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Ficha de Avaliação Sumativa de Português n.º 2
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GRUPO I - LEITURA
PARTE A
PARTE A

Lê, com muita atenção, o texto a seguir transcrito.

Cinema, literatura e cultura geral

1

O grande sucesso de maus produtos culturais e nomeadamente de algum cinema que têm chegado às salas passa muito pela falta de exigência do público e dos espectadores. A sociedade global tende cada vez mais para a banalização e, infelizmente, cada vez mais para uma certa pobreza cultural. As duas guerras mundiais que assolaram a Europa no

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século passado criaram, entre outras coisas, uma necessidade de liberdade e maior poder de escolha nas pessoas. No entanto, algo que foi muito positivo acabou por criar igualmente nas sociedades ocidentais, distintas e diferenciadas, muitas dúvidas e carências culturais que se refletem cada vez mais nos dias de hoje, sob o efeito da televisão e da Internet. Se pensarmos, por exemplo, apenas na sociedade portuguesa pós-

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25 de Abril, reconhecemos que mudaram muitas coisas, para melhor obviamente, mas a cultura perdeu terreno e as pessoas leem e vão cada vez menos ao cinema. É neste contexto que igualmente o cinema português, além da falta de grandes estímulos à criação, financiamento, relação com o seu público, sofre de um mal interno geral que diz respeito aos próprios argumentos e à necessidade de contar boas histórias. É verdade que

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somos um país de poetas e que a nossa literatura não é muito rica. É certo igualmente que não temos J. K. Rowling nem um universo mitológico como o da cultura anglo-saxónica. Mas temos muito melhor, um Lobo Antunes ou um José Saramago (que Fernando Meirelles 1 adaptou), que têm uma grande relevância internacional e cultural e que dariam, entre outros, muito boas adaptações ao cinema. O desinteresse do público em

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geral por determinados filmes mais complexos passa, em primeiro lugar, pela falta de hábitos de leitura, por outro porque efetivamente a estrutura de um filme passa sempre pelo argumento, que, no fundo, pode vir ou não da literatura. E como as pessoas não estão habituadas a ler, torna-se mais difícil interpretar. As gerações mais velhas, pouco influenciadas pelo efeito massivo da televisão e da Internet, encontraram na leitura de

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romances uma grande fonte de conhecimento, entretenimento, enriquecimento cultural. A literatura foi o ponto de partida para aprender a ler o cinema e obviamente a sua primeira arma para combater o empobrecimento cultural. Desta vez, apeteceu-me falar de livros. Boas férias, com muitos filmes e boas leituras!

José Vieira Mendes, in Premiere, agosto de 2009

1. Fernando Meirelles: cineasta brasileiro.

Português

Página 1

1. Seleciona, em cada item (1.1. a 1.7.), a opção correta relativamente ao sentido do texto.

  • 1.1. Ao longo do texto, o autor defende que

    • a. o sucesso de produtos culturais de má qualidade deve-se às características do público.

    • b. os maus produtos culturais são criados por um público pouco exigente.

    • c. a qualidade dos produtos culturais é independente da sociedade em que surgem.

      • 1.2. Após os conflitos mundiais do século XX, na Europa, as pessoas

        • a. começaram a ir mais ao cinema e a ler mais livros.

        • b. sentiram necessidade de ter uma maior liberdade de escolha.

        • c. tornaram-se mais exigentes relativamente aos produtos culturais.

          • 1.3. A expressão “a cultura perdeu terreno” (linha 11) significa que

            • a. a importância da cultura tem vindo a diminuir.

            • b. as culturas agrícolas diminuíram após o 25 de Abril.

            • c. os resultados escolares pioraram nos últimos anos.

              • 1.4. São indicados diversos problemas do cinema português, nomeadamente

                • a. falta de financiamento e equipamento cinematográfico.

                • b. má relação com o público e argumentos demasiado complexos.

                • c. inexistência de incentivos à criação e relacionamento com os espectadores.

