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MUSICOIN

Uma plataforma descentralizada a revolucionar a distribuição,


criação e consumo de música

White Paper
Versão 2.0.0
Outubro 2017
ÍNDICE
SINOPSE

VISÃO DO PROJETO

MERCADO
Streaming
Direitos de Performance
Sincronização

O PROBLEMA
Centralizacão
Falta de Transparência
Modelo de negócio pouco sustentável

A SOLUÇÃO
Descentralização Peer-to-Peer (P2P)
Pay Per Play (PPP) Contratos inteligentes
Plataforma Musicoin v2.0 (Heal the World)
Modelo de Rendimento Básico Universal (UBI)

DESIGN DA PLATAFORMA
UBI Pool
Mineiros
Músicos
Consumidores
Pesquisa & Desenvolvimento
Plataformas & Hardware
Exchanges & Fiat On-ramps
Parcerias com terceiros

PRINCÍPIO ORIENTADOR: PARTILHA (SHARISM)


Musiconomy
Protocolo aberto

RECURSOS DO PROJETO

ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS
Emissão de moeda
Idade do Gelo (Ice-Age)

REFERÊNCIAS

1
SINOPSE
A Musicoin é uma plataforma descentralizada que alavanca o poder da tecnologia
blockchain capacitando os músicos a ter total controlo sobre os seus conteúdos finanças.
A nossa plataforma é construída numa rede P2P transparente alimentada por contratos
inteligentes programáveis que permitem uma remuneração justa para todos os
conteúdos e serviços musicais. A nossa visão a longo prazo é a de desenvolver um
ecossistema aberto onde terceiros podem construir serviços e bens relacionados com a
música assentes na plataforma Musicoin.

VISÃO DO PROJETO

A nossa visão é a de estabelecer a nossa marca como uma plataforma musical


global que forneça uma remuneração justa, distribuição e exposição para músicos
independentes. A nossa abordagem é global no seu âmbito e local na execução. Em 2020
temos como objetivo licenciar mais de 30 milhões de músicas e alojar pelo menos 1
milhão de músicos independentes na nossa plataforma. Desde o início do nosso projeto,
em Fevereiro de 2017, construímos uma plataforma de streaming de música que aloja
mais de 5,800 músicas criadas pelos nossos 1,300 músicos e que serve 18,000 ouvintes
por todo o mundo. Este é apenas o início, continuamos a construir a plataforma de
modo a que seja mais intuitiva para os músicos e para quem os ouve, tal como para os
fornecedores externos.

MERCADO

Nos últimos anos, a indústria discográfica verificou um ​boom considerável na


receita proveniente dos conteúdos digitais. A IFPI (Federação Internacional da indústria
fonográfica) relatou um crescimento da indústria de 5.9% em receita em 2016, a maior
taxa de crescimento desde 1997[1], com uma capitalização de mercado de $15 mil
milhões USD. O gráfico abaixo mostra a avaliação da indústria para além de 2016. É
projetado que a indústria musical atinja um crescimento exponencial e duplique a sua
capitalização de mercado ($26 mil milhões de USD) em 2020 (​Figura 1​).

2
Figura 1.​ Valor anual global da ​indústria discográfica de 2009 to 2020[2].

Para além disso, as avenidas de receita como o streaming continuam a crescer


com um grande potencial, enquanto a receita dos direitos de performance e
sincronização se mantêm subavaliadas dentro da indústria.

Streaming
O streaming tornou-se a forma principal de consumo na indústria musical
moderna, alimentando o crescimento em quase todos os grandes mercados e
começando a desbloquear todo o potencial nos territórios em desenvolvimento[1]. O ano
de 2016 viu as receitas de streaming como as maiores contribuidoras do crescimento do
mercado com um aumento de 60.4% – o maior crescimento nos últimos oito anos
(​Figura 2​). Neste momento já são 59% do total das receitas digitais da música,
chegando aos $7.8 mil milhões de USD. O PSAM (P. Schoenfeld Asset Management),
um dos principais fundos de investimento americanos, projetou que o streaming de
música fará crescer as receitas da indústria mais de 80% de 2014 a 2020 e que a
indústria pode chegar a 15% de crescimento de receita anual até ao final da década [3].

Tudo isto é acompanhado por um tremendo aumento no apetite consumidor por


música independente. De 2015 a 2016, o número de ouvintes de música independente
cresceu cerca de 141% [4]. Estes números continuarão a crescer à medida que o

3
streaming e as playlists partilhadas continuarem a crescer em popularidade[5].​Figura
2.

Figura 2​.​ Crescimento global do mercado de streaming de 2012 a 2016[1].

Direitos de Performance

A receita gerada pela transmissão pública de música cresceu cerca de 7%


atingindo $2.2 mil milhões de USD em 2016. As receitas geradas por esta via são
responsáveis por 14% do mercado mas mantêm-se significativamente sub-avaliadas [1].
Por isso, o IFPI acredita que o mercado dos direitos de performance tem um potencial
de crescimento ainda significativo [1].

Sincronização

A receita gerada pelo uso de música em publicidade, filmes, jogos e programas de


televisão cresceu 2.8% em 2016 comparando com os 7% que tinha crescido em 2015.
Tem mantido os seus 2% de quota de mercado global [1] e é esperado que cresça
significativamente no futuro.

4
O PROBLEMA

A chegada da era digital nos anos 80 permitiu que aplicativos como o Napster se
tornassem forças disruptivas na indústria discográfica. A partilha de ficheiros
peer-to-peer (​Figura 3​) permitiu às pessoas a pirataria de conteúdo online sem
implicações legais. Isto causou um grande escândalo entre músicos porque não eram
compensados pelo seu trabalho, o que em última instância forçou a indústria a
adaptar-se e a acolher a tecnologia de streaming no início dos anos 2000. O raciocínio
por detrás do streaming em vez da compra dos conteúdos era a de proporcionar uma
relação mais interativa entre ouvintes e músicos, e para afastar os ouvintes da pirataria,
oferecendo uma alternativa gratuita e legal para aceder a conteúdos musicais.

