencial dessas práticas prejudiciais,
poderemos causar sérios danos a uma grande parte da próxima
geras »to, ele es» reveu.'
As mulheres de esquerda jamais aceitaram esses fatos, pois
as iTCihes são essenciais em suas agendas. Sem um lugar para
aht igar a s »i iançus, as feministas não podem pressionar as mulheres
americanas a ileixar suas casas em busca de pastos mais verdes.
I' visto que a maioria »las mulheres não têm dinheiro para contratar
babas em tempo integral, elas precisam de creches financiadas por
impostos, a fim »le seguir o conselho das feministas.
I eslie Bennetls, autora do livro The Feiuinine Mistake (no qual
elti critica as mulheres que fazem a “escolha regressiva proposital”
de ficar cm »asa com os filhos), é uma defensora da creche sem
papas na língua. I m um artigo para a revista Parade, ela escreveu:
"f. »rescenle .1 evidência de que uma creche de qualidade pode ter
amplos benefícios sociais e educacionais para as crianças”.5 É claro
que isso é falso — a “pesquisa” que ela usa para tentar confirmar
sua alegação vem de um vice-presidente sênior do Banco de Reserva
1ederal de Mineápolis.
A ideia central do artigo de Bennett é a acessibilidade à creche
(ou falta dela), para concordar com seu raciocínio, e ela cita Ellen
Bravo, autora »lo livro Taking on the Big Boys: Why Feminism
/» Hooil for Fomiiies, Business, atui the Nation. “Investir em centros
»le cuidados infantis ajudará a melhorar a disposição e preparação

I $9
d a s crianças. Sabemos que a questão sobre o cuidado
. , se trata de ser m elhor ou pior para as crianças, a qual,dade
i o que è determ inante”, escreveu Bravo.6
N» verdade, a pesquisa prova exatam ente o contrário: é a
quantidade que im porta. A quantidade de horas que as crianç*
passam na creche é o fator determ inante. Uma criança pode estar
na melhor creche possível, mas se ela fica longe da mãe por muito
tempo, o estrago está feito. “A América sofre um a epidemia nacional
crescente de ausência e desconexão dos pais. A ‘qualidade’ da creche
não resolve o problema e nem sequer lida com isso”, escreveu
a psicóloga Diane Fisher, Ph.D., especialista respeitada na área
de desenvolvimento cerebral infantil.7
O Pr. Stanley Cireenspan, outro especialista reconhecido na área
de desenvolvimento infantil, concorda. Ele ressalta que a América
tem lutado por anos para m elhorar a qualidade das creches —
em vão. A única m aneira de m elhorar, diz ele, é os pais cuidarem
dos próprios filhos na m aior parte. De fato, o m aior problema com
as creches é que muitas pessoas usam esse serviço. Simplesmente não
existem mulheres inteligentes e dedicadas o bastante que estejam
dispostas a atuar como mães substitutas. Essa é um a das razões
pela qual o índice de rotatividade em creches é tão alto — e isso
tem consequências que alteram a vida das crianças. O maior medo
da criança, diz Cireenspan, é a perda do relacionam ento primário.
lohn Bowlby, o único psiquiatra que recebeu o m aior prêmio da
Anu rican Psychiatric Association duas vezes, advertiu que “uma casa
precisa str muito ruim antes de ser p io r que um a boa instituição”.8
h dos esses especialistas passaram m u ito tem p o com crianças
1 '1 as. As feministas reclam am que o verdadeiro problema
** , dc recursos <™ nceiroS. Para os liberais, dinheiro é sempre
a»w J nen*'um a quantia de d in h eiro no m u n d o compensa
" Ua ° S pals' Essa é “ m a das realidades m ais duras da vida.

160
r

À PROCURA DA REMUNERAÇÃO
IGUAL PELO TRABALHO DESIGUAL

Ainda em 2010, as mulheres recebem 0,77 centavos para cada


um dólar americano recebido pelos homens. No meu Discurso
sobre o Estado da União, prometi fazer linha dura com as violações
das leis de salários iguais. Hoje, eu incentivo o Senado a aprovar
o Paycheck Fairness Act, projeto de lei de senso comum que vai
ajudar a garantir que homens e mulheres exercendo o mesmo
trabalho recebam o mesmo salário que eles e suas famílias merecem.
Espero que o congresso aja rapidamente para que eu possa aprová-
lo como lei, disse o presidente Obama em uma declaração na
Casa Branca/
Na verdade, salários iguais para trabalhos iguais é lei nos
Estados Unidos desde 1963, portanto não há nada de novo sobre
a lei ou a sua aplicação por parte da Comissão para a Igualdade
de O portunidades de Emprego (EEOC). A declaração de Obama
é uma linha de diálogo disfarçada para promover o mito feminista de
que as mulheres são vítimas de discriminação no trabalho. O mantra
dos 0,77 centavos é um núm ero falso porque não tem nenhuma
relação com a quantidade de trabalho desempenhado. Uma longa
lista de razões explica porque as mulheres, em média, trabalham
menos no mercado de trabalho remunerado e, portanto, recebem
menos, como passar anos cuidando dos filhos, arranjar trabalhos
que exigem menos horas por semana e recusar trabalhos perigosos
e desagradáveis que os hom ens aceitam para sustentar suas famílias.
As pessoas que trabalham mais horas ou que desempenham
os trabalhos mais difíceis, desagradáveis ou de risco, ganham
mais — e deveriam.
Se o que o presidente Obam a disse fosse verdade — que
empresas burlam o sistema para pagar menos às mulheres do

IH
que pagam iiim luimiMM prlo mesmo trabalho OS Contr
Mimrntr miilhcre» ou a maioria dos atantes
' cmPr«gados
*eiia imilher Afirma» »jur as mulheres na América ganham m
que os homens, sem esp líiar o porquê, mostra um • en°s
evhlenie por parle »1«» presidente ou dem onstra sua l^n° rânci’a
a menllt para o povo americano. ProPensào
As disparidades salariais nos Estados Unidos de modo algUm
csiao e u lit homens e mulheres, mas entre as mulheres casadas
c ouiios homens e mulheres que passam suas vidas na força
de nahalho, I sse é principalm entc o resultado de uma divisão
liimiliai voluniaria do trabalho, não um«» discriminação por uma
tonspíoM o de nnnlm las. As mulheres que permanecem solteiras
>,«m lillios, que permanecem no mercado de trabalho e trabalham
,lut>uUe nuiilas hotas ganham lanlo »gianto t»s homens.
I lom ens»asados e »om lillios ganham mais, enquanto mulheres
, asad.o e »om lillios ganham menos. Conform e o número de
lillios aumenla, um homem casado passa mais horas trabalhando
paia siisieui.ii a lamília, e uma m ulher casada passa menos horas
no nahalho. Nunca liavera paridade de salário entre homem
e nuilhei enquanto a maioria das m ulheres passar parte de sua
\ ida vuidando »los lillios. O papel do governo é proporcionar a
iguahl.nl»' »le opoi tunul.ules, não um tratam ento preferencial.
N»»s I st.nlos Unidos, cada um de nós sc com prom ete entre
.npiilo »pie »gieiemos e aquilo que alguém esteja disposto a pagar.
I ss.ts milhares »le tl»\ isoes resultam no que cham am os de sistema
»le iun ialiva privada.
O »omeilo leminisla sobre o controle governamental de salário
»onn\ou na década »le |U8() »piando elas inventaram uma teoria
»ham.ula Valoi I quivalente. Suas seguidoras querem impor que
as empresas paguem salários ct>m base no merecimento, não com
base m* trabalho. Isso é um absurdo — quase todo mundo acha
que merece mais do que recebe! Incapazes de vender essa ideia a
qualquer grupo legislativo, as feministas fazem o que as liberais
sempre fazem: elas correm ao Judiciário a fim de encontrar juízes
ativistas para obrigar os empregadores a promover e aumentar os
salários das mulheres.
() conceito de valor equivalente é que algum comissário (ou
czarina) dos salários deve usar o poder do governo para igualar
a remuneração de trabalhos normalmente ocupados por mulheres
(como secretária) às remunerações de ocupações exercidas
normalmente por homens (como operários de obra). Quais
ocupações recebem aumento salarial e de quanto e quais recebem
reduções salariais e de quanto estariam dentro do critério subjetivo
c arbitrário de burocratas feministas.
O presidente Obama e suas colegas feministas talvez caiam na
real se lerem o livro do Dr. Warren Farrell, Why Men Earn More:
The Startling Truth Behind the Pay Gap and What Wometi Can
Do Ahout It. O Dr. Farrell apresenta uma sólida documentação
para explicar por que os homens ganham mais que as mulheres.
É porque os homens trabalham mais horas por semana, exercem
trabalhos mais arriscados, em locais menos desejáveis, em
condições de trabalho menos agradáveis e fazem treinamento mais
técnico do que as mulheres. Noventa e dois por cento de todas as
mortes ocupacionais são de homens, porque eles aceitam exercer
atividades nas áreas mais arriscadas, como o combate a incêndios,
construção e exploração de minas.
O Dr. Farrell destaca que as escolhas profissionais das mulheres
normalmente envolvem um equilíbrio entre trabalho e o restante
da vida. As mulheres são mais propensas a equilibrar a renda com
o desejo pela segurança, realização, potencial para o crescimento
pessoal, flexibilidade e proximidade da casa. Quando \oce tscolht
o tipo de trabalho que quer se candidatar e treina para obtê-lo,

163
_ DaRar. A maioria das mulheres troca com aleKru
há um P ^ '° a P m ais tem po com a família.
I’" " " " 1' P scmana no poder, o presidente Obama auin»u
^jedí^tter, que eliminou o estatuto de limitaçõei sobre
a Ul y j d .s:rirninação de modo que um trabalhador possa,cm
fed er., , * * « « Por
, )St uuente aconteceu vinte ou mais anos atras. Essa le. expftc
a enormes novas responsabilidades que se estendem há
‘,S . )S p impossível refutar mentiras sobre discriminação que
l^mcsnla a décadas atrás se os patrões e as testem unhas já não estão
mais aqui para se defenderem.
I i„y Ledbetter trabalhou para a Goodyear por dezenove anos e
sc aposentou como pensionista. Depois, de forma inesperada, ela
alegou que seu supervisor, falecido há muitos anos, a discriminou
pelo seu género anos trás. A sentença do júri foi indenizar Lilly em
US$ 3,5 milhões. Imagine o que esse tipo de veredicto faz com uma
empresa que batalha para competir com fabricantes estrangeiros
que não estão sujeitos aos absurdos feministas. A Goodyear recorreu
e ganhou na Suprema Corte dos Estados Unidos, mas o presidente,
satisfazendo as vontades das feministas, ratificou a lei Lilly Ledbetter
para anular a decisão do tribunal.
Tem mais. Quando o presidente Obama anunciou seu projeto dc
lei de estímulo econômico multibilionário, ele prometeu que criaria
milhões de “postos imediatos de trabalho com a pá”. Isso evocou
imagens de equipes de operários com capacetes reparando pontes,
rodovias e a infraestrutura do país. Mas as feministas entraram em
a»,ao com acusações de que o projeto discriminava as mulheres, pois
as vagas nor malmente seriam ocupadas pelos hom ens. As feministas
ii.io se solidarizam com os homens que foram vítimas de dois terços
dos onze milhões dc cortes de trabalho desde o início da recessão
un *3)07. Lias solicitaram uma reunião em que repreenderam os

IM
Tí'.£r:.'> ; - : Z I ___ fi_____

^z-zzzizr •:i :
MuJhera, por exemplo, eotá na mira de um aumenu, & 2'
c^ to . O orçamento também destina US$ 50 mílhflc* »ara *>0r
de subsídios para ince/dívar o» estados a adotar a Ijcenr* <• , *
remunerada c aumentar o fmanciamento para creche*>,,4 ^/ll)
t> ) |^ j
Start programado para financiamento adicional de cerca 4 jj^
j bilhão. O orçamento d o r )bama também aumenta o financíamenu
a urn novo programa de recrutamento de estudantes university
de grupo', sub* representados em carreiras cientificas« tecnológica*
e aumenta o financiamento para um programa especial a fim 4 .
oferecer mais empregos as mulheres nas áreas de engenharia
e ciências académica*.
Joia na Jurcbtgott Noth, membro sénior do Instituto Hudson,
revelou ainda rnaís a conivência de Obama com as feministas
no projeto de lei de regulamentação financeira Dodd-Frank,
aprovada pelo congresso em 2010. A Seção 342 constituí em
pelo menos vinte agências do Minority and Women Inclusion
— agências separadas no lesouro, Federal Deposit Insurance
Corporation, Federal Mousing Finance Agency, nos doze bancos
regionais da i'eserva Federal, no conselho de governos do Fed,
na National Credit Union Administration, na Comptroller of the
Currency, na Comissão dc Tit ulos c <Jámbio, na ( Jonsumer Financial
Protection bureau. Cada agência terá seu próprio diretor e equipe
para promover a diversidade de género e a "inclusão equitativa”das
mulheres, e não somente em sua própria agência mas também na
força de trabalho de seus contratantes c subcontratardes, fi urna
mudança significativa em nossa lei trabalhista já que demanda
cotas de género e raça. As instituições concordarão c evitarão ações
judiciais apenas pela obrigação de cotas sobre sua força de trabalho,

\<A,
AS POLÍTICAS DO C A S A M IN TO

Aqueles setenta por cento de mulheres não casadas que votaram


no Barack Obama na eleição presidencial de 2008 dizem mais do
que vocè precisa saber sobre os objetivos das feministas e seus
aliados políticos. Durante anos, as mulheres de esquerda têm
se dedicado a arrastar as esposas para o mercado de trabalho
e tornar os maridos e pais irrelevantes. A feminista chefe, Ruth
Nader Ginsburg, afirmou em seu livro, financiado pela receita fiscal
e publicado em 1977, Sex Bias in thc U.S. Code, que “o mundo adulto
é (e deve ser) dividido em duas categorias: homens independentes
cuja principal responsabilidade é ganhar o pão para a família,
e mulheres dependentes cuja principal responsabilidade é cuidar
dos filhos e da casa. Esse conceito deve ser extinto”.11
As políticas são óbvias. Sem marido, as mães solteiras esperam
que o governo do Grande Irmão seja o sustento de suas despesas.
I! já que os democratas sempre podem oferecer um preço mais alto
que os republicanos em programas de muitos gastos, um aumento
no número de mães solteiras significa mais mulheres para votar
no Partido Democrata. Desde que Obama foi eleito, os democratas
têm se empenhado em aum entar o número de mães solteiras com
o aumento de fluxo de incentivos pagos pelos contribuintes para
subsidiar o estilo de vida sem casamento. Um ônus matrimonial
de mais de US$ 2.000 foi encravado na lei de sistema de saúde
do Obama. Esse c o custo adicional do seguro saúde caso um casal
que vive em concubinato decide se casar.
Quando um repórter do Wall Street Journal questionou os autores
democratas do ObamaCare, eles esclareceram que esse diferencial
foi proposital.
O funcionário defendeu a discriminação contra o casamento
porque “você precisa decidir quais são seus objetivos . C.ertamente
os dem ocratas não perm itirão que o casamento ir i.Iï .•
'•«uivionjj
a escolha dos casais am igados! Para os dcm oc ratas, ainh«MVN M
são aceitáveis, mas o estilo d e vida sem casam ento è U,"s
mais desejável, pois gera m ais votos para o Partido I>emot.
A batalha d o congresso contra o OhamaCare também i
com o as tem im stas estão determ inadas a manter o .»Iwt.,
. i il ^m o
direito num ero um das m ulheres e im por que os contribu
paguem quantos abortos forem possíveis. No Daily Beau i
. . . . ' " *utor*
feminista e ex-professora de Estudos das Mulheres, l inda I lirshinan
deixou claro que o apoio pelo direito do aborto é o teste décisif
do fem inism o verdadeiro. Ruth Budcr Cinsburg tem rcclumad
durante anos sobre a decisão da Suprema Cortc no e km ii
narris
vs. McRae, que decidiu que pela Constituição os contribuinte
não são obrigados a financiar os serviços de aborto. No entanto
as feministas aproveitam todas as oportunidades legislativas
e judiciárias para tentar fazer com que os contribuintes financiem
os serviços de aborto.
O Barack Obam a sem pre se em polgou com esses objetivos
feministas. No dia 9 de julho de 2008, em sua campanha presidencial,
ele disse à Planned Parenthood: “A primeira coisa que farei como
presidente será ratificar a Lei de Liberdade de Escolha (FOCA).
É a primeira coisa que tarei".12 Felizmente, o congresso não deu
ao presidente a chance de assinar a FOCA, que anularia todas as
restrições sobre o aborto, incluindo a Partial-Birth Abortion Ban
Act, a Hyde A m endm ent, as leis de consentim ento dos pais e as leis
de consentim ento informado.
Obama e suas tietes tem inistas fizeram todo o possível para
incluir o custeio de aborto na lei de sistema de saúde, e a persistência
delas quase sabotou o projeto d e lei. Pouco antes da aprovação final,
o financiam ento do aborto toi m antido no projeto de lei quando
uma minoria de dem ocratas traiu suas promessas pró-vida, fingindo

