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Conteúdo

Tire suas dúvidas sobre os principais motivos de uma pane no carro. .............................................. 3

Tire dúvidas sobre mitos e verdades dos automóveis ...................................................................... 7

Tire dúvidas sobre a tecnologia do motor dos carros ...................................................................... 9

Tire dúvidas sobre as peças dos carros ........................................................................................ 11

Tire dúvidas sobre as siglas da mecânica dos carros ..................................................................... 14

Tire dúvidas sobre os tipos de motor de carro .............................................................................. 18

Barulho agudo ao frear pode significar problemas ....................................................................... 22

Tire dúvidas sobre o sistema de injeção de combustível ................................................................ 29

Tire dúvidas sobre as marchas e o sistema de transmissão de um carro ......................................... 32

Tire dúvidas sobre suspensão e carros rebaixados........................................................................ 35

Tire dúvidas sobre direção defensiva........................................................................................... 39

Veja dicas de como fazer a manutenção „caseira‟ do carro............................................................ 43

Dirigir descalço é proibido? Tire dúvidas sobre o Código de Trânsito............................................ 52

Tire suas dúvidas sobre rodas e pneus ......................................................................................... 55

Tire dúvidas sobre os equipamentos básicos de segurança dos carros ............................................ 58

Tire dúvidas sobre a poluição dos carros ..................................................................................... 60

'Pegar no tranco' pode ser prejudicial ao carro ............................................................................ 63

Veja como trocar a marcha do carro na hora certa ...................................................................... 66

Tire suas dúvidas sobre a 'lei seca' para motoristas....................................................................... 71

Tire dúvidas sobre o funcionamento do alternador ...................................................................... 73

Tire dúvidas sobre as placas dos automóveis................................................................................ 76

Tire dúvidas sobre a limpeza de bicos injetores dos carros ............................................................ 79

Tire dúvidas sobre a carroceria do veículo................................................................................... 82

Confira dicas sobre descarbonização do motor ............................................................................ 85

Saiba o que fazer quando a bateria do carro arriar ...................................................................... 89

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Tire dúvidas sobre o sistema de direção hidráulica ....................................................................... 91

Tire dúvidas sobre o sistema de airbag ........................................................................................ 94

Tire dúvidas sobre o funcionamento do sistema de ar-condicionado do carro................................. 97

Tire dúvidas de como lavar o seu carro ..................................................................................... 100

Tire dúvidas sobre os tipos de carrocerias dos carros.................................................................. 102

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Tire suas dúvidas sobre os principais motivos de uma pane no carro.

Noções básicas ajudam o motorista a se livrar de roubadas.


Especialista sugere o que e como fazer para não ficar a pé.

Ricardo Lopes da Fonseca Especial para o G1

Falta de manutenção torna comum a cena de carros em acostamentos (Foto:


Reprodução/TV Globo)

As situações de pane tendem a diminuir, graças a componentes cada vez mais evoluídos
e eficientes no monitoramento de falhas. No entanto, como ainda não inventaram um
carro a prova delas, listamos as causas mais prováveis e quais providências tomar.

Quando o carro falha, engasga e pára não adianta chorar nem folhear o manual. Mas
noções básicas ajudam o motorista a se livrar dos espertos que circulam oferecendo
―ajuda‖ e sugerem serviços completamente desnecessários.

Correia dentada deve ser trocada a cada 40 mil quilômetros (Foto: Reprodução/TV
Globo)
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Correia

Uma das causas mais freqüentes que fazem o carro parar é a correia dentada. Trata-se de
uma cinta de borracha que faz algumas peças do motor girar. Acionada pelo motor ela
transfere movimento gerado de uma região do motor – parte inferior – para outra,
geralmente o comando de válvulas, na parte superior. Os fabricantes recomendam a
substituição a cada 40 mil quilômetros, mas alguns motoristas se esquecem. Como
conseqüência, a correia pode se partir. Quando isso acontece, na maioria das vezes, o
carro está em movimento e o estrago é grande, podendo chegar a uma retífica completa
do motor. Se o carro parou abruptamente e você ficou na dúvida, o melhor é não tentar
dar a partida. A substituição só deve ser feita em oficina especializada.

Combustível adulterado pode fazer o motor 'engasgar' (Foto: Divulgação)

Motor

Uma situação comum nas panes é quando o motor demora a funcionar e logo perde
rendimento. Quando funciona, logo falha ou 'engasga'. Nessas circunstâncias, pode ser
uma das seguintes causas:
- o combustível utilizado pode ser adulterado;
- o tanque de combustível pode estar com muita sujeira;
- os bicos injetores podem estar sujos ou entupidos;
- no caso de carro com carburador pode ser que ele esteja sujo;
- a bomba de combustível pode estar com defeito;
- o filtro de combustível pode estar entupido;
- o cabo de velas pode ter algum defeito, pode ser um rasgo visível ou mesmo estar
partido internamente;
- as velas podem estar com a vida útil comprometida;

O que fazer nessas condições? Se for apenas o combustível, basta esgotar o tanque e
colocar outro de boa qualidade, mas qualquer uma das demais situações vai exigir uma
pessoa capacitada a fazer o reparo ou a substituição da peça com defeito. O melhor de
tudo é o motorista ter a noção do que pode ser a causa dessa falha, assim fica mais fácil
o diálogo com o mecânico e não se corre o risco de trocar peças sem necessidade.

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Bateria

Outra situação corriqueira é a bateria deixar o motorista na mão. Se a luz indicativa no


painel acender, é indício de que o sistema elétrico está com alguma falha. Esta pode ser
da própria bateria ou do alternador - peça que gera energia para recarregar a bateria.
Quando ocorre essa falha, a energia da bateria é utilizada até o fim e, nesse caso, não
tem reposição. Para resolver o problema é preciso um auto-elétrico, que vai avaliar a
condição do sistema elétrico e apontar a falha no alternador ou na bateria. Se for o mais
simples, uma recarga resolve a situação, mas pode ser necessária a troca da bateria ou
mesmo do alternador, que vai ser o reparo de custo mais elevado.

Quando o carro começa a trepidar, o problema pode ser o balanceamento (Foto:


Reprodução/TV Globo)

Balanceamento

O problema pode ter ainda uma outra dimensão. Em movimento, o carro começa a
trepidar e só tende a aumentar essa trepidação causando desconforto e muitas vezes até
obrigando o motorista a encostar. As causas podem ser:
- O mais comum é a falta de balanceamento ou alinhamento das rodas;
- Se você transitou por regiões sem asfalto com muito barro e lama, pode ser que tenha
impregnado na parte interna das rodas e assim causa o desbalanceamento;
- Pode ser a suspensão com algum defeito de maior intensidade, como alguma borracha
que se partiu ou mesmo algum braço danificado;
- Pode ser o coxim do motor que se desgastou;
- Pode ser algum cabo de vela que se soltou e desse modo um cilindro deixa de
funcionar, o motor rateia e o carro anda a base de solavancos;

O que fazer?
A primeira hipótese é verificar se todos os cabos do motor estão corretamente
conectados. Feito isso o próximo passo é checar a calibragem dos pneus. Depois retirar
as rodas e fazer uma avaliação. Nessa inspeção é preciso verificar tanto por fora da
roda, quanto internamente para ver se os chumbos que balanceiam a roda estão no lugar.
Um deles pode ter se soltado e com isso deu origem à trepidação. Essas são as situações

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mais fáceis, se persistir o mecânico deverá ser consultado, mas lembre-se que a causa
deve ser a suspensão ou algum suporte do motor ou câmbio.

Sem solução, o melhor é parar o carro em local seguro e chamar o guincho (Foto:
Reprodução/TV Globo)

Chame o socorro

A dica mais valiosa de todas é ter sempre muita calma e paciência. Se você tiver ou não
conhecimentos mecânicos, uma pane sempre vai colocá-lo em risco. Então, lembre-se
que o mais adequado é parar em local seguro. Se não for possível, sinalize
imediatamente, a fim de evitar que outros motoristas se choquem com o carro parado na
pista. Se a condição permitir faça uma analise da provável causa. Talvez possa ser um
simples cabo que soltou. Mas na dúvida não mexa em nada, chame o socorro.

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Tire dúvidas sobre mitos e verdades dos automóveis

Gasolina aditivada é melhor que a comum? Carro a álcool 'bebe' mais?


Veja as respostas a estes e outros temas polêmicos.

Ricardo Lopes da Fonseca Especial para o G1

Álcool consome mais rápido que a gasolina (Foto: Reprodução/TV Globo)

Quando o assunto é automóvel, o mais comum é o surgimento e a propagação de mitos


– muitos deles bem antigos –, que se tornam ―verdades‖ mesmo sem ninguém ter
conferido a veracidade deles. Muitas das respostas para essas inúmeras dúvidas são
meras repetições de ditados populares. Mas saiba o que é lenda e o que é realidade.

Gasolina comum x gasolina aditivada (ou premium)

O combustível aditivado ou ainda o premium contêm elementos químicos que


contribuem para manter o motor mais limpo. Porém, o mais correto é utilizar o que rege
o manual do proprietário, já que há variações específicas conforme o fabricante.

Dar a partida com a embreagem acionada

Apesar de não haver recomendações oficiais dos fabricantes, é benéfico ligar o carro
pisando na embreagem, pois alivia-se a carga no volante do motor. Além de não forçar
o sistema de transmissão, o motorista não corre o risco de dar a partida com o carro
engatado.

Freios com chiados

Há um mito de que barulhos emitidos durante as frenagens significam problemas, mas


na maioria das vezes não são. Alguns materiais utilizados na fabricação das pastilhas de
freios podem causar esses chiados. A sujeira também faz surgir ruídos e assobios.
Porém, com o uso contínuo, esses barulhos tendem a desaparecer. De qualquer maneira,
o motorista sempre deve estar atendo aos períodos de revisões de rotina.

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Pedal do freio x pedal da embreagem

Muitos motoristas têm dúvida sobre em qual pedal se deve pisar primeiro quando for
fazer uma redução. A lenda diz que sempre é preciso pisar primeiro na embreagem, mas
essa afirmação é falsa. Ao pisar na embreagem, o motor fica desengrenado – mesmo
que uma marcha esteja engatada. Isso pode dificultar o controle do automóvel. O
correto é pisar primeiro no freio e quando o carro estiver em velocidade mais reduzida,
na embreagem.

Descer com o carro em ponto morto (“banguela”)

Essa prática é totalmente equivocada e nunca deve ser feita. Apesar de economizar
combustível em veículos sem injeção eletrônica, essa manobra deixa compromete a
segurança. O automóvel desengatado não conta com auxílio do freio motor, que
contribuiu para uma melhor dirigibilidade e não sobrecarrega dos freios – que podem
superaquecer, prejudicando a eficiência.

Estacionar em vias íngremes

Há um mito que usar o freio de mão já basta para segurar um automóvel estacionado em
uma subida. Mas, além de puxar o freio de mão, é importante deixar o veículo engatado
na primeira marcha e com a direção travada e virada para o meio-fio. Essa é uma
garantia que seu carro não descerá ladeira abaixo caso haja alguma falha no sistema de
freio. Esta prática não chega a ser obrigatória no Brasil. Nos Estados Unidos, no
entanto, se o motorista não virar e encostar a roda dianteira no meio-fio, fica passível de
multa.

Transpor valetas e lombadas

Um dos mitos mais comuns diz que superar valetas e lombadas com o carro na diagonal
é melhor. Apesar de a suspensão do automóvel estar preparada para esse tipo de
procedimento, o correto é deixar o carro reto, pois o motorista irá causar menos torção
no monobloco e os amortecedores trabalharão com a mesma intensidade, sendo menos
sobrecarregados.

Carro a álcool consome mais que o a gasolina

É uma verdade. Primeiro porque a gasolina produz mais energia na queima e, para
compensar essa diferença, o carro a álcool injeta mais combustível no motor. Em
contrapartida, o motor movido a álcool é mais potente que a mesma versão a gasolina.

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Tire dúvidas sobre a tecnologia do motor dos carros

Comando eletrônico é responsável pelo gerenciamento das peças.


Especialista detalha como é o funcionamento do motor.

Ricardo Lopes da Fonseca Especial para o G1

Motor (Foto: Divulgação)

O motor do automóvel sempre é tido como um componente meramente mecânico. Na


verdade não deixa de ser, mas os lançamentos do mercado automotivo sempre
apresentam alguma novidade eletrônica associada ao motor. É natural as pessoas
ficarem com dúvidas quanto ao próprio funcionamento do motor, quem dirá dessa
parafernália que cada vez aumenta em quantidade. Para facilitar a vida do motorista
vamos exemplificar – sem as parafernálias – o funcionamento do motor, mais
precisamente o gerenciamento.

Bateria e bobina

Começamos pela parte elétrica. A bateria é a peça mais conhecida. Esse dispositivo
eletroquímico se destina a transformar a energia química armazenada em energia
elétrica para alimentar o motor de partida, a ignição e os componentes elétricos. A
bateria envia a energia com tensão de 12 volts para a bobina. Esse componente é um
transformador de tensão. A energia que recebe da bateria é enviada para as velas, mas
somente quando o comando eletrônico, que é o chefe maior, autorizar. A energia que
vai para a bobina é acumulada até passar de 30.000 volts, quando então vai para as
velas.

Velas e sensores

Nas velas, a energia enviada pela bobina é transformada em faíscas, que são as
responsáveis pela queima da mistura do ar com o combustível.
Uma vez em funcionamento, o motor está sob o comando eletrônico. São várias
informações circulando de um lado para o outro. Com isso o motor conta com vários
sensores. Um deles é o de rotação, que informa a velocidade de rotação do motor ao
comando eletrônico. Já o sensor de temperatura da água monitora o aquecimento do
motor. Qualquer variação é encaminhada uma informação para o comando eletrônico
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que tomas as devidas providências.

Outro sensor é o de pressão e temperatura do ar, que mede a quantidade, a velocidade e


a temperatura do ar que vai ser injetado no motor. Para o motor manter o sincronismo o
sensor de fase identifica os cilindros em fase de admissão de ar e combustível e também
os cilindros que estão na fase de exaustão, ou seja, eliminando os gases resultantes da
queima.

De uma forma geral os sensores seriam como encarregados em uma empresa. Um


sensor de grande importância é o de detonação. Ele seria uma espécie de ouvidor e
sobre tudo o que acontece dentro da câmara de combustão – local em que o ar e o
combustível são queimados. O sensor de detonação é capaz de escutar até as ―batidas de
pino‖, uma expressão popular para designar os barulhos estranhos do moto, que
costumam aparecer quando um motor não está bem de saúde.

Algumas vezes podem acontecer duas explosões na câmara de combustão, sendo uma
normal, provocada pela faísca da vela, e a outra indevida, provocada pela alta
temperatura do motor. Quando isso acontece é produzido um som metálico que é
detectado pelo sensor de detonação.

Sensor de oxigênio

Nessa empresa chamada motor existe também um fiscal, que fareja as coisas erradas.
Trata-se da sonda lambda, também chamada por sensor de oxigênio. Essa peça
identifica a quantidade de oxigênio presente nos gases expelidos após a queima na
câmara de combustão. Na prática esse sensor identifica se a mistura tem mais ou menos
combustível que deveria.

Comando eletrônico

Por fim, o tal de comando eletrônico recebe as informações de todos os sensores que
estão espalhados por todos os cantos. Confere os dados e define os ajustes. Uma das
atividades que o comando faz conforme a necessidade é adiantar ou atrasar o
fornecimento de energia para as velas que vai sair da bonina. Como se trata do gerente,
muitas vezes ele pode fazer várias coisas ao mesmo tempo. Dessa forma, o comando
eletrônico pode controlar a injeção de combustível para obter o melhor aproveitamento
da mistura com o ar sem desperdiçar a energia - e o próprio combustível.

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Tire dúvidas sobre as peças dos carros

Você para que serve o cânister? E a bronzina?


Especialista explica o significado de nomes curiosos das peças dos carros.

Ricardo Lopes da Fonseca Especial para o G1

Biela e alternador (Foto: Divulgação)

A cena é invariavelmente a mesma: o motorista leva o carro até uma oficina e alguns
minutos depois o mecânico apresenta uma lista com diversos nomes que confundem a
cabeça. Não faz mal, ninguém precisa saber tudo, mas um ou outro item é interessante
ter uma idéia do que é e como funciona. Abaixo montamos uma lista com os nomes
mais comuns e também muito curiosos.

Abafador
É o silenciador de ruídos que geralmente fica na parte inferior e mais extrema do carro,
o último elemento no cano de escapamento. Ele é o complemento do sistema de
exaustão, um auxiliar do silenciador principal.

Alternador
Trata-se de um componente elétrico que por meio de uma correia ganha movimento e
produz energia elétrica para carregar a bateria e alimentar o sistema elétrico do
automóvel. A geração dessa energia é de forma alternada, por isso o nome. Depois a
energia passa a ser contínua quando é retificada pelos diodos.

Ânodo
O eletrodo com carga positiva da bateria.

Biela
É uma peça em aço forjado que fica na parte interna do motor. Sua função é unir o
pistão e o virabrequim. Permite a transformação do movimento alternado do pistão
(sobe e desce) em movimento de rotação do eixo.

Bitola
Significa a distância entres as extremidades de um mesmo eixo no ponto de contato com
o solo.
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Bobina
É o componente da ignição que origina a corrente de alta tensão enviada a vela de
ignição que gera a faísca para a combustão.

Bronzina (Foto: Divulgação)

Bronzina
Sua função é proteger e também dar mais vida útil aos elementos móveis no motor,
como por exemplo, o virabrequim. Também é conhecida por casquilho.

Cabeçote
Parte superior que fecha o motor. Aloja as válvulas de admissão e descarga, além da
câmara de combustão. É repleto de dutos para circulação de água com a finalidade de
refrigerar o motor.

Câmber
É um termo em inglês que indica o ângulo de inclinação da roda. Sua medida
compreende a linha vertical e o plano mediano da roda visto de frente e com a direção
alinhada. A medida é positiva quando as rodas têm a parte superior inclinadas para fora
e negativa quando a parte inferior estiver para fora. Cada veículo pode ter uma medida
diferente, sempre padronizada pelo fabricante.

Cânister
Um recipiente com carvão vegetal ativo cuja finalidade é absorver os hidrocarbonetos
emitidos pelo respiradouro do tanque de combustível. Com o motor acionado esses
vapores podem ser direcionados para o sistema de alimentação e em conseqüência
serem queimados na combustão.

Cárter
Nada mais é que o reservatório de óleo do motor. É fixado ao bloco do motor.

Chicote
É o conjunto de fios e cabos elétricos do carro. Esses cabos alimentam o motor de
corrente elétrica e ligam todos os componentes a bateria.
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Distribuidor
Não é um concessionário, nesse caso trata-se de um componente do sistema de ignição
encarregado de distribuir a corrente elétrica de alta tensão que é produzida pela bobina
para as velas.

Intercooler
Oriundo do inglês significa inter-resfriador e nada mais é que um componente cuja
aparência lembra um radiador e tem a função de esfriar o ar aquecido que sai do
compressor ou turbocompressor antes de entrar no motor. O objetivo é tornar o ar mais
denso para ser admitido mais combustível nos cilindros e em conseqüência aumentar o
torque e a potencia do motor.

Prisioneiro
Não é nenhum fora da lei. Essa peça é assim chamada por ser um elemento de fixação
que fica permanentemente rosqueada ―presa‖ em uma das partes, sendo a outra parte
fixada por uma porca. Um bom exemplo são as porcas de roda, que rosqueiam em
prisioneiros.

Satélite
É uma pequena dupla de engrenagens cônicas que ficam no diferencial.

Vigia
Um tipo de vidro lateral, geralmente fixo e que fica após a porta traseira, compondo o
que seria uma terceira janela lateral.

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Tire dúvidas sobre as siglas da mecânica dos carros

Você sabe o que quer dizer SUV, OHC e 4WD?


Veja o significado de cada sigla e envie sua pergunta.

Ricardo Lopes da Fonseca Especial para o G1

Você já deve ter ouvido falar em veículos SUV, câmbio CVT e freios ABS. Mas sabe o
que significam estas e outras siglas? Quando o assunto é carro, os engenheiros vivem
criando nomes para os novos dispositivos que surgem a cada lançamento no setor
automotivo. Invariavelmente as siglas têm origem em expressões vindas do inglês, o
que para os brasileiros nem sempre fica tão fácil de compreender do que se trata. Assim,
elaboramos uma lista com algumas das mais citadas, principalmente para você que
busca trocar de carro ou mesmo fazer reparos no veiculo atual fique por dentro.

Siglas fazem parte da mecânica dos automóveis (Foto: Divulgação)

ABS
Vem do inglês ―Anti-lock Braking System‖ e quer dizer sistema de freio
antitravamento. Por meio de sensores instalados nas rodas a informação sobre uma
frenagem brusca é encaminhada a uma central eletrônica, que determina a soltura do
freio seletivamente. Esse movimento permite a roda girar sem travar. O ciclo de
aplicação e desaplicação se alterna e pode se repetir muitas vezes por segundo.

AFU
O nome se refere às iniciais de ―Assistance au Freinage d‘Urgence‖, o que quer dizer
assistência a frenagem de emergência. Oriundo do francês, esse termo é aplicado em
equipamento dos carros do grupo PSA Peugeot Citroen. Sua finalidade é acentuar a
aplicação dos freios nas freadas fortes.

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ARI
Trata-se de um sistema que fornece informações via rádio. Vem do inglês ―Automatic
Radio Information‖. O objetivo é informar motoristas sobre condições de estradas,
desvios, congestionamentos, etc. Existe um modelo similar proveniente da Alemanha
com o nome de RDS ―Radio Data System‖.

BAS
São as iniciais de ―Brake Assist‖ em inglês. Significa sistema de assistência de
frenagem e é muito utilizado nos carros Mercedes-Benz. Esse dispositivo consiste em
uma aplicação adicional de força no cilindro mestre dos freios quando em situação de
emergência. Com esse equipamento os carros da marca alemã conseguiram reduzir a
distância percorrida ao ser acionado os freios.

CFC
É uma representação de clorofluorcarbono, o nome químico dado ao gás usado nos
condicionadores de ar dos veículos no passado. O nome correto é Freon-12, mas esse
gás foi eliminado dos sistemas de automóveis e também em residências e refrigeradores
devido aos danos que provoca na camada de ozônio. O gás que o substituiu é o Freon
R134a.

CVT
Abreviação de ―Continuously Variable Transmission‖ em inglês, significa câmbio
continuamente variável. É um tipo de transmissão em que as relações de marcha variam
continuamente, bem diferente dos tradicionais com marchas fixas. A variação ocorre
por meio de polias ligadas por uma correia especial e controladas eletronicamente.

DIN
A sigla consiste na representação de ―Deutsche Institut fur Normung‖ em alemão, que
traduzindo significa Instituto Alemão de Normatização. Uma das normas mais
conhecidas é a de potência dos motores, que é obtida no dinamômetro.

DOHC
Sigla proveniente da expressão ―Double Overhead Camshaft‖, que em português quer
dizer duplo comando de válvulas no cabeçote do motor.

EBD
São as iniciais de ―Eletronic Brake Force Distribuition‖ em inglês. Nada mais é que
distribuição eletrônica da força de frenagem. Trata-se de um sistema de controle da
força da frenagem nos eixos dianteiro e traseiro. É utilizado como auxiliar
complementar do ABS para proporcionar melhor distribuição das forças empregadas na
franagem.

