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Posição relativa de Portugal

Portugal situa-se no Sudoeste da Europa e a Oeste da PIberica. Açores fica a


Oeste de Portugal Continental e Madeira a Sudoeste de Portugal Continental.

Organização administrativa

Portugal está dividido em 18 distritos.

Cada distrito encontra-se subdividido em


concelhos, e estes por sua vez em freguesias.

Outra divisão que foi introduzida em Portugal


apos a sua adesão à UE foram os NUTS – que
tinham fins estatisticos e melhoravam a
aplicação dos fundos comunitários, dividindo-
se em 3 niveis de agregação:

Nivel 1 - 3: Portugal, R.A dos Açores e Madeira

Nivel 2 – 7: Norte / Centro / Lisboa / Alentejo /


Algarve / R.A. dos Açores e Madeira

Nivel 3: Sao bues mm

Existem tambem outras divisoes territoriais


como: regiões agrárias, regiões turismo,
delegações regionais (saúde, educação,
industrial...)

Portugal na Europa

1957 – Tratado de Roma – Fundadores (Itália, Luxembrgo, França, Bélgica,


Holanda, R.F.A. )

1986 – Acto Unico europeu – Entrada de Portugal na UE

A livre-circulaçao de pessoas,a partir do mercado comum, reforçou o sentido


de cidadania europeia. Outro dos acordos tomados foi o de Schengen que
facilita a circulaçao de pessoas, estabelecendo-se regras que visam controlar a
entrada de cidadãos não signatários.
e no Mundo..

ONU – visa a manutenção da paz


PALOP´s – Termos de Lingua – Angola / moçambique / S.tome / Cabo verde /
Guine-bissau
CPLP – Termos de lingua: Palop´s / Brasil / Timor-leste / Portugal
NATO – Termos militares

Evolução demografica

Durante a segunda metade do século XX,a população residente em Portugal


aumentou, passando de cerca de 8,4 milhoes em 1950 para 10,3 milhoes em
2001.

Sobressai-se a irregularidade nas decadas de 60: em que se registou um


decrescimo demografico e a decada de 70 com um significativo aumento da
população.

A variação deste ritmo da população explica-se: ´

- pelo grande surto da emigração nos anos 60, para alguns países da Europa
Ocidental: França, Alemanha, RFA

- regresso repentino de muitos portugueses das ex-colonias, sobretudo em


1975 com o processo da independencia.

- diminuiçao da taxa de crescimento natural, mais a quebra dda emigraçao e o


aumento da imigração, o que permitiu um ligeiro aumento nas ultimas décadas.

TN , TM , TMI

A redução da taxa de natalidade, iniciada já na primeira metade do séc XX,


acentuou-se a partir dos anos 60, tendo sido um dos aspectos mais marcantes
da evoluçao demografica em Portugal ate finais do séc.

Deve-se principalmente devido:


- entrada da mulher no mundo de trabalho
- stress da vida urbana
- casamentos tardios
- independencia financeira dos filhos cada vez mais tarde

Politicas Natalistas
- Abonos de familia progressivos
- Alargamento da licença de maternidade
- possibilidade do pai gozar da maternidade
- dispensa a tempo parcial do trabalho
A maior descida da Taxa de mortalidade verificou-se no decorrer da primeira
metade do séc XX, atingindo na actualidade valores semelhantes à UE.

Diminuiçao da mortalidade devido:


- melhorias na assistencia medica, sanitária e higiene
- Progressos cientificos na medecina e farmaceutica
- Melhoria na qualidade de vida da populaçao – melhor habitaçao, alimentaçao

No que toca à taxa de mortalidade infantil, manteve valores bastante


elevados até as ultimas decadas do séc XX, tendo sofrido um acentuado
decrescimo a partir dos anos 70

A redução deve-se devido:


- melhoria da assistencia medica durante a gravidez, o parto e o 1º ano de vida
- difusao de informaçao sobre os cuidados a dispensar as crianças

Estrutura Etária

Entre 1960 e 2000, a base das pirâmides foi diminuindo progressivamente, o


que reflectea cada vez mais acentuada redução da população jovem.

A população adulta aumentou, revelando uma importancia crescente das


classes etarias mais altas. O topo das piramides alargou, como consequencia
do aumento da populaçao idosa.

Constata-se um duplo envelhecimento da populaçao portuguesa


- diminuiçao dos jovens – base estreita
- aumento dos idosos – topo alargado

A piramide toma esta forma devido:

Ao declinio da fecundidade – nº medio de filhos por mulher em idade fértil.


que explica o estreitamento da base.

Factores explicativos da abdicação de ter filhos:


- adiar o casamento e nascimento do 1º filho
- aumento das despesas da criança, nomeadamente a educaçao
- dificulda de no acesso a habitaçao espaçosa, nomeadente em centros urbans

Ao envelhecimento demografico que explica os topos largos e justifica-se


pelo aumento da esperança media de vida.

Explica-se uma maior esperança media de vida nas mulheres porque:


- menor exposiçao a acidentes de trabalho, profissoes de menos risco
- consumo inferior a tabaco, alcool e drogas
- maior cuidado com a alimentaçao e saude
Estrutura da População activa

Pop activa – conjunto de individuos, a partir dos 15 anos que constituem mao
de obra disponivel e entram no circuito economico, incluindo os
desempregados e aqueles que cumprem serviço militar obrigatório

Pop Inactiva – conjunto de individuos, de qualquer idade, que não podem ser
considerados economicamente activos.

A proporção da população entre ambas é influenciada por factores:


- Estrutura etária, que determina a quantidade de pop activa
- Saldo migratorio que aumenta e diminui a pop activa quando este é positivo e
negativo

Tem vindo a aumentar a taxa de actividade, após a quebra motivada pela


emigração dos anos 50 e 60 devido:
- na decada de 70, a um saldo migratorio positivo pela chegada dos
portugueses das ex-colonias;
- após os anos 70, devido a crescente participaçao da mulher no mundo de
trabalho.
- e mais recentemente, ao crescimento da imigraçao.

Factores que influenciam a estrutua etaria da pop activa


- prolongamento da escolaridade obrigatoria
- entrada tardia dos jovens no mundo de trabalho
- antecipaçao da idd da reforma

A Estrutura do emprego

A pop activa distribui-se por tres sectores de actividade economica:

O Sector Primario – sofreu uma grande reduçao no emprego devido à


crescente mecanização e modernizaçao agricolas e ao desenvolvimento dos
outros dois sectores.

O Sector Secundario tende a empregar cada vez menos populaçao devido ao


desenvolvimento tecnologico das industrias e à deslocalizaçao para outros
paises dos ramos mais intensivos em mao-de-obra.

O Sector Terciario foi o que mais cresceu e, actualmente, emprega mais de


metade da população activa. Esta evoluçao acompanha a tendência de
terciarização da economia, iniciada mais cedo nos paises da UE, e explica-se
pelo aparecimento de novos serviços, pelo desenvolvimento do comercio,
turismo e lazer e pela expansao dos serviços financeiros e dos serviços de
educaçao, saude e apoio social.
Existem algumas diferenças regionais na situaçao de emprego por sector

- sector primario tem mais relevancia na regiao Centro


- sector secundario emprega mais populaçao no Norte, onde as industrias
ainda sao bastante intensivas em mao de obra.
- sector terciario gera mais de metade do emprego em todas as regioes,
excepto no norte e no centro.

O sector terciario tem grande importancia em: devido a:

- Algarve e Madeira – Turismo


- Lisboa e Vale do Tejo – modernizaçao da industria e ao desenvolvimento dos
serviços
- Alentejo – serviços sociais e de saude

Nivel de instruçao e qualificaçao profissional

O processo de desenvolvimento de um pais relaciona-se directamente com a


qualificação da população, vista como um recurso. Nesse sentido, o seu nivel
de instruçao e de formaçao sao fundamentais para que se possam desenvolver
actividades tecnologicamente mais modernas e produtivas, que promovam o
desenvolvimento.

Em portugal a tx de Alfabetizaçao já atinge valores elevados, como


consequencia, a de analfabetismo tem vindo a diminuir.

Os valores mais elevados de analfabetismo relacionam-se com o


envelhecimento e com diferentes graus de desenvolvimento das regiões.

A taxa de analfabetismo das mulheres continua a ser substancialmente


superior a dos homens em quase todas as regioes, sobretudo pela elevada
proporçao de mulheres entre os idosos.

O numero medio de anos de escolaridade tambem aumentou, o que se deve,


principalmente ao alargamento da escolaridade obrigatoria e ao consideravel
aumento da proporçao da populaçao com ensino superior.

