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DIVISÃO DE NÍVEIS DE NATAÇÃO: TOUCA VERMELHA 1 – ESTIMULAÇÃO AQUÁTICA (3 a 5 Anos): É

DIVISÃO DE NÍVEIS DE NATAÇÃO:

TOUCA VERMELHA 1 – ESTIMULAÇÃO AQUÁTICA (3 a 5 Anos):

É a fase em que a criança irá explorar o meio aquático, permitindo um maior domínio corporal. Iremos através de atividades lúdicas e brinquedos cantados desenvolver seu domínio psicomotor. Este processo irá promover uma aprendizagem dos fundamentos necessários a sua adaptação ao meio líquido como: descontração facial, respiração, visão subaquática, propulsão de braços e pernas e flutuação. Nesta fase o objetivo principal é a segurança.

Ambientação ao professor e ao meio líquido;

Estimular a descontração facial e corporal no meio líquido;

Estimular a inspiração e expiração pela boca;

Educativos para imersão com e sem auxílio;

Flutuação em decúbito ventral e dorsal com e sem auxílio;

Deslizes em decúbito ventral e dorsal;

Mudanças de flutuação (ventral dorsal e tartaruga);

Deslocamentos na superfície com movimentos de pernas, em decúbito ventral e dorsal, com ajuda do professor (vivenciar a pernada de crawl, costas e cachorrinho);

Deslocamentos na superfície na vertical com movimentos braço (crawlzinho, roda gigante (costas), borboletinha, floresta, cachorrinho, cavoca, empurrando) e movimentos de pernas (chute, bicicleta ); ...

Deslocamentos submerso com e sem auxílio;

Apanhar objetos a meia profundidade com e sem auxílio;

Apanhar objetos no fundo com e sem auxílio;

Se adaptar a diferentes profundidades;

Vivenciar saltos, giros e mergulhos;

Trabalhar a coordenação motora, lateralidade, noção espacial e ritmo;

Noção de auto-salvamento (cair na piscina e flutuar / cair na piscina e deslocar-se até a escada / cair na piscina e deslocar-se até a escada);

TOUCA VERMELHA 2 – ADAPTAÇÃO ( a partir dos 5 anos ):

A criança irá vivenciar atividades que propiciem sua adaptação ao meio líquido, flutuação, domínio respiratório, propulsão de pernas e braços, imersões e saltos. O objetivo desta fase é a adaptação ao meio líquido de forma mais independente, apresentação das atividades natatórias, desenvolvimento psicomotor e desenvolvimento do gosto pela atividade. Serão trabalhados o nado crawl e costas de forma mais específica.

Ambientação ao meio líquido e ao professor;

Estimular a inspiração pela boca e expiração pela boca / pelo nariz / pela boca e pelo nariz;

Imersões com e sem auxílio;

Flutuações de diferentes formas com e sem auxílio;

Executar troca de decúbitos;

Apanhar objetos a meia profundidade e no fundo da piscina;

Deslocamentos submersos com e sem auxílio;

Iniciar a pernada de crawl e costas;

Iniciar a braçada de crawl, costas e peito;

Vivenciar a maior quantidade possível de movimentos e ritmos;

Nadar cachorrinho, crawl e costas rudimentar;

Executar a respiração frontal com ritmos variados;

TOUCA AMARELA 1 – INICIAÇÃO 1

Nesta fase o aluno já está adaptado e irá começar a aprender os movimentos de forma mais coordenada, a criança deverá estar com suas funções psicomotoras desenvolvidas. As atividades serão facilitadas, aliando atividades lúdicas e aprendizado da técnica dos nados crawl e costas com saídas e viradas. Serão apresentados também os movimentos dos demais nados (peito e borboleta).

Educativos para a pernada de crawl e pernada lateral;

Educativos para a braçada de crawl;

Educativos para a respiração lateral e coordenação da respiração com braçada de crawl;

Educativos para a respiração 3x1;

Execução do crawl 3x1;

Educativos para a pernada de costas e rotação de tronco;

Educativos para braçada de costas;

Educativos para a coordenação da pernada com braçada de costas, com rotação de tronco;

Execução do costas completo;

Educativos para a respiração frontal com braçada de peito;

Iniciação da pernada de peito;

Execução do peito rudimentar;

Execução do peito 3x1;

TOUCA AMARELA 2 – INICIAÇÃO 2

O aluno irá aperfeiçoar o nado crawl e costas, aprender o nado peito completo e vivenciar o nado borboleta. (levando em conta o nível de desenvolvimento motor e cognitivo do aluno).

Executar o crawl 3x1, 5x1 e aproximação;

Executar o costas com rotação de tronco e fase aérea correta;

Educativos para a braçada e pernada de peito;

Executar o peito 3x1, 2x1 e completo;

Iniciar a ondulação e a braçada de borboleta;

Executar o borboleta rudimentar;

Iniciar as saídas e viradas dos nados;

TOUCA AZUL 1 – APRENDIZADO 1 :

Nesta etapa o aluno aperfeiçoa o nado peito, com sua saída, virada e filipina. Além disso, o aluno iniciará o nado borboleta.

Executar o nado crawl 2x1, 3x1, 4x1, 5x1, bloqueado e aproximação (observando as varreduras com deslize e fase aérea correta (saída – ondulação – nado – virada);

Executar o nado costas com rotação de tronco, fase aérea e devida puxada com deslize (saída – ondulação – nado – virada);

Executar o nado peito completo com filipina e deslize (saída – filipina – nado – virada):

Executar o nado borboleta 3x1, 2x1, completo e aproximação;

Nado submerso;

Costas braçada dupla;

TOUCA AZUL 2 – APRENDIZADO 2 :

O aluno já domina os nados crawl, costas, peito e irá aperfeiçoar o nado borboleta com sua saída e virada.

Aperfeiçoar todos os quatro nados;

Aperfeiçoar todas as saídas e viradas;

Aperfeiçoar o nado medley;

Iniciar a pernada de reboque e noções de salvamento;

Iniciar fase teórica dos nados, provas e pesquisas;

Iniciar testes de forma mais séria;

TOUCA PRETA – APERFEIÇOAMENTO:

O aluno já está dominando os quatro nados. Nesta fase objetiva-se o aprimoramento da técnica e melhora da performance, trabalhando a melhora da velocidade e da resistência. Serão realizados testes para acompanhar a melhora do desempenho do aluno.

Aperfeiçoar todos os nados, suas saídas e viradas;

Aperfeiçoamento do nado submerso;

Aperfeiçoamento do nado medley com saídas e viradas;

Aperfeiçoamento do crawl de aproximação e movimentos de transporte e salvamento;

Execução do eag beater;

Execução correta dos palmateios;

Treinamento e testes específicos;

Aumento da flexibilidade, da força, da velocidade, da resistência;

Observação de recordes;

NADAR – ato psicomotor que objetiva vertical, parcialmente ou totalmente imerso. a locomoção no meio líquido

NADAR

– ato psicomotor que objetiva

vertical, parcialmente ou totalmente imerso.

a locomoção no

meio líquido na horizontal

ou

O PROFESSOR – é o centro do interesse, você deve ser entusiasta, interessado, ativo e atencioso. Conseguindo a confiança e a simpatia de todos. O professor deve ser motivador e líder para influenciar as pessoas a determinada tarefa.

HABILIDADES MOTORAS AQUÁTICAS BÁSICAS:

No domínio da aprendizagem e do desenvolvimento motor, as habilidades motoras são pré- requesitos para a aquisição posterior de habilidades mais complexas e mais específicas como são as desportivas.

NADAR – ato psicomotor que objetiva vertical, parcialmente ou totalmente imerso. a locomoção no meio líquido

+ de 7 anos 2 – 7 anos 1 - 2 anos 0 – 1 ano

movimentos esportivos movimentos fundamentais movimentos rudimentares movimentos reflexos

Modelo de desenvolvimento das habilidades motoras ( GALIAHVE 1982 )

A aquisição de habilidades motoras mais complexas e específicas depende da prévia aquisição, apropriação e domínio de habilidades mais simples.

NADAR – ato psicomotor que objetiva vertical, parcialmente ou totalmente imerso. a locomoção no meio líquido

Especialização técnica Aperfeiçoamento técnico Técnicas do nado rudimentar Habilidades aquáticas básicas Movimentos reflexos natatórios

Adaptação do modelo de desenvolvimento das habilidades motoras

HABILIDADES MOTORAS BÁSICAS:

EQUILÍBRIO: está intimamente ligado com o domínio da propulsão (MOTA, 1990). Equilíbrio entre forças de impulsão hidrostática e gravidade. A flutuação é a expressão mecânica entre a densidades de um corpo e a densidades do líquido onde o corpo se encontra. Também deve-se trabalhar as rotações que servem para alterações momentâneas do equilíbrio adquirido. As rotações poderão ser efetuadas sobre diferentes eixos (interno/externo) e sobre diversos planos (sagital/frontal/transverso).

PROPULSÃO: “Comparação das alterações de comportamento no meio terrestre e no meio aquático, em termos de propulsão (MOTA, 1990)”.

MEIO TERRESTRE

 

MEIO AQUÁTICO

     

Dominantemente equilibradores Dominantemente propulsivos

Membros superiores Membros inferiores

Dominantemente propulsivo Dominantemente equilibradores

RESPIRAÇÃO: devido a necessidade de imersão da face, o trabalho de aperfeiçoamento da respiração pressupõe a criação de um automatismo respiratório necessariamente diferente do automatismo inato (MOTA, 1990).

Comparação das principais características do mecanismo respiratório no maio terrestre e no meio aquático (MOTA, 1990).