Figura​ ​3​.​ Os músicos são completamente desconsiderados pelo modelo de


partilha peer-to-peer de torrents.

No entanto, mesmo com uma redução sem precedentes da pirataria e


crescimento do mercado de streaming, a indústria musical continua a enfrentar o
mesmo problema.
Os músicos, especialmente os menos experientes e menos conhecidos ganham
uma pequena parcela de toda a receita gerada pelo seu trabalho porque a maior parte
dessa receita é consumida pelos intermediários, as mesmas entidades que afirmam
defender os seus interesses. Este problema deve-se essencialmente à centralização, falta
de transparência e insustentabilidade do modelo de negócio.

5
Centralização

Hoje, cerca de 88.5% da indústria musical é largamente dominada por três


gravadoras; Universal Music Group, Sony Music Entertainment, e Warner Music Group
[6] . Estas empresas (que têm outras empresas associadas) dominam a maioria da
distribuição musical. Por causa deste monopólio estão numa posição onde podem ditar
as regras de mercado mais favoráveis aos seus interesses. Muitas vezes forçam contratos
injustos em negociação com as plataformas de streaming, recebem antecipadamente e
negociam um pagamento mínimo e posições de propriedade em acordos de não
divulgação [7]. A centralização das receitas e poder entre os produtores musicais e as
editoras levou igualmente grandes abusos das plataformas de streaming. Por exemplo,
recentemente a Sony Music ameaçou retirar todo o seu conteúdo de Pandora, afirmando
que as royalties eram demasiado baixas [8] .

Da mesma forma, a gestão da informação está também a ficar centralizada. As


empresas de Streaming têm que aceitar as práticas da indústria mesmo que sejam
ineficientes ou ultrapassadas. Em 2014, o Spotify anunciou que iria abandonar a
tecnologia Peer-to-Peer (P2P), que em tempos ajudou a empresa a reduzir custos de
largura de banda o que lhes poupou milhões em custos operacionais anualmente,
armazenando o seu catálogo numa arquitetura de servidores centralizada, ou seja de
uma forma mais tradicional [9] .

Para além disto, a receita atual do modelo de partilha na indústria musical em


streaming é injusta para todos os músicos e particularmente prejudicial para os novos
músicos e artistas independentes. Nos contratos entre as editoras e as empresas de
streaming, a maior parte da receita vai para os intermediários, e os músicos são
praticamente deixados de lado nas negociações. Isto resulta num esquema de
distribuição de royalties que favorece grandemente os intermediários, à custa dos
músicos, e em última análise desvalorizando o trabalho dos músicos e os seus ganhos.
De seguida mostramos como se divide tipicamente a distribuição de royalties pelos
músicos pelas plataformas de streaming como o Spotify e Apple Music [10]

“...é muito importante perceber como é que as royalties provenientes do


streaming são calculadas e pagas:
1. A receita mensal de um serviço (Spotify, Apple Music, ...)
é calculada.
2. As editoras negociaram para obter o seu percentual de royalties fixo, à cabeça, para
que recebam a sua parte primeiro.
3. As Performance Rights Organizations (PRO) também têm um um percentual fixo e
são pagas logo a seguir.
4. As empresas de streaming também retêm uma percentagem para elas, entre 15–30%.
5. As plataformas de streaming contratam com frequência vários serviços de back office
que podem igualmente ficar com uma percentagem em vez de um valor fixo (até este
ponto estamos a falar de cerca de 40% da receita total, antes sequer dos artistas e

6
autores terem sido considerados).
6. Para definir a alocação de ganhos “per play” considera-se a receita restante / total de
streams desse mês.
7. Cada editor recebe depois um pagamento de [“per play” * total de streams que esse
editor tem].
8. Esse editor entrega depois as royalties aos artistas e autores; cabe depois ao editor
fazer a divisão a cada um dos detentores de direitos considerando ainda que uma parte é
ainda reservada a serviços administrativos.”

Figura 4​. O sistema atual paga aos músicos uma fração do total da receita do seu
trabalho.

É então óbvio que os músicos que criaram os conteúdos são pagos depois e
menos que os intermediários que não participaram no processo criativo (Figura 4). Eis
outro exemplo da partilha da receita ( Figura 5 ), de acordo com um paper escrito por
Pierre-É. Lalonde do Instituto de Música da Croácia[7]

“Atualmente as maiores gravadoras recebem até 97% da receita partilhada por


todos os detentores de direitos, deixando apenas 3% para os autores, editores
musicais, e outros detentores de direitos e serviços administrativos. Uma das razões
para isso é que os serviços de streaming muitas vezes apenas negociam com as
grandes gravadoras, que supostamente representam todos os detentores de direitos.

7
Em alguns casos, estas gravadoras são também acionistas dos serviços de streaming,
o que claramente coloca os seus interesses em conflito com os dos artistas, autores e
todos os outros que eles representam.”

Figure 5 ​. Fórmula da distribuição de royalties do Spotify, onde SMR = Spotify


Monthly Revenue - Receita mensal do Spotify[11] .

