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Energia solar- Fotovoltaica e sistemas de acumulação

Amanda Silva1
Emerson Renne1
Jeciane Carvalho1
Júlia Ferreira1
Lucas Macell1
1
Universidade Federal de Sergipe

Resumo: A geração de energia no Brasil é obtida, em sua maioria, através de hidrelétricas. No entanto, a energia
renovável vem ganhando força, e a energia solar fotovoltaica é uma opção bastante favorável para o Brasil. Este artigo
descreve os princípios de funcionamento da energia solar, as configurações e componentes básicos da energia
fotovoltaica, análise econômica e a aplicações em Sergipe.

Palavras-chave: fotovoltaica, energia solar, renovável.

1. INTRODUÇÃO
O mundo moderno demanda cada vez mais energia, visto que novas tecnologias estão sendo criadas e a dependência
para com as antigas aumentou. Todavia, determinadas fontes de geração, principalmente combustíveis fósseis) podem
acentuar ainda mais os problemas naturais, a exemplo do aquecimento global. Por isso, o estudo sobre energia renovável
com poucos impactos ambientais, como a solar e seus sistemas fotovoltaicos, é de suma importância. O trabalho gerado
por sistema de placas fotovoltaicas é considerado limpo, pois não gera, de maneira direta, CO2, ou qualquer outro poluente
que acarrete impacto ambiental. É importante frisar também, os cálculos para o dimensionamento, instalação e
econômicos, pois através deles torna-se conhecida a viabilidade de um projeto desse tipo.

2. OBJETIVOS

2.1. Títulos e Subtítulos das Seções

3. ENERGIA SOLAR
4. HISTÓRICO DA ENERGIA SOLAR
5. TECNOLOGIA FOTOVOLTAICA
6. CONFIGURAÇÕES BÁSICAS
6.1. Sistemas fotovoltaicos isolados
6.2. Sistemas fotovoltaicos Conectados à rede elétrica
7. COMPONENTES BÁSICOS
8. ACUMULADORES DE ENERGIA
9. INSTALAÇÃO DE UM SISTEMA FOTOVOLTAICO
9.1. Etapas do projeto de um sistema fotovoltaico
9.2. Análise da disponibilidade de radiação solar
9.3. Parâmetros para o dimensionamento da geração
9.4. Instalação e manutenção
10. ANÁLISE ECONÔMICA DA ENERGIA SOLAR FOTOVOLTAICA
11. APLICAÇÕES EM SERGIPE

3. Energia Solar

A energia solar pode ser dividida em dois grandes grupos, a térmica e a fotovoltaica. A energia solar térmica “envolve
aproveitamento de energia a partir do sol para transferi-lo a um meio de transferência de calor, normalmente água ou ar.”
[1]. E os equipamentos que são utilizados para captar essa forma de energia são chamados de coletores solares.
Os coletores solares são utilizados para aquecer um fluido, geralmente a água, convertendo energia solar em energia
térmica, e são classificados em coletor plano e coletor concentrador. E nesse sistema é utilizado também o reservatório
térmico (boiler), que geralmente são cilindros que mantém a água aquecida armazenada.

Os coletores concentradores estão associados a aplicações em temperaturas superiores a


100°C, podendo alcançar temperaturas de até 400°C para o acionamento de turbinas a vapor
e posterior geração de eletricidade. Já os coletores planos são utilizados para aplicações
residenciais e comerciais em baixa temperatura (por volta de 60°C). [2]

Outra tecnologia importante é as chamadas CSP (Concentrated Solar Power), é um sistema que consiste em
“refletir a energia solar para um único ponto e utilizar o calor acumulado para gerar eletricidade. A radiação solar pode
ser concentrada utilizando espelhos planos ou parabólicos, dependendo da tecnologia empregada.” [3].