Os Problemas Socio – Demograficos

O envelhecimento da populaçao portuguesa podera agravar-se, caso se


mantenha a tendencia para o declinio da taxa de fecundidade e como tal do
decrescimo dos grupos etarios mais jovens, acarretando consequencias sociais
e economicas importantes
O aumento do no. de idosos conduzira a um acrescimo das despesas
como:
- pagamento de pensoes
- sistema de saude
- serviços sociais
- construçao e manutençao de equipamentos p idosos – lares por exemplo

A diminuiçao da taxa de fecundidade conduzira a reduçao da pop em


idade activa, provocando:
- reduçao das contribuiçoes p/ seg social, o que gera ruptura no sistema de
pensoes e reformas
- o facto da pop activa actual não beneficiar das suas contribuiçoes sociais
- necessidade de alterar o funcionamento do sistema da seg. Social, na idd de
reforma, etc

O Aumento da dependencia

Os jovens e os idosos constituem grupos etarios dependentes, pois n se


encontram na na pop activa e não contribuem para a produçao de riqueza.

A relaçao entre estes dois grupos e a pop activa permite avaliar o grau de
dependencia, atraves do Indice de dependencia total – jovens + idosos / pop
adulta.

A dependencia pode avaliar-se tb em relaçao a cada um dos grupos


separadamente obtendo-se, respectivamente, o indice de dependencia de
jovens e de idosos.

De forma ligeira. O IDT tem diminuido. Deve-se devido a grande descida do


IDJ, ja que o IDI aumentou, ao reflectir no indice de envelhecimento

IDJ – diminui em todas as regioes, mas apresentam-se os valores mais


elevados nas regoes autonomas.

IDI – apenas diminuiu nos açores, aumentando no resto de Portugal,


verificando-se o maior acrescimo no Alentejo

IDT – maior no Alentejo, Centro e Açores


- menor nas regioes Norte, Lisboa e Vale do Tejo
Distribuição da População

Em Portugal Continental, a densidade populacional apresenta um forte


constraste entre o Litoral e o Interior. Os concelhos de maior densidade
populacional localizam-se na faixa Litoral entre Setubal e Viana do Catelo,
sobretudo nas regioes da Grande Lisboa e Porto.

Em opoisçao, em todo o interior do pais, bem como o litoral alentejano e a


maioria das ilhas da regiao autonoma dos açores, apresentam fracas
densidades populacionais.

As Tendencias

Tendo em conta a repartiçao, conclui-se que o povoamento em portugal


caracteriza-se:

Pela litoralizaçao – tendencia para a concentraçao da populaçao ao longo da


faixa litoral, acompanhada da perda progressiva de populaçao por parte das
areas do interior

Por uma bipolarizaçao – elevada densidade populacional em duas areas, em


torno de lisboa e porto, que se destacam claramente das restantes

Factores naturais
- clima (ameno)
- relevo (aplanado)
- fertilidade natural dos solos

Factores Humanos

- atracção urbana – cidades apresentam maior dinamismo social e economico


e todo um conjunto de serviços que contribuem para uma melhor qualidade de
vida
- localizaçao da industria e actividades terciarias – geram emprego e
riqueza
- existencia de boas vias de comunicaçao – encurtam as distancias,
facilitando a mobilidade e o desenvolvimento das actividades economicas.

Outra causa que reflecte as assimetrias regionais sao os movimentos


migratorios:
- exodo rural
- emigraçao
- imigraçao
Problemas causados pelas assimetrias

No Litoral

- desordenamento do espaço
- saturaçao do espaço com construçao excessiva de edificios
- falta de espaços verdes
- aparecimento de bairros degradados e construçao nao planeada

- sobrelotação dos equipamentos e indraestruturas

- degradaçao ambiental

- desqualificaçao pessoal e humana


- desemprego
- marginilidade e insegurança
- aumento do stress e diminuiçao da qualidade de vida

No Interior

- envelhecimento demografico
- despovoamento
- falta de mao de obra
- degradaçao do patrimonio natural e edificado e da paisagem

Possiveis Soluçoes aos problemas

Para diminuir as assimetrias na distribuiçao da população deve-se implementar


medidas de promoçao do desenvolvimento do Interior para o tornar atractivo.

O planeamento regional e municipal assume um papel fundamental, ao


promover:
- melhorias das acessibilidades
- ciaçao de serviços essenciais de apoio a populaçao
- desenvolvimento de actividades economicas geradoras de emprego
( agricultura, pecuaria, artesanato, produtos tradicionais)
- subsidios e reduçao de impostos as empresas que se deslocam para o
interior
- qualificar a mao de obra
Historia do Planeta e de Portugal

Era Pré Primaria – Era onde uma parte de Portugal se começou a formar

Era Primaria – É caracterizada como uma era com muitas alteraçoes à face da
terra. A orogenia que mais se fez sentir foi a Hercinica  criaram-se as zonas
montanhosas do norte “Serra da Estrela” (Orogenia Hercinica)

Era secundaria – Considerava-se como uma era pacifica. Nao existiram


grandes formaçoes na Terra. Formaram-se zonas aplanadas, devido a
actuaçao dos agentes erosivos  Os agentes erosivos criaram as orlas
sedimentares. Os ventos depositaram os materiais das zonas montanhosas do
norte nas orlas sedimentares

Era Terciaria – Foi uma era de convulsoes. Uma das orogenias mais
importantes foi a alpina, que tal como o nome indica, originou os Alpes 
criaram-se zonas montanhosas na orla ocidental, devido à orogenia alpina
(Serra de Sintra)

Era Quaternaria – Foi uma era pacifica, sem grandes convulsoes. Foi nesta
era que começou a historia do homem. É caracterizada como uma era pacifica,
mas com tendencia a mudar devido as variaçoes climatericas que se fazem
sentir.  os agentes erosivos criaram as zonas planas das bacias do tejo e
sado.

Unidades geomorfologicas de Portugal

Maciço Antigo / Hisperico – É a unidade mais antiga. Ocupa a maior parte do


territorio nacional e apresenta uma grande variedade de rochas muito antigas e
de grande dureza como o granito e o xisto.

A norte – predominam os conjuntos montanhosos, planaltos e vales


A sul – estende-se a vasta planicie alentejana – superficie levemente ondulada
e de baixa altitude

Orlas Sedimentares – Antigas areas deprimidas onde se foram acumulando


numerosos sedimentos, pelo que a diversidade geologica é menor.
Predominam as rochas sedimentares – areias , argilas, calcarios e arenitos) Ha
tb existencia de rochas magmaticas – basalto – resultantes da actividade
vulcanica.

Orla Ocidental – Estende-se ao longo do litoral. É constituida no norte por


planicies sedimentares e no sul com zonas mais montanhosas

Orla meridional – Ocupa a faixa litoral do Algarve, onde sobressaiem algumas


colinas calcarias altas e enrugadas
Bacias do Tejo e Sado – Unidade mais recente, tendo-se formado
principalmente por sedimentos fluviais de origem Continental. Dominam as
rochas sedimentares – areias, argila, calcario) e sao explorados os minerais
industriais

Regioes autonomas – as rochas dominantes sao de origem vulcanica e


exploram-se principalmente as rochas basalticas

A Industria extractiva

Industria que se dedica a extracção de produtos no estado bruto, directamente


da natureza. Estes recursos destinam-se essencialmente a produçao industrial,
construçao civil, obras publicas e produçao de enrgia. A recente evoluçao desta
industria evidencia uma tendencia de aumento do valor total da produçao.

A nivel regional – a industria extractiva representa um factor importante de


criação de riqueza e de oferta de emprego, sobretudo em regioes mais
carenciadas como o Alentejo.

Minerios metalicos

Os minerios metalicos com mais importancia sao: cobre / ferro / estanho /


volframio

O Projecto mineiro mais importante é o de Neves-Corvo que da ao Alentejo


uma posiçao dominante neste subsector. A segunda mina mais importante é a
da Panasqueira de onde se extrai o Volframio

Cobre – Mineral metalico com maior produçao – muito usado na industria


electrica – principais jazidas sao de Aljustrel e Neves Corvo

Ferro – existe com alguma abundancia – Principais reservas no cercal. A


produçao tem caido nos ultimos anos

Volframio – Apenas se explora na mina da panasqueira

Este subsector registou um acentuado decrescimo na produçao, provocado


pela falta de competetividade no mercado internacional e encerramento de
varias minas.

Minerios não metalicos


A sua exploraçao concentra-se nas regioes norte e centro, destacando-se o
quartzo, o sal-gema, o caulino e o feldspato. As minas destes minerios
localizam-se essencialmente nas regioes norte, centro e alentejo

Sal-gema –explorado principalmente nas orlas sedimenares. Apresenta grande


peso neste sub-sector e destina-se a industria quimica, agro-alimentar e raçoes
Caulino – é explorado em diversas minas das regioes norte e centro, lisnoa e
vale do tejo e a sua grande aplicaçao e na industria ceramica

Rochas Industriais
Tem vindo a ganhar grande importancia com a competetividade das empresas
Calcario sedimentar comum – usado na construçao civil e industrias de
ceramica, do cimento e da cal

Argilas comuns - industria ceramica e do cimento e na construçao civil

Areias comuns – produçao de vidro e ceramica, e muito usadas na construçao


civil, pelo que apresentam a maior produçao.