Adicionalmente, o pagamento ao artista por cada stream depende da natureza do


stream. De acordo com o Spotify, o pagamento por cada stream não é igual. Os
pagamentos por stremas de utilizadores Premium é superior dos que os dos utilizadores
gratuitos [12] . Isto significa que não só os músicos não estão a receber um pagamento
justo, como a sua receita é inconstante. A maioria dos artistas nas maiores plataformas
continuam a ganhar menos que 1 cêntimo por cada stream. Em média, iriam necessitar
de mais de 500,000 streams para ganhar mensalmente um valor de $1,472 USD [13] .
Isto levou a que muitos músicos acabassem por se pronunciar publicamente contra estas
plataformas de streaming [14] ,

“Para uma banda de quatro elementos que tem 15% de royalties dos streams do
Spotify, seriam necessários 236,549,020 streams para cada um ganhar um
salário mínimo de $15,080 (£9,435) por ano. Colocando em perspectiva, a
canção de sucesso de verão ‘Get Lucky’ dos Daft Punk, fez 104,760,000 streams
no Spotify até ao final de Agosto: os dois elementos dos Daft Punk deverão ter
feito cerca de $13,000. Não parece mau, mas lembrem-se que se trata de apenas
uma música de um álbum que demorou muito tempo e custou muito dinheiro a
desenvolver. E não chega seguramente para pagar as despesas se esta fosse a
sua única fonte de rendimento. E o que acontece com as bandas qwe nunca têm
um sucesso massivo de verão?” – David Byrne, co-fundador da banda , Talking
Heads.

É escusado dizer que o modelo atual de partilha das plataformas de streaming


mais relevantes como o Spotify e a Apple music é atrozmente injusto para os músicos, e
especialmente coloca os músicos independentes e iniciantes numa desvantagem
enorme. Isto tem levado a uma crescente onda de descontentamento na comunidade
artística acompanhado por declarações públicas de desagrado e retirada de conteúdos
das plataformas de streaming por músicos proeminentes como Taylor Swift [15] e Jay Z
[16] . Os músicos estão e forma crescente à procura alternativas mais justas e melhores
aos sistemas centralizados de streaming como o Spotify [17] . E artistas como a Imogen
Heap, duas vezes vencedora de grammy, tem defendido a Blockchain como a solução
para os males da indústria musical [18] .

8
Falta de transparência

Com a centralização do poder nas mãos dos intermediários da indústria, os


contratos de licenciamento e copyright para a maior parte dos músicos tornaram-se
complexos, opacos e draconianos. Os artistas, muitas vezes sem conhecimentos legais e
sem meios nem vontade de contratar advogados, não estão em posição de negociar os
termos dos seus contratos. Esta situação cria um grau elevado de confusão,
descontentamento e perda de receita. Apesar de ser obviamente possível os contratos
serem claros, concisos, justos e fáceis de entender, os intermediários da indústria
musical são muito relutantes em mudar porque isso ameaça o seu status quo.

Larry Kenswil, antigo alto funcionário da Universal Music’s eLabs, conta-nos


quão insidiosas e prevalentes são estas práticas da indústria[19] ,

“Apesar do papel dos intermediários atualmente ser significativo, a indústria


ainda não lhes exigiu informação completa, de fácil interpretação, estandardizada
e atual sobre as vendas de música e licenças. Este simples passo, que cabe aos
intermediários e distribuidores poderia atenuar os problemas com a
redistribuição das royalties e ajudar os artistas a melhor perceber a indústria e
estarem vigilantes relativamente ao retorno financeiro e à exploração dos seus
talentos.”

“Não há nenhum incentivo para que alguém construa um sistema que seja
inteiramente responsável e responsabilizável. […] As maiores editoras e
distribuidoras acabam por beneficiar deste sistema complexo e pouco objetivo, e
os serviços de streaming não têm nenhum incentivo para investir num sistema de
reporting e contabilístico transparente.”

Modelo de negócio pouco sustentável


As empresas de streaming têm subscrições gratuitas para promover a adoção da
plataforma. Esta gratuitidade encoraja o crescimento de utilizadores e a publicidade
associada faz crescer a receita. A Deezer juntou 7 milhões de utilizadores nos primeiros
dois anos [20] e a Pandora obtém cerca de 88% da sua receita só por via da publicidade
[21] . Contudo, apesar desse crescimento, o seu modelo de negócio é pouco sustentável.
Após o seu primeiro ano de funcionamento, o Spotify duplicou as suas perdas de $2.2
milhões para $4.4 milhões USD [22] . A Pandora teve um balanço negativo durante os
seus primeiros dois anos quando mudou o seu serviço para streaming [23] ; e a
SoundCloud tem sido alvo de atenção e crítica pela incerteza da sua capacidade material
e operacional para funcionar [24] .

9
Uma das razões por detrás da pouca sustentabilidade do modelo de negócio é o
crescente custo de aquisição dos conteúdos. São altamente variáveis, e estão
fundamentalmente associados com o tipo de conteúdo e acordos de licenciamento com
as editoras [25] . Em 2015, a quantia que a Spotify teve de pagar em royalties taxas de
distribuição subiu 85%, para cerca de $1.8 mil milhões de USD. Noutras palavras, as
despesas cresceram mais do que a receita [26] . Para colocar isto em perspectiva, por
cada dólar que a Spotify recebe, cerca de 85 cêntimos são logo direcionados aos
intermediários sob forma de pagamento [26] . E como os intermediários decidem a
percentagem de receita que partilham das empresas de streaming, qualquer desacordo
pode resultar nas duas partes se envolverem numa interminável disputa legal [27] . Em
alguns casos, um processo legal perdido pode resultar em tratamento discriminatório
pelas empresas de streaming, tal como aconteceu com a Pandora [28] . Isto coloca as
empresas de streaming sob pressão para as fontes de receita se manterem mais visíveis,
como as subscrições pagas, o que pode diminuir seguramente o número de utilizadores.
No caso da Pandora, tal como estudado pela Music Business Research [29] ,

“A alta proporção dos custos de aquisição de conteúdos também explicam os


perdas operacionais de $37.7 milhões de USD em 2012, apesar do aumento da
receita de publicidade e das subscrições (Pandora 2013: 71). De facto, os custos
de aquisição de conteúdos cresceram mais rápido do que a receita total – 67.7%
comparado com os 73.2% – de 2011 a 2012. Este crescimento nos custos é, por
isso, mais alto que o crescimento em horas de música ouvida no mesmo período
72.9%.”