Quatro tecnologias CSP são usadas: cilindros parabólicos, torres solares, coletores lineares
de Fresnel e concentradores parabólicos. Nas três primeiras tecnologias, normalmente o calor
captado é usado na produção de vapor e posterior acionamento de turbinas para fins de
geração de energia elétrica. Na última a energia elétrica é gerada em motores stirling. [2]

Quando a eletricidade é diretamente produzida a partir da luz solar é chamada de energia solar fotovoltaica. Esse
processo utiliza as células fotovoltaicas, que compostas de um material semicondutor, sendo o silício mais utilizado
atualmente. A célula fotovoltaica realiza essa conversão através do efeito fotovoltaico.

O efeito fotovoltaico acontece quando a luz solar, através de seus fótons, é absorvida pela
célula fotovoltaica. A energia dos fótons da luz é transferida para os elétrons que então
ganham a capacidade de movimentar-se. O movimento dos elétrons, por sua vez, gera a
corrente elétrica. [4]

A energia fotovoltaica se torna uma fonte de energia renovável viável para o Brasil, pois a radiação solar no
Brasil é abundante. Além disso, o Brasil possui uma das maiores reservas de silício do mundo. De acordo com [2] são
classificadas em três gerações as principais tecnologias aplicadas na produção de células e módulos fotovoltaicos. A
primeira geração representa mais de 85% do mercado, e é dividida em duas cadeias produtivas, o silício monocristalino
(m-Si) e o silício policristalino (p-Si). A segunda geração tem menor eficiência que a primeira, é composta por três cadeias
produtivas, e é comercialmente denominada filmes finos. E a terceira geração, ainda está em fase de teste e produção em
pequena escala, porém o custo ainda não é competitivo.
Figura 1: Distribuição das tecnologias usadas na produção industrial de células fotovoltaicas.

Fonte: [2]
De acordo com [2], diversas tecnologias de fabricação de células fotovoltaicas foram desenvolvidas nos últimos 60
anos, e as células fabricadas a partir de lâminas de silício cristalino dominam o mercado mundial atualmente.

4. História da Energia Solar

A história da energia solar se dá incialmente pela descoberta do efeito fotovoltaico, verificado em 1839 por Alexandre
Edmond Becquerel, onde observou esse efeito quando fazia experimento com eletrodos de prata.
O efeito fotovoltaico (...) implica no aparecimento de uma diferença de potencial nos
terminais de uma célula eletroquímica causada pela absorção de luz. Em 1876 foi concebido
o primeiro aparato fotovoltaico advindo dos estudos da física do estado sólido e, apenas em
1956, iniciou-se a produção industrial, seguindo o crescimento da área eletrônica. [2]

De acordo com [2], após esses eventos descritos a citação, ocorreu a crise do petróleo em 1973, onde as atenções
foram voltadas para a aplicação da energia solar fotovoltaica, porém devido ao alto preço das células fotovoltaicas, foi
necessário torna-la economicamente viável. No final da década, os países mais desenvolvidos, como os Estados Unidos,
Alemanha e Japão foram líderes no desenvolvimento dessa tecnologia no mercado, devido ao Protocolo de Kyoto e para
desenvolver o mercado da tecnologia para exportação. Em 1998, a produção mundial atingiu marca de 150MWp, sendo
o silício quase absoluto dentre os materiais utilizados. Em 2003, o desenvolvimento no mercado fotovoltaico resultou um
grande aumento da produção chinesa.
A figura 1 mostra os principais países fabricantes do módulo fotovoltaico do mundo em 2012, o custo ainda é
um dos maiores problemas da energia solar fotovoltaica. No entanto, essa energia está se tornando cada vez mais
competitiva. Observa-se na figura 1, que outros mercados estão surgindo, principalmente na Ásia. “A China que fabricou
23 GWP em módulo fotovoltaicos, deteve 64% da produção mundial deste ano (2012). As indústrias instaladas em países
asiáticos, não necessariamente com tecnologia desenvolvida nacionalmente, dominam o mercado, com 85%.” [2]

Figura 2: Distribuição da produção mundial de células fotovoltaicas em 2012.