Rochas Ornamentais  + destinadas a exportaçao

Rochas carbonatadas – marmore, calcario e brecha calcaria


Rochas siliciosas – granito, diorito, serpentinite
Ardosias e xistos ardosiferos

A zona do alentejo é a maior produtora de rochas ornamentais, que contem a


zona de marmore e granito ornamental mais importante do pais.

Maciço Hisperico – granito, marmore, ardosias e xistos


Orlas sedimentares – calcarios, brecha calcaria
Bacias do Tejo e sado – areias

O volume de exporçao em bloco é menor que o de exportaçao sem obra, mas


existe maior acentuaçao no valor da exportaçao entre ambos.

Recursos Hidrominerais

Portugal dispoe de um grande potencial de recursos hidrominerais, devido a


grande diversidade hidroquimica associada a complexa e variada geologia do
pais.

Oficinas de engarrafento – predominam no norte do rio tejo, que se relaciona


com a maior abundancia de aguas minerais

Aguas termais – ocorrem principalmente nas regioes norte e centro, na sua


maioria em areas do maciço hisperico. A regiao norte e a que dispoe de mais
numero de estabelecimentos termais em actividade, mas sao os da regiao
centro que têm mais importancia, pois têm grande diversidade e tratamentos
mais atractivos
Tem sido registado nas aguas termais uma tendencia para crescer. É uma
actividade com grande potencial, principalmente a nivel turistico, podendo
contribuir para:
- desenvolvimento regional de uma forma sustentada
- gera emprego
- promove a criaçao de outros serviços
- incentiva o desenvolvimento do turismo rural

O engarrafamento de aguas minerais e nascente têm registado um grande


crescimento e tem vindo a ser aproveitado pelo sector empresarial, devido a:
- aumento do consumo
- aumento do nivel de vida
- aumento do poder de compra
- aumento da exigencia a nivel dos consumidores

Recursos energeticos

O subsolo portugues é pobre em recursos energeticos. As reservas de carvao


estao esgotadas e as de uranio têm vindo a descer a produçao.

Nos açores a existencia de actividade vulcanica torna possivel a exploraçao de


energia geotermica – a partir do calor da terra

Varios estudos revelam indicios da presença de petroleo e gas natural em


zonas do Litoral.

Portugal dispoe de boas condiçoes de produçao de energias renovaveis – que


so agora têm vindo a ser exploradas.

Aumento do consumo de energia devido:


- desenvolvimento dos transportes
- expansao da industria
- modernizaçao da agricultura
- melhoria do nivel de vida da populaçao
- carros de maior cilindrada

Origem e Localização

Jazidas de uranio portuguesas – Destinam-se a exportaçao. encontram-se na


regiao centro. A sua produçao tem vindo a diminuir, devido ao aparecimento de
novos paises produtores com preços mais competitivos.

Energia geotermica – é produzida nos açores e pode ser aproveitada como


energia termica ou produçao de electricidade – envolve grandes riscos e
investimentos – tem vindo a aumentar nos açores.
Combustiveis fosseis

Portugal depende largamente do estrangeiro, para o fornecimento de


combustiveis fosseis.

Gas natural – reduziu a dependencia de petroleo. Comprado à argelia e nigeria


Petroleo – Golfo persico e Africa
Carvao – Colombia e Africa do Sul

Consumo de energia
A industria é o sector que consome mais energia, prevendo-se uma diminuiçao

O sector dos transportes revela um constante aumento (+ carros em circulaçao,


mais cilindrada) e melhoria das redes de transporte e vias de comunicaçao.

Existem assimetrias regionais no consumo de energia

É superior nos distritos onde existe maior concentraçao de populaçao, de


serviços, e industria e onde o nivel de vida é mais elevado, destacando-se
Lisboa, Setubal e Porto.

Concorrencia dificil

Os nossos custos e preços sao mais elevados por varias razoes:

-baixo teor de minerio


-exploraçao em minas de grande profundidade
-perigos – na segurança e na saude
-locais de dificil acesso
-Empresas de pequena dimensao
-tecnologias reduzidas
-legislaçao ambiental
-salarios altos dos trabalhadores

Riscos ambientais

- contaminaçao dos solos e aguas


- impacte na paisagem e alteraçao da configuraçao do relevo
- emissao de gases poluentes
- libertaçao de poeiras
- frequentes acidentes e derrames
Potencializaçao dos recursos do subsolo

- uso dos recursos de forma mais racional


- promoçao do mercado interno e externo
- estudos e medidas que relacionem a industria extractiva e a preservaçao
ambiental
- localizaçao de de recursos ainda n aproveitados

Potencializaçao das minas e pedreiras

- criar/melhorar as infra-estruturas
- reactivação das minas que possuam riqueza consideravel
- valorizaçao de tecnologia e equipamentos
- novos metodos e tecnicas de prospecção e investigaçao

Potencializaçao das aguas e termas

Das aguas minerais e de nascente:


- realizaçao de estudos hidrologicos para conhecer e aproveitar melhor os
recursos
- modernizaçao das industrias – aumentar a competetividade e garantir
qualidade

Das estancias termais:


- alargamento do periodo de funcionamento das mesmas
- diversificaçao das ofertas
- criaçao de outras infra-estrturas de lazer e turismo
- aproveitamento energetico do calor das aguas

Potencializaçao dos recursos enrgeticos

- aumento da eficiencia energetica – atraves da racionalizaçao do consumo


- produçao de energia a partir de fontes renovaveis e endogenas
- diversificaçao das fontes de energia – no que toca a parceiros
- prospecção de novas areas
Acção da atmosfera sobre a radiação solar

Radiação solar – Energia proveniente do sol, que é recebida pela terra ->
factor essencial do ambiente

No entanto, a distancia a que se encontra o sol da terra é tao grande que


apenas uma parte da radiação solar atinge o limite exterior da atmosfera.

Constante solar – Quantidade de energia que recebe, por segundo, cada


metro quadrado de superficie da camada superior da atmosfera, exposto
perpendicularmente à radiação solar.

Grande parte dessa energia é perdida até chegar à superficie da terra. Os


processos atmosfericos que explicam essa perda da radiação solar sao:

Absorçao: onde intervem o ozono, que na atmosfera absorve grande parte da


radiação ultravioleta. Mais responsaveis: vapor de agua, diox carbono, poeiras
e nuvens

Reflexão: parte da rad solar é reflectida no topo das nuvens e na sup.


Terrestre, em particular nas regiões cobertas de gelo.

Difusão: intervêm os gazes e particulas constituintes da atmosfera, dispersando


a rad solar. Apesar desta dispersao, uma parte acaba por atingir indirectamente
a sup terrestre – radiação difusa.

Radiação global: radiaçao total que atinge a sup da terra- constituida pela rad
directa – energia do sol recebida directamente e pela radiaçao difusa

Variabilidade da radiaçao solar em Portugal

Uma das maiores contibuiçoes da rad solar é o aquecimento do nosso planeta,


sem o qual a temperatura na terra seria negativa e a agua apenas existiria em
estado solido.

Ao ser absorvida pela terra, a rad solar converte-se em energia calorifica,


aquecendo a sup terrestre. Esta ultima, por sua vez, emite a mesma
quantidade de energia que recebe, encontrando-se em equilibrio termico ->
relação entre a energia recebida e a energia reflectida pela sup terrestre.

Efeito de estufa: explica o facto das temperaturas nocturnas não baixarem


tanto quanto seria de esperar, ja que, durante a noite ñ ha radiaçao solar

Defice e Excesso energetico:

- regioes c/ defice energetico – situam-se entre os 40º e 90º de lat norte e sul
- regioes c/ excesso energetico – situam-se entre os 40º N e 40º S
Defice: ocorre porque a rad solar atravessa uma grande camada de atmosfera
obliquamente e geralmente estas superficies sao de cor clara
Excesso: ocorre porque a rad solar incide perpendicularmente nessas regioes e
atravessa uma menor camada de atmosfera

Movimento de translaçao: faz variar a inclinação dos raios solares e a duraçao


dos dias e das noites, num mesmo lugar

Portugal: recebe + quantidade de energia no solsticio de junho – raios incidem


_|_
Recebe – quantidade de energia no solsticio de dezembro. Raios incidem mais
inclinados \ e duraçao dia e menor.

Distribuição da temperatura em Portugal

A variabilidade sazonal global que atinge o territorio portugues é bastante


acentuada.

Em portugal continental, os valores aumentam geralmente de norte para sul (+


acentuado no inverno) e sobretudo na regiao centro de oeste pa este (+
acentuado no verao.)

Factores explicativos da variaçao da rad solar:

Latitude – regioes do sul, + quantidade de rad. Solar, - inclinaçao


Proximidade do mar – influencia sobre a nebulosidade que regista regioes do
litoral com rad solar com menos intensidade.

Exposiçao das vertentes que influenciam a insolaçao:

Encostas soalheiras – vertentes voltadas a sul, mais expostas ao sol


Encostas umbrias – vertentes voltadas a norte, menos expostas ao sol

Variação da temperatura

Isotermicas – linhas que unem pontos de igual temperatura

Temperatura media em Portugal é de um modo geral amena apresentando


uma variaçao que acompanha as estaçoes do ano.