ECM
Significa módulo eletrônico de controle, que vem das iniciais de ―Eletronic Control
Module‖. É muito utilizado para denominar o módulo que gerencia a injeção e a ignição
dos motores.

ECU
Em si é o mesmo que ECM, mas vem do inglês ―Eletronic Control Unit‖, ou seja
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unidade eletrônica de controle.

EDC
Serve para representar as iniciais de ―Eletronic Desaceleration Control‖. Em português é
controle eletrônico de desaceleração. É um sistema utilizado pela BMW para evitar o
fechamento abrupto do acelerador, o que evita o efeito frenante nas rodas traseiras
quando essas são motrizes, o que é capaz de provocar derrapagens.

EFI
Vem do inglês ―Eletronic Fuel Injection‖, traduzindo fica injeção eletrônica de
combustível. Normalmente é associada ao tipo de injeção monoponto e é uma
nomenclatura utilizada pela General Motors.

EGR
Significa ―Exhaust Gas Recirculation‖ em inglês e ao passar para o português temos
recirculação dos gases do escapamento. Esse dispositivo tem a finalidade de reconduzir
uma parcela dos gases de escapamento ao coletor de admissão, que os coloca
novamente no motor a fim de reduzir a emissão de poluentes.

ESP
Essa é uma marca registrada pela Daimler Chrysler e tem a função de reconduzir o
automóvel a trajetória original em caso de desestabilização, seja ela no eixo traseiro ou
dianteiro. A sigla vem do inglês ―Eletronic Stability Program‖, ou programa eletrônico
de estabilidade.

FWD
Serve para designar carros de tração dianteira e provem do inglês ―Front-Wheel Drive‖.

HUD
Trata-se de um mostrador projetado no vidro, um dispositivo eletrônico que veio da
aviação. Por meio desse equipamento é possível fazer a leitura de um instrumento
apenas olhando o pára-brisa na linha de visão do motorista. Pode ser o velocímetro ou
conta giros. O termo vem do inglês ―Head-up Display‖.

OHC
Sigla para determinar um tipo de motor cujo comando de válvulas fica posicionado no
cabeçote. Sua origem vem do inglês ―Overhead Camshaft‖.

OHV
Vem do inglês ―Overhead Valves‖, um tipo de motor que conta com válvulas de
admissão e exaustão no cabeçote.

PDC
As iniciais representam ―Parking Distance Control‖, que significa controle de distância
ao estacionar. É um dispositivo conhecido por sensor de estacionamento que ajuda o
motorista, através de sinais sonoros, a ter mais noção da distância de objetos durante as
mais variadas manobras.

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RDS
É um sistema de informações via rádio. Vem do inglês ―Radio Data System‖ e teve seu
início na Alemanha com a finalidade de informar o motorista sobre condições de
estradas, congestionamentos, etc. Alguns modelos também dispõe deste dispositivo em
carros no Brasil.

RWD
Significa ―Rear-Wheel Drive‖, que nada mais é a representação de carro com tração
traseira.

SOHC
Vem da sigla ―Single Overhead Camshaft‖, que representa o tipo de motor com apenas
um comando de válvulas no cabeçote.

SUV
É a nomenclatura que designa os veículos utilitários esportivos. Provém do Inglês
―Sport Utility Vehicle‖

4WD
É o termo que define o carro com tração nas quatro rodas. Vem do inglês ―Four-Wheel
Drive‖.

4WIS
O inglês ―Four-Wheel independent Suspension‖ representa o tipo de suspensão
independente nas quatro rodas. No Brasil ficou muito conhecido por ser um termo
empregado pela marca Gurgel para confundir os motoristas. Muitos achavam que o
termo seria uma representação de tração nas quatro rodas, mas na verdade a Gurgel
nunca teve um carro com tração 4X4. Esse termo nunca foi utilizado por outra marca.

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Tire dúvidas sobre os tipos de motor de carro

Veículos são oferecidos com motores 1.0, 1.4, 1.8, entre outros.
Quanto maior o motor, mais caro fica o valor do automóvel.

Ricardo Lopes da Fonseca Especial para o G1

Motor do Fiat Palio (Foto: Divulgação)

Cada dia que passa os fabricantes de automóveis nos oferecem mais e mais opções para
que a escolha de um carro seja adequada às nossas necessidades.

São inúmeras possibilidades para se configurar um carro. Temos um número sem fim
de acessórios, versões de acabamento e também a opção de motorização. Sobre esse
tema, escolhemos os principais tipos de motores para esclarecer os detalhes de cada um.

Afinal, um modelo de carro pode ser oferecido com motor 1.0, 1.4, 1.6 e até 1.8 litro.
Quanto mais litros, mais caro fica o valor do automóvel. Na hora de escolher, é preciso
levar em consideração o uso que se vai fazer do veículo.

Novo Gol é oferecido com motor 1.0, 1.6 e Power 1.6 (Foto: Divulgação)

Primeiramente vamos exemplificar a concepção dos motores, que podem ser dividas em
quatro:

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Motor Vertical
São conhecidos como motores em linha. Podem ter de dois a oito cilindros, mas os
modelos mais empregados em automóveis são de quatro, cinco ou seis cilindros. Sua
característica principal são os cilindros alinhados em único plano longitudinal. Devido a
posição dos pistões (em pé), são chamados de verticais. A maioria dos carros utiliza
essa configuração com quatro cilindros.

Motor em V
A característica principal desse motor é formar um V – visto de frente – em que os
cilindros estão inclinados e colocados ao longo de dois planos concorrentes, formando
um ângulo variável entre si. Pode ser V6, V8, V10, ou V12, sendo seis, oito, dez ou 12
cilindros. Os carros mais potentes utilizam essa concepção. O mais famoso deles é o
V8, que equipou os Dodge e os Ford Maverick na década de 70. Dos carros atuais, o
mais comum é o V6, que equipe desde modelos esportivos, picapes, utilitários
esportivos até vans.

Motor em W
Essa versão segue o mesmo principio do motor em V, porém, com um plano a mais. Um
exemplo de motor com essa concepção no mercado é o W 12, do Volkswagen Phaeton.
Também temos o Bugatti Veyron com um W16.

Motor Boxer
O motor do tipo Boxer é conhecido também como motor deitado. Os cilindros ficam na
horizontal. O modelo mais conhecido é o do Fusca, mas também equipa carros
esportivos como Porsche e Subaru.

Entenda os tipos de válvula


Depois, dentro da estrutura do motor, temos a posição do comando de válvulas - peça
responsável tanto por abrir e fechar as válvulas da entrada da mistura ar/combustível,
como as válvulas de saída para os gases:

SOHC
Um motor do tipo SOHC (Single OverHead Cam) conta com apenas um comando de
válvulas. O mais comum é a versão de quatro cilindros em linha com oito válvulas no
cabeçote do motor – onde também está localizado o comando -, sendo quatro para a
entrada da mistura ar/combustível e quatro para a saída dos gases, ou seja, uma de
entrada e uma saída em cada cilindro. Também existe a versão com 16 válvulas, que
passa a ser quatro válvulas por cilindro no caso de um motor de quatro cilindros.

DOHC
O motor com essa denominação DOHC (Double OverHead Cam) segue o mesmo
princípio do SOHC, porém com dois comandos de válvulas no cabeçote. Normalmente
é um motor com mais válvulas por cilindro, sendo o modelo mais comum o quatro
cilindros em linha com 16 válvulas.

OHV
Esse motor, o OHV (OverHead Valve) funciona com o comando de válvulas dentro do

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motor e com as válvulas no cabeçote. O gerenciamento de abertura e fechamento se dá
por meio de algumas varetas que ligam os sobressaltos do comando as válvulas.

Motor 3,6 litros V6 do utilitário esportivo Chevrolet Captiva (Foto: Divulgação)

1.0, 1.4, 1.8... Qual é a medida certa para cada carro?

Por último temos o tamanho do motor, medido através do seu volume cúbico, que é a
capacidade total do motor somando-se o volume de todos os cilindros:

Abaixo de 1 litro
São motores extremamente pequenos e equipam apenas carros urbanos. Podem ter três
ou quatro cilindros em linha. São mais comuns nos minicarros comercializados na
Europa.
1,0 litro
De concepção em linha com quatro cilindros, esse é o motor que equipa os carros
populares, geralmente as versões de entrada na linha de cada marca. São os modelos
mais econômicos, porém com desempenho menor.

1,4 litro
Também com a mesma concepção: quatro cilindros em linha. Trata-se um motor que
alia a economia de carro popular ao desempenho de um motor mais potente. É uma boa
opção para agregar ar-condicionado e direção hidráulica sem comprometer demais o
rendimento, como ocorre nos modelos de 1 litro.

1,6 litro
Versão de quatro cilindros em linha. Foi por muitos anos o modelo mais
comercializado, porém devido as exigências de mercado, como consumo e emissões de
poluentes, fez com que as fábricas investissem mais nos modelos de 1,4 litro. Alguns
veículos médios, como Ford Focus, por exemplo, deixou o 1,8 litros de lado e passou a
utilizar o 1,6 litro visando a economia de combustível.

1,8 litros
Atualmente é o tipo de motor que equipa os carros médios. Por muito tempo foi a
versão esportiva dos carros pequenos, como por exemplo o Volkswagen Gol e
Volkswagen Passat. Ideal para quem precisa fazer viagens de média e longa distância.

2.0 litros ou mais


A partir de 2 litros os motores podem sofrer as variações em concepção, passando a ser
20
em v. Até 2,5 litros ainda são em linha, com quatro cilindros, a partir dessa capacidade
cúbica passam a ser em v, com ao menos seis cilindros. É ideal para quem prefere mais
potência e esportividade. Mas o consumo fica mais comprometido.

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Barulho agudo ao frear pode significar problemas

Especialista responde às dúvidas dos internautas sobre freios.


Saiba o que é um sistema de freio ABS com EBD.

Ricardo Lopes da Fonseca Especial para o G1

Disco de freio ventilado (Foto: Divulgação)

A frenagem é tão importante para um automóvel que os grandes pilotos são unânimes
em afirmar: "Não é quem acelera mais que vence uma corrida, mas aquele que sabe a
hora e o jeito certo de frear." Não somos pilotos, nem andamos participamos de
corridas, mas a frenagem para nós motoristas comuns é tão importante quanto. Afinal, o
freio é o sistema de segurança mais importante de um carro.

Um freio mal regulado e com a manutenção prejudicada pode causar acidentes ou


sustos

desnecessários. Depois de lerem a reportagem do tira-dúvidas publicada no último


domingo (24), diversos leitores enviaram suas dúvidas. Confira as respostas:
É preciso usar freio motor em declives muito íngremes para não sobrecarregar os
freios. Mas o freio motor só é possível nos carros a diesel, não?

- Reinaldo Kakuda
O freio motor nada mais é que utilizar o motor para ajudar a diminuir a velocidade, em
qualquer motor a combustão. Basta reduzir a marcha com o intuito de fazer o motor
girar mais, aumentando o poder de frenagem. Por exemplo: se você está em um declive
em quarta marcha e não quer correr sobrecarregar o sistema de freio, reduz uma marcha.
O motor passa a ter mais rotações. Se ainda assim não se sentir seguro, reduza mais uma
marcha. Vale lembrar que não se deve reduzir as marchas abruptamente, isso pode
causar trancos desnecessários. Não esqueça que, além de perigoso, é proibido por lei
andar com o carro em marcha neutra – mais conhecido por ―banguela‖.

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Os freios traseiros em carros de passeio ajudam na frenagem ou apenas são
utilizados pelo freio de mão?
- Sedp Eme da Gesme
Os freios traseiros são parte de fundamental importância no sistema de freios de
qualquer veículo, tanto é que sempre funcionam em conjunto com os freios das rodas
dianteiras. Nos sistemas antigos, as rodas funcionavam em paralelo, ou seja, as duas
rodas de um mesmo lado funcionavam em conjunto. No caso de uma eventual falha, o
carro ficava sujeito a uma derrapagem. No sistema diagonal, o mais comum atualmente,
a roda traseira esquerda está ligada à dianteira direita. Isso acontece para, em caso de
falha no sistema, como um vazamento ou qualquer outro dano, o carro continue
equilibrado.

Gostaria de saber qual o prazo certo para a troca do óleo do freio e como podemos
fazer para saber?
- Célio Dias
O período máximo indicado pelos fabricantes para a substituição do óleo de freio é a
cada 20 mil quilômetros ou dois anos. Mesmo se um automóvel não for muito utilizado
é necessário trocar para manter o sistema em perfeito funcionamento. Vale lembrar que
o fluido pode baixar e, se isso acontecer, é preciso verificar se há algum vazamento.
Caso não haja irregularidades, pode ser o sinal de que as pastilhas de freio estão gastas e
o fluido está compensando esse desgaste. Um detalhe importante é a especificação dos
fluidos: DOT 3, DOT 4 e DOT 5. O primeiro é empregado em carros de passeio e
veículos leves. Alguns carros utilizam o DOT 4, que tem uma temperatura de ebulição
mais alta e assim se torna mais eficaz. A versão DOT 5 é recomendada para veículos
mais potentes e cujos freios são mais exigidos, como os modelos esportivos.

Discos de freios de competição chegam a ficar incandescentes (Foto: Divulgação)

Como identificar um freio ABS? Ouvi dizer que, se as rodas traseiras tiverem
freios a disco, o carro tem ABS? Está certo?
- André Silva Alves
É quase impossível detectar o freio ABS em um carro olhando apenas por fora. Alguns
utilitários contam com ABS e possuem freio a tambor na traseira, ou seja, freio a disco
nas rodas traseiras não correspondem ao sistema ABS. Lembram do Alfa Romeo 2300
lançado nos anos 70? Ele foi o primeiro carro brasileiro com freio a disco nas quatro
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rodas, mas não tinha ABS. Se a sua dúvida existe em razão da compra de um carro
usado, o que pode ser feito é verificar as luzes no painel. Uma delas é referente ao ABS
e ao girar a chave no contato ela acende.

Quando piso no freio, as quatro rodas freiam?


- Luiz

Ao acionar o freio as quatro rodas entram em ação. Conforme o carro, as rodas da frente
podem ter uma atuação maior que as traseiras, uma vez que em frenagem o peso do
carro se concentra em maior intensidade na frente. O freio de mão aciona apenas as
rodas traseiras, seja o freio do tipo tambor ou a disco.

Quero saber como é o freio de mão no carro com disco em quatro rodas?
- Antonio Gomes
Nos carros equipados com freio a disco nas quatro rodas, o freio de estacionamento ou
de mão (como é mais conhecido) utiliza um mecanismo independente para travar o
carro. O freio de mão só ativa as rodas traseiras, sejam elas motrizes ou não. Alguns
veículos equipados com freios a disco nas rodas traseiras têm também um freio a
tambor integrado ao cubo das rodas. Esse mecanismo extra é ativado por cabo e serve
apenas para o estacionamento. Outros modelos utilizam o próprio sistema do freio a
disco, porém com um mecanismo separado. Por meio de uma alavanca, um ressalto é
ativado ou um parafuso gira o pistão do freio que trava as rodas.

Qual a diferença entre um freio com ABS e outro com ABS e EBD?
- Eduardo Silva
O ABS (Anti-lock Brake System) é um sistema antitravamento do freio que evitam o
travamento das rodas. Já o EBD (Electronic Brake force Distribution) significa
distribuição eletrônica de frenagem. Em outras palavras, é um sistema eletrônico que
trabalha em conjunto com o ABS. Sua tarefa é dosar a força da frenagem entre as rodas,
o que torna o sistema ABS ainda mais eficaz. Seus sensores instalados nas rodas
monitoram a velocidade e a carga exercida individualmente.

Por que os freios de ônibus e caminhões grandes soltam um ar (como se fosse um


espirro) e os carros menores, não?
- Ricardo Lopes
O funcionamento do freio de caminhões e ônibus utiliza o ar como base, enquanto que
os carros são equipados com freios de sistema hidráulico. Nos carros, ao acionar o freio
o fluido circula no sistema. Quando o motorista tira o pé do pedal, o fluido faz um
retorno. No caso do freio a ar, ao soltar o pedal do freio o ar não retorna, mas é liberado
provoca os chamados ―espirros‖.

Quando o freio a disco assobia o que quer dizer?


- Woo e Jorge
Quando o freio de um automóvel faz barulho é preciso checar o sistema com um
mecânico de confiança. Uma das hipóteses é o desgaste excessivo do material de atrito
(lonas e pastilhas), basta substituí-lo. Mas o assobio pode ter uma série de outras
explicações, as mais comuns são: sujeira acumulada em um dia chuvoso ou ainda o tipo
de material empregado na fabricação das pastilhas. É importante lembrar de realizar
uma inspeção periódica nas pastilhas a cada 5 mil quilômetros.
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Tire dúvidas sobre os sistemas de freios dos carros

G1 abre espaço para internauta enviar perguntas sobre veículos.


O pedal do freio com sistema ABS trepida, isso é normal.

Ricardo Lopes da Fonseca Especial para o G1

Discos de freios de competição chegam a ficar incandescentes (Foto: Divulgação)

Quando falamos em freios do carro, pode-se ter a idéia de algo simples, afinal basta
apertar o pedal do automóvel e tudo estará resolvido. Porém, para tocar nesse assunto,
primeiramente, precisamos entender os princípios de funcionamento.

O freio de um carro funciona em razão do atrito de alguns componentes. Dentre eles,


estão a parte fixa na estrutura do veículo e a parte móvel que gira com as rodas. O atrito
resultante do contato dessas peças gera uma força cujo calor – que dissipa no ar – se
converte em energia mecânica e imobiliza o carro.

Discos ventilados têm aberturas internas e furos para otimizar o resfriamento (Foto:
Divulgação)

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Um dos primeiros homens a se preocupar com o tema ―como parar uma roda‖ foi o
inglês Frederick Lanchester. Esse engenheiro idealizou o freio a disco no ano de 1902,
mas na época não obteve resultados. Naquele momento todos os veículos utilizavam o
freio do tipo tambor. Seu mecanismo só voltou à cena durante a Segunda Guerra
Mundial, quando foi empregado em aeronaves. Esse sistema acabou migrando para os
automóveis e foi para a linha de produção em 1960.

Desde então, o freio a disco veio ganhando espaço entre os veículos terrestres
(inclusive nas motocicletas), já que apresenta resultados bem melhores que o freio a
tambor – isso porque o disco dissipa mais rapidamente o calor provocado pela
frenagem, reduzindo a velocidade com mais eficiência.

Apesar disso, o freio a disco ainda é considerado equipamento de luxo – a maioria dos
automóveis possui o sistema apenas nas rodas dianteiras, já que o custo de produção é
mais elevado.

Voltando ao princípio de funcionamento dos freios hidráulicos dos carros: a força


aplicada em um determinado ponto é transmitida a outro por intermédio de um fluido
incompressível (óleo de freio) através da tubulaçã do sistema.

PRINCIPAIS COMPONENTES DO FREIO

Fluido, pistão, pinças, tambor, disco e pastilhas compõem o freio (Foto: Divulgação)

>> Tambor
Trata-se da peça que vai fixada ao cubo da roda. Dentro dela há duas sapatas
semicirculares revestidas com lona. Quando são acionadas, as sapatas se expandem no
interior do tambor, criando o atrito necessário para reduzir a velocidade. Muitos carros
têm freios a tambor nas rodas traseiras. De uma forma geral, o freio do tipo tambor tem
a manutenção mais cara, porém o custo de fabricação ainda é mais baixo.

O freio a tambor tem boa eficiência. O projeto desse tipo de freio prevê a utilização em
diversas situações,

inclusive com como chuva e poeira. Contudo o tambor não é estanque e, em caso de
imersão na água, é preciso utilizar o freio imediatamente para que o calor gerado pelo
atrito seque as lonas e o freio volte a ter total eficiência.
26
Dica: quando estiver passando por um alagamento evite utilizar o freio. Faça isso após a
travessia, quando o nível de água estiver abaixo dos freios.

O principal cuidado que o freio a tambor requer é evitar o aquecimento excessivo.


Aquecidos demais, os freios de tambor perdem sua eficácia e, quando extremo, as lonas
podem ficar comprometidas. Em uma descida muito longa é bom se prevenir e ser mais
cauteloso usando, de preferência, o freio-motor.

>> Disco
É uma peça, geralmente de ferro fundido, que acompanha o movimento da roda. O tipo
mais comum é o sistema de pinça flutuante com um pistão, que fica em uma parte fixa
envolvente ao disco. Nesse mecanismo há duas pastilhas que fazem o atrito com o disco
e proporcionam a frenagem.

Quando em movimento, o carro possui uma quantidade de energia cinética. Para anular
essa energia, os freios têm de converter a energia cinética em calor, gerado pelo atrito
entre as pastilhas e o disco. O aquecimento também pode fazer com que a eficiência do
freio a disco fique comprometida, mas esse sistema fica mais exposto ao ar e isso
facilita o resfriamento. É por isso que o freio a disco é mais eficaz. Nos carros mais
potentes, como os esportivos, os discos são do modelo ventilado, que elimina o calor em
menos tempo ainda e o sistema conta com mais pistões na pinça, podendo ter dois ou
quatro, o que o torna mais sensível ao toque no pedal.

Existem algumas pastilhas que avisam o momento da troca. Quando estão gastas, o
indicador de desgaste produz um som agudo. Outras possuem um sensor que acende
uma luz no painel. Para aquelas pastilhas sem indicador, há uma abertura para inspeção
na pinça, em que é possível observar o quanto ainda resta.

>> Servofreio
Também é conhecido como hidrovácuo. O servofreio utiliza o vácuo do coletor de
admissão do motor para multiplicar a força aplicada ao pedal. É uma peça de metal que
contém uma válvula inteligente e um diafragma. Uma haste passa pelo servofreio e
conecta-se ao pistão do cilindro-mestre. Em carros movidos a gasolina ou álcool o
motor conta com vácuo adequado ao servofreio. Já o motor a diesel não produz vácuo e
precisa de uma bomba de vácuo separada.

Quando se pisa no pedal do freio, a haste abre uma válvula e assim permite a entrada do
ar em um lado do diafragma na câmara. Isso faz com que a pressão no outro lado do
diafragma seja aumentada para empurrar a haste e em conseqüência o pistão no
cilindro-mestre.

Quando o pedal do freio é liberado, a válvula isola o suprimento de ar externo, enquanto


reabre a válvula a vácuo. Isso renova o vácuo nos dois lados do diafragma e permite que
tudo volte à posição inicial.

>> Cilindro mestre


É a peça encarregada de converter a força aplicada ao pedal em pressão hidráulica que é
transmitida a todo sistema de modo uniforme, equilibrando a reação em todas as rodas.
27
>> Fluido
É o óleo de freio, um líquido sintético com a característica de ser indeformável que
circula pela tubulação. É o responsável por transmitir a pressão que aciona tanto o freio
a tambor quanto o a disco.

Em uma situação de emergência, a reação instintiva é pisar no pedal do freio com toda a
força. Em um sistema de freio normal, isso pode acarretar o travamento das rodas e a
perda do controle direcional. Foi para evitar isso que surgiu o sistema de freio
antitravamento, mais conhecido por ABS (Anti-lock Braking System).

A teoria dos freios antitravamento é simples. É como se o motorista ficasse pisando no


freio inúmeras vezes a fim de evitar o travamento das rodas. Mas isso vai contra a
reação natural do motorista, que é pisar forte e manter o pé no pedal. Então o ABS faz
isso.

SISTEMA DE FREIOS ABS

>> Sensores de rotação


Esses sensores verificam a velocidade e fornecem a informação de cada roda a unidade
controladora. Se ocorrer uma queda abrupta na freqüência dos pulsos significa que a
roda esta travando.