Fonte: [2]

5. Tecnologia fotovoltaica

Como visto anteriormente, a energia solar fotovoltaica é a energia produzida a partir da conversão direta da
energia luminosa do sol em energia elétrica, fenômeno conhecido como efeito fotovoltaico. Os sistemas responsáveis pela
produção deste tipo de energia vêm evoluindo com o passar dos anos e atualmente possui muitas vantagens e aplicações.
Algumas delas serão mostradas a seguir:
• Vantagens:
 Fornece energia limpa e, durante sua produção não há emissão de gases nocivos ao meio
ambiente;
 É fornecida pela natureza sendo livre e abundante;
 Pode ser produzida em qualquer lugar desde que haja luz solar;
 Custos de manutenção e operação são considerados baixos;
 Não produzem ruído durante sua operação;
 Facilidade de instalação.
• Aplicações Atuais:
 Geração de energia em satélites, residências, áreas rurais, prédios e edifícios;
6. Configurações básicas

As configurações para sistemas fotovoltaicos são divididas em dois grupos, os sistemas fotovoltaicos isolados e
os conectados à rede elétrica.

6.1. Sistemas fotovoltaicos isolados

Os sistemas isolados não possuem ligação com a rede pública de abastecimento elétrico, sendo utilizadas para
autoconsumo. Sendo assim, geralmente este tipo de sistema utiliza baterias para armazenar a energia produzida e são
instalados normalmente em locais onde não há acesso a rede elétrica.
Segundo [10], as configurações mais comuns para sistemas isolados são de carga corrente contínua (CC) sem
armazenamento (energia é usada no momento da geração), CC com armazenamento (a energia é armazenada em baterias),
corrente alternada (CA) com e sem armazenamento onde a utilização é análoga a CC, porém utiliza-se um inversor de
corrente para transforma-la de contínua em alternada para que a mesma possa ser utilizada nas residências.
O fornecimento de energia elétrica produzida através do sistema fotovoltaico para povoados e comunidades
isoladas pode ser feito através de Microssistema Isolado de Geração e Distribuição de Energia Elétrica (MIGDI), onde a
potência instalada deve ser de até 100 kW ou por Sistema Individual de Geração de Energia Elétrica com Fontes
Intermitentes (SIGFI), utilizado para atender apenas uma unidade consumidora. Tais condições de fornecimento são
regulamentadas pela ANEEL, Agencia Nacional de Energia Elétrica.

Conforme essa resolução da ANEEL, os atendimentos às unidades consumidoras (UC)


efetuados por SIGFI ou MIGDI devem ser enquadrados conforme as disponibilidades
mensais de energia elétrica. As distribuidoras de energia podem, se quiserem instalar sistemas
com disponibilidade superior a 80 kW/mês. Entretanto só está assegurado o aumento de carga
sem ônus para o consumidor até esse limite de disponibilidade e depois de decorrido, no
mínimo, um ano desde a data da ligação inicial ou desde o último aumento de carga. [2]

Estas medidas normativas são aplicadas à todas as localidades brasileiras onde há a dificuldade de extensão da
rede elétrica.

6.2. Sistemas fotovoltaicos conectados à rede elétrica

Como o próprio nome diz, este tipo de sistema possui conexão com a rede elétrica e consequentemente, a energia
produzida é aplicada na rede elétrica e, sendo assim, não há a necessidade de armazenamento e operam de forma
obrigatória em corrente alternada.
Este tipo de sistema está regulamentado na RN 482/2012 que “estabelece as condições gerais para o acesso de
microgeração e minigeração distribuída aos sistemas de distribuição elétrica, o sistema de compensação de energia elétrica
e dá outras providências.” (ANEEL, 2012)
Esta resolução normativa determina que a energia injetada no sistema de distribuição pela unidade consumidora
será emprestada para a distribuidora gratuitamente e a partir daí, a unidade consumidora passa a ter um crédito em
quantidade de energia ativa a ser consumida em um prazo de trinta e seis meses. Além disso, para consumidores do tipo
B (consomem baixa tensão) é cobrada uma taxa referente ao custo de disponibilidade de energia para o mesmo. E, a
energia a ser cobrada a este consumidor será igual a diferença entre a energia consumida e a energia injetada, sendo a
distribuidora obrigada a utilizar a energia excedente e abatê-la nos próximos meses.
Há também a possibilidade de que toda energia produzida seja totalmente consumida na unidade consumidora,
neste caso não há produção de fluxo de potência para fora da rede elétrica e desse modo, o medidor não irá registrar
nenhum fluxo de energia para a rede de distribuição. Como consequência, não serão cobrados impostos pela geração da
energia, uma vez que não há circulação de energia pela rede. Logo, este tipo de instalação produz um retorno de
investimento mais rápido que o modo anterior, onde toda energia produzida é injetada na rede elétrica.