A temperatura do ar esta directamente relacionada com a radiaçao global


incidente

Contrastes regionais: Alem da oposiçao entre norte + frio e sul + quente,


nota-se valores mais acentuados no interior e mais atenuados no litoral.
Existencia tb de regioes de montanha

Factores explicativos:
Latitude – a temp diminui a medida que aumenta a altitude
Altitude – a temp diminui a medida que aumenta a altitude
Disposiçao do relevo – contribui para explicar a dif. Temperatura entre N e S do
país
Proximidade e afastamento do mar – ar humido e nebulosidade sao mais
notorias na faixa litoral
Influencia maritima – perde-se em direção do interior, dependendo da disp do
relevo.

Ilhas

Açores – ñ varia muito do continente: amplitude termica muito baixa, depende


do relevo, e tem influencia maritima

Madeira – amp termica fraca – variaçao regional devido altitude e orientaçao


oeste – este do relevo

Turismo

Rad solar é um bom recurso que e aproveitado atraves do turismo. Atrai


anualmente grande numero de estrangeiros.

Turismo balnear – de verao / praia || Turismo senior – dos paises cinzntos norte
eurp

Energia solar - Portugal tem fortes potencialidades de utilizar a energia


solar sob a forma de enrgia termica ou produçao de energia electrica.

Limitaçoes
- interrompida durante a noite
- grande investimento, materiais caros
- proximidade de centros urbanos -> reduz despesas de transporte, mas no
litoral ha mais nebulosidade e reduz as condiçoes de aproveitamento

Regiao com maior potencialidade: costa lisboeta e litoral algarvio


Regiao com menor potencialidade: litoral norte / centro / areas sombras e
altitude

A agua na atmosfera

A humidade da atmosfera provem da evaporaçao e da evapotranspiraçao

Quanto mais elevada a temperatura do ar, maior a capacidade de absorver e


reter vapor de agua. E o inverso

T aumenta, hum abs aumenta


T aumente, PS aumenta
T aumenta, hum relativa diminui

HA- quantidade de vapor de agua num metro cubico


PS – ponto em que o ar nao consegue conter mais vapor de agua

Factores que mais influenciam o clima em portugal

Principal – localizaçao geografica na zona temperada do norte


Inverno – baixas pressoes subpolares, massas de ar frio polares
- altas pressoes formadas sobre o continente
Verão – altas pressoes subtropicais (anticiclone dos açores) e massas de ar
tropical

Ventos do oeste – tanto no Inverno como no Verao

Formação de frentes e a sua influencia no tempo

Portugal e afectado no inverno pelas baixas pressoes subpolares que


geralmente se associam a precipitaçoes

Frente polar do hemisferio norte

Sup frontal – sup de separaçao de 2 massas de ar de caracteristicas diferentes


de temp e humidade

Frente – linha de intersecção da sup frontal com a sup terrestre


. fria – avança o ar frio, introduz-se debaixo do quente, obrigando-o a subir
. quente – ar quente avança, sobrepondo-se gradualmente ao frio

A ascensão do ar quente provoca o seu arrefecimento, dando origem à


condensaçao do vapor de agua e formaçao de nuvens

Tipos de precipitaçao mais frequentes

Frontais – resultam da ascensão do ar quente numa sup frontal

Na fria- a ascensão do ar quente é rapida e violenta, formando nuvens de


grande desenvolvimento vertical – precipitaçoes mais intensas do tipo
aguaceiros

Na quente – a ascensão do ar é + lenta, originando nuvens de


desenvolvimento horizontal – precipitaçoes menos intensas mas continuas e de
maior duraçao

Regioes afectadas – norte de portugal continental – na altura do inverno


Convectivas – devido a um aquecimento da terra, o ar torna-se mais quente e
mais denso e sobe, formando baixas pressões.
Ao subir o ar arrefece provocando condensação do vapor de agua e formaçao
de nuvens de grande desenvolvimento vertical e curta duraçao – aguaceiros

Regioes afectadas – sul e interior de portugal – (verao)

Orograficas

As montanhas constituem uma barreira de condensaçao, obrigam o ar a subir,


desencadeando o processo de arrefecimento, que conduz à condensaçao do
vapor de agua formando nuvens e precepitaçao

Regioes afectadas – zonas montanhosas principalmente do norte

Ritmo e distribuiçao da precipitaçao em portugal

A distribuiçao da precipitaçao caracteriza-se por uma grande irregularidade,


tanto temporal como espacial.

Irregularidade anual – os valores da precipitaçao mais elevados ocorrerm no


final do outono até ao inicio da primavera. Registando-se os mais baixos no
verao

Irregularidade interananual – de ano p ano – como as deslocaçoes em latitude


das baixas pressoes subpolares e das altas pressoes subtropicais nao sao
iguais todos os anos, registam-se tambem diferenças significativas na
distribuição interanual da precipitaçao.

Irregularidade na dist. Espacial.

De um modo geral, a precipitaçao diminui de norte p sul e do litoral para


interior. No noroeste e nas areas de montanha, registam-se os valores mais
elevados de precipitaçao, ocorrendo os mais baixos no vale superior do douro
e sul do país.

O contraste norte sul deve-se principalmente à influencia da latitute, pois a


perturbaçao da frente polar afecta com maior frequencia o norte do pais,
enquanto que o sul recebe uma maior influencia das altas pressoes
subtropicais pelo que e mais seco e luminoso

Diversidade climatica em Portugal

Clima temperado mediterranico com feiçao maritima – norte do litoral


- temperaturas medias amenas ao longo do ano
- amp termica anual moderada ou fraca
- precipitaçao abundante, sobretudo no outono e inverno
- dois meses secos

Clima temperado mediterranico com feiçao continental – norte interior


- temperaturas relativamente baixas no inverno e altas no verao
- amplitude termica anual acentuada
- precipitaçao fraca
- 3 a 4 meses secos

Clima temperado mediterranico - em todo o sul do pais


- temp medias suaves no inverno e elevadas no verao
- amplitude termica anual moderada
- precipitaçao fraca
- 4 a 6 meses secos

Clima de altitude – serra da estrela e serra algarvia etc


- inverno mais rigoroso
- verao mais fresco
- precipitaçao elevada
- queda de neve no inverno nas terras mais altas

clima açores -> caracteristicas proximas do clima temp maritimo devido a


influencia do oceano
- temperaturas medias amenas ao longo de todo o ano
- amp termica anual fraca ou moderada
- precipitaçao abundante
- meses secos nunca superiores a 2 – apenas nas ilhas mais a Este

clima madeira -> clima predominantemente mediterranico devido altitude mais


baixa,
devido a orientaçao este-oeste do relevo, vertente norte + frio e + precipitaçao
vertente sul, + quente e seca. Porto santo – temp altas, precp fraca, + meses
secos

Periodo seco estival – conjunto de meses secos desde o final da primavera


ao inicio do outono em que o valor da precpitaçao e igual ou inferiorao dobro do
valor da temp media.
- É uma das caracteristicas mediterranicas que mais se evdencia no territorio
portugues. Provocado pela irregularidade na dist anual da precipitaçao, exerce
grande influencia nas reservas hidricas tanto superficiais como subterraneas.

Disponibilidades hidricas

Factor condicionante – precipitaçao

Apenas pequena parte do planeta constitui recursos hidricos disponiveis,


englobando:
- Aguas superficiais – rios, lagos, lagoas, albufeiras
- aguas subterraneas – (ate 800m de profundidade) nascentes naturais, lençois
de agua etc

Disponibilidades hidricas – quantidade de agua disponivel – depende


essencialmente do volume de precipitaçao e da sua distribuiçao ao longo do
ano.
Em todo o pais as precipitaçoes sao irregulares, tanto no que respeita ao
volume anual como no que se refere à sua distribuiçao ao longo do ano,
dificultando a gestao dos recursos hidricos, tanto mais que as maiores
necessidades se verificam na epoca de menor disp hidrica – verao.

Aguas superficiais

Rede hidrografica – conjunto formado pelo rio principal e seus tributarios


(afluentes e subafluentes.) em portugal estes constituem importantes fontes de
agua utilizavel, uma vez que a rede hidrografica
apresenta uma densidade consideravel.

Rios que se destacam


Luso-espanhois – douro / tejo / guadiana / minho /
lima
Portugueses – vouga / mondego / sado

Direcção – na maioria escoam para o atlantico no


sentido nordeste-sudoeste seguindo a inclinaçao
do relevo
Excepçoes – guadiana N para S ||| Sado S para N

Caracteristicas:
Norte – rede + densa, rios apresentam maior
declive ao longo do percurso e escoam vales mais
profundos
Sul – relevo mais aplanado torna os percursos dos
cursos de agua com menor declive e escoam em
vales mais largos.

