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Texto 1

Homem, o sexo frágil.

O Censo trouxe a público uma boa notícia. A esperança de vida ao nascer alcançou, em 2009, os
73 anos e dois meses – um aumento de 3 meses em relação ao ano anterior. Mas os dados
escondem um retrato brasileiro que pede atenção: os homens continuam vivendo menos do que
as mulheres. Em 2009, a expectativa de vida deles era de 69 anos, enquanto a delas atingiu os
77. E mais: essa diferença vem aumentando a longo prazo. Em 1910, as mulheres viviam um ano
e dois meses a mais que os homens. A diferença subiu para seis anos e um mês em 1989 e para
sete anos e sete meses em 2009. A esperança de vida dos homens evolui mais timidamente –
aumentou nove anos de 1980 a 2009 -, enquanto a delas subiu 11 anos. O fenômeno é mundial,
mas é mais acentuado em nações em desenvolvimento, como o Brasil. “Sempre que uma cidade
ou um país passa por um rápido processo de urbanização, as taxas de homicídio e acidentes de
trânsito aumentam significativamente”, diz um técnico do Instituto Brasileiro de Geografia e
Estatística. “E os homens, por suas características biológicas e por seu estilo de vida, são mais
suscetíveis a essas intervenções externas”.

01. O trecho “Mas os dados (...) atingiu os 77”, pode ser reescrito, mantendo-se a correção
gramatical e o sentido original do texto, da seguinte forma: Os dados porém, mascaram uma
fasceta do país que devemos prestarmos atenção: as mulheres tem apresentado mais
longevidade que os homens.

02. A substituição do ponto final (L.1) por dois-pontos e a do travessão (L.2) por vírgula, com a
devida alteração de maiúscula e minúscula, mantêm a correção gramatical do texto.

03. A supressão do termo ‘essas’, em ‘a essas intervenções externas’, provocaria a necessidade


do uso do acento indicativo de crase em ‘a’.

04. Por serem utilizadas para apresentar, objetivamente, dados de pesquisa científica, todas as
estruturas e expressões do primeiro parágrafo são adequadas à redação de ofício que vise
informar o ministro da previdência social sobre a expectativa de vida do povo brasileiro.

05. O fecho "Atenciosamente" deve ser empregado para saudar autoridades de mesma hierarquia
ou de hierarquia inferior.

06. Embaixadores, secretários de estado dos governos estaduais e auditores da justiça militar
estão entre as autoridades que devem ser tratadas por Vossa Excelência.

07. Nas comunicações oficiais dirigidas a um ministro de Estado, deve-se empregar o tratamento
"Senhor Ministro".

08. O emprego da preposição "de" em "existe garantia de que novos investimentos" é exigido pela
regência de "existe".

09. Na oração "Segue anexa a nota editorial", foi atendida regra de concordância nominal, visto
que o adjetivo "anexa" está no feminino para concordar com a expressão no feminino "a nota
editorial", que exerce a função de sujeito da oração.
10. O uso do sinal indicativo de crase no trecho "os dilemas inerentes à convivência" não é
obrigatório.

GABARITO

1. E
Comentário: Além de alterar o sentido, a construção sugerida apresenta diversos erros: ausência
de vírgula antes da conjunção “porém”; “devemos prestarmos” e “fasceta”, que, corretamente
grafada é “faceta”.

02. C
Comentário: Não há problema em realizar as alterações sugeridas.

03. E
Comentário: Para ocorrer crase é necessária a fusão entre a preposição ´a´ e o artigo feminino
´as´.

04. E
Comentário: A finalidade básica de redação oficial é comunicar, com impessoalidade e clareza.
Termos como “boa” e “mais timidamente” torna a ideia subjetiva, eliminando, assim, a
impessoalidade.

05. C
Comentário: O termo pode ser usado para os dois casos.

06. C
Comentário: Os três elementos citados devem ser tratados pela forma sugerida na questão.

07. C
Comentário: Segundo o Manual de Redação da Presidência o vocativo a ser usado para os
chefes de poder é Excelentíssimo Senhor, seguido do respectivo cargo. Todos os demais devem
ser tratados com o vocativo Senhor e o respectivo cargo.

08. E
Comentário: A regência ocorre pelo substantivo “garantia”.

09. C
Comentário: Anexo é adjetivo; logo, variável.

10. E
Comentário: O uso é obrigatório. A regência do adjetivo “inerente” exige a preposição ´a´, assim
como o substantivo “convivência” admite a presença de artigo feminino.