7. Componentes Básicos

A figura 3 mostra a composição básica de um sistema fotovoltaico.


Figura 3: Componentes básicos de um sistema fotovoltaico
do tipo SIGFI.
Fonte: [10]

Como pode ser visto na figura, os principais componentes deste tipo de sistema são o módulo fotovoltaico,
composto por um conjunto de células fotovoltaicas (elemento do sistema fotovoltaico que irá realizar a conversão de
energia luminosa do sol em energia elétrica através da criação de uma diferença de potencial criada nas extremidades de
um material semicondutor a partir da absorção da luz), o regulador de carga (utilizado para proteger a bateria de possíveis
sobrecargas ou descargas, podendo ser colocado em série ou em paralelo), a bateria (responsável pelo armazenamento de
cargas), e o inversor (aparelho que converterá a corrente contínua produzida nos módulos em corrente alterada, uma vez
que a maioria dos aparelhos e eletrodomésticos utilizam a mesma).
Para um sistema conectado à rede elétrica, o princípio é basicamente o mesmo, mas como a energia produzida é
injetada diretamente na rede elétrica seu sistema não possui baterias, logo não possui também controladores de carga.

8. Acumuladores de energia

Um grande problema da energia solar é a variação do seu fornecimento, durante a noite ou em tempos nublado
e chuvoso, ele é interrompido. Porém o período noturno é quando se mais precisa de energia, seja para iluminação,
sistemas de alarmes e eletrodomésticos que não podem ter o seu funcionamento interrompido ou prejudicarão ao usuário.
Tendo isso em vista, surge a necessidade de suprir essa demanda energética, em um sistema aberto o problema é resolvido
com o uso da rede elétrica. No caso de um sistema isolado, ele deverá contar com uma bateria que garanta o fornecimento
de energia durante a ausência do sol.

Nas baterias a energia elétrica é armazenada sob a forma de energia química. Quando se
necessita dessa energia armazenada, esta é novamente convertida em energia elétrica
contínua. Cada bateria é composta por um conjunto de células eletroquímicas. A tensão
elétrica da bateria é função do número de células ligadas em série. [5].

Apesar de ser a função principal, armazenar energia durante as horas de radiação solar para poder se utilizar na
falta dela, não é a única. Ela também dever prover uma intensidade de corrente superior àquela que o dispositivo
fotovoltaico pode entregar, quando exigido. Usando o exemplo de um motor de partida que em geral precisa de uma
corrente quase seis vezes maior do que a corrente nominal do sistema fotovoltaico, em um curto espaço de tempo.
No período noturno toda a carga de energia exigida é fornecida pelo banco de dados das baterias. Já nas primeiras horas
da manhã, os módulos começam a gerar, mas não em sua capacidade máxima, portanto se a corrente for menor que a
carga, a bateria deverá contribuir formando um sistema em conjunto. Até que a partir de uma determinada hora da manhã
a energia gerada supera a demanda energética passando assim a recarregar as baterias.
Porém não é qualquer tipo de bateria que é adequada para ser utilizada em um sistema fotovoltaico isolado.
Baterias automotivas, por exemplo, são projetadas para emitirem uma grande corrente em um curto período de tempo,
mas elas não são capazes de suportar descargas profundas sem que isso reduza sua vida útil, por esse motivo não devem
ser usadas. De acordo com [6], as baterias ideais são as Estacionárias 12V/150 Ah, por que utilizam placas de chumbo
mais grossas e materiais mais nobres que das convencionais, são projetadas para lidar com descargas profundas, devido
a isso garantem uma maior economia para o armazenamento de energia fotovoltaica. A vida útil desses modelos de bateria
gira em torno de 4 a 10 anos, a depender dos ciclos de carga e descarga que são submetidos e o quão profundo esses ciclos
de descargas são. Quanto maior for a profundidade, menor a vida útil desse equipamento será.
Além do ciclo de carga e descarga, a temperatura é outro fator que vai influenciar o tempo de uso da bateria que
deve ser mantida a 25º Celsius, caso fique acima disso haverá o encurtamento de sua vida útil. Segundo [7], outros
cuidados devem ser tomados, como: não instalar elas diretamente sobre o solo, recomenda-se ser assentadas sobre uma
base plástica ou de madeira e um local ventilado, livre de impureza que não seja úmido. “A eficiência de um sistema de
energia solar depende diretamente da qualidade e do estado das baterias”. [7].
9. Instalação de um sistema fotovoltaico