MEIO TERRESTRE

MEIO AQUÁTICO

Dominância nasal

Dominância bocal

Ato reflexo

Ato voluntário

   

Inspiração reflexa Expiração passiva

Inspiração automática Expiração ativa

MANIPULAÇÕES: consistem em manter uma relação de interação entre o indivíduo e um ou vários objetos, permitindo explora-lo (o) e, simultaneamente, explorar todas as suas possibilidades (MORENO e SANMARTIN, 1998). Também podem ser utilizados lançamentos, passes e recepções.

FUNDAMENTOS PARA A ELABORAÇÃO DE PROGRAMAS DE ENSINO DO NADAR PARA CRIANÇAS:

Em relação a curso de natação, essa proliferação se acentua, especialmente pelo reconhecimento do afogamento como uma das principais causas de morte de criança (BACARAT.

et.al.2000).

Em termos da avaliação social, o aprender a nadar tornou-se importante, pois cada tarefa que a criança aprende é percebida pelos pais como um passo a mais em direção à sua plena maturidade (MANOEL, 1995). São 5 questões que devem agir como norteadoras:

  • 1 – QUAL O CONCEITO DE NADAR?

Nadar é entendido como: qualquer ação motora que o indivíduo realiza intencionalmente para propulsionar-se através da água (LANGENDOFER, 1986).

  • 2 – QUAIS AS CARACTERÍSTICAS DE DESENVOLVIMENTO DO NADAR?

Há uma seqüência normal de desenvolvimento motor no meio líquido que pode ser observada em bebês e crianças desde que haja oportunidade para elas interagirem nesse meio (MANOEL, 1995).

  • 3 – QUAL A ESTRUTURA DA HABILIDADE NADAR?

Um programa deve ser desenvolvido com pelo menos 3 fases:

FASE 1 – a criança domina os movimentos fundamentais ao nadar; FASE 2 – deslocamentos mediante combinações variadas de movimentos de pernas e braços; FASE 3 – habilidades específicas da natação;

  • 4 – O ENSINO DO NADAR DEVE SER CONCENTRADO NO CONTEÚDO OU NA CRIANÇA?

Devemos saber equilibrar as duas coisas. Os conteúdos devem ser estabelecidos de acordo com a fase da criança e saber individualizar o trabalho segundo cada criança.

 

MOTOR

 

AFETIVO SOCIAL

movimentos

confiança

fundamentais

autonomia

combinação

de

participação

e

movimentos

relacionamento

movimentos

motivação

culturalmente

segurança

determinados

 
FUNDAMENTOS PARA A ELABORAÇÃO DE PROGRAMAS DE ENSINO DO NADAR PARA CRIANÇAS: Em relação a curso
FUNDAMENTOS PARA A ELABORAÇÃO DE PROGRAMAS DE ENSINO DO NADAR PARA CRIANÇAS: Em relação a curso

COGNITIVO

Percepção movimentos do nadar

dos

Conhecimentos

básicos

de

aspectos

biomecânicos fisiológicos Conhecimento de regras de segurança

e

Apresentamos a seguir uma sugestão de programa de ensino do nadar para crianças, tendo as questões norteadoras e suas implicações consideradas.

PROGRAMA DE ENSINO DO NADAR PARA CRIANÇAS

Objetivos e Conteúdos Específicos

Como as turmas são divididas por nível de habilidade, em uma mesma fase os grupos podem ser caracterizados como iniciais intermediários ou avançados. Portanto, nas diferentes fases, os objetivos e os conteúdos devem ser ajustados às necessidades do grupo de crianças. Os objetivos e os conteúdos relativos aos três domínios do comportamento são apresentados separadamente. Porém devem ser desenvolvidos de forma interdependente. Nesse sentido, ressaltamos que, em todas as aulas, devem ser considerados aspectos dos três domínios do comportamento.

Fase de Movimentos Fundamentais

Nesse início do processo de aprendizagem, visa-se à conquista da autonomia no meio líquido, relacionada, principalmente, ao controle respiratório e ao equilíbrio no meio líquido. Para isso, aspectos como confiança no professor, autoconfiança e relacionamento com o grupo devem ser enfatizados.

1) Aspectos Motores:

a) Adquirir adaptação dos órgãos sensoriais e da respiração, de forma diversificada. b) Controlar as posturas estática e dinâmica nas posições vertical e horizontal, de diferentes formas, com e sem auxílio. c) Realizar deslocamentos e deslizes, com e sem auxílio: variando os movimentos de cabeça, tronco, braços, mãos, pernas e pés, separadamente e em combinação, em diferentes velocidades, direções e posições do corpo, na superfície e submerso. d) Desenvolver entradas e saltos: com apoios variados e sem apoio, a partir de diferentes posições iniciais, com movimentos variados de pernas e braços e giros no eixo longitudinal, na fase aérea, em diferentes locais (borda, baliza, trampolim) e profundidades.

2) Aspectos Afetivo-Sociais:

Em relação às atividades propostas nessa fase, desenvolver: confiança no professor, bom relacionamento com o grupo e professor, confiança para enfrentar os desafios, motivação e envolvimento nas atividades individuais e grupais, iniciativa para resolver problemas, segurança em diferentes profundidades e autonomia.

3) Aspectos Cognitivos:

Em relação às atividades dessa fase, desenvolver: conhecimento das regras básicas de

segurança, percepção corporal dos movimentos, percepção de objetos e sons, quando submerso, e noções de hidrodinâmica.

Fase de Combinação de Movimentos Fundamentais

Nessa fase objetiva-se o aperfeiçoamento dos movimentos fundamentais, enfocados na fase anterior e o desenvolvimento de combinações em nível de complexidade progressivamente maior (TANI et al., 1988). Têm-se como objetivo primordial desde combinações intratarefas, por exemplo, combinar movimentos de equilíbrio estático e dinâmico com controle respiratório em diferentes posições de braços e pernas, para chegar à flutuação, até combinações intertarefas, como realizar salto combinado com deslocamento submerso, passando, em decúbito dorsal, dentro de um arco. O controle dessa e de várias outras formas de combinações, sem que haja quebra de continuidade do movimento, é a essência dessa fase. Para que esse objetivo seja alcançado, deve-se enfatizar a percepção corporal, sua verbalização, a relação com o grupo e a iniciativa para resolver problemas.

1) Aspectos Motores:

  • a) Flutuar com diferenciação de controle em relação à submersão, em diferentes posições,

modificando o decúbito nos dois eixos do corpo.

  • b) Controlar a respiração: nos deslocamentos, com ritmo respiratório, no mergulho em

profundidade e em maiores distâncias, submerso.

  • c) Deslocar-se: a partir de movimentos de braços e mãos, e de pernas e pés (de diferentes

formas, amplitudes e velocidades, em combinação com a respiração), em diferentes posições, submerso e na superfície, em diferentes profundidades, combinações e sincronizações de braços, pernas e respiração.

  • d) Deslizar: partindo das posições horizontal e vertical, em diferentes posições do corpo,

velocidades e direções, na superfície e submerso.

  • e) Realizar a imersão: com controle de apnéia e expiração, em diferentes posições, em

parada de mãos e cambalhotas, com gradativo aumento de profundidade de imersão, combinando com salto de cabeça.

  • f) Executar saltos verticais (de formas e locais variados) e de cabeça (da borda,

combinados com corrida, deslizes e propulsão), em diferentes profundidades.

2) Aspectos Afetivo-Sociais:

Desenvolver, em relação às atividades propostas nesta fase: bom relacionamento com o grupo e professor, confiança para enfrentar os desafios, motivação e envolvimento nas atividades individuais e grupais, iniciativa para resolver problemas, segurança, em diferentes profundidades, e autonomia.

3) Aspectos Cognitivos:

Em relação às atividades dessa fase, desenvolver: conhecimento das regras de segurança, percepção corporal dos movimentos, com verbalização e conhecimentos de hidrodinâmica e fisiológicos.

Fase de Movimentos Culturalmente Determinados

O objetivo nessa fase é o desenvolvimento de combinações mais complexas e específicas. Aqui, como nas demais fases, a prática deve ser um tipo particular de repetição sem repetição, em outras palavras, a prática consiste em repetir o processo de solução dos problemas motores, e não os meios para solucioná-los, e, se esta posição for ignorada, se tornará meramente mecânica (TANI, 1995).

1) Aspectos Motores:

  • a) Propulsionar-se de acordo com cada estilo, e realizar as respectivas saídas e viradas,

atendendo aos critérios técnicos.

  • b) Saltar em crescentes distâncias, de formas variadas, de diferentes locais.

  • c) Mergulhar em crescentes profundidades, combinando com saltos de cabeça, de

diferentes locais.

  • d) Realizar em relação ao nado sincronizado: posturas simples, deslocamentos

sincronizados, formação de figuras em grupo.

  • e) Efetuar, no âmbito do pólo aquático: deslocamentos com bola em diferentes situações,

passes, recepções e lançamentos a gol, diferentes combinações de deslocamentos e manipulação

da bola, em situação de jogo.

2) Aspectos Afetivo-Sociais:

Desenvolver, em relação às atividades desta fase, confiança para enfrentar os desafios, iniciativa para resolver problemas, motivação e envolvimento nas atividades, autonomia, bom relacionamento com o grupo e professor, capacidade de jogar de acordo com as regras.

3) Aspectos Cognitivos:

Em relação às atividades desta fase, desenvolver percepção, com verbalização, dos movimentos: dos quatro estilos, de saídas e viradas de cada estilo, do mergulho, relativos ao jogo de pólo aquático, do nado sincronizado, de saltos, conhecimento das regras de segurança, conhecimentos de hidrodinâmica e de aspectos fisiológicos, compreensão das regras do jogo de pólo, capacidade para considerar o ponto de vista do outro.