>> Unidade controladora


Essa unidade é a responsável todo o sistema. Ela monitora os sensores de rotação e
controla as válvulas. Ela procura por desacelerações incomuns das rodas. Com as
informações recebidas simula a situação dinâmica do automóvel e, se preciso, calcula as
condições para uma frenagem adequada – ativando o servofreio ou a unidade de
comando hidráulico. Assim, o ABS entra em ação e reduz a pressão em determinada
roda até que se perceba uma aceleração. Nesse momento retoma a pressão até uma nova
desaceleração. Isso tudo acontece tão rapidamente que o motorista nem percebe.

Dica: quando o sistema ABS entrar em funcionamento, o motorista vai perceber uma
trepidação no pedal de freio, que nada mais é que a abertura e fechamento das válvulas.
Ocorre que alguns motoristas se assustam nesse momento e tiram o pé do pedal
prejudicando a eficácia máxima do sistema ABS. O correto é manter o pé no freio e, se
necessário, fazer correções na trajetória sem tirar o pé do pedal.

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Tire dúvidas sobre o sistema de injeção de combustível

Motores são alimentados por mistura de ar e combustível.


Há 20 anos, os carburadores foram substituídos pelos sistemas eletrônicos.

Ricardo Lopes da Fonseca Especial para o G1

Todos os motores atuais usam injeção eletrônica (Foto: Divulgação)

O sistema de alimentação, como o próprio nome diz, é o responsável por fornecer a


―comida‖ que vai fazer o motor ter energia para funcionar. Esse alimento é uma mistura
de ar e combustível. Assim como no ser humano, o motor precisa de uma alimentação
em doses adequadas para ―viver‖ com saúde.

A proporção ideal dessa mistura vai variar conforme a necessidade, em regimes de alta
rotação, por exemplo, a quantidade de combustível deve ser maior. De um modo geral,
levando-se em conta a utilização média – nem o

máximo de desempenho, nem o máximo de economia – a proporção é de 15 partes de ar


para uma de combustível.

A mistura deve satisfazer as diversas condições de funcionamento do motor. Pode ser


uma mistura bem rica (com muito combustível) para velocidades elevadas, fortes
acelerações e para a partida. Pode ser normal (com quantidade equilibrada de
combustível e ar) para baixas velocidades ou ritmos constantes ou ainda pode ser pobre
(com pouco combustível) para um funcionamento econômico e velocidade
extremamente moderada.

O assunto começa com o carburador, uma peça que por muitos anos foi encarregada da
tarefa de equacionar essa mistura. Em meados da década de 1980 surgiram regras mais
severas quanto à emissão de poluentes e, com isso, as fábricas passaram a adotar a
injeção eletrônica, mais eficiente e menos poluente. O primeiro carro equipado com essa
tecnologia no Brasil foi o Gol GTI, em 1989. Atualmente todos os modelos já saem de
fábrica com injeção eletrônica.

29
Volkswagen foi a pioneira do sistema no Brasil (Foto: Divulgação)

O sistema de alimentação compreende o caminho percorrido pelo combustível em um


automóvel. Os passos são os seguintes:

>> Tanque de combustível


É o recipiente que armazena o combustível. Sempre fica em local afastado do motor e
também dos ocupantes. Na maioria dos carros atuais, a peça é feita em material plástico
a fim de evitar a corrosão.

>> Bomba
A finalidade dessa peça é puxar o combustível que está no tanque e enviar para sistema
de injeção eletrônica ou carburador por meio de uma tubulação. A bomba pode ser de
funcionamento mecânico – que faz parte do motor e suga o combustível por pressão –
ou elétrico – que suga por fluxo e pode ficar dentro ou fora do tanque. A mecânica
equipa carros com carburador e a elétrica os modelos com injeção eletrônica.

>> Cânister
É um recipiente que armazena os gases provenientes da evaporação do combustível.
Essa peça envia esses gases ao coletor de admissão – peça que distribui a mistura nos
cilindros.

>> Filtro
Conforme o carro o filtro é instalado logo após o tanque ou próximo à entrada do motor.
Há casos em que há mais de um filtro espalhados pela tubulação. Sua função é evitar a
passagem de sujeira que acompanha o combustível ou que se alojam no tanque.

>> Regulador de pressão


Esse sistema existe apenas nos carros com injeção. O regulador controla o volume e
serve para deixar uniforme a pressão de combustível. O excesso de combustível, que
pode ocorrer durante o funcionamento do motor, é enviado de volta ao tanque por meio
de uma válvula, conhecida por retorno.

>> Coletor de admissão


É o responsável por distribuir a mistura ar/combustível nos cilindros. Essa distribuição
deve ser uniforme para o bom funcionamento do motor.

30
>> Carburador ou bicos injetores
Tanto o carburador quanto os bicos injetores servem para pulverizar o combustível no
duto de admissão de modo que a proporção seja adequada a necessidade do motor. A
diferença é que o mecanismo da injeção é controlado por um microprocessador.

Curiosidade
Antigamente, nos carros movidos a álcool, um equipamento chamado afogador era
usado no carburador para enriquecer a mistura e assim facilitar a partida do motor.

Gol GTI foi o primeiro carro brasileiro a abolir o carburador, em 1989 (Foto:
Divulgação)

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Tire dúvidas sobre as marchas e o sistema de transmissão de um carro

Veículos precisam de uma transmissão por causa das rotações do motor.


Veja as características do sistema e envie sua pergunta.

Ricardo Lopes da Fonseca Especial para o G1

Detalhe do sistema de transmissão de seis marchas (Foto: Divulgação)

Imagine uma criança brincando de bicicleta. Ao empregar uma determinada força nos
pedais a corrente transfere essa força para rodas e assim a bicicleta ganha movimento.
Esse é o princípio de funcionamento de uma transmissão de automóvel. No início era
assim, um mecanismo simples, oriundo de correntes, mas veio o aperfeiçoamento e
introduziu engrenagens e depois a caixa de marchas. Primeiro eram três marchas,
depois, no início do século 20 veio o câmbio em H, formato utilizado até hoje nos
carros.

Os veículos precisam de uma transmissão por causa das rotações do motor. Essas
rotações possuem um limite, representadas por uma faixa de giros em que se atinge o
máximo de potência e torque. Se passar desse limite o motor poderia explodir, assim a
transmissão permite que as rotações e em conseqüência a velocidade estejam em níveis
abaixo desse limite. A transmissão permite que a relação entre o motor e as rodas
motrizes mude à medida que a velocidade do carro aumenta ou diminui.

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A transmissão se divide em três: embreagem, caixa de marchas (câmbio) e diferencial.

Câmbio manual e automatizado (Foto: Divulgação)

O primeiro, a embreagem, tem a função de conectar e desconectar o motor a caixa de


marchas, proporcionando trocas suaves e precisas. Ao pisar no pedal da embreagem, o
motor e a transmissão estão desconectados, de forma que o motor possa girar livremente
mesmo se o carro estiver parado.

Desse modo, com a embreagem acionada é possível engatar um marcha. Ao soltar o


pedal da embreagem, o motor e o eixo principal da caixa de marchas ficam conectados
um ao outro e assim ambos passam a girar na mesma rotação e o automóvel ganha
movimento.

Conta giros mostra o número de rotações por minuto do motor (Foto: Divulgação)

O câmbio tem a função de ajustar as rotações do motor a velocidade requerida pelas


rodas, tanto para mais como para menos. Várias engrenagens são utilizadas para
permitir uma gama de desmultiplicações.

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As rotações do motor quando chegam a caixa de marchas sofrem reduções, de modo
que, se o motor gira a duas mil rotações por minuto, o câmbio faz uma redução dessas
rotações e repassa ao diferencial.

Quando chegam as rodas, as rotações são menores, adequadas aos giros que cada roda
deve fazer para movimentar o carro. Por exemplo, se a rotação do eixo principal da
caixa de marchas for igual à rotação do eixo que vai para as rodas, a relação de
transmissão é de 1:1, da mesma forma, se a rotação do eixo das rodas for igual à metade
da rotação do eixo que sai, a relação de transmissão será de 0,5:1.

O diferencial é formado por várias engrenagens e permite que as rodas de um mesmo


eixo girem em velocidades diferentes, o que facilita fazer uma curva, por exemplo. As
rotações que saem do câmbio também podem sofrer reduções no diferencial antes de
chegarem as rodas. A energia mecânica é finalmente transmitida às rodas motrizes por
meio de um semi-eixo existente em cada um dos lados do diferencial.

Em carros com o motor na frente e tração traseira existe um complemento na


transmissão, chamado de eixo cardã. Os automóveis com motor na dianteira e com
tração dianteira ou com o motor atrás e tração nas rodas de trás dispensam o eixo cardã.

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Tire dúvidas sobre suspensão e carros rebaixados

G1 abre espaço para internauta enviar perguntas sobre veículos.


A lei permite rebaixar um carro, mas a alteração tem de ser regularizada.

Ricardo Lopes da Fonseca Especial para o G1

Na foto, molas que compõem a suspensão do carro (Foto: Gabriella Sandoval/G1)

Atualmente um dos maiores transtornos que o motorista enfrenta no seu deslocamento


pelo Brasil afora é a condição das ruas e estradas. Agora, imagine o desconforto e o
perigo que seria se aventurar com um carro sem suspensão? Nem dá para imaginar. A
menor ondulação que fosse iria causar um solavanco desconfortável e bem perigoso.

O tema desta semana é algo de fundamental importância em um automóvel. De nada vai


adiantar um veículo veloz e potente se não tiver uma suspensão eficaz.

A função da suspensão no seu carro é dar estabilidade e dirigibilidade, além é claro de


proporcionar conforto aos passageiros. Assim, a suspensão é responsável por absorver
as irregularidades no solo. Uma ondulação, por exemplo, faz com que a roda se mova
para cima e para baixo sem alterar drasticamente a movimentação da carroceria.

Uma boa suspensão tem de ter a capacidade de manter o contato dos pneus com solo e
assegurar a boa dirigibilidade. Se você estivesse a bordo de um carro com uma
suspensão em péssimas condições, a aderência do veículo ao chão seria limitada e,
conseqüentemente, o automóvel estaria sujeito a derrapar em qualquer curva.

São três tipos de suspensão: independente, em que cada roda recebe as irregularidades
do piso sem transferir à outra do mesmo eixo; o semi-independente, no qual parte dos
movimentos é repassada; e o totalmente dependente, em que os movimentos de uma
roda são percebidos na outra. Esse último é conhecido por eixo rígido.

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Veja os componentes de uma suspensão

>> Molas
É o primeiro componente a receber o impacto de qualquer irregularidade do solo. Ao ser
comprimida a mola reage e, rapidamente, se distende. São diversos tipos de molas. Pode
ser em espiral, geralmente usada na suspensão dianteira e também pode ser empregada
traseira, no caso dos carros. Tem o sistema de feixe de molas, utilizados nos caminhões,
e o de amortecimento a ar, comum nos ônibus. A picapes geralmente usam o tipo misto,
que utiliza mola espiral na frente e feixe na traseira. Um tipo bem conhecido é o de
torção, utilizado na traseira do VW Fusca e Kombi. Trata-se de uma barra de torção ou
um feixe de lâminas. Esse sistema deforma-se ao receber impactos, a barra de aço reta
se torce sobre seu eixo longitudinal e reage para voltar à forma original proporcionando
o amortecimento.

>> Amortecedor
O amortecedor funciona por meio de um sistema hidráulico com o objetivo de eliminar
as constantes vibrações da mola. A peça conta com um tubo de pressão e um
reservatório com óleo, cuja uma pequena parte é preenchida com ar ou com gás
nitrogênio (os famosos pressurizados). Conforme o automóvel percorre trechos
irregulares, a mola e o amortecedor absorvem os impactos e transmitem o mínimo
possível à carroceria. Na prática, o conjunto de amortecimento funciona com a
passagem do óleo do reservatório para o tubo de pressão. Quanto maior a dificuldade
dessa passagem, maior será a eficiência do amortecedor. Em razão disso, quando a peça
sofre um esforço repetitivo por longo tempo, tende a perder sua função, pois o óleo se
aquece e perde parte da viscosidade (fica mais fino), tornando-se mais fácil de passar do
reservatório para o tubo. Nesses casos, o pressurizado se mantém eficiente por mais
tempo. Antigamente os amortecedores eram de ação simples e operavam apenas em um
sentido. Atualmente são de dupla ação, assim controlam os movimentos de compressão
e expansão.

>> Barra estabilizadora


É uma barra de amarração que interliga as torres da suspensão. O nome correto é barra
anti-rolamento. A finalidade é neutralizar a inclinação da carroceria provocada pelas
solicitações em curvas fortes. Pela força centrífuga, o carro tende a baixar para o lado
externo da curva, característica amenizada pela presença da barra – que aumenta a
estabilidade. O carro pode ter barra estabilizadora na dianteira ou na traseira, conforme
o projeto do automóvel. Sua ausência ou mesmo o mau estado acarreta em inclinação
acentuada do chassi. Na prática, isso pode resultar em derrapagens e acidentes.

>> Braços de apoio (bandejas)


São dispositivos como tensores e braços triangulares (bandejas). Servem como suporte
das molas e amortecedores, sendo o responsável pela fixação do conjunto da suspensão
de cada roda à carroceria.

Entre os sistemas de suspensão, temos duas variantes nos conjuntos finais. Um deles é
conhecido como suspensão convencional e o outro do tipo McPherson. A diferença
básica entre ambos é que o convencional utiliza dois braços triangulares dispostos em
posições paralelas que, durante as oscilações, garantem a permanência da roda em
posição perpendicular ao piso. Um situa-se na parte inferior e o outro, na superior.
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Já o sistema McPherson substitui o triângulo superior por uma coluna estrutural com o
amortecedor montado dentro da mola e a parte superior é fixada à carroceria por meio
de batentes.

Mas qual a diferença prática? A suspensão do tipo McPherson leva vantagem por ter um
custo mais baixo de produção, ocupar espaço reduzido e ter a manutenção simples, o
que significa em menos gasto. De modo geral, a maioria dos carros conta com esse tipo
de suspensão na dianteira.

A suspensão multi-braço ou convencional é mais utilizada no eixo traseiro de alguns


veículos, principalmente quando há tração integral. Consiste de dois braços, superior e
inferior, além de um outro na posição longitudinal. A mola helicoidal e o amortecedor
são separados.

Carros rebaixados

O projeto de um automóvel assegura todas as possibilidades de uso, portanto se você


quiser alterar algum componente é preciso muita cautela para não comprometer a
carroceria e principalmente a dirigibilidade.

Nos carros rebaixados, por exemplo, o método mais utilizado é o corte das molas. Outra
opção seria a compressão ou o destemperamento das molas. Em qualquer dos casos,
essa prática diminui o curso dos amortecedores e, conseqüentemente, a vida útil de
todos os componentes da suspensão. Já existem amortecedores e molas especiais para
essa finalidade, mas o custo é elevado e o tempo de instalação é demorado.

Carro rebaixado (Foto: Arquivo pessoal)

A tendência é que um carro rebaixado tenha mais estabilidade, já que o centro de


gravidade também fica mais baixo, porém o conforto fica comprometido. A suspensão
original dos carros é a que sempre entrega o melhor equilíbrio entre estabilidade e
conforto.

Outro ponto a ser destacado em carros rebaixados é a integridade da carroceria. De


acordo com a Dana, fabricante de sistemas automotivos, o risco mais sério é a
possibilidade de trincas e rachaduras no monobloco, principalmente nas áreas próximas
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às torres dos amortecedores.

Atualmente, o rebaixamento da suspensão é uma pratica legalizada. Entrou em vigor no


dia 1º de maio a resolução 262 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran). Embora
não especifique quais tipos de modificação poderão ser feitas, a resolução não permite o
uso de molas com regulagem de altura. Deste modo, não estão homologados os sistemas
com rosca e a ar.

Quem quiser alterar a altura do veículo, seja levantar ou rebaixar, deve levar o carro
para uma inspeção que avaliará a modificação. Essa inspeção só pode ser realizada em
local cadastrado pelo Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade
Industrial (Inmetro). Após aprovada a alteração, será emitido o Certificado de
Segurança Veicular (CSV).

Depois disso, é preciso levar o veículo ao Departamento de Trânsito (Detran) para


acrescentar ao documento a inscrição "medida verticalmente do solo ao ponto do farol
baixo do veículo", como consta na nova resolução. Vale lembrar que ao efetuar as
manutenções na suspensão o ideal é substituir uma peça por outra da mesma marca.

38
Tire dúvidas sobre direção defensiva

Manutenção diária e atenção no trânsito são fundamentais para segurança.


Especialista dá dicas para você não passar sustos no dia-a-dia.

Ricardo Lopes da Fonseca Especial para o G1

Carros quebrados atrapalham o trânsito e causam transtornos a outros motoristas (Foto:


Reprodução/TV Globo)

No trânsito não basta estar à bordo de um automóvel confiável, com a manutenção em


dia e bem conservado. É preciso também prever reações do carro que segue à frente, do
que está ao seu lado e de quem aparece no retrovisor. A atenção é fundamental o tempo
todo.

A má conduta de alguns motoristas não só irrita os demais, como pode acarretar em


acidentes, principalmente nas grandes cidades, em que um carro quebrado ou batido
gera congestionamento e todos os motoristas pagam o preço. Para não cometer erros e
também para se ligar nas falhas mais cometidas pelos motoristas, elaboramos uma série
de situações que servem de alerta para todos.

Manutenção

A manutenção é uma regra fundamental para não passar apertos no trânsito. Se o


motorista não verificar o nível de água e óleo do motor, o veículo pode ter uma pane.
Freio que falha é acidente em cheio. Pneu descalibrado torna o automóvel difícil de
conduzir. Suspensão desequilibrada em conseqüência de amortecedores vencidos
também coloca os ocupantes em risco. Portanto, manutenção em dia é questão de
segurança.

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Nível de água e óleo do motor deve ser checados sempre (Foto: G1)

Como ver e ser visto é imprescindível no trânsito, os faróis devem estar regulados.
Lembre-se que certas lojas fazem esse ajuste de graça, assim não justifica andar com o
farol desregulado. Por outro lado, de nada adianta manter a regulagem se uma lâmpada
queimar. Adote o hábito de sempre conferir o funcionamento das laternas, setas, luz de
freio e ré.

Outro detalhe que passa despercebido é a sujeira no vidro. É bastante comum


motoristas que não completam o reservatório de água do limpador do parabrisa.
Algumas sujeiras podem tirar boa parte da visibilidade. Acionar o limpador sem água
espalha toda a sujeira e mais atrapalha a visão do que ajuda.

Dia-a-dia

No trânsito, a cidadania é sempre bem-vinda. Dentro de túneis o farol aceso é essencial.


Se o seu carro é de cor clara, utilize os faróis mesmo durante o dia, para que o veículo
seja visto com mais facilidade. O mesmo vale para carros escuros durante a noite. E não
basta a lanterna ou meia luz ligada. Aliás, andar com o automóvel de luz apagado ou
apenas com lanterna

acesa durante a noite é infração de trânsito. Fique atento. Nos dias chuvosos ou com
neblina o uso dos faróis também é obrigatório.

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Não basta a lanterna ou meia luz ligada à noite (Foto: Reprodução/TV Globo)

Vale ressaltar que a lanterna de neblina - aquela luz mais forte na traseira do carro - só
deve ser utilizada em caso de nevoeiro. Em dias normais, o facho de luz incomoda os
motoristas que veem atrás.

Falta de atenção

Quem nunca viu uma cena assim: o trânsito segue num anda e pára. De repente alguém
dá uma pancada na

traseira de outro carro. O motorista da frente olha pelo retrovisor e vê o motorista que
bateu com o celular na mão. Pois é, manter-se concentrado no trânsito é primordial.
Falar ao celular, perder tempo excessivo olhando para o rádio ou simplesmente distrair-
se com os demais ocupantes é um risco para o motorista.

É necessário manter uma distância segura do veículo à frente (Foto: Reprodução/TV


Globo)

A falta de atenção compromete além da direção do seu próprio veículo, a capacidade de


perceber os demais ao seu redor. Imagine todo mundo falando ao celular ao mesmo
tempo em que dirige? Pois bem, saiba que o motorista ao seu lado não imagina o que
você vai fazer adiante, deste modo, sinalize sempre a sua intenção. Lembre-se que não
basta ligar a seta já em cima de uma curva, por exemplo.

Outra regra básica da direção segura é manter uma boa distância do carro à frente. Em
caso de emergência, você terá mais tempo para reagir, diferente daquele que anda
colado no outro automóvel. Na estrada, ande pela esquerda só durante a ultrapassagem.
É uma atitude simples, mas difícil de presenciar no dia-a-dia. A mania de andar na faixa
da esquerda prejudica o fluxo na estrada.

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Na estrada, a pista da esquerda deve ser usada somente para ultrapassagens (Foto:
Reprodução/TV Globo)

Lembre-se que você deve ter conhecimento de tudo o que acontece ao seu redor no
trânsito. Utilize sua visão periférica para fazer uma varredura de tudo, inclusive de
pedestres e ciclistas. Não esqueça que os retrovisores devem ser consultados todo o
tempo.

Se a região por onde trafega é desconhecida, vá mais devagar. Diversos fatores podem
causar uma surpresa desagradável, como um buraco, por exemplo. Se estiver
procurando um endereço, fique atento aos demais motoristas. Não pare o carro no meio
da rua, muito menos em fila dupla. Coloque-se no lugar do outro.

Há sempre gente estressada por aí que muitas vezes procuram descontar a raiva ou o seu
descontentamento nos outros motoristas. Não revide, não dê atenção às provocações.
Siga o seu caminho em segurança.

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Veja dicas de como fazer a manutenção „caseira‟ do carro

Bateria, assoalho, fluido de freio etc. Já verificou esses itens hoje?


Guia rápido ajuda a manter em ordem o veículo e garantir segurança.

Ricardo Lopes da Fonseca Especial para o G1

Baterias modernas são seladas (Foto: Divulgação)

A manutenção do carro é uma tarefa considerada prazerosa por parte dos motoristas,
mas um pesadelo para outros. O cuidado com o automóvel não é uma questão financeira
apenas, que pode pesar no bolso, mas também é uma questão de segurança. Para manter
o seu veículo em ordem basta alguns cuidados, que podem ser feitos até mesmo em
casa. Abaixo segue uma lista com os principais itens:

Água da bateria

Boa parte das baterias é do tipo selada, ou seja, não precisa se preocupar com a água,
basta checar a luz indicadora, que determina a condição da bateria. Entretanto, se não
for o seu caso, então será preciso manter no nível certo para que funcione corretamente
e tenha boa durabilidade. Uma verificação mensal é o suficiente.

Água do radiador

A principal finalidade do radiador é refrigerar o motor, evitando o superaquecimento.


Uma falha no sistema de arrefecimento, como um vazamento ou mesmo o nível baixo
de água, pode causar sérios danos, como queimar juntas, velas de ignição, furar pistões
e, em casos piores, fundir o motor. Para evitar isso, o correto é verificar o nível de água
toda semana e uma vez por ano fazer a limpeza de todo o sistema de arrefecimento.
Também é importante o uso do aditivo para água.

Assoalho

Todo motorista sabe o caminho que faz e os percalços que enfrenta. Se por acaso você
passou por algum incidente, como um buraco mais profundo ou uma pancada em algo
solto na estrada, é importante fazer uma checagem para constatar algum dano, antes que
esse dano aumente e traga conseqüências desagradáveis.
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Bateria

Além do nível da água, também é importante manter limpos os terminas da bateria.