                  • 1.5. De acordo com José Vieira Mendes,

                    • a. não existem obras literárias portuguesas que possam ser adaptadas ao cinema.

                    • b. algumas obras literárias portuguesas são relevantes e poderiam originar filmes.

                    • c. a literatura portuguesa não possui relevância internacional suficiente para ser adaptada ao cinema.

                      • 1.6. O desinteresse do público em geral por filmes mais complexos deve-se

                        • a. ao facto de estes serem aborrecidos.

                        • b. à preferência por obras literárias.

                        • c. à sua dificuldade de interpretação.

                          • 1.7. A conjunção “como” (linha 22) pode ser substituída por

                            • a. uma vez que.

                            • b. se.

                            • c. quando.

PARTE B
PARTE B

Lê o texto com muita atenção e responde às perguntas que te são colocadas.

Dia. Ó poderoso dom Anrique cá vindes vós? Que cousa é esta?

Vem o fidalgo e, chegando ao batel infernal, diz:

Fid. Esta barca onde vai ora, que assi está apercebida?

Dia. Vai pera a ilha perdida e há-de partir logo essa'ora.

Fid. Pera lá vai a senhora?

Dia. Senhor, a vosso serviço.

Fid. Parece-me isso cortiço ...

Dia. Porque a vedes lá de fora.

Fid. Porém, a que terra passais?

Dia. Pera o Inferno, senhor.

Fid. Terra é bem sem-sabor.

Dia. Quê? E também cá zombais?

Fid. E passageiros achais pera tal habitação?

Dia. Vejo-vos eu em feição pera ir ao nosso cais ...

Fid. Parece-te a ti assi.

Dia. Em que esperas ter guarida?

Fid. Que leixo na outra vida quem reze sempre por mi.

Dia. Quem reze sempre por ti! ... Hi hi hi hi hi hi hi! ... E tu viveste a teu prazer, cuidando cá guarecer porque rezam lá por ti? Embarcai! Hou! Embarcai, que haveis de ir à derradeira. Mandai meter a cadeira, que aqui passou vosso pai.

Fid. Quê? Quê? Quê? Assi lhe vai?

Dia. Vai ou vem, embarcai prestes! Segundo lá escolhestes, assi cá vos contentai. Pois que ja a morte passastes havês de passar o rio.

Fid. Não há aqui outro navio?

Dia. Não, senhor, que este fretastes, e primeiro que espirastes me destes logo sinal.

Fid. Que sinal foi esse tal?

Dia. Do que vós vos contentastes.

Fid. A estoutra barca me vou. - Hou da barca! Pera onde is? Ah, barqueiros! Não me ouvis? Respondei-me! Houlá! Hou! (Par Deos, aviado estou! Cant'a isto é já pior Que giricocins, salvanor! Cuidam que sao eu grou?)

Anjo. Que querês?

Fid. Que me digais, pois parti tão sem aviso, se a barca do Paraíso é esta em que navegais.

Anjo Esta é: que demaindais?

Fid. Que me leixes embarcar. Sou fidalgo de solar, é bem que me recolhais.

Anjo Não se embarca tirania neste batel divinal.

Gil Vicente, Auto da Barca do Inferno

  • 2. Identifica o local onde decorre a ação.

  • 3. Indica os elementos cénicos que acompanham o Fidalgo e explica o que simboliza cada um deles.

  • 4. Descreve a movimentação da personagem em cena.

5.

Aponta, explicando, o critério indicado pelo Diabo para que as almas se salvem ou sejam condenadas.

  • 6. Explicita a intenção crítica desta cena.

  • 7. Refere o recurso expressivo presente na segunda fala do Diabo e comenta o seu valor expressivo:

“Vai pera a Ilha Perdida e há de partir logo essora.”

