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Roteiro Primeiros Socorros: Aulas 32/33: Acidentes específicos – Afogamento: atuação do socorrista 1

frente à ocorrência; reconhecimento e condutas.


ESS 2016 – CPI-4 | 2Ten QEOPM GROSSI

Acidentes específicos: afogamento e choque elétrico do tipo seco (02 % dos casos), sem água nos pulmões,
mas com asfixia.
Objetivos.
Em 98% dos casos não ocorre espasmo glótico,
Ao finalizar o capítulo, o aluno será capaz de: havendo entrada de água em vias aéreas, inundando
o pulmão.
1. Aplicar procedimentos de primeiros socorros nos
casos de quase afogamento; 1.2 Atendimento pré-hospitalar para quase
afogamentos
2. Aplicar procedimentos de primeiros socorros nos
casos de choque elétrico; a) Abordagem da vítima:
1. AFOGAMENTO 1. Se for possível, utilizar equipamentos apropriados
para realizar o salvamento, evitando o contato direto
Afogamento significa morte por asfixia por imersão
com a vítima dentro da água;
em meio líquido de qualquer natureza.
2. Lançar boias, cordas ou outros objetos flutuantes
Nos casos em que a vítima está submersa e sem
para realizar o salvamento;
respiração, porém é retirada e recuperada através das
manobras de reanimação cardiopulmonar, diz-se que
ocorreu um quase afogamento.

O policial militar que for solicitado para atender casos


de afogamento ou quase afogamento deverá ter em
mente, em primeiro lugar, a segurança para acessar a
vítima e retirá-la sem riscos do meio líquido.

Além das condições cardiorrespiratórias, especial


atenção deve ser dada para a coluna cervical, pois um
grande número dos acidentes ocorre em decorrência
de mergulho em águas pouco profundas ou acidentes
com veículos aquáticos.

Conforme estatística publicada pelo setor técnico do


17º GB, de 2002, 32,2 % das vítimas de afogamento 3. Ao abordar a vítima, lembrar-se da possível lesão
ou quase afogamento tiveram como causa esta no pescoço (lesão de medula espinhal), uma vez que
ocorrência o uso de drogas, enquanto que a epilepsia as principais causas de lesão cervical sã o os acidentes
somou 18,1 %, sendo 16,3 % traumatismos gerais, em meio líquido;
14,1 % para doenças cardíacas e ou pulmonares, 3,7 %
para os acidentes de mergulho e as causas não 4. Se houver necessidade de virar uma vítima que
especificadas, 11,6 %. estiver de frente, dentro da água, manter sua cabeça
alinhada com o corpo, colocar uma de suas mãos no
1.1 Fases do afogamento meio de suas costas e a outra no peito, apoiando com
os antebraços sua cabeça, mantendo a liberação das
As fases de um afogamento se iniciam com um medo vias aéreas;
ou pânico de afogar e uma luta para manter-se na
superfície, seguida de parada da respiração na hora da 5. Estabilizar o pescoço da vítima e, se possível,
submersão, cujo tempo dependerá da capacidade colocá-la sobre uma superfície rígida para removê-la
física de cada indivíduo. da água;

Ocorre, nesta hora, maior ou menor aspiração de 6. Solicitar ajuda especializada imediatamente;
líquido, que provoca uma irritação nas vias aéreas,
suficiente para promover, em certos casos, um 7. Nunca executar compressão abdominal na vítima
espasmo da glote tão forte a ponto de impedir uma de afogamento ou quase afogamento;
nova entrada de água, caracterizando um afogamento

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Roteiro Primeiros Socorros: Aulas 32/33: Acidentes específicos – Afogamento: atuação do socorrista 2
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8. Se a vítima estiver respirando, remover as vestes 1. O risco da descarga elétrica deve ser eliminado ou
molhadas, secar o seu corpo e mantê-la aquecida, neutralizado; antes de tocar a vítima, o policial militar
com cobertor, deixando apenas a face exposta; deverá atentar para o fato de a eletricidade levar
alguns segundos para ser escoada;
9. Monitorar constantemente seus sinais vitais,
durante o transporte; 2. Após desligar a eletricidade, liberar as vias aéreas e
certificar-se de que a vítima está respirando; caso seja
10. Suspeitar de lesão na coluna em toda vítima de necessário, aplicar RCP;
quase afogamento, se necessário movimentá-la,
efetuar técnica adequada de rolamento em bloco; 3. Tratar as lesões existentes, de acordo com os
procedimentos indicados nesse manual, procurando
11. Nunca tentar drenar o fluido existente no interior lesão de entrada e de saída da corrente elétrica;
da vítima;
4. Atentar para lesão de coluna em vítimas de quedas
12. Se não há indícios seguros de que a vítima tenha decorrentes de choque elétrico;
sofrido lesão na coluna, posiciona-la e mantê-la na
posição de drenagem postural (decúbito lateral). 5. Prevenir o estado de choque;

2. CHOQUE ELÉTRICO 6. Proteger áreas queimadas.

As lesões causadas por acidentes com eletricidade


podem levar uma vítima a uma parada cardíaca,
paralisação da respiração por contração dos músculos
respiratórios e ocasionar queimaduras locais de
limites bem definidos ou de grande extensão. A
queimadura geralmente será de 3º grau, podendo, em
alguns casos, provocar a carbonização da área
afetada.

Os acidentes com eletricidades requerem uma


atenção especial porque colocam em risco as pessoas
que tentam ajudar. Nesse sentido, o policial militar
deve estar atento para a segurança pessoal e do local,
acionar imediatamente o Corpo de Bombeiros e a Cia
de energia elétrica responsável.

2.1 Identificação das lesões decorrentes do choque


elétrico

O choque elétrico poderá provocar parada


cardiorrespiratória, devido a descargas elétricas de
alta tensão. A maioria dos acidentes provoca duas
queimaduras, indicando o ponto de entrada da
eletricidade e o ponto de saída.

Os principais sinais e sintomas do choque elétrico são:


distúrbios de visão, zumbido no ouvido, paralisia dos
músculos respiratórios (diafragma), lesões
musculoesqueléticas em consequência das violentas
contrações ou das quedas; traumas associados,
alterações na pressão arterial e convulsões,
queimaduras.

2.2 Cuidados no atendimento de acidentes com


choque elétrico

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