Com essas peças em ordem, a bateria armazena energia adequadamente e, em
conseqüência, assegura o correto funcionamento dos equipamentos, como ar-
condicionado, além da partida do motor.

Escapamento desgastado (Foto: DFTV/Reprodução)

Escapamento

O escapamento também requer cuidados. Nada complicado, apenas uma inspeção


periódica a cada seis meses para verificação do estado geral, como os batentes, suportes
e abraçadeiras. Se alguma peça começa a se soltar, pode danificar o escapamento, além
de produzir um barulho que incomoda.

Extintor de incêndio

É um equipamento obrigatório que pode render uma multa se estiver ausente ou sem
condições de uso. Portanto, verifique a validade e, se for o caso, faça a recarga.

Faróis

A visibilidade é antes de tudo um fator de segurança no trânsito. Desse modo, é


imprescindível manter os faróis e setas em funcionamento. Adote o hábito de
periodicamente verificar se alguma lâmpada do farol está queimada. Vale lembrar que
lâmpada inoperante é passível de multa.

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Filtro de ar (Foto: Divulgação)

Filtro de ar

Algumas vezes não interessa para o motorista saber se uma peça é importante ou não.
A palavra de ordem é economia de combustível. Pois bem, o filtro sujo aumenta o
consumo e pode causar o entupimento do sistema de alimentação, por isso ele precisa
ser trocado regularmente. A limpeza com um ar comprimido não pode ser feita sempre,
apenas vez ou outra, o correto mesmo é a troca.

Filtro de combustível

É uma peça que deve ser verificada constantemente para assegurar economia de
combustível e o bom rendimento do motor. O filtro retém diversas impurezas e desse
modo fica sujo ou mesmo entupido em pouco tempo. Assim, é necessária uma inspeção
periódica seguida pela substituição regularmente da peça.

Filtro de óleo

Como todo filtro retém as impurezas, no caso, do lubrificante. A substituição do filtro


em toda troca de óleo é fundamental para manter o bom funcionamento do motor. Quem
não substitui o filtro contamina o óleo do propulsor, que perde sua eficiência
rapidamente.

Fluido da direção hidráulica

A verificação do fluido da direção hidráulica deve ser feita regularmente, pois um nível
baixo ou mesmo um vazamento no sistema pode causar repentino endurecimento da
direção, o que gera desconforto enorme e pode até deixar o carro sem condições para
guiar.

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Disco de freio inclinado (Foto: DFTV/Reprodução)

Fluido de freio

O fluido de freio pode absorver umidade e isso faz com que ele fique instável em
variações de temperatura. Mas essa dificuldade pode ser contornada com inspeções
periódicas, checando o nível do reservatório, além de conferir o estado geral e também
se há algum vazamento no sistema. Uma vez por ano é importante fazer a limpeza do
sistema, seguindo rigorosamente as informações do fabricante que constam do manual
do proprietário.

Luz de freio

Verifique se a luz do freio está funcionando constantemente. É um item muito


importante para a sua segurança e que facilmente passa despercebido.

Óleo de câmbio

O óleo de câmbio ou transmissão evita o desgaste das engrenagens e proporciona


conforto nos engates. Não requer constantes verificações, mas ao fazê-la e constatar o
nível baixo é importante completar.

Óleo do motor

Esse é um item que todo mundo sabe. É importante mesmo, mas ainda não tem o
cuidado que merece. A verificação e a troca regular são fundamentais para proteger e
prolongar a vida útil do seu motor. Confira as características do óleo que está no seu
carro e siga as recomendações. Lembre-se que o óleo deve ser trocado a cada seis
meses, mesmo que não atinja a quilometragem estipulada.

Palhetas do limpador

As palhetas podem ficar ressecadas com o tempo e uma vez danificadas podem
arranhar o vidro. Além disso, dificultam a visibilidade na chuva, pois a falha na
borracha causada pelo ressecamento não permite uma limpeza uniforme. Assim, utilize
o limpador vez ou outra para manter seu bom estado de funcionamento.

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Rodízio de quatro e cinco pneus (Foto: Editoria de Arte/G1)

Pneus

É importante fazer uma verificação semanal ou no máximo a cada 15 dias. Ao notar


algum desgaste nos pneus será necessário fazer o alinhamento de direção e a verificação
da cambagem, além do balanceamento das rodas. Se não for resolvido em tempo, o
desgaste pode se acentuar rapidamente e também poderá afetar a dirigibilidade do
veiculo.

Pressão dos pneus

A calibragem dos pneus deve ser feita periodicamente. Uma vez por semana está de
bom tamanho. Manter os pneus sempre na pressão ideal além de contribuir para a
segurança, também contribui para economia de combustível.

Reservatório da água do limpador do pára-brisa

Além de salvar a pele quando o vidro estiver sujo, manter o nível desse reservatório
também reduz o desgaste da borracha da palheta, já que diminui o atrito entre a borracha
e a sujeira acumulada no vidro.

Reservatório de gasolina (para carros a álcool)

Esse reservatório tende a ser esquecido pelos motoristas, mas lembre-se que sem
gasolina a partida a frio pode ficar mais difícil. Faça um esquema de verificação a cada
10 ou 15 dias, desse modo não será pego desprevenido.

Sinalizadores

É importante assegurar que as luzes de setas, ou seja, que indicam a direção a ser feita
por você, estejam sempre em ordem. Além de ser essencial para o bom andamento do
trânsito é passível de multa para o motorista que não indicar a mudança de trajetória, um
desvio ou um contorno.

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Pista da esquerda deve ser usada apenas para ultrapassagens

Deixar de dar passagem pela esquerda é infração penalizada com multa.


Especialista responde essa e outras dúvidas enviadas por internautas.

Ricardo Lopes da Fonseca Especial para o G1

Deixar de dar passagem pela esquerda é uma infração penalizada com multa (Foto:
Divulgação/ViaOeste)

Confira abaixo as respostas para dúvidas que envolvem leis de trânsito.

Se eu estiver no limite da velocidade permitida sou obrigado a dar passagem aos


mais apressadinhos que transitam acima dela?
Jean Rodrigues, Marilia Gonçalves e Suzete Silveira

Primeiramente, todo veículo, seja de carga ou não, deve transitar pela direita. A faixa da
esquerda é exclusiva para ultrapassagens. Se todos tivessem essa consciência, o trânsito
seria mais disciplinado e menos hostil como é hoje. Todo motorista pode transitar pela
esquerda, mas apenas com a finalidade de efetuar uma ultrapassagem. Feito isso, deve
voltar para a pista da direita.

O artigo 30 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB) diz que todo condutor, ao perceber
que outro motorista que o segue tem o propósito de ultrapassá-lo, deverá, se estiver
circulando pela faixa da esquerda, deslocar-se para a faixa da direita, sem acelerar a
marcha. O parágrafo único complementa: os veículos mais lentos, quando em fila,
deverão manter distância suficiente entre si para permitir que veículos que os
ultrapassem possam se intercalar na fila com segurança.

Infração
De acordo com artigo 198, deixar de dar passagem pela esquerda, quando solicitada é
uma infração média, penalizada com multa. O artigo 219 completa: transitar com o
veículo em velocidade inferior à metade da velocidade máxima estabelecida para a via,
retardando ou obstruindo o trânsito, a menos que as condições de tráfego e
meteorológicas não o permitam, salvo se estiver na faixa da direita, é infração média.

Em resumo, se um carro aproxima do seu e pede passagem, pode ser que ele seja um
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apressadinho, sim, que apenas quer chegar mais rápido ao seu destino. No entanto, não
cabe ao motorista da frente decidir a velocidade que o outro deve trafegar, mesmo que
esteja cometendo um excesso de velocidade. Isso deve ser considerado pelo simples fato
de, quando um veículo pedir passagem, você não pode julgar se ele estará certo ou
errado. Pode ser uma situação de emergência. O automóvel em alta velocidade pode
estar deslocando algum ferido, uma gestante, enfim, alguém com necessidades
urgentes.

Transmissão luminosa não poderá ser inferior a 75% para o para-brisa (Foto: Editoria de
Arte/G1)

Gostaria de saber se o uso da película escurecedora a 50% em todos os vidros do


veículo está sujeito a multas.
Heloisa Andrade
Quanto ao uso de películas, o artigo 3º da resolução nº 254, de 26 de outubro de 2007,
permite a instalação. Porém, fica estipulado que transmissão luminosa não poderá ser
inferior a 75% para o para-brisa e 70% para os demais vidros indispensáveis à
dirigibilidade do veículo. Um carro fora dessas especificações estará sujeito a multa,
regularização e apreensão.

Meu tio foi abordado por um PM porque estava parado em uma esquina ao lado
de um bueiro. Existe mesmo essa proibição?
Luiz
O CTB não faz nenhuma especificação quanto ao fato de estacionar ao lado de bueiros.
Talvez o problema seja o fato de ele ter estacionado em uma esquina. Neste caso, o
artigo 181 afirma que ao estacionar o veículo nas esquinas e a menos de cinco metros do
bordo do alinhamento da via transversal o motorista estará cometendo uma infração
média, que além da multa ainda pode acarretar na remoção do veículo.

O ocorrido também pode ter gerado uma confusão de nomes, pois o mesmo artigo
explica que estacionar junto ou sobre hidrantes de incêndio, registro de água ou tampas
de poços de visita de galerias subterrâneas, que pode ter sido o caso, é passível de
multa. Mas o código também argumenta que tais tampas devem estar identificadas,
conforme especificação do Contran.

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É permitido ultrapassar um cortejo ou devemos esperar?
Marcione Ferraz
No artigo 205 consta que, ultrapassar veículo em movimento que integre cortejo,
préstito, desfile e formações militares, salvo com autorização da autoridade de trânsito
ou de seus agentes é uma infração leve, mas penalizada com multa.

No artigo 213, é mencionado que deixar de parar o veículo sempre que a respectiva
marcha for interceptada por agrupamento de veículos, como cortejos, formações
militares e outros, é uma infração grave. Já o artigo 220 explica que deixar de reduzir a
velocidade do veículo de forma compatível com a segurança do trânsito quando se
aproximar de passeatas, aglomerações, cortejos, préstitos e desfiles é uma infração
gravíssima. Ou seja, quando avistar um cortejo reduza a velocidade. Se alguma
autoridade de trânsito indicar um caminho alternativo, siga. Caso contrário, aguarde.

Todo motorista conta com um prazo de 30 dias para renovar carteira de habilitação
(Foto: Reprodução)

Minha carteira venceu no dia 15 de fevereiro. Tenho quanto tempo para


regularizar a situação sem ser multado?
Luiz Lima Crateús
Todo motorista conta com um prazo adicional de 30 dias para renovar sua carteira de
habilitação após o vencimento, que é um tempo suficiente para providenciar a
renovação. Nesse período, é possível dirigir sem cometer alguma infração. No entanto,
passado esse prazo o motorista estará em situação irregular e não poderá dirigir.

Para conduzir motonetas o condutor precisa ter habilitação? O veículo deve ser
emplacado?

Carlos
No CTB o artigo 120 diz que todo veículo automotor, elétrico, articulado, reboque ou
semi-reboque, deve ser registrado perante o órgão executivo de trânsito do Estado ou do
Distrito Federal, no município de domicílio ou residência de seu proprietário, na forma
da lei. Ou seja, motoneta tem de ter placa. O artigo 129 completa: o registro e o
licenciamento dos veículos de propulsão humana, dos ciclomotores e dos veículos de
tração animal obedecerão à regulamentação estabelecida em legislação municipal do
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domicílio ou residência de seus proprietários, que nesse caso, conforme a localidade
pode ou não exigir placa de identificação. Porém, motoneta não entra nessa
especificação. Quando é citado o ciclomotor, é aquele que conhecemos como bicicleta
motorizada. O artigo 143 diz respeito ao condutor, no caso de motonetas deve possuir
carteira de habilitação da categoria A.

Quando o assunto é motocicleta, dirigir descalço é proibido. (Foto: Reprodução/TV


Globo)

É permitido dirigir uma moto descalça?


Gabriela
Quando o assunto é motocicleta, dirigir descalço é proibido. O artigo 54 aponta que os
condutores de motocicletas, motonetas e ciclomotores só poderão circular nas vias
usando vestuário de proteção, de acordo com as especificações do Contran, ou seja,
equipado com vestuário adequado da cabeça aos pés. O artigo 244 diz respeito ao uso
obrigatório do capacete de segurança com viseira ou óculos de proteção e reforça a
necessidade do vestuário de acordo com as normas e especificações aprovadas pelo
órgão. Vale lembrar que capacete sem viseira, ou com ela aberta quando em
movimento, é passível de multa.

A utilização de telas de LCD no painel do carro é proibida quando se está


dirigindo?
João Alberto
De acordo com o artigo 3º da resolução nº 242, de 22 de junho de 2007, fica proibida a
instalação de equipamento capaz de gerar imagens para fins de entretenimento. O que
isso quer dizer? Que um DVD, por exemplo, somente será permitida a instalação na
parte dianteira, se o sistema de entretenimento possuir mecanismo automático que o
torne inoperante ou o comute para a função de informação de auxílio à orientação do
condutor quando o veículo estiver em movimento. Ou então, instalado de forma que
somente os passageiros ocupantes dos bancos traseiros possam visualizar as imagens.

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Dirigir descalço é proibido? Tire dúvidas sobre o Código de Trânsito

Motorista que usa poça para molhar pedestre pode ser multado.
Especialista esclarece dúvidas sobre os mitos ao volante.

Ricardo Lopes da Fonseca Especial para o G1

Nem todas essas normas são conhecidas pelos condutores brasileiros (Foto:
Reprodução/TV Globo)

No trânsito existem regras, normas e regulamentações impostas pelas entidades que


fiscalizam o tráfego, como Denatran (Departamento Nacional de Trânsito), que é um
órgão executivo da União cuja finalidade é supervisionar, coordenar, controlar e
fiscalizar a política do Programa Nacional de Trânsito.

Estão sob seu controle os Detrans estaduais. O Contran (Conselho Nacional de Trânsito)
é um órgão normativo e consultivo, responsável pela regulamentação do CTB (Código
Nacional de Trânsito) e pela atualização permanente das leis de trânsito.

Também temos os Detrans, entidades responsáveis pela administração da frota de


veículos nos estados, incluindo-se registros, emplacamentos e verificação dos itens de
segurança obrigatórios. Cabem a essas entidades também a formação, a habilitação e o
controle dos motoristas.

Dirigir sem camisa pode?


Pode. Os motoristas precisam obedecer a uma série de regras para dirigir, mas nem
todas essas normas são conhecidas pelos condutores brasileiros. Além disso, muitos
mitos rondam o imaginário, entre eles, a condição de dirigir sem camisa ou descalço.
Ambas as circunstâncias são permitidas e não infringem a lei de acordo com o CTB.

Na direção o fato de dirigir sem camisa também é outro mito. Não há nenhuma
referência no CTB a qualquer proibição de dirigir sem camisa, de biquíni, maiô, sunga
ou com qualquer outro tipo de roupa mais confortável. Ainda mais em um país como o
nosso, com um vasto litoral e com temperaturas elevadas.

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Andar 'na banguela' pode?

Não pode. Muita gente não sabe, mas de acordo com o artigo 231 é proibido transitar
com o veículo desligado ou desengrenado, em declive. Portanto, andar na ―banguela‖,
além de ser uma infração leve sujeita a multa, é uma imprudência que pode custar a
vida.

Grávidas podem dirigir?


As gestantes acabam ficando com medo de dirigir, mas de acordo com o código atual
não existe restrição alguma. Esse receio deve existir por causa do antigo código de
trânsito, que proibia a grávida de dirigir a partir do quinto mês. Segundo os médicos a
restrição se faz somente a partir do oitavo mês de gestação.

Ainda assim não é uma regra do CTB. Antes do oitavo mês não tem problema algum,
contanto que se tomem os cuidados necessários, como todo motorista. De qualquer
forma essa deve ser uma decisão pessoal, levando em conta a individualidade de cada
um. Via de regra, a partir do sexto mês de gravidez o bebê se movimenta mais na
barriga, o que pode tirar a atenção da mulher. Além disso, os reflexos, durante a
gestação, ficam mais lentos.

E dirigir descalço? É permitido?


Uma questão que faz parte da cultura popular é a permissão ou não para dirigir
descalço. Pois saiba que qualquer condutor pode dirigir sem sapatos. É permitido dirigir
descalço tanto na estrada quanto na cidade. O Código de Trânsito Brasileiro não faz
nenhuma menção explícita sobre esse assunto. No artigo 252 é destacado apenas que é
proibido dirigir usando calçado que não se firme nos pés ou que comprometa o uso dos
pedais, como chinelo de dedo, tamancos ou outro calçado que não tenha as tiras presas
atrás dos calcanhares. Quem é pego dirigindo de chinelos recebe 4 pontos na CNH e
paga multa de R$ 85,13.

O que não pode?

Entretanto, há normas que poucos sabem ou fingem não saber, como estacionar distante
da guia, jogar objetos em via pública e falar ao celular enquanto dirige com apenas uma
das mãos. Todas essas citações são consideradas infrações e podem resultar em multa ao
proprietário do automóvel (veja outros exemplos do que não pode no vídeo ao lado).

De quem é a preferência no cruzamento?


Aqueles que fizeram auto-escola e foram aprovados com louvor devem se lembrar dessa
citação no código, mas a dúvida intriga alguns motoristas. Afinal, em um cruzamento
sem sinalização, quem tem a preferência? De acordo com o artigo 29, quando veículos,
transitando por fluxos que se cruzem, ao se aproximarem de local não sinalizado, terá
preferência de passagem na ordem abaixo:

a) no caso de apenas um fluxo ser proveniente de rodovia, aquele que estiver circulando
por ela;
b) no caso de rotatória, aquele que estiver circulando por ela;
c) nos demais casos, o que vier pela direita do condutor;
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Escancarar a porta não pode
Muitos motoristas não sabem, mas de acordo com o artigo 49 o condutor e os
passageiros não deverão abrir a porta do veículo, deixá-la aberta ou descer do veículo
sem antes se certificarem de que isso não constitui perigo para eles e para outros
usuários da via. Quem nunca se deparou com um desastrado pela frente? Mas isso não é
o que pega nessa lei, o detalhe é o embarque e o desembarque, que só devem ocorrer do
lado da calçada, exceto para o condutor. Esse artigo com certeza pega muita gente em
rodoviárias e aeroportos.

Braço para fora também não pode


O braço de fora é uma regra que facilmente um condutor infringe. Seja para
cumprimentar alguém ou apenas descansar o braço, o ato de dirigir com o braço para
fora do veículo é proibido. A situação está prevista no artigo 252 e o CTB define a
infração como média. O mesmo artigo também restringe o transporte de animais dentro
do carro. Não é proibido levar animais de estimação dentro do automóvel, porém o que
pode dar multa é carregar o bichinho no colo do condutor ou com parte do corpo para
fora do carro.

Sujinhos de plantão
Por falar nisso, o artigo 172 do CTB deveria ser mais rigoroso. Ele prevê que ao atirar
do veículo ou abandonar na via objetos ou substâncias o condutor está cometendo uma
infração média. Não se deve atirar nada pela janela, nem mesmo uma bituca de cigarro,
que aliás é uma cena digamos, corriqueira. Essa deveria ser uma regra mais exigida,
pois é comum observar gente jogando lixo pela janela do carro.

Molhar os pedestres é contra a lei


Aqueles que gostam de desrespeitar os pedestres também estão infringindo a lei. De
acordo com o artigo 171 - que fique bem claro, nesse caso é o artigo do CTB - aquele
que utiliza o carro para arremessar sobre os pedestres ou veículos, água ou detritos,
comete irregularidade de caráter médio, sujeito a multa. Quem nunca viu um
espertalhão molhando pedestres em dia de chuva? Pois é, esse tipo de regra dificilmente
pune alguém.

Acabou a gasolina? Multa!


É bom ficar atento com a falta de combustível. Pois é, de acordo com o artigo 180 ter
seu veículo imobilizado na via por falta de combustível é uma falta média e pune com
multa. Se estacionar o carro é seu drama, saiba que a baliza mal feita pode render uma
multa. É isso mesmo, no artigo 181 esclarece que estacionar o automóvel afastado da
guia ou meio-fio uma distância de cinqüenta centímetros a um metro é infração leve e o
motorista ganha uma multa. Agora se o condutor for um desastrado ou desatento e
deixar afastado da guia mais de um metro a infração passa a ser grave e então pesa
muito mais no bolso.

O Detran de São Paulo disponibiliza uma tabela das multas, com códigos e respectivas
pontuações no endereço eletrônico: http://www.detran.sp.gov.br/multas/multas.asp

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Tire suas dúvidas sobre rodas e pneus

Saiba como deve ser feito o ajuste de inclinação das rodas.


Especialista também ensina a melhor maneira de apertar os parafusos.

Ricardo Lopes da Fonseca Especial para o G1

Sensores eletrônicos fazem leitura precisa da inclinação das rodas (Foto: Divulgação)

Cambagem:
Esse termo costuma despertar receio quando proposto pela oficina. No entanto, se trata
apenas do ajuste que determina o ângulo de inclinação das rodas do veículo em relação
a um plano vertical. Imagine o carro visto de frente. A cambagem ajusta a inclinação
para fora e para dentro. O controle dessa inclinação é importante, pois influencia as
características de rolamento das rodas.

Em boas reparadoras, o mecânico instala sensores eletrônicos nas rodas que farão uma
leitura precisa da inclinação. Os dados são encaminhados a um computador que indicará
a necessidade de algum reparo. Para o ajuste é preciso apertar ou afrouxar um jogo de
parafusos que ficam no braço da suspensão ou diretamente no eixo, conforme o modelo
de construção do veículo. Para não ter dúvidas quanto à necessidade desse serviço, um
dos sintomas de cambagem fora das especificações é o desgaste irregular de pneus. Para
evitar esse problema, o mais recomendado é fazer inspeções a cada 10 mil km, ocasião
em que se aproveita para fazer o rodízio de pneus.

Balanceamento
Uma dúvida que intriga muita gente é que tipo de aparelho usar: aqueles que fazem o
balanceamento das rodas no carro ou na bancada? Pois saiba que o correto seria uma
mistura dos dois tipos, sendo um complementar ao outro. As máquinas fixas em
bancadas exigem a retirada da roda para o balanceamento estático, que tem por objetivo
fazer com que cada circunferência da roda tenha o mesmo peso. Já nos equipamentos
portáteis as rodas permanecem no veículo e esse tipo de balanceamento é o do tipo
dinâmico, que procura deixar os pontos internos e externos de uma roda com o mesmo
peso. Já que a opção deve ser por um único modelo, a maior parte das oficinas
especializadas conta com o modelo estático, em que as rodas são retiradas do carro.

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É imprescindível não apertar os parafusos até o final (Foto: Divulgação/Fiat)

Parafusos das rodas


Outra dúvida que deixa muita gente confusa é a melhor maneira de apertar os parafusos
das rodas. Para que uma roda fique firme todo motorista deve ter em mente duas dicas
importantes. Na hora de apertar os parafusos é imprescindível não aperta-los até o final
assim que são imediatamente colocados. O correto é rosquear um a um até onde for
possível com a mão ou apenas utilizando a chave de rodas para guiar o aperto, mas sem
fazer esforço. Depois, a segunda dica é se ligar na ordem correta de aperto. É isso
mesmo, existe uma ordem a seguir para apertar os parafusos, ela varia conforme o tipo
de roda. O mais comum, a roda de quatro parafusos, o aperto se faz em cruz, começando
em cima.