A SOLUÇÃO
A indústria de streaming está no ponto certo para a disrupção pela tecnologia
blockchain [30] e a Musicoin é a primeira plataforma no mundo das criptomoedas que
está a utilizar o poder da tecnologia blockchain para curar os males que afligem a
industria musical. O nosso primeiro objetivo é remover todos os intermediários e
estreitar a relação entre os músicos e os ouvintes. Nesse processo, a Musicoin vai abolir
os problemas perniciosos que assolam a indústria musical atual, tal como sublinhado
acima, descentralizando a distribuição e o consumo de música, fazendo contratos
musicais justos e automáticos, e abrindo caminho para um modelo de negócio
autossustentável. A Musicoin, ao remunerar de forma justa todos os participantes na
plataforma, ambiciona ser o ecossistema líder para bens e serviços construídos ao redor
da música.

Descentralização Peer-to-Peer (P2P)


Os intermediários promovem um campo desigual para os músicos com que
trabalham e representam. O armazenamento de informação centralizado é

10
tremendamente caro e vulnerável a hackers. A Musicoin alavanca o poder da tecnologia
blockchain permitindo pagamentos P2P e armazenamento de informação de uma forma
justa, transparente e automática. Os pagamentos automatizados P2P proporcionados
pelos contratos inteligentes na blockchain da Musicoin permitem uma distribuição justa
e transparente de valor por toda a cadeia, desde aqueles que minam os blocos aos
desenvolvedores de projeto, músicos e ouvintes, sem a necessidade de intermediários.
Além disso, em vez de usar servidores centralizados, a Musicoin armazena e distribui os
seus conteúdos através de um sistema de ficheiros P2P descentralizado conhecido como
Inter-Planetary File System (IPFS).

Nos contratos inteligentes todos os ficheiros na blockchain são desencriptados e


encriptados antes e depois da sua transmissão para prevenir acessos não autorizados e
atividades maliciosas. Toda a metadata e as carteiras (wallets) na nossa plataforma
podem ser armazenadas e ficar em cache indefinidamente. Para uma mais rápida
transmissão e para redução de custos de transmissão de conteúdos, também acionamos
a sincronização de vários peers em simultâneo.

Contratos inteligentes Pay Per Play (PPP)


Os nossos contratos inteligentes Pay Per Play (PPP) são os primeiros de seu tipo
no espaço das criptomoedas e são projetados exclusivamente com os interesses dos
músicos em mente. Todos os músicos na nossa plataforma retém a propriedade total do
seu conteúdo, e são recompensados de forma justa e automaticamente através de
contratos inteligentes autónomos. Isto trás um novo nível de transparência e clareza
para a indústria da música que é atormentada por contratos de licenciamento
complexos e obtusos.

O nosso contrato inteligente de PPP está alinhado com a expectativa intuitiva de


um pagamento por parte de um músico por cada stream de seu conteúdo. O PPP é um
contrato inteligente na blockchain da Musicoin que impõe e executa os termos de
licenciamento para recompensar uma determinada quantia fixa de $MUSIC (moeda
nativa da plataforma Musicoin) por cada reprodução. Em segundos, o pagamento sai
diretamente para o proprietário da licença. Não são necessários intermediários para
facilitar os pagamentos na blockchain da Musicoin.

11
Figura 6​. Modelo de distribuição de royalties PPP da Musicoin.

Além disso, o contrato inteligente PPP pode ser projetado para executar a divisão
imediata de receitas para vários beneficiários (figura 6). Por exemplo, um contrato PPP
de uma licença para um banda de quatro pessoas pode impor um pagamento dividido de
45% ao músico principal, 20% ao compositores e produtores, 10% para o guitarrista e
25% para o baterista. O uso deste contrato permite-nos evitar custos desnecessários na
aquisição de conteúdo, removendo intermediários envolvidos e, assim, distribuir 100%
dos ganhos para os músicos.

A remoção de intermediários permitiu à Musicoin transferir a maior parte do


valor gerado a partir da música para os músicos. Abaixo está uma tabela de comparação
por stream de pagamentos (em USD) entre as plataformas de streaming existentes,
incluindo o Musicoin (Figura 7). A Musicoin não distingue entre artistas assinados e não
assinados e paga aos seus músicos a uma taxa que é pelo menos ~ 286% maior do que
seu concorrente mais próximo, o Spotify.

12
Figura 7​. Taxas pagas por stream das plataformas existentes em 2017 [13] .

Musicoin v2.0 (Heal the World)


A plataforma Musicoin v1.0 (Hello) hospeda atualmente milhares de artistas e
ouvintes. Cada vez que um ouvinte transmite uma música, um pagamento em $MUSIC é
transferido da carteira do ouvinte para carteira do artista. Este contrato de PPP em
Musicoin v1.0 ajudou no tremendo crescimento da plataforma num curto espaço de oito
meses e na construção de uma próspera e apaixonada comunidade de músicos e
ouvintes.

No entanto, como a plataforma continua a avançar o seu desenvolvimento e a


forjar parcerias estratégicas dentro da indústria da música, há um aumento
correspondente no preço de troca de $MUSIC com relação a fiat. Ao mesmo tempo, a
$MUSIC é exposta às mesmas forças de volatilidade do mercado, como todas as outras
criptomoedas. Isso criou dois problemas. Em primeiro lugar, se o preço da $MUSIC
continuar a subir, os utilizadores podem não querer gastá-lo em streaming de música na
plataforma e começar a armazená-lo. Tal comportamento do utilizador será prejudicial
para o ecossistema. Em segundo lugar, a volatilidade do mercado resultará em
pagamentos inconsistentes para os músicos.