108
que uma ordem executiva do Obama poderia substituir o discurso
dc lei federal exigindo que as empresas de seguros cobrissem
os serviços de aborto.
As mães solteiras são o alvo principal da esquerda feminina.
O objetivo é aumentar o número de mães solteiras, aumentando o
fluxo de incentivos pagos pelos contribuintes para subsidiar o estilo
de vida sem casamento. A esquerda espera que esse plano garanta
a dependência das mães solteiras sobre o governo e apoie o Partido
Democrata. Eles fazem reverência à máxima de Ronald Reagan, que
é algo como isso aqui: quando subsidiamos algo, mais nós obtemos;
quando tributamos, menos nós obtemos.
A previdência social como a conhecemos foi criada pelo projeto
Grande Sociedade de Lyndon B. Johnson na década de 1960, em
grande parte como um programa humanitário para ajudar as viúvas
com filhos pequenos. Ainda em 1965, o programa foi reconhecido
no famoso Relatório Moynihan como um desastre social que resultou
em milhões de crianças sem pai, ilegitimidade e dependência
do governo. A falha foi direcionar a ajuda dos contribuintes apenas
para as mães, proporcionando assim um incentivo financeiro
poderoso ao pai para partir; ele não era mais necessário.
A lei Responsabilidade Pessoal e Oportunidades de Trabalho
de 1996, conhecida como Reforma da Previdência, foi aclamada
como um grande feito do Congresso Republicano e seu Contrato
com a América. Essa lei ajudou a retirar milhões de beneficiários
da previdência social da dependência para trabalhos produtivos.
No entanto, um dos primeiros atos do mandato de Obama
— surpresa — era revogar essa Reforma da Previdência. O
Congresso Democrático forneceu bonificações para os estados que
aumentassem seus gastos com Assistência Temporária para Famílias
Carentes (TANF). Os democratas sabem quem são seus ganha-pães:
mães solteiras sustentadas pelo governo do Grande Irmão.

169
Kssa política estratégica também é apresentada d
conveniente em um docum ento de sessenta página. m<K^
Promoção da Segurança Econômica da Mulher Não c
publicado pelo think tank de esquerda do John Pode«»* „ ^ í oi
CMa»o C/cntcr f
American Progress, mesma fundação que criou o The S7j 1 °r
A obra de Podesta prepara o terreno para as propostas le g is ta
dos democratas ao afirmar que a nossa definição de famíl ^
“antiquada, empacada na ideia da década de 1950 de uma fa \ *
nuclear que exclui muitas das famílias não tradicionais de hoc"n
O docum ento de Podesta descreve 83 itens de propostas de U
congressionais que usará grande parte do dinheiro dos contribuint^
para as mulheres não casadas. É possível captar o tom e a mensagem
com os títulos fascinantes:

• A Hiring Incentives to Restore Employment (HIRE) Act [lei para


incentivar, restaurar e criar empregos] “beneficiará especialmente”
as mulheres não casadas, pois incentivará a contratação no setor
da educação e saúde.

• A Unemployment Insurance Modernization Act [lei de


modernização do seguro-desemprego] exigirá a expansão na
elegibilidade e benefícios para auxiliar as mulheres.

• A Paycheck Fairness Act [lei de justiça salarial] “melhorará”


o Equal Pay Act de 1963 com base na m entira de que “as mulheres
trabalhadoras recebem 0,77 centavos para cada dólar que os
hom ens recebem”.

• A Employment N on-D iscrim ination Act (ENDA) [lei de


não discriminação no trabalho] beneficiará as mulheres lésbicas
e bissexuais.

170
• As leis Living American Wage Act [salário digno americano]
c Working for Adequate Cíains for Kmployment in Services (WAGES)
Act [trabalho por remuneração adequada na área de serviços]
melhorará a remuneração em 'trabalhos geralmente femininos”
de educação infantil, cuidados infantis e de saúde.

• As leis Pathways Advancing Career Training (PACT) Act


[promoção de treinam ento profissional) e Strengthening
Employmcnt Clusters to Organize Regional Success (SECTORS)
Act [fortalecimento de classes profissionais para unificar o sucesso
regional] oferecerão recursos financeiros aos estados para fornecer
treinam ento e acesso a empregos c profissões com bons salários
e não tradicionais para as mulheres.

• As leis Family and Medicai Leave Inclusion Act [inclusão de


licença médica e familiar | e Family and Medicai Leave Enhancement
Act [melhoria da licença médica e familiar] ampliarão a definição
de família para perm itir que parceiros não casados e cônjuges
do mesmo sexo usem os benefícios de leis de licenças familiares.

• As leis Family Income to Respond to Significant Transitions


(FIRST) Act [renda familiar correspondentes às transações
significativas] e Federal Kmployees Paid Parental Leave (FEPPLA)
Act [licença parental rem unerada aos funcionários públicos] darão
às mulheres licença familiar remunerada. •

• A lei Healthy Families Act [famílias saudáveis] exigirá que


os empregadores forneçam licença médica rem unerada, que
o docum ento alega que ajudaria as mulheres porque “elas são
desproporcional m ente afetadas” por não terem licença médica
remunerada.

171
• As leis Domestic Violencc U\»vc Act (licença por víolérn,*
doméstica| e Security and Financial Impowermcnt (SAIR) a<i
(segurança c capacitarão financeira! qualificará as mulheres «i obter
licença em uma variedade de problemas relacionados com su|>«*t,«
violência doméstica.

• A lei Starting Karly, Starting Right Act (comece cedo, tornei*


certo| fornecerá creches de alta qualidade .

• As leis Right Start C.hild ( are (cuidado infantil cometo certo]


Education Act. I Iclping I amilies Aflorei to Work Ac 11lei da ctlucação,
auxílio às famílias para acesso ao trabalho] e Halanting Act (lei
do equilíbrio| foram criadas para oferecer dinheiro e servidos ,1%
mães solteiras.

• A lei Karned Income Tax Credit (IÍK !) já tem o valor


equivalente de até US$ 5.657 para um pai/mae solteiro(a) com
guarda de três crianças. O relatório Podesta não mencionou que
o Departamento de Contabilidade do governo relata que o IRS
estima que entre 27 e 32 por cento dos dólares da RITC. sào coletados
de forma fraudulenta.

fi claro que todos esses K3 projetos de lei provavelmente nao


serão aprovados, assim como a ideia do secretário de educaçao,
Arne Duncan, de ter as escolas americanas abertas “quatorze horas
por dia, sete dias por semana, doze meses do ano” nunca ocorrerá.
Porém, os projetos ilustram as políticas das feministas e democratas
do Obarna, e suas alianças políticas. Ides também demonstram como
a previdência social, nas mãos do governo, inflou em um monstro
de desperdício de dinheiro para servir a agenda política de esquerda.

172
7
.

O MACHO DISPENSÁVEL

A tlor que unifica todos os homens é a dor de ser descartável.


— Warren Farrell

Hm uma entrevista para a revista More, a atriz Mary-Louise


Parker admitiu gostar do que é “psicologicamente perigoso”.
A senhora Parker nunca foi casada, mas tem dois filhos: um de um
relacionamento anterior e outro que ela adotou. Quando questionada
sobre como é nam orar uma mãe solteira, ela disse que uma vez um
homem perguntou se por ela ser mãe significava que os dois não
iam conseguir sair muito a sós. Parker respondeu: “Sim, significa
exatamente isso. Quer dizer que vocé aparece em quarto lugar,
porque primeiro vem meus filhos, minha carreira e minha família”.1

17'
Bem-vindo à América do século XXI.
Em apenas poucas décadas, as mulheres americanas conseguirani
rebaixar os homens de provedores e protetores respeitados a Um
ser desnecessário, irrelevante e dispensável. É um milagre qUe
os homens ainda se casem. Você deve se lembrar das palavras de
Andréa Wong no primeiro capítulo: “Algo especial acontece quando
se reúne um grupo de mulheres poderosas em uma sala... e fecha-
se a porta” Essa é uma metáfora perfeita. Não há nada que a elite
feminista adoraria mais do que deixar os homens do lado de fora.
Se você acha que estamos exagerando, avalie os seguintes
exemplos elitistas e condescendentes.

• A autora e jornalista Natalic Angier inicia um artigo do


New York l imes escrevendo: “As mulheres talvez não considerem isso
uma surpresa, mas um dos problemas mais persistentes e frustrantes na
biologia evolutiva é o macho. Por que eles simplesmente não somem?”2

• Em uma entrevista da CNN com a Maureen Dowd sobre seu


livro publicado em 2005, Os Homens são Necessários? Dowd diz:
“Agora que as mulheres não precisam dos homens para ter filhos e
prover seu sustento, a pergunta é: queremos tê-los aqui? E a resposta:
precisamos deles tia mesma forma que precisamos de sorvete, sabe?
Eles de um jeito mais enfeitado”.3

• Muitos anos atrás, Katie Couric entrevistou uma jovem noiva


no programa de I V ioday que foi abandonada no altar. Brincando,
t.oiuu perguntou a jovem se ela havia “considerado a castração
como opção". '•

• I isa Helkin, Nogueira do The New York Times, cujo trabalho


[nUmiu», mas não tendencioso demais, escreveu: “Estamos

I 4
yi\c»Kt^nvlo um momento cm que o papel de gênero está mudando
vMUfcamenUN Neste momento, uma discussão pode ser feita por
‘IU^ULS aarrativas StT aradas, a primeira é a retirada dos homens
so uounc esse m undo se torna um mundo da mulher”. 5

• bin um artigo da Atlantic intitulado “O pai é necessário?”


a aeuua Pamela Paul escreveu: “A má notícia para o pai é que apesar
da percepção comum, não ha nada concretamente necessário sobre
sua sontnhuiçào".*

lais de*, laraçòes são chocantes, f. impossível imaginar os homens


ta endo esses mesmos comentários sobre as mulheres. Poucos
ho.men> se atreveriam a fazer piada com mulheres cm público__
eles uao escapariam impunes! “Eu tomo muito cuidado para não
ofender a> mulheres. Provoco presidentes a qualquer momento,
uus controntur metade do m undo é pedir demais”, escreveu
o Ànvcxra do tornai da ABC, Sam Donaldson no livro Hold On,
V*. R e s i d e n t !
\a o e somente uma questão de educação. Os homens podem
perder a credibilidade ou ate mesmo seus empregos dizendo
o ip o de corsa que Angier, Dowd, Couric, Belkin e Paul disseram.
v\s homens são chicoteados mesmo quando usam as palavras mais
>«. ruigi naveis para descrever o comportamento negativo de uma
uudhci toi o que aconteceu com Mitt Romney quando ele fazia sua
mmpunha eleitoral para governador do estado de Massachusetts
cm WH. 1 te chamou o estilo melodramático de sua adversária
democrata de “im proprio”, e as feministas foram à loucura com
uuvtyoo de que ele tinha usado uma palavra sexista.
O Kuala sobre os com entários feitos pelo ex-presidente da
\ .mcisnlade de Harvard, Larry Summers, é outro exemplo. Em
*V\ sum m ers sugeriu que a sub-representação das mulheres nos
níveis mais altos da ciência e da engenharia poderi
a uma “diferente disponibilidade de aptidão para \ ^

Essaé uma declaraçãobastante verdadeira,eSummersfund6^ 3"'


seu argumento com discernimento, bom senso e arnent°u
Ele também deu outras duas sugestões sobre por que acha ^ '
discrepância existe. Mas as feministas não toleraram n a d - T ^
Elas não conseguem deixar de lado a suposição de que as m ulh^
possam ter menos aptidões nas áreas de ciência e engenhari ***
os homens. E mesmo Summers se desculpando várias ve T-
foi
inútil. Suas colegas da ala feminina o criticaram severament
até ele se demitir.
Bart Tupã também cedeu à pressão feminista. Apesar do apoio
do povo americano para que ele mantivesse seus princípios, Stupak
abandonou sua posição declarada sobre as restrições ao aborto no
projeto do plano de saúde do presidente Obama. Mais tarde, ele
decidiu não mais concorrer ao seu assento no congresso em 2010
Bill O’Reilly é um dos poucos homens influentes que tem, de vez
cm quando, criticado as feministas. Alguns anos atrás, ele comentou
com sua convidada, a comentadora da Fox (e feminista) Margaret
Hoover, que ser mãe solteira (índice que chega aos preocupantes
41 por cento) “resulta em pobreza se não há um pai para sustentar
a família”.1' Hoover então acusou O’Reilly de fazer o que ela chamou
ser um comentário “sexista”.
Descrente, O’Reilly questionou: “É sexista só porque eu disse
a verdade? Tem que haver outra pessoa dando o dinheiro para
mãe além do governo”.10 Nessa altura, Hoover (que não tem filhos)
hesitou, mas cedeu no final. “O.k., concordo.” Tradução: ainda soa
sexista, mas suponho que esteja certo. Alguém tem que tomar conta
do filho e alguém precisa botar o pão e o leite na mesa.
A Hoover é um ótimo exemplo de uma suposta mulher
conservadora que teve o cérebro completamente lavado pela doutrina
feminista. Aliás, a dite feminista indui democratas e republicanos.
Essas mulheres reclamam que querem competir com os homens, mas
na hora do vamos ver, a mentalidade de vítima atrapalha.
Quando as mulheres na imprensa sistematicamente descrevem
as americanas como vítimas, uma imagem negativa dos homens
se desdobra, e o resultado é uma sociedade em que as mulheres
desprezam os homens. Esse padrão se transformou na ideia de que
as mulheres não precisam dos homens coisa nenhuma, e é por isso
que agora se tornou socialmente aceitável as mulheres criarem suas
famílias por conta própria. As mães que se separam do marido são
aclamadas pela imprensa, como se ser mãe solteira fosse de certo
modo fortalecedor.
No entanto, não há nada de fortalecedor em ser mãe solteira.
Pergunte a qualquer mãe solteira sincera sobre como é criar um
filho sozinha e ela vai admitir que é extremamente difícil. Acontece
que os homens são mesmo úteis. Não somente existem inúmeros
afazeres domésticos feitos pelos maridos, as crianças sentem falta
dos pais também. Essa necessidade se torna evidente no momento
em que os pais se separam. E são as mulheres — já que as mães
geralmente ficam com a guarda das crianças — que têm que lidar
com as consequências.
Essa não é a informação que coletamos da sociedade. Após
décadas de influência feminista, a opção de ser mãe solteira se
tornou o “direito’’ legítimo da mulher americana. Em nenhum
outro momento da história poderíamos abrir uma das revistas
número um do país para encontrar a história de uma atriz famosa
afirmando que o casamento não precisa ser um pré-requisito para
a maternidade. A manchete da capa da edição de agosto de 2010 da
revista People, embaixo da foto de Jennifer Aniston, diz: “Eu não
preciso de um homem para ser mãe”. No interior da revista, Aniston
revela à People: “As mulheres estão se dando conta que não precisam

177
se prender a um homem só para ter um filho”.
Quando suas visões de esquerda são contestadas,
responde: “Amor é am or e família é o que está a
É evidente que Aniston vive em um a bolha de Hnih ^
firmativa é limitada e imatura.
a afirmativa ^ yista <je Aniston seiam a razan je õa
Quem sab eos p0 , 0 filme do Amor w,

» p— . i »™
d0S treS • -o artificial O filme, assim com o o
^MeM wtrat^crianças concebidas usando um doadorde esperma
^ L ô m e n o que é aclamado com o um tortalecedor das mulheres.
A mensagem dos filmes é clara: “tudo acabará bem ” com os filho, ,ie
doares de esperma (assim como suspostamente tudo acabara nem
com as crianças deixadas nas creches). Dessa forma, se as mulheres
se veem na casa dos quarenta anos e sem filhos, elas so precisam
encomendar esperma e a vida será maravilhosa.
Talvez funcione nos filmes. Na vida real, a historia e bem diferente.
Elizabeth Marquardt, Norval D. Glenn e Karen Clark fizeram im
relatório através do Center for Marriage and Families chamado
nome do meu pai é doador”. A ideia central do relatorio e 1 ie que
muitas crianças concebidas por doadores de esperma crescem com
raiva e confusas. Mais importante, filhos adultos de mães soitenas
por opção tém 177 por cento mais chances de ter problemas com
drogas e álcool do que os filhos nascidos de dois pais biologicos. Eles
também tem 146 por cento mais chances de apresentar '‘prociemas
com a lei antes dos 25 anos.
vSe esse não for um argumento a favor do pai, então não sabemos
qual seja. Infelizmente, o papel do pai na sociedade tem suio
questionado bem antes dele se tornar um homem. As feministas
têm rejeitado a masculinidade durante anos, e p ression ad o as
instituições dos Estados Unidos a fazer o mesmo. Na verdade, eias

178
,ft" " .......... . em Krondc escala sobre o homem americano.