De acordo com [2], na criação de qualquer projeto é necessário que diversos critérios sejam atendidos. No projeto
de um Sistema Fotovoltaico (SF), por exemplo, a junção de eficiência, confiabilidade e energia gerada deve ser levada
em conta.
Para um projeto simples, o dimensionamento pode ser feito a partir de planilhas menos complexas com os
predicados dos componentes e os valores típicos de radiação solar. Já num projeto maior, deve-se utilizar ferramentas
mais precisas e que coletem, organizem e apresentem uma grande quantidade de dados (softwares), podendo assim, dar
mais precisão aos projetos, dando sucesso quase que garantido e com o respectivo custo.
O programa SUNDATA é a maior fonte utilizada no Brasil para obter valores e dados médios para pontos mais
próximos ao local de interesse, além de ajudar na hora de escolher a inclinação mais adequada para a superfície horizontal
(painel). E para isso, ele utiliza ferramentas e grandezas que serão vistas posteriormente.
Para o desenvolvimento de um SF, é necessário também levar em conta a qualidade do produto, facilidade de
instalação e os problemas enfrentados na hora da manutenção. É primordial, também, que sejam consideradas as
consequências deixadas pelos componentes menores, como diodos, condutores, proteções, etc.

9.1. Etapas do projeto de um sistema fotovoltaico

Partindo de dados sobre as condições climáticas, deve-se observar e estudar atentamente a geração, nesse caso,
fotovoltaica, unidades de comando (controle), eficiência e potência, além do armazenamento.

Comando

Geração Eficiência e Rede


potência Elétrica

Armazenamento

9.2. Análise da disponibilidade de radiação solar

É comum observar que durante um dia, a disponibilidade de radiação é variável. Por isso, antes de qualquer
instalação de um SF, é necessário medir a quantidade de horas em que a radiação solar permanece constante ou igual a
pelo menos a grandeza 1kw/m2. O número de horas de Sol Pleno (SP) é medido através da energia acumulada num dia
no local em questão, dividida pelo valor de referência anteriormente indicado. A equação 1 mostra como é feito o cálculo
do SP.

= / (1)

A priori, após encontrado o Sol Pleno, é necessário tratar outros dados obtidos no processo. Primeiramente, é
necessário traduzir os dados coletados no plano horizontal, em seguida estimar os valores de potência e energia a partir
do número de horas de insolação, para, por fim, estimar se a instalação do SF naquela área vale a pena. A equação 2 como
os dados coletados são relacionados:

012ê !4$
á !"ℎ$ = % & í &( )*+, + (&+- !ℎ .$. 9 (2)
5 6ã1!8$

A posteriori, é essencial fazer a relação entre o consumo e a disponibilidade de energia solar. O consumo de
determinados aparelhos, a uma certa tensão nominal operando por horas diárias é calculado da seguinte maneira:
A escolha da configuração fica a critério das necessidades que se deseja superar (região, clima, vento,
disponibilidade solar, etc.) e da demanda energética da região. Os dados obtidos através dos cálculos ou obtidos no
software apresentados anteriormente ajudam a selecionar o melhor projeto.
O armazenamento, embora haja outras formas, geralmente é feito em baterias. Para o dimensionamento e a
escolha do mesmo, é importante que sejam levados em conta aspectos como a eficiência (%) e o Sol Pleno com as
consequentes horas sem sol.
9.3. Parâmetros para o dimensionamento da geração