Para permitir que o valor de $MUSIC cresça com o crescimento da plataforma e


para fornecer aos nossos músicos um rendimento estável que não é influenciado pelos
caprichos do mercado, estamos a atualizar a nossa plataforma com um novo contrato
inteligente PPP na segunda geração da plataforma Musicoin, a Musicoin v2.0 (Heal the
World). Nós vamos remover a restrição no nosso contato inteligente PPP original de 1
$MUSIC por stream na Musicoin v1.0, e habilitar o pagamento de $MUSIC fracionário
por stream no Musicoin v2.0. Isso permitirá a sustentabilidade e crescimento

13
económico no valor de $MUSIC com o desenvolvimento do projeto, e ao mesmo tempo,
proporciona uma receita fixa, mas justa, aos artistas para cada conteúdo reproduzido.

Modelo de UBI (Rendimento Básico Universal)


Desde o início do projeto, que a equipa de desenvolvimento e comunidade da
Musicoin se tem voluntariado para criar a plataforma próspera que temos hoje. No
entanto, a fim de continuar a melhorar a plataforma e contratar novos talentos, é
necessário um fundo de desenvolvimento. Para acomodar esses objetivos, estamos a
introduzir um novo modelo económico na Musicoin v2.0, como detalhado aqui.
Acreditamos que isso garantirá uma maior penetração do mercado de streaming pela
Musicoin, gerará resultados justos e consistentes e receita para músicos, permitirá o
crescimento no valor de mercado da $MUSIC e financiará a piscina (pool) dedicada para
o desenvolvimento contínuo da plataforma Musicoin.

Em Musicoin v2.0 (Heal the World), estamos a introduzir um novo e


revolucionário conceito nas criptomoedas, o “Universal Basic Income (UBI -
Rendimento Básico Universal)”. O UBI é um modelo económico para garantir que cada
colaborador da plataforma seja justamente recompensado em proporção da sua
contribuição.

No contexto da Musicoin, foi criada uma pool UBI para garantir o rendimento
dos músicos na plataforma, a uma taxa fixa que é justa, não influenciada pelas forças de
mercado e superior a qualquer outra plataforma de streaming concorrente. Isso irá
impulsionar o fluxo de conteúdo de músicos, bem como fazer streaming de música de
forma gratuita para os ouvintes, assim garantindo uma penetração mais profunda do
Musicoin no mercado de streaming. Ao contrário de outros plataformas de streaming,
os utilizadores na plataforma Musicoin poderão transmitir músicas gratuitamente e sem
anúncios. O streaming de música gratuito e ilimitado, sem anúncios e é a característica
essencial que vai distinguir Musicoin de plataformas de streaming centralizadas,
permitindo-nos expandir radicalmente e capturar uma fatia maior do mercado de
streaming.

Uma pequena parte da piscina UBI irá para o desenvolvimento da plataforma,


conforme descrito na próxima seção, Design de Plataforma (Figura 8).

DESIGN DA PLATAFORMA
Imediatamente após a implementação do UBI, a $MUSIC será usada pelos
ouvintes para remunerar os seus artistas favoritos na plataforma. Dados empíricos da
nossa blockchain mostram que a receita para os músicos proveniente de gorjetas é cinco
vezes maior do que a receita do PPP. O consumo gratuito de música na plataforma irá

14
encorajar os utilizadores a dar mais gorjetas aos músicos que, por sua vez, incentivará os
músicos a fornecer consistentemente conteúdo de qualidade e crescer sua base de fãs.
Isso criará um ciclo de feedback positivo que aumentará o valor e a utilidade da
$MUSIC.

Além disso, estamos a construir ativamente novos recursos na plataforma para


utilizar a $MUSIC, além de PPP e gorjeta. Os desenvolvedores externos, desenvolvendo
hardware e aplicações de software em cima da blockchain da Musicoin, usarão $MUSIC
como a moeda que alimentará essas aplicações. Em resumo, estamos a construir um
ecossistema musical alimentada por $MUSIC, a moeda nativa da blockchain da
Musicoin.

Figura 8​ . Design da plataforma Musicoin v2 (Heal the World)

Piscina (pool) UBI


As recompensas da mineração e implementação pós-UBI, serão divididas em
duas frações. A emissão permanecerá em 314 moedas por bloco a cada 15-30 segundos
com base na dificuldade de mineração. Dessas 314 moedas, 250 moedas (~ 80%) irão
para os mineiros e o resto 64 moedas (~ 20%) irá para uma piscina (pool) UBI comum.
Dessas 64 moedas na piscina da UBI, 50 moedas serão reservadas para PPP para
streaming de conteúdo na plataforma e as restantes 14 moedas irão para o
desenvolvimento da plataforma (Figura 9).

15
Figura 9​. Alocação de $MUSIC pré e pós implementação UBI.

Mineiros
Os mineiros tornaram-se um dos benfeitores deste novo ecossistema, partilhando
uma parte de sua receita (recompensa por bloco minado) com músicos e
desenvolvedores. Em vez de 314 moedas por bloco, os mineiros receberão 250 moedas
por bloco (ou ~ 80% de seu preço pré-UBI). após a implementação do UBI.

Músicos
O rendimento Pay Per Play (PPP) para músicos virá da piscina UBI com uma
alocação de 78% do total da pool servindo para compensar os músicos pela sua conteúdo
na plataforma Musicoin. O PPP na plataforma Musicoin após a implementação UBI
continuará a ser maior do que os padrões atuais da indústria (Figura 7). Acima de 0,02
cêntimos de dólar por reprodução. No mínimo, um músico pode ganhar cerca de 20.000
USD com 1 milhão de reproduções.

O gráfico mostrado abaixo (Figura 10) dá uma idéia de como nosso sistema
calcula o pagamento dos músicos com base no valor de mercado variável de $MUSIC.
Por exemplo, os músicos receberão 1 $MUSIC por cada reprodução quando o mercado
da moeda valor é entre 0 e 0,099 cêntimos, 0,2 $MUSIC quando o valor de mercado
estiver entre 0,10 cêntimos e 1,00 dólar, e assim por diante. Estes intervalos estão
sujeitos a alterações para garantir as taxas mais competitivas dentro da indústria.