DESENVOLVIMENTO DO COMPORTAMENTO MOTOR AQUÁTICO:

IMPLICAÇÕES PARA A PEDAGOGIA NA NATAÇÃO:

A progressão de comportamentos simples para os complexos, durante o decorrer da vida depende de como a experiência do indivíduo vai sendo construída. O desenvolvimento depende de como a interação do indivíduo se estabelece com os contextos físicos e sociais. Mc Graw descreveu o comportamento de locomoção aquática considerando 3 elementos:

  • 1 – Movimentação de braços e pernas

  • 2 – Controle postural

  • 3 – controle respiratório

O reflexo de nadar consiste em flexões e extensões alternadas de membros inferiores e superiores, coordenadas com a flexão e extensão lateral do tronco.

DESENVOLVIMENTO MOTOR AQUÁTICO:

  • - Amento da distância percorrida durante o nado;

  • - Melhoria da capacidade de propulsão com braços;

  • - Pernada do nado crawl mais evoluída;

  • - Melhora na capacidade de se manter na horizontal;

  • - Melhora na capacidade de manter a cabeça no nível da água;

    • 5 NÍVEIS DE DESENVOLVIMENTO DA LOCOMOÇÃO AQUÁTICA (Langendorfer & Bruya):

    • 1 – Sem comportamento de locomoção; 2- “cachorrinho”;

    • 3 – Nado humano inicial;

    • 4 – Crawl rudimentar;

    • 5 – Crawl avançado ou outra forma de deslocamento avançado;

A habilidade de nadar é adquirida a partir de um processo de domínio da estabilidade corporal. Integração de habilidades motoras, envolvendo controle respiratório, flutuação, pernadas e braçadas e movimentos de cabeça.

DESENVOLVIMENTO DO COMPORTAMENTO MOTOR AQUÁTICO: IMPLICAÇÕES PARA A PEDAGOGIA NA NATAÇÃO: A progressão de comportamentos simples
DESENVOLVIMENTO DO COMPORTAMENTO MOTOR AQUÁTICO: IMPLICAÇÕES PARA A PEDAGOGIA NA NATAÇÃO: A progressão de comportamentos simples

7. Competência Aquática

6. Nados Especializados

5. Crawl Rudimentar

4. Nado Humano Elementar

3. Cachorrinho 2. Controle Postural voluntário 1. Reflexo de nadar

Modelo de desenvolvimento do comportamento motor aquático.

IMPLICAÇÕES PARA A PEDAGOGIA DA NATAÇÃO:

A insistência na utilização de bóias, cinturões, plataformas e tudo mais que facilite a mecânica do nado e auxilie na flutuação não se baseia em nenhum estudo sobre o controle postural humano no meio líquido. Esses aparatos podem também prejudicar ou atrasar a aquisição da estabilidade postural e dinâmica. As aulas de natação tem se restringido em sua maioria ao ensino dos nados formais. A abordagem desportiva é de eliminar os erros de execução dos movimentos padrões. As habilidades básicas envolvidas na locomoção aquática resultam da diversificação motora pela qual o nadar passa durante a infância. Seria interessante que, no ensino da natação, as tarefas motoras fossem estruturadas com base nesses padrões. A diversificação dessas habilidades seria uma condição para aquisição do nadar nos estilos formais. Se o desenvolvimento de habilidades básicas não é privilegiado nesse momento, é provável que a criança enfrente sérias dificuldades para combinar habilidades de forma mais eficiente e, como conseqüência de habilidades mais complexas será prejudicada. O aumento da diversificação motora contribui para a ampliação do repertório motor.

TRES VARIÁVEIS CONSIDERADAS NO APRENDIZADO DO NADO CRAWL EM DIFERENTES FAIXAS ETÁRIAS:

O nadar aprendido pelo modelo orientado somente pelos quatro nados resultaria num aprendizado pobre devido a baixa competência aquática que este tipo de prática propicia. Com base nos conhecimentos sobre o desenvolvimento motor aquático e sobre a análise da tarefa nadar, podem-se levantar duas implicações iniciais para a pedagogia da natação.

  • 1 – A sequência de desenvolvimento motor deve seguir uma ordem: Adaptação ao Meio

Líquido onde se deve trabalhar a estabilidade postural, o Domínio de Movimentos Corporais e o

Desenvolvimento de outras habilidades necessárias a locomoção aquática.

  • 2 – A natação deve ser enfocada como um processo de solução de problemas motores.

Deve-se optar por um estilo de ensino que permita a criança descobrir os movimentos mais

apropriados para a postura e locomoção.

Como ocorre a integração hierárquica, isto é, o domínio de uma habilidade simples serve de base para a aquisição de uma habilidade mais complexa.

A diversificação do comportamento motor aquático favorece a aquisição dos estilos formais de natação competitiva além de ampliar as competências aquáticas.

MÉTODOS DE APRENDIZAGEM EM NATAÇÃO

Durante muitos anos, os professores de natação, aplicaram seus métodos de aprendizagem baseados na intuição, trazendo exercícios dos treinamentos e aperfeiçoamentos para o aprendizado. Não poderia ser diferente, pois o que havia na época eram experiências de treinadores e não professores. Essa era de idealismo e empirismo foi ótima para um inicio de aprendizagem da natação, mas não o é para o momento em que vivemos. O professor responsável pela área de aprendizagem na natação deve ler muito e estar em contato com as teorias do desenvolvimento maturacional das crianças e dos indivíduos. Assim como estar em contato com uma metodologia dinâmica e atual. A nossa proposta, na presente palestra, é trazer a vocês, professores, alguns métodos de aprendizagem, como auxilio na nossa didática diária.

PIAGET:

A criança pequena esta orientada para o triunfo. Os atos que dão certo são preservados; os que fracassam, desaparecem. É por volta de dois ou três anos de idade que a criança começa a buscar a verdade. Compreender e não somente, explorar.

Estágio 01:

PERÍODO SENSO-MOTOR: nascimento aos dois anos. A criança adquire habilidades e adaptações do tipo comportamental. Exemplo: Natação a utilização de brinquedos-imitação de bichos, animais, fantasias. A criança nessa idade já tem certa noção de tempo. Acostumando-se à duração do mergulho, ela começará a espernear, se o tempo ultrapassar.

1954 - Piaget -Brinquedos, sonhos e imaginação.

Estágio 02:

PERÍODO PRÉ-OPERACIONAL: Dos 2 aos 7 anos. Período de transição - Aquisição de novos agrupamentos para o mais elevado que é o operacional. Oferecem maior dificuldade à compreensão - comportamento sensato e lógico nas situações de brinquedos livres. Exemplos: Natação: propulsão das pernas, coordenadas com propulsão dos braços, coordenação braço-pernas-respiração, Atividades recreativas.

Estágio 03:

Workshop Aprendizagem em Natação, São Luís, 14 a 16 de Novembro 1997, promoção Escola de Natação Golfinho. OPERAÇÕES CONCRETAS - 7 aos 12 anos. Concepção rudimentar de tempo, espaço, número e lógica. Natação: Estilos completos, Golfinho, Saídas e viradas, Ritmo de prova.

Estágio 04:

OPERAÇÕES FORMAIS - a partir dos 11 anos. Natação - Treinamento - competição - aperfeiçoamento. "Quando vejo uma criança, ela me inspira dois sentimentos: - ternura pelo que ela é; - respeito pelo que pode ser".

Piaget “Ao ensinar crianças, treine-as através dos jogos e você será capaz de ver mais nitidamente a inclinação de cada uma”.

Platão

PAVLOV: 1849 a 1936 - APRENDIZAGEM COMO RESPOSTA CONDICIONADA:

Psicólogos americanos desenvolveram a Teoria de Pavlov E. R. Guthrie. Associação de estímulos e respostas. Exemplo: Natação: 1ª Infância. Aulas para faixa etária até 12 meses. Através do estimulo musical, podemos condicionar a criança, que naquele determinado momento ela afundará a cabeça (ou a cabeça será afundada). Livro: Natação para o meu neném, pag. 39:

"Irrite a criança um pouquinho e retire-a do fundo somente quando ela intensifica sua atividade. Ela descobrirá a relação entre espernear e ser retirada do fundo, e logo tentará acelerar esta retirada, iniciando mais cedo os movimentos. Espernear tomou caráter de sinal, isto é, a criança associa determinada conduta, a determinada expectativa".

THORNDIKE - APRENDIZAGEM ATRAVÉS DO ERRO E ACERTO:

A motivação é a condição fundamental. Determinados comportamentos são elogiados ou recompensados outros não. Aprendizagem reforçando o êxito. Além de Thorndike, outros teóricos desenvolveram os processos de aprendizagem através do reforço positivo e negativo. Exemplo: Natação: Quando propomos um exercício de flutuação para o aluno, caso consiga, inicia-se a propulsão de perna, não conseguindo, repetimos o exercício ou veríamos o posicionamento de braços, do corpo, solicitamos uma melhor respiração e bloqueio de ar nos pulmões. Quando insistimos no mesmo exercício podemos fazer com que ocorra frustração. Neste método, quanto maior o número de exercícios variados, melhor.

APRENDIZAGEM POR APROXIMAÇÕES SUCESSIVAS

Princípio básico: cadeia de elos. Condição de passar para outra fase é realizar bem a anterior. Exemplo: Natação:

Objetivos: saltar, movimentar-se por baixo da água, emergir e segurar na borda. (0 a 24 meses).

Elos:

1.

Ser afundado, ser retirado do fundo.

2.