Todos os aspectos citados anteriormente (o consumo calculado, SP, eficiência do sistema de armazenamento,
perdas causadas por componentes adicionais, valor típico de corrente e a tensão de operação) são os mais importantes
para se calcular a quantidade de kWh que deve ser produzida para que não haja desperdício e/ou prejuízo.

9.4. Instalação e manutenção

Para instalação é primordial levar em conta a forma em que o sistema será montado, caso for um SF estático, o
SUNDATA pode oferecer a melhor inclinação do plano. Casa seja um móvel (tracker), serão necessários outros cálculos.
Deve-se analisar também o espaço para compartimento das baterias, das estruturas de controle (chaves, fusíveis, etc,),
dos cabos e extensões, e dos demais acessórios, para que riscos ou indevidos infortúnios sejam evitados.
Depois de feito o dimensionamento e escolhido a instalação, é necessária a alocação do sistema na realidade,
porém, há uma série de critérios para que se possa haver essa instalação, por exemplo: taxas que devem ser repassadas
para o estado e documentos que provam que o sistema é seguro e foi feito de acordo com as leis regionais.
Numa dessas leis, a manutenção e inspeção periódicos estão presentes. A manutenção preventiva é de suma
importância tanto para o bom funcionamento do SF, quanto para redução de riscos. Não obstante, para poder ser realizada,
é necessário que o inspetor seja credenciado e que esteja de acordo com o regulamento pré-estabelecido. A partir daí, é
necessário verificar os componentes do sistema um a um.

10. Análise econômica da energia solar fotovoltaica.

O estudo econômico da energia solar fotovoltaica é de suma importância para verificar o aspecto e a lucratividade
do projeto, no qual consiste na instalação de painéis solares no local apropriado para a captação de energia.
Com a finalidade de captar energia, tem-se um custo, onde está atrelado ao tamanho e a dificuldade da instalação.
De acordo [8], para situar um sistema fotovoltaico em uma residência pequena de até duas pessoas, é necessário o uso de
1.5 Kwp com o custeio entre R$15.000 - R$20.000. Já no comércio e indústria, adota-se a utilização de 100KW até 1MW,
com seus preços entre R$650.000 - R$820.000 e R$6 milhões - R$6,5 milhões, respectivamente. E em usinas, utiliza-se
de 5MW até 30MW, com seus dados valores de R$25 milhões - R$120 milhões, na devida ordem.
Entretanto, para conseguir executar a instalação dos painéis, é necessário o uso de mão de obra. Ela deve ser
feita por um eletrotécnico ou engenheiro, pois os painéis e outros equipamentos, compõem um kit, no qual deve ser
ajustado na presença da concessionária de energia da região.
Por fim, é necessário se atentar para um fator primordial no projeto de captação de energia solar fotovoltaica,
que é o payback, tempo total necessário para que a instalação de pague. Segundo [9], este pode ser calculado dividindo-
se o custo total pelo valor da economia mensal na conta de luz após a instalação do sistema, levando-se em conta a
variação anual com o reajuste das contas. Atualmente, para os sistemas fotovoltaicos ofertados no mercado, o payback
varia entre 4 e 10 anos.