OS MENINOS NA ESCOLA

I ui 2009, a revista Working Mother (de lodos os locais) publicou


1,1,1 *" ht'" 1Itamado "A verdade sobre meninos e meninas". Meredith
I’ hinall. I’ll.I destacou a sabedoria milenar de que os “meninos
um niiios c usou a mais rcccntc pesquisa referente as
diferenças de gênero para fundamentar seu argumento. Os cérebros
masi iilinosc femininos,escreveu ela,são únicos desdeo nascimento.
I /m "conjunto de estudos sobre o cérebro” parece indicar o que as
mães sempre souberam: de um modo geral, as meninas são seres
sim iãveis, e os meninos são ativos. (Mas não pense que as editoras

da Working Mother desperta ram do sono feminista. Apesar do tema


do artigo — que as diferenças de gênero obviamente existem —
as editoras optaram por enfatizar a seguinte frase em letras garrafais
e em negrito: “íi totalmente natural quando um menino adora
esmaltes ou uma menina ama brincar com carrinhos” )
( )s pesquisadores fizeram exames de ressonância magnética nos
cérebros das crianças mais velhas para explicar as diferenças. A parte
do cérebro pertencente à linguagem se esforça mais nos cérebros
das meninas do que nos cérebros dos meninos. As meninas fazem
bastante contato visual e mostram mais empatia do que os meninos.
( )s meninos preferem objetos em movimento, o que ajuda explicar
o interesse em 3D e brinquedos móveis, como carrinhos e caminhões.
Ides também são mais propensos a correr c pular do que as meninas,
preferindo brincadeiras ativas a leitura.
Apesar de tal evidência claríssima sobre as diferenças de sexo,
os meninos americanos estão sujeitos ao processo de feminizaçâo
ainda no jardim de infância. Cercado em sua maioria por mulheres

179
(e»muitas vezes,fem inistas),tuntoagrttdcc8c«larquttntoanâ| | v ^
giram em torno das necessidades e interesses das meninas, As !eiiUr^
obrigatórias sào de temas favoritos das meninas (como c<>,„0
de fadas) em vez de temas favoritos dos m eninos (como aventuras
e batalhas). Alem disso, se com parados às meninas, os meninos n4
prim eira serie estão, em term os gerais, nove meses atrasados em
coordenarão, ainda assim a ênfase nessa série é ficar sentado numa
carteira. Muitas escolas tam bém elim inaram o recreio, o que nâo
prediz coisas boas para os m eninos. Eles sào ativos por natureza
e precisam se m ovim entar, e quando não conseguem ficar sentados
no lugar, os professores e adm inistradores muitas vezes atribuem
isso erroneam ente ao P P A ou ao 1PAH.
Muitos professores do ensino fundam ental cresceram acreditando
em um falso conceito de igualdade de gênero. Eles sào relutantes cm
adm itir quaisquer diferenças de gênero entre hom ens e mulheres.
Muitos acreditam que m eninos sào apenas m eninas indisciplinadas.
Os m eninos aprendem a reprim ir seu com portam ento mais vivo
e destem ido na escola, seus instintos m asculinos de competição
e individualism o sào suprim idos pelo interesse do que é melhor
para as m eninas conform e eles cam inham com o toupeiras sobre
a beira do precipício fem inista radical ate chegarem ao ensino
médio, escreveu a professora e colaboradora op-ed Jane ('»ilvary
para o Bulletin (Filadélfia) no “Skinny Jeans, John Wayne, and the
Feminization of America (24 de agosto, 2010)”.
Especialistas acreditam que as expectativas e as práticas
não compatíveis ao desenvolvim ento estão tornando um
com portam ento norm al de m enino em algo erroneam ente rotulado
com o m au com portam ento, e os padrões norm ais de aprendizagem
em algo erroneam ente designado de dificuldades de aprendizagem.
C om o consequência, m uitos m eninos ficam frustrados e tornam-se
desencorajados pela escola ainda nas séries iniciais. “Os meninos

IHO
jpivivU'»' l»'$" '(»o * , HVO ^
soim-lh.mto h w m w |v«<c»,v * , ÀvV, Kj« í« w «
Parkoi no li\ to Nmv fbc Xíuks.

INGRESSO NA FACULDADE:
OS PKMOOS DA TTTV1 IX

Assim que os rapaies mgms.vam na faculdade, ek> se encontram


frente a frente com uma atitude annmasvul.na. engra:\k\ \ia .v v
poder do governo, 1ogo de vara. limitam os rapares ' unv:u:\\>
a compelir em seus esportes favoritos. Title l \ e uma x\à o
controversa das Emendas Educacionais de uma lo*. teòoral
direta e simples que exige que as escolas e tacu.vitdcs vas
dos fundos federais não discriminem "com ha se em sovo*
Essa lei não di: nada sobre quantidades guais de homens
e mulheres, integração de se\v\ cotas de gènerw ,vproporc :ona cace",
ação a ti r mato a, medidas para sub-representação de discrim. nvacão
passada ou ate mesmo esportes. A autora da Title l \ . a representante
Edith Green, assegurou que a lei e "hastante explicita pAra que
a formação de cotas seia proibida".
O Departamento de Educação publicou que o regulamento enn
conformidade com a Title 1\ de\e ser demonstrado em unva de
três formas. l'm a dessas formas, rotulada de "proporcionalidade"
tornou-se uma arma poderosa nas mãos de burocratas tenv.mstuv
Começando pelo Departamento de Educação c.e limmv v arter,
a Title 1 \ tem sido usada a rigor para abolir os esportes masculinos
nas faculdades: luta livre, ginastica olímpica, atletismo, natação,
hóquei, golte e futebol americano. Que muitos desses times
universitários masculinos tenham conquistado de:enas vie medalhas
olímpicas não e importante para as teministas.
Talvez as esquerdistas sentem-se mal pelos esportes univers^ •
terem criado tantos conservadores. O futebol americano nosd°' V
o falecido Jack Kemp, o falecido juiz da suprema corte Hyro
\Vhite e os ex-congressistas Steve U rgent c J. C. Watts, a 1^
livre universitária nos trouxe partidários conservadores, com
o ex-secretário de Defesa Donald Rumsfeld e o ex-presidente da
Câmara Dennis Hastert, além do atual representante dos Estados
Unidos, Jim Jordan, que foi lutador campeão estadual em dois
estados (Wisconsin c Ohio). O atletismo nos deu o cx-congressista
Jim Ryun, um dos maiores corredores de todos os tempos.
A matrícula em cursos académicos aproxima-se agora em
sessenta por cento de mulheres para quarenta por cento de homens,
assim o critério da proporcionalidade faz com que as equipes
de atletismo cumpram com essa mesma correlação. Essa regra é
absurda, pois é fato da natureza hum ana que os homens sejam
mais interessados em participar de esportes competitivos do que
as mulheres. É normal que as faculdades tenham dificuldade em
encontrar mulheres suficientes para cum prir as metas de cotas,
porque algumas mulheres, chamadas de mulheres d e “reingresso”,já
passaram da idade de querer com petir cm um campo de futebol ou
quadra de basquete. Mas o senso com um e fatos da natureza humana
não impedem as feministas, e as faculdades constatam que usar a
proporcionalidade é a única forma segura de evitar ações judiciais.
As cotas da Title IX obrigou o corte dc 467 times universitários
de luta livre, um alvo particular do viés feminista antimasculino. 0
ataque contra as lutas livres m ostra que a Title IX não se trata de
equalizar recursos financeiros para hom ens e mulheres, já que luta
livre é um dos esportes menos onerosos. Os times de luta livre foram
cortados mesmo quando totalm ente patrocinados por ex-alunos
e Patrocinadores, assim com o outras equipes masculinas que
estavam dispostas a arrecadar seus próprios recursos financeiros.

182
A Universidade de I íoward suspendeu a lula Uvrc e o bavrboj fí0
mesmo dia. Não é de se adm irar q u easm afrícu U masculinas caíram
para apenas 34 por cento com parado a (>(>p„r cento das matrículas
femininas. Após o National Women's Ujw Conter apresentar urna
queixa contra a Universidade de Boston referente a seus programas
esportivos, a universidade desfez a equipe de futebol que existia hi
91 anos, e as matrículas masculinas caíram para quarenta por cento.
As teóricas feministas previram que os Jogos Olímpicos de 2008 na
China provariam que as mulheres tinham diminuído as diferenças
de gênero no desempenho atlético. Disseram aos americanos que
tudo que as mulheres precisam é de mais experiência, melhor
treinamento e equipe técnica mais firme (o que, supostamente,
o patriarcado tinha lhes negado). Mas os jogos Olímpicos de
Pequim provaram que as mulheres são mais lentas na corrida,
natação e ciclismo. Seja a corrida de cem metros na pista, uma
maratona, nado borboleta de duzentos metros ou uma maratona
de natação de dez quilômetros, o mesmo padrão se mantém:
os homens são mais rápidos.
Claro que algumas mulheres são mais rápidas que os homens.
Uma mulher em ótim a condição física e bem treinada será mais
rápida que um hom em com condição física inferior e menos em
forma. Mas essa não é uma questão de jogos olímpicos. Homens e
mulheres simplesmente são diferentes. Em 2010 quando a Comissão
dos Direitos Civis dos Estados Unidos recomendou que as faculdades
fizessem uma pesquisa para determ inar o interesse dos alunos em
atletismo como o “m elhor m étodo disponível para cumprir a lei
sem a necessidade de quaisquer cotas de género, o governo Obama
— como era de se esperar — rejeitou essa sugestão útil, aderindo
a regra da proporcionalidade, que obedece os objetivos feministas.
Exigir a igualdade de participação em esportes universitários
é um absurdo, e é totalm ente injusto com os homens, que enfrentam

IK3
de um a agenda política que pensam saber
as feministas donas ... , Universidade de Kansas ridicularizou

as cotas de gênero c ^ ^ querer praticar esportes, mas depois


Muitas mulheres ^ as mulheres nem mesmo sabem
de gerações de °P re^ " ^ proporções perfeitamente iguais de
o que querem- O ° J o que a 'von,ade' dc qualquer pessoa. Os
gênero é mais i^ ^ " )'.veriam ser obrigatórios para as mulheres.

a r m a d i l h a s f e m in is t a s
p a r a o s h o m e n s a d u lto s

Apósafaculdade.ohomemaindanâocompletamenteemasculado
seguc para o m undo real despreparado para o local de trabalho,
até então mais um ambiente feminista. Aliás, o local de trabalho
é um campo minado para os homens. Hm um artigo intitulado
“O Fim dos Homens” da revista The Atlantic, Hanna Rosin se gaba
de que em 2010 “as mulheres se tornaram a maioria no mercado
de trabalho pela primeira vez na história americana. Grande parte
da gerência agora também é form ada por m ulheres”.14 Jessica
Bennett alardeou em um artigo da Newsweek que as mulheres vão
“dominar o m undo”.
Percorrer o terreno feminista tanto dentro quanto fora do local de
trabalho tornou-se o novo desafio dos hom ens nos Estados Unidos.
O problema é que grande parte dos hom ens não quer competir
com as mulheres, não é natural. E repreender as colegas, namoradas
e esposas por suas crenças feministas é am eaçador demais. Mesmo
que os homens discordem da filosofia feminista, eles sabem que
se manifestarem serão chamados de machistas.
1-. por isso que sobreviver ao am biente de trabalho feminista
' 7* * 'T m
V
deve ser cau.eloso
„ u c ra coovKhr u m , de suas colegas de trabalho para sair. Se ele for
s hete dela e a proposta dele o.to for bem-vinda, ele pode .ser acusado
de assedio sexual - que não é pouca coisa. Se uma mulher se sentir
constrangida de ,«cr maneira ao ser chamada para sair com
um colega de trabalho, ela pode alegar que ele criou um ambiente
hostil. “Homens que fazem propostas de cunho sexual às mulheres
que tenham um cargo inferior aos deles no trabalho sào a definição
mais »requente de assédio sexual. Quando funciona, é chamado de
galanteio. Q uando nào funciona, é chamado de assédio", escreveu
Warren Farrell no The Myth of Mule Tower.'’'
I ’m iuiz corajoso de Missouri com experiência em casos de
assedio sexual, Robert H. Dierker Jr., descreve suas observações
no livro: The Tyranny of Tolerance: A Sitting Judge Breaks the Code
of Silence to Expose the lib eral Judicial Assault. O juiz I)ierker explica
que as alegações de assédio sexual se tornaram um meio pelo qual
as feministas descarregam sua maldade nos homens. Fie escreveu
que a "continência” tio feminismo com a política de esquerda
tem "gerado uma jurisprudência verdadeiramente asquerosa".
As feministas decidiram que a lei nào deve tratar as mulheres iguais
aos homens, e sim tratá-las melhor para compensar as mulheres
pelos séculos de opressão. “A lei do assédio sexual arrisca se tornar
uma arma |fem inista) que assegura a opressão dos homens.”10
Os americanos, em grande parte, nào têm ciência de como
os homens são tratados nos tribunais de toda América. IV outro
modo, e rotina ser exposto às mensagens que vendem a idtia
de que as mulheres são vítimas de assédio. No CBS hening News,
Katie Couric advertiu seriamente as garotas a esperar pelo assedio
sexual. Fia relatou que “noventa por cento das adolescentes dizem
que ia foram assediadas pelo menos uma vez". F do que consiste esse
assédio? "Atenção sentimental nào desejada, comentários degradantes
„ lvKI, na aparência e contato fisico não desejada*
* p■ . não sabem o que querem . Elas lutam pare
ac feminiMãi* nu
,.,- r e m contra os próprios erros, m as em contraparuda,
* liberdade de com eter esses erros. Elas querem liberdade
< tam bém querem o poder de p u m r o hom em quando

mudarem de ideia.
Além das acusações de assédio sexual e estupro por conheados
. q universitários, as feministas inventaram um novo
‘ L e ' chamado “estupro cinzento". A Cosmopolmn define
o estupro cinzento com o "sexo que acontece em algum ponto entre
O consentimento e a recusa e é ainda mais confuso que o estupro
por conhecidos, já que muitas vezes as duas partes nao tem certeza
de quem quis o quê”.17 Tais cenários nebulosos são impossíveis
de serem provados em tribunal. Mas o que é ainda mais traiçoeiro
sobre o estupro por conhecidos ou estupro cinzento é que os homens
tornam-se as vítimas. Mulheres embriagadas que acabam fazendo
sexo sem querer podem reclamar estupro, e o cara pode acabar
na cadeia! A jornalista Laura Sessions Stepp pergunta: “Então,
como evitar ser vítima sem abrir mão do direito de ser sexualmente
independente e assertiva?”
Parece que ninguém disse à senhora Stepp que a única maneira de
evitar ser vítima de estupro cinzento é, antes de mais nada, procurar
ficar longe de situações perigosas. Pode ser que não acabe com o
estupro no geral, mas acabaria com a confusão do “estupro cinzento”.
Alguns homens saúdam o jogo feminista, planejando aproveitar
o bufê de sexo fácil disponível, que muitas vezes é tentador demais
para deixar de lado. Mas depois que os hom ens se cansam da vida
de playboy, é difícil encontrar a esposa adequada. Matt, 44 anos,
relembra seus dias de solteiro com um pouco de angústia:
Minha \ ida entre os vinte e poucos anos até os trinta e tantos pode
ser resumida pela seguinte declaração: sair, ficar bêbado, dar em

