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UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA

FACULDADE DE DIREITO
COORDENAÇÃO DE GRADUAÇÃO
DISCIPLINA: Direito Financeiro
PROFESSOR: Antônio de Moura Borges

ALUNO(A): Júlia Marssola Loures

MATRÍCULA: 14/0043811 DATA: 08/05/2017

PRIMEIRO QUESTIONÁRIO

1ª. Explique como se processa a atividade financeira do Estado.

O Estado, enquanto entidade gestora, precisa identificar as necessidades do país e


encontrar mecanismos para atendê-las, tarefa à qual se presta a atividade financeira. Atendem-se
as necessidades coletivas que são ilimitadas em número, limitadas em sua capacidade,
complementares - porque geram novas necessidades ao serem realizadas, e concorrentes - pois é
preciso definir prioridades. A atividade financeira estatal busca os recursos necessários para
implementar as atitudes necessárias à satisfação das demandas. Assim, pode-se dizer que o
ordenamento normativo orienta os fins e o direito financeiro busca os mecanismos para sua
realização.

Nesse sentido, nas palavras de Regis Fernandes Oliveira, a atividade financeira do Estado
é: “a arrecadação de receitas, sua gestão, fiscalização e a realização do gasto, a fim de atender às
necessidades públicas”.

2ª. Quais são as principais teorias destinadas a explicar a atividade financeira do Estado?

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Figuram entre as principais teorias da atividade financeira do Estado as teorias: (a) do
consumo; (b) da troca; (c) da produção; (d) do preço; (e) do cooperativismo; (e) da luta de classes;
(f) da repartição dos encargos públicos e da (g) soberania.

A teoria do consumo remonta ao liberalismo econômico, os fisiocratas propuseram a


Teoria do Consumo, dizendo o Estado não produz, mas consome bens materiais produzidos pela
iniciativa privada. Deve portanto a atividade financeira do Estado ser reduzida ao mínimo
indispensável. Jean Batiste Say e Adam Smith, por exemplo. Tem mais expressividade no Japão
e nos EUA.

Já a teoria da troca concebe a atividade financeira como uma troca entre Estado e
indivíduos, troca esta em que estes entregam parte de seu patrimônio em forma de tributos e
recebem os serviços correspondentes à esta entrega em atividades estatais. Trata-se de uma teoria
inconsistente, pois não há de se falar em equivalência entre os tributos e os serviços prestados
pelo Estado, até porque, considerando o princípio da igualdade, o Estado não considera o quanto
cada indivíduo contribuiu ao fornecer os serviços. Em verdade, são aqueles com menor
capacidade contributiva que mais se beneficiam e desfrutam dos serviços estatais.

A teoria da produção é aquela em que o Estado produz bens indispensáveis à sociedade.


A transformação de bens cedidos à população ao Estado, para que o Estado realize os serviços, é
uma maneira de produzir. Essa criada por Hegel. Essa teoria levou ao entendimento de que a
soberania estatal é absoluta. Não haveria, rigorosamente, um direito internacional. No máximo,
um direito estatal externo. Havendo conflitos entre normas internas e internacionais, prevalecem
as internas. Segundo essa teoria, o Estado produz não só quando faz papel de entidade privada,
mas também quando transforma as riquezas cedidas pelos indivíduos em serviços úteis à
sociedade.

Idealizada por Pantaleone, a teoria do preço entende a atividade financeira do Estado


como um sistema de preços, em que uma determinada quantia seria paga pelos cidadãos a fim de
que eles pudessem desfrutar dos serviços ofertados pelo Estado. A natureza desses preços pagos
ao Estado divide-se em três categorias: (i) preços quase privados - estabelecidos com base nas
leis de mercado, lucrativos ao Estado; (ii) públicos stricto sensu - paga-se pelo correspondente ao
custo dos serviços; (iii) preços políticos - inferiores ao custo do serviço prestado em função dos
tributos que cobririam esse gasto.