PARTE C
PARTE C

Seleciona uma das seguintes opções:

I

No

Auto da Barca do Inferno,

de Gil

vicente, o Anjo,

ordena-lhe: «vai para quem te enganou.»

no seu diálogo com o Onzeneiro,

Escreve um texto com um

mínimo de

70 palavras e um máximo

de

120

palavras no qual

apresentes, pelo menos, três enganos presentes na sociedade atual. Podes selecionar os enganos da lista seguinte ou referir outros que aí não constem:o engano da moda; o engano do consumismo; o engano do dinheiro; o engano nas relações entre as pessoas; o engano da falta de civismo… - O teu texto deve incluir uma parte introdutória, uma parte de desenvolvimento e uma parte de conclusão. - Deves referir a tua opinião, justificar e dar exemplos que a comprovem.

 

II

A expressão latina “ridendo castigat mores” foi o princípio que Gil Vicente aplicou à sua sátira. Por isso, se considera a sua obra como um espelho, porque reflete fielmente a sociedade do séc. XVI.

 

Francisca: Na minha opinião, Gil Vicente pretendeu criticar toda a sociedade da época em que

viveu.

Guilherme: Quanto a mim, a crítica de Gil Vicente também se adequa à sociedade atual. Escreve um texto de opinião, com um mínimo de 70 e um máximo de 120 palavras, em que, de entre os dois comentários, defendas aquele que te parece mais adequado. O teu texto deve incluir uma parte de introdução, uma parte de desenvolvimento e uma parte de conclusão.

Organiza a informação apresentados a seguir:

da forma que considerares mais pertinente,

tratando os tópicos

 

• Indicação do comentário que, na tua opinião, é mais adequado. • Justificação da escolha desse comentário. • Explicação da expressão “ridendo castigat mores”. • Atualidade da obra, justificando a tua opinião com exemplos significativos.

 
 

III

Lê atentamente a letra de canção que se segue, da autoria do grupo Mundo Segundo:

Anjo e Demónio

Meu anjo, meu demónio, feitios competitivos, Um quer pacificar o mundo, outro quer comê-los vivos, Um propaga a fé, o outro reflete a força bruta, Quando entram em conflito, prefiro não sair da gruta, Um chora outro riem plena sala de urgência, Em absolveu, outro condenou com sentença. Um controla as contas, o outro é rei do desperdício. Um tem o dom da virtude, o outro o prazer do vício, Mas um vive para o trabalho, o outro não conhece ofício.

“Anjo e Demónio”, de Mundo Segundo (texto com supressões) Redige um comentário ao texto acima transcrito, com um mínimo de 70 e um máximo de 120 palavras, em que exponhas as linhas fundamentais de leitura desta letra de canção. O teu texto deve incluir uma parte introdutória, uma parte de desenvolvimento e uma parte de conclusão. Organiza a informação da forma que considerares mais pertinente, tratando os tópicos apresentados a seguir.

Entidades em oposição.

Representatividade/simbolismo dessas entidades e/ou dos seus atributos.

Relação existente entre as duas entidades.

Possível atualidade (modernidade) da situação apresentada.

Para efeitos de contagem, considera-se uma palavra qualquer sequência delimitada por espaços em branco,

mesmo quando esta integre elementos ligados por hífen (exemplo: /di-lo-ei/). Qualquer número conta como uma

única palavra, independentemente dos algarismos que o constituam (exemplo: /2011/).

GRUPO II - GRAMÁTICA

8. Identifica as diferentes funções sintáticas das palavras ou expressões destacadas nas frases que se seguem.

  • 8.1. Enviaram-nos dois bilhetes para um espetáculo teatral.

  • 8.2. Entrei no teatro para ver esse auto vicentino.

  • 8.3. Pudemos assistir ao espetáculo tranquilamente.

9. Classifica as orações sublinhadas.

  • 9.1. Quando foi ao teatro, o Pedro viu o auto que foi escrito por Gil Vicente.

  • 9.2. Este auto, que foi escrito por Gil Vicente, critica a sociedade da sua época.

