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A ORIGEM DO UNIVERSO

(John D. Barrow)

Resumido por Natan Ourives

Capítulo 1 – O Universo em poucas palavas

1- A ideia do espaço absolutamente fixo foi mudada em 1920 pelas sugestões de físicos
explorando as novas consequências da nova teoria de EINSTEIN sobre as leis da gravitação; e
depois, pelos resultados das observações das cores da luz emitida por estrelas e galáxias distantes
por Edwin HUBBLE – O Efeito Doppler ou “desvio para o vermelho” (REDSHIFT) da luz emitida
pelas galáxias observadas que sugeria que estas estavam se afastando do observador.

“Hubble descobriu que a luz das galáxias que ele estava observando mostrava um desvio sistemático para o
vermelho. Medindo a extensão do desvio, ele pôde determinar a velocidade de recessão das fontes luminosas, e
comparando a luminosidade aparente das estrelas de mesmo tipo com as mesmas luminosidades intrínsecas, ele pôde
deduzir suas distâncias relativas. Descobriu que quanto mais longe a fonte luminosa, mais rápido ela estava se afastando
de nós. Esta tendência é conhecida como lei de Hubble...” (v. Pág. 16).

2- O que Hubble descobriu foi o UNIVERSO EM EXPANSÃO. Grande descoberta da


ciência no século XX e que confirmou o que a teoria da RELATIVIDADE GERAL de Einstein
havia previsto: O universo não pode ser estático pois a atração gravitacional entre as galáxias faria
com que elas se unissem se não estivessem se afastando.

3- Se o universo está se expandindo, quando retrocedemos no tempo, teremos a prova de que


ele emergiu de um estado mais denso, menor, cujo tamanho parece ter sido zero – BIG BANG.

4- Só quando ultrapassamos a escala dos grandes aglomerados de centenas de milhares de


galáxias é que vemos a expansão vencendo a força da gravidade local. Ex.: Andrômeda se
aproximando da Via Láctea pois a atração gravitacional entre elas é maior que a força da expansão
do universo.

5- A expansão continuará indefinidamente?

6- Existe uma velocidade crítica de lançamento no início da expansão (semelhante à


velocidade de escape da Terra, 11 Km/s, onde um projétil lançado escapará da atração exercida pela
Terra).

7- Se no início da expansão a velocidade for:

a) Maior que a velocidade crítica: Universo Aberto; não se retrai nunca; Infinito;
b) Igual a velocidade crítica: Universo Crítico; não se retrai nunca; Infinito;
c) Menor que a velocidade crítica: Universo Fechado; expande-se, contraí-se e tritura-se; Finito;
d) Muito maior que a velocidade crítica: Universo se expande de uma forma não propícia para a
atração gravitacional poder reunir ilhas locais de matéria para formar estrelas, constelações e
galáxias; Não haveria vida;
e) Muito menor que a velocidade crítica: Universo se expande e se contrai rapidamente; Não
haveria vida;
8- Como existem estrelas, galáxias, etc, e vida, supõe-se que a velocidade no momento da
expansão é crítica ou próximo a ela.

9- Georges Lamaître, nos anos 30, deu um passo importante para o início da ratificação da
idéia do universo em expansão com a teoria do “Átomo Primordial”, hoje Big Bang.

10- George Gamow, Ralph Alpher e Robert Herman, nos anos 40, deram passos mais
importantes:

“Se o universo começou num estado denso, quente, num passado distante, então deverá ter
restado alguma radiação deste início explosivo. Mais especificamente, eles perceberam que o
universo com apenas alguns minutos de vida deveria ter sido quente o bastante para tivessem
ocorrido reações nucleares por toda a parte” (v. Pág. 23).

11- Alpher e Herman previram que os resíduos da precipitação radioativa do Big Bang,
tendo sido resfriados pela expansão do universo e tempo, estavam por volta dos 5 graus acima do
zero absoluto, -273 graus Celsius.

12- Arno Penzias, Robert Wilson, em 1965, descobriram involuntariamente o campo de


radiação cósmica de Alpher e Herman, manisfestado como ruídos de micro-ondas vindos com a
mesma intensidade de todas as direções do céu.

13- Um grupo liderado por Robert Dicke, independente dos estudos publicados por Alpher e
Hermam, investigava o fenômeno quando souberam da descoberta de Penzias e Wilson e
interpretaram o inexplicável ruído como vestígio da radiação do Big Bang.

14 – Se a fonte era realmente de calor, a temperatura era de 2,7 graus Kelvin – MICRO-
ONDAS CÓSMICAS DE FUNDO:

“...Ela possuía a mesma intensidade em todas as direções pelo menos na proporção de um


para mil. E, medindo-se a intensidade em diferentes frequências, a variação de intensidade
característica com a frequência, que é a rubrica do calor puro, começou a se revelar. Esta radiação
chama-se radiação de “corpo negro...O universo foi um dia pelo menos centenas de milhares de
graus mais quente que é hoje. Somente nessas condições extremas poderia a radiação no universo
assumir a forma de radiação de corpo negro com tamanha precisão...(confirmação feita pelo satélite
COBE – Cosmic Background Explorer – da NASA em 1989)”. (v. Pág. 24).
“...Estas observações (feitas pelos aviões U2) detectaram uma radiação sistemática na
intensidade da radiação em torno do céu, já prevista se a radiação tivesse se originado no passado
distante. Se a radiação é como um mar expandindo uniformemente, emergindo dos estágios iniciais
do universo, então nos estamos nos movendo através dele. O conjunto de movimentos da Terra em
torno do Sol, o movimento do Sol em torno da Via Láctea, o movimento da Via Láctea, entre suas
vizinhas, e daí por diante, significa que estamos atravessando este mar em alguma direção...As
observações revelaram um “co-seno” perfeito, como se previra.
Subsequentemente, outras experiências confirmaram a descoberta do “GRANDE CO-SENO
DO CÉU”, como ele se tornou conhecido. Nós e o aglomerado local de galáxias em que residimos
nos movemos em relação ao mar de micro-ondas cósmico. A radiação, portanto, não pode ter
surgido assim tão localmente porque então teria participado do nosso movimento e não teríamos
visto a variação senoidal na sua intensidade e temperatura.” (v. Pág. 25 à 27).
15- Ao serem examinadas todas essas medidas da intensidade da radiação que nos chegam
de diferentes direções do céu foi-se descoberto que a expansão do universo é ISOTRÓPICA – O
universo se expande no mesmo ritmo em todas as direções e com alta precisão.

16- Por quê ?