O cooperativismo, enquanto teoria, concebe a atividade financeira do Estado como uma


cooperativa que presta serviços a presto de custo para a qual o objetivo não é o lucro, mas o
benefício da população. Incorre, contudo, no mesmo raciocínio falacioso da teoria da troca. Se as

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pessoas pagam preços diferentes pelos que recebem, não há como afirmar que todos recebem os
serviços a preço de custo.

A análise da teoria da luta de classes excede a atividade financeira per se, considerando
também as influências orquestradas tacitamente por ela. Identificando uma classe detentora do
poder político, que se beneficia da organização financeira do Estado. Esta teoria é criticada por
desconsiderar o princípio da capacidade contributiva, basilar no sistema tributário. Distorções à
parte, busca-se sempre o sistema mais justo possível, observando os princípios que regem a
atividade financeira.

Ainda, a teoria da repartição dos encargos públicos é quase auto-explicativa. Entende que
o Estado presta seus serviços necessários às demandas públicas, e cada um contribui como lhe
diz respeito, podendo todos desfrutar igualmente dos serviços disponibilizados.

Por último, mas não menos importante, a teoria da soberania entende que o Estado decide
através do povo que elege seus representantes. Em assim sendo, a população deve respeitar as
leis, inclusive as tributárias, para que seja cumprido o princípio da legalidade, base principal desta
teoria.

3ª. Como se manifesta o elemento jurídico na atividade financeira do Estado?

O Direito Financeiro é o estudo que identifica as necessidades públicas, definidas em


forma de lei, e determina os recursos necessários para responder a essas demandas. O elemento
jurídico se manifesta no estabelecimento de leis para que tais fins sejam atingidos.

4ª. Quais são os campos em que se desdobra a atividade financeira do Estado?

Identificadas as necessidades públicas, a atividade financeira se organiza em três fases:


(1) obtenção de recursos; (2) gestão dos recursos e (3) gasto dos recursos.

5ª. Defina e explique a importância do fenômeno da “extrafiscalidade”.

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A extrafiscalidade consiste num conceito amplo segundo o qual mecanismos tributários
são empregados não apenas para fins arrecadatórios, mas também para incentivar e/ou inibir
comportamento, a fim de promover medidas de natureza econômica e social, ensejando valores
constitucionalmente contemplados. Nesse sentido, múltiplos instrumentos podem ser empregados
para imprimir caráter extrafiscal a um tributo, a seletividade de alíquotas, a concessão de isenção
e de incentivos fiscais, bem como técnicas de progressividade e regressividade.

A Professora Regina Helena Costa, vai ainda mais longe:

“A extrafiscalidade aproxima-se da noção de poder de polícia ou de polícia


administrativa, conceituada como a atividade estatal consistente em limitar o exercício
dos direitos individuais em benefício do interesse coletivo, e que repousa no princípio da
supremacia do interesse coletivo sobre o individual, visando impedir a adoção de
condutas individuais contrastantes com o interesse público. Assim, tanto a polícia
administrativa quanto a extrafiscalidade, por meio de instrumentos distintos, definidos
em lei, buscam moldar as condutas particulares, para que se afinem aos objetivos do
interesse público.” (COSTA, Regina Helena. Curso de Direito Tributário:
Constituição e Código de Direito Tributário Nacional. 2ª Edição, São Paulo: Saraiva,
2012.)

6ª. Estabeleça a distinção entre ciência das finanças e direito financeiro.

Pertencendo à Economia, a ciência das finanças é uma atividade pré-normativa que


estuda, sob ponto de vista especulativo, os fenômenos financeiros e econômicos que podem
constituir fonte material do direito financeiro. Analisando os fenômenos socio-econômicos e
estatísticos, tem caráter informativo, fornecendo dados aos políticos para que tomem suas
decisões como, por exemplo, para que estabeleçam normas tributárias. É uma análise estática.
Assim, não é objeto do Direito, mas serve como ponto de partida para o direito financeiro.