16
Figura 10​. Contrato inteligente PPP no modelo UBI.

O gráfico abaixo (Figura 11) demonstra como o contrato inteligente PPP


Se ajusta automaticamente de acordo com a alteração no valor de mercado da $MUSIC.

17
Consumidores
Os consumidores são importantes para impulsionar o crescimento do
ecossistema Musicoin. Eles compram, vendem e usam a nossa moeda na plataforma e,
assim, ajudam a circular o valor dentro da rede. Dar mais utilidade à $MUSIC
encorajará mais circulação de valor no ecossistema.

Dados empíricos da nossa plataforma sugerem que as gorjetas estão sendo


ativamente usadas para recompensar músicos pelo seu conteúdo. Na verdade, os
músicos obtêm receita de dar gorjeta a uma taxa cinco vezes maior do que PPP
(proporção de 5: 1 dos lucros de gorjeta vs. stream). Até agora, mais de 200.000
$MUSIC foram usados para dar gorjeta na nossa plataforma. As gorjetas encorajam os
músicos a se engajarem mais ativamente com os seus fãs e continuar gerar conteúdo de
qualidade. Alguns músicos recebem até 1.000 MC dos ouvintes por um único stream.

Também estamos ativamente construir e a incentivar desenvolvedores externos a


criar valor acrescentado de bens e serviços na plataforma Musicoin, que aumentará a
experiência, promove a interação artista-fã e alimenta a utilidade da $MUSIC. Isso
inclui mas não se limita a downloads de músicas com uma taxa de bits mais alta,
compensação de remix, colaborações entre artistas, bilhetes para espectáculos ao vivo,
merchandising de fãs, licenciamento do catálogo Musicoin para streaming público,
assinaturas de revistas de música etc.

Pesquisa & Desenvolvimento


Todos os meses, 4,5% do total da piscina UBI serão alocados para
desenvolvimento adicional na plataforma Musicoin. Esses fundos ajudarão a melhorar
as nossas metas na plataforma, bem como recrutar novas adições à nossa equipe e reter
as existentes. Todos os membros atuais da equipe são voluntários e desenvolvedores
apaixonados que têm trabalhado pro bono desde o início do projeto (até a
implementação do UBI) .

Plataformas & Hardware


A nossa plataforma Musicoin inclui nossa website principal como plataforma de
streaming, bem como carteira (wallet) e uma aplicação móvel em desenvolvimento
ativo. Um leitor de música e catálogos serão incorporados a esses meios para expandir a
base de utilizadores e promover a descoberta de músicas. Além disso, os nossos planos
no desenvolvimento futuro de produtos comerciais, como a ativação de alto-falantes e
headphones para transmitir diretamente o conteúdo de nosso catálogo, oferecerão

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sempre mais maneiras de aceder à nossa plataforma. Quanto mais ricas as escolhas que
nossos consumidores têm, melhor a exposição que nossos músicos terão.

Exchanges (bolsa de trocas)

Atualmente, as bolsas de criptomoedas são a maneira mais fácil de trocar


$MUSIC devido à escassez de caminhos para converter dinheiro fiduciário em
criptomoedas. Estamos ativamente a procurar soluções alternativas que possam ser
integradas na carteira Musicoin para uma conversão perfeita entre $MUSIC e fiat,
aumentando assim drasticamente a liquidez da $MUSIC.

Parcerias com terceiros


As licenças de direitos de autor desenvolvidas pela Musicoin permitirão que
entidades externas licenciem os nossos músicos e o seu conteúdo nas suas plataformas.
Estes contratos serão muito mais justos do que as práticas atuais do setor e será
totalmente transparente para evitar qualquer tipo de confusão. Essencialmente, a
Musicoin atuará como um serviço de streaming e uma entidade de direitos de
desempenho para proteger os nossos músicos da disparidade de direitos de autor e
violação de direitos autorais.

Futuras parcerias com outras organizações serão patrocinadas pela Musicoin,


e incluirão espetáculos locais e privados, salas de concertos, festivais de música e
performances. Também estamos a fazer parcerias com fabricantes de hardware para
produzir dispositivos de streaming de música, como caixas acústicas e headphones,
além de catálogos para cafés, museus de arte e plataformas de streaming de terceiros. Os
consumidores que recorram a esses serviços serão obrigados a pagar na nossa moeda, a
$MUSIC.

PRÍNCIPO ORIENTADOR:SHARISM
O conceito de Sharism, cunhado por Isaac Mao, o arquiteto-chefe da blockchain
da Musicoin, é uma filosofia revolucionária que incorpora a sabedoria dos estudos de
Epistemologia e Axiologia. Ele enfatiza a importância de partilhar conhecimento e valor
dentro de uma comunidade para criar um impacto social positivo. O Sharism é um
atitude psicossocial que permite que todos dentro de uma comunidade reorientem os
seus valores pessoais para a melhoria da comunidade como um todo, de modo a superar
as limitações de uma inteligência isolada com um cérebro social altamente inteligente
[31].

19
Esta propriedade emergente de um cérebro social altamente inteligente, dentro
de uma comunidade, permite-lhe saltar para além do universo das entidades individuais
e das culturas que não partilham, através da interligação de pessoas, permitindo
comunicação e colaboração de forma radicalmente superior. Isto leva à propriedade
partilhada, onde o valor é distribuído em toda a rede através das contribuições de todos
os envolvidos [32]. Noutras palavras, todos são valorizados e são necessários para a
Musicoin, os mineiros, os ouvintes, os desenvolvedores, os fornecedores externos e
claro, os músicos.

“Quanto mais partilhares mais recebes. Quanto mais partilhares mais és


partilhado. Quanto mais partilhas mais existes. Quanto mais partilhas mais os
outros recebem [33] .”