Ser afundado - espernear-se - ser retirado do fundo.

3.

Ser afundado - espernear - perceber nossas mãos, agarrá-las - ser retirado do fundo.

4.

Ser afundado - espernear - perceber nossas mãos -agarrá-las - ser puxado por nossas

mãos.

5.

Saltar - mergulhar - movimentar-se por baixo da água - emergir e segurar na borda da

piscina.

Objetivos: Aprendizagem dos estilos crawl, costas, peito e golfinho.

1.

Adaptação ao meio líquido e ambiente;

2.

Respiração geral;

3.

Flutuação ventral-dorsal-vertical;

4.

Propulsão das pernas;

5.

Propulsão dos Braços;

6.

Coordenação dos braços e das pernas;

7.

Respiração específica;

8.

Coordenação braço-perna-respiração (NADO COMPLETO).

PROCESSOS DA APRENDIZAGEM NA NATAÇÃO:

FASES:

  • 1. ADAPTAÇÃO AO MEIO LIQUIDO

    • - Técnica: - espera-se: caminhar, rosto na água, abrir os olhos, prazer.

    • - Estratégias: jogos, brincadeiras, toque do professor, confiança.

    • - Psicológica:

Tensão: contato com a água.

Adaptação: conhecer o ambiente novo.

  • 2. RESPIRAÇÃO GERAL

    • - Objetivos: controlar a inspiração e expiração

    • - Técnicas: nariz - boca - abrir os olhos - noções de espaço.

    • - Estratégias: afundar a cabeça

    • - Psicológica: tensão - água no rosto - fobias.

  • - Técnica: bloqueio da respiração - retenção do ar nos pulmões - olhos voltados para baixo.

  • - Estratégias: imitar uma bóia - inflar os pulmões – relaxamento (adulto), auxílio do professor.

  • - Psicológicas: tensão - perder o contato com o fundo da piscina. Conquista - o espaço aquático - aspectos hedônicos (prazer).

DESENVOLVIMENTO DOS EXERCÍCIOS NA NATAÇÃO NAS DIFERENTES FAIXAS ETÁRIAS

  • 0 à 3anos:

Espera-se que os alunos nesta faixa etária, desenvolvam adaptação ao meio líquido - bloqueio da respiração -movimentos de pernas - saltos - imersão - descolamentos.

  • 3 à 4anos:

Espera-se que os alunos nesta faixa etária, desenvolvam a adaptação ao meio liquido, respiração geral, flutuação ventral e dorsal, propulsão das pernas, braçada do estilo crawl e

costas, mergulho elementar. Desenvolver o gosto pela atividade na água. As aulas deverão ocorrer num clima de muita motivação, atividades lúdicas e recreativas.

  • 4 a 6 anos:

Espera-se desenvolver nos alunos desta faixa etária a continuidade das atividades anteriores, ou início para os alunos que iniciam nesta faixa etária. Propulsão das pernas, braços, respiração específica para o estilo peito, além da continuidade dos estilos crawl e costas, mergulho elementar. Podemos também ministrar exercícios de pernada de golfinho nesta fase.

  • 6 a 8 anos:

Espera-se nesta faixa etária que os alunos desenvolvam a continuidade das atividades anteriores ou do início para os alunos que iniciam a partir desta faixa etária. Mergulho elementar, aprendizagem do estilo golfinho, viradas simples, aperfeiçoamento dos estilos, detalhes técnicos - introdução a competição.

  • - 1ª Fase: Tomada de tempo individual sem comparar alunos com alunos.

  • - 2ª Fase: Tomada de tempo comparando alunos da mesma turma.

  • - 3ª Fase: Festival interno do clube ou da escola - todos ganham prêmios.

  • - 4ª Fase: Competição ou festival com uma ou mais escolas do mesmo nível.

    • 8 a 12 anos:

Espera-se desenvolver nos alunos desta faixa etária a continuidade das atividades anteriores, dando maior ênfase a detalhes técnicos, iniciação e continuidade competitiva, ou o gosto pela natação, principalmente, para os que não gostam de competir.

12 à 18anos:

Espera-se nesta faixa etária o desenvolvimento do aprimoramento técnico e principalmente do condicionamento aeróbico dos alunos. Alguns alunos optarão por competição de natação, outros esportes ligados à natação como: biathlon, triathlon, surf, etc. Aprendizagem dos 4 estilos, viradas, mergulho elementar, saídas, noções de freqüência cardíaca, acompanhar tempos de séries.

CARACTERÍSTICAS DO PROCESSO METODOLÓGICO EM NATAÇÃO:

Hoje em dia procuramos encontrar o caminho mais adequado, simples, compreensivo, didático e até as vezes divertido dos passos metodológicos de um estilo, as saídas, as viradas nas técnicas a aprender. Estaremos tentando encontrar os caminhos mais práticos e acessíveis para que o aluno não encontre na aprendizagem da natação uma atividade dura e desmotivante. Esta aprendizagem técnica deverá ter componentes com características lúdicas, de eficiência do nado e por sobretudo um alto conteúdo estético.

METODOLOGIA:

  • 1 – Aprendizagem

  • 2 – Fixação

  • 3 – Aperfeiçoamento Técnico

  • 4 – Corretivos

  • 1 – APRENDIZAGEM:

Esta é a primeira fase do processo metodológico.

EXERCÍCIOS DE APRENDIZAGEM

Processos Didáticos Exercícios Simplificados Não Pular Etapas Fundamentais

CARACTERÍSTICAS DO PROCESSO METODOLÓGICO EM NATAÇÃO: Hoje em dia procuramos encontrar o caminho mais adequado, simples,

Poucas Repetições para Fixar a Técnica

Muita Variedade de Exercícios

Técnica Correta

GRAU DE COMPLEXIDADE DOS EXERCÍCIOS:

(PROGRESSÃO PEDAGÓGICA / DO MAIS FÁCIL PARA O MAIS DIFÍCIL)

PROCESSO DIDÁTICO:

1º. Fora d’água; 2º. Dentro d’água com apoio fixo; 3º. Dentro d’água com apoio móvel; 4º. O conteúdo completo.

1º. Fora d’água:

a grande

vantagem

é

que nesta

fase

o

aluno pode

visualizar

o

movimento que está realizando.

Ex.

Pernada de crawl

– realizar o movimento sentado

na borda, observando

todo

o

movimento: coxas, joelhos e pés.

2º. Dentro d’água com apoio fixo: a idéia desta fase é que o aluno possa se concentrar no exercício que estará executando, sem lhe acrescentar grandes dificuldades. Ex. Segurando a borda com as duas mãos, realizar a pernada de crawl em decúbito dorsal observando o movimento das pernas e após em decúbito ventral.

3º. Dentro d’água com apoio móvel: a medida que o aluno vai dominando o processo iremos aumentando o grau de dificuldade. Objetivando assim conseguir deslocamentos.

O apoio móvel poderá ser o professor, um colega ou um material disponível. Ex. Realizar a pernada de crawl com apoio na prancha.

4º. O conteúdo completo: o aluno já domina grande parte do conteúdo, podendo realizá- lo de forma independente. Ex. Realizar a pernada de crawl com os braços estendidos a frente (foguetinho), com respiração frontal.

EXERCÍCIOS SIMPLIFICADOS:

Devemos seguir os princípios pedagógicos, do mais fácil para o mais difícil, do mais simples para o mais complexo, do conhecido para o desconhecido. Sendo assim, sempre devemos iniciar por exercícios mais simples e a medida que o aluno for assimilando o conteúdo, somar-lhe dificuldades novas.

NÃO PULAR ETAPAS FUNDAMENTAIS:

Caso as etapas não sejam respeitadas, pode acontecer dos conteúdos não serem assimilados. Então ainda que o gesto motor pareça ter sido aprendido, não terão sido oferecidas as condições para um domínio total do movimento. Deve-se ter toda a paciência necessária a fim de que o aluno adquira todas as vivências que lhe permitam não só realizar o gesto, mas também entende-lo. Todas as atividades que enriqueçam o acervo motor favorecerão o domínio acabado do movimento.

POUCAS REPETIÇÕES PARA FIXAR A TÉCNICA:

Quando se está aprendendo um novo movimento, sua realização deve ser feita de maneira consciente, ou seja, com o máximo de concentração possível. Em vista disso, faz-se necessário a realização de poucas repetições a fim que o aluno foque sua atenção em todas as repetições. A concentração das crianças não dura muito tempo principalmente nas idades menores e nos meninos. Deve-se fazer várias sedies de exercícios mas com poucas repetições cada.

MOVIMENTOS TECNICAMENTE CORRETOS NÃO DEVEM DAR LUGAR A FALHA

É importantíssimo que o professor conheça as características técnicas dos movimentos que ensina, ainda que nesta etapa só consiga movimentos globais. Só se poderão ensinar gestos simples corretamente se tiver em vista o objetivo final. Um gesto deverá ter toda a simplicidade necessária para que o aluno compreenda, mas toda a riqueza que lhe faça falta para o objetivo final. O movimento não deve induzir a um gesto incorreto, pois são conhecidas as dificuldades para corrigir movimentos mal aprendidos. É mais fácil ensinar um movimento novo que corrigir um errôneo.

FASE DE FIXAÇÃO:

É a segunda etapa dentro do processo total de aprendizagem. Os gestos técnicos estão aprendidos globalmente bem, com ritmo, fluidez, harmonia, características cinemáticas, ângulos, velocidades, trajetórias, acelerações, impulsos, etc. Não existem erros grosseiros na execução do movimento, ainda que os detalhes de coordenação fina ainda não estejam adquiridos. Os exercícios de fixação, têm características que os diferenciam dos outros:

CORRESPONDEM A TÉCNICA: seu ponto de partida é o movimento ideal, mas em vez de decompor o movimento, se tratará de envolver a maior quantidade de segmentos corporais ao realizar o exercício. Estes exercícios não devem ser realizados se o aluno não deve possuir o gesto global. Assim não haverá necessidade de altos níveis de concentração e o gesto começará a ser automatizado.

