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HISTÓRIA DO DIREITO PENAL BRASILEIRO.

Ricardo David Souza Alves Badaró .

UNIFASS/Curso de Direito, Turma C.

Palavras-chave: O aborígene, Brasil Colonial, O Império, A República.

Resumo:

O aborígene. Direito penal baseado no costume, exercido pelos indígenas


antes do descobrimento. No momento que o indivíduo transgride as regras da tribo,
até certa gravidade, ele será julgado por um juiz, em crimes mais graves o
julgamento será realizado por uma assembleia, constituída em tribunal, para
aplicação das sanções. Em alguns casos, a punição ao criminoso era deixada a
cargo da dos parentes da vítima.

Brasil colonial. Direito penal baseado no Código Filipino. Com a finalidade de


incutir o temor pelo crime, a pena de morte era aplicada em várias modalidades de
delitos. O crime era confundido com o pecado, transformado em criminosos os
indivíduos que transgrediam as normas morais religiosas. A consagração do
Ordenamento Jurídico era baseado na distinção entre as classes, a aplicação das
penas eram analisadas de acordo com a gravidade e a qualidade da pessoa, sendo
que, em regra, os nobres recebiam multas e os peões ficavam com as penas mais
pesadas e humilhantes. Este foi o Código Penal com o maior tempo de vigência de
nossa história (1603 a 1830).

O Império. Direito Penal baseado na honra a cultura jurídica nacional. De


índole liberal, face ao liberalismo da Constituição de 1824, o Código Penal do
Império já apresentava algumas originalidades como: individualização da pena,
fórmula da cumplicidade, previsão da circunstância atenuante da menoridade,
responsabilidade sucessiva, imprescritibilidade da condenação, entre outros.
Também possuía defeitos como a não definição de culpa, existindo somente o dolo.
Foi mantida a desigualdade da lei em relação as classes sociais pelo tratamento
iníquo destinado ao escravo. Como o Estado ainda não estava separado da Igreja,
permaneceram diversos delitos por ofensa a religião estatal. Um Estatuto importante
para o império, foi a Lei nº 2.033, de 20 de setembro de 1871, que, além de criar o
crime culposo e de estelionato, devolveu a formação da culpa para o Juiz, pois, esta
atribuição era de competência das autoridades policiais.

A República. O projeto de Código Penal do Conselheiro João Batista Pereira


foi convertido em Lei pelo decreto nº 847, de 11 de outubro de 1890. Este, surgiu da
necessidade de adequar as normas penais a sociedade pós-abolição e republicana.
O novo estatuto procurou suprir as lacunas deixadas pela legislação passada. A
pena de morte foi abolida, sendo substituída por sanções mais brandas. Mas, foi
amplamente criticada por causa de suas inúmeras lacunas e imperfeições dos

Anais do III Encontro de Bolsistas do Programa de Apoio a Ações Afirmativas para Inclusão Social
13 de novembro de 2008 – Londrina/PR
ditames legais. Na tentativa de superar estes problemas, foram criadas leis
extravagantes que o complementaram, tornando mais complicada a vida dos
homens do direito. Em 14 de dezembro de 1932, através do decreto 22.213, todas
estas Leis foram unificadas, daí resultando na Consolidação das Leis Penais, que
vigorou até o surgimento do atual diploma em 1940.

Referências:

NORONHA, E. Magalhães; ARANHA, Alberto José Q. T. De Camargo. Direito Penal.


Vol. 1. São Paulo: Saraiva, 2003. p. 54-60

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