Ao longo do percurso: atravessam areas de


caracteristicas diferentes no que respeita a
altitude, formas de relevo e grau de dureza das
rochas essas caracteristicas influenciam:

Perfil longitudinal – linha que une varios pontos do fundo do leito dum rio ate a
foz

Pefil transversal – linha que resulta da intersecção, num determinado ponto, de


um plano vertical com o vale, perpendicularmente à sua direcção, normalmente
é definido por vale e pode apresentar 3 formas:

Em V – desgaste em profundidade, nascente


Normal – transporrte, desgaste lateral
Aberto ou planicie aluvial – proximo da foz / deposiçao /

Nas regioes autonomas – os cursos de agua sao pouco extensos,


designando-se de ribeiras. Devido ao relevo acidentado, apresentam um perfil
longitudinal com declive acentuado e, na sua maioria, os vales sao encaixados
eem forma de V. os grandes desniveis levam a formaçao de muitas cascatas

Bacias hidrograficas:
Area drenada por uma rede hidrografica – em portugal continental existem
varias bacias. A mais extensa é a do rio tejo, e dos que nascem em portugal
sao as do sado, mondego e vouga.

Escoamento anual medio – parte da agua da precipitaçao que em media


escorre a superficie ou em canais subterraneos durante um ano numa bacia
hidrografica

Variaçao do caudal dos rios

Tanto a precipitaçao como o escoamento sao mais elevados nas bacias


situadas a norte. Tal como a precipitçao, o escoamento apresenta uma grande
irregularidade interanual.

Esta irregularidade reflecte-se no caudal – volume de agua que passa numa


dada secçao por unidade de tempo. – tanto espacial como temporal
A diferença entre os caudais de inverno e verao permite considerar que o
regime dos rios – variaçao do caudal ao longo do ano – é irregular

Norte – cheias frequentes no inverno e inicio da primavera, com reduçao do


caudal no verao, mas spe c/ escoamento
Sul – cheias pouco frequentes, reduçao acentuada do caudal no periodo seco
estival com alguns cursos de agua chegando a secar

Ilhas – inverno caudais com volume elevado e secas no verao. Nos açores ha
menos variaçao por causa da chuva continua

Influencia da acçao humana


Influencia o regime dos rios, construindo barragens que:
- evitam cheias na epoca de precipitaçao retendo agua nas albufeiras
- impedem que os rios sequem completamente garantindo escoamento minimo
na epoca estival

efeitos negativos que agravam cheias:


- obstruçao da linha de agua – pela construçao urbana que dificulta
escoamento
- impermiabilizaçao dos solos – devido a pavimentaçao das ruas e construçao
– impede as aguas de se infiltrarem aumentanto escoorrencia superficial
- destruiçao da cobertura vegetal – pelos incendios e pelo pastoreio intensivo,
aumentando o escoamento superficial e a quantidade de materias arrstados na
agua

Lagos/Lagoas
Reservatorios de agua doce naturais que correspondem a depressoes de
pouca profundidade onde a agua se acumula.
Portugal – algumas lagoas, na faixa litoral sendo a maioria de origem marinho-
fluvial. Podem ter ou ñ contacto directo com o mar

Albufeiras
Reservatorios de agua doce construidos pelo homem que potencializam as
disponibilidades hidricas pois permitem a acumulaçao de reservas para
abastecimento da populaçao e das actividades economicas, mesm em meses
secos

O relevo e a rede hidrografica tornam mais facil a construçao de barragens no


norte e centro

No sul as albuferias contribuem mto para uma melhor gestao da agua, no uso
domestico e agricola

Aguas subterraneas

Parte da precipitaçao infiltra-se nos solos, alimentando as reservas de agua


subterranea – agua que circula ou se acumula no subsolo
Assim a precipitaçao e a principal fonte de abastecimento das toalhas freaticas
– lençois d agua subterranea que se acumulam ou circulam em aquiferos –
formaçoes geologicas permeaveis cujo limite e constituido por rochas
impermiaveis.

A maior ou menor permeabilidade das rochas condiciona a infiltraçao da agua

- formaçoes rochas de xisto granito basalto – pouco permeaveis e dificultam a


infiltraçao da agua e formaçao de aquiferos
- rochas sedimentares arenitos areias – bastante permeaveis e permitem a
infiltraçao de agua e formaçao de aquiferos
- rochas sedimentares de natureza calcaria ou carsica – provocam abertura de
fendas e fissuras por onde a agua se infiltra. Origina-se uma toalha carsica

Maciço antigo – menores desp hidricas, predominam xistos e granitos


Orlas sedimentares – rohas sedimentares e calcarias que permitem existencia
de aquiferos porosos e carsicos com significativa disp hidrica
Bacias do tejo e sado - + extenso sistema aquifero da Piberica e à mais
importante unidade idrogeologica do pais

Utilizaçao das aguas subterraneas

Os aquiferos apresentam vantagens relativamente aos reservatorios


superficiais
- n ha perda de agua pela evaporaçao
- n ha reduçao de dimensao, por efeito de deposiçao de sedimentos
- n exigem custos de conservaçao
- menor poluiçao / tratamentos

Consumo – mais elevado nas bacias do douro, mondego e tejo, devido a


concentraçao de maior nº de aglomerados urbanos
Na maioria das bacias, a agua consumida e subterranea, com excepçoes no
sul

Manutençao - depende de:


- recargas naturais – agua que escoa atingindo a sup freactica
- intensidade da exploraçao
- cuidados com preservaçao

Captaçao e deterioraçao – o maior consumo exige que a agua seja captada e


canalizada em areas cada vez mais longe.
É fundamental que a captaçao seja inferior à produtividade para evitar
sobrexploraçao – quando acontece, existem riscos de deterioraçao, por vezes
irreversiveis.

A deterioraçao pode ser provocada directa ou indirectamente por processos


naturais ou humanos, sendo mais frequente a acção conjunta de ambos

Principais problemas no uso da agua

Poluiçao – reflecte problemas e riscos ambientais que comprometem a


quantidade e a qualidade da agua disponivel. Estes problemas relaciona-se
com o crescimento do consumo e a sua poluiçao.

Efluentes domesticos – tem grande quantidade de bacterias e virus e sao uma


grande fonte de pouluiçao dos cursos de agua.

Efluentes industriais – tem elevadas cargas toxicas. As aguas usadas sao


contaminadas com produtos quimicos perigosos e descarregadas em grandes
quantidades. + no (vale do tejo e faixa litoral entre v castelo e aveiro)

Efluentes da actividade pecuaria – grandes agentes poluidores de aguas


superficiais e subterraneas. Compoisçao/efeitos semelhantes aos domesticos.

Poluição da actividade agricola – os produtos quimicos pesticidas dissolvem-se


na agua da rega ou da chuva e infiltram-se no solo contaminando extensas
areas.

Outros problemas

Eutrofizaçao – causada pelo lançamento de detritos organicos que fazem surgir


algas e outras especies vegetais que consomem oxigenio e extinguem a fauna
aquatica
Salinizaçao – resulta da exploraçao excessiva e permite a entrada de agua
salgada – ocorre principalmente nas zonas proximas do mar.
Desflorestaçao – ao deixar o solo nu, facilita a escorrencia superficial da agua
da chuva diminuindo a infiltraçao o que compromete a recarga dos aquiferos

Estes problemas levam a definiçao de varias zonas sensiveis onde se incluem


as respectivas bacias drenantes, onde as descargas residuais devem obedecer
a normas para conservar a qualidade da agua.
Abastecimento e consumo de agua

O Abastecimento de agua é um problema que ainda subsiste, uma vez que


nem toda a populaçao tem acesso a esse serviço. – é um factor que ajuda a
explicar o facto de ser na UE o que apresenta menor consumo de agua de
abastecimento publico p/hab

Em portugal – os maiores consumos e necessidades de agua apresentam-se


nas bacias de maior dimensao, com excepçao do rio gaudiana. O Factor de
diferenciaçao mais importante e a forte ocupaçao humana nessas bacias junto
do litoral.

Em todas as bacias as necessidades aindao sao superiores ao consumo –


populaçao servida pela rede publica esta aquem dos niveis que se pretende –
95%

Areas rurais - onde predominam o povoamento disperso, os custos da


instalaçao sao mais caros o que torna dificil a construçao de infra-estruturas.
Porem, a abundancia de agua no NO permite o auto-abastecimento atraves
furos e poços

Captações de agua- a maior densidade de captações subterraneas verifica-se


nas orlas sedimentares e na bacia do tejo e sado – areas de grande
produtividade aquifera. Captaçoes superficiais no maciço antigo onde as disp
subterraneas sao menores.

Sistemas de abastecimento

Uma gestao eficiente dos recursos hidricos implica a garantia do abastecimento


atraves do investimento em infra estruturas e da distribuiçao equlibrada entre
os difernetes utlizadores.

Essa gestao de abastecimento é da responsabilidade dos municipios e da


EPAL.
Porem, nem todo o pais abrange essas empresas. Elabourou-se entao um
plano estrategico de abastecimento que preve a criaçao de sistemas
plurimunicipais – que permitira alcançar a meta dos 95%

Controlo da qualidadade da agua

Tb é importante controlar a qualidade da agua. Neste aspecto tem-se registado


em portugal uma evoluçao muito positiva.