Este, por sua vez, é a disciplina jurídica que regula a atividade financeira do Estado,
tratando dos princípios e normas que a regulam. Ao estudar as necessidades públicas, buscar e
sintetizar as normas espalhadas por todo o ordenamento, o direito financeira disciplina a atividade
financeira estatal (arrecadação, administração e gasto de dinheiro) visando o bem comum.estuda
a atividade financeira do Estado sobre o ponto de vista normativo, não apenas sobre o ponto de
vista estático do ordenamento jurídico, mas sob o ponto de vista dinâmico também, isto é, das
relações que surgem entre o Estado e os indivíduos em relação aos atos de instituição e cobrança
de tributos ou outras modalidades de receitas e realização das despesas.

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7ª. Defina receita pública e destaque as suas principais fases evolutivas.

Receita pública é o montante total (impostos, taxas, contribuições e outras fontes de


recursos ) em dinheiro recolhido pelo Tesouro Nacional, incorporado ao patrimônio do Estado,
que serve para custear as despesas públicas e as necessidades de investimentos públicos. Há várias
formas de receitas, como impostas, taxas, contribuições, extorsão, doação, uso de bens públicos,
multas pecuniárias. É importante diferenciar receita pública de entrada, porque nem todo dinheiro
que circula nos cofres públicos compõe receita pública, já que há determinados ingressos
provisórios que são devolvidos à origem posteriormente (ex.: empréstimos, fundos de valor
recebidos a título de caução). São três as fases da receita pública. A primeira, chama de
Parasitária, remonta à Antiguidade Clássica, período em que a receita provinha das guerras, das
extorsões, pilhagens e saques. Um segundo momento na história é a Idade Média, chama de Fase
Dominial, quando a forma preponderante de obtenção de receita foi a exploração direta ou indireta
dos domínios pelo Estado. O período absolutista inicia a Fase Regalista, marcado pela
arrecadação através da cobrança de diretos realengos, detidos pelos reis e príncipes. Nestes
inseridos a cunhagem de moedas, pedágios por passagens nas terras e concessão a terceiros de
determinadas pontes ou estradas. Já na Idade Moderna, dá-se a Fase Tributária com a cobrança
de tributos. E, por fim, nos dias atuais, temos a tributação não apenas como fonte de arrecadação
para a receita pública mais também com propósito extrafiscal.

8ª. Estabeleça a distinção entre receitas originárias e receitas derivadas.

Entende-se por receita originária aquela proveniente da exploração do Estado dos


recursos que ele próprio dispõe, bem como das atividades de direito público. A receita derivada
(ingresso comercial), por sua vez, decorre dos tributos, do constrangimento sobre o patrimônio
dos particulares, que pode ser traduzido na forma de imposto, taxa e contribuições de melhoria
fiscal ou parafiscal. Incluem-se aí a cobrança de contribuição pecuniária, multas, etc.

9ª. Que são receitas correntes e receitas de capital?

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São receitas correntes aqueles que servem para sustentar a manutenção e o funcionamento
de atividades administrativas. Em regra, as receitas correntes são receitas efetivas; elas aumentam
o patrimônio público. Podem ser o resultado da atividade arrecadatória do Estado e da atividade
empresarial/comercial pública.

Já as receitas de capital promovem a aquisição ou formação de bens de capital, capazes


de gerar novos bens e serviços, produzindo riqueza. Ao contrário das receitas correntes, são
receitas por mutação, não efetivas, não afetando o patrimônio público. Envolvem registros
contábeis que se anulam.

10ª. Como ocorre a exploração pelo Estado dos bens pertencentes ao seu patrimônio?

São três as formas de Ingresso Patrimonial: preços públicos, compensações financeiras e


ingressos comerciais. Os valores correspondentes a essas atividades integram a receita originária.

11ª. Que são tributos e quais são as suas espécies?

A definição do Código Nacional Tributário acerca de tributo pode ser encontrada no seu
artigo 3o.:

"Art. 3o Tributo é toda prestação pecuniária compulsória, em moeda ou cujo valor nela
se possa exprimir, que não constitua sanção de ato ilícito, instituída em lei e cobrada
mediante atividade administrativa plenamente vinculada”.