186
dma de diversas par.icipan.es desavisadas, mas às vezes d i s p o r
EU ,ÍVC a,gUm relaC‘0namen,os * * * - a s sabia que n e n h u m ^
prosseguiria ate que a morte nos separe’.
As pessoas me perguntavam com frequência: “Por que vocé
não se casou com ela? Ou com aquela? O u ...“ Minha resposta era
sempre a mesma: “Porque sou esperto. Sabia que não daria certo
e não queria fazer parte de mais uma estatística de divórcio“’
Cheguei ao ponto, quando estava com 37 anos mais ou menos'
de realmente acreditar que jamais me casaria.
Finalmente Matt se casou - com uma mulher divorciada com
três filhos em idade escolar. “Nunca passou pela minha cabeça ir de
uma vida de solteirice e libertinagem a casado com três filhos quase
de um dia para o outro. Mas foi a melhor coisa que já me aconteceu."
Perguntamos: por que uma família instantânea foi a melhor coisa
que poderia ter acontecido com o Matt? Pelo seguinte: a chance de
um homem d t 44 anos encontrar alguém com idade aproximada
que não seja divorciada e sem filhos é escassa. Caso Matt tivesse
in s is tid o em ter seus próprios filhos, ele teria que procurar uma
mulher mais jovem, mas muitas delas não estão prontas ou dispostas
a se prenderem a alguém.
C) sentimento de Matt também faz sentido em uma perspectiva
sociológica. Homens tèm a necessidade de casar e formar família.
Quando não casam, muitas vezes fazem péssimas escolhas. “Sem
um relacionamento estável com uma mulher, a vida sexual de um
homem é uma série de trocas breves e temporárias. Mas com o amor,
) sexo se torna refinado pela seletividade e outras dimensões de
;ua personalidade são ocupadas e desenvolvidas”, escreveu George
jilder em Meti atui Marriageds
Ao contrário do que os filmes como Ele Niio Esto Ido o Eitn de
<uv sugerem, muitos homens querem criar raiz e ter filhos. Existem
nuitíssimos homens que ficariam felizes em fazer isso se não

IS '
tiv e sse m sex o c o m ta n ta a b u n d â n c i a d is p o n ív e l e se su a s n a m o r a d *
n ã o e stiv e sse m tã o d is p o s ta s a m o r a r j u n to . E m s u m a . o fem inism o
acabou c o m o in c e n tiv o q u e o s h o m e n s t i n h a m p a r a se casar.
Mas muitos ainda se casam - p o r sua conta e risco.

M ARIDOS EM ASCULADOS

Houve um tempo (ou assim nos dizem) em que as esposas


traziam chinelos para os m aridos quando eles chegavam do trabalho.
Kra um lindo gesto (se de fato as m ulheres faziam isso com certa
regularidade) que infelizmente tornou-se um sinal de opressão
quando as feministas agarraram os microfones para reclamar.
Hoje, esse cenário está com pletam ente revertido, mas ninguém
fala dos homens oprim idos. Em 2010, Harry Smith da CBS
entrevistou o autor A. J. Jacobs e sua esposa. Jacobs narrou o
mês em que concordou fazer tudo o que sua mulher queria que
ele fizesse. Durante a entrevista, Harry Smith disse à mulher
de Jacobs, da maneira mais gentil possível, que os homens se
sentem como se estivessem sob o controle de suas esposas. Julie
respondeu interrom pendo-o que em bora ele .se sentisse assim,
ainda descartava o fato de que existem “m uitas e muitas outras
coisas” que as esposas não pedem aos maridos — como se ela
tivesse que ser elogiada por não ser mais exigente do que já é.
Em seguida o programa m ostrou o casal em casa, enquanto Jacob
“servia” a mulher, dando um a massagem nos pés dela e fazendo
outras inúmeras tarefas que ela lhe pedira. Imagina se a situação
fosse a oposta. Impensável!
Embora o caso de Jacobs seja um exemplo exagerado, é uma boa
analogia do que aconteceu com a dinâm ica dentro do casamento.
Ao contrário do dogma feminista, as mulheres sempre tiveram o
............ .. H a. criavam os filhos, tomavam a maioria das
>1« •lo in fstiia » , d e c id ia m o «pie c o m p ra r e g astav am o salário
d o . m al Idos. I ui m u ito s ca so s o pai se se n tia c o m o u m in tru so .
N o e iiia n io , h av ia d o is in c e n tiv o s q u e os h o m e n s p o d ia m
.0111.11 Itara r e lo ts a r a a u to e s lim a : su a ren d a, q u e sa b iam q u e era
cssc". lai, e su a n a l m e / a m a sc u lin a , q u e e ra , na ép o c a, resp eitad a
,„ |„s m u lh e re s e pela so c ie d a d e . As fem in ista s c o n se g u ira m a c a b a r

*•,,s l,o l" flw '<»»"> d e ix a d o s c m te rre n o d esco n h ecid o .


A le m im /a c a o «los p ais está d e se n fre a d a ; e as m u lh e re s n à o têm
d e s e m p e n h a d o u m p ap e l p e q u e n o nessa tra n sfo rm a ç ã o ”, escreveu
Aisha Siill.in n o Si. I ouis llost-Dispateh.i'>
Suli.iii iiiou Kalhleen Gerson, professora de Sociologia da
Universidade de Nova York e autora do livro The Unfinished
Revoluinm: llaw a New (iawration is Rcshaping Family; Work, and
Hendei m America, i|ue admite que os pais de hoje em dia estão
Iiue.lo.t s.ibre quem deve fa/er o què. (Ver “A verdade sobre
.1 «nas ao compartilhada dos filhos" no capitulo 5.) Gerson cita que
.is mulheres di/em querer homens “sensíveis” que serão parceiros
igu.iih em «.asa, em ve/ de somente «ser o provedor financeiro.
Ma*, o pai Inpei protetor se sente muito afastado, em outra direção”
esi leveu Siillan. "
Iss«» i porque as mulheres de esquerda nunca procuram por
igualdade mino elas alegam. I las querem emascular os homens —
e ia lonseguiiam. I m consequência, a gerarão moderna está confusa.
( «uno mulheres, podemos amar os homens, viver com homens
e «oncchei filhos meninos, mas ainda precisamos compreender
homens e garotos” escreveu a Ura. Louann Brizendine, em
lhe Male lUain.'' Os homens nào sabem o que as mulheres
queicm, o que piora ainda mais com o fato de que nem elas mesmas
'••hem «i que querem.
Ns«» e ilu stra d o n o ta m o so film e .As Heras, F u m a h isto ria
deprim ente da qual heroiciza tics feministas cjuc colocam 3
Própria
autorrealização acima ele qualquer outro objetivo. Elas traerm
promessas m atrim oniais, abandonam maridos fiéis de«r«c SU3S
’ taiLSPeitam
os padrões morais, abandonam os deveres da maternidade e pisam
cm qualquer um azarado o bastante para se aproximar dela'1*
As mulheres de esquerda am am esse filme. Elas admiram qualqu
mulher que busca sua própria identidade além de qualquer homem
Mas As Horas comprova a insensatez da ideologia femin ISt a
A busca narcisista da felicidade pessoal pelas três protagonistas
femininas (Virgínia Woolf, Laura e Clarissa) resulta em solidão

c suicídio. É incrível como as feministas não conseguem a p re n d e r


as próprias lições.
No entanto, após décadas insistindo numa falsa igualdade,
dezenas de mulheres m udaram de ideia. As mulheres começaram
a entender que o plano feminista não funciona. “A geração atual está
retornando aos valores tradicionais do lar e da família c esperando
que os homens sejam o chefe da casa”, escreveu Beth Hale no
Mail Online.22
Não c só os pais c as mães que sofrem com a inversão de papéis
de gênero, os filhos também sofrem. “Embora alguns modelos
modernos sobre a criação de filhos apoiem o pai despreocupado
como o mais provável a ser um bom pai do que o homem viril
cheio de testosterona, a pesquisa biológica sugere que 0 oposto seja
verdadeiro”, escreveu Brizendine.23
Será possível que o cara do Marlboro, homem que as feministas
insistiram em ser tão ruim, esteja fazendo falta?

DIVÓRCIO UNILATERAL

Sc existe algo que as feministas adoram é o divórcio— considerado


por elas como libertador (o capítulo 5 oferece muitos exem plos). Seu
■ *v - .....• - ■« * . *u ~ r v
,V ,"HVv s' set» xU.vjl O roovimenr^
~^nto para
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Mleis' rU a- - •
< M ' f ^ J u r ^ adec<l dj de[ “ k u d o d n ro w o
.v x- -O.íuge do movimento

\M. s'
^ ° c u lp a é o divórcio
. SfV*s * g m l k a q u e q u a lq u e r u m d o s c ô n ju g es p o d e
q ;v S ? £ : s> c o n t r a t o m a tr i m o n ia i e ir e m b o ra sem te r q u a isq u e r
,vS :v e r a a o u t r a p a rte . A n te s , era n ec essário haver u m
«fcSr.xo yvwa q w e u m t r i b u n a l c a n c e la sse o c o n tr a to d e c a sa m e n to ,
c x * iÊ n c ia d e s tiíp a p e lo o u tr o cô n ju g e . N ão m ais.
s i '.x v i w u m c a s a m e n to b o ie e tã o tacil q u a n to m a rc a r com x n o
ç . is is ' S o q u e se è: * T c h a u . F u i”.
V xervixiev o d iv o rc io u n ila te ra l in tro d u z iu u m novo conceito
XV' : -< x x v ' I 'ICS's, a d is s o lu ç ã o d o c a sa m e n to com base nas
. .ttxvc-xílsjw w s * I sso significa q u e q u a lq u e r um p o d e
.XV . xs' » x' si' a 1 q iu u ro : o m o tiv o . Isso e benéfico p ara alguns?
e x e : V:a> : e " urc. p re ç o a lto a se pagar.
v> r ç "e-.'te e n p ro l d o d i x ó r d o sem c u lp a , q u e as fem inistas
c .x v a " cs' i c ò o c corjcàO x e q u e eie facilita a a n u la ç ã o d e c a sam en to s
c :e . c » c.s. re d u z e d e s p e ito q u e a c o m p a n h a m u ito s d iv ó rcio s
n m d à m e n tik io s e m c u lp a e ta m b é m re d u z o te m p o q u e os casais
» w r. a x a " .ex .ir r a r a c o n s e g u ir o d iv o rc io .
: \ c e ' ' . ? v 'r c d e s v a n t a g e n s n o d iv o rc io u n ila te ra l. P rim e iro ,

»' x' c 'a i" " .X ':a a te n ta tiv a a e s a lv a r o c a s a m e n to p o r p a rte de u m


cas xV ' cçess S e g u n d o , e le d a m a is p o d e r a o s juizes d o s trib u n a is
x'.' V. " .1 r a r a a e c ia ir a u e m ficara c o m a g u a rd a d o s filhos, c o m o
t\v x '> s ã o r e p a r tid o s e q u e m d e v e ra re c e b e r p en são , p o is q u a n d o
: v o Na » v e .:ç e c u lru x io a d e c is ã o d o iuiz se b aseia e m sua p ró p ria
o o i . a o — c o p in iõ e s sã o p e s so a is . O c o n c e ito d e q u e os ju ízes,
burocratas, psicólogos e conselheiros nomeados pdo
.. . ,, ^ o
piHlcm iiif.ir o que Co melhor para a criança em vez dm próprio*
e a forma como a esquerda está conquistando seu objetivo de
preciso uma aldeia (ou seja, o governo; para educar uma criança”
lav ei ro, o divórcio unilateral tira o direito do pai, pois o marido
não tem como se defender contra a mulher que quer anular
o casamento só porque está cansada de ser casada. Quarto, o sentido
do casamento se perdeu, assim como demonstra o alto índice de
divorcio. Por ultimo, o apoio dos tribunais de família já não mais
protegem a inviolabilidade do casamento, e sim a instituição do
di\ orcio. O principal interesse é fazer com que o divórcio seja rápido
e indolor — e tirá-lo de pauta.
O que nos sobrou, por outro lado, eis a questão: as consequências
do divorcio unilateral valem a pena?
Para as feministas, a resposta é sim. O apoio delas ao divórcio
unilateral não é apenas para conseguir a libertação de casamentos
supostamente abusivos; também é essencial para os objetivos
feministas de independência e fortalecimento das mulheres.
Ele serve seu propósito final de arrastar todas as mulheres,
divorciadas ou casadas, para a força de trabalho.
Antes do divórcio unilateral, todos os cinquenta estados
obrigavam os maridos a sustentar suas esposas e filhos. O divórcio
unilateral ensinou as mulheres a lição de que elas não poderiam mais
depender desse apoio financeiro. É preciso arranjar um emprego
e sustentar a si mesma. E esse novo dever das mulheres se espalhou
rapidamente, não só entre as divorciadas, mas também entre aquelas
que estavam satisfeitas com seus casamentos e preocupadas com
=o futuro. É por essa razão que feministas como Leslie Bennetts,
autora do livro The Feminist Mistake, tentam amedrontar as
mulheres que ficam em casa com os filhos. Seu argumento é que
quando uma mulher opta por não ingressar na força de trabalho
numa armadilha para ser abandonada por um marido
ela se coloca
mulherengo.
No começo, o divórcio unilateral parecia ser um presente aos
homens que procuravam resgatar a juventude trocando uma esposa
ticl e de longa data por uma esposa estilo trotou — mais jovem,
mais magra e com melhor aparência. Nem sempre os maridos
precisam pagar pensão, porque as feministas espalharam a noção
de que uma vez que as donas de casa são “parasitas”, receber
pensão é humilhante. As mulheres, di/em as feministas, devem ser
independentes e sustentar a si mesmas.
Por outro lado, as feministas usaram sua influência política para
criar uma burocracia federal enorme de cumprimento da lei de
pensão alimentícia, o que favorece a guarda dos filhos pela mãe e
trata o pai como se prestasse apenas para assinar um cheque. A regra
é que o divórcio transformou o homem em um pai enfraquecido de
fim de semana, que é apenas um visitante na vida dos filhos. Stephen
Baskerville, autor do livro Takcn into Custoiiy%explica:
Assim como a custódia, ela (pensão alimentícia) é concedida
aparentemente sem referência de “culpa”, e mesmo assim
a desobediência resulta em punições rápidas e sevcras(...)
Atualmente a pensão alimentícia não tem nada a ver com pai que
abandona os filhos, renega seus votos matrimoniais ou mesmo
concorda com o divórcio. Ela é cobrada de forma automática de
todos os pais sem a guarda dos filhos, mesmo daqueles que sejam
contra o divórcio e que perdem seus filhos sem culpa legal ou de
comum acordo(...) Assim como a custódia, a pensão alimentícia,
em outras palavras, não tem nenhuma ligação com a justiça.
Por outro lado, trata-se de uma medida punitiva, imposta
pela polícia, tribunais e encarceramento.:4
Quando Ronald Reagan assinou o divórcio sem culpa da
Califórnia como lei, os americanos aceitaram a ideia como sensata,
mas depois de ver as consequências muitos devem ter mudad
de ideia. Michacl, filho de Ronald Reagan, escreveu em seu li
Twicc Adopted: “Meu pai disse, tempos depois, que se arrependia de
ter assinado o projeto de lei de divórcio sem culpa e que acredita ter
sido um dos piores erros já cometidos no poder. Essa lei lançou uma
das experiências sociais mais prejudiciais na história deste país”25