Quanto menor a profundidade do sulco do pneu, maior o desgaste (Foto: Gabriella


Sandoval/G1)

Durabilidade do pneu
Quando falamos de tempo de uso de um pneu, é bom saber que existe um limite de
segurança. De acordo com a resolução do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), o
limite estabelecido é de 1,6 mm de profundidade dos sulcos dos pneus, ou seja, do
desenho na banda de rodagem. Abaixo dessa medida o pneu compromete a segurança
do carro e se parado em uma inspeção policial o automóvel poderá ser apreendido.

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Ideal é calibrar os pneus ainda frios (Foto: Reprodução)

Pressão certa
Para manter os pneus em dia, sem o risco de desgaste prematuro o segredo é manter a
pressão correta. Isso se faz com inspeções periódicas, de pelo ao menos a cada 15 dias.
O ideal é calibrar os pneus quando ainda frios, ou seja, quando o veículo no máximo 3
quilômetros. A pressão dos pneus é estabelecida por um padrão internacional e cada
região possui uma organização que controla e regulamenta esses dados. Na América
Latina essa entidade chama-se Alapa (Associação Latino-Americana de Pneus e Aros).

A fábrica de automóveis reúne sua equipe de testes para determinar os pesos mínimos e
máximos que cada roda deve suportar e também o tipo de pneu que seria o mais
adequado para aquela versão do carro. Com todas essas informações, os engenheiros e
técnicos da montadora consultam uma tabela divulgada pela Alapa e ali chegam ao
modelo de pneu e roda e sua calibragem ideal. Esses números devem ser fornecidos no
manual do proprietário.

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Tire dúvidas sobre os equipamentos básicos de segurança dos carros

Medidas simples são desprezadas pela maioria dos motoristas.


Especialista aborda o tema sobre equipamentos básicos de segurança.

Ricardo Lopes da Fonseca Especial para o G1

A Volvo foi a montadora que inventou o cinto de segurança de três pontos (Foto:
Divulgação)

Um dos assuntos mais importantes de um automóvel, na maioria das vezes, passa


despercebido por muitos motoristas. Os equipamentos básicos de segurança. Quando
surge esse tema, geralmente, apenas o modo de condução de um automóvel é abordado,
deixando de lado exatamente os itens de segurança que compõe o carro – os quais
iremos nos aprofundar agora.

Para começar, o mais básico de todos: o cinto de segurança, item essencial para
assegurar a integridade física de todos os ocupantes. Apesar de ter o uso obrigatório por
lei e muitos brasileiros

terem se acostumado a afivela-lo assim que entram no carro, há muita gente que ainda o
despreza. Sem generalizar, mas apenas comprovando um fato, muitos motoristas de táxi
não gostam de utilizar o cinto e apelam para uma peça parecida com um grampo (ou
pregador de roupa) para deixá-lo mais folgado. Outros vão além: apenas passam pela
frente do corpo, sem travá-lo, para confundir os agentes de trânsito e não levarem multa.

Primeiro vale ressaltar que essa peça que deixa o cinto mais folgado compromete o
funcionamento do sistema e pode acarretar em ferimentos evitáveis. Outra questão
primordial é que os passageiros do banco traseiro também usem o equipamento. Caso
contrário, em uma batida, eles serão jogados para frente com muita violência e poderão
prensar os ocupantes da frente causando seqüelas ainda mais sérias.

E saiba que é bom sempre verificar os engates e os pontos de fixação dos cintos de
segurança para certificar se estão bem presos e conservados. As tiras devem ter costuras
firmes e preservadas. Os mecanismos também devem ser constantemente lubrificados
com óleo. Esse é um item que você pode cobrar de uma concessionária no momento de
uma revisão.
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A liberação do cinto não pode ser demorada, pois segundos significam muito em
acidentes. A manutenção do sistema exige limpeza regular, que pode ser feita com um
pano umedecido e uma pequena porção de detergente.

Além do cinto, há outros equipamentos de segurança indispensáveis que são ainda mais
desprezados pelos motoristas: estepe, triângulo de sinalização e extintor de incêndio,
todos obrigatórios por lei. Já outros itens como o macaco e a chave de rodas são
facultativos, porém, manda o bom-senso, que não faltem em seu porta-malas.

O macaco exige cuidado redobrado, já que cada modelo de carro tem um local
específico para o encaixe da peça e uso incorreto pode causar acidentes sérios. Siga as
instruções presentes no manual do proprietário. Já o estepe deve estar sempre calibrado
e, de preferência, balanceado. Caso você tenha de usar um estepe e a calibragem esteja
baixa, prefira coloca-lo no eixo contrário ao do motor – uma vez que suporta menos
peso. Ou seja, na maioria dos carros, nas rodas traseiras.

Uma prática comum na hora de trocar os pneus é comprar três novos, pegar o pneu
zerado que estava no estepe e colocar um usado como sobressalente. Nada de errado
nisso, desde que o pneu ainda tenha condições de uso seguro.

Quando furar um pneu, a primeira dica é manter a calma ou, pelo menos, tentar não
entrar em pânico com o carro parado em uma rua de grande fluxo, ou pior ainda, em um
local ermo. Quem possui seguro deve acioná-lo imediatamente. Mas lembre-se de
sinalizar o carro com o triângulo, que indica a existência de um veículo com problemas
e deve ser colocado a uma distância mínima de 50 metros.

Em uma situação mais extrema como um incêndio, que é muito raro, mas acontece, é
importante saber onde fica o extintor. Munido dessa informação e de muita calma, você
pode controlar do foco do incêndio em poucos segundos. Para utilizar o extintor, retire o
lacre de inviolabilidade, levante a alavanca e aperte o gatilho na direção do fogo.

Porém, não é qualquer extintor que o motorista pode ter em seu carro. Segundo a
resolução 157, do Contran (Conselho Nacional de Trânsito), o equipamento tem que ser
do tipo ABC, que combate fogo em plásticos, borrachas, espuma dos bancos, carpete e
estofamento (que correspondem à categoria de classificação A), em combustíveis
líquidos (categoria B) e não provoca curto-circuito (categoria C). Desde 1º de janeiro de
2005 todos os carros novos comercializados no país – nacionais ou importados –
trazem, obrigatoriamente, extintores com carga de pó ABC.

A partir de 1º de janeiro de 2010, todos os veículos em circulação já deverão portar o


extintor com carga de pó ABC. Para saber quando fazer a substituição do extintor de
incêndio do seu carro, verifique a data de fabricação do extintor atual (original) ou a do
último teste hidrostático (recondicionado).

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Tire dúvidas sobre a poluição dos carros

Montadoras desenvolvem tecnologia para reduzir emissão de poluentes.


Normas nacionais estão defasadas em relação à Europa e aos EUA.

Ricardo Lopes da Fonseca Especial para o G1

Um dos temas em pauta na indústria automobilística mundial é a procura por novas


tecnologias que garantam uma menor emissão de poluentes dos veículos. A poluição
atmosférica consiste em um dos problemas mais graves enfrentados pelas populações
dos grandes centros, impactando diretamente na qualidade de vida. São várias as fontes
poluidoras, mas os automóveis representam uma parcela significativa.

Devido ao aumento da poluição, foram implantadas medidas para controlar as emissões


de poluentes no Brasil. A principal delas é o Programa de Controle da Poluição do Ar
por Veículos Automotores (Proconve), que atua a partir de limites máximos de emissões
para veículos comercializados no país. Com o programa, todos os veículos novos,
nacionais e importados são submetidos a homologação quanto a emissão de poluentes.

Os Estados Unidos foram o primeiro país a estabelecer regras para controle da poluição
gerada por automóveis na década de 1950. Lá os padrões de emissões são denominados
Tier 0 e surgiram em 1987. Depois, em 1990 surgiram Tier 1 (em vigor em 1994) e Tier
2 (desde 2004). Atualmente esse padrão 2 ganhou complementos para se adequar às
diversas necessidades de cada veículo. Além dos padrões federais existem também os
padrões estabelecidos por cada região. Nos Estados Unidos, as emissões são medidas
conforme o ano do carro e sua quilometragem.

Na Europa existe o padrão Euro, implantado em 1992. Em 1996 veio o Euro 2, em 2000
o Euro 3, depois em 2005 o atual, Euro 4. O Euro 5 será implantado em 2009 com
índices máximos de 10 partes por milhão (ppm) de enxofre e o Euro 6 já está previsto
para breve.

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Poluição toma conta da paisagem de São Paulo (Foto: Nelson Antoine/Foto Arena/AE)

As normas nacionais

O Brasil está defasado em relação às normas estabelecidas na Europa ou mesmo nos


Estados Unidos. A indústria brasileira segue hoje a fase L-4 do Proconve, que equivale
à resolução Euro 3. A gasolina comum conta com 23% de álcool na composição e tem
100 ppm de enxofre. No diesel é ainda pior. Traz 500 ppm da substância nos centros
urbanos e 2 mil ppm nas áreas rurais — onde é comercializado o diesel interior. Grande
parte do problema que ocorre no Brasil está justamente em razão da presença de
partículas de enxofre, já que em outros países é nula ou bem próxima disso.

A primeira grande mudança promovida no Brasil foi feita na gasolina, quando o


chumbo, adicionado para elevar sua octanagem, foi proibido. Em seu lugar, entrou o
álcool anidro, que tem efeito semelhante e é menos poluente, pois não despeja partículas
metálicas no ar.

O Brasil implantou em 1976 o controle de emissão dos gases e vapores do reservatório


do óleo do motor. Em 1977, foi implantada a regulamentação sobre a fumaça emitida
pelos veículos a diesel. Em 1981, foi elaborada a norma NBR 6601 que previa a análise
dos gases do escapamento. Naquele mesmo ano surgiu o Conselho Nacional do Meio
Ambiente (Conama), órgão responsável por implantar normas e padrões de controle de
poluição por veículos automotores. Em 1986 foi implantado o Proconve. Em 1989,
surgiu o instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos naturais Renováveis
(Ibama) e, em 1992, o Ministério de Meio Ambiente.

No Brasil, a igualdade com as regras adotadas na Europa é esperada para janeiro de


2009, quando entra em vigor a etapa L-5 do Proconve. A quantidade máxima tolerável
de enxofre na gasolina e no diesel passará a ser de 50 ppm. Contudo, parece que esse
prazo pode ser estendido, pois se corre o risco de não conseguir cumprir nem mesmo a
especificação européia anterior, de 50 ppm de enxofre.

Boa parte das emissões se dá em razão do combustível utilizado nos carros ser de
origem fóssil, no caso dos derivados de petróleo, o que gera o dióxido de carbono
(CO2), o principal poluente. A isso se somam o monóxido de carbono (CO), dióxido de
enxofre (SO2), hidrocarbonetos (HC) e óxidos de nitrogênio (NOx), outros poluentes
que degradam o ambiente.

A substituição do carburador pela injeção eletrônica já contribuiu muito para


aperfeiçoar a combustão e reduzir as emissões. Depois veio a implantação do
catalisador, uma peça instalada no tubo de escapamento que reduz a presença de
compostos poluentes ao promover uma reação química no gás que passa pelo
escapamento. Grande parte das moléculas de HC, CO e NOx se combinam formando
água, anidrido carbônico e nitrogênio.

Inspeção veicular

Um dos fatos que contribui para aumento da poluição é a combustão incompleta do


motor, ou seja, o motor do carro não queima totalmente a mistura ar/combustível. É por
61
isso que desde 1998 uma norma do Ibama exige que todos os veículos comercializados
sejam submetidos a aprovação e homologação antes de irem as ruas.

Com a implantação do Proconve, os carros novos saem das lojas dentro dos padrões
estabelecidos, porém é preciso que sejam feitas manutenções periódicas a fim de manter
o equipamento em boas condições. Em razão disso, a inspeção veicular se tornou a
única forma de controlar os automóveis com mais anos de uso.

Na Europa a inspeção veicular existe em alguns países há mais de 20 anos. Essas


diretrizes foram melhoradas ano a ano e atualmente tem contribuído para manter a frota
circulante em condições que atendam as normas de emissões em veículos com até 10
anos de uso.

No Brasil, São Paulo é a capital que tenta programar a inspeção ambiental veicular
desde 1995. Este ano, enfim, começa a tomar rumo. A inspeção deverá ser feita todos os
anos a partir do segundo licenciamento nos veículos registrados na capital paulista. Em
2008 a inspeção será para os veículos a diesel e parte da frota a álcool, gás natural e
gasolina que for detectada emitindo gases acima dos limites legais. Em 2009 todos os
veículos registrados em São Paulo deverão ser inspecionados. O automóvel que não
realizar a inspeção não poderá ser licenciado. A época da Inspeção varia de acordo com
a data do licenciamento. Para os prazos corretos basta consultar o site da Controlar.

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'Pegar no tranco' pode ser prejudicial ao carro

Andar na 'banguela' não garante economia de combustível.


Veja as respostas do especialista às perguntas dos internautas.

Ricardo Lopes da Fonseca Especial para o G1

Injeção de combustível no motor exige cuidados (Foto: TV Globo/Reprodução)

É verdade que carro com injeção eletrônica não é aconselhável por para pegar “no
tranco”, empurrando o veículo?
Ozano A. da Silva
É verdade, essa prática não é aconselhada para nenhum carro. Algumas vezes pode não
acontecer nada, mas a correia dentada, a cremalheira e outros itens (principalmente da
transmissão) podem sofrer danos, já que eles é que receberão essa ―pancada‖ não
planejada.

Deixar um carro com injeção eletrônica na “banguela‟ (no ponto morto, descendo
uma ladeira sem acelerar o motor) economiza mais combustível?

Guilherme
Não economiza, aliás, essa prática não indicada para nenhum carro, seja com injeção ou
não. No caso especifico dos carros equipados com injeção eletrônica de combustível,
quando o motorista pega uma longa descida e tira o pé do acelerador, mas mantém o
motor engrenado, o que acontece é que a central eletrônica detecta isso e corta o envio
de combustível por certo instante, o que economiza mais. Se o mesmo motorista entra
nessa descida, mas coloca o carro em ponto morto, a central eletrônica detecta que o
carro está em marcha lenta e assim precisa de uma rotação mínima em conseqüência do
envio de combustível, o que vai gastar mais combustível em relação à condição anterior.

O que economiza mais, manter o carro com o tanque cheio ou pela metade?
Osvaldo Machado
Essa é uma polêmica de muito tempo. Uns alegam que, com o tanque pela metade, o
peso diminui, outros dizem que, com o tanque cheio, a evaporação é menor. O certo
mesmo é que tanto faz. Como a evaporação se processa pela área e não pelo volume, ela
será a mesma com tanque cheio ou pela metade. Já o peso também não faz muita
diferença, pois será algo em torno de 20 a 30 quilos, o que certamente não vai interferir
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em um carro projetado para carregar entre 400 e 600 quilos.

O que são os serviços motor de passo, limpeza dos bicos injetores e limpeza do
corpo, referentes à revisão do motor?

Antonio Bento
Esses serviços detalham a manutenção de limpeza do sistema de injeção. O motor de
passo também pode ser chamado como atuador da marcha lenta, que é um mecanismo
regulador da marcha lenta do motor. Quando apresenta problemas, geralmente sujeira, o
motor tende a ficar acelerado.

Tem algum problema ligar o carro antes da bomba de injeção funcionar com
aquele barulhinho ?
Lucas Trindade
Não há nenhum problema. Trata-se apenas de um mecanismo de proteção. Esse barulho
ocorre porque a bomba elétrica pressuriza o sistema para entrar em funcionamento.
Quando desliga a chave do contato esse mecanismo desarma o sistema.

Como são os diferentes sistemas de injeção?


Fabiano
Quanto aos tipos de injeção de combustível, elas podem ser:

Monoponto, também chamada de injeção em ponto central. É o sistema de injeção


eletrônica em que o injetor ou válvula de injeção única encontra-se num corpo de
válvula-borboleta, de onde a mistura ar-combustível segue para os cilindros pelo coletor
de admissão.

Multiponto, é sistema de injeção, independente de ser mecânico ou eletrônico, em que


existe um injetor ou válvula de injeção para cada cilindro, mesmo a injeção sendo
simultânea para todos os cilindros. É uma evolução da monoponto pela melhor
distribuição do combustível admitido pelo motor.

Seqüencial, é aquela em que a injeção se dá de acordo com a ordem de ignição. No


momento em que a válvula de admissão abre ocorre a entrada de combustível e não de
maneira simultânea para todos os cilindros. Exige que o chip controlador da centralina
tenha maior capacidade de processar dados.

No duto, é um sistema multiponto em que as válvulas de injeção estão localizadas em


cada ramo do coletor de admissão, em uma posição anterior aos dutos de admissão do
cabeçote.

Direta, é o tipo de injeção diretamente na câmara de combustão em vez de ser injetado


em uma pré-câmara, no caso dos motores a diesel, e no lugar de ser injetado antes dos
dutos de admissão, quando se tratar de motores a gasolina ou álcool. Com esse
mecanismo consegue mais potência e mais economia de combustível. Os carros
equipados com esse sistema geralmente contam com a denominação DI na frente do
nome, como por exemplo o Volkswagen Golf TDI, a diesel, ou o Mitsubishi Diamant
GDI, a gasolina.

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Quando se deve fazer a limpeza nos bicos?
Cosme Costa Barreto
A limpeza deve ser feita sim, mas o prazo para a limpeza do sistema de injeção e a
manutenção dos principais itens do sistema de alimentação está especificado no manual
do proprietário. Conforme o fabricante pode variar entre 25 e 30 mil quilômetros, mas o
correto é fazer ao menos uma inspeção a cada 15 mil quilômetros. Esta inspeção
também é programada nas várias revisões do carro recomendadas pelo fabricante.

Gostaria de saber se o sensor de oxigênio tem algo a ver com o sistema de


combustível?
Raimundo Ferreira
Faz parte sim do sistema de alimentação, mas comumente esse sensor é chamado de
sonda lambda. Esse nome provém da relação estequiométrica do combustível, que se
convencionou chamar de lambda 1, e por isso deu-se esse nome ao sensor de oxigênio.
Esse sensor compara o oxigênio residual dos gases de escapamento para conferir se a
mistura ar/combustível esta estequiométrica no momento. Essa informação segue para a
central e se necessário é feita uma correção para adequar a mistura.

Como é feita a mistura ar/combustível na injeção eletrônica?


Domingos - Pederneiras
No sistema de injeção eletrônica a mistura se dá da seguinte maneira: o combustível é
injetado ao ar a ser admitido ou que já esteja dentro do cilindro. Com a implantação do
controle eletrônico da injeção houve um notável ganho na precisão da formação da
mistura ar/combustível.

Sempre ouvi dizer nas oficinas que preciso fazer uma limpeza nos bicos e a limpeza
interna no TBI. O que vem a ser e qual sua função?

Rodrigo Gabriel Queiroz Oliveira


A TBI vem de ―throttle body injection‖, que nada mais é que o corpo da Injeção. Nas
oficinas é mais conhecido por corpo da borboleta. Esse foi o nome dado ao conjunto
que substituiu o carburador nos primeiros modelos a injeção. Até hoje serve para
designar o corpo da borboleta dos carros mais modernos, mesmo os que não têm o bico
injetor acoplado.

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Veja como trocar a marcha do carro na hora certa

Especialista responde a dúvidas sobre sistema de transmissão.


Quando o carro não tem conta giros, o jeito é se guiar pela velocidade.

Ricardo Lopes da Fonseca Especial para o G1

Câmbio de seis marchas (Foto: Divulgação)

Na hora de trocar de marcha que número o conta giro deve marcar?

- João
Para troca das marchas existe uma faixa de giros limite para cada motor. Nos carros que
dispõem de marcador de giros, esse limite é a faixa vermelha, geralmente em torno de
seis mil giros. Acima disso o carro estará extrapolando seu limite de rotações e corre-se
o risco de danificá-lo. Porém, trocar as marchas no limite só serve se você quiser andar
muito rápido, literalmente no limite, o que não é possível nas cidades e mesmo nas
estradas, dado o limite de velocidade.

Desrespeito ao limite de rotações pode danificar o motor (Foto: Divulgação)

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O meu carro não tem conta giros. Como posso saber a hora exata de trocar de
marcha?

- Dudu Recanto
Quando seu carro não dispõe de marcador das rotações do motor o ideal é se basear pela
velocidade. Alguns carros até contam com uma marca no velocímetro para facilitar, mas
como regra pode-se adotar o seguinte esquema: ao arrancar, procure não esticar demais
a primeira marcha, ao atingir 20 km/h já é o suficiente para trocar pela segunda. Na
segunda utilize até 30 ou 35 km/h, passe para a terceira e nela permaneça até no
máximo 45 ou 50 km/h. Na quarta vá para 60 km/h e se for andar por determinado
tempo nessa velocidade passe para a quinta marcha. Se você estiver em uma estrada em
que a velocidade limite for de 120 km/h, por exemplo, você pode acelerar em terceira
até 60 km/h, depois na quarta até 90 km/h e na quinta até os 120 km/h.

Existe um tempo mais longo ou curto de marcha? Quando engato a primeira vai
muito lento e, logo no início da arrancada, vai devagar. De repente, dá um tranco e
vai bem mais rápido. Qual a explicação para isso?

- Carolina
Isso é uma característica do seu carro. O que ocorre é que a relação de marchas não é
tão confortável. Em alguns modelos, principalmente os populares, se prioriza o uso
urbano, com escalonamento de marchas mais reduzido. Ou seja, priorizando a força.
Essa característica deixa o carro rápido nas arrancadas, mas também com muitos
solavancos ao se tirar o pé do acelerador.
A troca de marchas varia conforme o automóvel, pois, mesmo carros parecidos, podem
ter motores e relação de marchas com concepções diferentes. Isso altera o modo de
dirigir. Mas como via de regra a troca de marchas em torno dos dois mil giros está
adequada. O que é importante observar é se o carro não fica rateando – a marcha
utilizada está acima, é preciso reduzir - ou se o motor fica roncando alto, ―esgoelando‖
– está abaixo do recomendado, é preciso subir uma marcha.

É recomendável usar a marcha até a velocidade limite antes de trocá-la, ou isso


desgasta mais o conjunto?

- Roberto Perrotti
Utilizar as marchas até o limite de cada uma não é recomendável. Isso você deve utilizar
apenas em casos de necessidade, como em uma ultrapassagem, por exemplo. Fora disso,
ou em uso constante dessa prática, o motor sofrerá desgaste prematuro e no caso dos
giros ultrapassarem a faixa limite incorre na quebra.

Algumas pessoas afirmam que é possível trocar a marcha sem pisar na


embreagem, quando há uma relação bastante estreita entre o motorista e o carro.
Isso procede, ou é apenas mais um mito?

- André
Isso é verdade sim. Nos carros de competição acontece isso, mas em corridas os pilotos
estão utilizando o extremo dos carros e quando acaba uma prova o veículo vai para
revisão. Em carros de rua não é indicada essa prática, pois, por melhor que seja a

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condução do motorista, o conjunto não estará sendo utilizado de forma correta e o
desgaste das peças de transmissão se dará em menos tempo.

Conta giros (Foto: Divulgação)

É mais recomendável trocar a marcha quando a rotação do motor (rpm) está em


dois mil giros por segundo?