CONDIÇÕES NORMAIS DE EXECUÇÃO: os exercícios devem ser realizados simulando o gesto normal, e ao unir vários seguimentos estaremos treinando o nado como um todo. Pode-se utilizar elementos como: pranchas, pool boy, bóias, mas já não como facilitadores e sim para realizar o movimento acentuando a execução de alguma parte do mesmo.

MUITAS REPETIÇÕES OU EM DISTÂNCIAS LONGAS: como nesta fase o gesto já está aprendido globalmente de forma correta, será aumentada a distância de execução, para automatizar o movimento. O movimento deve ser executado de forma cíclica e assimilando o movimento correto através da realização de exercícios em repetidas sequências ou numa distância mais longa.

  • - São estes os exercícios que muitas vezes são propostos pelo professor prematuramente em fases anteriores, levando o aluno a uma execução errônea do movimento que depois custará muito trabalho para superar.

  • - Se trabalharmos com muita distância um gesto que ainda não está assimilado, a fadiga ou a distração trará como conseqüência a execução do gesto errado e com isso a assimilação de erros.

RESPONDEM A TÉCNICA

EM CONDIÇÕES NORMAIS

SIMPLES

EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO
EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO
É a segunda etapa dentro do processo total de aprendizagem. Os gestos técnicos estão aprendidos globalmente

MUITAS REPETIÇÕES OU GRANDES QUANTIDADES

DINÃMICAS

FASE DE APERFEIÇOAMENTO TÉCNICO:

É principalmente orientada a natação desportiva, com uma alta eficiência nas propulsões. O nadador é capaz de resolver situações que estão fora do normal, deve criar soluções onde a técnica normal só encontra dificuldades. Os exercícios de aperfeiçoamento devem realizar-se quando o nadador tem um domínio total dos gestos dos nados. Esses exercícios provocam inconvenientes no nado normal, que devem ser reparados pelos atletas, aplicando ao máximo todas as suas experiências prévias, sensações, recursos, etc.

  • - Recordemos que os exercícios de APRENDIZAGEM se fazem em condições facilitadas, os de FIXAÇÃO em condições normais e os de APERFEIÇOAMENTO TÉCNICO tem em sua execução elementos que exijam ao nadador o máximo de suas possibilidades de coordenação da técnica. Esses exercícios apontam a coordenação final do movimento: aqui nos interessa os aspectos menores da técnica, desde um ângulo de aplicação de força, algumas características cinemáticas como a trajetória (algo mais ampla ou mais estreita), algumas características dinâmicas como as sequências espaço temporal.

EXERCICIOS PARA O DESENVOLVIMENTO DA COORDENAÇÃO; EXERCÍCIOS PARA O DESENVOLVIMENTO DO SENTODO DA ÁGUA; EXERCÍCIO PARA A DIMINUIÇÃO DA RESISTÊNCIA.

Dentro destes exercícios podemos dividi-los em 4 grupos:

A- EXERCÍCIOS DE COMBINAÇÃO:

São aqueles que combinam um tio de exercício de braços com um movimento de pernas correspondente a outro nado. Ex. Braçada de peito com pernada de crawl.

B- EXERCÍCIOS DE CONTRASTE:

São aqueles que procuram uma maior sensibilidade na água por meio de indicações que potencializem ou diminuam exageradamente as possibilidades de propulsão. Ex. Nadar crawl com os punhos fechados e depois com as mãos em posição normal.

C- EXERCÍCIOS DE SENSIBILIDADE:

São aqueles nos quais se realizam os movimentos helicoidais (em forma de hélice, servem para melhorar as varreduras e os ângulos de ataque). Ex: Realizar exercícios em diferentes posições e de diferentes formas: posições ventral, dorsal, vertical, com diferentes posições de membros.

D- EXERCÍCIOS DE DESCOORDENAÇÃO:

São aqueles nos quais as indicações apontam para uma confusão motora e mental na realização do gesto. Ex. Realizar a pernada de crawl com braçada inversa de crawl.

E- EXERCÍCIOS EM CONDIÇÕES DE FADIGA:

Neste grupo podemos citar todos os exercícios que dificultam a técnica, mas realizados depois de alguns trabalhos que ocasionam fadiga, tanto muscular como nervosa. Ex. Realizar flexões de braço fora d’água e depois trabalho de braçada de crawl.

ADAPTAÇÃO AO MEIO LÍQUIDO:

LER APOSTILAS 2 E 3.

ADAPTAÇÃO DE CRIANÇAS AO MEIO AQUÁTICO E O ENSINO DA NATAÇÃO PERANTE SUAS VARIÁVEIS:

O professor é a peça principal no ensino da natação, ele atrai o interesse e atenção dos alunos para explicar e demonstrar o porque de tudo que faz. Através disso deverá conseguir a confiança e o domínio da turma. Deve sempre trabalhar com muito empenho e muito amor, tratar de compreende-los, encontrar soluções e respostas para seus problemas e ser acessível aos alunos e respeita-los.

VANTAGENS DAS ATIVIDADES AQUÁTICAS:

1- ASPECTOS FÍSICOS:

A natação oferece inúmeros resultados positivos para o nosso organismo, pois melhora o funcionamento dos grandes sistemas ou aparelhos. Como sistema circulatório, respiratório, locomotor, excretor, etc. Além disso, a natação não possui restrições do ponto de vista de agressão ao corpo. O praticante terá maior domínio sobre seu corpo, a maioria dos 650 músculos voluntários, articulações, ligamentos, são exercitados na água, pois sua resistência exige um rigoroso trabalho muscular sem agredir as articulações melhora da flexibilidade e maior amplitude articular. A respiração é amplamente trabalhada, visto que, na natação a respiração é voluntária, trabalhando intensamente os músculos respiratórios para vencer a resistência da água. A posição horizontal do corpo na água permite uma boa irrigação periférica e facilita o retorno sanguíneo, melhorando assim a função cardiocirculatória, trabalhando os grandes grupamentos musculares, ativando a circulação e o coração. Permite-nos manter a forma e minimizando o aparecimento de doenças cardiovasculares e tratando as já existentes.

2- ASPECTOS PSÍQUICOS:

Diminui a ansiedade, a tensão e o nível de estresse, aprimorando a autoconfiança e a auto- estima, aumentando a sensação de bem estar e melhorando sua qualidade de vida.

3- ASPECTOS SOCIAIS:

O esporte é um espaço de desenvolvimento social. Ele reproduz valores importantes como fair-play, solidariedade e a justiça. A natação pode ser praticada por jovens atletas, crianças, adultos, idosos, homens, mulheres, deficientes físicos, mentais e devido a suas mínimas restrições pode ser praticada por todo o tipo de pessoa, desde que liberada pelo médico.

4 – ASPECTOS RECREATIVOS:

O homem é lúdico por natureza. As atividades recreativas se baseiam no interesse e no prazer. As atividades recreativas aproximam o homem do convívio social, as regras, quebram barreiras e limites.

5- ASPESTOS PREVENTIVOS e TERAPÊUTICOS:

A natação pode ser utilizada também como prevenção a doenças através do melhor funcionamento orgânico e por não causarem traumatismos. Ou também pode ser utilizada com caráter terapêutico para a melhora de quadros de saúde já existentes. Também se pode considerar a prevenção contra afogamentos como aspecto preventivo.

APRENDIZAGEM DA NATAÇÃO FASES DE DESENVOLVIMENTO

O desenvolvimento na água ocorre conforme sua maturação, com o aprimoramento de seus reflexos e de sua coordenação. Para cada fase de desenvolvimento da criança, existem as respectivas capacidades neuro motoras para a realização de movimentos na água. Durante muito tempo a natação foi realizada de modo mecanicista e detalhista, visando mais o plano técnico que o pedagógico; deixando de lado as relações de reciprocidade, socialidade e psicomotricidade. Com isso os alunos se desinteressavam pela natação por não assimilarem as rápidas informações e pela especificidade dos movimentos que lhes eram passados. A natação deve proporcionar o inter-relacionamento entre o prazer e a técnica, através de procedimentos pedagógicos criativos, podendo ser sob forma de jogos, brincadeiras, desafios, desde que visando sempre o desenvolvimento da criança. Se ensinarmos exercícios que são precoces para a idade, poderemos trazer frustrações e desistências por parte do aluno, pois ele não conseguirá realizar a tarefa solicitada. O primeiro fator, e talvez o mais importante, é que o indivíduo sinta prazer em estar na água e descubra nos novos desafios bem estar e satisfação.

FASES DO DESENVOLVIMENTO PEDAGÓGICO NA NATAÇÃO:

Segundo PIAGET (1982) ocorrem 2 estágios de desenvolvimento até os 6 anos:

  • 1 – PERÍODO SENSÓRIO MOTOR:

Período compreendido do nascimento até os 2 anos. Nesta fase a criança ainda não desenvolveu habilidades como raciocínio lógico e coordenação motora fina. Os exercícios são realizados através de adaptações de estímulos - respostas e estímulos condicionados. Por volta dos 2 anos é concretizado o relacionamento com o meio, aparecendo os primeiros sinais de medo. Não se deve manifestar o medo perante a criança de forma alguma, devemos contornar qualquer situação de susto, medo ou trauma, demonstrando segurança e tranqüilidade. A maior parte dos movimentos é realizada por imitação.