A GUERRA CONTRA O PAI

Segue o que sabemos: muitos dos problemas sociais originam


de lares onde os filhos crescem sem o próprio pai. Esses problemas
incluem, entre outros, uso de drogas, promiscuidade, gravidez
indesejada, abandono dos estudos, fugas, suicídio e crime.
Estima-se que atualmente 21 milhões de crianças nos Estados
Unidos vivem sem os pais biológicos. Apesar de haver pais ruins
no mundo, não há evidências de que quase metade das crianças
americanas foram abandonadas voluntariamente pelos próprios
pais; as feministas os afugentaram.
Na remota década de 1970, as feministas defendiam que as tarefas
referentes à criação dos filhos deveriam ser divididas igualmente
entre maridos e mulheres. A revista Ms. apresentou a ideia sobre
os contratos pré-nupciais deixarem explícitos os deveres de troca de
fraldas pelo pai e outras tarefas referente aos cuidados do bebê, e a
Organização Nacional das Mulheres aprovou resoluções afirmando
que “o pai tem a mesma responsabilidade da mãe com relação aos
cuidados dos filhos”.
Mas após o divórcio unilateral ser aceito e os divórcios ficarem
fáceis de se conseguir, as feministas mudaram de posição.
Elas exigiram a guarda legal e física e o controle total dos filhos.
De repente, o ex-marido se tornou um meio de sustento necessário

194
o a c\ ninlboi luou ínteicxsadhxíma cm declarar sua dcpendênciia
riivnuoiw Mibiv do. Muitos feministas divorciadas querem
o jvu to u de \ »Ntii» nas visitas mensais de poucas h o ra s__
de ,u\'ixlo \ oni os *i u»'i los ileias.
I ma o\plua<ó>n 1^'ta a mudança c que quanto mais tempo
d*' *uvtodia .1 niAo tem, mais dinheiro ela consegue fazer o tribunal
otdenai que -seta pago pelo pai. E não há fiscalização de como ela
gasta o dm heito ou mesmo se ela cumpre ou não com o horário
de visita «.oiuodido ao ox marido. Na verdade, os tribunais de
tamtha ta \o u \o m as mulheres, porque eles estão cheios de juízes
polituaincntc mi retos que foram influenciados pelo dogma
feminista assim vomo todo o mundo.
l m livio publicado em 1979 pela Lenore Walker chamado
',v Womon e creditado pela invenção do que se conhece
como a "stndromc da mulher violentada”. É óbvio que existem
mulheres vitimas sle violência domestica nos Estados Unidos, mas
o h\ro basicamente retrata boatos e exagera o problema. Walker
admitiu que sua “pesquisa” e generalizações são baseadas em “uma
amostra auto voluntária” de mulheres que entraram em contato
com ela apos ouvi la em discursos ou entrevistas. Embora ela cite a
pesquisa sobre violência doméstica feita pelo Instituto Nacional de
Saude Mental, ela não diz aos leitores que a conclusão final dessa
pesquisa foi a de que as mulheres iniciam os atos de violência nas
relações intimas no mínimo com tonta frequência quanto os homens!
Apesar da falta de credibilidade, o livro de Walker dispersa
a propaganda de que “quem recebe a agressão” é sempre a mulher
e “quem agride” é sempre homem. O livro alega que essa “agressão”
não e necessariamente um ato violento ou mesmo físico — também
e possível ser agredido verbalmente. Embora seja verdade que o
abuso psicológico é real e muito prejudicial, infelizmente, ele
e subjetivo. Além disso, é injusto fingir que o abuso verbal é

195
perpetrado apenas pelos hom ens co n tra as m ulheres e nào viCe.
versa A mulher é tão capaz de ser m aldosa com as palavras quanto
Nossa conclusão não é a de que a violência dom éstica seja irreal 0u
que a agressão física que a m ulher sofre nas m ãos de um homem não
seja pior do que a agressão que o hom em possa sofrer — os homens
são mais fortes do que as m ulheres e, obviam ente, podem machucar
mais. A agressão é crim e em todos os estados e, quando ocorre,
a vítima deve ser protegida e o agressor pun id o imediatamente.
Mas não podemos ignorar o fato de que as m ulheres tam bém podem
ser fisicamente agressivas e que am bos os sexos são igualmente
capazes de ser em ocional e verbalm ente agressivos.
O problema enfrentado na América é que a violência doméstica
se tornou tudo quanto as mulheres quiserem alegar, com ou sem
provas. Na listagem sobre violência doméstica normalmente
oferecida pelos tribunais de família às mulheres em busca do
divórcio e/ou da guarda exclusiva da criança consta a pergunta:
“o outro cônjuge j á fez ou ameaçou fazer qualquer uma das
seguintes ações?”: “culpa todos os problemas em você”, “persegue
você”, “faz você se sentir envergonhada, constrangida”, “perturba seu
sono ou suas refeições”. Tais ações não são ilegais ou criminosas.
As pessoas não têm o direito de não ser insultadas. Mas hoje, atos
que não sejam criminosos entre estranhos tornaram-se crimes entre
membros da família, e essas ações podem ser punidas, privando
o pai de seus direitos parentais.
A Lei sobre a Violência Contra as Mulheres (VAWA)
é o elemento central da tática feminista. Aprovada em 1994,
a VAWA foi o pagamento de dívida do presidente Bill Clinton às
feministas que apoiaram sua indicação e eleição em 1992. Conhecida
como clientelismo feminista, essa lei tem repassado, sem prestação
de contas, quase um bilhão de dólares americanos por ano para as
àos ^as feministas, que usam a quantia para pregar a ideologia
anúcawmento e anti-homern (mm»,ver ,, divórcio, influenciar
o ústema judiciário familiar contra »»homens, pedir voto* para leis
estaduais feministas e se envolver em militância política.
Apenas cinco estados definem a violência doméstica com
referência ao ato físico visível que possa ser concretamente
comprovado ou refutado em um tribunal de justiça. Os outros
estados usam uma definição que obscurece a diferença entre um
a.o siolento e as discussões conjugais corriqueiras. Um relatório
da American Bar Associafion aíiruuu Violência domestica não
necessariamente envolve violência física”.
A VAVNA também financia a reeducação dos juízes e agentes
da lei a fim de educá-los sobre os estereótipos leministas acerca
dos agressores do sexo masculino e vítimas do sexo feminino,
como burlar o sistema para dar poder as mulheres e como tratar
os direitos constitucionais dos homens com arrogância. Maridos
e pais são obrigados a tolerar reeducação psicológica em ideologia
feminista. Os réus são incumbidos a assistir aulas em que
as feministas ensinam matérias sobre vergonha c remorso devido
a suposta grande conspiração masculina para subjugar as mulheres.
Um juiz do juizado de família de Santa lé, Novo México, emitiu
uma ordem judicial temporária contra o apresentador dc talk show
David Letterman a firn de proteger uma mulher que o apresentador
nunca viu, nunca ouviu falar e que morava a dois mil quilômetros
de distância dele. Colleen Nestler alegou que Letterman lhe causou
“crueldade mental" e “privação do sono” ao usar códigos e gestos
durante o seu programa de televisão. Nestler se enquadrou na
definição do decreto do Novo México contra a violência doméstica
porque alegou ter passado por “sofrimento profundo . Ela afirmou
ter visto mensagens codificadas no programa do Letterman por
onze anos, o que fez com que eles tivessem uma “relação contínua
e ide acordo com o decreto) o tornou um “membro da família.
1 ,,, judicial foi posteriorm ente indeferida, mas o caso não
”1 anormalidade judicial; foi uma culm inação lógica de anos
!lc crescentes definições de violência doméstica.
,mAs dos tribunais de família emitem dois milhões de ordens
judiciais todos os anos - «5 por cento contra os homens. Metade
nào inclui qualquer indício de violência, mas recorrem a queixas
v ^ s fcitas sem confirmação ou mesmo evidência. Muitas vezes,
unu ordem judicial ê apenas uma m aneira fácil que um dos
cônjuges usa para se vingar ou obter vantagem em um divórcio
ou disputa de custódia do filho. O Illinois Bar Journal (junho de
2005) explicou que as ordens judiciais podem “fazer parte da jogada
da separação”. Uma vez que um a ordem judicial é emitida, torna-se
quase impossível um pai m anter ou recuperar a guarda da criança
ou até mesmo ver os próprios filhos. “Bem debaixo de nosso nariz,
uma enorme injustiça sistêmica inflige o pai, am eaçando os próprios
fundamentos da família, da sociedade e da dem ocracia”, escreveu
Todd M. Aglialoro em um a crítica do livro do Stephen Baskerville
Taken Into Custody: The War against Fatherhood, Marriage,
and the Family
Perguntamos, por que os americanos não sabem nada sobre essas
injustiças que infligem os homens? Pela mesma razão que as pessoas
nào veem nada sobre qualquer notícia que coloque as mulheres
em maus lençóis — o viés feminista. “Para as elites de mídia,
a ideia de que os homens possam fazer parte de uma classe oprimida
nos casos de divórcio e custódia é um conceito estranho”, escreveu
Bernard Goldberg no livro Parcialidade.-7

O QUE DIZER AOS N O SSO S MENINOS?

O que dizer aos nossos filhos sobre o mundo injusto que as

198
feministas criaram? Como ajudá-los a percorrer o terreno inimigo?
Podemos começar ensinando-os a ser corajosos, íntegros e
capazes de pensar por si mesmos. Incentivá-los a assumir sua
masculinidade. Quando os meninos pegarem uma escova de
cabelo e fazerem de conta que é um revólver, aceite. Quando não
conseguirem parar quietos na escola, não tente curá-los. Quando
gostarem de jogar bola de futebol com os pais, faça o que tiver
ao seu alcance para permanecer num casamento feliz com o
pai dele, dessa forma seu filho pode usufruir desses momentos.
Quando quiserem praticar esportes, procure uma faculdade onde
a Title IX não tenha exterminado seu esporte favorito. Ensine
seus filhos sobre a virtude da “masculinidade”, da qual o professor
de Harvard, Harvey Mansfield, define (em seu livro com mesmo
título) [“Manliness”, no original em inglês] como “a confiança
diante do perigo”. O papel do homem como protetor continua a
ser vital para a civilização.
E o mais importante, eduque seus meninos sobre o feminismo.
Diga a eles como o feminismo tem prejudicado a sociedade. Diga a
eles para procurar uma mulher que seja conservadora por natureza
e que não tenha caído na armadilha feminista. Diga que não
importa o que a sociedade diga, cada pedacinho da contribuição de
um marido a sua família é tão importante quanto a da esposa. Diga
para não seguir o plano de carreira da namorada, e sim encontrar
uma mulher que esteja disposta a seguir o plano de carreira dele
caso planejarem ter filhos. Porque se ele se casar com ela, as chances
são de ela aterrissar bem de volta no lugar onde as mulheres sempre
quiseram estar: em casa com seus bebês. Conforme escrito pela
Carolyn Graglia:
Para ela [a mulher antifeminista], o casamento não é uma
relação de indivíduos independentes que compartilham moradia
enquanto se empenham em objetivos profissionais distintos
e igualmente importantes. Pelo contrário, é Unia
com plem entaria ligando hom em e m ulher numa relaÇào
,,d unica unidad
conjugal: ele fornece o apoio financeiro, enquanto ela
a responsabilidade pelo cuidado e bem-estar dos filh„
**inos, o qyç
resulta na prosperidade da unidade. A carreira dele deve
mais im portante que a dela. Apenas a carreira dele a libertará do
m ercado de trabalho para poder criar os filhos em casa.28
Isso exige planejamento e m aturidade por parte do homem
Infelizmente, a maioria dos rapazes de hoje foi criada pelos pais da
geração baby boomer, que foram seduzidos pelo dogma feminista
e que carecem de maturidade. Conforme Reb Bradley destaca em
seu excelente livro, Bom Liberal, Raised Right “Os pais americanos,
conservadores inclusos, estão cada vez mais criando filhos liberais”.29
Bradley explica que o motivo da geração moderna ter sucumbido
à ideologia do politicamente correto é devido ao fato dos pais baby
boomers não terem criado seus filhos com autocontrole, sabedoria
e responsabilidade. Os filhos foram criados por “protetores
indulgentes” (também conhecidos como liberais) que se veem
como agentes bondosos e carinhosos da mudança. Em vez de
se concentrarem em valores comprovados pelo tempo, como
dever, honra, sacrifício e responsabilidade, os boomers ensinaram
seus filhos os valores liberais, como tolerância, vitimização e
autossatisfação. O autor admite que é difícil para os americanos
descobrirem que seus pais pisaram na bola, mas se queremos
resolver os problemas enfrentados hoje, “a próxima geração de pais
deve mudar a forma como criam os filhos”.30
E o mais importante: devemos começar contando aos nossos
filhos (e filhas) a verdade sobre o que o feminismo tem feito. Afinal,
nenhuma sociedade pode prosperar, ou sobreviver, quando metade
de seus membros acredita que são oprimidos e a outra metade
escuta que não há nenhuma razão para que eles existam.

200
UM NOVO CAMINHO PARA AS MULHERES

Derrubar o feminismo para o bern da sociedade. Mulheres


contentes farão menos mal e, provavelmente, mais coisa boa para a
'»oc^tCade do que as frenéticas e desesperadas.
— Carolyn Graglia

As correntes y*iais são extremamente poderosas. Uma vez


impregnadas na vKiedade, como o feminismo impregnou, uma
espécie de psicologia se desdobra. A psicologia é descrita nos livros
como va uéncia do comportamento”, uma forma de compreender
por que reagimos ao nosso meio ambiente da forma como
reagimos. "Se [nósj geraJmente aderimos às leis da cultura em
que | nós | vivemos e se voa* estii satisfeito com a lsUí,/ V/ /
não há problema”, escreveu o psicolerapcuta |) r p , ’ cntào
<)ycl
Richmond.' No entanto, ele ili/ que muitas cois.is u n nossa1cu|türa
são socialmente aceitáveis, mas, mesmo assim, represem■\ 3
ameava ás nossas vidas emocionais e espirituais. Quando as Unia
se rendem a elas, a vida manda o recado. Primeiro reccb>S°aS
uma cutucadinha cie leve, depois, “um chute na Ininda” at ' °S
repetido cie conflitos desagradáveis, escreveu. H se não há rcaç' *
o nosso tapete é puxado.
O tapete das mulheres americanas foi puxado. Iodos os sinais
indicam isso: a epidemia do sexo casual, a fixação inexorável sobre
o complexo de vitima da mulher e remorso das mães que trabalham
fora, nossas dúvidas quanto á necessidade do casamento, a crença de
que o divórcio é a resposta para o que nos aflige c o recente estudo
da National Bureau of Kconomic Research dizendo que o nível de
felicidade das mulheres diminui sensivelmente desde 1970. “Uma
mudança social não acontece da noite para o dia: leva décadas para
se criar o impulso e para que o limite outrora radical se transforme
em comportamento predominante”, escreveu o I)r. Jean M. Twenge.2
Desde 1970, os americanos se acostumaram a olhar “a situação
da mulher" por um lado negativo. À medida que o feminismo
penetrava lentamente na essência da nossa cultura, os americanos
de todas as classes começaram a abraçar a sua causa. Agindo assim,
rejeitamos o fato de que há uma perspectiva totalmente diferente
da qual enxergamos o papel das mulheres na sociedade.
O conceito dos direitos das mulheres é muitas vezes visto no
mesmo contexto dos direitos civis. As feministas afirmam que
o que elas chamam de “movimento das mulheres” é o mesmo que
o movimento dos direitos civis — elas fazem de conta que as
mulheres foram escravas dos homens da mesma maneira que
os negros foram escravos dos brancos. Assim, elas exigem que todas