11. Aplicações em Sergipe

Assim como no Brasil, apesar de ter um bom potencial fotovoltaico, o estado de Sergipe ainda não desfruta deste
potencial energético, ou melhor, aproveita muito pouco. Grande parte desse problema pode ser explicado pela atual
burocracia no sistema de obtenção de crédito para financiamento, por exemplo, o FNE Sol que só concede a pessoas
jurídicas e precisa da autorização da Energisa que, segundo [11], pode levar de 15 a 60 dias para ser autorizado.
Apesar disso, a procura pelo sistema fotovoltaico vem aumentando nos últimos meses, isso é devido ao fato de
Sergipe aderir, em julho de 2016, a isenção do ICMS que é o imposto cobrado sobre a eletricidade trocada com a Energisa.
“Com a adesão de Sergipe, completamos a isenção de ICMS sobre a micro e minegeração distribuída em todos os estados
do Nordeste, que se tornou a primeira região do país a conquistar esta participação integral”. [12].
De acordo com [11], em Nossa Senhora do Socorro, foi instalado um sistema fotovoltaico em uma empresa
familiar que trouxe uma economia de 98,5% em contas mensais de energia. Em julho, por exemplo, o valor do consumo
foi de R$1.120,24, após a instalação no mês de Setembro o valor da conta caiu para R$ 17,30. Para isso foram utilizadas
40 placas solares com capacidade de gerar 2000 kWh/mês sendo necessário um investimento de 65 mil reais. Segundo a
Energisa, existem atualmente 6 clientes cadastrados utilizando energia solar no sistema de compensação.

12. CONCLUSÕES
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13. REFERÊNCIAS

[1] Solar Térmica. Disponível em: <http://pt.solar-energia.net/solar-termica>. Acesso em: 03 outubro de 2016.
[2] PINHO, João. GALDINO, Marco. Manual de Engenharia para Sistemas Fotovoltaicos. CEPEL-CRESEB.
[3] CSP. Disponível em:<http://energiaheliotermica.gov.br/pt-br/glossario/csp> Acesso em: 03 outubro de 2016.
[4] Energia Solar Fotovoltaica. Disponível em:<http://www.neosolar.com.br/aprenda/saiba-mais/energia-solar-
fotovoltaica>. Acesso em: 03 outubro de 2016.
[5] Bateria Estacionárias para Geradores Fotovoltaicos. Solenerg Engenharia. Disponível em:
<http://www.solenerg.com.br/files/A-bateria-estacionaria-em-geradores-fotovoltaicos-autonomos.pdf>. Acesso em:
05 de outubro de 2016.
[6] Baterias para o Sistema fotovoltaico. Solar Volt Energy. Disponível em:
<http://www.solarvoltenergia.com.br/baterias-para-o-sistema-fotovoltaico-entenda/>. Acessado em: 05 de outubro
de 2016.
[7] Modelo de um Projeto Fotovoltaico. Universidade Federal de Uberlândia- UFU. Disponível em:
<http://www.proceedings.scielo.br/scielo.php?pid=MSC0000000022004000200020&script=sci_arttext>. Acesso
em: 05 de outubro de 2016.
[8] Energia Fotovoltaica. PortalSolar. Disponível em: <http://www.portalsolar.com.br/energia-fotovoltaica.html.>
Acesso em: 07 de agosto de 2016.
[9] Vale a pena instalar um sistema de energia solar?. Solarvolt. Disponível em:
<http://www.solarvoltenergia.com.br/vale-a-pena-instalar-um-sistema-de-energia-solar/>. Acesso em: 03 de outubro
de 2016.
[10] GARCETE, Esteban A. V. Requisitos de conexão para geração distribuída fotovoltaica no Brasil e o
sistema de compensação de energia. Cutitiba, 2013. Disponível em:
<http://repositorio.roca.utfpr.edu.br/jspui/bitstream/1/3668/1/CT_CEEE_I_2013_06.pdf>. Acesso em: 03 de
outubro de 2016.
[11] Sistema de energia solar reduz custo em 98,5% .Disponível em:
<http://g1.globo.com/se/sergipe/noticia/2016/08/sistema-de-energia-solar-reduz-conta-de-consumidor-em-
985.html>. Acesso em: 09 de outubro de 2016.
[12] Sergipe Isenta ICMS. Disponível em:<http://fullenergy.grupomidia.com/2016/07/sergipe-isenta-icms-para-
geracao-distribuida/ >. Acesso em: 09 de outubro de 2016.