  • 2 – PERÍODO PRÉ-OPERACIONAL:

Esta fase está compreendida entre os 3 e os 6 anos. Nota-se neste período o início da compreensão, do entendimento, agrupamento de conceitos, aquisição e desenvolvimento da coordenação mais fina e desenvolvimento das habilidades do aprendizado dos nados. O comportamento é mais sensato e lógico, a capacidade de compreender novos conceitos está mais desenvolvida, aprende a nadar os estilos, iniciando por movimentos mais rústicos até a realização de movimentos mais complexos.

Deve-se desenvolver na criança o gosto pela atividade, através de ações lúdicas, prazerosas, divertidas, com objetivos claros, sempre dentro de sua capacidade psicomotora. As aulas devem atingir todas as potencialidades da criança, compreendendo os domínios afetivo, cognitivo e psicomotor. Nesta fase as crianças atingem com relativa rapidez os conteúdos programáticos propostos pela natação.

Aos 3 anos: Surgem os primeiros movimentos oriundos da coordenação mais fina,

com pernada de crawl e costas mais caracterizadas, movimentos de braços não somente como apoio, mas também como propulsor. Aos 4 anos: Acentua-se a coordenação mais fina, os movimentos das pernas de crawl

e costas ficam mais elaborados. Nesse momento as pernas começam a auxiliar a sustentação do corpo. Os movimentos de braços, ainda são realizados com dificuldade, principalmente o movimento aéreo (recuperação), pela dificuldade em tira-los da água. Aos 5 anos: É a fase mais intensa da coordenação. Apresenta-se aos alunos a coordenação das pernas e braços com a respiração específica do crawl (lateral). Os movimentos da braçada são realizados com mais facilidade, principalmente a fase aérea.

Aos 6 anos: Os movimentos do nado crawl e costas já estão mais coordenados,

iniciando nesta fase o aperfeiçoamento. Maturacionalmente é a idade em que a criança mais assimila os movimentos dos nados crawl, costas e mergulho elementar, encerrando praticamente a primeira fase da pedagogia da natação.

A ÁGUA E A CRIANÇA:

Para desenvolver a aprendizagem aquática a criança deverá começar por resolver alguns problemas. Não será do professor a tarefa de resolver tudo, é a criança que com base em suas experiências prévias, deverá faze-lo. Toda a aprendizagem é uma resposta a uma necessidade. O professor deverá basear-se em uma didática específica que o leve sem angústias a resolver todas as situações que possam propor-se na aprendizagem aquática.

CONTEÚDOS A DESENVOLVER:

  • 1 – A ADAPTAÇÃO: percepção de diferenças do peso corporal, no equilíbrio, na visão, na audição, na respiração, são causas permanentes de adaptação.

    • 2 – A HORIZONTALIDADE: o aluno deverá se adaptar a posição horizontal do corpo na

água, tanto em decúbito ventral como em dorsal. Ambas se fundamentarão na manutenção permanente do equilíbrio do corpo, incluindo todas as posições possíveis que a atividade aquática oferece.

  • 3 – A RESPIRAÇÃO: é a parte mais importante na aprendizagem da natação. Na terra, a

respiração é inconsciente, mas, na água o ser humano encontra dificuldades para realizar a troca metabólica, até acontecer a sua automação. A respiração exige precisão e ritmo. O tempo na natação para inspirar é muito curto e deve ser feito pela boca antes do aluno afundar a cabeça, já a expiração feita dentro d’água, se utiliza mais tempo, e também deve ser feita preferencialmente pela boca ou pela boca e pelo nariz simultaneamente. Na natação, uma respiração defeituosa é um obstáculo imenso para a aprendizagem.

TIPOS:

RESPIRAÇÃO AQUÁTICA:

-

Apnéia (inspira pela boca e bloqueia a glote)

-

Boca – Nariz

-

Boca – Boca

-

Boca – Nariz / boca

FORMAS:

-

Vertical

-

Frontal

-

Lateral

-

Bilateral

RITIMOS:

-

Lento

-

Rápido

-

Contínuo

-

Intermitente

DURAÇÃO:

-

Pouco tempo

-

Tempo prolongado

PROGRESSÃO PEDAGÓGICA:

-

Molhar o rosto;

-

Colocar o rosto na água;

-

Pausa respiratória durante a imersão;

-

Assoprar a água;

-

Inspirar pela boca, imergir bloqueado e emergir assoprando;

-

Inspiração pela boca, expiração variando boca e nariz;

-

Realizar a respiração em deslocamento com movimentos de pernas;

-

Idem com movimentos de braços e pernas;

-

Respiração lateral na borda;

-

Respiração lateral em deslocamento com movimento de pernas;

-

Idem com movimentos de pernas e braços;

-

Respiração bilateral;

EQUILÍBRIO:

A aprendizagem da natação é baseada no novo equilíbrio exigido, que deve ser adquirido com exercícios educativos das novas sensações de flutuação. O equilíbrio é muito importante para que o aluno possa se sentir calmo, sem medo de afundar na água. A flutuação depende da flutuabilidade da criança, do volume contido nos pulmões, de sua estatura, de sua composição e de sua flexibilidade.

EQUILÍBRIO ESTÁTICO:

Os dois centros (gravidade / empuxo) estão um em cima do outro. O indivíduo fica parado.

EQUILÍBRIO DINÂMICO:

Posicionamento do corpo em equilíbrio com movimentos corporais.

EQUILÍBRIO RECUPERADO:

Mudanças de posições e movimentos sem perder o equilíbrio.

PROPULÇÕES:

Após a aquisição da respiração, o equilíbrio, inicia-se o aprendizado da propulsão e o deslocamento. Esses deslocamentos serão sempre realizados, com deslizamentos, com ou sem ajuda das pernas, ou com ajuda de braços, com ou sem ajuda da borda. O aluno se deslocará de um ponto a outro, com ajuda das pernas, braços ou dos dois.

OS MOVIMENTOS:

Por que primeiro as pernas?

No desenvolver da criança ela possui um domínio maior de membros inferiores, pelo engatinhar, andar, correr, etc. É muito importante incorpora-lo em todas as situações: na flutuação ventral (pernada de crawl), na flutuação dorsal (pernada de costas), para imersão, após um impulso, etc.

Pernas e pés de crawl:

A

criança deve

conhecer a flexão plantar e

dorso

flexão

dos

pés

e

as alternâncias

de

pernas. Este movimento costuma iniciar a aprendizagem por se aproximar do movimento da caminhada.

Pernas e pés do borboleta e peito:

Devido o aumento das dificuldades, não se espera que todos os alunos possam realizar os

movimentos. Deverá ser um desafio: Quem pode

...

? Quem consegue

...

?

Para facilitar a execução devem-se priorizar os exercícios que facilitem a visualização do movimento.

Os braços de “cachorrinho” e peito:

A criança aprende estes movimentos com facilidade por poder observar todo o movimento.

Braçada de crawl:

Quando o aluno já consegue se manter na horizontal e ficar com o rosto na água mesmo que em apnéia pode iniciar sua execução. Mostre o movimento e peça poucas repetições, para que possam ser realizadas corretamente.

Braçada de costas:

A

partir

da flutuação

dorsal

com movimentos

de pernas

 

o

aluno

deverá iniciar

a

movimentação

de braços empurrando

a

água

do quadril

para

o

pé, braçadas completas

unilaterais e depois alternadas sem perder o equilíbrio de tronco e pernas.

Braçada de borboleta:

Deve ser realizada de forma global, apenas como experiência motora.

Posição inicial de braços;

Antes de qualquer movimento os braços devem estar estendidos à frente. Devendo ser incorporado em todas as ações: flutuação, saídas da borda, mergulhos, viradas, deslizes, etc.

PSICOMOTRICIDADE APLICADA A NATAÇÃO:

COORDENAÇÃO DINÂMICA GLOBAL:

É considerada como possibilidade de controle dos movimentos amplos de nosso corpo. Compreende movimentos com os membros superiores em simultaneidade com os membros inferiores, como: correr, saltar, arremessar, levar objetos, suspender-se, lançar, rolar, rastejar, engatinhar, ...

EXEMPLO DE ATIVIDADES:

Andar na ponta dos pés, agachado, de joelhos, saltar de diferentes formas (com um pé só, com os dois pés, bomba, giros) atirar bolas em alvos determinados, correr, dona aranha ...

EQUILÍBRIO:

É a base de toda a coordenação dinâmica global. Podemos trabalhar:

Equilíbrio terrestre com exercícios como: andar na ponta dos pés, pular em uma perna só, pular alternando as pernas, girar, etc. Terrestre na água: andar sobre o tapete, correr, samba, pular, etc. Equilíbrio aquático: com exercícios como: deslizes (dorsal, ventral, lateral, empurrando com os pés, empurrando com as mãos), exercícios de flutuação (vertical, horizontal ventral e dorsal, tartaruga), cambalhota ...

ESQUEMA CORPORAL:

Elemento básico e indispensável para a formação da personalidade da criança. Para Frostig

(1964) existem noções de:

IMAGEM CORPORAL- é a impressão que a pessoa tem de si mesma (baixa, gorda,

magra, alta feia, bonita

)

... ESQUEMA CORPORAL- é o conhecimento intelectual das partes do corpo e suas funções. Podemos trabalhar o esquema corporal com atividades como: apontar determinadas partes do corpo e perguntar qual o nome dele; tocar o fundo da piscina com diferentes partes do corpo;

descobrir os diferentes movimentos que cada parte do corpo pode fazer pedalar, aplaudir, gestos

expressivos (sustos, gritos

...

).