202
as nossas leis sejam feitas de acordo com o genero neutro, pois
elas são da raça neutra. Essa é uma comparação ridícula e injusta.
As feministas, entretanto, usam essa analogia para levar as pessoas
a acreditar que o que elas buscam é algo benéfico.
O que as mulheres de esquerda querem mesmo, claro, não tem
relação nenhuma com a igualdade para as mulheres. O objetivo
delas é o mesmo que o objetivo do presidente Obama: “basicamente
transformar” os Estados Unidos. Igual ao Obama, as feministas não
gostam da América do jeito que está e querem mudá-la. É o que
sempre desejaram desde do dia que invadiram as ruas nos anos 1960.
A igualdade para as mulheres não tem nenhuma ligação com isso.
Os americanos foram ludibriados. Hoje, homens e mulheres
não vivem em harmonia e nem desempenham seu potencial
correspondente agora que as mulheres na América foram
supostamente libertadas. Em vez disso, existe um enorme abismo
entre homens e mulheres, e uma guerra cultural genuína em relação
aos papéis de gênero. Muitos não sabem mais no que acreditam,
pois o feminismo mudou a cultura e o discurso de uma maneira
muito drástica.
Rejeitar o feminismo significa rejeitar a igualdade das
mulheres? Não, pois o feminismo não se trata disso. Rejeitar
o feminismo significa reconhecer que as mulheres não precisam
do feminismo para torná-las iguais aos homens, porque homens
e mulheres já são iguais — só não são a mesma coisa. Rejeitar
o feminismo significa rejeitar a libertação das mulheres? Sim,
se a libertação consistir em libertar as mulheres do casamento
e da maternidade. Aprendemos da pior forma que não há nada de
fortalecedor em ignorar a biologia de um ser.
Quando Sarah Palin tornou-se foco nacional em 2008, ela
pressionou os americanos a rever o feminismo. Pela primeira vez
desde que a revolução iniciou, os americanos começaram a debater

203
p u b lic a m e n te a re le v â n c ia m o d e r n a d o f e m in is m o c seus
efeitos
».„,1.,
e m lo n g o p ra z o . R e fle tim o s se o f e m in is m o “" • '
km impor».,
p e r g u n ta m o s q u e r u m o o f e m in is m o vai t o m a r e o »- °s
• c • *uc o ‘cniinism^
sig n ifica p a ra o m o v im e n to co n serv ad o r m o d e rn o
se p e r g u n ta m se S a ra h P a lin r e p r e s e n ta u m “ n o v o ” fe • UUOS
o u a m o r te d o fe m in is m o . rn ,n ,sm o

Essa co n v e rsa é d e s n e c e s s á ria .


Não im porta se as pessoas se identificam com o feministas dos
anos 1970 (ou seja, liberal ou de esquerda), feministas conservadoras
ou mesmo não feministas — a maioria dos americanos pensa como
uma feminista mesmo quando negam com veemência ser feminista.
Eles acreditam que homens c mulheres devem ser considerados
iguais sem se basear no valor, já que isso é óbvio, mas na biologia,
fisiologia e psicologia. Eles acreditam que homens e mulheres
devem encarar a vida da mesma forma quanto ao sexo, casamento,
profissão e filhos. Acreditam que se não fosse pelas feministas,
as mulheres seriam consideradas inferiores aos homens.
Mas tudo isso é uma propaganda enganosa, já que não existe
razão para os conservadores se aliarem com o feminismo. No
Letters to a Young Conservative, Dinesh D’Souza escreveu: “Eu
sou conservador, pois acredito que os conservadores têm uma
compreensão fiel da natureza hum ana e os liberais não têm”.3
Esse é o mesmo erro fatal núm ero um das feministas. Essas
mulheres, e os homens em suas vidas, não têm uma visão precisa
da natureza humana. Ao negar as diferenças entre machos e fêmeas,
eles se enfiaram numa emboscada para o fracasso. É por essa razão
que as feministas são um bando de revoltadas e desagradáveis.
É impossível não ser rabugenta quando se dá m urro em ponta
de faca, tentando impedir o sol de nascer.
Se você perguntar a qualquer m ulher de hoje com filhos pequenos
e um trabalho em período integral ou a qualquer mulher que faça

204
sexo promiscuamente ou mesmo a uma típica mac solteira de classe
média que possivelmente pediu o divórcio, é bem provável que ela
diga não ser uma feminista. (Todas as pesquisas públicas de opinião
revelam que grande parte das mulheres não quer ser chamada
de feminista.) Na verdade, ela provavelmente nunca se juntou
a uma causa feminista em sua vida nem mesmo tenha uma
opinião formada sobre o assunto. Mas seu estilo de vida é um
resultado evidente da influência do feminismo cm seu mundo. Essa
é a natureza insidiosa da revolução feminista e c por essa razão que
o feminismo e o movimento social mais significativo ele nosso
tempo. Desfazer o estrago não será fácil, mas é possível.

ADMITIR O PROBLEMA É METADE DA BATALHA

Dizem que os alcoólatras não mudam até admitirem terem um


problema — essa mesma atitude pode ser empregada em qualquer
conflito. Reconhecer que o feminismo fracassou em sua missão,
que é baseado em falsas suposições e argumentos, que divide
homens e mulheres e até mesmo cria uma divisão entre as mulheres
é o primeiro passo para a recuperação.
Para aqueles que caíram na cilada feminista, isso talvez signifique
fazer algumas sérias mudanças: no estilo de vida ou na atitude.
Pode ser assustador, mas as pessoas fazem mudanças de vida
o tempo todo. Alguns mudam de profissão, outros mudam o estilo
de vida, alguns até mudam de religião. Mudanças podem acontecer,
mas admitir o problema é metade da batalha.
A jornalista e autora feminista, Anne Taylor Fleming, nos dá
um alerta. Trinta anos atrás, Fleming afirmou que se ficasse grávida
sem planejar, faria um aborto — ela era implacável contra o debate
pós-vida. Vinte anos depois, em seu livro Motherhood Deferred,

205
Fleming escreveu:
Sou uma mulher de quarenta anos que colocou a carreira
à frente da maternidade e que agora anseia por ser mãe(...) Faç0
parte da irmandade das inférteis. Sou uma baby boomer solitári
e sem filhos totalmente consumida pela vontade de ter um bebê( )
Estou tentada a abrir a janela e gritar: “Ei, ei, Gloria, Germaine
Kate. Diz aí, qual é a sensação de acabar sem bebês, filhos, sangue
do seu sangue? Valeu a pena ter o útero vazio pela sua ideologia?”4
Germaine Greer, ícone feminista dos anos 1970 que encorajou
as mulheres a rejeitar a maternidade, também pagou um preço
altíssimo. “Estava louca para ter um filho; tenho as contas médicas
para provar. Ainda sonho com a gravidez, à espera de algo que
nunca acontecerá.”5
Mas foi Rebecca Walker, filha da Alice Walker — feminista
engajada e autora do livro A Cor Púrpura (reverenciado pela elite
feminista e transformado num grande filme cinematográfico
e num musical da Broadway), quem teve a maior coragem em dizer
a verdade sobre o feminismo no artigo intitulado: “Como a visão
fanática de minha mãe nos separou”:
Quando criança, ansiei por uma mãe tradicional(...) Cresci
acreditando que filhos eram a corda no pescoço e que a ideia de
ser feliz na maternidade era um total conto de fadas(...) Quando
cheguei aos meus vinte e poucos anos,(...) ouvi meu relógio
biológico tocar, mas senti que se eu desse atenção a ele, estaria
traindo minha mãe e tudo o que ela me ensinara(...) Na verdade,
ter um filho foi a experiência mais gratificante da minha vida(...)
Meu único arrependimento foi ter descoberto os prazeres da
maternidade muito tarde (estou tentando ter um segundo filho,
mas sem sorte até agora).
O feminismo enganou toda uma geração de mulheres para não
ter filhos(...) Mas longe de assumir a responsabilidade por isso,

206
as líderes do mov.mento das mulheres estreitam as fileiras contra
qualquer um que ousa questioná-las, como eu aprendi a duras
penas(...) Acredito que o feminismo seja um experimento,e todos
os experimentos precisam ser avaliados pelas suas consequências
Assim, quando você vê o pagamento pelos enormes erros cometidos!
é necessário fazer mudanças.6
A mudança cultural nos planos das mulheres americanas -
rumo a carreiras notáveis no lugar da maternidade — resultou
em muitos sonhos não realizados. As mulheres sem filhos, citadas
anteriormente, que lamentam suas escolhas provavelmente
representam as graves consequências do feminismo, mas milhões
de mulheres modernas lutam sem necessidade contra a fertilidade
somente porque ninguém disse a elas para não se concentrarem tão
obsessivamente na carreira ou buscar profissões compatíveis com
a maternidade. Ninguém disse a essas mulheres que obter diploma
atrás de diploma pode ser contraproducente caso seu plano de vida
seja ter filhos.
Acontece que as jovens nem sequer pensam em bebês até que
estejam segurando o próprio filho nos braços. Só então seus planos
anteriores perdem a força e as mulheres se encontram em um
dilema. Por não acharem que ficariam fora do mercado de trabalho
para cuidar de bebês, as mulheres acabam com uma escolha
insuportável: ou colocam os filhos na creche ou repensam todo
o seu plano de vida.
Uma mulher moderna que queira decidir se vive uma vida
autêntica deve perguntar a si mesma se as escolhas que fez refletem
seus valores ou se simplesmente está fazendo o mesmo que todos
ao seu redor. Você já fez sexo casual porque era “o certo a se fazer”
e se arrependeu depois? Você quer se casar, mas não ousa admitir?
A busca de uma carreira junto com a maternidade é algo que você
acha que precisa para se sentir realizada? O seu marido e filhos estão

207
insatisfeitos porque você é sugada pelo trabalho? Você recusou sc
casar e agora se arrepende? Se você respondeu sim para qualquer
uma dessas perguntas, eis ai o feminismo, você admitindo ou
não. Espera-se que seu modo de vida esteja fazendo você se sentir
realizada. Ele está?
As americanas não precisam se entregar á amargura c ao
descontentamento. O primeiro passo para restituir o controle,
e se fortalecer de verdade, é rejeitar o feminismo. Nao se trata de
ser intransigente (embora talvez lhe digam o contrário), trata-se de
aceitar a verdade. É simplesmente impossível defender o feminismo
uma vez que se conheça os fatos.
O desafio será se afastar dos costumes e decidir o que »wê
realmente quer. A maioria das mulheres (a maioria das pessoas)
são conservadoras por natureza. O conservadorismo ê um estado
natural, pois aceita a natureza hum ana do jeito que ê em ve/ de
tentar lutar contra ela. As mulheres conservadoras acreditam
em uma ordem moral universal que necessite delas. Aqueles que
reconhecem a existência das diferenças entre homens e mulheres
e que se esforçam para atender aos padrões morais (mesmo que
falhem de vez em quando) são muito mais contentes do que aqueles
que não fazem assim.
Nos Estados Unidos, as mulheres podem ter tudo o que quiserem
da vida, mas primeiro devem se libertar das teorias c distorções
feministas. Para algumas, isso significa ignorar a própria mAe;
para outras, as professoras ou as chefes. Para todas nós, significa
rejeitar as manipuladoras confusas, infelizes e insatisfeitas da mídia.
Elas não desvendaram a vida e nem nunca vão desvendar —
a crença de que as mulheres são vítimas turva lhes a vista.
Devemos parar de falar sobre os direitos das mulheres, as
da ^a^es ^as mulheres, os problemas das mulheres e o avanço
heres. Devemos parar de falar sobre o poder feminino,

208
sobre O aum ento do poder das mulheres e sobre a destruição d
um patriarcado que não existe. Q uando armamos o debate sobre o
jargão feminista, prom ovem os uma guerra entre os sexos. É hora de
acabar com a guerra entre os sexos. Os homens não são inimigos.

O PEDESTAL

Agora que sabemos o que precisa ser feito, como agir?


Começamos por trazer de volta o respeito mútuo. Homens
e mulheres costumavam respeitar uns aos outros antes do feminismo
surgir. Eles sabiam que as diferenças de gênero eram reais, por isso
não havia necessidade de lutar pelo Pedestal — cada gênero tem
seu próprio pedestal. Esposas respeitavam os maridos como chefes
de família, e os m aridos admiravam as habilidades maternais das
esposas. O que não significava que os homens não ajudassem com
os afazeres domésticos ou que as mulheres nunca trabalhassem fora
(ao contrário do que as feministas nos disseram). Mas os homens
tendem a transferir as questões relacionadas com a casa às mulheres,
e as mulheres tendem a transferir aos homens as decisões referentes
à renda da família.
As pesquisas comprovam que continua assim. No dia 25 de
setembro de 2008, a Pew Research Center divulgou que em 43 por
cento dos casais americanos, as esposas tomavam mais decisões
referente à finança familiar, atividades de fins de semana e compras
domésticas. Os m aridos tomavam essas decisões em apenas 25
por cento dos casais, enquanto 31 por cento dividiam as tomadas
de decisões entre o m arido e a mulher. Mesmo se o marido tiver
o salário mais alto, é ainda mais provável que a esposa decida como
gastar o dinheiro.
Infelizmente, assim que o feminismo surgiu, as mulhe

209
abandonaram seus pedestais em massa e decidiram
<'ue querian,
dividir com os hom ens o pedestal masculino. Elas diziam
que
queriam os dois sexos no mesmo pedestal para re p re s e m ^
a igualdade e provar que hom ens e mulheres são a m e sm a coisa

Mas em vez disso, se viram em conflito. Desde que não há espaço

suficiente no pedestal para os dois, as feministas ex p u lsaram

os hom ens a fim de ter mais espaço para elas. Lembram-se da


declaração da Maria Shriver? “À medida que entramos para
essa fase que cham am os nação da mulher, as mulheres podem
transform ar seu papel principal de assalariadas, consumidoras,
chefes, form adoras de opinião, parceiras de mesmo nível em tudo
o que fazemos num a força poderosa em busca da mudança.
O poder da econom ia em ergente dá às mulheres um novo lugar
à mesa — a ponta da mesa.”7
Isso não é igualdade. É m atriarcado.
A única m aneira de recuperar o respeito m útuo entre os sexos
é a m ulher sair do pedestal do hom em e pular de volta para seu
próprio pedestal. Q uando cada sexo se coloca em seu próprio
pedestal, a biologia específica é respeitada e os conflitos desvanecem
de form a natural. Ao tentar com partilhar o mesmo pedestal, homens
e m ulheres negam m utualm ente sua natureza inerente. É por isso
que hoje há m uitas m ulheres que quando realmente decidem ficar
em casa com os filhos enfrentam resistência dos próprios maridos
que não querem desistir da renda vinda do emprego da esposa!
Sexo tam bém é o u tro problem a. A tualm ente, mais e mais esposas
dizem que estão m u ito cansadas para fazer sexo. Num a pesquisa feita
em todo o país pela W om ens Wellness Survey, publicada na revista
Cooking Light, “fazer sexo o suficiente” ficou em sétimo lugar na lista
de prioridades das m ulheres, ficando atrás de “dorm ir o suficiente,
“m anter o nível de estresse baixo”, “arranjar tem po para relaxar,
“se alim entar de form a saudável”, “beber a quantidade recomendável

2 10
de água” e “arranjar tempo para praticar exercícios físicos” P
que isso represente um problema aos maridos „ , ' '
cansados demais para fazer sexo. Sexo é ' * r‘m" ” en,e estáo
de um homem, e as esposas que estão m u i t o ^ S T
sexo muitas vezes ficam ressentidas com esse fato ' "' ^ ^
Se a mudança está por vir. terá que vir da mulher - foram elas
que mudaram a ordem natural das coisas. Além disso, não são
os homens que reclamam sobre seu lugar no mundo - e nâo
é porque eles o têm de forma tão sublime (ao contrário do <Wma
feminista), mas porque isso não é de sua natureza. Os homens tendem
a concordar com tudo que as mulheres disserem ser necessário
É por isso que as atitudes masculinas sobre “o lugar da mulher”
logo mudaram junto com as atitudes das mulheres! Praticamente
a única coisa que não m udou nos homens foi a sua natureza sexual,
da qual eles não conseguem controlar. Fazer sexo com a esposa
é uma das maneiras que os maridos usam para demonstrar seu
amor, e quando as esposas viram as costas para eles de forma
corriqueira, conforme as mulheres admitem fazer, isso é entendido
como rejeição. Virar as costas para o marido na cama é parecido
com a m ulher se dirigir até o seu marido para abraçá-lo e ele virar as
costas e se afastar. (Ambas situações são a razão do início de muitos
casos extraconjugais.)