Em 2018, a Musicoin incorporará os princípios do Sharism para fortalecer a sua


rede existente com um novo modelo de consenso conhecido como Prova de Partilha
(Proof-of-Share). Mais informações sobre este tema estarão disponíveis em versões
futuras deste white paper.

Economia Musicoin (Musiconomy)

O ecossistema da Musicon alinha-se com o princípio subjacente do Sharism. Este


ecossistema, também conhecido como Musicoin Economy ou Musiconomy [*], é
construído como um rede que promove a distribuição do valor justo a diferentes
participantes com base nas suas contribuições na rede - mineiros para fornecer trabalho
computacional (durante a Prova de Trabalho - Proof-of-Work); músicos para publicar o
seu trabalho criativo; Desenvolvedores Musicoin para inovarem a plataforma;
desenvolvedores de terceiros para aumentar o valor da plataforma através da criação de
bens e serviços de valor acrescentado e, em última instância, dos consumidores para
consumir e partilharem o conteúdo e serviços na rede.

O valor da Musiconomia começa com os criadores de conteúdo, os músicos.


Quanto maior o número de músicos e quanto mais ativamente eles lançem conteúdo de
qualidade na rede, mais ouvintes serão atraídos para usar a plataforma. Mais
consumidores equivalem a mais consumo de conteúdo que irá alimentar a utilidade e o
valor da $MUSIC. Isto irá, por sua vez, encorajar uma participação mais ativa na rede
por parte dos músicos. Este feedback positivo continuará a alimentar o valor de
$MUSIC, beneficiando ao mesmo tempo outros participantes (mineiros,
desenvolvedores, serviços de terceiros) e incentivando a sua participação continuada na
rede. Essa economia musical auto-sustentável é precisamente o tipo de ecossistema que
é promovido pelo nosso princípio orientador do Sharism.

20
Protocolo aberto

A plataforma Musicoin é pioneira, abrindo caminho para uma mudança de


paradigma na economia musical e tecnologias que dão poder à criação, distribuição e
consumo de música. A Musicoin Foundation incentiva e apoia camadas secundárias de
aplicações de terceiros a serem construídas na plataforma Musicoin.

É um ecossistema aberto que acolhe a participação externa de empresas


iniciantes na indústria da música, que estão interessados em construir tecnologias e
serviços inovadores para gerar novas fontes de valor para músicos e ouvintes. Por
exemplo, fabricantes de hardware podem criar dispositivos inteligentes que podem
transmitir música da plataforma Musicoin quando você está em casa e minar $MUSIC
quando você está fora. Além disso, a tremenda quantidade de metadados que é gerado
na blockchain da Musicoin permitirá a criação de sistemas de inteligência artificial que
podem ajudar os ouvintes com descoberta de música de forma inteligente, baseada em
variáveis como os seus históricos de pesquisa, estado de humor, hora do dia, etc.

RECURSOS DO PROJETO

A equipa da Musicoin está comprometida em executar tods as milestones do seu


roadmap e entregar resultados consistentes e dentro do prazo. Seguindo em frente,
continuaremos a manter comunicações transparentes com a nossa comunidade e
fornecer-lhes canais adicionais para obter informações atualizadas sobre os últimos
desenvolvimentos no projeto, incluindo BitcoinTalk, GitHub e Reddit.

● Catálogo $MUSIC: https://musicoin.org


● BitcoinTalk: https://bitcointalk.org/index.php?topic=1776113.0
● GitHub: https://github.com/musicoin
● Reddit: https://www.reddit.com/r/musicoin

Além disso, o roadmap recentemente divulgado explica os nossos objetivos


relativamente a futuras iterações da blockchain da Musicoin. O nosso objetivo é fazer
continuamente a nossa blockchain mais estável, sustentável, seguro e escalável . A
versão anterior do nosso livro branco e roadmap, bem como as nossas milestones para
os próximos dois anos são fornecidos abaixo.

●White Paper v0.9.0:


https://medium.com/@musicoin/musicoin-white-paper-free-creations-w
hile-rewarding-creators-v-0-9-b14b334a8843

21
● Q2 2017 Roadmap:
https://medium.com/@musicoin/roadmap-of-musicoin-blockchain-4a65
620fefce

22
ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS

O projeto foi lançado no dia 11 de fevereiro de 2017, quando o bloco de génese da


blockchain Musicoin foi inicialmente extraído [34]. A rede opera sob um modelo de
Prova de Trabalho (Proof-of-Work) usando ETHash como algoritmo de hashing para
mineração e obtenção de consenso da rede. A blockchain da Musicoin é uma bifurcação
do Ethereum, com Nodes de rede e protocolos configurados como uma Máquina Virtual
Ethereum (EVM), capaz de executar contratos inteligentes numa linguagem
Turing-complete. No verdadeiro espírito de descentralização e distribuição justa, o
projeto começou sem uma Oferta Inicial de Moedas (ICO) ou pré-mineração ou
pré-alocação de fundos para o desenvolvimento.

Ao contrário dos tokens ERC-20, o Musicoin não funciona dentro do ecossistema


Ethereum. Todas as funcionalidades da plataforma Musicoin, como moeda, Nodes,
carteiras e registo descentralizado é iterado a partir do código base Ethereum para se
adequar ao requisitos de manutenção da indústria musical. Isso permite-nos manter
taxas de transação baixas, remover intermediários e servir de base para futuras camadas
de aplicações a serem construídas no topo da plataforma Musicoin.

Em 22 de maio de 2017, a Musicoin tornou-se um membro oficial da Enterprise


Aliança Ethereum (EEA). Desenvolvedores de musicoin continuam a trabalhar em
estreita colaboração com os desenvolvedores Ethereum na integração de tecnologias que
serão benéficas para a plataforma Musicoin daqui para frente. Um exemplo recente de
tal colaboração é a integração da blockchain Musicoin com software Parity (v1.8.0) para
facilitar o dimensionamento da rede Musicoin e suporte de carteira após a
implementação do UBI [35].