- Shigueiuki Morita
A troca de marchas varia conforme o automóvel, pois, mesmo carros parecidos, podem
ter motores e relação de marchas com concepções diferentes. Isso altera o modo de
dirigir. Mas como via de regra a troca de marchas em torno dos dois mil giros está
adequada. O que é importante observar é se o carro não fica rateando – a marcha
utilizada está acima, é preciso reduzir - ou se o motor fica roncando alto, ―esgoelando‖
– está abaixo do recomendado, é preciso subir uma marcha.

É verdade que seu eu arrancar o carro com o giro do motor muito alto no ponto
morto, quando eu encaixar a primeira pode quebrar o motor?

- Andre Luis
Se o carro estiver parado, em ponto morto, e o motorista começar a acelerar, não
acontece nada, apenas o consumo de combustível desnecessário. Se o motorista
mantiver o carro acelerado e engatar uma marcha, ele vai precisar antes disso, acionar o
pedal da embreagem, e uma vez acionada a embreagem é impossível quebrar alguma
peça no motor. Se o motorista engatar a primeira marcha e continuar com o motor em
alta rotação, quando tirar o pé da embreagem o carro vai sair abruptamente e cantando
os pneus.

O óleo do câmbio deve ser completado ou trocado a cada quantos quilômetros?

- Airton
Antigamente era necessário fazer a troca a cada 10 mil quilômetros. Hoje, os óleos
evoluíram bastante, mas ainda assim o câmbio manual deve ser verificado a cada 10 mil
quilômetros e, se necessário, completar. Alguns fabricantes recomendam trocá-lo aos 30
mil; outros, aos 50 mil. O certo então é verificar o que o fabricante do seu carro pede e
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seguir a recomendação.

Qual o nome da peça que substitui o eixo cardã? Como funciona esta relação de
1:1?

- João Dias Neto


Na verdade não existe uma peça que substitui o eixo cardã, o que ocorre é que em carros
com o motor e a tração na dianteira, por exemplo, o câmbio e o diferencial estão
acoplados junto ao motor. Em carros com o motor na dianteira e a tração traseira, por
exemplo, é necessário o eixo cardã para fazer essa ligação entre a transmissão – que fica
próxima ao motor ou no centro do carro – e o diferencial – na traseira.

A relação de 1:1 significa que uma rotação no motor compreende uma rotação na
transmissão. O sistema de transmissão adota engrenagens com diferentes números de
dentes para multiplicar ou reduzir a força do motor de acordo com a marcha
selecionada. Como por exemplo, segue a relação de marchas do jipe Troller T4. Na
primeira marcha o motor gira 4,473 para uma rotação nas rodas. Na segunda 2,458:1,
terceira 1,472:1, quarta 1,000:1 e na quinta marcha 0,725:1. A relação do diferencial é
de 4,090:1. Essa diferença de rotação é um equilíbrio que a transmissão faz. Tanto a
caixa de marchas, quanto o diferencial fazem essas reduções ou multiplicações para a
dirigibilidade e o conforto ficarem adequados a cada velocidade.

Quando o chamado “freio-motor” é utilizado com a caixa de marcha, corre-se o


risco dela quebrar?

- Luís Saraiva
Não corre o risco de quebrar, aliás, essa prática é recomendada, pois aumenta a
segurança, ao contrário de andar com o motor desengrenado, já que o carro fica menos
controlável. Também ocorre o superaquecimento dos freios que pode ocasionar uma
fadiga.

Nas auto-escolas sempre ensinam os novos motoristas a trocar as marchas


rapidamente, sem forçar ao motor, algo como no máximo de 2000 a 3000 rpm. Isto
funciona na prática?

- André Lago
Isso é recomendável, sim. Na verdade, quando se troca de marchas rapidamente o que
acontece é que se economiza combustível, pois o motor não abaixa muito as rotações de
uma marcha para a outra. Além disso, o carro fica menos tempo desengatado, e
engrenado fica mais a ―mão‖, ou seja, com melhor dirigibilidade.

Sempre que estou numa descida eu coloco no neutro. Já me disseram que isso
estraga o carro. É verdade?

- Maurenice Ramalho
Neste caso não é uma questão de estragar o carro, o problema visto nessa condição é a
falta de segurança. Se for necessário efetuar uma frenagem rápida o carro vai percorrer
uma distância maior. Se você também precisar fazer uma correção na direção o carro
não terá tanto controle como se estivesse engrenado.
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Como funcionam simultaneamente os dois diferenciais do Jeep Willys quando a
tração nas quatro rodas está engatada de forma que não danifique o sistema na
hora de fazer uma curva, por exemplo?

- Arlei Fonseca
Os diferenciais de veículos com tração nas quatro rodas funcionam pelo mesmo
princípio. Quando ocorre uma curva, o diferencial, tanto dianteiro quanto traseiro
permite que as rodas de dentro da curva girem menos que aquelas que estão do lado de
fora. No caso de uma das rodas apresentar uma demasiada diferença na rotação, como
acontece em buracos ou pisos irregulares, a força é redistribuída para as demais, a fim
de permitir que o veiculo supere os obstáculos.

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Tire suas dúvidas sobre a 'lei seca' para motoristas

Até mesmo durante a ressaca o bafômetro poderá registrar vestígios de álcool no corpo.
Médica da Abramet esclarece questões sobre a nova legislação de trânsito.

Do G1, em São Paulo

Rede Globo
Motoristas alcoolizados serão autuados pela nova lei (Foto: Reprodução/ TV Globo)

A nova Lei 11.705, que altera o Código de Trânsito Brasileiro, deve provocar
uma mudança de hábitos da população brasileira. O consumo de qualquer quantidade de
bebidas alcoólicas por condutores de veículos está proibido. Antes, era permitida a
ingestão de até 6 decigramas de álcool por litro de sangue (o equivalente a dois copos de
cerveja).

Quem for pego dirigindo depois de beber, além da multa de R$ 955, vai perder a
carteira de motorista por 12 meses.

Segundo Marcos Pantaleão, advogado da Comissão de Direito de Trânsito da OAB de


São Paulo, o motorista que se recusar a fazer exames de bafômetros e de coleta de
sangue para verificar a quantidade de álcool consumido estará sujeito às penalidades do
artigo 165, do CTB. "Este dispositivo, em tese, fere o princípio constitucional que
ninguém é obrigado a produzir prova contra si próprio", afirma.

Para esclarecer algumas questões mais freqüentes, o G1 ouviu a médica fisiatra Júlia
Greve, do Departamento de Álcool e Drogas da Associação Brasileira de Medicina de
Tráfego (Abramet).
Tire suas dúvidas

1- Quanto de álcool é permitido beber antes de dirigir com a mudança?


Nada.

2- Quanto tempo o álcool permanece no sangue após o consumo e depois de quanto


tempo o motorista poderá dirigir?
Um copo de cerveja demora cerca de seis horas para ser eliminado pelo organismo.
Uma dose de uísque, que é bem mais forte do que a cerveja, demora mais tempo do que
isso. O mais garantido é que o motorista possa dirigir depois de 24 horas. Se estiver de
ressaca e com sintomas provocados pela grande quantidade de álcool consumida, o
melhor é ficar em casa. Este é o momento em que o álcool começa a ser tóxico e
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permanece no corpo por mais tempo.

3- Como o índice de álcool no organismo do motorista vai ser verificado?


De três maneiras: O bafômetro e o exame de sangue são mais sensíveis para detectar
dosagens alcoólicas. O exame clínico é menos sensível para a dosagem, mas serve para
indicar sinais de embriaguez como olho vermelho, alegria excessiva e falta de
coordenação motora, por exemplo.

4- Quando não há bafômetros disponíveis no local da fiscalização, o motorista é


obrigado a fazer exame de sangue?
Se o policial tiver indícios fortes de embriaguez do motorista, com testemunhas, por
exemplo, ele pode exigir, sim, uma amostra do sangue ou a chamada de um médico para
diagnosticar a embriaguez. A ausência do bafômetro, no entanto, pode permitir o
questionamento da identificação da embriaguez. O policial precisa ter evidências de que
o motorista está embriagado para requerer o exame de sangue ou o exame clínico no
motorista.

A pessoa pode se recusar, mas o policial também pode exigir que o motorista seja
examinado por um médico-perito.

5- O uso de medicamentos pode alterar o resultado do exame do bafômetro?


Só se o medicamento tiver álcool em sua composição. Depende também da
quantidade ingerida e da dosagem do medicamento.

6- A bebida alcoólica usada no preparo de uma sobremesa pode ser detectada no


exame de sangue ou no bafômetro?
A quantidade é menor, mas também será detectada pelo exame de bafômetro e de
sangue.

7- A lei vale para todos os motoristas e em qualquer lugar?

A lei vale para qualquer condutor e em qualquer lugar onde puder circular um veículo.
A fiscalização será feita tanto por policiais rodoviários federais como por policiais
militares. Quando existir convênios na área da segurança, guardas municipais e policiais
civis também poderão fazer a fiscalização.

8- A „lei seca‟ pretende reduzir acidentes no trânsito?


A lei dá uma segurança maior sobre a questão do trânsito, mas é falha quando se fala
sobre o bafômetro. Antes de entrar em vigor, todos os pontos de fiscalização e os
policiais responsáveis por este trabalho deveriam ser melhor equipados. A fiscalização
tem de ser permanente.

A grande questão é saber se a polícia vai ter condições de fiscalizar um número maior
de pessoas. Acho que a própria polícia vai modular essa fiscalização, usando o bom
senso. Se fizer uma blitz em uma grande avenida de São Paulo, por exemplo, em dias de
fim de semana, vai pegar muita gente embriagada.

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Tire dúvidas sobre o funcionamento do alternador

Energia gerada serve para carregar a bateria e alimentar o sistema elétrico.


Veja como identificar se o equipamento começa a apresentar problemas.

Ricardo Lopes da Fonseca Especial para o G1

Alternador (Foto: Divulgação/Bosch)

Atualmente não falta recurso a ser oferecido em um automóvel e cada dia surge uma
novidade. Do mais simples, como o acionamento elétrico de um vidro, aos mais
requintados dispositivos, como um sistema de navegação de última geração, tudo
precisa de energia elétrica para funcionar.

O funcionamento do motor de um carro foi elaborado para gerar sua própria energia
com o intuito de alimentar os diversos equipamentos a bordo, mas tudo isso só é
possível graças a uma peça chamada de alternador. Esse componente do sistema elétrico
do automóvel é acionado por uma correia ligada ao motor, assim ele gera corrente
alternada que é transformada em corrente contínua. A energia gerada pelo alternador
serve para carregar a bateria e alimentar o sistema elétrico com o motor em
funcionamento. Os sistemas de ignição e injeção dependem totalmente da energia
disponibilizada pelo alternador.

73
Alternador alimenta a energia do motor (Foto: Divulgação)

Quando o motor está desligado, a bateria, normalmente de 12 volts, é que se encarrega


de alimentar os mais diversos equipamentos do veículo, como por exemplo faróis,
lanternas, vidros elétricos, rádio e CD player, entre outros acessórios elétricos.

Quando o motor está em funcionamento, a energia consumida é fornecida pelo


alternador, que fornece a corrente necessária para o funcionamento de todos os
dispositivos elétricos. Com o alternador acionado, a tensão gerada é de
aproximadamente 14 volts. Ou seja, o sistema atualmente utilizado é, de certo modo, o
sistema de 14 volts. Essa é a tensão que o alternador deve suprir para manter carregada
uma bateria de 12 volts, na verdade com uma margem para garantir que a energia vai
chegar a todos os componentes elétricos e que nunca seja menor que a voltagem da
bateria, afastando assim o risco de apagão.

No entanto, parece que esse sistema não é o suficiente para os carros modernos. Desde
o começo deste século engenheiros estudam alternativas. A preocupação é com a
crescente demanda de energia elétrica utilizada nos carros. O leque de itens de conforto
só vem aumentando e ao mesmo tempo cresce a necessidade de aumentar a
disponibilidade de energia no sistema. As novidades estão aí: sensores variados, bancos
com aquecimento, pilotos automáticos, sistemas de entretenimento, GPS, recursos e
mais recursos, enfim, é uma parafernália de equipamentos que está deixando o sistema
de 12 volts sobrecarregado, ou então, ultrapassado.

Para se ter uma ideia, a General Motors introduziu o sistema elétrico de 12 volts, ou
melhor, com o alternador que gera 14 volts, na década de 1950. Até então era tudo 6
volts. O pessoal com um pouco mais de idade deve se lembrar do Fusquinha 6 volts.
Não dispunha de recurso nenhum, era praticamente o limpador de pára-brisa e os faróis,
mais nada. No Brasil só contamos com carros equipados com o sistema de 12 volts
depois da metade da década de 1960. Com praticamente o dobro da voltagem, as
partidas ficaram mais rápidas e não faltava energia para alimentar os modernismos da
época, como ventilação forçada, por exemplo.

De lá para cá houve pouca, para não dizer nenhuma evolução nessa área, mesmo com a
crescente necessidade de energia para os equipamentos elétricos e eletrônicos. A
promessa de solução foram os sistemas com tensão de 36 volts e o alternador para 42
volts, apresentados a vários anos, mais ainda sem entrar definitivamente na linha de
produção. O certo é que ainda há uma grande distância entre a pesquisa e seu emprego
em larga escala.

Os carros elétricos ao que tudo indica é que devem ser os primeiros a adotar o novo
padrão, que prevê uma fonte dupla de geração de energia, sendo a atual de 14 volts para
o motor e uma segunda de 42 volts para os diversos componentes eletrônicos, que
proporcionará mais potência para o sistema elétrico e assim permitir o uso de
componentes como ar-condicionado mesmo com o carro parado.

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Luzes do painel servem de alerta (Foto: Divulgação/Fiat)

Preste atenção

Todo motorista deve ficar atento às luzes do painel. O carro depende muito da bateria,
em razão disso existe uma luz no painel dedicada apenas a bateria e cuja finalidade é
alertar o motorista no caso de falha do sistema de carga. Um circuito simples verifica a
voltagem que o alternador está produzindo naquele momento e acende a luz da bateria
no caso de a voltagem se apresentar abaixo do recomendado.

Essa luz, representada pelo desenho de uma bateria, indica um problema do sistema de
carga da bateria. Ao girar a chave de contato da ignição, todas as luzes do painel se
acendem. Se a luz de indicação da bateria permanecer acesa com o motor em
funcionamento, ou então se acender quando estiver dirigindo, é indício de que algo está
com problema no alternador. Uma causa provável pode ser o rompimento da correia do
alternador, ligada ao motor e que faz o alternador funcionar.

Lembre-se que se não houver manutenção periódica no sistema elétrico, podem surgir
falhas no sistema de geração de energia elétrica e um dos sistemas afetados será o de
injeção e ignição elétrica. Em outras palavras, o carro pode parar.

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Tire dúvidas sobre as placas dos automóveis

A placa de identificação é o 'RG' dos veículos.


Adoção da placa cinza ocorreu em 1990 no Brasil.

Ricardo Lopes da Fonseca Especial para o G1

Placas dos veículos variam de cor conforme finalidade de uso (Foto: Editoria de Arte
G1/G1)

Suponha que você fez suas compras no supermercado e, chegando ao estacionamento,


se depara com um veículo idêntico ao seu. Caso não haja um ―amassadinho‖ ou
qualquer outro sinal característico que os diferencie, a única maneira de distingui-los
visualmente será pela placa de identificação. Geralmente as placas são na cor cinza e
possuem três letras e quatro números, além da cidade de origem do veículo. Porém,
algumas vezes, nos deparamos com automóveis que possuem placas pouco usuais.
Saiba o que elas significam e conheça um pouco da história das placas.

Todo carro possui uma certidão de nascimento, que é o número grafado no chassi. Mas
o que fixa nas nossas cabeças são os números que enxergamos, o RG, ou seja, as placas
dianteiras e traseiras. Essa história de identificar os veículos com placas teve início nos
primórdios do século 20. Até 1941, essa responsabilidade era atribuída apenas aos
municípios. As placas eram pintadas da cor preta e preenchidas com letras e números
em branco. A letra única indicava se era um automóvel particular (P) ou de aluguel (A).

A partir de 1941 foi introduzida a placa de cor vermelha para carros de aluguel, como
taxis e caminhões, e a placa branca para carros oficiais. Os carros particulares passaram
a ter as placas pintadas na cor laranja e o sistema utilizado era composto apenas por
números, mais o nome dos municípios seguidos pelos estados.

Em 1969 ocorreu a mudança para o sistema do tipo alfanumérico, composto por duas
letras e quatro números. Os prefixos eram vinculados aos municípios e, toda vez que o
veículo fosse vendido para outro município, mesmo que dentro do mesmo estado, a
troca da placa era obrigatória. Apenas as placas de carros particulares mudaram de cor,
passando do laranja para amarelo. As demais, dos veículos de aluguel e oficiais,
permaneceram com as cores vermelha e branca, respectivamente.

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O modelo atual, formado por três letras e quatro números, foi implantado em 1990,
primeiramente no estado do Paraná, e precisou de nove anos para ser adotado por todos
os estados brasileiros. Além de acrescentar uma letra, a mudança mais significativa foi
troca da cor das placas particulares, que passou de amarelo para cinza. Como a
substituição da placa deixou de ser necessária em caso de venda, acima da combinação
de letras e números foi colocada uma tarjeta para exibir a sigla do estado e o nome do
município onde o veículo está registrado. Esse sistema alfanumérico não permite o
reaproveitamento da combinação dada a um carro por outro veículo, mesmo após o
sucateamento. Ela é intransferível. Os veículos oficiais e os veículos das representações
diplomáticas não se enquadram nessas condições.

A principal vantagem é que o acréscimo de mais uma letra possibilitou a criação de um


cadastro nacional unificado de todos os veículos licenciados e ainda aumentou
significativamente a quantidade de combinações, que passou a ser de 175.742.424
placas distintas. Cada estado possui uma seqüência exclusiva para o primeiro
emplacamento dos veículos.

Em 2008 entraram em vigor duas novas regulamentações do Conselho Nacional de


Trânsito (CONTRAN). As resoluções 231 e 241 estabeleceram um padrão para as letras
e números das placas brasileiras. As placas para todas as classes de automóveis são
pintadas, já para as motocicletas e ciclomotores passaram a ser obrigatoriamente
refletivas. As cores das placas possuem cores diferentes de acordo com o tipo de uso de
cada veículo.

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Veja as combinações de cada estado para o primeiro emplacamento

AAA 0001 a BEZ 9999 - BFA 0001 a GKI 9999 - São GKJ 0001 a HOK 9999 -
Paraná Paulo Minas Gerais

HOL 0001 a HQE 9999 - HQF 0001 a HTW 9999 - HTX 0001 a HZA 9999 -
Maranhão Mato Grosso do Sul Ceará

HZB 0001 a IAP 9999 - IAQ 0001 a JDO 9999 - Rio JDP 0001 a JKR 9999 -
Sergipe Grande do Sul Distrito Federal

JKS 0001 a JSZ 9999 - JTA 0001 a JWE 9999 - JWF 0001 a JXY 9999 -
Bahia Pará Amazonas

JXZ 0001 a KAU 9999 - KAV 0001 a KFC 9999 - KFD 0001 a KME 9999 -
Mato Grosso Goiás Pernambuco

KMF 0001 a LVE 9999 - LVF 0001 a LWQ 9999 - LWR 0001 a MMM 9999 -
Rio de Janeiro Piauí Santa Catarina

MMN 0001 a MOW 9999 - MOX 0001 a MTZ 9999 - MUA 0001 a MVK 9999 -
Paraíba Espírito Santo Alagoas

MVL 0001 a MXG 9999 - MXH 0001 a MZM 9999 - MZN 0001 a NAG 9999 -
Tocantins Rio Grande do Norte Acre

NAH 0001 a NBA 9999 - NBB 0001 a NEH 9999 - NEI 0001 a NFB 9999 -
Roraima Rondônia Amapá

NFC 0001 a NGZ 9999 - NHA 0001 a NHT 9999 - NHU 0001 a NIX 9999 -
Goiás 2ª seqüência Maranhão 2ª seqüência Piauí 2ª seqüência

NIY 0001 a NJW 9999 - NJX 0001 a NLU 9999 - NLV 0001 a NMN 9999 -
Mato Grosso 2ª seqüência Goiás 3ª seqüência Alagoas 2ª seqüência

NMO 0001 a NNI 9999 - NNJ 0001 a NNS 9999 - Rio NNT 0001 a NOH 9999 -
Maranhão 3ª seqüência Grande do Norte 2ª seqüência Não definidas

NOI 0001 a NPB 9999 - NPC 0001 a NPQ 9999 - NPR 0001 a NQK 9999 -
Amazonas 2ª seqüência Mato Grosso 3ª seqüência Não definidas

O número 0000 não é


NQL 0001 a NRC 9999 - NRD 0001 a ZZZ 9999 - Não
empregado em nenhuma
Ceará 2ª seqüência definidas
placa

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Tire dúvidas sobre a limpeza de bicos injetores dos carros

Especialista esclarece dúvidas dos leitores sobre manutenção.


Andar na ‗banguela‘ é perigoso e não tem 'efeito' com injeção eletrônica.

Ricardo Lopes da Fonseca Especial para o G1

Motor do Nissan Livina (Foto: Divulgação)

A limpeza dos bicos injetores foi um dos temas levantados por leitores do G1 nesta
semana. Confira essa e outras dúvidas sobre carros, como troca de pneus, andar na
‗banguela‘, troca de óleo e, ainda, a história dos carros com carroceria tipo monobloco.
Confira abaixo a resposta de algumas perguntas enviadas pelos internautas.

Em algumas marcas de carro, fala-se que os bicos injetores são auto-limpantes, o


que isto quer dizer? Você não precisa limpar?
- Nemias

O sistema auto-limpante que já equipa diversos motores é um tipo de bico injetor que,
como o nome diz, faz uma limpeza própria, ou seja, não requer a limpeza dos bicos
injetores em uma oficina. Entretanto, podem ocorrer falhas com esse dispositivo e para
verificar se o sistema apresenta irregularidades é preciso uma análise com aparelho
específico. Mesmo assim o bico injetor ainda pode ter problemas e o vilão da história,
que pode até danificar os bicos injetores, ainda é a gasolina ou álcool de má qualidade
ou adulterado com solvente ou mesmo água.

Gostaria de saber a respeito da prática conhecida como ´banguela´. Soltar o carro


(com injeção eletrônica) em ponto morto nos declives em rodovias realmente
economiza combustível e favorece o arrefecimento do motor? Há alguma diferença
neste aspecto nos antigos motores com carburador?
- Luiz de Almeida, Guarapuava (PR)

Andar com o carro desengrenado, ou seja, na banguela, é uma prática não indicada para
nenhum veículo, seja com injeção eletrônica ou não. Alguns acham que a banguela
economiza, mas no caso especifico dos carros equipados com injeção eletrônica de
combustível, quando o motorista pega uma longa descida e tira o pé do acelerador, mas
mantém o motor engrenado, o que acontece é que a central eletrônica detecta isso e
79
corta o envio de combustível por certo instante, o que economiza muito mais. Se o
mesmo motorista entra nessa descida, mas coloca o carro em ponto morto, o que
acontece é que a central eletrônica detecta que o carro está em marcha lenta e assim
precisa de uma rotação mínima e, em conseqüência, o envio de combustível, o que vai
gastar mais combustível em relação à condição anterior.

Na mesma situação, porém com um motor equipado com carburador, a banguela


economiza, mas também é importante considerar a segurança, pois se for necessária
uma frenagem de emergência ou mesmo desviar de algo no caminho, o carro engrenado
estará sob o controle do motorista. Já na banguela, salvem-se quem puder. Fora isso, a
banguela exige demais dos freios, que podem se aquecer excessivamente e perder a
eficiência. Quanto ao arrefecimento, não tem vantagem nenhuma. Teria alguma melhora
se o carro estiver com a temperatura elevada, na zona vermelha do marcador, mas até
então, o motor pode já estar danificado e a banguela só vai ajudar a encontrar um lugar
seguro para ficar.