OS INEGOCIÁVEIS

Rejeitar o feminismo e reestabelecer o respeito mútuo de


ambos os sexos são pré-requisitos para o progresso. Mas há
outro elemento crucial: o inegociável. Existem várias coisas que
as pessoas consideram como inegociáveis. Se optamos por fazer dieta,
provavelmente há alimentos que sabemos que não conseguimos
ou não estamos dispostos a deixar de comer, e é provável que

2 11
escolheremos um plano que nos perm ita com er tais alimentos.
A mesma teoria se aplica quando planejam os nossas vidas: certas
coisas devem ser inegociáveis para as mulheres. Seguem três
hipóteses que as mulheres inteligentes fazem:

1 Sexo casual é um beco sem saída e a coabitação não conduz ao


casamento satisfatório.
2 Casamento é a meta fundam ental e o divórcio não deve ser
considerado como uma opção.
3. Os filhos precisam, merecem e desejam ser criados pelos
próprios pais, que são casados um com o outro.

Compreendendo que “ir pra cama com todo m undo” somente


leva ao desapontamento, a m ulher tem mais chances de evitar
uma DST e o desgosto. Da mesma maneira, se uma mulher vé
o casamento como algo positivo e acredita que o divórcio não é
opção, aumentam suas chances de escolher o parceiro correto.
(É lógico que divórcio é sempre um a opção, mas acreditar que
o casamento é um contrato vitalício é fundamental.) “Aqueles que
veem o casamento como um compromisso irreversível estarão mais
inclinados a fazer o trabalho psicológico que resulta na satisfação
de sua decisão do que aqueles cuja atitude sobre o casamento
é mais desinteressada”, escreveu Barry Schwartz no livro O Paradoxo
da Escolha.s
Por fim, as mulheres devem considerar que desejarão ficar
em casa com os filhos, pelo menos nos prim eiros anos de vida.
sso aumenta a probabilidade de fazer o planejam ento necessário
P a que isso aconteça. Quando as m ulheres adotam essas três
P inegociáveis, aum enta a possibilidade de contentamento
. ev^tarn se sentir imobilizadas mais tarde, como
tivessem sido vitimadas.

212
E h o ra d o d e ix a r a d e c is ã o s o b re „ p a p e |
da M ãe N a tu re z a — u m a s e n h o r a difícil d e o * " as n ,âo s
dar às m u lh e re s a s m e s m a s o p o r t u n i d a d e 7 * " “ ' S" é p reciso
se d esco b re o q u e é o u n à o e d e s u a n a tu re z a ^ O °'S ,h ° m e n s’ e log °
e estiver n a n a tu re z a d a s m u lh e re s t ' 4110 “ Ver d e se r feito
detê-las. M a s v o c ê d e s c o b r irá , e ela s ta m b é m c " " C° n seguirá
na n a tu re z a d e la s, m e s m o q u e re c e b a m ’ qUe ° q u e n â° estiver

elas n ã o fa rã o e v o c ê n ã o c o n s e g u irá o b r i g a i s
B oothe Luce." 8 las> escreveu C lare

SEGUINDO EM FRENTE

Quando nossas crenças são colocadas em dúvida, é necessário


tempo para meditarmos sobre o assunto. Os americanos não estão
acostumados a ouvir que as mulheres são o sexo afortunado ou
que “ficar” é errado (e im prudente) ou que os casamentos felizes
e duradouros são possíveis ou que ficar em casa para cuidar dos
filhos é uma tarefa nobre e que vale a pena ou que os homens nos
Estados Unidos são os verdadeiros cidadãos de segunda classe.
Mas m udar o paradigma é possível.
Aqueles que acreditam que as mulheres na América ainda
não conquistaram a igualdade ou que as mulheres americanas
são oprimidas de alguma forma e que precisam de intervenção
do governo para que haja condições de igualdade, também
acreditam que estão lutando contra uma nação que os injustiçou.
Na realidade, eles estão lutando contra a natureza humana.
Sabemos que é difícil ignorar os costumes e fazer o que temos
vontade. Apesar de m uitas pessoas conseguirem, elas não são
a regra. “A maioria das pessoas, especialmente os jovens, precisa ser
aceita pela com unidade em que vive. Elas não podem ultrapassar

2 13
um certo lim ite estab elecid o p a ra si m esm as de um sistema com
suas p ró p ria s v erdades e p re ferê n cias”, escreveu Midge Decter

em An Old Wifes Tale.10


As “verdades e preferências” das quais as americanas têm sido

expostas nas últimas décadas têm originado principalmente


da natureza de esquerda. Os baby boomers foram aqueles qUe
orientaram a geração atual e tornaram -se a inspiração das mulheres
modernas. Muitas dessas pessoas são feministas devotas, e outros
seguiram a ideologia feminista m esm o tendo suas objeções
ou não percebendo que a seguiam. Os baby boomers substituíram
os bons conselhos da Grande Geração por conselhos que contrariam
a sabedoria e o senso com um .
Claro que não podem os botar toda a culpa nas feministas. Houve
uma mudança dram ática na própria cultura. Em gerações passadas,
as preferências da m aioria dos am ericanos geralmente eram aceitas
pelas suas comunidades. A tecnologia não desempenhava um papel
im portante na vida das pessoas, portanto o m undo era menor.
As comunidades estreitam ente unidas e o vínculo familiar,
juntam ente com a ordem m oral universal que um a vez existira, fazia
com que os americanos, na m aior parte, ficassem mais expostos
a pessoas que viviam como eles — de form a conservadora.
Atualmente, esse m undo se foi. As famílias estão espalhadas,
as pessoas raram ente circulam pelos seus bairros e em vez disso
ficam coladas aos aparelhos de televisão e com putadores e a vida
religiosa está em baixa como nunca antes esteve. Devido a isso,
as preferências dos jovens agora são influenciadas amplamente pela
tecnologia e grande mídia, que são m uito liberais.
Isso não quer dizer que as pessoas não possam pensar por
smas e simplesmente im itar o que veem. Mas quer dizer que as
P ão afetadas quando são bom bardeadas repetidam ente com
ideologia, seja conservadora, liberal ou alguma variação
destas. A m a io r ia d a s p e s s o a s a l m e j a m -
■ «'•uiaçào
Aqueles q u e q u e i r a m v iv e r u n ia v id
tra d ic io n a l te r ã o d e p r o c u r a r v a l i d a d o e m C O nsw vad‘>w o u
medida, te r ã o d e s e a f a s t a r d a c u l t u r a p „ J , " ' ™ IU 8 ar E m g ra n d e

pessoas q u e c o m p a r t i l h e m a s m e s m a s c r - ' ° C n c o n tra r ° u 'ra s


(A a u to r a M a r v b e th H ic k s e x p lic a c o m o o s",'' ° eS,Í1° d e v il|a-

em se u e x c e le n te liv ro , BringingJrtsTt i0^ " ' ‘“ °


d ú v id a a lg u m a , que o s americanos t e n h a m d e a m e n tá v e I>
se m a n te r e m H eis a o s s e u s p r in c í p i o s _ _ C ' r a t a i s e x t r e m o s p a r a
0 m u " ° m a is fácil te r
a c u ltu ra d o se u la d o . M a s e is o n d e e s ta m o s . C a d a vez q u e fo lh e a m o s
u m jo rn a l o u u m a r e v is ta ,c a d a v ez q u e lig a m o s a te le v is à o o u m e sm o
no ssos c o m p u ta d o r e s , s o m o s b o m b a r d e a d o s c o m m e n sa g e n s q u e
vão c o n tr a o s v a lo re s a m e r ic a n o s o u t r o r a e s tim a d o s .
Tome como exemplo alguns dos filmes lançados em 2010 que
mencionamos anteriorm ente. Só no verão, quatro filmes principais
(Comer, Rezar, Amar, Coincidências do Amor, Minhas Mães c Meu
Pai e O Plano fí) enalteceram a ideia liberal de que a criança não
precisa de pai e que o casam ento é opressor contra as mulheres.
Na edição de fevereiro de 2010 da revista O, as editoras fizeram
uma lista das “cem coisas que m elhoraram na América”. Segue uma
amostra das “m elhorias”: o casam ento gay foi legalizado em Iowa;
a atriz Kathryn Bigelovv conseguiu se infiltrar no “clube do bolinha”;
as mães solteiras “nunca estiveram tão simpáticas”, em parte porque
o “com panheiro à pilha” (conhecido com o vibrador) substituiu
a necessidade de relação sexual; e os “chefes de família [papais]
indiferentes do passado foram substituídos por participantes plenos
na troca de fraldas, na disciplina e no carinho” — o que insinua
que o pai tradicional não era carinhoso e não disciplinava os filhos,
o que é claramente falso e ofensivo aos hom ens mais velhos.
Esses filmes e artigos não ajudam os americanos a seguir uma
direção positiva. Aliás, eles seriam impensáveis algumas décadas

215
atrás. M ensagens assim só p o d em o co rrer em um país que
associa o fem inism o com “p ro g resso ”. Na década de 1960, esses
cenários eram considerados ideias radicais. Q uarenta anos depois,
são co m p o rtam en to s p red o m in an tes.
Por sorte, as m ulheres inteligentes — tam bém conhecidas como
conservadoras e independentes — sabem q u e essas ideias continuam
radicais, e não algo que q u alq u er sociedade devesse seguir. É por
essa razão que tem os visto o ressu rg im en to do conservadorismo na
América. As pessoas sentem q u a n d o algo está fora de ordem. “O que
o conservadorism o faz é p e rg u n ta r o que é evitado p o r promessas
progressistas: à custa de quê? A perseguição [progressista] insensata
da transform ação reanim ou um espírito conservador moribundo”,
escreveu Peter Berkowitz no W all S treet Journal.
Q uem sabe esse esp írito se tran sform e em um novo dia na
América, quando as m ulh eres n ã o precisarem se definir usando
o fem inism o co m o referência. E speram os q ue, um dia, as revistas
fem ininas louvem o casam en to e a m aternidade, em vez do sexo
casual, divórcio, “m ães trabalhadoras” e m ães solteiras. É possível?
Será um desafio. Talvez até exija u m a revolução social que,
felizmente, parece estar a ca m in h o .
Em 2010, o im portan te so c ió lo g o G e o ff D en ch analisou
as respostas das perguntas feitas na p esq u isa anual da British
Social Attitudes. O resultado foi evidente: o que as mulheres querem
é um marido que será a p rin cip a l fo n te do sustento. Em 1998,
o núm ero de m ães britânicas q u e acred itam q ue a vida familiar
é prejudicada quando as m ães trabalham fora em tem p o integral foi
penas 21 por cento. Já em 200 6 , esse n ú m e r o a u m en to u para 37
P o. Um au m ento sem elh a n te oco rreu q u a n d o perguntaram
eres se elas concordavam q u e o s h o m e n s e as mulheres

mães re er ^ nçÕes d tfe re n tes. Em 2 0 0 2 , m e r o d o is p o r cen to das


Pon eram q u e sim . Q u a tr o a n o s d e p o is , esse n ú m e ro saltou
dezessete por cento, um salto en o rm e em tão pouco tem po.
para
0 motivo da reviravolta, de acordo com Dench, é que houve
um avanço gradual ao respeito pelo trabalho que as mães fazem em
casa e em bora o núm ero de mães no m ercado de trabalho tenha
aumentado, esse núm ero reflete principalm ente o trabalho de m eio
período. As m ulheres que aparentam estar mais felizes, diz ele,
são aquelas que dão valor à m aternidade e aos afazeres dom ésticos,
que aceitam o papel fem inino tradicional ju n tam ente com algum a
forma de trabalho rem unerado.
A postura americana é semelhante. Não foi só a quantidade
de mulheres que optaram por se afastar do mercado de trabalho
para ficar em casa com os filhos que aumentou nos últimos anos,
a maioria avassaladora das mulheres casadas preferem trabalhar em
meio período em vez de trabalhar em período integral. Grande parte
das mães ficam em casa com os filhos quando eles são pequenos
e retornam ao mercado de trabalho quando os filhos ingressam
na escola.
Se de fato existe uma revolução social a caminho, ela não deveria
parar na escolha das mulheres em honrar a sua natureza. Também
deve haver um novo respeito pelos homens. Foi a equipe masculina
de bombeiros da cidade de Nova York que teve a coragem de subir
as escadas das Torres Gêmeas em chamas em 11 de setembro de
2001.0 total de mortes entre os bombeiros da cidade de Nova York
foi: 343 homens, 0 mulheres. Honestamente, alguém pode dizer que
gostaria que uma mulher viesse em seu socorro naquele dia trágico?
A proeza física dos homens não é a única razão pela qual
eles merecem respeito. A elite feminista adora bater na mesma tecla
de que os homens não compreendem as mulheres. “[Homensl
não entendem os sentimentos das mulheres”, disse a Oprah.
Mas as mulheres também não entendem os sentimentos dos
homens. A mulher não consegue entender o sentimento de um

217
homem cujo o bem estar da família depende completamente d0
seu trabalho. lodos os dias, os maridos levantam, tomam banho
e vao trabalhar ilc oito a de/ (ou doze?) horas para que as esposas
liquem livres das obrigasses de um trabalho de período integral
f\ o trabalho eonslnnte dos homens que oferece às mulheres
a liberdade e a flexibilidade para fazerem o que quiserem com
suas vidas.
Aliás, os homens vivem em seu próprio tipo de prisão —
eles geralmente nao acordam um dia e abandonam o emprego ou as
esposas para "encontrar a si mesmos”. Muitos também renunciam
a vida que gostariam de ter, porque sabem que não seria bom para
a família. Isso se chama sacrifício, um conceito que as mulheres de
e sq u erd a evitam usualmente. ( )s homens também não têm desculpa
para largar o emprego caso estejam descontentes. As mulheres têm.
Se as mulheres quiserem sair da força de trabalho, a maternidade
é uma razao perléitamenle lógica — e uma boa sociedade incentiva
isso. ( !omo ex mae trabalhadora, Sarah Amsbary aprendeu a duras
penas que a "maternidade oferece uma saída de emergência que
a paternidade nao oferece, Ter um neném possibilita uma saída
graciosa e conveniente".1’
( ’oni os avanços da tecnologia e a maior longevidade dos
americanos, nunca houve um melhor momento para as mulheres
terem tudo. Uma abordagem esquerdista ou feminista da vida
nao vai ajudar as mulheres a atingir esse objetivo. Uma abordagem
conservadora, sim.
A sociedade loi enfraquecida por sua limitação da função
domestica das mulheres, o que contribui consideravelmente (talvez
mais do que qualquer outra atividade) para a saúde e estabilidade
social. Iodos os indícios de bem-estar familiar demonstram que
nossa sociedade era um lugar muito melhor para as famílias
«.vada anterior ao despertar feminista, escreveu Graglia.1'
Ser co n serv ado r não se trata apenas de polf,ica _ . .

dem ocratas conservadores n o s Estados U nido — / " a m u,los


é um estilo de vida. N em todas as m ulheres c o m e r e ’) ' " " ' ' “ 10' ' ' ' ’' 0
e„, estilo, atitu d e ou co m p o rtam en to , m as e la s c o m o " . T “
características principais: são cautelosas n r íf ' , h‘,n ,varu s
O que não significa que as c o n s e r v a d o ^ 2 “ '
mas que elas tém mais chances de acertar * IJ"' erros’
Os filósofos há m uito tem po concluíram que todo miln i
o potencial para viver uma vida feliz. Até Abraham
que a m a,ona das pessoas só se é feliz quando assim decide ser
Para as mulheres, a resposta está na decisão sobre estar satisfeita
ApÉNDlce A
OS DEZ MANDAMENTOS FEMINISTAS

1. Farás muito sexo com muitos homens diferentes.


2. Terás a permissão para fazer aborto quando
quiseres,
por qualquer motivo.
3. Deverás ignorar teu relógio biológico e, se necessário, criar novos
métodos de concepção.
4. Buscarás para ti uma profissão exigente, e pagarás a outra mulher
para que crie teus filhos.
5. Não sentirás remorso por buscar profissões exigentes e por pagar
a outra mulher para que crie teus filhos.
6. Terás a permissão para se divorciar a qualquer m o m e n to
e manter a guarda de teus filhos.
7. Serás inseminada artificialmente caso não queiras se casar, mas
mesmo assim quiseres ter filhos.
8. Deverás subestimar os homens até que sua masculinidade
desapareça.
9. Não tomarás o sobrenome do teu marido.
10. Deverás humilhar todas as donas de casa e as mulheres
conservadoras.