O doutrinador Regis Fernandes Oliveira chama a atenção para uma distinção importante:
tributo não é o pagamento, mas a obrigação de dar dinheiro aos cofres públicos, que deve ser feita
em pecúnia, e não pode funcionar como sanção para ato ilícito. Apenas pessoas de direito público
competente podem exigi-lo e o sujeito passivo é obrigado ao pagamento.

O critério universal da diferenciação dos tributos é vinculação do fato gerador do tributo


a uma prestação específica ao contribuinte.

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a) Imposto (145, I, CF): espécie de tributo que independe de uma atividade do Estado, a
obrigação decorre da força da lei. A enumeração dos impostos é exaustiva, de forma que só
podem ser instituídos outros por emendas à Constituição. Impostos diretos são aqueles em
que o contribuinte arca com o ônus dos tributos. Ex.: IR. Impostos indiretos são aqueles em
que o contribuinte transfere o ônus do tributo para o consumidor. Ex.: ICMS. O princípio da
seletividade é obrigatório em relação ao IPI, mas é facultativo em relação ao ICMS. De
acordo com o critério da pessoalidade, há o critério dos impostos pessoais e reais. Impostos
pessoais levam em consideração aspectos da pessoa do contribuinte. Ex.: IR. Impostos reais
não levam em consideração aspectos da pessoa do contribuinte.

b) Taxas (art. 145, II, CF): esse tributo tem vinculação direta com a atividade do Estado.
Podem ser cobradas em razão do exercício do poder de policia e de prestação efetiva e
potencial do serviço público, especifico e divisível. Ex.: taxa de esgoto, de iluminação.

c) Contribuição de melhoria (art. 145, III, CF): também é vinculada a uma atividade estatal
específica, mas sua ligação é indireta. É uma espécie tributária cujo fato gerador é a oba
pública, ou seja, decorre do custo da obra pública que gerou valorização imobiliária.

d) Empréstimo compulsório (art. 148, I e II, CF): são tributos que apenas podem ser
decretados pela União por lei complementar para atender a despesas extraordinárias em casos
de calamidade pública, guerra ou sua iminência ou ainda investimento público de caráter
urgente e relevância nacional.

e) Contribuições especiais (art. 149 e 195, CF): é uma modalidade de tributo cujo critério de
identificação baseia-se na finalidade da criação do tributo (art. 149 CF/88), sendo necessária
a vinculação da receita que deu causa a sua criação. A Contribuição Especial é criada por
meio de lei ordinária e a competência legislativa para sua criação é da União, excetuando nos
casos em que o estados, os municípios e o Distrito Federal adotem regime de previdência
própria podendo assim criar a contribuição especial para tanto. Podem ser (i) sociais, (ii) de
intervenção no domínio econômico e (iii) de interesse de categoria profissional ou econômica
(corporativas)

12ª. Em que as taxas se distinguem dos preços públicos?

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Segundo o STF e sua Súmula n. 545 “preços de serviços públicos e taxas não se
confundem, porque estas, diferentemente daquelas, são compulsórias e tem sua cobrança
condicionada a previa autorização orçamentária, em relação à lei que as instituiu.” Além disso,
a taxa decorre do serviço prestado pelo Estado. Quando ele é concedido é que cobra-se o preço.

13ª. Defina despesa pública e exponha a sua concepção moderna, em cotejo com aquela do
período clássico da ciência das finanças.

Houve um grande avanço do período clássico das finanças para a concepção moderna de
finanças, com a divulgação da obra do inglês John Mayne Keynes (década de 40-50). De acordo
com a concepção clássica das finanças públicas, a receita tem a finalidade de cobrir os gastos
essenciais do Estado. De acordo com a concepção moderna, é a despesa que faz a receita. Isto é,
vê-se com o que é necessário gastar para definir quanto se deve tributar. Ainda, para a concepção
moderna, o Estado deve redistribuir riquezas, concorrendo com a iniciativa privada. O Estado
deve realizar despesas que sejam úteis não apenas do ponto de vista econômico, mas também da
coletividade.