Devemos verificar o nível do óleo com o carro frio e motor desligado ou com o
motor ligado?
- Marcelo

A inspeção do nível do óleo deve ser feita sempre com o carro desligado e,
preferencialmente quando o motor estiver frio. Se for o caso do motor estar quente, o
ideal é aguardar alguns instantes, algo em torno de 3 a 5 minutos, para que o óleo
situado na parte superior desça para o cárter – reservatório do óleo do motor – e assim
indique o nível de forma correta.

Com relação à embreagem, tenho o costume de sempre antes de lombadas ou


saliências frear o carro e somente depois pisar na embreagem. Isso é bom ou não?
- Antonio
A maneira mais adequada de utilizar a embreagem é nas trocas de marchas levar o pedal
até o final, parece redundante, mas boa parte dos motoristas não faz isso. Quando for
reduzir a velocidade, pisar somente no freio e, ao perceber o veiculo quase parando, aí
sim é o momento de pisar na embreagem. Também evite trocar de marcha quando o
automóvel estiver passando por uma lombada, faça a troca antes ou depois da lombada,
mas nunca durante a travessia. Nessa circunstância, as partes do veículo estarão em
níveis diferentes como, por exemplo, o motor e o câmbio e isso com o tempo vai
prejudicando as peças da transmissão. Dessa forma, a embreagem será poupada e sua
vida útil prolongada.

Gostaria de saber qual o procedimento certo quando você compra dois pneus
novos. Devo colocar os novos atrás ou na frente?
- Daniel

Quando temos pneus novos em um eixo e desgastados no outro eixo, teremos um


desequilíbrio forte entre as performances. Em caso de montagem de apenas dois pneus
novos , estes deverão ser montados no eixo traseiro. Os principais motivos para essa
escolha são: os pneus mais novos na traseira garantem o equilíbrio do carro em freadas
bruscas, ou seja, quando se freia fortemente o carro joga o peso para frente e a traseira
mais leve tende a ter menos aderência ao solo. Com o pneu melhor na traseira evita-se
80
isso. O automóvel também passa a ter melhor resposta em curvas fechadas.
Normalmente, os carros têm a tendência de sair de frente, justamente por ser mais fácil
a correção de direção. Se os pneus traseiros são mais usados, essa tendência passa para a
parte de trás do automóvel, em que o motorista não tem controle direcional e facilmente
pode ocorrer uma derrapagem.

Quando for comprar o pneu novo, tem de ser todos da mesma marca?
- Panyotis

Quando for efetuar a substituição, o ideal é que os quatro ou até mesmo os cinco,
incluindo o estepe, sejam de uma mesma marca, mas principalmente que sejam de um
mesmo modelo (desenho), com as mesmas características. Caso a opção seja pela
substituição de apenas dois pneus, eles devem obrigatoriamente estar no mesmo eixo a
fim de evitar problemas de geometria e comportamento do carro.

Sou interessado por história e curiosidades, poderiam explicar qual foi o primeiro
carro com carroceria tipo monobloco?
- Pedro Aquino

O primeiro carro de fato a ser produzido em série com a carroceria do tipo monobloco é
uma incógnita ou então uma boa discussão. Alguns historiadores atribuem ao Lancia
Lambda 1927 o título de primeiro carro monobloco do mundo. Porém, o Opel Olympia
1936 também requer esse reconhecimento, mas tudo indica que o Ford Consul de 1950
seja considerado o primeiro monobloco mundial. No Brasil, o automóvel que detém
esse título é o Aero Willys 1963, que também foi o primeiro carro projetado e fabricado
por aqui.

81
Tire dúvidas sobre a carroceria do veículo

Estrutura em monobloco diminui o peso e melhora comportamento do carro.


Infográfico mostra o que significa cada letra e número do chassi.

Ricardo Lopes da Fonseca Especial para o G1

Após montagem da carroceria, funcionários colocam os pneus neste Nissan Livina


(Foto: Divulgação)

Uma dúvida cruel assola milhares de motoristas ao se tratar do assunto carroceria. A


dúvida que mais persiste é: afinal de contas, é verdade que os atuais veículos não
possuem mais chassi? Pois bem, realmente a maior parte dos automóveis não conta
mais com o velho chassi. O que os carros possuem atualmente é uma carroceria
monobloco. Essa é a carroceria mais comum nos carros modernos.

Nessa estrutura, o assoalho é estampado juntamente com o restante da lataria, assim


todas as partes do corpo do carro saem da linha de montagem como uma peça única. Em
razão dessa característica deu-se o nome de monobloco. A grande vantagem de
empregar esse tipo de estrutura está na redução de peso e também no comportamento
dinâmico do veiculo que fica infinitamente melhorado.

O velho chassi como muitos conhecem, foi planejado para ser uma peça separada da
carroceria. Esse item é considerado uma espécie de espinha dorsal dos automóveis. Nela
todas as demais partes são acopladas. O assoalho é separado do restante da carroceria e
fica apoiado nas longarinas, travessas paralelas que ficam em toda a extensão do chassi.
Esse conceito de uma peça separada da carroceria equipa os comerciais, como
caminhões e picapes, pois reduz a possibilidade de trincas na estrutura, uma vez que
esses veículos são mais exigidos na sua utilização, geralmente na capacidade de carga.

Então temos duas formas na estrutura de um carro. Ele pode ser monobloco, uma peça
única que compreende assoalho, as laterais e o teto. Geralmente é utilizada nos
automóveis de passeio. A outro forma é o chassi e carroceria separados, em que o
assoalho é a estrutura principal do carro. A ele é acoplada a carroceria, com laterais e
teto. Essa estrutura de duas peças é mais utilizada nos veículos comerciais, como
picapes e caminhões.

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Trabalhadores montam o Honda City na Índia (Foto: AFP)

O termo chassi ainda desperta algumas confusões principalmente por causa dos
documentos de um carro. Na verdade a identificação de um automóvel é o seu registro
geral, semelhante ao RG das pessoas. Acontece que no RG dos veículos o termo chassi
é empregado para individualizar cada modelo com um número de produção. Mas,
independente de ser um carro com monobloco ou com chassi e carroceria separados, no
documento todos serão tratados apenas por chassi.

Nesse registro constam uma série de números e letras que informam a procedência do
automóvel, como local onde foi fabricado, o ano de fabricação, a marca, modelo e seu
número dentro da linha de montagem. Uma regra bem interessante é que as letras ―I‖,
―O‖ e ―Q‖ foram proibidas, pelo fato de poderem ser facilmente adulteradas. Mais uma
boa cautela para dificultar o trabalho de malandros. Abaixo segue um modelo da
numeração do chassi.

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Para completar a carroceria, independente de ser em uma ou duas peças, vem a lataria
que dá as formas ao carro para completar. A espessura dessa peça pode variar de uma
área para outra do veículo. Em alguns modelos da Fiat, por exemplo, a chapa que vai na
área externa pode medir entre 0,7 e 0,8 milímetros.

As carrocerias atuais são mais finas e mais leves, porém tudo com o intuito de se
deformarem com mais facilidade em caso de uma batida. A engenharia das marcas
prevê a deformação progressiva. Nesse projeto as extremidades do veículo se
deformam, absorvendo o impacto e assegurando a integridade física dos ocupantes.

É muito comum ouvir falar de barras laterais de proteção, mas pouca gente sabe qual a
sua real finalidade. Essas estruturas metálicas são montadas no interior das portas dos
automóveis e sua função principal é proteger a região da altura dos assentos. Na porta
dianteira a barra de proteção se apóia na coluna dianteira e também na central. Já nos
carros de quatro portas, a porta traseira apóia a barra nas colunas central e traseira. Essa
peça é bem eficiente, pois absorve os impactos laterais em caso de acidente. Esse
equipamento é um tanto antigo, pois já era utilizada nos carros de produção desde o
final dos anos 80.

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Confira dicas sobre descarbonização do motor

Confira as respostas a dúvidas da semana enviadas pelos internautas.


Velas para carros flex e uso do estepe são temas também abordados.

Ricardo Lopes da Fonseca Especial para o G1

Não existe uma quilometragem indicada para se fazer a descarbonização do motor


(Foto: TV Globo/Reprodução)

Descarbonização do motor, uso do estepe, troca de pneus e velas específicas para carro
flex são alguns dos temas solicitados pelos internautas para esclarecer dúvidas sobre a
manutenção do carro. Confira abaixo as respostas para algumas perguntas formuladas
pelos leitores do G1.

Qual é a quilometragem certa para se fazer uma descarbonização do motor de um


automóvel? E qual é o sintoma que é apresentado quando o carro precisar fazer?
- Leomar Leitão de Sousa Andrade

Não existe uma quilometragem indicada para se fazer a descarbonização do motor. A


carbonização é decorrente do desgaste das peças móveis do motor , ou seja, o dito
popular "queimando óleo". O desgaste de cada motor vai depender muito do uso, do
combustível utilizado e da manutenção adequada, principalmente em relação à
qualidade do lubrificante. Em outras palavras, é só manter as trocas de óleo em dia que
dificilmente terá esse problema. Vale ressaltar que toda troca de óleo exige também a
substituição do filtro de óleo.

Como retirar os depósitos de carvão nas velas de ignição? Esta ação se realiza com
o uso do tal “flusch”?
- Jackson

Os depósitos de carvão que juntam nas velas de ignição podem ser extraídos com a
utilização de um objeto pontiagudo, porém manuseado por um mecânico ou por alguém
que tenha habilidades para esse serviço. Mas o melhor mesmo no caso de se detectar
esses depósitos é a substituição das velas. O serviço comentado é uma limpeza química
do motor, que trata da parte de lubrificação, portanto, não limpa as velas.

85
Posso utilizar vela de carros flex no meu classic 1.0 gasolina?
- Gerson

As velas de ignição para os motores do tipo flex são de outro grau térmico, desse modo
não são indicadas para o uso em carros a gasolina.

Vela de ignição (Foto: Divulgação/Bosch)

Ao trocar o jogo de velas é necessária a troca de cabos, rotor e condensador?


- Josevaldo Custodio da Silva, Bahia

Não é necessária a troca dos demais componentes do sistema de ignição, porém devem
ser inspecionados nas revisões e ao trocar as velas essas peças devem ser testadas para
averiguar o correto funcionamento. Somente se apresentar alguma irregularidade é que
deverão ser substituídas, independente da quilometragem.

Possuo um Fiat Marea Turbo e, em uma recente viajem, faltando cerca de 40


quilômetros para chegar, o carro perdeu muita força, tremeu muito, fez um cheiro
diferente no escape e um barulho também diferente. Foi uma vela que parou, mas
já troquei. Isso pode gerar problemas futuramente?
- Paulo Alberto

Se o problema ocorrido tiver como causa apenas a vela de ignição, isso não ocasionará
problemas futuros.

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Checar nível de óleo do motor é fundamental (Foto: TV Globo/Reprodução)

Durante um deslocamento, na volta para casa, notei que a luz indicadora do óleo
do motor chegou a piscar. Depois de reduzir a marcha para uma parada em um
sinal, continuei a observar e verifiquei que ao acelerar o carro mesmo parado a luz
apagava. O que pode estar acontecendo?
- Queizer Nascimento de Sousa

Nesse caso, pode ser o nível de óleo abaixo do mínimo recomendado pelo fabricante,
mas também podem ser um desses outros problemas: óleo não especificado para o
motor, entupimento da peneira da bomba de óleo, filtro de óleo entupido ou bomba de
óleo com pouca pressão.

Para proteger os pneus contra as “crateras” que assolam as ruas brasileiras


devemos calibrá-los com libras a menos ou a mais do que é recomendado nos
manuais?
- Roberto, Rio de Janeiro

Devemos sempre usar o que recomenda o manual de cada veículo, uma vez que em
certos modelos o pneu é desenvolvido com exclusividade, privilegiando o uso, seja mais
para o esportivo, urbano ou fora de estrada. De qualquer modo, pode-se aumentar 1
libra de pressão, principalmente quando vai pegar a estrada, mas lembre-se, para
calibrar o pneu procure fazer ainda com ele frio, ou seja, ao ter rodado no máximo entre
2 ou 3 quilômetros.

Gostaria de saber o significado das cores que são pintadas nos sulcos dos pneus
novos. Me disseram que elas representariam possíveis defeitos.
- José Agostinho Serapião

No processo de produção dos pneus existem várias etapas e uma delas é chamada de
extrusão. Nessa etapa alguns fabricantes usam faixas coloridas, cujo objetivo é ter um
controle, algo similar ao código de barras. Essa prática facilita a identificação para a
próxima fase do processo e isso não representa nenhum defeito no produto.

Rodízio de quatro e cinco pneus (Foto: Editoria de Arte/G1)

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Sempre que vou fazer a troca dos pneus do meu veículo, a loja informa que é
necessário fazer serviços como cambagem, alinhamento, balanceamento, cárter,
geometria etc. O que eu quero saber é se realmente esses serviçõs são necessários
sempre que os pneus são trocados ou então quando é preciso fazê-los.
- Ricardo Duarte Silva

O que é necessário fazer é o balanceamento das rodas. Isso serve para todas as vezes
que tiver de retirar o pneu, como por exemplo, para consertar uma roda, ou então
quando forem substituídos. Os demais serviços mencionados, como cambagem e
alinhamento, devem ser realizados a cada 5000 km ou quando ocorrer algum impacto
mais forte na suspensão.

Qual a melhor forma de saber quando devo trocar os pneus? Trocando o jogo
completo, devo colocar um novo no estepe e jogá-lo para rodar? Se sim, em qual
posição, faz diferença?
- Hélder Porfírio, Belo Horizonte

O momento adequado para substituir os pneus é quando estiver com menos de 1,6
milímetros de profundidade no sulco, ou seja, quando o desenho do pneu ainda não
estiver completamente desgastado. A partir dessa medida no sulco, cuja profundidade
de borracha é baixa, o risco do veículo aquaplanar aumenta consideravelmente. Isso
acontece porque passa a ocorrer uma lentidão na drenagem da água que passa pelo
pneu. Mas não há motivos para ficar apavorado, os pneus atuais possuem marcas
transversais na banda de rodagem que ajudam na avaliação do desgaste. Elas ficam bem
visíveis quando o sulco chega ao limite de profundidade e assim indicam o momento da
troca. Ao substituir o jogo de pneus, colocar o estepe para rodar é uma opção, já que a
borracha tem prazo de utilização, pois não permanece a vida toda em boas condições.
No entanto, deve-se observar a marca, modelo e as medidas. Elas têm de ser iguais para
não correr o risco de desequilibrar o veículo. A posição não faz diferença, contudo, se o
estepe for muito velho, mesmo sem ter rodado, o melhor é colocar nas rodas traseiras.
Vale ressaltar que o rodízio de pneus é fundamental para manter o desgaste uniforme.

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Saiba o que fazer quando a bateria do carro arriar

Solução mais comum é a utilização de cabos para 'chupeta'.


Dica principal é nunca inverter os pólos negativo e positivo.

Ricardo Lopes da Fonseca Especial para o G1

Cabos utilizados para fazer a ligação entre baterias (Foto: Divulgação)

A cena não é rara. Você acorda atrasado e quando vai dar a partida o motor do carro não
funciona. Após insistir algumas vezes, nada. Observa daqui, dali e a conclusão é que a
bateria arriou. Bem, você já ouviu falar na ligação direta entre baterias comumente
chamada de ―chupeta‖, que é uma solução para os casos de bateria descarregada? Até
então tudo bem, mas você sabe como executar esse serviço sem correr o risco de
danificar seriamente a parte elétrica do veículo?

Pode ficar despreocupado, que esse tipo de procedimento não é prejudicial ao carro nem
a você, porém, desde que tomados os devidos cuidados para evitar até mesmo um
acidente de maiores proporções. Abaixo listamos todos os cuidados a serem tomados
nessa situação de emergência.

Em primeiro lugar é preciso providenciar os cabos adequados. Geralmente são


confeccionados em duas cores, um vermelho e outro preto. Nem tente imaginar a
possibilidade de fazer esse procedimento com fios domésticos, pois podem provocar
acidentes graves. Também é importante que os cabos estejam em boas condições.
Normalmente o zelador do prédio ou mesmo na portaria dos edifícios existe um cabo
desses. Mas fique atento, verifique se não há emendas nem partes descascadas.

De posse do cabo é preciso uma bateria auxiliar, que pode ser outro carro. O ideal é que
a amperagem de ambas as baterias sejam iguais, pois capacidades diferentes podem
provocar danos ao sistema elétrico de um ou mesmo de ambos os veículos durante o
processo de transferência de carga. Caso não seja possível, a bateria auxiliar deve então
ter a maior amperagem. Na condição de se utilizar a bateria instalada em outro carro é
importante que as carrocerias não se toquem. Desligue tudo que consome energia nos
dois veículos, luzes internas, ar-condicionado, som, etc. Se estiver na rua não deixe de
sinalizar e, nesse caso, o carro com a bateria auxiliar deverá estar com o pisca-alerta
ligado.
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Acione o freio de mão e se estiver em aclive ou declive utilize calços para assegurar
que os carros não irão se mover. Se um ou ambos automóveis tiverem cambio
automático coloque a alavanca de marchas na posição P (parking). Verifique antes onde
se encontram os pólos positivos de cada bateria. Normalmente são aqueles cobertos por
uma capa.

Mantenha o veículo com a bateria auxiliar em funcionamento. Se for o caso de uma


bateria auxiliar fora do automóvel, certifique apenas que ela esteja carregada. Comece
ligando os pólos positivos. Utilize o cabo de cor vermelha, é um padrão estabelecido.
Conecte o cabo primeiramente ao pólo positivo da bateria auxiliar, depois ao pólo
positivo da bateria descarregada. Tome todo o cuidado para o cabo não encostar em
nada, principalmente no pólo negativo.

Em seguida, faça a conexão dos pólos negativos, começando pela bateria auxiliar.
Agora utilize o cabo de cor preta. Como citado anteriormente é um padrão, por isso vale
a pena seguir essa regra, já que quando for repetir esse procedimento dificilmente vai
errar os pólos e cometer um acidente.

Depois de conectar os cabos corretamente dê a partida no veiculo com a bateria


descarregada. Se funcionar, ótimo, a bateria descarregou mesmo. Se não conseguir após
algumas tentativas, não insista. Quatro ou cinco tentativas é o suficiente. Nesse caso só
resto levar o automóvel ao mecânico. Após o funcionamento ou algumas tentativas
desconecte os cabos, agora na seqüência inversa, ou seja, comece pelo cabo ligado aos
pólos negativos.

Com o carro em funcionamento não será preciso aguardar até que a bateria carregue. Já
é possível colocá-lo em movimento logo em seguida. Caso você não saia de imediato é
preciso aguardar em torno de 10 a 15 minutos para que a bateria carregue totalmente e
assim tenha carga suficiente para uma nova partida (caso ela tenha descarregado, mas
ainda esteja em boas condições de segurar a carga).

Depois do transtorno é bom investigar a causa da bateria ter descarregado. Em alguns


casos ela pode indicar que sua vida útil já está no fim. Em outros, pode ser uma luz
interna que ficou ligada por várias horas, um farol aceso por muito tempo, etc. O
importante é saber o que aconteceu para não ficar na mão outra vez.

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Tire dúvidas sobre o sistema de direção hidráulica

Sistema de óleo sob pressão se encarrega do ‗trabalho pesado‘.


Já a direção progressiva deixa o volante mais rígido conforme a velocidade.

Ricardo Lopes da Fonseca Especial para o G1

Hidráulica faz motorista poupar energia (Foto: Divulgação)

Com o tempo, a direção hidráulica se popularizou e deixou de ser um artigo de luxo


apenas para carros grandes. Sua finalidade é atenuar o esforço do motorista, que passa a
comandar a parte mecânica com maior facilidade, uma vez que o maior trabalho é feito
hidraulicamente. Essa redução de esforço faz o motorista poupar 80% da energia que
seria empregada para movimentar a direção.

A função básica do sistema de direção é transformar o giro do volante em um


movimento lateral das rodas dianteiras, definindo a trajetória do veículo. O método mais
comum empregado nos automóveis é a direção simples, do tipo pinhão e cremalheira.

Em regras gerais, o pinhão é fixado à coluna da direção e quando o motorista vira o


volante, ele gira e movimenta a cremalheira. Em conseqüência, esterça as rodas para a
direita ou esquerda. Esse sistema é muito simples, por isso, possui menos componentes
e isso representa menos custo. O segundo modelo mais utilizado é do setor e rosca sem
fim, porém, ele já conta com uma quantidade de componentes maior. Esse tipo de
sistema é mais adequado para veículos pesados, como ônibus e caminhões.

Como o método convencional não possui assistência hidráulica, o motorista faz todo o
esforço para a direção virar de um lado a outro. Já a direção hidráulica, nosso tema da
coluna, se encarrega do trabalho pesado e deixa para o motorista apenas a função de
indicar o rumo.

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Conjunto da direção hidráulica requer cuidados, como verificar nível de fluido (Foto:
Divulgação)

O sistema é simples, constituído pelo mecanismo da direção, normalmente do tipo


pinhão e cremalheira do sistema convencional, mais uma bomba hidráulica, um
reservatório de óleo e diversas tubulações de alta e baixa pressão por onde o fluido
circula.

O princípio de funcionamento da direção hidráulica é assim: um sistema com óleo sob


pressão exerce a maior parte do esforço necessário para girar as rodas. A pressão do
óleo é aplicada no instante em que o motorista vira o volante da direção. A ação
hidráulica ocorre com auxílio do fluido que circula sob pressão na tubulação do sistema.
Para isso há uma válvula especial que se abre e fecha quando o volante é virado de um
lado a outro. Ao abrir, ela permite que o óleo despejado sob pressão aplique a uma
determinada força a um pistão que vai acionar a barra de direção.

A bomba que atua na direção hidráulica é acionada pelo motor do carro por meio de
polia e correia. Como a bomba funciona constantemente, bombeando fluido o tempo
todo, ela chega a desperdiçar potência e essa perda no final das contas representa um
maior consumo de combustível. Mas é assim mesmo, o conforto tem sempre um custo
extra.

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Direção hidráulica deixa para o motorista apenas a função de indicar o rumo (Foto:
Divulgação)

Alguns carros contam com a direção hidráulica progressiva, que nada mais é que um
mecanismo que torna o volante mais rígido a medida que a velocidade aumenta. A
direção do tipo eletrônico confere a velocidade e após essa leitura aciona a válvula que
gerencia o fluxo de óleo pelo sistema. Esse fluxo faz a direção ficar mais pesada ou
mais leve. Para se ter uma idéia, no sistema tradicional de assistência hidráulica quanto
mais o carro ganha velocidade mais a direção fica mole, pois a bomba libera mais ou
menos fluido conforme as rotações do motor. No sistema eletrônico a centralina recebe
a informação da velocidade através de sensores e a partir de então comanda a abertura
ou o fechamento da válvula que controla a vazão do fluido pelo sistema. Em outras
palavras, esse sistema mantém a direção sempre estável, sempre segura.

O conjunto da direção hidráulica requer alguns cuidados. O nível do fluido precisa ser
verificado periodicamente e quando necessário ser completado com o fluido que atenda
as especificações contidas no manual do proprietário. Se a quantidade estiver muito
baixa ou logo após completar o volume voltar a baixar é preciso levar o carro até uma
oficina especializada para uma análise específica, pois deve haver algum vazamento.