LATERALIDADE:

Liga-se ao desenvolvimento do esquema corporal. A predominância de um dos lados do corpo se faz em função do hemisfério cerebral dominante. Durante o crescimento, naturalmente se define uma dominância lateral na criança, ou seja, será mais forte e mais ágil do lado direito ou esquerdo do corpo. A regra geral da educação é ajudar a criança a lateralizar-se claramente e diminuir um pouco da diferença de força e de agilidade. Podemos trabalhar a lateralidade com atividades como:

Pular com o pé direito, esquerdo e os dois; Pular para frente e para trás, para a direita e para a esquerda, pular para cima; Jogos para a movimentação das partes do corpo enfocando o lado direito e esquerdo.

ORGANIZAÇÃO ESPACIAL:

É a tomada de consciência da situação das coisas entre si. É a possibilidade, para a pessoa se organizar perante o mundo que a cerca, de organizar as coisas entre si, de colocá-las no lugar, de movimentá-las. É ter noção de direção (acima, abaixo, direita, esquerda, á frente, para trás, ao lado); de distância (longe, perto, curto, comprido) em integração. O exercício psicomotor em relação ao espaço terá por meta permitir que o sujeito tome consciência dessas noções da maneira mais completa possível. Podemos trabalhá-la da seguinte forma:

Jogar bolas e observar qual foi mais longe; Musicas que utilizem diferentes direções; Comparação sobre a própria posição em relação aos colegas (ex. mergulhar e ficar a frente de fulano, ao lado, atrás, ao lado).

ORGANIZAÇÃO TEMPORAL:

É a capacidade de situar-se em função de:

Da sucessão dos acontecimentos (antes, durante e após). Da duração dos intervalos (aceleração, freada, andar, correr). As noções temporais (são muito abstratas, muitas vezes difíceis de ser adquiridas peta criança). Podemos organizar exercícios de orientação temporal utilizando: antes depois, agora, amanhã, tarde, noite, forte, fraco, alto, baixo.

EXEMPLOS PRÁTICOS:

Correr ao sinal do professor parar (aceleração – freada); Contar o que fez hoje, o que vai fazer amanhã; Reconhecer em um grupo de pessoas a mais nova, a mais velha;

Bucher afirma

que

a

noção

de tempo está muito

ligada a afetividade

e

que todas

as

crianças que apresentam problemas afetivos têm a noção de tempo perturbada.

RITMO:

As atividades rítmicas são úteis para facilitar a exploração de outras formas de consciência corporal. Para perceber o ritmo é preciso explorar o espaço ao seu redor. A organização sensória motora é iniciada na criança com a idade de 1 ano, mas só é adquirida aos 3 ou 4 anos. Daí a importância de oferecer as crianças pequenas a prática musical. Conforme Ajuriaguerra (1980), a educação rítmica é um meio extremamente eficaz no combate a ansiedade, a inibição, a debilidade motora, a inexpressão, a rigidez de atitude, etc. Podemos trabalhar com atividades como:

Dançar com a bexiga (bola) na cabeça no ritmo da música ou do outro; Atividades com cantigas conhecidas podem servir como um grande meio de reeducação psicomotora por meio do movimento. Reproduzir com braços ou pernas os ritmos apresentados pelo professor (som forte, fraco, médio). Jogo:

Quando as crianças ouvirem uma batida irão mergulhar, duas batidas fazer bolinhas, três batidas colocar o bumbum no chão ...

NOÇÃO ESPAÇO TEMPORAL:

Segundo Franco & Navarro(1980), toda ação ou ajuste apropriado a um meio de comportamento necessita de um conhecimento exato de nossa situação com relação a objetos e pessoas. A estruturação espaço temporal tem um papel essencial em todos os problemas da aprendizagem escolar, não sendo possível sem uma experiência vivida em relação com o domínio do tempo e do espaço, e o treinamento da mesma é um meio de educar a inteligência. Podemos trabalhar-la da seguinte forma:

Andar livremente parando a um sinal; Marchar pulando obstáculos; Marchar lenta e aceleradamente; Pular num pé só ao ouvir o sinal; Andar em determinada direção e ao sinal mudá-la.

EXPRESSÃO:

É fundamental que em todos os conceitos psicomotores trabalhados a expressão facial e corporal, esteja incluída por meio de atividades com liberdade, mímicas, dramatizações e danças.

Criar

é

expressar o que

se

tem dentro

de

si,

imprescindíveis ao processo educativo.

por isso

as atividades criadoras são

AFETIVIDADE:

É um fator estimulante e necessário em todo o desenvolvimento psicomotor e a primeira comunicação da criança com o meio psicomotor, através do movimento, devendo esta sempre permanecer na vida do indivíduo. O encontro da afetividade faz com que o jogo corporal seja coberto de espontaneidade e consequentemente, as criações dos movimentos corporais e com o objetivo aconteçam sem grande esforço. A afetividade tem um papel importantíssimo no desenvolvimento da criança. A partir do momento em que existe uma relação de afetividade do aluno com o professor, existe todo um clima emocional favorável para o aluno descobrir as suas possibilidades e os seus limites. Portanto, para se entrar em contato com a criança, não basta ter excelentes materiais se o principal material que é seu corpo seu estado de espírito está em desarmonia, é desconhecido, sem integração com o outro e com que o outro pode fazer.

INTELIGÊNCIAS MÚLTIPLAS APLICADAS A NATAÇÃO:

Com o auxílio da natação, a criança desenvolve sua inteligência musical, espacial, corporal sinestésica, interpessoal e intrapessoal.

INTELIGÊNCIA MUSICAL:

É a inteligência que permite a alguém organizar sons de maneira criativa, a partir da discriminação de elementos como tons, timbres e temas. As pessoas dotadas desse tipo de inteligência, geralmente não precisam de aprendizagem formal para exerce-la, como é o caso de muitos famosos da música popular brasileira. Na água a inteligência musical é desenvolvida a partir do momento em que a criança descobre os diversos tipos de sons e ritmos que ela pode produzir dentro d’água. Além dos sons produzidos na água, também é trabalhado através da musicalidade nas atividades.

INTELIGÊNCIA ESPACIAL:

É a capacidade para formar um modelo mental preciso de uma situação espacial e utilizar esse modelo para orientar-se entre objetos ou transformar as características de um determinado espaço. Ela é especialmente desenvolvida, por exemplo: em arquitetos, navegadores, pilotos, cirurgiões, escultores, etc. Na natação através do conhecimento corporal a criança irá ter maior noção com relação a seu corpo e o espaço, noção de distância, direções, profundidades, etc.

INTELIGÊNCIA CORPORAL SINESTÉSICA:

É a inteligência que se revela como uma especial habilidade para utilizar o próprio corpo de diversas maneiras. Envolve tanto o autocontrole corporal quanto a destreza para manipular objetos. Cinestesia é o sentido pelo qual percebemos os movimentos musculares, o peso e a posição dos membros. Atletas, dançarinos, malabaristas, mímicos, tem essa capacidade altamente desenvolvida. Na natação o ganho psicomotor faz com que a criança vá descobrindo o seu corpo e as várias possibilidades de movimentos que ela pode realizar.

INTELIGÊNCIA INTERPESSOAL:

Capacidade de uma pessoa dar-se com os demais, compreendendo-os, percebendo suas motivações ou inibições e sabendo como satisfazer suas expectativas emocionais. Esse tipo de inteligência ressalta nos indivíduos de fácil relacionamento pessoal, como: líderes de grupos, políticos, terapeutas, professores, animadores, etc. Na natação através de atividades em grupo e pedido de demonstrações podemos estimular essa inteligência.

INTELIGÊNCIA INTRAPESSOAL:

É a competência de uma pessoa para conhecer-se e estar bem consigo mesma, administrando seus sentimentos e emoções a favor de seus projetos. Enfim, é a capacidade de formar um modelo real de si e utiliza-lo para se conduzir proveitozamente na vida, característica dos indivíduos bem resolvidos. Na natação trabalha-se a autoconfiança, a auto estima, a auto superação, etc.

A COORDENAÇÃO:

Inicialmente a coordenação de pernas, braços e respiração não são organizadas quanto a ritmo e continuidade. Aos 3 – 4 anos a criança move as pernas constantemente muito mais que os braços. Devem-se então enfocar em primeiro lugar o trabalho de pernas e utilizar os braços como equilibradores com materiais auxiliando na sustentação da cabeça. Aos 5 anos o aluno já coordena os movimentos de braços, devendo-se então enfocar os trabalhos de propulsão, equilíbrio, etc.

CONSELHOS PARA A ATIVIDADE:

Os alunos devem ter acompanhamento permanente dos professores, sendo observados, orientados, corrigidos, incentivados e evitando acidentes. Deve-se passar aos pais e/ou alunos:

  • - Regras de funcionamento;

  • - Segurança;

  • - Desenvolvimento da atividade;

  • - Participação dos pais;

  • - Objetivos;

  • - Conselhos;

  • - Materiais utilizados;

  • - Condições para a prática da atividade;

  • - Importância do aspecto lúdico;

  • - Uso obrigatório de touca;

  • - Nas turmas de estimulação o responsável deve vir pronto para cair na água se necessário;

  • - Sempre que ocorram situações de imprevistos, o responsável deve auxiliar o professor a não transmitir medo ou insegurança ao aluno e realizar um reforço positivo;

  • - Os pais devem ser otimistas e pacientes, respeitando os limites de seu filho e sempre incentiva-lo;

  • - Após a aula é fundamental que o aluno passe pelo chuveiro e retire o cloro do corpo e cabelos (evitando alergias);

  • - A criança deve trocar de roupa e não ir molhada para casa, principalmente se estiver frio (evitando resfriados e alergias).