APÊNDICE B

RAZÃO E SEXUALIDADE:

TRECHOS DO SENSE & SEXUALITY: THE COLLEGE


GIRL’S GUIDE TO REAL PROTECTION IN
A HOOKED-UP WORLD

220
1RAZÀO H SEXUALIDADE: UM GUIA DAS
UNIVERSITÁRIAS PARA A VERDADEIRA PROTEÇÃO
EM UM M U N D O DE SEXO CASUAL]
por Miriam Grossman
Copyright © 2008 Clare Boothe Luce Policy Institute

SEXO CASUAL

Um estudo recente sobre a cultura do sexo casual na Universidade


de Princeton revela que antes de “ficar” as garotas esperam um
envolvimento em ocional quase duas vezes mais que os garotos, e
34 por cento delas torce para “que o relacionam ento se desenrole”
Os garotos, mais do que as garotas, são m otivados em parte pela
esperança de m elhorar sua reputação social ou para se gabar de suas
façanhas aos amigos no dia seguinte.
Após a relação sexual, 91 por cento das garotas admitem se
arrepender, ao menos de vez em quando. A sensação de ter feito
algo errado e de ter sido “usada” são citados com frequência, e
no geral, oitenta por cento das garotas queriam que a relação não
tivesse acontecido. Outros estudos mostraram que 84 por cento das
mulheres disseram que depois de fazer sexo algumas vezes, mesmo
com alguém que não queriam se envolver emocionalmente, elas
começam a se sentir vulneráveis e que, pelo menos, gostariam de
saber se são importantes para a outra pessoa.

O COLO DO ÚTERO

O colo do útero da mulher tem uma área frágil de uma célula


de espessura chamada zona de transformação. O HPV (vírus do

221
p.ipilom.i hum ano, que pode causar verrugas genitais e at'
cilneer cervical) pode facilmente se fixar nessa área. É p 0 r .mesni0
,i maioria das adolescentes são infectadas por um de «p„ c • ^Uc
• m •I I I « ' P riíT 1eiros
parceiros sexuais. Na idade adulta, a zona de transfo
é substituída por uma superfície mais espessa, mais r e s is t^ 0
l’or isso, c* aconselhável adiar a atividade sexual ou e'
wu, se voce já f0r
sexualmente ativa, parar.
Mesmo que essas infecções sejam comuns, e geralmentc
dcvipiireçam com o tempo, saber que é portadora do vírus pode ser
devastador. As reações naturaissâo choque, raiva e confusão. De quem
foj , peguei i<
so• quando?Ele fo i infi
„ mais difícil: quem vai me querer agora? Essas preocupações
podem afetar seu humor, sua concentração e seu sono. Pode ser um
uolpe na sua auloestima e no seu rendimento escolar.
A vacina contra o IIPV c uma grande conquista, mas a proteção
ouc a vacina fornece é limitada. Você continua vulnerável a outras
infecções como herpes, clamídia, HIV c cepas de HPV não cobertas
pela vacina.

SEXO DE RISCO

O sexo oral feito em mais do que cinco parceiros tem sido


associado ao câncer na garganta. Constatou-se que o HPV pode
causar tumores malignos na garganta, assim como no colo do útero.
Hm um estudo feito em homens universitários sexualmente ativos,
o HPV foi encontrado tanto onde se espera — na área genital —
quanto onde menos se espera: sob as unhas dos dedos da mão. Sim,
vocé leu direito. Agora os pesquisadores investigam se o vírus pode
ser transmitido durante atividades consideradas “seguras”, como
masturbação mútua.

222
po acordo com o Centcrs for Diseuse <àinlrnl, fipinxlmadamontc
ii inta por cento de todas as mulheres farão sexo final aie os M anos,
Mesmo usando camisinha, esse comporlameiilo • ol«u a as iimlheivs
n niaior risco de contrair uma infecção pelo 111V e outras DSIK,
Por exem plo, o risco de transmissão do 111V durante o sexo anal
é pelo menos vinte vezes maior que pelo sexo vaginal,
A página do governo, www.fda.gov, dá um conselho pratico
contra o HIV: “O preservativo oferece algum tipo de proteção, mas
o sexo anal é arriscado demais para se praticar" ïhiduçâo: o reto
é porta de saída, e não de entrada.

OXITOCINA: O HORMÔNIO DA “CONFIANÇA”

O contato íntimo transborda o cérebro feminino com uma


substância chamada oxitocina, que estimula o apego. As carícias,
o beijo e o contato sexual liberam essa substância e avisam
o cérebro: “Agora estou com alguém especial. K hora de ativar
o amor e desativar a precaução”. Quando os níveis de oxitocina estão
altos, você tem mais chances de ignorar os defeitos do seu parceiro
e de assumir riscos que normalmentc não assumiria.
Você não quer seu cérebro encharcado com esse hormônio
quando tiver que tomar decisões críticas, como “o que eu acho
dele? Até onde eu quero que essa relação vá?” Você vai querer
fazer essas decisões antes de ficar muito íntima. Igual ao álcool,
a oxitocina transforma a luz vermelha em verde. Ela desempenha
um importante papel no que é chamado “a bioquímica do apego"
Por causa disso, é possível que você alimente um forte sentimento
por um cara que não esteja nem um pouco a fim de você.

22J
f e r t il id a d e

Setenta e sete por cento dos calouros unbvrsitai j0s tjj


,n »1\w
formar uma família é uma “meta essencial ou muito
Mas 55 por cento das mulheres bem-sucedidas chee u» ** ''
sem filhos, e 89 por cento delas acham que conseunii i , "N
quando estiverem na casa dos quarenta. Isso e um ,\h.: ' rtl
' ' *'* Chg.ui,,
É mais fácil para uma mulher engravidar e parir .....
,, , . * MU ^IrtlK,!
saudavel em seus vinte e poucos anos. A fertilidade '•nuiiuii
.li.m. ,„n
.
pouco aos trinta, e bastante aos trinta e cinco. As salas de 1em .i«| ^|||^
clínicas de fertilidade estão repletas de mulheres prcocupad \s
a saúde que malham e contam calorias — elas estão ali porque u',n
quarenta anos de idade.
Ser mãe nem sempre acontece quando o tempo e certo.
Há uma janela de oportunidades, e depois a janela se fecha. Algumas
mulheres sentem um desejo inesperado por ter um filho bem
quando a janela está se fechando.

www.miriamgrossmanmd.com

APÉNOICI c

RESOLUÇÕES DA NOW DK 19911

A Emenda dos Pimlos l$uais

Considerando que a aprovação da Emenda dos Direitas Iguais (I1HA)


seja uma prioridade da Organização Nacional das Mulheres (NOW):

224
w U k n n d o que o »r»h»lho dm grupo» de rc/lcxâo tem sido o
Mjport* principal dm escritórios e seu desenvolvimento;

Considerando que as mulheres rccé-m-chegadas a NOW nào tenham


um historie// nos grupos de reflexão;

Considerando que o processo dos grupos de reflexão nunca termina;

Considerando que, por meio do processo dos grupos de reflexão,


mulheres se conectam com mulheres c com essa conexão ganhamos
força e somos fortalecidas;

Assírn, fica determinado que a NOW informe o escritório, líderes


regionais c estaduais sobre a disponibilidade de materiais, livros e
publicidade para incentivar a realização dos grupos de reflexão.

iimnciamento de Aborto

Considerando que o aborto acessível seja um direito básico e


fundamental de todas as mulheres;

Considerando que o governo dos listados Unidos usa o dinheiro


de impostos para subsidiar serviços médicos através de recursos
financeiros do Medicare c Medicaid;

Considerando que o dinheiro de impostos deve ser disponibilizado


para custear serviços de abortos legais c seguros, de forma que o
direito fundamental de escolha de continuar uma gravidez ou não
possa ser igualmente acessível a todas as mulheres sem levar em
consideração a condição socioeconômica;

22)
m

Assim, fica determinado que a Organização Nacional das Mulher«


(NOW) defina a legislação modelo com relação ao financiamento
para todas as etapas do serviço de aborto e serviços reprodutivos
nos estados;

h m fica determinado que as Jovens Feministas possam iniciar


,1 para reconquistar e manter os serviços de aborto financiados
pelo Medicaid ao organizar demonstrações pass.vas em massa com
o pedido da revogação de todas as limitações de aborto do Me tcatd
° a exigênda dos serviços de aborto gratmtos, seguros e lega.s
sem restrições.

Leis de Participação Parental

Considerando que a vida das mulheres jovens está diretamente


ameaçada pelo crescente apoio de leis estaduais que exigem
interferência dos pais para o aborto;

Considerando que muitas das tais mulheres têm idade abaixo da


permitida para votar e, portanto, exercem pouca influência eleitoral
com relação a esta questão;

Considerando que a National NOW já implementou uma agenda


forte e extensa contrariando ativamente a legislação de interferência
dos pais;

Considerando que a National NOW agora está oficialmente


trabalhando com as jovens feministas para que elas possam ter
controle sobre suas vidas e seus corpos;

Assim, fica determinado que o conselho da NOW e a afiliação da

226
NOW inclua o consentimento/a notificação parental
como um
problema para sua agenda de ação das jovens feministas!
-)

Ações dos Direitos de Gays e Lésbicas

Considerando que os direitos das Lésbicas é uma das quatro questões


prioritárias da Organização Nacional das Mulheres (NOW);

Considerando que a NOW apoia os direitos de Gays e Lésbicas em


todos os aspectos e está trabalhando para alcançar a incorporação
total de Gays e Lésbicas em todos os aspectos da sociedade;

Considerando que é essencial que a NOW continue a ser visível e


ativa em nosso apoio aos direitos de Gays e Lésbicas;

Assim, fica determ inado que a NOW apoia os seguintes atos


nacionais:

1. Atividades do Dia Nacional de Revelação Homossexual Anual;

2. Marcha em Washington de abril de 1993 pelos direitos de Gays e


Lésbicas(...)

Mulheres em Combate

Considerando que durante a luta pela Emenda dos Direitos Iguais a


oposição botou lenha na fogueira sobre o medo de que as mulheres
seriam recrutadas e jogadas em valas em algum país estranho e distante,

Considerando que com as soldados femininas desempenhando um


papel mais significativo no Golfo Persa como nunca antes na nossa

227
histõ iu militai. podcivmos ter uma oportunidade inédita para pò
tin\ no louco dckite sobre sc as mulheres devem ou não ir ^
' ir para
^uei va, ampliar as oportunidades de carreira para as mulheres nas
toryas armadas e d en u h ar o que tem sido um obstáculo op ressiv o
na igualdade das mulheres e na 1'menda dos Direitos Iguais;

Considerando que a exclusão das mulheres de funções


arbitrariamente definidas como “combate” se baseiam em ideias
arcaicas sobre o que homens e mulheres são física e emocionalmente
capazes de fazer e ideias ultrapassadas sobre o que são as teorias
modernas de torças armadas e combate; e(...)

Considerando que a exclusão das mulheres do combate no


exercito atual e uma fraude apenas para perpetuar um status de
segunda classe de mulheres nas torças armadas; mulheres jovens
desfavorecidas econômica e educacionalmente não podem ingressar
no serviço militar, que e a area de maior formação profissional nos
Fstados Unidos, da mesma forma que os homens jovens podem;
os rapa/es podem ingressar, se formar, têm a possibilidade de uma
pensão e muitas vezes a preferência sobre os veteranos de guerra
na contratação de trabalho quando eles deixam o serviço militar;
mulheres jovens encontram maiores exigências de admissão e
quotas que limitam o ingresso de mulheres no serviço militar, e
assim que ingressam, as mulheres recebem menos treinamento e
têm o menor número de promoções; as mulheres formam quase
on/e por cento dos militares, mas preenchem apenas 0,9 por cento
dos mil cargos oficiais superiores das forças armadas e apenas cerca
de 0,8 por cento dos 15.000 cargos sênior alistados;

Considerando que a exclusão do combate fere a defesa do nosso país


e nossa política externa; mulheres são efetivamente eliminadas da
maioria dos c.ugos dc lidei ança dc alto escalão nas forças armadas
pot serem excluídas dc cargos com chances de promoção, de cargos
,|c ( ornando definidos como “combate”; e com a falta das mulheres
r das perspectivas femininas no Estado-Maior Conjunto e outros
organismos de política militar, a política pública de nosso país fica
mais fraca(...);

Assim, fica determ inado que a NOW exija a igualdade de


participação das mulheres nas forças armadas e de treinamento, nas
atribuições de serviço c de benefícios;

Também fica determinado que a NOW apoia ativamente a eliminação


de restrições regulamentares de mulheres nas forças armadas.

BIBLIO G R AFIA

*LIVROS QUE VOCÊ PRECISA LER


(c nunca vai ouvir falar no programa da Oprah)

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NOTAS

NOTA PAS Al' IOU \s

1. Dana Loesch, “Sarah Palin and the rise of the Feminist Right." Wm/nnglmi
E x a m in e r , Columns and Opinions, 22 de agosto de 2010; grito do autoi http /
www.washingtonexaminer.com/opinion/columns/Sarah Palin and the use
of-the-Feminist-Right-534(ô5-10l2f»5274.html

INTRODUÇÃO: CONSF'RYAPOUI S 1MON1 IRO**

1. Maria Shriver, The Shriver Report: A W o m a n s N ation ( hanger h i a thing


(Washington D.C.: Center for American Progress, 200*0. 1 2.
2. Warren Farrell, The M y th o f M ale Power: U'/iv M en A tr the I hsposal'lc N*‘\
(Nova York: Berkley Books, 1993), 351.
3. Phyllis Schlatly, T he Power o f the Positive W om an (New Rochelle, NY: Arlington
Publishers, 1977), 9.
CAPITULO 1: lAVAliPM UFRPWKAI

1. Nancy Gibbs, What Women Want Now,” T im e (14 de outubro vie 2009).
JO G A N D O C O N TR A AS

“Um livro corajoso c profundo. Phyllis Schlafly c Su/annc Vcnkcr


mostram como o movimento feminista é insidioso € qUJ| ^ a sua
verdadeira intenção.”

Ann Coulter, autora do best seller Adws, America!

“O Outro Lado do Feminismo revela as mentiras no âmago da


agenda feminista.”

Mark Levin, autor do best-seller Liberty and Tyranny

“As autoras elaboraram uma poderosa revelação de fatos sobre a


guerra das feministas contra os valores tradicionais e, essencial mente,
sobre o verdadeiro valor das m ulheres e da família.”

David Limbaugh, au to r do best-seller Crimes Against Liberty

“Phyllis Schlafly e Suzanne Venker escrev eram um livro corajoso e


esclarecedor sobre a opressão das nudheres pela esquerda feminista.
Todas as pessoas de mente sã devem ler e aprender com este livro.

David Horowitz, autor do best-seller D estructive Generation

“O Outro Lado do Feminismo é um livro que conta as verdades


que no fundo todos nos conhecemos, mas que muitas vezes não
sabemos como expressar ou se devemos expressar.”

Dinesh D’Souza, autor do best-seller


Letters to a Young Conservative

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