14ª. Quais são os elementos constitutivos da despesa pública?

A despesa pública consiste no uso efetivo que o Estado faz de seus bens e recursos para
ocorrer às necessidades normais e materiais da vida civil política. Para Regis de Oliveira ela é a
aplicação da arrecadação feita pelo Poder Público em “fins previamente traçados”, contanto que
seja de interesse público. Segundo Aliomar Balleiro, ela é a aplicação de certa quantia, em
dinheiro, por parte da autoridade ou agente público competente dentro de uma autorização
legislativa para execução de fim a cargo do governo. Seus elementos constitutivos são divididos
entre elementos: (a) de natureza econômica; (b) de natureza jurídica; (c) de natureza política.

15ª. Quais são as principais causas do crescimento progressivo da despesa pública?

As causas podem ser reais ou aparentes. Entre as causas aparentes do crescimento


progressivo da despesa pública, figuram: (a) desvalorização da moeda; (b) crescimento da

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população e (c) acréscimos de territórios. A partir do início do século XX as constituições
começaram a organizar que os Estados interviessem no domínio econômico (Constituição do
México de 1917 e de Weimar de 1919). O crescimento progressivo começou com a 1ª G.M.

Nesse sentido, são causas reais do crescimento progressivo (a) o incremento da


capacidade econômica do homem contemporâneo, pois o Estado tem que ter de onde tirar; (b)
melhoria do nível político, moral e cultural - com a melhoria do nível político, as pessoas passam
a exigir mais de seus governantes. Com a melhoria do nível moral, desenvolve-se a noção de
solidariedade. Com a melhoria do nível cultural, desenvolve-se a noção de responsabilidade
objetiva do Estado; (c) crescimento da urbanização - pois a vida da cidade é mais cara para o
Estado. Ex.: coleta do lixo, distribuição de água e energia elétrica; (d) vícios e erros dos
governantes e (e) guerras.

16ª. Quais são os requisitos de validade da despesa pública?

São requisitos de validade da despesa pública legalidade e legitimidade. Por legalidade,


entende-se previsão na lei orçamentária. Esta também prevê as receitas que vão custeá-las. Pode
haver autorização para crédito especial e crédito adicional. E pela legitimidade, exige-se que seja
útil e oportuna. Despesa é útil quando vai ao encontro de uma necessidade pública.

Há autores que dizem que a licitação (art. 37, XXI, da CF) é também requisito de validade
da despesa pública. Mas existem os casos de dispensa e inexigibilidade de licitação (Lei 8.666).
O chefe do Executivo realiza despesas chamadas extraordinárias, para as quais não há autorização
prévia do legislativo por meio de MP (de acordo com a CF) ou Decreto (de acordo com a Lei)
para crédito. Tem que haver imediata ciência ao P. Legislativo.

17ª. Que são despesas correntes e despesas de capital?

As despesas correntes representam gastos de manutenção da máquina estatal. Portanto,


as atividades normais, cotidianas, que garantem a prestação dos serviços e o funcionamento dos
órgãos/entidades são custeadas por essa categoria de despesa. As despesas correntes podem ser
definidas como aquelas que não contribuem, diretamente, para a formação ou aquisição de um
bem de capital.

Já as despesas de capital relacionam-se com a aquisição/modificação do patrimônio


público. Trata-se da aplicação de recursos em bens/serviços que resultarão na expansão, ou, ao

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menos, na transformação do patrimônio estatal. Podem ser conceituadas como aquelas que
contribuem, diretamente, para a formação ou aquisição de um bem de capital.

18ª. No Brasil, de acordo com o critério da competência constitucional, como se classificam


as despesas públicas?

Quanto à competência constitucional, as despesas públicas podem ser (a) federais; (b)
estaduais e (c) municipais.

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