A rede de estaçoes de verificaçao de qualidade da agua de superficie permite


caracterizar a agua relativamente as propriedades fisica quimicas e biologicas.
Encontram-se nas zonas sensiveis, de pesca, e as origens da agua para
abastecimento. -> devera ainda ser alargado, cobrindo mais locais

Quanto as aguas subterraneas, existe uma rede de pontos de observaçao da


quantidade de agua nos aquiferos e outra de verificaçao de qualidade.

Armazenamento de agua

Em portugal, a grande irregularidade dos factores condicionantes da


continuidade dos cursos de agua, dificultam a sua gestao. Assim, é necessario
equacionar as possibilidades de armazenamento de agua doce, atraves da
construçao de barragens cujas albufeiras possam garantir a sua distribuiçao no
tempo e espaço.
As bacias hidrograficas internacionais têm grande numero de albufeiras e
grande capacidade de armazenamento.

É necessario fazer estudos previos e planeamento adequado e outras acções


de ordenamento do territorio pk a construçao e demorada, dispendiosa e tem
impactos ambientais e na vida das pessoas.

Embora o estado tenha autoridade maxima na gestao dos rec. Hidricos, é


necessario haver debates + discussao e decisao

As barragens sao factor importante em zonas onde as disp hidricas sao mais
escassas. Estas permitem tb outro tipo de gestao de agua: transvases –
transferencia de reservas hidricas entre diferentes bacias, de modo a fazer uma
redistribuiçao espacial da agua.
Embora seja polemica, pois pode ter implicaçoes negativas. – reduçao do
escoamento e perdas de agua por causa da evaporaçao e infiltraçao.

Tratar e preservar os recursos hidricos

Apesar de ser um recurso renovavel, a exploraçao excessiva e a poluiçao


tornam a agua impropria.
Por isso as redes de drenagem e tratamento de aguas residuais desempenham
um papel fundamental na protecção e conservaçao dos recursos hidricos. Tem
tido uma evoluçao positiva mas ainda ha muito por fazer.

Na maioria dos concelhos do interior e lisboa a percentagem servida por redes


de drenagem é superior a 65%. Enqunto no litoral norte a maioria dos
concelhos tem fraca taxa de atendimento. O tipo de povoamento ajuda a
explicar esta diferenciaçao

A rede de sistema de aguas residuais ETAR´s esta menos desenvolvida com


muitos concelhos com menos de 25% de popuiaçao com este serviço

Plano – Plano Estarategico de abastecimento de agua e saneamento de aguas


residuais preve o alargamento ate 90%. Para alcançar faz grandes
investimentos e cria sistemas pluromunicipais para gestao desses serviços.
Outras medidas para preservaçao dos recursos hidricos
- regulamentaçao e fiscalizaçao – do lançamento de efluentes
- aplicaçao do principio poluidor-pagador – pagamento de multas
- incentivos as empresas para a reconversao da tecnologia – tornar + ecologica
- co-responsabilizaçao dos diferentes agentes economicos

Planear para gerir, preservar e potencializar

A gestao implica planeamentos cuidadosos e coordenaçao e esforços a nivel


nacional. Importante passo na gestao – conclusao do PN da agua e dos Planos
de Bacia hidrografica.

Todos os planos e programas que definem a Politica Nacional da Agua


permitirao:

- Melhor conhecimento das disponibilidades e potencionalidades hidricas


- Melhor distribuiçao e uso da agua
- protecção conservaçao e requalificaçao dos recursos hidricos
- estabelecimento de um quadro estavel de relacionamento com a espanha –
no que respeita a rios internacionais
- gestao dos recursos hidricos em aticulaçao com os restantes sextores de
ordenamento do territorio

O caso especifico das albufeiras, estrategicamente é outro elemento a ter


importancia. Deverao ser elaborados planos de ordenamento das albufeiras
POA – compreendem uma area na qual se integra o plano de agua e a zona
envolvente de protecção.

A gestao planeada permite a adopçao de medidas de potencializaçao como:

- aumento da capacidade de aprovisionamento


- a organizaçao e rendibilizaçao dos sistemas de abastecimento publico
- controlo da qualidade da agua atraves de sistemas de monitorizaçao
- tratamento das aguas residuais antes do seu retorno aos meios hidricos
- regulamentaçao de actividades associadas aos meios hidricos – navegaçao
lazer
- reabilitaçao da rede hidrografica de forma integrada promovendo a qualidade
ambiental e o desenvolvimento socio economico

Cooperaçao internacional

A convençao luso espanhola obriga ambos os paises a uma actuaçao de


respeito e cooperaçao, bem como definirem caudais minimos, parametros de
qualidade das aguas, situaçao das albufeiras etc. Contudo, ainda nao existe
regulamentaçao sobre as normas concretas da actuaçao. Exemplo – os
caudais minimos nao definidos desfavorecem portugal.

A solidariedade na gestao dos recursos hidricos comuns é uma atitude chave


tanto no que respeita as negociaçoes entre portugal e espanha como no que se
refere a partilha da agua entre as diferentes regioes de cada pais.
Racionalizar o consumo de agua: forma de preservar

Foi elaborado o Programa Nacional para o Uso Eficiente da Agua que aponta
para uma maior racionalizaçao do consumo da agua, de modo a aumentar a
eficiencia da sua utilizaçao.

Existem desperdicios em todos os sectores, por perdas, devido a utilizaçao de


tecnologia deficiente ou desadequada, e ainda por atitues e comportamentos
que provocam gastos desnecessarios.

Na agricultura - actividade qye gasta mais agua – pode-se evitar


desperdicios:
- no transporte de agua – atraves de condutas fechadas
- na irrigaçao usando tecnicas de rega mais eficientes
- com a selecção de culturas adoptadas as caracteristicas climaticas
- pela reutilizaçao de agua tratada

Na industria, pode ser racionalizado atraves:


- da utilizaçao de tecnologias mais eficientes – que evitem a perda na produçao
- do uso da mesma agua para fins diferentes –
- da instalaçao de sistemas de tratamento das aguas residuais que permitam a
sua reutilizaçao

No sector urbano – usos domesticos e empresas de comercios e serviços ,


uma maior eficiencia no uso da agua pode ser conseguida atraves:
- da utilizaçao de maquinas com possibildade de dosear a carga
- da criaçao de habitos pessoais que evitem desperdicios
- da colocaçao de autociclismos com menor volume de descarga, ou com
descrga de dupla capacidade
- do cuidado em manter os equipamentos em boas condiçoes (torneiras,
maquinas)
- da reutilizaçao de agua tratada nos autoclismos e na rega de jardins

Potencialidades do litoral
O mar constitui para Portugal uma importante fonte de recursos, alguns ainda
por potencializar e que importa conhecer e preservar

Ao longo do litoral desenvolvem-se muitas actividades que implicam a


utilizaçao do mar como recurso, nomeadamene a pesca, a aquicultura, a
aextracção de sal, bem como actividades de turismo, lazer e recreio, entre
ouras.

O litoral exerce tambem uma poderosa atracção sobre a industria, o comercio e


os serviços em geral, principalmente pela acessibilidade que proporciona, o
que leva ao desenvolvimento das actividades portuarias.
Nos arquipelagos da madeira e dos açores, para alem de assegurar a
subsistencia de muitas comunidades litorais, o mar constitui a unica via de
contacto fisico entre as diversas ilhas e destas com o resto do mundo.

Caracteristicas da linha de costa

Com cerca de 1450km de extensao, a costa portuguesa apresenta uma


configuração linear e pouco recortada. O aspecto da linha de costa depende,
sobretudo, das caracteristicas das formaçoes rochosas que se encontram em
contacto com o mar e da intensidade da erosao marinha.

No litoral portugues, verifica-se uma predominancia da costa de arriba,


talhada nos afloramentos rochosos de maior dureza, que se paresenta ora alta
e escaropada ora mais baixa. A costa de praia, baixa e arenosa, ocupa uma
menor extensao do litoral, quer no Continente quer nas Rautonomas, cuja
natureza vulcanica explica a predominancia de costa de arriba.