  • 9.3. Quem gosta de teatro vai adorar ler este auto.

10.

Reescreve

a

frase

seguinte,

substituindo

a

expressão

destacada

pelo

pronome

pessoal

correspondente.

 

“O aluno veria a peça se chegasse cedo.”

11.Completa cada uma das frases seguintes com a forma do verbo apresentado entre parênteses, no tempo e no modo indicados. Escreve a letra que identifica cada espaço, seguida da forma verbal correta.

Pretérito perfeito composto do indicativo

Estes alunos são quem

___a_)___

(ver) mais peças de Gil Vicente.

Pretérito mais-que-perfeito simples do indicativo

Depois da peça, os atores despediram-se de quem

___b_)___

(fazer) questão de os apoiar.

12. Em qual das frases seguintes a expressão sublinhada desempenha a função sintática de vocativo? Escreve a letra que identifica a opção escolhida.

  • (A) Ouvi a Marta, uma colega da Rita, contar uma história engraçada.

  • (B) Encontrei a Marta, sentada na escada.

  • (C) Pedimos à Marta que nos contasse a história outra vez.

  • (D) Conta-nos, Marta, que história é essa.

Escrita
Escrita
Escrita

Escreve um texto narrativo, correto e bem estruturado, com um mínimo de 180 e um máximo de 240 palavras onde contes uma aventura vivida por ti e pelo teu primo Luís, num país estrangeiro.

Na tua narrativa, deves incluir uma descrição de um espaço e de uma das personagens. Deve existir, também, um momento de diálogo. No final, revê o teu texto para verificares a ortografia, a pontuação, a estrutura das frases e dos parágrafos e a coerência.

Escreve um texto narrativo, correto e bem estruturado, com um mínimo de 180 e um máximo de 240 palavras onde contes uma aventura vivida por ti e pelo teu melhor amigo, no ano de 2026, em Guimarães.

Na tua narrativa, deves incluir uma descrição de um espaço e de uma das personagens. Deve existir, também, um momento de diálogo. No final, revê o teu texto para verificares a ortografia, a pontuação, a estrutura das frases e dos parágrafos e a coerência.

Escreve um texto narrativo, correto e bem estruturado, com um mínimo de 180 e um máximo de 240 palavras onde contes uma aventura vivida por ti e pelo teu cão (real ou imaginário) no ano de 2050, em Guimarães.

Na tua narrativa, deves incluir uma descrição de um espaço e de uma das personagens. Deve existir, também, um momento de diálogo. No final, revê o teu texto para verificares a ortografia, a pontuação, a estrutura das frases e dos parágrafos e a coerência.

Observações relativas ao Grupo III:

  • 1. Para efeitos de contagem, considera-se uma palavra qualquer sequência delimitada por espaços em branco, mesmo quando esta integre elementos ligados por hífen (ex.: /di-lo-ei/). Qualquer número conta como uma única palavra, independentemente dos algarismos que o constituam (ex.: /2008/).

  • 2. Relativamente ao desvio dos limites de extensão indicados – um mínimo de 180 e um máximo de 240

palavras –, há que atender ao seguinte:

– a um texto com extensão inferior a 60 palavras é atribuída a classificação de 0 (zero) pontos;

nos outros casos, um desvio dos limites de extensão requeridos implica uma desvalorização parcial (até dois

pontos) do texto

COTAÇÕES

 

Grupo

I

......................................

50

pontos

1.

.....................

7

pontos

 

2.

4 pontos

3.

7 pontos

4.

4 pontos

5.

6 pontos

6.

6 pontos

7.

6 pontos

10 pontos

 

Grupo

II

.....................................

20

pontos

8.

…………………… 5 pontos

 

9.

…………………… 6 pontos

10…………………… 3 pontos

11. …………………. 4 pontos

12………

………….

2 pontos

 

Grupo

III

.....................................

30

pontos

 

Total

.......................................

. 100 pontos

Bom trabalho, Os professores de Português