Vale lembrar que mesmo sem óleo a direção vai funcionar, porém apenas o modo
mecânico, ou seja, a direção fica mais pesada e o motorista chega a fazer mais esforço
que uma direção mecânica convencional.

Curiosidade:
Na maioria dos carros, normalmente são necessárias três ou quatro voltas completas do
volante para fazer com que as rodas se movam da esquerda para a direita ou, como se
diz no meio automotivo, de batente a batente.

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Tire dúvidas sobre o sistema de airbag

Apenas 25% dos carros saem de fábrica com o sistema.


Projeto de lei prevê obrigatoriedade no Brasil a partir de 2014.

Ricardo Lopes da Fonseca Especial para o G1

É importante dar a devida importância aos mecanismos que podem salvar vidas. No
Brasil, por exemplo, apenas 25% dos carros saem de fábrica com airbag. Destes, 5% são
populares.

Muita gente não sabe, mas o primeiro carro equipado com airbag disponível para venda
foi o Oldsmobile Toronado na década de 1970. O assunto é tratado no mundo inteiro
como uma boa solução para diminuir as mortes no trânsito. Em 1998, os Estados
Unidos estabeleceram uma lei obrigando todos os veículos novos a terem airbag do
motorista e passageiro de série. Logo, outros países europeus adotaram a idéia, seguidos
depois pelo Japão.

E não é só o airbag que é desprezado pelos motoristas. Dados divulgados pelo Cesvi
(Centro de Experimentação Viária) mostram que o uso do cinto de segurança é usado
por 82,7% dos motoristas nas rodovias e 75,2% nas cidades. Esse número é relevante, já
que o airbag um complemento ao cinto de segurança.

O sistema de airbag da Mercedes-Benz (Foto: Divulgação)

Como funciona o airbag

Desde sua invenção, os airbags já salvaram milhares de vidas. Em uma colisão o


equipamento pode inflar em menos de um décimo de segundo para proteger os
ocupantes do automóvel das forças de uma colisão frontal ou lateral.

A bolsa inflável é uma almofada que fica dobrada dentro do volante ou painel do carro.
Com muitas evoluções, atualmente os veículos dispõem também de airbags no teto, no
revestimento das portas, nas colunas e nos encostos de cabeça. Essa bolsa se enche
rapidamente no caso de uma colisão, seja frontal ou lateral e sua finalidade é restringir o
deslocamento dos passageiros em direção a superfícies contundentes dentro do
automóvel. Entre encher e esvaziar completamente não decorre mais de 30 milésimos
de segundo. A bolsa do airbag lateral infla em até 20 milisegundos. Só para completar,

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esses tempos são inferiores a um piscar de olhos, que leva cerca de 100 milisegundos.

Imagem de teste do airbag da Ford mostra como funciona o dispositivo (Foto:


Divulgação)

As três partes em um airbag:

A bolsa inflável - ela é feita de um tecido de náilon, de espessura fina, que fica dobrada
dentro do volante ou no painel do veículo.

O sensor que comanda a bolsa - detecta a força de um choque a partir de uma


velocidade de 15 km/h (no padrão americano) ou 24 km/h (no padrão europeu). O
sistema que enche a bolsa - os airbags são inflados pela reação de dois produtos
químicos. Essa reação se dá muito rapidamente, produzindo uma descarga elétrica que
libera um gás que se expande. Isto faz com que a bolsa infle até 40 cm do volante,
saltando para fora da direção ou painel quando se expande. Cerca de poucos segundos
depois, a bolsa já estará desinflada, de forma a não machucar ou atrapalhar o passageiro.
É por isso que ela possui muitos orifícios.

Os mais comuns são os airbags frontais que ficam alojados no volante e no painel. Em
colisões mais leves, laterais, traseiras ou em capotamentos, o dispositivo normalmente
não é ativado. Existem também os side bags ou comumente chamados de laterais, que
são instalados nos bancos ou nas portas. A função desse airbag lateral é a proteção em
caso de impactos laterais ou capotamentos.

A engenharia automotiva estuda a segurança dos ocupantes de um automóvel conforme


o grau de intensidade da colisão. Em baixa a média intensidade, apenas o cinto de
segurança é a proteção recomendada, já que nessas circunstâncias há pouca troca de
energia, ou seja, pouca deformação do carro. Nesse caso apenas as partes de
acabamento sofrem algum dano, que não chega a atingir a estrutura do veículo. Os
ocupantes têm pouco contato com partes internas do veículo.
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Em média intensidade, a proteção adequada é uso do cinto de segurança em conjunto
com o pré-tensionador. Nessa situação, a engenharia prevê significativas deformações
na parte frontal do chassi, porém sem afetar significativamente o compartimento do
motor. Pode ocorrer o contato dos ocupantes com partes internas do veículo, porém sem
possibilidade de ocorrer ferimentos graves.

Já um choque de média para alta intensidade, todos os componentes de segurança


devem ser utilizados para minimizar os danos. O cinto de segurança em conjunto com o
pré-tensionador e o airbag atuam com o objetivo de assegurar a integridade física dos
ocupantes, uma vez que nessas condições o carro sofre grandes deformações estruturais
com ou sem redução do habitáculo dos passageiros. O impacto dos ocupantes com
partes internas do veículo, cujo risco provável de ocorrência de ferimentos graves, é
maior.

No Brasil ainda vai levar tempo para esse equipamento se tornar obrigatório. A
obrigação está prevista em um projeto de lei que tramita na Câmara dos Deputados, mas
pelo visto só mesmo em 2014 é que todos os veículos terão o acessório, já que para a lei
entrar em vigor serão necessários cinco anos após a definição das especificações pelo
Contran. Até lá, tenha muito cuidado no trânsito.

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Tire dúvidas sobre o funcionamento do sistema de ar-condicionado do carro

Em modelos 1.0, ar é desativado quando situação exige mais do motor.


Mesmo no frio, aparelho deve ser ligado ao menos uma vez por semana.

Ricardo Lopes da Fonseca Especial para o G1

Em dias muito quentes, temperatura interna do carro pode chegar a 70º C. (Foto:
Divulgação)

Um veículo parado sob o sol pode atingir a temperatura interna de até 70º C. Portanto, é
inegável a importância do ar-condicionado, um item que além de oferecer conforto,
proporciona segurança, viabilizando a viagem com os vidros fechados, sem que
motorista e passageiros ―derretam‖ dentro do carro.

Funcionamento

O ar-condicionado é um aparelho que muda a temperatura e a umidade do interior do


automóvel dentro de limites pré-estabelecidos. Para isso, é necessário um circuito no
qual um gás refrigerante é enviado, sob pressão, por meio de um compressor acionado
pelo motor.

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Ar deve ser ligado inclusive no frio, pelo menos uma vez por semana (Foto:
Divulgação)

Depois disso, esse gás é esquentado e atravessa o radiador, onde é submetido a um


resfriamento, passando para o estado líquido. Em seguida, vai para uma válvula de
expansão e entra no evaporador colocado na cabine do carro. Neste momento, volta ao
estado gasoso.

Portanto, na prática, esse equipamento não é um gerador de frio, mas sim um


transformador do ar ambiente. Para funcionar, o motor do condicionador de ar é ligado
ao motor do veículo por correias, um esforço que exige de 8 a 15 cavalos de potência.

Filtro de ar do veículo retém impurezas e pode acumular fungos (Foto: Divulgação)

Ar em um carro 1.0

Para alguns, o equipamento em um carro de pouca potência, como os que contam com
motor 1.0, pode parecer uma opção inadequada. Mas nem sempre é. Isso porque,
quando o ar-condicionado é de fábrica, conta com sistemas que o desativam
momentaneamente em casos que exigem que toda a potência do motor seja usada, como
no caso de uma subida mais acentuada, por exemplo, ou mesmo uma ultrapassagem.

No inverno, aparelho também deve ser ligado

Para fugir do calor, é necessário que o ar-condicionado esteja em plenas condições de


funcionamento e com a revisão em dia. Portanto, faça uma inspeção anual para verificar
o filtro, que retém impurezas vindas do ar externo e também pode acumular fungos se
não for trocado periodicamente. O nível do gás também é checado. Se ele não estiver
em ordem, o condicionador não vai esfriar o ambiente.

A dica para manter seu ar-condicionado funcionando bem é utilizá-lo constantemente. É


isso mesmo, um condicionador de ar parado pode ressecar as mangueiras e também
virar um criadouro de fungos. Portanto, mesmo em épocas mais frias, é importante ligar
o aparelho ao menos por 10 minutos, uma vez por semana.

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Outra dica bacana é ativar a recirculação. Além de não permitir que o ar externo entre
no carro, principalmente quando se está atrás de um caminhão soltando fumaça, ou
dentro de um túnel, em um engarrafamento, entre outros, esse modo acelera o
resfriamento interno. Porém, seu uso não deve ser prolongado, pois o ar no interior do
carro não vai se renovar. Um lembrete importante aos fumantes: evite o cigarro com o
ar-condicionado ligado, pois o sistema ficará impregnado com um odor bem
desagradável.

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Tire dúvidas de como lavar o seu carro

Sol e sabão podem provocar manchas na carroceria.


Motor deve ser lavado uma vez por ano.

Ricardo Lopes da Fonseca Especial para o G1

Vidros exigem cuidados especiais (Foto: AFP)

Manter o carro limpo não só mostra o cuidado que você tem com o seu carro, mas
também é a melhor maneira de evitar danos que a sujeira pode desenvolver. Para deixar
o automóvel brilhando e protegido, porém, é preciso seguir alguns passos para que essa
operação seja bem sucedida.

Você não deve lavar o carro sob o sol nem com a carroceria quente. Esse cuidado serve
para evitar que o sabão seque e cause manchas na pintura. Depois, durante a lavagem,
deixe o carro sempre molhado - mas não exagere no volume, evite o desperdício de
água.

Comece a ensaboar a carroceria. Faça isso por partes. Por exemplo, comece pela frente.
Lave e enxágüe. Depois faça isso com uma lateral, depois a traseira e assim por diante.
O cuidado é não tentar lavar o carro todo de uma só vez. A dica também é sempre fazer
a lavagem de cima para baixo.

O ideal é fazer a lavagem com xampu específico para a linha automotiva. Na falta de
um xampu apropriado, use sabão neutro. Evite os detergentes domésticos, muitos
contam fórmula abrasiva e podem provocar manchas ou mesmo danificar a camada de
verniz da pintura.

Rodas e pneus devem ser limpos com outro pano ou escova. Se as rodas tiverem pintura
especial use uma escova com cerdas macias. Lembre-se de enxaguar bem, tanto a lataria
quanto as rodas.

Depois de limpo, seque o carro com um pano. A secagem deixa o carro com brilho e
evita manchas também. Lembre-se de usar um pano macio que não solte fiapos.

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Interior do veículo

Não pode se esquecer da parte interna. Um aspirador portátil contribui para uma boa
limpeza. Não esqueça as dobradiças e também as partes internas das portas, que
acumulam bastante sujeira. Se o carro tiver tapetes de borracha o ideal e remove-los e
lavar mesmo, com bucha e sabão. Evite usar aqueles líquidos brilhantes, como se fosse
―pretinho‖, pois acumulam muita poeira e no final mais atrapalham que ajudam.

Produtos com álcool também ressecam as peças de plástico. Na hora deixam o interior
com aspecto bonito, como se fosse novo, mas alguns dias depois acumulam sujeira no
painel e nas laterais da porta. O melhor é um pano limpo e úmido. E muita vontade para
limpar os cantos, locais sempre desprezados.

Lembre-se dos vidros também. O ideal é a cada lavagem também passar um pano limpo
e macio. Se tiver algum produto do tipo ―limpa vidros‖ é melhor ainda, mas um pano
umedecido de água já resolve. Depois utilize um pano seco. Uma boa dica é passar
jornal amassado. Limpa e ainda dá brilho. Se o vidro traseiro tiver desembaçador., não
utilize produtos químicos nem esfregue com força para não danificar os filamentos
elétricos.

O correto é não usar óleos e querosene na lavagem, mas se o carro tiver resíduos de
asfalto ou piche, não se deve deixar muito tempo impregnado na carroceria. Utilize um
pano embebido de querosene e esfregue a área afetada com o piche. Mas sem fazer
força. O importante é não deixar o querosene secar. Logo que a sujeira tiver sido
removida enxágüe bem a área e em seguida passe sabão neutro para retirar os resíduos.
Enxágüe novamente.

Lavagem do motor

O motor também requer cuidados. O ideal é não lavar muitas vezes, uma vez ao ano está
de bom tamanho. Antes de tudo, evite jogar água quando o motor ainda estiver quente.
Na hora da lavagem não use produtos químicos e derivados de petróleo, pois esses
agentes químicos podem corroer as peças de borracha do motor e também afetar o
sistema elétrico. É importante nunca usar água sob pressão, pois pode comprometer
sensores e componentes elétricos e eletrônicos.
Com essas dicas você vai manter seu carro sempre com bom aspecto e também em
ordem, o que deixa um passeio muito mais prazeroso e agradável.

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Tire dúvidas sobre os tipos de carrocerias dos carros

Ricardo Lopes da Fonseca Especial para o G1

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Novo Gol é o exemplo clássico da carroceria hatch (Foto: Divulgação)

Você, provavelmente, nunca deve ter ouvido alguém falar que adoraria ter um carro do
tipo notchback. Mas não se preocupe, pois é comum as pessoas não saberem diferenciar
o tipo de carrocerias dos carros. Mas aí vem a pergunta: isso é importante? Sim, para
não comprar gato por lebre. Como assim? Na nota fiscal e, depois, no documento do
carro devem estar especificadas a versão e a carroceria do modelo. O cuidado a tomar é
que, conforme a variação da carroceria, o preço difere. Sabendo disso, alguns
"espertos", principalmente no mercado de usados, colocam à venda um carro com
carroceria X a preço de carroceria Y – mais cara.

Apenas para ilustrar, a carroceria é a estrutura que envolve o veículo e que define a sua
aparência. De modo geral, é constituída pela área reservada ao motor, área interna para
os passageiros e porta-malas. O termo vem da época das carruagens fechadas. No
surgimento dos primeiros carros, o usuário comprava apenas o chassi e o motor,
exatamente como acontece com os ônibus atualmente. Cabia ao dono procurar uma
empresa para encarroçar o automóvel.

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Divulgação
Limousine é caracterizada pela enorme distância entreeixos e interior requintado e
confortável (Foto: Divulgação)

Hoje em dia temos dois tipos de plataformas para os carros. Algumas ainda são
montadas sobre o chassi e, as mais modernas, fazem parte da estrutura do carro. Esse
último é um conceito de construção conhecido como monobloco, que se tornou o
modelo adotado pela maioria dos veículos atuais.

Desde os primeiros automóveis, a busca por carrocerias mais leves é um dos grandes
desafios das montadoras. As pesquisas são incessantes e testam todos os materiais
possíveis. Alumínio, titânio e fibra de carbono são os materiais nobres mais utilizados
em modelos exclusivos. Os modelos mais usuais, entretanto, são feitos de aço.

Veja os tipos de carrocerias

>> Hatchback (hatch) tem como característica principal dois volumes bem diferentes:
habitáculo dos passageiros e o motor. O termo em inglês remete à idéia de uma ampla
janela (escotilha) que se abre e dá acesso ao porta-malas e interior do veículo.
Visualmente chamam atenção pelo desenho da traseira, que termina em uma única
linha. Somando-se a porta do bagageiro, podem ser encontrados em versões de três ou
cinco portas. Geralmente é o modelo de entrada das marcas. Bons exemplos são:
Volkswagen Gol, Chevrolet Celta, Ford Ka, Peugeot 206 e Fiat Palio.

>> Fastback é parecido com o hatchback, mas conta com a parte traseira mais longa. O
teto segue abaixando até o porta-malas no desenho moderadamente encurvado. A porta
traseira dá acesso ao interior. O fastback mais popular é o Ford Mustang. Outros
exemplos são o Chevrolet Kadett e o Ford Escort.

>> Notchback é um carro muito parecido com o fastback, porém, o porta-malas é


menor a ponto de não formar um volume independente como nos sedãs. Exemplos:
Chevrolet Astra, Fiat Stilo, Citroen Xsara e Renault Laguna.

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Toyota Corolla é o sedã mais vendido no mundo (Foto: Divulgação)

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>> Sedã (sedan) possui três volumes, de duas ou quatro portas. É um tipo comum, cujo
formato a maioria das pessoas distingue facilmente. É composto pelo motor, habitáculo
dos passageiros e porta-malas, sendo cada área bem definida. A linha que define a
dianteira é semelhante ou igual à traseira. O compartimento traseiro é externo ao
habitáculo e sua tampa não inclui o vidro traseiro. Alguns dos exemplos são: Toyota
Corolla, Honda Civic, Ford Fusion, Volkswagen Jetta, Fiat Siena e Chevrolet Vectra.

>> Cupê (coupé) é uma das versões que possui o maior número de interpretações.
Oficialmente, o que difere um cupê de um hatchback ou de um fastback é o volume
interno. De acordo com a Sociedade dos Engenheiros Automotivos (SAE), o que define
um cupê é o carro de teto rígido com menos de 0,93 m³ (934 litros) de espaço interno.
De maneira sucinta, são os carros com denotação esportiva, de duas portas e três
volumes, com o teto baixo e coluna traseira inclinada. Bons exemplos: Porsche 356, 911
e Maserati Coupé.

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Peugeot 308 CC é o mais novo conversível do mercado europeu (Foto: Divulgação)

>> Conversível, de uma forma geral, é todo carro com capota de lona ou rígida
escamoteável. São os modelos com pára-brisa fixo e capota dobradiça que, quando
fechada, deixa o carro com as linhas de um cupê. Ou seja, "convertido" em sua versão
tradicional. Bom exemplo é o Peugeot 308 CC.

>> Cabriolet é apontado pela indústria automobilística como a versão que designa
vários tipos de conversíveis, mas é mais aplicado a veículos derivados de cupês, com
dois ou quatro lugares e com santantonio, seja rígido ou de levantamento automático.
Exemplo: Mercedes CLK Cabrio.

>> Targa é o conversível com teto rígido – metálico. Geralmente é uma área quadrada
removível logo acima dos ocupantes. É uma terminologia empregada inicialmente pela
Porsche. Praticamente não se modifica as linhas gerais do carro. Os exemplos mais
conhecidos são o Porsche 911 Targa, o Miura Targa e o Pontiac TransAm Targa.

>> Roadster é um carro projetado para uso rotineiro nas estradas. Possui assento para
apenas duas pessoas, que ficam recuadas até a altura do eixo traseiro. A dianteira é bem
pronunciada e a predominância é puramente esportiva. Conta com dois lugares e
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santantonio. Os exemplos clássicos nos dias de hoje são o Audi TT Roadster e o BMW
Z4.

>> Spyder é uma das versões preferidas pelas marcas italianas. São conversíveis,
parecidos com roadsters, mas que levam mais dois passageiros. Exemplo: Maserati
Spyder e Alfa Romeo Spider.

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Palio Weekend é a perua mais vendida no mercado brasileiro (Foto: Divulgação)

>> Perua (station wagon), também chamada por break ou caminhoneta, é derivada dos
hatchbacks, sedãs, fastbacks ou até mesmo cupês. Podem ter três ou cinco portas.
É conhecida como carro família e basicamente tem o habitáculo dos passageiros
estendido até o porta-malas. A tampa da mala envolve a janela traseira e a capacidade
de bagagem é muito maior. Os modelos no mercado possuem diversas denominações:
Fiat Palio Weekend, Volkswagen Parati, Audi Avant, Xsara Break, BMW Touring, etc.

>> Minivan é conhecida como veículo monovolume, pois o compartimento do motor, a


cabine e o porta-malas formam um único volume. No exterior, é chamada de MPV
(Multi Purpose Vehicle). É um carro versátil, que está situado entre as peruas e as vans.
Contudo, as minivans não costumam ser maiores que as peruas, uma vez que
compartilham a mesma plataforma. Dentre as características básicas estão a posição de
dirigir mais alta e uma extensa possibilidade de configuração dos bancos. Exemplos:
Renault Scénic, Chevrolet Zafira, Mercedes Classe A e Citroën Picasso.

>> Van é projetada para carregar o maior número possível de pessoas. Varia em
tamanho e forma, mas geralmente conta com carrocerias que priorizam o
aproveitamento do espaço em detrimento do estilo. Tem teto alto e amplo espaço
interno. Melhores exemplos: Kia Besta, Fiat Ducato, Mercedes-Benz Sprinter e
Volkswagen Kombi, pioneira nesse segmento.

>> Furgão é parecido com a van, mas com foco no transporte de carga. Normalmente
tem o habitáculo separado da carga. O exemplo mais popular é o Fiat Fiorino. Outros
são: Fiat Doblò, Peugeot Boxer, Fiat Ducato.

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Divulgação
O SUV coreano Kia Sportage ganhou uma leve maquiagem no exterior (Foto:
Divulgação)

>> Utilitário esportivo (SUV - Sport Utility Vehicle) é uma espécie de perua derivada
de uma picape. Apesar de, atualmente, todos os carros 4x4 com características
esportivas serem enquadrados nesse segmento, ele engloba carros grandes, sofisticados,
de aparência robusta e, muitas vezes, com preço de venda elevado. Possue bom
desempenho fora-de-estrada, motor potente e diversos itens de luxo. Porsche Cayenne,
BMW X5, Mercedes-Benz ML, Jeep Cherokee, Nissan Pathfinder e Pajero Full são
exemplos conhecidos.

>> Jipe é um veículo dotado de tração nas quatro rodas com desenvoltura para enfrentar
terrenos ruins e acidentados. Inicialmente destinado ao uso militar e fabricado pela
marca Willys, o carro ficou conhecido como General Purpose Vehicle – veículo para
uso geral, ou GP - "gee-pee" (soletrando em inglês). Dessa expressão é que surgiu o
Jeep, aportuguesado para jipe. Exemplos: Troller T4, Jeep Wrangler, Toyota
Bandeirantes e Land Rover 110.

>> Crossover é basicamente o termo a se aplicar a qualquer carro urbano com


características, sejam funcionais ou decorativas, de veículos off-road. Porém, é um
modelo que está se tornando comum no mercado brasileiro, porém, com outro conceito.
Originalmente, era para ser um veículo com carroceria enquadrada entre o utilitário
esportivo e a perua, como por exemplo, o Subaru Outback, o Mitsubishi AirTrek e o
Nissan Murano. Porém, o termo passou a designar carros com pequenas modificações,
digamos assim, com certo ar aventureiro. Bons exemplos são a Palio Adventure e o
Volkswagen Crossfox.

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Divulgação
A veterana S10 continua imbatível no topo do ranking das picapes (Foto: Divulgação)

>> Picape (caminhonete) é um veículo de transporte de carga em compartimento


aberto. O termo é derivado da palavra inglesa "pick-up" – carregar em português. As
picapes são basicamente compostas por uma cabine com dois lugares (ou cabine duplas,
para cinco pessoas) e uma grande caçamba para cargas. Exemplos: Ford F250, Ford
Courier, Fiat Strada e Chevrolet Montana.

>> Limousine é um carro longo, de alto luxo e freqüentemente dirigido por um chofer
(motorista). Conta com espaço para, no mínimo, seis pessoas em um habitáculo
diferente do motorista. No interior, tem diversos itens de conforto, entre os quais não
pode faltar o frigobar.

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