Os dois tipos de costa alternam de forma irregular. De modo geral, nas areas
onde as rochas que contactam com o mar sao de maior dureza – granito xisto e
calcario de formaçao recente – a costa é de arriba. As arribas sao mais altas
onde predomina calcario:
- desde a nazare ate a foz do rio tejo
- entre o Cabo Espichel e a foz do Rio Sado
- do Cabo de sines ao cabo de S.vicente
- Barlavento Algarvio

No litoral norte a linha de contacto com o mar apresenta-se


predominantemente baixa, devido a existencia de uma estreita faixa de costa
de emersao, dando origem a pequenas reentrancias e algumas praias

No litoral baixo, o mar contacta com rochas mais brandas, como arenitos e
argilas, sendo possivel encontrar reentrancias propiciasa deposiçao de areias.
Acontece nas faixas costeiras entre:
- Espinho e S. Pedro de Moel
- Estuario do rio tejo
- foz do rio sado e cabe de sines
- Satavento algarvio

A acção do mar sobre a linha da costa


O mar exerce sobre a linha da costa uma acção de desgaste, transporte e
acumulaçao de materiais rochosos designada por erosao marinha
Este desgaste e provocado pela força das ondas (enrgia cinetica) que, com o
seu movimento, provocam a fragmentaçao das rochas

Esta acção é reforçada pela areia e fragmentos rochosos arrancados as rochas


do litoral ou transportados pelas correntes maritimas ou pelos rios ate ao mar.
Estes materiais, pela acçao das ondas, sao projectados contra as formaçoes
rochosas do litoral que sofrem assim uma intensa erosao mecanica – abrasao
marinha

Esta acção de desgaste é mais intensa junto das arribas e conduz ao seu
progressivo recurso.

A acçao do mar sobre a linha da costa conjugada com a deposiçao de


sedimentos marinhos e fluviais, deu origem a algumas areas do litoral com
caracteristicas proprias na costa portuguesa – acidentes do litoral

As rias de aveiro e Faro

A ria de aveiro é uma laguna separada do mar por uma espessa restinga –
cordao arenoso que resultou da acumulaçao de sedimentos transportados
pelas correntes maritimas do Vouga
A ria Formosa ou de Faro resultou da acumulaçao de materiais transportados
pela deriva litoral que corre de oeste para leste. É tb uma area lagunar na parte
mais poeminente do litoral algarvio, que se encontra igualmente separada do
mar por uma restinga.

Assumem grande importancia no litoral portugues, pela riqueza e variedade de


recursos disponiveis.

Os estuarios do Tejo e do sado

A foz destes rios constituiem os unicos recortes verdadeiramente acentuados


no litoral portugues, razao pelo qual se deu a origem dos principais portos. Os
seus estuarios – areas da foz dos rios que desaguam directamente no mar e
onde a influencia das correntes e das mares é importante por constituirem
zonas humidas de grande riqueza ecologica onde existem reservas naturais.

Outros acidentes do litoral

Concha de sao martinho do porto – pequena baia com uma estreita abertura
para o mar. Outrora um grande golfo, foi reduzindo a sua dimensao devido a
acumulaçao de sedimentos marinhos.

Tombolo de Peniche – é um istmo que se formou pela acumulaçao de materiais


arenosos transportados pelas correntes maritimas, unindo o que era uma
pequena ilha ao continente

Cabos – encontram-se tambem ao longo da costa portuguesa e constituem


saliencias talhadas em formaçoes rochosas de maior resistencia, geralmente
em areas de costa alta e rochosa.
Localização dos principais portos

Os portos localizam-se geralmente no flanco sul dos cabos. Por exemplo, o


porto de Peniche localiza-se a sul do cabo carvoeiro
Apesar de extensa, a costa maritima e pouco cortada e, como tal, pouco
abrigada dos ventos e muito abatida pelas vagas. Deste modo n existem boas
condiçoes naturais para a instalaçao de portos maritimos, o que levou a
construçao de abrigos e portos arteficiais.

Principais factores que influenciam os recursos piscatorios

A abundancia de peixe e influenciada pelas condiçoes de


- temperatura
- iluminaçao
- salinidade
- oxigenaçao das aguas de que depende a existencia de maior ou menor
quantidade de plancton vegetal (fitoplancton) ou animais (zooplancton) – dos
quais muitas especies se alimentam

estas condiçoes dependem da profundidade das aguas e das correntes


maritimas

Plataforma continental – extensao da placa continental que se encontra


submersa e cuja profundidade nao ultrapassa os 200 metros – aí as aguas:
- sao pouco profundas, o que permite uma maior penetraçao de luz
- sao mais agitadas e por isso mais ricas em oxigenio
- possuem menor teor de sal, devido a agitaçao e ao facto de receberem as
aguas dos rios
- sao mais ricas em nutrientes devido ao oxigenio e luz e formaçao de plancton

Por isso a quantidade e diversidade de fauna marinha sao maiores nestas


areas

Têm apenas 10% dos fundos marinhos mas representam 80% das capturas
dos homens. Por outro lado é la que se depositam os residuos fluviais com
perigo para a fauna

É quase inexistente nos arquipelagos devido a origem vulcanica dos mesmos

Correntes maritimas

As correntes maritimas – deslocaçoes de grandes massas de agua


individualizadas pelas suas caracteristicas de temperatura e densidade – sao
tambem favoraveis a abundancia do pescado, principlamente na area da
confluencia de uma corrente fria e uma corrente quente. As aguas agitadas
proporcionam a renovaçao da agua e do plancton e renovaçao dos stocks.
Nos meses de Verao, a nortada – ventos fortes de norte – sopra junto ao litoral,
provocando o afastamento das aguas superficiais para o largo.
Gera-se uma corrente de compensaçao – aguas profundas ascendem a
superficie para substituir as que foram afastadas pelo vento – provocando uma
maior agitação das aguas e diminuiçao da temperatura.  Upwelling

Esta ascendencia faz ascender a superficie grandes quantidades de nutrientes,


atraindo os cardumes. – sardinha e carapau no verao

De quem e o mar:
Mar Territorial - águas que se encontram até 12 milhas dos limites exteriores da
costa e sobre os quais o país exerce soberania.

Zona Contígua - zona de mar alto entre as 12/24 milhas, na qual o Estado pode
exercer fiscalização para prevenir ou repirmir infracções às suas leis.

Em 82 definiu-se a Zona Económica Exclusiva – ZEE – área que se prolonga


até às 200 milhas da costa, onde o respectivo Estado costeiro pode exercer o
seu direito de soberania. Esse Estado tem o direito a explorar, investigar,
conservar, gerir e defender de qualquer “ameaça”, como por exemplo a
poluição.

Águas internacionais - não são de ninguém mas também não podem usufrir
dessas águas qualquer um, pois existem organizações próprias que gerem
isso.

A importancia da pesca

Esta continua a ter alguma relevancia, sobretudo nas areas costeiras, onde
assume, por vezes, um papel importante a nivel local, dela dependendo
diversas comunidades piscatorias.

O peso da actividade piscatoria na economia nacional, incluindo as actividades


da industria transformadora e da aquicultura, tem vindoa decrescer.

A populaçao empregada neste sector tem vindo tambem a diminuir, nao


ultrapassando 0.5% da pop activa, o que se prende com a resstruturaçao do
sector, tanto ao nivel da frota de pesca como da industria de transformaçao do
pescado.
Principais areas de pesca

Desde a adesao a UE , portugal beneficiou dos acordos de pesca celebrados


entre a UE e paises terceiros. Destacam-se a captura de em aguas de Atlantico
Norte, Atlantico Noroeste, Atlantico Centro e Atlantico Sudeste e Sudoeste,
areas onde sao capturados bacalhau, pescada, atum, gamba, etc.
Frota de Pesca

Embarcações da pesca local


- pequenas dimensoes
- construidas em madeira
- aguas perto da costa, ate 6 e 10 milhas
- artes de pesca diversificadas
- curtos periodos de tempo no mar

Embarcaçoes da pesca costeira


- Actividade para lá das 6 milhas de distancia da costa
- Podem operar em areas para la da ZEE nacional
- detem meios de conservaçao do pescado
- mais potencia e autonomia que a frota local
- permanecem no mar até 2 e 3 semanas

Embarcações da pesca do largo


- grandes dimensoes
- para la das 12 milhas, aguas internacionais e ZEE estrangeiras
- podem estar longos meses no mar
- tecnicas de captura e detecção de cardumes atraves de tecnologias melhores
- tecnologias de transformaçao, conservaçao e congelaçao do pescado

O numero de embarcaçoes tem vindo a diminuir, deve-se ao facto de:


- Criaçao das ZEE
- instabilidade politica em alguns paises cujas aguas actuava a frota portuguesa
- aumento das restriçoes em areas onde portugal tradicionalmente exercia esta
actividade

Apesar da reduçao ddo numero de embarcaçoes de pesca local, constata-se


um aumento da potencia motriz, o que significa mais e melhores motores
instalados. Este é um dado positivo, porquanto a frota local é a mais
significatia.

Repartiçao regional

A regiao com maior numero de embarcaçoes registadas é de lisboa e vale do


tejo, seguida do algarve, pelo facto de terem mais portos. O numero de
embarcaçoes tem vindo a diminuir em quase todas as regioes, sendo no
algarve a queda que mais se fez sentir, embora melhorando as caracteristicas
das suas embarcaçoes. Em lisboa e vale do tejo houve perda na tonelagem e
potencia das embarcações.

Especies capturadas
Nos ultimos anos tem vindo a verificar-se uma reduçao acentuada da
quantidade de pescado descarregada nos portos nacionais, embora se
constate um ligeiro aumento da que provém de pesqueiros externos.