Emissão de moeda

Como o Ethereum, o fornecimento total de moeda da Musicoin é ilimitado,


gerando 1,5 milhões de moedas por dia. A recompensa atual do bloco de mineração é de
314 moedas a cada 15 a 30 segundos, em média. Este esquema de emissão de moedas é
projetado para facilitar a Musicoin na construção de um ecossistema que aspira
compensar justamente todas as atividades económicas relacionadas com a criação,
distribuição e consumo de música, através de sua moeda nativa $MUSIC.

Para garantir que temos a capacidade de potenciar a economia musical numa


escala global, é imperativo que nós asseguremos duas coisas. Em primeiro lugar, deve
haver uma grande quantidade de $MUSIC para potenciar a atividade musical global.
Em segundo lugar, devemos dar tempo suficiente para que a $MUSIC se espalhe por
toda parte, de modo a estabelecer efeitos de rede e garantir a penetração da $MUSIC em

23
todo o mundo. Estamos no caminho certo para alcançar aqueles objetivos até o quarto
trimestre de 2018.

Idade do gelo

O conceito de Idade do Gelo (Ice-Age) foi introduzido pela Fundação Ethereum


no dia 7 de Setembro de 2015 [36]. É um esquema de ajuste de dificuldade onde a
dificuldade da mineração da Ethereum e o tempo de recompensa por blocos mudará
drasticamente, de um aumento consistente um aumento exponencial. Depois dessa
mudança, a mineração não será mais lucrativa para os mineradores e Ethereum passará
por uma transição (atualização "Casper") no seu mecanismo de consenso, da Prova de
Trabalho (proof-of-work) à Prova de Participação (proof-of-stake).

Originalmente, a Era do Gelo estava agendada para ser lançada no terceiro


trimestre de 2017, mas devido a um atraso do desenvolvimento "Casper", foi adiada em
21 de junho de 2017 por um ano e meio [37], efetivamente redefinindo o algoritmo de
dificuldade do Ethereum. Como resultado, a bomba de dificuldade foi criada para atuar
como um temporizador de contagem regressiva para a Idade do Gelo.

A Musicoin, uma bifurcação da blockchain Ethereum, também herda a Idade do


Gelo. A la Ethereum, o início da Idade do Gelo no blockchain Musicoin no Q4 2018
levará a um aumento exponencial na dificuldade de mineração e, portanto, uma redução
drástica na taxa de emissão de $MUSIC. Depois disso, a Musicoin, ao contrário de
Ethereum, fará a transição de Prova-de-Trabalho para uma nova maneira de alcançar
consenso em sua rede, Prova de Partilha, que será descrito na próxima versão do nosso
whitepaper em 2018. Nós, de forma conservadora, estimamos que 700-800 milhões de
$MUSIC estarão em circulação antes do início da Idade do Gelo.

O gráfico abaixo é uma representação visual da taxa de inflação de longo prazo da


Musicoin ao longo da implementação da bomba de dificuldade e do início da Idade do
Gelo (Figura 12).

24
Figura 12​. Taxa de inflação a longo prazo da Musicoin.

REFERÊNCIAS

* Musiconomy is a term coined by Isaac Mao. It is not to be confused with


another project called Musiconomi. Additionally, the Musicoin Foundation is not in
direct affiliation with Musiconomi.

1. 2017. “Global Music Report 2017”. International Federation of the


Phonographic Industry. ​http://www.ifpi.org/downloads/GMR2017.pdf

2. Ingham, T. 27 Mar 2015. “Streaming will double the music business by 2020 –
and Universal must go it alone”. Music Business Worldwide.
https://www.musicbusinessworldwide.com/streaming-will-double-the-music-industry-
by-2020-and-universal-must-go-it-alone

3. PSAM. Mar 2015. “Value Creation At Vivendi”.


https://cdn.mbw.44bytes.net/files/2015/03/Vivendi_White_Paper.pdf

4. Glenn, P. 15 Sept 2017. “Gimme Indie Rock. And Indie Folk. And Indie Dance”.
Medium.​https://medium.com/@glennpeoples/gimme-indie-rock-at-pandora-b46e0a5
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York Post.
25
​http://nypost.com/2014/01/02/indie-artists-are-new-no-1-in-music-industry

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https://en.wikipedia.org/wiki/Music_industry#Consolidation

7. Lalonde, P. May 2014. “Study concerning fair compensation for music creators
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http://www.ihg.hr/files/File/makk/MAKK_2014/CIAM14_1172_Study_Fair_Compens
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8. Leonard, A. 20 Jun 2014. “The music industry is still screwed: Why Spotify,
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https://www.salon.com/2014/06/20/the_music_industry_is_still_screwed_why_spot
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9. Kar, S. 22 Apr 2014. “Spotify abandoning P2P in favor of a more traditional


dedicated architecture”. Silicon Angle.
https://siliconangle.com/blog/2014/04/22/spotify-abandoning-p2p-in-favor-of-a-mor
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https://www.forbes.com/sites/quora/2016/10/25/how-much-does-the-average-artist-e
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26
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radio station”. RAIN News.
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disruptor”. Fortune.
http://fortune.com/2016/09/22/blockchain-music-disruption

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https://freesouls.cc/essays/07-isaac-mao-sharism.html

32. Last edited on 17 Aug 2017. “Sharism”. Wikipedia.


https://en.wikipedia.org/wiki/Sharism

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Slide Share.
https://www.slideshare.net/rejon/sharism-the-more-you-share-the-more-you-receive

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http://orbiter.musicoin.org/block/1

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https://paritytech.io/blog/announcing-parity-1-8.html

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Block Reward Reduction”. GitHub.
https://github.com/ethereum/EIPs/pull/669/files

28