Deve-se esclarecer aos pais e responsáveis a importância do preenchimento correto e

detalhado da ficha de anaminese. Caso ocorram alterações futuras o responsável deverá realizar as devidas modificações. O aluno deve manter seu atestado médico em dia (6 meses a 1 anos).

OBJETIVOS:

O maior objetivo da natação infantil é o desenvolvimento psicomotor e sócio afetivo do aluno auxiliando na sua relação com o meio aquático. Devemos nos preocupar em definir os objetivos das aulas respeitando a idade da criança, nível de desenvolvimento, seleção das atividades e participação dos pais.

  • - Criação de um espaço lúdico e de prazer;

  • - Estimulação do desenvolvimento psicomotor;

  • - Adaptação ao meio aquático;

  • - Desenvolvimento do espírito lúdico;

  • - Desenvolvimento do domínio sócio afetivo;

  • - Introdução de tarefas em grupo;

  • - Desenvolvimento da autonomia;

  • - Domínio da respiração;

  • - Domínio da propulsão;

  • - Domínio do equilíbrio;

  • - Aprendizado dos nados;

INICIAL:

A AVALIAÇÃO:

Realiza-se no começo da atividade servindo de diagnóstico.

NO PROCESSO:

Durante a atividade, serve ao professor como guia de qualidade e aproveitamento da aula. Com isso o professor verá o aproveitamento da atividade pelos alunos e futuras alterações.

FINAL:

Corresponde ao final do período ou etapa de treinamento. Serve como verificação do aprendizado dos objetivos propostos e serve como referência para futuras atividades. Também é utilizada como teste para passagem de nível e acompanhamento da aprendizagem (avaliação e diploma).

TIPOS DE NADADORES:

Através de alguns testes podemos dividir treinamento):

nossos

alunos

em

3

categorias (fase

de

  • - Bom nadador

 
  • - Muito bom nadador

  • - Ótimo nadador

 

SÉRIE

BOM NADADOR

MUITO BOM

 

ÓTIMO NADADOR

 
 

NADADOR

 

400m livre

     

(completo)

Nada solto Bem a vontade

Nada solto, bem a vontade, com atenção para não respirar nas viradas, não perder o ritmo e desliza.

Idem, respira corretamente no nado, saída e viradas corretas, menos ciclos de braçadas e técnica apurada.

6

x 50 m

     

com 1:30 de descanso (completo)

Faz sem reclamar

Faz corretamente com facilidade de manter o ritmo

Faz corretamente, tentando melhorar o tempo e diminuindo o nº de braçadas e pernadas (deslizando).

10 x 50m com 1:15 de descanso (pernada)

Faz sem reclamar

Faz a série com pernada forte e procurando melhorar

Idem, tentando a cada tiro chegar mais perto do seu melhor tempo.

16 x 100m a cada 1:40 média de melhor tempo (completo)

Faz a série com tempos de 15 seg. acima do seu melhor tempo

Idem, com trabalho de viradas e deslizes

Idem, dividindo o número de braçadas, aumentando o deslize.

6

x 100m

     

medley

Faz os 600m direto

Faz os 600m direto

Idem, com maior

(completo)

com boas viradas

deslize e maior aproveitamento dos movimentos dos nados.

TREINO COM DISTÂNCIAS PROGRESSIVAS COM TEMPO: 25 / 50 / 100 / 200 / 400 e depois regressivas 400 / 200 / 100 / 50 / 25. No fim o tempo total da 2ª deve ser melhor (menor) que do primeiro. 4 TIROS DE 25m – com intervalo de 5 seg. No fim desconta o tempo dos intervalos e

acrescenta 2 ou 3 seg. este será o tempo provável de competição.

Treinamento intenso – 1 x ¼ ou 1 x 1/8 Treinamento moderado – 1 x 1 ou 1 x ½

 

Treinamento leve – 1 x 2 ou 1 x 3

TREINAMENTO DE CRIANÇAS NA NATAÇÃO:

O desenvolvimento do treinamento das crianças e jovens nadadores deve estar em correlação com as idades de máximo rendimento do esporte, de tal forma que o aumento progressivo no rendimento o leve a alcançar seus resultados. A idade do máximo rendimento em rapazes está por cima dos 20 anos, sendo mais alta para os velocistas que para os fundistas. As mulheres chegam um pouco antes, devido a seu desenvolvimento é anterior ao dos rapazes. Uma boa idade para o início dentro do esporte é ao redor dos 8 anos. Isto nos dá uma margem de trabalho de 10 anos, portanto não devemos pular, nem apressar passos. Com o desenvolvimento da capacidade aeróbica, através do trabalho de volume e ritmo. O desenvolvimento da capacidade aeróbica através do melhoramento de todas suas variáveis, permitirá-nos desenvolver no futuro os treinamentos de maior intensidade. Um bom nadador é bom em todas as distâncias. Devemos nos concentrar em treinar com distâncias de 400 a 1500m, quando jovem todos os nadadores devem treinar como se o fizesse para grandes distâncias. Aqueles que possuírem aptidão para a velocidade se farão ao seu devido tempo. Segundo pesquisas os grandes nadadores de 100 e 200m são aqueles que trabalharam muito volume em sua fase formativa. “POPOV diz que nada 5 000m ou mais em seu trabalho principal como treinamento de longa distância. E em alguns dias realiza um aquecimento principal de +/- 5Km e depois disso uma ou duas séries de 25m. quando vai se aproximando da competição, começa treinando 400 e 200m para depois passar para 100m”.

FUNDAMENTOS FISIOLÓGICOS DO TREINAMENTO DE LONGA DISTÂNCIA:

O treinamento controlado a larga distância e velocidade moderada por tempo reduzido é a melhor forma de obter esse acondicionamento. O treinamento de alta velocidade, é muito intenso para que nos permita realizar o trabalho suficiente para conseguir desenvolver a capacidade aeróbica. Isso não quer dizer que o treinamento de resistência aeróbica não constrói força e potência muscular pelo crescimento do nadador, o desenvolvimento sexual e a aparição dos hormônios que diferenciam meninos e meninas.

BENEFÍCIOS TÉCNICOS DO TREINAMENTO DE LONGA DISTÂNCIA:

Antes de pensar em treinar devemos obter uma boa técnica, devem começar a treinar largas distâncias quando obtiver boa base técnica de seu estilo. Quando a criança não tem uma técnica correta automatizada, devemos ter em conta que as constantes repetições realizadas a baixa velocidade são ideais para construir os corretos padrões técnicos. Enquanto que as curtas distâncias executadas a máxima velocidade provocam deterioração da técnica.

COMO TREINAR A BASE NAS IDADES MENORES:

Devemos fundamentá-lo em um trabalho aeróbico, com baixa e média intensidade e volume importantes.

REGRAS:

  • - Formação básica polivalente com aprendizagem e domínio das quatro técnicas de nado;

  • - Deve-se recorrer a formas e métodos de treinamento múltiplos e de formação geral;

  • - Aquisição de habilidades técnicas básicas estabelecendo uma ampla base motora;

O objetivo é ir aprendendo gradualmente a nadar pouco a pouco mais rápido a cada dia, enquanto se aperfeiçoa a técnica e se desenvolve o conceito de ritmo. Procura-se que o aluno nade o mais rápido possível, mantendo um ritmo parecido e estável, com a menor quantidade de braçadas possíveis. Um dos fatores fundamentais neste momento é a TÉCNICA, na qual devemos fazer insistência constantemente. Nosso trabalho deve ser baseado no tempo de aula e na metragem nadada neste tempo. O objetivo é nadar a maior quantidade possível, aproveitando a técnica do nado sem grande esgotamento psíquico. A organização e distribuição dos tempos de treinamentos devem obedecer mais ou menos o seguinte.

8 a 9 ANOS:

  • - 5 min. De aquecimento;

  • - 20 min. De trabalho principal;

  • - 20 min. De pernada ou trabalho técnico;

  • - 5 min. De volta a calma.

10 a 11 ANOS:

  • - 5 min. De aquecimento;

  • - 20min. De trabalho principal;

  • - 10 min. De trabalho de braços ou técnico;

  • - 10 min. De pernada ou corretivos;

  • - 5 min. De volta a calma.

12 a 13 ANOS:

  • - 5 min. De aquecimento;

  • - 20 min. De trabalho principal;

  • - 10 min. De trabalho de pernada (para melhora da eficiência);

  • - 10 min. De trabalho de braços (corretivos);

  • - 5 min. De volta a calma.

O plano seria um aquecimento; repetições de 200m no trabalho principal; repetições de 100m no trabalho de braços e volta a calma.

QUALIDADE NO ATENDIMENTO:

PRESTESA: desejo de ajudar o cliente e os membros da equipe.

COMPETÊNCIA: capacitação profissional e atualização.

CONFIABILIDADE: discrição e capacidade de cumprir objetivos.

CORTESIA: educação e respeito.

SEGURANÇA: estar sempre atento a evitar acidentes.

SIGILO: o que acontece na academia fica na academia. Manter a filosofia da escola longe das concorrentes.

COMUNICAÇÃO:

manter

a

coordenação

informada

do

andamento

das

aulas

e

acontecimentos importantes e sugestões para a melhora de nosso trabalho. Em caso de

necessidade de falta, informar a academia com antecedência e procurar substituto.

ADAPTABILIDADE:

capacidade

de

resposta

a

situações

não

aquecimento, som, iluminação, nº de alunos, etc.).

previstas

(clima,

IMAGEM: boa apresentação pessoal (roupas e linguagem), conceito formado sobre a empresa (“vestir a camisa”).