Esa diminuiçao tem-se reflectido nos nossos stocks

As principais especies capturadas nos portos de maior pescado – Matosinhos,


peniche, portimao – sao:
- sardinha
- carapau
- polvo
- peixe espada preto
- cavala

Mao de obra

Maioritariamente masculino, o grupo de profissionais da pesca caracteriza-se


por um peso importante nos niveis etarios mais elevados.

A idade elevada de uma boa parte da populaçao empregada na pesca ajuda a


explicar o reduzido nível de escolaridade: a maioria apeas frequentou o
primeiro ciclo um numero significativo nao tera sequer frequentado a escola

A integraçao na Politica comum das pescas teve efeitos ao nivel da formaçao


profissional. Para incentivar o rejuvenescimento e a qualificaçao, foram criados
centros de formaçao nos principais portos do pais.

Nao tem sido acompanhada com grande interesse por parte dos pescadores.
Este decrescimo pode estar relacionado com:
- condiçoes pouco aliciantes da actividade, nomeadamente para os jovens que
nao se sentem atraidos para este tipo de trabalho
- crise do sector
- apoios insuficientes para a frequencia de acções de formaçao para
profissionais no activo.

Infra-estruturas portuarias

Para que a actividade piscatoria se possa desenvolver, é necessario que


existam em terra, infra-estruturas que permitam efectuar as descargas do
pescado de forma rapida e higienica, a sua conservaçao e um bom
escoamento no mercado.

Tem-se vindo a fazer um esforço de modernizaçao no sentido de aproximação


aos padroes europeus.
A fiscalização do cumprimento das regras de captura e higiene foram
melhoradas, sendo controladas permanentemente por profissionais
Os apoios comunitarios tem-se revelado importantes, sobretudo no que diz
respeito aos equipamentos de apoio nos principais portos. Alguns portos de
pesca encontram-se ja equipados com camaras frigorificas, tuneis de
congelaçao e fabricas de gelo, para apoio as actividades de comercializaçao.

Muitos disponibilizam instalaçoes melhores como: escritorios, armazens,


abastecimento de combustiveis, restaurantes etc

Aquicultura

- cultura de especies aquaticas em ambientes controlados pelo homem, tanto


em agua doce com em agua salgada – constitui uma alternativa as formas
tradicionais de abastecimento do pescado, permitindo diminuir a pressao sobre
os recursos piscicolas marinhos e em consequencia a recuperaçao dos stocks.
Permite tb a produçao de peixes em vias de extinçao.

A quantidade de recursos produzidos em aquicultura tem vindo a aumentar,


sobretudo nos establecimentos de aguas salgadas, embora tenha fraca
representatividade no volume total de produçao de pescado fresco

Existem estabelecimetnos que funcionam como unidades de reproduçao e


outros como unidades de crescimento/engorda podendo ser tanques,
estruturas flutuantes ou viveiros.

A industria transformadora da pesca

Tal como a aquicultura, a industria transformadora dos produtos da pesca,


incluida neste sector, manteve algum dinamismo, numa adaptaçao à evoluçao
dos mercados

Conservas e semiconservas

É um dos mais importantes, quer pela imagem de tradiçao e bem-fazer quer


pela importancia que detem na balança comercial dos produtos de pesca
A produçao baseia-se na sardinha, no atum e na cavala, sendo a sardinha o
principal produto exportado, enquanto o atum é o mais consumido no mercado
interno. No segmento das semiconservas, o biqueirão é a especie mais
importante.

Congelados

A preparaçao e a transformaçao de pescado congelado constitui o vector mais


recente da industria de produtos de pesca, e tende a afirmar-se como um dos
mais importantes. Os produtos congelados. – sao cada vez mais frequentes no
consumo das familias pela sua adaptaçao as caracteristicas da vida moderna e
pela segurança alimentar que proporcionam

Este sector assum-se como complemento da actividade piscatoria nacional,


pois absorve tambem uma parte importante da materia prima de origem
nacional

Salga e secagem

Este sector tem tambem uma implantaçao tradicional no nosso pais, na


dependencia quase exclusiva do bacalhau
Portugal é o maior consumidor de bacalhau salgado seco do mundo, que
representa cerca de metade do consumo de pescado nacional. A noruega é o
principal fornecedor de materia prima

Outras actividades

Existem ainda outras actividades que se dedicam a transformaçao dos


produtos da pesca. É o caso dos pre cozinhados ou da fumagem. Tem vindo a
implantar-se valorizando especies como o espadarte e produtos da aquicultura.

Dependencia do exterior

A reduçao das capturas, tanto em aguas nacionais como em pesqueiros


externos, conjugada com a tradicional apetencia dos Portugueses para o
consumo de peixe, contribuem para o crescimento das importaçoes. A
produçao nacional apenas consegue satisfazer metade das necessidades do
mercado.

Problemas e soluçoes

A intensa litoralizaçao tem conduzido a impactes negativos que podem


observar-se ao longo da costa.

Sobreexploraçao dos recursos

A poluiçao maritima afecta os recursos piscatorios das nossas aguas, mas a


sobreexploraçao é a principal causa da sua reduçao. A pesca portuguesa ao
incidir em pesqueiros situados a curta distancia da costa e na exploraçao de
um reduzido numero de especies, tem conduzido a progressiva diminuiçao dos
stocks

É fundamental desenvolver a investigaçao no dominio da gestao dos recursos.


Em conjugaçao com a Politica comum das pescas, foram estabelecidas
medidas de protecção para as principais especies capturadas em Portugal,
destacando-se:
- estabelecimento de quotas de pesca – quantidade maxima de pesca
permitida em funçao de especie
- implementaçao de novos tamanhos minimos de desembarque
- estabelecimento de restriçoes nas capturas

Poluiçao das aguas

A poluiçao das aguas costeiras em Portugal deve-se a actividade portuaria, as


cargas elevadas de nutrientes, pesticidas e outros produtos quimicos
provenientes da escorrencia dos terrenos agricolas e a descarga de aguas
residuais industriais e domesticas por vezes nao tratadas.

Os derrames de petroleo constituem a principal ameaça, resultando em mares


negas.

A enorme extensao da ZEE portuguesa dificulta o controlo do nosso espaço


maritimo. Por isso, o reforço da capacidade de vigilancia é um factor
fundamental para a optimizaçao dos recursos marinhos e para a sua
sustentabilidade.

Pressao urbanistica

A degradaçao da paisagem litoral, com a construçao desordenada, tem


deixado marcas em todo o litoral portugues, colocando em risco o seu equilibrio

Causas da degradaçao do litoral portugues:


- diminuiçao da quantidade de sedimentos que atingem a costa – devido a
acção das barragens e extracção de areias dos rios
- pressao humana sobre as dunas
- construçao sobre as arribas – aceleram o seu recuo e desmoronamento
- subida do nivel medio das aguas do mar – provocada pelo aquecimento
global

A configuraçao rectilinea da nossa costa faz com que esta seja exposta a
acção erosiva do mar e dos ventos dominantes de oeste.

Actividades de lazer e exploraçao da Natureza

As inegaveis capacidades turisticas de todo o litoral portugues, potencializadas


pela amenidade do clima, conduziram a um acentuado desenvolvimento do
turismo de sol e praia no nosso Pais, a partir da decada de 60. Esta explosao
turistica teve consequencias nefastas, em particular na regiao do algarve, por
nao ter sido acompanhada de um projecto de desenvolvimento sustentado

A grande concentraçao de turistas na epoca balnear tem conduzido a uma forte


pressao ambiental sobre o litoral.
É importante que a actividade turistica continue a desenvolver-se, mas de uma
forma sustentavel, preservando e valorizando os recursos ambientais e
turisticos do litoral. Para tal devem ser desincentivadas as acções que implicam
a sobrecarga de regioes que ja se encontram saturadas, ou a ocupaçao de
areas sensiveis, do ponto de vista ambiental

POOC

Atendendo a importancia que o litoral assume e aos problemas que o afectam,


é fundamental que se tomem medidas, nomeadamente ao nivel legislativo e
tecnico, que permitam melhorar e proteger a faixa costeira.
Os POOC foram definidos, visando planear de forma integrada os recursos do
litoral.

Tratam-se de planos que se encontram em articulaçao com outros planos de


orddenamento de territorio como os planos directores municipais PDM.
Têm como objectivos:
- ordenamento dos usos e actividades especificas da faixa costeira
- classificaçao, valorizaçao e qualificaçao das praias estrategicas
- enquadramento das actividades especificas da faixa costeira
- defesa e conservaçao da natureza
- racionalizar a construçao na orla costeira

A implementaçao destes planos permitiu a inventariaçao das areas de risco,


das areas onde é necessaria a intervençao em arribas, etc.

Valorizaçao e potencializaçao de outros recursos:

- produçao de energias renovaveis – a partir das ondas e mares e ventos


- exploraçao de minerais e hidrocarbonetos
- preservaçao da riqueza patrimonial, arqueologica e cientifica
- extracção de sal
- recolha de algas
- dessalinização – permite retirar o sal da agua salgada e torna-la potavel